quarta-feira, 1 de julho de 2015

AntiNutrientes: Os fitatos e oxalatos na alimentação

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Apesar de trazer benefícios, o espinafre não é tão bonzinho como muitos pensam: possui alto teor de oxalato, um antinutriente que atrapalha a absorção de minerais como ferro, cálcio, zinco. Para se ter uma ideia, a taxa de absorção do cálcio presente no espinafre não passa de 5% – contra 50/70% do brócolos, por exemplo!

A maioria das pessoas acha (erroneamente) que somente o ato de consumir alimentos fontes de vitaminas e nutrientes já garante que os mesmos sejam bem absorvidos pelo organismo. Aqui eu já expliquei que existem certas combinações alimentares que são desfavoráveis ao organismo (provando que por inúmeras coisas no prato aleatoriamente não é benéfico), e hoje falarei especificamente dos fitatos e oxalatos, os “antinutrientes” que podem atrapalhar bastante sua nutrição.

Fitatos e oxalatos são derivados do ácido fítico e ácido oxálico (respectivamente) e estão presentes naturalmente em inúmeros alimentos. Os fitatos, por exemplo, estão presentes em cereais integrais (aveia, centeio, trigo, milho, cevada, etc) ervilha, soja, farelo de arroz, etc. Já os oxalatos estão presentes em maior abundância no espinafre/urtigas, na beterraba, no cacau em pó, ruibarbo, acelga, pimenta, gérmen de trigo.

Os fitatos e oxalatos são considerados ‘vilões’ na alimentação (principalmente na alimentação vegetariana e vegana) porque se associam a minerais como ferro, cálcio, zinco, fósforo (formando composto insolúveis) e diminuem a absorção destes no organismo.

Antes que você pense que deve abolir para sempre os alimentos ricos em fitatos e oxalatos, é importante salientar que existem maneiras de diminuir o teor desses antinutrientes nos alimentos. Dessa forma é possível consumi-los (no caso dos alimentos ricos em oxalatos, de forma bem limitada) sem grandes prejuízos.


Como diminuir o teor de fitatos nos alimentos

Uma das formas de fazer isso é deixando o alimento de molho por pelo menos 8 horas (no máximo 12). Além disso, cozê-lo também é importante. Se for consumir aveia, por exemplo, consuma-a na forma de mingau (após ter deixado de molho). O mesmo vale para ervilhas, soja, etc: sempre deixe de molho antes de consumi-los, e posteriormente prepare pratos em que você terá que cozê-los.

Há, ainda, outra forma de reduzir o teor de fitatos: a fermentação. Isso se aplica principalmente à farinha (de trigo ou cen­teio) usada para o preparo de pão caseiro (que leva fermento), por exemplo.

DEMOLHAR: como e porquê?
- as sementes, oleaginosas, leguminosas e cereais contêm antinutrientes- inibidores da enzima tripsina, oxalatos e fitatos, ou ácido fítico, substâncias que bloqueiam a absorção de uma série de substâncias essenciais ao organismo, como o cálcio, ferro, magnésio e zinco.
Por isso é sempre importante demolhar e/ou germinar(faço sempre)
No fim da demolha, lavem sempre muito bem os alimentos e esfreguem-nos com as mãos e água limpa. Por vezes temos que lavar 2 ou 3 vezes até deixarem de deitar sujidade. A água da demolha é deitada fora e nunca deve ser consumida.


Como diminuir o teor de oxalatos nos alimentos

Entre o ácido fítico e o ácido oxálico, podemos dizer que esse último merece mais cautela. Além de atrapalhar a absorção do cálcio e outros nutrientes, o ácido oxálico estaria ligado à formação de cálculos renais (vários deles são compostos por oxalato de cálcio).

De um modo geral, a forma mais eficaz de reduzir o ácido oxálico nestes alimentos é limitando o consumo de alimentos em que ele é abundante:

Espinafre (o campeão em ácido oxálico – por esse motivo não podemos considerar o espinafre uma boa fonte de ferro ou cálcio, embora ele os contenha)
Ruibarbo
Beterraba
Acelga suíça
Cacau em pó (fique de olho no chocolate: consuma no máximo 2 quadradinhos por dia!)
Pimenta
Canela moída
Amendoim torrado
Quiabo
Chá preto
Café
Manjericão
Alho-francês/poró
Gengibre
Escarola
Batata doce

De um modo geral, se você deseja aumentar a absorção de cálcio, ferro (dentre outros minerais), é importante que você se atente a não misturar fontes de fitatos e oxalatos com fontes de ferro, cálcio na mesma refeição. No caso dos alimentos contendo fitatos, essa combinação é até possível: desde que você tome todas as medidas necessárias para diminuir o teor dos mesmos no alimento.

Além disso, é interessante evitar comer em abundância alimentos ricos nesses antinutrientes, principalmente os que contêm oxalatos (citados acima) – é aquele velho clichê… Tudo em excesso faz mal.


fontes:
VEGETAIS&CEREAIS&LEGUMINOSAS: DEMOLHAR/GERMINAR & COZER
lookaholic
Fatores Antinutricionais


Teor de Oxalato nos Alimentos... e o Cálcio


Como orientar a eliminação do oxalato da alimentação?
O oxalato (ou ácido oxálico) é o produto final do metabolismo de aminoácidos e do ácido ascórbico, que não pode ser metabolizado no organismo humano, sendo excretado pela urina. O aumento na concentração urinária de oxalato pode levar à sua saturação, com consequente formação de cristais e cálculos renais.

Fornecer cálcio extra durante as refeições com alimentos ricos em oxalato para se fixar o oxalato, reduzindo a sua absorção, sendo eliminado pelas fezes.

Estudos científicos determinou que os teores de ácido oxálico de folhas de brócolos, couve-flor e couve submetidas à cocção por diferentes tempos, concluiu que após 10 minutos de cozimento houve redução dos teores de ácido oxálico.

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 Para diminuir a quantidade de oxalato sem excluir esses alimentos da dieta é importante consumi-los apenas depois de escaldá-los com água fervendo e dispensar a primeira água de cozimento, o que é muito importante fazer principalmente com o espinafre pois é muito rico em oxalatos. Isto porque não se deve excluir completamente da alimentação todos os vegetais ricos em oxalato, pois são também ricos em ferro e outros nutrientes importantes para uma alimentação equilibrada. Uma alimentação para pedra nos rins, por exemplo, deve ter uma baixa ingestão de oxalatos diária, que não deve ultrapassar 40 a 50 mg/dia, o que corresponde a não comer mais de uma colher de sopa de beterraba por dia, por exemplo.

Tabela de alimentos ricos em oxalatos

AlimentosQuantidade de oxalatos em 100 g de alimento
Espinafre cozido750 mg
Beterraba675 mg
Cacau em pó623 mg
Pimenta419 mg
Macarrão com molho de tomate269 mg
Biscoitos de soja207 mg
Nozes202 mg
Amendoim torrado187 mg
Quiabo146 mg
Chocolate117 mg
Salsinha100 mg


O ácido oxalático ou oxaláto, além de facilitar a formação de pedra nos rins, também prejudica a absorção de muitos nutrientes pelo organismo. Por isso, os alimentos citados na tabela não devem ser ingeridos em grande quantidade.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Queda de Cabelo


O melhor é apostar numa alimentação saudável e equilibrada.

Vitaminas A, C e complexo B (B5; B9; B12) ferro, zinco, selénio e aminoácidos essenciais –metionina, lisina  e cisteína – são alguns dos termos que deve decorar. Mas como sabemos que são complexos e que deve ter demasiadas coisas já armazenadas na cabeça, o SOL pediu à nutricionista Vera Sedas para elaborar uma lista dos alimentos que podem ajudar a ter um cabelo mais saudável

E sabe qual é a melhor parte? É que ao ingerir estes alimentos está também a ‘ajudar’ a sua pele e as suas unhas a ter uma vida saudável. Três em um!

1 - Vegetais de folhas verdes: Comer vegetais de folhas verdes, como espinafres, couves e acelga,  fornece ao corpo vitaminas essenciais para o cabelo, como as vitaminas A e C, que ajudam os folículos pilosos produzirem sebo. As folhas verdes também contêm ácido fólico (B9) e biotina, cálcio  e ferro e zinco – exemplo: cenoura, rúcula e agrião;

2 – Abóbora - rica em metionia e lisina. As sementes de abóbora são ricas em zinco;

3 - Cebola roxa – rica em aminoácidos cisteína, lisina e metionina;

4 - Batata-doce - fonte de ferro, vitaminas E, A e C e potássio. ;

5 – Abacate: Contém vitamina A e é rico em vitaminas do complexo B, Vitamina E, beta-caroteno, cobre , vitamina C e gorduras saudáveis;

6 – Melão - rico em vitamina B9;

7 - Castanha-do-pará, Caju, Nozes e Avelãs são ricos em aminoácidos essenciais - a metionina, cisteina e a lisina. As amêndoas e os  Amendoins, para além de terem estes aminoácidos, são ricos em zinco;

8 - Cogumelos – ricos em aminoácidos essenciais (lisina, metionina, cisteina) e vitaminas B5 e B9;

9 - Levedura de cerveja – rica nas vitaminas B5 e B9;

10 – Oleaginosas e sementes ricas em ómega 3 (anti-inflamatório);

11 - Algas –  ricas em sais minerais (ferro, zinco);

12 - Feijão, grão, lentilhas e soja são ricas em vitaminas do complexo B. O feijão é uma grande fonte de proteína magra e também fornece grande quantidade de biotina, ferro e zinco; As ervilhas também ajudam a resolver os problemas capilares, pois possuem os aminoácidos metionina e cisteína;

13 – Água de coco - rica em vitaminas A, B, E, cobre, ferro, potássio e é muito hidratante.

14 - Abóbora e sementes de abóbora, farelo, amêndoas, sementes de sésamo, nozes e sementes, amendoins, millet, grãos, figo seco, melaço, feijão frade - Alimentos ricos em magnési, essencial para a formação das proteínas que fortalecem os fios;

15 -  Arroz, feijão e lentilhas: têm aminoácidos que quando combinados dão origem a proteínas que formam o colageneo e a queratina, que são componentes que fortalecem os cabelos e por isso quando consumidos regularmente protegem os fios da queda;

16 - Vitamina D, suplemento alimentar com vitamina D pode ser utilizada contra queda de cabelo, pois ajuda na recuperação da estrutura capilar

17 - Vinagre de maçã: Auxilia na digestão da proteína, fazendo com que esta seja melhor aproveitada pelo organismo. Ele pode ser utilizado de forma tópica ou pode ser ingerido pois ambas as formas evitam a queda de cabelo;

 18- Alecrim: A aplicação do alecrim no couro cabeludo melhora a circulação prevenindo a queda de cabelo;


Sugestão: Faça batidos das folhas de cenoura e de beterraba. São ricos em vitamina A

Sugestão: Dar preferência a cereais crus e integrais. Exemplo flocos de aveia, centeio, cevada, malte, trigo-sarraceno, quinoa. São ricos em vitamina B5.

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Aqui ficam mais algumas recomendações dadas pela nutricionista Vera Sedas:
•    “As vitaminas são sensíveis ao calor, por isso tente ingerir alimentos ricos nestes compostos orgânicos”;
•    “Preferir batidos e  smoothies”;
•    “Prefira alimentos biológicos e não processados. A concentração de químicos e conservantes pode causar problemas dermatológicos - não se esqueça de que o cabelo e as unhas são uma extensão da pele!”;
•    “As vitaminas do complexo B são hidrosoluveis, a melhor forma de comer alimentos ricos nestas vitaminas são em cru ou cozinhados no vapor”.

Tratamento Natural

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Espinafre tem contra-indicações!

Contra-indicações: 
 o espinafre não deve ser consumido em excesso, pois causa efeitos contrários às vantagens apresentadas: por possuir grande quantidade de ácido oxálico, pode inibir a absorção do ferro e do cálcio pelo organismo e formar pedras nos rins. 

O Espinafre, sendo uma planta com muitas propriedades medicinais, tem também algumas Contra-Indicações e deve ser evitado por pessoas reumáticas ou com problemas de fígado e rins ou ainda com inflamações do tubo digestivo e vias urinárias. É também importante evidenciar alguns efeitos que se podem manifestar, pois sabe-se que pode causar irritações no trato digestivo e alergias em pessoas sensíveis, principalmente em bebés e crianças, devido à elevada concentração de nitratos e oxalatos. 

Para diminuir este efeitos, escolha alimentos com vitamina C.

O MITO DO ESPINAFRE

Se alguma vez você comeu espinafre achando que ia ficar forte igual ao Popeye, já deve ter percebido que esse vegetal não é tão poderoso quanto promete o marinheiro nos desenhos animados.

O mito do espinafre começou com uma confusão muito tempo atrás, em 1870, envolvendo um pesquisador americano, o Dr. E. Von Wolf. Um artigo publicado por ele saiu com um erro de datilografia: faltou uma vírgula no número que indicava a quantidade de ferro do espinafre. O resultado foi que a verdura ficou parecendo que tinha dez vezes mais ferro do que realmente possuía.

O ferro é um mineral importante para o organismo humano e a falta dele provoca anemia ferropriva, uma doença que geralmente deixa a pessoa sem fome, cansada, pálida, sem disposição para o trabalho e com dificuldade para aprender.

Somente em 1937, químicos alemães decidiram reinvestigar o milagroso vegetal e corrigiram o erro. Mas Popeye já estava por aí, propagando o mito do espinafre. O personagem surgiu em 1929, nas histórias em quadrinhos, e em 1933 estrelou, pela primeira vez, um desenho animado.

Além de o espinafre não ter tanto ferro quanto se acreditava, ele possui ainda uma substância chamada ácido oxálico, que impede a absorção do ferro, fazendo com que ele seja eliminado nas fezes.

Mas o ferro contido nos vegetais pode ser melhor absorvido se você comer, na mesma refeição, alimentos com alto teor de vitamina C, como acerola, abacaxi, kiwi, laranja, limão, pimentão, repolho ou tomate, que são estimulantes. Essa combinação é fundamental para os Vegetariana.

Agora que você já sabe a verdade sobre o espinafre, não vai achar que pode cortá-lo do seu cardápio e finalmente se ver livre dele. O alimento predileto do marinheiro Popeye possui substâncias antioxidantes, que ajudam a prevenir diversas doenças, como o câncer, além de muitas vitaminas.

Uma xícara de espinafre cru fornece toda a quantidade de vitamina A que uma pessoa precisa por dia e quase metade da quantidade de vitamina C diária recomendada pelos médicos. Ele também fornece folato, um nutriente importante para mulheres grávidas ou que estejam planejando engravidar, pois ajuda a prevenir defeitos neurológicos no bebê.

Em grande quantidade, no entanto, o espinafre pode ter até efeitos tóxicos, principalmente, quando consumido com alimentos ricos em cálcio. Em 1951, nos Estados, crianças recém-nascidas morreram ao tomar leite batido com espinafre. O objetivo era enriquecer a bebida com ferro. Então, nada de exageros, ainda mais com crianças muito pequenas.


Para aproveitar melhor os nutrientes do espinafre, consuma-o cru ou apenas cozido no vapor.



Sobre os espinafres
Sobre os espinafres

O espinafre é uma hortaliça com enorme valor fisiológico e nutritivo, bastante rico em vitaminas, minerais em forma de sais, clorofila, oligoelementos e fermentos. 100g de espinafre contêm 93 g de água; 2,3 g de proteínas; 0,3 g de gordura e 1,8 g de hidratos de carbono e apenas umas 20 calorias. Também contém quercitina, um fitoquímico com propriedades antioxidantes, vitamina K, magnésio e manganésio.

Pensa-se que o mito da riqueza em ferro dos espinafres tenha sido propagado por um erro matemático do dr. E. von Wolf em 1870, mas em 1937 químicos alemães corrigiram-no. Segundo investigadores da Universidade do Estado da Pensilvânia nos E. U. A., poucos dias após a colheita os espinafres começam a perder nutrientes, pelo que devem ser consumidos o mais depressa possível após a compra, aproveitando sempre a água de cozedura para que não se perca nada do seu valor. De facto, após 8 dias no frigorífico a temperatura pouco baixa, os espinafres perdem cerca de metade dos nutrientes, pelo que se deve reduzir a temperatura e o tempo de conservação.

Os espinafres contêm níveis altos de oxalato (sal do ácido oxálico), o qual se liga ao ferro formando oxalato ferroso, o que significa que não pode ser decomposto nem absorvido pelo metabolismo pois interfere na absorção de minerais, nomeadamente de ferro e cálcio. Assim, este vegetal não deve ser cozinhado juntamente com alimentos ricos em cálcio, mas a sua proteína deve ser complementada com a do arroz ou a de outros cereais. É difícil para o nosso organismo absorver de forma óptima o ferro não-heme* de origem vegetal, por isso o consumo de espinafres deve ser concomitante com alimentos ricos em vitamina C. O ácido oxálico também pode representar um problema para pessoas propensas a pedra nos rins e na bexiga (que se formam dos oxalatos).

Sem exagero, costuma dizer‑se que os elementos activos do espinafre são tão numerosos que substituem meia farmácia. De facto, esta saborosa hortaliça de folha é rica em cálcio, fósforo e enxofre. Só com estes três factores ocuparia já um lugar destacado no regime nutritivo, contudo o espinafre oferece ainda uma composição ideal de toda a melhor farmacopeia que é necessária e eficaz para a formação do sangue, ou seja: arsénico (0,009 mg em 100g), cobre, iodo, ferro (10mg em 100g), vitamina C e clorofila, que é quimicamente muito parecida com a hemoglobina humana. Contém também vitamina A (a vitamina para a protecção da pele e das mucosas) em quantidade notável e vitaminas do grupo B. Note‑se de igual modo a presença da secretina no espinafre, que combinada com a saponina (elemento de características semelhantes às do sabão) exerce um efeito de aceleração e aumento da secreção no fígado, na vesícula biliar, no pâncreas, estômago e intestinos. O espinafre é também uma boa fonte de luteína, um tipo de carotenóide altamente eficaz na prevenção de cancro do cólon, uma das causas de morte mais comuns em Portugal. A luteína não se encontra em suplementos, mas apenas em frutas e vegetais frescos. A propósito deste carotenóide, investigadores do Centro Médico da Universidade do Utah, E. U. A., concluíram que o risco de cancro do cólon foi significativamente reduzido em 1993 pacientes com níveis de ingestão de luteína mais elevados. Ao contrário de outros carotenóides, a luteína tem um efeito protector mais eficaz a nível das membranas.

No seu livro A Saúde Pelos Alimentos, o Dr. Ernest Scnheider elege mesmo este legume da seguinte forma: «(...)o espinafre ocupa o primeiro lugar, com grande vantagem, entre as hortaliças, pelo seu conteúdo em proteínas, vitaminas e elementos minerais (...)» e refere a sapiência das Árabes em relação ao mesmo: «…Árabes… sabiam que o espinafre é “bom para o fígado, remédio para a icterícia e laxante para a digestão”.»

O efeito curativo do espinafre ou do seu suco já demonstrou eficácia no tratamento de obstipação, sede, diabetes, tonturas, acne, desmineralização óssea, hipertensão, anemias (sobretudo nas chamadas hipocrónicas), durante os anos de desenvolvimento, na aceleração da reposição de sangue, no pós operatório, eczemas cutâneos crónicos, insuficiência funcional das glândulas digestivas (fígado, pâncreas), escrófulas, avitaminoses, assim como em hemorragias internas ocultas ou declaradas. Uma alimentação abundante em espinafres, sempre que não se consumam muitos alimentos de grande produção de ácidos, tais como carne, ovos, avelãs, nozes e semelhantes ou cereais, tende também a produzir uma reacção alcalina da urina, que é a que se procura nas doenças para a desintoxicação, evacuação e expulsão de sal.

Desempenha igualmente um papel importante nas doenças gástricas da amamentação e da primeira infância, bem como na alimentação dos doentes. O seu conteúdo em ácido fólico ajuda a prevenir problemas de desenvolvimento do feto como a espinha bífida. Também investigadores do Oak Ridge National Laboratories, no Tennessee, E.U.A., constatando a capacidade de este vegetal gerar impulsos eléctricos quando em contacto com a luz durante a fotossíntese, retiraram do espinafre pigmentos fotossensíveis e adicionaram-nos a células nervosas da retina, as quais reagiram na presença de luz, fazendo crer que algumas formas de cegueira podem ser assim tratadas por via da estimulação voltaica.

*heme: designação dos compostos de porfirina e ferro bivalente; pigmento orgânico vermelho complexo que contém ferro e outros átomos aos quais o oxigénio se liga.


Referências:
A Saúde Pelos Alimentos, Ernest Schneider (médico), Publicadora Atlântico, 1977
American Journal of Clinical Nutrition, Fev. 1, 2000

Espinafres: como congelar?


Uma excelente sugestão do blog "economiacadecasa"

É bom ter amigos que se lembram de nós. Que ligam a perguntar se queremos espinafres. E que nos vêm trazer cá a casa os ditos....  E tudo de produção caseira.
Como sabia que não ia consumir os espinafres nos próximos tempos resolvi logo prepará-los para congelar para depois utilizar.  
Deixo aqui como apontamento a maneira como tenho preparado os espinafres para congelar. Depois de os arranjar, separando as folhas dos caules grossos, lavei-os muito bem em várias águas. Coloquei depois uma panela ao lume com água e sal e assim que a água levantou fervura coloquei os espinafres previamente escorridos e deixei cozinhar cerca de 3 minutos. Depois escorri-os bem e espremi para que libertassem toda a água. Até aqui nada de novo. Depois de bem espremidos coloquei montinhos em cuvetes de gelo, de modo a ficar com espinafres “separados” e fáceis de usar na quantidade desejada. Depois congelei as cuvetes e assim que os cubinhos de espinafres ficaram congelados coloquei-os num saco de congelação, ficando assim com espinafres prontos a usar, quase da mesma forma como aqueles que já compramos congelados nas grandes superfícies. A grande vantagem é que usamos muito mais facilmente a quantidade que necessitamos para as nossas preparações culinárias. 
E vocês, também fazem assim? O que acham desta sugestão?

sábado, 20 de junho de 2015

Cabelo fraco? Falta de vitaminas!


As causas podem ser várias.....

Vitaminas essenciais para a saúde dos cabelos:

Ferro 
Vitaminas do Complexo B 
Vitamina A (em excesso provoca queda)
Vitamina D
Anti-Oxidantes - vitamina A, C e E
Zinco 
Proteínas
Biotina 


1.Ferro:
          A falta de ferro no organismo não provoca apenas a anemia, mas também contribui para a queda dos  cabelo. As pessoas que têm deficiência de ferro pode ter a queda de cabelo acentuada. Aumentar a ingestão de ferro promove  uma mudança significativa no crescimento do cabelo.

2. Vitamina B:
        Fortalece os folículos capilares tornando-o menos propenso a perdas e  danos. Comer alimentos com teor de vitamina B vai aumentar o crescimento do cabelo e reduzir a sua queda.

3. Zinco:
      As melhores fontes vegetais de zinco são as leguminosas (como feijão, grão-de-bico, ervilhas), frutos secos (como noz, caju, amendoins), sementes e flocos de aveia.

4. Anti oxidantes:
        Anti-oxidantes, mais popularmente conhecido como vitamina A, C e E, tais vitaminas  são geralmente  tomadas para ter uma pele mais bonita. Essas vitaminas,  além de promover uma pele mais saudável, evita a queda  de cabelo e estimula o crescimento dos fios,  pois ajuda a  eliminar as toxinas do organismo além de  estimular o sistema imunológico.

5. Vitamina A:
           Embora seja  parte do grupo de anti-oxidantes, a vitamina A quando tomado em excesso leva à queda de cabelo e uma vez que esta  não é solúvel em água, pode ser fatal em alguns casos. Portanto, é aconselhável fazer o check up com um nutricionista  para saber se esta sendo demais ou de menos.

6. Proteínas:
           Na verdade, ela compõe 90% da estrutura do cabelo. Junto com vitaminas do complexo B.  É uma das principais vitaminas  que fazem o cabelo ficar forte e resistente contra danos.

7- Acido pantotênico ou vitamina B5:
         É  mineral essencial para a saúde do couro cabeludo. É também um dos principais componentes das células no organismo e auxilia na conversão do alimento em energia. os folículo de nossos cabelo podem começar a  cair sobre na falta desse nutriente em nosso corpo que também resulta em prisão de ventre e outras doenças. Pode ser encontrado encontrada no milho, abacate e cereais.

8- Biotina (Vitamina H)
      É a vitamina mais popular na ajuda contra  queda de cabelo. Esta vitamina é parte do complexo B e tem sido comprovada para evitar a queda de cabelo. Outro benefício da biotina é que ele ajuda a evitar os indesejáveis cabelos brancos.  





Alimentos que Evitam a Queda e Fortalecem o Cabelo

Frutos secos e sementes. Estes alimentos são ricos em ácidos gordos insaturados como o ómega 3 e  6, essenciais para manter a estrutura capilar. Por outro lado, estas gorduras humedecem o cabelo. Da mesma forma, estes alimentos contêm selénio, um mineral antioxidante que ajuda na elasticidade.

Passas: uma grande fonte de ferro, que é essencial para um sistema circulatório saudável. Circulação e o fluxo sanguíneo é importante para o crescimento do cabelo, porque ajuda a estimular os folículos pilosos. Passas também são uma boa fonte de vitamina C, que melhora a absorção de ferro.

Nozes: Os ácidos gordos essenciais(omegas) são um importante nutriente para a saúde do cabelo, e as nozes são uma grande fonte de ácidos gordos. Suspeita-se que estas boas gorduras têm propriedades anti-inflamatórias, e que ajudam a reforçar o cabelo. Nozes também contêm Biotina e Selênio.

Castanha do Pará: a melhor fonte de selênio, uma importante grande fonte vegetariana de selênio, vitamina E, zinco, cálcio, cobre.

Morangos, framboesas e outros frutos vermelhos. Estas frutas contêm antioxidantes naturais, assim como vitamina C, que evitam a acção dos radicais livres que costumam envelhecer tanto a pele como o cabelo.

Grãos integrais:  fornecem uma grande fonte de vitaminas do complexo B, além de ferro e zinco. Todos estes nutrientes são essenciais para promover o crescimento saudável do cabelo.

Germen de trigo. Este cereal é rico em aminoácidos e vitaminas do complexo B, assim como minerais antioxidantes. Este alimento não só fortalece o cabelo, mas também evita que se quebre e perca força. Este cereal é ideal para evitar a queda do cabelo e dar elasticidade e brilho.

Levedura. Da mesma forma que o germen de trigo, aporte aminoácidos para manter a estrutura do cabelo, minerais e vitaminas do complexo B que dão brilho, elasticidade e suavidade.

Vegetais de folhas verdes: Comer vegetais de folhas verdes, como Espinafre, couve e Acelga fornece o corpo com vitaminas essenciais para o cabelo, como as Vitaminas A e Vitamina C, que ajuda os folículos pilosos produzirem sebo. As folhas verdes também contêm Biotina, Cálcio e Ferro.

Feijão: proteína é essencial para o cabelo saudável e o feijão são uma grande fonte de proteína magra. Eles também fornecem grande quantidade de Biotina, Ferro e Zinco.

Abacate: contém várias benefícios para o cabelo, incluindo Vitaminas do Complexo B, Vitamina E, beta-caroteno, Cobre, Vitamina C, e gorduras saudáveis.

Rebentos de Alfafa: uma excelente fonte de sílica, B6, B1, vitamina C e vitamina E. Eles também são ricos em proteína, zinco, cálcio e ferro. Para obter mais brotos em sua dieta, tente misturá-los com Bananas, couve, alface e morangos.


Nutrição vegetariana


Fortalecer os cabelos



Com um pincel próprio para fins capilares, ou mesmo com as pontas dos dedos, aplique o óleo de rícino no couro cabeludo, massajando a área aplicada. Quando o couro já estiver húmido pelo óleo, procure estendê-lo para todo o comprimento dos fios. Coloque algumas gotas na palma da mão, espalhe bem e aplique nas pontas, que costumam ser as mais danificadas. Durma com o cabelo assim e, caso deseje, lave bem no dia seguinte. Repita o procedimento 3 vezes por semana.





quarta-feira, 17 de junho de 2015

As sementes super-poderosas que ajudam a sua saúde




Pequena no tamanho e enorme de nutrientes. As sementes de linhaça, abóbora, girassol e gergelim são fontes de fibras, vitaminas, sais minerais, proteínas e antioxidantes. Regularizam o funcionamento do intestino, protegem das doenças cardiovasculares, combatem o envelhecimento e ainda são fontes de magnésio, essencial na formação do esqueleto e no combate a osteoporose.

O que você esta esperando para incluir essas pequenas notáveis na sua alimentação? “É só desfrutar das sementes, sem exageros, e elevar a saúde com nutrientes essenciais e ideais para o bom funcionamento do organismo”, afirma a nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional.

A semente de linhaça possui, além dos carboidratos, proteínas, gorduras e fibras, 27 componentes anticancerígenos e por causa disso vira uma grande aliada na prevenção do câncer de próstata, de cólon e de pulmão. Outra grande característica, é ser a mais rica fonte de ômega 3 (gordura boa) existente na natureza, evitando doenças cardiovasculares.

“É uma semente muito benéfica. A linhaça tem cinco vezes mais fibras que a aveia e contém 100 vezes mais lignina (fibras insolúveis dietéticas) que os melhores grãos integrais. Portanto, é um alimento importante para o bom funcionamento do intestino”, ressalta a nutricionista.

Cheia de potássio, mineral capaz de auxiliar no controle da pressão arterial, a semente de abóbora chama a atenção dos nutricionistas. Por dia, homens e mulheres precisam de dois mil miligramas do mineral e a semente de abóbora possui 919 miligramas. Além disso, é rica em fibra, que funciona bem contra a prisão de ventre, e vitamina A, boa para os olhos por prevenir doenças como degeneração macular. “Outro diferencial da semente de abóbora é a grande quantidade de vitamina E, nutriente que combate o envelhecimento”, afirma a especialista Roseli.

A semente de girassol que também tem fibra e possui vitamina A, só que em menor quantidade do que a semente de abóbora, merece atenção por ser rica em gordura monoinsaturada, nutriente essencial por afastar males cardiovasculares, grande medo da atualidade. O mineral da semente de girassol, o magnésio, também é uma procura da sociedade moderna, ele ajuda na formação do esqueleto e combate a osteoporose. Homens e mulheres precisam de 420 miligramas de magnésio por dia e a semente de girassol possui, em 100 gramas, 354 miligramas.

Também pequena no tamanho e enorme de nutrientes, a semente de gergelim/sesamo, rica em cálcio, fósforo, ferro e vitaminas do complexo B, é altamente eficaz na lubrificação do intestino, graças a sua ação emoliente e de laxante suave no organismo, pois umedece e lubrifica. Além de evitar inconvenientes como a prisão de ventre, a hemorróida e o câncer de colón.

sábado, 13 de junho de 2015

Que tipo de anemia? Deficiência só de ferro? B12?


Causas:
Deficiência de ferro (Anemia ferropriva)
Deficiência de vitamina B12 (Anemia perniciosa, difilobotríase)
Deficiência de folato

- Quais os valores de  ferritina e ferro séricos?

Eu suplementaria, é a forma mais rápida de curar a anemia e pode e deve claro consumir alimentos ricos em ferro.
Alimentos mais ricos em ferro
Fontes de Ferro

-  para sua maior absorção (pH ácido do estômago, vitamina C)
- os que a prejudicam (cereais - efeito quelante, chás, café, refrigerantes, proteína do leite e do ovo)


As plaquetas baixas podem dever-se também a carência de vitamina K (fontes: hortaliças, vegetais verdes folhosos, frutas e óleos vegetais)

Perante uma descida das plaquetas é necessário ingerir alimentos com uma alto grau de vitaminas e minerais, que ajudarão o nosso corpo a gerar mais trombócitos.

É necessário aumentar o consumo de ferro de forma rápida. Deverá incluir na dieta alimentos como os espinafres, agrião, urtigas, lentilhas, pimento vermelho e goiaba.

A cenoura, beterraba e aipo são conhecidos pelas suas propriedades para subir as plaquetas. A melhor forma de consumir estes alimentos é numa salada e crus, assim obterá o máximo de vitaminas, a melhor forma é come-los num caldo ou num creme de vegetais.

O alho também é um alimento ideal para subir as plaquetas, prepare uma sopa de alho ou acrescente-o a um creme de vegetais que sugerimos (de aipo e cenoura, por exemplo).

A vitamina C é uma grande aliada para aumentar a contagem de plaquetas, pode obtê-la em frutas como o kiwi, os morangos, a laranjas, o limão, salsa. Uma boa sugestão para os pacientes que estão mais fracos é administrar a fruta através de um sumo refrescante.

O que é Anemia?


Anemia é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a condição na qual o conteúdo de hemoglobina no sangue está abaixo do normal como resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais, seja qual for a causa dessa deficiência. As anemias podem ser causadas por deficiência de vários nutrientes como ferro, zinco, vitamina B12 e proteínas. Porém, a Anemia causada por deficiência de ferro, denominada Anemia Ferropriva, é muito mais comum que as demais (estima-se que 90% das anemias sejam causadas por carência de Ferro). O ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese (fabricação) das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as células do corpo.

Crianças, gestantes, lactantes (mulheres que estão amamentando), meninas adolescentes e mulheres adultas em fase de reprodução são os grupos mais afetados pela anemia, muito embora homens - adolescentes e adultos - e os idosos também possam ser afetados pela anemia.

Causas
As causas da Anemia por deficiência de ferro, tanto em crianças como em gestantes, são basicamente o consumo insuficiente de alimentos fontes de ferro e/ou com baixa biodisponibilidade. Na gestante, pode-se destacar também as baixas reservas de ferro pré-concepcionais e a elevada necessidade do mineral em função da formação dos tecidos maternos e fetais.

Sintomas de Anemia
Os sinais e sintomas da carência de ferro são inespecíficos, necessitando-se de exames laboratoriais (sangue) para que seja confirmado o diagnóstico de Anemia Ferropriva. Os principais sinais e sintomas da anemia por carência de ferro são:

fadiga generalizada
anorexia (falta de apetite)
palidez de pele e mucosas (parte interna do olho, gengivas)
menor disposição para o trabalho
dificuldade de aprendizagem nas crianças
apatia (crianças muito "paradas").


Diagnóstico de Anemia
Para o diagnóstico da anemia, é necessário recorrer aos indicadores laboratoriais (hematológicos). O nível de hemoglobina é um dos indicadores que tem sido amplamente utilizado em inquéritos epidemiológicos, além de ser considerado adequado num diagnóstico preliminar para levantamentos em campo.

O ponto de corte proposto pela OMS para nível de hemoglobina indicativo de anemia em crianças de 6 a 60 meses e em gestantes é abaixo de 11,0 g/dl.


Tratamento de Anemia
O ferro pode ser fornecido ao organismo por alimentos de origem  vegetal.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o leite e o ovo não são fontes importantes de ferro. Contudo, no mercado já existem os leites vegetais enriquecidos com ferro.
Entre os alimentos de origem vegetal, destacam-se como fonte de ferro os folhosos verde-escuros (exceto espinafre), como agrião, couve, cheiro-verde, taioba; as leguminosas (feijões, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha); grãos integrais ou enriquecidos; nozes e castanhas, melado de cana, rapadura, açúcar mascavo. Também existem disponíveis no mercado alimentos enriquecidos com ferro como farinhas de trigo e milho, cereais matinais, entre outros.

A presença de ácido ascórbico, disponível em frutas cítricas, e alimentos ricos em proteínas na refeição melhora a absorção de ferro proveniente de produtos vegetais, como: brócolis, beterraba, couve-flor e outros. Por outro lado, existem alguns fatores (fosfatos, polifenóis, taninos, cálcio) que podem inibir a absorção do ferro, presentes em café, chá, mate, cereais integrais, leite e derivados.

Ressalta-se que o leite materno é considerado fator protetor contra Anemia por deficiência de ferro devido à alta biodisponibilidade do ferro existente. Estudos evidenciam associação de anemia em crianças que tiveram pouco tempo de aleitamento materno exclusivo, alimentação prolongada com leite de vaca e com a introdução da alimentação complementar precoce.

Complicações possíveis
O Ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese (fabricação) das células vermelhas do sangue e no transporte do Oxigênio para todas as células do corpo.

A anemia ferropriva traz os seguintes efeitos adversos ou consequências: diminuição da produtividade no trabalho, diminuição da capacidade de aprendizado, retardamento do crescimento, apatia (morbidez), perda significativa de habilidade cognitiva, baixo peso ao nascer e mortalidade perinatal. Além disso, pode ser a causa primária de uma entre cinco mortes de parturientes ou estar associada a até 50% das mortes.

Em crianças a anemia está associada ao retardo do crescimento, comprometimento da capacidade de aprendizagem (desenvolvimento cognitivo), da coordenação motora e da linguagem, efeitos comportamentais como a falta de atenção, fadiga, redução da atividade física e da afetividade, assim como uma baixa resistência a infecções. Nas grávidas, a anemia é associada ao baixo peso ao nascer e a um incremento na mortalidade perinatal.


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Anemia não é só Falta de Ferro!

A chamada Anemia é a condição na qual o conteúdo de hemoglobina, célula que leva oxigénio a todos os orgãos e tecidos do nosso corpo está abaixo do normal, como resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais. A maioria da população pensa em anemia como deficiência de ferro, porém a falta de algumas vitaminas do complexo B, podem ser a causa da diminuição de hemoglobina, chamada também de células vermelhas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 30% da população mundial possua algum tipo de anemia, e que esse índice  chegue a 50% em crianças menores de 2 anos.
Os principais sintomas da anemia é o cansaso, sonolência, indisposição e dificuldade de aprendizado.
Existem vários tipos de anemias, mas nem todas são de causas nutricionais. As anemias que estão diretamente envolvidas com a alimentação são as chamadas: anemia ferropriva (deficiência de ferro) e anemias megaloblastica ou perniciosa (defiência de Vitamina B9 ou B12).


Anemia Ferropriva

A anemia por deficiência de ferro é a mais comum, principalmente entre adultos, e suas principais causas são:

- Carência de alimentos ricos em ferro na alimentação ou perda crônica de sangue, principalmente entre as mulheres, pelo sangramento menstrual, nos adultos;

- E nas crianças, principalmente menores de 2 anos, pelo aumento da necessidade de ferro, que muitas vezes não é suprida, pois depois dos seis meses de vida a criança necessita de uma alimentação complementar para atingir todas as suas necessidades nutricionais.

Em casos de anemia ferropriva é necessário aumentar a ingestào de ferro através de alimentos como:  leguminosas como feijão, lentilha e grão de bico, fontes de ferro vegetal; nesses casos, a vitamina C é muito importante para auxiliar na absorção do ferro vegetal, portanto frutas como laranja, limão e abacaxi são recomendadas após as refeições.

Na anemia ferropriva pode haver também suplementação através de sulfato ferroso, lembrando sempre que a mesma deve ser feita por um médico.


Anemia Megaloblastica ou Perniciosa

Esse tipo de anemia é mais incomum, porém pode ocorrer e ser confundida com a ferropriva. A anemia megaloblastica ocorre por alterções  na síntese do DNA, fazendo com que a medula óssea produza hemoglobinas imaturas e/ou com alterações morfológicas, essas células sào chamadas de macrocíticas, devido ao seu aumento de tamanho, essas alterações na produção de células vermelhas ocorrem principalmente por carência de vitamina B9, também chamada de ácido fólico e/ou vitamina B12.

Nesse caso devemos buscas alimentos ricos nesses nutrientes:
Os  alimentos ricos em ácido fólico (vitamina B9) são: agrião, brócolis, espinafre, couve, alface, feijão, aveia, centeio, iogurte vegetal, banana, melão, mamão, abacaxi, couve-flor, repolho, laranja, quiabo, manga, beterraba, pão integral, lentilha, tomate e caqui.

Os alimentos ricos em vitamina B12 são de origem animal.

Portanto, é importante fazer exames de sangue regurlamente, assim como sempre consultar um médico e nutricionista, uma alimentação equilibrada é sinônimo de saúde!

por Nutricionista Fernanda Marino de Oliveira


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Cerca de 1/3 da população mundial sofre com a anemia, considerada a deficiência nutricional mais comum em nossos tempos (FONTE: Organização Mundial da Saúde).


Descubra se você tem

Conhecer os sintomas típicos da doença é fundamental para que o tratamento médico seja iniciado precocemente.

Nesse sentido, o primeiro passo é saber que é a baixa concentração de hemoglobina no sangue o que sinaliza a anemia.

- Mulheres com concentração de hemoglobina abaixo de 12 g/dL (12 gramas por decilitro) já estão num patamar de risco. Para os homens, a concentração menor que 13 g/dL é que indica a necessidade urgente de procurar um médico.

- A intensidade dos sinais físicos varia de acordo com o quadro. As anemias, em geral, podem ser classificadas como agudas ou crônicas.

As agudas estão relacionadas com uma grande perda de sangue, ocasionada por uma hemorragia, por exemplo. Seus sintomas são bastante intensos, sendo os mais comuns: cansaço, fraqueza, sonolência, dor nas pernas, taquicardia, palidez, cefaleia, mãos e pés frios e até uma redução nas habilidades cognitivas e psicomotoras.

Já as anemias crônicas costumam provocar os mesmos sintomas, porém numa intensidade muito menor. Nesses casos, as principais queixas referem-se à palidez e a uma sensação de fraqueza provocada por mínimos esforços.

Panela de ferro funciona?
Cozinhar nesse tipo de panela, costume das famílias de antigamente, pode ser uma maneira interessante de prevenir e evitar que se agravem os quadros de anemia.

A receita do tempo das nossas avós realmente funciona. Para se ter uma ideia, a quantidade de ferro em 100 g de molho de tomate cozido em travessa de vidro é de 3 mg. Porém, se o molho for feito na panela de ferro, o valor sobe para 87 mg.

Mulheres em período reprodutivo, particularmente na gestação, e crianças nos primeiros anos de vida estão mais suscetíveis a desenvolver quadros de anemia por falta de ferro.

Nas mulheres férteis, são as perdas durante o período menstrual que contribuem para aumentar os riscos.

É muito comum que pacientes com esse tipo da doença apresentem um quadro chamado de hipermenorreia – menstruam num volume muito acima da média. Desatentas a esse sintoma e considerando tal fato como normal, elas não buscam tratamento. Assim, a longo prazo, apresentam essa deficiência. Já na gravidez é o desenvolvimento do feto que pode aumentar o uso das reservas da mãe, deixando-a mais fragilizada.Por esse motivo, é normal que, durante o pré-natal, elas recebam uma suplementação para repor o ferro perdido.

Nas crianças, o crescimento acelerado é o responsável pelo uso de grande quantidade desse mineral pelo organismo.

Outros tipos de doença

Além daquela causada pela falta de ferro, que é a mais comum em nosso país, há outros tipos da doença, relacionadas à falta de nutrientes como a caracterizada pela baixa nas reservas de vitamina B12.

Essa molécula é indispensável para a proliferação dos glóbulos vermelhos do sangue e para a manutenção da integridade das células nervosas.

Como se trata de uma vitamina de origem exclusivamente animal, esse tipo de disfunção costuma atingir vegetarianos.

Outros alvos fáceis são as pessoas que têm problemas na absorção da vitamina, normalmente causados por uma doença autoimune da mucosa do estômago, chamada de gastrite atrófica.

Os sintomas mais comuns desse tipo de anemia são língua vermelha e com sensação de ardência e dormência nas extremidades (mãos e pés).

Se não for tratado, o problema pode causar alterações neurológicas importantes.

A interação do ácido fólico com a vitamina B12, por sua vez, é indispensável para o crescimento dos glóbulos do sangue.

Por isso mesmo, uma baixa nas reservas desse ácido pode levar à anemia. Nesse caso os sintomas são diferentes e o mais comum é que a pessoa que sofre desse problema perca completamente o apetite e, como consequência, emagreça muito rapidamente. Nos dois casos, o tratamento com suplementos é o mais utilizado para corrigir a deficiência, além de uma reeducação alimentar.

Outro erro bastante comum é a combinação inadequada de alimentos durante as refeições.

O bom e velho cafezinho, quando consumido logo após o almoço ou o jantar, pode se transformar num vilão e tanto.

Bebidas como café, chá, achocolatado e vinho, por serem ricos em compostos fenólicos, polifenóis e fosfatos, podem retardar a absorção do ferro pelo organismo.

O leite e seus derivados podem inibir o aproveitamento do ferro pelo organismo.

No outro extremo estão os alimentos ricos em vitamina C, como as frutas cítricas e os vegetais escuros. Consumidos durante o almoço ou o jantar, ou logo depois deles, são capazes de potencializar o aproveitamento desse mineral tão importante para o funcionamento do nosso corpo.

A vitamina C pode aumentar em até três vezes a absorção do ferro. Encher o prato de verduras ou terminar suas refeições com uma boa salada de frutas é uma medida preventiva para evitar a deficiência do nutriente.

Uma maneira bastante eficiente de evitar ou tratar o problema é incluir alimentos ricos em ferro na dieta diária. São eles: frutas secas, melaço, pães de trigo integrais e enriquecidos, vinhos, cereais e feijão.

Nos casos em que a anemia está mais avançada ou quando é causada por outras doenças de base, que atrapalham a absorção de ferro, é comum que os médicos receitem um suplemento capaz de corrigir a deficiência.

A medida também é bastante utilizada no caso dos vegetarianos, que suprimem de seus cardápios a carne, uma das principais fontes do mineral.


COMA PARA SE RECUPERAR

Embora o acompanhamento médico seja indispensável no tratamento da anemia, a alimentação correta pode acelerar a melhora de quem já está sofrendo desse mal.

Optar por uma dieta que respeite as necessidades diárias de ferro certamente ajudará a diminuir mais rapidamente os sintomas desagradáveis que a doença causa.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Aromáticas para Bebés e Crianças


As clássicas:

Salsa(anemia);
Coentros(estimulante do apetite);
Manjericão, Hortelã/Menta, Poejos, Funcho, Erva Doce(cólicas);
Rosmaninho, Tomilho, Alho(antioxidante);
Oregãos, Alecrim(em bolachas)


Gripe - Infusão tomilho ou infusão de alfazema

Acalmar em momentos de doença da criança: algumas gotas de óleo essencial de alfazema no ar

Baixar febre: infusão de erva-principe

Funcho - Ideal para combater cólicas das crianças e azia. As folhas podem ser adicionadas à sopa ou a purés. As suas sementes (onde as suas propriedades benéficas estão mais concentradas) juntar a saladas. Uma infusão fraca ajuda a lavar os olhos quando atacados por algo. (*1)

Salsa - pelo seu elevado teor em ferro, ajuda a combater anemias. Promove a descida do leite, após o colostro, e ajuda o corpo a libertar toxinas.

Por isso, incorporem estas ervas aromáticas na vossa alimentação e das vossas crianças tendo apenas alguns cuidados fundamentais:

- Comprar de agricultura biológica, seca ou fresca, sabendo que neste último caso deverá usar uma quantidade maior;

- Usar pouca quantidade para não camuflar o sabor particular dos alimentos;

- Nos preparados culinários, ser adicionada 5 minutos antes do cozinhado estar pronto.

- E como sempre digo: variar a sua utilização para tirar melhor partido das diversas potencialidades que todas oferecem.


Dica: e porque não aromatizar, em casa, açúcar ou sal? Basta comprá-las, preferencialmente secas, e deixar cerca de 3 semanas no meio do sal ou açúcar, tapado...

(*1)

O chá de funcho/erva doce é bom para dar ao bebê que já não mama no peito quando ele sofre de cólicas causadas pelos gases e para aumentar a produção de leite materno. Veja como fazer o chá de funcho:

1 cháv/xícara de água fervente;
1 colher (chá) sementes de funcho ou 5 g de folhas verdes de funcho

Adicionar as sementes ou as folhas de funcho numa xícara de água fervente, tampar e esperar amornar. Coar e beber a seguir.

O funcho/erva-doce é rico em fibras, vitaminas A, B e C, cálcio, ferro, fósforo, potássio, sobre, sódio e zinco, e possui propriedades antiespasmódicas sendo muito eficaz no combate aos distúrbios gastrointestinais. Ele melhora a digestão, combate os gases e pode ser utilizado por todas as idades.

Chá de funcho para bebê

O chá de funcho é bom para parar a cólica do bebê que já não mama no peito mas não deve ser utilizado sem orientação médica, nem em grandes quantidades. Para os bebês que mamam exclusivamente no peito, a solução pode ser a mãe beber o chá de funcho, pois ele passa através do leite.

Para parar a cólica do bebê pode-se:

Dar ao bebê que já não mama no peito cerca de 2 a 3 colheres de chá de funcho;
Realizar um suave massagem, com movimentos na direção de cima para baixo especialmente no lado esquerdo da barriguinha do bebê;
Colocar uma bolsa de água morna sob a barriga do bebê e deixá-lo deitado momentaneamente de barriga para baixo.
Contudo, se após 1 hora de tentativas, os pais não conseguirem acalmar o bebê deve-se ligar para o pediatra e explicar a situação.

Se nos 2 primeiros meses do bebê, ele apresentar cólicas constantes, com vômito e o bebê ficar muito inquieto ou muito parado, pálido, com os olhos arregalados mas sem febre, pode ser que ele esteja sofrendo de uma invaginação dos intestinos, popularmente chamado de "nó nas tripas" e neste caso não se deve dar nenhum remédio para dor ou para cólica pois pode mascarar este sintoma e agravar a situação.

Para que serve o chá de funcho

Os benefícios do funcho incluem:
 prevenção da azia; alívio dos enjoos; redução dos gases;
 ajuda na digestão; tem efeito laxante; abre o apetite;
 aumenta a produção de leite nas mães e combate a tosse.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Cardomomo



Cardamomo - Elettaria cardamomum – Família: Zingiberacea

O que é 
O cardamomo são as sementes de uma planta da família do gengibre, que nascem dentro de uma cápusula de cor verde.
É nativo do sul da Índia e é conhecido como a rainha das especiarias.
É colhido verde e colocado para secar tradicionalmente em fornos a carvão por 3 dias.
O maior exportador hoje em dia é a Guatemala, onde ele é processado em máquinas modernas.
O de melhor qualidade é de cor verde. O cardamomo de cor clara, ou está velho, ou foi colhido fora de época ou foi seco ao sol. Ou ainda pode ter sido branqueado.


Utilização na gastronomia
Na Índia é mastigado após as refeições e é usado para branquear os dentes e refrescar o hálito.
O cardamomo aromatiza pratos salgados, doces e bebidas como café e chá.
Fica delicioso no chocolate quente.
Combina muito bem com baunillha e açafrão.
Combina com frutas cítricas, maçãs, pêras, mangas e com salada de frutas ou frutas cozidas.
Fica maravilhoso em preparações com leites vegetais, cremes ou iogurtes vegetais, com sorvetes, pudins e arroz doce.
Na Escandinávia é usado na confeitaria para aromatizar bolos, tortas e biscoitos.
É um componente essencial de várias misturas de temperos indianos e árabes.
Pode ser usado em marinadas, combina muito bem com arroz.


Como usar
Pode ser usado inteiro ou moído.
Pode ainda ser tostado a seco ou em óleo antes de ser adicionado à preparação.
Pode ser usado com ou sem casca, mas quando com casca deve ser amassado para uma melhor extração do sabor.

Cuidados ao comprar
Ao comprar verifique se a casca está inteira, bem fechada, sem furos e sem manchas.
As sementes internas devem ser de cor ~castanha/marrom bem escura e ligeiramente pegajosas, quando estão muito secas e acinzentadas é sinal de que está velho.
Evite comprar cardamomo em pó, além de perder logo seu aroma, por ser muito caro costuma ser falsificado.

Armazenamento: especiarias devem ser armazenadas em local escuro, fresco e seco. De preferência dentro de potes herméticos.

fonte Aromas e Sabores

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Cardamomo é uma especiaria que serve para aromatizar bolos, molhos, licores.
O cardamomo também Alivia os problemas digestivos; o seu odor é canforado, quente e penetrante. usa-se para aliviar hemorróidas e problemas urinários. É uma planta que encontra-se no sul da Índia.
Encontra em sementes ou em pó!
É da família do gengibre e o seu cheiro faz-me lembrar muito o gengibre.

O cardamomo provém de uma planta indiana e é muito usado em pratos dessa região, tanto salgados como doces. Esta especiaria lembra vagamente o eucalipto, mas é mais doce e mais rica. É uma planta da família das zingiberáceas, do S.E. asiático, cultivada por suas sementes, utilizadas como condimento aromático. Depois do açafrão, é uma das especiarias mais caras do mundo. As vagens são naturalmente verdes, mas, por vezes, mostram-se esbranquiçadas; os cardamomos maiores, pretos, são mais grosseiros e têm um gosto menos bom.

O cardamomo é maravilhoso em pudins, marinadas, pratos com arroz, pães, bolos e doces. Utilize as vagens inteiras se pretender um sabor subtil, mas parta-as se o pretender mais forte. Moído perde os seus melhores óleos, pelo que convém usar sementes frescas e moê-las quando necessário.




terça-feira, 9 de junho de 2015

Como reverter a diabetis sem remédios

 

O diabetes tipo 2 é hoje considerado um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Mas isso não tem que ser assim. Um número crescente de médicos e outros profissionais de saúde dizem que o diabetes pode ser revertido através de mudanças de estilo de vida, incluindo a dieta e exercícios físicos. O Dr. Joel Fuhrman, cujo novo livro "Acabar de Vez com a Diabetes", é um desses médicos. Eu conversei com ele para saber mais sobre como reverter o diabetes sem o uso de drogas.

Aqueles de nós que temos uma nutrição saudável, estamos familiarizados com histórias de pessoas que mudaram completamente a sua saúde simplesmente mudando radicalmente sua dieta: tornando-se um vegan ou vegetariano, ou de uma outra forma, cortando alimentos não saudáveis. Mas, e para diabetes?
A diabetes é uma condição com risco de vida, crônica, que requer monitoramento constante e vigilância, tanto por parte dos pacientes como de seus provedores de cuidados de saúde. A dieta é suficiente?

Fuhrman diz que sim. Ele abraça um estilo específico de comer para reverter o diabetes, um plano rigoroso de alimentação que ele chama de “nutritarian“. Ele também escreveu extensivamente sobre temas de nutrição no passado,  incluindo os relacionados com a diabetes .

O diabetes tipo 2 é causado quando o pâncreas não consegue responder corretamente à insulina (substância que ajuda o corpo armazenar o açúcar utilizado no  alimento que você come) em seu sistema. Fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2 incluem obesidade (o maior culpado), sedentarismo, história familiar, história de diabetes gestacional, idade e muito mais. Comumente considerada como uma doença que é  “causada por si mesmo” através de escolhas de estilo de vida pobre, a ideia cada vez mais prevalente é que você também pode desfazer os danos do diabetes, que valeria também para a vida de milhões de pessoas neste país.

Inicialmente pensei que esta noção de reverter o diabetes através de dieta rigorosa e revisões de estilo de vida seria controverso dentro da comunidade médica. Mas acontece que ela não é apenas aceita, mas altamente incentivada. Dr. Âmbar Taylor, diretor do Centro de Diabetes do Centro de Endocrinologia No Mercy Medical Center, em Baltimore diz:
Nós temos uma grande quantidade de dados sobre este tema. A evidência mais forte é para aqueles com pré-diabetes ou diabetes precoce, que existe uma elevada taxa de sucesso com a modificação do estilo de vida intensivo. Na verdade, alterar o seu estilo de vida para prevenir a diabetes é melhor do que qualquer droga que já esteja no mercado. Geralmente, as mudanças de estilo de vida incluem comer mais fibras, gordura menos saturada (gordura mais saudável), mais legumes e grãos integrais, e exercitar-se ao menos 30 minutos por dia. Infelizmente, muitas pessoas nos estágios iniciais de diabetes não levam sua doença a “sério”, quando, na verdade, este é o momento de agir.

Para saber mais, eu perguntei ao Dr. Fuhrman sobre a ciência por trás do reverter o diabetes, como alterações na dieta podem encaixar com o tratamento médico convencional, e que, especificamente, um “nutritarian” significa.

Pode um diabético do tipo 2 realmente ser “curado?”
Sim, diabetes do tipo 2 pode ser revertido em quase todos os casos. Minha experiência tem demonstrado que aqueles que escolhem seguir a minha recomendação nutricional têm a sua diabetes revertida surpreendentemente rápido, mesmo antes de terem perdido a maior parte de seu excesso de peso – eles tornam-se não-diabéticos.

O tratamento convencional para diabetes tenta controlar perigosamente a glicemia alta com medicação, permitindo que os mesmos hábitos alimentares pouco saudáveis que causaram a diabetes continuem. Os pacientes recebem uma falsa sensação de segurança, pois eles pensam que estão protegidos pela medicação. Mas, na realidade, a dieta padrão continua a causar danos no sistema cardiovascular, olhos, rins, e de outros tecidos, levando a complicações devastadoras. Além de que muitas reduções da glucose e drogas promovem ganho de peso, o que essencialmente torna o paciente mais diabético. Estes indivíduos diabéticos precisam saber que só há uma opção: reverter sua doença.


O que você diria para outros profissionais de saúde que se preocupam com a sua afirmação de que uma revisão estilo de vida pode curar a diabetes?

Muitos médicos não acreditam que o diabetes pode ser revertido porque só viram resultados de mudanças muito modestos. ” Revisão do estilo de vida” verdadeiro, mudanças modestas simplesmente não fazem o trabalho. Uma versão ligeiramente modificada da dieta padrão, com refrigerantes adoçados artificialmente, gordura de baixos teores,  alimentos processados e um aumento modesto no consumo de vegetais não podem alcançar a exigente tarefa de reverter o diabetes. Para obter resultados radicais, você deve fazer uma mudança radical. Diabéticos não podem apenas “comer melhor,” eles tem que ir fundo no caminho. Comer uma dieta rica em nutrientes com um estilo de base vegetal e fazer exercícios mais frequentemente é a mudança radical que produz resultados radicais. A maioria dos médicos não têm conhecimento do poder que tem um estilo de dieta rica em nutrientes ou eles estão conscientes e não acreditam que seus pacientes estão dispostos.


Você recomendaria uma revisão nos hábitos alimentares em conjunto com o uso de métodos tradicionais de tratamento de diabetes?

Os métodos tradicionais de tratamento da diabetes tipo 2 (uso de drogas para redução de glicose e monitoramento frequente dos níveis de glicose no sangue) torna-se desnecessários para a maioria dos diabéticos que seguem este programa. Eu recomendo que os diabéticos fiquem em contato com seus médicos quando começarem este programa; doses de medicação precisam e devem ser ajustadas, pois podem correr o risco de perigosa baixa de açúcar no sangue caso mantenham a medicação em suas doses originais. Eventualmente, na maioria dos casos, a diabetes é revertida e a necessidade de medicamentos é completamente eliminada.


Você pode nos contar um pouco sobre o plano de alimentação que você recomenda em seu livro?

Eu chamo o meu estilo de alimentação “nutritarian.” Um nutritarian escolhe os alimentos com base na densidade de nutrientes. Eu utilizo a equação H = N / C para demonstrar esta mensagem, a sua saúde futura é determinada pela proporção de nutrientes e teor calórico de sua dieta. O estilo de comer se concentra em vegetais (verduras, especialmente verdes), feijões, frutas frescas, sementes e nozes. Os feijões são a fonte de carboidratos preferida, especialmente para os diabéticos – meu estilo de comer nutritarian é único a este respeito. Dietas vegetarianas com baixo teor de gordura são centradas em grãos, que são maiores em carga glicêmica do que o feijão, e as dietas de baixo índice glicêmico se concentram em produtos de origem animal, que também apresentam riscos à saúde. Os feijões são um alimento original porque o seu componente de amido é composto principalmente de um amido lentamente digerível e amido resistente, de modo que eles não aumentam a glicose no sangue, tanto quanto outros carboidratos, e todas as suas calorias não são absorvidas pelo corpo. Além disso, o amido resistente é quebrado pelas bactérias intestinais para formar compostos que protegem contra o câncer de cólon.

Você pode explicar, especificamente, como mudança de hábitos alimentares pode “reverter” o diabetes e seus processos no corpo humano?

Uma dieta rica em nutrientes é muito rica em fibras e pobre em carga glicêmica, o que ajuda a manter os níveis de glicose no sangue na faixa normal, saudável. Além disso, ela inunda o organismo com fitoquímicos protetores que é o combustível responsável pela desintoxicação e dos mecanismos de auto-reparo de cura do corpo, vindo de dentro para fora. Além disso, seguindo um estilo de comer com um nutrientes elevados em relação às calorias, você satisfaz a fome natural do seu corpo e os sinais de saciedade permitem que você perca peso sem esforço. Nutrientes alimentares de baixos teores e inatividade são o que resultam em obesidade, são as causas da diabetes de tipo 2 – eliminando as causas, o corpo pode se recuperar para ter  saúde excelente.

Além das propagandas da indústria da dieta e do exercício (assim como os meios de comunicação) somos constantemente bombardeados com informações.  As pessoas parecem saber que elas precisam comer de forma saudável e trabalhar para alcançar uma saúde ótima. Mas por que você acha que tantas pessoas ainda estão lutando contra a obesidade?

A maioria dos alimentos são ricos em calorias e pobres em micronutrientes – cerca de 90% de calorias em dietas típicas ocidentais vêm de produtos de origem animal ou alimentos processados feitos de farinha branca, principalmente, açúcar e óleo. Pequenas quantidades desses alimentos contêm grandes quantidades de calorias, e não verdadeiramente nos alimentam – eles são deficientes em micronutrientes, assim nossos corpos anseiam por mais alimentos em uma tentativa de satisfazer as nossas necessidades nutricionais.

Outro fator importante é que os alimentos característicos de nossa dieta têm propriedades que causam dependência, e como resultado, a maioria de nós é viciado em comida. De alto teor calórico, poucos nutrientes, os alimentos ativam as vias de prazer no cérebro (semelhante o efeito das drogas) e produzem sintomas de abstinência, muitas vezes mal interpretado como fome, levando a uma unidade viciante para comer mais. A maioria dos planos para perda de peso que giram em torno do controle da parcela – comer pequenas quantidades dos mesmos alimentos que causam dependência, está fadado ao fracasso. Consequentemente, muitos estão em um ciclo constante de repetição de perder peso e, em seguida, ganhando de volta.

A beleza de um estilo de dieta nutritarian é que comer mais alimentos de altos nutrientes reduz o desejo por este outro tipo de dieta. Depois de alguns meses, as pessoas perdem o interesse naquele tipo de comida que inicialmente pensavam que não poderia viver sem.


Acabar de Vez com a Diabetes · Joel Fuhrman (onde comprar)
Se pegou neste livro, quase de certeza que tem diabetes, ou familiares que sofrem da doença. Sabe também que o preço a pagar é elevadíssimo, e não estamos a falar de dinheiro, mas sim da sua saúde. Os remédios aconselhados têm efeitos indesejáveis e têm de se tomar para o resto da vida. E não curam: apenas servem para evitar males maiores. Mas para quê controlar a doença, quando pode simplesmente acabar com ela? O Dr. Joel Fuhrman sabe que é possível reverter totalmente a diabetes seguindo um plano alimentar adequado. E já o aconselhou a mais de dez mil pacientes seus, ao longo de mais de 20 anos, com excelentes resultados. O plano foi comprovado por estudos clínicos publicados nas melhores revistas científicas e tem como efeito: Diabetes Tipo 2- Na primeira semana reduzirá os medicamentos para metade, e no espaço de três a seis meses deixará de tomar qualquer medicação - Deixará de precisar de insulina após a primeira semana - Perderá e estabilizará o seu peso - Reverterá a diabetes e as complicações a ela associadas Diabetes Tipo 1 - Menos insulina; em geral reduzirá a dose para metade - Perderá e estabilizará o seu peso - Terá uma esperança de vida normal e sem complicações

domingo, 31 de maio de 2015

Aprenda a descascar 10 alimentos de forma rápida e eficaz com estas imagens animadas!

A remoção da casca desses alimentos não é tão simples como a de outros frutos mais comuns. Mas você também pode estar desperdiçando tempo tentando descascar coisas como bananas, maçãs.
Confira 10 truques, com métodos mais simples e eficazes, para deixar seu alimento pronto para o consumo de forma mais rápida.
1. Use um canudo para empurrar a parte de cima do morango. Você não vai perder nada da fruta.
2. Coloque a maçã em uma furadeira e use um descascador de legumes para retirar sua casca mais rápido. É perigoso e você precisa ser cuidadoso!
3. Bata em uma das metades da romã com uma colher de madeira para remover todas as sementes sem perder nenhum suco.
4. Faça um corte no entorno de suas batatas. Coloque para ferver com a casca, e quando estiverem pronta, lavem-nas em água fria e tire a ‘pele’ com os dedos, facilmente.
5. Use a parte posterior de uma colher para descascar uma laranja sem correr risco de se cortar.
6. Descasque a manga com um copo.
7. Você pode fazer o mesmo em um kiwi.
8. E também em um abacate!
9. Pressione a parte inferior de uma banana e separe a casca em duas metades, caso tenha dificuldades com o método tradicional.
10. Coloque o alho em uma tigela, cubra-o com uma placa de corte, e agite vigorosamente.
in jornalciencia

Os tipos de Tofu


Firme: Ele tem uma maior consistência, é o mais duro. Pode ser esmagado para fazer patês, para ser temperado, molhos, cremes. Bom para fazer frito, assado, grelhado... pois mantém a sua forma.

Soft: Ele desmancha mais fácil que os outros. Usado em molhos, sobremesas, substitui ovos nos bolos. Uso muito.

Temperado: Tofu Firme com ervas e condimentos. Encontrado em diversos sabores

Defumado: Tem a superfície escura devido à defumação. Sabor forte.

Obs.: Para drenar o tofu (principalmente o Soft), existe uma técnica. Retire o tofu da embalagem e coloque-o em cima de um pano (se o pano for muito pequeno cortar ao meio). Junte as pontas do pano e feche o tofu dentro dele. Esprema o máximo que conseguir, para retirar toda a água.


Nota:
Cozinha Vegetariana Gabriela Oliveira
 O tofu mais adequado para bebés e adultos é o tofu fresco, vende-se nas lojas na parte dos frios, refrigerado e embalado em vácuo. 
Marca Próvida, Shambala ou Elichristi. 
São marcas nacionais, que usam ingredientes não trangénicos e biológicos. Encontra à venda Tofu Próvida na maioria das ervanárias e em todas as lojas Celeiro Dieta. 
 On-line só vendem produtos não-refrigerados de longa duração, que não são os ideias para bebés.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

O GIGANTE CARDÁPIO VEGETARIANO


Mais do que nunca ouvimos por aí pessoas criticando o cardápio vegetariano, pensando que ele é super restrito e sem graça. Porém, os pré-julgadores não fazem ideia da quantidade de alimentos que podem ser servidos em uma refeição vegetariana.

A nutricionista Paula Gandin fez uma brincadeira que abre totalmente nossa mente, uma colocação para quem acredita que a alimentação vegetariana é restrita: "Pense em tudo o que você come no seu dia a dia e imagine uma mesa com todos esses alimentos. Desta mesa farta retire tudo e deixe apenas os produtos derivados de carnes.

Perguntamos: Você comeria apenas estes alimentos todos os dias?"

Desta forma, podemos observar quantas opções temos diariamente no nosso menu e que a carne é apenas mais um item. "A alimentação vegetariana é extremamente rica em alimentos, capaz de despertar um novo paladar pelos sabores inusitados. A criatividade dos pratos é essencial e aparece sempre com resultados surpreendentes", conta Paula.

E para que nossa concepção se amplie mais ainda, a especialista separou para nós alguns dos principais alimentos de um (gigante) cardápio vegetariano:

Cereais Integrais: arroz, aveia, milho, quinoa, amaranto, trigo, cevada, centeio, trigo sarraceno, trigo mourisco e derivados de cereais integrais.

Leguminosas: feijão preto, feijão carioca, feijão azuki, feijão branco, lentilha, soja, grão-de-bico, ervilha.

Oleaginosas: castanha-do-pará, castanha de caju, amêndoa, macadâmia, pistache, noz, avelã, pecã, pinhão, amendoim.

Frutas: amora, morango, abacaxi, banana, acerola, goiaba, mamão, tangerina, maçã, ameixa, pera, melão, maracujá, uva, melancia, caqui, nêspera, abacate, romã, açaí, pêssego.

Verduras e legumes: vegetais verde escuros (couve, brócolis, rúcula, agrião, espinafre, mostarda), alface, almeirão, repolho, rabanete, abobrinha, berinjela, cenoura, pimentão, alcachofra.

Óleos vegetais: óleo de linhaça, azeite de oliva, óleo de macadâmia, óleo de gergelim, óleo de amêndoas, óleo de canola, óleo de soja, óleo de milho, óleo de noz pecã, óleo de semente de abóbora, óleo de coco, óleo de girassol, óleo de cartamo.

Algas: nori, kombu, ágar-ágar, dulse, wakame.

Cogumelos: shimeji, shitake, paris, hiratake e funghi secchi

Agora imaginem a imensidão de refeições que podemos preparar com apenas estes ingredientes?

Além de ser um estilo de vida mais econômico, já que estes alimentos são provenientes de um nível inferior da cadeia alimentar, sendo assim mais baratos do que a carne e o peixe, muitos estudos indicam que o cardápio vegetariano auxilia na prevenção de diversas doenças.