sábado, 23 de maio de 2015

Goma Guar, Goma Xantana e CMC na culinária sem glúten

Fazer pães, massas e bolos sem farinha de trigo é uma aventura que todo o celíaco começa a viver assim que inicia sua busca por receitas mais saborosas e que se adaptem à sua realidade.

É o glúten presente na farinha de trigo que dá estrutura e elasticidade aos pães, massas e bolos. O glúten é uma proteína vegetal, encontrada no trigo, cevada, centeio e na aveia, ingredientes fundamentais para a confecção dos produtos de patisseria e confeitaria.

Um dos problemas na realização de pães, bolos e massas é que ao utilizarmos farinhas isentas de glúten temos resultados muito diferentes de quando usamos a farinha de trigo. A textura das preparações com farinhas sem glúten é bem diferente, mais seca e arenosa, sendo bastante difícil manter os componentes da massa unidos.

Outra dificuldade é que é quase impossível obtermos um bom resultado em nossa receita usando um só tipo de farinha. Por esse motivo, a culinária gluten free usa farinhas preparadas ou mix de farinhas. Para fazer sua farinha preparada, veja em baixo.

Buscando encontrar a mesma textura, estrutura e elasticidade nas massas sem glúten, podemos empregar a GOMA GUAR, a GOMA XANTANA e o CMC.  A maior parte das receitas sem glúten incluem estes ingredientes.

E o que são estes ingredientes?

gomagua1A GOMA GUAR é uma fibra alimentar solúvel, retirada da semente de uma planta de origem paquistanesa e indiana, bastante utilizada na alimentação humana e do gado desde a antiguidade. Na industria alimentícia, a goma guar é usada como espessante ou como fibra alimentar em dietas de emagrecimento.
Quando misturada à água ou óleo, a GOMA GUAR, que é um pó, se converte num gel denso e viscoso que funcionará como emulsificante, espessante, geleificante e estabilizante da estrutura do alimento.
A GOMA GUAR pode ser utilizada em preparações frias como mousses, cremes e recheios, e também quentes, no preparo de pães, macarrão fresco ou seco, bolos e biscoitos.

A GOMA XANTANA  também é um poderoso recurso na elaboração de receitas de pães, bolos, massas e biscoitos sem glúten. A goma xantana é um pó, resultante da fermantação de uma bactéria. Assim como a goma guar, a goma xantana também é um emulsionante, estabilizante das misturas, espessante para molhos, temperos de saladas, sorvetes, sucos de frutas, por exemplo.
Por sua capacidade de manter a mistura de farinhas em suspensão, a GOMA XANTANA colabora para facilitar a manutenção dos gases decorrente da fermentação dos pães e bolos, permitindo que os pães e bolos fiquem fofos, mais estruturados e elásticos.

O C.M.C. também é um pó, muito utilizado no preparo de bolos. Seu nome é a abreviatura de carboximetilcelulose.  Seu sabor é neutro e funciona também como espessante das misturas cremosas como cremes, sorvetes e coberturas.

Estes ingredientes são facilmente encontrados em lojas especializadas em produtos de patisserie e doces e também em lojas especializadas em produtos para pessoas com restrição alimentar.

Como podemos utilizar estes ingredientes?

Uso preferencialmente a goma guar no preparo de alimentos frios (sorvetes, mousses, molhos de salada), com o objetivo de encorpar a mistura e manter sua estrutura.
A goma xantana é melhor empregada na elaboração de bolos, tortas e pães, assim como o CMC.
Não é recomenndado usar a goma guar em receitas muito ácidas e cítricas, pois pode perder suas qualidades.

Você pode misturar as gomas às farinhas antes de começar a preparação da receita. (eu mantenho uma mistura de farinhas onde já acrescento a goma xantana).  Você também pode misturar as gomas ao óleo antes de adicioná-los aos demais ingredientes para a dissolução adequada.

Você pode observar que não existem proporções fixas nas misturas destes ingredientes nas receitas.
Normalmente a proporção mais comum é a de 1/2 a 2/3 de colher de chá para cada xícara de farinha empregada.
Em molhos de salada a proporção é de meia colher de chá para cada 200 ml de líquido.

Fonte glutenfreegourmetsp


Como substituir a farinha de trigo nas receitas sem glúten?
Você sabia que pode substituir a farinha de trigo que compõe uma receita por uma mistura de farinhas sem glúten?

Temos muitas farinha que podem ser utilizadas em conjunto para preparar uma mistura de farinha que se assemelhe à farinha de trigo.

Uma das características principais da farinha de trigo é sua maleabilidade. Isso é devido justamente ao glúten, uma proteína vegetal presente no trigo e que confere às preparações e receitas de pães, massas e biscoitos com farinha a sua elasticidade, flexibilidade e estrutura.

Muitas são as farinhas que podem compor estas misturas.

Testei muitas diferentes misturas e confesso que tenho que escolher e optar por uma mistura ou outra em função do tipo de receita que estou preparando.

Para as receitas de panquecas, crepes, pães e bolos tenho utilizado uma farinha mista composta de amido de milho, fécula de batata, farinha de creme de arroz, polvilho doce e goma xantana.

Esta é a proporção:
amido de milho - 500 g
farinha ou creme de arroz - 250 g
fécula de batata - 200 g
polvilho doce - 100 g 
goma xantana - 20 g

Misturo tudo muito bem em um pote grande e bem hermético.
Uso na mesma medida de farinha de trigo apontada na receita.

A goma xantana é encontrada em lojas especializadas.

Você também poderá optar por realizar suas receitas com farinhas sem glúten que já são vendidas preparadas. Temos algumas nacionais, como a Amina e Beladri e atualmente temos a possibilidade de comprar a farinha italiana Schar, que oferece dois excelentes produtos, o Mix Dolce, que é uma farinha para preparações de patisserrie doce e o Mix Pan, especial para o preparo de pães, quiches e tortas salgadas.

A tabela abaixo é uma outra sugestão para substituição. Nesta mistura você encontra a farinha de arroz, fécula de batata, o polvilho e a goma xantana.

C=cup=chávena/xícara
TSP=table spoon=colher de sopa

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Óleos Vegetais



Com a variedade de óleos existentes no mercado, é difícil saber qual é a melhor opção para levar pra casa. Os óleos de origem vegetal são fundamentais para a nossa alimentação, pois são fontes importantes de energia e actuam na absorção de vitaminas. Mas por serem bem calóricos devem ser consumidos com moderação. A recomendação é consumir 2 colheres [sopa] de óleo nas refeições e 1 colher [chá] de azeite por dia.

Fritar, Refogar, Temperar: Qual o Óleo Ideal? 

Quando o assunto é o aquecimento...
 Para que um óleo permaneça saudável é preciso que ele suporte temperaturas elevadas (180°C a 200°C) sem sofrer alterações em sua estrutura - o azeite oxida a uma temperatura superior a 210º-215º ºC. Justamente por isso os óleos indicados para fritura são o de soja e de amendoim.

Propriedades de cada óleo:

Óleo de Soja
Tem como principal vantagem o seu baixo custo, pois é do tipo mais barato encontrado no mercado. Embora  possua ómega 6, que ajuda a regular os níveis de colesterol, não traz muitos benefícios à saúde. É indicado para o preparo de pratos doces e salgados, principalmente frituras.

Óleo de Girassol
Apresenta alto índice de ômega 3 e vitamina E. também auxilia na redução do colesterol por possuir baixa quantidade de ácidos graxos saturados e ser rico em gorduras monoinsaturadas, que aumentam o HDL e reduzem o LDL. Ótimo para utilização em saladas, frituras, cozidos e conservas.

Óleo de Milho
Esse óleo dificulta a formação de gordura no sangue, ajudando a reduzir o nível do colesterol. Bastante usado no preparo de massas doces e na indústria alimentícia, principalmente em confeitaria.

Óleo de Gergelim
Com aroma e sabor característicos mais fortes, esse óleo apresenta alta estabilidade e tem propriedades antioxidantes, agindo contra os radicais livres. É utilizado principalemtne nas culinárias chinesa e japonesa e na fabricação de doces e balas. Também pode substituir o azeite no tempero de saladas e pratos frios.

Azeite Extravirgem
Rico em gorduras monoinsaturadas e vitaminas A, D, E e K, o azeite é um poderoso antioxidante capaz de retardar o envelhecimento. É indicado para saladas ou pratos que não são levados ao lume em altas temperaturas, pois o azeite perde algumas das suas propriedades nutritivas quando aquecido.

Óleo de Amendoim
Rico em vitamina E e ómega 6, nutrientes que previnem a formação de radicais livres, o óleo de amendoim é uma opção de gordura vegetal que ajuda na diminuição do LDL (mau colesterol). Além de fazer bem ao coração e ainda ajudar a prevenir o envelhecimento, o óleo derivado do grão de amendoim reserva muitos outros benefícios, entre eles o de não ser contra indicado a pessoas alérgicas e possuir o número de calorias comum a qualquer óleo.
O óleo de amendoim é o que mais suporta o aquecimento, mantendo suas características a até cerca de 220 ºC , sem sofrer processo de oxidação ou outro tipo de mudança química. Além disso, o óleo de amendoim não queima com facilidade e é menos absorvido pelos alimentos, o que aumenta o seu rendimento, impede que o alimento fique encharcado ou com gosto de ranço. Indicado para frituras.

Óleo de coco

 O óleo mais saudável para cozinhar é, sem dúvida, o óleo de coco. Além de ser composto por gorduras muito benéficas (ácidos graxos saturados vegetais), ele adiciona o agradável sabor do coco à comida.


Óleo de Abacate
Tem uma composição e resistência ao calor muito parecidas com o azeite(monoinsaturado). Sendo assim é um bom candidato a ser usado como óleo de cozinha. Oxida a uma temperatura superior a 180 ºC.








Óleos de Fritura

O que são e quais são os óleos de fritura?
O termo fritura pode utilizar-se tanto para o modo de confecção em que o alimento é imergido em óleo de fritura (Deep frying), como para o caso em que o alimento é confeccionado numa quantidade pequena de gordura.
Os óleos de fritura são geralmente gorduras de origem vegetal que estão no estado líquido à temperatura ambiente (20ºC). Incluem desde o azeite, que é o óleo extraído da azeitona, até aos óleos de girassol, amendoim, palma, algodão e coco, entre outros etc. Para além dos óleos, nas frituras do tipo salteado, podem também usar-se as gorduras que se mantêm sólidas à temperatura ambiente, tais como a margarina de origem vegetal.
Todas as gorduras são constituídas, maioritariamente, por ácidos gordos (triglicéridos) que se incluem em 3 grandes grupos: os saturados, os monoinsaturados e polinsaturados. E, são precisamente as diferenças de composição dos óleos nos vários tipos de ácidos gordos que determinam as suas características, tornando uns óleos mais indicados para a fritura do que outros.

Em termos de segurança alimentar quais as diferenças entre os diversos óleos?
As gorduras ricas em ácidos gordos saturados são geralmente de origem animal como a manteiga, havendo contudo, algumas excepções de origem vegetal como por exemplo o óleo de coco. O consumo deste tipo de gorduras pode resultar no aumento dos níveis de colesterol, o que conduz ao desenvolvimento das as doenças cardiovasculares. A margarina, por seu lado, é, em geral, constituída por gordura de origem vegetal, que por ser hidrogenada, contém ácidos gordos trans, cujo consumo também associado ao aumento do colesterol.
Os óleos vegetais têm na sua composição, maioritariamente, ácidos gordos monoinsaturados ou polinsaturados. Os óleos monoinsaturados, como o azeite ou o óleo de amendoim são mais resistentes às altas temperaturas enquanto que os óleos polinsaturados como o óleo de girassol, de soja ou de milho se degradam mais rapidamente.

Quais são os óleos devem ser usados para a fritura?
Os óleos usados na fritura sofrem alterações rápidas e muito complexas devido nomeadamente às altas temperaturas a que são sujeitos e, uma vez que estas alterações podem ter consequências quer ao nível nutritivo quer ao nível da saúde humana, é importante saber como os diversos óleos alimentares se comportam.
Para os óleos monoinsaturados, as temperaturas a partir das quais os processos de degradação se desencadeiam, são superiores à temperatura de fritura que é cerca de 180ºC. Os óleos polinsaturados degradam-se a temperaturas inferiores a 180ºC.

As temperaturas a partir das quais as diversas gorduras se degradam rapidamente são as seguintes:


Para a fritura os óleos mais adequados são o azeite e óleo de amendoim.
Devem os fritos fazer parte da dieta?
A confecção de alimentos pelo processo de fritura é bastante usada entre nós, devido à sua grande tradição na gastronomia portuguesa. Além disso é um modo de confecção muito rápido e prático que pode ser usado numa grande variedade de alimentos.
As desvantagens associadas  à fritura são basicamente de dois tipos, estando relacionadas com o modo de confecção em si e com a má utilização dos óleos de fritura. No que se refere ao modo de confecção, a fritura é um processo bastante complexo através do qual os alimentos sofrem alterações a vários níveis. A fase inicial envolve uma desidratação parcial dos alimentos, em que a água da sua composição e os materiais nela solubilizados são retirados do interior dos alimentos. Já numa 2ª fase, o óleo vai entrar nos alimentos, ocupando parte do espaço deixado livre pela água, o que depende fundamentalmente da temperatura do óleo e do alimento.  Um alimento frito terá necessariamente mais gordura, e logo maior valor calórico, que um alimento confeccionado de outro modo. 
Já o caso da batata é um exemplo muito significativo, pois uma batata frita (palitos) contém cerca de 3,75 vezes mais calorias do que a mesma batata se for cozida (sem pele) e 6 vezes mais se for frita às rodelas (in Krause’s Food, Nutrition, and Diet Therapy. editted by L.Kathleen Mahan, Sílvia Escott-Stump. 10th ed.)

Por outro lado, a fritura dos alimentos pode conduzir à formação de substâncias tóxicas, como a acrilamida, designados por contaminantes resultantes do processamento alimentar. Na confecção dos alimentos pela fritura, as temperaturas elevadas aliadas à presença de água e oxigénio contidos nos alimentos dão origem a reacções de oxidação do óleo, entre outras, que provocam alterações nas características do óleo nomeadamente ao níveis do sabor, odor e cor. A degradação dos óleos, que ocorre durante a fritura é, assim, resultado de um complexo conjunto de reacções químicas de degradação, nomeadamente:

1Hidrólise - reacção do óleo com a água com formação de diglicéridos, de ácidos gordos livres, que está altamente dependente da quantidade de água do alimento, temperatura do óleo, número de utilizações do óleo e sujidade no óleo.
2Oxidação - reacção do oxigénio com o óleo com formação de álcoois e ácidos entre outros produtos, cuja velocidade está dependente da temperatura, e que pode resultar no aparecimento abundante de espuma no óleo e cheiro/sabor a ranço.
3. Polimerização – reacções que ocorrem nos óleos a temperaturas elevadas com formação de moléculas de grandes dimensões os polímeros. Temperatura demasiado elevada do óleo durante demasiado tempo pode resultar na produção de níveis altos de polímeros.
Nos processos de fritura, a degradação dos óleos gera substâncias tóxicas de diversos tipos que podem ter efeitos bastante nocivos para a saúde.
No entanto é importante ter presente que a formação destes compostos depende do tipo de óleo e da temperatura a que são submetidos os alimentos, podendo ser minorada com uma utilização correcta dos óleos de fritura (temperatura, nº de utilizações, tempo da fritura) e também pela presença de antioxidantes. Os óleos vegetais contêm geralmente antioxidantes da família do tocoferol, sendo alguns muito eficazes na protecção dos óleos contra as reacções de oxidação.

Quando se deve mudar o óleo?
Não há receitas, uma vez que a alteração dos óleos para além de depender do seu tipo e da temperatura de fritura, depende também do tipo de alimento que se frita. Por exemplo, o peixe degrada mais rapidamente o óleo do que a batata.
Existem, no entanto, vários aspectos indicativos da alteração dos óleos de fritura, que podem ajudar na tomada de decisão de substituir o óleo por um novo.

Alteração da cor: o escurecimento do óleo indica o que este já sofreu reacções de oxidação
Alteração do cheiro: a emanação de odores desagradáveis relaciona-se com a acidificação do mesmo
Alteração do sabor: a alteração do óleo confere um sabor desagradável devido à acidificação do   óleo.
Aumento da viscosidade.
Libertação de fumos a temperaturas inferiores à temperatura de fritura.
Formação de espuma abundante resultante das reacções de oxidação, aceleradas pelas altas temperaturas.

Conselhos para a manutenção das fritadeiras e óleosOs óleos de fritura não devem ser aquecidos a temperaturas superiores a 180ºC, pois a temperaturas mais altas verifica-se uma mais rápida degradação dos mesmos.  Deve proceder-se, com   frequência, à remoção das partículas de comida e crostas da fritadeira de modo   a mantê-la sem sedimentos. A presença e acumulação de sedimentos podem levar à   formação de produtos de degradação das gorduras indesejáveis e ao   escurecimento dos alimentos aí processados. Assim, deve-se filtrar o óleo após   a sua utilização e arrefecimento.

As fritadeiras devem ser   limpas periodicamente. Se for feita a lavagem com detergente deve-se no final   passar com vinagre diluído para neutralizar o detergente que possa ter   permanecido na fritadeira. Os resíduos de sabão são extremamente prejudiciais   para os óleos de fritura, pois o sabão, sendo um surfactante, facilita a   formação de emulsões estáveis de óleo e água durante a fritura. Estas por seu   lado, são fundamentais para as reacções de degradação dos óleos de   hidrólise.   Mantenha um nível de óleo   constante, juntando óleo novo sempre que necessário. Reduza a temperatura do óleo   da fritadeira para 120ºC quando interrompe o processo de fritura. A fritadeira deve ficar   tapada quando não está a ser utilizada, de modo a proteger o óleo do contacto   com o ar e com a luz. A fritadeira não deve conter peças em cobre,   ferro preto ou latão que possam contactar com o óleo aquecido. A presença  desses metais, nem que sejam sequer de só vestígios, conduz à rápida   deterioração dos óleos. Tempere os alimentos depois de fritos fora da fritadeira.

fonte ASAE

Azeites e óleos vegetais


O óleo vegetal é uma gordura extraída de plantas, formado por triglicerídios e, apesar de, em princípio, outras partes da planta poderem ser utilizadas na extração de óleo, na prática este é extraído na sua maioria (quase exclusivamente) das sementes.

São utilizados como óleo de cozinha, pintura, lubrificante, cosméticos, farmacêutico, iluminação, combustível (Biodiesel ou Puro) e para usos industriais. Alguns tipos de óleos, tais como o óleo de colza, algodão ou rícino (mamona) são impróprios para consumo humano sem o devido processamento prévio.

Como todas as gorduras, os óleos vegetais são ésteres de glicerina e uma mistura de ácidos graxos, esteróis, tocoferóis e contem resíduos minerais e são insolúveis em água, mas solúveis em solventes orgânicos.

São fontes comuns de óleos vegetais, plantas e sementes de: abacate, abóbora, cânhamo, algodão, amêndoas, amendoim, arroz, azeitonas, avelã, babaçú, canola/colza, cártamo, castanha-de-caju, castanha-do-pará, coco, damasco, dendê, gergelim, girassol, linhaça/linho, mamona, milho, mostarda, neem, nozes, palma, papoila, uva, soja, entre outros.
Azeite,  óleo extraído a frio das azeitonas, é o óleo comestível menos produzido, 2.6 milhões de toneladas métricas e, o de soja, o mais consumido, 26.0 milhões de toneladas métricas, ou seja, 10 vezes mais, ao ano.

A diferença entre os azeites e os óleos é a seguinte: os azeites são obtidos pôr pressão, como é o caso do azeite de oliva, e os óleos, pôr pressão, solventes e posterior purificação e refinação. Na prática, o azeite é o único óleo vegetal que não é extraído pôr solventes químicos e não sofre o processo de refinação. Correntemente denominam-se azeites virgens aqueles obtidos pôr pressão e não são refinados.

A refinação é uma operação que tende a separar dos azeites brutos as substâncias indesejáveis, como pesticidas, substâncias mucilaginosas, ceras, resinas, etc. O processo cumpre-se mediante a lavagem prévia, alcalinização, centrifugação, descoloração, filtragem, desodorização, resfriamento e filtragem final.

Os azeites serão mais nobres e puros quanto menor for seu grau de acidez, considerando-se normal para o bom funcionamento estomacal o teor de 1 grau de acidez (1 grama a cada 100 gramas), ou menos.

A qualidade e digestibilidade dos azeites e óleos vegetais comestíveis é determinada pela qualidade e quantidade dos ácidos graxos insaturados que os compõem, sendo fundamental a presença do ácido linoléico em quantidades adequadas já que o organismo não pode sintetizá-lo. Quanto maior for a quantidade de ácido linoléico em relação ao ácido oléico contido em um óleo vegetal, melhor será a sua qualidade, a fim de evitar a formação de colesterol.

Os óleos vegetais comestíveis que contêm quantidades importantes de ácidos graxos insaturados de baixo ponto de fusão são parcialmente suscetíveis à oxidação, sendo conhecidos como azeite e óleos semi-secantes. A secantividade dos óleos vegetais comestíveis é determinada pôr seu índice de Iodo, que indica a quantidade de oxigênio que pode absorver um óleo vegetal para obter sua saturação total. A secantividade é determinada tecnicamente ao se conhecer os gramas de Iodo absorvidos a cada 100 gramas de óleo vegetal.

As porcentagens de ácidos graxos saturados e insaturados contidos nos óleos vegetais são relativamente variáveis de acordo com as condições climáticas, os solos e o tempo em que vegetaram as plantas que os produziram, como também as variedades ou os híbridos das quais foram obtidos.

A maioria das pessoas desconhecem, acham que o óleo de cozinha é biodegradável, mas, cada litro de óleo comestível despejado no esgoto, tem potencial para poluir cerca de um milhão de litros de água, o que equivale a quantidade que uma pessoa consome ao longo de quatorze anos de vida.

Mas, pode-se fazer sabão e sabonetes, caseiros, a partir da reciclagem dos óleos comestíveis usados. Dê um pulo na Web e pesquise uma fórmula que melhor atenda as suas necessidades e de acordo com o volume disponível de óleo comestível usado. Use óleos essenciais de plantas aromáticas, tipo: erva doce, bergamota (Citrus reticulata - tangerina), eucalipto, lavanda e muitos outros, para dar um toque especial ao seu sabonete caseiro.






    

Óleo Alimentar

é um óleo vegetal obtido a partir da combinação de óleos de diferentes sementes ou frutos.

A mistura de diferentes tipos de óleos permite obter um produto final com características particulares, nomeadamente a nível da composição em ácidos gordos, resultante da combinação das características específicas de cada um dos óleos utilizados como ingredientes.
Deste modo é possível disponibilizar no mercado produtos com uma gama alargada de composição em ácidos gordos, proporcionando ao consumidor a possibilidade de optar pelo óleo que melhor se adequa ás suas necessidades e preferências.
As grandes empresas desenvolvem misturas de óleos específicas, onde a proporção de cada um dos óleos é criteriosamente estudada de modo a que o produto final seja rico em nutrientes com efeitos benéficos para a saúde e/ou com um melhor comportamento em fritura e/ou com características organolépticas particulares. Deste modo, o consumidor pode usufruir do melhor dos óleos vegetais em todas as suas utilizações, através da gama de produtos oferecida por uma marca de confiança.
Por exemplo, uma mistura em proporções criteriosas de óleos ricos em ácidos gordos omega-6 com óleos ricos em ácidos gordos omega-3 permite obter um produto rico em ambos os ácidos gordos, omega-6 e omega-3, sem aromas e sabores estranhos. O mesmo é valido para misturas de óleos ricos em ácidos gordos omega-6 e omega-9.

óleo de girassol é rico em ácidos gordos essenciais omega-6 (ácido linoleico).
Essencial para um crescimento e desenvolvimento saudável do organismo, o ácido linoleico desempenha também um papel importante na redução de risco de doenças cardiovasculares e do colesterol, função vascular e sistema imunitário.
O óleo de girassol é rico em vitamina E, importante antioxidante que ajuda a retardar o envelhecimento das células e dos tecidos do organismo e contribui para o fortalecimento das defesas do organismo (bom funcionamento do sistema imunitário).


Rico em ácidos gordos polinsaturados essenciais ómega 6 (ácido linoleico) e ómega 3 (ácido α-linolénico), essenciais para um crescimento, desenvolvimento e funcionamento saudável do organismo.
O ácido α-linolénico é um nutriente que contribui para o funcionamento saudável do sistema nervoso, imunitário (acção anti-inflamatória), e do coração. O óleo de soja também é rico em vitamina E, importante antioxidante que ajuda a retardar o envelhecimento das células e dos tecidos do organismo e contribui para o fortalecimento das defesas do organismo (bom funcionamento do sistema imunitário).


Rico em ácidos gordos monoinsaturados (ácido oleico) e com um teor relativamente elevado de ácidos gordos saturados, o óleo de amendoim é dos óleos vegetais mais resistente a altas temperaturas.
O seu sabor característico aliado à sua elevada resistência a altas temperaturas, transforma-o no óleo ideal para certas preparações culinárias, como por exemplo, fondues e frituras.
Atenção: A utilização deste tipo de óleo não é aconselhado a pessoas sensíveis/alérgicas ao amendoim, principalmente crianças.


óleo de milho, rico em ácidos gordos polinsaturados, ácido linoleico essencial para um crescimento, desenvolvimento e funcionamento saudável do organismo. O ácido linoleico desempenha também um papel importante na redução do colesterol, função vascular e sistema imunitário.
Rico em vitamina E, importante antioxidante que ajuda a retardar o envelhecimento das células e dos tecidos do organismo e contribui para o fortalecimento das defesas do organismo (bom funcionamento do sistema imunitário). Rico em Vitamina A que contribui para o reforço do sistema imunológico sendo também benéfico para a visão. O seu sabor característico é apreciado em algumas preparações culinárias.


Muito já se disse e muito já se aconselhou referente ao problema da gordura e à necessidade de reduzir o seu consumo, chegando mesmo ao ponto de tentar substituí-la por alimentos fornecedores de hidratos de carbono ou vice-versa. Ambas as tendências apenas se focaram no que se obtinha dos alimentos (gordura versus hidratos de carbono) e não na manutenção de um peso adequado, ou seja, na quantidade que se come e nas calorias que se consomem em relação às que se gastam. Isto porque reduzir a quantidade de gordura na alimentação implica, inconscientemente, acrescentar outro alimento no seu lugar.
Uma alimentação saudável é, por definição, aquela que é capaz de garantir todas as funções do nosso organismo tendo obrigatoriamente de ser completa (todos os nutrientes são essenciais ao bom funcionamento do organismo), numa proporção equilibrada (comer os alimentos em proporções correctas) e variada (variar as escolhas alimentares dentro de cada grupo).
Numa alimentação saudável, a gordura é tão importante como as proteínas e os hidratos de carbono, sendo para isso essencial conhecer os tipos de gordura que existem: quais as nutricionalmente interessantes e quais a evitar. Uma dieta variada e equilibrada, ao con¬trário do que muitas pessoas pensam, não significa apenas optar por produtos «light» e por dietas «à base» de cozidos e grelhados – passa também por saber escolher as gorduras insaturadas, substituindo as gorduras saturadas e as do tipo trans.
Assim, quando a Organização Mundial de Saúde recomenda que se consuma alimentos mais magros, não tem como objectivo fomentar a eliminação do consumo de gorduras ou óleos, mas que de entre os alimentos gordos se escolham os melhores (azeite, óleos vegetais, cremes de barrar,  frutos secos) e se restrinja os alimentos ricos em gorduras saturadas, colesterol e ácidos gordos trans (manteiga, margarinas e cremes de barrar de chocolate feitas com óleo de palma, batatas fritas de pacote, produtos de pastelaria e alimentos que trazem no rótulo “gordura parcialmente hidrogenada”).
Neste sentido, os óleos são essenciais e importantes na alimentação humana. Os óleos vegetais utilizados com mais frequência na nossa alimentação, apesar de serem 100% gordura, são ricos em ácidos gordos insaturados, e pobres em ácidos gordos saturados, e contêm um baixo teor de colesterol.
Segundo as recomendações internacionais, incluindo as da OMS, as calorias ingeridas diariamente devem estar distribuídas do seguinte modo:
  • De 55% a 75% de calorias fornecidas por hidratos de carbono (dos quais menos de 10-12% de açúcares);
  • De 15% a 30% de calorias fornecidas pelas gorduras;
  • De 10% a 15% de calorias fornecidas pelas proteínas.
Finalmente, no que toca ao consumo dos diferentes tipos de gorduras, pretende-se que, das calorias diárias:
  • Menos de 10% sejam fornecidas por gorduras saturadas;
  • De 10 a 15% por gorduras mono-insaturadas;
  • De 7% a 8% por gorduras poli-insaturadas.

 A canola é mais uma destas histórias atuais, que mostram como a ciência, afastada do comum das pessoas, se torna cúmplice de atitudes públicas, que podem ser perigosas para a saúde coletiva.
Em primeiro lugar, é preciso estabelecer a seguinte questão: o que é canola, que, afinal, nem consta nas enciclopédias (Comptons e Encarta de 96)?
Vejam só: Canola é novo nome de um 'tipo' de Colza.
Colza é uma planta da família das brássicas - Brassica  campestris. Portanto a colza é um 'tipo' de mostarda que foi ou é a mesma planta utilizada para a produção do agente mostarda, gás letal usado de forma terrível nas Guerras Mundiais.
O óleo de colza é muito utilizado como substrato de óleos lubrificantes, sabões e combustíveis, sendo considerado venenoso para coisas vivas: ótimo repelente (bem diluído) de pragas em jardins. Este poder tóxico é proporcionado pela alta quantidade de ácido erúcico contido no óleo. O óleo de colza tem sido usado de forma alimentar no Extremo Oriente, na forma não refinada, e contrabalançada com uma dieta rica em gordura saturada, o que evitaria seus graves efeitos tóxicos.
No entanto, no ocidente, o objetivo era produzir um óleo com pouca gordura poliinsaturada, e boa quantia de ácido oléico e ômega-3. O óleo de oliva tem estes predicados, mas sua produção em larga escala é dispendiosa.
Aí entram em cena empresas de 'ótimas intenções', como a Monsanto, e produz uma variação transgênica da colza. Para evitar problemas de marketing, usa o nome CAN - OLA (Canadian low oil - ou óleo canadense). Isto mesmo: CANOLA é absolutamente transgênica.
Sua comparação aos benefícios do óleo de oliva não passa de uma estratégia de venda: o óleo de oliva é bem mais caro, mas o de canola é mais caro do que os outros óleos, apesar de ser de produção baratíssima! Bom negócio, enfim.
Bem, se você não queria usar transgênicos sem seu expresso consentimento, mas já usou o óleo de canola, talvez até aconselhado pelo seu cardiologista ou nutricionista, fazer o quê?
Perdemos o direito desta opção quando nos foi retirada toda a informação. Mas se é tão bom assim como se diz, porque não informar tudo a respeito?
O óleo de canola está longe de ser tão salutar assim como se alardeia.. Se observarem bem, pode deixar um cheiro rançoso nas roupas, pois é facilmente oxidado, e seu processo de refinamento produz as famigeradas gorduras trans (igual problema das margarinas) relacionadas às graves doenças incluindo o câncer.
Produz déficit de vitamina E que é um antioxidante natural. Observem que os alimentos feitos com canola embolaram mais rapidamente.
As pequenas quantidades de ácido erúcico, que ainda persistem na planta alterada (transgênica), continuam sendo tóxicas para o consumo humano, e esta ação tóxica é cumulativa. Existem relatos de inúmeras outras enfermidades ligadas à ingestão e até mesmo a inspiração de vapores de canola (possível vínculo com câncer de pulmão). A canola também ilustra um jeito de funcionar das megas empresas de biotecnologia.
Em abril de 2002, nos Estados Unidos, o CFS (Centro de Segurança Alimentar) e o GEFA (Alerta de Alimentos Geneticamente Produzidos) pediram uma investigação criminal contra a Monsanto e a Aventis mais o Departamento Americano de Agricultura, que haviam permitido o ingresso ilegal de sementes de colza modificada para dentro do território americano antes da aprovação legal desta importação para produção local.
Aqui no Brasil e lá nos EEUU tudo funciona meio parecido. A própria liberação da canola no território americano contou com estímulo de US$ 50 milhões do governo Canadense para que o FDA (órgão regulador) facilitasse seu ingresso na indústria alimentar de lá, mesmo sem os adequados estudos de segurança em humanos.
Enfim, novamente nos defrontamos com uma situação em que a mão do homem subverte o bom senso entre ciência e saúde, ao que parece porque os interesses econômicos são muito mais persuasivos que os interesses dos consumidores. Mas o pior é que não podemos contar com os meios de informações que sistematicamente informam o que interesses maiores julgam mais oportuno.

A canola podemos ter certeza, é uma fração pequena do mundo obscuro do capitalismo científico, que pesquisa fontes de enriquecimento muito mais entusiasticamente do que as verdadeiras fontes de saúde, vida e paz.

Luiz Antônio Caldani.
Engº Agrônomo
Extraído do site da Universidade Federal de Lavras - MG - (UFLA):

Azeite ou óleo  de colza

1) é o azeite vegetal produzido das sementes da colza, uma planta da família Brassicaceae. O azeite de colza é usado na culinária através de plantas geneticamente manipuladas e cultivadas especialmente para este fim , 
2) em seu estado natural, é um óleo usado na produção do biodiesel e outros fins industriais.

Canola
Óleo de colza que não é Canola (i.e. "óleo vegetal alimentício") não deve ser ingerido por causa de sua toxicidade e não deve ser confundido por Canola, visto que este último é de uma origem geneticamente transformada. Canola é uma marca registrada canadense (1978), desenvolvida por dois cientistas canadenses, Baldur Stefansson e Richard Downey, durante 1958 e 1974 e a junta administrativa da Canola no Canada (Canola Council of Canada (em inglês)) diz que o nome Canola não é um acrônimo, mas simplesmente significa "óleo canadense", enquanto óleo de colza que não se encontra dentro dos critérios regulamentares da Canola deve continuar sendo chamado de "azeite de colza." O termo Canola, CANadian Oil, Low Acid, que alguns artigos dizem ser um acrônimo em inglês indicando dizer "azeite canadense de baixo teor ácido" é aplicado a variedades cultivadas de colza. Acrônimo, ou simplesmente "óleo do Canada," o ácido em questão é o ácido erúcico da Canola que está em taxas consideradas saudáveis pelo Governo canadense e, nos EUA, pelo US Food and Drug Administration (FDA, o órgão que administra e regulariza alimentos e drogas)---os dois países com maior consumo deste azeite---, com menos de 2% deste ácido.O óleo também é conhecido como LEAR oil---acrônomo para Low Erucic Acid Rapeseed---("Semente de colza de baixo teor de ácido erúcico (em português)).
Em 1956, os aspectos nutritivos do azeite de colza foram questionados. Nos anos da década de 60, novas variedades de colza surgiram e foram cultivadas por produtores canadenses da NCGA (Northern Canola Growers Association), a associação do Norte do Canada de produtores de colza. O Governo canadense recomendou-os a uma conversão para uma produção de colza de baixo teor ácido e assim, em 1973, iniciou-se a produção com menos de 5% de ácido erúcico nos produtos alimentícios.
Os regulamentos foram ajustados, no início dos anos 80, para que a produção canadense da Canola pudesse entrar no mercado Norte americano, e finalmente o Departamento da Saúde estadunidense (FDA) aprovou o Canola em 1985.

Valor Nutricional
O grão apresenta em média:

40-45% de óleo,
20-25% de proteína, e
25% de carboidratos.

O óleo é composto predominantemente por ácido oléico com teor de 58% comparável ao azeite de oliva e 10% de ácido linolênico, comparável ao encontrado no óleo de soja. Seu teor de ácidos graxos é maior do que o dos óleos de amendoim e dendê e menor do que o dos óleos de soja, girassol, milho e algodão.
O óleo de Canola é considerado um dos óleos mais saudáveis que existe no mercado por causa do baixo conteúdo de gordura saturada e alto (quase 60%) conteúdo de gorduras monoinsaturadas. Ele tem um sabor muito leve e é bom para cozinhar ou como tempero para saladas.
O óleo de Canola contém ácidos graxos, ômega 6 e ômega 3---numa proporção de dois por um---, e perde só para o óleo de linhaça em ômega 3. O óleo de Canola é um dos óleos mais saudáveis para o coração e há registro que ele reduz níveis de colesterol, níveis de Triacilglicerol, e mantém as plaquetas saudáveis. Alguns agricultores britânicos, como Hillfarm Oils e Farrington Oils começaram a produzir azeite de colza por prensagem a frio para óleo de cozinhar e de tempero.

Biodiesel
O azeite de colza (ou, "óleo de colza"), em estado natural, contém níveis mais altos de ácido erúcico e glucosinolatos que são tóxicos e podem causar queimaduras, bolhas no corpo e lesões nos tecidos internos, podendo até ser fatal. O caso do azeite envenenado, na Espanha, em 1981, em que introduziram no mercado azeite de colza para usos industriais como se fosse de oliva---morreram 650 pessoas e 20,000 ficaram feridas.
Azeite de colza natural é usado na fabricação de biodiesel para veículos motorizados. O óleo de colza pode ser usado na sua forma pura em motores novos sem causar danos e este é o óleo preferido para a produção de biodiesel na Europa desde 2005, parcialmente porque a colza produz mais óleo por unidade de área de solo comparada com outras fontes de óleo como a soja. Devido ao alto custo da cultivação, prensagem, e da refinação do óleo de colza, este custa mais caro do que o diesel tradicional. Mas, mesmo assim, este vem sendo oferecido ao público em uma rede de postos com incentivo a preços entre 5 e 10% abaixo do diesel tradicional.
Contudo, pesquisas feitas por especialistas e publicadas na revista Chemistry & Industry, em 2007, e por várias outras fontes, revelam que biodiesel gerado da colza emite a mesma quantia de gases (CO2) que diesel convencional e não faz diferença na redução do aquecimento global. A matéria também diz que se a área de terra usada para plantar colza fosse usada para plantar árvores, o diesel do petróleo iria emitir somente o equivalente de um terço do CO2 emitido por biodiesels.

Plantação de colza na Alemanha
Precauções
Estudos feitos e mencionados no Scottish Medical Journal ("Jornal médico da Escócia," (em português)) indicam que plantações de colza induz sintomas adversos, alérgicos e respiratórios, em proporção significante em indivíduos que moram nas cidades e vilas aos redores das plantações e que ao contrário estariam saudáveis Os sintomas podem resultar da associação com o pólen, ou fungos, causando alergia, febre, conjuntivite e asma, em jovens e idosos, asmáticos e, naqueles com o sistema imune enfraquecido por causa de uma doença ou um medicamento. O autor sugere que mais pesquisas devem continuar seguramente em plantações estabelecidas a mais do que cinco quilômetros de distância das áreas residenciais e ainda adverte que os riscos dependem do nível de aceitação da comunidade que confronta o problema.

Outros usos
Óleo de colza natural também pode ser aplicado no uso industrial de:

  • lubrificante de molde em fundição de aço;
  • aditivo a outros óleos que melhora o desempenho sob alta velocidade e pressão;
  • vulcanização de goma elástica; 
  • em borracha sintética e no derivado do ácido erúcico, a Erucamida, é aditivo para filme polietileno e polipropileno extrusados.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Farinha Teff – o novo superalimento

Farinha Teff – o novo superalimento


A juntar aos alimentos super poderosos surge agora a farinha teff. Não é nova, mas está a ser redescoberta, e revelou ser mais um daqueles alimentos ancestrais que viveu discretamente, mas que pelas suas extraordinárias características nutricionais, tornou-se obrigatório na lista dos alimentos super saudáveis. As pesquisas à volta deste cereal e dos seus produtos aumentam nas comunidades científicas e começa a ser produzido em outras partes do mundo, além do seu país de origem. De facto, a adesão a uma dieta consciente centrada na saúde tem aumentado e faz emergir novos produtos alimentares alternativos. A farinha teff é disso exemplo.


O que é o Teff?


A farinha teff é obtida a partir de um grão muito pequeno, semelhante ao da semente de papoila, originário da Etiópia e Eriteia, onde é fundamental na alimentação diária. A Etiópia é ainda o maior produtor mundial. Existe em diversas variedades de cores, desde o branco, passando pelo vermelho até ao castanho-escuro e acredita-se que é cultivado há mais de 5000 anos. O seu nome botânico – Eragostis tef – significa “erva do amor”. É tão pequeno, que para se obter um grama, são precisos 3 mil grãos. Ele é consumido tradicionalmente na Etiópia e Eritreia como um tipo de pão, a injera.
Injera são uns grandes crepes feitos com farinha fermentada em água durante 2-3 dias e depois assados numa chapa de ferro ou numa placa de barro, que se colocam sobre um fogão.





Propriedades nutricionais

O Teff possui um enorme potencial para o desenvolvimento de produtos de grande valor nutricional com benefícios para a saúde. A excelência deste cereal reside na sua riqueza em minerais e pelo seu fantástico conteúdo em aminoácidos essenciais, o que o torna superior aos outros cereais. Teff é rico em cálcio, magnésio, cobre, potássio, manganês, zinco e ferro e vitamina C. O seu teor de cálcio é superior ao do leite de vaca, com cerca de 170mg por cada 100g. A sua riqueza em ferro está dependente do solo onde é cultivado, e pode variar entre 5mg e 15mg por 100g.
Rico energeticamente, com excelente quantidade de proteínas, cerca de 12% a 14%, e com um bom equilíbrio de aminoácidos essenciais, com destaque para a lisina, aminoácido ausente na maioria dos cereais. A lisina é importante no metabolismo do cálcio, fundamental na calcificação óssea.
Os seus hidratos de carbono são em grande quantidade amido resistente, um tipo de amido resistente à digestão no intestino e que fornece menos calorias que outros hidratos de carbono complexos, contribuindo para uma maior saciedade e para melhorar os níveis de glicémia. Por estes motivos é uma boa fonte alimentar para diabéticos e para quem procura perder ou gerir o peso. Este tipo de amido também funciona como um pré-biótico favorável à flora intestinal e também importante na manutenção de um peso adequado. Os seus hidratos de carbono sendo de digestão lenta fazem dele um bom aliado dos desportistas de alto rendimento, que necessitam de energia rápida e prolongada. O seu conteúdo em minerais também ajuda na rápida recuperação após o exercício físico ou cansaço mental.
O Teff é isento de glúten, uma boa opção para quem é intolerante ao glúten. Este cereal é também uma boa fonte de antioxidantes.
Todas estas características nutricionais devem-se essencialmente ao facto do cereal ser normalmente consumido na sua forma integral, inteiro. Por ser um grão tão pequeno é de difícil processamento, e desta forma todas as partes do cereal são consumidas, o que lhe confere a sua riqueza nutricional.

Aplicações

A farinha Teff pode ser usada para substituir outras farinhas menos saudáveis, em especial as refinadas, mas deve ser usada em menor quantidade, por ter uma maior densidade é necessária em quantidades inferiores. Deve usar-se menos cerca de 25% a 50% de farinha teff do que aquela que é definida na receita original.
Permite, pela sua textura flexível e elástica, obter excelentes produtos de panificação, desde pães, bolinhos, bolachinhas, panquecas. Como possui, após cozida, uma textura gelatinosa, pode ser usado em molhos, sopas, cremes, pudins. O cereal também pode ser consumido inteiro, cozido ou assado, como prato principal.
As suas superiores qualidades nutricionais fazem dele um cereal especial e um alimento a incluir numa alimentação variada e saudável. Vale a pena introduzi-lo na nossa alimentação diária.
Referências:
- Coleman J, Abaye AO, Barbeau W, Thomason W. The suitability of teff flour in bread, layer cakes, cookies and biscuits. Int J Food Sci Nutr. 2013 Nov;64(7):877-81. doi: 10.3109/09637486.2013.800845. Epub 2013 Jun 3.
- Forsido SF, Rupasinghe HP, Astatkie T. Antioxidant capacity, total phenolics and nutritional content in selected ethiopian staple food ingredients. Int J Food Sci Nutr. 2013 Dec;64(8):915-20. doi: 10.3109/09637486.2013.806448. Epub 2013 Jun 19.
- National Research Council. Lost Crops of Africa: Volume I: Grains. Washington, DC: The National Academies Press, 1996. Cap. 12: 215 – 236.