sábado, 13 de junho de 2015

O que é Anemia?


Anemia é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a condição na qual o conteúdo de hemoglobina no sangue está abaixo do normal como resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais, seja qual for a causa dessa deficiência. As anemias podem ser causadas por deficiência de vários nutrientes como ferro, zinco, vitamina B12 e proteínas. Porém, a Anemia causada por deficiência de ferro, denominada Anemia Ferropriva, é muito mais comum que as demais (estima-se que 90% das anemias sejam causadas por carência de Ferro). O ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese (fabricação) das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as células do corpo.

Crianças, gestantes, lactantes (mulheres que estão amamentando), meninas adolescentes e mulheres adultas em fase de reprodução são os grupos mais afetados pela anemia, muito embora homens - adolescentes e adultos - e os idosos também possam ser afetados pela anemia.

Causas
As causas da Anemia por deficiência de ferro, tanto em crianças como em gestantes, são basicamente o consumo insuficiente de alimentos fontes de ferro e/ou com baixa biodisponibilidade. Na gestante, pode-se destacar também as baixas reservas de ferro pré-concepcionais e a elevada necessidade do mineral em função da formação dos tecidos maternos e fetais.

Sintomas de Anemia
Os sinais e sintomas da carência de ferro são inespecíficos, necessitando-se de exames laboratoriais (sangue) para que seja confirmado o diagnóstico de Anemia Ferropriva. Os principais sinais e sintomas da anemia por carência de ferro são:

fadiga generalizada
anorexia (falta de apetite)
palidez de pele e mucosas (parte interna do olho, gengivas)
menor disposição para o trabalho
dificuldade de aprendizagem nas crianças
apatia (crianças muito "paradas").


Diagnóstico de Anemia
Para o diagnóstico da anemia, é necessário recorrer aos indicadores laboratoriais (hematológicos). O nível de hemoglobina é um dos indicadores que tem sido amplamente utilizado em inquéritos epidemiológicos, além de ser considerado adequado num diagnóstico preliminar para levantamentos em campo.

O ponto de corte proposto pela OMS para nível de hemoglobina indicativo de anemia em crianças de 6 a 60 meses e em gestantes é abaixo de 11,0 g/dl.


Tratamento de Anemia
O ferro pode ser fornecido ao organismo por alimentos de origem  vegetal.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o leite e o ovo não são fontes importantes de ferro. Contudo, no mercado já existem os leites vegetais enriquecidos com ferro.
Entre os alimentos de origem vegetal, destacam-se como fonte de ferro os folhosos verde-escuros (exceto espinafre), como agrião, couve, cheiro-verde, taioba; as leguminosas (feijões, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha); grãos integrais ou enriquecidos; nozes e castanhas, melado de cana, rapadura, açúcar mascavo. Também existem disponíveis no mercado alimentos enriquecidos com ferro como farinhas de trigo e milho, cereais matinais, entre outros.

A presença de ácido ascórbico, disponível em frutas cítricas, e alimentos ricos em proteínas na refeição melhora a absorção de ferro proveniente de produtos vegetais, como: brócolis, beterraba, couve-flor e outros. Por outro lado, existem alguns fatores (fosfatos, polifenóis, taninos, cálcio) que podem inibir a absorção do ferro, presentes em café, chá, mate, cereais integrais, leite e derivados.

Ressalta-se que o leite materno é considerado fator protetor contra Anemia por deficiência de ferro devido à alta biodisponibilidade do ferro existente. Estudos evidenciam associação de anemia em crianças que tiveram pouco tempo de aleitamento materno exclusivo, alimentação prolongada com leite de vaca e com a introdução da alimentação complementar precoce.

Complicações possíveis
O Ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese (fabricação) das células vermelhas do sangue e no transporte do Oxigênio para todas as células do corpo.

A anemia ferropriva traz os seguintes efeitos adversos ou consequências: diminuição da produtividade no trabalho, diminuição da capacidade de aprendizado, retardamento do crescimento, apatia (morbidez), perda significativa de habilidade cognitiva, baixo peso ao nascer e mortalidade perinatal. Além disso, pode ser a causa primária de uma entre cinco mortes de parturientes ou estar associada a até 50% das mortes.

Em crianças a anemia está associada ao retardo do crescimento, comprometimento da capacidade de aprendizagem (desenvolvimento cognitivo), da coordenação motora e da linguagem, efeitos comportamentais como a falta de atenção, fadiga, redução da atividade física e da afetividade, assim como uma baixa resistência a infecções. Nas grávidas, a anemia é associada ao baixo peso ao nascer e a um incremento na mortalidade perinatal.


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Anemia não é só Falta de Ferro!

A chamada Anemia é a condição na qual o conteúdo de hemoglobina, célula que leva oxigénio a todos os orgãos e tecidos do nosso corpo está abaixo do normal, como resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais. A maioria da população pensa em anemia como deficiência de ferro, porém a falta de algumas vitaminas do complexo B, podem ser a causa da diminuição de hemoglobina, chamada também de células vermelhas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 30% da população mundial possua algum tipo de anemia, e que esse índice  chegue a 50% em crianças menores de 2 anos.
Os principais sintomas da anemia é o cansaso, sonolência, indisposição e dificuldade de aprendizado.
Existem vários tipos de anemias, mas nem todas são de causas nutricionais. As anemias que estão diretamente envolvidas com a alimentação são as chamadas: anemia ferropriva (deficiência de ferro) e anemias megaloblastica ou perniciosa (defiência de Vitamina B9 ou B12).


Anemia Ferropriva

A anemia por deficiência de ferro é a mais comum, principalmente entre adultos, e suas principais causas são:

- Carência de alimentos ricos em ferro na alimentação ou perda crônica de sangue, principalmente entre as mulheres, pelo sangramento menstrual, nos adultos;

- E nas crianças, principalmente menores de 2 anos, pelo aumento da necessidade de ferro, que muitas vezes não é suprida, pois depois dos seis meses de vida a criança necessita de uma alimentação complementar para atingir todas as suas necessidades nutricionais.

Em casos de anemia ferropriva é necessário aumentar a ingestào de ferro através de alimentos como:  leguminosas como feijão, lentilha e grão de bico, fontes de ferro vegetal; nesses casos, a vitamina C é muito importante para auxiliar na absorção do ferro vegetal, portanto frutas como laranja, limão e abacaxi são recomendadas após as refeições.

Na anemia ferropriva pode haver também suplementação através de sulfato ferroso, lembrando sempre que a mesma deve ser feita por um médico.


Anemia Megaloblastica ou Perniciosa

Esse tipo de anemia é mais incomum, porém pode ocorrer e ser confundida com a ferropriva. A anemia megaloblastica ocorre por alterções  na síntese do DNA, fazendo com que a medula óssea produza hemoglobinas imaturas e/ou com alterações morfológicas, essas células sào chamadas de macrocíticas, devido ao seu aumento de tamanho, essas alterações na produção de células vermelhas ocorrem principalmente por carência de vitamina B9, também chamada de ácido fólico e/ou vitamina B12.

Nesse caso devemos buscas alimentos ricos nesses nutrientes:
Os  alimentos ricos em ácido fólico (vitamina B9) são: agrião, brócolis, espinafre, couve, alface, feijão, aveia, centeio, iogurte vegetal, banana, melão, mamão, abacaxi, couve-flor, repolho, laranja, quiabo, manga, beterraba, pão integral, lentilha, tomate e caqui.

Os alimentos ricos em vitamina B12 são de origem animal.

Portanto, é importante fazer exames de sangue regurlamente, assim como sempre consultar um médico e nutricionista, uma alimentação equilibrada é sinônimo de saúde!

por Nutricionista Fernanda Marino de Oliveira


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Cerca de 1/3 da população mundial sofre com a anemia, considerada a deficiência nutricional mais comum em nossos tempos (FONTE: Organização Mundial da Saúde).


Descubra se você tem

Conhecer os sintomas típicos da doença é fundamental para que o tratamento médico seja iniciado precocemente.

Nesse sentido, o primeiro passo é saber que é a baixa concentração de hemoglobina no sangue o que sinaliza a anemia.

- Mulheres com concentração de hemoglobina abaixo de 12 g/dL (12 gramas por decilitro) já estão num patamar de risco. Para os homens, a concentração menor que 13 g/dL é que indica a necessidade urgente de procurar um médico.

- A intensidade dos sinais físicos varia de acordo com o quadro. As anemias, em geral, podem ser classificadas como agudas ou crônicas.

As agudas estão relacionadas com uma grande perda de sangue, ocasionada por uma hemorragia, por exemplo. Seus sintomas são bastante intensos, sendo os mais comuns: cansaço, fraqueza, sonolência, dor nas pernas, taquicardia, palidez, cefaleia, mãos e pés frios e até uma redução nas habilidades cognitivas e psicomotoras.

Já as anemias crônicas costumam provocar os mesmos sintomas, porém numa intensidade muito menor. Nesses casos, as principais queixas referem-se à palidez e a uma sensação de fraqueza provocada por mínimos esforços.

Panela de ferro funciona?
Cozinhar nesse tipo de panela, costume das famílias de antigamente, pode ser uma maneira interessante de prevenir e evitar que se agravem os quadros de anemia.

A receita do tempo das nossas avós realmente funciona. Para se ter uma ideia, a quantidade de ferro em 100 g de molho de tomate cozido em travessa de vidro é de 3 mg. Porém, se o molho for feito na panela de ferro, o valor sobe para 87 mg.

Mulheres em período reprodutivo, particularmente na gestação, e crianças nos primeiros anos de vida estão mais suscetíveis a desenvolver quadros de anemia por falta de ferro.

Nas mulheres férteis, são as perdas durante o período menstrual que contribuem para aumentar os riscos.

É muito comum que pacientes com esse tipo da doença apresentem um quadro chamado de hipermenorreia – menstruam num volume muito acima da média. Desatentas a esse sintoma e considerando tal fato como normal, elas não buscam tratamento. Assim, a longo prazo, apresentam essa deficiência. Já na gravidez é o desenvolvimento do feto que pode aumentar o uso das reservas da mãe, deixando-a mais fragilizada.Por esse motivo, é normal que, durante o pré-natal, elas recebam uma suplementação para repor o ferro perdido.

Nas crianças, o crescimento acelerado é o responsável pelo uso de grande quantidade desse mineral pelo organismo.

Outros tipos de doença

Além daquela causada pela falta de ferro, que é a mais comum em nosso país, há outros tipos da doença, relacionadas à falta de nutrientes como a caracterizada pela baixa nas reservas de vitamina B12.

Essa molécula é indispensável para a proliferação dos glóbulos vermelhos do sangue e para a manutenção da integridade das células nervosas.

Como se trata de uma vitamina de origem exclusivamente animal, esse tipo de disfunção costuma atingir vegetarianos.

Outros alvos fáceis são as pessoas que têm problemas na absorção da vitamina, normalmente causados por uma doença autoimune da mucosa do estômago, chamada de gastrite atrófica.

Os sintomas mais comuns desse tipo de anemia são língua vermelha e com sensação de ardência e dormência nas extremidades (mãos e pés).

Se não for tratado, o problema pode causar alterações neurológicas importantes.

A interação do ácido fólico com a vitamina B12, por sua vez, é indispensável para o crescimento dos glóbulos do sangue.

Por isso mesmo, uma baixa nas reservas desse ácido pode levar à anemia. Nesse caso os sintomas são diferentes e o mais comum é que a pessoa que sofre desse problema perca completamente o apetite e, como consequência, emagreça muito rapidamente. Nos dois casos, o tratamento com suplementos é o mais utilizado para corrigir a deficiência, além de uma reeducação alimentar.

Outro erro bastante comum é a combinação inadequada de alimentos durante as refeições.

O bom e velho cafezinho, quando consumido logo após o almoço ou o jantar, pode se transformar num vilão e tanto.

Bebidas como café, chá, achocolatado e vinho, por serem ricos em compostos fenólicos, polifenóis e fosfatos, podem retardar a absorção do ferro pelo organismo.

O leite e seus derivados podem inibir o aproveitamento do ferro pelo organismo.

No outro extremo estão os alimentos ricos em vitamina C, como as frutas cítricas e os vegetais escuros. Consumidos durante o almoço ou o jantar, ou logo depois deles, são capazes de potencializar o aproveitamento desse mineral tão importante para o funcionamento do nosso corpo.

A vitamina C pode aumentar em até três vezes a absorção do ferro. Encher o prato de verduras ou terminar suas refeições com uma boa salada de frutas é uma medida preventiva para evitar a deficiência do nutriente.

Uma maneira bastante eficiente de evitar ou tratar o problema é incluir alimentos ricos em ferro na dieta diária. São eles: frutas secas, melaço, pães de trigo integrais e enriquecidos, vinhos, cereais e feijão.

Nos casos em que a anemia está mais avançada ou quando é causada por outras doenças de base, que atrapalham a absorção de ferro, é comum que os médicos receitem um suplemento capaz de corrigir a deficiência.

A medida também é bastante utilizada no caso dos vegetarianos, que suprimem de seus cardápios a carne, uma das principais fontes do mineral.


COMA PARA SE RECUPERAR

Embora o acompanhamento médico seja indispensável no tratamento da anemia, a alimentação correta pode acelerar a melhora de quem já está sofrendo desse mal.

Optar por uma dieta que respeite as necessidades diárias de ferro certamente ajudará a diminuir mais rapidamente os sintomas desagradáveis que a doença causa.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Aromáticas para Bebés e Crianças


As clássicas:

Salsa(anemia);
Coentros(estimulante do apetite);
Manjericão, Hortelã/Menta, Poejos, Funcho, Erva Doce(cólicas);
Rosmaninho, Tomilho, Alho(antioxidante);
Oregãos, Alecrim(em bolachas)


Gripe - Infusão tomilho ou infusão de alfazema

Acalmar em momentos de doença da criança: algumas gotas de óleo essencial de alfazema no ar

Baixar febre: infusão de erva-principe

Funcho - Ideal para combater cólicas das crianças e azia. As folhas podem ser adicionadas à sopa ou a purés. As suas sementes (onde as suas propriedades benéficas estão mais concentradas) juntar a saladas. Uma infusão fraca ajuda a lavar os olhos quando atacados por algo. (*1)

Salsa - pelo seu elevado teor em ferro, ajuda a combater anemias. Promove a descida do leite, após o colostro, e ajuda o corpo a libertar toxinas.

Por isso, incorporem estas ervas aromáticas na vossa alimentação e das vossas crianças tendo apenas alguns cuidados fundamentais:

- Comprar de agricultura biológica, seca ou fresca, sabendo que neste último caso deverá usar uma quantidade maior;

- Usar pouca quantidade para não camuflar o sabor particular dos alimentos;

- Nos preparados culinários, ser adicionada 5 minutos antes do cozinhado estar pronto.

- E como sempre digo: variar a sua utilização para tirar melhor partido das diversas potencialidades que todas oferecem.


Dica: e porque não aromatizar, em casa, açúcar ou sal? Basta comprá-las, preferencialmente secas, e deixar cerca de 3 semanas no meio do sal ou açúcar, tapado...

(*1)

O chá de funcho/erva doce é bom para dar ao bebê que já não mama no peito quando ele sofre de cólicas causadas pelos gases e para aumentar a produção de leite materno. Veja como fazer o chá de funcho:

1 cháv/xícara de água fervente;
1 colher (chá) sementes de funcho ou 5 g de folhas verdes de funcho

Adicionar as sementes ou as folhas de funcho numa xícara de água fervente, tampar e esperar amornar. Coar e beber a seguir.

O funcho/erva-doce é rico em fibras, vitaminas A, B e C, cálcio, ferro, fósforo, potássio, sobre, sódio e zinco, e possui propriedades antiespasmódicas sendo muito eficaz no combate aos distúrbios gastrointestinais. Ele melhora a digestão, combate os gases e pode ser utilizado por todas as idades.

Chá de funcho para bebê

O chá de funcho é bom para parar a cólica do bebê que já não mama no peito mas não deve ser utilizado sem orientação médica, nem em grandes quantidades. Para os bebês que mamam exclusivamente no peito, a solução pode ser a mãe beber o chá de funcho, pois ele passa através do leite.

Para parar a cólica do bebê pode-se:

Dar ao bebê que já não mama no peito cerca de 2 a 3 colheres de chá de funcho;
Realizar um suave massagem, com movimentos na direção de cima para baixo especialmente no lado esquerdo da barriguinha do bebê;
Colocar uma bolsa de água morna sob a barriga do bebê e deixá-lo deitado momentaneamente de barriga para baixo.
Contudo, se após 1 hora de tentativas, os pais não conseguirem acalmar o bebê deve-se ligar para o pediatra e explicar a situação.

Se nos 2 primeiros meses do bebê, ele apresentar cólicas constantes, com vômito e o bebê ficar muito inquieto ou muito parado, pálido, com os olhos arregalados mas sem febre, pode ser que ele esteja sofrendo de uma invaginação dos intestinos, popularmente chamado de "nó nas tripas" e neste caso não se deve dar nenhum remédio para dor ou para cólica pois pode mascarar este sintoma e agravar a situação.

Para que serve o chá de funcho

Os benefícios do funcho incluem:
 prevenção da azia; alívio dos enjoos; redução dos gases;
 ajuda na digestão; tem efeito laxante; abre o apetite;
 aumenta a produção de leite nas mães e combate a tosse.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Cardomomo



Cardamomo - Elettaria cardamomum – Família: Zingiberacea

O que é 
O cardamomo são as sementes de uma planta da família do gengibre, que nascem dentro de uma cápusula de cor verde.
É nativo do sul da Índia e é conhecido como a rainha das especiarias.
É colhido verde e colocado para secar tradicionalmente em fornos a carvão por 3 dias.
O maior exportador hoje em dia é a Guatemala, onde ele é processado em máquinas modernas.
O de melhor qualidade é de cor verde. O cardamomo de cor clara, ou está velho, ou foi colhido fora de época ou foi seco ao sol. Ou ainda pode ter sido branqueado.


Utilização na gastronomia
Na Índia é mastigado após as refeições e é usado para branquear os dentes e refrescar o hálito.
O cardamomo aromatiza pratos salgados, doces e bebidas como café e chá.
Fica delicioso no chocolate quente.
Combina muito bem com baunillha e açafrão.
Combina com frutas cítricas, maçãs, pêras, mangas e com salada de frutas ou frutas cozidas.
Fica maravilhoso em preparações com leites vegetais, cremes ou iogurtes vegetais, com sorvetes, pudins e arroz doce.
Na Escandinávia é usado na confeitaria para aromatizar bolos, tortas e biscoitos.
É um componente essencial de várias misturas de temperos indianos e árabes.
Pode ser usado em marinadas, combina muito bem com arroz.


Como usar
Pode ser usado inteiro ou moído.
Pode ainda ser tostado a seco ou em óleo antes de ser adicionado à preparação.
Pode ser usado com ou sem casca, mas quando com casca deve ser amassado para uma melhor extração do sabor.

Cuidados ao comprar
Ao comprar verifique se a casca está inteira, bem fechada, sem furos e sem manchas.
As sementes internas devem ser de cor ~castanha/marrom bem escura e ligeiramente pegajosas, quando estão muito secas e acinzentadas é sinal de que está velho.
Evite comprar cardamomo em pó, além de perder logo seu aroma, por ser muito caro costuma ser falsificado.

Armazenamento: especiarias devem ser armazenadas em local escuro, fresco e seco. De preferência dentro de potes herméticos.

fonte Aromas e Sabores

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Cardamomo é uma especiaria que serve para aromatizar bolos, molhos, licores.
O cardamomo também Alivia os problemas digestivos; o seu odor é canforado, quente e penetrante. usa-se para aliviar hemorróidas e problemas urinários. É uma planta que encontra-se no sul da Índia.
Encontra em sementes ou em pó!
É da família do gengibre e o seu cheiro faz-me lembrar muito o gengibre.

O cardamomo provém de uma planta indiana e é muito usado em pratos dessa região, tanto salgados como doces. Esta especiaria lembra vagamente o eucalipto, mas é mais doce e mais rica. É uma planta da família das zingiberáceas, do S.E. asiático, cultivada por suas sementes, utilizadas como condimento aromático. Depois do açafrão, é uma das especiarias mais caras do mundo. As vagens são naturalmente verdes, mas, por vezes, mostram-se esbranquiçadas; os cardamomos maiores, pretos, são mais grosseiros e têm um gosto menos bom.

O cardamomo é maravilhoso em pudins, marinadas, pratos com arroz, pães, bolos e doces. Utilize as vagens inteiras se pretender um sabor subtil, mas parta-as se o pretender mais forte. Moído perde os seus melhores óleos, pelo que convém usar sementes frescas e moê-las quando necessário.




terça-feira, 9 de junho de 2015

Como reverter a diabetis sem remédios

 

O diabetes tipo 2 é hoje considerado um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Mas isso não tem que ser assim. Um número crescente de médicos e outros profissionais de saúde dizem que o diabetes pode ser revertido através de mudanças de estilo de vida, incluindo a dieta e exercícios físicos. O Dr. Joel Fuhrman, cujo novo livro "Acabar de Vez com a Diabetes", é um desses médicos. Eu conversei com ele para saber mais sobre como reverter o diabetes sem o uso de drogas.

Aqueles de nós que temos uma nutrição saudável, estamos familiarizados com histórias de pessoas que mudaram completamente a sua saúde simplesmente mudando radicalmente sua dieta: tornando-se um vegan ou vegetariano, ou de uma outra forma, cortando alimentos não saudáveis. Mas, e para diabetes?
A diabetes é uma condição com risco de vida, crônica, que requer monitoramento constante e vigilância, tanto por parte dos pacientes como de seus provedores de cuidados de saúde. A dieta é suficiente?

Fuhrman diz que sim. Ele abraça um estilo específico de comer para reverter o diabetes, um plano rigoroso de alimentação que ele chama de “nutritarian“. Ele também escreveu extensivamente sobre temas de nutrição no passado,  incluindo os relacionados com a diabetes .

O diabetes tipo 2 é causado quando o pâncreas não consegue responder corretamente à insulina (substância que ajuda o corpo armazenar o açúcar utilizado no  alimento que você come) em seu sistema. Fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2 incluem obesidade (o maior culpado), sedentarismo, história familiar, história de diabetes gestacional, idade e muito mais. Comumente considerada como uma doença que é  “causada por si mesmo” através de escolhas de estilo de vida pobre, a ideia cada vez mais prevalente é que você também pode desfazer os danos do diabetes, que valeria também para a vida de milhões de pessoas neste país.

Inicialmente pensei que esta noção de reverter o diabetes através de dieta rigorosa e revisões de estilo de vida seria controverso dentro da comunidade médica. Mas acontece que ela não é apenas aceita, mas altamente incentivada. Dr. Âmbar Taylor, diretor do Centro de Diabetes do Centro de Endocrinologia No Mercy Medical Center, em Baltimore diz:
Nós temos uma grande quantidade de dados sobre este tema. A evidência mais forte é para aqueles com pré-diabetes ou diabetes precoce, que existe uma elevada taxa de sucesso com a modificação do estilo de vida intensivo. Na verdade, alterar o seu estilo de vida para prevenir a diabetes é melhor do que qualquer droga que já esteja no mercado. Geralmente, as mudanças de estilo de vida incluem comer mais fibras, gordura menos saturada (gordura mais saudável), mais legumes e grãos integrais, e exercitar-se ao menos 30 minutos por dia. Infelizmente, muitas pessoas nos estágios iniciais de diabetes não levam sua doença a “sério”, quando, na verdade, este é o momento de agir.

Para saber mais, eu perguntei ao Dr. Fuhrman sobre a ciência por trás do reverter o diabetes, como alterações na dieta podem encaixar com o tratamento médico convencional, e que, especificamente, um “nutritarian” significa.

Pode um diabético do tipo 2 realmente ser “curado?”
Sim, diabetes do tipo 2 pode ser revertido em quase todos os casos. Minha experiência tem demonstrado que aqueles que escolhem seguir a minha recomendação nutricional têm a sua diabetes revertida surpreendentemente rápido, mesmo antes de terem perdido a maior parte de seu excesso de peso – eles tornam-se não-diabéticos.

O tratamento convencional para diabetes tenta controlar perigosamente a glicemia alta com medicação, permitindo que os mesmos hábitos alimentares pouco saudáveis que causaram a diabetes continuem. Os pacientes recebem uma falsa sensação de segurança, pois eles pensam que estão protegidos pela medicação. Mas, na realidade, a dieta padrão continua a causar danos no sistema cardiovascular, olhos, rins, e de outros tecidos, levando a complicações devastadoras. Além de que muitas reduções da glucose e drogas promovem ganho de peso, o que essencialmente torna o paciente mais diabético. Estes indivíduos diabéticos precisam saber que só há uma opção: reverter sua doença.


O que você diria para outros profissionais de saúde que se preocupam com a sua afirmação de que uma revisão estilo de vida pode curar a diabetes?

Muitos médicos não acreditam que o diabetes pode ser revertido porque só viram resultados de mudanças muito modestos. ” Revisão do estilo de vida” verdadeiro, mudanças modestas simplesmente não fazem o trabalho. Uma versão ligeiramente modificada da dieta padrão, com refrigerantes adoçados artificialmente, gordura de baixos teores,  alimentos processados e um aumento modesto no consumo de vegetais não podem alcançar a exigente tarefa de reverter o diabetes. Para obter resultados radicais, você deve fazer uma mudança radical. Diabéticos não podem apenas “comer melhor,” eles tem que ir fundo no caminho. Comer uma dieta rica em nutrientes com um estilo de base vegetal e fazer exercícios mais frequentemente é a mudança radical que produz resultados radicais. A maioria dos médicos não têm conhecimento do poder que tem um estilo de dieta rica em nutrientes ou eles estão conscientes e não acreditam que seus pacientes estão dispostos.


Você recomendaria uma revisão nos hábitos alimentares em conjunto com o uso de métodos tradicionais de tratamento de diabetes?

Os métodos tradicionais de tratamento da diabetes tipo 2 (uso de drogas para redução de glicose e monitoramento frequente dos níveis de glicose no sangue) torna-se desnecessários para a maioria dos diabéticos que seguem este programa. Eu recomendo que os diabéticos fiquem em contato com seus médicos quando começarem este programa; doses de medicação precisam e devem ser ajustadas, pois podem correr o risco de perigosa baixa de açúcar no sangue caso mantenham a medicação em suas doses originais. Eventualmente, na maioria dos casos, a diabetes é revertida e a necessidade de medicamentos é completamente eliminada.


Você pode nos contar um pouco sobre o plano de alimentação que você recomenda em seu livro?

Eu chamo o meu estilo de alimentação “nutritarian.” Um nutritarian escolhe os alimentos com base na densidade de nutrientes. Eu utilizo a equação H = N / C para demonstrar esta mensagem, a sua saúde futura é determinada pela proporção de nutrientes e teor calórico de sua dieta. O estilo de comer se concentra em vegetais (verduras, especialmente verdes), feijões, frutas frescas, sementes e nozes. Os feijões são a fonte de carboidratos preferida, especialmente para os diabéticos – meu estilo de comer nutritarian é único a este respeito. Dietas vegetarianas com baixo teor de gordura são centradas em grãos, que são maiores em carga glicêmica do que o feijão, e as dietas de baixo índice glicêmico se concentram em produtos de origem animal, que também apresentam riscos à saúde. Os feijões são um alimento original porque o seu componente de amido é composto principalmente de um amido lentamente digerível e amido resistente, de modo que eles não aumentam a glicose no sangue, tanto quanto outros carboidratos, e todas as suas calorias não são absorvidas pelo corpo. Além disso, o amido resistente é quebrado pelas bactérias intestinais para formar compostos que protegem contra o câncer de cólon.

Você pode explicar, especificamente, como mudança de hábitos alimentares pode “reverter” o diabetes e seus processos no corpo humano?

Uma dieta rica em nutrientes é muito rica em fibras e pobre em carga glicêmica, o que ajuda a manter os níveis de glicose no sangue na faixa normal, saudável. Além disso, ela inunda o organismo com fitoquímicos protetores que é o combustível responsável pela desintoxicação e dos mecanismos de auto-reparo de cura do corpo, vindo de dentro para fora. Além disso, seguindo um estilo de comer com um nutrientes elevados em relação às calorias, você satisfaz a fome natural do seu corpo e os sinais de saciedade permitem que você perca peso sem esforço. Nutrientes alimentares de baixos teores e inatividade são o que resultam em obesidade, são as causas da diabetes de tipo 2 – eliminando as causas, o corpo pode se recuperar para ter  saúde excelente.

Além das propagandas da indústria da dieta e do exercício (assim como os meios de comunicação) somos constantemente bombardeados com informações.  As pessoas parecem saber que elas precisam comer de forma saudável e trabalhar para alcançar uma saúde ótima. Mas por que você acha que tantas pessoas ainda estão lutando contra a obesidade?

A maioria dos alimentos são ricos em calorias e pobres em micronutrientes – cerca de 90% de calorias em dietas típicas ocidentais vêm de produtos de origem animal ou alimentos processados feitos de farinha branca, principalmente, açúcar e óleo. Pequenas quantidades desses alimentos contêm grandes quantidades de calorias, e não verdadeiramente nos alimentam – eles são deficientes em micronutrientes, assim nossos corpos anseiam por mais alimentos em uma tentativa de satisfazer as nossas necessidades nutricionais.

Outro fator importante é que os alimentos característicos de nossa dieta têm propriedades que causam dependência, e como resultado, a maioria de nós é viciado em comida. De alto teor calórico, poucos nutrientes, os alimentos ativam as vias de prazer no cérebro (semelhante o efeito das drogas) e produzem sintomas de abstinência, muitas vezes mal interpretado como fome, levando a uma unidade viciante para comer mais. A maioria dos planos para perda de peso que giram em torno do controle da parcela – comer pequenas quantidades dos mesmos alimentos que causam dependência, está fadado ao fracasso. Consequentemente, muitos estão em um ciclo constante de repetição de perder peso e, em seguida, ganhando de volta.

A beleza de um estilo de dieta nutritarian é que comer mais alimentos de altos nutrientes reduz o desejo por este outro tipo de dieta. Depois de alguns meses, as pessoas perdem o interesse naquele tipo de comida que inicialmente pensavam que não poderia viver sem.


Acabar de Vez com a Diabetes · Joel Fuhrman (onde comprar)
Se pegou neste livro, quase de certeza que tem diabetes, ou familiares que sofrem da doença. Sabe também que o preço a pagar é elevadíssimo, e não estamos a falar de dinheiro, mas sim da sua saúde. Os remédios aconselhados têm efeitos indesejáveis e têm de se tomar para o resto da vida. E não curam: apenas servem para evitar males maiores. Mas para quê controlar a doença, quando pode simplesmente acabar com ela? O Dr. Joel Fuhrman sabe que é possível reverter totalmente a diabetes seguindo um plano alimentar adequado. E já o aconselhou a mais de dez mil pacientes seus, ao longo de mais de 20 anos, com excelentes resultados. O plano foi comprovado por estudos clínicos publicados nas melhores revistas científicas e tem como efeito: Diabetes Tipo 2- Na primeira semana reduzirá os medicamentos para metade, e no espaço de três a seis meses deixará de tomar qualquer medicação - Deixará de precisar de insulina após a primeira semana - Perderá e estabilizará o seu peso - Reverterá a diabetes e as complicações a ela associadas Diabetes Tipo 1 - Menos insulina; em geral reduzirá a dose para metade - Perderá e estabilizará o seu peso - Terá uma esperança de vida normal e sem complicações

domingo, 31 de maio de 2015

Aprenda a descascar 10 alimentos de forma rápida e eficaz com estas imagens animadas!

A remoção da casca desses alimentos não é tão simples como a de outros frutos mais comuns. Mas você também pode estar desperdiçando tempo tentando descascar coisas como bananas, maçãs.
Confira 10 truques, com métodos mais simples e eficazes, para deixar seu alimento pronto para o consumo de forma mais rápida.
1. Use um canudo para empurrar a parte de cima do morango. Você não vai perder nada da fruta.
2. Coloque a maçã em uma furadeira e use um descascador de legumes para retirar sua casca mais rápido. É perigoso e você precisa ser cuidadoso!
3. Bata em uma das metades da romã com uma colher de madeira para remover todas as sementes sem perder nenhum suco.
4. Faça um corte no entorno de suas batatas. Coloque para ferver com a casca, e quando estiverem pronta, lavem-nas em água fria e tire a ‘pele’ com os dedos, facilmente.
5. Use a parte posterior de uma colher para descascar uma laranja sem correr risco de se cortar.
6. Descasque a manga com um copo.
7. Você pode fazer o mesmo em um kiwi.
8. E também em um abacate!
9. Pressione a parte inferior de uma banana e separe a casca em duas metades, caso tenha dificuldades com o método tradicional.
10. Coloque o alho em uma tigela, cubra-o com uma placa de corte, e agite vigorosamente.
in jornalciencia

Os tipos de Tofu


Firme: Ele tem uma maior consistência, é o mais duro. Pode ser esmagado para fazer patês, para ser temperado, molhos, cremes. Bom para fazer frito, assado, grelhado... pois mantém a sua forma.

Soft: Ele desmancha mais fácil que os outros. Usado em molhos, sobremesas, substitui ovos nos bolos. Uso muito.

Temperado: Tofu Firme com ervas e condimentos. Encontrado em diversos sabores

Defumado: Tem a superfície escura devido à defumação. Sabor forte.

Obs.: Para drenar o tofu (principalmente o Soft), existe uma técnica. Retire o tofu da embalagem e coloque-o em cima de um pano (se o pano for muito pequeno cortar ao meio). Junte as pontas do pano e feche o tofu dentro dele. Esprema o máximo que conseguir, para retirar toda a água.


Nota:
Cozinha Vegetariana Gabriela Oliveira
 O tofu mais adequado para bebés e adultos é o tofu fresco, vende-se nas lojas na parte dos frios, refrigerado e embalado em vácuo. 
Marca Próvida, Shambala ou Elichristi. 
São marcas nacionais, que usam ingredientes não trangénicos e biológicos. Encontra à venda Tofu Próvida na maioria das ervanárias e em todas as lojas Celeiro Dieta. 
 On-line só vendem produtos não-refrigerados de longa duração, que não são os ideias para bebés.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

O GIGANTE CARDÁPIO VEGETARIANO


Mais do que nunca ouvimos por aí pessoas criticando o cardápio vegetariano, pensando que ele é super restrito e sem graça. Porém, os pré-julgadores não fazem ideia da quantidade de alimentos que podem ser servidos em uma refeição vegetariana.

A nutricionista Paula Gandin fez uma brincadeira que abre totalmente nossa mente, uma colocação para quem acredita que a alimentação vegetariana é restrita: "Pense em tudo o que você come no seu dia a dia e imagine uma mesa com todos esses alimentos. Desta mesa farta retire tudo e deixe apenas os produtos derivados de carnes.

Perguntamos: Você comeria apenas estes alimentos todos os dias?"

Desta forma, podemos observar quantas opções temos diariamente no nosso menu e que a carne é apenas mais um item. "A alimentação vegetariana é extremamente rica em alimentos, capaz de despertar um novo paladar pelos sabores inusitados. A criatividade dos pratos é essencial e aparece sempre com resultados surpreendentes", conta Paula.

E para que nossa concepção se amplie mais ainda, a especialista separou para nós alguns dos principais alimentos de um (gigante) cardápio vegetariano:

Cereais Integrais: arroz, aveia, milho, quinoa, amaranto, trigo, cevada, centeio, trigo sarraceno, trigo mourisco e derivados de cereais integrais.

Leguminosas: feijão preto, feijão carioca, feijão azuki, feijão branco, lentilha, soja, grão-de-bico, ervilha.

Oleaginosas: castanha-do-pará, castanha de caju, amêndoa, macadâmia, pistache, noz, avelã, pecã, pinhão, amendoim.

Frutas: amora, morango, abacaxi, banana, acerola, goiaba, mamão, tangerina, maçã, ameixa, pera, melão, maracujá, uva, melancia, caqui, nêspera, abacate, romã, açaí, pêssego.

Verduras e legumes: vegetais verde escuros (couve, brócolis, rúcula, agrião, espinafre, mostarda), alface, almeirão, repolho, rabanete, abobrinha, berinjela, cenoura, pimentão, alcachofra.

Óleos vegetais: óleo de linhaça, azeite de oliva, óleo de macadâmia, óleo de gergelim, óleo de amêndoas, óleo de canola, óleo de soja, óleo de milho, óleo de noz pecã, óleo de semente de abóbora, óleo de coco, óleo de girassol, óleo de cartamo.

Algas: nori, kombu, ágar-ágar, dulse, wakame.

Cogumelos: shimeji, shitake, paris, hiratake e funghi secchi

Agora imaginem a imensidão de refeições que podemos preparar com apenas estes ingredientes?

Além de ser um estilo de vida mais econômico, já que estes alimentos são provenientes de um nível inferior da cadeia alimentar, sendo assim mais baratos do que a carne e o peixe, muitos estudos indicam que o cardápio vegetariano auxilia na prevenção de diversas doenças.

domingo, 24 de maio de 2015

Nunca mais deitem as cascas de laranja, limão e banana para o lixo!



A casca dos frutos tem mais utilidade do que aquela que é lhe dada. Da próxima vez que usar um limão ou que comer uma laranja ou uma banana, não deite as cascas fora.
Reaproveite-as!

A casca do limão não serve apenas para os bolos ou para fazer chá. Segundo o site Fashion Mag, a casca deste fruto é um poço de surpresas e pode ser um enorme aliado para a sua saúde, beleza e limpeza da casa.

Fonte de vitaminas e minerais, a casca do limão ajuda a reduzir os níveis de colesterol e tem um forte efeito antioxidante (principalmente na parte branca que rodeia os gomos). Além disso, contém entre cinco a dez vezes mais vitamina C do que o sumo do limão em si.

De acordo com a informação, os benefícios da casca do limão para a saúde incluem ainda a prevenção do cancro, o fortalecimento dos ossos, uma melhoria na higiene oral e um melhor funcionamento do trânsito intestinal. A melhor maneira de obter todos estes benefícios é ingerir diariamente infusão de casca de limão, seja quente ou fria.

A nível de cuidados de beleza, a casca do limão pode ainda ajudar a suavizar a pele dos cotovelos, para tal, basta juntar um pouco da casca a uma colher de chá de bicarbonato de sódio e envolver com algumas gotas de limão.

A casca do limão pode ser ainda usada para a limpeza e desinfeção da casa, devido às suas propriedades antibacterianas. Para uma limpeza ‘a fundo’ do seu micro-ondas é só colocar um pouco de casca de limão ralado e água numa taça de cerâmica e aquecê-lo à temperatura mais alta durante três minutos, ou até à mistura ferver. O vapor libertado irá ajudar a manter o micro-ondas limpo durante mais tempo.

Mas não é só a casca do limão que tem inúmeras utilidades. Também a da laranja oferece um vasto leque de opções, incluindo fibras dietéticas. Segundo o site, cada 100 gramas de casca de laranja possuem 10,6 gramas destas fibras.

Com uma elevada percentagem de vitamina C, a casca de laranja prima também pelo elevado nível de cálcio, fundamental para os ossos, coração, dentes, músculos e nervos. Mas não só: a casca deste citrino apresenta um enorme poder antioxidante, antibacteriano, antifúngico, antiviral, anticancerígeno e analgésico. E ainda ajuda a reduzir o mau hálito, diz a publicação.

De acordo com a Fashion Mag, uma mistura de casca de laranja e sal fervidos em água por 20 minutos pode reduzir os sintomas comuns da ressaca. E no que toca à beleza, a casca de laranja ajuda a reduzir as olheiras, a diminuir os portos e a eliminar a acne.

As propriedades da casca de laranja podem também ser usadas para eliminar odores, seja no forno, no frigorífico ou na despensa. Contudo, é preciso ter atenção ao seu estado, não deixando apodreça.

Para a sala, por exemplo, pode usar a casca de laranja como uma vela, para tal precisa, porém, de alguma habilidade pois a parte branca existente no centro dos gomos deve manter-se intacta pois irá funcionar como pavio. Assim sendo, descasque a laranja de forma a que a parte de cima que tem esse fio branco fique em forma de concha. Disponha algum azeite e acenda o ‘pavio’.

Também a casca de banana tem ‘mil e uma’ utilidades. Segundo o artigo, pode ser usada para tratar verrugas – colocando a parte interna casca em cima –, para aliviar irritações de pele ou picadas de mosquito.

Esfregar a zona afetada com acne com a parte interna da casca por vários minutos é um dos truques que pode adotar. Assim como massajar suavemente o contorno dos olhos com casca de banana para atenuar as rugas e as olheiras.

Cozinha ética sem desperdício - Receitas

Cascas, Talos, Folhas e Sementes



As partes dos alimentos que geralmente desprezamos - Casca, talo, sementes e folhas - chegam a ser mais nutritivas que as polpas

O livro Cozinhando sem Desperdício (editora Alaúde) da italiana Lisa Casali, apresenta 130  receitas com as partes que normalmente são recusadas pelos cozinheiros. Tudo para provar que de lixo elas não têm nada, rendendo pratos sustentáveis e saborosos.

Mas, antes de começar a usá-las, adiantamos que é preciso caprichar na higienização, já que certas áreas tendem a ser mais expostas a agrotóxicos, caso dos talos e das cascas. “retire os pesticidas usando uma escovinha e água para lavar bem os vegetais”, recomenda Lisa.

“Depois, coloque os alimentos em recipientes de vidro ou louça e deixe-os de molho em uma solução à base de hipoclorito de sódio, seguindo as instruções da embalagem. Feito isso, basta ter criatividade para vencer o tabu e encher a mesa de nutrientes.

Os talos são cheios de fibras, vitaminas e minerais. Logo, vale a pena aproveitar os talos de alcachofra, brócolis, espinafre e afins para fazer quiches, pães e bolos.

As folhas podem ser usadas em receitas de tortas, farofas, cuscuz, recheios e sopas, entre
outras. Dentro do corpo, essas substâncias são convertidas em vitamina A, nutriente que
apura a visão e reduz a formação de placas nas artérias. Sem contar que cada folha tem sua particularidade: a do rabanete apresenta muito selênio, um poderoso antioxidante; a da couve-flor possui fósforo, um protetor da memória; e da beterraba acumula potássio, mineral que regula a pressão arterial.

As cascas da goiaba apresenta altas doses de polifenóis, inimigo do envelhecimento celular, e o nitrato, que em porções moderadas, é benéfico para as artérias.

As cascas da cenoura, do abacaxi e da laranja também merecem destaque, porque oferecem potássio, cálcio, fósforo e vitamina C. A da banana é outra cheia de potássio, vitaminas e fibras, ajuda no controle do apetite e na perda de peso. Esses ingredientes podem fazer parte de sucos, bolos, doces, geleias e farinhas.

fonte cuidandodocorpo

Cozinha ética sem desperdício - Receitas

sábado, 23 de maio de 2015

Substituir: Amido, Fécula, Polvilho



Espessante em receitas:

Polvilho Azedo: Assim como o amido ele possui uma textura aveludada e é uma farinha bem fina, pode ser usado  para engrossar molhos, cremes, sopas e etc.

Farinha de Trigo: É uma farinha pesada e precisa ser bem cozida para não deixar gosto de farinha na receita, por isso só use quando a receita puder ficar algum tempo ao lume para cozinhar.

Fécula de Batata: A fécula de batata é um óptimo espessante, e diferente do amido de milho, não deixa a cor opaca, por isso caso queira manter a cor de um molho ou creme brilhante e viva é o espessante mais indicado.

Fécula de Mandioca: Assim como a de batata também não deixa cremes e molhos com a cor opaca e é um óptimo espessante, porém quando usado com essa função deve ser usado sempre o dobro do que seria em amido de milho, ou seja: Se a receita tiver  ¼ chávena/xícara de amido de milho substituir por ½ chávena/xícara de fécula de mandioca.

fonte receitasdeminuto

Amido de milho
amidos-feculas
Amido de milho é usado em culinária principalmente para engrossar líquidos em uma variedade de receitas, tais como cremes, mingaus, molhos, tortas, pudins, frituras, etc. Infelizmente, não há atualmente no Brasil amido de milho que não seja transgênico.

Mas não existe somente este tipo: amidos ou féculas podem ser extraídos de cereais, tubérculos, raízes e rizomas. Também é possível extrair amido de grãos, castanhas, feijões e favas.

Você pode substituir amido de milho por farinha de trigo, araruta, fécula de batata e polvilho doce por exemplo, dependendo da receita.

Quando queremos que uma chávena/xícara de líquido fique bem espessa, utilizamos 1 colher de sopa de amido de milho. Cerca de 3 colheres de sopa de farinha de trigo substituem uma colher de sopa de amido de milho, mas é necessário cozinhar por mais tempo para se livrar do sabor de farinha crua. A farinha é um espessante muito estável, mas não vai resultar no mesmo brilho acetinado que o amido de milho produz.

A araruta, por outro lado, oferece um belo brilho à preparação e pode ser substituído em um valor igual ou ligeiramente maior, mas precisa ser cozida por um pouco mais de tempo do que o amido de milho. Não contém glúten e é a mais indicada para doces e sobremesas.

Para outros substitutos como fécula de batata, tapioca e farinha de arroz, 2 colheres de chá provavelmente vão engrossar tanto quanto 1 colher de sopa de amido de milho.

Na preparação de doces, tenha cuidado: se a mistura contiver muito açúcar, o amido pode perder a função e seu líquido ficar com textura de xarope. Por isso, é bom testar a fécula ou amido que for utilizar em uma pequena quantidade antes, para não correr o risco de estragar a receita.

Fonte Veggi & Tal

Goma Guar, Goma Xantana e CMC na culinária sem glúten [CLIQUE AQUI]
Como substituir a farinha de trigo nas receitas sem glúten?

Goma Guar, Goma Xantana e CMC na culinária sem glúten

Fazer pães, massas e bolos sem farinha de trigo é uma aventura que todo o celíaco começa a viver assim que inicia sua busca por receitas mais saborosas e que se adaptem à sua realidade.

É o glúten presente na farinha de trigo que dá estrutura e elasticidade aos pães, massas e bolos. O glúten é uma proteína vegetal, encontrada no trigo, cevada, centeio e na aveia, ingredientes fundamentais para a confecção dos produtos de patisseria e confeitaria.

Um dos problemas na realização de pães, bolos e massas é que ao utilizarmos farinhas isentas de glúten temos resultados muito diferentes de quando usamos a farinha de trigo. A textura das preparações com farinhas sem glúten é bem diferente, mais seca e arenosa, sendo bastante difícil manter os componentes da massa unidos.

Outra dificuldade é que é quase impossível obtermos um bom resultado em nossa receita usando um só tipo de farinha. Por esse motivo, a culinária gluten free usa farinhas preparadas ou mix de farinhas. Para fazer sua farinha preparada, veja em baixo.

Buscando encontrar a mesma textura, estrutura e elasticidade nas massas sem glúten, podemos empregar a GOMA GUAR, a GOMA XANTANA e o CMC.  A maior parte das receitas sem glúten incluem estes ingredientes.

E o que são estes ingredientes?

gomagua1A GOMA GUAR é uma fibra alimentar solúvel, retirada da semente de uma planta de origem paquistanesa e indiana, bastante utilizada na alimentação humana e do gado desde a antiguidade. Na industria alimentícia, a goma guar é usada como espessante ou como fibra alimentar em dietas de emagrecimento.
Quando misturada à água ou óleo, a GOMA GUAR, que é um pó, se converte num gel denso e viscoso que funcionará como emulsificante, espessante, geleificante e estabilizante da estrutura do alimento.
A GOMA GUAR pode ser utilizada em preparações frias como mousses, cremes e recheios, e também quentes, no preparo de pães, macarrão fresco ou seco, bolos e biscoitos.

A GOMA XANTANA  também é um poderoso recurso na elaboração de receitas de pães, bolos, massas e biscoitos sem glúten. A goma xantana é um pó, resultante da fermantação de uma bactéria. Assim como a goma guar, a goma xantana também é um emulsionante, estabilizante das misturas, espessante para molhos, temperos de saladas, sorvetes, sucos de frutas, por exemplo.
Por sua capacidade de manter a mistura de farinhas em suspensão, a GOMA XANTANA colabora para facilitar a manutenção dos gases decorrente da fermentação dos pães e bolos, permitindo que os pães e bolos fiquem fofos, mais estruturados e elásticos.

O C.M.C. também é um pó, muito utilizado no preparo de bolos. Seu nome é a abreviatura de carboximetilcelulose.  Seu sabor é neutro e funciona também como espessante das misturas cremosas como cremes, sorvetes e coberturas.

Estes ingredientes são facilmente encontrados em lojas especializadas em produtos de patisserie e doces e também em lojas especializadas em produtos para pessoas com restrição alimentar.

Como podemos utilizar estes ingredientes?

Uso preferencialmente a goma guar no preparo de alimentos frios (sorvetes, mousses, molhos de salada), com o objetivo de encorpar a mistura e manter sua estrutura.
A goma xantana é melhor empregada na elaboração de bolos, tortas e pães, assim como o CMC.
Não é recomenndado usar a goma guar em receitas muito ácidas e cítricas, pois pode perder suas qualidades.

Você pode misturar as gomas às farinhas antes de começar a preparação da receita. (eu mantenho uma mistura de farinhas onde já acrescento a goma xantana).  Você também pode misturar as gomas ao óleo antes de adicioná-los aos demais ingredientes para a dissolução adequada.

Você pode observar que não existem proporções fixas nas misturas destes ingredientes nas receitas.
Normalmente a proporção mais comum é a de 1/2 a 2/3 de colher de chá para cada xícara de farinha empregada.
Em molhos de salada a proporção é de meia colher de chá para cada 200 ml de líquido.

Fonte glutenfreegourmetsp


Como substituir a farinha de trigo nas receitas sem glúten?
Você sabia que pode substituir a farinha de trigo que compõe uma receita por uma mistura de farinhas sem glúten?

Temos muitas farinha que podem ser utilizadas em conjunto para preparar uma mistura de farinha que se assemelhe à farinha de trigo.

Uma das características principais da farinha de trigo é sua maleabilidade. Isso é devido justamente ao glúten, uma proteína vegetal presente no trigo e que confere às preparações e receitas de pães, massas e biscoitos com farinha a sua elasticidade, flexibilidade e estrutura.

Muitas são as farinhas que podem compor estas misturas.

Testei muitas diferentes misturas e confesso que tenho que escolher e optar por uma mistura ou outra em função do tipo de receita que estou preparando.

Para as receitas de panquecas, crepes, pães e bolos tenho utilizado uma farinha mista composta de amido de milho, fécula de batata, farinha de creme de arroz, polvilho doce e goma xantana.

Esta é a proporção:
amido de milho - 500 g
farinha ou creme de arroz - 250 g
fécula de batata - 200 g
polvilho doce - 100 g 
goma xantana - 20 g

Misturo tudo muito bem em um pote grande e bem hermético.
Uso na mesma medida de farinha de trigo apontada na receita.

A goma xantana é encontrada em lojas especializadas.

Você também poderá optar por realizar suas receitas com farinhas sem glúten que já são vendidas preparadas. Temos algumas nacionais, como a Amina e Beladri e atualmente temos a possibilidade de comprar a farinha italiana Schar, que oferece dois excelentes produtos, o Mix Dolce, que é uma farinha para preparações de patisserrie doce e o Mix Pan, especial para o preparo de pães, quiches e tortas salgadas.

A tabela abaixo é uma outra sugestão para substituição. Nesta mistura você encontra a farinha de arroz, fécula de batata, o polvilho e a goma xantana.

C=cup=chávena/xícara
TSP=table spoon=colher de sopa

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Óleos Vegetais



Com a variedade de óleos existentes no mercado, é difícil saber qual é a melhor opção para levar pra casa. Os óleos de origem vegetal são fundamentais para a nossa alimentação, pois são fontes importantes de energia e actuam na absorção de vitaminas. Mas por serem bem calóricos devem ser consumidos com moderação. A recomendação é consumir 2 colheres [sopa] de óleo nas refeições e 1 colher [chá] de azeite por dia.

Fritar, Refogar, Temperar: Qual o Óleo Ideal? 

Quando o assunto é o aquecimento...
 Para que um óleo permaneça saudável é preciso que ele suporte temperaturas elevadas (180°C a 200°C) sem sofrer alterações em sua estrutura - o azeite oxida a uma temperatura superior a 210º-215º ºC. Justamente por isso os óleos indicados para fritura são o de soja e de amendoim.

Propriedades de cada óleo:

Óleo de Soja
Tem como principal vantagem o seu baixo custo, pois é do tipo mais barato encontrado no mercado. Embora  possua ómega 6, que ajuda a regular os níveis de colesterol, não traz muitos benefícios à saúde. É indicado para o preparo de pratos doces e salgados, principalmente frituras.

Óleo de Girassol
Apresenta alto índice de ômega 3 e vitamina E. também auxilia na redução do colesterol por possuir baixa quantidade de ácidos graxos saturados e ser rico em gorduras monoinsaturadas, que aumentam o HDL e reduzem o LDL. Ótimo para utilização em saladas, frituras, cozidos e conservas.

Óleo de Milho
Esse óleo dificulta a formação de gordura no sangue, ajudando a reduzir o nível do colesterol. Bastante usado no preparo de massas doces e na indústria alimentícia, principalmente em confeitaria.

Óleo de Gergelim
Com aroma e sabor característicos mais fortes, esse óleo apresenta alta estabilidade e tem propriedades antioxidantes, agindo contra os radicais livres. É utilizado principalemtne nas culinárias chinesa e japonesa e na fabricação de doces e balas. Também pode substituir o azeite no tempero de saladas e pratos frios.

Azeite Extravirgem
Rico em gorduras monoinsaturadas e vitaminas A, D, E e K, o azeite é um poderoso antioxidante capaz de retardar o envelhecimento. É indicado para saladas ou pratos que não são levados ao lume em altas temperaturas, pois o azeite perde algumas das suas propriedades nutritivas quando aquecido.

Óleo de Amendoim
Rico em vitamina E e ómega 6, nutrientes que previnem a formação de radicais livres, o óleo de amendoim é uma opção de gordura vegetal que ajuda na diminuição do LDL (mau colesterol). Além de fazer bem ao coração e ainda ajudar a prevenir o envelhecimento, o óleo derivado do grão de amendoim reserva muitos outros benefícios, entre eles o de não ser contra indicado a pessoas alérgicas e possuir o número de calorias comum a qualquer óleo.
O óleo de amendoim é o que mais suporta o aquecimento, mantendo suas características a até cerca de 220 ºC , sem sofrer processo de oxidação ou outro tipo de mudança química. Além disso, o óleo de amendoim não queima com facilidade e é menos absorvido pelos alimentos, o que aumenta o seu rendimento, impede que o alimento fique encharcado ou com gosto de ranço. Indicado para frituras.

Óleo de coco

 O óleo mais saudável para cozinhar é, sem dúvida, o óleo de coco. Além de ser composto por gorduras muito benéficas (ácidos graxos saturados vegetais), ele adiciona o agradável sabor do coco à comida.


Óleo de Abacate
Tem uma composição e resistência ao calor muito parecidas com o azeite(monoinsaturado). Sendo assim é um bom candidato a ser usado como óleo de cozinha. Oxida a uma temperatura superior a 180 ºC.








Óleos de Fritura

O que são e quais são os óleos de fritura?
O termo fritura pode utilizar-se tanto para o modo de confecção em que o alimento é imergido em óleo de fritura (Deep frying), como para o caso em que o alimento é confeccionado numa quantidade pequena de gordura.
Os óleos de fritura são geralmente gorduras de origem vegetal que estão no estado líquido à temperatura ambiente (20ºC). Incluem desde o azeite, que é o óleo extraído da azeitona, até aos óleos de girassol, amendoim, palma, algodão e coco, entre outros etc. Para além dos óleos, nas frituras do tipo salteado, podem também usar-se as gorduras que se mantêm sólidas à temperatura ambiente, tais como a margarina de origem vegetal.
Todas as gorduras são constituídas, maioritariamente, por ácidos gordos (triglicéridos) que se incluem em 3 grandes grupos: os saturados, os monoinsaturados e polinsaturados. E, são precisamente as diferenças de composição dos óleos nos vários tipos de ácidos gordos que determinam as suas características, tornando uns óleos mais indicados para a fritura do que outros.

Em termos de segurança alimentar quais as diferenças entre os diversos óleos?
As gorduras ricas em ácidos gordos saturados são geralmente de origem animal como a manteiga, havendo contudo, algumas excepções de origem vegetal como por exemplo o óleo de coco. O consumo deste tipo de gorduras pode resultar no aumento dos níveis de colesterol, o que conduz ao desenvolvimento das as doenças cardiovasculares. A margarina, por seu lado, é, em geral, constituída por gordura de origem vegetal, que por ser hidrogenada, contém ácidos gordos trans, cujo consumo também associado ao aumento do colesterol.
Os óleos vegetais têm na sua composição, maioritariamente, ácidos gordos monoinsaturados ou polinsaturados. Os óleos monoinsaturados, como o azeite ou o óleo de amendoim são mais resistentes às altas temperaturas enquanto que os óleos polinsaturados como o óleo de girassol, de soja ou de milho se degradam mais rapidamente.

Quais são os óleos devem ser usados para a fritura?
Os óleos usados na fritura sofrem alterações rápidas e muito complexas devido nomeadamente às altas temperaturas a que são sujeitos e, uma vez que estas alterações podem ter consequências quer ao nível nutritivo quer ao nível da saúde humana, é importante saber como os diversos óleos alimentares se comportam.
Para os óleos monoinsaturados, as temperaturas a partir das quais os processos de degradação se desencadeiam, são superiores à temperatura de fritura que é cerca de 180ºC. Os óleos polinsaturados degradam-se a temperaturas inferiores a 180ºC.

As temperaturas a partir das quais as diversas gorduras se degradam rapidamente são as seguintes:


Para a fritura os óleos mais adequados são o azeite e óleo de amendoim.
Devem os fritos fazer parte da dieta?
A confecção de alimentos pelo processo de fritura é bastante usada entre nós, devido à sua grande tradição na gastronomia portuguesa. Além disso é um modo de confecção muito rápido e prático que pode ser usado numa grande variedade de alimentos.
As desvantagens associadas  à fritura são basicamente de dois tipos, estando relacionadas com o modo de confecção em si e com a má utilização dos óleos de fritura. No que se refere ao modo de confecção, a fritura é um processo bastante complexo através do qual os alimentos sofrem alterações a vários níveis. A fase inicial envolve uma desidratação parcial dos alimentos, em que a água da sua composição e os materiais nela solubilizados são retirados do interior dos alimentos. Já numa 2ª fase, o óleo vai entrar nos alimentos, ocupando parte do espaço deixado livre pela água, o que depende fundamentalmente da temperatura do óleo e do alimento.  Um alimento frito terá necessariamente mais gordura, e logo maior valor calórico, que um alimento confeccionado de outro modo. 
Já o caso da batata é um exemplo muito significativo, pois uma batata frita (palitos) contém cerca de 3,75 vezes mais calorias do que a mesma batata se for cozida (sem pele) e 6 vezes mais se for frita às rodelas (in Krause’s Food, Nutrition, and Diet Therapy. editted by L.Kathleen Mahan, Sílvia Escott-Stump. 10th ed.)

Por outro lado, a fritura dos alimentos pode conduzir à formação de substâncias tóxicas, como a acrilamida, designados por contaminantes resultantes do processamento alimentar. Na confecção dos alimentos pela fritura, as temperaturas elevadas aliadas à presença de água e oxigénio contidos nos alimentos dão origem a reacções de oxidação do óleo, entre outras, que provocam alterações nas características do óleo nomeadamente ao níveis do sabor, odor e cor. A degradação dos óleos, que ocorre durante a fritura é, assim, resultado de um complexo conjunto de reacções químicas de degradação, nomeadamente:

1Hidrólise - reacção do óleo com a água com formação de diglicéridos, de ácidos gordos livres, que está altamente dependente da quantidade de água do alimento, temperatura do óleo, número de utilizações do óleo e sujidade no óleo.
2Oxidação - reacção do oxigénio com o óleo com formação de álcoois e ácidos entre outros produtos, cuja velocidade está dependente da temperatura, e que pode resultar no aparecimento abundante de espuma no óleo e cheiro/sabor a ranço.
3. Polimerização – reacções que ocorrem nos óleos a temperaturas elevadas com formação de moléculas de grandes dimensões os polímeros. Temperatura demasiado elevada do óleo durante demasiado tempo pode resultar na produção de níveis altos de polímeros.
Nos processos de fritura, a degradação dos óleos gera substâncias tóxicas de diversos tipos que podem ter efeitos bastante nocivos para a saúde.
No entanto é importante ter presente que a formação destes compostos depende do tipo de óleo e da temperatura a que são submetidos os alimentos, podendo ser minorada com uma utilização correcta dos óleos de fritura (temperatura, nº de utilizações, tempo da fritura) e também pela presença de antioxidantes. Os óleos vegetais contêm geralmente antioxidantes da família do tocoferol, sendo alguns muito eficazes na protecção dos óleos contra as reacções de oxidação.

Quando se deve mudar o óleo?
Não há receitas, uma vez que a alteração dos óleos para além de depender do seu tipo e da temperatura de fritura, depende também do tipo de alimento que se frita. Por exemplo, o peixe degrada mais rapidamente o óleo do que a batata.
Existem, no entanto, vários aspectos indicativos da alteração dos óleos de fritura, que podem ajudar na tomada de decisão de substituir o óleo por um novo.

Alteração da cor: o escurecimento do óleo indica o que este já sofreu reacções de oxidação
Alteração do cheiro: a emanação de odores desagradáveis relaciona-se com a acidificação do mesmo
Alteração do sabor: a alteração do óleo confere um sabor desagradável devido à acidificação do   óleo.
Aumento da viscosidade.
Libertação de fumos a temperaturas inferiores à temperatura de fritura.
Formação de espuma abundante resultante das reacções de oxidação, aceleradas pelas altas temperaturas.

Conselhos para a manutenção das fritadeiras e óleosOs óleos de fritura não devem ser aquecidos a temperaturas superiores a 180ºC, pois a temperaturas mais altas verifica-se uma mais rápida degradação dos mesmos.  Deve proceder-se, com   frequência, à remoção das partículas de comida e crostas da fritadeira de modo   a mantê-la sem sedimentos. A presença e acumulação de sedimentos podem levar à   formação de produtos de degradação das gorduras indesejáveis e ao   escurecimento dos alimentos aí processados. Assim, deve-se filtrar o óleo após   a sua utilização e arrefecimento.

As fritadeiras devem ser   limpas periodicamente. Se for feita a lavagem com detergente deve-se no final   passar com vinagre diluído para neutralizar o detergente que possa ter   permanecido na fritadeira. Os resíduos de sabão são extremamente prejudiciais   para os óleos de fritura, pois o sabão, sendo um surfactante, facilita a   formação de emulsões estáveis de óleo e água durante a fritura. Estas por seu   lado, são fundamentais para as reacções de degradação dos óleos de   hidrólise.   Mantenha um nível de óleo   constante, juntando óleo novo sempre que necessário. Reduza a temperatura do óleo   da fritadeira para 120ºC quando interrompe o processo de fritura. A fritadeira deve ficar   tapada quando não está a ser utilizada, de modo a proteger o óleo do contacto   com o ar e com a luz. A fritadeira não deve conter peças em cobre,   ferro preto ou latão que possam contactar com o óleo aquecido. A presença  desses metais, nem que sejam sequer de só vestígios, conduz à rápida   deterioração dos óleos. Tempere os alimentos depois de fritos fora da fritadeira.

fonte ASAE