sexta-feira, 22 de maio de 2015

Azeites e óleos vegetais


O óleo vegetal é uma gordura extraída de plantas, formado por triglicerídios e, apesar de, em princípio, outras partes da planta poderem ser utilizadas na extração de óleo, na prática este é extraído na sua maioria (quase exclusivamente) das sementes.

São utilizados como óleo de cozinha, pintura, lubrificante, cosméticos, farmacêutico, iluminação, combustível (Biodiesel ou Puro) e para usos industriais. Alguns tipos de óleos, tais como o óleo de colza, algodão ou rícino (mamona) são impróprios para consumo humano sem o devido processamento prévio.

Como todas as gorduras, os óleos vegetais são ésteres de glicerina e uma mistura de ácidos graxos, esteróis, tocoferóis e contem resíduos minerais e são insolúveis em água, mas solúveis em solventes orgânicos.

São fontes comuns de óleos vegetais, plantas e sementes de: abacate, abóbora, cânhamo, algodão, amêndoas, amendoim, arroz, azeitonas, avelã, babaçú, canola/colza, cártamo, castanha-de-caju, castanha-do-pará, coco, damasco, dendê, gergelim, girassol, linhaça/linho, mamona, milho, mostarda, neem, nozes, palma, papoila, uva, soja, entre outros.
Azeite,  óleo extraído a frio das azeitonas, é o óleo comestível menos produzido, 2.6 milhões de toneladas métricas e, o de soja, o mais consumido, 26.0 milhões de toneladas métricas, ou seja, 10 vezes mais, ao ano.

A diferença entre os azeites e os óleos é a seguinte: os azeites são obtidos pôr pressão, como é o caso do azeite de oliva, e os óleos, pôr pressão, solventes e posterior purificação e refinação. Na prática, o azeite é o único óleo vegetal que não é extraído pôr solventes químicos e não sofre o processo de refinação. Correntemente denominam-se azeites virgens aqueles obtidos pôr pressão e não são refinados.

A refinação é uma operação que tende a separar dos azeites brutos as substâncias indesejáveis, como pesticidas, substâncias mucilaginosas, ceras, resinas, etc. O processo cumpre-se mediante a lavagem prévia, alcalinização, centrifugação, descoloração, filtragem, desodorização, resfriamento e filtragem final.

Os azeites serão mais nobres e puros quanto menor for seu grau de acidez, considerando-se normal para o bom funcionamento estomacal o teor de 1 grau de acidez (1 grama a cada 100 gramas), ou menos.

A qualidade e digestibilidade dos azeites e óleos vegetais comestíveis é determinada pela qualidade e quantidade dos ácidos graxos insaturados que os compõem, sendo fundamental a presença do ácido linoléico em quantidades adequadas já que o organismo não pode sintetizá-lo. Quanto maior for a quantidade de ácido linoléico em relação ao ácido oléico contido em um óleo vegetal, melhor será a sua qualidade, a fim de evitar a formação de colesterol.

Os óleos vegetais comestíveis que contêm quantidades importantes de ácidos graxos insaturados de baixo ponto de fusão são parcialmente suscetíveis à oxidação, sendo conhecidos como azeite e óleos semi-secantes. A secantividade dos óleos vegetais comestíveis é determinada pôr seu índice de Iodo, que indica a quantidade de oxigênio que pode absorver um óleo vegetal para obter sua saturação total. A secantividade é determinada tecnicamente ao se conhecer os gramas de Iodo absorvidos a cada 100 gramas de óleo vegetal.

As porcentagens de ácidos graxos saturados e insaturados contidos nos óleos vegetais são relativamente variáveis de acordo com as condições climáticas, os solos e o tempo em que vegetaram as plantas que os produziram, como também as variedades ou os híbridos das quais foram obtidos.

A maioria das pessoas desconhecem, acham que o óleo de cozinha é biodegradável, mas, cada litro de óleo comestível despejado no esgoto, tem potencial para poluir cerca de um milhão de litros de água, o que equivale a quantidade que uma pessoa consome ao longo de quatorze anos de vida.

Mas, pode-se fazer sabão e sabonetes, caseiros, a partir da reciclagem dos óleos comestíveis usados. Dê um pulo na Web e pesquise uma fórmula que melhor atenda as suas necessidades e de acordo com o volume disponível de óleo comestível usado. Use óleos essenciais de plantas aromáticas, tipo: erva doce, bergamota (Citrus reticulata - tangerina), eucalipto, lavanda e muitos outros, para dar um toque especial ao seu sabonete caseiro.






    

Óleo Alimentar

é um óleo vegetal obtido a partir da combinação de óleos de diferentes sementes ou frutos.

A mistura de diferentes tipos de óleos permite obter um produto final com características particulares, nomeadamente a nível da composição em ácidos gordos, resultante da combinação das características específicas de cada um dos óleos utilizados como ingredientes.
Deste modo é possível disponibilizar no mercado produtos com uma gama alargada de composição em ácidos gordos, proporcionando ao consumidor a possibilidade de optar pelo óleo que melhor se adequa ás suas necessidades e preferências.
As grandes empresas desenvolvem misturas de óleos específicas, onde a proporção de cada um dos óleos é criteriosamente estudada de modo a que o produto final seja rico em nutrientes com efeitos benéficos para a saúde e/ou com um melhor comportamento em fritura e/ou com características organolépticas particulares. Deste modo, o consumidor pode usufruir do melhor dos óleos vegetais em todas as suas utilizações, através da gama de produtos oferecida por uma marca de confiança.
Por exemplo, uma mistura em proporções criteriosas de óleos ricos em ácidos gordos omega-6 com óleos ricos em ácidos gordos omega-3 permite obter um produto rico em ambos os ácidos gordos, omega-6 e omega-3, sem aromas e sabores estranhos. O mesmo é valido para misturas de óleos ricos em ácidos gordos omega-6 e omega-9.

óleo de girassol é rico em ácidos gordos essenciais omega-6 (ácido linoleico).
Essencial para um crescimento e desenvolvimento saudável do organismo, o ácido linoleico desempenha também um papel importante na redução de risco de doenças cardiovasculares e do colesterol, função vascular e sistema imunitário.
O óleo de girassol é rico em vitamina E, importante antioxidante que ajuda a retardar o envelhecimento das células e dos tecidos do organismo e contribui para o fortalecimento das defesas do organismo (bom funcionamento do sistema imunitário).


Rico em ácidos gordos polinsaturados essenciais ómega 6 (ácido linoleico) e ómega 3 (ácido α-linolénico), essenciais para um crescimento, desenvolvimento e funcionamento saudável do organismo.
O ácido α-linolénico é um nutriente que contribui para o funcionamento saudável do sistema nervoso, imunitário (acção anti-inflamatória), e do coração. O óleo de soja também é rico em vitamina E, importante antioxidante que ajuda a retardar o envelhecimento das células e dos tecidos do organismo e contribui para o fortalecimento das defesas do organismo (bom funcionamento do sistema imunitário).


Rico em ácidos gordos monoinsaturados (ácido oleico) e com um teor relativamente elevado de ácidos gordos saturados, o óleo de amendoim é dos óleos vegetais mais resistente a altas temperaturas.
O seu sabor característico aliado à sua elevada resistência a altas temperaturas, transforma-o no óleo ideal para certas preparações culinárias, como por exemplo, fondues e frituras.
Atenção: A utilização deste tipo de óleo não é aconselhado a pessoas sensíveis/alérgicas ao amendoim, principalmente crianças.


óleo de milho, rico em ácidos gordos polinsaturados, ácido linoleico essencial para um crescimento, desenvolvimento e funcionamento saudável do organismo. O ácido linoleico desempenha também um papel importante na redução do colesterol, função vascular e sistema imunitário.
Rico em vitamina E, importante antioxidante que ajuda a retardar o envelhecimento das células e dos tecidos do organismo e contribui para o fortalecimento das defesas do organismo (bom funcionamento do sistema imunitário). Rico em Vitamina A que contribui para o reforço do sistema imunológico sendo também benéfico para a visão. O seu sabor característico é apreciado em algumas preparações culinárias.


Muito já se disse e muito já se aconselhou referente ao problema da gordura e à necessidade de reduzir o seu consumo, chegando mesmo ao ponto de tentar substituí-la por alimentos fornecedores de hidratos de carbono ou vice-versa. Ambas as tendências apenas se focaram no que se obtinha dos alimentos (gordura versus hidratos de carbono) e não na manutenção de um peso adequado, ou seja, na quantidade que se come e nas calorias que se consomem em relação às que se gastam. Isto porque reduzir a quantidade de gordura na alimentação implica, inconscientemente, acrescentar outro alimento no seu lugar.
Uma alimentação saudável é, por definição, aquela que é capaz de garantir todas as funções do nosso organismo tendo obrigatoriamente de ser completa (todos os nutrientes são essenciais ao bom funcionamento do organismo), numa proporção equilibrada (comer os alimentos em proporções correctas) e variada (variar as escolhas alimentares dentro de cada grupo).
Numa alimentação saudável, a gordura é tão importante como as proteínas e os hidratos de carbono, sendo para isso essencial conhecer os tipos de gordura que existem: quais as nutricionalmente interessantes e quais a evitar. Uma dieta variada e equilibrada, ao con¬trário do que muitas pessoas pensam, não significa apenas optar por produtos «light» e por dietas «à base» de cozidos e grelhados – passa também por saber escolher as gorduras insaturadas, substituindo as gorduras saturadas e as do tipo trans.
Assim, quando a Organização Mundial de Saúde recomenda que se consuma alimentos mais magros, não tem como objectivo fomentar a eliminação do consumo de gorduras ou óleos, mas que de entre os alimentos gordos se escolham os melhores (azeite, óleos vegetais, cremes de barrar,  frutos secos) e se restrinja os alimentos ricos em gorduras saturadas, colesterol e ácidos gordos trans (manteiga, margarinas e cremes de barrar de chocolate feitas com óleo de palma, batatas fritas de pacote, produtos de pastelaria e alimentos que trazem no rótulo “gordura parcialmente hidrogenada”).
Neste sentido, os óleos são essenciais e importantes na alimentação humana. Os óleos vegetais utilizados com mais frequência na nossa alimentação, apesar de serem 100% gordura, são ricos em ácidos gordos insaturados, e pobres em ácidos gordos saturados, e contêm um baixo teor de colesterol.
Segundo as recomendações internacionais, incluindo as da OMS, as calorias ingeridas diariamente devem estar distribuídas do seguinte modo:
  • De 55% a 75% de calorias fornecidas por hidratos de carbono (dos quais menos de 10-12% de açúcares);
  • De 15% a 30% de calorias fornecidas pelas gorduras;
  • De 10% a 15% de calorias fornecidas pelas proteínas.
Finalmente, no que toca ao consumo dos diferentes tipos de gorduras, pretende-se que, das calorias diárias:
  • Menos de 10% sejam fornecidas por gorduras saturadas;
  • De 10 a 15% por gorduras mono-insaturadas;
  • De 7% a 8% por gorduras poli-insaturadas.

 A canola é mais uma destas histórias atuais, que mostram como a ciência, afastada do comum das pessoas, se torna cúmplice de atitudes públicas, que podem ser perigosas para a saúde coletiva.
Em primeiro lugar, é preciso estabelecer a seguinte questão: o que é canola, que, afinal, nem consta nas enciclopédias (Comptons e Encarta de 96)?
Vejam só: Canola é novo nome de um 'tipo' de Colza.
Colza é uma planta da família das brássicas - Brassica  campestris. Portanto a colza é um 'tipo' de mostarda que foi ou é a mesma planta utilizada para a produção do agente mostarda, gás letal usado de forma terrível nas Guerras Mundiais.
O óleo de colza é muito utilizado como substrato de óleos lubrificantes, sabões e combustíveis, sendo considerado venenoso para coisas vivas: ótimo repelente (bem diluído) de pragas em jardins. Este poder tóxico é proporcionado pela alta quantidade de ácido erúcico contido no óleo. O óleo de colza tem sido usado de forma alimentar no Extremo Oriente, na forma não refinada, e contrabalançada com uma dieta rica em gordura saturada, o que evitaria seus graves efeitos tóxicos.
No entanto, no ocidente, o objetivo era produzir um óleo com pouca gordura poliinsaturada, e boa quantia de ácido oléico e ômega-3. O óleo de oliva tem estes predicados, mas sua produção em larga escala é dispendiosa.
Aí entram em cena empresas de 'ótimas intenções', como a Monsanto, e produz uma variação transgênica da colza. Para evitar problemas de marketing, usa o nome CAN - OLA (Canadian low oil - ou óleo canadense). Isto mesmo: CANOLA é absolutamente transgênica.
Sua comparação aos benefícios do óleo de oliva não passa de uma estratégia de venda: o óleo de oliva é bem mais caro, mas o de canola é mais caro do que os outros óleos, apesar de ser de produção baratíssima! Bom negócio, enfim.
Bem, se você não queria usar transgênicos sem seu expresso consentimento, mas já usou o óleo de canola, talvez até aconselhado pelo seu cardiologista ou nutricionista, fazer o quê?
Perdemos o direito desta opção quando nos foi retirada toda a informação. Mas se é tão bom assim como se diz, porque não informar tudo a respeito?
O óleo de canola está longe de ser tão salutar assim como se alardeia.. Se observarem bem, pode deixar um cheiro rançoso nas roupas, pois é facilmente oxidado, e seu processo de refinamento produz as famigeradas gorduras trans (igual problema das margarinas) relacionadas às graves doenças incluindo o câncer.
Produz déficit de vitamina E que é um antioxidante natural. Observem que os alimentos feitos com canola embolaram mais rapidamente.
As pequenas quantidades de ácido erúcico, que ainda persistem na planta alterada (transgênica), continuam sendo tóxicas para o consumo humano, e esta ação tóxica é cumulativa. Existem relatos de inúmeras outras enfermidades ligadas à ingestão e até mesmo a inspiração de vapores de canola (possível vínculo com câncer de pulmão). A canola também ilustra um jeito de funcionar das megas empresas de biotecnologia.
Em abril de 2002, nos Estados Unidos, o CFS (Centro de Segurança Alimentar) e o GEFA (Alerta de Alimentos Geneticamente Produzidos) pediram uma investigação criminal contra a Monsanto e a Aventis mais o Departamento Americano de Agricultura, que haviam permitido o ingresso ilegal de sementes de colza modificada para dentro do território americano antes da aprovação legal desta importação para produção local.
Aqui no Brasil e lá nos EEUU tudo funciona meio parecido. A própria liberação da canola no território americano contou com estímulo de US$ 50 milhões do governo Canadense para que o FDA (órgão regulador) facilitasse seu ingresso na indústria alimentar de lá, mesmo sem os adequados estudos de segurança em humanos.
Enfim, novamente nos defrontamos com uma situação em que a mão do homem subverte o bom senso entre ciência e saúde, ao que parece porque os interesses econômicos são muito mais persuasivos que os interesses dos consumidores. Mas o pior é que não podemos contar com os meios de informações que sistematicamente informam o que interesses maiores julgam mais oportuno.

A canola podemos ter certeza, é uma fração pequena do mundo obscuro do capitalismo científico, que pesquisa fontes de enriquecimento muito mais entusiasticamente do que as verdadeiras fontes de saúde, vida e paz.

Luiz Antônio Caldani.
Engº Agrônomo
Extraído do site da Universidade Federal de Lavras - MG - (UFLA):

Azeite ou óleo  de colza

1) é o azeite vegetal produzido das sementes da colza, uma planta da família Brassicaceae. O azeite de colza é usado na culinária através de plantas geneticamente manipuladas e cultivadas especialmente para este fim , 
2) em seu estado natural, é um óleo usado na produção do biodiesel e outros fins industriais.

Canola
Óleo de colza que não é Canola (i.e. "óleo vegetal alimentício") não deve ser ingerido por causa de sua toxicidade e não deve ser confundido por Canola, visto que este último é de uma origem geneticamente transformada. Canola é uma marca registrada canadense (1978), desenvolvida por dois cientistas canadenses, Baldur Stefansson e Richard Downey, durante 1958 e 1974 e a junta administrativa da Canola no Canada (Canola Council of Canada (em inglês)) diz que o nome Canola não é um acrônimo, mas simplesmente significa "óleo canadense", enquanto óleo de colza que não se encontra dentro dos critérios regulamentares da Canola deve continuar sendo chamado de "azeite de colza." O termo Canola, CANadian Oil, Low Acid, que alguns artigos dizem ser um acrônimo em inglês indicando dizer "azeite canadense de baixo teor ácido" é aplicado a variedades cultivadas de colza. Acrônimo, ou simplesmente "óleo do Canada," o ácido em questão é o ácido erúcico da Canola que está em taxas consideradas saudáveis pelo Governo canadense e, nos EUA, pelo US Food and Drug Administration (FDA, o órgão que administra e regulariza alimentos e drogas)---os dois países com maior consumo deste azeite---, com menos de 2% deste ácido.O óleo também é conhecido como LEAR oil---acrônomo para Low Erucic Acid Rapeseed---("Semente de colza de baixo teor de ácido erúcico (em português)).
Em 1956, os aspectos nutritivos do azeite de colza foram questionados. Nos anos da década de 60, novas variedades de colza surgiram e foram cultivadas por produtores canadenses da NCGA (Northern Canola Growers Association), a associação do Norte do Canada de produtores de colza. O Governo canadense recomendou-os a uma conversão para uma produção de colza de baixo teor ácido e assim, em 1973, iniciou-se a produção com menos de 5% de ácido erúcico nos produtos alimentícios.
Os regulamentos foram ajustados, no início dos anos 80, para que a produção canadense da Canola pudesse entrar no mercado Norte americano, e finalmente o Departamento da Saúde estadunidense (FDA) aprovou o Canola em 1985.

Valor Nutricional
O grão apresenta em média:

40-45% de óleo,
20-25% de proteína, e
25% de carboidratos.

O óleo é composto predominantemente por ácido oléico com teor de 58% comparável ao azeite de oliva e 10% de ácido linolênico, comparável ao encontrado no óleo de soja. Seu teor de ácidos graxos é maior do que o dos óleos de amendoim e dendê e menor do que o dos óleos de soja, girassol, milho e algodão.
O óleo de Canola é considerado um dos óleos mais saudáveis que existe no mercado por causa do baixo conteúdo de gordura saturada e alto (quase 60%) conteúdo de gorduras monoinsaturadas. Ele tem um sabor muito leve e é bom para cozinhar ou como tempero para saladas.
O óleo de Canola contém ácidos graxos, ômega 6 e ômega 3---numa proporção de dois por um---, e perde só para o óleo de linhaça em ômega 3. O óleo de Canola é um dos óleos mais saudáveis para o coração e há registro que ele reduz níveis de colesterol, níveis de Triacilglicerol, e mantém as plaquetas saudáveis. Alguns agricultores britânicos, como Hillfarm Oils e Farrington Oils começaram a produzir azeite de colza por prensagem a frio para óleo de cozinhar e de tempero.

Biodiesel
O azeite de colza (ou, "óleo de colza"), em estado natural, contém níveis mais altos de ácido erúcico e glucosinolatos que são tóxicos e podem causar queimaduras, bolhas no corpo e lesões nos tecidos internos, podendo até ser fatal. O caso do azeite envenenado, na Espanha, em 1981, em que introduziram no mercado azeite de colza para usos industriais como se fosse de oliva---morreram 650 pessoas e 20,000 ficaram feridas.
Azeite de colza natural é usado na fabricação de biodiesel para veículos motorizados. O óleo de colza pode ser usado na sua forma pura em motores novos sem causar danos e este é o óleo preferido para a produção de biodiesel na Europa desde 2005, parcialmente porque a colza produz mais óleo por unidade de área de solo comparada com outras fontes de óleo como a soja. Devido ao alto custo da cultivação, prensagem, e da refinação do óleo de colza, este custa mais caro do que o diesel tradicional. Mas, mesmo assim, este vem sendo oferecido ao público em uma rede de postos com incentivo a preços entre 5 e 10% abaixo do diesel tradicional.
Contudo, pesquisas feitas por especialistas e publicadas na revista Chemistry & Industry, em 2007, e por várias outras fontes, revelam que biodiesel gerado da colza emite a mesma quantia de gases (CO2) que diesel convencional e não faz diferença na redução do aquecimento global. A matéria também diz que se a área de terra usada para plantar colza fosse usada para plantar árvores, o diesel do petróleo iria emitir somente o equivalente de um terço do CO2 emitido por biodiesels.

Plantação de colza na Alemanha
Precauções
Estudos feitos e mencionados no Scottish Medical Journal ("Jornal médico da Escócia," (em português)) indicam que plantações de colza induz sintomas adversos, alérgicos e respiratórios, em proporção significante em indivíduos que moram nas cidades e vilas aos redores das plantações e que ao contrário estariam saudáveis Os sintomas podem resultar da associação com o pólen, ou fungos, causando alergia, febre, conjuntivite e asma, em jovens e idosos, asmáticos e, naqueles com o sistema imune enfraquecido por causa de uma doença ou um medicamento. O autor sugere que mais pesquisas devem continuar seguramente em plantações estabelecidas a mais do que cinco quilômetros de distância das áreas residenciais e ainda adverte que os riscos dependem do nível de aceitação da comunidade que confronta o problema.

Outros usos
Óleo de colza natural também pode ser aplicado no uso industrial de:

  • lubrificante de molde em fundição de aço;
  • aditivo a outros óleos que melhora o desempenho sob alta velocidade e pressão;
  • vulcanização de goma elástica; 
  • em borracha sintética e no derivado do ácido erúcico, a Erucamida, é aditivo para filme polietileno e polipropileno extrusados.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Farinha Teff – o novo superalimento

Farinha Teff – o novo superalimento


A juntar aos alimentos super poderosos surge agora a farinha teff. Não é nova, mas está a ser redescoberta, e revelou ser mais um daqueles alimentos ancestrais que viveu discretamente, mas que pelas suas extraordinárias características nutricionais, tornou-se obrigatório na lista dos alimentos super saudáveis. As pesquisas à volta deste cereal e dos seus produtos aumentam nas comunidades científicas e começa a ser produzido em outras partes do mundo, além do seu país de origem. De facto, a adesão a uma dieta consciente centrada na saúde tem aumentado e faz emergir novos produtos alimentares alternativos. A farinha teff é disso exemplo.


O que é o Teff?


A farinha teff é obtida a partir de um grão muito pequeno, semelhante ao da semente de papoila, originário da Etiópia e Eriteia, onde é fundamental na alimentação diária. A Etiópia é ainda o maior produtor mundial. Existe em diversas variedades de cores, desde o branco, passando pelo vermelho até ao castanho-escuro e acredita-se que é cultivado há mais de 5000 anos. O seu nome botânico – Eragostis tef – significa “erva do amor”. É tão pequeno, que para se obter um grama, são precisos 3 mil grãos. Ele é consumido tradicionalmente na Etiópia e Eritreia como um tipo de pão, a injera.
Injera são uns grandes crepes feitos com farinha fermentada em água durante 2-3 dias e depois assados numa chapa de ferro ou numa placa de barro, que se colocam sobre um fogão.





Propriedades nutricionais

O Teff possui um enorme potencial para o desenvolvimento de produtos de grande valor nutricional com benefícios para a saúde. A excelência deste cereal reside na sua riqueza em minerais e pelo seu fantástico conteúdo em aminoácidos essenciais, o que o torna superior aos outros cereais. Teff é rico em cálcio, magnésio, cobre, potássio, manganês, zinco e ferro e vitamina C. O seu teor de cálcio é superior ao do leite de vaca, com cerca de 170mg por cada 100g. A sua riqueza em ferro está dependente do solo onde é cultivado, e pode variar entre 5mg e 15mg por 100g.
Rico energeticamente, com excelente quantidade de proteínas, cerca de 12% a 14%, e com um bom equilíbrio de aminoácidos essenciais, com destaque para a lisina, aminoácido ausente na maioria dos cereais. A lisina é importante no metabolismo do cálcio, fundamental na calcificação óssea.
Os seus hidratos de carbono são em grande quantidade amido resistente, um tipo de amido resistente à digestão no intestino e que fornece menos calorias que outros hidratos de carbono complexos, contribuindo para uma maior saciedade e para melhorar os níveis de glicémia. Por estes motivos é uma boa fonte alimentar para diabéticos e para quem procura perder ou gerir o peso. Este tipo de amido também funciona como um pré-biótico favorável à flora intestinal e também importante na manutenção de um peso adequado. Os seus hidratos de carbono sendo de digestão lenta fazem dele um bom aliado dos desportistas de alto rendimento, que necessitam de energia rápida e prolongada. O seu conteúdo em minerais também ajuda na rápida recuperação após o exercício físico ou cansaço mental.
O Teff é isento de glúten, uma boa opção para quem é intolerante ao glúten. Este cereal é também uma boa fonte de antioxidantes.
Todas estas características nutricionais devem-se essencialmente ao facto do cereal ser normalmente consumido na sua forma integral, inteiro. Por ser um grão tão pequeno é de difícil processamento, e desta forma todas as partes do cereal são consumidas, o que lhe confere a sua riqueza nutricional.

Aplicações

A farinha Teff pode ser usada para substituir outras farinhas menos saudáveis, em especial as refinadas, mas deve ser usada em menor quantidade, por ter uma maior densidade é necessária em quantidades inferiores. Deve usar-se menos cerca de 25% a 50% de farinha teff do que aquela que é definida na receita original.
Permite, pela sua textura flexível e elástica, obter excelentes produtos de panificação, desde pães, bolinhos, bolachinhas, panquecas. Como possui, após cozida, uma textura gelatinosa, pode ser usado em molhos, sopas, cremes, pudins. O cereal também pode ser consumido inteiro, cozido ou assado, como prato principal.
As suas superiores qualidades nutricionais fazem dele um cereal especial e um alimento a incluir numa alimentação variada e saudável. Vale a pena introduzi-lo na nossa alimentação diária.
Referências:
- Coleman J, Abaye AO, Barbeau W, Thomason W. The suitability of teff flour in bread, layer cakes, cookies and biscuits. Int J Food Sci Nutr. 2013 Nov;64(7):877-81. doi: 10.3109/09637486.2013.800845. Epub 2013 Jun 3.
- Forsido SF, Rupasinghe HP, Astatkie T. Antioxidant capacity, total phenolics and nutritional content in selected ethiopian staple food ingredients. Int J Food Sci Nutr. 2013 Dec;64(8):915-20. doi: 10.3109/09637486.2013.806448. Epub 2013 Jun 19.
- National Research Council. Lost Crops of Africa: Volume I: Grains. Washington, DC: The National Academies Press, 1996. Cap. 12: 215 – 236.

domingo, 17 de maio de 2015

Abóbora Patisson



Originária da América Central, é da família das cucurbitaceas. Também lhe chamam “alcachofra de Jerusalém”, “coroa de imperador”, “mitra de padre”, (as crianças gostam de lhe chamar disco voador, ou satélite!), entre outros nomes, sobretudo devido à sua forma espalmada e circular. A casca pode ser branca, verde, amarela ou alaranjada, mas a sua polpa é geralmente branca, leitosa, firme e tenra. Tem um sabor peculiar, ligeiramente doce e muito agradável, fazendo lembrar a alcachofra.

Rica em água, minerais, oligo-elementos, fibras e vitaminas A, B, PP, e C, é digestiva e diurética. Esta abóbora, por ser branquinha, é baixa em oxalatos, o que faz dela um legume de excelência para dar a crianças, jovens e adultos hiperactivos, com comportamentos do espectro do autismo, epilepsia, perturbações do foro neurológico ou com dificuldade em dormir à noite. É um legume de fácil digestão.

Se for pequena e tenra pode cozinhar-se com a casca. Para descascar, se a pele for rija, cozer a abóbora a vapor durante 10 min.

A abóbora Patisson, depois de removidas as pevides e retirada a casca é óptima para: cortar em tiras, temperar a gosto e cozinhar tipo batata frita; colocar em guisados ou estufados, de vegetais; cortar em fatias com 0,5 cm de espessura, temperar com um pouco de sal, passá-la por ovo e pão ralado e levá-la a fritar em azeite. Servir com molho de tomate, polvilhado com queijo vegetal e ervas aromáticas; como acompanhamento de  cozidos, depois de cozida em água e sal com outros legumes.

Fica fantástica usada em puré. Para o efeito coze-se durante 12 min 50% de patisson com 50% de cenoura temperada com um puco de sal. Escorre-se bem a água e adiciona-se um generoso fio de azeite e passa-se com a varinha mágica. Resulta num delicioso puré para acompanhamento, muito apreciado por pequeninos e grandes. É óptima para colocar em sopas e, quando bem cozida, pode ser usada para engrossar molhos de forma natural. Também pode comer-se crua, ralada em saladas e em molhos. Conserva-se durante bastante tempo, em local fresco e seco.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Criar um jardim de ervas aromaticas

As ervas aromáticas despertam a curiosidade e o interesse dos miúdos porque envolvem completamente os sentidos. Que melhor motivador para as investigações do estudante do que as plantas que são bonitas, cheiram bem e podem transformar simples tomates em molho de pizza? Acontece que as suas histórias de vida também são fascinantes. Afinal, estas plantas humildes foram os primeiros medicamentos, os primeiros conservantes de alimentos e os primeiros cosméticos dos seres humanos primitivos. E isto é só o começo.
A palavra "erva" evoca visões de chás calmantes ou das pintinhas verdes no molho de esparguete, mas o que é afinal uma erva aromática? Algumas pessoas definem-nas como qualquer planta ou parte da planta utilizada como ingrediente de sabor, fragrância, ou cura. Na verdade, as especiarias poderiam caber na mesma definição. Aqui está a diferença: As ervas aromáticas são geralmente definidas como plantas de clima temperado, cujas folhas são colhidas para serem utilizadas. As especiarias, por outro lado, tendem a ser de origem tropical; usamos as suas raízes (gengibre), frutos (vagem de baunilha), flores (cravos), sementes (pimenta), ou cascas (canela). Ambas diferem de outras plantas porque contêm algum ingrediente ativo que é útil para nós. Mas o papel real destas adaptações é ajudar a própria planta a sobreviver no seu ambiente - ou seja, defender-se de ser comida!
Estas plantas aromáticas podem ser um tema fascinante para uma aula sobre crescimento. São fáceis de criar e têm uma infinidade de usos. Muitas também oferecem sustento para os insetos polinizadores. Pense em usar um jardim de aromáticas para estimular os sentidos e investigações, trazer a literatura para a vida, ou inspirar projetos de trabalhos manuais. Podem também tornar-se uma forma de estudar as relações entre pessoas e as plantas em diferentes épocas históricas ou regiões.

Materiais
Podem cultivar-se as ervas aromáticas em canteiros na horta, de preferência intercaladas com o cultivo de outros vegetais mas também é possível fazê-lo em vasos ou caixas ao ar livre ou atá dentro da sala de aula sob lâmpadas ou no peitoril das janelas.
Escolha entre os seguintes materiais em conformidade.
  •     ferramentas de jardinagem ( garfos, pás, ancinhos)
  • sementes, plantas ou partes da planta (ver a Tabela de crescimento de ervas aromáticas abaixo)
  • vasos ou caixas  para sementeira, substrato , lâmpadas fluorescentes
A criação de um jardim de ervas aromáticas
aromaticas1

1.    Planeie a ideia
Onde quer que esteja a cultivar as ervas - ao ar livre na horta ou em recipientes ou na sala de aula - você e seus alunos devem refletir sobre o papel que se pretende que eles desempenham. Pretende-se misturar as plantas aromáticas com legumes e flores ou criar camas separadas ou recipientes apenas para as ervas? Pretende-se plantar uma mistura de ervas para estimular os sentidos dos visitantes? Tencionam ter um tema especial para a plantação das ervas? Aqui estão algumas ideias temáticas para despertar o seu pensamento:
Vinagres de ervas (ou molho de saladas)  - plantas boas para este efeito incluem o estragão, o cebolinho, o manjericão, o endro, o alecrim, o tomilho e a erva-cidreira.
Ervas míticas - Os alunos podem achar engraçado aprender como as ervas eram usadas nos "velhos" tempos. Por exemplo, acreditava-se que o alecrim acalmava as crianças desobedientes e que sálvia era utilizada para pintar os cabelos grisalhos! O tomilho, os orégãos, a salsa e a segurelha também podem ser encontradas nos jardins de antigamente.
Ervas para esparguete  – Pense em cultivar as ervas aromáticas necessárias para este prato preferido das crianças: orégão, o manjericão, o alho, a salsa. (A erva-doce também dá um sabor excelente!)
Chás de ervas - Os estudantes podem querer secar, embalar e vender os seus próprios chás de ervas, ou simplesmente bebê-los. A camomila, a erva-cidreira, a hortelã e a hortelã-pimenta são bons (e seguros) candidatos
Jardim de ervas de Pedro Coelho- Inspirado por esta história popular, os alunos podem cultivar algumas das ervas referidas na história: hortelã, alecrim, salva, hissopo, camomila, tanaceto, alfazema, erva cidreira.
Ervas aromáticas - Considere estes candidatos particularmente bem cheirosos: manjericões, alecrim, hortelã, alfazema, tomilhos, erva-cidreira, orégãos, camomila, segurelha.
Ervas em recipientes - Se tenciona cultivar as ervas em contentores, pode tentar estas plantas fáceis de criar: tomilhos, hortelã, salsa, manjericões, sálvia, manjerona, orégãos.

2.    Preparar o solo
A maioria das ervas aromáticas requerem condições de cultivo semelhantes: um mínimo de seis horas de sol por dia e solo moderadamente rico com boa drenagem. Para melhorar a estrutura do solo e drenagem, os alunos devem usar ancinhos ou pás para remover o solo a uma profundidade de 8 a 12 centímetros antes do plantio. Se se estiver a plantar numa área com solos pobres em nutrientes, secos, pesados, ou mal drenados, deve adicionar-se um pouco de matéria orgânica, como o composto, antes do plantio. Remexer o solo para formar uma cama fina e regular, o que é particularmente importante se se está a cultivar a partir de sementes.
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3.    Semear, plantar
As ervas podem ser anuais, semeadas todos os anos, como o manjericão; bienais , requerendo duas estações de crescimento, como a salsa; ou perenes , que voltam a crescer ano após ano, como o tomilho. Geralmente, as ervas anuais e bienais devem ser semeadas diretamente na horta ou em recipientes dentro de casa (para transplante). Em alternativa, pode-se comprar as plantinhas. (Os alunos podem guardar as sementes produzidas pelas plantas que cultivaram para o ano seguinte.) Poderão comprar-se, ou receber como doação, plantas herbáceas perenes ou propagá-las a partir de estacas ou divisões. A  Tabela de crescimento de ervas aromáticas, abaixo, destaca as melhores maneiras de semear ou plantar as diferentes ervas.
Semear - Se quiser adiantar-se um pouco à estação pode começar a semear as ervas aromáticas no interior, sob luzes ou janelas ensolaradas e depois transplantá-las para a horta. Use os mesmos tipos de recipientes e substrato que usaria para outras plantas de interior. Para incentivar sementeiras saudáveis, mantenha o substrato húmido de maneira uniforme até que as sementes germinem, mantenha as luzes 10 a 15 cm acima das plantas e regue abundantemente as sementes quando o substrato se mostrar seco ao toque. As sementes das aromáticas são geralmente pequenas, por isso devem ser dispostas à superfície (ver as instruções dos pacotes de sementes para profundidades de plantio).
Antes de transplantar as plantinhas para o exterior, convém "robustecê-las" para as acostumar a condições exteriores mais severas. Isto consegue-se colocando as plantas no exterior por períodos progressivamente mais longos em cada dia, começando com poucas horas e aumentando para um dia inteiro ao longo de cerca de uma semana.
Plantar  – É possível comprar plantas jovens de ervas aromática nos viveiros, ou desenterrar brotos ou ramos de plantas perenes adultas na primavera. Algumas aromáticas podem também ser reproduzidas a partir de estacas. Para fazer isso, cortar ramos saudáveis com 10 a 15 cm. Retire as folhas da metade inferior do corte e plante as estacas em substrato dentro de casa sem solo ou em areia húmida numa área com sombra ao ar livre. Regue delicadamente e cubra o recipiente com um saco de plástico até que apareça um rebento superior. Mantenha as estacas ao abrigo do sol direto, para que não aqueçam demasiado nesta “estufa” que é o saco de plástico.
O modo como irá dispor as suas plantas vai depender das plantas que tiver escolhido e do seu tema. As ervas aromáticas, como a maioria das plantas, ficam mais saudáveis se houver boa circulação de ar, por isso reserve o espaço suficiente prevendo o seu tamanho em adultas. (Os catálogos, os pacotes de sementes e os viveiro indicam os compassos adequados para cada planta).
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4.    Colheita!
Podem colher-se as mais ervas continuamente, logo que a planta tenha folhagem suficiente para sustentar o crescimento. Colha as plantas já desenvolvidas para recolher as sementes, por exemplo, endro, cominho e coentro, à medida que os frutos mudam de cor verde para castanho ou cinzento, mas antes de elas se dispersarem no chão. Se os alunos quiserem secar ervas para usar ou vender como temperos para a cozinha, devem espalhá-las n uma única camada em bandejas ou telas, ou pendura-las em feixes com elásticos para manter os caules juntos. Coloque as ervas num local escuro, bem ventilado, até que estejam completamente secas. Armazene-as no escuro, em recipientes hermeticamente fechados.
Erva aromáticaDias para germinaçãoComo começar
Manjericão5-10Sementes/plantas
Nepenta4Sementes/plantas
Alcaravia14+Sementes
Cebolinho7Sementes/mudas
Camomila7Sementes/Plantas
Coentros9Sementes
Agrião7Sementes
Endro ou aneto5Sementes
Funcho6Sementes
Alho---dentes
Alfazema---plantas
Erva-cidreira7sementes/mudas/plantas
Mentas---Plantas/Mudas
Chagas5Sementes
Orégãos30+Semenetes/mudas/plantas
Salsa20+Sementes(pré-molhadas/plantas
Alecrim20+Sementes/mudas/plantas
Sálvia28+Sementes/plantas
Segurelha5Sementes/plantas
Estragão---Plantas
Tomilhos20+Plantas/sementes
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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Vitamina E




Os alimentos fonte de Vitamina E são frutas secas, óleos vegetais, cereais integrais e sementes que são, principalmente, alimentos de origem vegetal.

Segue uma lista de alimentos fonte de Vitamina E:

Óleo de soja, palma, amendoim, milho, cártamo ou girassol;
Azeite;
Nozes, amêndoas, castanha-do-pará;
Sementes de girassol
Gérmen de trigo, grãos integrais
Encontra-se a vitamina E nos alimentos, mas também pode-se encontrar como suplemento alimentar em farmácias e lojas de produtos naturais. O preço da vitamina E em cápsulas com uma quantidade de vitamina E de 400 mg é de, aproximadamente, 30 reais.

A Vitamina E é um excelente antioxidante que protege as células sendo, por isso, importante para ajudar a prevenir doenças, como o câncer, e é especialmente utilizada em tratamentos para a pele porque ajuda a combater o envelhecimento da pele. Além disso, essa vitamina também tem um importante papel na prevenção de doenças cardiovasculares.

Os alimentos ricos em vitamina E são, na sua maioria, alimentos de origem vegetal, como cereais integrais, óleos vegetais e sementes que é antioxidante, ou seja, que serve para proteger as células do organismo.

Um adulto saudável deve ingerir, diariamente, cerca de 15 mg desta vitamina, através do consumo destes alimentos ricos em vitamina E.

Tabela de alimentos ricos em vitamina E

AlimentosPesoVitamina E
Óleo de gérmen de trigo13,6 g26 mg
Semente de girassol33 g17 mg
Avelã68 g16 mg
Óleo de girassol13,6 g7 mg
Amendoim72 g5 mg
Óleo de amêndoa13,6 g5 mg
Castanha-do-pará70 g5 mg
Amêndoa78 g4,3 mg
Pistache64 g3,3 mg

A vitamina E não engorda, pois não está envolvida no metabolismo energético. Mas, é encontrada nos alimentos mais gordurosos, como óleos vegetais, nozes e castanha do Pará, que são alimentos muito calóricos e, quando consumidos em excesso, podem favorecer o ganho de peso.

Para que serve a vitamina E

A vitamina E serve principalmente para proteger as células do organismo porque é uma vitamina antioxidante e por isso é utilizada em terapias anti-envelhecimento.

Além disso a vitamina E é conhecida também como a vitamina da fertilidade ou antiestéril estando indicada para mulheres em tratamento para engravidar, no sentido de evitar abortos.

A vitamina E, de nome científico tocoferol, também serve para melhorar a absorção da vitamina A.

fonte tuasaude

terça-feira, 28 de abril de 2015

Utilidades do vinagre na limpeza da sua casa



O vinagre pode melhorar o odor do banheiro
Você está preparado para ser surpreendido pelo poder do vinagre sobre aquela sujeira em seu banheiro ou em pisos de madeira? Acredite ou não, o vinagre é um agente de limpeza e desinfetante extraordinário. Este artigo inclui várias dicas de como usar o vinagre para lhe ajudar com a limpeza de casa. Começaremos com o banheiro, que geralmente está entre as tarefas mais difíceis do lar.

Banheiras
O ralo de uma banheira exige um solvente forte. Tente molhar toalha de papel com vinagre sem diluí-lo e coloque sobre o ralo. Deixe o papel secar, coloque algumas gotas de vinagre e esfregue com uma esponja.
Uma vez por ano, despeje uma garrafa de vinagre em sua banheira e ligue-a. Isto ajudará a evitar que os jatos sejam obstruídos por resíduos de sabonete.

Chuveiros
Bocais do chuveiro podem ser obstruídos por depósitos minerais da água. Remova os depósitos misturando 1/2 xícara de vinagre e 1/4 de água em uma bacia ou balde. Remova o bocal do chuveiro e deixe-o na solução de vinagre por 15 minutos. Para bocais plásticos, deixe-os por 1 hora em uma mistura de 500ml de vinagre e 500ml de água quente.

Remova a sujeira dos boxes e paredes borrifando-os com vinagre e deixe secar, então borrife novamente para umedecer e limpe com uma esponja. Caso necessário, reaplique e deixe por algumas horas. Então umedeça e limpe novamente.

Cortinas do box ou revestimentos podem ser cobertas por camadas de sabonete ou mofo. Mantenha uma garrafa de vinagre próxima ao chuveiro, e borrife nas cortinas uma ou duas vezes por semana. Não precisa enxaguar.
Às vezes, o mofo pode deixar manchas nas cortinas caso não seja removido rapidamente. Para remover estas manchas misture bórax com vinagre o suficiente para formar uma pasta, então esfregue na área manchada.

Sanita/Pias
Água dura e depósitos minerais ao redor da pia e torneiras de banheiras podem ser removidas cobrindo a área manchada com toalhas de papel molhadas no vinagre. Cubra e deixe sobre a área por 1 hora, então limpe com uma esponja úmida.

Vasos Sanitários
Despeje vinagre no vaso e deixe por 30 minutos. Então borrife bicarbonato de sódio em uma escova para limpeza de vasos e esfregue as áreas manchadas. Dê descarga.
Veremos na próxima seção que o vinagre também pode auxiliar na limpeza de outras partes da casa.

Vinagre x antiderrapante
Aqueles antiderrapantes em forma de flores que você colocou na banheira para evitar escorregões e quedas podem ter ficado bonitos quando colocados, mas agora estão desgastados, manchados e provavelmente fora de moda.
Para removê-los, umedeça a cola de cada um deles com vinagre. Mas antes aqueça o vinagre no microondas por aproximadamente 3 minutos para melhores resultados.

Deixe por alguns minutos, então retire os adesivos. Você poderá remover qualquer resto de cola com uma esponja humedecida.

Limpeza de carpetes e pisos
Além dos milagres no banheiro, o vinagre é ideal para a limpeza de tapetes e pisos.

Tapetes
Para limpeza geral em tapetes e carpetes, use a mesma proporção de água e vinagre. Umedeça a esponja na solução e passe levemente sobre o tapete. Deixe o tapete secar antes de utilizá-lo novamente.
Para manchas em tapetes, o vinagre às vezes é a melhor solução.

Lavagem de tapetes com vinagre
Este tratamento ajudará a manter seu tapete bonito e limpo por mais tempo entre as lavagens:

Misture 1/4 xícara de vinagre em 3 litros de água. Então utilize a solução em um aspirador de limpeza a vapor após lavar seu tapete para remover qualquer resíduo de sabão.


Aqui está a explicação de como remover alguns tipos de manchas de tapetes:

Ketchup: remova o catchup do tapete passando uma esponja com uma mistura de 1 xícara de vinagre e 2 xícaras de água. Com freqüência torça a esponja até que amancha tenha sido removida;

chiclete: para dissolver chiclete grudado no tapete ou qualquer tecido, molhe a área com vinagre e deixe por um tempo (para resultados mais rápidos, aqueça o vinagre antes). Com cuidado, puxe o chiclete para removê-lo;

chocolate: manchas de chocolate podem ser removidas com 1 parte de vinagre para 2 de água. Passe a mistura com uma esponja e limpe amancha com panos de limpeza até que seja totalmente removida;

café: café no tapete deve sair facilmente com água se você limpar imediatamente. Caso contrário, misture 1 parte de vinagre para 2 partes de água, e passe uma esponja com a solução no tapete. Remova o excesso e enxágüe até queseja removido por completo;

refrigerante: cubra imediatamente o refrigerante com toalhas de papel, então limpe a área com 1 parte de vinagre para 2 partes de água;

giz de cera: remova manchas de giz de cera do tapete ou qualquer outro tecido esfregando a área com uma escova de dente com vinagre;

cola: uma marca seca de cola branca pode ser removida do tapete com 1 parte de vinagre para 2 partes de água. Basta passar uma esponja na mistura e esfregar. Caso não resolva, cubra com vinagre quente e deixe por 10-15 minutos. Quando a cola estiver amolecida, levante-a usando uma faca ou esfregue com toalhas de papel;

tinta: uma mancha de tinta no tapete ou carpete deve ser imediatamente removida esfregando ou borrifando água na área manchada. Uma vez que a tinta tenha sido removida, passe uma mistura com metade de vinagre e metade de água naárea para remover a marca da borrifação.

mofo: quando mofo fica no tapete, ele vive e cresce. Mate-o com uma mistura de 50/50 de vinagre e água. Você pode utilizar um secador de cabelos em baixa potência para acelerar o tempo de secagem.

vinho tinto: remova imediatamente o líquido, então salpique a área com sal. Deixe por 15 minutos. O sal deve absorver o restante do vinho do tapete (como resultado tornando-se rosa). Então limpe a área toda com uma mistura de 1/3 de xícara de vinagre e 2/3 de xícara de água.


Pisos de superfícies duras

Seja cerâmica, linóleo e vinil ou madeira, o vinagre fará seu piso brilhar. Aqui está:

cerâmica: esfregue com uma mistura de 1 xícara de vinagre para 3 litros de água morna para que o seu chão de cerâmica brilhe;

linóleo e vinil: esfregue o piso de linóleo com uma mistura de 3 litros de água e 1 xícara de vinagre;

madeira: adicione uma xícara de vinagre puro para um balde de água, e esfregue levemente em pisos de madeira dura (não encharque). Não precisa enxaguar. Isto manterá o piso brilhante e removerá qualquer gordura ou sujeira.

Como você viu, o vinagre faz um ótimo trabalho na limpeza da casa.

Experimente.
Ficará surpreendido!!

Economize na limpeza da casa
Limpe a casa com vinagre

O vinagre é um bactericida caseiro. Obviamente não mata todos os germes, mas fique sabendo que nenhum produto mata, nem em hospitais. Pois bactérias estão em toda parte. Para o desespero de alguns, o fato é que o que prometem os produtos de limpeza do mercado, é apenas atenuar as neurozes das pessoas, pois vivemos expostos a bactérias. O que podemos fazer é manter limpo, e para isto o vinagre, a água quente e um pano limpo já bastam.

PAREDES:
faça uma solução de vinagre e água morna em partes iguais. Aplique-a sobre riscos de lápis e marcas espalhadas pelas paredes. Esfregue o local com um pano macio até que as manchas desapareçam.

ARMÁRIOS:
para eliminar o odor de mofo, esvazie os compartimentos e deixe pernoitar, dentro do móvel, uma bacia ou assadeira com vinagre branco puro. Em seguida, passe um pano embebido nesse líquido.

ODORES DE ANIMAIS:
para eliminar o cheiro de urina e fezes dos bichos de estimação, remova a parte sólida dos resíduos. Em seguida, aplique uma solução de dois terços de água morna e um terço de vinagre branco. Logo depois, aplique um pouco de vinagre puro sobre o local e deixe secar naturalmente.


Casa de Banho/BANHEIRO:
remova o mofo do rejunte dos azulejos aplicando uma boa quantidade de vinagre branco puro com uma escova de dente velha. Deixe-o agir por duas horas e, depois, lave a superfície com água e sabão. Para esfregar registros e as peças de louça, use uma esponja macia embebida numa solução (meio a meio) de água e vinagre.

LAVANDERIA:
coloque num borrifador a mesma quantidade de água e vinagre branco. Aplique sobre manchas nas roupas antes de colocá-las na máquina. Para aumentar o poder de limpeza do seu sabão em pó, espere a máquina de lavar encher e adicione à água uma xícara de chá de vinagre puro. Depois, deixe lavar normalmente.

COZINHA:
esqueceu a panela no fogo? Para retirar resíduos queimados do fundo de panelas e frigideiras, encha-as de água e adicione 4 colheres (sopa) de vinagre branco. Leve ao fogo e deixe ferver. Espere esfriar e lave normalmente. Mas há mais benefícios do vinagre na cozinha:
. para desinfetar a máquina de lavar louças, dê um ciclo de pré-lavar com uma xícara (chá) de vinagre.
. para deixar os copos de vidro brilhantes, deixe-os de molho numa bacia com água e gotas de vinagre branco. Depois, lave-os com detergente.
. para deixar o fogão novinho em folha após fazer frituras, deixe um pouco de vinagre sobre a gordura 15 minutos antes de começar a limpeza.



Despeje vinagre no vaso e deixe por 30 minutos. Então borrife bicarbonato de sódio em uma escova para limpeza de vasos e esfregue as áreas manchadas. Dê descarga.

Máquina de Lavar:
use quatro litros de solução de vinagre no ciclo principal para remover cal e restos de sabão da máquina de lavar, dando mais vida útil a ela.

Vidraças:
solução de vinagre e água morna limpa e não deixa riscos, nem marcas; vidros leitosos devem ser limpos com papa de vinagre e sal grosso.

Amaciante:
o vinagre substitui o amaciante, e as roupas ficam frescas, macias e cheirosas; peças de lã não ficam felpudas quando enxaguadas em água com vinagre.

Cobertores:
para evitar que eles não fiquem duros e ásperos, passe-os rapidamente em água com vinagre após a lavagem.

Fixação de cores:
tecidos coloridos não desbotam se mergulhados em vinagre antes da lavagem.

Cheiro de pintura: 
um pequeno recipiente com vinagre retira o cheiro desagradável de tinta fresca do ambiente.

Sujeira no carpete:
coloque vinagre no local atingido pela sujeira e limpe depois de algum tempo.


Dicas de uma amiga, Ellen do Desobediência Vegana.
Desobedecendo o padrão moral que nos foi ensinado.
A verdadeira revolução começa na cozinha e no supermercado.
Visitem este Blog!



Limpeza da cozinha com vinagre

Usando vinagre na limpeza do fogão

- Remoção de gordura do fogão:
Se fizer frituras em seu fogão e ele ficar todo engordurado deixe-o novinho da seguinte maneira:
• Esquente ¼ de xícara de vinagre branco;
• Coloque com uma colher sobre a gordura;
• Deixe fazer efeito por 15 minutos;
• Faça a limpeza como de costume.


- Limpeza das chapinhas do fogão:

• Esquente ½ xícara de vinagre;
• Misture 1 colher de sobremesa de sal;
• Coloque as chapinhas do fogão em uma assadeira pequena;
• Coloque a mistura de vinagre quente e sal;
• Deixe de molho por uma hora;
• Esfregue com palha de aço e sabão.
Limpeza de resíduos queimados do fundo de panelas:

Encha-as de água e adicione quatro colheres (sopa) de vinagre branco; leve ao fogo e deixe ferver e espere esfriar e lave normalmente.


Desentupa ralos de pias

• Aqueça 1 e 1/2 xícara de vinagre;
• Coloque 1 e 1/2 xícara de bicarbonato de sódio, dentro do ralo da pia;
• Despeje o vinagre quente por cima;
Cuidado: a interação desses dois ingredientes gera espuma e vapor. Recoloque a tampa do ralo. Deixe agir por três horas, sem usá-lo. Lave o ralo com água corrente.


Limpeza de cafeteira elétrica:

Faça a limpeza dos componentes internos da cafeteira, além da limpeza do recipiente de vidro, uma vez por mês.Depósitos de água escura vão se acumulando e tornando várias partes escurecidas, devido aos óleos do café e outros resíduos. Para solucionar este problema:
• Misture uma parte de vinagre para duas partes de água quente.
• Coloque um filtro de papel como de costume. Ponha a mistura de vinagre no recipiente para água.
• Ligue a cafeteira e deixe-a fazer o processo como se estivesse fazendo café, até a mistura ser toda passada para o filtro de papel. Jogue o filtro de papel e a água fora.
• Deixe sua cafeteira esfriar por 15 minutos, desligada.
• Enxágüe todas as partes que passaram por esse processo.
• Repita a mesma coisa, com água limpa.


Pronto! Sua cafeteira está pronta para um novo café. Você vai sentir a diferença.

domingo, 26 de abril de 2015

A importância de demolhar Sementes, Cereais e Leguminosas



demolhar
Todos nós sabemos que as sementes como as leguminosas, oleaginosascereais integrais devem ser colocados de molho algumas horas antes de cozinhar ou consumir. Muitas vezes pensamos que esse processo é para ajudar a cozinhar mais rápido e a diminuir a flatulência que alguns destes alimentos provocam, mas há também outros motivos por detrás deste processo.

Então porque razão devemos demolhar?


Na natureza as sementes encontram-se num estado “adormecido” e só se desenvolvem quando as condições são ideais. Elas possuem mecanismos de defesa que incluem inibidores de enzimassubstâncias tóxicas e anti-nutrientes que permitem manter todas as suas propriedades intactas até ao momento que em contacto com a água, neste caso com a chuva, começa o seu processo de germinação e se desenvolve a nova planta.
Ao demolhar estamos a imitar o processo que acontece na natureza, iniciando a germinação e só desta forma as enzimas começam a ser produzidas. As proteínas, os minerais, e as vitaminas ficam biodisponíveis e são mais fáceis de serem assimilados pelo nosso organismo.
Inibidores de enzimas – Existem dois tipos de enzimas, as enzimas digestivas (ajudam a digerir os alimentos) e as enzimas metabólicas (ajudam em todos os processos biológicos do organismo). Os inibidores de enzimas que estão presentes nas sementes, leguminosas, oleaginosas e grãos ajudam no seu processo de conservação da semente antes da germinação, mas se forem ingeridos pelo nosso organismo sem serem eliminados prejudicam não só o processo de digestão como o nosso corpo não é capaz de assimilar as suas proteínas, minerais e vitaminas.
Anti-nutrientes (ácido fítico) – A grande maioria dos cereais integrais ou grãos, e algumas sementes contém ácido fitico ou fitato que é uma forma utilizada pela planta para armazenar fosforo (um tipo de fosforo que só é absorvido pelos animais ruminantes). O fitato quando não é eliminado ou neutralizado pelo processo de demolhar liga-se a vários minerais como o Cálcio, Magnésio, Cobre, Ferro e Zinco impedindo a sua absorção.
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Ao demolhar conseguimos:
  • Melhorar a digestão destes alimentos (aumentamos a actividade enzimática)
  • Remover/reduzir o ácido fítico (aumentamos a biodisponibilidade do zinco e ferro)
  • Neutralizar inibidores de enzimas
  • Melhorar a absorção de vitaminas principalmente do complexo B
  • Melhorar a absorção das proteínas
  • Melhorar o sabor desses alimentos (diminuindo os taninos que são responsáveis pelo sabor adstringente)
  • Diminuir o processo de cozedura
Como demolhar?
Passo 1 – demolhar o alimento num recipiente de preferência de vidro ou de cerâmica, com o dobro da água à temperatura ambiente. No caso das leguminosas que demoram mais tempo a demolhar é aconselhado trocar a agua durante o processo.
Passo 2 – depois de demolhar descartar a água (pois contém toxinas), lavar novamente os alimentos com água limpa e só depois consumir ou iniciar o processo de cozedura.
Passo opcional – Adicionar 1 colher de sopa de sumo de limão ou vinagre de maça por cada chávena de água  à qual estamos a demolhar o alimento (isto ajuda a acelerar o processo de eliminação dos fitatos)
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Quanto tempo demolhar?
Embora cada semente tenha o seu tempo especifico para demolhar o ideal é deixar durante a noite e consumir ou cozinhar no dia a seguir. No caso das leguminosas costumo deixar de molho por 24 horas pois este tempo permite eliminar as substâncias indesejadas, reduz o processo de cozedura e diminuir o desconforto na digestão nomeadamente na redução dos gases. Outro truque é usar um pedaço de alga kombu no processo de cozedura (torna as fibras das leguminosas mais macias e digeríveis)
 Alimentos que devem ser demolhados antes de se consumir:
  • leguminosas secas (feijões secos, lentilhas, grão de bico, ervilhas secas, favas secas)
  • Oleaginosas e sementes (amêndoas, avelãs, cajus, nozes, sementes de girassol, abobora)
  • Cereais integrais/grãos ( arroz integral, grão de trigo, de cevada, de centeio, de aveia, trigo-sarraceno, quinoa)
Não precisa de demolhar: macadamias, pistachios, pinhões, castanha do Brasil, sementes cânhamo, sementes de chia, sementes de linhaça (desde que trituradas na hora)
Confesso, há muitos alimentos que consumo em pequenas quantidades e que não os demolho, como é o caso dos frutos secos e sementes, simplesmente porque tenho vontade de os comer e não tenho paciência em demolhar cada vez que me lembro de os consumir, mas consumo-os em pequenas quantidades e não sinto qualquer desconforto quando o faço. No entanto quando preparo alguma receita que leve estes alimentos como bebidas vegetais, sobremesas e Manteigas de frutos secos tento sempre demolha-los. No caso das farinhas integrais também não costumo demolhar, para esse processo junto fermento biológico e deixo levedar durante algum tempo, pois as leveduras vão ajudar no processo digestivo.

Fontes:
(1) Foodmatters
- Sandberg AS. Bioavailability of minerals in legumes. The British journal of nutrition. 2002; 88 Suppl 3:S281-5
- Benides CJ; Souza, MV; Sousa RB; Lopes MV. Fatores antinutricionais em alimentos. Segurança Alimentar e Nutricional, Campinas, 18(2): 67-79, 2011


fonte madebychoicesblog