Informação sobre - Alimentação/Nutrição - Alimentos/Nutrientes - Produtos/Ingredientes - Vegetarianismo e Veganismo ™®
Mostrar mensagens com a etiqueta óleos vegetais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta óleos vegetais. Mostrar todas as mensagens
sábado, 26 de janeiro de 2019
Será o óleo de coco saudável?
Será o óleo de coco a solução para todos os problemas de saúde? Talvez não...
Uma revisão à literatura disponível sobre os efeitos do consumo de coco nos fatores de risco de doença cardiovascular em humanos incluiu 21 estudos, 8 dos quais são estudos clínicos.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26946252
Alguns resultados e conclusões:
- O óleo de coco aumenta mais os níveis de LDL do que as gorduras insaturadas e ligeiramente menos do que a manteiga;
- Substituir óleo de coco por gorduras insaturadas provavelmente diminui o risco de doenças cardiovasculares.
O óleo de coco é uma gordura saturada (92%) composto maioritariamente por ácido láurico (C12:0). As alegações de saúde associadas ao óleo de coco referem o facto de este óleo ser uma fonte de ácidos gordos de cadeia média (MCT). Ao contrário de outras gorduras saturadas, os MCT são metabolizados de forma mais eficiente pelo nosso organismo, sendo absorvidos diretamente para o fígado por difusão passiva.
No entanto, os estudos existentes que mostram benefícios para a saúde utilizam dois ácidos gordos de cadeia média diferentes: ácido caprílico (C8:0) e ácido cáprico (C10:0), de cadeia mais curta do que o ácido láurico. Este último, do ponto de vista do metabolismo, funciona mais como um ácido gordo de cadeia longa, uma vez que 70 a 75% da sua absorção dá-se através de quilomícrons, tal como outras gorduras saturadas.
http://ajcn.nutrition.org/content/56/5/895.abstract
Nesse sentido, apenas menos de 3% do óleo de coco é composto verdadeiramente por ácidos gordos de cadeia media (C8:0, C10:0), o que pode explicar porque o seu consumo está associado a um aumento de LDL superior a gorduras insaturadas como o azeite ou outros óleos vegetais.
Alguns argumentos apontam para o facto de populações com um consumo alto de coco não terem incidências elevadas de doenças cardiovasculares. No entanto, estas populações autóctones consomem ou o coco inteiro ou creme de coco esmagado e não óleo. Além disso esses produtos são consumidos no contexto de uma dieta tradicional, pobre em alimentos processados e rica em alimentos vegetais.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7462380
Relativamente ao consumo de gorduras saturadas, um estudo recente que incluiu 115782 participantes seguidos ao longo de 21-26 anos, concluiu que o consumo de gorduras saturadas está associado a um risco 18% superior de doenças cardiovasculares (DCV). Substituir gorduras saturadas por gorduras insaturadas, cereais integrais e proteína vegetal está associado a uma diminuição desse risco.
Quando se levou em consideração os diferentes tipo de gordura saturada o aumento de risco é o seguinte: ácido láurico (7%), ácido mirístico (13%), ácido palmítico (18%), ácido esteárico (18%). As recomendações para a prevenção de DCV devem por isso continuar a enfatizar a substituição de gorduras saturadas por fontes de energia mais saudáveis.
http://www.bmj.com/content/355/bmj.i5796
Resumindo: o óleo de coco é uma gordura saturada e como tal deve ser consumida com parcimónia, sendo preferível optar por gorduras insaturadas como o azeite, embora seja superior à manteiga. Parece no entanto que é muito bom para a pele e para o cabelo!
Fontes:
Fazer da cozinha uma farmácia
Gabriel Mateus
o óleo de coco tem 80% de gorduras saturadas na sua composição, as piores que podemos ingerir
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
domingo, 1 de novembro de 2015
Azeite, cozinhar com azeite e os malefícios de aquecer o azeite

Como muitas vezes perguntam à nossa Amiga Patricia Marques sobre o azeite, cozinhar com azeite e os malefícios de aquecer o azeite, ela aproveitou para partilhar connosco a opinião do Gabriel Mateus . "Projeto Safira", depois de uma conversa sobre o tema.
Os diferentes óleos são compostos por diferentes gorduras: saturadas, monoinsaturadas ou polinsaturadas. Aquelas que são mais vulneráveis aos processos de oxidação são as ricas em gorduras poliinsaturadas, tais como o óleo de soja ou de girassol. As gorduras poliinsaturadas, pela sua quantidade elevada em ligações duplas de carbono, são particularmente suscetíveis ao calor, luz e e oxigénio. O azeite é um óleo composto maioritariamente por gorduras monoinsaturadas (70%), pelo que tem muito mais resistência ao calor do que outros óleos, com exceção das gorduras saturadas, que pela ausência de ligações duplas são mais resistentes. Além disso, o azeite extra virgem é particularmente rico em polifenóis e tocoferóis que têm uma ação antioxidante. Para sabermos se um óleo é resistente ao calor temos de levar em conta dois aspetos: o seu ponto de fumo (a temperatura a partir da qual começa a degradar-se e a formar substâncias potencialmente cancerígenas) e a sua estabilidade oxidativa (dependente da presença de moléculas protetoras como as que mencionei).
O ponto de fumo do azeite é variável podendo ir de 160 graus até 215 graus. Em média podemos esperar um ponto de fumo em torno dos 190 graus no caso do azeite extra virgem. Como tal, um refogado feito com temperaturas baixas não deve chegar a essas temperaturas, pelo que não se devem observar alterações significativas nas propriedades do azeite, muito menos saturação, a qual teria de acontecer a temperaturas muito elevadas durante muito tempo. Só para terem ideia de alguns números:
- Um estudo mostrou que só depois de 24 horas a fritar, o azeite tornou-se prejudicial, em parte devido à presença de antioxidantes protetores (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20678538).
- Outro estudo mostrou que o azeite, aquecido a 180 graus durante 36 horas manteve a maior parte das suas propriedades nutricionais (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17935291).
Concluindo: o azeite é uma gordura bastante estável para ser utilizado na cozinha, principalmente se utilizarmos temperaturas não muito elevadas, em grande parte devido à sua concentração em gorduras monoinsaturadas (mais estáveis) e polifenóis que o protegem da oxidação. Devemos sempre optar por Azeite Extra Virgem (maior concentração em polifenóis e fitoquímicos) com uma acidez baixa (quanto maior a acidez - presença de ácidos gordos livres - menor o ponto de fumo), e guardá-lo em locais escuros, sem exposição à luz.
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Óleos Vegetais
Com a variedade de óleos existentes no mercado, é difícil saber qual é a melhor opção para levar pra casa. Os óleos de origem vegetal são fundamentais para a nossa alimentação, pois são fontes importantes de energia e actuam na absorção de vitaminas. Mas por serem bem calóricos devem ser consumidos com moderação. A recomendação é consumir 2 colheres [sopa] de óleo nas refeições e 1 colher [chá] de azeite por dia.
Fritar, Refogar, Temperar: Qual o Óleo Ideal?
Quando o assunto é o aquecimento...
Para que um óleo permaneça saudável é preciso que ele suporte temperaturas elevadas (180°C a 200°C) sem sofrer alterações em sua estrutura - o azeite oxida a uma temperatura superior a 210º-215º ºC. Justamente por isso os óleos indicados para fritura são o de soja e de amendoim.
Propriedades de cada óleo:
Óleo de Soja
Tem como principal vantagem o seu baixo custo, pois é do tipo mais barato encontrado no mercado. Embora possua ómega 6, que ajuda a regular os níveis de colesterol, não traz muitos benefícios à saúde. É indicado para o preparo de pratos doces e salgados, principalmente frituras.
Óleo de Girassol
Apresenta alto índice de ômega 3 e vitamina E. também auxilia na redução do colesterol por possuir baixa quantidade de ácidos graxos saturados e ser rico em gorduras monoinsaturadas, que aumentam o HDL e reduzem o LDL. Ótimo para utilização em saladas, frituras, cozidos e conservas.
Óleo de Milho
Esse óleo dificulta a formação de gordura no sangue, ajudando a reduzir o nível do colesterol. Bastante usado no preparo de massas doces e na indústria alimentícia, principalmente em confeitaria.
Óleo de Gergelim
Com aroma e sabor característicos mais fortes, esse óleo apresenta alta estabilidade e tem propriedades antioxidantes, agindo contra os radicais livres. É utilizado principalemtne nas culinárias chinesa e japonesa e na fabricação de doces e balas. Também pode substituir o azeite no tempero de saladas e pratos frios.
Azeite Extravirgem
Rico em gorduras monoinsaturadas e vitaminas A, D, E e K, o azeite é um poderoso antioxidante capaz de retardar o envelhecimento. É indicado para saladas ou pratos que não são levados ao lume em altas temperaturas, pois o azeite perde algumas das suas propriedades nutritivas quando aquecido.
Óleo de Amendoim
Rico em vitamina E e ómega 6, nutrientes que previnem a formação de radicais livres, o óleo de amendoim é uma opção de gordura vegetal que ajuda na diminuição do LDL (mau colesterol). Além de fazer bem ao coração e ainda ajudar a prevenir o envelhecimento, o óleo derivado do grão de amendoim reserva muitos outros benefícios, entre eles o de não ser contra indicado a pessoas alérgicas e possuir o número de calorias comum a qualquer óleo.
O óleo de amendoim é o que mais suporta o aquecimento, mantendo suas características a até cerca de 220 ºC , sem sofrer processo de oxidação ou outro tipo de mudança química. Além disso, o óleo de amendoim não queima com facilidade e é menos absorvido pelos alimentos, o que aumenta o seu rendimento, impede que o alimento fique encharcado ou com gosto de ranço. Indicado para frituras.
Óleo de coco
O óleo mais saudável para cozinhar é, sem dúvida, o óleo de coco. Além de ser composto por gorduras muito benéficas (ácidos graxos saturados vegetais), ele adiciona o agradável sabor do coco à comida.
Tem uma composição e resistência ao calor muito parecidas com o azeite(monoinsaturado). Sendo assim é um bom candidato a ser usado como óleo de cozinha. Oxida a uma temperatura superior a 180 ºC.
O termo fritura pode utilizar-se tanto para o modo de confecção em que o alimento é imergido em óleo de fritura (Deep frying), como para o caso em que o alimento é confeccionado numa quantidade pequena de gordura.
Os óleos de fritura são geralmente gorduras de origem vegetal que estão no estado líquido à temperatura ambiente (20ºC). Incluem desde o azeite, que é o óleo extraído da azeitona, até aos óleos de girassol, amendoim, palma, algodão e coco, entre outros etc. Para além dos óleos, nas frituras do tipo salteado, podem também usar-se as gorduras que se mantêm sólidas à temperatura ambiente, tais como a margarina de origem vegetal.
Todas as gorduras são constituídas, maioritariamente, por ácidos gordos (triglicéridos) que se incluem em 3 grandes grupos: os saturados, os monoinsaturados e polinsaturados. E, são precisamente as diferenças de composição dos óleos nos vários tipos de ácidos gordos que determinam as suas características, tornando uns óleos mais indicados para a fritura do que outros.
Em termos de segurança alimentar quais as diferenças entre os diversos óleos?
As gorduras ricas em ácidos gordos saturados são geralmente de origem animal como a manteiga, havendo contudo, algumas excepções de origem vegetal como por exemplo o óleo de coco. O consumo deste tipo de gorduras pode resultar no aumento dos níveis de colesterol, o que conduz ao desenvolvimento das as doenças cardiovasculares. A margarina, por seu lado, é, em geral, constituída por gordura de origem vegetal, que por ser hidrogenada, contém ácidos gordos trans, cujo consumo também associado ao aumento do colesterol.
Os óleos vegetais têm na sua composição, maioritariamente, ácidos gordos monoinsaturados ou polinsaturados. Os óleos monoinsaturados, como o azeite ou o óleo de amendoim são mais resistentes às altas temperaturas enquanto que os óleos polinsaturados como o óleo de girassol, de soja ou de milho se degradam mais rapidamente.
Quais são os óleos devem ser usados para a fritura?
Os óleos usados na fritura sofrem alterações rápidas e muito complexas devido nomeadamente às altas temperaturas a que são sujeitos e, uma vez que estas alterações podem ter consequências quer ao nível nutritivo quer ao nível da saúde humana, é importante saber como os diversos óleos alimentares se comportam.
Para os óleos monoinsaturados, as temperaturas a partir das quais os processos de degradação se desencadeiam, são superiores à temperatura de fritura que é cerca de 180ºC. Os óleos polinsaturados degradam-se a temperaturas inferiores a 180ºC.
As temperaturas a partir das quais as diversas gorduras se degradam rapidamente são as seguintes:
Para a fritura os óleos mais adequados são o azeite e óleo de amendoim.
Devem os fritos fazer parte da dieta?
A confecção de alimentos pelo processo de fritura é bastante usada entre nós, devido à sua grande tradição na gastronomia portuguesa. Além disso é um modo de confecção muito rápido e prático que pode ser usado numa grande variedade de alimentos.
As desvantagens associadas à fritura são basicamente de dois tipos, estando relacionadas com o modo de confecção em si e com a má utilização dos óleos de fritura. No que se refere ao modo de confecção, a fritura é um processo bastante complexo através do qual os alimentos sofrem alterações a vários níveis. A fase inicial envolve uma desidratação parcial dos alimentos, em que a água da sua composição e os materiais nela solubilizados são retirados do interior dos alimentos. Já numa 2ª fase, o óleo vai entrar nos alimentos, ocupando parte do espaço deixado livre pela água, o que depende fundamentalmente da temperatura do óleo e do alimento. Um alimento frito terá necessariamente mais gordura, e logo maior valor calórico, que um alimento confeccionado de outro modo.
Já o caso da batata é um exemplo muito significativo, pois uma batata frita (palitos) contém cerca de 3,75 vezes mais calorias do que a mesma batata se for cozida (sem pele) e 6 vezes mais se for frita às rodelas (in Krause’s Food, Nutrition, and Diet Therapy. editted by L.Kathleen Mahan, Sílvia Escott-Stump. 10th ed.)
Por outro lado, a fritura dos alimentos pode conduzir à formação de substâncias tóxicas, como a acrilamida, designados por contaminantes resultantes do processamento alimentar. Na confecção dos alimentos pela fritura, as temperaturas elevadas aliadas à presença de água e oxigénio contidos nos alimentos dão origem a reacções de oxidação do óleo, entre outras, que provocam alterações nas características do óleo nomeadamente ao níveis do sabor, odor e cor. A degradação dos óleos, que ocorre durante a fritura é, assim, resultado de um complexo conjunto de reacções químicas de degradação, nomeadamente:
1. Hidrólise - reacção do óleo com a água com formação de diglicéridos, de ácidos gordos livres, que está altamente dependente da quantidade de água do alimento, temperatura do óleo, número de utilizações do óleo e sujidade no óleo.
2. Oxidação - reacção do oxigénio com o óleo com formação de álcoois e ácidos entre outros produtos, cuja velocidade está dependente da temperatura, e que pode resultar no aparecimento abundante de espuma no óleo e cheiro/sabor a ranço.
3. Polimerização – reacções que ocorrem nos óleos a temperaturas elevadas com formação de moléculas de grandes dimensões os polímeros. Temperatura demasiado elevada do óleo durante demasiado tempo pode resultar na produção de níveis altos de polímeros.
Nos processos de fritura, a degradação dos óleos gera substâncias tóxicas de diversos tipos que podem ter efeitos bastante nocivos para a saúde.
No entanto é importante ter presente que a formação destes compostos depende do tipo de óleo e da temperatura a que são submetidos os alimentos, podendo ser minorada com uma utilização correcta dos óleos de fritura (temperatura, nº de utilizações, tempo da fritura) e também pela presença de antioxidantes. Os óleos vegetais contêm geralmente antioxidantes da família do tocoferol, sendo alguns muito eficazes na protecção dos óleos contra as reacções de oxidação.
Quando se deve mudar o óleo?
Não há receitas, uma vez que a alteração dos óleos para além de depender do seu tipo e da temperatura de fritura, depende também do tipo de alimento que se frita. Por exemplo, o peixe degrada mais rapidamente o óleo do que a batata.
Existem, no entanto, vários aspectos indicativos da alteração dos óleos de fritura, que podem ajudar na tomada de decisão de substituir o óleo por um novo.
Alteração da cor: o escurecimento do óleo indica o que este já sofreu reacções de oxidação
Alteração do cheiro: a emanação de odores desagradáveis relaciona-se com a acidificação do mesmo
Alteração do sabor: a alteração do óleo confere um sabor desagradável devido à acidificação do óleo.
Aumento da viscosidade.
Libertação de fumos a temperaturas inferiores à temperatura de fritura.
Formação de espuma abundante resultante das reacções de oxidação, aceleradas pelas altas temperaturas.
Alteração da cor: o escurecimento do óleo indica o que este já sofreu reacções de oxidação
Alteração do cheiro: a emanação de odores desagradáveis relaciona-se com a acidificação do mesmo
Alteração do sabor: a alteração do óleo confere um sabor desagradável devido à acidificação do óleo.
Aumento da viscosidade.
Libertação de fumos a temperaturas inferiores à temperatura de fritura.
Formação de espuma abundante resultante das reacções de oxidação, aceleradas pelas altas temperaturas.
Conselhos para a manutenção das fritadeiras e óleosOs óleos de fritura não devem ser aquecidos a temperaturas superiores a 180ºC, pois a temperaturas mais altas verifica-se uma mais rápida degradação dos mesmos. Deve proceder-se, com frequência, à remoção das partículas de comida e crostas da fritadeira de modo a mantê-la sem sedimentos. A presença e acumulação de sedimentos podem levar à formação de produtos de degradação das gorduras indesejáveis e ao escurecimento dos alimentos aí processados. Assim, deve-se filtrar o óleo após a sua utilização e arrefecimento.
As fritadeiras devem ser limpas periodicamente. Se for feita a lavagem com detergente deve-se no final passar com vinagre diluído para neutralizar o detergente que possa ter permanecido na fritadeira. Os resíduos de sabão são extremamente prejudiciais para os óleos de fritura, pois o sabão, sendo um surfactante, facilita a formação de emulsões estáveis de óleo e água durante a fritura. Estas por seu lado, são fundamentais para as reacções de degradação dos óleos de hidrólise. Mantenha um nível de óleo constante, juntando óleo novo sempre que necessário. Reduza a temperatura do óleo da fritadeira para 120ºC quando interrompe o processo de fritura. A fritadeira deve ficar tapada quando não está a ser utilizada, de modo a proteger o óleo do contacto com o ar e com a luz. A fritadeira não deve conter peças em cobre, ferro preto ou latão que possam contactar com o óleo aquecido. A presença desses metais, nem que sejam sequer de só vestígios, conduz à rápida deterioração dos óleos. Tempere os alimentos depois de fritos fora da fritadeira.
As fritadeiras devem ser limpas periodicamente. Se for feita a lavagem com detergente deve-se no final passar com vinagre diluído para neutralizar o detergente que possa ter permanecido na fritadeira. Os resíduos de sabão são extremamente prejudiciais para os óleos de fritura, pois o sabão, sendo um surfactante, facilita a formação de emulsões estáveis de óleo e água durante a fritura. Estas por seu lado, são fundamentais para as reacções de degradação dos óleos de hidrólise. Mantenha um nível de óleo constante, juntando óleo novo sempre que necessário. Reduza a temperatura do óleo da fritadeira para 120ºC quando interrompe o processo de fritura. A fritadeira deve ficar tapada quando não está a ser utilizada, de modo a proteger o óleo do contacto com o ar e com a luz. A fritadeira não deve conter peças em cobre, ferro preto ou latão que possam contactar com o óleo aquecido. A presença desses metais, nem que sejam sequer de só vestígios, conduz à rápida deterioração dos óleos. Tempere os alimentos depois de fritos fora da fritadeira.
fonte ASAE
Azeites e óleos vegetais
O óleo vegetal é uma gordura extraída de plantas, formado por triglicerídios e, apesar de, em princípio, outras partes da planta poderem ser utilizadas na extração de óleo, na prática este é extraído na sua maioria (quase exclusivamente) das sementes.
São utilizados como óleo de cozinha, pintura, lubrificante, cosméticos, farmacêutico, iluminação, combustível (Biodiesel ou Puro) e para usos industriais. Alguns tipos de óleos, tais como o óleo de colza, algodão ou rícino (mamona) são impróprios para consumo humano sem o devido processamento prévio.
Como todas as gorduras, os óleos vegetais são ésteres de glicerina e uma mistura de ácidos graxos, esteróis, tocoferóis e contem resíduos minerais e são insolúveis em água, mas solúveis em solventes orgânicos.
São fontes comuns de óleos vegetais, plantas e sementes de: abacate, abóbora, cânhamo, algodão, amêndoas, amendoim, arroz, azeitonas, avelã, babaçú,
A diferença entre os azeites e os óleos é a seguinte: os azeites são obtidos pôr pressão, como é o caso do azeite de oliva, e os óleos, pôr pressão, solventes e posterior purificação e refinação. Na prática, o azeite é o único óleo vegetal que não é extraído pôr solventes químicos e não sofre o processo de refinação. Correntemente denominam-se azeites virgens aqueles obtidos pôr pressão e não são refinados.
A refinação é uma operação que tende a separar dos azeites brutos as substâncias indesejáveis, como pesticidas, substâncias mucilaginosas, ceras, resinas, etc. O processo cumpre-se mediante a lavagem prévia, alcalinização, centrifugação, descoloração, filtragem, desodorização, resfriamento e filtragem final.
Os azeites serão mais nobres e puros quanto menor for seu grau de acidez, considerando-se normal para o bom funcionamento estomacal o teor de 1 grau de acidez (1 grama a cada 100 gramas), ou menos.
A qualidade e digestibilidade dos azeites e óleos vegetais comestíveis é determinada pela qualidade e quantidade dos ácidos graxos insaturados que os compõem, sendo fundamental a presença do ácido linoléico em quantidades adequadas já que o organismo não pode sintetizá-lo. Quanto maior for a quantidade de ácido linoléico em relação ao ácido oléico contido em um óleo vegetal, melhor será a sua qualidade, a fim de evitar a formação de colesterol.
Os óleos vegetais comestíveis que contêm quantidades importantes de ácidos graxos insaturados de baixo ponto de fusão são parcialmente suscetíveis à oxidação, sendo conhecidos como azeite e óleos semi-secantes. A secantividade dos óleos vegetais comestíveis é determinada pôr seu índice de Iodo, que indica a quantidade de oxigênio que pode absorver um óleo vegetal para obter sua saturação total. A secantividade é determinada tecnicamente ao se conhecer os gramas de Iodo absorvidos a cada 100 gramas de óleo vegetal.
As porcentagens de ácidos graxos saturados e insaturados contidos nos óleos vegetais são relativamente variáveis de acordo com as condições climáticas, os solos e o tempo em que vegetaram as plantas que os produziram, como também as variedades ou os híbridos das quais foram obtidos.
A maioria das pessoas desconhecem, acham que o óleo de cozinha é biodegradável, mas, cada litro de óleo comestível despejado no esgoto, tem potencial para poluir cerca de um milhão de litros de água, o que equivale a quantidade que uma pessoa consome ao longo de quatorze anos de vida.
Mas, pode-se fazer sabão e sabonetes, caseiros, a partir da reciclagem dos óleos comestíveis usados. Dê um pulo na Web e pesquise uma fórmula que melhor atenda as suas necessidades e de acordo com o volume disponível de óleo comestível usado. Use óleos essenciais de plantas aromáticas, tipo: erva doce, bergamota (Citrus reticulata - tangerina), eucalipto, lavanda e muitos outros, para dar um toque especial ao seu sabonete caseiro.


é um óleo vegetal obtido a partir da combinação de óleos de diferentes sementes ou frutos.
A mistura de diferentes tipos de óleos permite obter um produto final com características particulares, nomeadamente a nível da composição em ácidos gordos, resultante da combinação das características específicas de cada um dos óleos utilizados como ingredientes.
Deste modo é possível disponibilizar no mercado produtos com uma gama alargada de composição em ácidos gordos, proporcionando ao consumidor a possibilidade de optar pelo óleo que melhor se adequa ás suas necessidades e preferências.
As grandes empresas desenvolvem misturas de óleos específicas, onde a proporção de cada um dos óleos é criteriosamente estudada de modo a que o produto final seja rico em nutrientes com efeitos benéficos para a saúde e/ou com um melhor comportamento em fritura e/ou com características organolépticas particulares. Deste modo, o consumidor pode usufruir do melhor dos óleos vegetais em todas as suas utilizações, através da gama de produtos oferecida por uma marca de confiança.
Por exemplo, uma mistura em proporções criteriosas de óleos ricos em ácidos gordos omega-6 com óleos ricos em ácidos gordos omega-3 permite obter um produto rico em ambos os ácidos gordos, omega-6 e omega-3, sem aromas e sabores estranhos. O mesmo é valido para misturas de óleos ricos em ácidos gordos omega-6 e omega-9.
O óleo de girassol é rico em ácidos gordos essenciais omega-6 (ácido linoleico).
Essencial para um crescimento e desenvolvimento saudável do organismo, o ácido linoleico desempenha também um papel importante na redução de risco de doenças cardiovasculares e do colesterol, função vascular e sistema imunitário.
O óleo de girassol é rico em vitamina E, importante antioxidante que ajuda a retardar o envelhecimento das células e dos tecidos do organismo e contribui para o fortalecimento das defesas do organismo (bom funcionamento do sistema imunitário).
O ácido α-linolénico é um nutriente que contribui para o funcionamento saudável do sistema nervoso, imunitário (acção anti-inflamatória), e do coração. O óleo de soja também é rico em vitamina E, importante antioxidante que ajuda a retardar o envelhecimento das células e dos tecidos do organismo e contribui para o fortalecimento das defesas do organismo (bom funcionamento do sistema imunitário).
O seu sabor característico aliado à sua elevada resistência a altas temperaturas, transforma-o no óleo ideal para certas preparações culinárias, como por exemplo, fondues e frituras.
Atenção: A utilização deste tipo de óleo não é aconselhado a pessoas sensíveis/alérgicas ao amendoim, principalmente crianças.
Rico em vitamina E, importante antioxidante que ajuda a retardar o envelhecimento das células e dos tecidos do organismo e contribui para o fortalecimento das defesas do organismo (bom funcionamento do sistema imunitário). Rico em Vitamina A que contribui para o reforço do sistema imunológico sendo também benéfico para a visão. O seu sabor característico é apreciado em algumas preparações culinárias.
Muito já se disse e muito já se aconselhou referente ao problema da gordura e à necessidade de reduzir o seu consumo, chegando mesmo ao ponto de tentar substituí-la por alimentos fornecedores de hidratos de carbono ou vice-versa. Ambas as tendências apenas se focaram no que se obtinha dos alimentos (gordura versus hidratos de carbono) e não na manutenção de um peso adequado, ou seja, na quantidade que se come e nas calorias que se consomem em relação às que se gastam. Isto porque reduzir a quantidade de gordura na alimentação implica, inconscientemente, acrescentar outro alimento no seu lugar.
Uma alimentação saudável é, por definição, aquela que é capaz de garantir todas as funções do nosso organismo tendo obrigatoriamente de ser completa (todos os nutrientes são essenciais ao bom funcionamento do organismo), numa proporção equilibrada (comer os alimentos em proporções correctas) e variada (variar as escolhas alimentares dentro de cada grupo).
Numa alimentação saudável, a gordura é tão importante como as proteínas e os hidratos de carbono, sendo para isso essencial conhecer os tipos de gordura que existem: quais as nutricionalmente interessantes e quais a evitar. Uma dieta variada e equilibrada, ao con¬trário do que muitas pessoas pensam, não significa apenas optar por produtos «light» e por dietas «à base» de cozidos e grelhados – passa também por saber escolher as gorduras insaturadas, substituindo as gorduras saturadas e as do tipo trans.
Assim, quando a Organização Mundial de Saúde recomenda que se consuma alimentos mais magros, não tem como objectivo fomentar a eliminação do consumo de gorduras ou óleos, mas que de entre os alimentos gordos se escolham os melhores (azeite, óleos vegetais, cremes de barrar, frutos secos) e se restrinja os alimentos ricos em gorduras saturadas, colesterol e ácidos gordos trans (manteiga, margarinas e cremes de barrar de chocolate feitas com óleo de palma, batatas fritas de pacote, produtos de pastelaria e alimentos que trazem no rótulo “gordura parcialmente hidrogenada”).
Neste sentido, os óleos são essenciais e importantes na alimentação humana. Os óleos vegetais utilizados com mais frequência na nossa alimentação, apesar de serem 100% gordura, são ricos em ácidos gordos insaturados, e pobres em ácidos gordos saturados, e contêm um baixo teor de colesterol.
Segundo as recomendações internacionais, incluindo as da OMS, as calorias ingeridas diariamente devem estar distribuídas do seguinte modo:
- De 55% a 75% de calorias fornecidas por hidratos de carbono (dos quais menos de 10-12% de açúcares);
- De 15% a 30% de calorias fornecidas pelas gorduras;
- De 10% a 15% de calorias fornecidas pelas proteínas.
Finalmente, no que toca ao consumo dos diferentes tipos de gorduras, pretende-se que, das calorias diárias:
- Menos de 10% sejam fornecidas por gorduras saturadas;
- De 10 a 15% por gorduras mono-insaturadas;
- De 7% a 8% por gorduras poli-insaturadas.

A canola é mais uma destas histórias atuais, que mostram como a ciência, afastada do comum das pessoas, se torna cúmplice de atitudes públicas, que podem ser perigosas para a saúde coletiva.
Em primeiro lugar, é preciso estabelecer a seguinte questão: o que é canola, que, afinal, nem consta nas enciclopédias (Comptons e Encarta de 96)?
Vejam só: Canola é novo nome de um 'tipo' de Colza.
Colza é uma planta da família das brássicas - Brassica campestris. Portanto a colza é um 'tipo' de mostarda que foi ou é a mesma planta utilizada para a produção do agente mostarda, gás letal usado de forma terrível nas Guerras Mundiais.
O óleo de colza é muito utilizado como substrato de óleos lubrificantes, sabões e combustíveis, sendo considerado venenoso para coisas vivas: ótimo repelente (bem diluído) de pragas em jardins. Este poder tóxico é proporcionado pela alta quantidade de ácido erúcico contido no óleo. O óleo de colza tem sido usado de forma alimentar no Extremo Oriente, na forma não refinada, e contrabalançada com uma dieta rica em gordura saturada, o que evitaria seus graves efeitos tóxicos.
No entanto, no ocidente, o objetivo era produzir um óleo com pouca gordura poliinsaturada, e boa quantia de ácido oléico e ômega-3. O óleo de oliva tem estes predicados, mas sua produção em larga escala é dispendiosa.
Aí entram em cena empresas de 'ótimas intenções', como a Monsanto, e produz uma variação transgênica da colza. Para evitar problemas de marketing, usa o nome CAN - OLA (Canadian low oil - ou óleo canadense). Isto mesmo: CANOLA é absolutamente transgênica.
Sua comparação aos benefícios do óleo de oliva não passa de uma estratégia de venda: o óleo de oliva é bem mais caro, mas o de canola é mais caro do que os outros óleos, apesar de ser de produção baratíssima! Bom negócio, enfim.
Bem, se você não queria usar transgênicos sem seu expresso consentimento, mas já usou o óleo de canola, talvez até aconselhado pelo seu cardiologista ou nutricionista, fazer o quê?
Perdemos o direito desta opção quando nos foi retirada toda a informação. Mas se é tão bom assim como se diz, porque não informar tudo a respeito?
O óleo de canola está longe de ser tão salutar assim como se alardeia.. Se observarem bem, pode deixar um cheiro rançoso nas roupas, pois é facilmente oxidado, e seu processo de refinamento produz as famigeradas gorduras trans (igual problema das margarinas) relacionadas às graves doenças incluindo o câncer.
Produz déficit de vitamina E que é um antioxidante natural. Observem que os alimentos feitos com canola embolaram mais rapidamente.
As pequenas quantidades de ácido erúcico, que ainda persistem na planta alterada (transgênica), continuam sendo tóxicas para o consumo humano, e esta ação tóxica é cumulativa. Existem relatos de inúmeras outras enfermidades ligadas à ingestão e até mesmo a inspiração de vapores de canola (possível vínculo com câncer de pulmão). A canola também ilustra um jeito de funcionar das megas empresas de biotecnologia.
Em abril de 2002, nos Estados Unidos, o CFS (Centro de Segurança Alimentar) e o GEFA (Alerta de Alimentos Geneticamente Produzidos) pediram uma investigação criminal contra a Monsanto e a Aventis mais o Departamento Americano de Agricultura, que haviam permitido o ingresso ilegal de sementes de colza modificada para dentro do território americano antes da aprovação legal desta importação para produção local.
Aqui no Brasil e lá nos EEUU tudo funciona meio parecido. A própria liberação da canola no território americano contou com estímulo de US$ 50 milhões do governo Canadense para que o FDA (órgão regulador) facilitasse seu ingresso na indústria alimentar de lá, mesmo sem os adequados estudos de segurança em humanos.
Enfim, novamente nos defrontamos com uma situação em que a mão do homem subverte o bom senso entre ciência e saúde, ao que parece porque os interesses econômicos são muito mais persuasivos que os interesses dos consumidores. Mas o pior é que não podemos contar com os meios de informações que sistematicamente informam o que interesses maiores julgam mais oportuno.
A canola podemos ter certeza, é uma fração pequena do mundo obscuro do capitalismo científico, que pesquisa fontes de enriquecimento muito mais entusiasticamente do que as verdadeiras fontes de saúde, vida e paz.
Luiz Antônio Caldani.
Engº Agrônomo
Extraído do site da Universidade Federal de Lavras - MG - (UFLA):
|
|

1) é o azeite vegetal produzido das sementes da colza, uma planta da família Brassicaceae. O azeite de colza é usado na culinária através de plantas geneticamente manipuladas e cultivadas especialmente para este fim ,
2) em seu estado natural, é um óleo usado na produção do biodiesel e outros fins industriais.
Canola
Óleo de colza que não é Canola (i.e. "óleo vegetal alimentício") não deve ser ingerido por causa de sua toxicidade e não deve ser confundido por Canola, visto que este último é de uma origem geneticamente transformada. Canola é uma marca registrada canadense (1978), desenvolvida por dois cientistas canadenses, Baldur Stefansson e Richard Downey, durante 1958 e 1974 e a junta administrativa da Canola no Canada (Canola Council of Canada (em inglês)) diz que o nome Canola não é um acrônimo, mas simplesmente significa "óleo canadense", enquanto óleo de colza que não se encontra dentro dos critérios regulamentares da Canola deve continuar sendo chamado de "azeite de colza." O termo Canola, CANadian Oil, Low Acid, que alguns artigos dizem ser um acrônimo em inglês indicando dizer "azeite canadense de baixo teor ácido" é aplicado a variedades cultivadas de colza. Acrônimo, ou simplesmente "óleo do Canada," o ácido em questão é o ácido erúcico da Canola que está em taxas consideradas saudáveis pelo Governo canadense e, nos EUA, pelo US Food and Drug Administration (FDA, o órgão que administra e regulariza alimentos e drogas)---os dois países com maior consumo deste azeite---, com menos de 2% deste ácido.O óleo também é conhecido como LEAR oil---acrônomo para Low Erucic Acid Rapeseed---("Semente de colza de baixo teor de ácido erúcico (em português)).
Em 1956, os aspectos nutritivos do azeite de colza foram questionados. Nos anos da década de 60, novas variedades de colza surgiram e foram cultivadas por produtores canadenses da NCGA (Northern Canola Growers Association), a associação do Norte do Canada de produtores de colza. O Governo canadense recomendou-os a uma conversão para uma produção de colza de baixo teor ácido e assim, em 1973, iniciou-se a produção com menos de 5% de ácido erúcico nos produtos alimentícios.
Os regulamentos foram ajustados, no início dos anos 80, para que a produção canadense da Canola pudesse entrar no mercado Norte americano, e finalmente o Departamento da Saúde estadunidense (FDA) aprovou o Canola em 1985.
Valor Nutricional
O grão apresenta em média:
40-45% de óleo,
20-25% de proteína, e
25% de carboidratos.
O óleo é composto predominantemente por ácido oléico com teor de 58% comparável ao azeite de oliva e 10% de ácido linolênico, comparável ao encontrado no óleo de soja. Seu teor de ácidos graxos é maior do que o dos óleos de amendoim e dendê e menor do que o dos óleos de soja, girassol, milho e algodão.
O óleo de Canola é considerado um dos óleos mais saudáveis que existe no mercado por causa do baixo conteúdo de gordura saturada e alto (quase 60%) conteúdo de gorduras monoinsaturadas. Ele tem um sabor muito leve e é bom para cozinhar ou como tempero para saladas.
O óleo de Canola contém ácidos graxos, ômega 6 e ômega 3---numa proporção de dois por um---, e perde só para o óleo de linhaça em ômega 3. O óleo de Canola é um dos óleos mais saudáveis para o coração e há registro que ele reduz níveis de colesterol, níveis de Triacilglicerol, e mantém as plaquetas saudáveis. Alguns agricultores britânicos, como Hillfarm Oils e Farrington Oils começaram a produzir azeite de colza por prensagem a frio para óleo de cozinhar e de tempero.
Biodiesel
O azeite de colza (ou, "óleo de colza"), em estado natural, contém níveis mais altos de ácido erúcico e glucosinolatos que são tóxicos e podem causar queimaduras, bolhas no corpo e lesões nos tecidos internos, podendo até ser fatal. O caso do azeite envenenado, na Espanha, em 1981, em que introduziram no mercado azeite de colza para usos industriais como se fosse de oliva---morreram 650 pessoas e 20,000 ficaram feridas.
Azeite de colza natural é usado na fabricação de biodiesel para veículos motorizados. O óleo de colza pode ser usado na sua forma pura em motores novos sem causar danos e este é o óleo preferido para a produção de biodiesel na Europa desde 2005, parcialmente porque a colza produz mais óleo por unidade de área de solo comparada com outras fontes de óleo como a soja. Devido ao alto custo da cultivação, prensagem, e da refinação do óleo de colza, este custa mais caro do que o diesel tradicional. Mas, mesmo assim, este vem sendo oferecido ao público em uma rede de postos com incentivo a preços entre 5 e 10% abaixo do diesel tradicional.
Contudo, pesquisas feitas por especialistas e publicadas na revista Chemistry & Industry, em 2007, e por várias outras fontes, revelam que biodiesel gerado da colza emite a mesma quantia de gases (CO2) que diesel convencional e não faz diferença na redução do aquecimento global. A matéria também diz que se a área de terra usada para plantar colza fosse usada para plantar árvores, o diesel do petróleo iria emitir somente o equivalente de um terço do CO2 emitido por biodiesels.
Plantação de colza na Alemanha
Precauções
Estudos feitos e mencionados no Scottish Medical Journal ("Jornal médico da Escócia," (em português)) indicam que plantações de colza induz sintomas adversos, alérgicos e respiratórios, em proporção significante em indivíduos que moram nas cidades e vilas aos redores das plantações e que ao contrário estariam saudáveis Os sintomas podem resultar da associação com o pólen, ou fungos, causando alergia, febre, conjuntivite e asma, em jovens e idosos, asmáticos e, naqueles com o sistema imune enfraquecido por causa de uma doença ou um medicamento. O autor sugere que mais pesquisas devem continuar seguramente em plantações estabelecidas a mais do que cinco quilômetros de distância das áreas residenciais e ainda adverte que os riscos dependem do nível de aceitação da comunidade que confronta o problema.
Outros usos
Óleo de colza natural também pode ser aplicado no uso industrial de:
- lubrificante de molde em fundição de aço;
- aditivo a outros óleos que melhora o desempenho sob alta velocidade e pressão;
- vulcanização de goma elástica;
- em borracha sintética e no derivado do ácido erúcico, a Erucamida, é aditivo para filme polietileno e polipropileno extrusados.
domingo, 30 de novembro de 2014
Óleos e Protecção Solar
Óleos com propriedades que protegem de raios UV:
Óleo de semente de cenoura: SPF 38-402.
Óleo de semente de framboesa: SPF 28-503.
Óleo de gérmen de trigo: SPF 204.
Óleo de abacate: SPF 4-155.
Óleo de coco: SPF 2-86.
Óleo de Macadamia: SPF 68.
Óleo de Amêndoas: SPF 59.
Manteiga de Karité: SPF 3-610.
Óleo de Jojoba: SPF 4
Azeite: SPF 2-87.
Certifique-se de testar estes óleos em sua pele antes de usá-los para se certificar de que você não tem reações adversas. Teste os óleos ao longo de vários dias para garantir que não haja reações adversas.
Protetor solar Natural
7 coisas surpreendentes que você provavelmente não sabe sobre a exposição à luz solar e os protetores solares
Os bebés precisam de usar protector solar?!
Óleo de coco
Este é um alimento com diversas possibilidades de aplicação. Você pode usá-lo para fazer limpeza de pele, desobstruir os poros e diminuir as acnes. Pode aplicar nos cabelos e remover maquiagem, inclusive na área dos olhos. Óleo de coco é melhor para pele oleosa, pois é rico em ácido láurico e tem componentes antibacterianos e antimicrobianos. No entanto, o uso excessivo na pele normal pode secar o rosto e corpo.
O óleo de coco possui SPF de 10, ou seja, seu fator de proteção contra os raios solares é de 10. Pode até parecer baixo, mas não é! Estudos revelaram que um protetor solar com SPF 15 pode bloquear até 93% dos raios UVB. Já os protetores com SPF 30 bloqueiam cerca de 97%, e um com SPF 50 bloqueia 98%. Além disso, o óleo de coco não bloqueia por completo os raios UVB, que são necessários para a síntese de vitamina D que, por sua vez, é essencial para a fixação do cálcio nos nossos ossos.
De acordo com Bruce Fife, ND, autor de “Coconut Cures: Preventing and Treating Common Health Problems with Coconut Oil”, o óleo de coco aplicado na pele protege contra queimaduras solares, protegendo a pele e os tecidos subjacentes contra os danos que a exposição excessiva ao sol pode causar. Em vez de queimaduras e pele vermelha, produz um bronzeado suave, dependendo da quantidade de tempo que exposição ao sol. Contudo, Bruce Fife alerta para os riscos da utilização de óleo de coco hidrolisado ou processado. Devemos certificar-nos que o óleo de coco é puro e não processado.
Outra vantagem de utilizarmos o óleo de coco no lugar dos protetores convencionais é que o óleo de coco é livre de substâncias tóxicas e, ainda, hidrata a nossa pele!
Para que serve cada óleo?
Óleo de rícino: excelente para hidratar e humedecer a pele. Possui acção antioxidante, combatendo o envelhecimento.
Óleo de argão: fornece vitaminas para a pele deixando-a mais saudável, principalmente para quem tem problemas com acnes. O óleo é antioxidante, o que o torna um excelente combatente ao envelhecimento.
Óleo de uva: ajuda a controlar a produção natural de óleo, combatendo a oleosidade natural da pele. Além disso combate o envelhecimento e fornece vitaminas.
Óleo de camomila: é ideal para acalmar a pele, aliviando irritações e vermelhidão. Tem acção anti-inflamatória, sendo bom para quem tem pele sensível.
Óleo de coco: hidratante natural que oferece nutrição e saúde para a pele.
Óleo de amêndoas: é bom para tratar peles muito secas.
Óleo de lavanda: ideal para quem busca o clareamento da pele. Possui acção reparadora e hidratante.
Óleo de girassol: tem alto poder de hidratação da pele e de manutenção da barreira cutânea. Para peles mistas.
Óleo de abacate: benéfico para a pele seca e pode até mesmo ser usado para ajudar a tratar o eczema.
Azeite: excelente hidratante até mesmo para os cabelos. O azeite também pode ser usado para remover maquiagem e limpar a pele.
Propriedades dos óleos vegetais e essenciais e suas utilizações na saúde, beleza e proteção da pele
domingo, 26 de outubro de 2014
Para que serve cada óleo?
Óleo de rícino: excelente para hidratar e humedecer a pele. Possui ação antioxidante, combatendo o envelhecimento.
Óleo de argão: fornece vitaminas para a pele deixando-a mais saudável, principalmente para quem tem problemas com acnes. O óleo é antioxidante, o que o torna um excelente combatente ao envelhecimento.
Óleo de semente de uva: ajuda a controlar a produção natural de óleo, combatendo a oleosidade natural da pele. Além disso combate o envelhecimento e fornece vitaminas.
Óleo de camomila: é ideal para acalmar a pele, aliviando irritações e vermelhidão. Tem ação anti-inflamatória, sendo bom para quem tem pele sensível.
Óleo de coco: hidratante natural que oferece nutrição e saúde para a pele.
Óleo de amêndoas: é bom para tratar peles muito secas.
Óleo de lavanda: ideal para quem busca o clareamento da pele. Possui ação reparadora e hidratante.
Óleo de girassol: tem alto poder de hidratação da pele e de manutenção da barreira cutânea. Para peles mistas.
Óleo de abacate: benéfico para a pele seca e pode até mesmo ser usado para ajudar a tratar o eczema.
Azeite: excelente hidratante até mesmo para os cabelos. O azeite também pode ser usado para remover maquiagem e limpar a pele.
Óleo de Amêndoas – usado desde o tempo de nossos avós, é bom para o uso facial e corporal e indicado principalmente para peles secas. Ajuda a diminuir irritações e inflamações e pode ser usado para remover a maquiagem e limpar a pele. Também é muito utilizado por gestantes, devido ao seu poder de hidratação profunda, protegendo a pele e prevenindo estrias. No rosto atua como antirrugas, melhorando a elasticidade da pele. Pode ser aplicado diretamente sobre a pele.
Óleo de Argão – indicado para uso corporal, facial e capilar e ideal para peles normal, madura e oleosa. Fortalece o cabelo, nutrindo e regenerando sua fibra, além de proporcionar brilho e elasticidade. Tem propriedades antienvelhecimento. É um óleo de absorção rápida, não deixando a pele oleosa. Pode ser aplicado diretamente sobre a pele limpa. Nos cabelos pode ser misturado à máscara de tratamento capilar ou massageado nas pontas dos cabelos. Apenas recomenda-se que não se use o secador de cabelos depois.
Óleo de Semente de Uva – bom para uso facial e corporal, sendo indicado para todos os tipos de pele. Tem função adstringente leve e ajuda a tonificar a pele. Também é emoliente, hidratante, regenerador celular e revitalizante. Ajuda a prevenir estrias devido a sua elevada concentração de alfa-tocoferol. Pode ser aplicado diretamente sobre a pele limpa e massagado até sua absorção.
Óleo de Germen de Trigo – bom para uso facial, corporal e capilar. Age como fortalecedor dos vasos sanguíneos evitando a ocorrência de varizes. É antioxidante, cicatrizante, regenerador celular, nutre e hidrata a peles secas e rachadas. Nos cabelos ajuda a manter os fios sadios. Pode ser massageado diretamente sobre a pele limpa, ou misturado ao seu hidratante preferido. Nos cabelos, pode ser massageado diretamente sobre o couro cabeludo para evitar problemas de queda, ou incluído em máscaras de hidratação que você costuma usar. Apenas não é indicado para quem tem alergia a trigo ou a glúten.
Subscrever:
Mensagens (Atom)










