quarta-feira, 23 de julho de 2014

Corantes naturais dão vida à comida e afastam doenças

Como Utilizar corantes naturais

Cenoura e abóbora
Espinafres, couve ou salsa
Mirtilos
Açafrão, milho
Colarau, paprika
Canela


Conheça os benefícios da canela; do açafrão e de outros condimentos que melhoram a saúde

Quem é que não fica atraído por um prato de comida bem colorido? Não estamos falando dos legumes, frutas e verduras que também dão o tom alegre, mas sim dos corantes naturais, como o açafrão e a canela, usados para dar um gostinho a mais às receitas e colorir ou intensificar a cor natural dos alimentos. O melhor de tudo é que essa turma não só torna o cardápio mais convidativo para adultos e, principalmente, para crianças, como também são apontados como alimentos funcionais em potencial, ou seja, cada vez mais acredita-se que eles podem trazer benefícios à saúde do organismo.

As características antioxidantes e anti-inflamatórias dos corantes seriam as grandes responsáveis por prevenir, controlar e combater doenças."Estudos apontam resultados positivos sobre o efeito dos corantes naturais para a saúde, mas os testes foram realizados e comprovados somente em laboratório, e para que se possa afirmar sua real ação no nosso organismo, são necessárias pesquisas mais amplas", explica a engenheira de alimentos Inar Castro, professora do Departamento de Engenharia de Alimentos da USP. Porém, de acordo com a engenheira, não há contra-indicações para o uso dos corantes e a ingestão moderada dos condimentos pode, sim, trazer os benefícios esperados.

Quem são eles
Extraídos de matérias-primas, como frutas e vegetais, os corantes naturais são classificados em quatro grandes grupos: antocianinas, betalaínas, carotenoides e diversos, ou seja, aqueles que não apresentam características semelhantes as três outras classes, mas que são bastante usados no dia a dia (cúrcuma, clorofila, cochonilha e a indigotina). Essa divisão se baseia em características específicas de cada corante, como a coloração produzida e por seus componentes. Abaixo, o MinhaVida preparou um guia dos principais corantes naturais e de suas possíveis propriedades para que você possa equilibrar melhor sua alimentação com cor e saúde.

Colorau rejuvenesce 
Extraído do urucum, o corante dá um tom avermelhado ou amarelado à comida e, segundo o livro "Plantas medicinais", de François Balme, (Editora: Hemus - 1982 ) por possuir carotenoides, como a bixina e a norbixina em sua composição, tem efeito antioxidante, ajudando a proteger os tecidos contra o envelhecimento. O chá das sementes do urucum tem bom efeito contra prisão de ventre e problemas estomacais. É importante ressaltar que a casca das sementes do urucum que compõem o colorau, quando ingerida, pode causar irritação no fígado e no pâncreas.

Páprica contra o câncer de próstata 
Seu nome deriva da palavra pimenta, daí a constante confusão com o tempero ardido. Muitos a chamam de pimenta doce. Na verdade, a páprica é o pó que se extrai da pimenta ou do pimentão desidratado. Estudos realizados por pesquisadores do Centro Médico Cedars-Sinai (EUA) comprovaram que a substância chamada capsaicina, responsável pelo gosto ardido da pimenta, é capaz de eliminar células doentes, causadoras do câncer de próstata.

Açafrão afasta a cólica menstrual
Pó de cor amarelada ou avermelhada é extraído da cúrcuma, planta da família do gengibre, e utilizado desde a antiguidade como especiaria, principalmente, na culinária mediterrânea. É mais utilizado em molhos e, em geral, para dar aquela vivacidade ao arroz.

Pesquisas realizadas por um grupo de cientistas da Universidade Federal de Goiás (UFG) comprovaram os poderes da substância no combate ao melanoma, tipo mais grave de câncer de pele de doenças como vitiligo. A aplicação da curcumina - substância extraída da planta do açafrão - reduziu em 90% os tecidos cancerígenos.

Os pesquisadores explicam que o poder do açafrão está no potencial oxidante da curcumina, cujas moléculas são capazes de captar os radicais livres e manter a saúde das células. O avanço dos radicais livres é responsável pelo descontrole na produção das células, o que causa as doenças.

Na Índia, o uso de temperos à base de curcumina, como o curry, é tradição milenar, onde, coincidência ou não, os cânceres são responsáveis por 9,5% de mortes entre a população, enquanto nos Estados Unidos essa taxa sobe para 31,7%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Canela controla o diabetes 
Obtida a partir da parte interna da casca da Cinnamomum zeylanicum, a canela dá uma cor marrom às receitas, principalmente, nos doces como o arroz-doce e a canjica. Aromatizante e exótica, ela pode ser usada no tratamento de doenças como o diabetes tipo 2.

Uma substância encontrada no extrato de canela, o polifenol MHCP, reproduziria a ação da insulina nas células, auxiliando na redução dos níveis de glicose (açúcar) no sangue, o que tornaria o condimento uma grande aliada no controle do diabetes do tipo 2.

De acordo com a nutricionista do MinhaVida, Roberta Stella, no diabetes tipo 2 existe a produção de insulina, mas a quantidade não é o suficiente para absorver a glicose do sangue. "Por isso o controle da ingestão de açúcar é tão importante", diz Roberta.

Clorofila para desintoxicar
É o corante natural responsável pela coloração esverdeada dos vegetais folhudos e de algumas frutas. Geralmente, é utilizado em sorvetes, sucos, massas com vegetais, iogurtes, biscoitos e queijos. Segundo a nutricionista Daniela Cyrulin, do Instituto Saúde Plena, a clorofila é rica em minerais (magnésio, ferro, cobre e potássio) e possui o poder de limpar os tecidos intestinais e de eliminar toxinas do sangue, por isso tem alto poder de desintoxicação e ajuda muito no processo de emagrecimento. "Seu chá tem propriedades antioxidantes, que ajudam no combate contra o envelhecimento", explica

Caramelo melhora a visão
Derivado do processamento de carboidratos,ele é o mais utilizado de todos os corantes alimentícios. Embora o caramelo possa ser extraído de diversas fontes, a mais comum é o xarope de milho. De acordo com o engenheiro químico Elias Basile Tambourgi, professsor da Unicamp e coordenador de uma pesquisa que analisa as propriedades do milho (inclusive o uso em corantes de alimentos), o milho é uma fonte de antocianinas, pigmentos pertencentes ao grupo dos polifenóis - substâncias antioxidantes e responsáveis por dar cor aos vegetais. "As antocianinas atuam na inibição dos radicais livres responsáveis por danificar as células -, atuando na prevenção de doenças degenerativas, como o câncer. Além disso, melhoram a visão noturna, prevenindo a fadiga visual", explica.


Fonte

terça-feira, 22 de julho de 2014

Tempos de Cozedura de Vegetais e Legumes

como-cozer-qualquer-coisa
Não existe nada mais fácil que cozer o quer que seja, é só pôr em água e já está, no entanto é importante cozer na temperatura certa, com o tempo certo, de forma ao sabor, cor e nutrientes saírem perfeitos, cozer qualquer coisa faz com que os nutrientes saiam dos ingredientes, por isso quanto menos tempo estiver na água melhor, aqui vai uma boa tabela e umas boas dicas para cozer ingredientes:
  • Lavar bem os legumes, mesmo que hoje em dia vem tudo bem lavado, não custa nada limpar bem e ter a certeza que está bem limpo, também alguns vegetais como alho francês ou couves podem ter terra ou porcaria dentro de folhas mais internas, por isso lavar sempre bem.
  • Cortar os ingredientes, pedaços pequenos cozem mais rapidamente que pedaços grandes, claro que pedaços demasiado pequenos podem cozer demasiado rápido ou perder frescura e ficarem moles, também é importante que todos os ingredientes tenham +/- o mesmo tamanho para cozerem +/- no mesmo tempo, também é importante cortar perto da altura de cozer, cortar com muita antecedência podes ficar com ingredientes oxidados e a perder qualidades nutricionais.
  • Pôr os vegetais em água já a ferver, assim cozem mais rápido que deixar eles aquecerem com a água, usar muita água, assim quando se põe os ingredientes a água não perde muita temperatura.
  • Põe sempre sal, um pouco de sal tem uma dupla função, aumenta o ponto de ebulição da água (o que faz a água ter uma temperatura maior que ajuda a cozinhar mais rápido), como também realçar o sabor dos vegetais.
  • Para saber quando os vegetais estão prontos usa esta tabela como referencia mas não existe melhor guia que tirar um pedacinho e provar até ver se está cozido.
Tabela de Tempos para Cozinhar Legumes e Vegetais (em minutos)
IngredientesEm ÁguaA VaporA PressãoNo FornoMicroondas
Abóbora10 a 1510 a 158 a 12405 a 8
Alcachofra20 a 30*10 a 12*5 a 7
Alho-porro10 a 1210 a 128 a 1012 a 154 a 5
Batata15 a 2018 a 22*40 a 458 a 12
Batata Doce15 a 2018 a 2210 a 1540 a 459 a 11
Batata Nova15 a 2018 a 22*25 a 309 a 11
Beringela5 a 85 a 7*15 a 207 a 9
Beterraba20 a 3045 a 5015 a 2535 a 40*
Brócolos4 a 610 a 1226 a 8*
Cebolas15 a 2015 a 20*30 a 407 a 9
Cenoura7 a 108 a 123 a 525 a 305 a 9
Cherivia9 a 159 a 156 a 1225 a 305 a 6
Chuchu10 a 1515 a 205**
Courgette5 a 105 a 7**4 a 6
Cogumelos***5 a 104 a 6
Couve10 a 20*5**
Couve de Bruxelas8 a 128 a 1210 a 1512 a 155 a 6
Couve-Flor8 a 128 a 124 a 1015 a 208 a 10
Ervilhas4 a 56 a 7**6 a 7
Espargo6 a 86 a 8210 a 128 a 10
Espinafres*5 a 8**4 a 6
Favas15 a 20****
Feijão Verde6 a 810 a 121 a 3*8 a 10
Milho5 a 75 a 74*2 a 4
Nabo20 a 2515 a 2011 a 1630 a 356 a 8
Pimentos4 a 6**15 a 203 a 4
Quiabo8 a 106 a 85 a 810 a 157 a 9
Tomate5 a 1010*25 a 452 a 3
* Não Recomendado, alguns ingredientes não suportam bem altas temperaturas ou não ficam bem cozinhados com essa técnica.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Alimentos que devemos sempre comprar biológicos

Desde há uns anos que as pessoas têm ganho uma maior consciência acerca da importância de consumir alimentos livres de toxinas, tanto a nível do ambiente como de saúde. No entanto, existem alguns alimentos que são particularmente essenciais de consumir biológicos devido aos altos níveis de pesticidas.
O biológico é melhor?Existem muitos estudos realizados sobres este tema que provam os benefícios de comer alimentos que estão livres de pesticidas. A verdade é que o nosso corpo não consegue lidar com os níveis de toxicidade que são acumulados ao longo dos anos. Todos os quimícos que se encontram em produtos não-biológicos – uma vasta variedade de pesticidas, antibióticos, hormonas, metais pesados – acumulam-se e a longo prazo as suas consequências começam-se a manifestar. Problemas como: falta de energia, asma, alergias, queda de cabelo, unhas quebradiças, eczema, acne, gripes, irritabilidade são alguns dos sintomas típicos de um excesso de toxicidade no organismo.
Após 51,000 testes, realizados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, nos alimentos convencionais mais comuns, o Environmental Working Group (EWG) identificou o grupo de frutas e vegetais mais propensos a conterem os níveis mais elevados de pesticidas, e chamou-o: “Os doze sujos”.
http://www.fullyraw.com/dirty-dozen-clean-15/
OS DOZE SUJOS
Os vegetais e frutas mais contaminados por pesticidas.
  1. Maçãs
  2. Aipos
  3. Pepinos
  4. Morangos
  5. Tomates
  6. Uvas
  7. Cerejas
  8. Nectarinas
  9. Pêssegos
  10. Batatas
  11. Espinafres
  12. Pimentos
Os resultados dos testes destes doze itens revelaram, pelo menos, 47 tipos diferentes de pesticidas e nalguns dos casos 67!
No caso de estares a questionar sobre quais os alimentos mais seguros de comprar convencionalmente, aqui está o segundo grupo criado pelo EWG: “Os quinze limpos”.
OS QUINZE LIMPOS
Têm pouca, ou nenhuma, quantidade de pesticidas uma vez que possuem uma camada externa protetora que impede os pesticidas de ultrapassarem a pele.
  1. Espargos
  2. Pêra-abacate
  3. Couve
  4. Meloas
  5. Milho
  6. Beringelas
  7. Toranjas
  8. Kiwis
  9. Mangas
  10. Cogumelos
  11. Cebolas
  12. Papayas
  13. Ananás
  14. Ervilhas
  15. Batata doce
Podes diminuir a ingestão de pesticidas substancialmente evitando as frutas e vegetais mais contaminados – Os Doze Sujos. Por isso no caso de não poderes comprar todos os alimentos biológicos podes, pelo menos, comprar estes itens e o resto comprar convencionalmente.

Fonte: misskale

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Sabe o que é Missô(shiro)?

Miso
Missô, ou miso, é um ingrediente tradicional da culinária japonesa feito a partir da fermentação de arroz, cevada, centeio e soja com sal. O resultado é uma pasta usada principalmente para fazer a sopa de missô ou missoshiru (Misoshiru), dissolvido em água quente, misturado com alguns vegetais e legumes.

O sabor, aroma, textura e aparência de qualquer tipo específico varia do tipo do missô assim como a região e época que o missô foi feito. Os ingredientes usados, temperatura e duração da fermentação, quantidade de sal, variedade do kōji e o recipiente de fermentação também contribuem. As mais comuns categorias de sabor do missô de soja são:

Shiromiso, "missô branco"
Akamiso, "missô vermelho"
Kuromiso, "missô preto"
Hatchomiso'"missô bege'"

Os missôs tipo branco e vermelho (shiromiso e akamiso) são os tipos básicos de missô disponíveis em todo o Japão e outras partes do mundo. Diferentes variedades são apreciadas em diferentes regiões. Por exemplo, na região oriental, de Kanto, que inclui Tóquio, o shiromiso é mais popular, enquanto na região ocidental, de Kansai, região que engloba Osaka e Quioto, o hatchomiso escuro é preferido, e o akamiso é o preferido na área de Tohoku.


Missôshiro é famosa sopa de missô. Seu sabor, é leve e revigorante.
Ao mesmo tempo que o missô é um condimento é também fonte de proteína e vitaminas. O missoshiro é servido numa tijela apropriada, chamada de chawan (lê-se tchawan) e não precisa de colher para tomar, apenas segurar o chawan com as mãos e degustar.
Existem diversos ingredientes que variam o preparo do missoshiro, mas a receita mais conhecida é feita com algas marinhas, e servido com cebolinha picada e tofu.

Hatcho Miso (Miso de soja) - 1 c. de sopa tem 1g de proteina
Mugi Miso (Miso de cevada+soja) - 1 c. sopa tem 2g de proteina
Genmai Miso (Miso de arroz integral+soja) - 1 c. sopa tem 2g de proteina


Miso: um derivado de soja 

O miso é uma pasta de soja fermentada, produzido a partir dos feijões de soja cozidos e misturados com outros cereais. Após a fermentação dos grãos, a mistura é salgada, obtendo-se uma pasta espessa e nutritiva. É um excelente condimento em variados pratos.
A consistência do miso é pastosa e a cor varia entre o bege claro e o castanho escuro, passando por toda uma gama de cores intermédias. O sabor é intenso e relativamente salgado, assemelhando-se a avelãs. O miso de cor clara é, normalmente, menos salgado e de sabor menos intenso do que o mais escuro. O miso foi inicialmente utilizado pelos cozinheiros japoneses, que o souberam apreciar e introduzir nas suas receitas de sopas e molhos requintados. Este constitui um excelente condimento em sopas, legumes e verduras estufados, cereais, leguminosas, na preparação de soja e tofu, bem como na elaboração de patês.
Devido ao processo de fermentação a que é sujeito, o miso é um alimento vivo (tal como o iogurte) que contém bactérias e fermentos vivos, facilmente assimilados pelo organismo, e muito benéficos para o equilíbrio da flora intestinal.
Como são elementos vivos, as bactérias e os fermentos do miso perdem as suas propriedades quando são submetidos a altas temperaturas (na fervura, por exemplo). Assim, o melhor é cozinhar em lume brando ou introduzir o miso o mais tardiamente possível, na fase da preparação dos alimentos, pouco antes do final do cozimento. Antes de adicionar o miso à água de cozedura é preciso dissolvê-lo primeiro num pouco de água quente à parte, e só depois adicioná-lo aos alimentos.
Concentrado em energia, possui muita da riqueza proteica dos feijões de soja. Contém igualmente fitonutrientes como as isoflavonas, presentes nos feijões de onde é originado.
Dependendo do tipo de cereal adicionado aos feijões de soja, obtém-se um tipo de miso específico. Se for feito exclusivamente com feijões de soja estamos perante o miso hatcho, ou miso de soja, que é a variedade cujo sabor é mais intenso e a textura mais densa. Nutricionalmente é o que apresenta a maior concentração de proteínas (21%) e menor conteúdo de hidratos de carbono (12%) e água (40%).
A variedade que se encontra com maior facilidade e frequência é o miso mugi, uma combinação de soja com cevada. Este tipo de miso tem um sabor adocicado e quente que lembra o mel, sendo simultaneamente salgado. Contém uma reduzida quantidade de hidratos de carbono e cerca de 13% de proteínas.
O miso genmai feito com feijões de soja e arroz integral, tem uma cor mais clara, textura leve e sabor doce.
Como se trata de uma pasta relativamente concentrada em sal, deve ser utilizada com moderação por quem sofre de hipertensão arterial.

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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Chocolate, vinho, a serotonina e o bem estar.

Chocolate, vinho, a serotonina e o bem estar.  
Associação do chocolate com vinho é sabido que causa uma sensação de bem estar além do imaginamos. O chocolate é um alimento encontrado na forma pastosa, sólida e de bebida doce ou amarga, feito a partir da amêndoa torrada do cacau, protege o coração,pois reduz os níveis da pressão arterial. O vinho é resultado da fermentação parcial ou total de uvas frescas, inteiras ou esmagadas na sua formação é adicionado açúcares, ácidos, enzimas e nutrientes. O vinho produz resveratrol que ativa mecanismos cardioprotetores, podem diminuir o colesterol LDL. A associação do vinho com chocolate ativa o neurotransmissor serotonina que regulam alguns hormonios , além do sono e do apetite, os niveis baixos de serotonina causam ansiedade, depressão,obesidade, enxaqueca e esquizofrenia, por isso a recaptação de serotonina no sistema nervoso central é de fundamental importância para o equilibrio neural .  
O triptofano é um aminoacido presente tanto no chocolate quanto no vinho, é um precursor da serotonina,além de regular também endorfinas,além de possuirem propriedades antiinflamatorias. A saciedade e o prazer esta relacionado com om consumo do chocolate e o vinho em associação, pois potencializam o equilibrio dos aminoácidos encarregados de saciar e dozar a necessidade de satisfação,porém tem um aspecto viciante trazendo consequencia posteriores,mas controlaveis.
webartigos
 
O Vinho e a Depressão
São muitas as evidências e referências aos efeitos antidepressivos do vinho. Mas a que eles se devem? 
Sistema Límbico é a parte do cérebro onde se processam as emoções. A transmissão das informações captadas e processadas ocorre por uma rede de neurônios (células do sistema nervoso). A comunicação entre os neurônios se dá por neurotransmissores – mediadores químicos que transmitem o estímulo de uma célula para outra. Uma das mais importantes dessas substâncias é a serotonina. 
A depressão se manifesta devido a uma associação complexa entre a predisposição biológica da pessoa, situações adversas (como perda de um familiar, econômica, profissional ou social), características da personalidade e fatores ambientais. Sabe-se que a depressão é uma situação clínica que está relacionada com uma deficiência de serotonina no Sistema Límbico. A tiramina, que se encontra em abundância principalmente nos vinhos tintos, aumenta a produção serotonina. E é esta a explicação para o efeito antidepressivo do vinho. 
É muito importante salientar que estes efeitos só ocorrem se se beber vinho com moderação, regularmente, de preferência durante as refeições e por pessoas que não tenham contra-indicação ao uso de bebidas alcoólicas. Beber vinho em exagero, devido ao álcool, leva a transtornos comportamentais, mentais, sociais e familiares relevantes, desagradáveis e desaconselháveis.
Dr. Jairo Monson de Souza Filho
Especialista em Clínica Médica, Cardiologia


Vinho é saudável
Uma das características mais interessantes e atraentes do vinho, em particular o tinto, é a presença do resveratrol, uma substância antioxidante que ajuda na defesa dos vasos sanguíneos, reduz o risco de certos tipos de câncer, degeneração macular e diabetes. A maior fonte do resveratrol é a casca da uva, razão pela qual o vinho tinto está ligado a inúmeros benefícios – já que, ao contrário do vinho branco, a casca também é utilizada na produção. O resveratrol ainda afina as moléculas do sangue, prevenindo entupimento dos vasos, e diminui o nível de LDL no organismo, o chamado “Colesterol Ruim”.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Os Legumes - Congelação e Acondicionamento


Os legumes, quer sejam crus ou cozinhados, há muito que fazem parte do nosso currículo culinário.
É possível conservar diversos legumes no frigorífico, por um tempo limitado (entre 3 a 7 dias), pode-se fazer conservas em vinagre (o que não é para todos os gostos) ou então congela-se e ai podem aguentar estações inteiras.
Certos legumes reagem bem à congelação e há outros que nem se devem congelar de todo, uma vez que o seu sabor é alterado por completo. Por exemplo o feijão-verde, as nabiças, os agriões e as beringelas ficam horríveis quando congelados.
Os legumes antes de serem congelados devem de ser branqueados antes de serem acondicionados e armazenados, para que as suas propriedades se mantenham inalteradas.

O branqueamento é um processo fácil de executar e não tem nenhum segredo. Consiste em colocar os legumes em água a ferver (ATENÇÃO: não confundir com ferver os legumes em água quente), por um determinado período de tempo, depois passa-se por água fria de forma a criar um choque térmico e criar um escudo que conserva as suas propriedades?

Cada legume tem um certo período de branqueamento. Fica aqui uma tabela com os mais utilizados:


Alimento
Branqueamento
Estação do Ano
Cenouras e nabos
2 minutos em água quente
Abril, Maio
Couve-flor
2 minutos em água quente com sumo de limão
Março a Maio, Outubro
Couve lombarda, coração, portuguesa, galega
2 minutos em água quente com sumo de limão
Setembro a Novembro

Feijão gordo, feijão de debulhar
2 minutos em água quente com sumo de limão
Julho, Agosto
Cebolas
2 minutos em água quente
Maio, Junho
Alho francês
2 minutos em água quente
Maio, Outubro
Ervilhas, Favas
1 minuto em água quente com sumo de limão
Maio, Junho
Batatas
4 minutos em água quente ou 2 minutos em óleo quente no caso de batatas fritas
Setembro
Abobora
3 minutos em água quente
Setembro
Tomate
Lavar e cortar ao meio ou quartos
Agosto
Curgetes
2, 3 minutos em água quente
Julho, Agosto
  
Os legumes para congelar devem estar no seu período de maturação e frescos. Por exemplo congelo ervilhas, favas ou tomate na época certa e depois consumo ao longo do ano como se fosse colhido na hora e sem alteração de sabor.

ATENÇÂO: não vale a pena, tentar aproveitar, algo que não está na melhor condição para congelar. Algo que já se encontra demasiado maduro, nunca terá boa qualidade final. Neste caso recomendo o seu consumo o mais rápido possível, congelar não é uma opção!
Boas Congelações!…

Tudo o resto é uma questão de organização. Tenho no meu congelador abóbora, curgete, cenoura, nabo, alho francês e cebola cortados em cubos. Sempre que faço sopa, lá vou eu, uma mão cheia de cada para dentro do tacho, mais uma batata, tudo ao lume e já está uma base de sopa num abrir e fechar de olhos.

Quanto ao resto dos legumes faço assim: quando compro hortaliças procuro as mais frescas (normalmente procuro os pequenos vendedores no mercado, aqueles que tem hortinhas e que cultivam pequenas quantidades, quase sempre tem hortaliças mais toscas mas de boa qualidade. Nem sempre o que é grande e bonito é sinonimo de qualidade!). Quando chego a casa são ?desmembradas? e lavadas em água corrente. Depois deste processo são escorridas. Isto pode fazer-se de várias formas, a mais prática é sem dúvida uma centrifugadora como esta:
(comprei a minha por menos de 3 euros e tem me dado muito jeito, acredita! Este é um utensílio que te vai poupar muito tempo na cozinha, não serve só para legumes, podes usar com fruta, ervas aromáticas, enfim?uma coisa útil)

Escorre-se para que ao guardar, no frigorífico, os vegetais não apodreçam com facilidade, assim aguentam mais tempo. Agora se for para congelar, faço o branqueamento e acondiciono-os. Caso seja para guardar no frigorífico, divido os legumes em doses prontas a servir, em saquinhos, e depois na hora de utilizar torna-se fácil? É só juntar ao tacho?

Fonte:  cozinhadaxana



Os espargos deterioram-se rapidamente se não tivermos alguns cuidados!
Pode conservá-los no frigorífico 3 ou 4 dias enrolados num pano húmido dentro de um saco plástico (mas deixe o saco aberto).

Para conservar vários meses, terá de os congelar. Nesse caso, proceda da seguinte forma:

Usando um descascador, retire a pele fibrosa que envolve os espargos e lave-os bem.
Escalde-os numa panela com água a ferver durante 3 ou 4 minutos.
Arrefeça-os em água com cubos de gelo para interromper a cozedura.
Retire-os da água e deixe escorrer.
Coloque-os num recipiente hermético e guarde no congelador.


Batatas
A batata in natura não pode ser congelada, pois perde a textura e o sabor. Cozinhe e triture as batatas fazendo um purê. Guarde num recipiente bem fechado e congele. Pode fazer um branqueamento com batatas em cubos. Para isso, cozinhe os cubos em água a ferver 5 minutos, mergulhe-os em água fria para parar o cozimento, embale e congele. Para descongelar é só colocar na água a ferver, cozinhar até ao ponto desejado ou use directamente na receita, sem descongelar antes.
Pode pré-fritar a batata e congelar, fritando novamente depois ou colocando no forno para dourar. Você pode congelar em forma de bolinhos, gnocchi pré-cozido, batata palha.

Durabilidade: Purê e batata branqueada 3 meses. Batata frita e pré-frita 6 meses. Gnocchi e bolinho 3 meses.

sábado, 28 de junho de 2014

Alimentos sem glúten: que cereais escolher?



glúten é uma proteína existente em alguns cereais (trigo, kamut, espelta, bulgur, cevada, centeio, aveia). Porém, há que encontrar alternativas para que a alimentação continue a ser variada quando é necessário excluir o glúten da dieta alimentar.


Quais são os alimentos que representam maior preocupação?

Todos os alimentos industrializados
Deve ler o rótulo de todos os alimentos que compra pois o glúten pode estar onde menos espera: num paté, num hambúrguer… deve procurar não só a designação "glúten”, como a designação de cada um dos cereais que o contém: trigo, kamut, bulgur, espelta, cevada, centeio, aveia, assim como farelo, gérmen de trigo, amido de trigo, couscous, sêmola de trigo duro, seitan.


Pães, bolos, sobremesas, bolachas, farinhas
Para substituir os alimentos que habitualmente usa e possuem glúten, deve conhecer os cereais que não têm glúten na sua composição e com os quais existem muitos produtos disponíveis: farinhas, pães, bolos, algumas sobremesas, cereais de pequeno-almoço, bolachas, …


Cereais e pseudocereais sem glúten que pode e deve procurar
Poderá ser mais simples, numa primeira fase, procurar os produtos que possuem no seu rótulo a designação de "sem glúten”. Mas depois de uma fase de habituação, poderá aventurar-se por produtos que não têm a designação de "sem glúten” no rótulo, mas que você sabe que não têm glúten porque lê os ingredientes e compreende.



Arroz e milho

Quase todos os produtos que são designados de "sem glúten”, acabam por ter na sua composição os cereais arroz e milho (ambos ou em separado), pois são os mais usuais. É possível encontrar no mercado bolachas, flocos, barritas, bebidas vegetais, pães. E também pode usar obviamente estes cereais nas refeições principais.


Quinoa (chenopodium quinoa)
Tem origem na zona da Bolívia, Peru, Equador e era considerada sagrada para os Incas.
A FAO decretou que 2013 é o ano internacional da quinoa. Esta foi a forma de divulgar e engrandecer os benefícios desta semente que apresenta um valor proteico muito melhor do que outros cereais e cuja riqueza de minerais e fotoquímicos continua a surpreender. Pode ser cozinhada como se fosse arroz quando comprada na forma de grão e existem à venda bebidas, bolachas, barritas, flocos, pães que possuem quinoa na sua composição. Em casa, muitos são os alimentos/pratos que conseguirá fazer com a quinoa em grão ou em farinha. A quinoa deve ser lavada antes de ser consumida, para remover compostos anti-nutricionais de sabor amargo existentes na camada externa da semente, chamadas saponinas. Existem receitas muito variadas com quinoa.
Também se podem comer as folhas da quinoa embora seja muito difícil encontrar à venda.


Millet (panicum miliaceum)Têm uma aparência muito próxima da quinoa, mas são plantas distintas, como o nome da espécie pode comprovar! O millet tem origem na Ásia e África e pode considerar-se uma família, já que existem diversas espécies cuja designação usada é "millet”.
De mais fácil digestão do que os cereais mais comuns na nossa alimentação, serve para cozinhar como se fosse arroz e tal como para a quinoa, já existem à venda bebidas, bolachas, barritas, flocos, pães que possuem millet na sua composição. Não é possível fazer pão só com quinoa ou millet pelo que geralmente tem de se fazer misturas com outras farinhas ou usar auxiliares como a goma xantana.


Amaranto (Amaranthus hypochondriacus)A família amaranthus abarca muitas espécies, sendo a amaranthus hypochondriacus, a mais comum para uso alimentar. O amaranto é originário da América Central, e é conhecido como o alimento dos Astecas. Por outro lado, é considerado uma erva daninha em certas plantações e muitos são os que usam as suas flores para decoração. São precisamente as suas folhas e sementes que têm valor nutricional. No que diz respeito à alimentação sem glúten, pode ser usado enquanto grão para fazer pratos principais e existe na forma de farinha e bebida vegetal. É possível encontrar também opções como bolachas, barras e pães com amaranto, mas sempre com outros cereais a acompanhar.
Embora amaranto, quinoa e millet possam parecer semelhantes, o seu sabor será facilmente distinguido depois de provar.


Trigo sarraceno (Fagopyrum esculentum)
Embora seja designado de trigo, o trigo sarraceno nada tem de semelhante com o que normalmente designamos habitualmente de trigo - triticum aestivium. O trigo sarraceno é um fruto que pode ser usado como cereal, é muito utilizado na cozinha polaca, russa e judaica e foi trazido para a Europa pelos cruzados, após observarem o seu uso pelos povos sarracenos. Pode ser utilizado tal como o que está descrito na quinoa, millet, amaranto e já há várias opções comerciais que o contêm.


Sorgo (Sorghum)

 
Com origem em África e na índia, apesar de pouco utilizado na sociedade industrializada, é o 5° cereal mais importante no mundo, antecedido pelo trigo, o arroz, o milho e a cevada. Alimenta muitas populações africanas mas também no sul da Ásia e América central. Não é fácil encontrar produtos que contenham sorgo na sua composição, pode é usar a farinha para pães e bolachas ou utilizar o próprio grão para refeições principais.


Existe também a possibilidade de usar como farinhas: flocos de batata, tapioca, farinha de amêndoa, avelã, noz, ... (só precisa de triturar os frutos ao natural). Qualquer alimento pode ser produzido sem glúten desde que a combinação de farinhas que usa consigam mimetizar as características de elasticidade e hidratação que o glúten confere.

Sugerimos que prove, experimente e se surpreenda com o que pode fazer sem glúten! Mesmo que não tenha necessidade de fazer uma alimentação 100% sem glúten, deve variar e experimentar alimentos  e paladares novos!