sábado, 23 de abril de 2016

Combinação de Alimentos - Parte 2



Conceição Trucom *


As necessidades diárias
Os alimentos devem ser classificados de acordo com a sua composição e riqueza nutricional. Ao planejar seu cardápio diário, lembre-se de variar ao máximo, evitando repetir as hortaliças que utilizou no dia anterior.
Entretanto, o valor de um alimento não está somente na sua composição química, mas no seu grau de digestibilidade. Mesmo com alimentos naturais, com uma boa mastigação e lenta deglutição, não está completamente assegurado o êxito do processo digestivo, pois há alimentos que mau combinados com outros produzem atraso digestivo, perdas nutricionais, geração de gases e subprodutos tóxicos.
Variedade e composição dos vegetais
Cada parte do alimento tem sua função, no vegetal e também em nosso organismo. As frutas oleaginosas e as leguminosas, são mais concentradas em aminoácidos responsáveis pela construção das nossas proteínas; as raízes são riquíssimas em sais minerais e por esse motivo equilibram a alcalinidade do sangue; pelo talo circula a seiva que é o alimento da planta e nele encontramos vitaminas, sais minerais e enzimas que nos auxiliam no processo digestivo; a folha é riquíssima em fibras e clorofila, que tem grande importância na oxigenação celular; o fruto e as frutas são compostas pelo alimento da semente e contém neles os elementos necessários para a formação do vegetal e também todos os nutrientes essenciais à nossa sobrevivência.
Integração com os alimentos, com a natureza
Existem inúmeras regras de combinação de alimentos. Podem ser condensadas na seguinte conclusão: a digestão é facilmente executada quando consumimos os alimentos em sua forma mais simples, sem muita mistura. Podemos também confirmar a compatibilidade deles através dos nossos sentidos.
Verificando que não faltam elementos nutritivos em nosso cardápio, os alimentos se complementam quando se combinam pelo cheiro, gosto, cor e consistência.
Saber se eles se combinam pelo olfato e paladar, nos será possível com o desenvolvimento da sensibilidade adquirida na alimentação vegetariana. Isto é percebido através dos nossos instintos e cinco sentidos. O que podemos fazer desde já é prestarmos mais atenção nestes sentidos, que é por onde selecionamos o que o corpo precisa a cada momento: a fome orgânica.
Com relação às cores, estas devem ser muito bem variadas num mesmo prato, pois sabe-se que todo e qualquer elemento da natureza tem a sua cor característica. As vitaminas e os sais minerais, cada um tem sua cor, mesmo que muitas não tenham sido descobertas. Se o colorido for variado, é perfeitamente provável que naquele prato exista uma variedade de nutrientes, pois ao combinarmos as cores, combinamos também os elementos que as compõem.
Com relação à consistência é importante variarmos num prato alimentos de consistência mais dura e outros mais moles, para que possamos desenvolver formas de mastigação diferentes para cada consistência.
Realmente, culinária e alimentação são formas da arte! E se nos identificamos com ela, esta nos fluirá livremente, sem esforço, de uma maneira agradável e divertida. E o contato com esta arte nos leva ao conhecimento da natureza.
Combinações inadequadas
As limitações abaixo nem sempre são fáceis de praticar, mas são úteis no momento de uma doença crônica ou grave. Até mesmo para se fazer um estudo de alergias e diagnósticos. E, serão cada vez mais fáceis de seguir e praticar, quanto mais desintoxicada e vegetariana a pessoa vai se tornando.

O valor nutritivo de um alimento não está somente na sua
composição química, mas no seu grau de digestibilidade. 
Para evitar os inconvenientes das más combinações, a melhor regra será simplificar as refeições e usar sua intuição. A quantidade é outro fator que intervém na digestão.
Comer sem fome ou em excesso são fatores desequilibrantes
na digestão, pois o corpo não assimila o excesso.
Evite líquidos durante as refeições, principalmente os que contém açúcar, pois desencadeiam a fermentação. Os líquidos apressam a deglutição antes de completar a mastigação e a ensalivação dos alimentos impedindo também a ação do suco gástrico até que sejam absorvidos.
As bebidas geladas ou muito quentes alteram a temperatura da massa alimentar no estômago, cuja digestão fica interrompida até que seja atingida novamente a temperatura natural do corpo (36-37 graus).
1. Evite ingerir mais de dois alimentos amiláceos na mesma refeição, pois cada um tem um tempo digestivo. Isto provoca fermentação (gases e arrotos) e acidifica o estômago. Exemplo: macarrão + batata + pão.
2. Evite ingerir alimentos ácidos e amidos na mesma refeição. A digestão dos amidos começa na boca pela ação da ptialina, que os transforma em maltose (tipo de açúcar). A ptialina só atua em meio alcalino. A presença de ácidos danificam esta enzima favorecendo sua fermentação. Exemplo: macarrão com molho de tomate.
3. Evite ingerir amidos e açúcares na mesma refeição. A digestão dos amidos começa na boca e prossegue, em condições apropriadas, no estômago. Os açúcares não são digeridos nem na boca nem no estômago, a sua digestão se dá no intestino delgado. Quando consumimos isoladamente, passam rapidamente do estômago ao intestino. Quando consumidos juntos, ficam retidos no estômago aguardando a digestão destes. Como os açúcares têm a tendência à fermentação rápida, nas condições de calor e umidade existentes no estômago, a combinação amido e açúcares produz fermentação ácida. Exemplos: arroz doce, bolos e pães doce.
4. Evite ingerir duas proteínas concentradas na mesma refeição. Para uma digestão eficiente, cada proteína exige sucos gástricos de composições diferentes, além de tempos distintos. Exemplo: enquanto o suco gástrico necessário à digestão da carne tem seu pH máximo no início da digestão, o suco gástrico necessário à digestão do leite terá seu pH máximo no final.
5. Evite ingerir proteínas e ácidos na mesma refeição. O início da digestão das proteínas se dá no estômago em presença da enzima pepsina que atua em meio ácido. A ingestão de ácidos em excesso irá inibir a ação desta enzima.
6. Evite ingerir proteínas com gorduras. A presença das gorduras nos alimentos diminui a atividade da secreção gástrica, além de baixar a quantidade de ácido clorídrico e pepsina no suco gástrico, atrasando a digestão das proteínas.
7. Não ingerir leite!
8. Evite ingerir sobremesas, principalmente doces e sorvetes, logo após as refeições principais. Elas já constituem um excesso sobre a alimentação, sobrecarregando a capacidade digestiva. Além disso, geralmente são açucaradas, o que leva aos transtornos anteriormente mencionados.
9. Evite ingerir frutas ou sementes oleaginosas com frutas doces na mesma refeição porque a gordura ao se misturar com o açúcar produz fermentação alcoólica. 
10. Evite ingerir frutas ácidas com alimentos ricos em amido, pois os ácidos, impedem a natural digestão dos amidos, causando fermentação ácida.

Fonte: Doce Limão

Combinação de Alimentos - Parte 1



Conceição Trucom *

Antes uma reflexão
Cada vez que leio algum artigo sobre combinação de alimentos fico bastante desnorteada, pois do meio para o final das proibições já estou confusa e não sei mais o que pensar ou fazer. 
Como química, até entendo a maioria das fundamentações, porém tenho algumas questões a serem colocadas, na defesa da praticidade e da maior liberdade para as escolhas alimentares:
1) Quando uma pessoa está por demais intoxicada, é real: o organismo não administra mais nada. Sabotagens estão proibidas e os sintomas e doenças começam a acontecer, paralisar a vida da pessoa, sinalizando total estado de alerta. Neste caso, seguir ao pé da letra as recomendações das combinações alimentares é prudente, até que o organismo tenha mais espaço e recursos endógenos para digerir os alimentos, a sua vida, a si mesmo e as suas relações.
2) Quando a pessoa tem hábitos alimentares saudáveis, fazendo uso mínimo de alimentos que desativam e matam a vida (açúcar, doces, refinados e processados), fazendo uso massivo (maior que 50%) de alimentos crus e vivos, além de hábitos desintoxicantes etc., seu organismo está muito mais preparado (com saldo energético e nutricional positivos) para muitas das combinações alimentares que muitos autores condenam. Exemplo: frutas com legumes e hortaliças. Mas, dentre as receitas de sucos desintoxicantes que apresento no meu livro Alimentação Desintoxicante (Capítulo 12), faço uso desta combinação, porque depois da fase inicial de desintoxicação, que pode durar de 1 semana a 1 mês, tais coquetéis são muito bem aceitos pelo organismo.
3) Assim como não se deve superproteger uma criança, inclusive de bactérias e vírus, não se deve superproteger nenhum sistema metabólico. O que desejo expor é que não é possível oferecer ao nosso sistema digestivo, cardiovascular ou cérebro ZERO de estresse metabólico. Todos precisam ter flexibilidade, capacidade adaptativa e desenvolver inteligências. Existem alimentos da natureza, que contém em sua composição alguma das proibidas combinações, como batatas amiláceas que são doces, frutas que são gordurosas e protéicas. Deixamos de comê-las? Minha opinião: jamais, desde que com moderação. Aliás, moderação em tudo na vida!
Estas combinações são bem razoáveis
Com o objetivo de facilitar a digestão, a combinação dos alimentos vem se tornado uma prática mais e mais aceita como uma necessidade. A idéia é que para recebermos a energia dos alimentos não precisamos depois gastá-la para digeri-los. No final da refeição nos sentiremos mais leve, com ganho de energia para continuarmos nossos movimentos diários e existenciais.
No início do vegetarianismo, é super normal sentir dificuldades, principalmente relacionadas às combinações. Quanto mais carnívora a pessoa é, mais difícil segui-las. Mas, sabendo que este é o ideal, que existe um processo natural que envolve o tempo de prática, alimente-se com menos expectativas e mais ação. Aumentando o consumo de vegetais e integrais, chegará um momento em que o próprio organismo sinalizará as melhores combinações para ele.
Quanto mais intoxicado um organismo, mais subnutridas estão suas células. Mas, quando a digestão é facilitada, a assimilação dos nutrientes também será. Facilitando o trabalho digestivo, evita-se perdas e há ganhos energéticos.
Portanto, considere as combinações alimentares como um processo de transformação e cura: digestiva e afetiva.
Bem, a figura abaixo, que encontra-se no meu livro De BEM com a Natureza, que pode ser xerocada e plastificada, é a mais interessante que já encontrei pela sua simplicidade e facilidade de entendimento. Com ela, acredito ficará um pouco mais fácil de praticar.
 

 
Lembrar que:
Limão e Tamarindo – Frutas super cítricas (5 a 8% de ácido cítrico) mas que tornam-se neutralizantes durante seu consumo (cruas). Portanto, combinam com todos os alimentos, com função terapêutica (mineralização, alcalinização, desintoxicação etc.) quando integradas com os de origem vegetal e somente facilitação digestiva quando  integradas com os de origem animal.
Sementes das frutas oleaginosas germinadas e Brotos - Com o processo da germinação estas sementes e brotos tornam-se neutras. Percebam a magia: combinam com todos os alimentos. Combinam bem com frutas e ervas.
Sementes de cereais germinadas – Por serem amiláceas, mesmo germinadas ainda podem causar atraso digestivo (fermentações e gases) se combinadas com frutas. Liberadas para consumir com ervas e especiarias.
Hortaliças - As verduras, legumes, raízes, flores e ervas combinam-se entre si. Abacate, maçã e limão são as frutas que melhor acompanham as hortaliças.
Frutas Doces - Banana, caqui, figo, jaca, tâmara, uva moscatel, fruta do conde e frutas secas em geral, combinam-se entre si.
Frutas Cítricas e Sub-cítricas - Maçã, uva, pêra, ameixa, abacaxi, tangerina, laranja, manga, graviola. maracujá, goiaba e kiwi são exemplos de frutas que se combinam entre si.
Frutas Neutras - Abacate, mamão e limão são frutas que combinam com todas as outras frutas.
Melão e Melancia - Devem ser consumidos sozinhas, exceção para com o limão ou ervas digestivas como o hortelã e o funcho.

Fonte: Doce Limão

terça-feira, 19 de abril de 2016

Caroço de abacate – Benefícios e para que serve!



Saiba como usar o caroço de abacate para combater doenças e fortalecer a imunidade
O abacate é uma fruta bastante benéfica para a nossa saúde.

Boa parte das pessoas certamente sabe disso.
O que muito pouca gente sabe é que o caroço (ou a semente) de abacate é um tesouro medicinal.
E somente o desconhecimento justifica o fato de que se coma o abacate e não se aproveite o caroço.
Então você deve estar perguntando: "Mas como eu vou usar o caroço?"
Existem várias maneiras e uma delas vamos ensinar adiante.
Mas antes vamos mostrar um pouco dos poderes do caroço de abacate.
O caroço de abacate é um potente antifúngico e antibiótico natural.

Ele combate fungos, como a cândida, além de nos proteger dos efeitos da picada do mosquito que transmite a febre amarela.
As propriedades anti-inflamatórias do caroço de abacate ajudam os que sofrem com doenças que atingem as articulações, como artrite e tendinite.
Ele também aumenta as defesas do corpo, ou seja, fortalece o sistema imunológico.
E alivia diarreias e inflamações no aparelho digestivo, prevenindo a formação de úlceras gástricas.
Por possuir atividade termogênica, o caroço de abacate ajuda a eliminar gordura localizada.

Os índios confiam muito no poder curativo do caroço e o utilizam para tratar desde diarreias, dores musculares, furúnculos, transtornos nos rins e fígado até males mais sérios, como catarata, epilepsia e problemas na tireoide.
Mas finalmente como usar o caroço de abacate?
Como dissemos, há várias formas.
Duas delas são o extrato e a farinha do caroço de abacate.

Anote as receitas:

INFUSÃO

A infusão de sementes de abacate, tomado três vezes ao dia, pode ajudar a eliminar gordura, uma vez que tem propriedades termogênicas. O chá deve ser feito com uma semente, sem pele, cortada ao meio e 300 ml de água. prepare a infusão fervendo em água durante 10 minutos. Após esse tempo deixe repousar 5 minutos e beba três vezes ao dia.

EXTRATO

4 colheres (sopa) do caroço de abacate ralado
Meio litro de vinho branco

Coloque quatro colheres (sopa) de caroço de abacate dentro de meio litro de vinho branco.
Deixe descansar por sete dias.
Tome dois cálices diariamente, à tarde e à noite.
Mas não exceda a dose, pois pode provocar irritação gástrica.

FARINHA 

1 caroço de abacate

Rale o caroço e coloque-o no sol, coberto por um tecido como voal, para secar.
Depois, bata no liquidificador e passe numa peneira bem fina.
Conserve num pote bem fechado, na geladeira, e tome 1 colher (sopa) nas refeições.


fonte: curapelanatureza

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Garganta inflamada

Bebida de Kuzu com Molho de Soja e Ameixa Umeboshi (Ume-Sho-Kuzu)

Benefícios: Fortalece o sistema digestivo e é particularmente indicada para diarreias; excelente para constipações e gripes; aumenta a vitalidade, ideal para pessoas muito fatigadas.
Preparação:
1. Dissolva uma colher de chá rasa de Kuzu em duas ou três colheres de sopa de água fria.
2. Adicione uma chávena de água ao Kuzu dissolvido.
3. Junte meia a uma ameixa Umeboshi que foi moída até obter uma pasta.
4. Deixe levantar fervura e baixe o lume para o mínimo mexendo constantemente, até que o líquido fique translúcido.
5. Adicione algumas gotas de molho de soja Shoyu e mexa suavemente.
Deixe ferver em chama muito baixa durante 2-3 minutos. Beba quente.

Chá de alteia, gengibre e hortelã-pimenta
1 colher (chá) de raiz de alteia
1 colher (chá) de raiz de gengibre picada
1 colher (chá) de hortelã-pimenta seca
50 ml de água

 Preparar este remédio caseiro basta adicionar o gengibre e a alteia em uma panela com água e deixar ferver por aproximadamente 5 minutos, a seguir, adicione a hortelã-pimenta. A panela deve ser tampada e o chá deve permanecer em infusão por mais 10 minutos. Tomar o chá várias vezes ao dia.

Infusões para a dor de garganta
Infusão....
-  de camomila
- de tomilho
- de gengibre com limão.
-  de alho. Comer alho em jejum.
 Adicione no chá meia colher de chá de pimenta caiena, canela
- Mastigar cravo-da-india
Remédios para Dor de Garganta
Gargarejos:
 - 1 cháv de água morna e meia colher de chá de sal
- 1 cháv de água morna, meia colher de chá de sal e meia colher de chá de bicarbonato de sódio.
 - 1 cháv de água a ferver, duas colheres de chá de folhas frescas ou secas de sálvia e sal. Cubra e deixe repousar 20 minutos. Adicione sal e gargareje.

Gargarejo de limão com pimenta e limão
 125 ml de água morna
1 colher de suco de limão
1 colher de sal
1 pitada de pimenta-de-caiena
Misture todos os ingredientes num copo e gargareje várias vezes ao dia.

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Sumo de 3 limões com um copo de água morna. Beber e fazer gargarejos.
 3 colheres de sopa de casca de ananás/abacaxi picada com sumo de uma laranja e 1 copo de água a ferver por cima abafado por 3 minutos. Coar e beber.

vinagre de maçã - beba 1 colher sopa numa chávena de chá. Faça gargarejos com uma mistura de um copo de água morna e uma colher (sopa) de vinagre.

Malva
Afecções das vias respiratórias como bronquite, tosses catarrais, laringite e nos processos inflamatórios de boca e garganta, através de bochechos e gargarejos. Anti-séptico de vias digestivas e urinárias


Leite Dourado - receita aqui >>Dicas da Oksi

 ※Alguns benefícios:
 Desintoxicante, limpando o nosso organismo de toxinas e metais pesados.
Anti-inflamatório, excelente para travar o início de uma virose, constipação ou outra infecção.
Melhora a circulação sanguínea
Energizante, aumenta os níveis de energia
Anti-cancerígeno Analgésico natural

domingo, 3 de abril de 2016

Biotina é boa para os cabelos, pele e unhas

O amendoim possui boas quantidades de biotina - Foto: Getty Images
O amendoim possui boas quantidades de biotina 

 Nutriente também ajuda na melhor absorção de outras substâncias

A biotina, também conhecida como vitamina H, vitamina B7₈, é uma vitamina do complexo B.
Trata-se de uma vitamina hidrossolúvel produzida no intestino pelas bactérias e obtida por meio da alimentação. Assim como outras vitaminas do complexo B, a biotina está relacionado ao metabolismo das gorduras, carboidratos e proteínas. Ela também é essencial para a saúde da pele, unhas e cabelos.

Benefícios comprovados
 Bom para a pele: A biotina é muito benéfica para a pele, isto porque ela ajuda no metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras o que acaba melhorando a saúde da pele. A ausência da biotina pode fazer com que a pele fique seca, escamosa e com vermelhidão em volta da boca e nariz.

Bom para o cabelo: A ausência da biotina pode causar a queda de cabelos e também fazer com que os fios fiquem enfraquecidos. Ainda não é certa a relação entre o nutriente e os cabelos, mas alguns especialistas acreditam que a biotina tem relação com a produção de queratina, proteína que compõe o cabelo.

Bom para as unhas: A falta de biotina pode enfraquecer as unhas. Alguns especialistas acreditam que isto ocorre porque o nutriente tem relação com a produção de queratina, proteína que compõe as unhas.

Ajuda na absorção correta dos nutrientes: A biotina, juntamente com outras vitaminas do complexo B, contribui para o metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas, fazendo com que o corpo os absorva da melhor maneira.

Bom para quem tem diabetes: Como a biotina ajuda a metabolizar melhor os carboidratos, alguns estudos apontam que a biotina pode ser interessante para diabéticos. Contudo, ainda são necessárias mais pesquisas para se comprovar este benefício.

Deficiência de biotina 
A deficiência de biotina é extremamente incomum porque este nutriente está muito presente na alimentação. Contudo, quando acontece os sintomas da ausência do nutriente são: fraqueza nas unhas e cabelos, calvície, pele seca e escamosa e vermelhidão em volta do nariz e da boca. Outras complicações que podem ocorrer são conjuntivite, dermatite exfoliativa, dores musculares e lassidão, acompanhada de aumento da glicemia.

Combinações da biotina
 Para proporcionar os benefícios mencionados, a biotina precisa ser ingerida com as outras vitaminas do complexo B. Além disso, é importante que ela faça parte de uma dieta balanceada.

O consumo excessivo de biotina só ocorre por meio da suplementação e não tem grandes complicações, pois o nutriente é excretado pela urina.


O tomate conta com biotina - Foto: Getty Images
Fontes da biotina
As principais fontes de biotina são o amendoim, as nozes, o tomate, a cebola, a cenoura, alface, couve-flor e amêndoa. As frutas e as sementes também contam com o nutriente.

Quantidade recomendada de biotina

Quantidade recomendada do nutriente
Bebê de 0 a 6 meses5 mcg
Bebê de 7 a 12 meses6 mcg
Criança de 1 a 3 anos8 mcg
Criança de 4 a 8 anos12 mcg
Jovem de 9 a 13 anos20 mcg
Jovem de 14 a 18 anos25 mcg
Adulto de 19 a 70 anos30 mcg
Gestantes35 mcg
Lactantes35 mcg
The National Academies

sábado, 2 de abril de 2016

Tomate


De acordo com a Harvard Medical School, uma fatia de tomate cru contém aproximadamente 515 microgramas licopeno, enquanto 2 colheres de sopa de extrato de tomate contém 13.800 microgramas de licopeno. Isso significa que a pasta de tomate contém muitas vezes mais licopeno que o tomate cru. A maioria das pesquisas atribui as propriedades anticancerígenas de tomate para licopeno.


Tomate cru ou cozido?


Por vezes ,a cozedura de certos alimentos causa a perda de certas vitaminas e minerais, mas no caso do tomate o facto de ser cozinhado torna-o bem mais rico.
O tomate contém licopeno, um excelente antioxidante capaz de prevenir cancros tais como da mama, próstata, colon entre outros.
O facto de ser cozinhado faz com "rompa" as membranas das células e liberte o licopeno , ficando assim com maior capacidade de ser absorvido no organismo.
O tomate é rico em licopeno (fitoquímico), vitaminas A, C, B9 (ácido fólico) e em minerais, como potássio, cálcio e fósforo. Também contém zinco, cobalto, boro, flúor, bromo e iodo.
Mas, é claro que poderá/deverá continuar a ingerir o tomate cru pois este é rico em vitaminas, fibras e minerais!

quinta-feira, 31 de março de 2016

Cálcio no Organismo: Por que o leite de animais é contraindicado?

Quais as melhores fontes para os vegetarianos. Por que a falta deste mineral é tão comum? Só tem no leite dos animais? Saiba tudo aqui.
Se você acha que isso é natural, é porque seus olhos estão fechados!
Só tem cálcio no leite dos animais? Não. Mamíferos naturalmente só bebem leite da própria mãe de amamentação. Após isso, sua alimentação muda e seus nutrientes são adquiridos de outra forma. Só o humano, por meio da exploração comercial e até falta de informação alimentar adequada, continua bebendo leite, e de outra espécie (vaca, cabra, búfala, etc.). Portanto, sequer é natural. Muito menos essencial. Você gostaria que roubassem o leite de seu filho (bebê)? A vaca, a cabra, a búfala e outros mamíferos lactantes também não! E o que acha de tratar um ser vivo animal como uma "máquina artificial de produzir leite"? As vacas leiteiras, por exemplo, são inseminadas artificialmente e ordenhadas várias vezes ao dia, o que lhes causa graves infecções dolorosas nas tetas, e caminho aberto para insetos e moscas varejeiras. E já imaginou uma mulher na idade reprodutiva sendo mantida grávida constantemente para produzir leite e seu bebê lhe sendo retirado após o parto? Pois é isto que acontece com as vacas leiteiras, constantemente prenhas para produzir leite em grande quantidade e suas crias lhes são roubadas no mesmo dia do nascimento. Nada disto é justo e muito menos saudável. Por isso, as vacas que têm um ciclo natural de vida de cerca de 25 anos, não passam de 5 anos nestes “campos de concentração animal”. Imagina o leite produzido por estas vacas? O que esperar da qualidade nutricional deste leite, que é uma excreção natural da vaca como pus da inflamação sendo contaminado por hormônios reprodutivo e do estresse constante, e ainda, por insetos diversos?
Para corroborar, veja o que o nutricionista funcional e pesquisador português Pedro Bastos diz sobre o consumo de leite animal: “Não considero o leite de vaca e de outras espécies um alimento adequado ao ser humano. Após a amamentação, nenhum mamífero consome leite (e muito menos de outra espécie). Este padrão também foi seguido, durante 2,5 milhão de anos, pelos vários hominídeos (incluindo os homo sapiens) que habitaram a terra. Só após a revolução agrícola (há 10 mil anos), através da domesticação de animais, é que a exploração e consumo de laticínios se tornou possível. O leite é, assim , um alimento relativamente recente na alimentação do ser humano, o que explica que 70% da população adulta mundial apresenta intolerância à lactose”.
A intolerância à lactose é uma dificuldade/impossibilidade de digerir o açúcar do leite, e esta intolerância é mais comum do que se imagina, pode nascer com o bebê (de origem genética), ou se adquirir em qualquer época da vida. Sendo que, muitas pessoas não percebem que após a ingestão de leite ou derivados, acontecem digestão lenta e pesada, gases, inchaço, distensão e/ou desconforto abdominais, prisão de ventre, pequena ou grande diarréia, e presença de muco são decorrentes da falta muito corriqueira, da enzima lactase no organismo, que quebra as moléculas da lactose. É muito provável que a grande maioria dos leitores deste artigo tenha deficiência desta enzima.
Um copo de leite de vaca tem 300 calorias, 51 mg de colesterol, e 16 gr de gordura. E nem adianta o semi, o desnatado ou o light, todos contém num mísero copo mais de 135 milhões de pus, antibióticos bovinos, hormônios de crescimento, hipofisários, adrenal, intestinal e para-tiroideanos, etc..Um litro de leite de vaca pode conter 20 milhões de bactérias e 750 milhões de células de pus de inflamação. E o que dizer do queijo de origem animal, que além de levar coagulantes e conservantes artificiais, e outros elementos químicos é cheio das maléficas gorduras LDL colesterol (só presente nos produtos de origem e derivados animais). Ou seja, o leite e seus derivados são umas miríades de hormônios químicos e substâncias artificiais que sobrecarregam e exigem muito do sistema digestivo, do fígado, do pâncreas, do rim e todo o intestino para se livrar de seus componentes tóxicos e pesados.
E um estudo publicado pela Associação Médica Americana nos “Archives of Pediatric & Adolescent Medicine” mostrou, em 2012, que as crianças selecionadas que consumiram as maiores quantidades de leite, sofreram mais fraturas ósseas do que aquelas que consumiram menos leite. E isto não foi uma surpresa. Estudos anteriores mostram que o consumo de leite não melhora a saúde dos ossos ou reduz risco de osteoporose. A idéia de que o leite de vaca é uma boa fonte de cálcio, com bom aproveitamento para os ossos é um mito, pois devido a sua acidez natural, depois de anos consumindo o leite de vaca ou outro de origem animal, ocorre o efeito rebote de enfraquecimento dos ossos pela osteopenia, e depois com o agravamento, pela osteoporose.
Quem precisa do leite da vaca ou de outro animal? Erroneamente, o leite animal é rotulado como um alimento quase perfeito. É considerado essencial na constituição óssea e na prevenção da osteoporose. Ironicamente, nem adianta dar uma de bezerro (que é o verdadeiro destinatário do leite da vaca) e tomar leite e derivados o dia todo, achando que garantirá um esqueleto de melhor qualidade. A questão é que o leite animal é abundante em cálcio, mas também rico em proteínas. E o grande problema das dietas com proteínas em excesso é que levam à desmineralização dos ossos. A conseqüência direta disso é a osteopenia, e em seguida, osteoporose. Esse processo ocorre porque o excesso de proteínas sobrecarrega os rins e para neutralizar esse distúrbio o cálcio "sai" dos ossos para ajudar a filtrar essas substâncias. Imagina isto acontecendo durante décadas.
Na idade adulta é comum algumas pessoas desenvolverem indícios que não suportam leite animal e seus derivados, pois há uma queda natural da produção da enzina lactase no intestino. O leite de animais e derivados é totalmente dispensável. A ingestão de cálcio por meio de verduras, grãos e sementes é a melhor maneira de repor o mineral.
Os alimentos vegetais mais ricos no mineral Cálcio são: Coentro cru (tempero) tem 784 mg em 100g, a semente de chia contém 714 mg nos mesmos 100g, o leite de soja fortificado sem DNA transgênico (2 copos por dia fornecem cerca de 500 mg), tofu ou queijo de soja (livre de transgenia,100g tem 100 a 350 mg, preferencialmente, grelhado sem óleo, temperado, em patê, etc), algumas verduras verde-escuras (couve crua tem 131 mg em 100g, couve refogada tem 177 mg em 100g), agrião (1 xícara crua ou duas cozidas tem 133 mg), escarola (1 xícara cozida ou duas cruas tem 100 mg), mostarda (1 xícara cozida ou duas cruas tem 103 mg) , rúcula crua (tem 117 mg em 100g ou 160mg em 2 xícaras cruas) e brócolis cru tem 86 mg em 100 g, figo seco, melado de cana, entre outros também são ricos no mineral. Oleaginosas (como amêndoas e avelã), sementes (como linhaça, chia, gergelim e girassol) e molho tahine contêm cálcio, mas são calóricas demais, e por isso, devem ser consumidos com moderação pelos que não querem engordar.
Que tal uma salada cheia do mineral? Junte vagem, brócolis e cenoura. Esses vegetais são suficientes, eles têm em torno de 123 mg de cálcio, mas para enriquecer ainda mais salpique gergelim. Vai dar uma quantidade de cálcio 232 mg aproximadamente.
Sopa de legumes também tem cálcio. Use legumes ricos em cálcio e também coloque um pouquinho de gergelim, bastante salsinha e cebolinha.
Um almoço que tenha feijão, arroz integral e também uma folha verde escura refogada, como agrião e couve manteiga, vai fornecer aproximadamente 500 mg de cálcio. E para deixar o feijão mais rico ainda em cálcio, pode-se acrescentar salsinha, cebolinha e couve. Fazendo essa mistura se obtém 84 mg de cálcio.
A couve também pode ser aproveitada no suco de laranja. Bater duas laranjas com uma folha de couve tem aproximadamente 70 mg de cálcio.
E entre as frutas mais ricas em cálcio estão mamão, a tangerina, o figo e o morango. Três porções destas frutas vão oferecer aproximadamente 150 mg de cálcio num dia.
E que tal um leite de quinua, saboroso e fonte de cálcio? Você pega duas colheres de sopa do grão e coloca para ferver em 500 ml de água, durante 15 minutos. Depois tira, coloca no liquidificador e bate bem. Coando você vai ter um leite. Pode adoçar com Stévia ou bater com mamão, morango ou qualquer fruta que você quiser para aumentar a quantidade de cálcio.
Apesar de usarmos poucos, devemos usar as especiarias todos os dias. O uso regular dessas ervas e especiarias, é garantia de maior aporte do mineral, pois elas são riquíssimas em cálcio. São elas: orégano, pimenta-do-reino, noz moscada, cravo e canela. Não obstante, usar a pimenta-do-reino com parcimônia, já que esta tende a arritar a mucosa do estômago de pessoas mais sensíveis.
Uma mistura que é cálcio puro: faca um mix de sementes de girassol , gergelim e linhaça (levemente triturada) ou chia (não precisa triturar) e coma 1 colher de sobremesa cheia por dia na salada , na sopa, no iogurte dos leites vegetais, no suco ou nas frutas. E só contém 60 calorias em média! Além de o cálcio ser encontrado em boa quantidade nas sementes, tem ótima biodisponibilidade , ou seja , é facilmente absorvido pelo organismo. E é bom lembrar que a linhaça e a chia são ótimas fontes de ômega-3, gordura boa, que aumenta a densidade dos ossos. Evite comer espinafre, acelga, cacau e beterraba (em especial as folhas) nas refeições ricas em Cálcio, pois estes alimentos contêm oxalato, um inibidor de absorção de cálcio.
Então, evite creme de espinafre com leite de soja, ou leite de soja batido com cacau, ou ainda, bolinho de tempeh com salada de acelga e/ou beterraba, se estes forem suas principais fontes de cálcio diário.
E ainda outros alimentos com ácido oxálico e fitatos:
O ácido oxálico encontrado também no gérmen de trigo, nozes, feijão e tomate aumenta a eliminação de cálcio pelas fezes. O fitato age da mesma forma. Um exemplo de alimento com essas duas substâncias são os cereais integrais (farinha integral, de centeio, aveia, etc.). No entanto, isso não significa que eles devem deixar de ser ingeridos, já que são ricos em fibras necessárias para o bom funcionamento do intestino. Em casos de pessoas que já tenham doenças nos ossos, uma boa alternativa é ter uma alimentação com bastante frutas, vegetais e legumes, o que garantirá o pH ácido ao estômago - condição necessária para a boa absorção do cálcio. Quanto maior a ingestão desses alimentos, maiores as chances de você consumir zinco, mineral que equilibra o pH do estômago e atenua o problema.
E sempre fique longe das gorduras de origem animal. Existe um tipo específico de gordura que faz com que o cálcio seja liberado pelas fezes, em vez de ir para os ossos: os ácidos graxos saturados de cadeia longa, encontrados em manteiga e nas gorduras das carnes animais. Ao chegar ao intestino, esse tipo de gordura forma de novo a tal substância chamada oxalato, que se liga às moléculas de cálcio, formando um complexo insolúvel. Esse complexo acaba sendo excretado nas fezes, além de entupir artérias e causar danos celulares. Mais um motivo para se adotar a dieta 100% vegetariana que pode suprir toda a nossa necessidade de cálcio de forma saudável!
Embora aconteça raramente, é possível que o ferro em excesso (ocorre quando há suplementação acima do necessário) faça com que o cálcio não seja absorvido. Isso acontece por causa de uma disputa entre esses dois minerais, Eles são absorvidos pela mesma 'porta' chamada de glute, que encaminha as substâncias à corrente sanguínea e competem entre si para serem absorvidos.O cálcio costuma ganhar o páreo, mas perde quando o ferro está em uma quantidade muito maior. No entanto, isso é raro de acontecer, já que geralmente as dietas são mais ricas em cálcio do que em ferro. Mas se houver suplementação ferropriva peça a orientação de seu médico ou nutricionista.
O excesso de proteína pode roubar o cálcio do organismo: Isto é mais difícil de acontecer com a alimentação 100% vegetariana, mesmo assim, é bom entender o processo. O organismo gasta muito cálcio para processar a proteína. Por isso, abusar nas fontes de proteínas pode aumentar a eliminação de cálcio pela urina, dificultando a sua absorção. Mas como saber se você está passando dos limites na ingestão de proteínas? Uma pessoa que não seja atleta precisa de 0,8 a 1g de proteínas diárias por quilo de seu peso. Quem passa dessa 1g já tem a chamada dieta hiperprotéica. Por isso, se for atleta ou quiser aumentar o aporte de proteína, para ganho de massa muscular, por exemplo, o faço com acompanhamento de nutricionista para não haver a perda de cálcio.
A vitamina D (sol) intensifica a absorção do cálcio ingerido.
A necessidade diária de cálcio: Crianças de 1 a 3 anos devem ingerir 500 mg/dia; de 4 a 6 anos, 600 mg/dia; e de 7 a 10 anos, 700 mg/dia. Adultos precisam de 1.000 mg/dia. O consumo diário de cálcio para adolescentes é 1.300 mg/dia. Grávidas e lactantes acima dos 18 anos é de 1000 mg. Idosos é de 1200 mg. E alguns médicos recomendam para mulheres na menopausa e homens na andropausa (acima de 50 anos) até 1500 mg/dia (este valor deve ser discutido e acompanhado por médico ou nutricionista).
A população mundial (onívora principalmente), de forma geral, apresenta dificuldade em ingerir a quantidade de cálcio necessária diariamente. Se uma pessoa teve uma alimentação rica em cálcio, vitamina D e ômega-3 durante a infância e adolescência, ela terá menos chances de ter osteoporose quando adulta. A necessidade do nosso organismo nas primeiras três décadas de vida aumenta gradualmente a quantidade de Cálcio no corpo (ossos, dentes e sangue) e depois disso ele passa a se reduzir lentamente ano após ano. O que vai determinar quando as reservas cairão chegando a um limite preocupante é o pico por volta dos 35 anos. Se a pessoa consome pouco Cálcio em sua 1ª fase adulta, poderá apresentar problemas futuros por ter este pico baixo. Então qual seria a saída? Independente da idade, o Cálcio deveria ser um dos micronutrientes de maior atenção de nossa alimentação em quantidades que supram sempre nossas necessidades. Mais do que calcular o quanto consumiu é fundamental que haja o hábito de incluir leite de soja enriquecido com o mineral, sementes e oleaginosas, e alguns temperos e verduras de cor escura na dieta básica diariamente.
A atividade física não acarreta uma maior necessidade considerável no consumo de Cálcio. Podemos inclusive dizer que um atleta por consumir mais calorias diariamente e, talvez por ter uma alimentação em teoria mais regrada, acaba inclusive com um consumo maior do que o da média da população.
A falta de cálcio no organismo pode levar a espasmos musculares e nervosos, raquitismo, osteomalácia (muito confundida com a osteoporose, nesta doença ocorre uma falha na mineralização da matriz óssea, causando também fraturas) e osteoporose ( perda de massa óssea, enfraquecimento dos ossos, e inclusive dores e fraturas), entre outros problemas.
E hábitos como colocar um pouquinho mais de sal na comida podem atuar como vilões para o organismo, ajudando na perda do mineral, segundo o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia. Portanto, nada de exagerar no cloreto de sódio (sal)!
Como reter o cálcio no organismo de modo eficaz:
1. Abuse de leite de soja (sem transgênicos, e preferencialmente orgânicos), principalmente, os enriquecidos com o mineral, e derivados (principalmente tofu e missô), aumente a ingestão para três porções por dia.
2. Coma vegetais verde-escuros (couve, rúcula, escarola, agrião, etc.) pelo menos duas porções (uma porção = um pires) por dia.
3. Exponha-se ao sol (maior fornecedor de vitamina D): pelo menos 15 minutos por dia, das 7h às 10h, ou a partir das 16h, ajuda a fixar o cálcio. Se for impossível, por questões de saúde ou local de moradia, por exemplo, a alternativa é consumir suplementos de vitamina D.
4. Faça exercícios: O estímulo dos exercícios físicos ajuda na absorção do mineral. Uma caminhada vigorosa diária de 30 minutos, já faz muito pelos ossos. Assim como, a ginástica localizada, a musculação orientada e sem exageros, a power yoga, as lutas marciais, e esportes diversos, como futebol, vôlei, basquete, boxe, etc..
5. Coma semente de linhaça ou chia, são ricas em ômega-3 e cálcio, mas a semente de linhaça deve ser levemente triturada. 1 colher de sopa ao dia é o suficiente. Misture na comida, no leite de soja, suco, saladas, etc..
6. Evite frituras, que atrapalham a absorção dos nutrientes.
7. Evite a cafeína: o consumo de três ou mais xícaras por dia(equivalentes à 300 mg) de café ou chás escuros (mate, preto, verde) aumentam a acidez do sangue. O organismo, para compensar, retira cálcio dos ossos para tornar o ambiente mais básico. E a cafeína, principalmente presente no café, tem efeito diurético, o que faz com que o cálcio seja eliminado pela urina. Consuma as bebidas ricas em cafeína longe dos alimentos ricos em cálcio.
8. Evite refrigerantes, inclusive os diet e light: os acidulantes dos refrigerantes fazem um trabalho parecido com o da cafeína e atrapalham a absorção do nutriente, além de enfraquecer os ossos. E ainda, essa bebida é rica em fósforo, que inibe a absorção de cálcio pelo corpo. O fósforo aumenta a liberação do paratormônio, hormônio que controla a quantidade de cálcio que temos nas células e nos ossos. Se ele está elevado, acaba mobilizando mais cálcio do osso pra corrente sanguínea, descalcificando os ossos.E este processo danoso é acentuado com os refrigentes à base de cola.
9. Evite bebidas alcoólicas: O álcool promove um desequilíbrio bioquímico que reduz a capacidade do corpo para produzir um novo tecido e repor as perdas.
10. Evite o cigarro e o tabaco em geral (narguilé, cachimbo, charruto, etc.): As reações químicas das mais de mil substâncias presentes no cigarro e nos outros fragilizam o organismo e dobram as necessidades nutricionais dos fumantes. O monóxido de carbono, por exemplo, reduz em até 15% a capacidade do sangue de transportar oxigênio e, com isso, os ossos ficam mais frágeis e perdem a densidade.
11- O azeite extra-virgem de oliva com baixo teor de acidez (menor que 0,5%) facilita a absorção de cálcio dos alimentos. Então, que tal uma pastinha à base de tofu com azeitona e azeite? Deliciosa, riquíssima em proteínas e gorduras saudáveis e biodisponível em cálcio. Ou então, o caldo de missô acompanhado por um fio de azeite.
12- O mineral Cálcio tem melhor absorção durante o sono noturno. Então, a dica é comer um punhado (1 colher de sopa) de sementes, amêndoas, castanha de caju e avelãs. Ou então, uma fatia de mamão com sementes de chia, ou ainda, um figo antes de dormir.
Somos 100% vegetarianos, não precisamos do leite dos animais para sobreviver, exceto eles próprios, somos conscientes da importância do cálcio para nossa saúde, dentes e ossos, e sempre estamos com índices ideais deste mineral em nossas dietas!
Jaqueline Louize
Nutrição / Educação física

domingo, 27 de março de 2016

Não aqueça as suas sementes ou faça-o com cuidado!



As sementes são cada vez mais populares e cada vez mais usadas (e muito bem) para enriquecer a alimentação diária. As biológicas são obviamente as melhores e variedade é o que não falta: abóbora, linhaça, sésamo, girassol, chia, cânhamo, papoila,…

A cada uma destas sementes se podem atribuir benefícios de saúde específicos e o valor nutricional varia de semente para semente. Por norma são boa fonte de fibras, vitaminas, minerais, antioxidantes e gorduras de qualidade. Por exemplo, as sementes de girassol possuem mais ómega 6 do que as de linhaça que apresentam mais ómega 3.

De uma maneira geral há alguns cuidados que deve ter quando come sementes:

- Se procura as sementes pelo seu teor de gorduras de qualidade, não as deve torrar ou comprar já torradas/tostadas. As temperaturas usadas para torrar vão estragar as gorduras das suas sementes. Se as quiser torrar faça-o em casa e assegure-se que não ultrapassa os 100ºC (idealmente não ultrapasse os 50ºC). Pela mesma razão recomendamos óleos de primeira pressão a frio.

- Não as deve torrar também pelo seu teor antioxidante, que se perde com o aquecimento. Junte sementes a saladas frias ou mesmo na sopa mas só na hora de consumir.

- As sementes devem ser bem mastigadas, mas aquelas que são pequenas demais para serem mastigadas, devem ser trituradas (linhaça, sésamo). Pode triturar com o almofariz e o pilão por exemplo ou com um moinho de café. Assim vai aproveitar melhor o seu valor nutricional. O processo de oxidação inicia-se assim que as sementes são trituradas. Por isso, triture e consuma na hora, não as compre já em pó.

- Se o que pretende é o efeito intestinal de algumas fibras, pode consumir as sementes pequenas inteiras. Vão ter o efeito de potenciar os seus movimentos intestinais mas não conseguirá absorver grande parte dos nutrientes, uma vez que muitas delas passarão intactas pelo estômago e intestino.

- Se decidir colocar sementes no seu pão saiba que vai aproveitar a fibra, para o seu intestino vai ser benéfico na mesma, mas não estará a tirar total partido dessas sementes. Use-as cruas sempre que puder. 

 - Demolhar as sementes, é uma forma de digerir melhor quando já as consumiu e sentiu que não as digeriu bem. O sabor até pode sair intensificado e ficar ainda mais agradável. O ato de demolhar retira algum dos fitatos que impedem a absorção de alguns minerais e retira algumas toxinas que possam existir na semente. Pode demolhar 24 horas, mas 6 a 12 horas são suficientes para a maioria das sementes. Depois de demolhar convém secá-las bem, o que pode fazer com um pano, ao sol, ou no forno a uma temperatura muito baixa (cerca de 25-50ºC). Compre sementes ao natural, não torradas e sem sal. Consuma-as directamente, triture-as na hora de comer se forem muito pequeninas ou use-as inteiras. Evite aquecê-las, mas se o fizer mantenha uma temperatura inferior a 50ºC por pouco tempo. Varie nas sementes escolhidas!

 EsmeraldAzul

domingo, 20 de março de 2016

O que comer na Intolerância à frutose


A intolerância à frutose é a dificuldade de absorver alimentos que têm este tipo de açúcar na sua composição, como frutas, legumes e vegetais, e, por isso, quando são consumidos provocam sintomas como enjoo, vômitos, suor, diarreia e inchaço na barriga. 
A causa para a má absorção de frutose pode ser hereditária, por isto alguns bebês já manifestam sintomas logo cedo, mas, também, pode ser contraída ao longo da vida, devido a alterações intestinais que causam dificuldade na digestão desta substância.

Dieta para intolerância à frutose

Para aliviar os sintomas da intolerância à frutose, é recomendado evitar o consumo deste açúcar, que está naturalmente presente em diversos alimentos, como frutas, legumes, vegetais e mel.
Além disso, a frutose também pode estar presente em alimentos que são adoçados com xarope de milho ou com os adoçantes sacarose ou sorbitol, substâncias que estão presentes em alimentos como refrigerantes, sucos de caixinha ou pó, ketchup e fast food.

Lista de alimentos permitidos

Como a intolerância à frutose tem vários níveis, desde leve a grave, a restrição ao consumo deve ser ajustada à intolerância de cada pessoa. Para isto, orienta-se que a pessoa tenha um diário para registrar os alimentos consumidos e as reações provocadas no corpo, além de sempre verificar os ingredientes das refeições antes de comer, devendo-se preferir os alimentos feitos em casa. 
Alguns dos alimentos que estão liberados para quem quem tem intolerância à fructose:
AdoçantesGlicose ou qualquer adoçante que não contenha frutose, sacarose ou sorbitol;
VegetaisBrócolis, aipo, alface, espinafre, acelga, cogumelos e alcachofras;
TemperosSal, vinagre, plantas aromáticas, especiarias e mostarda;
SopasFeitas com alimentos e temperos permitidos;
CereaisAveia, trigo, cevada, centeio, arroz, tapioca e produtos feitos a partir deles, como pães, biscoitos e cereais, sem que estejam adoçados com frutose, sacarose, sorbitol, mel, melado ou xarope de milho;


BebidasÁgua, chá, café, cacau;
DocesSobremesas e massas doces que não sejam adoçados com frutose, sacarose, sorbitol ou xarope de milho. 
Além disso, alguns legumes que possuem frutose, como a batata ou o tomate, podem ser consumidos em pouca quantidade se forem cozidos, pois a água retira parte da frutose dos alimentos.

Lista de alimentos a evitar

Na dieta para intolerância à frutose é necessário excluir da alimentação os alimentos como:
  • Frutas, geleias e doces de frutas;
  • Açúcar de mesa, mel, melaço, xarope de ácer, xarope de milho, frutose, sacarose e sorbitol;
  • Ervilhas, lentilha, feijão, grão-de-bico, feijão branco, milho e soja;
  • Nabo, batata doce, beterraba, pepino, couve, tomate, cenoura, berinjela, repolho, cebola, aspargos e pimentão;
  • Lácteos: leite doce com frutose, sorvetes comerciais com frutose, sacarose ou sorbitol e iogurtes com frutas;
  • Farinha de soja, muesli e todos os cereais feitos com açúcar ou mel;
  • Produtos industrializados com algum ingrediente que tenha frutose, como: refrigerantes, sucos de caixinha ou em pó, ketchup, maionese, mostarda, molhos industrializados, caramelo, mel artificial, chocolates, bolos, pudins, fast food, alguns tipos de pães, salsicha e presunto.
Como é muito difícil excluir completamente a frutose da dieta, já que está presente em muitos alimentos, é recomendado que a pessoa com intolerância faça um acompanhamento com um nutricionista, para que seja estabelecido um cardápio individualizado e equilibrado para o dia a dia. 
Embora possa ser uma tarefa difícil, as pessoas com intolerância a este tipo de açúcar devem evitar consumir frutose porque se não houver controle, com o tempo, podem surgir complicações graves, como insuficiência dos rins ou do fígado.
É importante lembrar que deve-se sempre verificar o rótulo de alimentos industrializados para ter a certeza de que eles não trazem ingredientes proibidos na intolerância à frutose, como mel, melaço, xarope de milho e os adoçantes sacarina e sorbitol. Em geral, produtos diet e light, biscoitos, bebidas prontas e produtos de panificação costumam trazer esses ingredientes.

Os Peixes sofrem? Sentem dor?

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Cientistas dizem que os peixes sentem dor

Os peixes pertencem ao reino animal e, dentro deste, são vertebrados. São seres aquáticos poiquilotérmicos (de sangue frio), que possuem corpo fusiforme, membros em forma de barbatana suportados por estruturas ósseas ou cartilaginosas, e guelras ou brânquias, com que respiram o oxigénio dissolvido na água.

Os primeiros peixes surgiram há cerca de 500 milhões de anos e eram semelhantes às lampreias actuais. Posteriormente, há aproximadamente 400 milhões de anos, surgiram os peixes com esqueleto cartilaginoso. Mais recentemente, há perto de 250 milhões de anos, surgiram os primeiros peixes com esqueleto ósseo.

Existem mais de 29.000 espécies de peixes, o que faz deles o maior grupo dos vertebrados, subdividido em: - Peixes ósseos(Osteichthyes, com mais de 22.000 espécies), a que pertencem as sardinhas, as garoupas, o bacalhau, o atum e, em geral, todos os peixes com esqueleto ósseo; - Peixes cartilaginosos (Chondrichthyes, mais de 800 espécies), a que pertencem os tubarões e as raias; - Vários grupos de peixes sem maxilas (antigamente classificados como Agnatha ou Cyclostomata, com cerca de 80 espécies), incluindo as lampreias e as mixinas (peixe-bruxa). Os peixes encontram-se em praticamente todos os ecossistemas aquáticos, tanto em água doce como salgada. Ao contrário da maior parte dos vertebrados, os peixes crescem continuamente durante toda a sua vida, embora a taxa de crescimento diminua acentuadamente após a primeira reprodução.

 O sistema nervoso dos peixes
 O sistema nervoso dos peixes é complexo e sofisticado. A maioria possui um sentido da visão muito desenvolvido, podendo distinguir cores e comprimentos de onda, desde o infravermelho ao ultravioleta. Contudo, esta capacidade vai diminuindo conforme aumenta a profundidade, em virtude da luz insuficiente. O olfacto está também muito desenvolvido em algumas espécies. Os salmões e outros peixes migradores apresentam o fenómeno “homing”, ou seja, voltam sempre ao rio onde nasceram para se reproduzirem. Está cientificamente provado que estas espécies “memorizam” o odor da água do rio onde nasceram, para um dia poderem voltar. Em muitas espécies, as papilas gustativas não se limitam à cavidade bucal, estão também noutras partes do corpo. Os ouvidos, além de permitirem a percepção de sons, funcionam também como órgãos do equilíbrio. Os peixes têm sistemas organizados de comunicação entre si. Emitem substâncias de alarme em presença de predadores, induzindo a formação de cardumes para confundir os atacantes, ou permitindo a fuga de outros indivíduos da sua espécie. Na altura da reprodução parece haver também comunicação química. Supõe-se que as hormonas libertadas pelos machos induzam a ovulação das fêmeas. Estes animais desenvolveram também receptores químicos ao longo do seu organismo, que lhes permitem detectar as mudanças de corrente da água e as mais delicadas vibrações, indiciadoras da aproximação de predadores.

Afinal, os peixes sofrem?
Pelo acima exposto, e que tem sido consubstanciado por estudos levados a cabo nomeadamente por cientistas Ingleses, a resposta é simples: sim, os peixes sofrem. Enquanto criaturas do reino animal, dotadas de um sistema nervoso central, os peixes possuem um sistema de dor que é anatómica, fisiológica e biologicamente semelhante ao das aves e outros animais. Os peixes reagem a sensações de dor e de prazer e, na verdade, partilham até semelhanças com o sistema nervoso dos seres humanos, já que algumas espécies possuem neurotransmissores como as endorfinas, que induzem a sensação de bem-estar e de alívio da dor. Logicamente, se os seus sistemas nervosos produzem analgésicos naturais, é porque estão pré-determinados para sentirem dor.

Os referidos estudos constatam que a morte por laceração dos tecidos, sangramento e asfixia (que caracterizam a pesca) é extremamente cruel, porque fonte de grande sofrimento para estes animais, não só físico, mas também psicológico. Ao reagirem à dor, os peixes sentem também stresse emocional e apresentam uma série de espasmos e movimentos de contorção muito semelhantes ao comportamento dos vertebrados superiores, como os mamíferos, em iguais circunstâncias. E embora inaudíveis para os seres humanos, alguns peixes emitem sons para exprimir a sua agonia, conforme concluem pesquisas conduzidas por várias universidades dos Estados Unidos.
Sabe-se hoje que os peixes são animais inteligentes e que algumas espécies apresentam fenómenos interessantes ao nível da memória, da capacidade de aprendizagem e até da antecipação do sofrimento. Com efeito, alguns dos estudos feitos constataram que os peixes, não só emitiam uma espécie de grunhido ao serem submetidos a choques eléctricos, como grunhiam à simples visão do eléctrodo, numa clara antecipação do sofrimento que dessa forma lhes ia ser infligido.


O peixe na alimentação humana

Desde tempos imemoriais os peixes têm sido uma fonte de alimentação para muitas comunidades humanas, para além de símbolo de abundância e equilíbrio dos recursos hídricos. Nas últimas décadas, fruto da escalada das doenças cardiovasculares e de vários tipos de cancro associados a dietas muito ricas em proteína animal e gordura saturada, o peixe tem sido até preferido à carne como fonte de proteína e gordura de melhor qualidade, para além de ácidos gordos essenciais ómega 3. No entanto, o peixe, e crustáceos e moluscos em geral, são também, pelas suas características, propensos a uma rápida deterioração mal são pescados. Para além disso, são particularmente sensíveis a parasitas e a contaminações por toxinas, resíduos de esgotos industriais, derrames de petróleo, contaminação radioactiva proveniente das centrais nucleares, poluição por metais pesados como o mercúrio, chumbo, cobre e cádmio, resíduos de navios abatidos, etc. Se de alguma forma a cozedura pode neutralizar uma pequena parte dos agentes patogénicos (por ex.; os parasitas), há formas de preparação e consumo que se têm popularizado nos últimos anos (como o sushi e o sashimi, especialidades Japonesas em que o peixe é servido cru) e que se têm revelado particularmente perigosas para a saúde pública.

O (des)equilíbrio ambiental

A evolução das condições de vida tem, infelizmente sido acompanhada de fenómenos preocupantes como o aquecimento global do planeta, a poluição e a destruição progressiva dos habitats naturais, para servir os grandes interesses económicos e as necessidades crescentes do mercado. Como consequência disso, graves desequilíbrios ambientais estão hoje instalados e a biodiversidade ameaçada. Muitas espécies estão à beira da extinção e a vida marinha não é excepção - veja-se o caso do bacalhau, pescado até à exaustão nos mares do Norte, sem que políticas de uma exploração sustentável tenham sido devidamente implementadas.


Que alternativas éticas, ambientais e de saúde?

Por todas estas razões (o sofrimento dos animais, a defesa dos valores ecológicos e a saúde), um número cada vez maior de consumidores opta por não consumir peixe e outros “frutos do mar”, mau grado alguma campanha de desinformação existente sobre as alegadas (e insubstituíveis) virtudes para a saúde do seu consumo. Alimentos como as nozes, o tofu, as sementes de linhaça, as algas, os óleos de soja, linhaça e canola, são igualmente boas fontes de ácidos gordos essenciais ómega 3, devendo haver o cuidado de equilibrar a sua ingestão com a dos ácidos gordos essenciais ómega 6 - facilmente obtidos através de outros frutos secos como as amêndoas, vegetais (abacate, espinafres, ervilhas…), óleo de girassol, milho e azeite. As sementes de cânhamo são dos poucos alimentos que contêm um bom equilíbrio entre Ómega 3 e Ómega 6. Os ácidos gordos essenciais ajudam a reduzir os danos vasculares, os níveis de triglicerídeos, de LDL (o mau colesterol) e do colesterol total, protegem o sistema imunitário, entre outros benefícios.

Centro Vegetariano


Os peixes sentem dor

Embora pareça óbvio que os peixes sintam dor, como qualquer outro animal, algumas pessoas ainda pensam que os peixes são como vegetais que nadam. Em verdade, no que concerne a habilidade de sentir dor, os peixes são iguais aos cachorros, gatos e outros animais. O Dr. Donald Broom, consultor científico do Governo Inglês, explica que " A literatura científica é muito clara. Anatômica, fisiológica e biologicamente, o sistema de dor dos peixes é praticamente o mesmo que o das aves e dos outros animais." 1

Os neurobiologistas já reconheceram, faz tempo, que os peixes possuem sistema nervoso que sentem e respondem à dor, e qualquer um que haja estudado Biologia sabe que os peixes têm nervos e cérebro que sentem a dor, como qualquer outro animal.2 Em verdade, os cientistas nos dizem que os cérebros e sistema nervoso dos peixes se parecem com o nosso.3 Por exemplo, os peixes (como os "vertebrados superiores") possuem neurotransmissores como as endorfinas que dão alivio ao sofrimento — naturalmente que a única razão de os seus sistemas nervosos produzirem analgésicos é para aliviar a dor.4

Afirmar que os peixes não sentem dor é comparável à argumentação intelectual e científica de que a Terra é plana. Interessante é verificar que alguns cientistas construíram um detalhado mapeamento dos receptores de dor na boca e por todo o corpo dos peixes. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Guelph, no Canadá, monitoraram recentemente a literatura científica sobre a dor e a inteligência dos peixes. Concluíram eles que os peixes sentem dor e que "há de se considerar o bem-estar desses animais"5 A Dra. Lynne Sneddon, cientista que estuda a biologia dos peixes no Reino Unido, explica: "Trata-se, realmente, de uma questão moral. Sua pesca com anzol é mais importante que a dor que o peixe sente?"6

Cientistas da Universidade de Edinburgh e do Roslin Institute, ambos no Reino Unido, relatam que ao reagirem à dor, os peixes sentem também um estresse emocional e apresentam um "movimento de contorção" muitíssimo similar ao tipo de movimento que apresentam animais vertebrados superiores, como os mamíferos."7 A equipe de pesquisadores concluiu que os peixes, sem dúvida alguma, sentem dor da mesma forma que a sentem os mamíferos, tanto física como psicologicamente.8

Como seria de esperar, de animais que, sabemos hoje, são inteligentes e apresentam indivíduos interessantes com memória e a capacidade de aprender, os peixes podem também sofrer devido ao medo e à antecipação da dor física. Pesquisadores de várias universidades dos Estados Unidos publicaram resultados de pesquisas que mostram o fato de alguns peixes usarem o som para comunicar a sua agonia, quando redes são lançadas em seus aquários ou quando são eles ameaçados de alguma maneira.9 Num estudo individual, o pesquisador William Tavolga descobriu que peixes grunhiam ao receberem um choque elétrico. Mais que isso, os peixes começavam a grunhir, tão logo avistavam o eletrodo, numa inequívoca antecipação do tormento que Tavolga lhes impingia.10

Segundo o Dr. Michael Fox, D.V.M., Ph. D., "Embora os peixes não gritem(de forma audível para os humanos) quando estão com dor e em angústia, o comportamento deles deveria constituir evidência suficiente do seu sofrimento quando fisgados ou capturados em rede. Eles se esforçam, procurando escapar e, assim fazendo, demonstram a sua vontade de viver."11

O que acontece com o peixe antes que chegue ao seu prato não passa de crueldade aos animais ¾ criados em "fazendas" marinhas ou pescados no mar, os peixes são tratados de maneiras que resultariam em punições a crime hediondo, fossem outros animais tão horrivelmente maltratados.

_______________________________________________ 

 1 Richard H. Schwartz, "Do You Eat Fish?" Tikkun, Nov. 1999
www.findarticles.com/p/articles/mi m1548/is 6 14/ai 57644975 


2 L.S. Chervova, "Behavioral Reactions of Fishes to Pain Stimuli", J. Ichthyol, 1997
http://images.nature.ru/nature/2003/10/02/0001195504/english.html

3 L.S. Chervova.

4 K.P. Chandroo, I.J.H.Duncan and R. D. Moccia, "Can Fish Suffer?: Perspectives on Sentience, Pain, Fear and Stress," Applied Animal Behavior Science, 2004, p. 11 www. aps.uoguelph.ca/~aquacentre/aec/publications/fishwelfare.pdf 


 5 K.P. Chandroo, p.15 

6 Jennifer Smith, "Debate: Do Fish Feel Pain?" Newsday, 21 Aug. 2003 www.thehollandsentinel.net/stories/082103/out 082103045.shtml 

 7 Alan Cowell, "Cruelty to Fish? Anglers in Britain Are Left Smarting", International Herald Tribune, 7 May 2003. 

 8 Dr.Lynne U. Sneddon, Dr. Victoria A. Braithwaite, and Dr. Michael J. Gentle, "Do Fish Have Nociceptors: Evidence for the Evolution of a Vertebrate Sensory Systeme," The Royal Society Scientific Academy, 7 June 2003 www.pubs.royalsoc.ac.uk/proc bio content/news/sneddon.html 

 9 Martin A. Connaughton, Michael L. Lunn, Michael L. Fine and Malcolm H. Tayor, "Characterization of Sounds and Their Use in Two Sciaenid Species: Weakfish and Atlantic Croaker," http://web.mit.edu/seagrant/aqua/cfer/acoustics/exsum/connaughton/extended.html. 

 10 – Vantressa Brown, "Fish Feel Pain, British Researchers Say", Agence France-Presse, 1 May 2003 www.buzzle.com/editorials/4-30-2003-39769.asp 

 11 – Michael Fox, D.V.M., Ph. D., "Do Fish Have Feelings?" The Animals’ Agenda, July/Aug. 1987,pp.24-29