terça-feira, 19 de maio de 2015

Farinha Teff – o novo superalimento

Farinha Teff – o novo superalimento


A juntar aos alimentos super poderosos surge agora a farinha teff. Não é nova, mas está a ser redescoberta, e revelou ser mais um daqueles alimentos ancestrais que viveu discretamente, mas que pelas suas extraordinárias características nutricionais, tornou-se obrigatório na lista dos alimentos super saudáveis. As pesquisas à volta deste cereal e dos seus produtos aumentam nas comunidades científicas e começa a ser produzido em outras partes do mundo, além do seu país de origem. De facto, a adesão a uma dieta consciente centrada na saúde tem aumentado e faz emergir novos produtos alimentares alternativos. A farinha teff é disso exemplo.


O que é o Teff?


A farinha teff é obtida a partir de um grão muito pequeno, semelhante ao da semente de papoila, originário da Etiópia e Eriteia, onde é fundamental na alimentação diária. A Etiópia é ainda o maior produtor mundial. Existe em diversas variedades de cores, desde o branco, passando pelo vermelho até ao castanho-escuro e acredita-se que é cultivado há mais de 5000 anos. O seu nome botânico – Eragostis tef – significa “erva do amor”. É tão pequeno, que para se obter um grama, são precisos 3 mil grãos. Ele é consumido tradicionalmente na Etiópia e Eritreia como um tipo de pão, a injera.
Injera são uns grandes crepes feitos com farinha fermentada em água durante 2-3 dias e depois assados numa chapa de ferro ou numa placa de barro, que se colocam sobre um fogão.





Propriedades nutricionais

O Teff possui um enorme potencial para o desenvolvimento de produtos de grande valor nutricional com benefícios para a saúde. A excelência deste cereal reside na sua riqueza em minerais e pelo seu fantástico conteúdo em aminoácidos essenciais, o que o torna superior aos outros cereais. Teff é rico em cálcio, magnésio, cobre, potássio, manganês, zinco e ferro e vitamina C. O seu teor de cálcio é superior ao do leite de vaca, com cerca de 170mg por cada 100g. A sua riqueza em ferro está dependente do solo onde é cultivado, e pode variar entre 5mg e 15mg por 100g.
Rico energeticamente, com excelente quantidade de proteínas, cerca de 12% a 14%, e com um bom equilíbrio de aminoácidos essenciais, com destaque para a lisina, aminoácido ausente na maioria dos cereais. A lisina é importante no metabolismo do cálcio, fundamental na calcificação óssea.
Os seus hidratos de carbono são em grande quantidade amido resistente, um tipo de amido resistente à digestão no intestino e que fornece menos calorias que outros hidratos de carbono complexos, contribuindo para uma maior saciedade e para melhorar os níveis de glicémia. Por estes motivos é uma boa fonte alimentar para diabéticos e para quem procura perder ou gerir o peso. Este tipo de amido também funciona como um pré-biótico favorável à flora intestinal e também importante na manutenção de um peso adequado. Os seus hidratos de carbono sendo de digestão lenta fazem dele um bom aliado dos desportistas de alto rendimento, que necessitam de energia rápida e prolongada. O seu conteúdo em minerais também ajuda na rápida recuperação após o exercício físico ou cansaço mental.
O Teff é isento de glúten, uma boa opção para quem é intolerante ao glúten. Este cereal é também uma boa fonte de antioxidantes.
Todas estas características nutricionais devem-se essencialmente ao facto do cereal ser normalmente consumido na sua forma integral, inteiro. Por ser um grão tão pequeno é de difícil processamento, e desta forma todas as partes do cereal são consumidas, o que lhe confere a sua riqueza nutricional.

Aplicações

A farinha Teff pode ser usada para substituir outras farinhas menos saudáveis, em especial as refinadas, mas deve ser usada em menor quantidade, por ter uma maior densidade é necessária em quantidades inferiores. Deve usar-se menos cerca de 25% a 50% de farinha teff do que aquela que é definida na receita original.
Permite, pela sua textura flexível e elástica, obter excelentes produtos de panificação, desde pães, bolinhos, bolachinhas, panquecas. Como possui, após cozida, uma textura gelatinosa, pode ser usado em molhos, sopas, cremes, pudins. O cereal também pode ser consumido inteiro, cozido ou assado, como prato principal.
As suas superiores qualidades nutricionais fazem dele um cereal especial e um alimento a incluir numa alimentação variada e saudável. Vale a pena introduzi-lo na nossa alimentação diária.
Referências:
- Coleman J, Abaye AO, Barbeau W, Thomason W. The suitability of teff flour in bread, layer cakes, cookies and biscuits. Int J Food Sci Nutr. 2013 Nov;64(7):877-81. doi: 10.3109/09637486.2013.800845. Epub 2013 Jun 3.
- Forsido SF, Rupasinghe HP, Astatkie T. Antioxidant capacity, total phenolics and nutritional content in selected ethiopian staple food ingredients. Int J Food Sci Nutr. 2013 Dec;64(8):915-20. doi: 10.3109/09637486.2013.806448. Epub 2013 Jun 19.
- National Research Council. Lost Crops of Africa: Volume I: Grains. Washington, DC: The National Academies Press, 1996. Cap. 12: 215 – 236.

domingo, 17 de maio de 2015

Abóbora Patisson



Originária da América Central, é da família das cucurbitaceas. Também lhe chamam “alcachofra de Jerusalém”, “coroa de imperador”, “mitra de padre”, (as crianças gostam de lhe chamar disco voador, ou satélite!), entre outros nomes, sobretudo devido à sua forma espalmada e circular. A casca pode ser branca, verde, amarela ou alaranjada, mas a sua polpa é geralmente branca, leitosa, firme e tenra. Tem um sabor peculiar, ligeiramente doce e muito agradável, fazendo lembrar a alcachofra.

Rica em água, minerais, oligo-elementos, fibras e vitaminas A, B, PP, e C, é digestiva e diurética. Esta abóbora, por ser branquinha, é baixa em oxalatos, o que faz dela um legume de excelência para dar a crianças, jovens e adultos hiperactivos, com comportamentos do espectro do autismo, epilepsia, perturbações do foro neurológico ou com dificuldade em dormir à noite. É um legume de fácil digestão.

Se for pequena e tenra pode cozinhar-se com a casca. Para descascar, se a pele for rija, cozer a abóbora a vapor durante 10 min.

A abóbora Patisson, depois de removidas as pevides e retirada a casca é óptima para: cortar em tiras, temperar a gosto e cozinhar tipo batata frita; colocar em guisados ou estufados, de vegetais; cortar em fatias com 0,5 cm de espessura, temperar com um pouco de sal, passá-la por ovo e pão ralado e levá-la a fritar em azeite. Servir com molho de tomate, polvilhado com queijo vegetal e ervas aromáticas; como acompanhamento de  cozidos, depois de cozida em água e sal com outros legumes.

Fica fantástica usada em puré. Para o efeito coze-se durante 12 min 50% de patisson com 50% de cenoura temperada com um puco de sal. Escorre-se bem a água e adiciona-se um generoso fio de azeite e passa-se com a varinha mágica. Resulta num delicioso puré para acompanhamento, muito apreciado por pequeninos e grandes. É óptima para colocar em sopas e, quando bem cozida, pode ser usada para engrossar molhos de forma natural. Também pode comer-se crua, ralada em saladas e em molhos. Conserva-se durante bastante tempo, em local fresco e seco.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Criar um jardim de ervas aromaticas

As ervas aromáticas despertam a curiosidade e o interesse dos miúdos porque envolvem completamente os sentidos. Que melhor motivador para as investigações do estudante do que as plantas que são bonitas, cheiram bem e podem transformar simples tomates em molho de pizza? Acontece que as suas histórias de vida também são fascinantes. Afinal, estas plantas humildes foram os primeiros medicamentos, os primeiros conservantes de alimentos e os primeiros cosméticos dos seres humanos primitivos. E isto é só o começo.
A palavra "erva" evoca visões de chás calmantes ou das pintinhas verdes no molho de esparguete, mas o que é afinal uma erva aromática? Algumas pessoas definem-nas como qualquer planta ou parte da planta utilizada como ingrediente de sabor, fragrância, ou cura. Na verdade, as especiarias poderiam caber na mesma definição. Aqui está a diferença: As ervas aromáticas são geralmente definidas como plantas de clima temperado, cujas folhas são colhidas para serem utilizadas. As especiarias, por outro lado, tendem a ser de origem tropical; usamos as suas raízes (gengibre), frutos (vagem de baunilha), flores (cravos), sementes (pimenta), ou cascas (canela). Ambas diferem de outras plantas porque contêm algum ingrediente ativo que é útil para nós. Mas o papel real destas adaptações é ajudar a própria planta a sobreviver no seu ambiente - ou seja, defender-se de ser comida!
Estas plantas aromáticas podem ser um tema fascinante para uma aula sobre crescimento. São fáceis de criar e têm uma infinidade de usos. Muitas também oferecem sustento para os insetos polinizadores. Pense em usar um jardim de aromáticas para estimular os sentidos e investigações, trazer a literatura para a vida, ou inspirar projetos de trabalhos manuais. Podem também tornar-se uma forma de estudar as relações entre pessoas e as plantas em diferentes épocas históricas ou regiões.

Materiais
Podem cultivar-se as ervas aromáticas em canteiros na horta, de preferência intercaladas com o cultivo de outros vegetais mas também é possível fazê-lo em vasos ou caixas ao ar livre ou atá dentro da sala de aula sob lâmpadas ou no peitoril das janelas.
Escolha entre os seguintes materiais em conformidade.
  •     ferramentas de jardinagem ( garfos, pás, ancinhos)
  • sementes, plantas ou partes da planta (ver a Tabela de crescimento de ervas aromáticas abaixo)
  • vasos ou caixas  para sementeira, substrato , lâmpadas fluorescentes
A criação de um jardim de ervas aromáticas
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1.    Planeie a ideia
Onde quer que esteja a cultivar as ervas - ao ar livre na horta ou em recipientes ou na sala de aula - você e seus alunos devem refletir sobre o papel que se pretende que eles desempenham. Pretende-se misturar as plantas aromáticas com legumes e flores ou criar camas separadas ou recipientes apenas para as ervas? Pretende-se plantar uma mistura de ervas para estimular os sentidos dos visitantes? Tencionam ter um tema especial para a plantação das ervas? Aqui estão algumas ideias temáticas para despertar o seu pensamento:
Vinagres de ervas (ou molho de saladas)  - plantas boas para este efeito incluem o estragão, o cebolinho, o manjericão, o endro, o alecrim, o tomilho e a erva-cidreira.
Ervas míticas - Os alunos podem achar engraçado aprender como as ervas eram usadas nos "velhos" tempos. Por exemplo, acreditava-se que o alecrim acalmava as crianças desobedientes e que sálvia era utilizada para pintar os cabelos grisalhos! O tomilho, os orégãos, a salsa e a segurelha também podem ser encontradas nos jardins de antigamente.
Ervas para esparguete  – Pense em cultivar as ervas aromáticas necessárias para este prato preferido das crianças: orégão, o manjericão, o alho, a salsa. (A erva-doce também dá um sabor excelente!)
Chás de ervas - Os estudantes podem querer secar, embalar e vender os seus próprios chás de ervas, ou simplesmente bebê-los. A camomila, a erva-cidreira, a hortelã e a hortelã-pimenta são bons (e seguros) candidatos
Jardim de ervas de Pedro Coelho- Inspirado por esta história popular, os alunos podem cultivar algumas das ervas referidas na história: hortelã, alecrim, salva, hissopo, camomila, tanaceto, alfazema, erva cidreira.
Ervas aromáticas - Considere estes candidatos particularmente bem cheirosos: manjericões, alecrim, hortelã, alfazema, tomilhos, erva-cidreira, orégãos, camomila, segurelha.
Ervas em recipientes - Se tenciona cultivar as ervas em contentores, pode tentar estas plantas fáceis de criar: tomilhos, hortelã, salsa, manjericões, sálvia, manjerona, orégãos.

2.    Preparar o solo
A maioria das ervas aromáticas requerem condições de cultivo semelhantes: um mínimo de seis horas de sol por dia e solo moderadamente rico com boa drenagem. Para melhorar a estrutura do solo e drenagem, os alunos devem usar ancinhos ou pás para remover o solo a uma profundidade de 8 a 12 centímetros antes do plantio. Se se estiver a plantar numa área com solos pobres em nutrientes, secos, pesados, ou mal drenados, deve adicionar-se um pouco de matéria orgânica, como o composto, antes do plantio. Remexer o solo para formar uma cama fina e regular, o que é particularmente importante se se está a cultivar a partir de sementes.
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3.    Semear, plantar
As ervas podem ser anuais, semeadas todos os anos, como o manjericão; bienais , requerendo duas estações de crescimento, como a salsa; ou perenes , que voltam a crescer ano após ano, como o tomilho. Geralmente, as ervas anuais e bienais devem ser semeadas diretamente na horta ou em recipientes dentro de casa (para transplante). Em alternativa, pode-se comprar as plantinhas. (Os alunos podem guardar as sementes produzidas pelas plantas que cultivaram para o ano seguinte.) Poderão comprar-se, ou receber como doação, plantas herbáceas perenes ou propagá-las a partir de estacas ou divisões. A  Tabela de crescimento de ervas aromáticas, abaixo, destaca as melhores maneiras de semear ou plantar as diferentes ervas.
Semear - Se quiser adiantar-se um pouco à estação pode começar a semear as ervas aromáticas no interior, sob luzes ou janelas ensolaradas e depois transplantá-las para a horta. Use os mesmos tipos de recipientes e substrato que usaria para outras plantas de interior. Para incentivar sementeiras saudáveis, mantenha o substrato húmido de maneira uniforme até que as sementes germinem, mantenha as luzes 10 a 15 cm acima das plantas e regue abundantemente as sementes quando o substrato se mostrar seco ao toque. As sementes das aromáticas são geralmente pequenas, por isso devem ser dispostas à superfície (ver as instruções dos pacotes de sementes para profundidades de plantio).
Antes de transplantar as plantinhas para o exterior, convém "robustecê-las" para as acostumar a condições exteriores mais severas. Isto consegue-se colocando as plantas no exterior por períodos progressivamente mais longos em cada dia, começando com poucas horas e aumentando para um dia inteiro ao longo de cerca de uma semana.
Plantar  – É possível comprar plantas jovens de ervas aromática nos viveiros, ou desenterrar brotos ou ramos de plantas perenes adultas na primavera. Algumas aromáticas podem também ser reproduzidas a partir de estacas. Para fazer isso, cortar ramos saudáveis com 10 a 15 cm. Retire as folhas da metade inferior do corte e plante as estacas em substrato dentro de casa sem solo ou em areia húmida numa área com sombra ao ar livre. Regue delicadamente e cubra o recipiente com um saco de plástico até que apareça um rebento superior. Mantenha as estacas ao abrigo do sol direto, para que não aqueçam demasiado nesta “estufa” que é o saco de plástico.
O modo como irá dispor as suas plantas vai depender das plantas que tiver escolhido e do seu tema. As ervas aromáticas, como a maioria das plantas, ficam mais saudáveis se houver boa circulação de ar, por isso reserve o espaço suficiente prevendo o seu tamanho em adultas. (Os catálogos, os pacotes de sementes e os viveiro indicam os compassos adequados para cada planta).
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4.    Colheita!
Podem colher-se as mais ervas continuamente, logo que a planta tenha folhagem suficiente para sustentar o crescimento. Colha as plantas já desenvolvidas para recolher as sementes, por exemplo, endro, cominho e coentro, à medida que os frutos mudam de cor verde para castanho ou cinzento, mas antes de elas se dispersarem no chão. Se os alunos quiserem secar ervas para usar ou vender como temperos para a cozinha, devem espalhá-las n uma única camada em bandejas ou telas, ou pendura-las em feixes com elásticos para manter os caules juntos. Coloque as ervas num local escuro, bem ventilado, até que estejam completamente secas. Armazene-as no escuro, em recipientes hermeticamente fechados.
Erva aromáticaDias para germinaçãoComo começar
Manjericão5-10Sementes/plantas
Nepenta4Sementes/plantas
Alcaravia14+Sementes
Cebolinho7Sementes/mudas
Camomila7Sementes/Plantas
Coentros9Sementes
Agrião7Sementes
Endro ou aneto5Sementes
Funcho6Sementes
Alho---dentes
Alfazema---plantas
Erva-cidreira7sementes/mudas/plantas
Mentas---Plantas/Mudas
Chagas5Sementes
Orégãos30+Semenetes/mudas/plantas
Salsa20+Sementes(pré-molhadas/plantas
Alecrim20+Sementes/mudas/plantas
Sálvia28+Sementes/plantas
Segurelha5Sementes/plantas
Estragão---Plantas
Tomilhos20+Plantas/sementes
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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Vitamina E




Os alimentos fonte de Vitamina E são frutas secas, óleos vegetais, cereais integrais e sementes que são, principalmente, alimentos de origem vegetal.

Segue uma lista de alimentos fonte de Vitamina E:

Óleo de soja, palma, amendoim, milho, cártamo ou girassol;
Azeite;
Nozes, amêndoas, castanha-do-pará;
Sementes de girassol
Gérmen de trigo, grãos integrais
Encontra-se a vitamina E nos alimentos, mas também pode-se encontrar como suplemento alimentar em farmácias e lojas de produtos naturais. O preço da vitamina E em cápsulas com uma quantidade de vitamina E de 400 mg é de, aproximadamente, 30 reais.

A Vitamina E é um excelente antioxidante que protege as células sendo, por isso, importante para ajudar a prevenir doenças, como o câncer, e é especialmente utilizada em tratamentos para a pele porque ajuda a combater o envelhecimento da pele. Além disso, essa vitamina também tem um importante papel na prevenção de doenças cardiovasculares.

Os alimentos ricos em vitamina E são, na sua maioria, alimentos de origem vegetal, como cereais integrais, óleos vegetais e sementes que é antioxidante, ou seja, que serve para proteger as células do organismo.

Um adulto saudável deve ingerir, diariamente, cerca de 15 mg desta vitamina, através do consumo destes alimentos ricos em vitamina E.

Tabela de alimentos ricos em vitamina E

AlimentosPesoVitamina E
Óleo de gérmen de trigo13,6 g26 mg
Semente de girassol33 g17 mg
Avelã68 g16 mg
Óleo de girassol13,6 g7 mg
Amendoim72 g5 mg
Óleo de amêndoa13,6 g5 mg
Castanha-do-pará70 g5 mg
Amêndoa78 g4,3 mg
Pistache64 g3,3 mg

A vitamina E não engorda, pois não está envolvida no metabolismo energético. Mas, é encontrada nos alimentos mais gordurosos, como óleos vegetais, nozes e castanha do Pará, que são alimentos muito calóricos e, quando consumidos em excesso, podem favorecer o ganho de peso.

Para que serve a vitamina E

A vitamina E serve principalmente para proteger as células do organismo porque é uma vitamina antioxidante e por isso é utilizada em terapias anti-envelhecimento.

Além disso a vitamina E é conhecida também como a vitamina da fertilidade ou antiestéril estando indicada para mulheres em tratamento para engravidar, no sentido de evitar abortos.

A vitamina E, de nome científico tocoferol, também serve para melhorar a absorção da vitamina A.

fonte tuasaude

terça-feira, 28 de abril de 2015

Utilidades do vinagre na limpeza da sua casa



O vinagre pode melhorar o odor do banheiro
Você está preparado para ser surpreendido pelo poder do vinagre sobre aquela sujeira em seu banheiro ou em pisos de madeira? Acredite ou não, o vinagre é um agente de limpeza e desinfetante extraordinário. Este artigo inclui várias dicas de como usar o vinagre para lhe ajudar com a limpeza de casa. Começaremos com o banheiro, que geralmente está entre as tarefas mais difíceis do lar.

Banheiras
O ralo de uma banheira exige um solvente forte. Tente molhar toalha de papel com vinagre sem diluí-lo e coloque sobre o ralo. Deixe o papel secar, coloque algumas gotas de vinagre e esfregue com uma esponja.
Uma vez por ano, despeje uma garrafa de vinagre em sua banheira e ligue-a. Isto ajudará a evitar que os jatos sejam obstruídos por resíduos de sabonete.

Chuveiros
Bocais do chuveiro podem ser obstruídos por depósitos minerais da água. Remova os depósitos misturando 1/2 xícara de vinagre e 1/4 de água em uma bacia ou balde. Remova o bocal do chuveiro e deixe-o na solução de vinagre por 15 minutos. Para bocais plásticos, deixe-os por 1 hora em uma mistura de 500ml de vinagre e 500ml de água quente.

Remova a sujeira dos boxes e paredes borrifando-os com vinagre e deixe secar, então borrife novamente para umedecer e limpe com uma esponja. Caso necessário, reaplique e deixe por algumas horas. Então umedeça e limpe novamente.

Cortinas do box ou revestimentos podem ser cobertas por camadas de sabonete ou mofo. Mantenha uma garrafa de vinagre próxima ao chuveiro, e borrife nas cortinas uma ou duas vezes por semana. Não precisa enxaguar.
Às vezes, o mofo pode deixar manchas nas cortinas caso não seja removido rapidamente. Para remover estas manchas misture bórax com vinagre o suficiente para formar uma pasta, então esfregue na área manchada.

Sanita/Pias
Água dura e depósitos minerais ao redor da pia e torneiras de banheiras podem ser removidas cobrindo a área manchada com toalhas de papel molhadas no vinagre. Cubra e deixe sobre a área por 1 hora, então limpe com uma esponja úmida.

Vasos Sanitários
Despeje vinagre no vaso e deixe por 30 minutos. Então borrife bicarbonato de sódio em uma escova para limpeza de vasos e esfregue as áreas manchadas. Dê descarga.
Veremos na próxima seção que o vinagre também pode auxiliar na limpeza de outras partes da casa.

Vinagre x antiderrapante
Aqueles antiderrapantes em forma de flores que você colocou na banheira para evitar escorregões e quedas podem ter ficado bonitos quando colocados, mas agora estão desgastados, manchados e provavelmente fora de moda.
Para removê-los, umedeça a cola de cada um deles com vinagre. Mas antes aqueça o vinagre no microondas por aproximadamente 3 minutos para melhores resultados.

Deixe por alguns minutos, então retire os adesivos. Você poderá remover qualquer resto de cola com uma esponja humedecida.

Limpeza de carpetes e pisos
Além dos milagres no banheiro, o vinagre é ideal para a limpeza de tapetes e pisos.

Tapetes
Para limpeza geral em tapetes e carpetes, use a mesma proporção de água e vinagre. Umedeça a esponja na solução e passe levemente sobre o tapete. Deixe o tapete secar antes de utilizá-lo novamente.
Para manchas em tapetes, o vinagre às vezes é a melhor solução.

Lavagem de tapetes com vinagre
Este tratamento ajudará a manter seu tapete bonito e limpo por mais tempo entre as lavagens:

Misture 1/4 xícara de vinagre em 3 litros de água. Então utilize a solução em um aspirador de limpeza a vapor após lavar seu tapete para remover qualquer resíduo de sabão.


Aqui está a explicação de como remover alguns tipos de manchas de tapetes:

Ketchup: remova o catchup do tapete passando uma esponja com uma mistura de 1 xícara de vinagre e 2 xícaras de água. Com freqüência torça a esponja até que amancha tenha sido removida;

chiclete: para dissolver chiclete grudado no tapete ou qualquer tecido, molhe a área com vinagre e deixe por um tempo (para resultados mais rápidos, aqueça o vinagre antes). Com cuidado, puxe o chiclete para removê-lo;

chocolate: manchas de chocolate podem ser removidas com 1 parte de vinagre para 2 de água. Passe a mistura com uma esponja e limpe amancha com panos de limpeza até que seja totalmente removida;

café: café no tapete deve sair facilmente com água se você limpar imediatamente. Caso contrário, misture 1 parte de vinagre para 2 partes de água, e passe uma esponja com a solução no tapete. Remova o excesso e enxágüe até queseja removido por completo;

refrigerante: cubra imediatamente o refrigerante com toalhas de papel, então limpe a área com 1 parte de vinagre para 2 partes de água;

giz de cera: remova manchas de giz de cera do tapete ou qualquer outro tecido esfregando a área com uma escova de dente com vinagre;

cola: uma marca seca de cola branca pode ser removida do tapete com 1 parte de vinagre para 2 partes de água. Basta passar uma esponja na mistura e esfregar. Caso não resolva, cubra com vinagre quente e deixe por 10-15 minutos. Quando a cola estiver amolecida, levante-a usando uma faca ou esfregue com toalhas de papel;

tinta: uma mancha de tinta no tapete ou carpete deve ser imediatamente removida esfregando ou borrifando água na área manchada. Uma vez que a tinta tenha sido removida, passe uma mistura com metade de vinagre e metade de água naárea para remover a marca da borrifação.

mofo: quando mofo fica no tapete, ele vive e cresce. Mate-o com uma mistura de 50/50 de vinagre e água. Você pode utilizar um secador de cabelos em baixa potência para acelerar o tempo de secagem.

vinho tinto: remova imediatamente o líquido, então salpique a área com sal. Deixe por 15 minutos. O sal deve absorver o restante do vinho do tapete (como resultado tornando-se rosa). Então limpe a área toda com uma mistura de 1/3 de xícara de vinagre e 2/3 de xícara de água.


Pisos de superfícies duras

Seja cerâmica, linóleo e vinil ou madeira, o vinagre fará seu piso brilhar. Aqui está:

cerâmica: esfregue com uma mistura de 1 xícara de vinagre para 3 litros de água morna para que o seu chão de cerâmica brilhe;

linóleo e vinil: esfregue o piso de linóleo com uma mistura de 3 litros de água e 1 xícara de vinagre;

madeira: adicione uma xícara de vinagre puro para um balde de água, e esfregue levemente em pisos de madeira dura (não encharque). Não precisa enxaguar. Isto manterá o piso brilhante e removerá qualquer gordura ou sujeira.

Como você viu, o vinagre faz um ótimo trabalho na limpeza da casa.

Experimente.
Ficará surpreendido!!

Economize na limpeza da casa
Limpe a casa com vinagre

O vinagre é um bactericida caseiro. Obviamente não mata todos os germes, mas fique sabendo que nenhum produto mata, nem em hospitais. Pois bactérias estão em toda parte. Para o desespero de alguns, o fato é que o que prometem os produtos de limpeza do mercado, é apenas atenuar as neurozes das pessoas, pois vivemos expostos a bactérias. O que podemos fazer é manter limpo, e para isto o vinagre, a água quente e um pano limpo já bastam.

PAREDES:
faça uma solução de vinagre e água morna em partes iguais. Aplique-a sobre riscos de lápis e marcas espalhadas pelas paredes. Esfregue o local com um pano macio até que as manchas desapareçam.

ARMÁRIOS:
para eliminar o odor de mofo, esvazie os compartimentos e deixe pernoitar, dentro do móvel, uma bacia ou assadeira com vinagre branco puro. Em seguida, passe um pano embebido nesse líquido.

ODORES DE ANIMAIS:
para eliminar o cheiro de urina e fezes dos bichos de estimação, remova a parte sólida dos resíduos. Em seguida, aplique uma solução de dois terços de água morna e um terço de vinagre branco. Logo depois, aplique um pouco de vinagre puro sobre o local e deixe secar naturalmente.


Casa de Banho/BANHEIRO:
remova o mofo do rejunte dos azulejos aplicando uma boa quantidade de vinagre branco puro com uma escova de dente velha. Deixe-o agir por duas horas e, depois, lave a superfície com água e sabão. Para esfregar registros e as peças de louça, use uma esponja macia embebida numa solução (meio a meio) de água e vinagre.

LAVANDERIA:
coloque num borrifador a mesma quantidade de água e vinagre branco. Aplique sobre manchas nas roupas antes de colocá-las na máquina. Para aumentar o poder de limpeza do seu sabão em pó, espere a máquina de lavar encher e adicione à água uma xícara de chá de vinagre puro. Depois, deixe lavar normalmente.

COZINHA:
esqueceu a panela no fogo? Para retirar resíduos queimados do fundo de panelas e frigideiras, encha-as de água e adicione 4 colheres (sopa) de vinagre branco. Leve ao fogo e deixe ferver. Espere esfriar e lave normalmente. Mas há mais benefícios do vinagre na cozinha:
. para desinfetar a máquina de lavar louças, dê um ciclo de pré-lavar com uma xícara (chá) de vinagre.
. para deixar os copos de vidro brilhantes, deixe-os de molho numa bacia com água e gotas de vinagre branco. Depois, lave-os com detergente.
. para deixar o fogão novinho em folha após fazer frituras, deixe um pouco de vinagre sobre a gordura 15 minutos antes de começar a limpeza.



Despeje vinagre no vaso e deixe por 30 minutos. Então borrife bicarbonato de sódio em uma escova para limpeza de vasos e esfregue as áreas manchadas. Dê descarga.

Máquina de Lavar:
use quatro litros de solução de vinagre no ciclo principal para remover cal e restos de sabão da máquina de lavar, dando mais vida útil a ela.

Vidraças:
solução de vinagre e água morna limpa e não deixa riscos, nem marcas; vidros leitosos devem ser limpos com papa de vinagre e sal grosso.

Amaciante:
o vinagre substitui o amaciante, e as roupas ficam frescas, macias e cheirosas; peças de lã não ficam felpudas quando enxaguadas em água com vinagre.

Cobertores:
para evitar que eles não fiquem duros e ásperos, passe-os rapidamente em água com vinagre após a lavagem.

Fixação de cores:
tecidos coloridos não desbotam se mergulhados em vinagre antes da lavagem.

Cheiro de pintura: 
um pequeno recipiente com vinagre retira o cheiro desagradável de tinta fresca do ambiente.

Sujeira no carpete:
coloque vinagre no local atingido pela sujeira e limpe depois de algum tempo.


Dicas de uma amiga, Ellen do Desobediência Vegana.
Desobedecendo o padrão moral que nos foi ensinado.
A verdadeira revolução começa na cozinha e no supermercado.
Visitem este Blog!



Limpeza da cozinha com vinagre

Usando vinagre na limpeza do fogão

- Remoção de gordura do fogão:
Se fizer frituras em seu fogão e ele ficar todo engordurado deixe-o novinho da seguinte maneira:
• Esquente ¼ de xícara de vinagre branco;
• Coloque com uma colher sobre a gordura;
• Deixe fazer efeito por 15 minutos;
• Faça a limpeza como de costume.


- Limpeza das chapinhas do fogão:

• Esquente ½ xícara de vinagre;
• Misture 1 colher de sobremesa de sal;
• Coloque as chapinhas do fogão em uma assadeira pequena;
• Coloque a mistura de vinagre quente e sal;
• Deixe de molho por uma hora;
• Esfregue com palha de aço e sabão.
Limpeza de resíduos queimados do fundo de panelas:

Encha-as de água e adicione quatro colheres (sopa) de vinagre branco; leve ao fogo e deixe ferver e espere esfriar e lave normalmente.


Desentupa ralos de pias

• Aqueça 1 e 1/2 xícara de vinagre;
• Coloque 1 e 1/2 xícara de bicarbonato de sódio, dentro do ralo da pia;
• Despeje o vinagre quente por cima;
Cuidado: a interação desses dois ingredientes gera espuma e vapor. Recoloque a tampa do ralo. Deixe agir por três horas, sem usá-lo. Lave o ralo com água corrente.


Limpeza de cafeteira elétrica:

Faça a limpeza dos componentes internos da cafeteira, além da limpeza do recipiente de vidro, uma vez por mês.Depósitos de água escura vão se acumulando e tornando várias partes escurecidas, devido aos óleos do café e outros resíduos. Para solucionar este problema:
• Misture uma parte de vinagre para duas partes de água quente.
• Coloque um filtro de papel como de costume. Ponha a mistura de vinagre no recipiente para água.
• Ligue a cafeteira e deixe-a fazer o processo como se estivesse fazendo café, até a mistura ser toda passada para o filtro de papel. Jogue o filtro de papel e a água fora.
• Deixe sua cafeteira esfriar por 15 minutos, desligada.
• Enxágüe todas as partes que passaram por esse processo.
• Repita a mesma coisa, com água limpa.


Pronto! Sua cafeteira está pronta para um novo café. Você vai sentir a diferença.

domingo, 26 de abril de 2015

A importância de demolhar Sementes, Cereais e Leguminosas



demolhar
Todos nós sabemos que as sementes como as leguminosas, oleaginosascereais integrais devem ser colocados de molho algumas horas antes de cozinhar ou consumir. Muitas vezes pensamos que esse processo é para ajudar a cozinhar mais rápido e a diminuir a flatulência que alguns destes alimentos provocam, mas há também outros motivos por detrás deste processo.

Então porque razão devemos demolhar?


Na natureza as sementes encontram-se num estado “adormecido” e só se desenvolvem quando as condições são ideais. Elas possuem mecanismos de defesa que incluem inibidores de enzimassubstâncias tóxicas e anti-nutrientes que permitem manter todas as suas propriedades intactas até ao momento que em contacto com a água, neste caso com a chuva, começa o seu processo de germinação e se desenvolve a nova planta.
Ao demolhar estamos a imitar o processo que acontece na natureza, iniciando a germinação e só desta forma as enzimas começam a ser produzidas. As proteínas, os minerais, e as vitaminas ficam biodisponíveis e são mais fáceis de serem assimilados pelo nosso organismo.
Inibidores de enzimas – Existem dois tipos de enzimas, as enzimas digestivas (ajudam a digerir os alimentos) e as enzimas metabólicas (ajudam em todos os processos biológicos do organismo). Os inibidores de enzimas que estão presentes nas sementes, leguminosas, oleaginosas e grãos ajudam no seu processo de conservação da semente antes da germinação, mas se forem ingeridos pelo nosso organismo sem serem eliminados prejudicam não só o processo de digestão como o nosso corpo não é capaz de assimilar as suas proteínas, minerais e vitaminas.
Anti-nutrientes (ácido fítico) – A grande maioria dos cereais integrais ou grãos, e algumas sementes contém ácido fitico ou fitato que é uma forma utilizada pela planta para armazenar fosforo (um tipo de fosforo que só é absorvido pelos animais ruminantes). O fitato quando não é eliminado ou neutralizado pelo processo de demolhar liga-se a vários minerais como o Cálcio, Magnésio, Cobre, Ferro e Zinco impedindo a sua absorção.
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Ao demolhar conseguimos:
  • Melhorar a digestão destes alimentos (aumentamos a actividade enzimática)
  • Remover/reduzir o ácido fítico (aumentamos a biodisponibilidade do zinco e ferro)
  • Neutralizar inibidores de enzimas
  • Melhorar a absorção de vitaminas principalmente do complexo B
  • Melhorar a absorção das proteínas
  • Melhorar o sabor desses alimentos (diminuindo os taninos que são responsáveis pelo sabor adstringente)
  • Diminuir o processo de cozedura
Como demolhar?
Passo 1 – demolhar o alimento num recipiente de preferência de vidro ou de cerâmica, com o dobro da água à temperatura ambiente. No caso das leguminosas que demoram mais tempo a demolhar é aconselhado trocar a agua durante o processo.
Passo 2 – depois de demolhar descartar a água (pois contém toxinas), lavar novamente os alimentos com água limpa e só depois consumir ou iniciar o processo de cozedura.
Passo opcional – Adicionar 1 colher de sopa de sumo de limão ou vinagre de maça por cada chávena de água  à qual estamos a demolhar o alimento (isto ajuda a acelerar o processo de eliminação dos fitatos)
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Quanto tempo demolhar?
Embora cada semente tenha o seu tempo especifico para demolhar o ideal é deixar durante a noite e consumir ou cozinhar no dia a seguir. No caso das leguminosas costumo deixar de molho por 24 horas pois este tempo permite eliminar as substâncias indesejadas, reduz o processo de cozedura e diminuir o desconforto na digestão nomeadamente na redução dos gases. Outro truque é usar um pedaço de alga kombu no processo de cozedura (torna as fibras das leguminosas mais macias e digeríveis)
 Alimentos que devem ser demolhados antes de se consumir:
  • leguminosas secas (feijões secos, lentilhas, grão de bico, ervilhas secas, favas secas)
  • Oleaginosas e sementes (amêndoas, avelãs, cajus, nozes, sementes de girassol, abobora)
  • Cereais integrais/grãos ( arroz integral, grão de trigo, de cevada, de centeio, de aveia, trigo-sarraceno, quinoa)
Não precisa de demolhar: macadamias, pistachios, pinhões, castanha do Brasil, sementes cânhamo, sementes de chia, sementes de linhaça (desde que trituradas na hora)
Confesso, há muitos alimentos que consumo em pequenas quantidades e que não os demolho, como é o caso dos frutos secos e sementes, simplesmente porque tenho vontade de os comer e não tenho paciência em demolhar cada vez que me lembro de os consumir, mas consumo-os em pequenas quantidades e não sinto qualquer desconforto quando o faço. No entanto quando preparo alguma receita que leve estes alimentos como bebidas vegetais, sobremesas e Manteigas de frutos secos tento sempre demolha-los. No caso das farinhas integrais também não costumo demolhar, para esse processo junto fermento biológico e deixo levedar durante algum tempo, pois as leveduras vão ajudar no processo digestivo.

Fontes:
(1) Foodmatters
- Sandberg AS. Bioavailability of minerals in legumes. The British journal of nutrition. 2002; 88 Suppl 3:S281-5
- Benides CJ; Souza, MV; Sousa RB; Lopes MV. Fatores antinutricionais em alimentos. Segurança Alimentar e Nutricional, Campinas, 18(2): 67-79, 2011


fonte madebychoicesblog




terça-feira, 21 de abril de 2015

Açúcares e as alternativas



Vale a pena ler... o "longo post a falar sobre os açúcares e as alternativas muito bem explicado e fundamentado pelo Gabriel Mateus do "Projeto Safira" [clique aqui]
O índice glicémico é uma medida que nos dá conta do impacto que um alimento tem sobre os valores de açúcar no sangue. Quanto mais alto for esse valor, maior será esse impacto. O valor de referência é 100, o que corresponde à glicose pura.
 o açúcar de côco, tem IG tão alto como o mel e por isso tão perto do açúcar
O açúcar branco (sacarose) tem um índice glicémico de 65 (considerado alto). Muitas pessoas recomendam que se consuma geleia de arroz (também conhecido como mel de arroz), como sendo um substituto saudável do açúcar. Geralmente justifica-se dizendo que por ser composto por hidratos de carbono complexos, isso significa que tem uma absorção lenta, podendo inclusive ser consumido por diabéticos. No entanto, isso não é verdade. O mel de arroz é composto inteiramente por 3 tipos de açúcar, sem presença significativa de nenhum nutriente: glucose (monossacárido), maltose (2 moléculas de glucose) e maltotriose (3 moléculas de glicose). Só pela composição qualquer um pode deduzir que tenha um índice glicémico elevado, uma vez que é açúcar puro. No entanto, não tinhamos ainda até há algum tempo nenhuma medida ao índice glicémico. Quando finalmente este estudo foi feito, mostrou aquilo que eu já desconfiava: tem um índice glicémico de 98, praticamente idêntico à glicose pura.  
Concluindo: para quem queira substituir o açúcar por um adoçante com um impacto mais leve sobre os níveis de açúcar no sangue, a geleia de arroz consegue ser bem pior do que o açúcar branco.
Em relação ao xarope de ácer a questão fica um pouco mais complexa. Embora tenha um índice glicémico também relativamente alto (54), é também rico em inúmeros fitoquímicos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Um desses fitoquímicos, o Quebecol, parece ser muito promissor inclusive na prevenção do cancro. Mas o que sabemos resulta de estudos com células em laboratório. Resta saber como se comporta no nosso organismo e se os benefícios desses fitoquímicos são superiores aos riscos de um índice glicémico alto.
Um artigo sobre o Quebecol: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3816661/
Em relação ao Agave, o problema é outro. O Agave tem um índice glicémico baixo, não contribuindo muito para a subida dos níveis de açúcar no sangue. No entanto, é composto quase na totalidade por frutose. A frutose é metabolizada inteiramente no fígado e o seu consumo na forma concentrada está associado à síndrome metabólica, fígado gordo, triglicéridos elevados, diabetes, gota, entre outros. Na realidade a frutose tem um metabolismo parecido com o álcool e por isso muito médicos sugerem que se controle o seu consumo como se tratasse de uma substância tóxica. Embora estes problemas estejam associados quando se consome na sua forma concentrada, os mesmos não se verificam quando é consumida na forma de fruto inteiro. Têm aqui alguns links sobre o assunto:
https://youtu.be/nU_RkeA88DY


O mel de arroz: 
Não desejo alimentar nenhum tipo de polémica, mas gostaria mesmo que ficassem claros alguns aspetos relativamente ao tema da geleia de arroz : 
- A macrobiótica é um sistema muito válido assente não nos conhecimentos que nos chegam dos métodos científicos, mas de um sistema filosófico oriental. Como tal, as justificações que encontra para as recomendações que faz não pertencem ao âmbito da ciência mas sim da filosofia e do conhecimento empírico (ambos muito válidos). No entanto, quando fazemos afirmações de natureza científica, temos de as fundamentar com os dados que são produzidos pela investigação e não pela especulação. 
- O facto de um hidrato de carbono ser complexo (ter 3 ou mais moléculas de açúcar ligadas entre si), não significa que seja absorvido lentamente. Veja-se por exemplo, o amido. O amido é um hidrato de carbono complexo mas é absorvido de forma muito rápida pelo nosso organismo. 
- A rapidez com que um açúcar é absorvido pelo nosso organismo é medido através de um instrumento de classificação chamado índice glicémico. A carga glicémica mede a rapidez com que os açúcares são absorvidos em função da quantidade de hidratos de carbono presentes num determinado alimento. Por exemplo: a melancia tem um índice glicémico alto, no entanto, tem uma carga glicémica baixa, uma vez que teríamos de consumir muita melancia até atingirmos os 50 gramas de hidratos de carbono que são utilizados para medir o IG. 
- A geleia de arroz é composta por metade glicose (1 molécula de glicose) e maltose (2 moléculas de glicose) e outra metade por maltotriose (3 moléculas de glicose). Todos estes açúcares são rapidamente absorvidos pelo organismo. Como tal, simplesmente não se pode dizer que a geleia de arroz é de absorção lenta, porque não é! Nem sequer se pode dizer exatamente que se trate de um hidrato de carbono complexo, uma vez que apenas 53% da sua composição é de maltotriose. E só para terem uma ideia, enquanto uma molécula de maltotriose é composta por 3 moléculas de glicose, uma só molécula de amido tem entre 500 a centenas de milhar de moléculas de glicose ligadas!
- Quando queremos saber o IG de um alimento (a rapidez com que é absorvido pelo nosso organismo) temos de consultar as tabelas de referência, as quais obtêm esses valores através de estudos muito rigorosos onde são seguidos os melhores protocolos de investigação. A base de dados de referência do IG encontramos na Universidade de Sidney. Como já referi antes, aqui podem verificar o IG do mel de arroz: http://www.glycemicindex.com/foodSearch.php?num=2648&ak=detail
- Este assunto sobre o IG do mel de arroz não oferece discussão. Os dados que temos são claros. Tudo o resto são especulações que não ajudam a esclarecer ninguém e fazem um mau serviço. Volto a repetir: não existem dúvidas em relação ao IG do mel de arroz: trata-se de um açúcar de absorção muito rápida, superior à do açúcar branco! Não se pode diabolizar o açúcar branco por contribuir para subidas súbitas de açúcar no sangue e depois querer fazer passar o mel de arroz por um produto que não é. 
- O facto de sermos autoridades num sistema de pensamento tradicional como a macrobiótica, não diz nada sobre a nossa competência científica. É preciso acompanhar as publicações científicas e fundamentar as afirmações que fazemos com dados. 
- Os limites recomendados de não se consumir mais de 5% das calorias totais diárias ingeridas aplica-se para qualquer açúcar livre, nos quais se inclui o mel de arroz!  
- Outra questão: a carga glicémica é uma medida que se aplica a um alimento, não a uma refeição. Como tal, não podemos dizer que o mel de arroz tem uma carga glicémica baixa se consumirmos uma refeição rica em fibra. A carga glicémica de uma açúcar livre (obtido através da extração de um alimento, removendo as fibras) é sempre muito elevada, uma vez que por definição o açúcar refinado ou processado é composto exclusivamente por... açúcar. 
- Espero que tenha ajudado um pouco mais a dissipar confusões. Em relação às diferenças entre a frutose e a glicose (o mel de arroz não tem frutose), podemos depois falar.


Continue a ler [clique aqui]

ADOÇANTES SAUDÁVEIS [clique aqui]
açúcar de tâmaras OU pasta de tâmaras OU "mel" de tâmaras

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Conheça o poder das plantas e ervas carminativas



Existem algumas espécies na natureza conhecidas como plantas carminativas ou como alguns preferem dizer: ervas carminativas. Possuem ação junto ao sistema digestivo, facilitam a digestão de alimentos e ajudam inclusive a aliviar sintomas desagradáveis como flatulência.

Quais são essas plantas e ervas com propriedade carminativa?
O anis; cominho; erva-doce; camomila; melissa; hortelã; louro; funcho; gengibre; magnólia; noz moscada; erva cidreira; manjericão; alcachofra, entre outras. 

O gengibre é uma raiz, mas possui propriedades carminativas, auxilia no processo de digestão dos alimentos, obviamente que se utilizado em excesso pode causar irritação estomacal ou até mesmo azia, por isso a orientação da utilização é moderadamente.

A alcachofra é uma flor muito apreciada na culinária, mas que também facilita o processo de digestão no organismo.

Algumas plantas podem ser usadas por meio de chá, pois previnem e ajudam na desobstrução de gases dos tubos intestinais, mas as ervas podem complementar a preparação de alguns alimentos, desde os de mais fácil digestão até aqueles mais difíceis de serem digeridos.

O feijão, por exemplo, é um alimento difícil de ser digerido, pois possui alguns açúcares complexos, neste caso, o gengibre pode ser utilizado em lascas no momento do consumo ou no momento da preparação do feijão para facilitar o processo digestivo. Se for realizar o preparo de alguma hortaliça como o repolho, pode ser usado o cominho como tempero, entre outras combinações.

Essas ervas podem substituir o uso de condimentos na alimentação, que agridem o estômago e podem desencadear em uma série de sintomas desagradáveis.

O uso auxilia na eliminação de gases e confere a sensação de leveza e alívio de dores provenientes da contração abdominal. Use as plantas, ervas e alimentos com propriedades carminativas, cuide do seu aparelho digestivo.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Aprenda a germinar alimentos em casa


Os alimentos germinados são extremamente ricos do ponto de vista nutricional e tem uma excelente digestibilidade.

Poderá comprá-los já germinados, ou germiná-los em casa recorrendo a um germinador ou de forma mais manual.
Vamos saber como?

1ª passo: Escolha do alimento a germinar

No momento da seleção, prefira alimentos integrais, relativamente frescos e de preferência de agricultura biológica. Elimine os grãos partidos, ou com aspeto mais deteriorado, assim como as sujidades e cascas que possam estar presentes.


2º passo: Lavagem e demolha

Lave muito bem os grãos e coloque-os dentro de uma vasilha com água (de preferência mineral) cobrindo-os na totalidade. Deverá deixá-los assim durante algum tempo, que varia com o tipo de grão ou semente que pretende germinar. Por exemplo:
- trigo sarraceno: 15 – 20 min
- amaranto, quinoa: 2 – 4 h
- alfafa: 4 – 6h
- cevada, millet, aveia, trigo, centeio, milho, lentilhas, feijão frade: 8 – 14h
- amêndoa: 10 – 14h
- sementes de sésamo, de abóbora ou de girassol, feijão mungo: 8 – 14h
- arroz, grão de bico: 12 – 18h

Ao demolhar está a dar inicio a diferentes processos bioquímicos que vão dar origem à germinação. Ao fim deste tempo elimine a água, e lave-os muito bem.
Poderá já consumir alguns destes alimentos, como é o caso das oleaginosas e sementes, ou ter ainda que os cozinhar, como é o caso de leguminosas como o feijão, o grão ou as lentilhas (este passo é mesmo essencial para que estes alimentos sejam consumidos, pois sem serem demolhados são indigeríveis pelo ser humano).

3º passo: Germinação

O objetivo é manter as sementes húmidas (mas não com água) durante algum tempo (horas ou dias) até que comece a brotar a planta. Depois mantenha o processo até que a planta adquira o tamanho que pretende.
Para este processo pode usar um germinador, onde coloca as sementes sobre redes (que vão permitir que a água em excesso escorra), e onde vão ser pulverizadas com água para que se mantenham húmidas. Esse germinador pode ser elétrico (como este) onde a água circula automaticamente ou manual (como este) onde temos de ser nós a fazê-lo.

Caso não esteja interessado em adquirir um equipamento destes, pode germinar usando frascos de vidro de boca larga. Para isso, coloque as sementes no frasco e tape com um pano, prendendo-o com elásticos em volta (para fazer uma tampa). Vire o recipiente ao contrário para água escorrer totalmente, proteja-o da luz, guardando-o num local mais escuro e com uma temperatura a rondar os 20ºC – 25ºC.  Molhe as sementes cerca de 2 vezes por dia (agitando o frasco para que todas as sementes fiquem molhadas), escorrendo sempre e não deixando ficar depósitos de água.

Dependendo do tipo de cereal ou semente, bastarão alguns dias para que os possa consumir, que será quando o broto tiver pelo menos o tamanho da semente, que varia entre:
- 12h: quinoa
- 1 dia: amêndoa, sementes de girassol, de abóbora ou de sésamo, feijão mungo, lentilhas, grão de bico
- 1 – 2 dias: feijão frade, amaranto, trigo sarraceno, arroz, cevada, trigo, lentilhas, centeio
- 2 dias: aveia, millet
- 6 – 8 dias no caso da alfafa


Este tempo varia ainda com a temperatura e a altura pretendida para o alimento germinado.

4º passo:  Consumir!

Quando estiverem prontos, basta lavar os seus alimentos germinados e poderá usa-los em sumos, smoothies e saladas. Pode conservá-los no frigorifico no máximo uma semana.

Fonte: Esmeralda Azul

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Vitaminas do Complexo B


Grupo das principais vitaminas hidrossolúveis (complexo B):

* Vitamina B1 (tiamina)
* Vitamina B2 (riboflavina)
* Vitamina B3 (niacina)
* Vitamina B5 (ácido pantotênico)
* Vitamina B6 (piridoxina)
* Vitamina B7 (biotina)
* Vitamina B9 (ácido fólico)
* Vitamina B12 (cobalamina) 

Fontes: Todos os Legumes, Verduras e Frutas..


Vitamina B1 (tiamina): Mantém o sistema nervoso e circulatório em bom funcionamento. Previne o envelhecimento, melhora a função cerebral, combate a depressão e a fadiga.
Onde encontrar: vegetais de folhas (alface romana, espinafre), berinjela, cogumelos, grãos de cereais integrais, feijão, nozes.
Pessoas com deficiência de vitamina B1 apresentam inapetência, baixa aceitação da dieta e consequente perda de peso, confusão mental e fraqueza muscular. Em casos mais graves pode haver comprometimento do coração.

Vitamina B2 (riboflavina): Previne a catarata, ajuda na reparação e manutenção da pele e na produção de adrenalina.
Onde encontrar: vegetais, grãos integrais.

Vitamina B3 (nicotinamida): Reduz triglicéridos e colesterol. Auxilia no funcionamento adequado do sistema nervoso e imunológico.
Onde encontrar: levedura, cereais integrais, vegetais de folhas (brócolos, espinafre), aspargos, cenoura, batata-doce, frutas secas, tomate, abacate.

Vitamina B5 (ácido pantotênico): Auxilia na formação de células vermelhas do sangue e na desintoxicação química. Previne a degeneração de cartilagens e ajuda na construção de anticorpos. Onde encontrar: grãos integrais, amendoim, levedura, vegetais, algumas frutas (como abacate).

Vitamina B6 (piridoxina): Reduz o risco de doenças cardíacas, ajuda na manutenção do sistema nervoso central e no sistema imunológico. Além disso, alivia enxaquecas e náuseas.
Onde encontrar: cereais integrais, semente de girassol, soja, amendoim, feijão, banana, tomate, abacate e espinafre.

Vitamina B7 (biotina): Promove o crescimento celular, auxilia na produção de ácidos graxos e redução de açúcar no sangue.
A vitamina B7 previne a calvície e também alivia dores musculares – diz o médico.
Onde encontrar:  couve-flor, ervilha.

Vitamina B9 (ácido fólico): Promove a saúde dos cabelos e da pele, além de ser essencial na síntese de DNA.
A vitamina B9 fornece nutrientes para garantir a manutenção dos sistemas imunológico, circulatório e nervoso. A B9 também ajuda no combate do câncer de mama e de cólon – acrescenta.
Fontes: folhas verdes, cereais integrais e leguminosas.

Vitamina B12 (cobalamina): Age sobre os glóbulos vermelhos, células nervosas, no equilíbrio hormonal e na beleza da pele.
Onde encontrar: só existem em alimentos de origem animal. Alimentos fortificados/enriquecidos em B12. Suplementação.
Quando o consumo de alimentos ricos em vitamina B12 é pequeno, deve-se tomar um suplemento alimentar dessa vitamina para evitar a anemia e outras complicações – recomenda-se consultar um nutricionista/nutrólogo.
A falta de vitamina B12 pode provocar alterações neurológicas e anemia megaloblástica.