domingo, 27 de março de 2016

Não aqueça as suas sementes ou faça-o com cuidado!



As sementes são cada vez mais populares e cada vez mais usadas (e muito bem) para enriquecer a alimentação diária. As biológicas são obviamente as melhores e variedade é o que não falta: abóbora, linhaça, sésamo, girassol, chia, cânhamo, papoila,…

A cada uma destas sementes se podem atribuir benefícios de saúde específicos e o valor nutricional varia de semente para semente. Por norma são boa fonte de fibras, vitaminas, minerais, antioxidantes e gorduras de qualidade. Por exemplo, as sementes de girassol possuem mais ómega 6 do que as de linhaça que apresentam mais ómega 3.

De uma maneira geral há alguns cuidados que deve ter quando come sementes:

- Se procura as sementes pelo seu teor de gorduras de qualidade, não as deve torrar ou comprar já torradas/tostadas. As temperaturas usadas para torrar vão estragar as gorduras das suas sementes. Se as quiser torrar faça-o em casa e assegure-se que não ultrapassa os 100ºC (idealmente não ultrapasse os 50ºC). Pela mesma razão recomendamos óleos de primeira pressão a frio.

- Não as deve torrar também pelo seu teor antioxidante, que se perde com o aquecimento. Junte sementes a saladas frias ou mesmo na sopa mas só na hora de consumir.

- As sementes devem ser bem mastigadas, mas aquelas que são pequenas demais para serem mastigadas, devem ser trituradas (linhaça, sésamo). Pode triturar com o almofariz e o pilão por exemplo ou com um moinho de café. Assim vai aproveitar melhor o seu valor nutricional. O processo de oxidação inicia-se assim que as sementes são trituradas. Por isso, triture e consuma na hora, não as compre já em pó.

- Se o que pretende é o efeito intestinal de algumas fibras, pode consumir as sementes pequenas inteiras. Vão ter o efeito de potenciar os seus movimentos intestinais mas não conseguirá absorver grande parte dos nutrientes, uma vez que muitas delas passarão intactas pelo estômago e intestino.

- Se decidir colocar sementes no seu pão saiba que vai aproveitar a fibra, para o seu intestino vai ser benéfico na mesma, mas não estará a tirar total partido dessas sementes. Use-as cruas sempre que puder. 

 - Demolhar as sementes, é uma forma de digerir melhor quando já as consumiu e sentiu que não as digeriu bem. O sabor até pode sair intensificado e ficar ainda mais agradável. O ato de demolhar retira algum dos fitatos que impedem a absorção de alguns minerais e retira algumas toxinas que possam existir na semente. Pode demolhar 24 horas, mas 6 a 12 horas são suficientes para a maioria das sementes. Depois de demolhar convém secá-las bem, o que pode fazer com um pano, ao sol, ou no forno a uma temperatura muito baixa (cerca de 25-50ºC). Compre sementes ao natural, não torradas e sem sal. Consuma-as directamente, triture-as na hora de comer se forem muito pequeninas ou use-as inteiras. Evite aquecê-las, mas se o fizer mantenha uma temperatura inferior a 50ºC por pouco tempo. Varie nas sementes escolhidas!

 EsmeraldAzul

domingo, 20 de março de 2016

O que comer na Intolerância à frutose


A intolerância à frutose é a dificuldade de absorver alimentos que têm este tipo de açúcar na sua composição, como frutas, legumes e vegetais, e, por isso, quando são consumidos provocam sintomas como enjoo, vômitos, suor, diarreia e inchaço na barriga. 
A causa para a má absorção de frutose pode ser hereditária, por isto alguns bebês já manifestam sintomas logo cedo, mas, também, pode ser contraída ao longo da vida, devido a alterações intestinais que causam dificuldade na digestão desta substância.

Dieta para intolerância à frutose

Para aliviar os sintomas da intolerância à frutose, é recomendado evitar o consumo deste açúcar, que está naturalmente presente em diversos alimentos, como frutas, legumes, vegetais e mel.
Além disso, a frutose também pode estar presente em alimentos que são adoçados com xarope de milho ou com os adoçantes sacarose ou sorbitol, substâncias que estão presentes em alimentos como refrigerantes, sucos de caixinha ou pó, ketchup e fast food.

Lista de alimentos permitidos

Como a intolerância à frutose tem vários níveis, desde leve a grave, a restrição ao consumo deve ser ajustada à intolerância de cada pessoa. Para isto, orienta-se que a pessoa tenha um diário para registrar os alimentos consumidos e as reações provocadas no corpo, além de sempre verificar os ingredientes das refeições antes de comer, devendo-se preferir os alimentos feitos em casa. 
Alguns dos alimentos que estão liberados para quem quem tem intolerância à fructose:
AdoçantesGlicose ou qualquer adoçante que não contenha frutose, sacarose ou sorbitol;
VegetaisBrócolis, aipo, alface, espinafre, acelga, cogumelos e alcachofras;
TemperosSal, vinagre, plantas aromáticas, especiarias e mostarda;
SopasFeitas com alimentos e temperos permitidos;
CereaisAveia, trigo, cevada, centeio, arroz, tapioca e produtos feitos a partir deles, como pães, biscoitos e cereais, sem que estejam adoçados com frutose, sacarose, sorbitol, mel, melado ou xarope de milho;


BebidasÁgua, chá, café, cacau;
DocesSobremesas e massas doces que não sejam adoçados com frutose, sacarose, sorbitol ou xarope de milho. 
Além disso, alguns legumes que possuem frutose, como a batata ou o tomate, podem ser consumidos em pouca quantidade se forem cozidos, pois a água retira parte da frutose dos alimentos.

Lista de alimentos a evitar

Na dieta para intolerância à frutose é necessário excluir da alimentação os alimentos como:
  • Frutas, geleias e doces de frutas;
  • Açúcar de mesa, mel, melaço, xarope de ácer, xarope de milho, frutose, sacarose e sorbitol;
  • Ervilhas, lentilha, feijão, grão-de-bico, feijão branco, milho e soja;
  • Nabo, batata doce, beterraba, pepino, couve, tomate, cenoura, berinjela, repolho, cebola, aspargos e pimentão;
  • Lácteos: leite doce com frutose, sorvetes comerciais com frutose, sacarose ou sorbitol e iogurtes com frutas;
  • Farinha de soja, muesli e todos os cereais feitos com açúcar ou mel;
  • Produtos industrializados com algum ingrediente que tenha frutose, como: refrigerantes, sucos de caixinha ou em pó, ketchup, maionese, mostarda, molhos industrializados, caramelo, mel artificial, chocolates, bolos, pudins, fast food, alguns tipos de pães, salsicha e presunto.
Como é muito difícil excluir completamente a frutose da dieta, já que está presente em muitos alimentos, é recomendado que a pessoa com intolerância faça um acompanhamento com um nutricionista, para que seja estabelecido um cardápio individualizado e equilibrado para o dia a dia. 
Embora possa ser uma tarefa difícil, as pessoas com intolerância a este tipo de açúcar devem evitar consumir frutose porque se não houver controle, com o tempo, podem surgir complicações graves, como insuficiência dos rins ou do fígado.
É importante lembrar que deve-se sempre verificar o rótulo de alimentos industrializados para ter a certeza de que eles não trazem ingredientes proibidos na intolerância à frutose, como mel, melaço, xarope de milho e os adoçantes sacarina e sorbitol. Em geral, produtos diet e light, biscoitos, bebidas prontas e produtos de panificação costumam trazer esses ingredientes.

Os Peixes sofrem? Sentem dor?

image
Cientistas dizem que os peixes sentem dor

Os peixes pertencem ao reino animal e, dentro deste, são vertebrados. São seres aquáticos poiquilotérmicos (de sangue frio), que possuem corpo fusiforme, membros em forma de barbatana suportados por estruturas ósseas ou cartilaginosas, e guelras ou brânquias, com que respiram o oxigénio dissolvido na água.

Os primeiros peixes surgiram há cerca de 500 milhões de anos e eram semelhantes às lampreias actuais. Posteriormente, há aproximadamente 400 milhões de anos, surgiram os peixes com esqueleto cartilaginoso. Mais recentemente, há perto de 250 milhões de anos, surgiram os primeiros peixes com esqueleto ósseo.

Existem mais de 29.000 espécies de peixes, o que faz deles o maior grupo dos vertebrados, subdividido em: - Peixes ósseos(Osteichthyes, com mais de 22.000 espécies), a que pertencem as sardinhas, as garoupas, o bacalhau, o atum e, em geral, todos os peixes com esqueleto ósseo; - Peixes cartilaginosos (Chondrichthyes, mais de 800 espécies), a que pertencem os tubarões e as raias; - Vários grupos de peixes sem maxilas (antigamente classificados como Agnatha ou Cyclostomata, com cerca de 80 espécies), incluindo as lampreias e as mixinas (peixe-bruxa). Os peixes encontram-se em praticamente todos os ecossistemas aquáticos, tanto em água doce como salgada. Ao contrário da maior parte dos vertebrados, os peixes crescem continuamente durante toda a sua vida, embora a taxa de crescimento diminua acentuadamente após a primeira reprodução.

 O sistema nervoso dos peixes
 O sistema nervoso dos peixes é complexo e sofisticado. A maioria possui um sentido da visão muito desenvolvido, podendo distinguir cores e comprimentos de onda, desde o infravermelho ao ultravioleta. Contudo, esta capacidade vai diminuindo conforme aumenta a profundidade, em virtude da luz insuficiente. O olfacto está também muito desenvolvido em algumas espécies. Os salmões e outros peixes migradores apresentam o fenómeno “homing”, ou seja, voltam sempre ao rio onde nasceram para se reproduzirem. Está cientificamente provado que estas espécies “memorizam” o odor da água do rio onde nasceram, para um dia poderem voltar. Em muitas espécies, as papilas gustativas não se limitam à cavidade bucal, estão também noutras partes do corpo. Os ouvidos, além de permitirem a percepção de sons, funcionam também como órgãos do equilíbrio. Os peixes têm sistemas organizados de comunicação entre si. Emitem substâncias de alarme em presença de predadores, induzindo a formação de cardumes para confundir os atacantes, ou permitindo a fuga de outros indivíduos da sua espécie. Na altura da reprodução parece haver também comunicação química. Supõe-se que as hormonas libertadas pelos machos induzam a ovulação das fêmeas. Estes animais desenvolveram também receptores químicos ao longo do seu organismo, que lhes permitem detectar as mudanças de corrente da água e as mais delicadas vibrações, indiciadoras da aproximação de predadores.

Afinal, os peixes sofrem?
Pelo acima exposto, e que tem sido consubstanciado por estudos levados a cabo nomeadamente por cientistas Ingleses, a resposta é simples: sim, os peixes sofrem. Enquanto criaturas do reino animal, dotadas de um sistema nervoso central, os peixes possuem um sistema de dor que é anatómica, fisiológica e biologicamente semelhante ao das aves e outros animais. Os peixes reagem a sensações de dor e de prazer e, na verdade, partilham até semelhanças com o sistema nervoso dos seres humanos, já que algumas espécies possuem neurotransmissores como as endorfinas, que induzem a sensação de bem-estar e de alívio da dor. Logicamente, se os seus sistemas nervosos produzem analgésicos naturais, é porque estão pré-determinados para sentirem dor.

Os referidos estudos constatam que a morte por laceração dos tecidos, sangramento e asfixia (que caracterizam a pesca) é extremamente cruel, porque fonte de grande sofrimento para estes animais, não só físico, mas também psicológico. Ao reagirem à dor, os peixes sentem também stresse emocional e apresentam uma série de espasmos e movimentos de contorção muito semelhantes ao comportamento dos vertebrados superiores, como os mamíferos, em iguais circunstâncias. E embora inaudíveis para os seres humanos, alguns peixes emitem sons para exprimir a sua agonia, conforme concluem pesquisas conduzidas por várias universidades dos Estados Unidos.
Sabe-se hoje que os peixes são animais inteligentes e que algumas espécies apresentam fenómenos interessantes ao nível da memória, da capacidade de aprendizagem e até da antecipação do sofrimento. Com efeito, alguns dos estudos feitos constataram que os peixes, não só emitiam uma espécie de grunhido ao serem submetidos a choques eléctricos, como grunhiam à simples visão do eléctrodo, numa clara antecipação do sofrimento que dessa forma lhes ia ser infligido.


O peixe na alimentação humana

Desde tempos imemoriais os peixes têm sido uma fonte de alimentação para muitas comunidades humanas, para além de símbolo de abundância e equilíbrio dos recursos hídricos. Nas últimas décadas, fruto da escalada das doenças cardiovasculares e de vários tipos de cancro associados a dietas muito ricas em proteína animal e gordura saturada, o peixe tem sido até preferido à carne como fonte de proteína e gordura de melhor qualidade, para além de ácidos gordos essenciais ómega 3. No entanto, o peixe, e crustáceos e moluscos em geral, são também, pelas suas características, propensos a uma rápida deterioração mal são pescados. Para além disso, são particularmente sensíveis a parasitas e a contaminações por toxinas, resíduos de esgotos industriais, derrames de petróleo, contaminação radioactiva proveniente das centrais nucleares, poluição por metais pesados como o mercúrio, chumbo, cobre e cádmio, resíduos de navios abatidos, etc. Se de alguma forma a cozedura pode neutralizar uma pequena parte dos agentes patogénicos (por ex.; os parasitas), há formas de preparação e consumo que se têm popularizado nos últimos anos (como o sushi e o sashimi, especialidades Japonesas em que o peixe é servido cru) e que se têm revelado particularmente perigosas para a saúde pública.

O (des)equilíbrio ambiental

A evolução das condições de vida tem, infelizmente sido acompanhada de fenómenos preocupantes como o aquecimento global do planeta, a poluição e a destruição progressiva dos habitats naturais, para servir os grandes interesses económicos e as necessidades crescentes do mercado. Como consequência disso, graves desequilíbrios ambientais estão hoje instalados e a biodiversidade ameaçada. Muitas espécies estão à beira da extinção e a vida marinha não é excepção - veja-se o caso do bacalhau, pescado até à exaustão nos mares do Norte, sem que políticas de uma exploração sustentável tenham sido devidamente implementadas.


Que alternativas éticas, ambientais e de saúde?

Por todas estas razões (o sofrimento dos animais, a defesa dos valores ecológicos e a saúde), um número cada vez maior de consumidores opta por não consumir peixe e outros “frutos do mar”, mau grado alguma campanha de desinformação existente sobre as alegadas (e insubstituíveis) virtudes para a saúde do seu consumo. Alimentos como as nozes, o tofu, as sementes de linhaça, as algas, os óleos de soja, linhaça e canola, são igualmente boas fontes de ácidos gordos essenciais ómega 3, devendo haver o cuidado de equilibrar a sua ingestão com a dos ácidos gordos essenciais ómega 6 - facilmente obtidos através de outros frutos secos como as amêndoas, vegetais (abacate, espinafres, ervilhas…), óleo de girassol, milho e azeite. As sementes de cânhamo são dos poucos alimentos que contêm um bom equilíbrio entre Ómega 3 e Ómega 6. Os ácidos gordos essenciais ajudam a reduzir os danos vasculares, os níveis de triglicerídeos, de LDL (o mau colesterol) e do colesterol total, protegem o sistema imunitário, entre outros benefícios.

Centro Vegetariano


Os peixes sentem dor

Embora pareça óbvio que os peixes sintam dor, como qualquer outro animal, algumas pessoas ainda pensam que os peixes são como vegetais que nadam. Em verdade, no que concerne a habilidade de sentir dor, os peixes são iguais aos cachorros, gatos e outros animais. O Dr. Donald Broom, consultor científico do Governo Inglês, explica que " A literatura científica é muito clara. Anatômica, fisiológica e biologicamente, o sistema de dor dos peixes é praticamente o mesmo que o das aves e dos outros animais." 1

Os neurobiologistas já reconheceram, faz tempo, que os peixes possuem sistema nervoso que sentem e respondem à dor, e qualquer um que haja estudado Biologia sabe que os peixes têm nervos e cérebro que sentem a dor, como qualquer outro animal.2 Em verdade, os cientistas nos dizem que os cérebros e sistema nervoso dos peixes se parecem com o nosso.3 Por exemplo, os peixes (como os "vertebrados superiores") possuem neurotransmissores como as endorfinas que dão alivio ao sofrimento — naturalmente que a única razão de os seus sistemas nervosos produzirem analgésicos é para aliviar a dor.4

Afirmar que os peixes não sentem dor é comparável à argumentação intelectual e científica de que a Terra é plana. Interessante é verificar que alguns cientistas construíram um detalhado mapeamento dos receptores de dor na boca e por todo o corpo dos peixes. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Guelph, no Canadá, monitoraram recentemente a literatura científica sobre a dor e a inteligência dos peixes. Concluíram eles que os peixes sentem dor e que "há de se considerar o bem-estar desses animais"5 A Dra. Lynne Sneddon, cientista que estuda a biologia dos peixes no Reino Unido, explica: "Trata-se, realmente, de uma questão moral. Sua pesca com anzol é mais importante que a dor que o peixe sente?"6

Cientistas da Universidade de Edinburgh e do Roslin Institute, ambos no Reino Unido, relatam que ao reagirem à dor, os peixes sentem também um estresse emocional e apresentam um "movimento de contorção" muitíssimo similar ao tipo de movimento que apresentam animais vertebrados superiores, como os mamíferos."7 A equipe de pesquisadores concluiu que os peixes, sem dúvida alguma, sentem dor da mesma forma que a sentem os mamíferos, tanto física como psicologicamente.8

Como seria de esperar, de animais que, sabemos hoje, são inteligentes e apresentam indivíduos interessantes com memória e a capacidade de aprender, os peixes podem também sofrer devido ao medo e à antecipação da dor física. Pesquisadores de várias universidades dos Estados Unidos publicaram resultados de pesquisas que mostram o fato de alguns peixes usarem o som para comunicar a sua agonia, quando redes são lançadas em seus aquários ou quando são eles ameaçados de alguma maneira.9 Num estudo individual, o pesquisador William Tavolga descobriu que peixes grunhiam ao receberem um choque elétrico. Mais que isso, os peixes começavam a grunhir, tão logo avistavam o eletrodo, numa inequívoca antecipação do tormento que Tavolga lhes impingia.10

Segundo o Dr. Michael Fox, D.V.M., Ph. D., "Embora os peixes não gritem(de forma audível para os humanos) quando estão com dor e em angústia, o comportamento deles deveria constituir evidência suficiente do seu sofrimento quando fisgados ou capturados em rede. Eles se esforçam, procurando escapar e, assim fazendo, demonstram a sua vontade de viver."11

O que acontece com o peixe antes que chegue ao seu prato não passa de crueldade aos animais ¾ criados em "fazendas" marinhas ou pescados no mar, os peixes são tratados de maneiras que resultariam em punições a crime hediondo, fossem outros animais tão horrivelmente maltratados.

_______________________________________________ 

 1 Richard H. Schwartz, "Do You Eat Fish?" Tikkun, Nov. 1999
www.findarticles.com/p/articles/mi m1548/is 6 14/ai 57644975 


2 L.S. Chervova, "Behavioral Reactions of Fishes to Pain Stimuli", J. Ichthyol, 1997
http://images.nature.ru/nature/2003/10/02/0001195504/english.html

3 L.S. Chervova.

4 K.P. Chandroo, I.J.H.Duncan and R. D. Moccia, "Can Fish Suffer?: Perspectives on Sentience, Pain, Fear and Stress," Applied Animal Behavior Science, 2004, p. 11 www. aps.uoguelph.ca/~aquacentre/aec/publications/fishwelfare.pdf 


 5 K.P. Chandroo, p.15 

6 Jennifer Smith, "Debate: Do Fish Feel Pain?" Newsday, 21 Aug. 2003 www.thehollandsentinel.net/stories/082103/out 082103045.shtml 

 7 Alan Cowell, "Cruelty to Fish? Anglers in Britain Are Left Smarting", International Herald Tribune, 7 May 2003. 

 8 Dr.Lynne U. Sneddon, Dr. Victoria A. Braithwaite, and Dr. Michael J. Gentle, "Do Fish Have Nociceptors: Evidence for the Evolution of a Vertebrate Sensory Systeme," The Royal Society Scientific Academy, 7 June 2003 www.pubs.royalsoc.ac.uk/proc bio content/news/sneddon.html 

 9 Martin A. Connaughton, Michael L. Lunn, Michael L. Fine and Malcolm H. Tayor, "Characterization of Sounds and Their Use in Two Sciaenid Species: Weakfish and Atlantic Croaker," http://web.mit.edu/seagrant/aqua/cfer/acoustics/exsum/connaughton/extended.html. 

 10 – Vantressa Brown, "Fish Feel Pain, British Researchers Say", Agence France-Presse, 1 May 2003 www.buzzle.com/editorials/4-30-2003-39769.asp 

 11 – Michael Fox, D.V.M., Ph. D., "Do Fish Have Feelings?" The Animals’ Agenda, July/Aug. 1987,pp.24-29

terça-feira, 15 de março de 2016

Compressas de Gengibre



Benefícios das compressas de gengibre: as compressas de gengibre são um dos tratamentos naturais mais utilizados no Extremo Oriente e podem ser usadas para uma grande variedade de situações, tais como: Dores agudas ou crónicas, como em reumatismo; torcicolo, tensão nos ombros. Bronquite, asma, cólicas intestinais, prisão de ventre, diarreia, cólicas renais, infeções da bexiga (neste caso as compressas são aplicadas sobre os rins).
Em tecidos danificados, as compressas de gengibre podem ajudar a acelerar a regeneração das áreas afetadas. (por exemplo em fraturas ósseas)

Este tratamento não deve no entanto ser utilizado nos seguintes casos:

- no ventre de uma mulher grávida
- no crânio
- em bebés pequenos (até 2 anos de idade)
- com febres altas
- nunca utilizar em casos de pneumonia ou apendicite


Preparação e Aplicação:

Coloque água ao lume (pelo menos 1 litro), preferivelmente num tacho de aço inox ou esmalte.
Entretanto, rale num movimento circular gengibre fresco (deve utilizar cerca de 100-110 gramas de gengibre fresco para cada 4 litros de água) até este ficar todo ralado.
Coloque o gengibre num saco de pano ou embrulhe-o numa gaze, fazendo uma "bola" que deve atar com um cordel.
Quando a água estiver a ferver, baixe a chama, de modo a que esta se mantenha mesmo abaixo do ponto de ebulição, e esprema o suco do gengibre para a água, adicionando depois a "bola".
Espere mais 5 minutos até a água ficar amarela e exalar um cheiro a gengibre. (Pode de vez em quando espremer a "bola" com uma colher de pau de modo a esta libertar mais suco).
Mantendo sempre a água abaixo do ponto de ebulição, mergulhe nesta uma toalha de algodão e esprema-a, aplicando depois na área desejada (aplique a toalha quente, mas sem queimar).
Sempre que a toalha comece a arrefecer, mergulhe-a outra vez na água e volte a aplicar, repetindo o tratamento durante pelo menos 20-30 minutos, até a pele ficar vermelha.
Nota 1: Não deve colocar sobre a toalha qualquer plástico ou borracha com o objetivo de a manter quente durante mais tempo. Tal processo não deixa que as toxinas que se libertam quando da realização da compressa, saiam livremente; neste caso, isso pode ser prejudicial para a saúde.

fonte: Fernanda Martins, nutricionista [clique aqui]




Como aumentar o HDL?




- Caminhadas!

 - As gorduras mono e poliinsaturadas, presentes no azeite, azeitonas, nozes, avelã, castanhas, amendoim, sementes de girassol, sementes de sesamo e abacate, são consideradas gorduras saudáveis, que ajudam a aumentar o HDL.
 - Alimentos ricos em fibras, como farelo de aveia, legumes, frutas e verduras ajudam a elevar o colesterol HDL.
 - O consumo excessivo de carboidratos eleva os níveis de triglicerídeos e reduzem os de HDL. Doces, refrigerantes, massas, pão etc, se consumidos com elevada frequência podem agravar os valores do seu HDL. Dê preferência para pão, cereais e massas integrais, sumos naturais e chocolate negro, com mais de 70% de cacau. Frutas têm carga glicêmica baixa e não são problemas. As frutas de cor avermelhada ou arroxeada parecem ter os melhores efeitos sobre o HDL. Exemplos são amora, uvas, cereja, cramberry, etc.
- Exercícios aeróbicos frequentes, isto é, pelo menos 20 a 30 minutos por 4 a 5 vezes por semana, podem aumentar o colesterol HDL em cerca de 5 a 10% em adultos sedentários. Quanto mais intensa e mais frequente for a atividade, melhor a resposta
Exemplos de exercícios aeróbicos incluem caminhada, corrida, ciclismo, natação, jogar basquete, futebol ou qualquer outra atividade que aumente a sua frequência cardíaca de forma constante por no mínimo 30 minutos. Para ser efetivo, o coração precisa estar o tempo todo acelerado, dentro da faixa de queima calórica recomendada para a sua idade. Se você anda e para a toda hora, permitindo que o coração desacelere e volte ao nível de batimentos normais, isso não tem efeito algum.
Para aquelas pessoas com falta de tempo, 20 minutos de exercícios, pelo menos 3 vezes por semana, é o mínimo aceitável.
Se você já é uma pessoa fisicamente ativa (30 minutos, 5 vezes por semana) e mesmo assim tem o HDL baixo, aumentar a carga de exercícios não irá trazer maiores benefícios. É melhor focar em outras mudanças de hábito de vida.

VALORES DESEJADOS DE HDL

Em geral, quanto maior for o HDL, melhor. A classificação do colesterol HDL conforme o seu nível sanguíneo é feita da seguinte forma:
  • Homens
HDL menor que 40 mg/dL – Valores abaixo do desejado.
HDL entre 41 e 60 mg/dL – Valores normais.
HDL maior que 60 mg/dL – Valores ideais.
  • Mulheres
HDL menor que 50 mg/dL – Valores abaixo do desejado.
HDL entre 51 e 60 mg/dL – Valores normais.
HDL maior que 60 mg/dL – Valores ideais.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Dicas para curar as aftas

Causas:
Deficiência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico
Período menstrual
Mudanças hormonais
Alergias a alimentos
Algumas doenças
Medicamentos


Equinácia
, reforça o sistema imunitário, uma das causas das aftas(algumas doenças ou medicamentos).
O remédio caseiro mais fácil é uma solução de 50% de água oxigenada e 50% de água. Use um cotonete para aplicar a mistura diretamente na afta. Em seguida, coloque uma pequena quantidade de leite de magnésia na afta, de três a quatro vezes por dia. Isso acalma e pode ajudar a curar a afta.

Aplicar canela em pó ou gengibre fresco directamente na afta.
Também serve 10 grãos de cacau fervidos num litro de água e bochechar.
Outra sugestão é bochechar com uma solução de 1 copo de água morna com 1 colher de chá de bicarbonato de sódio.

As aftas são pequenas lesões muito dolorosas que geralmente surgem na língua ou nos lábios e que podem ter diversas causas, mas que normalmente estão relacionadas ao consumo de alimentos muito ácidos. Por isso, a primeira atitude que se deve ter ao tratar aftas é evitar o consumo deste tipo de alimento, pois diminui a irritação da ferida e permite fazer um tratamento mais rápido. 
 Além disso, existem alimentos que ajudam as aftas a curar mais rápido e que são facilmente encontrados em casa. Confira as dicas úteis que podem ajudar a curar as aftas mais rapidamente:

 Chá preto

5 dicas para curar as aftas
Aplicar um saquinho de chá preto sobre a afta ajuda a aliviar a dor e o desconforto causado pela afta, pois o chá preto possui tanino, uma substância adstringente que elimina resíduos e sujeira. Para aplicar o chá preto corretamente deve-se preparar o chá colocando 1 sachê de chá preto numa xícara de água fervente e deixar repousar. Quando estiver morno, deve-se aplicar o sachê diretamente sobre a afta.

2. Água morna e sal

5 dicas para curar as aftas
Fazer bochechos com água morna com sal ajuda a desinfetar a afta e acelerar a sua cicatrização, pois o sal tem potente ação bactericida que elimina as bactérias do local. Para tal basta colocar 1 colher de café de sal num copo com água morna e fazer bochechos durante alguns minutos, 2 vezes ao dia.

3. Cravo-da-índia

5 dicas para curar as aftas
Mascar um cravinho-da-índia também ajuda a curar a afta mais rápido porque o cravinho possui propriedades antissépticas e analgésicas, que são capazes de aliviar a forte dor provocada pela afta.

4. Leite de magnésia

5 dicas para curar as aftas
Gargarejar leite de magnésia permite recobrir e proteger a lesão de bactérias e, por isso, também ajuda a acelerar a cicatrização. Para isso, deve-se misturar 1 colher de leite de magnésia com 1 copo de água de fazer gargarejos a seguir.

terça-feira, 1 de março de 2016

Os Cogumelos...

... são um dos alimentos que vale a pena ter presente na nossa dieta habitual, pois além das inúmeras utilizações culinárias, têm comprovadas propriedades terapêuticas que são conhecidas e usadas desde há muitos séculos, nomeadamente nos países asiáticos.

Numa perspetiva medicinal, é comum o uso do extrato de cogumelos na medicina complementar, nomeadamente para baixar a tensão arterial e o colesterol, sendo atualmente muito usado como adjuvante do tratamento da doença oncológica, associado à quimioterapia convencional. Os efeitos terapêuticos deste fungo são referidos em diversos estudos que comprovam as suas propriedades antibacterianas, antivirais e anti tumorais. Funciona também como promotor da imunidade através da ação dos Beta-Glucanos, um tipo de polissacarídeo que tem a capacidade de estimular a função das células do sistema imunitário.

Além destas propriedades, os cogumelos contêm vitaminas e minerais e são um alimento rico em fibra, de elevado valor nutritivo e baixo índice glicémico. Das diferentes espécies que existem, alguma são mais utilizadas com objetivos terapêuticos como o maitake e o shitake, pelos comprovados efeitos como estimuladores do sistema imunitário.

A boa notícia é que hoje em dia já é possível encontrar algumas destas variedades e outras menos usuais como os cogumelos botão baby ou os cogumelos ostra, em lojas de produtos asiáticos, seja na forma fresca ou desidratados.

Um dos aspetos a ter em atenção é que os cogumelos não devem ser consumidos crus pois contêm uma substancia, a agaritina, potencialmente tóxica, mas que é neutralizada pelo processo de cozedura. Assim, aproveita as suas inúmeras propriedades benéficas e aprecia esta iguaria confecionando um assado de vários legumes e cogumelos de diferentes variedades. A vitamina C dos legumes irá potenciar a absorção dos componentes presentes nos cogumelos e assim obterás um prato rico em sabor e de elevado valor nutritivo.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Como reduzir anti-nutrientes em alimentos

Nutrientes em plantas nem sempre são de fácil digestão, porque as plantas podem conter anti-nutrientes: compostos de plantas que reduzem a absorção de nutrientes do sistema digestivo. Em alguns casos, esses compostos podem ser quase completamente eliminados.
Eles não são uma grande preocupação para a maioria das pessoas, mas podem se tornar um problema durante os períodos de desnutrição, ou entre as pessoas que baseiam suas dietas quase exclusivamente em cereais e leguminosas.
Nem sempre os anti-nutrientes são prejudiciais – em algumas circunstâncias, esses compostos, como fitato e taninos, podem ter alguns efeitos benéficos à saúde.

Quais são os anti-nutrientes? Os mais amplamente estudados incluem:

Fitato = reservatório de fosfato para a planta (ácido fítico): encontrado principalmente em sementes, grãos e legumes (cereais integrais, soja, amendoim), o fitato reduz a absorção de minerais, como ferro, zinco, magnésio e cálcio, numa refeição. Os níveis de fitato são reduzidos durante o processamento de alimentos, como o cozimento e fermentação.

Taninos: uma classe de polifenóis antioxidantes (chá verde, preto, mate) que podem prejudicar a digestão de vários nutrientes. Ocorrem nos grãos de alguns cereais e leguminosas (alguns feijões).

Lectinas: Encontradas em todas as plantas alimentares, especialmente em sementes, legumes e grãos. Algumas lectinas podem ser prejudiciais em quantidades elevadas, e interferem na absorção de nutrientes.

Inibidores de protease: amplamente distribuídos entre as plantas, especialmente em sementes, grãos e legumes. Eles interferem na digestão de proteínas por inibição de enzimas digestivas.

Oxalato = ácido oxálico (oxalato de cálcio): diminui a biodisponibilidade de cálcio, por exemplo. A forma primária de cálcio em muitos vegetais, como espinafre, ruibarbo, acelga, beterraba, tomate, nozes, cacau. O cálcio ligado ao oxalato é muito pouco absorvido. (dica: não tomar leite junto com cacau porque diminui a absorção do cálcio).

Nitratos – vegetais são fonte naturais de nitrato, composto utilizado como fonte de nitrogênio para o crescimento das plantas. Estima-se que os vegetais, em particular os verdes folhosos como espinafre, contribuam com mais de 70% do nitrato total ingerido. As concentrações normais de nitrato e nitrito nos alimentos naturais dependem do uso de fertilizantes e das condições nas quais os alimentos são cultivados, colhidos e armazenados – comprando orgânicos, evita-se esse tipo de super-concentração!

Imersão (deixar de molho)
Feijões e outras leguminosas são muitas vezes embebidos em água durante a noite para melhorar o seu valor nutricional.
A maioria dos anti-nutrientes nestes alimentos são encontrados na casca. Uma vez que muitos anti-nutrientes são solúveis em água, eles simplesmente se dissolvem quando os alimentos ficam de molho.
Em leguminosas, a imersão diminui fitato, inibidores de proteases, lectinas, taninos e oxalato de cálcio.
Por exemplo, uma imersão de 12 horas reduz o teor de fitato de ervilhas em até 9%.
No entanto, a redução de anti-nutrientes pode depender do tipo de leguminosa. Em feijão, soja e feijão fava, a imersão reduz muito pouco os inibidores da protease.
A imersão não é útil apenas para legumes: vegetais de folhas também podem ficar de molho para reduzir oxalato de cálcio. Normalmente utiliza-se a imersão em combinação com outros métodos, como germinação, fermentação e cozimento.

Germinação
A germinação é o período no ciclo de vida das plantas em que elas começam a brotar a partir das sementes. Aumenta a disponibilidade de nutrientes em sementes, cereais e leguminosas.
A germinação leva alguns dias, e pode ser iniciada com algumas etapas simples:

. Comece por enxaguar as sementes para remover toda sujeira.
. Mergulhe as sementes em água fria por 2-12 horas. O tempo de imersão dependerá do tipo de semente.
. Lave-as bem em água.
. Escorra bem a água e coloque as sementes em um vaso de brotação. Certifique-se de colocá-lo fora da luz solar direta.
. Repetir a lavagem e secagem por 2-4 vezes. Isto deve ser feito regularmente, ou uma vez a cada 8-12 horas.
Durante a brotação, as mudanças ocorrem no interior da semente, e levam à degradação dos anti-nutrientes, como os inibidores de protease e o fitato.

Ebulição
Feijões verdes cozidos, por exemplo. O calor elevado, ao ferver, pode degradar anti-nutrientes como lectinas, taninos e os inibidores da protease. Além disso, oxalato de cálcio é reduzido em 19-87% em cozidos vegetais de folhas verdes.

Visão geral:
Fitato (ácido fítico): imersão, brotação, fermentação.
Lectinas: imersão, ponto de ebulição, aquecimento, fermentação.
Taninos: imersão, fervura.
Inibidores da protease: imersão, brotação, ebulição.
Oxalato de cálcio: imersão, ebulição.

Os brotos mais fáceis de sementes são:
azuki (feijão)
alfafa
trevo
ervilhas verdes/vermelhas
lentilhas
brotos de feijão
quinoa
rabanete
trigo
grão de bico
sementes de girassol
sementes de brócolis
painço

fonte: organicamente

sábado, 23 de janeiro de 2016

Proteína Vegetal Texturizada: Resíduo Industrial

textured-vegetable-protein


A proteína isolada da soja, presente em suplementos para atletas e em diversos alimentos industrializados, assim como a proteína vegetal texturizada, ou carne de soja, são, sem exagero, venenos tóxicos para o sistema biológico humano.
É importante lembrar que nem todos os venenos matam na primeira dose. Porém, assim como os refrigerantes, os refinados e as frituras, esses derivados industriais da soja são agressivos e antinaturais para o sistema e contribuem para o desequilíbrio da ecologia interior. Ainda que o organismo seja equipado com uma exímia capacidade de expulsar toxidade, cada vez que você escolhe ingerir algo inadequado está desnecessariamente desgastando o mesmo, poluindo sua bioquímica interior e ofendendo a Natureza que vive dentro de você.
O que faz com que essas substâncias sejam tão nocivas é justamente a sua forma altamente processada. Para produzir a proteína isolada de soja, os grãos da leguminosa são primeiramente moídos e depois mergulhados em solvente químico de petróleo, com o objetivo de extrair os óleos naturais do grão. O resíduo desta mistura, que é na verdade a sobra do processo industrial de extração do óleo é então misturado com açúcares e com uma solução alcalina (também química) para remover qualquer fibra. A massa resultante é então precipitada e separada utilizando uma lavagem ácida. Finalmente, o que sobra é neutralizado em uma solução alcalina e depois desidratado em altas temperaturas para produzir um pó proteico.
O resultado final é um pó artificialmente desnaturado e indigesto. Por isto é tão comum a incidência de gases naqueles que fazem uso da proteína isolada de soja. Afinal, mesmo com todo este processamento, a maioria dos antinutrientes presentes naturalmente na soja resistem e permanecem em seu conteúdo.
Proteína vegetal texturizada, ou PVT, a famosa “carne de soja” não é nada mais do que proteína isolada de soja que foi compactada através de um processo industrial de elevada pressão e temperatura. Tão indigesta quanto o isolado de proteína de soja, se não mais, porque esta é muitas vezes adicionada de corante caramelo, substância reconhecidamente cancerígena, e o famigerado realçador de sabor glutamato monossódico, um neurotóxico comum na indústria da comida industrializada – pois é um viciante das papilas gustativas que consegue transformar até mesmo um pedaço de isopor insalubre em algo que é “impossível comer um só”.farmworker-pesticide_ittipon_shutterstock
Assim sendo, uma das maneiras de medir os critérios de qualidade de um restaurante que se denomina natural é verificar se este oferece a tal “carne de soja”, ou proteína vegetal texturizada (PVT) em seu cardápio. Pratos como “Strogonoff de carne de soja”, carne de soja refogada, kibe, coxinha ou pastel de carne de soja, molho bolognesa com carne de soja e outras opções semelhantes são uma clara demonstração de que os responsáveis pela elaboração do cardápio precisam aprofundar seu conhecimento.
Naturalmente, os critérios das grandes indústrias alimentícias não são muito melhores, portanto é recomendável que você adquira o hábito de ler o rótulo daquilo que você usualmente compra e evite tudo aquilo que contenha proteína isolada de soja ou proteína vegetal texturizada em sua composição. É comum a participação deste ingrediente nas formulações, especialmente naquilo que tem como meta atingir o nicho de mercado “natural e saudável”.
Um apelo especial às mães: evite ao máximo oferecer aos seus bebês qualquer coisa que contenha proteína isolada de soja ou PVT, nem mesmo fórmulas feitas com extrato de soja ou leite de soja. Leite de soja é altamente indigesto e carrega em sua composição todos os antinutrientes e toxinas advindas do processo de industrialização, além disso há grandes chances de causar sérios desequilíbrios hormonais. Em meninos, esses desequilíbrios se manifestarão em problemas cognitivos e dificuldades no aprendizado (9, 10). Nas meninas há a chance de desenvolvimento sexual prematuro, sinais da puberdade se manifestam antes do tempo esperado, e, em alguns casos, assustadoramente antes. (11, 12, 13)
Consideremos o processo envolvido no feitio do leite de soja. Primeiramente, com o objetivo de remover alguns dos antinutrientes (mas não todos), os grãos da soja são mergulhados em uma solução alcalina. Esta mistura é então cozida em panelas de pressão gigantescas, algo que desnatura a proteína da soja a tal ponto que a torna algo muito difícil para o corpo digerir. A solução alcalina em que os grãos ficam de molho deixa neles um carcinogênico (cancerígeno) chamado lisinealina. 



Estudos citados:
1 – Katz, Solomon H., “Food and Biocultural Evolution: A Model for the Investigation of Modern Nutritional Problems”, Nutritional Anthropology, Alan R. Liss Inc., 1987, p. 50.
2 – Rackis, Joseph J. et al., “The USDA trypsin inhibitor study. I. Background, objectives and procedural details”, Qualification of Plant Foods in Human Nutrition, vol. 35, 1985.
3 – Van Rensburg et al., “Nutritional status of African populations predisposed to esophageal cancer”, Nutrition and Cancer, vol. 4, 1983, pp. 206-216; Moser, P.B. et al., “Copper, iron, zinc and selenium dietary intake and status of Nepalese lactating women and their breastfed infants”, American Journal of Clinical Nutrition 47:729-734, April 1988; Harland, B.F. et al., “Nutritional status and phytate: zinc and phytate X calcium: zinc dietary molar ratios of lacto-ovovegetarian Trappist monks: 10 years later”, Journal of the American Dietetic Association 88:1562-1566, December 1988.
4 – El Tiney, A.H., “Proximate Composition and Mineral and Phytate Contents of Legumes Grown in Sudan”, Journal of Food Composition and Analysis (1989) 2:6778.
5 – Ologhobo, A.D. et al., “Distribution of phosphorus and phytate in some Nigerian varieties of legumes and some effects of processing”, Journal of Food Science 49(1):199-201, January/February 1984.
6 – Sandstrom, B. et al., “Effect of protein level and protein source on zinc absorption in humans”, Journal of Nutrition 119(1):48-53, January 1989; Tait, Susan et al., “The availability of minerals in food, with particular reference to iron”, Journal of Research in Society and Health 103(2):74-77, April 1983.
7 – Phytate reduction of zinc absorption has been demonstrated in numerous studies. These results are summarised in Leviton, Richard, Tofu, Tempeh, Miso and Other Soyfoods: The ‘Food of the Future’ – How to Enjoy Its Spectacular Health Benefits, Keats Publishing, Inc., New Canaan, CT, USA, 1982, p. 1415.
8 – Mellanby, Edward, “Experimental rickets: The effect of cereals and their interaction with other factors of diet and environment in producing rickets”, Journal of the Medical Research Council 93:265, March 1925; Wills, M.R. et al., “Phytic Acid and Nutritional Rickets in Immigrants”, The Lancet, April 8,1972, pp. 771-773.
9 – Hagger, C. and J. Bachevalier, “Visual habit formation in 3-month-old monkeys (Macaca mulatta): reversal of sex difference following neonatal manipulations of androgen”, Behavior and Brain Research (1991) 45:57-63.
10 – Ross, R.K. et al., “Effect of in-utero exposure to diethylstilbestrol on age at onset of puberty and on post-pubertal hormone levels in boys”, Canadian Medical Association Journal 128(10):1197-8, May 15, 1983.
11 – Herman-Giddens, Marcia E. et al., “Secondary Sexual Characteristics and Menses in Young Girls Seen in Office Practice: A Study from the Pediatric Research in Office Settings Network”, Pediatrics 99(4):505-512, April 1997.
12 – Rachel’s Environment & Health Weekly 263, “The Wingspread Statement”, Part 1, December 11, 1991; Colborn, Theo, Dianne Dumanoski and John Peterson Myers, Our Stolen Future, Little, Brown & Company, London, 1996.
13 – Freni-Titulaer, L.W., “Premature Thelarch in Puerto Rico: A search for environmental factors”, American Journal of Diseases of Children 140(12):1263-1267, December 1986.
Mais referências:


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

As especiarias na Alimentação Infantil


Dra. Solange Burri - Consultora em Alimentação
Projecto babySol® - Segurança Alimentar e Nutrição Infantil

A opinião é unânime quando se diz que a Alimentação saudável está na ordem do dia e que a redução de sal deve ser estimulada, destacando o sabor natural dos alimentos com ervas aromáticas e especiarias.

Mas, se por um lado tenho debruçado alguns dos meus post's sobre as ervas frescas, a verdade é que as especiarias merecem agora que as explore também, e analisar a sua incorporação na dieta infantil.

Um dos aspectos que gostaria imediatamente de focar é que todos os alimentos, possuem naturalmente na sua composição, a presença de sódio, pelo que deve existir um enorme cuidado para não exagerar nas doses adicionadas, o que poderá contribuir, a médio prazo, para induzir um reajuste dos sensores de paladar localizados na língua. Este facto é particularmente grave no caso da alimentação das crianças pois, existem estudos, que atestam que actualmente chegam a consumir um maior nível de sal do que os adultos, razão pela qual os industriais estão a ser obrigados a baixar as suas formulações alimentares nos teores de sal adicionados.

Claro está, que o consumidor deseja um alimento saudável, mas que seja saboroso também, pelo que os investigadores procuram encontrar alternativas à presença de sal, recorrendo à adição de algas, de ervas aromáticas e de especiarias, componentes com um potencial nutricional espectacular e que, precisamente por causa disso, "agitam" rapidamente o metabolismo humano e devem pois, ser introduzidos com parcimónia, mas que pode ser feito de modo muito regular.

Portanto, destacando esta ideia, é fundamental enriquecer a alimentação com estas atractivas possibilidades, mas tendo o cuidado de o fazer discretamente, em cada refeição, pelo facto também de não adulterar o sabor natural dos alimentos o que, no caso, da educação alimentar infantil merece todo o cuidado...

Mas, se por um lado, a introdução das especiarias, que possuem elevado poder anti-oxidante, deve fazer-se com moderação, em cada prato, a verdade é que se trata de uma excelente forma de diversificar a alimentação da criança e, estimulá-la, deste modo, a conhecer novas formas de apresentação culinária que irão contribuir para a sua mais fácil adaptação alimentar. Claro está que é preciso ter em conta que o Bebé já tenha mais de 12 meses e tenha reagido bem, até então, ao plano alimentar actual oferecido evidenciando uma boa adaptação para além de não apresentar qualquer tipo de susceptibilidade alimentar, como alergias ou intolerâncias.

As especiarias, de carácter doce e nunca picante, podem ser adicionadas muito subtilmente na alimentação infantil devendo apenas existir o especial cuidado de comprar, SEMPRE, boas marcas pois estes produtos desidratados, e à semelhança de todos os produtos "secos", podem em condições deficientes de armazenagem promover o desenvolvimento de bolores que produzem toxinas - aflotoxina ou acrotoxina - substâncias tóxicas incapazes de ser eliminadas no processo culinário e que se acumulam, ao longo do tempo, no fígado.

Enumero pois os principais cuidados a seguir para introduzir especiarias como a canela, os cominhos, a noz moscada, o pimentão doce, a baunilha, o açafrão, o anis e o cravinho da Índia na alimentação da criançada:

1º Ter mais de 12 meses E estar perfeitamente adaptado à dieta familiar;
2º Não apresentar qualquer tipo de susceptibilidade alimentar;
3º Comprar de excelente qualidade;
4º Introduzir em quantidades muito discretas para perfumar os pratos culinários e que nunca mascare o sabor principal dos alimentos;
5º Oferecer apenas variedades doces e nunca picantes que dificultam a digestão e irritam a mucosa estomacal;
6º Como destacam o sabor dos alimentos, reduzir a quantidade de sal adicionada;
7º Oferecer com regularidade, variando de acordo com as possibilidades referidas.

E, porque se justifica, não resisto aqui a deixar aqui algumas dicas para usar com sabedoria as especiarias:

Dica 1 - O seu interessante poder antioxidante impede os microrganismos de actuarem, e por isso são utilizados em vários países como preservantes de carne e peixe. São pois uma excelente forma de preservar os alimentos, em viagem ou até mesmo quando pretendemos prolongar a sua validade, como acontece com uma peça de carne que, certo dia, não apetece cozinhar.

Dica 2 - Como são muito aromáticas, as especiarias não devem ser guardadas junto do fogão, ou do frigorífico, pois zonas quentes destroem o seu perfume. Mantenha-as pois, bem fechadas, e longe das zonas quentes da cozinha.

Portanto, indo de encontro a uma alimentação exótica que o consumidor tem vindo a privilegiar, como se destaca a comida vegetariana, parece-me bastante útil diversificar os pratos que se preparam no dia a dia que, com a incorporação destes pózinhos mágicos, irão aumentar, com sucesso, o leque de oferta da mamã cozinheira. Deixo pois algumas sugestões de receitas, adivinhando que darão asas à imaginação à especiaria que irão acrescentar a cada uma delas...