sábado, 12 de abril de 2014

Preparação de Cereais, Leguminosas, Vegetais

A refeição é algo que deve ser estruturado e antecipado.
Deve ter em conta que alguns alimentos levam o seu tempo de preparação, pelo que deverá, com algumas horas ou um dia se antecedência, proceder a alguns preparativos.
As leguminosas por exemplo, devem ser demolhadas. Desta forma, na noite anterior, ter o cuidado de colocá-las de molho, para que possa cozinhá-las no dia seguinte.
Vou, parte por parte, dar algumas dicas relativamente à preparação de alguns alimentos.


CEREAIS E PSEUDO-CEREAIS INTEGRAIS
. Os cereais deverão ser lavados, para retirar pequenas pedras e areias.
. No caso de alguns cereais mais rijos, como o arroz, o trigo, o centeio, a cevada, o kamut, o melhor será colocá-los a demolhar algum tempo, diminuindo assim o tempo de cozedura.
. No caso do arroz integral, é aconselhável demolhá-lo sempre antes de o cozinhar - não só fica muito mais saboroso, como isso ajuda a desdobrar o ácido fítico, tornando muito mais fácil a absorção de diferentes oligoelementos, particularmente zinco.

. Eu particularmente gosto de lavar/demolhar o cereal e tostá-lo um pouco na panela e depois colocar a água da cozedura. Fica mais saboroso e ajuda ao processo de expansão do mesmo.

Cereal
     Cozedura
Amaranto
25 Minutos
Cevada
90 Minutos
Trigo Sarraceno
32 Minutos
Kasha
20 Minutos
Bulgour
15 Minutos
Kamut
120 Minutos
Millet
35 Minutos
Cevada Perolada
40 Minutos
Flocos Cevada
20 Minutos
Arroz Branco
25 Minutos
Arroz Integral
45 Minutos
Kamut Flocos
12 Minutos
Kamut Partido
10 Minutos
Aveia em Grão
90 Minutos
Quinoa
20 Minutos
Quinoa Vermelha
12 Minutos
Centeio em Grão
90 Minutos
Centeio Flocos
30 Minutos
Espelta
120 Minutos
Trigo Partido
25 Minutos
Trigo em Grão
120 Minutos


LEGUMINOSAS

. A forma mais adequada para comprar as leguminosas é em grão, pois mantém o seu potencial nutritivo por muito mais tempo, conservando-se melhor no armazenamento prolongado.
. Prefira, sempre que possível leguminosas de produção biológica e provenientes de sementes não manipuladas geneticamente, pois cada vez está mais comprovado que esse tipo de alterações podem ter consequências graves e algumas desconhecidas para quem as consome.
. Os grãos inteiros devem ser armazenados em recipientes estanques, em locais frios e secos. Não devem ser armazenados mais que 6 meses, pois tornam-se mais duros e difíceis de cozinhar.
. As leguminosas que se vendem enlatadas e de conserva já cozidas, normalmente contêm conservantes e já perderam muitos dos seus nutrientes. Assim, é preferível adquirir o grão cru e cozinhá-lo em casa. O ideal seria cozinhar o grão e comê-lo de seguida. No entanto, com a vida moderna o tempo para preparar as refeições escasseia e essa técnica torna-se impossível. De qualquer modo pode sempre demolhar-se uma grande quantidade e cozê-la, congelando-a em seguida em pequenas doses para serem utilizadas em cada refeição. É preferível os congelados ao enlatados.
. As leguminosas secas devem ser lavadas, para retirar pequenas pedras e areias, e demolhadas, para uma mais rápida cozedura.
. Pode acrescentar à água de demolhar um pedaço de alga kombu, que vai facilitar a digestão das leguminosas.
. Devem ser bem cozidas mas não desfeitas, e o sal deve-se juntar no final da cozedura.
. A cozedura das leguminosas deve ser em lume brando, e no menor tempo possível (poderá usar a panela de pressão).
. As leguminosas cozidas que não forem congeladas, podem ser conservadas em frio e utilizadas até ao prazo máximo de 5 dias.
Segue-se uma tabela com o tempo médio para demolhar. 

DESIGNAÇÃO
PREPARAÇÃO
Ervilha seca
Com casca -Demolhar durante a noite. Coze em 60 minutos.
Sem casca – demolhar durante a noite. Coze em 15-20 minutos. Se não demolhar, coze em 40-45 minutos.
Ervilha fresca
Não necessita de demolho. Coze em 15 – 20 minutos
Fava seca
Demolhar durante a noite. Coze em 90 minutos.
Feijão azuki
Demolhar durante a noite. Coze em 35-40 minutos.
Feijão branco
Demolhar durante a noite. Coze em 40-50 minutos
Feijão encarnado
Demolhar durante a noite. Coze em 45-50 minutos.
Feijão frade
Demolhar durante a noite. Coze em 45-50 minutos.
Feijão manteiga
Demolhar durante a noite. Coze em 45-60 minutos.
Feijão mungo
Demolhar durante a noite. Coze em 35-40 minutos.
Feijão catarino
Demolhar durante a noite. Coze em 45-60 minutos.
Feijão preto
Demolhar durante a noite. Coze em 50-60 minutos.
Grão de bico
Demolhar durante a noite. Coze em 60-90 minutos.
Grão de soja
Demolhar durante a noite. Coze em 120-180 minutos.
Lentilha vulgar
Demolhar durante a noite. Coze em 15 minutos.
Lentilha escura
Demolhar durante a noite. Coze em 25-30 minutos.
Lentilha de coral
(descascada)
Não necessita de demolho. Coze em 15-20 minutos.


VEGETAIS


. É importante comer legumes da estação, provenientes de culturas biológicas e que sejam o mais frescos possível, para que conservem uma maior energia vital e todos os seus elementos.
. Consumir os vegetais completos, não se descascando, sendo simplesmente lavados com água com a ajuda de uma escova para vegetais. Caso não sejam de oriegem biológica, aí sim, te ro cuidado de retirar a casca.
. Usar vegetais de todas as cores e formas, compridos, redondos, e folhas.
. Os que crescem debaixo da terra têm uma energia mais "enraizante", conferindo maior foco, direcção, raiz, segurança (mais yang). Temos como exemplos as cenouras, nabos, beterraba, etc.
. Os redondos têm uma energia mais equilibrada, estável, reguladores das emoções. Aqui temos as abóboras, cebolas, couves.
. Os de folha ou crescimento ascendente, têm uma energia mais expansiva, mais leve, tais como as hortaliças, alface, alho francês, agrião, etc.
. Deve-se evitar a utilização excessiva de legumes pertencentes á família das solanáceas (tomates, beringelas, batatas, pimentos), já que contêm substâncias (nomeadamente a solanina) tóxicas para o nosso organismo.
. Os legumes podem ser consumidos: crus (mais no Verão, temperados com azeite e gomásio), com molhos, escaldados, cozidos a vapor, fervidos, salteados, grelhados, no forno, fritos.
. Cortar os legumes de formas diversas e usando a sua imaginação, melhora o sabor e também o aspecto dos mesmos.
. Em relação ao corte, os vegetais devemos seguir a intuição e tentar compreender a essência energética do mesmo. Tentar compreender a forma como o vegetal cresce, e seguir essa lógica. Por exemplo, uma cenoura: uma vez que cresce para baixo, tem uma parte com uma energia mais terra - a parte mais profunda na terra (mais yang) e uma parte mais à superfície (energia mais perto do céu, mais suave). A forma mais equilibrada para a cortar seria então às rodelas na diagonal, para que o corte abranja os dois tipos de energia.


Seguem-se alguns exemplos de cortes:

                                                                                                                                 

Fonte: Cozinha Macrobiótica, Edições Girassol

quinta-feira, 10 de abril de 2014

5 dicas para desintoxicar


1. Os benefícios? "Eliminar toxinas que causam obesidade, insônia, dores, muco (rinite e sinusite), depressão, estresse, flatulências, intestino preso e problemas no estômago", enumera Cris Ayres, do Ayurveda do Espaço Nirvana, (Rio de Janeiro).
2. O plano detox deve ser orientado por um especialista e pode durar sete dias.
3. Nada de fazer um dia de dieta e achar que vai ficar tudo bem depois. O corpo precisa de uma correção maior para eliminar todos os desconfortos e todas as desarmonias", destaca a especialista Cris Ayres.
4Exercícios que exigem muito do corpo, como os aeróbicos, devem ser evitados durante a semana do detox. A terapeuta recomenda: "O melhor é a ioga, que trabalha muito bem com a Ayurveda, pois são práticas irmãs e se complementam". Tá esperando o que para provar?
5. Beba um copo de 100 ml de água morna com gotas de limão. Após 10 minutos, ingira duas colheres de chá de óleo de coco extra-virgem. Faça um bochecho com chá de cardamomo, limão e uma pitada de sal.
A atenção dos pais ajuda no controle dos hábitos nutricionais dos filhos na fase escolar. "O ideal é optar por uma alimentação mais natural, rica em frutas, verduras e legumes", afirma o cardiologista Allyson Nakamoto, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo )


Propaganda leguminosa
Tudo bem que a intenção da chef Maria Lia, autora do livro A Moderna Cozinha Vegetariana - Aventuras Culinárias para o Paladar Contemporâneo (Ed. Marco Zero), não é fazer que todos se tornem vegetarianos. Mas com tantas receitas sedutoras para se executar usando ingredientes vegetais, é o estímulo para que alguns costumes mudem, reduzindo o consumo de carne no dia a dia. 

fonte revistavivasaude.uol.com.br

COMO ORGANIZAR NOSSA GELADEIRA?

Devemos seguir alguns procedimentos para que os alimentos durem mais e para que não nos dê surpresas desagradáveis: há um período, em que eles já não são adequados para o consumo porém, não percebemos e, então, podemos nos enganar, julgando que ele ainda está apto para nosso consumo. Portanto, seguem algumas dicas de conservação e armazenamento dos alimentos na nossa geladeira:

Os produtos perecíveis devem ser armazenados o mais rápido possível.

Não se deve armazenar caixas de papelão em geladeiras, câmaras ou freezers, por serem porosos, isolantes térmicos e promoverem contaminação externa. As embalagens de leite podem ser armazenadas em geladeiras, porque seu acabamento é liso, impermeável e lavável.
Não armazenar produtos em sacolas plásticas de supermercados, pois também são fontes de contaminação externa.

Antes de serem guardados, todos os alimentos prontos para o consumo ou pré-preparados devem ser cobertos com plásticos transparentes.

No caso de frutas, verduras e legumes, fazer a pré-lavagem retirando todos os resíduos visíveis e as folhas ou partes estragadas. As partes selecionadas próprias para consumo devem ser colocadas em utensílio plástico devidamente limpo para que escorra a água e depois colocá-los em sacos plásticos incolores e transparentes e mantê-los fechados sob refrigeração.

Depois de serem abertos, os alimentos enlatados devem ser transferidos para recipientes limpos, tampados, identificados e armazenados sob refrigeração de 4º C (geladeira).
Na impossibilidade de manter o rótulo original do produto, as informações sobre ele (nome do produto, marca, data de fabricação, data em que foi aberto, ou na ausência desta informação escrever: “consumir em 48 horas”) devem ser anotadas em etiqueta e esta ser colocada no recipiente.

No armazenamento sob ar frio (principalmente geladeiras onde armazenam-se diferentes tipos de alimentos) respeitar o seguinte:
Prateleiras superiores: alimentos prontos para consumo;
Prateleiras do meio: os semi-prontos e/ou pré-preparados;
Prateleiras inferiores: alimentos crus (legumes, verduras não higienizadas etc.), separados entre si e de outros produtos

Os alimentos armazenados sob ar frio (nas geladeiras, câmaras ou freezers) não devem estar em porções muito grandes. Preferir volumes de altura máxima de 10 cm e/ou peso de aproximadamente 2,5 Kg.Desta forma melhora-se as condições de congelamento, refrigeração, resfriamento e descongelamento.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Óleo de Canola – Será que é bom mesmo?

 A canola é mais uma destas histórias atuais, que mostram como a ciência, afastada do comum das pessoas, se torna cúmplice de atitudes públicas, que podem ser perigosas para a saúde coletiva.
Em primeiro lugar, é preciso estabelecer a seguinte questão: o que é canola, que, afinal, nem consta nas enciclopédias (Comptons e Encarta de 96)?
Vejam só: Canola é novo nome de um 'tipo' de Colza.
Colza é uma planta da família das brássicas - Brassica  campestris. Portanto a colza é um 'tipo' de mostarda que foi ou é a mesma planta utilizada para a produção do agente mostarda, gás letal usado de forma terrível nas Guerras Mundiais.
O óleo de colza é muito utilizado como substrato de óleos lubrificantes, sabões e combustíveis, sendo considerado venenoso para coisas vivas: ótimo repelente (bem diluído) de pragas em jardins. Este poder tóxico é proporcionado pela alta quantidade de ácido erúcico contido no óleo. O óleo de colza tem sido usado de forma alimentar no Extremo Oriente, na forma não refinada, e contrabalançada com uma dieta rica em gordura saturada, o que evitaria seus graves efeitos tóxicos.
No entanto, no ocidente, o objetivo era produzir um óleo com pouca gordura poliinsaturada, e boa quantia de ácido oléico e ômega-3. O óleo de oliva tem estes predicados, mas sua produção em larga escala é dispendiosa.
Aí entram em cena empresas de 'ótimas intenções', como a Monsanto, e produz uma variação transgênica da colza. Para evitar problemas de marketing, usa o nome CAN - OLA (Canadian low oil - ou óleo canadense). Isto mesmo: CANOLA é absolutamente transgênica.
Sua comparação aos benefícios do óleo de oliva não passa de uma estratégia de venda: o óleo de oliva é bem mais caro, mas o de canola é mais caro do que os outros óleos, apesar de ser de produção baratíssima! Bom negócio, enfim.
Bem, se você não queria usar transgênicos sem seu expresso consentimento, mas já usou o óleo de canola, talvez até aconselhado pelo seu cardiologista ou nutricionista, fazer o quê?
Perdemos o direito desta opção quando nos foi retirada toda a informação. Mas se é tão bom assim como se diz, porque não informar tudo a respeito?
O óleo de canola está longe de ser tão salutar assim como se alardeia.. Se observarem bem, pode deixar um cheiro rançoso nas roupas, pois é facilmente oxidado, e seu processo de refinamento produz as famigeradas gorduras trans (igual problema das margarinas) relacionadas às graves doenças incluindo o câncer.
Produz déficit de vitamina E que é um antioxidante natural. Observem que os alimentos feitos com canola embolaram mais rapidamente.
As pequenas quantidades de ácido erúcico, que ainda persistem na planta alterada (transgênica), continuam sendo tóxicas para o consumo humano, e esta ação tóxica é cumulativa. Existem relatos de inúmeras outras enfermidades ligadas à ingestão e até mesmo a inspiração de vapores de canola (possível vínculo com câncer de pulmão). A canola também ilustra um jeito de funcionar das megas empresas de biotecnologia.
Em abril de 2002, nos Estados Unidos, o CFS (Centro de Segurança Alimentar) e o GEFA (Alerta de Alimentos Geneticamente Produzidos) pediram uma investigação criminal contra a Monsanto e a Aventis mais o Departamento Americano de Agricultura, que haviam permitido o ingresso ilegal de sementes de colza modificada para dentro do território americano antes da aprovação legal desta importação para produção local.
Aqui no Brasil e lá nos EEUU tudo funciona meio parecido. A própria liberação da canola no território americano contou com estímulo de US$ 50 milhões do governo Canadense para que o FDA (órgão regulador) facilitasse seu ingresso na indústria alimentar de lá, mesmo sem os adequados estudos de segurança em humanos.
Enfim, novamente nos defrontamos com uma situação em que a mão do homem subverte o bom senso entre ciência e saúde, ao que parece porque os interesses econômicos são muito mais persuasivos que os interesses dos consumidores. Mas o pior é que não podemos contar com os meios de informações que sistematicamente informam o que interesses maiores julgam mais oportuno.

A canola podemos ter certeza, é uma fração pequena do mundo obscuro do capitalismo científico, que pesquisa fontes de enriquecimento muito mais entusiasticamente do que as verdadeiras fontes de saúde, vida e paz.

Luiz Antônio Caldani.
Engº Agrônomo
Extraído do site da Universidade Federal de Lavras - MG - (UFLA):

Azeite de colza
Azeite ou óleo de colza -
1) é o azeite vegetal produzido das sementes da colza, uma planta da família Brassicaceae. O azeite de colza é usado na culinária através de plantas geneticamente manipuladas e cultivadas especialmente para este fim , 
2) em seu estado natural, é um óleo usado na produção do biodiesel e outros fins industriais.

Canola
Óleo de colza que não é Canola (i.e. "óleo vegetal alimentício") não deve ser ingerido por causa de sua toxicidade e não deve ser confundido por Canola, visto que este último é de uma origem geneticamente transformada. Canola é uma marca registrada canadense (1978), desenvolvida por dois cientistas canadenses, Baldur Stefansson e Richard Downey, durante 1958 e 1974 e a junta administrativa da Canola no Canada (Canola Council of Canada (em inglês)) diz que o nome Canola não é um acrônimo, mas simplesmente significa "óleo canadense", enquanto óleo de colza que não se encontra dentro dos critérios regulamentares da Canola deve continuar sendo chamado de "azeite de colza." O termo Canola, CANadian Oil, Low Acid, que alguns artigos dizem ser um acrônimo em inglês indicando dizer "azeite canadense de baixo teor ácido" é aplicado a variedades cultivadas de colza. Acrônimo, ou simplesmente "óleo do Canada," o ácido em questão é o ácido erúcico da Canola que está em taxas consideradas saudáveis pelo Governo canadense e, nos EUA, pelo US Food and Drug Administration (FDA, o órgão que administra e regulariza alimentos e drogas)---os dois países com maior consumo deste azeite---, com menos de 2% deste ácido.O óleo também é conhecido como LEAR oil---acrônomo para Low Erucic Acid Rapeseed---("Semente de colza de baixo teor de ácido erúcico (em português)).
Em 1956, os aspectos nutritivos do azeite de colza foram questionados. Nos anos da década de 60, novas variedades de colza surgiram e foram cultivadas por produtores canadenses da NCGA (Northern Canola Growers Association), a associação do Norte do Canada de produtores de colza. O Governo canadense recomendou-os a uma conversão para uma produção de colza de baixo teor ácido e assim, em 1973, iniciou-se a produção com menos de 5% de ácido erúcico nos produtos alimentícios.
Os regulamentos foram ajustados, no início dos anos 80, para que a produção canadense da Canola pudesse entrar no mercado Norte americano, e finalmente o Departamento da Saúde estadunidense (FDA) aprovou o Canola em 1985.

Valor Nutricional
O grão apresenta em média:
40-45% de óleo,
20-25% de proteína, e
25% de carboidratos.

O óleo é composto predominantemente por ácido oléico com teor de 58% comparável ao azeite de oliva e 10% de ácido linolênico, comparável ao encontrado no óleo de soja. Seu teor de ácidos graxos é maior do que o dos óleos de amendoim e dendê e menor do que o dos óleos de soja, girassol, milho e algodão.
O óleo de Canola é considerado um dos óleos mais saudáveis que existe no mercado por causa do baixo conteúdo de gordura saturada e alto (quase 60%) conteúdo de gorduras monoinsaturadas. Ele tem um sabor muito leve e é bom para cozinhar ou como tempero para saladas.
O óleo de Canola contém ácidos graxos, ômega 6 e ômega 3---numa proporção de dois por um---, e perde só para o óleo de linhaça em ômega 3. O óleo de Canola é um dos óleos mais saudáveis para o coração e há registro que ele reduz níveis de colesterol, níveis de Triacilglicerol, e mantém as plaquetas saudáveis. Alguns agricultores britânicos, como Hillfarm Oils e Farrington Oils começaram a produzir azeite de colza por prensagem a frio para óleo de cozinhar e de tempero.

Biodiesel
O azeite de colza (ou, "óleo de colza"), em estado natural, contém níveis mais altos de ácido erúcico e glucosinolatos que são tóxicos e podem causar queimaduras, bolhas no corpo e lesões nos tecidos internos, podendo até ser fatal. O caso do azeite envenenado, na Espanha, em 1981, em que introduziram no mercado azeite de colza para usos industriais como se fosse de oliva---morreram 650 pessoas e 20,000 ficaram feridas.
Azeite de colza natural é usado na fabricação de biodiesel para veículos motorizados. O óleo de colza pode ser usado na sua forma pura em motores novos sem causar danos e este é o óleo preferido para a produção de biodiesel na Europa desde 2005, parcialmente porque a colza produz mais óleo por unidade de área de solo comparada com outras fontes de óleo como a soja. Devido ao alto custo da cultivação, prensagem, e da refinação do óleo de colza, este custa mais caro do que o diesel tradicional. Mas, mesmo assim, este vem sendo oferecido ao público em uma rede de postos com incentivo a preços entre 5 e 10% abaixo do diesel tradicional.
Contudo, pesquisas feitas por especialistas e publicadas na revista Chemistry & Industry, em 2007, e por várias outras fontes, revelam que biodiesel gerado da colza emite a mesma quantia de gases (CO2) que diesel convencional e não faz diferença na redução do aquecimento global. A matéria também diz que se a área de terra usada para plantar colza fosse usada para plantar árvores, o diesel do petróleo iria emitir somente o equivalente de um terço do CO2 emitido por biodiesels.

Plantação de colza na Alemanha
Precauções
Estudos feitos e mencionados no Scottish Medical Journal ("Jornal médico da Escócia," (em português)) indicam que plantações de colza induz sintomas adversos, alérgicos e respiratórios, em proporção significante em indivíduos que moram nas cidades e vilas aos redores das plantações e que ao contrário estariam saudáveis Os sintomas podem resultar da associação com o pólen, ou fungos, causando alergia, febre, conjuntivite e asma, em jovens e idosos, asmáticos e, naqueles com o sistema imune enfraquecido por causa de uma doença ou um medicamento. O autor sugere que mais pesquisas devem continuar seguramente em plantações estabelecidas a mais do que cinco quilômetros de distância das áreas residenciais e ainda adverte que os riscos dependem do nível de aceitação da comunidade que confronta o problema.

Outros usos
Óleo de colza natural também pode ser aplicado no uso industrial de:
  • lubrificante de molde em fundição de aço;
  • aditivo a outros óleos que melhora o desempenho sob alta velocidade e pressão;
  • vulcanização de goma elástica; 
  • em borracha sintética e no derivado do ácido erúcico, a Erucamida, é aditivo para filme polietileno e polipropileno extrusados.

por Flávio Passos
Você com certeza já ouviu de alguém que é importante fazer uso de óleos e gorduras saudáveis, preferindo o azeite de oliva, o óleo de coco e o óleo de canola sobre os demais… certo? Afinal, ele exibe em seu rótulo selos de “aprovado pela associação de cardiologistas“, rico em óleos monoinsaturados como o azeite… certo?
Quando estudamos um pouco sobre o que o óleo de canola representa para a saúde, logo compreendemos que há um equívoco em listar o mesmo entre opções benéficas para o corpo. Obviamente um equívoco intencionalmente fabricado pela indústria alimentícia, e de fato decidi escrever sobre o óleo de canola por perceber o mesmo como um bom exemplo da atuação da industria alimentícia.
Vamos iniciar nosso estudo pela origem do óleo. Para tanto, vamos buscar na natureza a planta canola, a linda flor amarela estampada nos rótulos… que não existe. Canola não é uma planta: é um nome comercial. É a sigla de Canadian Oil Low Acid. A flor amarela das fotos é de uma planta hibridizada chamada “colza“. A colza é o resultado do cruzamento de várias subespécies de plantas da mesma família com o objetico de obter uma semente com baixo teor de ácido erúgico, uma vez que este é inadequado ao consumo humano.
Até aí, tudo bem…certo? Não há nada de errado em manipular a genética natural e criar plantas “mais adequadas“ para o consumo humano… certo?
Na verdade, diversos problemas podem surgir desta prática. Um exemplo disto são várias das frutas que temos hoje disponíveis, como a Manga Palmer, que contém grande quantidade de açúcar e insipiente quantidade de fibras – o que resulta em um alimento com altíssimo índice glicêmico, que ativa excessivamente a insulina e traz os mesmos indesejáveis efeitos colaterais de qualquer alimento açucarado. O mesmo não acontece com as espécies originais de manga, que possuem mais riqueza nutricional e conservam suas fibras, apresentando indíce glicêmico mais adequado.
Ainda assim, isto é muito menos relevante do que o fato de que 80% de toda a canola plantada no mundo atual é genéticamente modificada, contendo gens artificialmente criados em laboratório para resistir a pesticidas altamente danosos para tudo o que não contém este gene específico. A planta recebe grandes dosagens deste pesticida ao longo de seu ciclo e o armazena em seus lipídeos… ou seja, no óleo. E, claro, nós não possuímos este gene de imunidade contra os pesticidas…
Plantas genéticamente modificadas são um engenhoso atentado contra a sabedoria da natureza em muitos níveis. Detalhar estes níveis não cabe neste artigo, mas acredito que você que está lendo este artigo em busca de conhecimento saudável não esteja interessado em alimentar seu corpo com genes artificiais.
Ainda assim, as principais consequências nocivas do óleo de colza, digo, de canola, é o processamento e a oxidação a que seus ácidos gordurosos são submetidos.
O fato é que TODOS os óleos vegetais altamente processados e refinados, tais como o de milho, o de soja, o de algodão e também o de canola são compostos de significativas porções de óleos poliinsaturados, os quais são altamente instáveis e se deformam na luz, no calor e na pressão, os quais oxidam-se intensamente e aumentam razoavelmente a presença de radicais livres no corpo, envelhecendo-o prematuramente e contribuindo para desequilíbrios específicos.
O resultado destes processos industriais de refinamento são óleos altamente inflamatórios, que contribuem diretamente para ganho de peso, doenças degenerativas e… doenças do coração! Isso mesmo! Sim, pois uma simples verdade é que  uma das principais contribuintes para doenças do coração são processos inflamatórios que se instalam nas artérias e demandam que o corpo direcione moléculas de colesterol, que são utilizadas como uma espécie de “bálsamo“ para arrefecer a inflamação nos tecidos.
Como o problema não é resolvido em sua raiz, ou seja, os hábitos de vida que criaram e sustentam os processos inflamatórios não são transformados, o corpo continua enviando colesterol para tentar minimizar os efeitos da inflamação, o qual se acumula gradativamente e vai literalmente entupindo o sistema de circulação.
Mas estes óleos não são extremamente comuns e populares? Sim, graças ao excelente trabalho dos estrategistas de marketing da indústria. Lembre-se, contudo, que as diversas doenças que resultam de processos inflamatórios, como artrite, síndrome do intestino irritável e as doenças coronárias.
Embora eu esteja focalizando o efeito nocivo dos óleos poliinsaturados processados, não quero transmitir a idéia de que estes são os únicos responsáveis por processos inflamatórios. Outros alimentos também o são, assim como o stress cotidiano, a estagnação causada pela ausência de atividade física, além de questões da esfera emocional e mesmo desequilíbrios no uso da mente. Uma abordagem construtiva e honesta em prol da saúde deve considerar todos os fatores. E certamente a qualidade dos óleos escolhidos é um dos mais importantes.
Vamos comparar o azeite de oliva extra virgem com o óleo “de canola”. O primeiro é obtido por prensagem à frio e, quando com qualidade, engarrafado em frascos escuros para proteger o mesmo da oxidação que a luz proporciona. Já o segundo é tipicamente extraído e refinado por processos industriais que utilizam elevado calor, pressão e solventes petroquímicos como o hexano.
O óleo de canola normalmente passa por um processo de refinamento cáustico, descoloração, remoção de fibras e desodorização – porque óleos processados apresentam naturalmente um terrível cheiro de ranço, logo precisam ser desodorizados para que alguém possa comprá-los.
Ainda pior, todo este processamento força parte do delicado conteúdo de ômega 3 a se transformar em gordura trans. Uma pesquisa realizada na Universy of Florida em Gainesville encontrou a elevada proporção de 4.6% nos óleos “de canola“ testados. Sim, gordura trans, um dos mais nocivos elementos nutricionais da atualidade, recentemente banido dos restaurantes da Califórnia por ordem governamental. Afinal, tem comprovado efeito contribuinte para inúmeras doenças – inclusive as do coração.
Como então é possível que um óleo desta qualidade seja comercializado como alternativa saudável, recebendo selos de aprovação de diversas entidades que “defendem a saúde do consumidor“? Assim é por um único, simples e raso motivo: o único comprometimento das grandes indústrias (e das entidades certificadores e governamentais que existem para servi-las) é com o lucro. O caso da Canola e dos demais poliinsaturados ilustra bem este fato: simplesmente não devemos confiar somente em rótulos elegantes, em propagandas ou outras comunicações da indústria. É ingenuidade acreditar que estas existem para trazer qualidade de vida.
Em quem podemos confiar? Na Natureza. Na Sabedoria que criou a vida, os vivos e os víveres (alimentos) necessários para sua sustentação. Seguem algumas opções alternativas de óleos e gorduras benéficas que podem e devem fazer parte de um cardápio construtivo:
  • Azeite de Oliva Extra Virgem – Somente para uso em temperatura ambiente, não deve ser aquecido. Alguns estudos recentes apontam que este deve ser utilizado com moderação pelo fato de que em alguns indivíduos pode causar inflamações. Isto não é generalizado, mas vale uma certa atenção em relação ao assunto.
  • Óleo de Gergelim, de Girassol e de Linhaça – NUNCA devem ser utilizados para cozinhar pois são todos submetíveis aos processos de oxidação e desnaturação causados pelo calor descritos acima. Contudo, possuem benefícios e sabores que contribuem para a saúde e são excelentes para um toque especial em receitas diversas. Certifique-se de que sejam prensados a frio, guardados em garrafa escura e preservados sob refrigeração. Especialmente o de linhaça, que se oxida muito facilmente. Existem opções melhores do que o óleo de linhaça como fonte vegetal de ômega 3, como o óleo de cânhamo, de chia e de uma semente amazônica chamada sacha inti – infelizmente estes ainda não estão disponíveis no Brasil.
  • Óleo de Coco Virgem – Uma das gorduras mais saudáveis e medicinais para o corpo humano, repleta de benefícios (como ampliação da capacidade imunológica) e resistente ao calor. Por ter aroma adocidado, fica excelente em bolos e biscoitos, mas idealmente deve ser consumida à frio. Uma maneira agradável é liquidificar óleo de coco com suco de frutas – fica excelente com manga.
  • Óleo de Palma – Excelente para a saúde (especialmente quando não refinado), o óleo de palma é riquíssimo em tocotrienóis – poderosíssimos antioxidantes. Igualmente resistente ao calor (não se degrada quando utilizado na culinária), pode ser usado para tudo com a vantagem de alterar muito pouco o sabor de qualquer coisa.
A qualidade dos óleos de uma dieta, seja ela qual for, é um dos mais importantes e determinantes fatores para a saúde. São eles os principais responsáveis por corrigir ou acentuar inflamações sistêmicas.
Sendo assim, a sugestão é que você escolha seus óleos e gorduras com consciência, evitando alimentos processados pela indústria (biscoitos, bolachas, bolos, pães), pois estes quase sempre são elaborados com os mencionados óleos refinados mencionados (além de outras inconveniências para o corpo).
Aprecie o dom da vida e honre-a com alimentos verdadeiramente saudáveis.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Legumes embalados mais caros do que a granel

Mais de metade das embalagens de legumes ficam mais caras entre 38 cêntimos e 1,21 euros face aos comprados a granel. O alerta de alguns consumidores levou-nos a fazer uma ronda por várias cadeias de supermercados. Lidl e Dia apresentaram os preços mais corretos.

Alho francês inteiro, a granel, ou já cortado e arranjado, embalado? Metade de uma abóbora ou em pedaços pequenos? A segunda hipótese é mais cómoda, mas também mais cara. Alguns consumidores alertaram-nos que, por vezes, o peso não corresponde ao indicado ou que pagam mais pelos legumes embalados, face ao vendido a granel. Visitámos 6 lojas na região de Lisboa, das principais cadeias de supermercados, e comprámos alho francês, courgettes e brócolos embalados, mas também legumes misturados na mesma embalagem (cenoura, abóbora, espinafre e alho francês e couve roxa e couve branca). Conclusão: a maioria dos legumes embalados fica mais cara em quase o dobro face à venda a granel. Lidl e Dia apresentaram os preços mais próximos dos preços a granel.  Nos últimos meses temos recebidos algumas queixas de consumidores quanto ao preço elevado por quilograma dos legumes embalados. Avisaram-nos para o facto destas embalagens estarem mal marcadas ou pesadas. É errado pensar que os legumes embalados custam o mesmo do que os legumes comprados a peso. Mesmo que as embalagens apresentem um selo de um 1 euro, que mais parece uma promoção, o certo é que o consumidor vai pagar mais por este embalamento. De positivo só o caráter prático e o menor desperdício.

Os legumes embalados já vêm parcialmente cortados e, por essa razão, não há desperdício de produto, como no alho francês. Por sua vez, alguns legumes, como a abóbora, quando inteiros, implicam a compra de uma grande quantidade. Se pretender apenas um pequeno pedaço para consumo imediato, tem de comprar uma grande quantidade, podendo até depois ter prejuízo com o desperdício, caso não consuma aquele legume em prazo útil.

Pesámos os ingredientes individualmente, fora das embalagens. Depois, comparámos com o peso anunciado. Na maioria das vezes, registámos pesos superiores ao anunciado: num caso, o peso ultrapassava mais 95 gramas. Só três embalagens tinham pesos inferiores ao anunciado, entre 2,5 e 9 gramas, aceitáveis dentro dos limites de tolerância legalmente previstos. Calculámos o preço face ao peso medido. Não detetámos falhas dignas de registo, ou seja, o preço anunciado era igual, ou mesmo ligeiramente inferior, ao preço com base no peso medido.

Comparando com os preços dos mesmos legumes a granel, apontámos algumas diferenças. Ao ver um selo em destaque a indicar € 1, o consumidor pode ser levado a pensar estar perante um preço vantajoso. Mas não está. O preço por quilo dos legumes embalados é mais elevado do que a granel: 63% dos legumes embalados ficam mais caros, entre 38 cêntimos e 1,21 euros. Tratar-se de um produto cortado e embalado ou de um legume proveniente de fornecedores diferentes pode motivar o aumento de preço. Cabe assim ao consumidor fazer a escolha mais económica de acordo com a quantidade que deseja comprar e o período de utilização.

Calculámos o preço por quilo com base na mesma quantidade de legumes a granel, descontando o desperdício, dado, nas embalagens, já virem parcialmente descascados ou cortados.
Abóbora cortada, do Continente (€ 1,69), comprada a granel, na mesma loja, e para a mesma quantidade de legume comestível, custaria só 33 cêntimos. Neste caso, porém, pode evitar desperdício.Abóbora cortada, do Continente (€ 1,69), comprada a granel, na mesma loja, e para a mesma quantidade de legume comestível, custaria só 33 cêntimos. Neste caso, porém, pode evitar desperdício.
Uma embalagem de alho francês cortado do Pingo Doce (€ 1,31), comprado a granel, na mesma loja, e para a mesma quantidade de legume comestível, custaria só 67 cêntimos. Já no Jumbo (€ 1) pagaria apenas 62 cêntimos. Uma embalagem de alho francês cortado do Pingo Doce (€ 1,31), comprado a granel, na mesma loja, e para a mesma quantidade de legume comestível, custaria só 67 cêntimos. Já no Jumbo (€ 1) pagaria apenas 62 cêntimos.
Uma embalagem de courgettes no Jumbo (€ 1), a granel, na mesma loja, e para a mesma quantidade de legume comestível, custaria só 54 cêntimos. Uma embalagem de courgettes no Jumbo (€ 1), a granel, na mesma loja, e para a mesma quantidade de legume comestível, custaria só 54 cêntimos.
Uma embalagem de preparado para sopa de espinafres no Continente (€ 2,50), a granel, na mesma loja, e para a mesma quantidade de legumes comestível, custaria apenas 1,21 euros. Neste caso, porém, pode evitar desperdício.Uma embalagem de preparado para sopa de espinafres no Continente (€ 2,50), a granel, na mesma loja, e para a mesma quantidade de legumes comestível, custaria apenas 1,21 euros. Neste caso, porém, pode evitar desperdício.
http://www.deco.proteste.pt/alimentacao/supermercados/noticia/legumes-embalados-mais-caros-do-que-a-granel

domingo, 30 de março de 2014

A importância das frutas na alimentação infantil


As frutas são boas aliadas da alimentação infantil. Saborosas e docinhas, não costumam enfrentar grande resistência das crianças para incorporá-las ao cardápio diário. É tudo uma questão de adquirir o hábito de consumi-las. E, principalmente, in natura, e não somente como forma de sucos.  “As frutas terão sempre mais fibras, e na casca, mais nutrientes, enquanto no suco se perde uma parte disso”, diz a nutricionista Liliam Teixeira Francisco, especialista em nutrição materno-infantil.

Quer conhecer as vantagens de incluir frutas no dia a dia do seu filho? Elas contêm água, fibras, vitaminas, sais minerais, frutose, carboidratos, gorduras e proteínas. E não é só. Toda essa variedade nutricional vem com poucas calorias, é facilmente digerida e dá boa saciedade. Segundo Liliam, o consumo diário de frutas tem sido associado à diminuição da mortalidade, à redução de doenças crônicas e ao reforço do sistema imunológico. “De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), há evidências de que a ingestão de frutas diminui o risco de diabetes e obesidade”, afirma a nutricionista.

A recomendação dos especialistas é que crianças acima de 1 ano de idade consumam de três a quatro porções de frutas por dia. Se elas não forem processadas e transformadas em suco, tanto melhor, porque assim suas fibras e nutrientes permanecem intactos. “A variedade de cores também é importante, pois garante o aporte de diferentes nutrientes, essenciais ao crescimento e desenvolvimento infantil”, explica Monária Curty Nasser, nutricionista especialista em nutrição clínica e coordenadora do Serviço de Nutrição e Dietética do Hospital São Francisco de Assis na Providência de Deus, do Rio de Janeiro.

Outro ponto importante é, sempre que possível, não desprezar a casca, já que nela que se concentra a maior parte desses benefícios. Lembre-se de higienizar as frutas antes de oferecê-la às crianças, deixando-as de molho por 15 minutos em uma mistura de água (1 litro) e água sanitária (1 colher de sopa), e lavando-as em água corrente em seguida. Uma opção é usar hipoclorito de sódio, seguindo as instruções do fabricante.
Caso seu filho seja muito resistente a comer a fruta inteira, é preferível oferecer o suco da fruta a não dar nada. Mas não desista! Gradualmente, insira a versão in natura na alimentação dele. E seja o exemplo, claro! E lembre-se: deixe as opções em caixinha como exceção na alimentação das crianças.

Crianças apreciam sabores, cores e formas. Por isso, Liliam Francisco dá dicas para deixar as frutas mais atraentes:

- Invente desenhos com frutas no prato. Um rosto de palhaço pode ser feito usando uvas para os olhos, cereja para o nariz, e banana para a boca. Para uma carinha de cachorro, utilize fatias de banana e passas para os olhos, ameixa para o nariz e fatias de morango para a língua. Use sua criatividade!

- Coloque frutas picadas e sortidas em espetinhos.

- Jogue um iogurte em cima das frutas.

- Prepare salada de frutas com formatos diferentes (a melancia, por exemplo, pode ser cortada como uma estrelinha).

- Faça picolés com pedaços de frutas. Basta cortá-las em cubinhos, misturar com suco de laranja ou limão, colocar em fôrmas próprias, espetar um palito de madeira e levar ao congelador.

O quinteto fantástico
Todo tipo de fruta é bem-vindo na alimentação do seu filho. Mas, com a ajuda da nutricionista Monária Nasser, selecionamos cinco que, por terem boa aceitabilidade pelas crianças, devem sempre estar presentes em suas refeições. Confira o que elas têm de bom:

- Laranja
Rica em fibras, contém vitamina C, que fortalece a defesa do organismo, combatendo a tosse e o resfriado. A vitamina C também ajuda na absorção do ferro, evitando a anemia, tão comum na infância.

- Mamão
Tem efeito laxante e contém uma enzima chamada papaína, que torna mais rápido o processo de cicatrização de úlceras e feridas.

- Melancia
Assegura uma boa hidratação para as crianças porque é constituída de muita água. Tem vitamina A, importante para o desenvolvimento ósseo, e potássio.

- Maçã
Tem boas concentrações de fibras, que contribuem para a regularidade intestinal. A casca é rica em vitamina C, e a mastigação da fruta auxilia na prevenção de cáries, pois sua textura e composição ajudam na limpeza dental.

- Banana
É rica em vitaminas, principalmente as do complexo B, que dão energia. Fonte de potássio, a banana ajuda a prevenir cãibras quando consumida regularmente.

Fonte: Revista Crescer