sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A verdade chocante sobre os agrotóxicos


Dizer que o veneno está justamente onde achamos que têm saúde é muito pesado. Talvez até sensacionalista, mas infelizmente, é o que devemos deduzir depois que começamos a adentrar no mundo do conhecimento e da informação sem censura.

No tempo que trabalhei em uma indústria de agrotóxicos, vi muita coisa errada acontecendo… Os defensivos agrícolas usados para controle das pragas são altamente tóxicos e nocivos à saúde. E tanto faz se você é quem consome ou quem trata dos alimentos, como os agricultores. A terra tampouco é preservada e constantemente envenenada. Da terra, esses venenos vão para outros ciclos de vida, para os rios e outras espécies também.

agrotoxicosInfelizmente, a maioria dos agricultores desconhecem os efeitos nocivos causados por aquilo que eles usam para “proteger” suas plantações. Não usam equipamentos de proteção adequados, não respeitam as regras e são carentes de assistência técnica. Além disso, a venda dos agrotóxicos é livre e sem controle.A maioria deles não respeitam o prazo que o princípio ativo permanece agindo na planta, chamado de carência. Com isso, todos acabam ingerindo um alimento que ainda está sob o efeito do produto. Estes princípios ativos têm efeito cumulativo.

A longo prazo, surgem disfunções e problemas no sistema nervoso, doenças cancerígenas ou alterações fetais e hereditárias.

Mesmo lavando os alimentos é IMPOSSÍVEL eliminar 100% das substâncias, deste modo somente aquelas aplicadas no final do processo (na superficie das cascas e folhas) são passíveis de limpeza , já os defensivos usados na fase de crescimento são impossíveis de eliminar por se encontrem na essência do vegetal.  Por outro lado, sabemos que a utilização, durante anos , dos pesticidas organoclorados no solo, deixam resíduos que podem ser estáveis por mais de 20 anos. Muitos desses pesticidas são potencialmente CANCERÍGENOS (dodecacloro, aldrin, endrin, dieldrin, entre outros).

“Os agrotóxicos são encontrados até mesmo no leite materno das mães da zona rural. Quem evita a ingestão de verduras e hortaliças e acha que está evitando os problemas se engana. O trigo, a soja e todos os grãos também estão submetidos a esses componentes. Sendo assim o pão, as massas, a pizza e todos os alimentos feitos de grãos não orgânicos trarão altos níveis de agrotóxicos. O mesmo se aplica aos produtos de origem animal. Além de concentração de agrotóxicos na carne ou no leite ainda recebem antibióticos e hormônios. O Brasil é o país que mais utiliza agrotóxicos, cada pessoa leva pra casa cerca de 5,2 litros de agrotóxicos por ano. E os alimentos mais infectados são: Pimentão, mamão, uva, abacaxi, pepino, morango, couve, beterraba e tomate.” Dr. Alberto Peribanez

 Os alimentos orgânicos são totalmente seguros e muito indicados para aqueles que desejam uma alimentação funcional, podendo ser ingeridos com uso da casca. Clique aqui e conheça a feira mais próxima de você.

Se não for possível, recomenda-se a compra dos alimentos quando estiverem na época, tirando proveito da sazonalidade. Mesmo o produto convencional tem menos agrotóxico. Quando está na época o alimento cresce naturalmente e precisa ser pouco (ou quase nada) incentivado por algum aditivo. Então, é bem provável que este alimento contenha menos agrotóxicos que outros frutos que não estão na época.

Uma boa alternativa seja direcionar o investimento feito em agrotóxicos para o incentivo e cultivo de orgânicos! Quanto maior a demanda de alimentos orgânicos, mais os agricultores estarão motivados a produzir e no médio prazo o valor cairá consideravelmente.

fonte: naturalvibe.com.br

Assista ao Documentário- "O veneno está na mesa"

O segredo da beleza através dos alimentos

Um dos maiores objetivos na vida é desenvolver uma dieta própria para nós mesmos. Uma dieta que nos faça sentir incríveis a cada momento, que aumente a nossa longevidade e gere beleza sem limites!
Caso a gente consiga manter hábitos alimentares excelentes, então teremos conquistado algo extraordinário, porque a consistência desses hábitos é a chave! A ideia é introduzir em nossa alimentação alimentos ricos em nutrientes e permitir ao corpo fazer essa mudança no seu próprio ritmo!
O mundo da alimentação viva, à base de plantas, é a maior fonte de beleza natural. A alimentação viva, nada mais é que uma dieta crudívora, ou seja, uma alimentação baseada em alimentos crus, por exemplo frutas frescas ou secas, vegetais, sementes, grãos germinados e algas. Nela também é permitida o uso do mel, sem ser pasteurizado, por isso ela não é totalmente vegana. É também, um tipo de dieta em que os alimentos consumidos não são cozidos. É que  este tipo de preparação causa a perda de nutrientes. Não quer dizer, necessariamente, que se TODOS os alimentos estejam praticamente crus… Existem processos de preparação que não causam perda de nutrientes, como a desidratação ou os alimentos são levados a uma temperatura de, no máximo, 40 graus Celsius, que com um maior tempo de exposição ao calor, tornam se pré cozidos e são servidos mornos.
A cada dia que passa a ciência comprova  que a alimentação viva/crua pode restaurar a elasticidade dos tecidos, curar doenças de diferentes tipos, prevenir a maioria das doenças e ainda nos trazer um estado de felicidade maior que o de quando ingerimos  que passem por algum tipo de processo que mude seu estado natural!
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Os vegetais verdes, comuns nos sucos verdes que viraram mania mundial, proporcionam fibras e promovem a alcalinização corporal,  ajudando a limpar o nosso corpo de toxinas e nos preparando pra obter uma beleza completa, tanto do corpo,  quanto em nossa mente, refletindo em nosso estado energético como um todo! SIM pessoal, quando estamos nutridos, estamos vibrando mais alto e tudo flui melhor!
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A alta concentração de minerais nos alimentos crus, especialmente o silicone e o magnésio, podem manter e restaurar a densidade mineral dos ossos, cabelos e dentes. Além disso, o silicone aumenta a espessura da pele, melhora a aparência das rugas e proporciona aos cabelos e unhas uma aparência saudável.  Como exemplo de alimentos ricos em silicone, temos o broto de alfafa, rabanete, alface romano, espinafre, pepino (encontrado na casca), pimentão (encontrado na casca), tomate (encontrado na casca) e aveia.
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O enxofre é um componente essencial de todos os tecidos conectivos. Ele proporciona elasticidade, movimento e reparação. Tem a habilidade de continuamente reconstruir colágeno e queratina e por isso é essencial para uma pele, cabelos e unhas brilhantes e lustrosos. Alguns alimentos ricos em enxofre são: rúcula, repolho, brócolis, alho, couve, cebola, agrião, rabanete e semente de abóbora.
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O zinco é necessário para uma pela bonita, desenvolvimento sexual, fertilidade, visão noturna e para o aumento do paladar e olfato, além de prevenir estrias! Alguns alimentos ricos em zinco são: semente de abóbora, semente de papoula, pecans, castanha de caju, semente de pinho, macadamia, semente de gergelim, espirulina, algas (kelp, nori, irish moss) e leguminosas.
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O ferro auxilia o processo de respiração. São as hemoglobinas ricas em ferro que carregam oxigênio pelo corpo, ajudando a construir e nutrir tecidos. Sua deficiência gera baixa oxigenação no corpo levando à fraqueza, fadiga e intolerância a temperaturas baixas. Alimentos ricos em ferro são: cebola, leguminosas, espinafre, couve, salsinha, alga nori, broto de lentilha, agrião, espirulina e semente de abóbora.
Lembrando que certos tipos de alimentos como óleos e gorduras cozidas (especialmente óleos vegetais cozidos, margarina e gordura animal) são prejudiciais à beleza, pois produzem inflamação nos tecidos, danificam o sistema cardiovascular, interferem no raciocínio e aceleram o processo de envelhecimento.
Da mesma forma, temperaturas altas destroem a vitamina C e a maioria das vitaminas do complexo B, incluindo a B12.  As vitaminas A, D, E, K são perdidas durante a fritura de alimentos. A deficiência de vitamina A é associada com o aparecimento de espinhas e desordens de pele e a deficiência de vitamina E está relacionada à indigestão e doenças cardiovasculares. A forma vegetal de vitamina A é encontrada em rúcula, agrião, brócolis, espinafre, couve, espirulina, cenoura, abóbora, mamão e muitos outros alimentos. As azeitonas, o azeite e o abacate são as melhores fontes vegetais de vitamina E.
As vantagens da alimentação viva são inúmeras no processo de geração de beleza, não é mesmo? Como você pode perceber, a beleza física é resultado de uma purificação interior! Cada um tem um ponto ideal, alguns adotam 70% da alimentação viva e já sentem mudanças em todos os aspectos de suas vidas, outros 80% e por aí vai… É certo em que um país como o Brasil, culturalmente seja difícil termos um hábito tão diferente… Mas, que tal experimentar essa mudança acompanhada de arroz integral e feijão? Afinal, temos que respeitar as vontades vindas do coração, não é mesmo?
Quando estamos conscientes da importância da nutrição nos permitimos direcionar o caminho de todos os tipos de  mudanças em nossas vidas! Com esse fica mais fácil escolher alimentos que nos traga vitalidade,  saúde,  espiritualidade e  beleza!

Cada refeição se torna parte do que somos!

Sobre o autor: 

Vegetariana estrita, foi tocada pela proposta da alimentação natural e crudívora, mudando sua carreira de administradora e merchandiser da área da moda em Nova York para Instrutora e Consultora em Alimentação Crudívora. É formada pelo instituto de alimentação viva na California, Living Light Culinary Arts Institute onde certificou-se como “Raw Culinary Arts Associate Chef & Instructor”. Estudou, "Ciência da Nutrição por Alimentos Vivos" com o mundialmente conhecido “Raw Food Educator” Dr. Rick Dina, e viaja anualmente para congressos de medicina natural no exterior em busca de novos conhecimentos para a sua futura atuação no campo de Nutrição Holística.

Como lavar frutas e vegetais


Como não temos meios para rastrear a origem daquilo que consumimos, alguns cuidados devem ser tomados.

Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras também ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos e eliminação de micro-organismos resistentes…

Em primeiro lugar, o alimento NÃO deve ser lavado logo que chega do supermercado. Ocorre que, na temperatura ambiente o alimento tende a absorver a água da lavagem, já que o líquido está na mesma temperatura. Trata-se de um fenômeno físico chamado Uptake e isso acaba levando o veneno que estava na superfície ou casca para o interior do vegetal.

A melhor forma é deixá-lo na geladeira por duas horas, acondicionado em recipiente fechado na parte baixa, do mesmo jeito que chegaram do supermercado ou feira. Somente depois disso proceder à lavagem em água corrente e posteriormente com produtos químicos como indico abaixo.  Não esqueça de retirar aquelas partes cheias de dobras, onde o veneno se acumula e não dá para lavar. Alimentos com a casca comprometida ou mutilados, devem ser evitados, uma vez que o veneno já penetrou na parte interna.

Vegetais folhosos devem ficar de molho na solução abaixo por 30 minutos e depois enxaguados com água filtrada. Quando as folhas estiverem secas, guardar em recipiente com tampa, e levar ao refrigerador. Tomates e batatas devem ficar fora da geladeira, para degradação dos pesticidas.

Substitua o vinagre  por hipoclorito de sódio – O hipoclorito pode ser encontrado em qualquer supermercado ou hortifrúti, à base de hipoclorito, cloreto de sódio e água (a embalagem de 60ml custa cerca de R$9,00 e pode ser usada inclusive para higienizar a água). Para garantir a correta higienização, siga as instruções do fabricante em relação ao preparo da solução e ao tempo que os alimentos devem ficar de molho – normalmente 10 minutos antes do consumo. É uma boa opção de uso, sendo eficaz por matar as larvas e bactérias. Fonte: Revista dos Vegetarianos
Lavagem com água sanitária – coloque os vegetais imersos em 1 litro de água com 1 colher de sopa de água sanitária (hipoclorito de sódio), por 15 minutos. Após feito isso, lave-os com água corrente. O cloro mata as larvas e bactérias, sendo uma opção mais segura. Porém, o cheiro residual do cloro pode permanecer nos alimentos, apesar da lavagem com água corrente. Bicarbonato é outra alternativa para auxiliar na limpeza dos alimentos. O ideal seria higienizar todos os alimentos, mas também descascar frutas e legumes (a maior concentração está na casca).
Um método rigoroso é usar “Tintura de Iodo à 2%” e proceder da seguinte forma”: para cada litro de água misture aproximadamente 5ml da solução. Depois coloque dentro dessa água os legumes que deseja descontaminar. Deixe em local protegido da luz por aproximadamente 1 hora. Feito isso, basta enxaguar e está pronto.

**O uso de suplementos vitamínicos ajudam no processo de desintoxicação por defensivos agrícolas, principalmente a vitamina C.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Soja, a substituição errada!


Hoje em dia existe uma verdadeira febre de consumo de soja. Propagada como um alimento rico em proteí­nas, baixo em calorias, carboidratos e gorduras, sem colesterol, rico em vitaminas, de fácil digestão, um ingrediente saboroso e versátil na culinária, a soja, na verdade é mais um “conto do vigário” do qual a maioria é ví­tima. 

Com a recente hecatombe que o leite tem atravessado, as crescentes provas científicas contra o seu uso, bem como o facto de ter sido retirado do Prato de Dieta Equilibrada (que substitui a Pirâmide dos Alimentos) e, finalmente, estando em risco de possuir Aspartame adicionado para mais agradar os consumidores cada vez mais pessoas utilizam os ‘leites’ de Soja como substituição. Por outro lado, o crescimento do vegetarianismo e estilos de vida Vegan levam muitos a utilizar a soja e os subprodutos de soja como alimentos de eleição… a questão é, será saudável fazê-lo, principalmente sabendo que 75% da soja produzida no mundo é trangénica?

O seguinte texto é de um médico investigador na área da nutrição, Dr. Alexandre Feldman, autor de vários livros da especialidade, artigos científicos e com várias participações em blogs e revistas sobre o tema da saúde e da nutrição. (O texto não foi alterado e está conforme foi escrito)
«É bem verdade que a soja vem da Ásia, mais especificamente da China. Porém, os chineses só consumiam produtos FERMENTADOS de soja, como o shoyu e o missô. Por volta do século 2 A.C., os chineses descobriram um modo de cozinhar os grãos de soja, transfomá-los em um purê e precipitá-lo através de sais de magnésio e cálcio, formando o assim chamado “queijo de soja” ou tofu. O uso destes alimentos derivados de soja se espalhou pelo oriente, especialmente no Japão. O uso de “queijo de soja” como fonte de proteí­na data do século 8 da era cristã (Katz, Solomon H: “Food and Biocultural Evolution: A Model for the Investigation of Modern Nutritional Problems”, Nutritional Anthropology, Alan R. Liss Inc., 1987 pág. 50).
Não é à toa que os antigos chineses não se alimentavam do grão de soja. Hoje a ciência sabe que ela contém uma série de substâncias que podem ser prejudiciais à saúde, e que recebem o nome de antinutrientes.
Um destes antinutrientes é um inibidor da enzima tripsina, produzida pelo pâncreas e necessária à boa digestão de proteí­nas. Os inibidores da tripsina não são neutralizados pelo cozimento. Com a redução da digestão das proteí­nas, o caminho fica aberto para uma série de deficiências na captação de aminoácidos pelo organismo. Animais de laboratório desenvolvem aumento no tamanho do pâncreas e até câncer nessa glândula, quando em dietas ricas submetidos a inibidores da enzima tripsina.

Uma pessoa que não absorve corretamente os aminoácidos, tem o seu crescimento e desenvolvimento prejudicado. Você já notou que os japoneses são, normalmente, mais baixinhos? Já os descendentes que vivem em outros paí­ses e adotam as dietas desses paí­ses, costumam ter uma estatura maior que a média no Japão. (Wills MR et al: Phytic Acid and Nutritional Rickets in Immigrants. The Lancet, 8 de abril de 1972, páginas 771-773).
O efeito inibitório da absorção de aminoácidos pode comprometer a fabricação de inúmeras substâncias formadas a partir dos mesmos, entre os quais, os neurotransmissores. A enxaqueca, a cefaléia em salvas, a cefaléia do tipo tensional, e outras dores de cabeça, além de depressão, ansiedade, pânico e fibromialgia, são causadas por um desequilí­brio dos neurotransmissores. Qualquer fator que prejudique a sua fabricação, pode aumentar ou perpetuar esse desequilí­brio.
A soja contém também uma substância chamada hemaglutinina, que pode aumentar a viscosidade do sangue e facilitar a sua coagulação. Portadores de enxaqueca já sofrem de um aumento na tendência de coagulação do sangue e uma propensão maior a acidentes vasculares. A pior coisa para esses indiví­duos é ingerir substâncias que agravam essa tendência.
Tanto a tripsina, quanto a hemaglutinina e os fitatos, que mencionaremos a seguir, são neutralizados totalmente pelo processo de fermentação natural da soja na fabricação de shoyu e missô, e parcialmente durante a fabricação de tofu.
Os fitatos, ou ácido fí­tico, são substâncias presentes não apenas na soja, mas em todas as sementes, e que bloqueiam a absorção de uma série de substâncias essenciais ao organismo, como o cálcio (osteoporose), ferro (anemia), magnésio (dor crônica) e zinco (inteligência).

Você não sabia de nada disso?

Mas a ciência já sabe, estuda esse fenômeno extensamente e não tem dúvidas a respeito. Já comprovou este fato em estudos realizados em paí­ses subdesenvolvividos cuja dieta é baseada largamente em grãos. (Van-Rensburg et al: Nutritional status of African populations predisposed to esophageal cancer, Nutr Cancer, volume 4, páginas. 206-216; Moser PB et al: Copper, iron, zinc and selenium dietary intake and status of Nepalese lactating women and their breast-fed infants, Am J Clin Nutr, volume 47, páginas 729-734; Harland BF, et al: Nutritional status and phytate: zinc and phytate X calcium: zinc dietary molar ratios of lacto-ovo-vegetarian Trappist monks: 10 years later. J Am Diet Assoc., volume 88, páginas 1562-1566).
Claro que a divulgação desse conhecimento não é do interesse de toda uma indústria multibilionária da soja. A soja contém mais fitato que qualquer outro grão ou cereal. (El Tiney AH: Proximate Composition and Mineral and Phytate Contents of Legumes Grown in Sudan”, Journal of Food Composition and Analysis, v. 2, 1989, pp. 67-78).
Para os demais cereais e grãos (arroz integral, feijão, trigo, cevada, aveia, centeio etc), é possí­vel reduzir bastante e neutralizar em grande parte o conteúdo de fitatos, através de cuidados simples, como deixá-los de molho por várias horas e, em seguida, submeter a um cozimento lento e prolongado. (Ologhobo AD et al: Distribution of phosphorus and phytate in some Nigerian varieties of legumes and some effects of processing. J Food Sci volume 49 número 1, páginas 199-201).
Já os fitatos da soja não são reduzidos por essas técnicas simples, requerendo para isso um processo bem longo (muitos meses, no mí­nimo) de fermentação. O tofu, que passa por um processo de precipitação, não tem os seus fitatos totalmente neutralizados.
Interessantemente, se produtos como o tofu forem consumidos com carne, ocorre uma redução dos efeitos inibidores dos fitatos. (Sandstrom B et al: Effect of protein level and protein source on zinc absorption in humans. J Nutr volume 119 número 1, páginas 48-53; Tait S et al, The availability of minerals in food, with particular reference to iron J R Soc Health, volume 103 número 2, páginas 74-77).
Mas geralmente, os maiores consumidores de tofu são vegetarianos que pretendem consumi-lo em lugar da carne!

O resultado?

Deficiências nutricionais que podem levar a doenças como dores crônicas, como dor de cabeça e fibromialgia. O zinco e o magnésio são necessários para o bom funcionamento do cérebro e do sistema nervoso. O zinco, em particular, está envolvido na produção de colágeno, na fabricação de proteí­nas e no controle dos ní­veis de açúcar no sangue, além de ser um componente de várias enzimas e ser essencial para o nosso sistema de defesas. Os fitatos da soja prejudicam a abosrção do zinco mais do que qualquer outra substância. (Leviton, Richard: Tofu, Tempeh, Miso and Other Soyfoods: The “Food of the Future” – How to Enjoy Its Spectacular Health Benefits, Keats Publishing Inc, New Canaan, CT, 1982, páginas 14-15).
Por conta da tradição oriental, indústria da soja conseguiu inseri-la num patamar de “alimento saudável”, sem colesterol e vem desenvolvendo um mercado consumidor cada vez mais vegetariano. Infelizmente, ouvimos médicos e nutricionistas desinformados, ou melhor, mal informados por publicações pseudo-cientí­ficas patrocinadas e divulgadas pela indústria da soja, fornecendo conselhos, em programas de TV em rede nacional, no sentido de consumi-la na forma de leite de soja (até para bebês!!), carne de soja, iogurte de soja, farinha de soja, sorvete de soja, queijo de soja, óleo de soja, lecitina de soja, proteí­na texturizada de soja, e a maior sensação do momento, comprimidos de isoflavonas de soja, sobre a qual comentarei mais adiante neste livro. A divulgação, na grande mí­dia, destes produtos de paladar no mí­nimo duvidoso, como sendo saudáveis, tem resultado em uma aceitação cada vez maior dos mesmos por parte da população.
Que prejuí­zo! (Não para a indústria, é claro).

Sabe como se faz leite de soja?

Primeiro, deixa-se de molho os grãos em uma solução alcalina, de modo a tentar neutralizar ao máximo (mas não totalmente) os inibidores da tripsina. Depois, essa pasta passa por um aquecimento a mais de 100 graus, sob pressão. Esse processo neutraliza grande parte (mas não a totalidade) dos antinutrientes, mas em troca, danifica a estrutura das proteí­nas, tornando-as desnaturadas, de difícil digestão. (Wallace GM: Studies on the Processing and Properties of Soymilk. J Sci Fd Agric volume 22, páginas 526-535). Além disso, os fitatos remanescentes são suficientes para impedir a absorção de nutrientes essenciais.
A propósito, aquela tal solução alcalina onde a soja fica de molho é à base de n-hexano, nada mais que um solvente derivado do petróleo, cujos traços ainda podem ser encontrados no produto final, que vai para a sua mesa, e que pode gerar o aparecimento de outras substâncias cancerí­genas. Este n-hexano reduz, também, a concentração de um aminoácido importante, a cistina. (Berk Z: Technology of production of edible flours and protein products from soybeans. FAO Agricultural Services Bulletin 97, Organização de Agricultura e Alimentos das Nações Unidas, página 85, 1992). Felizmente, a cistina se encontra abundante na carne, ovos e iogurte integral – alimentos estes normalmente evitados pelos consumidores de leite de soja.

Mas como? A soja não é saudável? Não é isso que dizem os médicos e nutricionistas?

Infelizmente, a culpa não é deles, e sim do jogo de desinformação que interessa à toda a indústria alimentí­cia. A alimentação, assim como a saúde, é um grande negócio. Dois terços de todos os alimentos processados industrialmente, contém algum derivado da soja em sua composição. É só conferir os rótulos. A lecitina de soja atua como emulsificante. A farinha de soja aumenta a “vida de prateleira” de uma série de produtos. O óleo de soja é usado amplamente pela indústria de alimentos. A indústria da soja é enorme e poderosa.

E como se fabrica a proteí­na de soja?

Em primeiro lugar, retira-se da soja moí­da o seu óleo e o seu carboidrato, através de solventes quí­micos e alta temperatura. Em seguida, mistura-se uma solução alcalina para separar as fibras. Logo após, submete-se a um processo de precipitação e separação utilizando um banho ácido. Por último, vem um processo de neutralização através de uma solução alcalina. Segue-se uma secagem a altas temperaturas e à redução do produto a um pó. Este produto, altamente manipulado, possui seu valor nutricional totalmente comprometido. As vitaminas se vão, mas os inibidores da tripsina permanecem, firmes e fortes! (Rackis JJ et al: The USDA trypsin inhibitor study. I. Background, objectives and procedural details. Qual Plant Foods Hum Nutr, volume 35, pág. 232).
Não existe nenhuma lei no mundo que obrigue os alimentos à base de soja a exibirem, nos rótulos, a quantidade de inibidores da tripsina. Também não existe nenhuma lei padronizando as quantidades máximas deste produto. Que conveniente!
O povo… coitado… só foi “treinado” para ficar de olho na quantidade de coleterol – esta sim, presente em todos os rótulos. Uma substância natural e vital para o crescimento, desenvolvimento e bom funcionamento do cérebro e do organismo como um todo.
O povo nunca ouviu falar nos antinutrientes e inibidores da tripsina dos alimentos de soja.
A proteí­na texturizada de soja (proteí­na texturizada vegetal, carne de soja) possui um agravante: a adição de glutamato monossódico, no intuito de neutralizar o sabor de grão e criar um sabor de carne.
Alguns pesquisadores acreditam que o grande aumento das taxas de câncer de pâncreas e fí­gado, na África, se deve à introdução de produtos de soja naquela região. (Katz SH: Food and Biocultural Evolution: A Model for the Investigation of Modern Nutritional Problems. Nutritional Anthropology, Alan R. Liss Inc., 1987 pág. 50).

A minha dica: Quando consumir soja, utilize apenas os derivados altamente fermentados, como o Missô, Tempeh, Natto e o Shoyu. Mesmo assim, muita atenção para os rótulos. Compre apenas se neles estiver escrito “Fermentação Natural”, e se NÃO contiverem produtos como glutamato monossódico e outros ingredientes artificiais. Quando consumir tofu, certifique-se de lavá-lo com água corrente, pois grande quantidade dos antinutrientes ficam no seu soro. »


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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O que andamos a comer e não devíamos e o que não nos dizem ... (Reportagem TVI 24 - 2012)

A humanidade está a ser exterminada e o processo já começou sendo, entre outros métodos, intoxicada lentamente através de substâncias químicas adicionadas nos produtos alimentares (os tais "E" sob forma de aditivos, colorantes, conservantes ...), sendo cada vez mais os cientistas, a nível mundial, que se levantam e denunciam o plano que visa a redução intencional de 2/3 da população mundial, plano esse que já está a ser executado.

As referidas substâncias químicas alteram o ADN, têm impacto nos neurónios ... SÃO CANCERÍGENOS. A Indústria Agroalimentar está implicada. O ALARME SOA.

Veja o vídeo:

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O Açúcar é Vegano?


A informação que tenho de Portugal é vaga e só perguntando aos fabricantes podes ter a certeza mas o ano passado surgiu esta dúvida ao divulgar uma das receitas, sobre o uso de açúcar, de que não seria um produto vegano.

 Perguntei a algumas pessoas e recebi resposta do biólogo Sérgio Greif, activista vegano e mestre em Alimentos e Nutrição: "Açúcar é, em geral, vegano, o que pode acontecer é que algumas vezes, no processo de clareamento do açúcar refinado, se utiliza carvão de ossos (ossos carbonizados moídos) como absorventes em uma mistura com o açúcar (posteriormente o char é retirado). É como se fosse um carvão, mas de origem animal. 

De um levantamento que fiz em 1999, as grandes usinas não estavam mais usando carvão de ossos para clarear o açúcar, mas a gente ainda pode encontrar açúcar clareado por esse processo em alguns lugares, sim."
 Portanto, vale questionar os fabricantes sobre o uso do carvão de ossos na produção do açúcar, lembrando que mesmo o mascavo e o demerara tem açúcar refinado na composição.

Aspartame e Cancro... dois maus amigos!


Até que enfim: após vozes e mais vozes, chega o resultado da mais completa investigação efectuada acerca do aspartame. Porque as vozes são uma coisa, as provas são outra.

E o aspartame é um adoçante utilizado não apenas por quem deseje emagrecer, mas também pelas pessoas que querem “manter a linha”: por isso pode ser encontrado em muitos alimentos dietéticos (os light), sendo um dos mais famosos a famigerada Diet Coke. No entanto o aspartame está já disseminado por cerca de 75% dos alimentos que publicitam serem livres de açúcar.

Antes de mais: donde saiu este aspartame?

O aspartame

Como afirmado, é um adoçante, composto por dois aminoácidos, o ácido aspártico e a fenilalanina, com um poder adoçante 200 vezes maior do que o açúcar. É formado quimicamente por (L-fenilalanina e L-aspártico), sendo que a fenilalanina se encontra metilada no grupo carboxílico, formando um éster metílico (metanol) e é conseguida através da exposição [alimentação] de culturas e colónias bacteriais (p.e. E.Coli) a determinadas substâncias tóxicas que serão depois processadas e transformadas em fenilalanina.
Foi descoberto em 1965 pelo químico James M. Schlatter que estava à procura dum medicamento anti-ulcera. A empresa na qual trabalhava Schlatter, a G.D. Searle & Company (depois adquirida pela Monsanto), pediu a autorização para que o aspartame fosse utilizado como adoçante nos alimentos, e em 1974 o pedido recebeu uma primeira aprovação por parte da FDA (Food and Drug Administration).
Todavia já na altura existia polémica acerca da utilização nos alimentos, sendo que alguns estudos evidenciavam uma ligação entre aspartame e tumores em ratos. Em 1981 e em 1983, a FDA liderada por Arthur Hull Hayes concedeu a autorização definitiva: presidente da G.D.Searle na altura era o simpático Donald Rumsfeld, amigo pessoal de Hayes; e Hayes foi depois obrigado a demitir-se por causa da acusação de corrupção, acabando assim a dirigir o departamento de Relações Públicas da Monsanto (dona da G.D.Searle desde 1985 ).

A pesquisa


Agora a nova pesquisa e a mais abrangente desenvolvida até hoje.
É importante realçar que este tem sido um estudo de longo prazo: os investigadores analisaram os dados ao longo dum período de 22 anos, tendo sido estudados um total de 2.278.396 pessoas que regularmente (de dois em dois anos) receberam um detalhado questionário alimentar e cujas dietas foram reavaliadas a cada quatro anos.
Os estudos anteriores, aqueles que não tinham encontrado uma ligação entre o cancro e a ingestão de aspartame, apenas analisavam os sujeitos ao longo dum restrito período de tempo, um erro muito grave em termos de precisão.

Os resultados


De acordo com os novos resultados, uma bebida refrigerante por dia (adoçada com aspartame) aumenta o risco de leucemia, de mieloma múltiplo e de linfomas não-Hodgkin. Mais em pormenor:
+ 42% de risco de contrair leucemia em homens e mulheres
+ 102% de risco de contrair um mieloma múltiplo (nos homens)
+ 31% de risco de desenvolvimento de linfomas não-Hodgkin (nos homens)
Estes resultados estão baseados em modelos multi-variáveis de risco relativo, tudo comparado aos participantes da pesquisa que não costumam beber refrigerante dietéticos.
Não se sabe porque apenas os homens que bebem maiores quantidades de refrigerante mostram um aumento do risco de mieloma múltiplo e de linfomas não-Hodgkin.
Mas é interessante realçar como os refrigerantes dietéticos são agora a principal fonte alimentar de aspartame nos Estados Unidos: todos os anos, os americanos consomem cerca de 5.250 toneladas de aspartame, dos quais cerca de 86% (4.500 toneladas) provêm das bebidas dietéticas.

Conclusões

Este estudo mostra a importância da qualidade da investigação. A maioria das pesquisas anteriores, que não tinham mostrado alguma ligação entre aspartame e o cancro, eram desenvolvidas ao longo dum curto espaço de tempo e os resultados eram assim muito vagos na avaliação de longo prazo. Este novo estudo resolve ambos os problemas.
O facto do novo estudo mostrar uma correlação positiva com o cancro não deveria ser uma surpresa, porque investigações anteriores realizadas em animais (900 ratos, ao longo de toda a vida deles) tinham apresentado resultados muito semelhantes: o aspartame aumenta exponencialmente o risco de linfoma e de leucemia. Estudos que tinham confirmado também um aumento significativo na taxa de cancro da mama.
Os novos dados, portanto, confiram as suspeitas: beber refrigerantes com aspartame aumenta em 42% as possibilidades de contrair leucemia, em 102% o risco de contrair um mieloma múltiplo nos homens, em 31% o risco de desenvolver linfomas não-Hodgkin nos homens.

Se nos faz mal… não nos faz falta. Pense nisso!

Fontes: NCBI (I, II, III), Natural News

via portugalmundial.com