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sábado, 15 de março de 2014

CHICÓRIA

chicória é uma planta herbácea, perene, pertencente à família Asteraceae, da qual estão inclusas milhares de espécies entre elas as alfaces, os girassóis  e as margaridas. De origem Européia e atualmente cultivadas em várias regiões tropicais, subtropicais e temperadas do mundo, a chicória destaca-se por ser uma hortaliça muito nutritiva e cheia de propriedades medicinais.
Chicória
Chicória
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Gênero: Cichorium
Espécie: C. intybus
A parte consumida da chicória são as suas folhas, que possuem como características formato lanceolado, possuem coloração esverdeada, com aproximadamente 30 centímetros de comprimento e 6 centímetros de largura. Elas podem ser lisas ou ter algumas nervuras e, possuem um sabor característico levemente amargo. Seus talos são pubescentes e as flores são encontradas na coloração azulada, reunidas em uma inflorescência do tipo capítulo. O fruto  é do tipo aquênio (seco e indeiscente) e suas raízes são tuberosas, pivotantes e muito utilizadas quando torradas, na produção de um substituto de café, principalmente na Europa.
Para que se desenvolvam bem as chicórias necessitam de um solo bem drenado e enriquecido com matéria orgânica, e apreciam o clima ameno, com temperaturas na faixa de 14 a 16 graus Celsius. Quando expostas a altas temperaturas as chicórias tendem a ficar com o sabor mais amargo. Os principais produtores de chicória são a Itália, a Espanha, a França, os Estados Unidos e a Holanda.
As folhas de chicória são muito apreciadas na culinária de diferentes culturas. Elas estão presentes em saladas diversas e como um ingrediente para o preparo de sopas, molhos, purês, tortas e várias outras receitas. Quando cozidas, o sabor amargo tende a diminuir. Por conter baixíssimas calorias (100 gramas oferecem cerca de 20 kcal), as chicórias estão presentes em muitas dietas de emagrecimento. Além disto, as folhas de chicória são bastante nutritivas. Elas contêm vitamina A, vitaminas do complexo B, vitamina C, D e também alguns minerais como cálcio, ferro e fósforo.

As folhas de chicória também são comummente utilizadas para fins medicinais. Elas possuem ação depurativa, diurética, estomáquica e laxativa. Já as raízes possuem uma substância denominada inulina (um polissacarídeo semelhante ao amido), que não é digerida por enzimas no intestino humano e é um alimento de fibra solúvel (prebiótico), o que significa que este nutriente serve de alimento para as bactérias boas presentes nos intestinos. Assim, a inulina contribui para o bom funcionamento do intestino prevenindo diversas doenças.
Na fitoterapia, são atribuídas à chicória as seguintes propriedades: limpeza do fígado, estimulação do baço, correção de problemas de visão em geral, fortalecimento dos ossos, dentes e cabelos, e ativação das funções do estômago e dos intestinos. Também ativaria a função biliar, quando a secreção da bile se mostrasse escassa, e atuaria como laxante.

Deve ser consumida de preferência crua, em saladas ou em sucos, juntamente com cenoura, aipo e salsa, para melhor aproveitamento de seu valor nutritivo.

Fontes:
http://www.cnph.embrapa.br/paginas/dicas_ao_consumidor/chicoria.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Chicória
http://www.jardineiro.net/br/banco/cichorium_endivia.php
http://emedix.uol.com.br/fit/chicoria.php

quinta-feira, 13 de março de 2014

A URTIGA, essa maravilhosa mal-amada


História:
Originária da Europa e da Ásia, a urtiga foi talvez das plantas que mais cedo começaram a ser utilizadas pelo Homem, pois desde a idade do bronze (4000-3000 a.C.) que se empregaram as fibras de urtiga no fabrico de vestuário; mais tarde igualmente no de papel.
Dizem que os soldados romanos, estacionados nas regiões setentrionais, cultivavam aí a urtiga, para depois se esfregarem com ela, a fim de suportarem melhor o frio. Aliás, o nome botânico da planta vem do latim urere, que significa "queimar" e tem a ver com o seu carácter urticante. Ainda na Roma antiga, o escritor Plínio o Jovem, que viveu no primeiro século da nossa era, dizia-se um grande apreciador de urtigas, e comia-as cozinhadas como se fossem espinafres
Mais tarde, o cultivo da planta foi continuado em países como a Noruega, a Dinamarca e a Escócia, que com ela fabricavam fatos grosseiros para os marinheiros e também redes de pesca. Mesmo depois do linho ter começado a ser mais apreciado, o fabrico de fibras de urtiga continuou até ao século XIX, especialmente na Escócia. Segundo as próprias palavras do poeta escossês Thomas Campbell - que viveu nos fins do século XVIII, princípios do XIX: "na Escócia, comi urtigas, dormi em lençóis de urtigas, e jantei sobre uma toalha de urtigas. Quando ainda é nova e tenra, a urtiga é um legume excelente... e lembro-me que a minha mãe dizia que, na sua opinião, os fatos de urtiga eram bastante mais resistentes do que os de linho". Também o escritor dinamarquês Christian Andersen, que viveu no século XIX, refere no seu conto "A princesa e os sete cisnes" que são feitos de urtiga os mantos que a princesa tece para libertar os irmãos do feitiço da madrasta.
O uso da urtiga na indústria téxtil durou ainda até ao século XX. Durante a Primeira Grande Guerra, os uniformes dos soldados alemães eram feitos de fibras de urtiga.

Nome científico e família:
A urtiga comum, nome científico urtica dioica (aquela de que falo aqui), pertence a uma família diferente da urtiga branca, cujo nome científico é lamium album. Não se devem confundir, embora o aspecto seja semelhante, mas a urtiga branca não “pica”, isto é, não tem características urticantes. As flores da urtiga branca são igualmente bastante diferentes das da urtiga comum. Contudo, estas duas plantas têm algumas propriedades em comum: ambas são benéficas em casos de reumatismo e gota (especialmente a urtiga branca) e obstipação; uso externo em casos de contusões e queimaduras. As sumidades floridas de ambas as plantas são ricas em taninos e mucilagens.

Cultivo:
A urtiga prefere os terrenos húmidos, frescos, não muito expostos ao sol em chapa. Encontra-se por toda a parte, sobretudo nos terrenos incultos, nos bosques, nos atalhos dos campos. Planta vivaz e muito rústica (resiste até 45 graus negativos!), mal se lhe toca liberta uma substância urticante, que está na origem do seu nome. A urtiga multiplica-se por semente, divisão dos pés, ou por estaca. A distância entre as plantas deve ser de 30-60 cm.

As virtudes das urtigas:
A urtiga é riquíssima em vitaminas, sobretudo as do grupo B, também vitaminas C e K, betacaroteno, minerais como o magnésio e o ferro, oligo-elementos, aminoácidos e proteínas, cálcio, sais e fosfatos. É maravilhosa para combater a queda do cabelo e a fragilidade das unhas, devido à presença de ferro, de silício e das vitaminas B2 e B5, pelo que tem um excelente poder de remineralização. Como é rica em vitamina C, indispensável para uma boa absorção do ferro, torna-se um forte inimigo da anemia e dos problemas circulatórios, sendo recomendada para um bom equilíbrio feminino aquando da menopausa.
Verificou-se ainda que a planta estimula a secreção láctea, reduz o teor de ácido úrico e tem um papel eficaz no alívio das artroses, crises de gota e artrites, bem como outras manifestações reumáticas. As cataplasmas de folhas de urtiga têm grande efeito sobre os eczemas e outras doenças da pele.
A urtiga tem ainda propriedades depurativas do sangue, fazendo baixar o teor de glucose no sangue e estimulando a irrigação sanguínea de todas as partes do corpo. É uma planta indispensável ao metabolismo e à saúde do sistema vegetativo. Combate também o entorpecimento dos membros.

Utilizações práticas das urtigas:
Sendo a Escócia um dos países onde a urtiga foi, desde sempre, muito apreciada e cultivada, não é para admirar que um dos seus pratos tradicionais seja à base de urtigas, a que se junta alho francês, brócolos e arroz. Também na Rússia se emprega a urtiga para confeccionar o conhecido "chtchi".

Segundo parece, ainda hoje em dia os aborígenas da Austrália utilizam um unguento à base de urtigas para friccionar os entorses, e com as folhas fervidas fazem cataplasmas. Na Ucrânia, as urtigas servem para pintar de verde os ovos da Páscoa.

Para quem goste de jardinagem, esta planta - à primeira vista "indesejável" - é um maravilhoso auxiliar, especialmente na cultura biológica. Efectivamente, com uma decocção à base de urtiga podemos desembaraçar as outras plantas de doenças como o míldio, e também de parasitas como o piolho. A urtiga é também óptima para activar a decomposição do estrume orgânico, e alguns cientistas afirmam que o teor de óleos essenciais das plantas cultivadas na proximidade de urtigas é superior ao normal.
A urtiga é igualmente cultivada para a extracção da clorofila e como forragem para o gado bovino, para as aves e para os coelhos. Uma dica que aprendi recentemente de uma leitora é que a avó dela misturava urtigas aos farelos que dava às galinhas, para elas porem mais ovos. E resulta!

Conforme o fim a que se destina, da urtiga utilizam-se as extremidades novas e tenras (sobretudo em Abril), a planta inteira (de Maio a Setembro) e a raíz (de Agosto a Outubro). O corte das plantas deve ser efectuado durante as horas de menos calor e sem sol directo. Seguem-se algumas receitas, quer culinárias ou outras, em que é usada a planta. Para eliminar o efeito urticante da planta, mergulhe-a em água a ferver. Mas se se picar antes de fazer isso, siga a dica que dou no fim do artigo.


Sopa de urtigas
500 g de folhas de urtiga (frescas e novas), 1 cebola, 2 batatas médias, 1 raminho de tomilho, sal e azeite q.b., cubos de pão torrado (facultativo)

Apanhe as urtigas, lave-as e retire as folhas, que deve picar grosseiramente. Entretanto, refogue em azeite, numa panela, a cebola cortada às rodelas e, quando estiver loira, adicione as batatas cortadas aos bocados, um litro de água e o raminho de tomilho. Tempere com sal e deixe cozer até as batatas estarem boas para reduzir a puré com a varinha mágica. Depois, junte as urtigas e deixe cozer mais um pouco (cerca de 10 minutos). Sirva com cubos de pão torrado.


Decocção depurativa
30 g de rebentos primaveris (sem as sementes) por cada litro de água

Ferva as urtigas na água até que o líquido fique reduzido a cerca de um terço do seu volume inicial. Beba duas a três chávenas por dia.
Observação: Esta decocção é um depurativo precioso para a pele e o sangue, mas é conveniente nunca ultrapassar as três chávenas por dia; em maiores quantidades pode provocar retenção de urina. Igualmente se devem retirar cuidadosamente as sementes, pois as mesmas são altamente purgativas.

Shampô anti-caspa
300 g de urtigas (planta inteira), água, champô neutro líquido (para bebés), algumas gotas de essência de bergamota

Ferva durante uns 2-3 minutos 100 g de urtigas num litro de água. Deixe repousar meia hora e depois filtre. Junte mais 100 g de urtigas e ferva de novo durante cerca de 2-3 minutos. Deixe repousar meia hora e filtre. Junte as restantes urtigas e ferva de novo durante 2-3 minutos. Deixe repousar mais meia hora e depois filtre. Adicione então ao líquido obtido um volume igual de champô neutro para bebé, junte algumas gotas de bergamota e deite num frasco, agitando para misturar. Utilize como qualquer outro champô. Será um anti-caspa excelente, que evitará também a queda do cabelo.

Relatos na 1ª pessoa: 
Por volta dos 50 anos comecei a beber infusões de urtiga. Devo prevenir que é uma bebida muito sem gosto, mas bebi-a como se fosse outro remédio. Depois acostumei-me e há já muito que não me afecta o seu gosto sensaborão. O meu pequeno "sacrifício" valeu a pena, pois apesar de descender de uma família em que as descalcificações e osteoporoses são hereditárias, o meu médico dizia-me, por volta dos meus sessenta anos, que eu tinha um esqueleto "mais sólido do que muitas mulheres de quarenta anos". Verifiquei igualmente uma melhoria sensível quanto aos meus cabelos, que têm aspecto mais saudável agora do que quando eu era jovem, por muito estranho que isso possa parecer, mas cujas fotografias da época podem comprovar.

Picou-se com urtiga? Siga estas dicas:
Um dos remédios caseiros que lhe posso aconselhar é sumo de limão a espalhar sobre a parte atingida. O azeite e a cebola também podem ajudar e, às vezes, até basta mesmo espalhar a nossa própria saliva várias vezes ao dia sobre a parte afectada. A levedura ou fermento em pó (que se usa nos bolos) resulta também. Se não passar, então terá de perguntar na farmácia que creme usar.
Eu estou tão habituada a apanhar as urtigas sem luvas (mas com cuidado), que não me preocupo quando elas me picam. Por outro lado, como leu acima, a flagelação com urtigas é um remédio que já nos vem dos Romanos para suportarem melhor o frio e se precaverem contra o reumatismo.

P.S. Um leitor comentou que, quando uma pessoa se pica, não tem de temer nada para além da comichão, reacção que é benéfica para as articulações. Esse leitor ignora que há pessoas que podem ter verdadeira alergia à urtiga, e para essas pessoas é que são recomendadas as dicas que mencionei.

fonte









sábado, 7 de agosto de 2010

Use plantas para reduzir a poluição dentro de casa

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Quando se fala em plantas que absorvem gás carbônico, logo pensamos em árvores frondosas, geralmente raras nos grandes centros urbanos. Porém, é possível melhorar a qualidade do ar de casa cultivando plantas pequenas. Além de minimizar o efeito da fumaça de cigarros, escapamentos e outros tóxicos exalados por tintas, gasolina e produtos de limpeza, elas ainda deixarão sua casa mais bonita e você em maior contato com a natureza.

Algumas plantas, como a gérbera, podem ajudar a reduzir a poluição dentro de casa

Conheça algumas dessas espécies:

Babosa (Aloe vera): Absorve o formaldeído. Mantenha-a na sombra e espere a superfície do solo secar antes da próxima rega. Propaga-se a partir de rebentos que nascem na base da planta-mãe.

Clorófito (Chlorophytum): Absorve o monóxido de carbono. Por isso, mantenha-o próximo a uma janela, já que gosta de luz solar direta, e conserve o solo sempre úmido. O clorófito produz pequenas mudas, que devem ser reenvasadas.

Crisântemo (Chrysanthemu morifolium): Absorve o benzeno. A reprodução pode ser feita tanto por divisão de touceiras quanto por sementes. Regue-o com freqüência, mas sem encharcar o solo. Conserve o vaso próximo a uma janela.

Espada-de-São-Jorge (Sansevieria): Absorve o formaldeído. É típica planta de interior, pois sobrevive em ambientes com pouca sombra e pouca rega. A propagação é por estacas de folhas.

Filiodendro (Philodendron oxycardyun): Absorve benzeno e monóxido de carbono. Regue-o sempre antes de a terra secar completamente e deixe-o à meia sombra. Gosta também de vasos só com água. Propaga-se por estacas de galho.

Gérbera (Gerbera jamensonii): Absorve benzeno. Dentro de casa só permite a utilização como flor de corte e pode durar até 15 dias.

Jibóia (Scindapsus piclus argymeus): Absorve o formaldeído. Cultive-a na água ou na terra.

Lírio-amarelo (Hemerocallis flava): Absorve o monóxido de carbono. Como necessita de bastante luz, o ideal é cultivá-lo numa jardineira ou próximo à janela. Mantenha o vaso sempre úmido. Propaga-se por divisão de touceiras.

E se você tiver espaço em seu jardim, não deixe de plantar uma árvore. Um estudo da Universidade de São Paulo indica que algumas espécies absorvem mais CO2 da atmosfera, como Feijão-do-mato, Guapuruvu, Pau-jacaré, Jacarandá-da-bahia e Jatobá.

Fonte

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ora-pro-nobis: a planta que dá pão

Uma planta rica em proteínas que pode ajudar a minimizar o problema da fome não só no Brasil.

Conhecida popularmente como “ora-pro-nobis”, a planta Pereskia aculiata pertence à família dos cactos. É uma cactácea nativa da região que vem desde a Flórida até o Brasil. Trata-se de uma trepadeira que apresenta folhas suculentas e comestíveis, cuja forma lembra a ponta de uma lança. Por apresentar ramos repletos de espinhos e crescimento vigoroso, a planta pode ser usada com sucesso como uma cerca-viva intransponível.
Do ponto de vista ornamental, a “ora-pro-nobis” apresenta uma florada generosa que ocorre entre os meses de janeiro a abril, produzindo um espetáculo surpreendente. O curioso é que poucas pessoas conhecem ou tiveram a oportunidade de presenciar sua floração que, embora seja exuberante, é efêmera, pois dura apenas um dia. Uma outra característica interessante é que suas flores são muito perfumadas e melíferas, tornando o seu cultivo indicado também aos apicultores.
Após a floração, o “ora-pro-nobis” produz frutos em forma de pequenas bagas amarelas e redondas, entre os meses de junho e julho. E aí vem um ponto importante a ser observado: nem todas as variedades desta planta são comestíveis; apenas a que tem flores brancas, com miolo alaranjado e folhas pequenas.

Pão e macarrão verdes
As folhas do ora-pro-nobis, desidratadas, contém 25,4% de proteína; vitaminas A, B e C; minerais como cálcio, fósforo e ferro. É uma planta que merece atenção especial por seu alto valor nutritivo e facilidade de cultivo, inclusive doméstico.
Por apresentarem fácil digestão, as folhas da planta podem ser usadas de diversas formas. Uma boa alternativa é triturá-las com água no liquidificador e juntar à massa do pão, acrescentando ao alimento mais nutrientes e uma atraente cor verde. O mesmo pode ser feito com a massa de macarrão. As folhas podem também enriquecer saladas, refogados, sopas, omeletes, tortas ou mesmo dar mais riqueza ao nosso velho arroz-com-feijão.
O cultivo mecanizado e o processamento industrial do ora-pro-nobis poderiam representar uma revolução nos recursos alimentícios da humanidade. No entanto, essa planta é pouco conhecida. Ela poderia integrar planos de governo na recuperação de áreas degradadas e no combate à fome, mas os políticos são cegos para o que o povo precisa. Assim, enquanto o ora-pro-nobis não desperta interesse no plano governamental, o cultivo doméstico pode representar o primeiro passo para a abertura de uma nova alternativa para as regiões áridas.
Os estudos para o desenvolvimento genético dessa planta poderiam trazer grandes benefícios, mas enquanto isso não acontece, o ora-pro-nobis pode ser cultivado em jardins e quintais, onde suas propriedades nutricionais e ornamentais têm a oportunidade de ser exploradas.


"pereskia aculeata mill"

Responsabilidade social

Nikolaos A. Mitsiotis e Sra. Tércia Veras Wootton; Depois de vinte anos, duas pessoas dinâmicas recomeçam a atuar juntas em novo trabalho de grande importância social, no município de São Lourenço da Serra-Vale do Ribeira, 50 km do centro de São Paulo.

No passado atuaram juntos, na apicultura, envolvidos com trabalhos do "PROJETO ILHA DA VITÓRIA", que tem por escopo, a produção de rainhas de abelhas de raças mansas, indispensáveis para a apicultura nacional.

Tércia soube, através das reportagens de "O Estado de Minas" e do jornal "Vida Integral", de que o seu mestre em apicultura, Sr. Nikolaos A Mitsiotis, vem pesquisando o ora-pro-nobis, desde o ano de 2000, e inventou a novidade gastronômica, a salada de flores de pereskia - a qual foi um sucesso - resolveu convida-lo, para que ele apresentasse publicamente, esse vegetal, para um grupo de moradores de sua cidade, por saber que Nikolaos, se dedicou a pesquisar, soluções pelas quais as nossas universidades não se interessaram até o presente momento; que é sobre as técnicas de cultivo racional, diversidade de aplicações etc. e sobre as quais ele acumulou conhecimento indispensável, para qualquer pessoa interessada, em cultivar esse vegetal.
As pesquisas do Dr. José Cambraia de UFV, MG, realizadas há trinta anos, revelou que a peréskia é um vegetal comestível e que em suas folhas adultas, em média possui, 25% de proteína, a qual é "digestível" em 85%. Por ter esse alto teor de proteínas digestíveis e ser de fácil incorporação a uma grande variedade de alimento e receitas, pães, bolos, cozidos, etc, é, o vegetal salva-vidas/erradicador-da-fome.

Nikolaos acompanhado de seus colaboradores; Srs. Antônio Imperatore e José Luiz Monti, apresentou fisicamente o vegetal, projetou partes de um documentário de sua pesquisa onde se aprende que o valor ecológico da pereskia é muito elevado. Mostrou na prática, como se enriquece o pão de farinha branca (a de trigo), com a proteína do ora-pro-nobis ( na frente do grupo, foi preparado pão, assado e degustado), e todos adoraram o novo sabor. No final do evento, os presentes ganharam mudas de pereskia para dar início ao cultivo em suas propriedades, e uma muda (pedra fundamental) foi plantada , no quintal da Sra. Tércia,

São Lourenço da Serra, é a partir daquele dia (18/06/2003), o Centro Nacional de Divulgação e Disseminação da Pereskia aculeata Miller - ora-pro-nobis. A foto do grupo diante da muda, documentou o começo de um grande movimento, que inicialmente se difundirá por todos os municípios do Vale do Ribeira onde vivem milhares de pessoas pobres, para se saciar a fome delas. Desde o lançamento desta pedra fundamental, as mudas plantadas, já suportaram variações de temperaturas de -3 até 32 graus (inverno) e se mantém em perfeitas condições de crescimento e vitalidade.

Tercia Veras Wootton, que já foi Secretária da Cultura em São Lourenço da Serra, ao constatar a satisfação dos presentes e ouvir os seus depoimentos, disse ela; "HOJE FOI UM DIA MUITO FELIZ".

Na próxima semana, o grupo vai se reunir no sítio da Tércia, para começar a implantação do primeiro canteiro com 1000 mudas, doadas por Nikolaos e cada pessoa do grupo dos "fundadores" desse movimento, ganhará mais uma dúzia de mudas. Com este projeto de plantio, São Lourenço da Serra-SP, estabelece uma destinação muito mais nobre, objetiva e oportuna no combate a fome). e ultrapassa Sabará na quantidade plantada para uso comercial da Pereskia.

Tércia V.W., que também é presidente da AMTESP (Associação de Mulheres Trabalhadoras do Estado de São Paulo - Núcleo São Lourenço da Serra), já conhecia o ora-pro-nobis dos festivais mineiros, mas foi a partir das pesquisas, informações, avaliações e explicações fornecidas por Nikolaos A. Mitsiotis, que compreendeu a real importância desta planta simples, como elemento fundamental para erradicação da fome; fato muito bem conhecido por Tércia e pela AMTESP em sua região.

Foi a partir desse encontro, que ela compreendeu, porque esse vegetal nativo, direta e indiretamente representa "O MANÃ, PARA 100.000.000 DE BRASILEIROS", E PARA OUTROS MILHÕES DA AMERICA DO SUL.

E com todas estas propriedades para alimentação humana, não podemos esquecer que também é excelente suplemento alimentar para os animais de criação e indispensável plantar a pereskia e tê-la em suas propriedades. Dela, se beneficiam cabras, ovelhas, vacas, galinhas, patos, gansos, avestruzes, porcos, coelhos e pode ser incorporada a diversas rações industrializadas, para animais.



GASTRONOMIA
MISTURADO, "VEGETAL DOS POBRES" CONQUISTA O PALADAR DOS MINEIROS E ATRAI CENTENAS DE PESSOAS A FESTIVAL EM SABARÁ.
O VERSATIL ORA-PRO-NOBIS.

MARLYANA TAVARES.

Ora-pro-nobis. Em bom latim,orai por nós. A expressão acabou dando nome ao vegetal também chamado "carne do pobre", por seu alto teor de proteína e a planta , há sete anos, inspira a realização de um festival que atrai centenas de turistas a Sabará, a 25 quilômetros de Belo Horizonte, na região metropolitana, mais precisamente no bairro Pompeu. Neste fim de semana, a iguaria estará sendo vendida, de varias formas, na sétima edição do evento. O prato, típico da cidade e figurinha fácil nas mesas de municípios históricos mineiros, pode ser preparado de vários jeitos.  O festival acontece na quadra poliesportiva do Pompeu (r. José Vaz Pedrosa), regado, claro a muita "branquinha", outro produto da terra.

Dizem que a planta passou a se chamar assim porque existia no quintal de um padre. Enquanto ele rezava a missa e dizia o seu ora-pro-nobis, os catadores faziam a festa. Quem conta a historia é José dos Santos Pinto, de 73 anos, um dos plantadores e dono de um alambique no bairro Pompeu, onde aliás, se concentra a tradição, os cultivos da planta e restaurantes. Como o Moinho d'Água e o Alambique Armazém JP, na rua Jose Vaz Pedrosa.

Dona Maria Torres da Fonseca, de 73, mãe do proprietário do Moinho d' Água e o Alambique Armazém JP, na rua Jose Vaz Pedrosa., nem se lembra quando começou a fazer e comer o ora-pro-nobis, tão entranhado está o costume em sua família. "O mais comum é comer com arroz, feijão e angu", diz. E é outra Maria, a Maria Madalena Pinto, mãe da proprietária do Alambique Armazém JP, quem ensina os macetes de fazer o ora-pro-nobis: "Pega as folhas, corta como couve, e afoga. O segredo é ter ao lado uma água fervente. Assim que estiver afogado, jogue a água fervendo. É assim que se tira a baba. Depois, é só misturar e deixar ferver mais um pouco".

José, Maria e Maria Madalena estarão nas barraquinhas do festival oferecendo seus pratos de ora-pro-nobis com temperos especiais. Mas o principal é o gostinho de tradição, que ao longo do tempo, quase foi sepultada. "A planta não depende de grandes tratos culturais e era bastante usada para proteger cercas. Ela foi marginalizada e quase esquecida", diz, sem saber direito explicar porque o costume quase se perdeu.


SALADA DE FLORES

Uma novidade que não será mostrada no festival vem de longe, em São Paulo, desenvolvida e testada pelo pesquisador Nikolaos Argyrios Mitsiotis. O pesquisador, de origem grega, tenta descobrir os segredos do ora-pro-nobis há três anos. Em meio às suas andanças e observações sobre as propriedades do ora-pro-nobis aplicadas à apicultura, acabou criando um prato novo, desta vez com as flores da planta, que ostenta o nome cientifico de Pereskia aculeata.
Segundo Mitisiotis, as saladas de flores podem ser de dois valores nutritivos. Se colhidas pela manhã, bem cedo, antes de serem visitadas pelos insetos polinizadores, a salada guardará mais proteínas. Afinal, em cada flor existe, aproximadamente, de 15 a 20 miligramas de néctar.Se as flores forem coletadas mais tarde, depois de exploradas pelos insetos, a salada será saborosa, mas de valor nutritivo menor. O pólen é quase proteína pura, e, não sendo coletado, confere um sabor, levemente adocicado, o que é agradável ao paladar. "Tempera-se com limão ou vinagre de maçã. Eu, pessoalmente, prefiro temperá-la com limão cravo e, junto, uso algumas folhas de rúcula, para dar um sabor picante", diz.
As saladas também podem ser feitas com os botões das flores, ensina o pesquisador. Neste caso, colhe-se os botões até três dias antes de se abrirem em flores, mergulha-se na água fervente, durante, no máximo 30 segundos. Dá até para fazer conservas de botões de ora-pro-nobis, garante Mitsiotis. Um detalhe: é preciso cortar os ovários espinhentos dos botões, antes de os refogar, coar temperar e servir. Estes podem ser armazenados na geladeira por dias. Bem-humorado, o pesquisador conta que ainda não batizou sua iguaria. Pensa em chamá-la salada do apicultor, antossalada, antossalada grega, ou antossalada da elite. Quem quiser dar uma opinião e até mesmo saber mais detalhes sobre esta diferente forma de usar o ora-pro-nobis, pode escrever para nikeeper@ig.com.br


Ilha Solteira
poderá produzir espécie de flor comestível

Ilha Solteira em breve poderá Ter um grande empreendimento agrícola, que resolverá bastante os problemas relacionados com a fome, com a plantação da ora-pro-nobis, Pereskia aculeata miller, também chamada de "carne do pobre" pelo seu alto teor de proteínas, cerca de 25% e tendo uma digestibilidade de 85%.
Essa descoberta é do apicultor Nikolaos Argyrios Mitsiotis de origem grega que desenvolveu e testou a salada de flores da Pereskia. Conforme pesquisas da Universidade Federal de Viçosa (MG), o ora-pro-nobis (orai por nos, em latim) é uma planta da família das cactáceas cujas folhas podem ser utilizadas não somente na alimentação humana, como também animal.

A iniciativa de trazer essa espécie para a Ilha Solteira foi de Milan Vassilievitch, que está estudando uma possibilidade de produzir o ora-pro-nobis entre os apicultores locais e produtores rurais do cinturão verde.
"Uma das vantagens do ora-pro-nobis é que a planta pode ser utilizada como cerca viva, não utilizando outras áreas de cultivo", disse Milan Vassilievitch. "O início da produção depende do interesse dos produtores, pois a planta é da família das cactáceas e se desenvolve em climas semi-áridos, que é uma das características de Ilha Solteira", concluiu.
O novo alimento é uma sensação gastronômica e promete competir com alimentos conhecidos, levando vantagens em alguns aspectos, no caso do milho híbrido, milho opaco, couve, alface e espinafre, a ora-pro-nobis tem teores excepcionalmente elevados de certos aminoácidos essenciais e não possuir nenhum princípio tóxico.
"O interesse maior em trazer a ora-pro-nobis para a Ilha Solteira é que a planta é multifuncional, além de ser um alimento cultivado na cerca, serve como ração animal e também é utilizada por apicultores", finalizou Mílan Vassilievitch.



Novo Alimento é sensação gastronômica

A descoberta promete competir na mesa dos brasileiros levando vantagens, em alguns aspéctos, na comparação com alimentos conhecidos, como o milho

Segundo o apicultor Nikolaos Argyrios Mitsiotis "as saladas feitas com flores da peréskia (nome científico do ora-pro-nobis), podem ser de dois valores nutritivos. Pode-se colher as flores, de manhã, bem cedo. Desse modo, o pólen não foi ainda coletado pelos insetos e, em cada flor podem ser colhidos aproximadamente 20 miligramas, e 15-20 mg de néctar". Nicolaos lembra que o pólen é quase proteína pura, tornando o valor nutritivo da salada mais alto.

Cuidado com espinhos

O néctar dessa flor confere um sabor levemente adocicado sendo muito agradável ao paladar. Tempera-se a salada com limão ou vinagre de maçãs. "Eu pessoalmente, prefiro temperá-la com limão cravo e junto algumas folhas de rúcula, por serem um tanto picantes", afirma Nikolaos.
É preciso ter cuidado com os espinhos: "Segura-se cada flor, por suas pétalas, e corta-se o óvário da mesma, que é esférico e espinhento, e se aproveita apenas pétalas, estames e pistilo", ensina Nikolaos.
Se as flores forem coletadas depois de serem exploradas pelos insetos polinizadores, a salada será saborosa, porém seu valor nutritívo um pouco inferior

Riqueza em proteínas

Os botões são consumidos crus ou ligeiramente refogados. Um simples mergulhar na água fervente, com duração de 20 a 30 segundos é suficiente.

Segundo infome técnico da Universidade Federal de Viçosa (1) (Prof. José Cambraia) o ora-pro-nobis (pereskia aculleata Miller), é uma planta da família das cactáceas cujas folhas podem ser utilizadas não somente na alimentação humana, como também animal.

Além de não possuir nenhum princípio tóxico, é extremamente rico em proteínas de boa qualidade. Análises feitas em folhas do ora-pro-nobis mostraram que este vegetal possui 25% de proteinas, sendo alta a sua digestibilidade (85%). Além de apresentar uma composição bem balanceada, apresenta certos aminoácidos essenciais, em teores excepcionalmente elevados, destacando-se a lisina, cujo teor no ora-pro-nobis foi superior ao de vários alimentos tomados para comparação - caso do milho híbrido, milho opaco, couve, alface e espinafre


Fonte: "Vida Integral


Sai da cerca para a mesa

O ora-pro-nobis já foi considerado apenas uma moita espinhenta, boa para cercas. Mas ganhou fama e nobreza. Suas folhas e flores são comestíveis e vêm sendo utilizadas com maior freqüência na culinária mineira.

O sucesso é comprovado. Tanto que o ora-pro-nobis começa a ser cultivado para fins comerciais com boa dose de lucratividade.

Na região de Sabará, a 25 quilômetros de Belo Horizonte, no distrito de Pompeu, o ora-pro-nobis está ganhando espaço e garantindo renda para produtores de hortaliças. José dos Santos Pinto, proprietário do Alambique JP, acredita na cultura e passou a desenvolvê-la de maneira mais efetiva. Ele conhece a planta, das cercas dos vizinhos, desde criança. Mas só recentemente ampliou sua produção, que começou com um único pé, para consumo próprio. Hoje, já tem 150 metros de ora-pro-nobis plantados em cercas.

Para José dos Santos, a planta complementa a renda gerada pelas hortaliças, pela cachaça que produz e pelo restaurante que abre nos fins de semana e também oferece o ora-pro-nobis como um dos pratos principais.

“Na feira, em Sabará tudo que eu levo vende”, diz. Um pacote de 200gramas da planta, já picada em tiras mais grossas que couve, sai por R$ 0,80. Um quilo custa R$ 4.

A pequena produtora Maria Torres da Fonseca prefere vender o ora-pro-nobis apenas nos pratos que oferece no restaurante Moinho D’Água, também em Pompeu. O negócio cresceu a partir das receitas feitas com a planta, como a de marreco com ora-pro-nobis, que foi ganhando do primeiro concurso relacionado com a espécie promovido em Sabará. “Tudo o que planto coloco no restaurante. A procura é tanta que não dá para vender de outro jeito”, conta Maria, que já tem 200 arbustos cercando sua propriedade.

Tendo em vista a rusticidade do ora-pro-nobis, “que não tem frescura e nasce em qualquer lugar ocioso”, a lucratividade é interessante. O maior custo envolvido no processo é o de mão-de-obra para colher e picar as folhas. Segundo José dos Santos, que produz entre 16-e 25 quilos por semana, a planta só precisa de adubo orgânico e água para crescer e atingir um bom porte em três anos. A melhor época para a colheita é no período chuvoso, mais especificamente em abril. “No inverno a planta fica meio parada”, explica.

O apicultor Nikolaos Argyrios Mitsiotis, pesquisador do ora-pro-nobis, acredita que o vegetal, “de alto valor econômico e ecológico” (o grifo é do melissotróficas), vai ser rapidamente difundido por todo o Brasil e países da América do Sul. Isso porque nasce bem em todos as regiões e é extremamente nutritivo.

O QUE É
O ora-pro-nobis (pereskia aculeata Miller), do latim “orai por nós”, é uma planta cactácea que nasce em formato de moita. Dizem que seu nome foi criado por pessoas que colhiam a planta no quintal de um padre, enquanto ele rezava o seu “ora-pro-nobis”.

ORA-PRO-NOBIS, ENTREVISTA


Conhecendo Ora-pro-nobis

De acordo com informe técnico da Universidade Federal de Viçosa (Prof. José Cambraia) o “ora-pro-nobis” (Pereskia aculeata Mill) , “é uma planta da família das cactáceas cujas folhas podem ser utilizadas não somente na alimentação humana, como também animal.Além de não possuir nenhum princípio tóxico, é extremamente rico em proteínas de boa qualidade. Análises feitas em folhas do Ora-Pro-Nobis mostram que este vegetal possui 25% de proteínas, sendo alta a sua digestibilidade (85%) . Além de apresentar uma composição bem balanceada, apresenta certos aminoácidos essenciais, em teores excepcionalmente elevados, destacando-se a lisina, cujo teor no "ora-pro-nobis" foi superior ao de vários alimentos tomados para comparação. A comparação do teor de lisina no em relação a outros alimentos, gramas/Kg de peso seco: Ora-Pro-Nobis (11,5) Milho híbrido comum (2,3) ; Milha opaco-2 (4,6); Couve (0,5); Alface (0,5) ; Espinafre (1,6) .

Fonte

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Como ter uma horta dentro de casa


Hoje em dia, poucas pessoas podem se dar ao luxo de ir até o quintal e colher verduras, legumes e ervas na hora do preparo das refeições. Nas grandes cidades, o jeito é recorrer aos produtos de supermercados e feiras. Mas o que fazer se você quiser ter sempre à mão temperos frescos para dar um sabor especial ao prato?

horta de temperos
©2007 HowStuffWorks
Cachepô com ervas aromáticas

Quem gosta de cozinhar sabe bem que a quantidade e o preço de macinhos e vasinhos de ervas aromáticas nem sempre corresponde às necessidades. Um vasinho comprado em supermercado, por exemplo, custa cerca de R$ 4 e mal dá para uma refeição, e os macinhos da feira, em torno de R$ 2, são grandes demais e podem acabar estragando na geladeira.
Então, que tal ter em casa uma hortinha de temperos? É mais simples do que você imagina, e não é preciso reservar espaços muito grandes. Qualquer cantinho, desde que arejado e com alguma incidência de sol, funciona bem: pode ser varanda, cobertura, terraço, quintal, área de serviço ou até aquele corredor lateral externo que acomoda bicicletas ou jardineiras abandonadas. É só comprar os equipamentos e as mudas de ervas e colocar mãos à obra.
Nas próximas páginas você vai conhecer os materiais necessários para montar sua própria horta e como fazer o plantio das mudas. Também terá um guia rápido das ervas mais usadas na culinária e uma seleção de links e livros para aumentar seus conhecimentos sobre ervas aromáticas.