Mostrar mensagens com a etiqueta saúde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta saúde. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de maio de 2016

Sementes que ajudam a controlar a hipertensão


Pequena no tamanho e enorme de nutrientes. As sementes de linhaça, abóbora, girassol e gergelim são fontes de fibras, vitaminas, sais minerais, proteínas e antioxidantes. Regularizam o funcionamento do intestino, protegem das doenças cardiovasculares, combatem o envelhecimento e ainda são fontes de magnésio, essencial na formação do esqueleto e no combate a osteoporose.

 O que você esta esperando para incluir essas pequenas notáveis na sua alimentação? “É só desfrutar das sementes, sem exageros, e elevar a saúde com nutrientes essenciais e ideais para o bom funcionamento do organismo”, afirma a nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional. A semente de linhaça possui, além dos carboidratos, proteínas, gorduras e fibras, 27 componentes anticancerígenos e por causa disso vira uma grande aliada na prevenção do câncer de próstata, de cólon e de pulmão. Outra grande característica, é ser a mais rica fonte de ômega 3 (gordura boa) existente na natureza, evitando doenças cardiovasculares.

“É uma semente muito benéfica. A linhaça tem cinco vezes mais fibras que a aveia e contém 100 vezes mais lignina (fibras insolúveis dietéticas) que os melhores grãos integrais. Portanto, é um alimento importante para o bom funcionamento do intestino”, ressalta a nutricionista.
Cheia de potássio, mineral capaz de auxiliar no controle da pressão arterial, a semente de abóbora chama a atenção dos nutricionistas. Por dia, homens e mulheres precisam de dois mil miligramas do mineral e a semente de abóbora possui 919 miligramas. Além disso, é rica em fibra, que funciona bem contra a prisão de ventre, e vitamina A, boa para os olhos por prevenir doenças como degeneração macular. “Outro diferencial da semente de abóbora é a grande quantidade de vitamina E, nutriente que combate o envelhecimento”, afirma a especialista Roseli.

A semente de girassol que também tem fibra e possui vitamina A, só que em menor quantidade do que a semente de abóbora, merece atenção por ser rica em gordura monoinsaturada, nutriente essencial por afastar males cardiovasculares, grande medo da atualidade. O mineral da semente de girassol, o magnésio, também é uma procura da sociedade moderna, ele ajuda na formação do esqueleto e combate a osteoporose. Homens e mulheres precisam de 420 miligramas de magnésio por dia e a semente de girassol possui, em 100 gramas, 354 miligramas.

Também pequena no tamanho e enorme de nutrientes, a semente de gergelim, rica em cálcio, fósforo, ferro e vitaminas do complexo B, é altamente eficaz na lubrificação do intestino, graças a sua ação emoliente e de laxante suave no organismo, pois umedece e lubrifica. Além de evitar inconvenientes como a prisão de ventre, a hemorróida e o câncer de colón.


As sementes que ajudam a controlar a hipertensão
Chia, linhaça e semente de girassol, ricas em ômega 3, são algumas das sementes que auxiliam na prevenção e no combate à hipertensão, doença crônica silenciosa que pode ter consequências graves e levar à morte por ocorrência de infarto ou derrame.

— O ômega 3 atua na prevenção de doença cardiovascular, pois ajuda a diminuir o colesterol e a pressão arterial —

Segundo a nutricionista, a quantidade diária ideal de chia ou linhaça é de uma a duas colheres de sopa, que podem ser adicionadas a bebidas ou comidas. Para sementes de girassol, a medida recomendada é de 30 gramas por dia.

— Outros alimentos, como castanhas, amêndoas e nozes são fontes de gorduras insaturadas e magnésio, nutrientes que auxiliam no combate à hipertensão. O suco de uva também tem efeito protetor contra doenças do coração — complementa.

A nutricionista recomenda priorizar na dieta frutas, verduras, legumes ricos em potássio, cálcio e magnésio, cereais integrais como arroz, aveia e farelo de trigo e ingerir no mínimo dois litros de água por dia.

Outra medida é reduzir o consumo de sódio, substituindo sal comum por sal light — que tem teor reduzido de sódio — e condimentos naturais, como alho, cebola, orégano, manjericão, alecrim, entre outros. Temperos e salgadinhos industrializados, patês, manteiga e margarina salgadas, carnes processadas têm bastante quantidade de sal e devem ser evitados.

— Aliada à alimentação adequada, é essencial a prática de atividades físicas regulares, reduzir o consumo de álcool e evitar o hábito de fumar — conclui.


nutricionista Flávia Morais, da rede Mundo Verde

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Farelo e Gérmen: conheça os seus benefícios

Promete reduzir o colesterol, ajudar no emagrecimento, favorece o intestino e aumenta o período de saciedade. O farelo de trigo, embora seja um alimento dispensável por muitas mulheres, pode trazer inúmeros benefícios à sua saúde, desde que consumido com orientações especializadas. “Trata-se de uma película externa do grão de trigo (casquinha do grão) e é constituído por fibras insolúveis que exercem funções muito importantes no nosso organismo. É um alimento que contém pouca caloria, auxiliando também no emagrecimento”, explica Gustavo Vilela, médico hematologista.

 Benefícios do farelo de trigo

 Intestino saudável: Para quem sofre com o problema de intestino preso, consumir o farelo pode auxiliar no desconforto abdominal e na limpeza intestinal. “Ele auxilia na limpeza do intestino, eliminando toxinas fecais de modo mais eficaz”, indica Vilela. Ele ainda pode prevenir doenças. “Além disso, seu consumo evita o surgimento de inflamações gastrointestinais”, acrescenta Maria Fernanda Pio, nutricionista esportiva à frente da equipe MPIO.

 Emagrece: Quando ingeridas, as fibras presentes no farelo ‘incham’ em contato com a água, aumentando o período de saciedade. “Conseqüentemente, podem colaborar para controlar o apetite e o emagrecimento em um programa apropriado de reeducação alimentar e atividade física”, diz Vilela.
Saúde em dia: O farelo também pode ser uma arma interessante para reduzir o colesterol, pois é responsável também pela diminuição da absorção de gorduras no intestino. “Ele reduz os níveis de açúcar e colesterol no sangue e pode prevenir o surgimento de doenças crônicas”, avalia Maria.


Como incluir o farelo de trigo nas receitas 

Por não ter um sabor característico, o ideal é usá-lo como auxiliar na preparação de pratos. “Você pode adicionar nas receitas de biscoitos, pães, sopas, bolos, tortas, sucos, vitaminas e feijão, por exemplo, sem alterar o gosto das preparações”, comenta Vilela.

Porém, a ingestão diária consumida deve ser de até 3 colheres de sopa, já que a quantidade de fibras recomendada por uma pessoa adulta é de aproximadamente 30g. “Quem consome farelo precisa se lembrar de beber bastante água, já que a quantidade de fibras pode causar o ressecamento do bolo fecal”, alerta o médico.




Cuidado: há contraindicação
Assim como certos alimentos, o farelo de trigo deve ser evitado por pessoas celíacas, já que contém glúten em sua composição. “Pessoas com obstrução do trânsito intestinal, ou com dificuldade de absorção intestinal, quadros inflamatórios intestinais ou abdominais agudos, por exemplo: apendicite, e indivíduos desidratados, com dificuldade para engolir ou produzir saliva devem evitar o consumo”, recomenda Vilela.

Receitas de Pão

Receitas de Biscoitos e Bolachas e Cookies

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Psilio



Psilio orgânico: Reduz os níveis de colesterol e promove a eliminação de toxinas

• Parte essencial de qualquer programa de desintoxicação
• Promove um equilíbrio saudável do açúcar no sangue
• É uma fonte rica de fibra solúvel em água que fomenta a função normal do intestino
• Pode promover a perda de peso ao atuar como um supressor de apetite
• Eficaz para a redução dos níveis de colesterol total e de LDL ("colesterol ruim")
• Orgânico certificado pela 'Quality Assurance International'

O que é e de onde vem?

A casca do psilio origina de sementes pulverizadas da planta Plantago ovata, uma erva nativa de algumas partes da Ásia, regiões mediterrâneas da Europa e África do Norte. A casca da semente do psilio é usada em remédios naturais e são similares à aveia e ao trigo.

A casca do psilio é fibra alimentar pura, composta principalmente de hemicelulose. O consumo diário de fibra pode oferecer muitos benefícios de saúde e desempenha um papel crucial na promoção da saúde do cólon. A fibra proporciona volume, facilita a passagem e ajuda a acelerar o tempo de trânsito pelo trato digestivo. Também ajuda na absorção de glicose e pode promover níveis saudáveis de colesterol. Especialistas de saúde e nutrição estão de acordo que os adultos devem consumir de 25 a 30 gramas de fibra alimentar todos os dias para manter uma boa saúde.

Por que você deve tomar o psilio orgânico?

• Propriedades desentoxicantes: a mucilagem gelatinosa produzida quando o psilio fica saturado com água tem a capacidade de absorver as toxinas no intestino grosso. O psilio se toma normalmente para reduzir a autotoxicidade (as toxinas são expulsas do corpo com as cascas e sementes).

Saúde do cólon: vários estudos determinaram que as sementes de psilio aliviam a prisão de vente, quando isto era devido a fatores do estilo de vida (por exemplo, fibra inadequada, forma de vida sedentária). A fibra contida nas cascas do psilio não é digerida no intestino delgado, pois se decompõe parcialmente no cólon, onde atua como uma fonte de alimento para a flora amigável. Tradicionalmente, a casca de psilio foi utilizada como suave laxante para prisão de ventre, atuando como uma esponja no trato intestinal, ficando inchada à medida que absorve a água e material residual nos intestinos. Isto forma uma massa macia e volumosa que passa pelo cólon com maior rapidez e é evacuada com mais suavidade e facilmente.

Transtornos digestivos: o efeito calmante e protetor proporcionado pela casca e sementes ricas em mucilagem beneficia todo o trato gastrintestinal. O psilio é tomado para as úlceras estomacais e duodenais, e para a indigestão ácida.

Colesterol: a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) aprovou o psilio para reduzir o risco de enfermidade cardiovascular com estudos recentes que confirmam a redução do risco. A questão de como funciona o psilio para reduzir o colesterol ainda está sendo investigada, mas os autores propõem que o psilio aumenta a excreção de ácidos biliares e, em segundo lugar, aumenta a excreção de colesterol do fígado.

Diabetis: a suplementação com psilio também melhorou os níveis de açúcar no sangue em algumas pessoas com diabete. Acredita-se que o componente de fibra solúvel do psilio é responsável por este efeito.

Perda de peso: para pessoas que procuram perder peso, a inclusão da fibra, sobre tudo quando se comem alimentos com alto teor de gordura saturada, pode contribuir para a perda de peso de duas maneiras. A primeira tem a ver com a capacidade da fibra para se expandir no estômago, o que acelera a aparição da saciedade e portanto uma diminuição da massa calórica dos alimentos ingeridos. A segunda tem a ver com a capacidade da fibra de absorver os macronutrientes. Quando a fibra absorve moléculas de gordura, estas não se podem metabolizar e portanto passam pelo corpo. Isto significa, simplesmente, que não são armazenados como gordura corporal. Em um estudo triplo cego de "comedores sem restrição”, foi demonstrado que a ingestão de casca de psilio causa um aumento significativo da sensação subjetiva de saciedade e uma redução no consumo de gorduras e calorias. Investigadores concluíram que o psilio pode ser útil nas dietas de controle de peso.

Existe qualquer efeito colateral?

Não existe qualquer efeito colateral associado com o psilio.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Análises Clínicas que devemos fazer:



• Hemograma completo
• Ferritina
• Ferro sérico
• Transferrina
• VHS
• Ácido úrico
• Proteína total e frações
• Glicemia de jejum
• Insulinemia
• Hemoglobina Glicada
• Vitamina B12 sérica
• Ácido Fólico
• Zinco sérico
• Cálcio Total
• Fósforo e Magnésio
• TGO, TGP
• Fosfatase Alcalina, Gama-GT
• Uréia, Creatinina, Na e K
• Colesterol total e frações + Triglicérides
• TSH e T4 livre
• Vitamina D (25-OH-vit D)

terça-feira, 30 de junho de 2015

Queda de Cabelo


O melhor é apostar numa alimentação saudável e equilibrada.

Vitaminas A, C e complexo B (B5; B9; B12) ferro, zinco, selénio e aminoácidos essenciais –metionina, lisina  e cisteína – são alguns dos termos que deve decorar. Mas como sabemos que são complexos e que deve ter demasiadas coisas já armazenadas na cabeça, o SOL pediu à nutricionista Vera Sedas para elaborar uma lista dos alimentos que podem ajudar a ter um cabelo mais saudável

E sabe qual é a melhor parte? É que ao ingerir estes alimentos está também a ‘ajudar’ a sua pele e as suas unhas a ter uma vida saudável. Três em um!

1 - Vegetais de folhas verdes: Comer vegetais de folhas verdes, como espinafres, couves e acelga,  fornece ao corpo vitaminas essenciais para o cabelo, como as vitaminas A e C, que ajudam os folículos pilosos produzirem sebo. As folhas verdes também contêm ácido fólico (B9) e biotina, cálcio  e ferro e zinco – exemplo: cenoura, rúcula e agrião;

2 – Abóbora - rica em metionia e lisina. As sementes de abóbora são ricas em zinco;

3 - Cebola roxa – rica em aminoácidos cisteína, lisina e metionina;

4 - Batata-doce - fonte de ferro, vitaminas E, A e C e potássio. ;

5 – Abacate: Contém vitamina A e é rico em vitaminas do complexo B, Vitamina E, beta-caroteno, cobre , vitamina C e gorduras saudáveis;

6 – Melão - rico em vitamina B9;

7 - Castanha-do-pará, Caju, Nozes e Avelãs são ricos em aminoácidos essenciais - a metionina, cisteina e a lisina. As amêndoas e os  Amendoins, para além de terem estes aminoácidos, são ricos em zinco;

8 - Cogumelos – ricos em aminoácidos essenciais (lisina, metionina, cisteina) e vitaminas B5 e B9;

9 - Levedura de cerveja – rica nas vitaminas B5 e B9;

10 – Oleaginosas e sementes ricas em ómega 3 (anti-inflamatório);

11 - Algas –  ricas em sais minerais (ferro, zinco);

12 - Feijão, grão, lentilhas e soja são ricas em vitaminas do complexo B. O feijão é uma grande fonte de proteína magra e também fornece grande quantidade de biotina, ferro e zinco; As ervilhas também ajudam a resolver os problemas capilares, pois possuem os aminoácidos metionina e cisteína;

13 – Água de coco - rica em vitaminas A, B, E, cobre, ferro, potássio e é muito hidratante.

14 - Abóbora e sementes de abóbora, farelo, amêndoas, sementes de sésamo, nozes e sementes, amendoins, millet, grãos, figo seco, melaço, feijão frade - Alimentos ricos em magnési, essencial para a formação das proteínas que fortalecem os fios;

15 -  Arroz, feijão e lentilhas: têm aminoácidos que quando combinados dão origem a proteínas que formam o colageneo e a queratina, que são componentes que fortalecem os cabelos e por isso quando consumidos regularmente protegem os fios da queda;

16 - Vitamina D, suplemento alimentar com vitamina D pode ser utilizada contra queda de cabelo, pois ajuda na recuperação da estrutura capilar

17 - Vinagre de maçã: Auxilia na digestão da proteína, fazendo com que esta seja melhor aproveitada pelo organismo. Ele pode ser utilizado de forma tópica ou pode ser ingerido pois ambas as formas evitam a queda de cabelo;

 18- Alecrim: A aplicação do alecrim no couro cabeludo melhora a circulação prevenindo a queda de cabelo;


Sugestão: Faça batidos das folhas de cenoura e de beterraba. São ricos em vitamina A

Sugestão: Dar preferência a cereais crus e integrais. Exemplo flocos de aveia, centeio, cevada, malte, trigo-sarraceno, quinoa. São ricos em vitamina B5.

....

Aqui ficam mais algumas recomendações dadas pela nutricionista Vera Sedas:
•    “As vitaminas são sensíveis ao calor, por isso tente ingerir alimentos ricos nestes compostos orgânicos”;
•    “Preferir batidos e  smoothies”;
•    “Prefira alimentos biológicos e não processados. A concentração de químicos e conservantes pode causar problemas dermatológicos - não se esqueça de que o cabelo e as unhas são uma extensão da pele!”;
•    “As vitaminas do complexo B são hidrosoluveis, a melhor forma de comer alimentos ricos nestas vitaminas são em cru ou cozinhados no vapor”.

Tratamento Natural

domingo, 9 de novembro de 2014

Os Melhores, os Piores, Essenciais, Antioxidantes, Alcalinos e Ácidos

Os 10 piores Alimentos para consumo 
– Açúcar Refinado
Trigo (glúten)
Leite Animal
Sal Refinado
Refrigerante
Carne Vermelha e Branca
Farinhas Brancas
Alimentos Fritos
Alimentos Industrializados
Óleo Vegetal

Os Melhores Alimentos para consumo

-Leite Materno
-Óleo de côco;
-Quinoa (cada 100 gramas contém 15 g de proteínas, 68 g de carboidratos, 9,5 g de ferro, 286 mg de fósforo, 112 mg de cálcio e 5 g de fibras).
-Chá Verde
-Azeite Oliva
-Açafrão da Terra
-Alho
-Brócolos
- Abacaxi

Os 5 Nutrientes Essenciais para saúde plena

-O Rei ( Cloreto de Magnésio)
-O Iodo
-A Vitamina D
-Ómega 3
-Cálcio 

Os Principais Antioxidantes 

-Carotenoides 
-Vitamina A
-Vitamina C e E;
-Selénio,
-Flavonoides,

-Zinco e Cobre

Alimentos Acidificantes:
(Devem ser eliminados da dieta)


Alimentos Alcalinizantes:
( Devem ser introduzidos a dieta)





adaptado de curasnaturais

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Banana e Alho?


Comer uma banana amassada em jejum com um dente de alho
cura diabetes: mas cuidado - tem que se fazer o teste de diabetes periodicamente pois baixa mesmo a taxa de glicose.

Se deseja uma solução rápida para baixos níveis de energia, não há melhor lanche que a banana. Contendo 3 açúcares naturais: sacarose, frutose e glicose, combinados com fibra, a banana dá uma instantânea e substancial elevação da energia.

Pesquisas provam que apenas 2 bananas fornecem energia suficiente para 90 minutos de exercícios extenuantes.

Propriedades Nutricionais:

A banana apresenta boas quantidades de vitaminas do complexo B, vitaminas C e é óptima fonte de potássio.
Valor Calórico:
100 gramas de banana prata fornecem 89 calorias. Realmente é uma fruta bem calórica, que deve ser evitada por quem está fazendo dietas para emagrecimento.
Propriedades Medicinais:
Por ser rica em potássio, ajuda a evitar e a regular a hipertensão arterial, principalmente quando o paciente usa diuréticos, e também previne as cãimbras. As bananas maduras são eficientes para controlar a diarréia, ajudam no sono e melhoram o humor.
Não é à toa que a banana é a fruta nº 1 dos maiores atletas do mundo.
Mas energia não é a única forma de ajudá-lo(a) a ficar em forma. A banana também ajuda a curar ou prevenir um grande número de doenças e condições físicas, que a tornam obrigatória na sua dieta diária.

BANANA – Combate a diarreia, calmante, favorece a formação, secreção e excreção do leite, combate a anemia.
Anemia: contendo muito ferro, bananas estimulam a produção de hemoglobina no sangue e ajudam nos casos de anemia.
Pressão arterial: contém elevadíssimo teor de potássio, mas reduzido em sódio, tornando-a perfeita para combater a pressão alta. Tanto que a FDA (agência responsável pelo controle de alimentos e remédios) dos EUA autorizaram a indústria de banana a oficialmente informar sua habilidade de reduzir o risco de pressão alta e enfarte.
Capacidade mental: 200 estudantes de uma escola em Twickenham (Middlesex) tiveram ajuda da banana (no café da manhã, lanche e almoço), para elevar sua capacidade mental. Pesquisa mostra que frutas com elevado teor de potássio ajudam alunos a aprender e manter-se mais alerta.
Obstipação intestinal: com elevado teor de fibra, incluir bananas na dieta pode ajudar a normalizar as funções intestinais, superando o problema, sem recorrer a laxantes.
Depressão: de acordo com recente pesquisa realizada pela MIND, entre pessoas que sofrem de depressão, muitas se sentiram melhor após uma dieta rica em bananas. Isto porque a banana contém "trypotophan", um tipo de proteína que o organismo converte em serotonina, reconhecida por relaxar, melhorar o humor e, de modo geral, aumentar a sensação de bem-estar.
Ressaca: uma das formas mais rápidas de curar uma ressaca é fazer uma vitamina de banana com leite e mel. A banana acalma o estômago e, com a ajuda do mel, eleva o baixo nível de açúcar, enquanto o leite suaviza e reidrata o sistema.
Azia: elas têm efeito antiácido natural. Se você sofre de azia, experimente comer uma banana para aliviar-se.
Enjoo matinal:comer uma banana entre as refeições ajuda a manter o nível de açúcar no sangue elevado e evita as náuseas.
Picadas de mosquito: antes de usar remédios, experimente esfregar a parte interna na casaca da banana na região afectada. Muitas pessoas têm resultados excelentes em reduzir o inchaço e a irritação.
Nervos: elas contém elevado teor de vitamina B, que ajuda a acalmar o sistema nervoso.
Excesso de peso e Pressão no trabalho: estudos do Instituto de Psicologia, na Áustria, mostram que a pressão no trabalho leva à excessiva ingestão de comidas, como chocolate e biscoitos. Examinando 5 mil pacientes em hospitais, pesquisadores concluíram que os mais obesos eram os que tinham trabalhos com maior pressão. O relatório concluiu que, para evitar a ansiedade por comida, precisa-se controlar os níveis de açúcar no sangue.
Comendo alimentos ricos em hidratos de carbono, como bananas, a cada 2 horas, mantém-se estável o nível de açúcar.
Tensão Pré Menstrual (TPM): esqueça as pílulas e coma banana. Ela contém vitamina B6, que regula os níveis de glicose no sangue, que afectam o humor.
Úlcera: usada na dieta diária contra desordens intestinais, é a única fruta crua que pode ser comida sem desgaste em casos de úlcera crónica. Também neutraliza a acidez e reduz a irritação, protegendo as paredes do estômago.
Controle de temperatura: muitas culturas vêem a banana como fruta “refrescante”, que pode reduzir tanto a temperatura física quanto a emocional de mulheres grávidas. Na Tailândia, por exemplo, as grávidas comem bananas para os bebés nascerem em temperatura baixa.
Desordens Afectivas Ocasionais: a banana auxilia os que sofrem de DAO, porque contêm um incrementador natural do humor, o "trypotophan".
Fumo: elas podem ajudar pessoas que estão largando o cigarro, porque os seus elevados níveis de vitaminas C, A1, B6 e B12, além de Potássio e Magnésio, ajudam o corpo a se recuperar dos efeitos da retirada da nicotina.
Stress: Potássio é um mineral vital, que ajuda a normalizar os batimentos cardíacos, levando oxigénio ao cérebro e regula o equilíbrio de água no nosso corpo. Quando em estados stress, a nossa taxa metabólica eleva-se, reduzindo os níveis de Potássio, que podem ser reequilibrados com a ajuda da banana.
Enfarte: de acordo com pesquisa publicado no Jornal de Medicina de New England, comer bananas regularmente pode reduzir o risco de morte por enfarte em até 40%!
Verrugas: os naturalistas juram que se quiser eliminar verrugas, basta colocar a parte interna da casca de banana sobre elas e prendê-la com uma ligadura ou fita cirúrgica.
Como vêem, a banana é um remédio natural contra muitos problemas.
Comparada à maçã, tem 4 vezes mais proteína, 2 vezes mais Hidratos de carbono, 3 vezes mais Fósforo, 5 vezes mais vitamina A e Ferro e 2 vezes outras vitaminas e minerais.
Também é rica em Potássio e, como um todo, é um dos alimentos mais valiosos.

Alho
O alho é um parente das cebolas e alho-porós, tem o poder de reduzir o colesterol e a pressão arterial, tem ação germicida combatendo infecções além de possuir antioxidantes e flavonóides que combatem o envelhecimento e muitas outras propriedades. Acredita-se que a maioria dessas propriedades se devem à riqueza de substâncias sulfurosas na sua composição.
A ação mais saudável do alho é sua capacidade de melhorar as condições cardíacas, suas ações germicidas e anticancerígenas. Enfim, o alho é um dos alimentos acessíveis mais saudáveis

Alguns fatos sobre o alho:

•previne doenças coronárias e circulatórias 
•previne infartos 
•reduz a coagulação do sangue 
•reduz a pressão sangüínea 
•combate infecções bacterianas, viróticas e fúngicas, inclusive infecções de pele 
•diminui o risco de câncer do estômago, gástrico e outros 
•reduz os níveis de açúcar e glicose, ajudando no tratamento da diabetes 


Fonte: www.brazuka.info

O alho é indicado nas afecções catarrais agudas e crônicas, como as bronquites que dificultam a respiração, tuberculose, pneumonia e asma. É excelente nos resfriados e gripes.
Usa-se o alho ainda como hipotensor, em casos de pressão alta; e no tratamento das varizes. Ele combate as toxinas intestinais e expulsa os vermes. Para isso, use o alho em forma de chá e tome 3 ou 4 vezes por dia.
É empregado também com bons resultados como antisséptico, depurativo do sangue, diurético, emoliente e no combate à febre. É usado ainda em casos de ácido úrico, cálculos, diabetes, enfermidades do fígado, dos rins e da bexiga, esgotamento, insônia, picaduras de insetos, reumatismo e úlceras.
Externamente, usa-se o alho contra calos, verrugas, sarna e manchas da pele.
Não devem fazer uso do alho as pessoas com hipotensão arterial, pois este abaixa mais ainda a pressão. Em doses muito elevadas, o alho produz dor de cabeça, dor no estômago, nos rins, cólicas, vômitos, diarréia e tontura.
O período de safra do alho estrangeiro é de janeiro a junho. Já o alho nacional é encontrado a melhores preços nos meses de dezembro e janeiro e setembro e outubro.


ver tambem: *  banana em jejum e alho para hipertensão

domingo, 9 de março de 2014

Conheça 7 razões pelas quais os vegetarianos vivem mais


Um novo estudo publicado pela publicação médica JAMA Internal Medicine[https://archinte.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=1832195] analisou as informações de sete estudos clínicos e outros 32 publicados entre os anos de 1900 e 2013, onde os participantes mantiveram uma dieta vegetariana e descobriram que tinham menos pressão sanguínea comparado a quem come carne.

Confira abaixo sete razões para quais os vegetarianos podem viver mais do que os carnívoros.

1.
Pressão sanguínea baixa: no ultimo estudo, pesquisadores descobriram que não apenas os vegetarianos têm baixa pressão sanguínea na média, mas que estas dietas podem ser usadas para baixar a pressão em pessoas que precisem de uma intervenção.

2.
Baixo risco de morte: um estudo realizado em 2013 com mais de 70 mil pessoas descobriu que vegetarianos têm 12% a menos de riscos de morte quando comparado com não-vegetarianos. Com nada de gordura saturada e colesterol que entope as artérias, os vegetarianos têm um risco menor para doenças crônicas.

3.
Bom humor: um estudo de 2012 dividiu participantes indiferentemente entre três dietas: com todo tipo de carne permitida, apenas peixe e vegetariana. Os pesquisadores descobriram que, depois de duas semanas, as pessoas na dieta vegetariana apresentaram melhoras no humor em comparação com os outros grupos.

4.
Menos chances de doenças do coração: em outro estudo de 2013 no qual 44 mil pessoas mostrou que os vegetarianos são 32% menos suscetíveis a desenvolver doenças isquêmicas do coração.

5.
Baixo risco de câncer: pesquisadores da Universidade loma Linda, na Califórnia (EUA) estudaram versões diferentes da dieta vegetariana e o risco de câncer entre pessoas com baixo risco de ter a doença e descobriram que uma dieta vegetariana pode trazer benefícios. Embora o estudo não tenha um resultado determinante para o assunto, os veganos têm baixo risco para câncers, especificamente os mais comuns entre as mulheres, como o de mama.

6.
Baixo risco de diabetes: estudos mostraram que vegetarianos têm baixo risco para desenvolver diabetes. Mesmo que a dieta não cure a doença, pode baixar o risco de uma pessoa ao ajudá-la a mantes o peso e melhorar o controle de açúcar no sangue.

7.
Baixa probabilidade de obesidade: pesquisas mostram que os vegetarianos tendem a ser mais esguios que seus colegas carnívoros, e eles tendem a ter baixo colesterol e massa muscular. Alguns dados sugerem que uma dieta vegetariana pode ajudar com a perda de peso e a manutenção de um peso saudável com o tempo. 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Banana: Use e Abuse!




Nunca coloque sua banana na geladeira!
Isto é interessante.
Depois de ler isto, você nunca vai olhar para uma banana da mesma maneira novamente.

A banana contém três açúcares naturais - sacarose, frutose e glicose, combinados com fibra. A banana dá uma instantânea e substancial elevação da energia.

Pesquisas provam que apenas duas bananas fornecem energia suficiente para um treino de 90 minutos extenuantes. Não é à toa que a banana é a fruta número um dos maiores atletas do mundo.

Mas energia não é a única forma de uma banana poder nos ajudar a manter a forma. Pode também nos ajudar a curar ou prevenir um grande número de doenças. Tornando-se uma obrigação adicionar a banana à nossa dieta diária.

Depressão: De acordo com recente pesquisa realizada pela MIND, entre pessoas que sofrem de depressão, as pessoas se sentiam melhores após ter comido uma banana. Isto porque a banana contém triptofano, um tipo de proteína que o corpo converte em seratonina, reconhecida por relaxar, melhorar o seu humor e, geralmente, fazem você se sentir mais feliz.

TPM Esqueça as pílulas - coma uma banana. A vitamina B6 regula os níveis de glicose no sangue, que podem afetar seu humor.

Anemia: contendo muito ferro, bananas estimulam a produção de hemoglobina no sangue e ajudam nos casos de anemia.

Pressão Arterial: Este fruto tropical é muito rico em potássio, mas reduzido em sódio, tornando-a perfeita para combater a pressão alta. Tanto é assim, que a Food and Drug Administration nos Estados Unidos, permitiu que a indústria da banana oficialmente informasse ao publico, que ao comer essa fruta, ela poderá reduzir o risco de pressão alta e infarto.


Cérebro: 200 estudantes da escola Twickenham na Inglaterra tiveram ajuda nos exames este ano, comendo

bananas no café da manhã, lanche e almoço em uma tentativa de elevar sua capacidade mental. A pesquisa mostrou que o elevado teor de potássio na banana, pode ajudar a aprendizagem, tornando os alunos mais alertas.

Constipação: com elevado teor de fibra, incluir bananas na dieta pode ajudar a normalizar as funções intestinais, ajudando a superar o problema sem recorrer a laxantes.

Ressaca: uma das formas mais rápidas de curar uma ressaca é fazer uma vitamina de banana, adoçado com mel. A banana acalma o estômago e, com a ajuda do mel aumenta os níveis de açúcar no sangue, enquanto o leite suaviza e reidrata o sistema.

Azia: têm efeito antiácido natural no organismo, por isso, se você sofre de azia, experimente comer uma banana para aliviar.

Enjôo matinal: comer uma banana entre as refeições ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue elevado e evita as náuseas.

Picadas de mosquito: antes do creme para picada de inseto, experimente esfregar a zona afetada com a parte interna da casca da banana. Muitas pessoas acham excelentes para reduzir o inchaço e a irritação.



Nervos: Bananas são ricas em vitaminas do complexo B que ajuda a acalmar o sistema nervoso.

Excesso de peso e no trabalho? Estudos do Instituto de Psicologia na Áustria mostram que a pressão no trabalho leva à excessiva ingestão de alimentos como chocolate e biscoitos. Estudando 5000 pacientes em hospitais, pesquisadores concluíram que os mais obesos eram os que mais sofriam de pressão alta e ataques de ansiedade. O relatório desse estudo, concluiu que: para evitar que comamos biscoitos e doces quando estamos ansiosos, então é necessário que se coma alimentos ricos em carboidratos a cada duas horas para manter níveis estáveis de açúcar no sangue, e é aí que entra a nossa querida banana.

Úlceras: A banana é usada na dieta diária contra desordens intestinais pela sua textura macia e suavidade. É a única fruta crua que pode ser comida sem desgaste em casos de úlcera crônica. Também neutraliza a acidez e reduz a irritação, protegendo as paredes do estômago.

Controle de temperatura: Muitas culturas vêem a banana como fruta 'refrescante', que pode reduzir tanto a temperatura física como emocional de mulheres grávidas. Na Tailândia, por exemplo, as grávidas comem bananas para os bebês nascerem com temperatura baixa.

Seasonal Affective Disorder (SAD): a banana auxilia os que sofrem SAD, porque contêm a vitamina B6 e Triptofano, que nos acalma e nos faz ficar bem humorados.

Fumar e Uso do Tabaco: As bananas podem ajudar as pessoas que tentam deixar de fumar. Vitaminas - A, B6 e B12, assim como o potássio e magnésio, ajudam o corpo a recuperar dos efeitos da retirada da nicotina.

Stress: O potássio é um mineral vital, que ajuda a normalizar os batimentos cardíacos, levando oxigênio ao cérebro e regula o equilíbrio de água no corpo. Quando estamos estressados, nossa taxa metabólica se eleva, reduzindo os níveis de potássio que podem ser reequilibrado com a ajuda da banana, que é rica em potássio.

Infarto: de acordo com pesquisa publicado no New England Journal of Medicine, comer bananas como parte de uma dieta regular, pode reduzir o risco de morte por enfarto em até 40%!

Verrugas: os interessados em alternativas naturais juram que se quiser eliminar verrugas, pegar um pedaço de casca de banana e colocá-lo sobre a verruga, com o lado amarelo para fora. Segure cuidadosamente a casca no local com esparadrapo!

Assim, a banana é um remédio natural para muitos males. Quando você compará-lo com uma maçã, tem quatro vezes mais proteínas, duas vezes mais carboidratos, três vezes mais fósforo, cinco vezes mais vitamina A e ferro e o dobro das outras vitaminas e minerais. Também é rica em potássio e é um dos alimentos mais valiosos para nossa saúde. Então talvez seja hora de mudar essa frase em inglês, tão conhecida: 1 apple a day, keep the doctor away, e que nós traduzindo deveríamos usar: "Uma banana por dia mantém o doutor sem freguesia!"

PASSE PARA OS AMIGOS
PS: Bananas devem ser a razão pela qual os macacos são tão felizes o tempo todo! Vou acrescentar uma dica aqui; quer um brilho rápido nos sapatos? Pegue a parte de DENTRO da casca da banana e esfregue diretamente sobre o sapato... Passe após, um pano seco. Fruto incrível!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Dicionário dos Alimentos - COUVE GALEGA

Existem alimentos que encerram em si várias dimensões daquilo que podemos idealizar como a alimentação perfeita… A couve-galega é parte da nossa identidade gastronómica (imortalizada no nosso caldo verde), tem produção nacional e apresenta um perfil nutricional único que a transformam num alimento perfeito.

Não é por acaso que a couve-galega em algumas regiões é chamada de “couve de todo o ano”. A sua produção é contínua resistindo a todos os climas, e é esta imagem de marca que a tornou sinónimo de força para todos os trabalhadores minhotos que não dispensavam o caldo verde antes da sua labuta diária nos campos.

A sua composição nutricional não se aparenta na totalidade a um “normal” hortícola parecendo que foi captar um a um, os pontos fortes de cada grupo de alimentos. O cálcio e o leite formam uma espécie de irmandade para o comum dos consumidores, mas é interessante constatar que a couve-galega tem o dobro da quantidade deste mineral (mesmo tendo em conta que os oxalatos da couve impedem que uma pequena parte deste cálcio seja absorvido). Fenómeno semelhante ocorre com a laranja e a vitamina C, sendo que a couve-galega é igualmente rica nesta vitamina. Mas não se fica por aqui, ao possuir metade do ferro de um bife (não tao bem absorvido, é certo) e uma quantidade de vitamina A de fazer inveja a alguns legumes coloridos como o tomate e o pimento. A análise de um hortícola sob o prisma das calorias é algo dispensável, no entanto, fica a indicação que todo este aporte nutricional nos “custa” apenas 26 kcal por 100 gramas!

Também em fitoquímicos, a couve-galega apresenta uma extensa variedade de carotenóides com a luteína em lugar de destaque pelo seu papel benéfico nas cataratas, aterosclerose e doença pulmonar crónica obstrutiva até aos glicosinolatos com evidência comprovada ao nível da diminuição do risco de alguns tipos de cancro.

É certo que o processo de cozedura destrói boa parte destes compostos e consequentes benefícios, por isso, adicionar a couve à sopa só no final da cozedura e cozê-la a vapor são indispensáveis para usufruir da couve-galega na sua plenitude!

A couve-galega não é assim apenas mais um hortícola, é uma dádiva da natureza, uma celebração à saúde…

Por Pedro Carvalho
Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

Dicionário dos Alimentos - COGUMELOS

Todos os anos, à chegada das primeiras chuvas de Outono, os cogumelos mostram-se ao mundo num espectáculo de inegável beleza. Apesar das suas cores e formas atractivas não serem necessariamente sinónimo de comestibilidade, é já um hábito em muitas aldeias do nosso país a apanha do cogumelo.

Este fungo, que há mais de dois mil anos é encarado na medicina tradicional chinesa como um alimento com grande potencial terapêutico, sofre de alguma impopularidade quer por alguns casos de envenenamento, quer pelo efeito alucinogénio de algumas espécies. Puro engano! De facto, das mais de dez mil espécies de cogumelos conhecidas, apenas duas mil são comestíveis e menos de dez são industrializadas.

O cogumelo é um autêntico prodígio nutricional. Na sua essência, é constituído basicamente por água (mais de 90 por cento), fibra e proteína, ou seja um super-alimento no que à promoção da saciedade diz respeito. Acresce ainda o facto de o cogumelo ser significativamente mais rico em vitaminas do complexo B e minerais do que a maioria dos hortícolas. Tudo isto em apenas 14 kcal por 100g nos cogumelos frescos. As opções em conserva são menos interessantes pois para além da perda de algumas características organolépticas, ficam igualmente pelo caminho algumas vitaminas e minerais sendo ainda de sublinhar a adição de sal.

O tão propalado e ancestral potencial terapêutico dos cogumelos tem sido alvo de inúmeras investigações ao longo dos anos. Os dois efeitos mais interessantes e bem documentados até agora prendem-se com a capacidade destes fungos ao nível do fortalecimento do sistema imunitário e na diminuição dos níveis de colesterol sanguíneo. Para além destes, os cogumelos têm sido associados a muitos outros benefícios ainda sem grande evidência científica como a diminuição da pressão arterial, prevenção da diabetes, efeitos anti-virais e anti-bacterianos e um interessante potencial antioxidante em parte explicado pela sua riqueza em compostos fenólicos, tocoferóis e carotenos. Alguns compostos bioactivos presentes nas espécies de cogumelos Maitake e Shiitake têm Sido recentemente utilizados com resultados bastante promissores no combate ao cancro da próstata e bexiga.

Em suma, é um alimento com enorme versatilidade culinária podendo ser utilizado em sopas, entradas, saladas, risotos, massas salteadas, entre muitos outros. Estão reunidas todas as condições para disfrutarmos dos benefícios que os cogumelos nos possam aportar.

Por Pedro Carvalho
Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

Dicionário dos Alimentos - CHOCOLATE

A combinação de sabor, textura, aroma e compostos bioactivos fazem-nos crer que o chocolate foi um projecto divino, mais do que uma simples criação da natureza.

É reconfortante a ideia de que os alimentos que nos dão mais prazer e estimulação sensorial podem igualmente trazer benefícios para a saúde. O chocolate quente, bebida de eleição e já com cheirinho a Natal, é um dos já falados healthy guilty pleasures que com a sua conta peso e medida poderá fazer perfeitamente parte integrante de um estilo de vida saudável.

Não existem dúvidas que o chocolate é um alimento extremamente calórico com grandes quantidades de gordura e açúcar. Sendo certo que uma boa parte dessa gordura é saturada o impacte no colesterol sanguíneo não é tão grande como seria de esperar. A verdadeira “desvantagem” da manteiga de cacau e fonte da gordura do chocolate acaba por ser a sua propriedade de derreter à temperatura corporal, fazendo do momento da ingestão não apenas um mero episódio alimentar mas uma experiência sensorial reconfortante.

Este conforto associado ao consumo de chocolate acaba por ser explicável à luz de muitos dos seus constituintes que vão desde a cafeína e teobromina com efeito estimulante a aminas biogénicas e ácidos gordos que poderão ser responsáveis por um certo efeito aditivo do chocolate ao mimetizarem o efeito de algumas drogas canabinóides no cérebro. Apesar destes fenómenos ocorrerem em ambos os sexos, existem outros mecanismos que fazem das mulheres um grupo alvo no que diz respeito aos desejos por chocolate. Se a fase pré-menstrual é em si fértil em desejos alimentares, o chocolate lidera indubitavelmente esta lista, constituindo-se porventura como um desejo inconsciente por magnésio, um mineral cuja concentração no organismo diminui no período pré-menstrual e no qual o chocolate é extremamente rico.

Os benefícios do consumo do chocolate estão intimamente associados ao seu teor de cacau e consequentemente à quantidade de polifenóis nele existente. A redução de processos inflamatórios, melhoria dos mecanismos antioxidantes e diminuição do risco de doenças cardiovasculares está dependente da quão criteriosa for a escolha do chocolate. As opções com adição de leite, amêndoas, passas, caramelo possuem menor percentagem de cacau que o chocolate negro sendo que o “chocolate” branco nem sequer possui cacau na sua constituição.

Assim, acrescente na sua receita de chocolate quente um bom chocolate negro com alto teor em cacau (acima de 70%) e outros ingredientes como canela, gengibre e malagueta para potenciar o seu efeito antioxidante.

É caso para dizer que o chocolate é uma associação perfeita de palatibilidade, propriedades farmacológicas e hormonais, e já os Mayas explicavam o seu culto pela sua "capacidade de despertar desejos insuspeitos e revelar destinos"...

Por Pedro Carvalho, nutricionista
Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

Dicionário dos Alimentos - CEREJA

Diz uma lenda japonesa que uma cerejeira secular, companhia de sempre de um famoso guerreiro, florescia no Inverno no aniversário da sua morte sendo então atribuído à cereja o dom da imortalidade. Se nos dias de hoje podemos constatar que este florescimento fora de época é algo que apenas à mitologia diz respeito, o mesmo não podemos dizer das propriedades "imortais" das cerejas.

Em boa verdade, os maiores benefícios nutricionais das cerejas residem na sua vasta quantidade de fitoquímicos com potencial anti-envelhecimento comprovado. A cereja consegue associar um perfil nutricional muito interessante à sua sazonalidade e produção local, factores a que deve ser dada especial importância na altura de comprar.

Com um valor calórico reduzido (cerca de 60 kcal por 100g), as cerejas são particularmente ricas em vitamina A e em outros compostos fenólicos e flavonóides nos quais se destacam a quercetina e as antocianinas, substâncias bioactivas que têm sido estudadas pelos benefícios para a saúde que o seu potencial antioxidante poderia exercer.

Neste contexto, alguns estudos apontam para um efeito protector de danos no ADN que poderá actuar de forma preventiva para alguns tipos de cancro, sendo que as suas propriedades anti-inflamatórias são igualmente úteis ao nível da prevenção de doenças cardiovasculares. Investigações mais recentes mostram que estes compostos existentes nas cerejas poderão reduzir a produção de β-amilóide e, como tal, reduzir o risco de aparecimento de doença de Alzheimer.

As cerejas são igualmente ricas em melatonina, uma hormona produzida pela glândula pineal que tem um papel central na regulação dos nossos ritmos circadianos (períodos de aproximadamente um dia nos quais se baseia todo o ciclo biológico humano sob a influência da luz solar). Deste modo, a ingestão de cerejas poderá ser uma boa alternativa para a redução do jet lag e melhoria da qualidade do sono.

Apesar de muitas destas substâncias manterem-se em alguns subprodutos das cerejas (como tartes, compotas ou cerejas cristalizadas), o ideal é a ingestão da fruta em natureza usufruindo assim de todos estes benefícios para a saúde sem a associação de uma quantidade excessiva de açúcar.

Por Pedro Carvalho, nutricionista
Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

Dicionário dos Alimentos - CASTANHAS

A castanha, mais do que um alimento, é um marco do nosso calendário. Sinónimo de chuva, frio e lareira, é interessante constituir-se como o ponto alto do magusto celebrado em comemoração do “Verão” de S. Martinho.

No séc. XVII, a castanha era dos “farináceos” mais consumidos na alimentação dos seus congéneres beirões e transmontanos, ocupando por vezes o lugar do pão e das batatas. Esta substituição será hoje quase impossível, não porque não existam castanhas durante todo o ano (a produção de castanha congelada é um mercado em expansão), nem tão pouco por apresentar uma menos valia do ponto de vista nutricional, mas sim por questões económicas. Apesar do valor comercial da castanha ser bastante superior ao do pão, batata e arroz - é inclusive apelidada por alguns de “petróleo da região transmontana” -, este fruto amiláceo apresenta benefícios nutricionais muitas vezes menosprezados.

A castanha sendo um fornecedor primordial de hidratos de carbono (50% da sua constituição), tem uma quantidade de fibra e proteína (de elevado valor biológico tendo em conta que se trata de um alimento de origem vegetal) muito apreciável e que a tornam num interessante alimento do ponto de vista do controlo do apetite. Muito pobre em gordura, possui ainda razoáveis quantidades de vitaminas do grupo B, vitamina C, cobre e manganésio.

Sendo certo que a castanha não tem as cores, o aspecto e a forma de alguns hortofrutícolas ricos em antioxidantes, em boa verdade esta pérola transmontana ocupa um honroso 11º lugar no top de alimentos com maior quantidade de polifenóis, recentemente elaborado pelo Phenol-Explorer, uma plataforma do Instituto Francês de Investigação Agrícola.

É então mais um produto nacional de excelente valor nutricional. Citando um sempre sábio provérbio popular “cruas, assadas, cozidas ou engroladas, com todas as manhas, bem boas são as castanhas!”

Por Pedro Carvalho, nutricionista
Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

Dicionário dos Alimentos - CANELA

Quando começa a cheirar a Natal e dentro de todos os abusos alimentares que se cometem nesta quadra existe uma boa notícia: não há sobremesa natalícia que dispense a canela!

A canela está intimamente ligada à nossa história, sendo o monopólio do lucrativo comércio desta especiaria (à época, a mais procurada na Europa) uma das razões para Portugal ter estado no centro do mundo durante o século XV. Não foi no entanto necessário esperar tantos séculos para o valor da canela ser reconhecido. Já na antiguidade egípcia a canela chegava a ser mais preciosa do que o ouro sendo utilizada como bebida, agente medicinal e embalsamante.

Os egípcios não estariam enganados pois são hoje reconhecidas as propriedades antimicrobianas da canela tal como o seu efeito anti-inflamatório resultante do seu elevado teor em polifenóis. Esta potencialidade terapêutica da canela é um dos tópicos de investigação emergente, algo que se traduz em muitas hipóteses e (ainda) poucas conclusões. Ainda assim, estas evidências preliminares são bastante optimistas quanto a um efeito benéfico da canela na prevenção de doenças cardiovasculares, na modulação do sistema imunitário e quiçá na actividade anti-tumoral.

Também ao nível da redução dos níveis de colesterol sanguíneo e pressão arterial, a canela tem mostrado resultados interessantes, mas é no seu potencial efeito antidiabético que se tem centrado a maioria das atenções. A sua capacidade para “imitar” os efeitos da insulina no organismo e potenciar a sua actividade traduzindo uma diminuição dos níveis de açúcar no sangue após as refeições, poderão constituir a canela como um sério adjuvante na terapêutica desta patologia a curto prazo.

Esta estratégia poderá fazer pouco sentido se analisarmos a utilização da canela quase exclusivamente em sobremesas e sempre associada ao açúcar. Em todo o caso, existem outros modos menos convencionais de a consumir seja no chá, café, fruta, pão, iogurtes e batidos, não existindo grandes preocupações com a dose, pois quer pelo escasso valor calórico associado, quer pela pequena quantidade normalmente ingerida, a canela nunca será um grande contributo do ponto de vista energético. Possui ainda a vantagem de ser uma excelente fonte de fibra, cálcio e ferro.

Fixe então a primeira dica de Natal: Use e abuse da canela… Mas prefira-a no leite-creme, aletria e arroz doce do que nas rabanadas, sonhos e azevias!

Por Pedro Carvalho, nutricionista
Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

Dicionário dos Alimentos - BATATA DOCE

Já diz o ditado popular que “santos da casa não fazem milagres” e no que concerne aos nossos alimentos, a batata-doce é um bom exemplo de um produto com origem nacional e um potencial incrível mas que é quase um parente pobre das nossas escolhas alimentares quotidianas.

Sendo igualmente produzida na Madeira, foi a produção de batata-doce de Aljezur recentemente classificada como produto de indicação geográfica protegida - o que de resto é o corolário de uma íntima ligação que tem prelúdio na própria conquista desta cidade aos mouros. Reza então a lenda que a razão da tenacidade e robustez das nossas tropas na invasão e conquista do castelo de Aljezur teve origem numa poção vitamínica mágica: nem mais nem menos do que a hoje muito badalada feijoada de batata-doce de Aljezur.

A batata-doce é assim uma autêntica ode à vitamina A, sendo apenas superada pela cenoura no que a produtos de origem vegetal diz respeito, e com a vantagem de possuir ainda níveis superiores de vitamina E, C e Magnésio. Sendo certo que a quantidade de hidratos de carbono que possui coloca a batata-doce na dimensão nutricional da batata, arroz e massas alimentícias, é também uma realidade que quer na quantidade de fibra, quer nas vitaminas lipossolúveis e minerais, a batata-doce ganha “aos pontos” aos seus congéneres “farináceos”. Sendo muita desta quantidade astronómica de vitamina A proveniente de carotenos, a sua acção sinérgica com as antocianinas, para além de conferem à batata-doce uma fantástica tonalidade alaranjada e púrpura, tornam-na num alimento com um potencial anti-inflamatório e antioxidante bastante significativo. Enquadra-se assim perfeitamente nesta fase inicial do ano onde para muitos, o objectivo primordial é recuperar dos abusos cometidos no Natal e Réveillon.

Parece quase um paradoxo a riqueza da batata-doce em vitaminas lipossolúveis (A e E), e em simultâneo apresentar 0% de gordura na sua composição. Será então importante que a um processo de confecção que preserve as suas propriedades (cozer a vapor é uma excelente opção) se alie a adição de uma pequena quantidade de gordura (como um azeite virgem extra nacional) que nos disponibilize toda esta exuberância vitamínica.

Se 2012 se afigura como um ano especialmente difícil, olhar para dentro e descobrir o que temos de melhor será sempre uma boa alternativa. Existirão sempre casos a merecer uma atenção redobrada e a batata-doce é um deles.

Por Pedro Carvalho, nutricionista
Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

Dicionário dos Alimentos - AMENDOIM

O amendoim foi um alimento menosprezado durante muitos anos, ao ser principalmente direccionado para a produção de óleo e sendo apenas ingerido pelas classes mais pobres e pelo gado. O ponto de viragem deu-se na 2ª metade do século XIX quando na Guerra Civil Americana, os soldados tiveram necessidade de recorrer aos amendoins como fonte energética.

Desde então que na cultura norte americana o amendoim é pedra basilar seja no acompanhamento de eventos desportivos e demais espectáculos ou na forma da tradicional manteiga de amendoim que ainda não se intrincou nos hábitos alimentares dos portugueses.

É de resto interessante constatar que esta popularização da manteiga de amendoim nasceu de uma medida governamental norte americana que substituiu a manteiga tradicional ao pequeno-almoço procurando um aumento da ingestão proteica e subsequentemente a diminuição das carências nutricionais sentidas no início do século XX. E o amendoim é de facto (até pela sua morfologia) um autêntico alimento – suplemento, isto é, possui uma elevada densidade nutricional ao concentrar num reduzido volume uma quantidade fantástica de nutrientes. Com 100 gramas de amendoins, as necessidades diárias de vitamina B1, B3, B6, E, K, ácido fólico, ferro e zinco ficam totalmente satisfeitas ou em grande percentagem.

O pires de amendoins que é tradicionalmente consumido não chega a estes valores, mas há que ter igualmente em conta que fruto de toda esta riqueza nutricional o amendoim é altamente calórico (quase 600 kcal por 100g) daí que o seu consumo, apesar de benéfico, deverá ser efectuado com alguma parcimónia.

A elevada quantidade de gordura do amendoim (quase 50 por cento da sua constituição) confere-lhe este elevado valor calórico, mas tem igualmente o reverso da medalha pois destes 50 por cento, apenas 8 por cento são relativos a ácidos gordos saturados, estando o amendoim isento de colesterol e gorduras trans, as mais prejudiciais à saúde.

Os amendoins possuem igualmente um elevado poder saciante ao aliarem a sua elevada fracção proteica a uma quantidade razoável de fibra e ao seu consumo moderado estão associados menores níveis de colesterol e triglicerídeos tal como um menor risco de desenvolvimento de diabetes tipo II.

Concluindo, os amendoins podem quase ser considerados um healthy guilty pleasure juntamente com outros alimentos (café, chocolate negro, bebidas alcoólicas, etc.) que demonstram os seus benefícios para a saúde em quantidades muito moderadas. Assim, da próxima vez que estiver numa esplanada peça apenas uma porção de amendoins e ainda dentro da casca – versões salgadas e torradas com mel são mais guilty do que pleasure…

Por Pedro Carvalho, nutricionista
Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

Dicionário dos Alimentos - AZEITE

O misticismo da oliveira - símbolo de regeneração, imortalidade e sabedoria - só poderia culminar num produto com iguais características e que se transformou no baluarte das dietas mediterrânicas, padrão alimentar conhecido pela melhoria na qualidade de vida dos seus aderentes. Neste contexto, o azeite aliado aos cereais integrais, hortofrutícolas, frutos gordos e quantidades moderadas de vinho tinto, lacticínios, carnes magras e peixe contribuíram para a menor incidência de doenças cardiovasculares, cancro e declínio cognitivo associado à idade nos povos da bacia mediterrânica.

O azeite constitui-se como uma gordura monoinsaturada, sendo este equilíbrio entre gorduras animais (predominantemente saturadas) e óleos vegetais (predominantemente polinsaturados) um dos responsáveis pelos seus efeitos benéficos na saúde. O ácido oleico, principal ácido gordo do azeite, consegue ser mais resistente à oxidação do que os seus congéneres polinsaturados, reduzindo os níveis de colesterol total e LDL (“mau” colesterol) e aumentando a fracção HDL (“bom” colesterol).

De igual modo, os compostos fenólicos encontrados no azeite possuem propriedades anti-inflamatórias tornando as nossas membranas celulares mais fluidas e resistentes à acção dos radicais livres. Este efeito protector do azeite estende-se também à diminuição dos valores de pressão arterial, prevenção de vários tipos de cancro e fortalecimento do sistema imunitário. A garantia de estabilidade do azeite traduz-se igualmente na sua utilização culinária ao aguentar as altas temperaturas atingidas no processo de fritura sem degradação.

A preferência pelo azeite extra virgem não é um capricho, apresenta sustentação sensorial e nutricional. Ao não carecer de refinação, este azeite de qualidade superior, mantém intacto o seu cheiro e sabor, mas mais importante do que isso, mantém as suas propriedades antioxidantes ao não perder carotenos e vitamina E, possuindo ainda um maior teor de esteróis vegetais conhecidos pelo seu papel benéfico da diminuição da absorção do colesterol.

Tal como o crescimento da oliveira, o azeite deverá ser consumido de forma lenta e prazerosa transportando-nos para uma mudança de paradigma do fast para o slow food. Fora e dentro de casa, nas "entradinhas" ou nos lanches, há que seguir o exemplo espanhol do pão rústico com tomate e azeite ou incentivar o nosso pioneirismo gourmet do azeite com vinagre balsâmico em detrimento das manteiguinhas, pâté e outros molhos com muito menos interesse nutricional.

O azeite é nosso, é fantástico, mas será sempre uma gordura e terá sempre 9 kcal por grama. Ainda assim, no que diz respeito a gorduras, cumpre-se o provérbio: o verdadeiro azeite vem sempre ao de cima…

Por Pedro Carvalho, nutricionista
Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto




Utilizado desde tempos imemoriais como ingrediente culinário, o Azeite foi actualmente "redescoberto", tendo-se convertido num dos pilares da cozinha moderna e saudável. O seu consumo não se confina às regiões produtoras, e espalha-se hoje por países tão distantes como o Japão ou a Austrália.

O Azeite dá sabor, aroma e cor, integra os alimentos, personaliza e identifica um prato.

Dentro da ampla gama de Azeites hoje disponíveis no mercado, deverá eleger o Azeite em função da sua utilização culinária. Com a prática, e dependendo de seu gosto pessoal, poderá aprender a seleccionar um Azeite pelas suas características sensoriais ou pelo seu local de origem. Cada Azeite tem as suas características próprias, sem que isto implique que um seja melhor que outro.

O Azeite suporta muito bem temperaturas elevadas: a sua temperatura "crítica" é de 210º a 220ºC, o que permite todas as formas de cozinhar.
As virtudes nutritivas, digestivas e gustativas do Azeite exaltam-se melhor, evidentemente, em cru.

Os Azeites ideais para consumir em cru, para temperar e para utilizar em doçaria e sobremesas são os Azeites Virgem Extra, de sabor mais suave.

Os Azeites de aroma e sabor mais intenso são mais apropriados para alimentos de sabor mais pronunciado. São óptimos para escabeches, açordas e caldeiradas, intensificando o sabor dos alimentos.

Para preparar maioneses ou molhos vinagreta, o ideal é utilizar um Azeite com um frutado mais suave.

O Azeite é uma óptima opção para fritar alimentos. Nas condições adequadas de temperatura, o Azeite não sofre nenhuma alteração substancial na sua estrutura, conservando intactas todas as suas propriedades dietéticas.

Além disso, forma uma crosta na superfície dos alimentos, que impede a penetração do Azeite no interior dos mesmos. Com a utilização do Azeite para a fritura obtêm-se fritos mais secos e apetecíveis.

Fritar com azeite

O acto de fritar é uma das características comuns à área de Mediterrâneo, seja europeu, asiático ou africano e, às três principais religiões praticadas, cristão, muçulmano e judaico. É um dos métodos mais antigos na arte de cozinhar os alimentos.

Investigações recentes mostram que o acto de fritar é benéfico ao organismo, em particular do ponto de vista fisiológico. Por esta razão, estendeu-se a áreas onde outrora não foi tão popular. Se a comida frita é facilmente digerida ou se cai pesadamente no estômago, depende grandemente do tipo de óleo usado, a temperatura do óleo e a maneira como a comida foi frita. Os estudos feitos com pessoas sãs e pacientes com problemas gastroduodenais (gastrite, úlcera, queixas do fígado e complicações biliares) demonstraram que não há nenhuma relação entre a comida frita em azeite e essas doenças.

A alteração sofrida pelos óleos vegetais, quando aquecidos para fritar, é mais rápida. Esta alteração também varia segundo a temperatura e a duração do seu aquecimento, o número de vezes que são usados, a própria maneira de fritar (se a fritura for contínua, modificam-se menos), e o tipo da comida que é frita (fritando peixe, especialmente gordo ou oleoso, aumenta o conteúdo de ácido poliinsaturado do óleo, facilitando a sua decomposição).

O azeite é o ideal para fritar. Em condições de temperatura adequadas, sem deixar aquecer demasiado, não sofre nenhuma modificação estrutural substancial e guarda o seu valor nutritivo melhor do que outros óleos, não só por causa dos antioxidantes mas também devido aos seus altos níveis de ácido oleico. O seu ponto máximo de aquecimento (210 º C) é substancialmente mais alto do que a temperatura ideal para fritar os alimentos (180 º C). Todas as outras gorduras que atingem o ponto crítico de aquecimentoo mais baixo, decompõem-se e deterioram-se a esta temperatura formando produtos tóxicos.

Outra vantagem de usar azeite para fritar consiste na formação de uma crosta na superfície do alimento que impede a penetração do azeite no seu interior, resultando que o alimento conserva e melhora o seu próprio sabor. A comida frita em azeite tem um conteúdo gordo mais baixo do que a comida frita noutros óleos, tornando o azeite o mais indicado para o controle de peso. O azeite, por isso, é o mais indicado, o mais leve e o meio mais saboroso para fritar.

As vantagens do azeite em relação aos outros óleos não acabam aqui. Não só pode ser reutilizado mais vezes, como também aumenta o seu volume quando reaquecido e portanto, menos quantidade é necessária para cozinhar e fritar.

A capacidade de digestão do azeite aquecido não se modifica mesmo quando reutilizado para fritar várias vezes.

O azeite não deve ser misturado com outras gorduras ou óleos vegetais e, geralmente, não deve ser usado mais de quatro ou cinco vezes.

O azeite deve já estar quente quando utilizado para fritar; se estiver frio os alimentos podem absorvê-lo demasiado.

Para fritar, a quantidade de azeite deve ser abundante o suficiente para cobrir completamente os alimentos. Se assim não for, não só se queimará mais facilmente mas os alimentos ficarão puco fritos por cima e demasiado fritos por baixo.


Temperaturas para fritar

Quando aquecido, o azeite é a gordura mais estável, o que significa que ele se mantem em óptimas condições a altas temperaturas para fritar. O seu máximo ponto de aquecimento (210 º C) é bem acima da temperatura ideal para fritar alimentos (180 º C). A capacidade de digestão do azeite não é afectada quando é aquecido, mesmo quando é reutilizado várias vezes para fritar.

TEMPERATURA
TIPO DE ALIMENTO
Medio (130–145º C)
Alto conteúdo de água: vegetais, batatas, frutas, etc…
Quente (155– 170º C)
Com polme, farinhas, ou pão-ralado, formando uma crosta
Muito Quente (175–190º C)
Pequenos, de rápida fritura: pastéis, croquetes, etc.

Utilize o Azeite em vez de outras gorduras menos saudáveis!

Tabela de conversão - Manteiga/Margarina para Azeite


Manteiga/MargarinaAzeite
1 colher de chá3/4 colher de chá
1 colher de sopa2 1/2 colheres de chá
2 colheres de sopa1 1/2 colher de sopa
1/4 chávena3 colheres de sopa
1/3 chávena1/4 chávena
1/2 chávena1/4 chávena + 2 colheres de sopa
2/3 chávena1/2 chávena
3/4 chávena1/2 chávena + 1 colher de sopa
1 chávena3/4 chávena


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
O azeite é a única gordura que não apresenta modificações substanciais da sua estrutura quando submetido a uma temperatura de 200ºC.
As outras gorduras líquidas – como os óleos – alteram-se ainda antes de atingirem a temperatura de fritura (cerca de 200ºC). Por isso, o azeite virgem ou virgem extra é particularmente recomendado para fritos.

Por outro lado, o azeite virgem e virgem extra, além de induzir uma crosta à superfície dos alimentos, aloura-os, deixando-os estaladiços. Ao impedir assim a absorção de gordura, os alimentos ganham em sabor. Procure não misturar o azeite virgem e virgem extra com outros óleos vegetais nem com outras gorduras. O azeite pode ser reutilizado até quatro a cinco vezes, dependendo do alimento que se cozinha.

Existem alguns sinais que nos indicam que um azeite está saturado, exigindo uma mudança imediata:

O azeite demora demasiado a aquecer e, ao introduzir nele os alimentos, arrefece muito rapidamente;
Ao fritar, o azeite produz muita espuma e "transborda" da fritadeira;
As borbulhas do azeite quente não são pequenas, mas grandes;
O azeite saturado tem uma cor mais avermelhada do que o fresco e, além disso, é mais espesso.


Qual a melhor gordura para fritar?
Evite a margarina e a manteiga. Os óleos mais resistentes ao calor são os alimentares (de mistura), de amendoim, de girassol e o azeite. Frite os alimentos a 180ºC, pelo menos, exceto as batatas (basta a 175ºC). Mude o óleo a cada 12 utilizações, no máximo, ou depois de 3 meses, caso frite pouco. Antecipe a renovação se o óleo estiver degradado. O aquecimento repetido estraga um óleo. Frite todos os alimentos de seguida, já que os aumentos e as reduções de temperatura podem ser prejudiciais. As gorduras dos fritos de produtos com farinha ou pão ralado degradam-se mais facilmente. Não as aproveite. Para reduzir o óleo nos panados, doure bem os alimentos. A crosta impede a entrada de óleo.

http://www.deco.proteste.pt/saude/emagrecer/dicas/cozinha-e-dieta-saudavel