sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Beringela


A beringela é um ingrediente comum na cozinha indiana, grega e francesa. É oriunda da Índia e parte do sudoeste Asiático, mas o seu cultivo estendeu-se a todo o mundo. 
A beringela crua é um vegetal/fruto muito pouco calórico, com apenas 16 calorias em 100 gramas. É muito rica em água (93%) e fornece boas quantidades de potássio (200 mg/100g de beringela). Contribui com fibra alimentar (2,5 g/100 g), cálcio (10 mg/100 g) e fósforo (12 mg/100 g de beringela). É uma planta herbácea da família das solanáceas (que inclui a batata, o tomate, o pepino e o pimento). Os seus frutos são geralmente de cor violeta ou roxo escuro e de forma alongada, embora existam variedades redondas e de cor amarela ou branca.
O responsável pela cor púrpura e brilhante da casca da beringela é um tipo de fitoquímico, da família dos compostos fenólicos, chamada antocianina. Estudos laboratoriais revelam que esta substância actua como antioxidante, impedindo a acção nefasta dos radicais livres de oxigénio. Isto ajuda a proteger o organismo dos danos celulares, nomeadamente com propriedades anticancerígenas, e a reduzir a oxidação do colesterol e consequente risco de arterosclerose.

O consumo regular de sumo de beringela mostrou-se útil na diminuição dos níveis de colesterol total, promovendo a saúde dos vasos sanguíneos. É igualmente indicado o seu consumo em dietas que visem baixar a tensão arterial.
Apesar de ser pouco calórica e não ter gordura na sua composição, a beringela tem a capacidade de absorver grandes quantidades de gordura na sua preparação. Não deve por isso ser frita nem ser cozinhada com muita gordura.


Como tirar o sabor amargo da beringela
Salgar as beringelas antes de as cozinhar ajuda a eliminar o suco de sabor amargo e reduz a humidade. Ao tornar a polpa menos densa, este processo impede que a polpa absorva tanta gordura. Corta-as às rodelas ou em cubos, salpica-as com sal e deixa-as em repouso durante 30 minutos. Depois passa-as por água, enxagua-as com papel absorvente e cozinha. O aço comum oxida rapidamente a polpa da beringela (fica escura), por isso deves cortá-la com uma faca de aço inoxidável.
Na escolha das beringelas, procura as que se encontrem bem rijas, com a pele polida, brilhante e sem manchas. São de evitar as que estiverem verdes e prefere as que ainda tiverem o pedúnculo e o cálice. 

domingo, 9 de novembro de 2014

Pesquisa mostra que 50% dos derivados de arroz ultrapassam os limites de arsênio

Cereais assassinos? 


Uma nova pesquisa descobriu que mais da metade dos produtos fabricados com arroz na Grã-Bretanha, possuem níveis altos, acima da média permitida, de arsênio.









Os produtos incluem o cereal Rice Krispies, da Kellogg’s, e Smooth Baby Rice, da Heinz.
A União Europeia definiu novos níveis máximos de arsênio que produtos alimentícios podem conter – o que não ocorria anteriormente. De acordo com as análises, água e outros tipos de comida possuem níveis aceitáveis, o que não ocorreu com o arroz, que possuía níveis preocupantes e que excediam os limites estabelecidos.

O Channel 4, canal de TV da Grã-Bretanha, irá exibir um programa hoje à noite com os dados dos testes de 81 produtos. Os estudos foram financiados pelo Institute for Global Food Security e realizados na Queen’s University. Eles descobriram que 58% dos produtos excedem os novos limites estabelecidos de arsênio em produtos infantis, que deverão entrar em vigor em alguns meses.
Embora existisse limites rígidos para a quantidade de arsênio permitido na água, não existiam limites máximos que os alimentos podem conter – o que preocupa cientistas que afirmam que podem haver problemas de saúde com a exposição a este elemento que é um verdadeiro veneno para as células.

As novas recomendações da UE propostas vão limitar a 200 partes por bilhão (ppb) de arsénio para adultos e apenas a 100 ppb para crianças e bebês.

Mesmo cereais orgânicos derivados de arroz possuíam níveis altos, com até 323 ppb.
As novas regras irão obrigar os fabricantes a controlarem de modo rígido os níveis em seus produtos, reformulando a composição, ou serão obrigados a removê-los das lojas de toda a Europa.
Enquanto não é prejudicial em pequenas quantidades para os seres humanos, os cientistas dizem que a exposição a altos níveis de arsênio inorgânico durante um período prolongado, pode levar ao câncer ou doença cardíaca.

O professor de Ciências Biológicas, Andrew Meharg, da Queen’s University, disse: "A União Europeia vai definir normas para níveis de arsênico no arroz usado em comida infantil em no máximo 100 ppb. Mesmo assim, em minha estimativa, é extremamente elevado, ele deveria ser, pelo menos, 50 ppb”.
Ele prossegue: "Os limites são definidos de modo a não perturbar o comércio de arroz, em vez de priorizar os riscos para a saúde humana”.

Na Grã-Bretanha, o consumo de arroz aumentou mais de 5 vezes nos últimos 40 anos.

De acordo com o portal DailyMail, as marcas Kellogg’s, Organix e Boots emitiram nota afirmando que levam a segurança em seus produtos muito à sério.

A Boots afirmou que continuará a trabalhar estreitamente com os fornecedores e especialistas de regulação para garantir que seus alimentos para bebê sejam totalmente seguros, em conformidade com os regulamentos futuros.

A Organix disse ao Channel 4 que vai testar seus alimentos de forma rigorosa e que os pais não devem ter nenhum motivo de preocupação. Acrescentou ainda que  parabeniza as novas propostas de regulamentação e que vão atender as futuras alterações legislativas.

A Kellogg’s afirmou que seus cereais não estão na categoria de alimentos para lactantes e crianças jovens. Um porta-voz da empresa disse: "O teste que fizemos mostra que os níveis estão dentro dos limites mais atualizados propostas. Vamos continuar a trabalhar com as agências governamentais, cientistas, acadêmicos e outros na indústria alimentar a nível global para rever os dados sobre este tema".



Foto: Reprodução / DailyMail / GoldenRice / Duke
Fonte

Os Melhores, os Piores, Essenciais, Antioxidantes, Alcalinos e Ácidos

Os 10 piores Alimentos para consumo 
– Açúcar Refinado
Trigo (glúten)
Leite Animal
Sal Refinado
Refrigerante
Carne Vermelha e Branca
Farinhas Brancas
Alimentos Fritos
Alimentos Industrializados
Óleo Vegetal

Os Melhores Alimentos para consumo

-Leite Materno
-Óleo de côco;
-Quinoa (cada 100 gramas contém 15 g de proteínas, 68 g de carboidratos, 9,5 g de ferro, 286 mg de fósforo, 112 mg de cálcio e 5 g de fibras).
-Chá Verde
-Azeite Oliva
-Açafrão da Terra
-Alho
-Brócolos
- Abacaxi

Os 5 Nutrientes Essenciais para saúde plena

-O Rei ( Cloreto de Magnésio)
-O Iodo
-A Vitamina D
-Ómega 3
-Cálcio 

Os Principais Antioxidantes 

-Carotenoides 
-Vitamina A
-Vitamina C e E;
-Selénio,
-Flavonoides,

-Zinco e Cobre

Alimentos Acidificantes:
(Devem ser eliminados da dieta)


Alimentos Alcalinizantes:
( Devem ser introduzidos a dieta)





adaptado de curasnaturais

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Açúcar de Coco


O açúcar de Coco tem feito parte da culinária e do grupo das ervas medicinais usadas no sudueste asiático por muito tempo, especialmente por pessoas que buscam uma alimentação mais saudável ou que sofram de problemas de diabetes.
O Açúcar de Coco é um dos adoçantes mais saudáveis e dos melhores substitutos do açucar pelos benefícios que oferece.
O Açúcar de Coco é extraído do fluido das flôres da Palma de Coco, quando as folhas são colhidas, o seu nectar é retirado e aquecido ligeiramente numa caldeira ficando um caramelo espesso, ao arrefer é triturado em pequenos cristais. Estes cristais dissolvem-se facilmente e dão um agradável sabor doce a todas as receitas.
O Açúcar de Coco é muito mais nutritivo que os outros adoçantes comuns comercializados, tem elevada quantidade de Potássio, Magnésio, Zinco e Ferro e é uma fonte natural de Vitaminas B1, B2, B3 e B6.
O sabor do Açúcar de Coco é muito parecido com o sabor do açúcar castanho, mas tem um indice glicémico muito mais baixo (Gi=35) sendo assim menos perigoso para a saúde que o açúcar normal (Gi=68). Isto quer dizer que o Açúcar de Coco produz uma libertação lenta de energia e não produz os altos e baixos do açúcar. O maior componente do açúcar de Coco é a sucrose (70-79%) seguido de glocose(3%) e frutose (9%).
Muitos estudos já foram feitos com sucrose e frutose e novas pesquisas mostram que o consumo elevado de frutose pode ser prejudicial para a saúde.
O Açúcar de Coco é um adoçante não processado, não adulterado, não filtrado, não contém preservativos e é 100% natural.
O Açúcar de Coco é conhecido por ser o adoçante mais sustentável do mundo. As palmas de Coco que são diferentes das de onde se extrai o óleo de Palma, produzem 75% mais açúcar que a cana de açúcar e requerem menos água e nutrientes.
A Palmas de Coco são também chamadas árvores da vida, por estarem na origem de mais de 100 produtos diferentes e serem assim muito úteis aos agricultores, pois delas podem fazer muitos usos.
O Açúcar de Coco pode ser usado como substituto do açúcar nas receitas e é equivalente 1:1 em quantidades ao açúcar normal.

Modo de usar - Como um adoçante de forma semelhante ao açúcar de cana, para adoçar bebidas, receitas doces, pode ser também aquecido e usado em receitas cozinhadas como bolos, pudins e doces tal como o açúcar normal, usado em receitas como substituto do açúcar normal a quantidade a usar será a mesma.

Dosagem diária máxima recomendada - 3g (1 colher de chá)


Fonte: Biosamara

domingo, 26 de outubro de 2014

Para que serve cada óleo?



Óleo de rícino: excelente para hidratar e humedecer a pele. Possui ação antioxidante, combatendo o envelhecimento.

Óleo de argão: fornece vitaminas para a pele deixando-a mais saudável, principalmente para quem tem problemas com acnes. O óleo é antioxidante, o que o torna um excelente combatente ao envelhecimento.

Óleo de semente de uva: ajuda a controlar a produção natural de óleo, combatendo a oleosidade natural da pele. Além disso combate o envelhecimento e fornece vitaminas.

Óleo de camomila: é ideal para acalmar a pele, aliviando irritações e vermelhidão. Tem ação anti-inflamatória, sendo bom para quem tem pele sensível.

Óleo de coco: hidratante natural que oferece nutrição e saúde para a pele.

Óleo de amêndoas: é bom para tratar peles muito secas.

Óleo de lavanda: ideal para quem busca o clareamento da pele. Possui ação reparadora e hidratante.

Óleo de girassol: tem alto poder de hidratação da pele e de manutenção da barreira cutânea. Para peles mistas.

Óleo de abacate: benéfico para a pele seca e pode até mesmo ser usado para ajudar a tratar o eczema.

Azeite: excelente hidratante até mesmo para os cabelos. O azeite também pode ser usado para remover maquiagem e limpar a pele.

Óleo de Amêndoas – usado desde o tempo de nossos avós, é bom para o uso facial e corporal e indicado principalmente para peles secas. Ajuda a diminuir irritações e inflamações e pode ser usado para remover a maquiagem e limpar a pele. Também é muito utilizado por gestantes, devido ao seu poder de hidratação profunda, protegendo a pele e prevenindo estrias. No rosto atua como antirrugas, melhorando a elasticidade da pele. Pode ser aplicado diretamente sobre a pele.

Óleo de Argão – indicado para uso corporal, facial e capilar e ideal para peles normal, madura e oleosa. Fortalece o cabelo, nutrindo e regenerando sua fibra, além de proporcionar brilho e elasticidade. Tem propriedades antienvelhecimento. É um óleo de absorção rápida, não deixando a pele oleosa. Pode ser aplicado diretamente sobre a pele limpa. Nos cabelos pode ser misturado à máscara de tratamento capilar ou massageado nas pontas dos cabelos. Apenas recomenda-se que não se use o secador de cabelos depois.

Óleo de Semente de Uva – bom para uso facial e corporal, sendo indicado para todos os tipos de pele. Tem função adstringente leve e ajuda a tonificar a pele. Também é emoliente, hidratante, regenerador celular e revitalizante. Ajuda a prevenir estrias devido a sua elevada concentração de alfa-tocoferol. Pode ser aplicado diretamente sobre a pele limpa e massagado até sua absorção.

Óleo de Germen de Trigo – bom para uso facial, corporal e capilar. Age como fortalecedor dos vasos sanguíneos evitando a ocorrência de varizes. É antioxidante, cicatrizante, regenerador celular, nutre e hidrata a peles secas e rachadas. Nos cabelos ajuda a manter os fios sadios. Pode ser massageado diretamente sobre a pele limpa, ou misturado ao seu hidratante preferido. Nos cabelos, pode ser massageado diretamente sobre o couro cabeludo para evitar problemas de queda, ou incluído em máscaras de hidratação que você costuma usar. Apenas não é indicado para quem tem alergia a trigo ou a glúten.

sábado, 25 de outubro de 2014

Pseudo-Cereais: Quinoa, Amaranto e Trigo Sarraceno



A culinária portuguesa usa muito o arroz, o trigo e a batata, mas podemos variar e enriquecer a nossa alimentação se olharmos para os pratos típicos de outras culturas.
O trigo sarraceno, que é muito usado na Rússia, o amaranto, que fazia as delícias dos Aztecas, e a quinoa, que ainda hoje é cultivada em toda a região andina, são exemplos desses alimentos que vale a pena conhecer.
Embora tenham aspeto disso, para os botânicos estas plantas não são cereais, como, por exemplo, o trigo, a cevada, o arroz e o milho. Ao amaranto, à quinoa e ao trigo sarraceno chama-se-lhes pseudo-cereais, visto os seus grãos, ou seja, as suas sementes, serem também ricas em amido. Na realidade, podem ser usados na alimentação como se fossem cereais.
No que diz respeito ao valor nutricional, estes três pseudo-cereais são mais ricos em proteínas do que os cereais comuns. Para além disso, são fonte de vitamina E e de vitaminas do complexo B, fornecendo também fibra alimentar, e minerais como ferro, cálcio, magnésio e zinco.
Se o seu elevado valor nutricional não fosse razão suficiente para justificar o seu consumo, o facto destes grãos não conterem glúten pode ser uma razão adicional para os escolher. De facto, para quem sofre de doença celíaca, eles são uma alternativa válida e saborosa para as refeições do dia a dia.
*Autoria da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto.



QUINOA
As propriedades nutricionais e as formas de confeção do cereal mais rico em proteínas

Tem um sabor suave a noz e uma textura fofa, leve e macia, semelhante à do cuscuz. A cor varia do amarelo pálido ao preto, vermelho e castanho.

Falamos da quinoa, conhecida como arroz dos incas, um cognome que se refere à sua origem sul-americana e cinco mil anos de existência.

Disponível sob a forma de grão, farinha, massa e cereal, esta é uma semente da qual se conhecem mais de oito mil variedades. Segundo a American Dietetic Association, a associação dietética norte-americana, «pode ajudar em casos de doença cardíaca, diabetes e prevenção do cancro».

Super cereal
A quinoa oferece cerca de 18 por cento de proteína, um valor superior ao de outros cereais, algumas variedades chegam a conter mais de 20 por cento, destaca David Grotto em «101 Super Alimentos que Podem Salvar a Sua Vida» (Academia do Livro). Este cereal é uma fonte completa de proteína, reunindo os oito aminoácidos essenciais, sobretudo metionina, cistina e lisina, cuja porção é o dobro da da aveia, o triplo da do milho e cinco vezes superior à do trigo.

É uma boa fonte de fibra, sendo ideal no combate à obesidade. O seu poder de saciedade é superior ao do arroz e do trigo. Pobre em gordura (contém cerca de 10 por  cento), é rica em hidratos de carbono, cerca de 72 por cento, sob a forma de amido. Pode ser ingerida por doentes celíacos pois oferece pouco glúten.

Como preparar
A quinoa pode ser ingerida ao pequeno-almoço, em substituição dos cereais habituais, ou mesmo às refeições principais, integrada em sopas, saladas, acompanhamentos (cozida como o arroz ou na forma de puré) ou sobremesas. Antes de a confeccionar, deve lavar bem as sementes para remover qualquer resíduo  de resina natural (saponina) que permaneça. Demolhar de preferência.  Não se surpreenda se fizer espuma ao enxaguar. Antes de  cozinhar, o ideal é torrar as sementes numa frigideira seca, durante cinco minutos – torná-las-á mais saborosas. Depois, é só confecionar.



O Cereal do séc. XXI





AMARANTO
Originário da América Central, é também conhecido como o alimento dos Astecas, sendo as suas qualidades nutritivas também reputadas pelos Incas e Maias. As reduzidas dimensões do grão originam a que cada planta possa produzir até 400.000 sementes. É muito rico em fibras, aminoácidos, cálcio, ferro, magnésio, fósforo, cobre e zinco. Apresenta um teor de glúten muito baixo. O seu sabor é amargo-doce. Uso culinário – Pratos salgados, doces, sopas, bolos e papas.

Ele se diferencia de outros cereais, como o trigo, justamente por suas propriedades nutricionais. Com mais ferro do que qualquer outro cereal, o amaranto também é fonte de lisina, que segundo o pesquisador Walter, é um aminoácido que falta na maioria dos grãos. "O balanço de aminoácidos presentes no grão, faz do amaranto um alimento equilibrado em termos nutricionais." Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a cada 100 g de grãos de amaranto cozidos são encontrados: quase 4 g de proteína, mais de 2 g de ferro, 0,86 g de zinco e 47 g de cálcio, além de 2,1 g de fibras. Em relação à quinua, por exemplo, ele é menos calórico. São 102 Kcal a cada 100 g cozidas, enquanto que a mesma quantidade de quinua cozida contém 120 Kcal.


Amaranto: alimento de alto valor nutricional

Amaranto tem mais proteína que os cereais




TRIGO SARRACENO
Embora muita gente pense que o trigo-sarraceno é um cereal, ele é na verdade a semente de um fruto aparentado com o ruibarbo e as azedas. (Classificamo-lo como grão porque ele é assim classificado numa perspectiva culinária.) As flores do trigo-sarraceno são muito perfumadas e atraentes para as abelhas que as usam para produzir um mel escuro especial, de aroma forte. Enquanto o trigo-sarraceno é semelhante em tamanho ao grão de trigo, apresenta uma forma triangular única. Para ser comestível, a casca exterior tem de ser removida, um processo que exige equipamento próprio de moagem, devido à sua forma pouco habitual.

Energizante e nutritivo, o trigo-sarraceno é vendido simples ou torrado, este último designado por vezes «kasha», do qual se faz um prato tradicional europeu. O trigo-sarraceno cru tem um sabor suave e subtil, enquanto o trigo-sarraceno cortado tem um sabor mais forte a noz. A sua cor varia do rosa escuro ao castanho. O trigo-sarraceno é muitas vezes servido como alternativa à papa de aveia. O trigo-sarraceno também apresenta altas quantidades de farelo, disponível quer nas variedades leve ou integral, com a variedade integral mais nutritiva. Uma vez que o trigo-sarraceno não contém glúten, é muitas vezes misturado com qualquer tipo de farinha com glúten (como o trigo) para bolos.

Um dos povos da China, os Yi, consome cerca de 100g diários de trigo sarraceno (cerca de 3,5 onças); uma investigação feita com 805 indivíduos do povo Yi, aos níveis de lípidos no sangue, demonstrou que os que na sua dieta alimentar utilizavam trigo sarraceno, tinham conseguido diminuir os níveis do colesterol “mau” (diferença entre os níveis de colesterol “bom” HDL e de colesterol “mau” LDL); efectivamente tinha-se observado uma redução dos níveis de LDL (colesterol “mau” de lipoproteínas de baixa densidade, normalmente associado às doenças cardiovasculares) e aumento de HDL, (o colesterol”bom” para a saúde).

O trigo sarraceno é uma fonte rica em flavonóides, especialmente a rutina; os flavonóides, fitonutrientes protectores contra vários tipos de doenças, alargam a acção da vitamina C, agindo como factores antioxidantes; estes compostos não só ajudam a manter o fluxo sanguíneo, evitando o aumento de plaquetas enquanto agentes coagulantes (as plaquetas são uma das componentes do sangue que, entre outras funções, promove a sua coagulação, em situações de perda de sangue, as plaquetas “agregam-se” não permitindo que haja perdas excessivas), como actuam ainda na prevenção do aumento dos níveis de LDL (colesterol “mau”) ao agirem como factores antioxidantes protegendo o organismo dos danos causados pelos radicais livres; todas estas acções contribuem para a protecção contra as doenças cardiovasculares.

O trigo sarraceno é também uma fonte rica em magnésio; o magnésio é um mineral que ajuda a baixar a pressão dos vasos sanguíneos, contribuindo assim para um melhor fluxo sanguíneo o que favorece a distribuição de nutrientes ao organismo; esta é uma combinação perfeita para um sistema cardiovascular saudável.
Uma só chávena de trigo sarraceno contém cerca de 86 miligramas de magnésio.

O trigo sarraceno e a diabetes

Os nutrientes do trigo sarraceno podem também contribuir para o controle de açúcar no sangue.
Um estudo feito para verificar os efeitos do excesso de açúcar no sangue, demonstraram que alimentos feitos com farinha integral de trigo sarraceno (ao contrário dos feitos com farinha refinada), ajudam na prevenção do aparecimento de glicose no sangue, diminuindo assim os riscos de diabetes; é também um bom alimento para reduzir a fome, pelo que se torna numa boa ajuda na prevenção ou no aumento da diabetes.

As fibras de trigo sarraceno e da fruta na protecção contra o cancro da mama

Um estudo feito por investigadores, em 35.972 pessoas, no Reino Unido, mostrou que as mulheres no período de pré-menopausa, em cuja dieta alimentar é valorizada a ingestão de cereais integrais – como o trigo sarraceno – e fruta, o risco de cancro da mama diminui significativamente (JE Cade, Burley VJ, et al. International Journal of Epidemiology).

Do mesmo modo, mulheres no período de pré-menopausa que incluam na sua dieta alimentar um mínimo diário superior a 30g de cereais integrais e de fruta – ambos alimentos ricos em fibras – correm um risco 52% mais baixo de desenvolver cancro da mama em relação ás que incluem menos de 20g diários .

Uma investigação adicional dos efeitos da ingestão de fibras de cereais integrais e fruta para a prevenção do cancro da mama, feita em 51.823 mulheres em fase de pós-menopausa, demonstrou existir uma redução de 34% de risco entre as que utilizam cereais integrais e fruta na sua dieta alimentar e as que consomem apenas as quantidades mínimas. Igualmente, as que recorrem à ingestão de fibras de cereais integrais para a reposição dos níveis hormonais, reduzem em 50% o risco de desenvolvimento do cancro da mama.

Algumas das frutas ricas em fibras incluem maçãs, tâmaras, figos, peras e ameixas.
Ao escolher cereais com alto teor em fibras, procure cereais integrais, pois são uma importante fonte de farelo. 1/3 duma chávena de farelo contém cerca de 14 g de fibras; a farinha de trigo sarraceno integral tem um alto valor nutricional e um agradável sabor; ao pequeno-almoço, por exemplo, é uma boa alternativa à tigela de papas de aveia; uma chávena de farinha de trigo fornece 20% da IDR de fibras e apenas 154 calorias!

O trigo sarraceno e os benefícios para a saúde

Vários estudos efectuados indicam que a ingestão de cerais integrais, como o trigo sarraceno, é uma boa protecção contra o aparecimento da aterosclerose, dos acidentes vasculares cerebrais, da diabetes (pela sua resistência á insulina), da obesidade, doenças normalmente associadas a morte prematura.
Os cereais integrais são excelentes fontes de fibra.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Algas: Modo de usar

As algas são verduras concentradas e podem comer-se com todo o tipo de alimentos, como acompanhamento no nosso prato habitual. Sempre em pequenas quantidades, pois as algas secas podem crescer até dez vezes ao absorver água. Há que tê-lo em conta ao cozinhá-las.

JUNTAR entre 5 e 10 g  de algas secas por pessoa às saladas, sopas, cereais, outras verduras, legumes, etc. Nas etiquetas das embalagens de cada uma está descrito o modo de utilização e o valor nutritivo. Usá-las todas e ir variando, como fazemos diariamente com as verduras terrestres.

As algas secas e os produtos elaborados com algas fazem parte do Catálogo Algamar, numa gama única na Europa e numa forma fácil de consumir as algas autóctones.
O objectivo é fazer das algas atlânticas uma verdura de uso comum e um valioso ingrediente em qualquer dos nossos pratos.
MODO DE USAR AS ALGAS
ALGA
RICA EM
CRUA
FERVIDA
FRITA
NO FORNO
GUISADA
WAKAME
Cálcio
Iodo
Proteínas
Saladas, Gaspachos 15 min remolho
 
Sopas, batatas, verduras, arroz, cereais, saladas, molhos, ao vapor 10-20 min
arroz, sopas, cuscuz, verduras, frita com cebola como guarnição e recheio, tortilha de batatas
Empadas, tartes, saladas (quiches), pizzas, pão, galetes
Estufados
DULSE
Vitaminas A e C Proteínas
Saladas, gaspachos e molhos 1 min remolho
Escaldados, macarrão, cozedura breve, ao vapor 2 min
tortilha francesa, crepes salteados
gratinados

ESAPAGUETE DE MAR
Ferro
Potássio Vitamina C
Saladas

30 min remolho
arroz integral, ao vapor

30 min
Frita com cebola como guarnição e recheio. Frita com polme 
Empadas, pizzas, tartes saladas (quiches)
Caldos Guisados
KOMBU
Fibras curativas Minerais

Cozedura longa: legumes e caldos prévio tostado 5 m. em seco ou a pressão 20 min ou ferver 1 hora
tortilha de batatas, frita como guarnição e recheio
tostada em seco previamente à cozedura
Caldos
KOMBU RAPIDA

(Kombu Real)
Mucílagens Minerais
 
arroz integral caldos e legumes 35 min.
Rolinhos de primavera, frita
empadas, tartes, saladas
Caldos
NORI
Proteínas Vitaminas
A e B 12
Saladas 20 min remolho
arroz, sopas, cuscuz, verduras tostar 3 min em seco ou ferver 20 min
tortilha, croquetes, hambúrguer
tostada em seco (para esfarelar / polvilhar sobre saladas e cozidos). Gratinados, recheios.
Caldos
AGAR AGAR (Flocos)
Fibra saciante, suavizante do intestino
Polvilhar sobre saladas
gelatina e espessante. Flans, marme-ladas, cremes, molhos, substituto do ovo

8 min

tartes doces e saladas, pasteis de verduras, substituto do ovo



Receitas com Algas[Clique AQUI]


PRODUTOS CERTIFICADOS BIOLÓGICOS COM ALGAS SEM INGREDIENTES ANIMAIS 

As algas secas e os produtos elaborados com algas fazem parte do Catálogo Algamar, numa gama única na Europa e numa forma fácil de consumir as algas autóctones. Os produtos elaborados com algas foram criados com todo o esmero na perspectiva da saúde e estão certificados como produtos ecológicos: Sopas, arroz, massas, patê, aperitivos, galletes, biscoitos ... todos eles com algas. O objectivo é fazer das algas atlânticas uma verdura de uso comum e um valioso ingrediente em qualquer dos nossos pratos. A Algamar está registada como produtor biológico
 Algamar


AlgaPlus, de Ílhavo - Aveiro.



quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Alimentos mais ricos em ferro

Essencial ao bom funcionamento do organismo, o ferro é melhor absorvido quando associado ao consumo de Vitamina C

alimentos que contem ferro 10 alimentos mais ricos em ferro
Foto: Thinkstock
O ferro é um elemento de origem mineral muito importante ao bom funcionamento do organismo. Segundo a nutricionista Tatiana Guerra, “é um componente essencial no transporte de oxigênio no organismo; formação de glóbulos vermelhos; manutenção do sistema imunológico; produção e manutenção de vários neurotransmissores cerebrais e na proteção contra danos provocados por oxidantes”.
Além disso, o ferro é particularmente importante em casos de menstruação abundante e hemorragias.

Segundo a nutricionista, o ferro está presente em alimentos como “de origem animal. São também consideradas fontes com boa absorção os cereais, grãos, oleaginosas e vegetais verdes. Outras fontes como o feijão, lentilha, espinafre, soja e beterraba necessitam da combinação com fontes de vitamina C para melhorar a sua absorção”.
O consumo recomendado de ferro para mulheres entre 19 e 50 anos é de 18 miligramas diários. A partir dos 50 anos, esse número desce para os 8 miligramas e, no caso das grávidas, o consumo sobe para 27 miligramas por dia.
Confira uma lista dos alimentos mais ricos em ferro e comece hoje mesmo a incluí-los, na quantidade certa, em sua alimentação.

Tofu

alimentos que contem ferro tofu 10 alimentos mais ricos em ferro
Foto: Thinkstock
O tofu é um alimento originário da China, rico em ferro e proteína vegetal, obtido da soja. Tem uma textura firme parecida com a do queijo, sabor delicado, cor branca e apresenta-se sob a forma de um cubo branco. 100 g de tofu equivalem a 5 miligramas de ferro. É um alimento que absorve facilmente o sabor de outros alimentos e temperos. Pode ser comido cru, frito, cozido em sopas ou em molhos, cozido a vapor, recheado com diferentes ingredientes.


Cereais

alimentos que contem ferro cereais 10 alimentos mais ricos em ferro
Foto: Thinkstock
Os cereais integrais são uma ótima maneira de ingerir ferro. 100 gramas contêm cerca de 5 miligramas de ferro. Algumas opções são: massas integrais, quinua, aveia, cevada e trigo. Evite as variedades industrializadas e com grande quantidade de açúcar.


Vegetais verdes

alimentos que contem ferro folhas verdes 10 alimentos mais ricos em ferro
Foto: Thinkstock
Agrião, rúcula, espinafre, urtiga, couve, brócolos, salsa também são ótimas fontes de ferro. Além disso, são ricos em vitamina A e contêm muitas substâncias antioxidantes. 100 gramas contêm cerca de 3,6 miligramas de ferro.

 Frutas secas

alimentos que contem ferro frutas secas 10 alimentos mais ricos em ferro
Foto: Thinkstock
As frutas secas repõem nutrientes minerais como ferro, zinco, potássio e vitaminas com a vantagem de possuírem gordura vegetal que melhoram as taxas do bom colesterol, o HDL. Inclua figo, uva passa com semente, pêssego e damasco em sua alimentação. A cada 100 gramas de frutas secas estão presentes cerca de 2 miligramas de ferro.

Oleaginosas

alimentos que contem ferro oleoaginosas 10 alimentos mais ricos em ferro
Foto: Thinkstock
As oleaginosas são ricas em muitos nutrientes, sendo fonte de proteínas, de gordura monoinsaturada, gordura polinsaturada, vitamina E, magnésio, selênio, zinco, manganês e ferro. O consumo moderado de avelã, amêndoas, pistache, castanha-de-cajú, castanha do pará traz benefícios à saúde. Em 100 gramas desses alimentos estão presentes cerca de 2,5 miligramas de ferro.

Grãos

alimentos que contem ferro graos 10 alimentos mais ricos em ferro
Foto: Thinkstock
Lentilha, feijão preto, feijão carioca e feijão branco são alimentos ricos em fibras alimentares, proteínas e ferro. A ingestão de 100 g por dia fornece uma média de 2 miligramas de ferro.




Os cogumelos são boas fontes de alguns minerais, de onde se destacam o potássio e o ferro. Cerca de 100g de cogumelos frescos contêm 1 mg de ferro e, ao contrário do que acontece em muitas fontes vegetais de ferro (espinafres, ruibarbo), os cogumelos não contêm fitatos, que reduzem a capacidade do organismo absorver este mineral. Assim, os cogumelos representam uma fonte de ferro facilmente absorvível. 

Falta de ferro no organismo

Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 25% da população mundial sofre de carência de ferro no organismo. Em algumas pessoas essa falta está associada ao baixo consumo, mas em outros casos pode haver algum problema na absorção do ferro.
Segundo a nutricionista Tatiana, os principais sintomas da falta de ferro no organismo são “fraqueza, palidez, fadiga, falta de concentração, sonolência, palpitação e formigamento nas mãos e pés”. Sentindo alguns desses sintomas é necessário buscar uma ajuda médica para a realização de exames detalhados.

Como melhorar a absorção do ferro

Existem algumas associações que podem ser feitas para melhorar a absorção do ferro no organismo. A nutricionista orienta que “o consumo do ferro associado a fontes de vitamina C intensificam a sua absorção, inclusive proveniente de fontes vegetais”. Uma sugestão é consumir, por exemplo, uma laranja como sobremesa ou temperar a salada com limão.
Por outro lado, “alimentos fontes de cálcio devem ser evitados após o consumo de ferro pois reduzem a capacidade de absorção“, orienta Tatiana. Por isso, elimine o consumo de sobremesas a base de leite após a refeição (pudim, sorvete, arroz doce, canjica) e prefira consumir fontes vegetais”. 

Cuidado com o excesso de ferro

Vale salientar, que apesar da importância do consumo, o excesso de ferro é prejudicial e pode trazer também problemas de saúde, como o aumento de riscos de câncer, de doenças degenerativas, como o mal de Parkinson, e o comprometimento de algumas funções normais do organismo. Por isso, consuma-o na quantidade certa. Consulte seu nutricionista para que ele faça um cardápio adequado ao seu organismo.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Dieta / Alimentos para ganhar peso

Para quem tem dificuldade em engordar deve evitar alimentos pouco nutritivos que apenas enchem o estômago mas não alimentam o corpo e ainda lhe retiram energia, como bolos de pastelaria, fritos em geral (excepto em azeite virgem extra), açúcar refinado, farinhas brancas refinadas, alimentos pré-cozinhados como lasanha, pizza congelada, etc, e passar a alimentar-se de produtos de qualidade, ou seja, de modo a que todos os ingredientes que os compõem sejam absorvidos pelo organismo. Isto porque os metabolismos mais rápidos queimam a gordura proveniente de açúcares de absorção rápida (arroz branco, pão branco, farinhas brancas, açúcar branco) e de gorduras de má qualidade como manteiga, margarinas e óleos, e por isso deve-se tentar aumentar a massa muscular (em vez de se tentar criar gordura), comendo mais proteína vegetal e hidratos de carbono de boa qualidade.

A técnica é semelhante à de quem quer emagrecer com a diferença de que para emagrecer corta-se nos hidratos de carbono e quem quer engordar abusa deles. O resto da dieta é semelhante. Ao se alimentar o corpo com produtos saudáveis ele acaba por chegar ao seu peso ideal que varia de pessoa para pessoa.

Comer bem de 3 em 3 horas.

Entre as refeições principais: uma peça de fruta ou uma barra de cereais integrais ou um batido ou torradas com manteiga de soja ou tostas “mistas” de cogumelos salteados em azeite e alho com natas de soja + levedura de cerveja, sandes integral com patê vegetal, etc.

A evitar:

Arroz branco, pão branco, açúcar refinado branco, refrigerantes, fritos de pacote e de pastelaria, margarinas não vegetais refinadas e óleos refinados, alimentos processados, etc.

Alimentos obrigatórios para ganhar peso:

Banana
Manga
Abacate
Mamão
Batata-doce (o máximo que se conseguir comer durante o dia às refeições e/ou entre as refeições)
Arroz integral
Pão integral
Brócolos
Flocos de Aveia integral
Massas integrais
Azeite virgem extra
Azeitonas
Nozes, amêndoas, castanha do Pará ou de caju
Sementes de Linhaça
Tofu
Lentilhas, feijões, grão, ervilhas, etc.

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Batido para tomar de manhã e à noite (não substitui almoço e jantar):

Duas colheres de sopa de sementes de linhaça (germinada ou moída/triturada)
Uma banana
Uma colher de sopa de manteiga de amendoim
Leite de soja ou de aveia
Gelo
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Consumir mais proteína e hidratos de carbono não refinados:

Sementes - Linhaça, abóbora, girassol (2 colheres de sopa nas sopas, sumos ou batidos e cereais com leite de soja / aveia)

Leguminosas - Ervilhas, feijões, lentilhas, grão-de-bico, soja e derivados (tempeh, tofu), leite de soja.

Cereais integrais - Aveia, centeio, arroz, cevada, trigo, millet ou painço, milho, quinoa, couscous, bulgur, trigo sarraceno, amaranto, kamut, espelta...

Frutos secos - Nozes, amêndoas, Castanha-do-pará, castanhas de caju.

Há 3 tipos principais de hidratos de carbono: açúcares simples, amidos e fibras dietéticas.

Os açúcares não refinados são encontrados nas frutas, os amidos são encontrados em cereais, grãos e alguns vegetais, como a batata-doce. Hidratos de carbono não refinados, obtidos a partir de cereais integrais são de melhor qualidade por conterem fibras e vitaminas do complexo B. Fontes comuns de hidratos de carbono de qualidade são pães, arroz e massas mas tudo integral. Trocar tudo o que é refinado por integral, incluindo o açúcar que deve ser sempre de cana integral, ou seja, mascavado.

Conclusão: Fazer 6 refeições por dia, comendo de 3 em 3 horas; Comer pelo menos 4 porções de frutas e verduras todos os dias; Preferir os cereais integrais, ricos em fibras e nutrientes; Alimentos ricos em hidratos de carbono como mandioca, inhame e batata-doce não podem faltar; Consumir alimentos ricos em gorduras boas, como castanhas, nozes, amêndoas, azeite virgem extra e abacate; Ao invés do açúcar branco, optar por açúcar mascavado ou xarope de agave; Praticar exercício físico; Dormir bem; Consumir em média 2.200 calorias por dia.

Nota: O azeite é a única gordura que não apresenta modificações substanciais da sua estrutura quando submetido a uma temperatura de 200ºC. As outras gorduras líquidas – como os óleos – alteram-se ainda antes de atingirem a temperatura de fritura (cerca de 200ºC). Por isso, o azeite virgem ou virgem extra é particularmente recomendado para fritos.

Por outro lado, o azeite virgem e virgem extra, além de induzir uma crosta à superfície dos alimentos, aloura-os, deixando-os estaladiços. Ao impedir assim a absorção de gordura, os alimentos ganham em sabor. Procure não misturar o azeite virgem e virgem extra com outros óleos vegetais nem com outras gorduras. O azeite pode ser reutilizado até quatro a cinco vezes, dependendo do alimento que se cozinha.

Existem alguns sinais que nos indicam que um azeite está saturado, exigindo uma mudança imediata:

O azeite demora demasiado a aquecer e, ao introduzir nele os alimentos, arrefece muito rapidamente;
Ao fritar, o azeite produz muita espuma e "transborda" da fritadeira;
As borbulhas do azeite quente não são pequenas, mas grandes;
O azeite saturado tem uma cor mais avermelhada do que o fresco e, além disso, é mais espesso.

mais em:
Dicionário dos Alimentos - AZEITE

Quer ganhar peso?


Texto de Claudia Vantacich e Universo dos Alimentos²