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domingo, 9 de novembro de 2014

Pesquisa mostra que 50% dos derivados de arroz ultrapassam os limites de arsênio

Cereais assassinos? 


Uma nova pesquisa descobriu que mais da metade dos produtos fabricados com arroz na Grã-Bretanha, possuem níveis altos, acima da média permitida, de arsênio.









Os produtos incluem o cereal Rice Krispies, da Kellogg’s, e Smooth Baby Rice, da Heinz.
A União Europeia definiu novos níveis máximos de arsênio que produtos alimentícios podem conter – o que não ocorria anteriormente. De acordo com as análises, água e outros tipos de comida possuem níveis aceitáveis, o que não ocorreu com o arroz, que possuía níveis preocupantes e que excediam os limites estabelecidos.

O Channel 4, canal de TV da Grã-Bretanha, irá exibir um programa hoje à noite com os dados dos testes de 81 produtos. Os estudos foram financiados pelo Institute for Global Food Security e realizados na Queen’s University. Eles descobriram que 58% dos produtos excedem os novos limites estabelecidos de arsênio em produtos infantis, que deverão entrar em vigor em alguns meses.
Embora existisse limites rígidos para a quantidade de arsênio permitido na água, não existiam limites máximos que os alimentos podem conter – o que preocupa cientistas que afirmam que podem haver problemas de saúde com a exposição a este elemento que é um verdadeiro veneno para as células.

As novas recomendações da UE propostas vão limitar a 200 partes por bilhão (ppb) de arsénio para adultos e apenas a 100 ppb para crianças e bebês.

Mesmo cereais orgânicos derivados de arroz possuíam níveis altos, com até 323 ppb.
As novas regras irão obrigar os fabricantes a controlarem de modo rígido os níveis em seus produtos, reformulando a composição, ou serão obrigados a removê-los das lojas de toda a Europa.
Enquanto não é prejudicial em pequenas quantidades para os seres humanos, os cientistas dizem que a exposição a altos níveis de arsênio inorgânico durante um período prolongado, pode levar ao câncer ou doença cardíaca.

O professor de Ciências Biológicas, Andrew Meharg, da Queen’s University, disse: "A União Europeia vai definir normas para níveis de arsênico no arroz usado em comida infantil em no máximo 100 ppb. Mesmo assim, em minha estimativa, é extremamente elevado, ele deveria ser, pelo menos, 50 ppb”.
Ele prossegue: "Os limites são definidos de modo a não perturbar o comércio de arroz, em vez de priorizar os riscos para a saúde humana”.

Na Grã-Bretanha, o consumo de arroz aumentou mais de 5 vezes nos últimos 40 anos.

De acordo com o portal DailyMail, as marcas Kellogg’s, Organix e Boots emitiram nota afirmando que levam a segurança em seus produtos muito à sério.

A Boots afirmou que continuará a trabalhar estreitamente com os fornecedores e especialistas de regulação para garantir que seus alimentos para bebê sejam totalmente seguros, em conformidade com os regulamentos futuros.

A Organix disse ao Channel 4 que vai testar seus alimentos de forma rigorosa e que os pais não devem ter nenhum motivo de preocupação. Acrescentou ainda que  parabeniza as novas propostas de regulamentação e que vão atender as futuras alterações legislativas.

A Kellogg’s afirmou que seus cereais não estão na categoria de alimentos para lactantes e crianças jovens. Um porta-voz da empresa disse: "O teste que fizemos mostra que os níveis estão dentro dos limites mais atualizados propostas. Vamos continuar a trabalhar com as agências governamentais, cientistas, acadêmicos e outros na indústria alimentar a nível global para rever os dados sobre este tema".



Foto: Reprodução / DailyMail / GoldenRice / Duke
Fonte

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Tipos de arroz

Um prato tipicamente brasileiro não deixa de fora a dupla arroz e feijão. E mesmo com uma combinação tão tradicional, dá para variar o cardápio e contar com os benefícios a nossa saúde e à dieta. Já pensou em substituir o arroz branco por uma outra versão? Integral, negro ou parboilizado, contabilizamos nove tipos de arroz mais encontrados no Brasil. "O arroz é um cereal importante por ser uma boa fonte de carboidratos. Ele também contém proteínas e fibras e, em algumas versões, é fonte de vitaminas e minerais", diz a nutricionista Audrey Abe, da rede Natural em Casa. Cada um possui uma qualidade específica, seja em relação ao seu valor nutritivo ou na mudança de sabor. Conheça mais sobre cada variedade.


Polido ou agulha
Esse é o arroz mais comum, também chamado de arroz branco ou tradicional. Como tem sua "casca" retirada durante o seu processo de fabricação - por isso recebe o nome de polido - não é um dos tipos de arroz mais nutritivos. O seu ponto forte é ser o mais barato, mais fácil de encontrar e o que tem maior funcionalidade, podendo ser usado para fazer uma lista grande receitas. Além disso, o arroz polido é que demora menos tempo para ficar pronto. A proporção de água deve ser de duas xícaras de água para cada uma de arroz, para que ele fique macio sem ficar com o aspecto "papa" ou grudento.

Arroz integral
Por não passar pelo processo normal de industrialização, o arroz integral mantém a camada externa do grão, conservando as suas principais qualidades e contém três vezes mais fibras do que o industrializado, cinco vezes mais vitaminas e quatro vezes mais magnésio. "Além de ter vitaminas A, B1, B2, B6, B12 e minerais, é rico em fibras, que ajudam a manter o intestino regulado", diz a nutricionista. O integral pode ser encontrado com facilidade, mas o seu preço é maior que a versão tradicional. Na hora de preparar um prato com arroz integral, é importante lembrar que ele demora mais para ficar pronto e precisa de mais água para ficar com uma consistência boa para consumo. Deve-se usar o mesmo número de xícaras de água e de arroz e esperar pelo menos duas vezes mais tempo até tirá-lo da panela.

Arroz parboilizado
Esse tipo de arroz, assim como o integral, está caindo cada vez mais no gosto dos brasileiros. Ao passar por um tratamento hidrotérmico (água fervente), que consiste em cozinhar parcialmente os grãos com casca, parte das vitaminas e minerais passam da casca para o interior do arroz, aumentando o valor nutritivo e concentrando uma maior quantidade vitaminas do complexo B em cada grão. "O processo hidrotérmico enriquece a parte interna do arroz, deixando-a com valores nutritivos próximos ao arroz vendido com casca. Além disso, a temperatura superior a 58 graus usada no processo de parboilização muda a composição do amido, fazendo com que o arroz absorva ainda mais nutrientes da casca", diz Audrey Abe.
Facilmente encontrado, principalmente em lojas de produtos naturais, esse tipo de arroz segue o mesmo padrão de preparo do arroz branco, já que não tem casca.

Arroz Cateto ou Japonês
Como o próprio nome já diz, essa variedade é a base da culinária japonesa. Com grãos curtos, curvados e um pouco transparentes, têm grande quantidade de amido e, após o preparo, tende a ficar mais macio e cremoso, se comparado com o arroz polido. Ele também pode ser encontrado com grãos que mantêm a sua casca e o gérmen, concentrando assim o seu valor nutricional. "Esse tipo de arroz também tem a sua versão "integral", que conserva maiores quantidades de vitaminas do complexo B e minerais", explica a nutricionista. Para deixar o arroz cateto mais macio, sem que ele fique grudado, é importante deixá-lo um pouco mais de tempo cozinhando do que o arroz tradicional, seguindo o padrão de uma xícara de água para cada duas de arroz.

Arroz arbóreo
Possui o grão mais arredondado e concentra bastante amido, conferindo consistência cremosa. Também tem uma incrível capacidade de absorver condimentos. Por isso, é o mais indicado para preparações de risotos. "Como não possui casca e não passa por nenhum processo que conserve seus nutrientes, o arroz arbóreo tem o mesmo valor nutricional do arroz tradicional", diz Audrey Abe. Ele pode ser encontrado em redes de supermercados normais, e o seu modo de preparo é o mesmo do arroz tradicional.

Arroz basmati ou indiano
Famoso por seu aroma adocicado de nozes, o diferencial do arroz basmati em relação ao comum é o seu gosto mais forte e a sua capacidade de reter água durante o preparo sem que os grãos fiquem grudados uns nos outros. "Os grãos deste tipo de arroz são bem mais longos e ficam ainda mais compridos quando cozidos. Mesmo que os níveis nutricionais sejam praticamente iguais aos do arroz branco, ele pode ser usado em ocasiões especiais para variar o cardápio", diz a especialista. O arroz indiano é mais caro que o tradicional, e só é encontrá-lo em lojas especializadas em produtos naturais ou orientais. Como já possui um gosto bastante característico, ele dispensa a adição de temperos durante o preparo.


Arroz vermelho
O arroz vermelho é rico em monocolina, substância que pode auxiliar na redução do nível de LDL (colesterol ruim) no sangue, aquele que pode causar infartos e derrames cerebrais. Além disso, segundo a nutricionista, o extrato desse tipo de arroz pode auxiliar na circulação sanguínea, na digestão e nas funções intestinais. Apresenta também três vezes mais ferro e duas vezes mais zinco que o arroz branco. O preparo pode ser feito da mesma maneira que o arroz tradicional. Ele também é bastante acessível e pode ser encontrado em redes de supermercados.


Arroz negro
Apesar de ainda não ser muito popular, o sabor e a cor acastanhada do arroz negro podem ser novidade por aqui, mas já é conhecido na China há milhares de anos. "Este tipo de arroz contém 20% a mais de proteínas e 30% a mais de fibras em relação ao arroz integral", diz Audrey Abe. Quer mais? Ele tem um elevado teor de ferro, menos gordura e menor valor calórico. Análises do produto também apontaram o grande conteúdo de compostos fenólicos, substâncias antioxidantes, que combatem os radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce, doenças crônico-degenerativas, problemas cardiovasculares e até câncer.


Arroz selvagem
Ainda pouco encontrado no Brasil, o arroz selvagem, apesar do nome, não é um arroz de verdade, mas um tipo diferente de gramínea. Os grãos são escuros (marrons e pretos) e o seu comprimento é três vezes maior que o do arroz comum, tendo em seu interior um aspecto claro e macio. "Ele é bastante usado na culinária oriental, mas como são poucos os lugares em que é produzido (Estados Unidos e Canadá), ainda é pouco conhecido no Brasil e difícil de ser encontrado fora de lojas especializadas em produtos naturais", diz a nutricionista Audrey Abe.

 As suas qualidades nutricionais também chamam a atenção, pois este grão é pobre em gorduras e rico em proteínas, a lisina (uma aminoácido benéfico ao corpo) e fibras. É também uma boa fonte de potássio, fósforo e vitaminas.

Tipo de arrozCalorias (Kcal)Carboidratos (g)Proteínas (g)Gorduras (g)Fibras (g)
Branco12426,62,321,180,49
Integral7614,53,01,02,7
Parboilizado12325,63,20,60,63
Cateto18039,14,01,01,0
Arbóreo17539,24,161,170,50
Basmati17138,13,50,50,8
Vermelho17336,44,91,04,2
Negro17336,44,91,04,2
Selvagem17035,66,00,53,0

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Arroz integral ajuda a diminuir riscos de adquirir diabetes, aponta estudo de Harvard







Um novo estudo da universidade americana de Harvard aponta que pessoas que comem pelo menos duas porções de arroz integral por semana reduzem em cerca de 10% as chances de desenvolverem diabetes do tipo 2, quando comparados a pessoas que comem arroz normal.


Já aqueles que comem arroz branco ao menos cinco vezes por semana, apresentam 20% mais chances de desenvolverem a doença do que aqueles que comem esse tipo de arroz uma vez ao mês.

As estatísticas ainda apontam que aqueles que substituem ao menos 1/3 do arroz branco pelo arroz integral por dia, já apresentam uma diminuição de 16% nas chances de desenvolver o diabetes tipo 2. Uma porção equivale a uma xícara de arroz cozido.

Este não é o primeiro estudo a culpar o arroz branco pelo diabetes tipo 2. Em 2007, um estudo chinês apontou que mulheres de meia-idade que comem grandes quantidades de arroz branco ou outros carboidratos refinados também têm mais chances de desenvolverem a doença, quando comparadas com mulheres que comem menos esses ingredientes.

Segundo o médico Dr. Qi Sun, do Brigham and Women's Hospital -- afiliado à Harvard --, este é o primeiro estudo a distinguir o consumo de arroz integral e branco nos Estados Unidos, onde o grão não é a base da alimentação dos americanos.

"Basicamente, é mostrado que o consumo de arroz branco -- mesmo que em pequenas porções -- está associado ao aumento das chances", disse o médico. "É recomendado que o arroz branco seja substituído pelo integral ou por outros grãos integrais".

Os pesquisadores analisaram o consumo de 39 mil homens e 57 mil mulheres, com idades entre 26 e 87 anos. Os analisados responderam o primeiro questionário em 1986, quando o estudo começou, e atualizavam suas informações a cada quatro anos. No decorrer do estudo, mais de 10 mil participantes contraíram o diabetes tipo 2.

O Dr. Qi conta que há diversas explicações para o arroz integral ser mais saudável que o branco, entre ela que o primeiro possui um índice glicêmico mais baixo que o segundo. O arroz integral ainda possui nutrientes importantes como magnésio (que é perdido durante o processo de refinamento) e também contém muita fibra. Estudos anteriores concluíram que esses nutrientes são protetores contra o diabetes, disse o médico.

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