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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Tipos de arroz

Um prato tipicamente brasileiro não deixa de fora a dupla arroz e feijão. E mesmo com uma combinação tão tradicional, dá para variar o cardápio e contar com os benefícios a nossa saúde e à dieta. Já pensou em substituir o arroz branco por uma outra versão? Integral, negro ou parboilizado, contabilizamos nove tipos de arroz mais encontrados no Brasil. "O arroz é um cereal importante por ser uma boa fonte de carboidratos. Ele também contém proteínas e fibras e, em algumas versões, é fonte de vitaminas e minerais", diz a nutricionista Audrey Abe, da rede Natural em Casa. Cada um possui uma qualidade específica, seja em relação ao seu valor nutritivo ou na mudança de sabor. Conheça mais sobre cada variedade.


Polido ou agulha
Esse é o arroz mais comum, também chamado de arroz branco ou tradicional. Como tem sua "casca" retirada durante o seu processo de fabricação - por isso recebe o nome de polido - não é um dos tipos de arroz mais nutritivos. O seu ponto forte é ser o mais barato, mais fácil de encontrar e o que tem maior funcionalidade, podendo ser usado para fazer uma lista grande receitas. Além disso, o arroz polido é que demora menos tempo para ficar pronto. A proporção de água deve ser de duas xícaras de água para cada uma de arroz, para que ele fique macio sem ficar com o aspecto "papa" ou grudento.

Arroz integral
Por não passar pelo processo normal de industrialização, o arroz integral mantém a camada externa do grão, conservando as suas principais qualidades e contém três vezes mais fibras do que o industrializado, cinco vezes mais vitaminas e quatro vezes mais magnésio. "Além de ter vitaminas A, B1, B2, B6, B12 e minerais, é rico em fibras, que ajudam a manter o intestino regulado", diz a nutricionista. O integral pode ser encontrado com facilidade, mas o seu preço é maior que a versão tradicional. Na hora de preparar um prato com arroz integral, é importante lembrar que ele demora mais para ficar pronto e precisa de mais água para ficar com uma consistência boa para consumo. Deve-se usar o mesmo número de xícaras de água e de arroz e esperar pelo menos duas vezes mais tempo até tirá-lo da panela.

Arroz parboilizado
Esse tipo de arroz, assim como o integral, está caindo cada vez mais no gosto dos brasileiros. Ao passar por um tratamento hidrotérmico (água fervente), que consiste em cozinhar parcialmente os grãos com casca, parte das vitaminas e minerais passam da casca para o interior do arroz, aumentando o valor nutritivo e concentrando uma maior quantidade vitaminas do complexo B em cada grão. "O processo hidrotérmico enriquece a parte interna do arroz, deixando-a com valores nutritivos próximos ao arroz vendido com casca. Além disso, a temperatura superior a 58 graus usada no processo de parboilização muda a composição do amido, fazendo com que o arroz absorva ainda mais nutrientes da casca", diz Audrey Abe.
Facilmente encontrado, principalmente em lojas de produtos naturais, esse tipo de arroz segue o mesmo padrão de preparo do arroz branco, já que não tem casca.

Arroz Cateto ou Japonês
Como o próprio nome já diz, essa variedade é a base da culinária japonesa. Com grãos curtos, curvados e um pouco transparentes, têm grande quantidade de amido e, após o preparo, tende a ficar mais macio e cremoso, se comparado com o arroz polido. Ele também pode ser encontrado com grãos que mantêm a sua casca e o gérmen, concentrando assim o seu valor nutricional. "Esse tipo de arroz também tem a sua versão "integral", que conserva maiores quantidades de vitaminas do complexo B e minerais", explica a nutricionista. Para deixar o arroz cateto mais macio, sem que ele fique grudado, é importante deixá-lo um pouco mais de tempo cozinhando do que o arroz tradicional, seguindo o padrão de uma xícara de água para cada duas de arroz.

Arroz arbóreo
Possui o grão mais arredondado e concentra bastante amido, conferindo consistência cremosa. Também tem uma incrível capacidade de absorver condimentos. Por isso, é o mais indicado para preparações de risotos. "Como não possui casca e não passa por nenhum processo que conserve seus nutrientes, o arroz arbóreo tem o mesmo valor nutricional do arroz tradicional", diz Audrey Abe. Ele pode ser encontrado em redes de supermercados normais, e o seu modo de preparo é o mesmo do arroz tradicional.

Arroz basmati ou indiano
Famoso por seu aroma adocicado de nozes, o diferencial do arroz basmati em relação ao comum é o seu gosto mais forte e a sua capacidade de reter água durante o preparo sem que os grãos fiquem grudados uns nos outros. "Os grãos deste tipo de arroz são bem mais longos e ficam ainda mais compridos quando cozidos. Mesmo que os níveis nutricionais sejam praticamente iguais aos do arroz branco, ele pode ser usado em ocasiões especiais para variar o cardápio", diz a especialista. O arroz indiano é mais caro que o tradicional, e só é encontrá-lo em lojas especializadas em produtos naturais ou orientais. Como já possui um gosto bastante característico, ele dispensa a adição de temperos durante o preparo.


Arroz vermelho
O arroz vermelho é rico em monocolina, substância que pode auxiliar na redução do nível de LDL (colesterol ruim) no sangue, aquele que pode causar infartos e derrames cerebrais. Além disso, segundo a nutricionista, o extrato desse tipo de arroz pode auxiliar na circulação sanguínea, na digestão e nas funções intestinais. Apresenta também três vezes mais ferro e duas vezes mais zinco que o arroz branco. O preparo pode ser feito da mesma maneira que o arroz tradicional. Ele também é bastante acessível e pode ser encontrado em redes de supermercados.


Arroz negro
Apesar de ainda não ser muito popular, o sabor e a cor acastanhada do arroz negro podem ser novidade por aqui, mas já é conhecido na China há milhares de anos. "Este tipo de arroz contém 20% a mais de proteínas e 30% a mais de fibras em relação ao arroz integral", diz Audrey Abe. Quer mais? Ele tem um elevado teor de ferro, menos gordura e menor valor calórico. Análises do produto também apontaram o grande conteúdo de compostos fenólicos, substâncias antioxidantes, que combatem os radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce, doenças crônico-degenerativas, problemas cardiovasculares e até câncer.


Arroz selvagem
Ainda pouco encontrado no Brasil, o arroz selvagem, apesar do nome, não é um arroz de verdade, mas um tipo diferente de gramínea. Os grãos são escuros (marrons e pretos) e o seu comprimento é três vezes maior que o do arroz comum, tendo em seu interior um aspecto claro e macio. "Ele é bastante usado na culinária oriental, mas como são poucos os lugares em que é produzido (Estados Unidos e Canadá), ainda é pouco conhecido no Brasil e difícil de ser encontrado fora de lojas especializadas em produtos naturais", diz a nutricionista Audrey Abe.

 As suas qualidades nutricionais também chamam a atenção, pois este grão é pobre em gorduras e rico em proteínas, a lisina (uma aminoácido benéfico ao corpo) e fibras. É também uma boa fonte de potássio, fósforo e vitaminas.

Tipo de arrozCalorias (Kcal)Carboidratos (g)Proteínas (g)Gorduras (g)Fibras (g)
Branco12426,62,321,180,49
Integral7614,53,01,02,7
Parboilizado12325,63,20,60,63
Cateto18039,14,01,01,0
Arbóreo17539,24,161,170,50
Basmati17138,13,50,50,8
Vermelho17336,44,91,04,2
Negro17336,44,91,04,2
Selvagem17035,66,00,53,0

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Alimentos proibidos para cães e gatos

Não alimente seus animais (cães e gatos) com chocolate, abacate, cebola, alho, ossos, peixe cru e leite!

Todo o cuidado é pouco na hora de variar o cardápio da sua mascote. Existem algumas comidas que podem causar um tremendo mal-estar para o bicho e que devem ser evitadas. Conheça as principais:

Chocolate
A grande vilã aqui é a teobromina. Presente principalmente nos chocolates amargos, essa substância age como estimulante e chega a causar extrema excitação nos animais. “Como o organismo de cães e gatos demora muito tempo para se livrar dela, eles podem apresentar taquicardia, hiperatividade, tremores e convulsões”, diz Flávia Borges Saad, professora do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras, no interior de Minas Gerais.

Abacate
A persina, substância encontrada na polpa, na casca e no caroço da fruta, é a culpada por intoxicar os pets que abusam do alimento. Vômito, diarreia, lesões gastrointestinais e até necrose nas fibras do miocárdio, o músculo do coração, são algumas das consequências do exagero.

Cebola e alho
Eles contêm alicina, que, em felinos e cachorros, pode perpetrar um tipo de anemia conhecido como hemolítica. Em suma, trata-se da destruição dos glóbulos vermelhos, os encarregados pelo transporte de oxigênio no sangue. “A intoxicação aparece gradativamente e, para isso, é necessário que o animal consuma uma grande quantidade de cebola ou de alho crus”, ameniza a veterinária Christine Martins, do Hospital Veterinário da Universidade de Brasília.

Ossos
Muita gente imagina que eles são o petisco canino ideal. Um alerta da FDA, agência que regulamenta o consumo de remédios e alimentos nos Estados Unidos, contraria esse senso comum. Segundo o relatório, não se deve oferecê-los em nenhuma hipótese aos cachorros. “Ao serem mastigados, os ossos, principalmente os cozidos, podem lascar e formar pontas, causando lacerações na boca e no esôfago, quebra de dentes, além de aumentar o risco de infecções bacterianas e obstruções intestinais”, explica Christine.

Peixe cru
Alimentar cães e gatos com pescados in natura nunca é uma boa ideia. Algumas espécies de peixe, sobretudo a tilápia, armazenam doses generosas de avidina e tiaminase. Esse dueto impede a absorção de algumas vitaminas do complexo B, como a biotina e a tiamina. “A deficiência delas está ligada a problemas neurológicos”, exemplifica Flávia.

Leite
Trocar o líquido liberado pelas tetas da cadela pelo da vaca é péssimo para a saúde dos cachorros. É que o leite canino possui mais proteínas, gorduras, cálcio e fósforo do que o bovino. Dessa forma, só supre as necessidades nutricionais de um filhote se for consumido aos borbotões. E isso representa níveis cavalares de lactose, o açúcar lácteo. “Como o animal não consegue processar tamanha quantidade desse açúcar, o resultado é uma diarreia grave”, alerta Flávia. No entanto, em alguns casos, o leite da vaca é manipulado pela indústria para torná-lo mais parecido com o das cachorras. Aí, sim.

O bicho comeu. o que fazer?
Algumas horas após o cachorro ou o gato ingerirem algum alimento inadequado, logo bate aquele mal-estar. Ao observar sinais de irritação, transtornos gástricos, alterações do ritmo cardíaco e respiratório, o animal deve ser levado rapidamente ao veterinário. “É muito comum que, ao constatarem a ocorrência de intoxicação, os donos ofereçam leite, o que só piora a situação”, avisa Christine. O melhor mesmo seria estimular o bicho a beber bastante água e não provocar o vômito.



Fontes: saudeabril e Amocachorros

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Cães e gatos veganos

A alimentação dos animais de estimação dos veganos é por vezes uma questão controversa, principalmente do ponto de vista ético.
Se por um lado um vegano respeita todas as formas de vida, o que implica não sujeitar os outros à sua opção de alimentação/vida vegana, não deveria submeter um animal a uma alimentação vegetariana. Mas por outro lado comprar comida "normal" para animais domésticos é dar apoio à mesma indústria da carne, com toda a sua crueldade, exploração, desperdício e danos ambientais, à qual o veganismo se opõe.

Os cães e os gatos podem receber uma dieta vegetariana, mas não são veganos por natureza - os cães são omnívoros e os gatos são carnívoros. Embora ambos pertençam à classe dos carnívoros, isso não é muito significativo, pois o urso panda também pertence à mesma classe e é quase vegano.
No entanto, é necessário estabelecer dietas especiais para gatos, pois estes precisam de um aminoácido chamado taurina, encontrado nos músculos de animais. Parecem não ser capazes de sintetizá-lo em quantidades suficientes, ao contrário dos humanos e dos cães.
Já se desenvolveu a taurina sintética, usada em alimentos comerciais (não vegetarianos), para gatos. Os animais que não comerem carne devem receber estes ou outros suplementos, pois a sua deficiência pode causar cegueira e mesmo a morte do animal. Os gatos precisam ainda de vitamina A pré-formada e ácido araquidónico. Todos os alimentos veganos para estes felinos contêm esses ingredientes essenciais, e as empresas que os comercializam incluem-nos nos seus produtos.
Não fica mais caro dar uma dieta vegana a um animal de estimação, pois rações de qualidade também não são baratas. E mesmo quando se opta por usar comida "caseira" em vez de rações, os ingredientes mais caros como castanhas e sementes são tão concentradas em energia e nutrientes que são necessárias pequenas quantidades para os deixarem saciados. O dono de um animal ao decidir dar-lhe uma dieta vegana tem apenas de ter atenção à alimentação, de forma a que não falte nenhum nutriente essencial.
Alimentar cães e gatos com uma dieta vegetariana por vezes tem ainda a vantagem de evitar alergias e outros problemas de saúde.

Onde encontrar ração vegetariana:

Nem todas as rações são veganas, mas todas são vegetarianas

Benevo
http://www.efeitoverde.com ou em http://www.centrovegetariano.org/loja
Ração vegetariana para cães e gatos, sem OGM, nem corantes ou conservantes sintéticos.

Yarrah
http://www.yarrahportugal.com
Uma gama completa de alimentos biológicos para cães e gatos, com algumas rações, biscoitos e snacks vegetarianos para cães.

Petemotions
http://www.petemotions.com
Techni-Cal Vegetarian - Ração vegetariana para cães à venda online. Entregas dentro de Portugal continental.

Veggie Pets
http://www.veggiepets.com
Loja online com rações vegetarianas e veganas para cães e gatos, de várias marcas disponíveis no mercado.

Rações Fri-Ribe
http://www.fri-ribe.com.br
Fri-Dog Premium - Vegetariana - Ração 100% vegetal, com 25% de proteínas, à venda no Brasil. Recomendada para alimentação diária de cães adultos de todas as raças e portes.

Amí
http://ami.aminews.net
Produtos alimentares totalmente vegetarianos para cães e gatos. Sem corantes, nem conservantes nem produtos transgénicos.



Referências:
http://www.vegetarianismo.com.br/animais.html
http://www.vegepets.info

terça-feira, 20 de julho de 2010

Beraca inova e lança suplemento alimentar animal que aumenta o desempenho físico

Com extratos vegetais das plantas Yucca e Quillaja, empresa apresenta produtos que deixam animais muito mais saudáveis. Além de aumentar a absorção de nutrientes, a novidade diminui o uso de antibióticos e outros agentes químicos.


São Paulo- A Beraca, empresa brasileira com exportação para mais de 40 países, lança uma linha de aditivos naturais com extratos vegetais que melhoram a saúde animal. A nova linha de produtos foi desenvolvida com base em pesquisas científicas realizadas em parceria com renomadas universidades, como a UNESP de Jaboticabal e a Universidade Federal de Santa Maria. Basicamente, os aditivos vão trazer saúde para os animais aumentando a vilosidade intestinal e consequentemente aumentando a absorção de nutrientes do animal durante o processo de digestão.

A ideia surgiu para adequar a produção animal brasileira às exigentes normas de controle de mercados desenvolvidos. Países como os da União Europeia, por exemplo, já estão banindo a presença de antibióticos em produtos de origem animal, como carnes e leite, devido à geração de resíduos e ao aumento da resistência bacteriana.

Segundo Lilia Aya Kawazoe, veterinária da Beraca responsável pelas pesquisas e desenvolvimento da nova linha, a empresa vai abastecer o mercado de fabricantes de premixes e rações e, ainda, concorrer diretamente com o setor de aditivos convencionais como antibióticos, probióticos e prebióticos. “Com esse lançamento, pretendemos aumentar em 20% o faturamento da divisão Animal Nutrition & Health, que já fornece produtos para a indústria de ração há sete anos”, afirma.

Ainda de acordo com a especialista, a Beraca está em busca de novos tratamentos que mantenham a integridade da produção animal sem afetar o meio ambiente e a saúde humana. “Os aditivos naturais derivado das plantas Yucca e Quillaja possuem uma fabricação sustentável, podendo ser apresentados também na forma de orgânicos”, ressalta Lilia.

As vantagens das plantas usadas pela Beraca - Os extratos vegetais da planta mexicana Yucca e da chilena Quillaja possuem em sua cadeia de ativos Polifenóis e Saponinas, princípios ativos responsáveis pelo desenvolvimento do animal. As ações já comprovadas em pesquisas são muitas e, dentre elas, vale destacar: ação Antiprotozoário responsável por formar complexos e lise da membrana celular do parasita; ação antinflamatória devido a presença de Resveratrol e Yuccaol; ação de aumento da vilosidade intestinal favorecendo a absorção de nutrientes e ação de redução de amônia que favorece o bem estar animal através do controle ambiental.

A aplicação dos aditivos naturais da Beraca servirá para diminuir os problemas de resistência bacteriana e uso excessivo de agentes químicos. “O benefício virá a longo prazo, pois o produtor fará parte de um grupo consciente do uso racional de antibióticos”, conclui Lilia.

Linha de aditivos naturais da Beraca: Seis produtos que compõem a linha de aditivos naturais da Beraca, especialmente desenvolvida para o mercado veterinário.

Nutrafito – Utilizado para aves e bovinos como melhorador de desempenho | Nutrafito Plus – Potencializado pela sinergia das saponinas e seus polifenois, é responsável pela melhoria da performance, trazendo maior produtividade e menor conversão alimentar de aves e bovinos | Suinatura – Melhora a produtividade, pelo benefício a porcas gestantes e lactantes, consequentemente aumentando o ganho de peso de leitões. | Nutrafito 3.5 – Utilizado para todas as espécies, com alta concentração de saponina | Phitopet – Utilizado para cães e gatos com a função de diminuição de odor das fezes e melhoria para a saúde dos animais devido ao mix de ativos naturais. | Extratonina Pet – Utilizado para cães e gatos com a função de diminuição de odor das fezes devido a inibição da ação da uréase

Perfil- A Beraca é uma empresa genuinamente brasileira e com mais de 50 anos de atuação em diferentes segmentos. Oferece ingredientes, produtos e serviços a diversos mercados, atuando em quatro divisões: Animal Nutrition & Health, Food Ingredients, Health & Personal Care e Water Technologies.

É considerada hoje uma das empresas que mais investe no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis no país. Em 2009, venceu o SEED Awards, prêmio de Empreendedorismo em Desenvolvimento Sustentável conferido pela ONU.

Por meio de sua divisão Water Technologies disponibiliza ao mercado soluções integradas para o tratamento de águas industriais e saneamento básico. Presente em vários países e em todos os estados brasileiros, a divisão garante o fornecimento de produtos, equipamentos, assistência técnica e prestação de serviços para a desinfecção de águas em diversos processos industriais. A Beraca é atualmente uma das maiores distribuidoras de cloro da América Latina.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Alimentação vegetariana para cães e gatos

A alimentação dos animais de estimação dos veganos é por vezes uma questão controversa, principalmente do ponto de vista ético.
Se por um lado um vegano respeita todas as formas de vida, o que implica não sujeitar os outros à sua opção de alimentação/vida vegana, não deveria submeter um animal a uma alimentação vegetariana. Mas por outro lado comprar comida "normal" para animais domésticos é dar apoio à mesma indústria da carne, com toda a sua crueldade, exploração, desperdício e danos ambientais, à qual o veganismo se opõe.

Os cães e os gatos podem receber uma dieta vegetariana, mas não são veganos por natureza - os cães são omnívoros e os gatos são carnívoros. Embora ambos pertençam à classe dos carnívoros, isso não é muito significativo, pois o urso panda também pertence à mesma classe e é quase vegano.
No entanto, é necessário estabelecer dietas especiais para gatos, pois estes precisam de um aminoácido chamado taurina, encontrado nos músculos de animais. Parecem não ser capazes de sintetizá-lo em quantidades suficientes, ao contrário dos humanos e dos cães.
Já se desenvolveu a taurina sintética, usada em alimentos comerciais (não vegetarianos), para gatos. Os animais que não comerem carne devem receber estes ou outros suplementos, pois a sua deficiência pode causar cegueira e mesmo a morte do animal. Os gatos precisam ainda de vitamina A pré-formada e ácido araquidónico. Todos os alimentos veganos para estes felinos contêm esses ingredientes essenciais, e as empresas que os comercializam incluem-nos nos seus produtos.
Não fica mais caro dar uma dieta vegana a um animal de estimação, pois rações de qualidade também não são baratas. E mesmo quando se opta por usar comida "caseira" em vez de rações, os ingredientes mais caros como castanhas e sementes são tão concentradas em energia e nutrientes que são necessárias pequenas quantidades para os deixarem saciados. O dono de um animal ao decidir dar-lhe uma dieta vegana tem apenas de ter atenção à alimentação, de forma a que não falte nenhum nutriente essencial.
Alimentar cães e gatos com uma dieta vegetariana por vezes tem ainda a vantagem de evitar alergias e outros problemas de saúde.


Onde encontrar ração vegetariana:
Nem todas as rações são veganas, mas todas são vegetarianas

Benevo
http://www.efeitoverde.com ou em http://www.centrovegetariano.org/loja
Ração vegetariana para cães e gatos, sem OGM, nem corantes ou conservantes sintéticos.

Yarrah
http://www.yarrahportugal.com
Uma gama completa de alimentos biológicos para cães e gatos, com algumas rações, biscoitos e snacks vegetarianos para cães.

Petemotions
http://www.petemotions.com
Techni-Cal Vegetarian - Ração vegetariana para cães à venda online. Entregas dentro de Portugal continental.

Veggie Pets
http://www.veggiepets.com
Loja online com rações vegetarianas e veganas para cães e gatos, de várias marcas disponíveis no mercado.

Rações Fri-Ribe
http://www.fri-ribe.com.br
Fri-Dog Premium - Vegetariana - Ração 100% vegetal, com 25% de proteínas, à venda no Brasil. Recomendada para alimentação diária de cães adultos de todas as raças e portes.

Amí
http://ami.aminews.net
Produtos alimentares totalmente vegetarianos para cães e gatos. Sem corantes, nem conservantes nem produtos transgénicos.

Fonte: Centro Vegetariano



Dieta vegetariana para cães e gatos

O vegetarianismo e o veganismo estão cada vez mais populares entre os humanos. Consequentemente, é natural que os proprietários de animais que sigam esta tendência procurem alimentos que se enquadrem dentro dessa filosofia de vida e que sejam capazes de suprir as necessidades de seus animais.

Popularmente, chama-se de alimento vegetariano  aquele que não possui nenhum tipo de carne, mas que pode ter, por exemplo, ovos e/ou derivados do leite. O alimento que não possui nada de origem animal recebe a classificação de vegano.

Os cães e os gatos vivem na companhia dos humanos há milênios, competindo e comendo todos os tipos de alimentos que lhe são comuns. Portanto, não é estranho nem antinatural que comam vegetais. Proprietários de cães e gatos que são vegetarianos muitas vezes transferem ou tentam transferir seus hábitos para seus animais e ao invés de beneficiá-los acabam prejudicando sua saúde, por não respeitarem as necessidades intrínsecas a cada espécie em particular.

A dieta dos seres vivos deve ser adequada às suas necessidades: em primeiro lugar para a manutenção de uma vida saudável e, depois, para atender à exigência do crescimento, da reprodução e da produção.

Por natureza, cães e gatos não são veganos. Os cães trazem em sua herança uma essência carnívora e, por motivos evolutivos, podem ser classificados como onívoros; e os gatos são carnívoros. Ambos podem receber uma dieta vegetariana, desde que essa lhes supra as necessidades de energia e nutrientes para um bom equilíbrio do organismo.

Assim como as demais espécies animais, o cão e o gato têm exigências específicas de nutrientes e não de ingredientes específicos. Por isso, o proprietário de um animal, ao decidir dar-lhe uma dieta vegetariana ou vegana, tem que ter atenção à alimentação. Quando falamos em particular sobre os gatos, é necessário estabelecer dietas especiais, pois estes precisam de um aminoácido chamado taurina, encontrado nos músculos de animais. Não são capazes de sintetizá-lo em quantidades suficientes, ao contrário dos humanos e dos cães. Já se desenvolveu a taurina sintética, usada em alimentos comerciais para gatos, sejam eles vegetarianos ou não. Os animais que não comem carne devem receber este ou outro nutriente de modo suplementar, pois a deficiência da taurina em particular pode causar cegueira, doença cardíaca e até mesmo a morte do animal. Os gatos precisam ainda de vitamina A pré-formada, ácido araquidônico e um nível energético superior em comparação ao cão e ao homem para completar sua dieta.

Estudos comprovam que alimentos industrializados a base de proteínas de origem vegetal podem substituir as fontes de origem animal desde que essas proteínas sejam obtidas através de processos de extração que melhorem sua digestão e, por conseqüência, facilitem sua absorção e a de outros nutrientes, sem competir com os demais nutrientes importantes.

O primeiro passo é identificar se a determinada fonte tem em sua composição os aminoácidos necessários ou “essenciais” para a espécie. Caso isso não aconteça, haverá necessidade de incorporá-los à fórmula, ou suplementá-los à parte.

É necessário que a dieta atenda a algumas exigências: ser formulada e produzida de forma a satisfazer os requisitos mínimos nutricionais, estar acondicionada adequadamente, ser palatável, digestível e facilmente identificada como alimento para os animais, e finalmente, que atenda aos requisitos de segurança alimentar, importantíssimos para a saúde e bem estar.

Alimentar cães e gatos com uma dieta de base vegetariana por vezes tem ainda a vantagem de evitar alergias e outros problemas de saúde.

Créditos: Yves Miceli de Carvalho
Fonte: Revista Clínica Veterinária, Ano XV, no. 85, março/abril, 2010, página 108.




Há muita curiosidade das pessoas em saber se uma dieta vegetariana pode ser saudável e adequada para o cão e o gato. Para os que têm dúvidas, já existem estudos que comprovam que eles podem ser vegetarianos.

Este artigo responde às dúvidas mais comuns, já que não há nenhuma razão científica que ateste ser impossível que o cão ou o gato possam ter uma vida totalmente saudável com uma dieta vegetariana. É necessário apenas que ela atenda algumas exigências: ser formulada e produzida de forma a satisfazer todos os requisitos nutricionais, que esteja acondicionada apropriadamente, que seja palatável e facilmente identificada como alimento para os animais e, finalmente, que atenda os requisitos de segurança alimentar.

Assim como as demais espécies animais, o cão e o gato têm exigências específicas de nutrientes e não de ingredientes específicos. A exploração zootécnica racional exige a utilização de ingredientes produzidos localmente e, obviamente, de menor custo e maior disponibilidade para o atendimento aos parâmetros razoáveis de custo e beneficio.

Pode ser considerado natural ao cão e ao gato comer carne?

Nos primórdios, quando vagavam nas savanas, matas e planícies, eram predadores. Portanto, tinham o hábito de caçar, matar e comer outros animais: pequenos herbívoros, roedores e pássaros. Suas vítimas eram totalmente mastigadas e engolidas. Quando as vítimas eram maiores, como os pequenos ruminantes, agiam como agem até hoje os grandes carnívoros em seus habitats naturais, abrindo a cavidade torácica e a abdominal, onde encontram o conteúdo do aparelho digestivo, em geral, vegetais ainda não digeridos ou parcialmente digeridos, tais como grãos e folhas. Somente depois de se alimentar desse conteúdo, comem as vísceras, a gordura e alguns ossos.

Essa observação permite afirmar que, desde as priscas eras, tanto os pequenos como os grandes carnívoros estão aptos a digerir alimentos vegetais e deles obter os nutrientes de que necessitam.

Na verdade, a dieta dos seres vivos deve ser adequada às suas necessidades: em primeiro lugar para a manutenção de uma vida saudável e, depois, para atender à exigência do crescimento, da reprodução e da produção, seja ela de músculos, trabalho muscular, leite, ovos ou mel.

Como animais de estimação, os cães e os gatos vivem na companhia dos humanos há milênios, competindo e comendo todos os tipos de alimentos que lhes são comuns. Portanto, não é estranho nem anti-natural que comam vegetais.

Quando da classificação das espécies, feita por volta do ano de 1735 por Linée, houve uma tendência inicial de valorizar mais as características morfológicas e o comportamento alimentar de indivíduos semelhantes.

Atualmente, de acordo com a evolução do conhecimento humano e para dar mais precisão à classificação, semelhanças bioquímicas e genéticas vêm determinando mudanças nos critérios de classificação.

O Nutriente Proteína

O nutriente mais questionado em toda esta polêmica carnívoro/onívoro é a proteína. Dá-se o nome de proteína, seja ela vegetal ou animal, a uma macromolécula formada por dez átomos: cinco de hidrogênio (H), dois de carbono (C), dois de oxigênio (O) e um de nitrogênio (N). Mas o que caracteriza a riqueza de uma fonte protéica são os aminoácidos essenciais que a compõem, e são estes aminoácidos que, tanto o cão como o gato, não podem sintetizar. Por isto têm que recebê-los prontos em suas rações.

Diversos livros sobre alimentação animal, artigos e palestras afirmam que as fontes de proteínas vegetais são pobres do ponto de vista nutricional. No entanto, comparando com outras fontes de proteínas (Quadro 1), vê-se que não há suporte para essa afirmação.

Digestibilidade
Sobre digestibilidade é interessante observar a experiência científica nacional. As fontes de proteínas vegetais são de melhor digestibilidade ou iguais às fontes de proteína animal. (Quadro 2)

Digestibilidade das Rações Vegetarianas
Para se avaliar a digestibilidade dos nutrientes das rações destinadas à alimentação de cães foi desenvolvida, em canil sediado em Araraquara-SP, uma pesquisa com duas rações contendo carne e vegetais, e uma terceira exclusivamente vegetariana. (Quadro 3)

Percebe-se que em matéria de segurança alimentar, a dieta vegetariana é uma opção saudável também para cães e gatos, principalmente nestes tempos de síndrome de vaca louca e de gripe aviária. A síndrome da vaca louca já migrou dos ovinos para os bovinos, caprinos, cães, humanos, e gatos e, conforme noticiado pela mídia, a gripe aviária teria sido a causa da morte de um gato na Alemanha.

Sempre tive curiosidade em saber por que certas pessoas abdicam do prazer de comer carne. Talvez por motivação filosófica, religiosa ou simplesmente por não lhes apetecer ou ainda não apreciar seu aspecto sangüíneo ou odor quando crua.

Encontrei em escrituras religiosas algumas frases que possivelmente tenham influenciado e justificado a opção por uma dieta vegetariana. Gênesis 9:4 - “A carne, porém, com sua vida, isto é com seu sangue não comereis”; Levítico 7:26 - “E nenhum sangue comereis em qualquer das vossas habitações, quer de aves quer de gado”;Isaías 11:6 - “O urso será levado pela mão de uma criança, o lobo e o carneiro comerão na mesma manjedoura, o leão e o touro comerão da mesma palha”; Buda - “Aos sete anos de idade o príncipe Siddharta (Buda) num dia de primavera quando se comemorava uma festa de plantio, saiu ao campo acompanhado por seu pai. Contemplando como um agricultor lavrava a terra, viu um pequeno
pássaro que levou em seu bico um pequeno inseto que ficou preso no arado que removia a terra. Pobres das criaturas vivas que se comem umas as outras! E dizendo isto se sentou ao solo embaixo de uma árvore em profunda tristeza a meditar”.

Devo esclarecer que não sou vegetariano, mas sim, que respeito o direito à opção dietética que fazem. Acredito na vida saudável com uma dieta vegetariana exclusiva, tanto para os humanos, como para seus animais de companhia, o cão e o gato.

Dr. Walter de Albuquerque Araújo
Médico Veterinário CRMV-SP Nº 0730
Diretor Executivo da WS - Consultoria & Nutrição Científica S/C Ltda.
Diretor e Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal - CBNA
Fonte



A importância do vegetarianismo

O vegetarianismo está relacionado diretamente com três grandes temas: a preservação do meio ambiente, devido à agressividade da atividade pecuária, que destrói florestas, desperdiça e contamina águas e emite gases do efeito estufa; à promoção da saúde, pois o consumo de carnes está associado a inúmeras doenças; e filosoficamente o mais importante: o vegetarianismo está associado à defesa dos animais de consumo, que não têm uma vida nada fácil e uma morte pior ainda.




Cães vegetarianos



No mundo todo cresce o número de pessoas vegetarianas, sendo a Inglaterra um dos países que mais tem adeptos, cerca de 15% da população. No Brasil não temos números precisos, mas estima-se que 4% da população seja adepta dessa dieta.

O Veganismo como dieta, é o vegetarianismo estrito a alimentos vegetais, sendo que os veganos não comem ovos, nem leite, nem seus derivados. O Veganismo repudia a exploração animal e, portanto, seus adeptos não usam roupas nem sapatos de couro e são contra atividades como rodeios, uso de animais em circos, experimentos com animais, etc.

Seguindo este raciocínio, muitas pessoas não acham coerente que vacas, ovelhas, frangos e peixes sejam mortos para alimentarem cães e gatos.

O vegetarianismo entre os cães

Os cães já foram considerados carnívoros, mas um entendimento mais amplo hoje considera que os cães são onívoros, ou seja, comem tanto carnes quanto vegetais. Do ponto de vista nutricional, a alimentação dos cães não precisa de ingredientes específicos, mas sim de nutrientes específicos.

Dentre os componentes de uma ração industrializada ou de uma alimentação caseira, carboidratos, lipídios, vitaminas e minerais são facilmente encontrados nos vegetais. O mito que muitas pessoas ainda levantam, é o da proteína, porém, as proteínas são compostas por sub-unidades chamadas aminoácidos e todos os aminoácidos considerados essenciais paras os homens e para os cães, estão presentes nos vegetais.

Para o homem e para os cães, pois para os gatos existe um aminoácido essencial chamado taurina, que se acredita pelo menos por enquanto, que só esteja disponível em alimentos de origem animal e que, portanto, os gatos precisam da carne como fonte deste nutriente.

 Agora voltando a falar de cães, desde que haja um balanceamento adequado, eles podem, perfeitamente, ser criados de forma saudável dentro do vegetarianismo.

O vegetarianismo para os cães é antinatural?    

De certa forma sim, mas ser natural não é sinônimo de ser o melhor. Também não existe naturalidade em uma alimentação seca, embalada e vendida em pet shops, como é o caso das rações comerciais e, na maioria das vezes, elas promovem uma boa nutrição dos cães. Mais antinatural ainda é imaginar um gato mergulhando nas profundezas do oceano para caçar um atum, que é um dos ingredientes das rações para gatos, e isso não é necessariamente ruim, pelo menos para o gato, apenas para o atum.

Existe praticidade e segurança no vegetarianismo para os cães
 No Brasil este é um conceito relativamente novo. Eu tenho ouvido esta discussão há apenas poucos anos, e até o momento existe apenas uma marca de ração para cães totalmente vegetariana sendo vendida em nosso país.
Já nos EUA, existem mais opções e isso, há pelo menos uma década. Lá existem até rações vegetarianas para gatos, que levam uma complementação de taurina sintética. Em termos de segurança contra carências nutricionais, no Brasil ainda não temos abundância de estudos a respeito da segurança do vegetarianismo em cães, mas a lógica nos diz que é uma alimentação saudável.

A ração industrializada não é a única forma de tornar seu amigo vegetariano ou vegano. Formulações vegs caseiras também podem ser preparadas e se tornarem boas opções, porém encontrar um correto balanceamento nutricional, seja com alimentos vegetarianos ou não, é trabalho que requer participação de nutricionistas ou nutrólogos.

Independente de a opção alimentar ser carnívora ou vegetariana, check-ups periódicos são uma importante forma de acompanhar a saúde e o correto desenvolvimento do seu cão.

Objetivo: O objetivo deste artigo não é dar receitas nem muito menos aulas de nutrição, mas sim levantar esta discussão lembrando que para alimentar nossos pets são mortos outros animais e que isso não é uma necessidade verdadeira.

Se você se interessou pelo assunto, comece pesquisando pela Internet um livro chamado “Cães Veganos” de James O’heare, tradução de Anderson Santos, no site http://www.caesvegetarianos.info/ , depois faça outras pesquisas sobre opções de ração industrializada e converse com seu veterinário, mas lembre-se que está lidando com paradigmas que sempre são difíceis de quebrar.

Fonte: 
garotazen
via Planeta Vegetariano



Alimentação vegetariana para cães 

- Conheça os nutrientes necessários



Atualmente, a Association of American Feed Control Officials recomenda o seguinte perfil de nutrientes para alimentos para cães:

ADULTOS

Proteína.....................18%
Gordura.....................5%
Cálcio........................0,6% (máximo 2,5%)
Fósforo......................0,5% (máximo 1,6%)
Potássio.....................0,6%
Sódio.........................0,06%
Cloro.........................0,09%
Magnésio...................0,04% (máximo 0.3%)
Ferro..........................80 mg/kg (máximo 3.000 mg/kg)
Cobre.........................7,3 mg/kg (máximo 250 mg/kg)
Manganês...................5 mg/kg
Zinco..........................120 mg/kg (máximo 1.000 mg/kg)
Iodo...........................1,5 mg/kg (máximo 50 mg/kg)
Selênio........................0,11 mg/kg (máximo 2 mg/kg)
Vitamina A..................5000 IU/kg (máximo 250.000 IU/kg)
Vitamina D..................500 IU/kg (maximum 5.000 IU/kg)
Vitamina E...................50 IU/kg (máximo 1.000 IU/kg)
Tiamina.......................1 mg/kg
Riboflavina..................2,2 mg/kg
Ácido Pantotênico.......10 mg/kg
Niacina........................11,4 mg/kg
Piridoxina.....................1 mg/kg
Ácido Fólico................0,18 mg/kg
Vitamina B12...............0,022 mg/kg
Colina..........................1.200 mg/kg

FILHOTES, GESTANTES OU LACTANTES

A maioria das necessidades mínimas são as mesmas exceto para os itens abaixo. O máximo para os listados não muda.

Proteína......................22%
Gordura......................8%
Cálcio.........................1%
Fósforo.......................0,8%
Sódio..........................0,3%
Cloro..........................0,45%
Vitamina B12..............0,022 mg/kg

Fonte: Pet Place
via Planeta Vegetariano

Pode-se alimentar um gato ou um cão com dieta vegetariana/vegana?

Esses animais podem receber uma dieta vegetariana, mas não são vegans por natureza -- cães são onívoros e gatos, carnívoros. Embora cães e gatos pertençam à classe dos carnívoros, isso não quer dizer muita coisa, pois o urso panda também pertence à mesma classe e é quase vegan. 
Mas por sua própria natureza cães de gatos não comeriam o que se encontra numa lata de comida para animais de estimação. É preciso estabelecer dietas especiais para gatos, que precisam de um aminoácido chamado taurina encontrado nos músculos de animais. 

Já se desenvolveu a taurina sintética, usada em alimentos comerciais (não vegetarianos) para gatos. Gatos vegetarianos devem receber suplementos de taurina. A deficiência de taurina pode causar cegueira e até mesmo morte. Os gatos também precisam de vitamina A pré-formada e ácido araquidônico. 

Todos os alimentos vegans para gatos contêm esses ingredientes essenciais, e as empresas norte-americanas listadas abaixo os incluem em seus produtos para felinos. Consulte o veterinário a respeito da mudança da dieta de seu bichinho de estimação, caso esteja preocupado. 
Não só é POSSÍVEL alimentar a maioria dos cães e gatos com uma dieta sem carne como também é DESEJÁVEL. Comprar comida "normal" para animais domésticos é dar apoio à mesma indústria da carne, com toda a sua corte de crueldade, exploração, desperdício e danos ambientais, à qual o veganismo tanto se opõe. 
Por que dez cavalos/vacas/galinhas/patos ou qualquer outro bicho têm de sofrer e morrer todo ano só para sustentar seu gato ou cachorro de estimação? 
Este não é um caso de "imposição de crenças" a seus animais de estimação (ou de companhia, ou como quer que você os chame), já que você não os está forçando a comer nem está impedindo que comam animais selvagens do local em seus passeios pela vizinhança. 

Além disso, animais não têm moral nem crenças. Fazem o que for necessário para sobreviver, e não demonstram preferência por isto ou aquilo com base no impacto causado sobre outras coisas. Nós, no entanto, podemos tomar decisões morais/éticas -- tais como a decisão de ser vegan. 
No ambiente selvagem, sobreviver significa "matar alguma coisa ou morrer de fome", mas se seu animal já está sendo alimentado isto se torna desnecessário. Além disso, a alimentação vegan não é menos natural para um cão ou gato de estimação do que outros tipos de alimentação. 
Em primeiro lugar, o cão ou gato domesticado tem pouca semelhança com seus primos selvagens, e assim já estamos numa situação artificial. 

Em segundo lugar, o próprio ato de dar-lhe alimentos tirados de uma lata (em vez de deixá-lo procurar sua própria comida) é antinatural, e assim você pode muito bem aperfeiçoá-lo. Em terceiro lugar, o verdadeiro conteúdo das latas de alimentos comerciais para animais domésticos não tem semelhança alguma com o que um cão ou gato comeria em ambiente selvagem... Você consegue imaginar seu querido bichano matando cavalos e vacas e mergulhando no fundo do mar para pescar atum? 







Ver também: 
(Folheto Informativo da da Sociedade Vegetariana do Reino Unido)
Receitas
Fonte


Alimentação sem carne é polêmicaDIETA VEGETARIANA PARA CÃES E GATOS
Há muita curiosidade das pessoas em saber se uma dieta vegetariana pode ser saudável e adequada para o cão e o gato. Para os que têm dúvidas, já existem estudos que comprovam que eles podem ser vegetarianos.
Este artigo responde às dúvidas mais comuns, já que não há nenhuma razão científica que ateste ser impossível que o cão ou o gato possam ter uma vida totalmente saudável com uma dieta vegetariana. É necessário apenas que ela atenda algumas exigências: ser formulada e produzida de forma a satisfazer todos os requisitos nutricionais, que esteja acondicionada apropriadamente, que seja palatável e facilmente identificada como alimento para os animais e, finalmente, que atenda os requisitos de segurança alimentar.

Assim como as demais espécies animais, o cão e o gato têm exigências específicas de nutrientes e não de ingredientes específicos. A exploração zootécnica racional exige a utilização de ingredientes produzidos localmente e, obviamente, de menor custo e maior disponibilidade para o atendimento aos parâmetros razoáveis de custo e beneficio.

Pode ser considerado natural ao cão e ao gato comer carne?
Nos primórdios, quando vagavam nas savanas, matas e planícies, eram predadores. Portanto, tinham o hábito de caçar, matar e comer outros animais: pequenos herbívoros, roedores e pássaros. Suas vítimas eram totalmente mastigadas e engolidas. Quando as vítimas eram maiores, como os pequenos ruminantes, agiam como agem até hoje os grandes carnívoros em seus habitats naturais, abrindo a cavidade torácica e a abdominal, onde encontram o conteúdo do aparelho digestivo, em geral, vegetais ainda não digeridos ou parcialmente digeridos, tais como grãos e folhas. Somente depois de se alimentar desse conteúdo, comem as vísceras, a gordura e alguns ossos.

Essa observação permite afirmar que, desde as priscas eras, tanto os pequenos como os grandes carnívoros estão aptos a digerir alimentos vegetais e deles obter os nutrientes de que necessitam.

Na verdade, a dieta dos seres vivos deve ser adequada às suas necessidades: em primeiro lugar para a manutenção de uma vida saudável e, depois, para atender à exigência do crescimento, da reprodução e da produção, seja ela de músculos, trabalho muscular, leite, ovos ou mel.

Como animais de estimação, os cães e os gatos vivem na companhia dos humanos há milênios, competindo e comendo todos os tipos de alimentos que lhes são comuns. Portanto, não é estranho nem anti-natural que comam vegetais.

Quando da classificação das espécies, feita por volta do ano de 1735 por Linée, houve uma tendência inicial de valorizar mais as características morfológicas e o comportamento alimentar de indivíduos semelhantes.

Atualmente, de acordo com a evolução do conhecimento humano e para dar mais precisão à classificação, semelhanças bioquímicas e genéticas vêm determinando mudanças nos critérios de classificação.

O Nutriente Proteína

O nutriente mais questionado em toda esta polêmica carnívoro/onívoro é a proteína. Dá-se o nome de proteína, seja ela vegetal ou animal, a uma macromolécula formada por dez átomos: cinco de hidrogênio (H), dois de carbono (C), dois de oxigênio (O) e um de nitrogênio (N). Mas o que caracteriza a riqueza de uma fonte protéica são os aminoácidos essenciais que a compõem, e são estes aminoácidos que, tanto o cão como o gato, não podem sintetizar. Por isto têm que recebê-los prontos em suas rações.

Diversos livros sobre alimentação animal, artigos e palestras afirmam que as fontes de proteínas vegetais são pobres do ponto de vista nutricional. No entanto, comparando com outras fontes de proteínas (Quadro 1), vê-se que não há suporte para essa afirmação.

Digestibilidade
Sobre digestibilidade é interessante observar a experiência científica nacional. As fontes de proteínas vegetais são de melhor digestibilidade ou iguais às fontes de proteína animal. (Quadro 2)

Digestibilidade das Rações Vegetarianas
Para se avaliar a digestibilidade dos nutrientes das rações destinadas à alimentação de cães foi desenvolvida, em canil sediado em Araraquara-SP, uma pesquisa com duas rações contendo carne e vegetais, e uma terceira exclusivamente vegetariana. (Quadro 3)

Percebe-se que em matéria de segurança alimentar, a dieta vegetariana é uma opção saudável também para cães e gatos, principalmente nestes tempos de síndrome de vaca louca e de gripe aviária. A síndrome da vaca louca já migrou dos ovinos para os bovinos, caprinos, cães, humanos, e gatos e, conforme noticiado pela mídia, a gripe aviária teria sido a causa da morte de um gato na Alemanha.

Sempre tive curiosidade em saber por que certas pessoas abdicam do prazer de comer carne. Talvez por motivação filosófica, religiosa ou simplesmente por não lhes apetecer ou ainda não apreciar seu aspecto sangüíneo ou odor quando crua.

Encontrei em escrituras religiosas algumas frases que possivelmente tenham influenciado e justificado a opção por uma dieta vegetariana. Gênesis 9:4 - “A carne, porém, com sua vida, isto é com seu sangue não comereis”; Levítico 7:26 - “E nenhum sangue comereis em qualquer das vossas habitações, quer de aves quer de gado”;Isaías 11:6 - “O urso será levado pela mão de uma criança, o lobo e o carneiro comerão na mesma manjedoura, o leão e o touro comerão da mesma palha”; Buda - “Aos sete anos de idade o príncipe Siddharta (Buda) num dia de primavera quando se comemorava uma festa de plantio, saiu ao campo acompanhado por seu pai. Contemplando como um agricultor lavrava a terra, viu um pequeno
pássaro que levou em seu bico um pequeno inseto que ficou preso no arado que removia a terra. Pobres das criaturas vivas que se comem umas as outras! E dizendo isto se sentou ao solo embaixo de uma árvore em profunda tristeza a meditar”.

Devo esclarecer que não sou vegetariano, mas sim, que respeito o direito à opção dietética que fazem. Acredito na vida saudável com uma dieta vegetariana exclusiva, tanto para os humanos, como para seus animais de companhia, o cão e o gato.

Dr. Walter de Albuquerque Araújo
Médico Veterinário CRMV-SP Nº 0730
Diretor Executivo da WS - Consultoria & Nutrição Científica S/C Ltda.
Diretor e Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal - CBNA
Fonte

Cães Vegetarianos

Alimentação Vegetariana para o seu cão?
Preocupadas com a própria saúde, com o meio ambiente e com as condições em que animais como vacas, galinhas e porcos são criados, muitas pessoas se tornam vegetarianas ou vegans/veganosSó para esclarecer: vegetarianos excluem carnes de suas dietas, mas podem ou não incluir ovos e/ou leite e seus derivados. Já os vegans não consomem absolutamente nada que seja de origem animal.
Nada mais natural que o adepto desse estilo de vida queira estendê-lo ao seu melhor amigo! É o seu caso? Confira o guia abaixo e veja como é gostoso e prático preparar em casa refeições “verdes” saudáveis e criteriosas.

É possível oferecer uma dieta vegetariana caseira para cães?

Sim, isso é perfeitamente possível. Os precursores das dietas naturais, consideram o cão um animal essencialmente carnívoro, tendo em vista os hábitos alimentares dos canídeos na Natureza.
Mas a Literatura Veterinária define o cão como um onívoro oportunista. Isso significa que o organismo do cão, de forma semelhante ao do ser humano, pode se adaptar para obter nutrientes essenciais a partir de uma ampla variedade de alimentos. Desde que cuidadosamente formulada e acompanhada por um médico-veterinário, a dieta caseira vegetariana não trará prejuízos à saúde do cão.

“Devo optar por dieta caseira ou outro tipo de alimentação vegetariana?”

Dietas caseiras oferecem inúmeras vantagens:
* frescor e qualidade dos ingredientes;
* reduzido teor de aditivos;
* maior teor de água;
* alta digestibilidade;
* baixo risco de torção gástrica;
* alta palatabilidade;
* presença de nutrientes muito biodisponíveis (“aproveitáveis” pelo organismo).
Se você dispõe de tempo para fazer compras periódicas de alimentos e suplementos e não se importa de cozinhar ou preparar as refeições de seu cão, ótimo. Você vai tirar de letra a alimentação caseira.
Na verdade, não é nenhum bicho de sete cabeças preparar as receitas vegetarianas. Mas é preciso ter comprometimento e seguir as orientações. Como se trata de uma dieta restritiva, ou seja, com menos grupos alimentares, deficiências ou excessos nutricionais podem ocorrer mais facilmente. Para evitar que isso aconteça você precisará variar bastante os ingredientes e acrescentar determinados suplementos à dieta.
Se você acha que não dará conta, opte por outro tipo de dieta vegetariana. É indiscutivelmente preferível oferecer uma dieta comercial, que supre os requerimentos nutricionais, a oferecer refeições vegetarianas caseiras desbalanceadas.

E que tal uma dieta caseira vegan para cães (sem alimento algum de origem animal)?

Dietas vegans para pets existem mas são controversas. Cães e gatos não são herbívoros e uma alimentação ainda mais restritiva que a vegetariana pode trazer problemas. É o que relata o médico-veterinário vegetariano e norte-americano Martin Goldstein em seu ótimo livro The Nature of Animal Healing. (Ele atendeu uma Pastora Alemã, de nome Vegan – criada à base de vegetais desde filhote – dona de uma crescente e incontrolável agressividade que morreu relativamente jovem de câncer mamário.)
Abaixo, o comentário feito pelo Dr. Richard Pitcairn PhD, veterinário vegetariano com experiência de 40 anos em clínica de cães e gatos e autor do livro Dr. Pitcairn’s Complete Guide to Natural Health for Dogs & Cats:
“Observo que na maioria das vezes os problemas tendem a aparecer quando os proprietários excluem da dieta todo e qualquer alimento de origem animal, incluindo ovos, leite e seus derivados. As pessoas podem viver bem com uma dieta vegan cuidadosamente elaborada, mas eu não a recomendaria para cães – e muito menos para os gatos.”
Ué, mas se faltam nutrientes, não podemos simplesmente adicioná-los à dieta na forma de suplementos? Sim, e isso é feito. O problema é que os nutrientes sintéticos ou industrializados simplesmente não têm o mesmo valor biológico dos mesmos nutrientes in natura, no alimento. Leia mais sobre isso aqui. Ainda não conhecemos a fundo os requerimentos de micronutrientes dos pets. Tampouco identificamos todas as propriedades presentes nos alimentos e suas possíveis interações.
Todos os anos novos elementos nutricionais são descobertos ou re-descobertos. Negar todo e qualquer alimento de origem animal aos cães pode levá-los a uma carência nutricional desconhecida. E ainda existe a questão da palatabilidade (sabor). Pode ser bastante difícil acostumar cães e gatos – principalmente adultos – a aceitar as dietas vegans caseiras.
Se você é vegan, considere a possibilidade de oferecer ao seu cão uma alimentação caseira vegetariana. É uma opção considerada mais segura por ser menos restritiva que a dieta vegan.

É preciso adicionar taurina à dieta vegetariana?

Quando se pensa em taurina, se pensa em gatos. Para os felinos a ingestão desse aminoácido é de suma importância para a saúde cardiovascular e dos olhos. Isso ocorre porque o fígado dos gatos não consegue produzir taurina a partir dos aminoácidos cistina e metionina e da vitamina B6, como faz o fígado do cão. O felino precisa ingerir a taurina já pronta. E taurina desse jeito só existe em tecidos de animais; em especial no coração, nos olhos e na musculatura, preferencialmente crus.
Entretanto, estudos nutricionais recentes revelaram que a taurina presente na carne também pode ser necessária para a saúde cardiovascular dos cães, em especial dos de porte grande e gigante.
Em 2003, os pesquisadores da universidade norte-americana UC Davis publicaram informações sobre pesquisas feitas com cães de raças grandes que apresentavam uma doença chamada cardiomiopatia dilatada que leva à insuficiência cardíaca. Foi encontrada uma associação direta entre essa afecção e a deficiência de taurina na dieta.

Cadelas prenhes e lactantes podem comer a dieta vegetariana? E os filhotes?

Não dispomos de um cardápio vegetariano para filhotes, fêmeas prenhes e lactantes. Mas neste endereço você encontra (em inglês) um cardápio para filhotes aprovado pelos membros da mais antiga organização vegetariana do mundo, The Vegetarian Society of the United Kingdom (A Sociedade Vegetariana do Reino Unido).
E para os cães de trabalho e atletas? Estes podem obter mais energia por meio de aumento das porções (e da freqüência com que são servidas); do uso de vegetais ricos em carboidratos como batata, mandioquinha, inhame, e de frutas como a banana (de preferência com a casca); e/ou da inclusão regular de um mingau de cereais, etc.

Adaptação do cão adulto à nova dieta

Se você oferece outro tipo de dieta, vá acrescentando aos poucos os alimentos indicados nas receitas vegetarianas até que, passados alguns dias, você esteja oferecendo 100% do novo cardápio. Isso fará com que os sentidos e o trato digestório do cão se acostumem gradativamente com os novos cheiros, sabores e ingredientes. Há pessoas, entretanto, que mudam a dieta de seus cães da noite para o dia e não relatam problemas.
Variar é preciso; além de fornecer uma ampla gama de nutrientes, a variação evita que o cão enjoe da comida. Descubra quais são os alimentos vegetarianos que seu cão mas gosta e use-os com maior freqüência. Valorize a comida, fazendo festa antes e depois de cada refeição. Não ofereça ingredientes “passados”; cheiros, sabores e texturas ruins podem fazer os cães recusarem a comida.
Vale acrescentar “molhos” ou pedacinhos de coisas gostosas e nutritivas às refeições, como levedura de cerveja (salpicada feito queijo ralado), proteína de soja texturizada, molho de soja tamari – esses três itens são ricos em vitaminas do complexo B - ou pedacinhos de maçã, de queijo branco, etc.

Como saber se o cão está saudável comendo a nova dieta

Ao desconfiar de qualquer alteração, leve o animal ao médico-veterinário. Diarréias e vômitos persistentes, coceiras e afecções de pele podem ser sinal de alergia alimentar. Com orientação do médico-veterinário, tente identificar e excluir da dieta os alimentos suspeitos. Se estiver tudo bem com o cão, ótimo. Mas não deixe de levá-lo periodicamente ao veterinário.

Preparo dos vegetais

Há vegetais que podem ser oferecidos crus, como a beterraba, a cenoura, o pimentão, o brócolis, a couve-flor, a ervilha torta e a vagem. Mas devem ser liquidificados com um pouquinho de água para facilitar a digestão e a absorção dos nutrientes. Já tubérculos como batatas, batata doce, mandioquinha e inhame devem sempre ser oferecidos cozidos. Fique de olho no relógio. Cozinhar legumes por mais de 15 minutos destrói fibras e importantes micronutrientes.
Se possível, ofereça tanto legumes crus quanto cozidos. Vegetais crus são mais nutritivos e contêm bastante fibra, ao passo que os cozidos são mais gostosos, calóricos e digestíveis.

Fontes vegetarianas de proteína, gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais

Proteína: as melhores fontes são queijos, ovos, grãos de soja, farinha de soja, tofu e proteína de soja. Outras fontes incluem leguminosas (lentilhas, feijões, quinua), cereais integrais e gérmen de trigo, sementes de girassol, gergelim, côco, castanha e nozes - com exceção das macadâmias. Observação: sempre que for possível combine duas ou mais fontes protéicas, já que os alimentos apresentam diferentes teores e tipos de aminoácidos.
Gordura e óleos: manteiga, margarinas, queijos, ovos, azeitonas, azeite de oliva, gérmen de trigo, nozes, óleo de girassol, óleo de milho, óleo de linhaça, óleo de soja, óleo de canola, etc.
Carboidratos: cereais e seus derivados (farinhas, pães), bananas, castanha de caju, leguminosas, pêras, frutas secas (evitar passas), batata, mandioquinha.
Fibras: legumes, frutas, cereais integrais, pães e leguminosas (feijão, quinua, lentilha).
Vitamina A: na forma de vitamina A – margarina, manteiga, leite, queijo e ovos. Na forma de precursores (carotenos) – cenouras e vegetais verdes.Observação: para os cães, o caroteno tem metade do valor nutricional da vitamina A.
Vitamina D: na forma de vitamina D – margarina, manteiga, ovos e leite. Na forma de seu precursor, que é convertido em vitamina D pela ação dos raios solares na pele do animal: vegetais de folhas escuras, gérmen de cereais e levedura de cerveja.
Vitamina E: gérmen de cereais (especialmente o óleo de gérmen de trigo e o óleo de girassol), vegetais de folhas verdes (repolho, espinafre, alface).
Vitamina K: vegetais de folhas escuras.
Vitaminas do complexo B (com exceção da B12): levedura, cereais integrais, gérmen de cereais, bran, ovos, legumes diversos, nozes. Observação: trata-se de um complexo facilmente destruído por ação do calor (cozimento).
Vitamina B12: leite de soja fortificado, queijo, algumas proteínas vegetais texturizadas (verifique o rótulo), leite.
Vitamina C: brotos frescos, couve, couve-galega, couve-flor, brócolis, repolho, frutas cítricas, morangos, tomates, pimentões verdes.
Probiótico: Iogurte e queijos
Observações: a vitamina C não é um requerimento essencial para os cães, uma vez que o organismo deles – diferentemente do nosso - consegue produzir essa vitamina. No entanto, alguns pesquisadores sugerem que a síntese (“fabricação”) de vitamina C dos cães alimentados com dietas de baixa proteína pode não ser tão eficiente. E como os cães de vida urbana estão sujeitos à poluição e ao estresse, oferecer uma fonte extra de vitamina C, um poderoso antioxidante, nunca é demais.
Minerais
Cálcio: boas fontes incluem o queijo, o iogurte e o gergelim. Mas o cálcio também está presente em menor quantidade nas amêndoas, figos secos, pepino, feijão, limão, leite, tangerina, alho-poró, couve, alface, couve-flor, almeirão, aipo, amendoim.
Alimentos com bom equilíbrio cálcio:fósforo – queijo, iogurte, feijão, ervilhas maduras, lentilhas, ovos, couve, couve-de-Bruxelas, figos secos, leite, couve-flor, salsão, alface, banana, laranja, amendoim, amêndoas e avelã.
Alimentos com pouco cálcio em relação ao fósforo – cereais e seus derivados, pães e farinha. Observação: esses alimentos precisam ser oferecidos juntamente com alimentos ricos em cálcio de modo a prevenir deficiências desse mineral. O ácido fítico presente nos cereais também reduz a absorção de cálcio. Deixar os grãos “de molho” em uma cuba com água durante a noite e acrescentar umas gotinhas de limão ativa enzimas que quebram o ácido fítico. A vitamina D também é um fator essencial para a absorção de cálcio.
Ferro: painço, salsão, cream cheese (requeijão), tangerina, espinafre, frutas variadas, legumes em geral, nozes, cereais integrais.
Iodo: algas, ovos, fucus, centeio e trigo integral e alface.
Outros minerais: desde que a dieta contenha uma ampla variedade de vegetais, cereais, frutas, nozes, leite, queijos e ovos, minerais importantes não ficarão de fora.
Alimentos que devem ser evitadosmacadâmias, passas, uvas, cebola, chocolate (de leite e amargo), pimenta e alimentos apimentados.

Observações importantes antes de começar

Ferro e suplemento multi-vitamínico e mineral

Alguns veterinários naturalistas recomendam suplementar as dietas vegetarianas dos cães com complexos multi-viamínicos-minerais de modo a evitar deficiências. Dietas sem carne são suspeitas de levar os cães a uma deficiência de ferro. Isso porque o ferro de origem vegetal não é absorvido pelo organismo canino com a mesma facilidade que o ferro presente nas carnes. Algumas maneiras de driblar esse risco:
* Oferta regular painço cozido – grão muito rico em ferro;
* Prefira ovos caipiras (orgânicos). Quando produzido de forma natural o ovo é outra boa fonte desse mineral;
* Oferta diária de ferro ou complexo vitamínico-mineral para cães.
O requerimento mínimo diário de ferro, de acordo com as diretrizes do National Research Council para um cão com 16,5 quilos é de 7,5 miligramas por dia. Se optar pelo complexo vitamínico-mineral, consulte o rótulo ou a bula para descobrir a dosagem diária que seu cão deve receber.

“Pó Saudável”

Uma dica opcional para qualquer dieta canina ou felina – vegetariana ou onívora – é a adição de Pó Saudável (Healthy Powder). Trata-se de uma receitinha do Dr. Richard Pitcairn elaborada com intuito de incluir valiosos micronutrientes às refeições dos pets. Anote aí:
2 xícaras de levedura de cerveja em pó
1 xícara de grânulos de lecitina
¼ de xícara de pó de fucus
2 colheres de sopa de pó de casca de ovo (fonte de cálcio)
1.000mg de vitamina C moída ou ¼ de colher de chá de ascorbato de sódio (opcional)
Diariamente (ou regularmente) ofereça:
1 colher de café rasa para cães de porte pequeno
1 colher de chá rasa para cães de porte médio
1 colher de sobremesa rasa para cães de porte grande
1 colher de sobremesa cheia para cães de porte gigante
Os ingredientes do Pó Saudável podem ser encontrados em lojas de produtos naturais, supermercados elitizados, farmácias de manipulação e em algumas drogarias. Você pode ainda mandar manipulá-los com prescrição veterinária. Já o pó de casca de ovo (fonte natural de cálcio) você pode fazer em casa. É fácil e grátis. Basta deixar algumas cascas de ovo no forninho elétrico ou convencional em temperatura média por 10 minutos, e em seguida triturá-las no liquidificador até obter um pó bem fino.

Como conservar os nutrientes dos suplementos

Guarde o Pó Saudável, o suplemento de ferro ou o frasco de comprimidos multi-vitamínicos-minerais em lugar limpo, fresco e de preferência abrigado da luz solar. Antes de acrescentar os suplementos à refeição, espere a comida esfriar. O calor pode anular as frágeis propriedades nutricionais. A única exceção a essa regra é o pó de casca de ovo, que pode ser adicionado à comida quente ou fria.
Óleos vegetais – com exceção do azeite de oliva - devem ser armazenados na geladeira, para que os ácidos graxos não percam valor nutricional por oxidação.

Petiscos para a higiene dos dentes

Dietas predominantemente cozidas, sem alimentos duros, não estimulam a mastigação ou o ato de roer. Assim sendo, não contribuem com a limpeza dos dentes e das gengivas dos cães, predispondo-os à formação de cálculo (“tártaro”) dentário. É possível retardar esse processo oferecendo diariamente alimentos como cenoura crua inteira, maçã crua, biscoitos caseiros para cães que sejam bem durinhos, e brinquedos como ossos feitos de nylon (à venda em pet shops).

Como preparar as receitas

Aqui você encontra Receitas Vegetarianas para cães adultos saudáveis. Se o animal apresenta alguma doença de controle alimentar (insuficiência renal, diabetes, etc), consulte seu médico-veterinário para saber se a dieta vegetariana pode ser mantida.
No lugar de um cardápio semanal propriamente dito, abaixo você encontra sete receitas. Com exceção da primeira (Mingau de Aveia/Musli), que deve ser oferecida como refeição principal até duas vezes por semana (salvo se oferecida como lanche para cães muito ativos), as demais receitas podem ser servidas com maior freqüência.
Algumas receitas rendem porções muito generosas, permitindo o preparo de refeições para muitos dias. Você pode preparar no mesmo dia duas ou três receitas e separar as porções em tupperwares para serem congeladas. Deste modo é possível variar regularmente a alimentação. Se você tem poucos cães ou cães de pequeno porte, prepare essas receitas reduzindo pela metade (ou até mais) a quantidade indicada para cada ingrediente.
Importante: Receitas vegetarianas para cães contêm tipos variados de grãos, leguminosas e cereais que fornecem nutrientes valiosos. Entretanto, como os cães não contam com adaptações anatômicas e fisiológicas para o consumo de grãos, ao contrário de nós, é preferível deixar por pelo menos 8 horas esses alimentos de molho em uma cuba com água morna e algumas gotinhas de limão ou de soro de iogurte. Desta forma, os grãos concentrarão nutrientes e perderão fatores que atrapalham a absorção de minerais, como os fitatos (o fósforo das plantas). Após deixar cereais e leguminosas de molho, cozinhe-os como de costume até ficarem tenros. Você notará que eles cozinharão na metade do tempo e ficarão muito mais molinhos!

Quanto oferecer de cada receita ao cão

Depende muito. Fatores como grau de atividade física do cão, metabolismo, genética, idade e saúde influenciam na quantidade de alimentos que ele deve receber diariamente. Para fins ilustrativos calculamos as porções para cães com cerca de 7 quilos de peso. Tente chegar à quantidade que seu cão deve comer a partir desse exemplo.
A regrinha da porcentagem sugerida pode ser aplicada. Os cães adultos devem comer de 1,5 a 3,5% em média de alimentos por dia. Mas não tem segredo. Ofereça uma certa quantidade dentro dessa porcentagem (por exemplo, 2,5% do peso do animal) e monitore a forma física dele. Engordou? Ofereça uma porcentagem maior. Emagreceu? Reduza as porções.
Fonte: Vários textos da internet.

A Dieta Vegetariana para cães

Para muitas pessoas, a idéia de alimentar seus cães sem utilizar como base a carne parece estranho e não-natural, e por isso muitas vezes criticam veementente. Porém, hoje sabemos que os cães, assim como os humanos, não precisam de ingredientes específicos, como carne ou ovos, mas precisam é de nutrientes específicos.
Então, para fornecer uma dieta balanceada sem carne, há vários anos pessoas preocupadas com o processo que é necessário para podermos obter a carne, pesquisaram a dieta vegetariana para cães e outros animais, inclusive os gatos e desenvolveram diversos estudos sobre o assunto. Assim, procuramos trazer a vocês uma compilação do que pesquisadores, veterinários e amantes de animais concluíram para que todos tivessem acesso às informações necessárias para a transição de uma dieta baseada em carne para uma dieta baseada em ingredientes vegetais, tendo a consciência de que essa mudança é a melhor para todos os animais e também para o meio ambiente.
Essa escolha por uma dieta vegetariana para cães não é recente, tendo em países como Estados Unidos e Inglaterra cães de várias gerações sendo alimentados somente com produtos de origem vegetal. Portanto, antes de levar em consideração a falácia de que não é uma alimentação "natural", deve-se refletir sobre a validade e a qualidade do termo "natural" dentro de uma alimentação, além do que, estudos mostram que a digestão de vários vegetais não é exatamente menor do que a de produtos derivados de animais no cães. Para maiores informações, leia o livro Cães Veganos, disponibilizado neste site.

A dieta saudável

Sabe-se que muitos dos produtos utilizados nas rações comerciais são sub-produtos daqueles dirigidos ao consumo humano, ficando principalmente as partes que nós não comeríamos. Assim, os produtos comerciais, em geral, estão sujeitos à baixa qualidade dos ingredientes que os compõem, além de todos os produtos químicos como hormônios e agrotóxicos utilizados. Assim, seguindo as valiosas informações dos livros aqui disponíveis e conversando com especialistas da área, você poderá criar uma dieta balanceada, podendo inclusive dar preferência a produtos orgânicos e fazer o seu cão brilhar de tanta vivacidade.
Também, sabe-se que muitas rações causam alergias aos animais, e estes podem ter alternativas saudáveis e ambientalmente sustentáveis.

A vida dos animais

O principal ponto discutido pela maioria daqueles que optaram por não mais dar alimentos derivados de animais é a diferenciação entre os animais criados para o abate e os animais de estimação.
Existem países onde é culturalmente aceito comer cães, porém, em nosso país isso não é admitido, mas é permitido matar bois, porcos, peixes e galinhas. Essa cultura gerou uma indústria de animais de fazenda que são tratados como meros objetos a fim de satisfazer nossos gostos pessoais, sendo privados da liberdade que é concebida a todos os seres vivos, de um ponto de vista ético.
Assim, as diferenças entre matar um cão e um boi, mesmo que seja para a alimentação, se estreitam, e muitas pessoas que jamais conseguiriam passar um dia em um matadouro, financiam essa indústria comprando seus produtos. Por essa incoerência, muitas pessoas renunciaram a esse mercado cruel tornando-se vegetarianos e extendendo essa decisão para seus animais de companhia.
Para saber mais sobre essa postura, vejam o livro "Libertação Animal" de Peter Singer ou o livro "Seja Vegano" do veterinário Wilson Grassi.

As opções de dietas

Você pode seguir as sugestões descritas nestes livros para preparar uma alimentação caseira, atentando-se aos suplementos necessários para garantir que todos os nutrientes estão sendo fornecidos de maneira adequada, ou poderá optar pela ração comercial produzida pela Fri-ribe.
Caso você se sinta desconfortável com o fato de incluir suplementos vitamínicos na dieta do seu cão, lembre-se que não há ração no mercado, seja ela vegetariana ou com carne, que não seja suplementada. E os suplementos vitamínicos não são nocivos à saúde dos seus cães, ao contrário, garantem a saúde e o equilíbrio.
Além do mais, o custo-benefício de um suplemento com relação da vida de um animal e mais os impactos ambientais, são compensadores. Para conhecer mais sobre os prejuízos ambientais de uma dieta baseada em carne, leia os livros disponibilizados em nosso site ou acesse o site da Sociedade Vegetariana Brasileira.

Para saber mais

Se quiser um conhecimento mais detalhado em como alimentar seus cães de uma maneira saudável e sustentável, veja nossos livros.
Se ainda tiver alguma dúvida sobre a dieta de seu cão, utilize nossa área de perguntas.
Para começar a agradar seu amigo peludo, procure algo especial em nossa área de receitas.
E para ver cães que já brilham em uma dieta vegetariana e expressar sua opinião, acesse a nossa seção de comunidade.
A importância do vegetarianismo

O vegetarianismo está relacionado diretamente com três grandes temas: a preservação do meio ambiente, devido à agressividade da atividade pecuária, que destrói florestas, desperdiça e contamina águas e emite gases do efeito estufa; à promoção da saúde, pois o consumo de carnes está associado a inúmeras doenças; e filosoficamente o mais importante: o vegetarianismo está associado à defesa dos animais de consumo, que não têm uma vida nada fácil e uma morte pior ainda.

No mundo todo cresce o número de pessoas vegetarianas, sendo a Inglaterra um dos países que mais tem adeptos, cerca de 15% da população. No Brasil não temos números precisos, mas estima-se que 4% da população seja adepta dessa dieta.

O Veganismo como dieta, é o vegetarianismo estrito a alimentos vegetais, sendo que os veganos não comem ovos, nem leite, nem seus derivados. O Veganismo repudia a exploração animal e, portanto, seus adeptos não usam roupas nem sapatos de couro e são contra atividades como rodeios, uso de animais em circos, experimentos com animais, etc.

Seguindo este raciocínio, muitas pessoas não acham coerente que vacas, ovelhas, frangos e peixes sejam mortos para alimentarem cães e gatos.

O vegetarianismo entre os cães


Os cães já foram considerados carnívoros, mas um entendimento mais amplo hoje considera que os cães são onívoros, ou seja, comem tanto carnes quanto vegetais. Do ponto de vista nutricional, a alimentação dos cães não precisa de ingredientes específicos, mas sim de nutrientes específicos.

Dentre os componentes de uma ração industrializada ou de uma alimentação caseira, carboidratos, lipídios, vitaminas e minerais são facilmente encontrados nos vegetais. O mito que muitas pessoas ainda levantam, é o da proteína, porém, as proteínas são compostas por sub-unidades chamadas aminoácidos e todos os aminoácidos considerados essenciais paras os homens e para os cães, estão presentes nos vegetais.

Para o homem e para os cães, pois para os gatos existe um aminoácido essencial chamado taurina, que se acredita pelo menos por enquanto, que só esteja disponível em alimentos de origem animal e que, portanto, os gatos precisam da carne como fonte deste nutriente.

 Agora voltando a falar de cães, desde que haja um balanceamento adequado, eles podem, perfeitamente, ser criados de forma saudável dentro do vegetarianismo.

O vegetarianismo para os cães é antinatural?     

De certa forma sim, mas ser natural não é sinônimo de ser o melhor. Também não existe naturalidade em uma alimentação seca, embalada e vendida em pet shops, como é o caso das rações comerciais e, na maioria das vezes, elas promovem uma boa nutrição dos cães. Mais antinatural ainda é imaginar um gato mergulhando nas profundezas do oceano para caçar um atum, que é um dos ingredientes das rações para gatos, e isso não é necessariamente ruim, pelo menos para o gato, apenas para o atum.

Existe praticidade e segurança no vegetarianismo para os cães 
 No Brasil este é um conceito relativamente novo. Eu tenho ouvido esta discussão há apenas poucos anos, e até o momento existe apenas uma marca de ração para cães totalmente vegetariana sendo vendida em nosso país.
Já nos EUA, existem mais opções e isso, há pelo menos uma década. Lá existem até rações vegetarianas para gatos, que levam uma complementação de taurina sintética. Em termos de segurança contra carências nutricionais, no Brasil ainda não temos abundância de estudos a respeito da segurança do vegetarianismo em cães, mas a lógica nos diz que é uma alimentação saudável.

A ração industrializada não é a única forma de tornar seu amigo vegetariano ou vegano. Formulações vegs caseiras também podem ser preparadas e se tornarem boas opções, porém encontrar um correto balanceamento nutricional, seja com alimentos vegetarianos ou não, é trabalho que requer participação de nutricionistas ou nutrólogos.

Independente de a opção alimentar ser carnívora ou vegetariana, check-ups periódicos são uma importante forma de acompanhar a saúde e o correto desenvolvimento do seu cão.

Objetivo: O objetivo deste artigo não é dar receitas nem muito menos aulas de nutrição, mas sim levantar esta discussão lembrando que para alimentar nossos pets são mortos outros animais e que isso não é uma necessidade verdadeira.

Se você se interessou pelo assunto, comece pesquisando pela Internet um livro chamado “Cães Veganos” de James O’heare, tradução de Anderson Santos, no site Cães Vegetarianos , depois faça outras pesquisas sobre opções de ração industrializada e converse com seu veterinário, mas lembre-se que está lidando com paradigmas que sempre são difíceis de quebrar.