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quarta-feira, 22 de junho de 2016

E o Ferro?


A absorção do ferro, é aumentada com a ingestão conjunta de alimentos levemente ácidos (ou proteínas) e também por alimentos ricos em ácido ascórbico (vitamina C).

invista em sumos de frutas+legumes+cereais...

BOMBA de ferro e vitaminas!!!

  • BETERRABA+TOMATE+MELANCIA+ESPINAFRES+AGRIÃO+SALSA+QUINOA+LEVEDURA+ÁGUA DE COCO
  • agrião+beterraba+cenoura+espinafre+nabo+rábano+tomate

Adicionar SEMPRE SUMO de 1 limão/laranja para melhor absorção do ferro!


Fontes de Ferro: 
Alimentos mais ricos em ferro [clique aqui]
Ferro? [clique aqui]






sábado, 13 de junho de 2015

Que tipo de anemia? Deficiência só de ferro? B12?


Causas:
Deficiência de ferro (Anemia ferropriva)
Deficiência de vitamina B12 (Anemia perniciosa, difilobotríase)
Deficiência de folato

- Quais os valores de  ferritina e ferro séricos?

Eu suplementaria, é a forma mais rápida de curar a anemia e pode e deve claro consumir alimentos ricos em ferro.
Alimentos mais ricos em ferro
Fontes de Ferro

-  para sua maior absorção (pH ácido do estômago, vitamina C)
- os que a prejudicam (cereais - efeito quelante, chás, café, refrigerantes, proteína do leite e do ovo)


As plaquetas baixas podem dever-se também a carência de vitamina K (fontes: hortaliças, vegetais verdes folhosos, frutas e óleos vegetais)

Perante uma descida das plaquetas é necessário ingerir alimentos com uma alto grau de vitaminas e minerais, que ajudarão o nosso corpo a gerar mais trombócitos.

É necessário aumentar o consumo de ferro de forma rápida. Deverá incluir na dieta alimentos como os espinafres, agrião, urtigas, lentilhas, pimento vermelho e goiaba.

A cenoura, beterraba e aipo são conhecidos pelas suas propriedades para subir as plaquetas. A melhor forma de consumir estes alimentos é numa salada e crus, assim obterá o máximo de vitaminas, a melhor forma é come-los num caldo ou num creme de vegetais.

O alho também é um alimento ideal para subir as plaquetas, prepare uma sopa de alho ou acrescente-o a um creme de vegetais que sugerimos (de aipo e cenoura, por exemplo).

A vitamina C é uma grande aliada para aumentar a contagem de plaquetas, pode obtê-la em frutas como o kiwi, os morangos, a laranjas, o limão, salsa. Uma boa sugestão para os pacientes que estão mais fracos é administrar a fruta através de um sumo refrescante.

O que é Anemia?


Anemia é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a condição na qual o conteúdo de hemoglobina no sangue está abaixo do normal como resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais, seja qual for a causa dessa deficiência. As anemias podem ser causadas por deficiência de vários nutrientes como ferro, zinco, vitamina B12 e proteínas. Porém, a Anemia causada por deficiência de ferro, denominada Anemia Ferropriva, é muito mais comum que as demais (estima-se que 90% das anemias sejam causadas por carência de Ferro). O ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese (fabricação) das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as células do corpo.

Crianças, gestantes, lactantes (mulheres que estão amamentando), meninas adolescentes e mulheres adultas em fase de reprodução são os grupos mais afetados pela anemia, muito embora homens - adolescentes e adultos - e os idosos também possam ser afetados pela anemia.

Causas
As causas da Anemia por deficiência de ferro, tanto em crianças como em gestantes, são basicamente o consumo insuficiente de alimentos fontes de ferro e/ou com baixa biodisponibilidade. Na gestante, pode-se destacar também as baixas reservas de ferro pré-concepcionais e a elevada necessidade do mineral em função da formação dos tecidos maternos e fetais.

Sintomas de Anemia
Os sinais e sintomas da carência de ferro são inespecíficos, necessitando-se de exames laboratoriais (sangue) para que seja confirmado o diagnóstico de Anemia Ferropriva. Os principais sinais e sintomas da anemia por carência de ferro são:

fadiga generalizada
anorexia (falta de apetite)
palidez de pele e mucosas (parte interna do olho, gengivas)
menor disposição para o trabalho
dificuldade de aprendizagem nas crianças
apatia (crianças muito "paradas").


Diagnóstico de Anemia
Para o diagnóstico da anemia, é necessário recorrer aos indicadores laboratoriais (hematológicos). O nível de hemoglobina é um dos indicadores que tem sido amplamente utilizado em inquéritos epidemiológicos, além de ser considerado adequado num diagnóstico preliminar para levantamentos em campo.

O ponto de corte proposto pela OMS para nível de hemoglobina indicativo de anemia em crianças de 6 a 60 meses e em gestantes é abaixo de 11,0 g/dl.


Tratamento de Anemia
O ferro pode ser fornecido ao organismo por alimentos de origem  vegetal.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o leite e o ovo não são fontes importantes de ferro. Contudo, no mercado já existem os leites vegetais enriquecidos com ferro.
Entre os alimentos de origem vegetal, destacam-se como fonte de ferro os folhosos verde-escuros (exceto espinafre), como agrião, couve, cheiro-verde, taioba; as leguminosas (feijões, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha); grãos integrais ou enriquecidos; nozes e castanhas, melado de cana, rapadura, açúcar mascavo. Também existem disponíveis no mercado alimentos enriquecidos com ferro como farinhas de trigo e milho, cereais matinais, entre outros.

A presença de ácido ascórbico, disponível em frutas cítricas, e alimentos ricos em proteínas na refeição melhora a absorção de ferro proveniente de produtos vegetais, como: brócolis, beterraba, couve-flor e outros. Por outro lado, existem alguns fatores (fosfatos, polifenóis, taninos, cálcio) que podem inibir a absorção do ferro, presentes em café, chá, mate, cereais integrais, leite e derivados.

Ressalta-se que o leite materno é considerado fator protetor contra Anemia por deficiência de ferro devido à alta biodisponibilidade do ferro existente. Estudos evidenciam associação de anemia em crianças que tiveram pouco tempo de aleitamento materno exclusivo, alimentação prolongada com leite de vaca e com a introdução da alimentação complementar precoce.

Complicações possíveis
O Ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese (fabricação) das células vermelhas do sangue e no transporte do Oxigênio para todas as células do corpo.

A anemia ferropriva traz os seguintes efeitos adversos ou consequências: diminuição da produtividade no trabalho, diminuição da capacidade de aprendizado, retardamento do crescimento, apatia (morbidez), perda significativa de habilidade cognitiva, baixo peso ao nascer e mortalidade perinatal. Além disso, pode ser a causa primária de uma entre cinco mortes de parturientes ou estar associada a até 50% das mortes.

Em crianças a anemia está associada ao retardo do crescimento, comprometimento da capacidade de aprendizagem (desenvolvimento cognitivo), da coordenação motora e da linguagem, efeitos comportamentais como a falta de atenção, fadiga, redução da atividade física e da afetividade, assim como uma baixa resistência a infecções. Nas grávidas, a anemia é associada ao baixo peso ao nascer e a um incremento na mortalidade perinatal.


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Anemia não é só Falta de Ferro!

A chamada Anemia é a condição na qual o conteúdo de hemoglobina, célula que leva oxigénio a todos os orgãos e tecidos do nosso corpo está abaixo do normal, como resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais. A maioria da população pensa em anemia como deficiência de ferro, porém a falta de algumas vitaminas do complexo B, podem ser a causa da diminuição de hemoglobina, chamada também de células vermelhas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 30% da população mundial possua algum tipo de anemia, e que esse índice  chegue a 50% em crianças menores de 2 anos.
Os principais sintomas da anemia é o cansaso, sonolência, indisposição e dificuldade de aprendizado.
Existem vários tipos de anemias, mas nem todas são de causas nutricionais. As anemias que estão diretamente envolvidas com a alimentação são as chamadas: anemia ferropriva (deficiência de ferro) e anemias megaloblastica ou perniciosa (defiência de Vitamina B9 ou B12).


Anemia Ferropriva

A anemia por deficiência de ferro é a mais comum, principalmente entre adultos, e suas principais causas são:

- Carência de alimentos ricos em ferro na alimentação ou perda crônica de sangue, principalmente entre as mulheres, pelo sangramento menstrual, nos adultos;

- E nas crianças, principalmente menores de 2 anos, pelo aumento da necessidade de ferro, que muitas vezes não é suprida, pois depois dos seis meses de vida a criança necessita de uma alimentação complementar para atingir todas as suas necessidades nutricionais.

Em casos de anemia ferropriva é necessário aumentar a ingestào de ferro através de alimentos como:  leguminosas como feijão, lentilha e grão de bico, fontes de ferro vegetal; nesses casos, a vitamina C é muito importante para auxiliar na absorção do ferro vegetal, portanto frutas como laranja, limão e abacaxi são recomendadas após as refeições.

Na anemia ferropriva pode haver também suplementação através de sulfato ferroso, lembrando sempre que a mesma deve ser feita por um médico.


Anemia Megaloblastica ou Perniciosa

Esse tipo de anemia é mais incomum, porém pode ocorrer e ser confundida com a ferropriva. A anemia megaloblastica ocorre por alterções  na síntese do DNA, fazendo com que a medula óssea produza hemoglobinas imaturas e/ou com alterações morfológicas, essas células sào chamadas de macrocíticas, devido ao seu aumento de tamanho, essas alterações na produção de células vermelhas ocorrem principalmente por carência de vitamina B9, também chamada de ácido fólico e/ou vitamina B12.

Nesse caso devemos buscas alimentos ricos nesses nutrientes:
Os  alimentos ricos em ácido fólico (vitamina B9) são: agrião, brócolis, espinafre, couve, alface, feijão, aveia, centeio, iogurte vegetal, banana, melão, mamão, abacaxi, couve-flor, repolho, laranja, quiabo, manga, beterraba, pão integral, lentilha, tomate e caqui.

Os alimentos ricos em vitamina B12 são de origem animal.

Portanto, é importante fazer exames de sangue regurlamente, assim como sempre consultar um médico e nutricionista, uma alimentação equilibrada é sinônimo de saúde!

por Nutricionista Fernanda Marino de Oliveira


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Cerca de 1/3 da população mundial sofre com a anemia, considerada a deficiência nutricional mais comum em nossos tempos (FONTE: Organização Mundial da Saúde).


Descubra se você tem

Conhecer os sintomas típicos da doença é fundamental para que o tratamento médico seja iniciado precocemente.

Nesse sentido, o primeiro passo é saber que é a baixa concentração de hemoglobina no sangue o que sinaliza a anemia.

- Mulheres com concentração de hemoglobina abaixo de 12 g/dL (12 gramas por decilitro) já estão num patamar de risco. Para os homens, a concentração menor que 13 g/dL é que indica a necessidade urgente de procurar um médico.

- A intensidade dos sinais físicos varia de acordo com o quadro. As anemias, em geral, podem ser classificadas como agudas ou crônicas.

As agudas estão relacionadas com uma grande perda de sangue, ocasionada por uma hemorragia, por exemplo. Seus sintomas são bastante intensos, sendo os mais comuns: cansaço, fraqueza, sonolência, dor nas pernas, taquicardia, palidez, cefaleia, mãos e pés frios e até uma redução nas habilidades cognitivas e psicomotoras.

Já as anemias crônicas costumam provocar os mesmos sintomas, porém numa intensidade muito menor. Nesses casos, as principais queixas referem-se à palidez e a uma sensação de fraqueza provocada por mínimos esforços.

Panela de ferro funciona?
Cozinhar nesse tipo de panela, costume das famílias de antigamente, pode ser uma maneira interessante de prevenir e evitar que se agravem os quadros de anemia.

A receita do tempo das nossas avós realmente funciona. Para se ter uma ideia, a quantidade de ferro em 100 g de molho de tomate cozido em travessa de vidro é de 3 mg. Porém, se o molho for feito na panela de ferro, o valor sobe para 87 mg.

Mulheres em período reprodutivo, particularmente na gestação, e crianças nos primeiros anos de vida estão mais suscetíveis a desenvolver quadros de anemia por falta de ferro.

Nas mulheres férteis, são as perdas durante o período menstrual que contribuem para aumentar os riscos.

É muito comum que pacientes com esse tipo da doença apresentem um quadro chamado de hipermenorreia – menstruam num volume muito acima da média. Desatentas a esse sintoma e considerando tal fato como normal, elas não buscam tratamento. Assim, a longo prazo, apresentam essa deficiência. Já na gravidez é o desenvolvimento do feto que pode aumentar o uso das reservas da mãe, deixando-a mais fragilizada.Por esse motivo, é normal que, durante o pré-natal, elas recebam uma suplementação para repor o ferro perdido.

Nas crianças, o crescimento acelerado é o responsável pelo uso de grande quantidade desse mineral pelo organismo.

Outros tipos de doença

Além daquela causada pela falta de ferro, que é a mais comum em nosso país, há outros tipos da doença, relacionadas à falta de nutrientes como a caracterizada pela baixa nas reservas de vitamina B12.

Essa molécula é indispensável para a proliferação dos glóbulos vermelhos do sangue e para a manutenção da integridade das células nervosas.

Como se trata de uma vitamina de origem exclusivamente animal, esse tipo de disfunção costuma atingir vegetarianos.

Outros alvos fáceis são as pessoas que têm problemas na absorção da vitamina, normalmente causados por uma doença autoimune da mucosa do estômago, chamada de gastrite atrófica.

Os sintomas mais comuns desse tipo de anemia são língua vermelha e com sensação de ardência e dormência nas extremidades (mãos e pés).

Se não for tratado, o problema pode causar alterações neurológicas importantes.

A interação do ácido fólico com a vitamina B12, por sua vez, é indispensável para o crescimento dos glóbulos do sangue.

Por isso mesmo, uma baixa nas reservas desse ácido pode levar à anemia. Nesse caso os sintomas são diferentes e o mais comum é que a pessoa que sofre desse problema perca completamente o apetite e, como consequência, emagreça muito rapidamente. Nos dois casos, o tratamento com suplementos é o mais utilizado para corrigir a deficiência, além de uma reeducação alimentar.

Outro erro bastante comum é a combinação inadequada de alimentos durante as refeições.

O bom e velho cafezinho, quando consumido logo após o almoço ou o jantar, pode se transformar num vilão e tanto.

Bebidas como café, chá, achocolatado e vinho, por serem ricos em compostos fenólicos, polifenóis e fosfatos, podem retardar a absorção do ferro pelo organismo.

O leite e seus derivados podem inibir o aproveitamento do ferro pelo organismo.

No outro extremo estão os alimentos ricos em vitamina C, como as frutas cítricas e os vegetais escuros. Consumidos durante o almoço ou o jantar, ou logo depois deles, são capazes de potencializar o aproveitamento desse mineral tão importante para o funcionamento do nosso corpo.

A vitamina C pode aumentar em até três vezes a absorção do ferro. Encher o prato de verduras ou terminar suas refeições com uma boa salada de frutas é uma medida preventiva para evitar a deficiência do nutriente.

Uma maneira bastante eficiente de evitar ou tratar o problema é incluir alimentos ricos em ferro na dieta diária. São eles: frutas secas, melaço, pães de trigo integrais e enriquecidos, vinhos, cereais e feijão.

Nos casos em que a anemia está mais avançada ou quando é causada por outras doenças de base, que atrapalham a absorção de ferro, é comum que os médicos receitem um suplemento capaz de corrigir a deficiência.

A medida também é bastante utilizada no caso dos vegetarianos, que suprimem de seus cardápios a carne, uma das principais fontes do mineral.


COMA PARA SE RECUPERAR

Embora o acompanhamento médico seja indispensável no tratamento da anemia, a alimentação correta pode acelerar a melhora de quem já está sofrendo desse mal.

Optar por uma dieta que respeite as necessidades diárias de ferro certamente ajudará a diminuir mais rapidamente os sintomas desagradáveis que a doença causa.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Alimentos mais ricos em ferro

Essencial ao bom funcionamento do organismo, o ferro é melhor absorvido quando associado ao consumo de Vitamina C

alimentos que contem ferro 10 alimentos mais ricos em ferro
Foto: Thinkstock
O ferro é um elemento de origem mineral muito importante ao bom funcionamento do organismo. Segundo a nutricionista Tatiana Guerra, “é um componente essencial no transporte de oxigênio no organismo; formação de glóbulos vermelhos; manutenção do sistema imunológico; produção e manutenção de vários neurotransmissores cerebrais e na proteção contra danos provocados por oxidantes”.
Além disso, o ferro é particularmente importante em casos de menstruação abundante e hemorragias.

Segundo a nutricionista, o ferro está presente em alimentos como “de origem animal. São também consideradas fontes com boa absorção os cereais, grãos, oleaginosas e vegetais verdes. Outras fontes como o feijão, lentilha, espinafre, soja e beterraba necessitam da combinação com fontes de vitamina C para melhorar a sua absorção”.
O consumo recomendado de ferro para mulheres entre 19 e 50 anos é de 18 miligramas diários. A partir dos 50 anos, esse número desce para os 8 miligramas e, no caso das grávidas, o consumo sobe para 27 miligramas por dia.
Confira uma lista dos alimentos mais ricos em ferro e comece hoje mesmo a incluí-los, na quantidade certa, em sua alimentação.

Tofu

alimentos que contem ferro tofu 10 alimentos mais ricos em ferro
Foto: Thinkstock
O tofu é um alimento originário da China, rico em ferro e proteína vegetal, obtido da soja. Tem uma textura firme parecida com a do queijo, sabor delicado, cor branca e apresenta-se sob a forma de um cubo branco. 100 g de tofu equivalem a 5 miligramas de ferro. É um alimento que absorve facilmente o sabor de outros alimentos e temperos. Pode ser comido cru, frito, cozido em sopas ou em molhos, cozido a vapor, recheado com diferentes ingredientes.


Cereais

alimentos que contem ferro cereais 10 alimentos mais ricos em ferro
Foto: Thinkstock
Os cereais integrais são uma ótima maneira de ingerir ferro. 100 gramas contêm cerca de 5 miligramas de ferro. Algumas opções são: massas integrais, quinua, aveia, cevada e trigo. Evite as variedades industrializadas e com grande quantidade de açúcar.


Vegetais verdes

alimentos que contem ferro folhas verdes 10 alimentos mais ricos em ferro
Foto: Thinkstock
Agrião, rúcula, espinafre, urtiga, couve, brócolos, salsa também são ótimas fontes de ferro. Além disso, são ricos em vitamina A e contêm muitas substâncias antioxidantes. 100 gramas contêm cerca de 3,6 miligramas de ferro.

 Frutas secas

alimentos que contem ferro frutas secas 10 alimentos mais ricos em ferro
Foto: Thinkstock
As frutas secas repõem nutrientes minerais como ferro, zinco, potássio e vitaminas com a vantagem de possuírem gordura vegetal que melhoram as taxas do bom colesterol, o HDL. Inclua figo, uva passa com semente, pêssego e damasco em sua alimentação. A cada 100 gramas de frutas secas estão presentes cerca de 2 miligramas de ferro.

Oleaginosas

alimentos que contem ferro oleoaginosas 10 alimentos mais ricos em ferro
Foto: Thinkstock
As oleaginosas são ricas em muitos nutrientes, sendo fonte de proteínas, de gordura monoinsaturada, gordura polinsaturada, vitamina E, magnésio, selênio, zinco, manganês e ferro. O consumo moderado de avelã, amêndoas, pistache, castanha-de-cajú, castanha do pará traz benefícios à saúde. Em 100 gramas desses alimentos estão presentes cerca de 2,5 miligramas de ferro.

Grãos

alimentos que contem ferro graos 10 alimentos mais ricos em ferro
Foto: Thinkstock
Lentilha, feijão preto, feijão carioca e feijão branco são alimentos ricos em fibras alimentares, proteínas e ferro. A ingestão de 100 g por dia fornece uma média de 2 miligramas de ferro.




Os cogumelos são boas fontes de alguns minerais, de onde se destacam o potássio e o ferro. Cerca de 100g de cogumelos frescos contêm 1 mg de ferro e, ao contrário do que acontece em muitas fontes vegetais de ferro (espinafres, ruibarbo), os cogumelos não contêm fitatos, que reduzem a capacidade do organismo absorver este mineral. Assim, os cogumelos representam uma fonte de ferro facilmente absorvível. 

Falta de ferro no organismo

Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 25% da população mundial sofre de carência de ferro no organismo. Em algumas pessoas essa falta está associada ao baixo consumo, mas em outros casos pode haver algum problema na absorção do ferro.
Segundo a nutricionista Tatiana, os principais sintomas da falta de ferro no organismo são “fraqueza, palidez, fadiga, falta de concentração, sonolência, palpitação e formigamento nas mãos e pés”. Sentindo alguns desses sintomas é necessário buscar uma ajuda médica para a realização de exames detalhados.

Como melhorar a absorção do ferro

Existem algumas associações que podem ser feitas para melhorar a absorção do ferro no organismo. A nutricionista orienta que “o consumo do ferro associado a fontes de vitamina C intensificam a sua absorção, inclusive proveniente de fontes vegetais”. Uma sugestão é consumir, por exemplo, uma laranja como sobremesa ou temperar a salada com limão.
Por outro lado, “alimentos fontes de cálcio devem ser evitados após o consumo de ferro pois reduzem a capacidade de absorção“, orienta Tatiana. Por isso, elimine o consumo de sobremesas a base de leite após a refeição (pudim, sorvete, arroz doce, canjica) e prefira consumir fontes vegetais”. 

Cuidado com o excesso de ferro

Vale salientar, que apesar da importância do consumo, o excesso de ferro é prejudicial e pode trazer também problemas de saúde, como o aumento de riscos de câncer, de doenças degenerativas, como o mal de Parkinson, e o comprometimento de algumas funções normais do organismo. Por isso, consuma-o na quantidade certa. Consulte seu nutricionista para que ele faça um cardápio adequado ao seu organismo.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dicionário dos Alimentos - ESPINAFRE

O espinafre sempre foi um hortícola especial. Tão especial que na época medieval os árabes o elegeram como o “príncipe dos vegetais” e já antes tinha sido constituído como oferenda do Nepal ao imperador chinês em resposta ao seu pedido pelas melhores plantas dos países vizinhos.

O príncipe dos legumes despertou igualmente uma obsessão por parte da duquesa Catarina de Médicis que, ao levar com ela o espinafre e suas receitas desde Florença até à corte francesa, fez com que ainda hoje designemos os pratos servidos em cama de espinafres como “à Florentina”.

E o mundo seria de facto um sítio melhor se todos os hortícolas tivessem tido o apoio de uma estratégia de marketing como o espinafre teve com o Popeye! Apesar de na altura a construção desta personagem e da força que o espinafre lhe dava ter sido feita com base numa sobrestimação da quantidade de ferro deste hortícola, o certo é que o marinheiro mais famoso do mundo conseguiu que o consumo de espinafres crescesse mais de 30% nos EUA e que se tornasse no terceiro alimento mais popular entre as crianças logo depois do peru e dos gelados.

Mesmo não tendo a quantidade de ferro que se chegou a pensar, o espinafre não é totalmente desprovido deste mineral, sendo mais um nutrimento a adicionar aos campeões vitamina A e K, estes sim presentes em força no espinafre. Também de ácido fólico e vitamina C se faz a história nutricional de um hortícola que sempre teve o estigma do seu suposto exagerado teor de nitritos e nitratos derivado da sua produção agrícola intensiva. Um estudo recente, efectuado com amostras de espinafres e outros vegetais portugueses não confirmou esta tendência, sendo que estes compostos em níveis dentro do permitido podem inclusive acarretar benefícios do ponto de vista cardiovascular com a melhoria da função endotelial dos nossos vasos sanguíneos e diminuição da pressão arterial.

E se as cenouras transportam o epíteto de “fazer bem” aos olhos, os espinafres não lhe ficam nada atrás, com níveis elevados de luteína e zeaxantina, dois pigmentos com função antioxidante e um papel muito interessante na prevenção da degeneração macular associada ao envelhecimento e cataratas.

Se a ingestão de espinafres constitui sempre uma boa opção, o seu teor em oxalatos e purinas pode acarretar alguns cuidados a indivíduos com cálculos renais e hiperuricemia. Nada que ofusque todos os seus demais benefícios, particularmente se optarmos pelo seu cozimento a vapor onde, para além de não ser potenciada a perda vitamínica associada ao seu cozimento em água, a sua capacidade de “reciclagem” dos ácidos biliares tem o condão de diminuir os níveis de colesterol sanguíneo.

Deste modo, já que os tempos são outros e o espinafre está longe da popularidade de outrora, há que o soltar o Popeye em cada um de nós e dar o exemplo da ingestão deste e de outros hortícolas aos mais novos.

Por Pedro Carvalho, nutricionista*
*Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

Sobre os espinafres


- TRATAR ANEMIA

Esta verdura previne a fraqueza e alivia os sintomas da depressão. Assim como a maioria das verduras, possui muita vitamina A e C, por isso, estimula o sistema imunológico. A quantidade de ferro do espinafre supera a da carne, por isso é recomendado em casos de anemia. É indicado para gestantes, por ter ácido fólico, que previne defeitos neurológicos no feto.

Tratar anemia
Ingredientes:
• 1 molho de espinafre cru
• 1 litro de água filtrada
Preparação: Bata no liquidificador o espinafre cru com a água filtrada. Adoce a gosto.
Beba 1/2 copo (100ml) antes do almoço ou jantar.

Contra-indicações: 
o espinafre não deve ser consumido em excesso, pois causa efeitos contrários às vantagens apresentadas: por possuir grande quantidade de ácido oxálico, pode inibir a absorção do ferro e do cálcio pelo organismo e formar pedras nos rins. Para diminuir este efeitos, escolha alimentos com vitamina C.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Anemia megaloblástica x Anemia ferropriva


A alimentação vegetariana, por ser restritiva (restrição da carne vermelha e branca) pode levar à deficiências nutricionais e essas deficiências podem causar certas doenças.


Lembrando que o quadro de deficiência é um quadro raro pois é possível adquirir nutrientes necessários atráves de uma dieta balanceada, seja ela vegetariana ou onívora. Existem alguns quadros que exigem uma maior atenção, como a deficiência da vitamina B12, mas mesmo assim, a doença ocasionada por essa deficiência é raríssima.


Isto quer dizer que tanto gestantes, lactantes, crianças podem sim seguir uma dieta vegetariana, inclusive vegana, desde que a alimentação seja balanceada. Em certos casos a suplementação será necessária.


Anemia megaloblástica: Causada pela deficiência da vitamina B12.
Trata-se de uma doença na qual as hemácias do indivíduo portador adquire um tamanho exageradamente grande, de forma que a hemoglobina fica diluída. Assim, o transporte de oxigênio no organismo é comprometido.


A figura acima mostra núcleos hipersegmentados de leucócitos, caracaterístico da anemia megaloblástica.

Anemia ferropriva: Causada pela deficiência de ferro.
A anemia por deficiência de ferro pode ser de duas maneiras: anemia ferropriva e anemia não ferropriva. A primeira é ocasionada pela insuficiência na ingestão do ferro. A segunda ocorre por deficiência no transporte ou na absorção do ferro no organismo. É a anemia ferropriva que pode ser ocasionada pela dieta vegetariana se o indivíduo não mantiver uma alimentação equilibrada.
Nesse distúrbio a deficiência de ferro faz com que a hemoglobina fique em uma concentração diminuída e isso ocasiona dano no transporte de oxigênio no corpo.






Bibliografia:
http://www.fisiologia.kit.net/bioquimica/mm/mm.htm
Aulas de Nutrição Humana 1
http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/html/1069/body/02.htm
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/ency/esp_imagepages/1214.htm
http://vegetarianismo.blogs.sapo.pt/arquivo/141809.htmlhttp://www.lifespan.org/adam/spanishhealthillustratedencyclopedia/6/1455.html
http://alimentacaonainfancia.blogspot.com/2008/03/anemia-ferropriva.html


Fonte:
Vegetarianismo: Anemia megaloblástica x Anemia ferropriva



As plaquetas baixas podem dever-se também a carência de vitamina K (fontes: hortaliças, vegetais verdes folhosos, frutas e óleos vegetais)

Perante uma descida das plaquetas é necessário ingerir alimentos com uma alto grau de vitaminas e minerais, que ajudarão o nosso corpo a gerar mais trombócitos.

É necessário aumentar o consumo de ferro de forma rápida. Deverá incluir na dieta alimentos como os espinafres, agrião, urtigas, lentilhas, pimento vermelho e goiaba.

A cenoura, beterraba e aipo são conhecidos pelas suas propriedades para subir as plaquetas. A melhor forma de consumir estes alimentos é numa salada e crus, assim obterá o máximo de vitaminas, a melhor forma é come-los num caldo ou num creme de vegetais.

O alho também é um alimento ideal para subir as plaquetas, prepare uma sopa de alho ou acrescente-o a um creme de vegetais que sugerimos (de aipo e cenoura, por exemplo).

A vitamina C é uma grande aliada para aumentar a contagem de plaquetas, pode obtê-la em frutas como o kiwi, os morangos, a laranjas, o limão, salsa. Uma boa sugestão para os pacientes que estão mais fracos é administrar a fruta através de um sumo refrescante.

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O uso dos sumos abaixo indicados são úteis para pessoas acometidas de anemia comum, não abrangendo as pessoas acometidas de anemia perniciosa, que exige tratamento mais adequado e restrito. Adicionar SEMPRE SUMO de 1 limão para melhor absorção do ferro!

1) Agrião 75 ml; beterraba 150 ml; cenoura 225 ml;
2) Agrião 50 ml; cenoura 100 ml; espinafre 175 ml; nabo 100 ml;
3) Agrião 75 ml; espinafre 150 ml; nabo 225 ml;
4) Agrião 50 ml; espinafre 350 ml; rábano 25 ml;
5) Beterraba 175 ml; cenoura 175 ml;
6) Cenoura 275 ml; espinafre 175 ml;
7) Cenoura 100 ml; espinafre 150 ml; tomate 200 ml;

Nota: no caso de não encontrar agrião, poderá substitui-lo por urtigas frescas, entre 30 a 50 ml.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Nutrição VEGetariANA - Ferro

O ferro pode ser encontrado em diversas folhas verde-escuro como agrião, dente-de-leão, folhas de beterraba, de batata-doce, de mandioca, espinafre, agrião, salsa, grãos integrais (especialmente o trigo), amêndoas, nozes, castanha de caju, frutas secas (como damascos, passas, ameixas), brócolos, ervilhas, feijões, certas sementes (como gergelim e girassol), melaço, algas marinhas, figo, tofu, ananás, alcachofra, aveia, banana, beterraba, cenoura, aipo, couve, limão, tâmara, morango, cereja, uvas, amora, vagens, avelã, kiwi, lentilha, levedura, pêssego, pinhão, pêra, pólen, maçã, ameixa, rabanete, etc.

Embora os alimentos ricos em ferro sejam abundantes, uma pessoa que se alimente quase unicamente de produtos refinados pode vir a apresentar deficiência de ferro.
É preciso ter em atenção que existem alguns factores nutricionais que aumentam ou diminuem absorção do ferro. Por exemplo, evita beber chá durante a refeição, bem como outras bebidas ricas em taninos e farelo de trigo cru, juntamente com alimentos que contêm ferro. 

Alimentos ricos em vitamina C, quando consumidos juntamente com alimentos vegetais ricos em ferro aumentam a absorção desse mineral. A maioria dos legumes e muitas frutas são excelentes fontes de vitamina C. As principais fontes são os brócolos, couve de bruxelas, couve- flor e couves de uma forma geral, pimento, tomate, ervilhas, citrinos (laranja, limão, tangerina, toranja), goiaba, kiwi, morango, mamão, etc. O uso de panelas e recipientes de ferro também contribui para aumentar a ingestão de ferro.


Dose diária recomendada de Ferro:
Crianças (1-10 anos): 10 mg
Homens: 10 mg
Mulheres em fase pós-menopausa: 10 mg
Mulheres em fase pré-menopausa: 13 mg
Grávidas: 30 mg
Lactantes: 15 mg

Durante a gravidez, a mulher deve aumentar a ingestão diária de ferro. 

A tabela seguinte apresenta alguns dos alimentos mais ricos em ferro:
Alimento
Quantidade
Ferro (mg)
Alga marinha (arame) seca¼ de chávena (10g)6,4
Alga marinha(nori) seca1 folha seca (3 0,4g)0,4
Ameixa seca10 unidades (85 g)2,1
Batata com casca1 unidade grande (200g)2,8
Beldroegas cozidas100 g3,0
Brócolos½ chávena (80 g)0,9
Cereais enriquecidos (prontos a comer)1 porção (40g)4-18
Couve cozida½ chávena (65g)0,6
Damasco seco10 unidades (35 g)1,7
Ervilhas cruas ou cozidas½ chávena (80g)1,2
Feijão e grão cozidos½ chávena (85 g)2,2-26
Feijão azuki cozido½ chávena (115 g)2,3
Figos secos100 g4,8
Germe de trigo2 colheres de sopa (14g)1,3
Grelos de nabo cozidos100 g3,0
Lentilha cozida½ chávena (100 g)3,3
Pão de centeio escuro1 fatia fina (25 g)0,7
Pão de trigo integral1 fatia (25 g)0,9
Papas de aveia½ chávena (130g)0,8
Sementes de abóbora100 g9
Sementes de sésamo2 colheres de sopa1,5
Tahini2 colheres de sopa (30g)2,7
Tofu½ chávena (125 g)1,5-5
Tomate inteiro1 unidade (125g)0,8

Fonte: Centro Vegetariano


O ferro da dieta existe como hémico e não hémico: o primeiro encontra-se nos produtos animais como o fígado de vaca e de porco, carne, aves, peixe, marisco e ovos; o ferro não hémico encontra-se nos legumes de folha verde, damascos, ervilhas, feijões, frutos secos e cereais enriquecidos.
Existem factores nutricionais que diminuem a absorção de ferro, ou seja, alguns alimentos e bebidas bloqueiam a absorção do ferro não heme, quando são consumidos nas mesmas refeições.
Alguns estudos mostram também que a anemia devido a carência de ferro não é maior em vegetarianos do que no resto da população.

O ferro está presente nos alimentos em duas formas, o ferro heme e o ferro não-heme. A principal diferença entre estes dois tipos de ferro está na forma como cada um deles é absorvido.
O ferro heme existe principalmente nos produtos de origem animal, em especial na carne e peixe, e é absorvido em cerca de 15 a 35%. O restante, existente nos alimentos de origem vegetal, é chamado de ferro não-heme. Este tipo é absorvido de forma diferente, numa proporção de cerca de 2 a 20%. A maior ou menor absorção do ferro não-heme depende, em parte, da presença de outros alimentos na mesma refeição. Os componentes da refeição podem ter um efeito, tanto no aumento como na diminuição da absorção do ferro não-heme. A absorção do ferro da carne e do peixe (heme) não é afectado por esses componentes.
Compreender esta diferença da absorção dos dois tipos de ferro, pode ajudar-te a tirar melhor proveito do nutriente proveniente dos alimentos de origem vegetal.

Factores que aumentam a absorção:
- Os alimentos ricos em vitamina C facilitam e aumentam a absorção do ferro não-heme dos produtos vegetais. Estudos demonstraram que a quantidade de ferro absorvida através de cereais de pequeno almoço duplicava ou triplicava se na mesma refeição se ingerisse uma laranja grande ou um sumo de laranja, contendo 75 a 100 mg de vitamina C.
 - O uso de panelas e recipientes de ferro também contribui para aumentar a ingestão de ferro.

Factores que diminuem a absorção:
- As bebidas que contêm taninos, como os chás preto e verde, e em menor quantidade o café, devem ser evitadas à refeição ou juntamente com alimentos ricos em ferro, uma vez que o tanino se combina com o ferro, formando um composto insolúvel, que não é absorvido.
- Os alimentos ricos em oxalatos tornam igualmente inacessível o ferro, impedindo a sua absorção. Ao contrário do que se costuma afirmar, o espinafre não é o alimento mais rico em ferro, para além de que o ferro que possui se encontra ligado a oxalatos, o que o torna pouco acessível. Outros alimentos ricos em oxalato são o ruibarbo, a acelga e o chocolate.
- Os fitatos estão associados às fibras das leguminosas, cereais integrais crus, nozes e sementes. Os fitatos presentes em alimentos, sobretudo crus, como o farelo de trigo, têm sido responsabilizados por diminuir ou até impedir a absorção de minerais como o ferro, zinco e cálcio dos alimentos. O problema existe principalmente no farelo cru, uma vez que em processos específicos de preparação dos alimentos (imersão das leguminosas em água, acção do fermento no pão, germinação das sementes e leguminosas, cozedura dos cereais, torrefacção das nozes), parte dos fitatos é destruída por enzimas (fitases). Desta forma, o poder de impedimento da absorção dos minerais fica diminuído, não constituindo problema.
- A soja é geralmente um alimento importante na alimentação vegetariana, uma vez que é rico em proteínas e pobre em gorduras saturadas. Os feijões de soja (a partir dos quais são feitos todos os produtos derivados) têm um alto teor de ferro, mas contêm fitatos e outra substância que inibe a absorção do mineral. Mas, os métodos de processamento dos produtos derivados da soja (tofu, tempeh, miso e molho de soja), têm a capacidade de quebrar esses inibidores, aumentando bastante a disponibilidade do ferro.


A deficiência de ferro pode ser também agravada por uma alimentação deficiente em proteínas, ácido fólico, e vitaminas B12, B6 e C.
Os vegetarianos e os veganos consomem mais frutas e verduras e ingerem quantidades maiores de alimentos ricos em vitamina C, o que reforça a absorção de ferro dos alimentos de origem vegetal. Em alguns estudos os vegetarianos mostraram-se capazes de adaptar-se a uma dieta reduzida em ferro pela sua maior facilidade de absorção desse mineral.
Em caso de se usarem suplementos, deve dar-se preferência aos quelatados (fumarato e gluconato de ferro por exemplo).
Para saberes se estás a ingerir ferro em quantidade suficiente, faz com alguma regularidade análises ao sangue para avaliar o estado dos teus glóbulos vermelhos e reservas de ferro.

Centro Vegetariano


A absorção do ferro, especialmente de origem vegetal, é aumentada com a ingestão conjunta de alimentos levemente ácidos (ou proteínas) e também por alimentos ricos em ácido ascórbico (vitamina C).

Dicas para aumentar a absorção de ferro

- Evitar tomar, perto das refeições, líquidos com café, chás, chimarrão e refrigerantes.
- Não consumir leite e derivados (iogurte, requeijão, etc.) próximo às refeições.
- Não utilizar farelos de cereais integrais nas refeições, pois são ricos em fitatos que diminuem a absorção do ferro.
- Incluir sempre, e em cada refeição, frutas e vegetais ricos em vitamina C, para melhorar a absorção do ferro, como por exemplo laranja, acerola, goiaba, morango, limão, abacaxi, pimentão, tomate, rabanete, repolho, brócolis, moranga.
- Temperar as saladas com limão (vitamina C).
- Deixar o feijão de molho por 12 horas para retirar o fitato, descartando a água e trocando por uma nova.
- Comer verduras com a coloração verde mais escura.
- Salpicar em cima da salada semente torrada de gerglim (rica em ferro).
- Usar e abusar da salsa nos pratos em função da vitamina C.
- Usar mais frutas oleaginosas (nozes,castanhas,etc.) e frutas secas (ameixa, uva passa, damasco,etc.) nos intervalos das refeições, são ricas em ferro e outros minerais.
- Consuma mais beterraba, pois ela é extremamente importante para tratar anemia. Estudos demonstraram que regenera e reativa os glóbulos vermelhos do sangue.
(Sturmer, Joselaine. Comida, um santo remédio. Rio de Janeiro: Vozes, 2002.)


Biodisponibilidade relativa de ferro na presença de vários componentes da dieta


Componentes
Dietéticos
Biodisponibilidade do Ferro
BAIXAMEDIAALTA
CereaisMilhoFarinha de Milho
AveiaFarinha Branca
Arroz
Sorgo *
Farinha De trigo
FrutasMaçaCantalupeGoiaba
AbacateMangaLimão
BananaAbacaxiLaranja
UvaMamão
PêssegoTomate
Pêra
Ameixa
Ruibarbo *
Morango
Vegetais
Legumes
Leguminosas
BerinjelaCenouraBeterraba
Feijão de LimaBatataBrócolis
Feijão de FavaRepolho
LentilhaCouve-flor
EspinafreAbóbora
NozesAmêndoasNabo
Castanha-do-pará
Coco
Amendoim
Noz
Alimentos ricos em ProteínasProteína Isolada de Soja

Farinha de soja

Fonte: JOHNSTON, 2003.
Fontes de Vitamina C em alimentos
Vitamina C
AlimentoQuantidadeVitamina C (mg)
Goiaba Crua½ xícara188
Pimentão vermelho Cru½ xícara142
Pimentão verm. Cozido½ xícara116
Kiwi1 médio70
Laranja crua1 unidade70
Suco de laranja¾ xícara61 a 93
Pimentão verde cru½ xícara60
Pimentão verde cozido½ xícara51
Suco de grapefruit¾ xícara50 a 70
Morango cru½ xícara49
Couve de Bruxelas cozida½ xícara48
Melão cantalupo médio¼47
Mamão papaia médio¼47
Brócolis cru½ xícara39
Brócolis cozido½ xícara37
Suco de tomate¾ xícara33
Couve flor cozida½ xícara28
Abacaxi cru½ xícara28
Couve cozida½ xícara28
Manga crua½ xícara23
Fonte: SLYWITCH, 2006.
Dra Mariana Marchetti
fonte

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nutrólogo
Nesse artigo, darei continuidade ao tema das avaliações comparativas falando sobre os dados referentes ao metabolismo de ferro.

Os dados apresentados nesse texto são parte do que encontrei na minha tese de mestrado, com tema: " Avaliação do estado metabólico e nutricional de indivíduos vegetarianos e onívoros".

Todos os dados sobre a escolha dos participantes, podem ser vistos no texto sobre avaliação ligado a doenças cardiovasculares (nessa mesma seção, sobre avaliação nutrológica).

Ferro

É um mineral importantíssimo para o corpo humano. Cada músculo que contrai precisa do ferro. Para transportar o oxigênio precisamos dele.

Inúmeras reações químicas vitais ao bom funcionamento do nosso organismo dependem do ferro e sua deficiência é uma das mais sintomáticas que encontramos. leia mais sobre ele na seção "Nutrientes", nesse site.

A alimentação fornece o ferro que precisamos?

A alimentação fornece ferro. Isso é fato. Mas o problema do ferro não é o quanto comemos, mas sim o quanto perdemos. A grande maioria do ferro está concentrada no sangue.

É muito mais difícil encontrar um homem com falta de ferro do que uma mulher, pois a mulher é mais vulnerável à perda de sangue.

A menstruação, por si só, contribui para a perda de sangue e, conseqüentemente de ferro. A gestação exaure os estoques de ferro de uma mulher e, se ela não receber o devido suporte, termina a gestação com deficiência.

Quem tem hemorróidas que sangram, perde sangue e, conseqüentemente, ferro.

Doar sangue é uma atitude nobre e excelente para quem recebe o sangue. Deve ser incentivada, mas ela exaure os estoques de ferro de qualquer pessoa e, por isso, quem doa deve avaliar os estoques e repor se necessário. É muito difícil encontrar um doador de sangue sem deficiência de ferro.

Na doação de sangue não é avaliado seu estoque de ferro! Portanto, se você doa sangue seu médico deve estar atento à dosagem do estoque de ferro.
Uma pessoa pode não ter anemia, mas quando o estoque de ferro está baixo, os sintomas já são evidentes.

O problema fica crítico se a mulher tem hemorróida, menstrua em abundância, teve uma ou mais gestações e doa sangue. Aí não tem ferro que agüente!

Portanto, o problema do ferro está muito mais relacionado a fatores individuais da pessoa (como ela perde sangue) do que o que ela come.

Os exames laboratoriais

A avaliação do hemograma é fundamental para entender como está o ferro no organismo. Geralmente nos atemos apenas à dosagem da hemoglobina, mas não é apenas ela que deve ser observada. Há, pelo menos, 7 parâmetros no hemograma que devem ser observados e todos eles têm importância na avaliação.

A importância da hemoglobina se deve ao fato dela transportar o nutriente mais importante para o nosso corpo: o oxigênio. Sem comer ou beber podemos sobreviver alguns dias. Sem oxigênio, por 5 minutos, estamos mortos!

Assim, a hemoglobina ganha muita importância ao entendermos que quando ela está reduzida no organismo, o oxigênio está com mais dificuldade de chegar em todas as células do organismo, sobrecarregando o coração (que tem que bater mais rápido) e levando a uma fadiga importante. O ferro é uma das matérias primas para construirmos a hemoglobina.

Hemoglobina abaixo dos parâmetros considerados normais recebe o nome de anemia.

O problema da avaliação do ferro é que não podemos esperar a hemoglobina ficar baixa para detectar a falta do ferro. É óbvio! Se a hemoglobina tem a função de transportar o nutriente mais importante (oxigênio) para o corpo, quando há falta de ferro, ele vai ser retirado de todas as células para ser entregue à medula óssea, que é o local que constrói a hemoglobina. Hemoglobina é prioridade! Ela só vai ficar reduzida pela falta de ferro quando esse nutriente estiver, literalmente, exaurido.

Assim, na avaliação clinica é também importante dosar seu estoque, que acaba sendo representado pela ferritina. E muito cuidado ao avaliá-la, pois diversos fatores podem mascarar o seu valor real.

Portanto, pelo menos 8 fatores podem e devem ser usados para avaliar o ferro através do hemograma e da ferritina. Há outros exames que também podem ser utilizados, como o transportador de ferro (transferrina) mas os principais para essa avaliação são esses descritos anteriormente.

DADOS QUE ENCONTREI NA AVALIAÇÃO

Avaliamos 59 mulheres vegetarianas e não vegetarianas em idade fértil. Elas menstruavam regularmente e não utilizavam suplementos de ferro.

Ingestão de ferro

A quantificação do ferro ingerido se mostrou equivalente em quem come ou não come carne.

Mulheres vegetarianas ingeriam 6,58 mg de ferro para cada 1.000 calorias ingeridas, enquanto as não vegetarianas ingeriam 6,35 mg.
O teor de vitamina C ingerido foi diferente entre os grupos.

O grupo vegetariano ingeriu 103 mg de vitamina C por 1.000 kcal, enquanto o não vegetariano, 69 mg por 1.000 kcal.
Essa maior ingestão de vitamina C favorece a absorção de ferro vegetal ingerido pelo grupo vegetariano.

Dados do Hemograma

Todos os dados do hemograma foram equivalentes entre o grupo vegetariano e não vegetariano, ou seja, não houve diferença entre os grupos.

A avaliação da ferritina e da transferrina também não se mostraram diferentes entre os grupos.

Assim, após avaliados 9 parâmetros referentes à avaliação do ferro, não encontramos nenhuma diferença entre o estado nutricional desse mineral entre vegetarianos e não vegetarianos.
Isso, inclusive, é o que mostra a literatura científica já existente.

Tudo equivalente, mas tudo normal?

Os exames todos, apesar de equivalentes entre os grupos e dentro de padrões de normalidade, mostraram que as participantes apresentavam baixo estoque de ferro, assim como variações no tamanho e cor das células, diferentes tamanhos de células (pouca homogeneidade), o que aponta um estado nutricional de ferro deficiente.

Conclusão

Mulheres vegetarianas e não vegetarianas apresentam estado metabólico de ferro equivalente.

Todas elas (vegetarianas ou não) tiveram que receber terapia medicamentosa para o ferro, pois ele se mostrou insuficiente para suprir a demanda metabólica ótima das mulheres.



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Se não for o mais recorrente de todos os mitos, o ferro certamente está entre os mais freqüentes quando o tema é a nutrição vegetariana. No entanto, a incidência de anemia ferropriva (por deficiência de ferro) não é maior na população vegetariana quando comparada à população onívora. Na verdade, ela é a deficiência nutricional mais comum em todo o mundo – estima-se que 500 milhões de pessoas sejam anêmicas. As mulheres estão em maior risco e as fases da vida de maior vulnerabilidade são: até os 4 anos de idade, durante a adolescência, durante a vida reprodutiva da mulher e durante a gestação. Esses grupos de risco precisam de atenção redobrada.

Por que é então que existe o mito com relação ao ferro na dieta vegetariana? De fato, parte do ferro encontrado nos produtos de origem animal é mais bem absorvido do que o ferro encontrado nos produtos de origem vegetal e de fato algumas fontes animais de ferro são muitíssimo superiores quando comparadas às fontes vegetais do mineral. Mas isto não significa que as fontes vegetais de ferro não sejam suficientes para suprir a necessidade do organismo humano. O fato de haver uma alternativa superior não faz da outra uma alternativa insatisfatória. No caso do ferro, a alternativa vegetal é satisfatória, mas alguns cuidados ajudam a garantir a ingestão e adequados. Esses cuidados compreendem a seleção de boas fontes do mineral, a inclusão de alimentos que melhoram a sua absorção e a exclusão de alimentos que a atrapalham.

Boas fontes vegetais de ferro são as leguminosas (com destaque para a lentilha, o grão-de-bico, a soja e o tofu), as castanhas e sementes (com destaque para as sementes de abóbora, de gergelim e a castanha de caju), os vegetais verde-escuros (especialmente a couve), as frutas secas (damasco, ameixa e uva-passa) e o melaço da cana-de-açúcar. Alguns cereais integrais também ajudam a complementar a ingestão de ferro entre os vegetarianos. Todos esses alimentos devem estar presentes em abundância na dieta vegetariana.

É notável que estes mesmos alimentos ricos em ferro sejam também boas fontes de cálcio e muitos deles também de proteínas. Ou seja, uma dieta vegetariana que esteja adequada em proteínas e em cálcio, estará necessariamente adequada em ferro. Há, no entanto, uma exceção a essa regra: se o cálcio estiver vindo primariamente dos laticínios, a ingestão de ferro poderá ser prejudicada, pois os laticínios estão entre as fontes mais pobres de ferro que existem. Toda vez que um vegetariano escolhe usar os laticínios como fonte de proteína ou de cálcio, ele opta por consumir uma fonte pobre em ferro. Isso é o mesmo que dizer que ele deixa de consumir uma boa fonte de ferro, já que essa proteína ou cálcio poderiam ter vindo acompanhados do ferro tivesse ele escolhido, por exemplo, uma castanha, uma leguminosa ou o tofu no lugar do derivado lácteo. Esse é um ponto crucial na questão do ferro na dieta vegetariana: a maioria dos vegetarianos que desenvolve anemia ferropriva o faz porque inclui na dieta uma quantidade grande de um alimento pobre em ferro (laticínios), o que acaba por roubar o espaço de outro alimento que poderia ter sido escolhido dentre as boas fontes de ferro. O alerta é bastante claro: os lacto-vegetarianos e os ovo-lacto-vegetarianos têm maior probabilidade de desenvolver anemia ferropriva do que os veganos. Alimentos refinados como o açúcar branco e a farinha também são fontes nulas de ferro. Prefira as versões integrais e o seu aporte de ferro aumentará.

Depois de sabermos quais são os alimentos vegetais que contêm bastante ferro e quais são fontes pobres do mineral, devemos nos atentar aos fatores que afetam a sua biodisponibilidade, ou seja, a eficiência com que ele é absorvido pelo organismo. Antes disso, precisamos entender qual é a diferença entre o ferro encontrado nos vegetais e aquele encontrado nos produtos de origem animal.

O ferro encontrado nas carnes é composto em 40% pelo ferro do tipo heme e 60% pelo ferro do tipo não-heme. Já o ferro encontrado nos vegetais é composto em sua totalidade pelo ferro do tipo não-heme. O ferro do tipo heme é mais bem absorvido do que o ferro do tipo não-heme, derivando daí a noção de que o ferro da carne é de melhor qualidade. Mais uma vez, o fato de um tipo ser mais bem absorvido não significa que o outro tipo seja absorvido de maneira insuficiente. O que ocorre com o ferro do tipo não-heme é que o organismo possui uma melhor habilidade de controlar o quanto irá absorver dependendo do status de ferro no organismo e da quantidade de ferro ingerida em uma única refeição. Já com o ferro do tipo heme, o organismo absorve uma taxa fixa, com uma menor capacidade de reduzi-la quando a oferta de ferro é muito alta, podendo inclusive ocasionar uma absorção exagerada do mineral. Ademais, apenas 40% do ferro contido na carne é do tipo que é mais bem absorvido (heme), sendo o restante do mesmo tipo que o ferro encontrado nos vegetais (não-heme).

Para melhorar a absorção do ferro não-heme, uma boa fonte de vitamina C deve ser incluída na dieta. A lista de alimentos fontes de vitamina C vai além dos sucos cítricos frescos, estendendo-se a outras frutas como o morango e a goiaba, entre tantas outras, além de hortaliças frescas (como a couve, por exemplo). A maioria dos alimentos que são frescos, são ricos em vitamina C. Para que a vitamina C tenha ação na absorção do ferro, é importante que ela seja consumida na mesma refeição rica em ferro, e não em uma refeição separada. A distribuição dos alimentos fontes de ferro ao longo de refeições distintas (ao invés de concentrados em uma única refeição) é outro fator importante para otimizar a absorção do ferro não-heme.

Uma dieta vegetariana variada e abundante em alimentos frescos é suficientemente rica em vitamina C ao ponto de melhorar a absorção do ferro encontrado nos vegetais. Vemos ainda que muitos alimentos fontes de ferro são também alimentos fontes de vitamina C, como é o caso dos vegetais verde-escuros, por exemplo.

Acrescentamos a isso a noção de que os alimentos vegetais ricos em proteína e cálcio são os mesmos alimentos ricos em ferro, e podemos concluir que uma boa ingestão de ferro é mera conseqüência de uma dieta vegetariana balanceada em outros nutrientes. Lembrando que essa afirmação é verdadeira apenas se a dieta for isenta de laticínios, que acrescentam pouco e ainda interferem de negativamente na nutrição do vegetariano.


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O ferro é um elemento chave no metabolismo de todos os seres vivos, sendo utilizado principalmente para sintetizar hemoglobina, que é responsável pelo transporte de oxigênio para os pulmões e todas as células do organismo. O ferro também participa formando mioglobina, que é uma substancia presente nos músculos e portadora de oxigênio. Além de participar na produção de energia, como parte de sistemas enzimáticos (JOHNSTON, 2003; TIRAPEGUI, 2006).

O ferro vem logo após a proteína, como sendo um nutriente bastante comentado por adeptos das dietas vegetarianas. Pois a dieta vegetariana corretamente planejada costuma fornecer alta quantidade de ferro, mas o ferro de origem vegetal, chamado de ferro não heme, não é tão bem absorvido quanto o ferro Heme, que é o ferro proveniente das carnes (SINGER, 2007).

O ferro se encontra disponível em duas formas: ferro heme, que é proveniente de carnes e alimentos derivados de sangue, que é derivado da mioglobina e da hemoglobina. E o ferro proveniente de alimentos vegetais é chamado de ferro não heme ou também de ferro inorgânico, sendo este também muito abundante (SLYWITCH, 2006).

A biodisponibilidade do ferro heme para o ferro não heme se distingue muito. O ferro heme tem uma boa absorção, sendo pouco influenciada pelo estado nutricional da pessoa e independente do que é constituída a refeição na qual ele se encontra presente. Por outro lado, o ferro não heme apresenta um variado grau de absorção, conduzido por diversos fatores dietéticos. Dentre os fatores que diminuem a absorção do ferro não heme pode-se citar o cálcio, que é capaz de diminuir a absorção tanto do ferro heme quanto do ferro não heme, portanto o consumo de leite e derivados, que são ricos em cálcio e pobres em ferro, pode contribuir para um pior estado nutricional de ferro. Os polifenóis, que incluem o chá, o café e o cacau também são grandes influenciadores na absorção do ferro. A absorção do ferro é reduzida em média 60 por cento pelos chás e cerca de 40 por cento pelo café. Os polifenóis mais conhecidos são as isoflavonas, as catequinas e os taninos, que apesar de serem benéficos para as doenças cardiovasculares, prejudicam a absorção de ferro pelo organismo, sendo necessário consumi-los em períodos afastados da ingestão do ferro não heme. O fitato, que é uma substância que normalmente ocorre no componente fibra ou farelo de trigo, arroz, milho, amendoim, noz, psílio, avelã e ligninas de vegetais, costuma quelar o ferro, reduzindo assim a sua absorção. Pouca quantidade, como 5 a 10 gramas de fitato pode reduzir a absorção do ferro não heme em 50 por cento. Algumas outras fibras vegetais como a derivada da Yod Kratin (folhas da árvore de chumbo do sudeste da Ásia) também reduzem a absorção de ferro, mas celulose não o faz. Fibra de beterraba (fibraβ) também não parece inibir a absorção de ferro (JOHNSTON, 2003).

Porém, algumas modificações nos métodos de moagem e processamento dos grãos de cereais reduzem o seu teor de fitato, melhorando a biodisponibilidade do ferro. Deixar de molho ou brotar os feijões, cereais e sementes, hirolisam o fitato, como a fermentação dos pães também o faz. Vegetarianos têm que dar atenção especial ao ferro, pois além de consumirem apenas ferro não heme, suas dietas tendem a ter mais conteúdo de fibras e fitato, que inibem a absorção do ferro (COZZOLINO, 2007).

Os vegetarianos devem optar por fontes que apresentem uma alta biodisponibilidade para suprirem a quantidade necessária de ferro. Se ingerirem uma dieta que apresente uma alta biosdiponibilidade de ferro estarão suprindo as necessidades diárias, chegando a 2.1 miligramas de ferro; se consumirem uma dieta com intermediária biodisponibilidade estarão suprindo cerca de 1.4 miligramas por dia, sendo necessário para alcançar às recomendações de mais de 50 por cento das mulheres, porém, a dieta de baixa biodisponibilidade irá suprir apenas 0,7 miligramas de ferro por dia, sendo não suficiente para satisfazer as necessidades diárias (JOHNSTON, 2003).

Por outro lado, não são apenas fatores dietéticos que influenciam na absorção do ferro, mas o estado nutricional da pessoa também interfere. Pode-se observar na tabela que mais ferro é absorvido por pessoas que estão com deficiência de ferro do que por pessoas repletas em ferro. Sendo apenas 5 a 10 por cento absorvidos por pessoas com nível adequado de ferro, enquanto para pessoas com deficiência a absorção sobe para 30 por cento em média. Demonstrando que vegetarianos aproveitam melhor o ferro de sua dieta do que onívoros consumindo a mesma dieta vegetariana (COZZOLINO, 2007).

Devido ao ferro ser bastante influenciado durante seu processo d absorção as pessoas que seguem alguma dieta vegetariana devem saber da necessidade de aumentar sua ingestão de alimentos ricos em ferro, já que podem apresentar deficiência. Além de terem um aconselhamento dietético para garantir uma boa absorção do ferro. A ingestão recomendada de ferro para vegetarianos é 1.8 vezes maior do que a de não vegetarianos, como demonstrado na tabela 7. Sendo a faixa etária de 19 a 50 anos aonde aumenta-se mais a quantidade necessária para vegetarianos. Apesar de que vegetarianos, principalmente vegetarianos estritos, costumam ter uma ingestão de ferro superior a dos onívoros, além de ingerirem o dobro de vitamina C. Resultando numa prevalência de anemia semelhante entre populações vegetarianas e populações que consomem carnes (COZZOLINO, 2007; SILWITCH, COUCEIRO e LENZ, 2008; AMERICAN DIETETIC ASSOCIATION, 2003).

Portanto, os vegetarianos podem garantir sua ingestão adequada de ferro enfatizando o uso de alguns alimentos como o melado de cana, gergelim, feijão de soja cozido, tofu, grão de bico, sementes de girassol, lentilha, feijões no geral, quinua, açaí e frutas secas, além de enfatizar o uso de alimentos integrais (AMERICAN DIETETIC ASSOCIATION, 2003

A importância da absorção do ferro na alimentação vegetariana 


O ferro é um nutriente importante que deve estar presente diariamente na alimentação  do ser humano. O ferro é utilizado para a fabricação da hemoglobina, um pigmento vermelho do sangue, responsável pelo transporte de oxigênio dos pulmões a todas as células do organismo, e também participa da formação da mioglobina (substância presente nos músculos e portadora de oxigênio). Participa ainda de processos orgânicos relacionados com a produção de energia, e tem ação no sistema imunológico e sistema nervoso central.
A baixa ingestão de ferro leva à anemia. Manter reservas adequadas de ferro pode ser um desafio, especialmente para as mulheres.O ferro está presente nos alimentos em duas formas: o ferro heme e o ferro não heme. A principal diferença entre esses dois tipos de ferro está na forma como cada um deles é absorvido.
O ferro heme existe principalmente nos produtos de origem animal, em especial na carne bovina e na carne de peixe. O restante, existente nos alimentos de origem vegetal, é chamado de ferro não heme. A maior ou menor absorção do ferro não heme depende, em parte, da presença de outros alimentos na mesma refeição. Os componentes da refeição podem ter um efeito, tanto no aumento como na diminuição da absorção do ferro não heme.
Compreender essa diferença da absorção dos dois tipos de ferro, pode lhe ajudar a tirar melhor proveito do nutriente proveniente dos alimentos de origem vegetal.

Fontes de ferro
São grandes fontes de ferro as leguminosas (ervilhas, feijões e lentilhas), vegetais de folhas verdes (como brócolis e agrião), cereais integrais (como pão integral, arroz integral e massas integrais), frutas secas (passas, ameixas, damascos, figos, etc.) e melado. Particularmente, excelentes fontes de ferro incluem:
  • Sementes de abóbora: as sementes de abóbora são uma fonte fabulosa de proteínas, zinco, aminoácidos, vitaminas do complexo B e são uma boa fonte de ferro. As sementes também têm enzimas que ajudam na digestão e contribuem para o corpo funcionar de forma mais eficaz.
  • Lentilhas: lentilhas contêm ferro, proteínas, ácido fólico, magnésio e vitaminas do complexo B, com praticamente nenhuma gordura.
  • Melado: ao contrário do açúcar refinado, é realmente benéfico para a saúde; porém, deve ser usado com equilíbrio.

Fatores que aumentam a absorção de ferro
Uma das melhores maneiras de aumentar a absorção de ferro é ter uma boa fonte de vitamina C. Os alimentos ricos em vitamina C facilitam e aumentam a absorção do ferro não heme dos produtos vegetais.
Estudos demonstraram que a quantidade de ferro absorvida por meio dos cereais duplicava ou triplicava se na mesma refeição fosse ingerido uma laranja grande ou um sumo de laranja, contendo 75 a 100 mg de vitamina C.
O uso de panelas e recipientes de ferro também contribui para aumentar a ingestão de ferro. Um estudo feito no Brasil em 2007 mostrou que o molho de tomate cozido em uma frigideira de ferro aumenta a quantidade de ferro no molho e os níveis de ferro também aumentou em adolescentes e jovens adultos vegetarianos.

Fatores que diminuem a absorção de ferro
O ferro pode ser inibido por bebidas que contêm taninos, como café, chá preto, chá verde e refrigerantes, reduzindo a absorção em até 50%. O tanino se combina com o ferro, formando um composto insolúvel, que não é absorvido pelo corpo.
Os alimentos ricos em oxalatos tornam igualmente inacessíveis o ferro, impedindo a sua absorção. O espinafre não é o alimento mais rico em ferro, e se encontra ligado a oxalatos, o que o torna pouco acessível. Outros alimentos ricos em oxalato, que devem ser evitados, são a acelga, folhas de beterraba e o chocolate.
Os fitatos presentes em alimentos, sobretudo crus, como o farelo de trigo, têm sido responsabilizados por diminuir ou até impedir a absorção de minerais como o ferro, zinco e cálcio dos alimentos. O problema existe principalmente no farelo cru.  Quando ocorre a imersão das leguminosas em água, acção do fermento no pão, germinação das sementes e leguminosas, cozimento dos cereais, ou quando são torrados ao forno, parte dos fitatos é destruída por enzimas (fitases). Dessa forma, o poder de impedimento da absorção dos minerais fica diminuído, não constituindo problema.
Lembre-se que o pão e o arroz integrais contêm duas a três vezes a quantidade de ferro encontrada no pão e arroz brancos. Assim, mesmo que a porcentagem de ferro absorvido de alimentos integrais seja menor, a quantidade total de ferro absorvida é similar, tornando os alimentos integrais a opção mais saudável, pois também contêm mais vitaminas, minerais e fibras.
A soja é geralmente um alimento importante na alimentação vegetariana, uma vez que é rica em proteínas e pobre em gorduras saturadas. Os feijões de soja (a partir dos quais são feitos todos os produtos derivados) têm um alto teor de ferro, mas contêm fitatos e outra substância que inibe a absorção do mineral. Mas, os métodos de processamento dos produtos derivados da soja (tofu, tempeh, miso e molho de soja), têm a capacidade de quebrar esses inibidores, aumentando bastante a disponibilidade do ferro.
Pesquisas mostram que o cálcio, em grande quantidade em refeições normais, tem importantes implicações nutricionais na absorção do ferro. Isso não significa que você deve limitar sua ingestão de cálcio, ele é um mineral muito importante. No entanto, para limitar os efeitos negativos do cálcio sobre a absorção de ferro, evite o leite de vaca e suplementos de cálcio com alimentos.
A deficiência de ferro pode ser também agravada por uma alimentação deficiente em proteínas, ácido fólico, e vitaminas B12, B6 e C.

Os vegetarianos e o ferro
Alguns estudos mostram também que a anemia devido à carência de ferro não é maior em vegetarianos do que no resto da população.
Esse grupo consome mais frutas e verduras e ingere quantidades maiores de alimentos ricos em vitamina C, o que reforça a absorção de ferro dos alimentos de origem vegetal. Em alguns estudos os vegetarianos mostraram-se capazes de adaptar-se a uma dieta reduzida em ferro por sua maior facilidade de absorção desse mineral.

Fontes: