domingo, 8 de junho de 2014

Tabela de Alimentos Vegetais Ricos em Gordura

Fontes de Ómegas:
Óleo de Cânhamo
Óleo de Semente de Uva
Óleo de Linhaça
Azeite
Abacate
Avelã
Amêndoa
Castanha de Caju
Amendoim
Castanha do Brasil
Pistachio

Sementes: chia, linhaça, sésamo, girassol, cânhamo, abóbora, papoila, alfafa... 

Sementes de chia28 g5,06 g
Sementes de linhaça20 g1,6 g
Nozes28 g2,6 g

Dose diária recomendada de ômega 3

A dose diária recomendada de ômega 3 é de 250 mg para adultos; 100 mg para crianças e de 450 mg na gravidez. 


As quantidades nas tabelas seguintes são arredondadas. A razão de ómega-6 para ómega-3 é calculada com números não arredondados.
Excepto indicação em contrário, os cálculos baseiam-se na Base de Dados de Nutrientes da USDA.

Frutos e Outros Alimentos

Qtd.Sat. %BMUFA %BPUFA %Bn-6 (g)n-3 (g)n-6/n-3Vit. E (mg)A
abacate (cortado aos cubos)1 C1769142,80,216,62,0
amêndoa, torrada, 22 miolos1 oz867253,60,0-7,5
castanha-do-maranhão, seca, 6–8 miolos1 oz2636386,70,0-2,2
caju, torrado1 oz2162182,20,0-0,2
sementes de chia (Salvia hispanica)1 oz117821,65,060,33NA
linhaça, moída1 T919720,41,60,30,0
avelã, torrada1 oz878142,40,0-4,4
macadâmia, torrada, 10–12 miolos1 oz168220,40,16,60,2
azeitona, grande5147790,20,012,30,7
amendoim, torrado1 oz1552334,40,0-2,2
noz pecã, torrada1 oz962295,60,319,71,1
pistácio, 47 miolos1 oz1355323,90,152,21,2
feijão de soja, cozido0,25 C1624611,90,37,50,8
feijão de soja, torrado0,25 C1624614,60,67,5N/D
sementes de girassol, torradas1 oz1120699,30,0-14,3
tempeh, cozinhado100 g3538272,50,121,0N/D
tofu, cru, coagulado com sulfato de cálcio0,5 C1624615,50,77,5N/D
noz preta1 oz724709,50,910,10,7
noz1 oz10147610,82,64,20,8

Óleos

Os óleos são apresentados em ordem decrescente da razão MUFA/ómega-6, para mostrar primeiro os óleos ricos em ácidos gordos monoinsaturados que não contêm grandes quantidades de ómega-6.
Qtd.Sat. %BMUFA %BPUFA %Bn-6 (g)n-3 (g)n-6/n-3Vit. E (mg)A
óleo de girassol, alto teor oleico, mín.: 70%1 T108640,50,018,7N/D
óleo de avelã1 T882111,40,0-6,4
óleo de açafroa, oleico, mín.: 70%1 T778152,00,0-4,7
azeite1 T147791,10,113,21,7
óleo de abacate1 T1274141,80,113,1N/D
óleo de amêndoa1 T973182,40,0-5,3
óleo de colza1 T762312,81,32,22,9
óleo de amendoim1 T1849344,30,0-1,7
óleo de girassol, linoleico, máx.: 60%1 T1147425,40,0-8,1
óleo de sésamo1 T1542445,60,0-0,2
óleo de milho1 T1325617,90,183,02,9
óleo de soja1 T1524616,90,97,51,5
óleo de noz1 T1024667,21,45,10,1
óleo de linhaçaC1 T72171280,25N/D
óleo de girassol, linoleico, mín.: 60%1 T1120698,90,0-6,1
óleo de grainha de uva1 T1017739,50,0-3,9
óleo de açafroa, linoleico, mín.: 70%1 T7157810,10,0-4,6
Sat. - gordura saturada
MUFA - ácidos gordos monoinsaturados
PUFA - ácidos gordos polinsaturados
n-6 - gorduras ómega-6
n-3 - gorduras ómega-3
C - 1 chávena ~ 237 mL
oz - 1 onça ~ 28 g
T - 1 colher de sopa ~ 15 mL
N/D - não disponível
  1. Na União Europeia, a DDR de vitamina E para adultos é de 10 mg.
  2.  Percentagem do total de calorias
  3.  Valor obtido a partir da tabela de nutrientes do óleo de linhaça da Spectrum Organics

Fonte: Muda o Mundo

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Couve Kale(frisada)


Semear e colher em casa
Precisa de “limpar” o seu organismo? A couve-de-folhas ou couve kale é um ótimo remineralizante para o organismo, com ação laxativa, dada a sua grande quantidade de fibras, essencialmente celulose. Tem também uma forte ação anti-inflamatória e diurética, que ajuda a baixar o teor de açúcar no sangue, e o seu uso medicinal tem especial relevância nos problemas digestivos, gastrites, úlceras pépticas, colite e diverticulite.

O que é necessário: Semente de couve-de-folhas ou couve kale.

Como plantar: A couve-de-folhas pode ser plantada numa varanda, já que aguenta exposição solar total ou parcial, mas é melhor se optar por áreas com mais sombra, no verão. Neste inverno, não será um problema. Plante as sementes diretamente na terra húmida, mas não encharcada.

Manutenção: A planta dá sementes de dois em dois anos e tem um período de maturidade de cerca de dois meses, dependo da variedade. Apesar de ser uma planta muito resistente, pode sofrer algumas pragas, como a do caracol ou da lagarta e, por isso, necessita de alguma atenção nesse aspeto.

Dica: Após um dia de trabalho, as folhas servem como o snack ideal. Basta cortá-las às tiras como batatas fritas, colocar 10 minutos no forno e voilá!






quinta-feira, 22 de maio de 2014

15 Alimentos que você compra uma vez e replanta para sempre

Você sabia que muitos alimentos que consumimos, e jogamos fora, podem ser replantados… PRA SEMPRE? É mais ou menos isso:
Pois é, então a melhor coisa a se fazer, para o bem da natureza, do seu bolso, e da sua saúde é apostar em mini-hortas. Separei uma lista dos alimentos mais interessantes para você replantar.

Cebolinha

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Quando for usar a cebolinha, separe toda a parte branca e mais um pedacinho da parte verde. Coloque dentro de um copo com água, cobrindo cerca de 2,5 cm (a parte branca). Deixe num local ensolarado e dentro de poucos dias, terá cebolinhas novas para usar e não precisará mais comprar. Troque a água todos os dias. Se tiver um quintal, também poderá replantar e terá mais cebolinhas que qualquer Mônica poderia aguentar, até para dividir com amigos, vizinhos e família. 

Manjericão

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Acho o mais saboroso e o mais cheiroso dos temperos. Separe mais ou menos três pares de hastes, corte-as com uns 10 a 15 cm, escolha as mais bonitas, retire as folhas da parte de baixo, também as flores, deixando apenas algumas folhas na parte superior. Coloque num copo de vidro com água até a metade e deixe num lugar ensolarado, trocando a água de dois em dois dias. Depois, quando as raízes estiverem com o tamanho de 2 cm  é hora de replantar num vaso médio, grande ou numa floreira, pois ele precisa de espaço e de sol. Assim terá manjericão por um ano sem problemas, para molhos pesto, pizzas marguerita e qualquer outro prato #delícia.

Hortelã

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Funciona da mesma forma que o manjericão. Depois precisa ser plantada também em um vaso maior e com furos em baixo, pois necessita de solo drenado e de muita água. Em nenhum momento a terra poderá ficar seca. Então cuidado com o sol da tarde. Você também viu, passou o protetor hoje?!

Alecrim

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Faça o mesmo processo inicial do Manjericão e da Hortelã. Depois plante os galhinhos em um vaso com furos em baixo para drenar a água, numa mistura de 2/3 de areia grossa e 1/3 de terra musgo. Pela composição da terra, já se percebe que ele não curte muita água, então não regue demais, mantenha-o num local ensolarado. Vá cortando os galhinhos quando precisar, depois replante de novo. Essa técnica pode ser usada com outros temperos, como o coentro.

Alho

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Aqui vamos aproveitar as folhas do bulbo. Não precisa ser replantado, se colocado os dentes numa vasilha de vidro com água, crescerá brotos que ficarão ótimos com batatas assadas, húmus, guacamole e qualquer tipo de salada por exemplo, mas use apenas as extremidades, que são mais saborosas. Para replantar o alho propriamente dito, é bem mais trabalhoso, veja o passo a passo.

Cenoura

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Igual ao alho, vamos aproveitar as folhinhas. Também não precisa plantar, poderá usar as folhas para complementar sopas, saladas e até drinks de frutas, pois são muito nutritivas. Usará exatamente aquela parte da cabeça da cenoura que todos jogam fora. Assim como na imagem, o ideal é colocar várias numa vasilha com água pela metade, em 15 dias começam a brotar.

Alface Romana

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Poderá partir para o cultivo hidropônico. Basta pegar a cabeça do alface, aquela que ia jogar fora, e colocar numa vasilha com água, troque sempre que necessário. Não terá aquele alfação, mas será o teu alfacinho #tibunitinho.

Aipo (Salsão)

aipo
Muito usado hoje nas sopas de regime, então melhor replantar para não ficar gastando dinheiro. É só cortar lá no talo, uns 5 cm, e deixar numa vasilha como um pires mais fundo com água, trocando sempre (ou use um copo cheio de água). Umedeça também a parte de cima da planta para não ressecar. Deixe num local ensolarado. Vai ver que folhinhas amarelinhas brotarão no centro, depois ficarão verdes. Após 5 a 7 dias de completo brotamento das folhas, passe para um vaso com uma boa mistura de terra e furos para drenar a água e em breve terá talos de salsão para seus pratos e sopas.

Acelga

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Da mesma forma que o Aipo, reutilizar a parte inferior (raiz), “inútil”, da verdura. Tudo muito fácil.

Alho-poró

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Da família da cebolinha e tal qual, também brota fácil na água. Corte o talo com a parte da raiz, uns 5 cm, e coloque num recipiente não muito fundo ou apoie com dois palitos, um de cada lado, com água até o começo da raiz e vá cuidando para que não evapore e seque. Se for época de temperatura baixa, poderá manter na água mesmo, mas se for verão, replante num vaso com terra preparada, após criar as raízes. E as folhinhas brotarão e brotarão…

Erva Cidreira

erva cidreira
Não é preciso ter aquela moita enorme. Consiga cinco ou seis talos, deixe na água até criar as raízes e passe para o vazo com a terra já preparada. Ela suporta bem o sol, deve ser regada normalmente, assim terá sua erva cidreira para aquele chá quando estiver sem sono… #amomuitotudoisso.

Cebola

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Com a extremindade da raiz descartada da cebola, faça a mesma técnica da água que a cebolinha, e tantas outras que citamos. Então, após aparecer as raizes, coloque ao sol em um vaso com terra de qualidade ou diretamente no solo do lado de fora.  
 
Essa são os mais fáceis e mais aproveitáveis no nosso dia a dia. Mas é claro que tem muita coisa interessante e bem mais complicada, por exemplo:
  • Batata doce e Abacaxi Nesse site, além dos que já ensinamos, detalham como reaproveitar essas duas delícias, ótimas para saúde.
  • Gengibre – Nesse outro site, existem várias dicas de replantio. A flor do gengibre é muito bonitinha, acho que vou fazer pra deixar de decoração.
  • Abacate – Embora use a semente, é um clássico. Até meus filhos fizeram isso na escola, só não tinha onde plantar depois. Passo a passo aqui.
Boa saúde e boa colheita!!!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Figueira-da-índia ou Piteira e Figos-da-Índia

Figueira-da-Índia

Ou figos da piteira, são os nomes mais populares que se dá a este fruto em Portugal, ainda que desconhecido por muitos, pretendo com este post incentivar e relançar a ideia de que comer figos-da-Índia é muito bom e agradável, não só porque tem um sabor requintado e único como também é muito saudável, mas, felizmente em Portugal, e sobretudo no Alentejo, são cada vez mais os adeptos da Figueira-da-índia ou piteira.

Muito predominante no Alentejo, a Figueira-da-Índia trata-se de um cacto ramificado e de porte arbustivo que também é conhecido pelo nome de piteira. Apesar da sua grande resistência a terras secas, surpreendentemente as suas raízes não ultrapassam os 30 cm, elas no entanto são carnosas e apresentam características únicas de adaptação a ambientes desérticos. É vulgarmente encontrada nas beiras das estradas ou valados. Nativa das regiões desérticas do México. Como todas as espécies de cactos, a figueira-da-Índia é muito resistente a secas, armazenando a água de que precisa para sobreviver nas grossas folhas no período das chuvas.

Existem vários tipos de figueira-da-Índia, com flores grandes e vistosas cuja coloração varia do branco, ao amarelo, laranja, vermelho e até ao roxo, com uma boa variação de tons. A cor das pétalas corresponde quase exactamente à cor da polpa.

Flor da figueira-da-Índia
O fruto é uma baga ovóide de cor que pode variar da amarela (os mais apreciados), laranja, roxa ou vermelha, mede entre cinco e nove centímetros de comprimento e pesa cerca de 120 gramas. A sua polpa é suave, textura um pouco granular, tem pequenas sementes comestíveis de cor preta, translúcida, gelatinosa e aromática. O sabor é doce, parecido com uma combinação entre pêra e melão. Rico em açúcar, fibras e vitaminas (principalmente C, A, B1 e B2), potássio, cálcio, ferro e magnésio. O figo-da-Índia é muito valorizado na medicina natural e utilizado para produtos farmacêuticos, que são indicados para o tratamento de doenças urinárias, das vias respiratórias e como diurético, sendo também recomendado na prevenção da asma e tosse, é um vermífuga, recomendado também para problemas na próstata e dores reumáticas, diabetes tipo II, entre outros.



Figo-da-Índia

Dizem os antigos aqui da região que no outro tempo quando alguém estava com muita tosse, preparavam um xarope com base no sumo extraído das folhas que era cura certa. Também contra a tosse, descascam-se alguns figos com a faca e garfo para evitar os minúsculos espinhos, cortam-se depois em rodelas, colocam-se num recipiente de vidro, cobrem-se depois com açúcar e deixa-se repousar durante a noite. Pela manhã, côa-se para afastar as sementes, e toma-se às colheradas ao longo do dia. Outra curiosidade interessante é que, para combater as asmas e outras afecções das vias respiratórias, comem-se os figos assados no forno.

A planta é praticamente toda consumível. O figo-da-Índia consome-se fresco, mas também como fruto seco. Já deu provas na confecção de várias receitas, como, sumos, cocktails com bebidas alcoólicas, doces, geleias, compotas e chás. Também é utilizado para extracção de corante (fruto vermelho ou roxo). Das sementes extraem-se um óleo muito utilizado para produtos de cosmética. Os cladódios, vulgarmente designados por folhas também podem ser consumidos como um legume fresco ou em sumos, e quando seco é produzido um pó que é utilizado na alimentação. Os cladódios não possuem um sabor muito saliente podendo combinar com quase todas as receitas. O aproveitamento da clorofila nos pratos é outra das vantagens deste cacto. Das flores secas faz-se uma infusão. O fruto deste cato é também utilizado na produção de uma bebida alcoólica mexicana chamada de colonche. Está provado através de estudos que também a elaboração de fermentados a partir do figo-da-Índia é uma opção tecnicamente viável e de qualidade.

As folhas adultas de figueira-da-Índia possuem vantagem de conter maior efeito medicinal e conteúdo nutricional. Na culinária deve ser aproveitado apenas a polpa, parte interna das folhas, onde não contém fibras lenhosas. Mas não deite fora! Aproveite a casca, parte externa das folhas em sumos. A casca, parte externa, é mais concentrada em clorofila e, também, vitaminas e as fibras solúveis e insolúveis.
O figo da Índia é fonte de 30% de fibras solúveis e 70% de fibras insolúveis. São justamente as fibras que fazem deste fruto um potente aliado no combate ao excesso de peso. As fibras absorvem grande quantidade de água, o que culmina na sua dilatação, causando por sua vez sensação de saciedade. Cada 100 gramas de figo-da-Índia fornecem apenas 34 calorias.

Também no Brasil, em diversos lugares o figo-da-Índia é confundido com o fruto da palma, planta da mesma família e género, que recebe esse nome por ter forma de palmatória. Este é de facto muito semelhante com o figo-da-Índia, embora seja menos suculento e saboroso. Pode-se diferenciar as duas plantas pelo tamanho que alcançam. A palma é um arbusto cactáceo mais rasteiro, geralmente alcançando pouco mais de 1 metro de altura. Já a figueira-da-Índia pode chegar a 6 metros de altura, exigindo técnicas mais apuradas na colheita dos frutos. No Brasil a palma é aproveitada como forragem para depois se alimentar o gado.

Palma


Os artículos (palma) também podem ser consumidos como verdura. No México, eles entram na composição de um tipo de ovos mexidos matinal. Também no Brasil é utilizada como saboroso acompanhamento na culinária sertaneja, num refogado conhecido por lá como «cortado de palma».

A figueira-da-Índia foi trazida para a Europa por descobridores espanhóis e adaptou-se bem ao clima mediterrânico. O seu consumo começou há cerca de 9000 anos.

No Alentejo e no Algarve, estes cactos crescem selvagens há séculos e serviam para delimitar as propriedades e para alimentar os porcos. As cabras e ovelhas deliciam-se com as suas folhas mas esta planta tem sido um pouco ignorada pelos portugueses. Em muitos locais os frutos caiem de maduros sem ninguém os aproveitar.

A sua colheita é feita no início do Verão, pois só nessa altura estarão madurinhos e deliciosos, mas, segundo a minha pesquisa, se o solo for fértil e houver boa disponibilidade de água, a planta pode gerar uma segunda frutificação também em meses de Inverno.

Os figos-da-Índia por vezes aparecem à venda em hipermercados a preços proibitivos, talvez importados de outros países de menor qualidade do figo da Índia do Alentejo que são dos de melhor qualidade devido às características favoráveis do terreno e clima. Começam no entanto a ser valorizados, sendo possível encontrar em algumas localidades do Alentejo doces e licores confeccionados com o saboroso figo-da-Índia.

Licor de figo-da-Índia


Em Espanha colhem-nos e tiram-lhe os pequenos espinhos com uma maquineta que por lá inventaram e vendem-nos, tal qual os pêssegos, as laranjas ou os alperces, arrumadinhos e bem apresentadas caixinhas de madeira. E comem-nos, e dão-nos a comer a quem os visita como um produto local de qualidade das terras do Sul de Espanha.

A figueira-da-Índia é cultivada por seus frutos primeiramente. As flores são hermafroditas com pétalas amarelas ou amarelo-alaranjada. Podem dar duas florações por ano, uma na Primavera e outra no princípio do Outono, necessitando de temperaturas diurnas superiores a 20ºC. Multiplica-se facilmente por estaquilha dos artículos e por sementes.
Esta planta gosta de solos húmidos, arenosos, silicoargilosos, profundos, e bem drenados. E não tem grandes exigências nutritivas, adaptando-se mesmo a solos com fraca fertilidade. Por sua grande adaptabilidade e facilidade de dispersão, pode ser considerada invasiva em determinadas situações.

Nestes tempos de crise, em Portugal, o interesse na exploração comercial deste fruto tem levado ao aparecimento de plantações ordenadas, ainda que em baixo número, e até já foram descobertas novas utilizações para o fruto deste cato. Contudo penso que os portugueses, principalmente os alentejanos deviam dinamizar mais este mercado que continua por explorar, refiro-me principalmente aos alentejanos porque é no Alentejo que as características são mais favoráveis à sua produção.

O figo-da-Índia deve ser manipulado com cuidado porque tem uns pontinhos negros cobertos de espinhos minúsculos. E quando estes espinhos tocam no nosso corpo, por serem tão pequenos só saem com a ajuda de uma pinça.
Abaixo deixo umas dicas de como se devem manusear e saborear estes deliciosos frutos que, na minha opinião, se devem comer fresquinhos.

1.    Apanhe os figos-da-Índia com umas luvas calçadas, retire-os da palma com a ajuda de um alicate (pode ser daqueles compridos de mexer nas brasas) e rode-os até soltarem da palma, se necessário leve uma faca para cortar se não soltarem com facilidade.

2.    Já em casa, com a ajuda do mesmo alicate passe o fruto pela chama do fogão.

3.    Uma vez no prato, pronto a ser consumido, espete com um garfo na fruta e corte as extremidades. Com uma faca dê um corte em cima e abra o figo (como exemplifico na foto).

4.    Todo o interior (polpa e sementes) é comestível. Atenção, uma vez a polpa fora, não coloque esta em contacto com a casca porque pode ainda haver algum espinho e pode passar para a polpa.



Composição Química por 100 grs de figo-da-Índia:


Calorias             22,7
Água                   94,0 g
Carboidratos    5,0 g
Proteinas           0,5 g
Gorduras           0,07 g
Vitamina A         130 Ul
Vitamina B1       10,0 mcg
Vitamina B2       20,0 mcg




Pré preparo da folha (cladódios) da figueira-da-Índia ou palma para receitas:

A folha da figueira-da-Índia pode ser conservada por vários dias, em lugar seco, à temperatura ambiente. Antes de qualquer preparação, devem ser retirados eventuais espinhos, para de seguida a folha ser lavada inteira. O uso para sumos ou preparações a cru requer a mesma higienização utilizada para outros legumes e vegetais para eliminar possíveis contaminantes pós-colheita.
Nas preparações cruas, a folha deve ser colocada em água, com um pouco de vinagre, depois deve ser escorrida; já nas preparações cozidas, ela deve ser previamente fervida (por cerca de três minutos) em água, com um pouco de vinagre, e também escorrida para diminuir uma secreção viscosa semelhante ao quiabo.
A folha da figueira-da-Índia (ou palma) combina bem com ervas finas. Quando em conserva (pickles) e bem tapada, pode durar até seis meses no frigorífico.


Utilização da Polpa da Folha de Figueira-da-Índia (Palma): 
 Preparação
- retirar os espinhos e limpeza Corte
 - retirar a parte externa com fibras duras
Trituração com adição mínima de água
- utilização em sumos, bolos, pães, pastas, molhos, suflês, geleias de frutas, fermentados e cocktails Corte em cubos
- Utilização em saladas e refogados

 Utilização da casca - Parte externa:  
Utiliza-se a parte externa da casca em bebidas líquidas tipo sumos e refrescos.

 Utilização das Folhas Jovens - Brotos
 Preparação - Limpeza Corte - Cubo, mini-cubo e tiras
 Utilize em saladas, refogados, conservas e pickles

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Beterraba, para que te quero



Associada a uns frascos com rodelas encarnadas mergulhadas em açúcar e vinagre, a desprezada beterraba vinga-se agora em destaque nas prateleiras dos supermercados.

Benefícios

Os benefícios da beterraba são tão grandes e variados que é difícil saber por onde começar. Antes de mais, tem uma importante ação de depuração e de fortalecimento do sistema imunitário, estendendo-se os seus efeitos benéficos a todo oorganismo.
O seu elevado conteúdo de antioxidantes é útil no combate às infeções. Tem uma ação profunda na estimulação da circulação e na produção de glóbulos vermelhos, limpando e purificando o sangue, o que lhe permite transportar os nutrientes por todo o corpo e combater a anemia.
Na Europa de Leste, as suas propriedades de limpeza do sangue são de tal modo respeitadas que é usada no tratamento da leucemia. O teor de ferro e de açúcar da beterraba fortalece e dá energia,estimulando a memória e a concentração.
Apesar de doce, é muito pouco calórica e rica em hidratos de carbono, bem como em vitaminas e minerais essenciais – betacaroteno (que o organismo transforma em vitamina A), vitaminas B6 e C, ácido fólico, manganés, ferro, potássio e fósforo.

Órgãos vitais

A beterraba protege muitos dos nossos órgãos vitais. Reforça o funcionamento dos rins, vesícula biliar e fígado e combate a formação de cálculos renais. É um anti-inflamatório natural, ajudando a atenuar as reacções alérgicas.
Dada a sua ação sobre o sangue, a beterraba pode ser muito útil no alívio de problemas ligados à menstruação, como a anemia causada por períodos abundantes, ou como regulador do ciclo menstrual. Pode também ajudar a reduzir os problemas provocados pela menopausa.
A beterraba contém antioxidantes importantes que previnem a doença. Fortalece ainda o sistema linfático - a primeira linha de defesa do organismo contra a doença -, sobretudo se ingerida em sumo.

Escolher, guardar e usar

Escolha beterrabas firmes, vermelho-púrpura a pele inteira, de preferência as de cultura biológica ainda com a rama. Verifique a sua frescura pelas folhas, que deverão ser verdes.

Pode incluir a beterraba em diversos pratos; normalmente, serve-se cozinhada, mas pode também ser consumida crua em saladas, ralada ou em rodelas finas. É muito utilizada na cozinha do leste europeu.

O sumo de beterraba é altamente fortificante e, se o misturar com cenoura, espinafres e couve, obterá um cocktail extraordinariamente saudável. Muitas pessoas que não gostam de comer beterraba apreciam o seu sumo adocicado, sobretudo quando misturado com o de outros legumes mais apimentados ou amargos. Inclua a rama no sumo, pois esta contém outros nutrientes. A única desvantagem conhecida da beterraba é manchar a roupa. Tome cuidado.

Benefícios
- Elimina as toxinas
- Fortalece os sistemas imunitário e circulatório
- Fortalece o sangue e combate a anemia - Combate infeções. Inflamações e cálculos renais
- Fornece energia e dá equilíbrio

7 RAZÕES PARA COMER MAIS BETERRABA


Parece que as pessoas ou adoram ou odeiam beterrabas Eu, pessoalmente, estou no grupo das que adoram! Ainda me lembro da primeira vez que as comi em criança. Depois disso apetece-me comer todos os dias. Quer já goste de beterraba ou ainda não descobriu os seus muitos benefícios, aqui vão 7 razões para comer mais beterrabas:

1. As beterrabas são ricas em nutrientes como ácido fólico, manganês, potássio e vitamina C, tornando-as numa excelente fonte de nutrientes, para além de uma óptima opção para grávidas que têm maior necessidade de ácido fólico durante a gravidez.

2. Crus, as beterrabas contêm um importante componente chamado betaína, o qual reduz vários tipos de inflamações no organismo. Por outras palavras, é um alimento anti-inflamatório que nos ajuda a proteger dos efeitos do envelhecimento.

3. Beterraba é um dos milagres da natureza na prevenção do cancro. A fibra encontrada na beterraba parece aumentar os componentes do corpo responsáveis por detectar e remover células anormais antes que se tornem cancerígenas.

4. As beterrabas ajudam na luta contra o cancro. Os fito nutrientes proantocianidinas que lhe dão aquela cor púrpura e vermelha tem grande poder anticancerígeno.

5. Desde há muitos anos que as beterrabas são recomendadas para purificar o sangue.

6. A beterraba também ajuda a limpar fígado, um dos órgãos mais sobrecarregados do corpo, com mais de 500 funções incluindo limpeza de toxinas, remoção de excesso de hormonas e ajuda na metabolização de gordura.

7. Beterraba é um alimento versátil. Pode ser comido cru, cozido no vapor, cozidos (embora muitos nutrientes sejam perdidos na água de cozedura) ou adicionado a sopas e guisados.


Adoro beterrabas cozidas no vapor, temperadas com um pouco de óleo de linhaça, flor de sal e pimenta preta. Lembre-se: as propriedades anticancerígenas das beterrabas diminuem com o calor, por isso é sempre melhor utilizá-las cruas, por exemplo em saladas.