sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O Açucar Branco e Outros Perigos da Alimentação Moderna

Autor: Marcio Bontempo






Açúcar branco
   Não existe na natureza nenhum tipo de composto isolado e concentrado como a sacarose - o açúcar refinado. Todos os alimentos são compostos. Ele, o açúcar, é obra do homem, que conseguiu a façanha de retirar de um alimento integrado, como a beterraba e a cana, apenas um princípio químico ativo. Portanto, o açúcar refinado deve ser visto como uma droga, de preferência em duplo sentido, de modo a evidenciar a sua realidade.
   A natureza sempre forneceu-nos energia química, representada pela glicose e compostos semelhantes, presentes em estruturas de cadeias moleculares mais complexas, os açúcares compostos, os amidos, encontrados nos cereais, nas frutas, nos tubérculos, nas raízes, etc. O organismo sempre contou com a mastigação para digerir o amido na boca, pela ação da ptialina, enzima capaz de quebrar as cadeias moleculares de modo a obter glicose, frutose, dextrose e outros açúcares primários, capazes de gerar energia quando assimilados. Com a “descoberta” do açúcar refinado, criou-se um elemento novo para o organismo, capaz de fornecer imediatamente uma enorme carga de glicose. E sem exigir mastigação (uma vez que o açúcar é ingerido diretamente dissolvido nas bebidas e comidas). Só que o organismo não contava com isso. Acostumado há milênios com o contato com o amido, a frutose, etc, agora ele passou a trabalhar com uma nova informação: a presença de cargas super rápidas de glicose.
   Antes do surgimento do açúcar não era costume acrescentar nenhum adoçante aos alimentos. Apreciava-se o sabor natural de tudo. A idéia de adoçar as bebidas e os alimentos surgiu há pouco mais de dois séculos (e intensificou-se nos últimos cinqüenta anos). Depois do incremento do plantio da cana-de-açúcar na América, a Europa criou um mercado consumidor que se ampliou enormemente; mesmo assim, o açúcar consumido pelos ingleses, franceses, alemães, espanhóis e os demais, era o açúcar mascavo marrom, muito forte e carregado, mais destinado à fermentação precoce da cerveja e do vinho que para adoçar tortas, bolos, compotas e, muito menos, sucos, leite matinal, etc.
   O paladar dos povos do passado era voltado para a apreciação do sabor conforme a natureza do próprio alimento; os burgueses da França de Luiz XV, por exemplo, preferiam o pão integral bruto, com sabor forte de trigo, aos croissants e brioches consumidos pela Corte, adoçados com o mascavo oriundo do caribe; eles achavam esses alimentos enjoativos e sem capacidade de sustentar um trabalhador, um soldado ou um agricultor; apenas os aristocratas de vida sedentária e tediosa poderiam dispor dessas guloseimas feitas com farinha empobrecida e repleta de açúcar formador de gases intestinais.
   Os exércitos, antigamente, também não consumiam açúcar. Se o fizessem, talvez precisassem de um contingente de igual número de homens para transportar toneladas de sacos do mascavo necessário para "energizar" dez, vinte, cinqüenta ou cem mil pessoas...
   Quanto ao mel ou outras formas de açúcares, também não havia o hábito de acrescentá-los aos alimentos.
   O açúcar é prejudicial á saúde por ser um produto muito concentrado que desestabiliza os mecanismos de compensação do organismo e exige complementação bioquímica, o que produz perdas minerais (cálcio, magnésio, etc.) crônicas e constantes.
   Hoje as pessoas praticamente viciaram-se no açúcar e, só nos Estados Unidos, a média de consumo de açúcar é de aproximadamente 300 gramas por pessoa. Isso significa 9 quilos de açúcar por mês e... Cerca de 100 quilos por ano!
   Se entendermos que o açúcar é totalmente desnecessário para o organismo, que todo açúcar que o corpo precisa ele retira dos alimentos comuns (glicose) e que todo excesso de açúcar tem efeito desequilibrante, então podemos ter uma breve idéia dos perigos que o hábito representa. O consumo de açúcar está ligado às seguintes doenças:
  • ARTERIOSCLEROSE
  • HIPERCOLESTEROLEMIA
  • CÂNCER
  • HIPOGLICEMIA
  • CÁRIES DENTÁRIAS
  • OBESIDADE
  • DEFICIÊNCIA IMUNOLÓGICA
  • OSTEOPOROSE
  • DEPRESSÃO PSÍQUICA
  • REUMATISMO
  • DIABETES MELITO
   O hábito de consumir açúcar branco é hoje considerado uma das causas do aumento da incidência do diabetes. Como vimos, o organismo humano está preparado para receber a glicose proveniente dos cereais, frutas, legumes, leguminosas, etc. A glicose é importante como fonte de energia para as células. Normalmente, temos glicose suficiente reservada no fígado (sob a forma de glicogênio, ou na própria capa gordurosa, que se desdobrando fornece energia). Isto explica porque antigamente não necessitávamos de açúcar branco, nem mesmo o mascavo, mel etc. Esta glicose (ou a frutose) é derivada da quebra da molécula do amido, o que permite uma assimilação lenta do nutriente; daí o amido ser considerado um “açúcar lento”. O açúcar branco fornece cargas muito rápidas e imediatas de glicose, por isso é chamado de “açúcar rápido”. Cada molécula de sacarose possui apenas duas moléculas de glicose, que são separadas muito rapidamente no tubo intestinal. Esse fato engana o metabolismo glicídico, que envolve reações muito complexas das quais participam enzimas, insulina, mediadores químicos, mecanismos de feedback, etc. Sabendo-se que o corpo humano está “programado” para lidar bem com o açúcar lento, de modo a poder metabolizá-lo convenientemente, obedecendo aos parâmetros autoreguladores, quando se ingere uma quantidade grande de açúcar branco, o organismo se confunde e acaba se desregulando com o tempo.
   Há um mecanismo de regulação dos níveis de glicose no sangue que procura manter entre 70 e 120 mg. por 100 ml. Quando este nível é ultrapassado, um pouco mais de insulina é liberado para compensar e manter essa taxa normal. Um simples sorvete pode provocar elevações dos níveis de glicose acima de 300 mg. mas, apenas, num trecho de 100 ml. de sangue. E este é o problema: o nível de glicose se eleva num pequeno trecho do sangue proveniente dos intestinos, onde o açúcar foi rapidamente assimilado; os sensores do fígado e do pâncreas “avisam” o cérebro de que a quantidade de glicose captada é de “300 mg”.e este determina a liberação de insulina relativa a essa quantidade, que não é uma realidade para a totalidade do sangue circulante. Isto ocorre porque a “programação” biológica do organismo é para a assimilação de açúcar “lento”, que, sendo assimilado gradativamente, permite uma saturação de glicose também lenta e de modo bem distribuído. Esta situação acontecendo vez ou outra não causa problema, mas desde que seja constante, através dos anos - como mostra a realidade dos hábitos alimentares modernos - produz um condicionamento metabólico e bioquímico com a liberação constante de insulina um pouco além do normal. Com isto há uma tendência a se instalar uma situação de constante baixa dos níveis de glicose (hipoglicemia reativa ou funcional), apesar de se consumirem quantidades elevadas de açúcar (glicose). A pessoa desenvolve, assim, uma necessidade constante de doces ou açúcar, que pode ser crescente, transformando-se, freqüentemente, em compulsão.
   A hipoglicemia é uma situação orgânica variável, que pode afetar as pessoas de várias maneiras. Pode ser imperceptível, com apenas um pouco mais de fome proximamente às refeições, ou algumas tonteiras passageiras e ansiedade, até graus intermediários com sudorese, taquicardia, cansaço, falta de memória, ansiedade mais forte ou depressão que, curiosamente, desaparecem temporariamente com a ingestão de doces. Em graus mais acentuados, a hipoglicemia pode determinar desde distúrbios orgânicos subjetivos, semelhantes a um distúrbio neurovegetativo, com sensações corporais ruins de difícil descrição, pensamentos estranhos e depressão forte. Estes casos, sempre relacionados com certa melhora temporária quando se ingere açúcar, freqüentemente são encaminhados para tratamento psiquiátrico ou psicológico. A única forma de melhora é através da suspensão gradativa do açúcar (tratamento idêntico ao dos toxicômanos e farmaco-dependentes) e adoção de dietas muito controladas.
   À medida que a situação deste tipo de hipoglicemia se mantém, pode acontecer uma falência relativa da capacidade do pâncreas em produzir insulina, elevando-se os níveis de açúcar do sangue (hiperglicemia), surgindo assim o diabetes. Isto, porém depende sobremaneira da predisposição herdada pelo organismo. Pré-diabéticos têm maior tendência para ter hipoglicemia primeiro e, depois, diabetes em graus variáveis, desde aquele controlável com dietas e/ou hipoglicemiantes orais ou aqueles que exigem insulina sintética.
   Esta é a relação do açúcar com o crescimento da incidência de diabetes no mundo, segundo dados oficiais e diversos estudos modernos.
   Por sua ação desmineralizante, antinutriente, condicionante, desreguladora e viciante açúcar é considerado um dos produtos mais prejudiciais ao organismo.
   É importante se consumir os alimentos como a natureza os fornece; portanto, não é preciso acrescentar nada aos sucos, às saladas de frutas, etc. Existem formidáveis receitas de doces caseiros, de tortas e bolos sem açúcar, adoçados apenas pela capacidade culinária, imitada aos antigos, de apurar o açúcar próprio das frutas, ou de usar apenas pequenas quantidade de mel (que não é saudável quando aquecido). Bananas, mangas, laranjas, morangos, tâmaras, etc., possuem o próprio açúcar (frutose), que pode ser apurado por cozimento, bastando acrescentar uma pitada de sal marinho.
   O hábito de usar o açúcar branco surge do condicionamento do paladar desde o nascimento, quando as mamadeiras do aleitamento artificial já recebem sacarose ou outras formas concentradas de açúcares.
   Um dos ensinamentos principais da alimentação natural é o de não fornecer às crianças alimentos adoçados. Nenhum açúcar, ou antes, nenhuma glicose, é necessário ao corpo humano, além daquele presente naturalmente nos alimentos. O raciocínio serve não só para crianças como para adultos, desportistas, doentes, gestantes, lactantes, etc.
   Para que se tenha saúde e equilíbrio é preciso praticar uma alimentação sem açúcar branco, tolerando-se, eventualmente, mel ou açúcar mascavo em algumas guloseimas inevitáveis, como bolos de aniversários, tortas, etc. Para as crianças ou adultos dependentes dos alimentos muito adoçados, convém proceder a uma eliminação gradativa e inteligente dos mesmos; nessa fase, tanto o mel quanto o açúcar mascavo podem assumir uma função importante, até que se estabeleça uma dieta completamente natural.
   Adoçantes artificiais são muito perigosos para a saúde, talvez mais que o próprio açúcar branco; o ciclamato e a sacarina são proibidos em numerosos países devido a seu potencial cancerígeno e teratogênico (deformações no feto). O aspartame, apesar de ser um produto dito "natural", é um derivado sintético da fenilalamina, capaz de produzir vários problemas orgânicos, mas de intensidade menor.
   No caso de necessidade de adoçar, sugere-se a estévia verdadeira (em pó); existem falsificações e misturas de estévia nos chamados "adoçantes naturais" que não são recomendáveis.
   Os perigos da Alimentação Moderna
Açúcar branco.......................(Diabetes, hipoglicemia, cáries, osteoporose)
Enlatados............................................................(Carências nutricionais)
Aditivos artificiais.............................(Câncer, leucemia, dislexia, alergias)
Carnes(acomp: hormônios).......................(Câncer, depressão, impotência)
Trangênicos............................................(Depende do acompanhamento)
Presunto, frios................................(Câncer, miomas, cistos, menopausa)
Hamburgers, etc.............................................(Colite, anemia, carências)
Farinhas brancas..................................................(Carências nutricionais)
Sal refinado............................................................(Tireóide, Alzheimer)


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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Dicas: Descascar castanhas



Parece-me que a maneira mais fácil é dar-lhes um golpe e levá-las ao forno num tabuleiro, mas sem deixar assar, ou seja, ficam no forno apenas até abrir a casca. Há sempre uma ou outra que é mais "teimosa" e não quer largar a casca, mas geralmente descascam muito bem.

Atenção que comê-las cruas pode causar flatulência.
Cozinhar sempre com erva-doce ou Funcho.

Normalmente o funcho é utilizado na cozedura ou para assar castanhas. A razão não é meramente aromática, mas sim para aliviar os efeitos secundários de comer castanhas: a flatulência. Pode ainda aliviar outros efeitos gástricos como a colite e o mau hálito. O funcho ajuda a favorecer a lactação nas mulheres que amamentam.

Congelamento e descongelamento de alimentos


Truques e Dicas
Ocupe no máximo 75 % da capacidade de seu congelador ou arca frigorifica. Nunca "lote" completamente, porque assim o ar não terá espaço para circular.

Nunca deixe de datar o alimento, colocando os mais antigos à frente, para serem utilizados primeiro.

Se a energia faltar, evite abrir o frigorifico.

Se o frigorifico deixar de funcionar por algum defeito ou mesmo por falta de energia elétrica, não recongele os alimentos. Os pratos prontos devem ser consumidos imediatamente e os alimentos crus devem ser cozidos antes de preparados.

Congelamento
Os alimentos devem ser bem embrulhados, para que não haja desidratação ou queimaduras provocadas pelo gelo. De seguida meta-os em sacos de plástico, feche-os bem e congele.

Use sacos de plástico para frutas e legumes. Para congelar liquidos em sacos, coloque o saco num recipiente de plástico rígido antes de o encher. Uma vez cheio, leve-o, aberto, ao congelador ou arca frigorífica. Depois de o liquido estar congelado, tire o saco do recipiente, feche-o, etiquete-o e leve-o de novo ao congelador.

Tenha sempre à mão película aderente. Ela ser-lhe-à muito útil para embrulhar legumes ou para tapar pudins e tartes, por exemplo.

Os recipientes descartáveis de papel de alumínio são ideais para acondicionar assados e ensopados.

Anote sempre o nome do alimento, peso, data, quantidade de doses e as instruções para o seu reaquecimento. Use nesta operação lápis de cera, para que a escrita não desbote.

Um código de cores pode ser uma maneira eficaz de diferenciar os alimentos. Porque os recipientes de plástico rígido, indicados para congelamento, têm diversas cores, podem, desta forma, os alimentos do mesmo tipo ser referênciados com idêntica cor.

LEGUMINOSAS
As leguminosas devem ser branqueadas antes de serem congeladas: depois de bem limpas, devem ser mergulhadas em água a ferver, retiradas imediatamente, por água fria e então congeladas. Assim, manterá características como sabor, cor e textura.

HORTALIÇAS
Lave as hortaliças cuidadosamente em água corrente fria e deixe de molho por 30 minutos com duas gotas de cloro ou lexivia (ou Vinagre) para cada litro de água e mexe-se bem para perderem a terra se ainda a tiverem. Retire-os do recipiente, sem despejar a água, de modo a que a terra e outras impurezas nele contidos fiquem retidos no fundo

Este procedimento irá deixar o seu alimento limpo. O alimento deverá ser branqueado, isto é cozinhado no vapor. Caso não possua um equipamento próprio, poderá usar uma peneira de alumínio, ou utilizar o microondas. O tempo varia de acordo com a hortaliça. Depois coloque numa vasilha com água gelada . Esse procedimento interromperá o processo de cozimento. Escorra bem e embale (não se esqueça de tirar o ar) e leve ao congelador imediatamente.


NUNCA DEVE CONGELAR:

Verduras de folha, como por exemplo, alface, agrião e espinafres.

Pepino, rabanete e tomate cru não devem ser congelados, assim como qualquer legume que se pretende consumir em saladas.

Batata crua.

Descongelamento
Os produtos congelados, quando são submetidos à congelação com as qualidades inalteradas, não perdem as qualidades originais. Para manterem essas qualidades, a descongelação tem de ser feita eficazmente:

Nunca pôr a descongelar junto a produtos que libertem sabores e odores.

Proteger sempre o produto com pelicula apropiada para o efeito.

Nos produtos que libertam liquidos ao serem descongelados, arranjar forma de que seja feito o escorrimento dos liquidos para um recipiente separado do produto que está a descongelar.

Descongelar os produtos sempre em temperatura de refrigeração (1 a 5 graus).

Colocar o produto a descongelar mais ou menos 24 horas antes de ser consumido, porque é o tempo mínimo que este tipo de descongelação demora.


Sorvetes / Gelados
Evite que o sorvete descongele fora do congelador.
Cerca de 50% do gelado é composto de ar e quando este descongela, o ar sai, fazendo com que a consistência e o volume sejam alterados.

Batatas
Congelar batatas cozidas não é uma boa opção. A batata tende a absorver muita água e esfarela quando descongelada. Mas, se elas estiverem fritas ou na forma de puré não haverá problema.

Frutos
Para se congelar bananas, frite-as, cozinhe ou faça uma pasta.

Para as nozes, castanhas, amendoins, etc, não importa se as congelamos com cascas ou sem elas. Só que elas deverão descansar de 3 a 5 horas antes de serem usadas ou consumidas.

Quanto a peras, goiabas e mangas, faça uma calda com açúcar antes de congelá-las.