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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Como reduzir anti-nutrientes em alimentos
Nutrientes em plantas nem sempre são de fácil digestão, porque as plantas podem conter anti-nutrientes: compostos de plantas que reduzem a absorção de nutrientes do sistema digestivo. Em alguns casos, esses compostos podem ser quase completamente eliminados.
Eles não são uma grande preocupação para a maioria das pessoas, mas podem se tornar um problema durante os períodos de desnutrição, ou entre as pessoas que baseiam suas dietas quase exclusivamente em cereais e leguminosas.
Nem sempre os anti-nutrientes são prejudiciais – em algumas circunstâncias, esses compostos, como fitato e taninos, podem ter alguns efeitos benéficos à saúde.
Quais são os anti-nutrientes? Os mais amplamente estudados incluem:
Fitato = reservatório de fosfato para a planta (ácido fítico): encontrado principalmente em sementes, grãos e legumes (cereais integrais, soja, amendoim), o fitato reduz a absorção de minerais, como ferro, zinco, magnésio e cálcio, numa refeição. Os níveis de fitato são reduzidos durante o processamento de alimentos, como o cozimento e fermentação.
Taninos: uma classe de polifenóis antioxidantes (chá verde, preto, mate) que podem prejudicar a digestão de vários nutrientes. Ocorrem nos grãos de alguns cereais e leguminosas (alguns feijões).
Lectinas: Encontradas em todas as plantas alimentares, especialmente em sementes, legumes e grãos. Algumas lectinas podem ser prejudiciais em quantidades elevadas, e interferem na absorção de nutrientes.
Inibidores de protease: amplamente distribuídos entre as plantas, especialmente em sementes, grãos e legumes. Eles interferem na digestão de proteínas por inibição de enzimas digestivas.
Oxalato = ácido oxálico (oxalato de cálcio): diminui a biodisponibilidade de cálcio, por exemplo. A forma primária de cálcio em muitos vegetais, como espinafre, ruibarbo, acelga, beterraba, tomate, nozes, cacau. O cálcio ligado ao oxalato é muito pouco absorvido. (dica: não tomar leite junto com cacau porque diminui a absorção do cálcio).
Nitratos – vegetais são fonte naturais de nitrato, composto utilizado como fonte de nitrogênio para o crescimento das plantas. Estima-se que os vegetais, em particular os verdes folhosos como espinafre, contribuam com mais de 70% do nitrato total ingerido. As concentrações normais de nitrato e nitrito nos alimentos naturais dependem do uso de fertilizantes e das condições nas quais os alimentos são cultivados, colhidos e armazenados – comprando orgânicos, evita-se esse tipo de super-concentração!
Imersão (deixar de molho)
Feijões e outras leguminosas são muitas vezes embebidos em água durante a noite para melhorar o seu valor nutricional.
A maioria dos anti-nutrientes nestes alimentos são encontrados na casca. Uma vez que muitos anti-nutrientes são solúveis em água, eles simplesmente se dissolvem quando os alimentos ficam de molho.
Em leguminosas, a imersão diminui fitato, inibidores de proteases, lectinas, taninos e oxalato de cálcio.
Por exemplo, uma imersão de 12 horas reduz o teor de fitato de ervilhas em até 9%.
No entanto, a redução de anti-nutrientes pode depender do tipo de leguminosa. Em feijão, soja e feijão fava, a imersão reduz muito pouco os inibidores da protease.
A imersão não é útil apenas para legumes: vegetais de folhas também podem ficar de molho para reduzir oxalato de cálcio. Normalmente utiliza-se a imersão em combinação com outros métodos, como germinação, fermentação e cozimento.
Germinação
A germinação é o período no ciclo de vida das plantas em que elas começam a brotar a partir das sementes. Aumenta a disponibilidade de nutrientes em sementes, cereais e leguminosas.
A germinação leva alguns dias, e pode ser iniciada com algumas etapas simples:
. Comece por enxaguar as sementes para remover toda sujeira.
. Mergulhe as sementes em água fria por 2-12 horas. O tempo de imersão dependerá do tipo de semente.
. Lave-as bem em água.
. Escorra bem a água e coloque as sementes em um vaso de brotação. Certifique-se de colocá-lo fora da luz solar direta.
. Repetir a lavagem e secagem por 2-4 vezes. Isto deve ser feito regularmente, ou uma vez a cada 8-12 horas.
Durante a brotação, as mudanças ocorrem no interior da semente, e levam à degradação dos anti-nutrientes, como os inibidores de protease e o fitato.
Ebulição
Feijões verdes cozidos, por exemplo. O calor elevado, ao ferver, pode degradar anti-nutrientes como lectinas, taninos e os inibidores da protease. Além disso, oxalato de cálcio é reduzido em 19-87% em cozidos vegetais de folhas verdes.
Visão geral:
Fitato (ácido fítico): imersão, brotação, fermentação.
Lectinas: imersão, ponto de ebulição, aquecimento, fermentação.
Taninos: imersão, fervura.
Inibidores da protease: imersão, brotação, ebulição.
Oxalato de cálcio: imersão, ebulição.
Os brotos mais fáceis de sementes são:
azuki (feijão)
alfafa
trevo
ervilhas verdes/vermelhas
lentilhas
brotos de feijão
quinoa
rabanete
trigo
grão de bico
sementes de girassol
sementes de brócolis
painço
fonte: organicamente
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
sábado, 23 de janeiro de 2016
Proteína Vegetal Texturizada: Resíduo Industrial

A proteína isolada da soja, presente em suplementos para atletas e em diversos alimentos industrializados, assim como a proteína vegetal texturizada, ou carne de soja, são, sem exagero, venenos tóxicos para o sistema biológico humano.
É importante lembrar que nem todos os venenos matam na primeira dose. Porém, assim como os refrigerantes, os refinados e as frituras, esses derivados industriais da soja são agressivos e antinaturais para o sistema e contribuem para o desequilíbrio da ecologia interior. Ainda que o organismo seja equipado com uma exímia capacidade de expulsar toxidade, cada vez que você escolhe ingerir algo inadequado está desnecessariamente desgastando o mesmo, poluindo sua bioquímica interior e ofendendo a Natureza que vive dentro de você.
O que faz com que essas substâncias sejam tão nocivas é justamente a sua forma altamente processada. Para produzir a proteína isolada de soja, os grãos da leguminosa são primeiramente moídos e depois mergulhados em solvente químico de petróleo, com o objetivo de extrair os óleos naturais do grão. O resíduo desta mistura, que é na verdade a sobra do processo industrial de extração do óleo é então misturado com açúcares e com uma solução alcalina (também química) para remover qualquer fibra. A massa resultante é então precipitada e separada utilizando uma lavagem ácida. Finalmente, o que sobra é neutralizado em uma solução alcalina e depois desidratado em altas temperaturas para produzir um pó proteico.
O resultado final é um pó artificialmente desnaturado e indigesto. Por isto é tão comum a incidência de gases naqueles que fazem uso da proteína isolada de soja. Afinal, mesmo com todo este processamento, a maioria dos antinutrientes presentes naturalmente na soja resistem e permanecem em seu conteúdo.
Proteína vegetal texturizada, ou PVT, a famosa “carne de soja” não é nada mais do que proteína isolada de soja que foi compactada através de um processo industrial de elevada pressão e temperatura. Tão indigesta quanto o isolado de proteína de soja, se não mais, porque esta é muitas vezes adicionada de corante caramelo, substância reconhecidamente cancerígena, e o famigerado realçador de sabor glutamato monossódico, um neurotóxico comum na indústria da comida industrializada – pois é um viciante das papilas gustativas que consegue transformar até mesmo um pedaço de isopor insalubre em algo que é “impossível comer um só”.

Assim sendo, uma das maneiras de medir os critérios de qualidade de um restaurante que se denomina natural é verificar se este oferece a tal “carne de soja”, ou proteína vegetal texturizada (PVT) em seu cardápio. Pratos como “Strogonoff de carne de soja”, carne de soja refogada, kibe, coxinha ou pastel de carne de soja, molho bolognesa com carne de soja e outras opções semelhantes são uma clara demonstração de que os responsáveis pela elaboração do cardápio precisam aprofundar seu conhecimento.
Naturalmente, os critérios das grandes indústrias alimentícias não são muito melhores, portanto é recomendável que você adquira o hábito de ler o rótulo daquilo que você usualmente compra e evite tudo aquilo que contenha proteína isolada de soja ou proteína vegetal texturizada em sua composição. É comum a participação deste ingrediente nas formulações, especialmente naquilo que tem como meta atingir o nicho de mercado “natural e saudável”.
Um apelo especial às mães: evite ao máximo oferecer aos seus bebês qualquer coisa que contenha proteína isolada de soja ou PVT, nem mesmo fórmulas feitas com extrato de soja ou leite de soja. Leite de soja é altamente indigesto e carrega em sua composição todos os antinutrientes e toxinas advindas do processo de industrialização, além disso há grandes chances de causar sérios desequilíbrios hormonais. Em meninos, esses desequilíbrios se manifestarão em problemas cognitivos e dificuldades no aprendizado (9, 10). Nas meninas há a chance de desenvolvimento sexual prematuro, sinais da puberdade se manifestam antes do tempo esperado, e, em alguns casos, assustadoramente antes. (11, 12, 13)
Consideremos o processo envolvido no feitio do leite de soja. Primeiramente, com o objetivo de remover alguns dos antinutrientes (mas não todos), os grãos da soja são mergulhados em uma solução alcalina. Esta mistura é então cozida em panelas de pressão gigantescas, algo que desnatura a proteína da soja a tal ponto que a torna algo muito difícil para o corpo digerir. A solução alcalina em que os grãos ficam de molho deixa neles um carcinogênico (cancerígeno) chamado lisinealina.
Estudos citados:
1 – Katz, Solomon H., “Food and Biocultural Evolution: A Model for the Investigation of Modern Nutritional Problems”, Nutritional Anthropology, Alan R. Liss Inc., 1987, p. 50.
2 – Rackis, Joseph J. et al., “The USDA trypsin inhibitor study. I. Background, objectives and procedural details”, Qualification of Plant Foods in Human Nutrition, vol. 35, 1985.
3 – Van Rensburg et al., “Nutritional status of African populations predisposed to esophageal cancer”, Nutrition and Cancer, vol. 4, 1983, pp. 206-216; Moser, P.B. et al., “Copper, iron, zinc and selenium dietary intake and status of Nepalese lactating women and their breastfed infants”, American Journal of Clinical Nutrition 47:729-734, April 1988; Harland, B.F. et al., “Nutritional status and phytate: zinc and phytate X calcium: zinc dietary molar ratios of lacto-ovovegetarian Trappist monks: 10 years later”, Journal of the American Dietetic Association 88:1562-1566, December 1988.
4 – El Tiney, A.H., “Proximate Composition and Mineral and Phytate Contents of Legumes Grown in Sudan”, Journal of Food Composition and Analysis (1989) 2:6778.
5 – Ologhobo, A.D. et al., “Distribution of phosphorus and phytate in some Nigerian varieties of legumes and some effects of processing”, Journal of Food Science 49(1):199-201, January/February 1984.
6 – Sandstrom, B. et al., “Effect of protein level and protein source on zinc absorption in humans”, Journal of Nutrition 119(1):48-53, January 1989; Tait, Susan et al., “The availability of minerals in food, with particular reference to iron”, Journal of Research in Society and Health 103(2):74-77, April 1983.
7 – Phytate reduction of zinc absorption has been demonstrated in numerous studies. These results are summarised in Leviton, Richard, Tofu, Tempeh, Miso and Other Soyfoods: The ‘Food of the Future’ – How to Enjoy Its Spectacular Health Benefits, Keats Publishing, Inc., New Canaan, CT, USA, 1982, p. 1415.
8 – Mellanby, Edward, “Experimental rickets: The effect of cereals and their interaction with other factors of diet and environment in producing rickets”, Journal of the Medical Research Council 93:265, March 1925; Wills, M.R. et al., “Phytic Acid and Nutritional Rickets in Immigrants”, The Lancet, April 8,1972, pp. 771-773.
9 – Hagger, C. and J. Bachevalier, “Visual habit formation in 3-month-old monkeys (Macaca mulatta): reversal of sex difference following neonatal manipulations of androgen”, Behavior and Brain Research (1991) 45:57-63.
10 – Ross, R.K. et al., “Effect of in-utero exposure to diethylstilbestrol on age at onset of puberty and on post-pubertal hormone levels in boys”, Canadian Medical Association Journal 128(10):1197-8, May 15, 1983.
11 – Herman-Giddens, Marcia E. et al., “Secondary Sexual Characteristics and Menses in Young Girls Seen in Office Practice: A Study from the Pediatric Research in Office Settings Network”, Pediatrics 99(4):505-512, April 1997.
12 – Rachel’s Environment & Health Weekly 263, “The Wingspread Statement”, Part 1, December 11, 1991; Colborn, Theo, Dianne Dumanoski and John Peterson Myers, Our Stolen Future, Little, Brown & Company, London, 1996.
13 – Freni-Titulaer, L.W., “Premature Thelarch in Puerto Rico: A search for environmental factors”, American Journal of Diseases of Children 140(12):1263-1267, December 1986.
Mais referências:
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
As especiarias na Alimentação Infantil
Dra. Solange Burri - Consultora em Alimentação
Projecto babySol® - Segurança Alimentar e Nutrição Infantil
A opinião é unânime quando se diz que a Alimentação saudável está na ordem do dia e que a redução de sal deve ser estimulada, destacando o sabor natural dos alimentos com ervas aromáticas e especiarias.
Mas, se por um lado tenho debruçado alguns dos meus post's sobre as ervas frescas, a verdade é que as especiarias merecem agora que as explore também, e analisar a sua incorporação na dieta infantil.
Um dos aspectos que gostaria imediatamente de focar é que todos os alimentos, possuem naturalmente na sua composição, a presença de sódio, pelo que deve existir um enorme cuidado para não exagerar nas doses adicionadas, o que poderá contribuir, a médio prazo, para induzir um reajuste dos sensores de paladar localizados na língua. Este facto é particularmente grave no caso da alimentação das crianças pois, existem estudos, que atestam que actualmente chegam a consumir um maior nível de sal do que os adultos, razão pela qual os industriais estão a ser obrigados a baixar as suas formulações alimentares nos teores de sal adicionados.
Claro está, que o consumidor deseja um alimento saudável, mas que seja saboroso também, pelo que os investigadores procuram encontrar alternativas à presença de sal, recorrendo à adição de algas, de ervas aromáticas e de especiarias, componentes com um potencial nutricional espectacular e que, precisamente por causa disso, "agitam" rapidamente o metabolismo humano e devem pois, ser introduzidos com parcimónia, mas que pode ser feito de modo muito regular.
Portanto, destacando esta ideia, é fundamental enriquecer a alimentação com estas atractivas possibilidades, mas tendo o cuidado de o fazer discretamente, em cada refeição, pelo facto também de não adulterar o sabor natural dos alimentos o que, no caso, da educação alimentar infantil merece todo o cuidado...
Mas, se por um lado, a introdução das especiarias, que possuem elevado poder anti-oxidante, deve fazer-se com moderação, em cada prato, a verdade é que se trata de uma excelente forma de diversificar a alimentação da criança e, estimulá-la, deste modo, a conhecer novas formas de apresentação culinária que irão contribuir para a sua mais fácil adaptação alimentar. Claro está que é preciso ter em conta que o Bebé já tenha mais de 12 meses e tenha reagido bem, até então, ao plano alimentar actual oferecido evidenciando uma boa adaptação para além de não apresentar qualquer tipo de susceptibilidade alimentar, como alergias ou intolerâncias.
As especiarias, de carácter doce e nunca picante, podem ser adicionadas muito subtilmente na alimentação infantil devendo apenas existir o especial cuidado de comprar, SEMPRE, boas marcas pois estes produtos desidratados, e à semelhança de todos os produtos "secos", podem em condições deficientes de armazenagem promover o desenvolvimento de bolores que produzem toxinas - aflotoxina ou acrotoxina - substâncias tóxicas incapazes de ser eliminadas no processo culinário e que se acumulam, ao longo do tempo, no fígado.
Enumero pois os principais cuidados a seguir para introduzir especiarias como a canela, os cominhos, a noz moscada, o pimentão doce, a baunilha, o açafrão, o anis e o cravinho da Índia na alimentação da criançada:
1º Ter mais de 12 meses E estar perfeitamente adaptado à dieta familiar;
2º Não apresentar qualquer tipo de susceptibilidade alimentar;
3º Comprar de excelente qualidade;
4º Introduzir em quantidades muito discretas para perfumar os pratos culinários e que nunca mascare o sabor principal dos alimentos;
5º Oferecer apenas variedades doces e nunca picantes que dificultam a digestão e irritam a mucosa estomacal;
6º Como destacam o sabor dos alimentos, reduzir a quantidade de sal adicionada;
7º Oferecer com regularidade, variando de acordo com as possibilidades referidas.
E, porque se justifica, não resisto aqui a deixar aqui algumas dicas para usar com sabedoria as especiarias:
Dica 1 - O seu interessante poder antioxidante impede os microrganismos de actuarem, e por isso são utilizados em vários países como preservantes de carne e peixe. São pois uma excelente forma de preservar os alimentos, em viagem ou até mesmo quando pretendemos prolongar a sua validade, como acontece com uma peça de carne que, certo dia, não apetece cozinhar.
Dica 2 - Como são muito aromáticas, as especiarias não devem ser guardadas junto do fogão, ou do frigorífico, pois zonas quentes destroem o seu perfume. Mantenha-as pois, bem fechadas, e longe das zonas quentes da cozinha.
Portanto, indo de encontro a uma alimentação exótica que o consumidor tem vindo a privilegiar, como se destaca a comida vegetariana, parece-me bastante útil diversificar os pratos que se preparam no dia a dia que, com a incorporação destes pózinhos mágicos, irão aumentar, com sucesso, o leque de oferta da mamã cozinheira. Deixo pois algumas sugestões de receitas, adivinhando que darão asas à imaginação à especiaria que irão acrescentar a cada uma delas...
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Engana-me que eu gosto: "Dieta vegetariana prejudica o ambiente"

De novo, querem culpar os Vegetarianos sem culpa nenhuma!
Gostaríamos de saber quem "encomendou" este estudo ;) e agora a "perseguição" é sobre cada caloria?
Então pela "lógica" e pelos cálculos, os carnistas continuam a ser os principais responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa(greenhouse gas - GHG) pois consomem alimentos de ambos os grupos alimentares!
Artigo da Universidade de Carnegie Mellon:
"Ph.D student Michelle Tom and Prof. Chris Hendrickson alongside EPP Prof. Paul Fishbeck found that eating recommended "healthy" foods actually increased energy use, water use, and GHG emissions."
VEGETARIAN AND “HEALTHY” DIETS COULD BE MORE HARMFUL TO THE ENVIRONMENT
http://www.cmu.edu/news/stories/archives/2015/december/diet-and-environment.html
página no facebok:
https://www.facebook.com/CarnegieMellonUniversityCEE/posts/933253266765523
"... os pesquisadores não concluíram que o vegetarianismo seja mau para o meio ambiente. Eles descobriram que nem todos os vegetais são mais amigos do ambiente do que todos os produtos de carne."
A Study Did NOT Actually Find That Vegetarianism Hurts The Planet
http://www.huffingtonpost.com/entry/vegetarian-bad-for-environment-debunked_567072d7e4b0e292150f95a4
Um título ENGANADOR!
«Dieta vegetariana prejudica o ambiente
Um estudo da prestigiada universidade norte-americana Carnegie Mellon revela que o consumo de fruta e vegetais leva à emissão de mais gases com efeito de estufa e ao gasto de mais água e energia.
O estudo compara o custo ambiental de produzir uma caloria de frutas e vegetais com outro tipo de alimentos, como carne de porco, e conclui que a alimentação vegetariana é mais prejudicial ao ambiente. Uma caloria de alface, por exemplo, "é três vezes pior em termos de emissão de gases com efeito de estufa do que [uma caloria de] bacon", dizem os investigadores, citados pelo jornal diário "Independent". Além da alface, o estudo cita ainda a beringela, o aipo e o pepino como mais prejudiciais ao ambiente do que a carne de porco ou frango.
Até agora, os estudos têm-se centrado na comparação entre o custo ambiental de produzir proteína animal, comparada com o custo da proteína de origem vegetal. O que o Carnegie Mellon fez foi alterar a abordagem, comparando o custo de produção por caloria. Foram medidas as quantidades de energia e água necessárias, bem como a emissão gases com efeito de estufa.
As conclusões apontam para o impacto negativo sobre o meio ambiente que uma alimentação mais saudável pode ter. É um equilíbrio "complexo, atendendo à atual forte pressão para reduzir o aquecimento global e à epidemia de obesidade que alastra sobretudo pelo mundo desenvolvido", admite Michelle Tom, coautora do estudo, ao "Independent".
Considerando todo o processo, desde o cultivo ao consumo, passando pelo transporte e armazenamento, uma alimentação baseada apenas nas recomendações das autoridades norte-americanas levaria a um aumento de 38% no uso de energia, de 10% no consumo de água e de 6% na emissão de gases com efeito de estufa. Isto num cenário em que as pessoas comiam menos carne e só consumiam o número recomendado de calorias, diz a revista "Scientific American". A conclusão é surpreendente, nota o investigador Anthony Froggatt, da britânica Chatham House.
A criação de gado continuar a ser responsável por até 51% da emissão de gases prejudiciais ao meio ambiente, de acordo com alguns estudos, mas "não se pode presumir que qualquer dieta vegetariana terá pouco impacto no ambiente", disse Paul Fischbeck, um dos autores do estudo.»
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=4939857
[Recomendamos que pesquisem no google "Carnegie Mellon university study vegetarians" e leiam os vários artigos para ficarem esclarecidos. Não podemos acreditar em tudo o que publicam, mesmo sendo "estudos", muitos deles encomendados, sabemos bem por quem!]

Unfairly maligned lettuce.
Why That Study About How Vegetarians Are Killing the Environment Is Ridiculously Wrong
By Rachel E. Gross
If you’re an omnivore, you've probably had the pleasure of being told that your meat-eating ways are steadily destroying the Earth. Unfortunately, the righteous vegetarian who likely called you out also happened to have the evidence, charts, and fancy infographics on their side—not to mention the moral high ground. (Disclaimer: I am a vegetarian.) Well, not anymore: An impressive-looking new study in the journal Environment Systems and Decisions has thoroughly vindicated meat-eating from an environmental standpoint. In fact, researchers at Carnegie Mellon University report this month that eating lettuce actually causes far more harmful greenhouse gas emissions to be leaked into the atmosphere than eating bacon.
RACHEL E. GROSS
Rachel E. Gross is a Slateeditorial assistant.
Take that, carrot-loving hippies! Enjoy your planet-killing rabbit food.
Ha, you wish. I've seen a lot of misleading nutrition studies in my time, but this one really takes the cake. Let’s start at the beginning.
The study rests on the premise that “going vegetarian” means replacing meat with large amounts of vegetables, fruits, and dairy, which is what the USDA recommends for a healthy diet. Ergo, the authors spend most of their time hating on specific vegetables: “Eating lettuce is over three times worse in greenhouse gas emissions than eating bacon,” says Paul Fischbeck, one of the study’s authors. “Lots of common vegetables require more resources per calorie than you would think. Eggplant, celery, and cucumbers look particularly bad when compared to pork or chicken.”
First: Obviously, we are not replacing the meat in our diet with lettuce. Who would do that? Instead, we’re eating other protein- and nutrient-dense foods, such as grains, beans, seeds, nuts, tofu and, in my case, the occasional delicacy of chik’n nuggets. Now, I’m not saying tofu is perfect—while soy beans themselves are a highly efficient source of protein, tofu relies on many different production methods, so it’s hard to know how it stacks up. I’m saying that this study sets up a false comparison. If you took the time to actually look at a vegetarian diet, you’d think twice before suggesting that vegetarians are replacing animal protein with humongous piles of salad.
Worse, the media is now citing this study as proof that the average vegetarian diet causes more harm to the environment than the average omnivorous one. This interpretation is simply wrong. In fact, not only does this study never once compare the average American diet to the average vegetarian diet, but the diets up for comparison aren’t even vegetarian. Instead, the researchers compare the American diet to three different caloric scenarios recommended by the USDA, all of which involve fish and a whole lot of dairy. Because these scenarios involve less meat than the average American diet, they're being used as a stand-in for a vegetarian diet. That’s alarmingly false.
These kind of details, of course, haven’t stopped the press from having a field day. You can almost feel the glee in headlines like these: “Vegetarians are hurting the planet,” “Vegetarian and ‘healthy’ diets are more harmful to the environment,” or my personal favorite, “In your face, vegans! Study finds lettuce is ‘three times worse than bacon.’ ” Just typing them has made me so angry that I have essentially turned into the Hulk, flushing green with anger and the pigmentation caused by my steady diet of peas, lettuce, celery, and avocado. (Or Popeye, who as we all know gets his strength from eating only spinach, and accelerates the inevitable destruction of the planet while he’s at it.)
If it were just this one misleading study, I wouldn’t take the time to dignify it or draw attention to its poor methodology; I’d hope that most readers are smart enough to disregard such nonsense. But it’s not: There’s an entire genre of “gotcha!” studies that attempt to poke holes in dietary lifestyles traditionally considered “righteous,” without adding anything to the constructive dialogue. The problem is, in their eagerness to knock one group off their moral high horse, these kinds of reports play fast and loose with the facts—which leads to distinctly misleading conclusions. Here are just a few examples:
- New Study Shows 10% of Veggie Hot Dogs Contain Meat
- The Scary Mental Health Risks of Going Meatless
- Lay Off the Almond Milk, You Ignorant Hipsters
- Being vegan could put heart health at risk: study
- Organic Strawberries? Not So Much (I’m not innocent, either; I'm including this New York Times investigation I did in 2011 in the interest of full disclosure.)
Okay, I get it: Vegetarians are annoying. As an omnivore, it's probably maddening to feel like you’re constantly under attack for your life choices. So I can understand why it would be tempting to try to take these holier-than-thou eaters down a notch. But please: Don’t let your desire for vindication get in the way of your capacity for rational thought. Researchers and reporters, try to be a bit more responsible with your claims. And readers, when you see studies like this, take them with a liberal grain of salt—organic, locally-sourced, free-range, vegetarian, whatever-helps-you-sleep-at-night salt.
The solution is not to vilify the category of vegetarians as a whole. Here’s the real solution: If you want to characterize the vegetarian diet, talk to some actual vegetarians. Many of us, I’d have you know, are not quite so righteous.
If you thought to ask, I’d tell you that, when I first went vegetarian at age 12, I made the rookie mistake of replacing most of my meat with dairy: Mac n’ cheese, grilled cheese, bagels and cream cheese, you name it. This meant that, in addition to having a lot of gas (which, incidentally, also adds harmful emissions to the atmosphere), I was contributing to the very same industry (cows) that causes such devastating environmental degradation. In fact, it’s well-known that cheese is far harsher on the environment than many meats and most fish. As a vegan friend recently reminded me, environmentally, “There's basically no difference between a vegetarian and a carnivore.” Oops.
Even today, I eat a terrifying amount of super-processed soy products like chik’n nuggets and Vegenaise, because I love them. In general, the more processed a food is, the more energy it takes to make it, and the more carbon it emits, so I’m definitely harming the planet with that, too. And that’s not all: I wear second-hand leather, eat marshmallows made with cow hoof glue, and just last week I had a Starbucks latte in a paper cup. (Yeah, you heard me.) I’m not claiming to be morally righteous; I’m not claiming to be perfect. I’m a human being, and if I contradict myself then, very well, I contradict myself.
As you presumably know, millions of people go vegetarian for reasons other than wanting to save the Earth, i.e. personal health, moral convictions, a love of animals, or perhaps a deeply-rooted hatred of vegetables. The fact that I don't eat meat doesn’t tell you anything about my reasons (which, if you must know, stem from a love of animals). And if you have a problem with your own dietary choices, maybe you should look inward, instead of projecting your own problems onto others. Now please pass the veggie bacon.
by The Slate Group
Infecções urinárias
Infusão:
4 fatias de gengibre
2 sementes de cardamomo
6 cravos da Índia
½ canela em pau
Coloque todos os ingredientes numa garrafa ou jarro. Ferva a água e despeje sobre os ingredientes. Deixe descansar uns minutos e beba durante o dia.
※ Infusão de Hibiscus
Extracto de Echinacea
Cápsulas da Solgar - Adequado para Vegans
Adultos: 1-3 cápsulas por dia
Crianças: + de 10 anos 1 cápsula por dia; menores de 10 anos 1/2 cápsula por dia. Reforça a imunidade.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Tamari
Tamari shoyu é um molho de soja mais grosso, com umami mais profundo e um aroma típico. Desde épocas antigas, é conhecido também como sashimi tamari, sendo bastante utilizado para temperar sashimi e sushi. É também bastante utilizado em teriyakis por apresentar uma coloração avermelhada ao ser aquecido.
*umami, um dos os quatro gostos básicos: doce, salgado, azedo e amargo. Para reconhecer o gosto umami, você deve consumir alimentos como o tomate, cogumelos. Esses alimentos apresentam o aminoácido glutamato, e os nucleotídeos guanilato e inosinato, as três principais substâncias responsáveis pelo umami. Está provado cientificamente que o umami estimula os centros de prazer do cérebro e que reforça o verdadeiro sabor dos alimentos.
http://www.portalumami.com.br/o-que-e-umami/
Sobre o glutamato:
http://www.portalumami.com.br/2013/06/glutamato-monossodico-faz-mal-a-saude/
Ou seja, o tamari pode ser viciante ;)
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Desejos alimentares

Fonte: Dr. Mohamad Barakat (adaptada)
Existem certos alimentos ou pratos aos quais não conseguimos resistir. O desejo é mais forte do que nós e acabamos por comer mais do que devíamos.
Segundo as declarações da nutricionista Shona Wilkinson, do NutriCentre, em Londres, disse ao Daily Mail, que os desejos alimentares “indicam que o nosso corpo sente falta de um nutriente ou mineral específico”. “Em vez de nos rendermos aos desejos, devemos tentar percebê-los, dando ao nosso corpo exactamente aquilo que ele precisa”, afirma.
Assim sendo, aqui fica uma lista dos desejos alimentares mais comuns e os seus ‘significados:
Desejo: Doces
Necessidade: Crómio.“Quando ingerimos muito açúcar ou hidratos de carbono, as substâncias atingem a corrente sanguínea rapidamente, o que faz com que haja um desequilíbrio dos níveis de açúcar no sangue. Assim, o corpo vai libertar mais insulina para lidar com o excesso. Depois, os níveis de açúcar descem demasiado, devido à quantidade de insulina que foi libertada, o que faz com que nos apeteça comer chocolates ou algo doce. Ou seja, quantos mais doces comemos, mais queremos comer”, explica Wilkinson. O melhor é ingerir algum crómio, que ajuda a equilibrar os níveis de insulina. Como? Comendo um bom pequeno-almoço, com proteínas e hidratos de carbono, e comendo vegetais durante o dia, que ajudam a equilibrar os níveis de açúcar no sangue.
Desejo: Chocolate
Necessidade: Magnésio.Quando o desejo é direccionado especificamente para o chocolate, isso significa que estamos com falta de magnésio. “O magnésio não só ajuda o sistema imunitário, prevenindo o aparecimento de inflamações, como auxilia no equilíbrio do sistema nervoso e a gerir a ansiedade”, explica a nutricionista.
Para consumir mais magnésio basta comer vegetais de folha verde escura, espinafres, couve, couves de Bruxelas, nozes, cajus, amêndoas, pinhões ou sementes de soja. Se quer continuar a sentir algum doce na boca, pode também optar por bananas.
Desejo: Hidratos de Carbono pesados
Necessidade: Triptófano. Quando falamos em hidratos de carbono pesados estamos a referi-nos ao pão, as massas e às batatas. O triptófano é usado pelo nosso organismo para ‘sintetizar’ a seratonina, que ajuda a gerir as mudanças de humor. “A vontade de comer hidratos de carbono é um sinal da falta de triptófano, que tem um papel importante nos ciclos de sono e na digestão”. Para além disso, “a falta de seratonina pode deixar-nos em baixo e ansiosos”, acrescenta Wilkinson.
Assim, o melhor é apostar nas proteínas: bananas e as nozes têm muito triptófano.
Desejo:
Necessidade: Ferro e zinco.
Há cada vez mais pessoas a deixarem de consumir carne vermelha. Essas mesmas pessoas podem ter falta de ferro, explica a nutricionista. “O ferro é muito importante para o nosso sistema imunitário, uma vez que ajuda a transportar o oxigénio pelo organismo. Sem ele ficamos muito cansados”, afirma. Para além disso, este desejo pode sugerir a falta de zinco, que também ajuda a fortalecer o sistema imunitário, o cabelo, as unhas e a pele.
Para ingerir uma boa dose de zinco e ferro basta comer leguminosas, vegetais de folha verde escura, cereais integrais, oleaginosas e sementes.
Desejo: Sal
Necessidade: Sódio. Este mineral ajuda a manter o corpo hidratado e a regular a pressão sanguínea.
Pode recuperar os níveis de sódio comendo aipo, algas e cenoura, aconselha Wilkinson.
adaptado do jornal SOL
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Não beba leite... pela sua Saúde!

DON’T DRINK YOUR MILK - Frank A. Oski (download do pdf)
Frank Oski nasceu em 1923 e graduou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Swuartmore, EE.UU. Em 1958 obteve o seu Mestrado na Universidade de Pensilvania.
Levou a cabo seus estudos de pediatria no Hospital da Universidade de Pensilvania e mais tarde estudou Hematologia no Hospital Infantil de Harvard, Boston.
Em 1963 foi eleito sócio do Departamento de Pediatria da Escola de Medicina na Universidade de Pensilvania. Mais tarde assumiu o cargo de Professor e Reitor do departamento de Pediatria no Centro médico da Universidade do Estado de Nova Iorque.
Em 1985 se encarregou do departamento de Pediatria na Escola de Medicina da Universidade de Johns Hopkins.
O hábito de consumir leite de vaca, está relacionado com a falta de ferro em crianças; Uma boa parte da população mundial, é vítima de Cãibras, Diarreias e também de múltiplas formas de alergias; E há forte possibilidade de que seja um factor determinante na origem de arteriosclerose e ataques de coração.
Em muitos lugares do mundo e especialmente no este da Azia, África, América do Sul e Europa pessoas há que consideram o leite de vaca inadequado para o consumo de adultos: (Pag.4).
Em 1965 a Escola de Medicina de Johns Hopkins levou a cabo um estudo e descobriram que 15% dos pacientes de raça branca e uns 75% de raça negra não toleram o consumo de leite devido á lactose. A partir de então, se iniciaram estudos a nível Mundial e actualmente sabemos que essas percentagens, são muito maiores. Normalmente o ser humano perde a actividade da lactose no intestino delgado entre a idade de um ano e meio e quatro anos. Este é um acontecimento totalmente normal no processo de maturidade tanto de homens como de outros mamíferos. (Pag. 9)
A natureza, não nos oferece alimentos que contenham lactose, como o leite, depois do período do desmame. (Pag.11)
Quando convertemos o leite em Iogurte, muita da lactose é convertida em glucose ou galactose. De uma forma parecida, quando o queijo curado, muita da lactose se converte em simples açúcar. É por isto que estes produtos são tolerados por pessoas que não toleram o leite. (Pág. 13)
Os problemas Gastrointestinais, podem ser sintomas da intolerância á lactose. (Pag. 16)
Um destes sintomas é o que se origina nas paredes dos intestinos. Dada á intolerância do Leite, os intestinos sangram e vertem entre 1 e 5 milímetros de sangue. O problema é que a quantidade de sangue é pequena para poder ser detectada nas paredes. e só se pode detectar a alteração, mediante análises químicas. Se estima que a metade dos casos de crianças com défices de ferro nos Estados Unidos se devem a este problema gastrointestinal derivado do consumo de leite de vaca. (Pag. 17).
Outra séria complicação que resulta do consumo do leite de vaca, é a nefrose. Um grupo de investigadores da Universidade de Colorado e outro da Escola de Medicina da Universidade de Miami identificaram esta enfermidade em crianças com idades compreendidas entre os dez e os catorze anos. A nefrose é uma alteração dos rins. Esta alteração provoca uma perda permanente de proteínas que desembocam na urina. O resultado desta enfermidade, é um nível baixo de proteínas no sangue; e eventualmente resulta numa acumulação de líquidos, inchaço de mãos e pés. Algumas crianças, podem inclusive, desenvolver nefrose crónicas o que lhe pode levar á morte. Normalmente estas crianças, são tratadas com um tipo de cortisona, mas uma percentagem destas crianças não melhoram com o tratamento da cortisona. Foi com este grupo de crianças, que se fizeram estudos nas duas Universidades Americanas. No princípio, suspeitaram que o problema vinha de algum tipo de alergia. Para sua surpresa descobriram que quando o leite de vaca era eliminado da sua dieta. a perda de proteínas cessava e as crianças recuperavam rapidamente. Depois da dita recuperação, se administrou novamente leite de vaca ás crianças, e num período de um a três dias, as crianças, começavam a perder outra vez os níveis de proteína no sangue. (Pags. 21 y 22)
Certo Cardiologista estudou em certa ocasião os corações de mais de 1.500 crianças que haviam morrido por causas acidentais, melhor dizendo, não morreram de enfermidades. Não obstante, em muitas dessas crianças, se encontraram danos nas artérias coronárias. Quando se tratou de descobrir os factores que determinaram a razão porque umas crianças tiveram danos nas artérias e outros não, foi comprovado que o único factor que diferenciava um grupo do outro, era a alimentação durante a infância. Descobriu-se que a maioria das crianças que haviam sido amamentadas com leite materno, tinham as artérias em condições normais; por outro lado a maioria das crianças que tinham problemas arteriais, haviam sido alimentados com leite de vaca durante a sua infância. É portanto razoável concluir que o leite materno e o leite de vaca, foram determinantes nas mudanças das artérias das crianças. (Pag. 34)
Existem evidências que apoiam a convicção de que as crianças que se alimentam de leite materno durante a lactação, são menos propensas a enfermar do que aquelas que não o utilizam. Na década dos anos trinta se fez um estudo com 20.000 crianças na cidade de Chicago que corrobora com esta idéia. O estudo aconteceu quando os antibióticos para eliminar as infecções bacterianas não existiam. No estudo, um grupo de crianças foi alimentado com leite materno durante os primeiros nove meses de vida; um segundo grupo foi alimentado parcialmente com leite materno; e um terceiro grupo foi alimentado com leite de vaca pasteurizado e açucarado. A todas as crianças, se lhe deu suco de laranja a partir do primeiro mês, e óleo de fígado de bacalhau a partir das seis semanas. Se acrescentou também á dieta cereais a partir do quinto mês e vegetais a partir do sexto mês.
Que aconteceu? A mortalidade das crianças alimentadas á base de leite materno foi de um 1.5/1.000, entretanto a mortalidade das crianças alimentadas á base de leite de vaca se situou em 84.7/1.000 durante os nove primeiros meses de vida. A mortalidade por infecções gastrointestinais foi de 40 vezes superior nas crianças que não foram alimentadas com leite materno, enquanto que a mortalidade por infecções respiratórias foi 120 vezes superior.
Estudos anteriores a estes levados a cabo em diferentes cidades americanas mostraram resultados similares. As crianças alimentadas á base de leite de vaca tinham 20 vezes mais possibilidades de morrer durante os primeiros anos de vida do que os não consumiam. (Pags. 38 e 39)
Apesar de um litro de leite de vaca conter 1.200 miligramas de cálcio e um litro de leite materno conter 300 miligramas, uma criança que consuma leite materno assimila mais cálcio que se bebesse leite de vaca. O problema, é que o leite de vaca contem muito fósforo e este elemento interfere na absorção do cálcio. (Pags. 48 e 49)
O leite de uma vaca, por muito sadia que seja, sempre está infectado com bactérias fecais que se depositam no úbere e nas mamas. (Pags. 54)
Se o facto de que o leite contenha bactérias nocivas, não for suficiente para demover os bebedores de leite, a União de Consumidores de EE.UU. encontrou num estudo, que 25 amostras analisadas, só 4, não estavam contaminadas com pesticidas. As outras 21 tinham residuos de hidrocarbonatos clorados. Existem evidências de que estes hidrocarbonatos, á medida que se acumulam no corpo, podem provocar mutações que resultam em deficiências no nascimento duma criança. Estes mesmos hidrocarbonatos, podem produzir câncer. (Pags. 55)
A penicilina é um antibiótico muito utilizado para combater as mastites das vacas. Supostamente não se deve ordenhar as vacas sem que tenham transcorrido 48 horas desde o tratamento da penicilina. Não obstante, amiúdo esta norma não se cumpre e a penicilina aparece em pequenas quantidades no leite. Outra substância que se encontra no leite de vaca é a hormona progesterona que se converte em androgénios, que foi implicada como um factor que provoca o acne, pelos no corpo etc. (Pag. 56)
Diarreia, Cãibras, sangue gastrointestinal, anemia, erupções cutâneas, arteriosclerose, e acne, são enfermidades, que segundo se sabe, estão relacionadas com o consumo do leite de vaca. Alem destas enfermidades, crê-se que o consumo de leite de vaca pode estar relacionado com a leucemia, a Esclerose múltipla, a Artrite reumática e as cáries dentárias. (Pag59)
Uma revista médica inglesa, de reputação mundial, “The Lancet”, publicou um editorial intitulado “Atenção á Vaca” Nela se citava uma experiência na qual se alimentou vários chimpanzés recém nascidos com leite de vaca não pasteurizado. Dois dos seis chimpanzés desenvolveram leucemia e morreram. É importante saber que o leite com que foram alimentados estava infectado com um tipo de vírus chamado de tipo C, que é uma infecção comum nas vacas e provoca um tipo de leucemia nas vacas. (Pag. 59 e 60)
É irónico saber que muitas mães dão a seus filhos leite pensando que fortalecem os dentes quando o que provoca é uma destruição dos mesmos. Este dado que foi corroborado por um estudo do odontologista francês Castanho, da Universidade de Pensilvania numa de suas investigações. (Pag. 64)
Traduzido por Dr. Fernando M. Gonçalves (PH-DN) Naturologo.
(Prof. De Oligoterapia e Enzimologia. Pesquisador em matéria de nutrição)

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