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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Algas: Carminativas


As Algas são carminativas(reduzem gases intestinais) e anti flatulência causada pelas Leguminosas e Vegetais verdes escuros(couves em geral, couve-flor, couves-de-Bruxelas, couve-branca, couve galega, repolho, brócolos, pepino, cebola e pimento).


Porque certos alimentos provocam mais gases

Alguns alimentos contêm hidratos de carbono complexos, que não são completamente digeridos no estômago e no intestino delgado, pelas enzimas digestivas. É o caso da estaquiose e da rafinose, dois hidratos de carbono presentes em grande quantidade nas leguminosas e nas couves em geral. Estas substâncias não digeridas, ao chegarem ao intestino grosso, são decompostas pelas bactérias presentes, e os gases são o resultado desta acção bacteriana.

Outros alimentos que normalmente aumentam a produção normal de gases no intestino são o leite de origem animal, o açúcar (adoçantes artificiais também produzem gases – é o caso do sorbitol, xilitol e manitol) e os doces feitos com açúcar, a batata e as bebidas gasosas (refrigerantes com gás, cerveja, etc.)

Como diminuir a produção e o desconforto dos gases?

Uma vez que as leguminosas são alimentos muito benéficos em vários aspectos (bons demais para não serem ingeridos!), uma forma de evitar esta excessiva produção de gases passa por deixá-las de molho em água durante uma noite, antes de serem cozinhadas, de modo a reduzir os açúcares indigeríveis.

Uma medida eficaz para reduzir a produção de gases, após a ingestão de determinados alimentos, é juntar determinadas ervas ou especiarias, que ajudam a digerir certos alimentos como as couves e a leguminosas.

O alecrim, a salva, o tomilho, o funcho e as sementes de alcaravia, são muito benéficas na redução dos gases provocados por aqueles alimentos e podem ser colocados a cozinhar juntamente com eles.

Os chás de hortelã-pimenta, de camomila e de funcho ajudam a aliviar a flatulência e devem ser bebidos após as refeições que contenham alimentos referidos como grandes produtores de gases.


Fontes: Florbela Mendes - nutricionista; Educare


Receitas? Clique aqui!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Algas: Modo de usar

As algas são verduras concentradas e podem comer-se com todo o tipo de alimentos, como acompanhamento no nosso prato habitual. Sempre em pequenas quantidades, pois as algas secas podem crescer até dez vezes ao absorver água. Há que tê-lo em conta ao cozinhá-las.

JUNTAR entre 5 e 10 g  de algas secas por pessoa às saladas, sopas, cereais, outras verduras, legumes, etc. Nas etiquetas das embalagens de cada uma está descrito o modo de utilização e o valor nutritivo. Usá-las todas e ir variando, como fazemos diariamente com as verduras terrestres.

As algas secas e os produtos elaborados com algas fazem parte do Catálogo Algamar, numa gama única na Europa e numa forma fácil de consumir as algas autóctones.
O objectivo é fazer das algas atlânticas uma verdura de uso comum e um valioso ingrediente em qualquer dos nossos pratos.
MODO DE USAR AS ALGAS
ALGA
RICA EM
CRUA
FERVIDA
FRITA
NO FORNO
GUISADA
WAKAME
Cálcio
Iodo
Proteínas
Saladas, Gaspachos 15 min remolho
 
Sopas, batatas, verduras, arroz, cereais, saladas, molhos, ao vapor 10-20 min
arroz, sopas, cuscuz, verduras, frita com cebola como guarnição e recheio, tortilha de batatas
Empadas, tartes, saladas (quiches), pizzas, pão, galetes
Estufados
DULSE
Vitaminas A e C Proteínas
Saladas, gaspachos e molhos 1 min remolho
Escaldados, macarrão, cozedura breve, ao vapor 2 min
tortilha francesa, crepes salteados
gratinados

ESAPAGUETE DE MAR
Ferro
Potássio Vitamina C
Saladas

30 min remolho
arroz integral, ao vapor

30 min
Frita com cebola como guarnição e recheio. Frita com polme 
Empadas, pizzas, tartes saladas (quiches)
Caldos Guisados
KOMBU
Fibras curativas Minerais

Cozedura longa: legumes e caldos prévio tostado 5 m. em seco ou a pressão 20 min ou ferver 1 hora
tortilha de batatas, frita como guarnição e recheio
tostada em seco previamente à cozedura
Caldos
KOMBU RAPIDA

(Kombu Real)
Mucílagens Minerais
 
arroz integral caldos e legumes 35 min.
Rolinhos de primavera, frita
empadas, tartes, saladas
Caldos
NORI
Proteínas Vitaminas
A e B 12
Saladas 20 min remolho
arroz, sopas, cuscuz, verduras tostar 3 min em seco ou ferver 20 min
tortilha, croquetes, hambúrguer
tostada em seco (para esfarelar / polvilhar sobre saladas e cozidos). Gratinados, recheios.
Caldos
AGAR AGAR (Flocos)
Fibra saciante, suavizante do intestino
Polvilhar sobre saladas
gelatina e espessante. Flans, marme-ladas, cremes, molhos, substituto do ovo

8 min

tartes doces e saladas, pasteis de verduras, substituto do ovo



Receitas com Algas[Clique AQUI]


PRODUTOS CERTIFICADOS BIOLÓGICOS COM ALGAS SEM INGREDIENTES ANIMAIS 

As algas secas e os produtos elaborados com algas fazem parte do Catálogo Algamar, numa gama única na Europa e numa forma fácil de consumir as algas autóctones. Os produtos elaborados com algas foram criados com todo o esmero na perspectiva da saúde e estão certificados como produtos ecológicos: Sopas, arroz, massas, patê, aperitivos, galletes, biscoitos ... todos eles com algas. O objectivo é fazer das algas atlânticas uma verdura de uso comum e um valioso ingrediente em qualquer dos nossos pratos. A Algamar está registada como produtor biológico
 Algamar


AlgaPlus, de Ílhavo - Aveiro.



quinta-feira, 17 de junho de 2010

ALGAS - IGUARIAS DO MAR

As algas foram dos primeiros alimentos a ser consumidos pelo Homem; na verdade, todas as populações costeiras, com maior ou menor frequência, as consumiam. Mas em muitas regiões o seu consumo caiu em desuso. Porem, se isto se deu em Portugal e na maioria das costas europeias, as algas continuaram a servir de alimento noutros continentes.
As algas sempre foram olhadas como legumes do mar, apesar de na verdade não serem vegetais. Mas é preciso dizer que algas e vegetais têm algumas características comuns. Há muitos diferentes nomes e variedades de algas, calculando-se que haja cerca de duas mil e quinhentas variedades. Gastronomicamente muito interessantes (apesar de ser necessário alguma prática para as receitas começarem a resultar), é ainda mais importante valorizar o seu teor nutricional. Neste, ressalta a grande concentração em minerais, mas também contêm caroteno, vitaminas D, K e B12, alem da maioria das vitaminas hidrossolúveis.

Havendo tantas e tão variedades algas, encontramos também grandes diferenças a nível da composição. Para ilustrar esta afirmação, lembro que a proteína pode ir de 8 a 75 por cento, os carbohidratos de 4 a 40 por cento e os lípidos de 1 a 86 por cento. Que algas estão disponíveis nas lojas de produtos naturais?

Agar agar - é a alternativa ideal para a gelatina. Muito prática, após dez minutos de molho e dez de cozedura fica pronta a deixar arrefecer e consumir.

Ver imagem em tamanho realAramê - de sabor suave e cozedura rápida, faz receitas muito saborosas e bonitas (apresenta-se em fios longos, pretos e brilhantes) com abóbora e cenouras. Pode ser consumida crua

Dulse - esta alga usada na Europa do Norte desde o século X é particularmente rica em ferro e em iodo e é aconselhada às mulheres grávidas e que amamentam. Pode ser consumida crua

Hiziki - é a alga de sabor mais forte e difícil, mas é também a mais rica em minerais. Cozinha-se normalmente com vegetais "doces" como a abóbora, a cenoura ou o alho francês. Pode ser consumida crua.
Kombu - de cozedura mais longa, é típica para cozer com as leguminosas, às quais fornece preciosos minerais para ajudar à digestão.
Nori - é a famosa alga que se encontra nos restaurantes de sushi, preparação tradicional japonesa, desde o início do século XXI moda global. Muito rica em proteína, deliciosa e muito estética, é de muito rápida preparação. Pode ser consumida crua e a variedade atlântica encontra-se também em flocos
Wakame - alga especialmente usada em sopa, nomeadamente na de misô, coze rápido e tem sabor muito suave. Pode ser consumida crua é excelente em saladas e outros pratos.

A maioria das algas tem um tempo de hidratação de aprox. 30 minutos e podem consumir-se facilmente cruas com excepção da Agar-agar e da Kombu (existe uma variedade de Kombu rápida também).

As algas não são um alimento que se consuma em abundância, mas apesar disso podem desempenhar um papel muito positivo na dieta alimentar, nomeadamente porque têm o poder de fornecer um leque alargado de minerais e oligoelementos insuficientes ou escassos na alimentação corrente actual e fornecer excelentes fibras muito úteis para o correcto funcionamento intestinal e para a perda de peso.
Uma questão que sempre se tem colocado quanto à qualidade das algas, é as águas de onde vêm. O quadro legal existente desde 2009 passa a dar garantias ao consumidor de que as algas que compra não comportam poluentes, infelizmente cada vez mais presentes nos mares.

Bibliografia: Ventura, Carlos - O Pequeno Livro dos Alimentos Saudáveis, Ed. Gradiva
Fonte: http://www.institutohipocrates.pt
Carlos Campos Ventura é Director do Instituto Hipócrates de Ensino e Ciência



Carlos Campos Ventura*
Com notas de Luís Guerreiro
in revista O SEGREDO DA TERRA - 2010 Jan 

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Algas

algasAs algas marinhas ajudam a restabelecer as reservas de ferro e são óptimas fontes dos principais minerais. São vários os tipos de algas: agar-agar, aramé, bodelha, clorela, dulse, hiziki, irish moss, kombu, nori, espirulina, e wakamé.

As algas marinhas fazem parte da alimentação de muitos povos, como os chineses e os japoneses. Entre os ocidentais, são consumidas principalmente pelos vegetarianos e macrobióticos.
As algas são uma excelente fonte de iodo, mineral essencial ao correcto funcionamento da tiróide. Outros minerais que normalmente se encontram nas algas são o ferro, o potássio, o cálcio, o cobre, o magnésio e o zinco.
A maioria das algas contém ainda betacaroteno (provitamina A) e algumas das vitaminas do complexo B. A maioria dos tipos de algas apresentam um elevado conteúdo proteico, sendo ricas nos aminoácidos essenciais.
São os únicos alimentos de origem vegetal que contêm vitamina B12. No entanto, a vitamina B12 existente nas algas encontra-se numa forma biologicamente inactiva, isto é, o organismo não consegue utilizá-la convenientemente. Deste modo, as algas não são uma fonte credível de vitamina B12.
O consumo regular de algas pode ajudar a combater a anemia, uma vez que ajudam a manter e restabelecer as reservas de ferro.
As algas aumentam o volume das refeições, sendo contudo pobres em gordura e calorias. Tem uma composição gelatinosa e um elevado teor de fibras.
Como são muito ricas em carotenos, podem ter um efeito protector contra a mutação de certas células cancerígenas.
Além dos benefícios nutricionais e terapêuticos, de alguns tipos de algas são também extraídas substâncias utilizadas na indústria alimentar e de cosmética. Por exemplo, em alguns produtos alimentares utiliza-se o agar-agar (E-406), o carragenina (E-407) e os alginatos (E-400), substâncias que funcionam como aditivos naturais com, respectivamente, as funções de gelificantes, espessantes e estabilizantes.
Por outro lado, na cosmética as algas são muito usadas em produtos para ajudar a rejuvenescer a pele, prevenir problemas circulatórios e reumáticos e a combater a celulite.

Algumas zonas dos mares estão poluídas com metais pesados. Por isso, há toda a conveniência em adquir as algas em lojas de produtos naturais que assegurem que os produtos provêm de regiões não poluídas.
As algas compradas secas e embaladas, conservam-se quase indefinidamente enquanto fechadas; uma vez abertas as embalagens, conservam-se cerca de 4 meses num recipiente fechado.

Tipos de algas:

AGAR-AGAR - usada principalmente para engrossar os alimentos. É vendida em fios ou em flocos e não tem sabor, pelo que misturada com frutas é geralmente utilizada como gelatina (substitui as gelatinas de origem animal).
Devem demolhar-se poucos minutos e cozinhar-se até que a alga se dissolva; depois deve deixar-se solidificar até se obter uma excelente gelatina.
É um óptimo alimento em casos de obstipação e de excesso de peso.

ARAMÉ - alga escura, muito fina e de sabor suave que se cozinha com os vegetais. Pode ser cozinhada em vapor, salteada ou comida como salada. Rica em cálcio, ferro, iodo e outros minerais. Deve demolhar-se cerca de 15 minutos e cozinhar durante mais ou menos meia hora. O seu sabor suave mistura-se bem com outros sabores pelo constitui um bom começo para a apreciação de vegetais marinhos.
Auxilia na digestão e é excelente para problemas nos órgãos reprodutores femininos (especialmente) e masculinos.

BODELHA - também conhecida por sargaço, é uma alga castanha, rica em iodo que pode ser útil no tratamento do hipotiroidismo. Absorve ainda o suco gástrico e diminui a acidez. É uma alga fresca que pode ser usada em decocção ou infusão.

CLORELA - é uma microalga verde, de água doce, cujo nome se deve à riqueza em clorofila. Rica em nutrientes e ácidos nucleicos (DNA e RNA), apresenta propriedades desintoxicantes e estimulantes do sistema imunitário, sobretudo ao nível da actividade anti-viral. A clorela contribui ainda para controlar o colesterol, para além de ser também uma boa fonte de proteínas. É útil no crescimento das crianças, sobretudo quando há necessidade de enriquecimento nutricional e na nutrição de grávidas e durante a amamentação.

DULSE - alga vermelha (púrpura), macia, com sabor característico, usada em sopas e condimentos. Rica em minerais como o ferro, potássio, magnésio, iodo e fósforo.

ESPIRULINA - é uma microalga azul-esverdeada, que apresenta cerca de 70% de proteínas contendo 8 aminoácidos essenciais. É 58 vezes mais rica em ferro que o espinafre, e oferece ainda vitaminas do complexo B. É por isso um bom complemento alimentar para vegetarianos e desportistas. A sua riqueza em clorofila faz com que seja usada em preparados para eliminar o mau hálito. Ajuda a combater o cansaço tanto físico como intelectual e reforça o sistema imunitário.

HIZIKI - alga escura e comprida com textura semelhante à aramé, mas mais espessa e com um sabor a mar muito mais forte. Tem uma quantidade enorme de cálcio e também de potássio e ferro. Deve colocar-se de molho cerca de 10 minutos antes de usar, pois aumenta cinco vezes de volume quando hidratada.
O seu consumo proporciona brilho e elasticidade aos cabelos e às unhas.

IRISH MOSS - também chamada de musgo da Irlanda, é utilizada na indústria alimentar como fonte de carraginas gelatinosas para solidificar os alimentos. Apresenta uma cor entre o roxo-avermelhado e o verde-avermelhado.

KOMBU - de cor escura é mais larga e mais espessa que as outras algas. É usada para cozinhar com feijões (torna as leguminosas mais macias e digeríveis) ou com vegetais, realçando o seu sabor e ajudando na digestão das fibras. É também excelente para fazer caldos de legumes e sopas. Deve demolhar-se e demora cerca de 30 minutos a cozinhar. É bastante rica em cálcio e contém ácido glutámico, que amolece os legumes e realça o seu sabor.
Evita a formação de gases intestinais, fortalece e limpa os intestinos, aumenta a vitalidade sexual e estimula o sistema linfático. É importante no tratamento de doenças como a gota, a artrite, o reumático, a anemia, o hipotiroidismo, a digestão difícil, as colites e as dificuldades circulatórias e respiratórias.

NORI - de cor entre o verde vivo e o roxo e de folhas finas. As suas tiras secas são utilizadas como invólucro do famoso prato japonês, o sushi. Prepara-se tostando-a rapidamente na chama do fogão. Pode comer-se directamente ou parti-la em pedaços e salpicar sobre a sopa, vegetais ou feijões. É particularmente rica em ferro, potássio, iodo e proteínas. Contem também vitamina A, cálcio, ferro, vitaminas B1, B2 e C.
Elimina toxinas, favorece a digestão e activa a circulação sanguínea.

WAKAMÉ - de folhas verdes escuras e encaracoladas tem um sabor suave e adocicado. É principalmente usada na confecção de sopas (sopa de misso) ou em conjunto com os vegetais. Rica em iodo, proteínas, cálcio, ferro e magnésio.
Deve demolhar-se durante cerca de 20 minutos. Pode ser fervida em lume brando durante 10 a 15 minutos, ou cortada em bocadinhos para ser servida como salada. O seu veio central é rijo e deve ser retirado depois de amolecido em água fria, pois não amolece nem mesmo com a cozedura.
Neutraliza as toxinas do sangue e estimula as secreções enzimáticas. Auxilia em problemas pulmonares como por exemplo a asma ou a bronquite.

Referências

Fonte: Centro Vegetariano

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