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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Alternativas ao açúcar branco.


Aqui fica este excelente artigo, que nos apresenta algumas alternativas ao açucar branco, que tão mal nos faz à saúde.

“(…) chegou à conclusão de que a partir de agora não vai comer mais açúcar e vai substituí-lo por “adoçante” sintético – sempre que bebe um refrigerante passa a pedir um “sugar free” ou “diet” ou “sem açúcar” e sempre que vai ao café pede “adoçante” em vez de açúcar.
Pois bem, se quer um bom conselho não faça isso: se o açúcar é extremamente prejudicial para a saúde é ainda assim melhor (difícil de acreditar, não é?) do que os adoçantes sintéticos disponíveis no mercado. Existem muitos estudos que ligam estes produtos a problemas como o cancro da bexiga, esclerose múltipla, Alzheimer e muitos outros.

De entre todos, o pior parece ser Aspartame, utilizado em refrigerantes, pastilhas elásticas e outros. Actualmente, nos Estados Unidos existe uma enorme campanha para banir o Aspartame do mercado e segundo a FDA (Food and Drug Administration) os sintomas mais comuns deste produto sintético são:
Dor Abdominal, Dor Artrítica, Fadiga Crónica, Depressão, Diarreias, Tonturas, Fome ou Sede Excessivas, Dores de Cabeça, Enxaquecas, Palpitações Cardíacas, Urticária, Incapacidade de Concentração, Impotência, Dores Articulares, Mudanças de Personalidade, Perda de Memória, Problemas Menstruais, Adormecimento das Extremidades, Ataques de Pânico, Fobias, Convulsões, Zumbido nos Ouvidos, Perda de Visão, Aumento de Peso.

Está impressionado? No entanto, estes são apenas os sintomas mais comuns, a lista de todos os sintomas possíveis é enorme e provavelmente ocuparia metade do espaço deste artigo. Se apresenta alguns destes sintomas sem causa aparente e se ao mesmo tempo é um apreciador dos alimentos “diet” ou “sugar free”, experimente cortar com eles durante um mês ou dois e provavelmente sentirá uma grande melhoria. Pelo menos, assim é demonstrado pelos muitos estudos realizados nos Estados Unidos sobre este fenómeno moderno dos adoçantes sintéticos.
E agora, que fazer? O açúcar é prejudicial, os adoçantes são piores, será que não podemos gozar a doçura, especialmente quando a vida nalguns casos tem um sabor tão amargo?

A resposta é sim; existem muitas alternativas doces no mercado actual; em primeiro lugar, se reduzirmos o consumo de produtos animais (particularmente carne) e começarmos a comer no dia a dia hidratos de carbono complexos (presentes nos cereais, vegetais, feijões), deixamos de ter desejo por alimentos muito doces; segundo, há um bom número de opções no que toca a adoçantes naturais, que passo a citar:

Malte de Arroz – Este xarope equilibrado, com um grande teor de maltose e de hidratos de carbono complexos, é absorvido de uma forma lenta e gradual na corrente sanguínea; tem uma doçura subtil e um sabor rico. Este xarope utiliza arroz germinado para criar um adoçante equilibrado, cujo segredo está na fermentação enzimática.

Malte de Cevada – Este adoçante é semelhante ao malte de arroz, mas o arroz é substituído por cevada e a cevada germinada transforma os amidos do cereal num adoçante complexo que é digerido gradualmente.

Fruta – Purés de fruta, manteigas ou pastas de fruta seca ou cozinhada são adoçantes excelentes uma vez que contêm menos água, o que concentra o sabor e conteúdo natural do açúcar.

Amasake – Um adoçante tradicional no Oriente, produzido a partir de diferentes cereais, geralmente arroz integral; tem uma consistência espessa e a textura de um pudim.

Os adoçantes acima mencionados, são na minha opinião os mais saudáveis e que, consequentemente devem ser utilizados com mais regularidade; outros adoçantes naturais possíveis estão listados abaixo – sugiro-lhe que os utilize com muito mais moderação, apenas em situações especiais.

Frutose – Muito na moda actualmente, este açúcar simples refinado, tem a mesma estrutura molecular do açúcar da fruta; é cerca de duas vezes mais doce do que o açúcar branco, no entanto liberta glicose na corrente sanguínea mais lentamente. Contudo, a frutose pode subir os níveis de triglicéridos, particularmente em pessoas com um estilo de vida mais sedentário.

Sumo de fruta Concentrado – Estes sumos, denominados “modificados”, têm um efeito semelhante ao açúcar branco, perderam o sabor da fruta assim como os nutrientes. Se comprar concentrados de fruta escolha aqueles que são evaporados em vácuo (se não vier mencionado no rótulo, prefira outros), e que mantêm o sabor e aroma, para além das vitaminas e minerais. Cuidado com os concentrados de sumo de uva que não sejam biológicos (de agricultura orgânica): o resíduo de pesticidas pode ser muito elevado.

Melaço – O melaço, obtido a partir do açúcar, é um açúcar simples altamente processado que entra rapidamente na corrente sanguínea. O melaço pode também conter resíduos químicos associados à cultura e processamento do açúcar branco. Se alguma vez utilizar melaço, utilize apenas aquele que é biológico (produzido sem produtos químicos).

Outros adoçantes possíveis de relativa boa qualidade são malte de trigo e geleia de milho, isto mencionando apenas aqueles mais facilmente adquiridos no mercado nacional.

Espero que todas estas alternativas lhe agradem; não esqueça porém, que a melhor forma de obtermos doçura na vida é através de actividades que nos dêem prazer, relacionamentos (de amizade ou românticos) gratificantes e um estilo de vida em que equilibramos actividades profissionais com outras mais relaxantes.


Artigo escrito por Francisco Varatojo 



quinta-feira, 16 de junho de 2016

Qual o melhor adoçante?

Adoçantes

Os adoçantes são produtos desenvolvidos para conferir sabor doce aos alimentos e bebidas, com o objetivo de substituir o açúcar branco parcial ou totalmente. Eles podem ter a formulação à base de edulcorante artificial ou edulcorante natural extraído de frutas ou vegetais. Os tipos de adoçante mais consumidos são:

Adoçantes artificiais: aspartame, sacarina, acessulfame-k e ciclamato
Adoçantes naturais: stevia, sucralose e poliois (xilitol, manitol e sorbitol)

PARA QUEM É INDICADO O ADOÇANTE?
O adoçante é recomendado para pessoas que precisam controlar a ingestão de açúcar ou retirá-lo totalmente da dieta, como no caso dos diabéticos. Por conter não conter calorias, o adoçante também é usado por quem quer reduzir ou controlar o peso.

ADOÇANTE FAZ MAL?
Apesar de serem considerados seguros, os adoçantes artificiais, como o aspartame e o ciclamato, são polêmicos, pois diversos estudos indicam que podem provocar o desenvolvimento de doenças, como o câncer. E ainda, diversas pesquisas colocam em cheque a eficácia dos adoçantes artificiais, como aspartame e sacarina, para a perda de peso, especialmente quando utilizado em bebidas como refrigerantes diet/light.
A conclusão de diversos estudos sugere que os adoçantes artificiais não ajudam a reduzir o peso. As hipóteses são de que os adoçantes artificiais podem aumentar o apetite, estimulando o mecanismo de recompensa do cérebro para compensar a “falta de calorias” de alimentos doces.
Além disso, alguns especialistas não indicam o consumo de adoçantes artificiais, já que são substâncias que o organismo não reconhece e que podem ter efeitos tóxicos com o consumo prolongado. Por este motivo, os adoçantes naturais estão alta, já que parecem ser mais benéficos para o organismo.

AFINAL, QUAL O MELHOR ADOÇANTE?
Os adoçantes naturais são as melhores opções para substituir o açúcar refinado, conheça mais sobre eles:

STEVIA
A stevia (esteviosídeo), adoçante natural extraído de uma planta chamada Stevia rebaudiana, de origem latino-americana, é um dos melhores adoçantes para substituir o açúcar refinado. É utilizada há muitos anos pelos índios guaranis para conferir o sabor doce aos chás. A stevia não fornece calorias e tem o poder para adoçar 300 vezes maior que o açúcar.
Além de ser consumida como adoçante de mesa – para adoçar café, sucos ou chás – a stevia também é usada pela indústria na fabricação de produtos, como doces, bebidas, goma de mascar e iogurtes.

BENEFÍCIOS DA STEVIA
Adoçante natural
Não calórico
Não cariogênico (não favorece o aparecimento de cáries)
Possui estabilidade no aquecimento
Contribui para reduzir o consumo de açúcar
Pode ser consumida por pessoas com fenilcetonúria
De acordo com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a ingestão segura recomendada de stevia é de 4g/kg/dia. Dentro desse limite, a stevia não apresenta contraindicações ou efeitos colaterais, por isso, pode ser consumida por todos.

XILITOL
É obtido a partir da hidrogenação do monossacarídeo xilose. Ótima opção para substituir o açúcar, pois é nutritivo e oferece muitos benefícios para a saúde. O xilitol é um pó branco, com sabor doce e poder adoçante bem próximo da sacarose. Pode ser utilizado por diabéticos, pois contém baixo índice glicêmico. Além disso, destaca-se por ajudar a reduzir a incidência de cáries e a remineralizar os dentes.

BENEFÍCIOS DO XILITOL
Possui baixo índice glicêmico
Pode ser usado por diabéticos
Tem poucas calorias
Pode ajudar no controle do colesterol
Auxilia no tratamento de doenças respiratórias
Recomenda-se consumir, no máximo, 60g de xilitol por dia. Acima disso, ele pode ter efeito laxativo.

MANITOL
Extraído de algas marinhas e vegetais, como a beterraba. Também é obtido a partir da glicose e da hidrólise do amido. O manitol deve ser consumido com moderação, pois ajuda a estimular a produção de insulina. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a dose diária recomendada para o consumo de manitol até 150mg/kg de peso. Em excesso, ele pode causar diarreia.

BENEFÍCIOS DO MANITOL
Adoça até 70% mais do que a sacarose
Pode ser levado ao fogo

SORBITOL
É encontrado nas frutas, como maçã e ameixa, e nas algas marinhas, mas também é obtido do açúcar invertido e do amido. É menos calórico do que o açúcar branco e adoça até 50 vezes mais.

BENEFÍCIOS DO SORBITOL

Usado para adoçar gomas de mascar e geleias
Pode ser levado ao fogo
Assim como o manitol, o sorbitol deve ser consumido com moderação, já que pode causar desconforto abdominal.

Fonte: natue.com.br

terça-feira, 21 de abril de 2015

Açúcares e as alternativas



Vale a pena ler... o "longo post a falar sobre os açúcares e as alternativas muito bem explicado e fundamentado pelo Gabriel Mateus do "Projeto Safira" [clique aqui]
O índice glicémico é uma medida que nos dá conta do impacto que um alimento tem sobre os valores de açúcar no sangue. Quanto mais alto for esse valor, maior será esse impacto. O valor de referência é 100, o que corresponde à glicose pura.
 o açúcar de côco, tem IG tão alto como o mel e por isso tão perto do açúcar
O açúcar branco (sacarose) tem um índice glicémico de 65 (considerado alto). Muitas pessoas recomendam que se consuma geleia de arroz (também conhecido como mel de arroz), como sendo um substituto saudável do açúcar. Geralmente justifica-se dizendo que por ser composto por hidratos de carbono complexos, isso significa que tem uma absorção lenta, podendo inclusive ser consumido por diabéticos. No entanto, isso não é verdade. O mel de arroz é composto inteiramente por 3 tipos de açúcar, sem presença significativa de nenhum nutriente: glucose (monossacárido), maltose (2 moléculas de glucose) e maltotriose (3 moléculas de glicose). Só pela composição qualquer um pode deduzir que tenha um índice glicémico elevado, uma vez que é açúcar puro. No entanto, não tinhamos ainda até há algum tempo nenhuma medida ao índice glicémico. Quando finalmente este estudo foi feito, mostrou aquilo que eu já desconfiava: tem um índice glicémico de 98, praticamente idêntico à glicose pura.  
Concluindo: para quem queira substituir o açúcar por um adoçante com um impacto mais leve sobre os níveis de açúcar no sangue, a geleia de arroz consegue ser bem pior do que o açúcar branco.
Em relação ao xarope de ácer a questão fica um pouco mais complexa. Embora tenha um índice glicémico também relativamente alto (54), é também rico em inúmeros fitoquímicos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Um desses fitoquímicos, o Quebecol, parece ser muito promissor inclusive na prevenção do cancro. Mas o que sabemos resulta de estudos com células em laboratório. Resta saber como se comporta no nosso organismo e se os benefícios desses fitoquímicos são superiores aos riscos de um índice glicémico alto.
Um artigo sobre o Quebecol: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3816661/
Em relação ao Agave, o problema é outro. O Agave tem um índice glicémico baixo, não contribuindo muito para a subida dos níveis de açúcar no sangue. No entanto, é composto quase na totalidade por frutose. A frutose é metabolizada inteiramente no fígado e o seu consumo na forma concentrada está associado à síndrome metabólica, fígado gordo, triglicéridos elevados, diabetes, gota, entre outros. Na realidade a frutose tem um metabolismo parecido com o álcool e por isso muito médicos sugerem que se controle o seu consumo como se tratasse de uma substância tóxica. Embora estes problemas estejam associados quando se consome na sua forma concentrada, os mesmos não se verificam quando é consumida na forma de fruto inteiro. Têm aqui alguns links sobre o assunto:
https://youtu.be/nU_RkeA88DY


O mel de arroz: 
Não desejo alimentar nenhum tipo de polémica, mas gostaria mesmo que ficassem claros alguns aspetos relativamente ao tema da geleia de arroz : 
- A macrobiótica é um sistema muito válido assente não nos conhecimentos que nos chegam dos métodos científicos, mas de um sistema filosófico oriental. Como tal, as justificações que encontra para as recomendações que faz não pertencem ao âmbito da ciência mas sim da filosofia e do conhecimento empírico (ambos muito válidos). No entanto, quando fazemos afirmações de natureza científica, temos de as fundamentar com os dados que são produzidos pela investigação e não pela especulação. 
- O facto de um hidrato de carbono ser complexo (ter 3 ou mais moléculas de açúcar ligadas entre si), não significa que seja absorvido lentamente. Veja-se por exemplo, o amido. O amido é um hidrato de carbono complexo mas é absorvido de forma muito rápida pelo nosso organismo. 
- A rapidez com que um açúcar é absorvido pelo nosso organismo é medido através de um instrumento de classificação chamado índice glicémico. A carga glicémica mede a rapidez com que os açúcares são absorvidos em função da quantidade de hidratos de carbono presentes num determinado alimento. Por exemplo: a melancia tem um índice glicémico alto, no entanto, tem uma carga glicémica baixa, uma vez que teríamos de consumir muita melancia até atingirmos os 50 gramas de hidratos de carbono que são utilizados para medir o IG. 
- A geleia de arroz é composta por metade glicose (1 molécula de glicose) e maltose (2 moléculas de glicose) e outra metade por maltotriose (3 moléculas de glicose). Todos estes açúcares são rapidamente absorvidos pelo organismo. Como tal, simplesmente não se pode dizer que a geleia de arroz é de absorção lenta, porque não é! Nem sequer se pode dizer exatamente que se trate de um hidrato de carbono complexo, uma vez que apenas 53% da sua composição é de maltotriose. E só para terem uma ideia, enquanto uma molécula de maltotriose é composta por 3 moléculas de glicose, uma só molécula de amido tem entre 500 a centenas de milhar de moléculas de glicose ligadas!
- Quando queremos saber o IG de um alimento (a rapidez com que é absorvido pelo nosso organismo) temos de consultar as tabelas de referência, as quais obtêm esses valores através de estudos muito rigorosos onde são seguidos os melhores protocolos de investigação. A base de dados de referência do IG encontramos na Universidade de Sidney. Como já referi antes, aqui podem verificar o IG do mel de arroz: http://www.glycemicindex.com/foodSearch.php?num=2648&ak=detail
- Este assunto sobre o IG do mel de arroz não oferece discussão. Os dados que temos são claros. Tudo o resto são especulações que não ajudam a esclarecer ninguém e fazem um mau serviço. Volto a repetir: não existem dúvidas em relação ao IG do mel de arroz: trata-se de um açúcar de absorção muito rápida, superior à do açúcar branco! Não se pode diabolizar o açúcar branco por contribuir para subidas súbitas de açúcar no sangue e depois querer fazer passar o mel de arroz por um produto que não é. 
- O facto de sermos autoridades num sistema de pensamento tradicional como a macrobiótica, não diz nada sobre a nossa competência científica. É preciso acompanhar as publicações científicas e fundamentar as afirmações que fazemos com dados. 
- Os limites recomendados de não se consumir mais de 5% das calorias totais diárias ingeridas aplica-se para qualquer açúcar livre, nos quais se inclui o mel de arroz!  
- Outra questão: a carga glicémica é uma medida que se aplica a um alimento, não a uma refeição. Como tal, não podemos dizer que o mel de arroz tem uma carga glicémica baixa se consumirmos uma refeição rica em fibra. A carga glicémica de uma açúcar livre (obtido através da extração de um alimento, removendo as fibras) é sempre muito elevada, uma vez que por definição o açúcar refinado ou processado é composto exclusivamente por... açúcar. 
- Espero que tenha ajudado um pouco mais a dissipar confusões. Em relação às diferenças entre a frutose e a glicose (o mel de arroz não tem frutose), podemos depois falar.




ADOÇANTES SAUDÁVEIS [clique aqui]
açúcar de tâmaras OU pasta de tâmaras OU "mel" de tâmaras

terça-feira, 17 de março de 2015

Conheça diferentes adoçantes naturais e saudáveis

O açúcar branco é um ingrediente abundante em nossa alimentação, apesar de não nos oferecer nenhum benefício e a longo prazo contribuir para o surgimento de uma série de problemas de saúde.
Por isso, hoje apresentaremos diversas alternativas saudáveis e naturais para adoçar nossas receitas e aproveitar, ao mesmo tempo, inúmeras propriedades para a saúde. Também falaremos sobre adoçantes naturais recomendados para diabéticos, obesos.
Você conhece o melaço, a stévia, os xaropes, a rapadura, dentre outros? Leia e saiba mais.

Açúcar mascavado, integral e da cana

O açúcar mascavado é uma das opções mais fáceis de encontrar, basta procurar no supermercado. Esse açúcar não é refinado, diferentemente do branco, por isso contém as vitaminas (A, B1, B2 etc) e minerais naturais da cana de açúcar ou da beterraba.
Mas, claro, o processo de fabricação influenciará muito, pois algumas marcas comercializam açúcar branco com uma leve cor “torrada”, o que não deixa de ser açúcar branco com adição de extrato de melaço.
O açúcar mascavado é recomendado para receitas como biscoitos e doces, ele é econômico e mais saudável. Entretanto, para adoçar, optaremos preferencialmente pelos adoçantes dos quais falaremos a seguir.
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Rapadura

A rapadura é feita através da evaporação dos sucos da cana de açúcar. É muito consumida na América latina e, assim como o mel, possui efeitos balsâmicos e expectorantes, o que a configura como um remédio medicinal ideal para consumir com água quente e limão em casos de resfriados, gripes, dores de garganta, etc.
Além disso, contém 50 vezes mais minerais que o açúcar refinado, dentre os quais podemos destacar o cálcio, o potássio, o magnésio, o cobre, o ferro e o fósforo.
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Mel da cana

O mel da cana, ou melaço, é obtido da cana de açúcar e é denominado “mel” por sua semelhança com o mel de abelha, apesar de geralmente apresentar uma cor mais escura e um sabor mais forte. De fato, quanto mais escura a sua cor, mais propriedades benéficas ele tem.
É rico em minerais e vitaminas, por isso é altamente recomendado a atletas, crianças, pessoas com anemia, exaustão, stresse etc.

Stévia

A stévia é um milagre da natureza! Essa planta, de origem paraguaia, tem a propriedade de adoçar mais do que o açúcar branco e oferecer inúmeros benefícios para a nossa saúde: é levemente hipotensora, é digestiva, melhora a saúde mental e a circulação, dentre muitas outras propriedades.
Além disso, ela não contém calorias, o que é ideal para pessoas que seguem dietas de emagrecimento.
Também é excelente para diabéticos, não apenas porque não altera os níveis de açúcar no sangue, como também porque foi comprovado que, em muitos casos, pode ajudar a regular esses níveis naturalmente, bastando tomar 3 infusões diárias da planta.
Para se beneficiar de suas propriedades, tome-a em pó ou em extrato puro, ou como citado anteriormente, preparando infusões de suas folhas. Se quisermos adoçar sem sentir o sabor peculiar da planta, que é similar ao da raiz, podemos adquirir um extrato purificado (de cor transparente).
Ainda que esta opção não seja tão terapêutica, nos permitirá adoçar sem oferecer calorias e sem os efeitos maléficos do açúcar ou dos adoçantes artificiais, como é o caso do aspartame.



A tâmara é outra alternativa saudável para adoçar os alimentos. Naturalmente doce, pode ser adicionada aos sumos, bolos e cremes. Receita de Açúcar e Tâmaras [aqui]



Para finalizar, o xarope de ácer(bordo) também pode ser usado em alimentos que possam diminuir o seu índice glicémico, naturalmente orgânico, este xarope apresenta elevado índice glicémico, contém vitaminas e minerais.

O Maple Syrup é feito da seiva da árvore Ácer/Maple. Estas árvores são encontradas no nordeste dos Estados Unidos e do Canadá. A seiva, depois de extraída da árvore, é fervida até atingir a consistência de uma calda espessa.

O Maple Syrup tem variações, dependendo da época e da região onde a seiva é extraída: quanto mais escura for sua coloração, mais forte será o seu sabor.

É geralmente saboreado com waffles, panquecas, French toasts, entre outros.

Fica muito bem na massa de bolos, quando adicionado em pouca quantidade.

Consumo
No Canadá, o xarope de bordo é muito consumido e existem casas especializadas nas receitas com o xarope chamadas Cabane à sucre (Cabana do açúcar). Com a chegada da primavera no hemisfério norte, as Cabanas reabrem ao público.
Recomendamos sempre, para aqueles que sofrem de alguma doença, que consultem um médico antes de consumir qualquer alimento continuamente.

melhorcomsaude




O açúcar de Coco tem feito parte da culinária e do grupo das ervas medicinais usadas no sudueste asiático por muito tempo, especialmente por pessoas que buscam uma alimentação mais saudável ou que sofram de problemas de diabetes.
O Açúcar de Coco é um dos adoçantes mais saudáveis e dos melhores substitutos do açucar pelos benefícios que oferece.
O Açúcar de Coco é extraído do fluido das flôres da Palma de Coco, quando as folhas são colhidas, o seu nectar é retirado e aquecido ligeiramente numa caldeira ficando um caramelo espesso, ao arrefer é triturado em pequenos cristais. Estes cristais dissolvem-se facilmente e dão um agradável sabor doce a todas as receitas.
O Açúcar de Coco é muito mais nutritivo que os outros adoçantes comuns comercializados, tem elevada quantidade de Potássio, Magnésio, Zinco e Ferro e é uma fonte natural de Vitaminas B1, B2, B3 e B6.
O sabor do Açúcar de Coco é muito parecido com o sabor do açúcar castanho, mas tem um indice glicémico muito mais baixo (Gi=35) sendo assim menos perigoso para a saúde que o açúcar normal (Gi=68). Isto quer dizer que o Açúcar de Coco produz uma libertação lenta de energia e não produz os altos e baixos do açúcar. O maior componente do açúcar de Coco é a sucrose (70-79%) seguido de glocose(3%) e frutose (9%).
Muitos estudos já foram feitos com sucrose e frutose e novas pesquisas mostram que o consumo elevado de frutose pode ser prejudicial para a saúde.
O Açúcar de Coco é um adoçante não processado, não adulterado, não filtrado, não contém preservativos e é 100% natural.
O Açúcar de Coco é conhecido por ser o adoçante mais sustentável do mundo. As palmas de Coco que são diferentes das de onde se extrai o óleo de Palma, produzem 75% mais açúcar que a cana de açúcar e requerem menos água e nutrientes.
A Palmas de Coco são também chamadas árvores da vida, por estarem na origem de mais de 100 produtos diferentes e serem assim muito úteis aos agricultores, pois delas podem fazer muitos usos.
O Açúcar de Coco pode ser usado como substituto do açúcar nas receitas e é equivalente 1:1 em quantidades ao açúcar normal.

Modo de usar - Como um adoçante de forma semelhante ao açúcar de cana, para adoçar bebidas, receitas doces, pode ser também aquecido e usado em receitas cozinhadas como bolos, pudins e doces tal como o açúcar normal, usado em receitas como substituto do açúcar normal a quantidade a usar será a mesma.


Dosagem diária máxima recomendada - 3g (1 colher de chá)

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Açúcar de Coco


O açúcar de Coco tem feito parte da culinária e do grupo das ervas medicinais usadas no sudueste asiático por muito tempo, especialmente por pessoas que buscam uma alimentação mais saudável ou que sofram de problemas de diabetes.
O Açúcar de Coco é um dos adoçantes mais saudáveis e dos melhores substitutos do açucar pelos benefícios que oferece.
O Açúcar de Coco é extraído do fluido das flôres da Palma de Coco, quando as folhas são colhidas, o seu nectar é retirado e aquecido ligeiramente numa caldeira ficando um caramelo espesso, ao arrefer é triturado em pequenos cristais. Estes cristais dissolvem-se facilmente e dão um agradável sabor doce a todas as receitas.
O Açúcar de Coco é muito mais nutritivo que os outros adoçantes comuns comercializados, tem elevada quantidade de Potássio, Magnésio, Zinco e Ferro e é uma fonte natural de Vitaminas B1, B2, B3 e B6.
O sabor do Açúcar de Coco é muito parecido com o sabor do açúcar castanho, mas tem um indice glicémico muito mais baixo (Gi=35) sendo assim menos perigoso para a saúde que o açúcar normal (Gi=68). Isto quer dizer que o Açúcar de Coco produz uma libertação lenta de energia e não produz os altos e baixos do açúcar. O maior componente do açúcar de Coco é a sucrose (70-79%) seguido de glocose(3%) e frutose (9%).
Muitos estudos já foram feitos com sucrose e frutose e novas pesquisas mostram que o consumo elevado de frutose pode ser prejudicial para a saúde.
O Açúcar de Coco é um adoçante não processado, não adulterado, não filtrado, não contém preservativos e é 100% natural.
O Açúcar de Coco é conhecido por ser o adoçante mais sustentável do mundo. As palmas de Coco que são diferentes das de onde se extrai o óleo de Palma, produzem 75% mais açúcar que a cana de açúcar e requerem menos água e nutrientes.
A Palmas de Coco são também chamadas árvores da vida, por estarem na origem de mais de 100 produtos diferentes e serem assim muito úteis aos agricultores, pois delas podem fazer muitos usos.
O Açúcar de Coco pode ser usado como substituto do açúcar nas receitas e é equivalente 1:1 em quantidades ao açúcar normal.

Modo de usar - Como um adoçante de forma semelhante ao açúcar de cana, para adoçar bebidas, receitas doces, pode ser também aquecido e usado em receitas cozinhadas como bolos, pudins e doces tal como o açúcar normal, usado em receitas como substituto do açúcar normal a quantidade a usar será a mesma.

Dosagem diária máxima recomendada - 3g (1 colher de chá)


Fonte: Biosamara

sábado, 9 de agosto de 2014

O açúcar branco tem ingredientes de origem animal?


O carvão animal, que é usado para processar o açúcar, é feito a partir dos ossos de gado do Afeganistão, Argentina, Índia e Paquistão. Os ossos são vendidos a intermediários na Escócia, Egito e Brasil, que posteriormente os vendem à indústria de açúcar dos EUA. A União Europeia e o USDA regulam firmemente o uso de carvão animal. Só os países considerados livres de BSE podem vender ossos de gado para este processo. O carvão animal - muitas vezes referido como carvão natural - é largamente utilizado na indústria de açúcar como um filtro de descoloração, permitindo à cana-de-açúcar alcançar a cor branca desejável. Existem outros tipos de filtragem que utilizam carvão granulado ou um sistema de permuta de iões, em vez de carvão animal.

O carvão animal também é usado noutros tipos de açúcar. O açúcar mascavado(Não integral) é criado através da adição de melaço de açúcar refinado; assim, as empresas que utilizam o carvão animal na produção do açúcar regular também o utilizam na produção do açúcar mascavado. O açúcar de pasteleiro (açúcar refinado misturado com amido de milho) fabricado por essas empresas, igualmente envolve o uso de carvão animal. A frutose também pode envolver – se bem que não o faça habitualmente – um filtro de carvão animal. As marcas de açúcar de supermercados (por exemplo Giant, Townhouse, etc) obtêm o açúcar de várias refinarias diferentes, o que torna impossível saber se houve filtragem com carvão animal.

Se quiser evitar os açúcares refinados, recomendamos alternativas como Sucanat e o açúcar turbinado, que não são filtrados com carvão animal. Além disso, o açúcar de beterraba - embora normalmente refinado - nunca envolve a utilização de carvão animal. E a empresa Edward & Sons Trading Company, desenvolveu um açúcar vegano de pasteleiro que deve estar brevemente disponível em lojas de alimentos saudáveis.

Muito dificilmente a PETA conseguiria manter a informação sobre o processo de refinação utilizado no açúcar de cada produto. Recomendamos que entre directamente em contacto com as empresas para indagar a origem do seu açúcar.

As seguintes companhias não utilizam filtros de carvão animal:

Monitor Sugar
2600 S. Euclid Ave.
Bay City, MI 48706
Tel.: 517-686-0161
Fax: 517-686-2959
Web: www.monitorsugar.com

Florida Crystals Corporation
P.O. Box 471
West Palm Beach, FL 33480
Tel.: 877-835-2828
Fax: 516-366-5200
Web: www.floridacrystals.com

SuperValu
SUPERVALU Corporate Headquarters
East View Innovation Center
7075 Flying Cloud Drive
Eden Prairie, MN 55344
Tel.: 952-828-4000
Web.: www.supervalu.ie/

Western Sugar
A Western Sugar é uma subsidiária da Tate & Lyle (antiga Domino Sugar) que utiliza carvão animal. No entanto a Western Sugar só produz açúcar de beterraba, que não o utiliza.
7555 E. Hampton Ave., Ste. 600
Denver, CO 80210
Tel.: 303-830-3939
Fax: 303-830-3941
Web: www.westernsugar.com

As seguintes empresas utilizam carvão animal. Contacte-as para encorajá-las a utilizar alternativas mais humanas:
C&H Sugar Company
2300 Contra Costa Blvd., Ste. 600
Pleasant Hill, CA 94523
Tel.: 925-688-1731
Fax: 925-822-1061
E-Mail: consumer.affairs@chsugar.com
Web: www.chsugar.com

Savannah Foods
P.O. Box 335
Savannah, GA 31402
Tel.: 912-234-1261

Tate & Lyle North American Sugars Inc. (antiga Domino Sugar)
1100 Key Hwy. W.
Baltimore, MD 21230
Tel.: 1-800-638-1590
Fax: 410-783-8640

Imperial Sugar
P.O. Box 9
Sugarland, TX 77487
Tel.: 1-800-727-8427
Web: www.imperialsugar.com

Refined Sugars Inc.
1 Federal St.
Yonkers, NY 10702
Tel.: 914-963-2400
Fax: 914-963-1030

Tradução de Dora Martinez Pinto

Fonte: "Are animal ingredients included in white sugar?"
http://www.peta.org/about/faq/Are-animal-ingredients-included-in-white-sugar.aspx

O açúcar branco tem ingredientes de origem animal?
- Por essa você não esperava! Algumas marcas utilizam cinzas purificadas feitas com ossos no refinamento do açúcar. Há como fazer o mesmo processo com carbono granulado ou um sistema de troca de íons. Opte por açúcar cristal orgânico, se ficar na dúvida.

(com informações do Tree Hugger - http://www.treehugger.com/green-food/9-everyday-products-you-didnt-know-had-animal-ingredients.html?campaign=daily_nl)

Os diferentes tipos de açúcar


Refinado ou mascavado, branco ou amarelo? Se não sabe como escolher o tipo de açúcar ideal para a sua receita, leia este artigo.


Existem diversas variedades de açúcar, dependendo da forma de produção, que se adequam melhor ou pior à utilização final.

Açúcar mascavado 
– Pode ser encontrado na versão clara e escura. Esta contém maior percentagem de melaço, daí a sua cor caramelizada, que resulta particularmente bem em bolos de chocolate. O mascavado claro, a lembrar a cor do mel, é bastante aromático e muito utilizado em doçaria. O açúcar mascavado tem menos aditivos químicos que o açúcar branco e conserva maiores propriedades nutricionais (vitamina B1, B2, e B6, cálcio, magnésio, fósforo e potássio), além de ser muito ligeiramente menos calórico. Daí ser considerado um açúcar mais saudável do que o açúcar branco.  

Açúcar amarelo 
– É areado e refinado sem eliminar totalmente o melaço, o que lhe dá a cor dourada. De paladar agradável e maior teor de humidade, é ideal para receitas que devem durar mais tempo, como o bolo de mel, canela ou noz, broas doces, sonhos, etc.



Açúcar demerara 
– A sua cor dourada é semelhante à do açúcar mascavado, mas na verdade este açúcar é mais refinado. A coloração resulta da adição de xaropes no processo de fabrico. Suave e crocante, pode ser usada na cobertura de bolos, cereais e frutas ou para adoçar o chá e o café.




Açúcar refinado (açúcar puro de cana) 
– A sua cor branca deve-se à sua composição, 99,9% de sacarose. Mais processado que o açúcar mascavado, é a variedade mais utilizada na cozinha, para os mais diversos fins.
Açúcar de pasteleiro (também conhecido por açúcar confeiteiro ou icing sugar) 
– Muito fino e cristalino, trata-se de açúcar branco moído mais finamente, ao qual é adicionado uma pequena quantidade de anti-aglomerante sem sabor nem cor. É usado principalmente na decoração de bolos, pois é ideal para polvilhar. Tem a vantagem ser rapidamente dissolvido, mesmo a frio.
Açúcar orgânico 
– Produzido sem recurso a aditivos químicos, pode ser encontrado na versão clara e dourada. É utilizado em substituição do açúcar normal por quem tem preocupações ambientais, embora ainda não esteja facilmente disponível.
Xarope (açúcar líquido) 
– Transparente e límpido, é usado em bebidas e rebuçados, resultando da mistura de sacarose com água.
Xarope invertido – É utilizado em calda de frutas, gelados e sorvetes, licores e geleias. É composto por 1/3 de glicose, 1/3 de frutose e 1/3 de sacarose, garantindo alta resistência à contaminação bacteriológica.
Cristais de açúcar – Os cristais de maior dimensão são muito usados para adoçar chás e cafés, de forma sofisticada. Também podem ser usados em coberturas de bolos e biscoitos.
Açúcar light – Mistura de cana-de-açúcar e sucralose, com grande poder adoçante mas sem calorias. Pode ser usado como açúcar normal em qualquer receita (reduzindo a quantidade para um terço do indicado), ao contrário dos adoçantes à base de edulcorantes que não se misturam bem com os outros ingredientes.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O Açúcar é Vegano?


A informação que tenho de Portugal é vaga e só perguntando aos fabricantes podes ter a certeza mas o ano passado surgiu esta dúvida ao divulgar uma das receitas, sobre o uso de açúcar, de que não seria um produto vegano.

 Perguntei a algumas pessoas e recebi resposta do biólogo Sérgio Greif, activista vegano e mestre em Alimentos e Nutrição: "Açúcar é, em geral, vegano, o que pode acontecer é que algumas vezes, no processo de clareamento do açúcar refinado, se utiliza carvão de ossos (ossos carbonizados moídos) como absorventes em uma mistura com o açúcar (posteriormente o char é retirado). É como se fosse um carvão, mas de origem animal. 

De um levantamento que fiz em 1999, as grandes usinas não estavam mais usando carvão de ossos para clarear o açúcar, mas a gente ainda pode encontrar açúcar clareado por esse processo em alguns lugares, sim."
 Portanto, vale questionar os fabricantes sobre o uso do carvão de ossos na produção do açúcar, lembrando que mesmo o mascavo e o demerara tem açúcar refinado na composição.

Aspartame e Cancro... dois maus amigos!


Até que enfim: após vozes e mais vozes, chega o resultado da mais completa investigação efectuada acerca do aspartame. Porque as vozes são uma coisa, as provas são outra.

E o aspartame é um adoçante utilizado não apenas por quem deseje emagrecer, mas também pelas pessoas que querem “manter a linha”: por isso pode ser encontrado em muitos alimentos dietéticos (os light), sendo um dos mais famosos a famigerada Diet Coke. No entanto o aspartame está já disseminado por cerca de 75% dos alimentos que publicitam serem livres de açúcar.

Antes de mais: donde saiu este aspartame?

O aspartame

Como afirmado, é um adoçante, composto por dois aminoácidos, o ácido aspártico e a fenilalanina, com um poder adoçante 200 vezes maior do que o açúcar. É formado quimicamente por (L-fenilalanina e L-aspártico), sendo que a fenilalanina se encontra metilada no grupo carboxílico, formando um éster metílico (metanol) e é conseguida através da exposição [alimentação] de culturas e colónias bacteriais (p.e. E.Coli) a determinadas substâncias tóxicas que serão depois processadas e transformadas em fenilalanina.
Foi descoberto em 1965 pelo químico James M. Schlatter que estava à procura dum medicamento anti-ulcera. A empresa na qual trabalhava Schlatter, a G.D. Searle & Company (depois adquirida pela Monsanto), pediu a autorização para que o aspartame fosse utilizado como adoçante nos alimentos, e em 1974 o pedido recebeu uma primeira aprovação por parte da FDA (Food and Drug Administration).
Todavia já na altura existia polémica acerca da utilização nos alimentos, sendo que alguns estudos evidenciavam uma ligação entre aspartame e tumores em ratos. Em 1981 e em 1983, a FDA liderada por Arthur Hull Hayes concedeu a autorização definitiva: presidente da G.D.Searle na altura era o simpático Donald Rumsfeld, amigo pessoal de Hayes; e Hayes foi depois obrigado a demitir-se por causa da acusação de corrupção, acabando assim a dirigir o departamento de Relações Públicas da Monsanto (dona da G.D.Searle desde 1985 ).

A pesquisa


Agora a nova pesquisa e a mais abrangente desenvolvida até hoje.
É importante realçar que este tem sido um estudo de longo prazo: os investigadores analisaram os dados ao longo dum período de 22 anos, tendo sido estudados um total de 2.278.396 pessoas que regularmente (de dois em dois anos) receberam um detalhado questionário alimentar e cujas dietas foram reavaliadas a cada quatro anos.
Os estudos anteriores, aqueles que não tinham encontrado uma ligação entre o cancro e a ingestão de aspartame, apenas analisavam os sujeitos ao longo dum restrito período de tempo, um erro muito grave em termos de precisão.

Os resultados


De acordo com os novos resultados, uma bebida refrigerante por dia (adoçada com aspartame) aumenta o risco de leucemia, de mieloma múltiplo e de linfomas não-Hodgkin. Mais em pormenor:
+ 42% de risco de contrair leucemia em homens e mulheres
+ 102% de risco de contrair um mieloma múltiplo (nos homens)
+ 31% de risco de desenvolvimento de linfomas não-Hodgkin (nos homens)
Estes resultados estão baseados em modelos multi-variáveis de risco relativo, tudo comparado aos participantes da pesquisa que não costumam beber refrigerante dietéticos.
Não se sabe porque apenas os homens que bebem maiores quantidades de refrigerante mostram um aumento do risco de mieloma múltiplo e de linfomas não-Hodgkin.
Mas é interessante realçar como os refrigerantes dietéticos são agora a principal fonte alimentar de aspartame nos Estados Unidos: todos os anos, os americanos consomem cerca de 5.250 toneladas de aspartame, dos quais cerca de 86% (4.500 toneladas) provêm das bebidas dietéticas.

Conclusões

Este estudo mostra a importância da qualidade da investigação. A maioria das pesquisas anteriores, que não tinham mostrado alguma ligação entre aspartame e o cancro, eram desenvolvidas ao longo dum curto espaço de tempo e os resultados eram assim muito vagos na avaliação de longo prazo. Este novo estudo resolve ambos os problemas.
O facto do novo estudo mostrar uma correlação positiva com o cancro não deveria ser uma surpresa, porque investigações anteriores realizadas em animais (900 ratos, ao longo de toda a vida deles) tinham apresentado resultados muito semelhantes: o aspartame aumenta exponencialmente o risco de linfoma e de leucemia. Estudos que tinham confirmado também um aumento significativo na taxa de cancro da mama.
Os novos dados, portanto, confiram as suspeitas: beber refrigerantes com aspartame aumenta em 42% as possibilidades de contrair leucemia, em 102% o risco de contrair um mieloma múltiplo nos homens, em 31% o risco de desenvolver linfomas não-Hodgkin nos homens.

Se nos faz mal… não nos faz falta. Pense nisso!

Fontes: NCBI (I, II, III), Natural News

via portugalmundial.com

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Açúcar Mascavado

Vários dúvidas sobre o consumo do açúcar mascavado. Por ter imagem de ser uma alternativa mais saudável do que o refinado, vários questionamentos surgem a seu respeito. Para esclarecer as dúvidas, a Dra. Ana Maria Calábria, do Departamento de Nutrição e Metabologia da SBD (gestão 2008-2009), responde as perguntas mais freqüentes sobre este tipo de açúcar.

1) O que é o açúcar mascavo?
O açúcar mascavo tradicional é um alimento obtido diretamente da concentração do caldo de cana recém-extraído. Este processo elimina o uso de aditivos químicos para o processo de branqueamento e clarificação. Sua cor pode variar do dourado ao marrom-escuro, em função da variedade e da estação do ano em que é a cana é colhida.

2) Qual a diferença entre açúcar mascavo e açúcar refinado (composição química, quantidade de carboidratos, composição nutricional, calorias)?
 Composição
Refinado 
Mascavo 
Calorias (cal)
387
376
Carboidratos (g)
99,9
97,33
Vitamina B1 (mg)
0
0,01
Vitamina B2 (mg)
0,02
0,01
Vitamina B6 (mg)
0
0,03
Cálcio (mg)
1
 85
Magnésio (mg)
0
 29
Cobre (mg)
0,04
 0,3
Fósforo (mg)
 2
 22
Potássio (mg)
 2
 346

3) Existe algum benefício no consumo de açúcar mascavo, em substituição ao açúcar refinado?
O açúcar de mesa passa por um processo de refinamento. O açúcar mascavo, por não passar pelo mesmo processo, mantém as vitaminas e sais minerais da cana-de-açúcar. Apesar disso, a diferença calórica e de grama de carboidratos não são tão significativas, como mostra a tabela acima.

4) A pessoa com diabetes pode consumir açúcar mascavo? Que cuidados devem ser tomados?
Pessoas com diabetes podem, sim, consumir o açúcar mascavo, desde que sua quantidade seja computada como valor calórico e gramas de carboidrato, pois é igualmente absorvido e eleva a glicemia a patamares similares ao açúcar comum.

5) A glicose do açúcar mascavo eleva a glicemia mais rapidamente do que o açúcar refinado?
Não existem estudos baseados em evidências que confirmem essa afirmação. Logo, todas as pessoas com diabetes que preferirem utilizá-lo deverão usar as mesmas recomendações que receberam para o açúcar comum.

6) A diferença de nutrientes entre os dois tipos de açúcares traz algum benefício para quem consome? Quais?
Podem ser observadas diferenças quanto às fontes de cálcio, magnésio, fósforo e potássio, que são maiores no açúcar mascavo. Porém, isso não sugere que pessoas com diabetes tenham que preferir o açúcar mascavo, pois o que deve ser considerado nessa opção são os valores de calorias e de gramas de carboidratos que vão interferir na glicemia.

As necessidades destes minerais podem ser supridas com outros alimentos que não contenham valores tão altos de calorias e de carboidrato. Para tanto, uma consulta com o profissional nutricionista seria relevante. Assim, é possível conhecer como seria uma alimentação quantitativa e qualitativamente adequada para cada caso, em relação a fontes de energia, carboidrato, gorduras, proteínas, vitaminas e sais minerais, para viver de forma saudável.

É importante observar que o açúcar mascavo adoça igualmente ao açúcar comum. Entretanto, o que importa é o teor de sacarose (carboidrato) que contêm e nessa relação eles se equivalem.

Sociedade Brasileira de Diabetes