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quinta-feira, 31 de março de 2016

Cálcio no Organismo: Por que o leite de animais é contraindicado?

Quais as melhores fontes para os vegetarianos. Por que a falta deste mineral é tão comum? Só tem no leite dos animais? Saiba tudo aqui.
Se você acha que isso é natural, é porque seus olhos estão fechados!
Só tem cálcio no leite dos animais? Não. Mamíferos naturalmente só bebem leite da própria mãe de amamentação. Após isso, sua alimentação muda e seus nutrientes são adquiridos de outra forma. Só o humano, por meio da exploração comercial e até falta de informação alimentar adequada, continua bebendo leite, e de outra espécie (vaca, cabra, búfala, etc.). Portanto, sequer é natural. Muito menos essencial. Você gostaria que roubassem o leite de seu filho (bebê)? A vaca, a cabra, a búfala e outros mamíferos lactantes também não! E o que acha de tratar um ser vivo animal como uma "máquina artificial de produzir leite"? As vacas leiteiras, por exemplo, são inseminadas artificialmente e ordenhadas várias vezes ao dia, o que lhes causa graves infecções dolorosas nas tetas, e caminho aberto para insetos e moscas varejeiras. E já imaginou uma mulher na idade reprodutiva sendo mantida grávida constantemente para produzir leite e seu bebê lhe sendo retirado após o parto? Pois é isto que acontece com as vacas leiteiras, constantemente prenhas para produzir leite em grande quantidade e suas crias lhes são roubadas no mesmo dia do nascimento. Nada disto é justo e muito menos saudável. Por isso, as vacas que têm um ciclo natural de vida de cerca de 25 anos, não passam de 5 anos nestes “campos de concentração animal”. Imagina o leite produzido por estas vacas? O que esperar da qualidade nutricional deste leite, que é uma excreção natural da vaca como pus da inflamação sendo contaminado por hormônios reprodutivo e do estresse constante, e ainda, por insetos diversos?
Para corroborar, veja o que o nutricionista funcional e pesquisador português Pedro Bastos diz sobre o consumo de leite animal: “Não considero o leite de vaca e de outras espécies um alimento adequado ao ser humano. Após a amamentação, nenhum mamífero consome leite (e muito menos de outra espécie). Este padrão também foi seguido, durante 2,5 milhão de anos, pelos vários hominídeos (incluindo os homo sapiens) que habitaram a terra. Só após a revolução agrícola (há 10 mil anos), através da domesticação de animais, é que a exploração e consumo de laticínios se tornou possível. O leite é, assim , um alimento relativamente recente na alimentação do ser humano, o que explica que 70% da população adulta mundial apresenta intolerância à lactose”.
A intolerância à lactose é uma dificuldade/impossibilidade de digerir o açúcar do leite, e esta intolerância é mais comum do que se imagina, pode nascer com o bebê (de origem genética), ou se adquirir em qualquer época da vida. Sendo que, muitas pessoas não percebem que após a ingestão de leite ou derivados, acontecem digestão lenta e pesada, gases, inchaço, distensão e/ou desconforto abdominais, prisão de ventre, pequena ou grande diarréia, e presença de muco são decorrentes da falta muito corriqueira, da enzima lactase no organismo, que quebra as moléculas da lactose. É muito provável que a grande maioria dos leitores deste artigo tenha deficiência desta enzima.
Um copo de leite de vaca tem 300 calorias, 51 mg de colesterol, e 16 gr de gordura. E nem adianta o semi, o desnatado ou o light, todos contém num mísero copo mais de 135 milhões de pus, antibióticos bovinos, hormônios de crescimento, hipofisários, adrenal, intestinal e para-tiroideanos, etc..Um litro de leite de vaca pode conter 20 milhões de bactérias e 750 milhões de células de pus de inflamação. E o que dizer do queijo de origem animal, que além de levar coagulantes e conservantes artificiais, e outros elementos químicos é cheio das maléficas gorduras LDL colesterol (só presente nos produtos de origem e derivados animais). Ou seja, o leite e seus derivados são umas miríades de hormônios químicos e substâncias artificiais que sobrecarregam e exigem muito do sistema digestivo, do fígado, do pâncreas, do rim e todo o intestino para se livrar de seus componentes tóxicos e pesados.
E um estudo publicado pela Associação Médica Americana nos “Archives of Pediatric & Adolescent Medicine” mostrou, em 2012, que as crianças selecionadas que consumiram as maiores quantidades de leite, sofreram mais fraturas ósseas do que aquelas que consumiram menos leite. E isto não foi uma surpresa. Estudos anteriores mostram que o consumo de leite não melhora a saúde dos ossos ou reduz risco de osteoporose. A idéia de que o leite de vaca é uma boa fonte de cálcio, com bom aproveitamento para os ossos é um mito, pois devido a sua acidez natural, depois de anos consumindo o leite de vaca ou outro de origem animal, ocorre o efeito rebote de enfraquecimento dos ossos pela osteopenia, e depois com o agravamento, pela osteoporose.
Quem precisa do leite da vaca ou de outro animal? Erroneamente, o leite animal é rotulado como um alimento quase perfeito. É considerado essencial na constituição óssea e na prevenção da osteoporose. Ironicamente, nem adianta dar uma de bezerro (que é o verdadeiro destinatário do leite da vaca) e tomar leite e derivados o dia todo, achando que garantirá um esqueleto de melhor qualidade. A questão é que o leite animal é abundante em cálcio, mas também rico em proteínas. E o grande problema das dietas com proteínas em excesso é que levam à desmineralização dos ossos. A conseqüência direta disso é a osteopenia, e em seguida, osteoporose. Esse processo ocorre porque o excesso de proteínas sobrecarrega os rins e para neutralizar esse distúrbio o cálcio "sai" dos ossos para ajudar a filtrar essas substâncias. Imagina isto acontecendo durante décadas.
Na idade adulta é comum algumas pessoas desenvolverem indícios que não suportam leite animal e seus derivados, pois há uma queda natural da produção da enzina lactase no intestino. O leite de animais e derivados é totalmente dispensável. A ingestão de cálcio por meio de verduras, grãos e sementes é a melhor maneira de repor o mineral.
Os alimentos vegetais mais ricos no mineral Cálcio são: Coentro cru (tempero) tem 784 mg em 100g, a semente de chia contém 714 mg nos mesmos 100g, o leite de soja fortificado sem DNA transgênico (2 copos por dia fornecem cerca de 500 mg), tofu ou queijo de soja (livre de transgenia,100g tem 100 a 350 mg, preferencialmente, grelhado sem óleo, temperado, em patê, etc), algumas verduras verde-escuras (couve crua tem 131 mg em 100g, couve refogada tem 177 mg em 100g), agrião (1 xícara crua ou duas cozidas tem 133 mg), escarola (1 xícara cozida ou duas cruas tem 100 mg), mostarda (1 xícara cozida ou duas cruas tem 103 mg) , rúcula crua (tem 117 mg em 100g ou 160mg em 2 xícaras cruas) e brócolis cru tem 86 mg em 100 g, figo seco, melado de cana, entre outros também são ricos no mineral. Oleaginosas (como amêndoas e avelã), sementes (como linhaça, chia, gergelim e girassol) e molho tahine contêm cálcio, mas são calóricas demais, e por isso, devem ser consumidos com moderação pelos que não querem engordar.
Que tal uma salada cheia do mineral? Junte vagem, brócolis e cenoura. Esses vegetais são suficientes, eles têm em torno de 123 mg de cálcio, mas para enriquecer ainda mais salpique gergelim. Vai dar uma quantidade de cálcio 232 mg aproximadamente.
Sopa de legumes também tem cálcio. Use legumes ricos em cálcio e também coloque um pouquinho de gergelim, bastante salsinha e cebolinha.
Um almoço que tenha feijão, arroz integral e também uma folha verde escura refogada, como agrião e couve manteiga, vai fornecer aproximadamente 500 mg de cálcio. E para deixar o feijão mais rico ainda em cálcio, pode-se acrescentar salsinha, cebolinha e couve. Fazendo essa mistura se obtém 84 mg de cálcio.
A couve também pode ser aproveitada no suco de laranja. Bater duas laranjas com uma folha de couve tem aproximadamente 70 mg de cálcio.
E entre as frutas mais ricas em cálcio estão mamão, a tangerina, o figo e o morango. Três porções destas frutas vão oferecer aproximadamente 150 mg de cálcio num dia.
E que tal um leite de quinua, saboroso e fonte de cálcio? Você pega duas colheres de sopa do grão e coloca para ferver em 500 ml de água, durante 15 minutos. Depois tira, coloca no liquidificador e bate bem. Coando você vai ter um leite. Pode adoçar com Stévia ou bater com mamão, morango ou qualquer fruta que você quiser para aumentar a quantidade de cálcio.
Apesar de usarmos poucos, devemos usar as especiarias todos os dias. O uso regular dessas ervas e especiarias, é garantia de maior aporte do mineral, pois elas são riquíssimas em cálcio. São elas: orégano, pimenta-do-reino, noz moscada, cravo e canela. Não obstante, usar a pimenta-do-reino com parcimônia, já que esta tende a arritar a mucosa do estômago de pessoas mais sensíveis.
Uma mistura que é cálcio puro: faca um mix de sementes de girassol , gergelim e linhaça (levemente triturada) ou chia (não precisa triturar) e coma 1 colher de sobremesa cheia por dia na salada , na sopa, no iogurte dos leites vegetais, no suco ou nas frutas. E só contém 60 calorias em média! Além de o cálcio ser encontrado em boa quantidade nas sementes, tem ótima biodisponibilidade , ou seja , é facilmente absorvido pelo organismo. E é bom lembrar que a linhaça e a chia são ótimas fontes de ômega-3, gordura boa, que aumenta a densidade dos ossos. Evite comer espinafre, acelga, cacau e beterraba (em especial as folhas) nas refeições ricas em Cálcio, pois estes alimentos contêm oxalato, um inibidor de absorção de cálcio.
Então, evite creme de espinafre com leite de soja, ou leite de soja batido com cacau, ou ainda, bolinho de tempeh com salada de acelga e/ou beterraba, se estes forem suas principais fontes de cálcio diário.
E ainda outros alimentos com ácido oxálico e fitatos:
O ácido oxálico encontrado também no gérmen de trigo, nozes, feijão e tomate aumenta a eliminação de cálcio pelas fezes. O fitato age da mesma forma. Um exemplo de alimento com essas duas substâncias são os cereais integrais (farinha integral, de centeio, aveia, etc.). No entanto, isso não significa que eles devem deixar de ser ingeridos, já que são ricos em fibras necessárias para o bom funcionamento do intestino. Em casos de pessoas que já tenham doenças nos ossos, uma boa alternativa é ter uma alimentação com bastante frutas, vegetais e legumes, o que garantirá o pH ácido ao estômago - condição necessária para a boa absorção do cálcio. Quanto maior a ingestão desses alimentos, maiores as chances de você consumir zinco, mineral que equilibra o pH do estômago e atenua o problema.
E sempre fique longe das gorduras de origem animal. Existe um tipo específico de gordura que faz com que o cálcio seja liberado pelas fezes, em vez de ir para os ossos: os ácidos graxos saturados de cadeia longa, encontrados em manteiga e nas gorduras das carnes animais. Ao chegar ao intestino, esse tipo de gordura forma de novo a tal substância chamada oxalato, que se liga às moléculas de cálcio, formando um complexo insolúvel. Esse complexo acaba sendo excretado nas fezes, além de entupir artérias e causar danos celulares. Mais um motivo para se adotar a dieta 100% vegetariana que pode suprir toda a nossa necessidade de cálcio de forma saudável!
Embora aconteça raramente, é possível que o ferro em excesso (ocorre quando há suplementação acima do necessário) faça com que o cálcio não seja absorvido. Isso acontece por causa de uma disputa entre esses dois minerais, Eles são absorvidos pela mesma 'porta' chamada de glute, que encaminha as substâncias à corrente sanguínea e competem entre si para serem absorvidos.O cálcio costuma ganhar o páreo, mas perde quando o ferro está em uma quantidade muito maior. No entanto, isso é raro de acontecer, já que geralmente as dietas são mais ricas em cálcio do que em ferro. Mas se houver suplementação ferropriva peça a orientação de seu médico ou nutricionista.
O excesso de proteína pode roubar o cálcio do organismo: Isto é mais difícil de acontecer com a alimentação 100% vegetariana, mesmo assim, é bom entender o processo. O organismo gasta muito cálcio para processar a proteína. Por isso, abusar nas fontes de proteínas pode aumentar a eliminação de cálcio pela urina, dificultando a sua absorção. Mas como saber se você está passando dos limites na ingestão de proteínas? Uma pessoa que não seja atleta precisa de 0,8 a 1g de proteínas diárias por quilo de seu peso. Quem passa dessa 1g já tem a chamada dieta hiperprotéica. Por isso, se for atleta ou quiser aumentar o aporte de proteína, para ganho de massa muscular, por exemplo, o faço com acompanhamento de nutricionista para não haver a perda de cálcio.
A vitamina D (sol) intensifica a absorção do cálcio ingerido.
A necessidade diária de cálcio: Crianças de 1 a 3 anos devem ingerir 500 mg/dia; de 4 a 6 anos, 600 mg/dia; e de 7 a 10 anos, 700 mg/dia. Adultos precisam de 1.000 mg/dia. O consumo diário de cálcio para adolescentes é 1.300 mg/dia. Grávidas e lactantes acima dos 18 anos é de 1000 mg. Idosos é de 1200 mg. E alguns médicos recomendam para mulheres na menopausa e homens na andropausa (acima de 50 anos) até 1500 mg/dia (este valor deve ser discutido e acompanhado por médico ou nutricionista).
A população mundial (onívora principalmente), de forma geral, apresenta dificuldade em ingerir a quantidade de cálcio necessária diariamente. Se uma pessoa teve uma alimentação rica em cálcio, vitamina D e ômega-3 durante a infância e adolescência, ela terá menos chances de ter osteoporose quando adulta. A necessidade do nosso organismo nas primeiras três décadas de vida aumenta gradualmente a quantidade de Cálcio no corpo (ossos, dentes e sangue) e depois disso ele passa a se reduzir lentamente ano após ano. O que vai determinar quando as reservas cairão chegando a um limite preocupante é o pico por volta dos 35 anos. Se a pessoa consome pouco Cálcio em sua 1ª fase adulta, poderá apresentar problemas futuros por ter este pico baixo. Então qual seria a saída? Independente da idade, o Cálcio deveria ser um dos micronutrientes de maior atenção de nossa alimentação em quantidades que supram sempre nossas necessidades. Mais do que calcular o quanto consumiu é fundamental que haja o hábito de incluir leite de soja enriquecido com o mineral, sementes e oleaginosas, e alguns temperos e verduras de cor escura na dieta básica diariamente.
A atividade física não acarreta uma maior necessidade considerável no consumo de Cálcio. Podemos inclusive dizer que um atleta por consumir mais calorias diariamente e, talvez por ter uma alimentação em teoria mais regrada, acaba inclusive com um consumo maior do que o da média da população.
A falta de cálcio no organismo pode levar a espasmos musculares e nervosos, raquitismo, osteomalácia (muito confundida com a osteoporose, nesta doença ocorre uma falha na mineralização da matriz óssea, causando também fraturas) e osteoporose ( perda de massa óssea, enfraquecimento dos ossos, e inclusive dores e fraturas), entre outros problemas.
E hábitos como colocar um pouquinho mais de sal na comida podem atuar como vilões para o organismo, ajudando na perda do mineral, segundo o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia. Portanto, nada de exagerar no cloreto de sódio (sal)!
Como reter o cálcio no organismo de modo eficaz:
1. Abuse de leite de soja (sem transgênicos, e preferencialmente orgânicos), principalmente, os enriquecidos com o mineral, e derivados (principalmente tofu e missô), aumente a ingestão para três porções por dia.
2. Coma vegetais verde-escuros (couve, rúcula, escarola, agrião, etc.) pelo menos duas porções (uma porção = um pires) por dia.
3. Exponha-se ao sol (maior fornecedor de vitamina D): pelo menos 15 minutos por dia, das 7h às 10h, ou a partir das 16h, ajuda a fixar o cálcio. Se for impossível, por questões de saúde ou local de moradia, por exemplo, a alternativa é consumir suplementos de vitamina D.
4. Faça exercícios: O estímulo dos exercícios físicos ajuda na absorção do mineral. Uma caminhada vigorosa diária de 30 minutos, já faz muito pelos ossos. Assim como, a ginástica localizada, a musculação orientada e sem exageros, a power yoga, as lutas marciais, e esportes diversos, como futebol, vôlei, basquete, boxe, etc..
5. Coma semente de linhaça ou chia, são ricas em ômega-3 e cálcio, mas a semente de linhaça deve ser levemente triturada. 1 colher de sopa ao dia é o suficiente. Misture na comida, no leite de soja, suco, saladas, etc..
6. Evite frituras, que atrapalham a absorção dos nutrientes.
7. Evite a cafeína: o consumo de três ou mais xícaras por dia(equivalentes à 300 mg) de café ou chás escuros (mate, preto, verde) aumentam a acidez do sangue. O organismo, para compensar, retira cálcio dos ossos para tornar o ambiente mais básico. E a cafeína, principalmente presente no café, tem efeito diurético, o que faz com que o cálcio seja eliminado pela urina. Consuma as bebidas ricas em cafeína longe dos alimentos ricos em cálcio.
8. Evite refrigerantes, inclusive os diet e light: os acidulantes dos refrigerantes fazem um trabalho parecido com o da cafeína e atrapalham a absorção do nutriente, além de enfraquecer os ossos. E ainda, essa bebida é rica em fósforo, que inibe a absorção de cálcio pelo corpo. O fósforo aumenta a liberação do paratormônio, hormônio que controla a quantidade de cálcio que temos nas células e nos ossos. Se ele está elevado, acaba mobilizando mais cálcio do osso pra corrente sanguínea, descalcificando os ossos.E este processo danoso é acentuado com os refrigentes à base de cola.
9. Evite bebidas alcoólicas: O álcool promove um desequilíbrio bioquímico que reduz a capacidade do corpo para produzir um novo tecido e repor as perdas.
10. Evite o cigarro e o tabaco em geral (narguilé, cachimbo, charruto, etc.): As reações químicas das mais de mil substâncias presentes no cigarro e nos outros fragilizam o organismo e dobram as necessidades nutricionais dos fumantes. O monóxido de carbono, por exemplo, reduz em até 15% a capacidade do sangue de transportar oxigênio e, com isso, os ossos ficam mais frágeis e perdem a densidade.
11- O azeite extra-virgem de oliva com baixo teor de acidez (menor que 0,5%) facilita a absorção de cálcio dos alimentos. Então, que tal uma pastinha à base de tofu com azeitona e azeite? Deliciosa, riquíssima em proteínas e gorduras saudáveis e biodisponível em cálcio. Ou então, o caldo de missô acompanhado por um fio de azeite.
12- O mineral Cálcio tem melhor absorção durante o sono noturno. Então, a dica é comer um punhado (1 colher de sopa) de sementes, amêndoas, castanha de caju e avelãs. Ou então, uma fatia de mamão com sementes de chia, ou ainda, um figo antes de dormir.
Somos 100% vegetarianos, não precisamos do leite dos animais para sobreviver, exceto eles próprios, somos conscientes da importância do cálcio para nossa saúde, dentes e ossos, e sempre estamos com índices ideais deste mineral em nossas dietas!
Jaqueline Louize
Nutrição / Educação física

domingo, 27 de março de 2016

Não aqueça as suas sementes ou faça-o com cuidado!



As sementes são cada vez mais populares e cada vez mais usadas (e muito bem) para enriquecer a alimentação diária. As biológicas são obviamente as melhores e variedade é o que não falta: abóbora, linhaça, sésamo, girassol, chia, cânhamo, papoila,…

A cada uma destas sementes se podem atribuir benefícios de saúde específicos e o valor nutricional varia de semente para semente. Por norma são boa fonte de fibras, vitaminas, minerais, antioxidantes e gorduras de qualidade. Por exemplo, as sementes de girassol possuem mais ómega 6 do que as de linhaça que apresentam mais ómega 3.

De uma maneira geral há alguns cuidados que deve ter quando come sementes:

- Se procura as sementes pelo seu teor de gorduras de qualidade, não as deve torrar ou comprar já torradas/tostadas. As temperaturas usadas para torrar vão estragar as gorduras das suas sementes. Se as quiser torrar faça-o em casa e assegure-se que não ultrapassa os 100ºC (idealmente não ultrapasse os 50ºC). Pela mesma razão recomendamos óleos de primeira pressão a frio.

- Não as deve torrar também pelo seu teor antioxidante, que se perde com o aquecimento. Junte sementes a saladas frias ou mesmo na sopa mas só na hora de consumir.

- As sementes devem ser bem mastigadas, mas aquelas que são pequenas demais para serem mastigadas, devem ser trituradas (linhaça, sésamo). Pode triturar com o almofariz e o pilão por exemplo ou com um moinho de café. Assim vai aproveitar melhor o seu valor nutricional. O processo de oxidação inicia-se assim que as sementes são trituradas. Por isso, triture e consuma na hora, não as compre já em pó.

- Se o que pretende é o efeito intestinal de algumas fibras, pode consumir as sementes pequenas inteiras. Vão ter o efeito de potenciar os seus movimentos intestinais mas não conseguirá absorver grande parte dos nutrientes, uma vez que muitas delas passarão intactas pelo estômago e intestino.

- Se decidir colocar sementes no seu pão saiba que vai aproveitar a fibra, para o seu intestino vai ser benéfico na mesma, mas não estará a tirar total partido dessas sementes. Use-as cruas sempre que puder. 

 - Demolhar as sementes, é uma forma de digerir melhor quando já as consumiu e sentiu que não as digeriu bem. O sabor até pode sair intensificado e ficar ainda mais agradável. O ato de demolhar retira algum dos fitatos que impedem a absorção de alguns minerais e retira algumas toxinas que possam existir na semente. Pode demolhar 24 horas, mas 6 a 12 horas são suficientes para a maioria das sementes. Depois de demolhar convém secá-las bem, o que pode fazer com um pano, ao sol, ou no forno a uma temperatura muito baixa (cerca de 25-50ºC). Compre sementes ao natural, não torradas e sem sal. Consuma-as directamente, triture-as na hora de comer se forem muito pequeninas ou use-as inteiras. Evite aquecê-las, mas se o fizer mantenha uma temperatura inferior a 50ºC por pouco tempo. Varie nas sementes escolhidas!

 EsmeraldAzul

domingo, 20 de março de 2016

O que comer na Intolerância à frutose


A intolerância à frutose é a dificuldade de absorver alimentos que têm este tipo de açúcar na sua composição, como frutas, legumes e vegetais, e, por isso, quando são consumidos provocam sintomas como enjoo, vômitos, suor, diarreia e inchaço na barriga. 
A causa para a má absorção de frutose pode ser hereditária, por isto alguns bebês já manifestam sintomas logo cedo, mas, também, pode ser contraída ao longo da vida, devido a alterações intestinais que causam dificuldade na digestão desta substância.

Dieta para intolerância à frutose

Para aliviar os sintomas da intolerância à frutose, é recomendado evitar o consumo deste açúcar, que está naturalmente presente em diversos alimentos, como frutas, legumes, vegetais e mel.
Além disso, a frutose também pode estar presente em alimentos que são adoçados com xarope de milho ou com os adoçantes sacarose ou sorbitol, substâncias que estão presentes em alimentos como refrigerantes, sucos de caixinha ou pó, ketchup e fast food.

Lista de alimentos permitidos

Como a intolerância à frutose tem vários níveis, desde leve a grave, a restrição ao consumo deve ser ajustada à intolerância de cada pessoa. Para isto, orienta-se que a pessoa tenha um diário para registrar os alimentos consumidos e as reações provocadas no corpo, além de sempre verificar os ingredientes das refeições antes de comer, devendo-se preferir os alimentos feitos em casa. 
Alguns dos alimentos que estão liberados para quem quem tem intolerância à fructose:
AdoçantesGlicose ou qualquer adoçante que não contenha frutose, sacarose ou sorbitol;
VegetaisBrócolis, aipo, alface, espinafre, acelga, cogumelos e alcachofras;
TemperosSal, vinagre, plantas aromáticas, especiarias e mostarda;
SopasFeitas com alimentos e temperos permitidos;
CereaisAveia, trigo, cevada, centeio, arroz, tapioca e produtos feitos a partir deles, como pães, biscoitos e cereais, sem que estejam adoçados com frutose, sacarose, sorbitol, mel, melado ou xarope de milho;


BebidasÁgua, chá, café, cacau;
DocesSobremesas e massas doces que não sejam adoçados com frutose, sacarose, sorbitol ou xarope de milho. 
Além disso, alguns legumes que possuem frutose, como a batata ou o tomate, podem ser consumidos em pouca quantidade se forem cozidos, pois a água retira parte da frutose dos alimentos.

Lista de alimentos a evitar

Na dieta para intolerância à frutose é necessário excluir da alimentação os alimentos como:
  • Frutas, geleias e doces de frutas;
  • Açúcar de mesa, mel, melaço, xarope de ácer, xarope de milho, frutose, sacarose e sorbitol;
  • Ervilhas, lentilha, feijão, grão-de-bico, feijão branco, milho e soja;
  • Nabo, batata doce, beterraba, pepino, couve, tomate, cenoura, berinjela, repolho, cebola, aspargos e pimentão;
  • Lácteos: leite doce com frutose, sorvetes comerciais com frutose, sacarose ou sorbitol e iogurtes com frutas;
  • Farinha de soja, muesli e todos os cereais feitos com açúcar ou mel;
  • Produtos industrializados com algum ingrediente que tenha frutose, como: refrigerantes, sucos de caixinha ou em pó, ketchup, maionese, mostarda, molhos industrializados, caramelo, mel artificial, chocolates, bolos, pudins, fast food, alguns tipos de pães, salsicha e presunto.
Como é muito difícil excluir completamente a frutose da dieta, já que está presente em muitos alimentos, é recomendado que a pessoa com intolerância faça um acompanhamento com um nutricionista, para que seja estabelecido um cardápio individualizado e equilibrado para o dia a dia. 
Embora possa ser uma tarefa difícil, as pessoas com intolerância a este tipo de açúcar devem evitar consumir frutose porque se não houver controle, com o tempo, podem surgir complicações graves, como insuficiência dos rins ou do fígado.
É importante lembrar que deve-se sempre verificar o rótulo de alimentos industrializados para ter a certeza de que eles não trazem ingredientes proibidos na intolerância à frutose, como mel, melaço, xarope de milho e os adoçantes sacarina e sorbitol. Em geral, produtos diet e light, biscoitos, bebidas prontas e produtos de panificação costumam trazer esses ingredientes.

Os Peixes sofrem? Sentem dor?

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Cientistas dizem que os peixes sentem dor

Os peixes pertencem ao reino animal e, dentro deste, são vertebrados. São seres aquáticos poiquilotérmicos (de sangue frio), que possuem corpo fusiforme, membros em forma de barbatana suportados por estruturas ósseas ou cartilaginosas, e guelras ou brânquias, com que respiram o oxigénio dissolvido na água.

Os primeiros peixes surgiram há cerca de 500 milhões de anos e eram semelhantes às lampreias actuais. Posteriormente, há aproximadamente 400 milhões de anos, surgiram os peixes com esqueleto cartilaginoso. Mais recentemente, há perto de 250 milhões de anos, surgiram os primeiros peixes com esqueleto ósseo.

Existem mais de 29.000 espécies de peixes, o que faz deles o maior grupo dos vertebrados, subdividido em: - Peixes ósseos(Osteichthyes, com mais de 22.000 espécies), a que pertencem as sardinhas, as garoupas, o bacalhau, o atum e, em geral, todos os peixes com esqueleto ósseo; - Peixes cartilaginosos (Chondrichthyes, mais de 800 espécies), a que pertencem os tubarões e as raias; - Vários grupos de peixes sem maxilas (antigamente classificados como Agnatha ou Cyclostomata, com cerca de 80 espécies), incluindo as lampreias e as mixinas (peixe-bruxa). Os peixes encontram-se em praticamente todos os ecossistemas aquáticos, tanto em água doce como salgada. Ao contrário da maior parte dos vertebrados, os peixes crescem continuamente durante toda a sua vida, embora a taxa de crescimento diminua acentuadamente após a primeira reprodução.

 O sistema nervoso dos peixes
 O sistema nervoso dos peixes é complexo e sofisticado. A maioria possui um sentido da visão muito desenvolvido, podendo distinguir cores e comprimentos de onda, desde o infravermelho ao ultravioleta. Contudo, esta capacidade vai diminuindo conforme aumenta a profundidade, em virtude da luz insuficiente. O olfacto está também muito desenvolvido em algumas espécies. Os salmões e outros peixes migradores apresentam o fenómeno “homing”, ou seja, voltam sempre ao rio onde nasceram para se reproduzirem. Está cientificamente provado que estas espécies “memorizam” o odor da água do rio onde nasceram, para um dia poderem voltar. Em muitas espécies, as papilas gustativas não se limitam à cavidade bucal, estão também noutras partes do corpo. Os ouvidos, além de permitirem a percepção de sons, funcionam também como órgãos do equilíbrio. Os peixes têm sistemas organizados de comunicação entre si. Emitem substâncias de alarme em presença de predadores, induzindo a formação de cardumes para confundir os atacantes, ou permitindo a fuga de outros indivíduos da sua espécie. Na altura da reprodução parece haver também comunicação química. Supõe-se que as hormonas libertadas pelos machos induzam a ovulação das fêmeas. Estes animais desenvolveram também receptores químicos ao longo do seu organismo, que lhes permitem detectar as mudanças de corrente da água e as mais delicadas vibrações, indiciadoras da aproximação de predadores.

Afinal, os peixes sofrem?
Pelo acima exposto, e que tem sido consubstanciado por estudos levados a cabo nomeadamente por cientistas Ingleses, a resposta é simples: sim, os peixes sofrem. Enquanto criaturas do reino animal, dotadas de um sistema nervoso central, os peixes possuem um sistema de dor que é anatómica, fisiológica e biologicamente semelhante ao das aves e outros animais. Os peixes reagem a sensações de dor e de prazer e, na verdade, partilham até semelhanças com o sistema nervoso dos seres humanos, já que algumas espécies possuem neurotransmissores como as endorfinas, que induzem a sensação de bem-estar e de alívio da dor. Logicamente, se os seus sistemas nervosos produzem analgésicos naturais, é porque estão pré-determinados para sentirem dor.

Os referidos estudos constatam que a morte por laceração dos tecidos, sangramento e asfixia (que caracterizam a pesca) é extremamente cruel, porque fonte de grande sofrimento para estes animais, não só físico, mas também psicológico. Ao reagirem à dor, os peixes sentem também stresse emocional e apresentam uma série de espasmos e movimentos de contorção muito semelhantes ao comportamento dos vertebrados superiores, como os mamíferos, em iguais circunstâncias. E embora inaudíveis para os seres humanos, alguns peixes emitem sons para exprimir a sua agonia, conforme concluem pesquisas conduzidas por várias universidades dos Estados Unidos.
Sabe-se hoje que os peixes são animais inteligentes e que algumas espécies apresentam fenómenos interessantes ao nível da memória, da capacidade de aprendizagem e até da antecipação do sofrimento. Com efeito, alguns dos estudos feitos constataram que os peixes, não só emitiam uma espécie de grunhido ao serem submetidos a choques eléctricos, como grunhiam à simples visão do eléctrodo, numa clara antecipação do sofrimento que dessa forma lhes ia ser infligido.


O peixe na alimentação humana

Desde tempos imemoriais os peixes têm sido uma fonte de alimentação para muitas comunidades humanas, para além de símbolo de abundância e equilíbrio dos recursos hídricos. Nas últimas décadas, fruto da escalada das doenças cardiovasculares e de vários tipos de cancro associados a dietas muito ricas em proteína animal e gordura saturada, o peixe tem sido até preferido à carne como fonte de proteína e gordura de melhor qualidade, para além de ácidos gordos essenciais ómega 3. No entanto, o peixe, e crustáceos e moluscos em geral, são também, pelas suas características, propensos a uma rápida deterioração mal são pescados. Para além disso, são particularmente sensíveis a parasitas e a contaminações por toxinas, resíduos de esgotos industriais, derrames de petróleo, contaminação radioactiva proveniente das centrais nucleares, poluição por metais pesados como o mercúrio, chumbo, cobre e cádmio, resíduos de navios abatidos, etc. Se de alguma forma a cozedura pode neutralizar uma pequena parte dos agentes patogénicos (por ex.; os parasitas), há formas de preparação e consumo que se têm popularizado nos últimos anos (como o sushi e o sashimi, especialidades Japonesas em que o peixe é servido cru) e que se têm revelado particularmente perigosas para a saúde pública.

O (des)equilíbrio ambiental

A evolução das condições de vida tem, infelizmente sido acompanhada de fenómenos preocupantes como o aquecimento global do planeta, a poluição e a destruição progressiva dos habitats naturais, para servir os grandes interesses económicos e as necessidades crescentes do mercado. Como consequência disso, graves desequilíbrios ambientais estão hoje instalados e a biodiversidade ameaçada. Muitas espécies estão à beira da extinção e a vida marinha não é excepção - veja-se o caso do bacalhau, pescado até à exaustão nos mares do Norte, sem que políticas de uma exploração sustentável tenham sido devidamente implementadas.


Que alternativas éticas, ambientais e de saúde?

Por todas estas razões (o sofrimento dos animais, a defesa dos valores ecológicos e a saúde), um número cada vez maior de consumidores opta por não consumir peixe e outros “frutos do mar”, mau grado alguma campanha de desinformação existente sobre as alegadas (e insubstituíveis) virtudes para a saúde do seu consumo. Alimentos como as nozes, o tofu, as sementes de linhaça, as algas, os óleos de soja, linhaça e canola, são igualmente boas fontes de ácidos gordos essenciais ómega 3, devendo haver o cuidado de equilibrar a sua ingestão com a dos ácidos gordos essenciais ómega 6 - facilmente obtidos através de outros frutos secos como as amêndoas, vegetais (abacate, espinafres, ervilhas…), óleo de girassol, milho e azeite. As sementes de cânhamo são dos poucos alimentos que contêm um bom equilíbrio entre Ómega 3 e Ómega 6. Os ácidos gordos essenciais ajudam a reduzir os danos vasculares, os níveis de triglicerídeos, de LDL (o mau colesterol) e do colesterol total, protegem o sistema imunitário, entre outros benefícios.

Centro Vegetariano


Os peixes sentem dor

Embora pareça óbvio que os peixes sintam dor, como qualquer outro animal, algumas pessoas ainda pensam que os peixes são como vegetais que nadam. Em verdade, no que concerne a habilidade de sentir dor, os peixes são iguais aos cachorros, gatos e outros animais. O Dr. Donald Broom, consultor científico do Governo Inglês, explica que " A literatura científica é muito clara. Anatômica, fisiológica e biologicamente, o sistema de dor dos peixes é praticamente o mesmo que o das aves e dos outros animais." 1

Os neurobiologistas já reconheceram, faz tempo, que os peixes possuem sistema nervoso que sentem e respondem à dor, e qualquer um que haja estudado Biologia sabe que os peixes têm nervos e cérebro que sentem a dor, como qualquer outro animal.2 Em verdade, os cientistas nos dizem que os cérebros e sistema nervoso dos peixes se parecem com o nosso.3 Por exemplo, os peixes (como os "vertebrados superiores") possuem neurotransmissores como as endorfinas que dão alivio ao sofrimento — naturalmente que a única razão de os seus sistemas nervosos produzirem analgésicos é para aliviar a dor.4

Afirmar que os peixes não sentem dor é comparável à argumentação intelectual e científica de que a Terra é plana. Interessante é verificar que alguns cientistas construíram um detalhado mapeamento dos receptores de dor na boca e por todo o corpo dos peixes. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Guelph, no Canadá, monitoraram recentemente a literatura científica sobre a dor e a inteligência dos peixes. Concluíram eles que os peixes sentem dor e que "há de se considerar o bem-estar desses animais"5 A Dra. Lynne Sneddon, cientista que estuda a biologia dos peixes no Reino Unido, explica: "Trata-se, realmente, de uma questão moral. Sua pesca com anzol é mais importante que a dor que o peixe sente?"6

Cientistas da Universidade de Edinburgh e do Roslin Institute, ambos no Reino Unido, relatam que ao reagirem à dor, os peixes sentem também um estresse emocional e apresentam um "movimento de contorção" muitíssimo similar ao tipo de movimento que apresentam animais vertebrados superiores, como os mamíferos."7 A equipe de pesquisadores concluiu que os peixes, sem dúvida alguma, sentem dor da mesma forma que a sentem os mamíferos, tanto física como psicologicamente.8

Como seria de esperar, de animais que, sabemos hoje, são inteligentes e apresentam indivíduos interessantes com memória e a capacidade de aprender, os peixes podem também sofrer devido ao medo e à antecipação da dor física. Pesquisadores de várias universidades dos Estados Unidos publicaram resultados de pesquisas que mostram o fato de alguns peixes usarem o som para comunicar a sua agonia, quando redes são lançadas em seus aquários ou quando são eles ameaçados de alguma maneira.9 Num estudo individual, o pesquisador William Tavolga descobriu que peixes grunhiam ao receberem um choque elétrico. Mais que isso, os peixes começavam a grunhir, tão logo avistavam o eletrodo, numa inequívoca antecipação do tormento que Tavolga lhes impingia.10

Segundo o Dr. Michael Fox, D.V.M., Ph. D., "Embora os peixes não gritem(de forma audível para os humanos) quando estão com dor e em angústia, o comportamento deles deveria constituir evidência suficiente do seu sofrimento quando fisgados ou capturados em rede. Eles se esforçam, procurando escapar e, assim fazendo, demonstram a sua vontade de viver."11

O que acontece com o peixe antes que chegue ao seu prato não passa de crueldade aos animais ¾ criados em "fazendas" marinhas ou pescados no mar, os peixes são tratados de maneiras que resultariam em punições a crime hediondo, fossem outros animais tão horrivelmente maltratados.

_______________________________________________ 

 1 Richard H. Schwartz, "Do You Eat Fish?" Tikkun, Nov. 1999
www.findarticles.com/p/articles/mi m1548/is 6 14/ai 57644975 


2 L.S. Chervova, "Behavioral Reactions of Fishes to Pain Stimuli", J. Ichthyol, 1997
http://images.nature.ru/nature/2003/10/02/0001195504/english.html

3 L.S. Chervova.

4 K.P. Chandroo, I.J.H.Duncan and R. D. Moccia, "Can Fish Suffer?: Perspectives on Sentience, Pain, Fear and Stress," Applied Animal Behavior Science, 2004, p. 11 www. aps.uoguelph.ca/~aquacentre/aec/publications/fishwelfare.pdf 


 5 K.P. Chandroo, p.15 

6 Jennifer Smith, "Debate: Do Fish Feel Pain?" Newsday, 21 Aug. 2003 www.thehollandsentinel.net/stories/082103/out 082103045.shtml 

 7 Alan Cowell, "Cruelty to Fish? Anglers in Britain Are Left Smarting", International Herald Tribune, 7 May 2003. 

 8 Dr.Lynne U. Sneddon, Dr. Victoria A. Braithwaite, and Dr. Michael J. Gentle, "Do Fish Have Nociceptors: Evidence for the Evolution of a Vertebrate Sensory Systeme," The Royal Society Scientific Academy, 7 June 2003 www.pubs.royalsoc.ac.uk/proc bio content/news/sneddon.html 

 9 Martin A. Connaughton, Michael L. Lunn, Michael L. Fine and Malcolm H. Tayor, "Characterization of Sounds and Their Use in Two Sciaenid Species: Weakfish and Atlantic Croaker," http://web.mit.edu/seagrant/aqua/cfer/acoustics/exsum/connaughton/extended.html. 

 10 – Vantressa Brown, "Fish Feel Pain, British Researchers Say", Agence France-Presse, 1 May 2003 www.buzzle.com/editorials/4-30-2003-39769.asp 

 11 – Michael Fox, D.V.M., Ph. D., "Do Fish Have Feelings?" The Animals’ Agenda, July/Aug. 1987,pp.24-29

terça-feira, 15 de março de 2016

Compressas de Gengibre



Benefícios das compressas de gengibre: as compressas de gengibre são um dos tratamentos naturais mais utilizados no Extremo Oriente e podem ser usadas para uma grande variedade de situações, tais como: Dores agudas ou crónicas, como em reumatismo; torcicolo, tensão nos ombros. Bronquite, asma, cólicas intestinais, prisão de ventre, diarreia, cólicas renais, infeções da bexiga (neste caso as compressas são aplicadas sobre os rins).
Em tecidos danificados, as compressas de gengibre podem ajudar a acelerar a regeneração das áreas afetadas. (por exemplo em fraturas ósseas)

Este tratamento não deve no entanto ser utilizado nos seguintes casos:

- no ventre de uma mulher grávida
- no crânio
- em bebés pequenos (até 2 anos de idade)
- com febres altas
- nunca utilizar em casos de pneumonia ou apendicite


Preparação e Aplicação:

Coloque água ao lume (pelo menos 1 litro), preferivelmente num tacho de aço inox ou esmalte.
Entretanto, rale num movimento circular gengibre fresco (deve utilizar cerca de 100-110 gramas de gengibre fresco para cada 4 litros de água) até este ficar todo ralado.
Coloque o gengibre num saco de pano ou embrulhe-o numa gaze, fazendo uma "bola" que deve atar com um cordel.
Quando a água estiver a ferver, baixe a chama, de modo a que esta se mantenha mesmo abaixo do ponto de ebulição, e esprema o suco do gengibre para a água, adicionando depois a "bola".
Espere mais 5 minutos até a água ficar amarela e exalar um cheiro a gengibre. (Pode de vez em quando espremer a "bola" com uma colher de pau de modo a esta libertar mais suco).
Mantendo sempre a água abaixo do ponto de ebulição, mergulhe nesta uma toalha de algodão e esprema-a, aplicando depois na área desejada (aplique a toalha quente, mas sem queimar).
Sempre que a toalha comece a arrefecer, mergulhe-a outra vez na água e volte a aplicar, repetindo o tratamento durante pelo menos 20-30 minutos, até a pele ficar vermelha.
Nota 1: Não deve colocar sobre a toalha qualquer plástico ou borracha com o objetivo de a manter quente durante mais tempo. Tal processo não deixa que as toxinas que se libertam quando da realização da compressa, saiam livremente; neste caso, isso pode ser prejudicial para a saúde.

fonte: Fernanda Martins, nutricionista [clique aqui]




Como aumentar o HDL?




- Caminhadas!

 - As gorduras mono e poliinsaturadas, presentes no azeite, azeitonas, nozes, avelã, castanhas, amendoim, sementes de girassol, sementes de sesamo e abacate, são consideradas gorduras saudáveis, que ajudam a aumentar o HDL.
 - Alimentos ricos em fibras, como farelo de aveia, legumes, frutas e verduras ajudam a elevar o colesterol HDL.
 - O consumo excessivo de carboidratos eleva os níveis de triglicerídeos e reduzem os de HDL. Doces, refrigerantes, massas, pão etc, se consumidos com elevada frequência podem agravar os valores do seu HDL. Dê preferência para pão, cereais e massas integrais, sumos naturais e chocolate negro, com mais de 70% de cacau. Frutas têm carga glicêmica baixa e não são problemas. As frutas de cor avermelhada ou arroxeada parecem ter os melhores efeitos sobre o HDL. Exemplos são amora, uvas, cereja, cramberry, etc.
- Exercícios aeróbicos frequentes, isto é, pelo menos 20 a 30 minutos por 4 a 5 vezes por semana, podem aumentar o colesterol HDL em cerca de 5 a 10% em adultos sedentários. Quanto mais intensa e mais frequente for a atividade, melhor a resposta
Exemplos de exercícios aeróbicos incluem caminhada, corrida, ciclismo, natação, jogar basquete, futebol ou qualquer outra atividade que aumente a sua frequência cardíaca de forma constante por no mínimo 30 minutos. Para ser efetivo, o coração precisa estar o tempo todo acelerado, dentro da faixa de queima calórica recomendada para a sua idade. Se você anda e para a toda hora, permitindo que o coração desacelere e volte ao nível de batimentos normais, isso não tem efeito algum.
Para aquelas pessoas com falta de tempo, 20 minutos de exercícios, pelo menos 3 vezes por semana, é o mínimo aceitável.
Se você já é uma pessoa fisicamente ativa (30 minutos, 5 vezes por semana) e mesmo assim tem o HDL baixo, aumentar a carga de exercícios não irá trazer maiores benefícios. É melhor focar em outras mudanças de hábito de vida.

VALORES DESEJADOS DE HDL

Em geral, quanto maior for o HDL, melhor. A classificação do colesterol HDL conforme o seu nível sanguíneo é feita da seguinte forma:
  • Homens
HDL menor que 40 mg/dL – Valores abaixo do desejado.
HDL entre 41 e 60 mg/dL – Valores normais.
HDL maior que 60 mg/dL – Valores ideais.
  • Mulheres
HDL menor que 50 mg/dL – Valores abaixo do desejado.
HDL entre 51 e 60 mg/dL – Valores normais.
HDL maior que 60 mg/dL – Valores ideais.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Dicas para curar as aftas

Causas:
Deficiência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico
Período menstrual
Mudanças hormonais
Alergias a alimentos
Algumas doenças
Medicamentos


Equinácia
, reforça o sistema imunitário, uma das causas das aftas(algumas doenças ou medicamentos).
O remédio caseiro mais fácil é uma solução de 50% de água oxigenada e 50% de água. Use um cotonete para aplicar a mistura diretamente na afta. Em seguida, coloque uma pequena quantidade de leite de magnésia na afta, de três a quatro vezes por dia. Isso acalma e pode ajudar a curar a afta.

Aplicar canela em pó ou gengibre fresco directamente na afta.
Também serve 10 grãos de cacau fervidos num litro de água e bochechar.
Outra sugestão é bochechar com uma solução de 1 copo de água morna com 1 colher de chá de bicarbonato de sódio.

As aftas são pequenas lesões muito dolorosas que geralmente surgem na língua ou nos lábios e que podem ter diversas causas, mas que normalmente estão relacionadas ao consumo de alimentos muito ácidos. Por isso, a primeira atitude que se deve ter ao tratar aftas é evitar o consumo deste tipo de alimento, pois diminui a irritação da ferida e permite fazer um tratamento mais rápido. 
 Além disso, existem alimentos que ajudam as aftas a curar mais rápido e que são facilmente encontrados em casa. Confira as dicas úteis que podem ajudar a curar as aftas mais rapidamente:

 Chá preto

5 dicas para curar as aftas
Aplicar um saquinho de chá preto sobre a afta ajuda a aliviar a dor e o desconforto causado pela afta, pois o chá preto possui tanino, uma substância adstringente que elimina resíduos e sujeira. Para aplicar o chá preto corretamente deve-se preparar o chá colocando 1 sachê de chá preto numa xícara de água fervente e deixar repousar. Quando estiver morno, deve-se aplicar o sachê diretamente sobre a afta.

2. Água morna e sal

5 dicas para curar as aftas
Fazer bochechos com água morna com sal ajuda a desinfetar a afta e acelerar a sua cicatrização, pois o sal tem potente ação bactericida que elimina as bactérias do local. Para tal basta colocar 1 colher de café de sal num copo com água morna e fazer bochechos durante alguns minutos, 2 vezes ao dia.

3. Cravo-da-índia

5 dicas para curar as aftas
Mascar um cravinho-da-índia também ajuda a curar a afta mais rápido porque o cravinho possui propriedades antissépticas e analgésicas, que são capazes de aliviar a forte dor provocada pela afta.

4. Leite de magnésia

5 dicas para curar as aftas
Gargarejar leite de magnésia permite recobrir e proteger a lesão de bactérias e, por isso, também ajuda a acelerar a cicatrização. Para isso, deve-se misturar 1 colher de leite de magnésia com 1 copo de água de fazer gargarejos a seguir.

terça-feira, 1 de março de 2016

Os Cogumelos...

... são um dos alimentos que vale a pena ter presente na nossa dieta habitual, pois além das inúmeras utilizações culinárias, têm comprovadas propriedades terapêuticas que são conhecidas e usadas desde há muitos séculos, nomeadamente nos países asiáticos.

Numa perspetiva medicinal, é comum o uso do extrato de cogumelos na medicina complementar, nomeadamente para baixar a tensão arterial e o colesterol, sendo atualmente muito usado como adjuvante do tratamento da doença oncológica, associado à quimioterapia convencional. Os efeitos terapêuticos deste fungo são referidos em diversos estudos que comprovam as suas propriedades antibacterianas, antivirais e anti tumorais. Funciona também como promotor da imunidade através da ação dos Beta-Glucanos, um tipo de polissacarídeo que tem a capacidade de estimular a função das células do sistema imunitário.

Além destas propriedades, os cogumelos contêm vitaminas e minerais e são um alimento rico em fibra, de elevado valor nutritivo e baixo índice glicémico. Das diferentes espécies que existem, alguma são mais utilizadas com objetivos terapêuticos como o maitake e o shitake, pelos comprovados efeitos como estimuladores do sistema imunitário.

A boa notícia é que hoje em dia já é possível encontrar algumas destas variedades e outras menos usuais como os cogumelos botão baby ou os cogumelos ostra, em lojas de produtos asiáticos, seja na forma fresca ou desidratados.

Um dos aspetos a ter em atenção é que os cogumelos não devem ser consumidos crus pois contêm uma substancia, a agaritina, potencialmente tóxica, mas que é neutralizada pelo processo de cozedura. Assim, aproveita as suas inúmeras propriedades benéficas e aprecia esta iguaria confecionando um assado de vários legumes e cogumelos de diferentes variedades. A vitamina C dos legumes irá potenciar a absorção dos componentes presentes nos cogumelos e assim obterás um prato rico em sabor e de elevado valor nutritivo.