sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O segredo da beleza através dos alimentos

Um dos maiores objetivos na vida é desenvolver uma dieta própria para nós mesmos. Uma dieta que nos faça sentir incríveis a cada momento, que aumente a nossa longevidade e gere beleza sem limites!
Caso a gente consiga manter hábitos alimentares excelentes, então teremos conquistado algo extraordinário, porque a consistência desses hábitos é a chave! A ideia é introduzir em nossa alimentação alimentos ricos em nutrientes e permitir ao corpo fazer essa mudança no seu próprio ritmo!
O mundo da alimentação viva, à base de plantas, é a maior fonte de beleza natural. A alimentação viva, nada mais é que uma dieta crudívora, ou seja, uma alimentação baseada em alimentos crus, por exemplo frutas frescas ou secas, vegetais, sementes, grãos germinados e algas. Nela também é permitida o uso do mel, sem ser pasteurizado, por isso ela não é totalmente vegana. É também, um tipo de dieta em que os alimentos consumidos não são cozidos. É que  este tipo de preparação causa a perda de nutrientes. Não quer dizer, necessariamente, que se TODOS os alimentos estejam praticamente crus… Existem processos de preparação que não causam perda de nutrientes, como a desidratação ou os alimentos são levados a uma temperatura de, no máximo, 40 graus Celsius, que com um maior tempo de exposição ao calor, tornam se pré cozidos e são servidos mornos.
A cada dia que passa a ciência comprova  que a alimentação viva/crua pode restaurar a elasticidade dos tecidos, curar doenças de diferentes tipos, prevenir a maioria das doenças e ainda nos trazer um estado de felicidade maior que o de quando ingerimos  que passem por algum tipo de processo que mude seu estado natural!
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Os vegetais verdes, comuns nos sucos verdes que viraram mania mundial, proporcionam fibras e promovem a alcalinização corporal,  ajudando a limpar o nosso corpo de toxinas e nos preparando pra obter uma beleza completa, tanto do corpo,  quanto em nossa mente, refletindo em nosso estado energético como um todo! SIM pessoal, quando estamos nutridos, estamos vibrando mais alto e tudo flui melhor!
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A alta concentração de minerais nos alimentos crus, especialmente o silicone e o magnésio, podem manter e restaurar a densidade mineral dos ossos, cabelos e dentes. Além disso, o silicone aumenta a espessura da pele, melhora a aparência das rugas e proporciona aos cabelos e unhas uma aparência saudável.  Como exemplo de alimentos ricos em silicone, temos o broto de alfafa, rabanete, alface romano, espinafre, pepino (encontrado na casca), pimentão (encontrado na casca), tomate (encontrado na casca) e aveia.
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O enxofre é um componente essencial de todos os tecidos conectivos. Ele proporciona elasticidade, movimento e reparação. Tem a habilidade de continuamente reconstruir colágeno e queratina e por isso é essencial para uma pele, cabelos e unhas brilhantes e lustrosos. Alguns alimentos ricos em enxofre são: rúcula, repolho, brócolis, alho, couve, cebola, agrião, rabanete e semente de abóbora.
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O zinco é necessário para uma pela bonita, desenvolvimento sexual, fertilidade, visão noturna e para o aumento do paladar e olfato, além de prevenir estrias! Alguns alimentos ricos em zinco são: semente de abóbora, semente de papoula, pecans, castanha de caju, semente de pinho, macadamia, semente de gergelim, espirulina, algas (kelp, nori, irish moss) e leguminosas.
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O ferro auxilia o processo de respiração. São as hemoglobinas ricas em ferro que carregam oxigênio pelo corpo, ajudando a construir e nutrir tecidos. Sua deficiência gera baixa oxigenação no corpo levando à fraqueza, fadiga e intolerância a temperaturas baixas. Alimentos ricos em ferro são: cebola, leguminosas, espinafre, couve, salsinha, alga nori, broto de lentilha, agrião, espirulina e semente de abóbora.
Lembrando que certos tipos de alimentos como óleos e gorduras cozidas (especialmente óleos vegetais cozidos, margarina e gordura animal) são prejudiciais à beleza, pois produzem inflamação nos tecidos, danificam o sistema cardiovascular, interferem no raciocínio e aceleram o processo de envelhecimento.
Da mesma forma, temperaturas altas destroem a vitamina C e a maioria das vitaminas do complexo B, incluindo a B12.  As vitaminas A, D, E, K são perdidas durante a fritura de alimentos. A deficiência de vitamina A é associada com o aparecimento de espinhas e desordens de pele e a deficiência de vitamina E está relacionada à indigestão e doenças cardiovasculares. A forma vegetal de vitamina A é encontrada em rúcula, agrião, brócolis, espinafre, couve, espirulina, cenoura, abóbora, mamão e muitos outros alimentos. As azeitonas, o azeite e o abacate são as melhores fontes vegetais de vitamina E.
As vantagens da alimentação viva são inúmeras no processo de geração de beleza, não é mesmo? Como você pode perceber, a beleza física é resultado de uma purificação interior! Cada um tem um ponto ideal, alguns adotam 70% da alimentação viva e já sentem mudanças em todos os aspectos de suas vidas, outros 80% e por aí vai… É certo em que um país como o Brasil, culturalmente seja difícil termos um hábito tão diferente… Mas, que tal experimentar essa mudança acompanhada de arroz integral e feijão? Afinal, temos que respeitar as vontades vindas do coração, não é mesmo?
Quando estamos conscientes da importância da nutrição nos permitimos direcionar o caminho de todos os tipos de  mudanças em nossas vidas! Com esse fica mais fácil escolher alimentos que nos traga vitalidade,  saúde,  espiritualidade e  beleza!

Cada refeição se torna parte do que somos!

Sobre o autor: 

Vegetariana estrita, foi tocada pela proposta da alimentação natural e crudívora, mudando sua carreira de administradora e merchandiser da área da moda em Nova York para Instrutora e Consultora em Alimentação Crudívora. É formada pelo instituto de alimentação viva na California, Living Light Culinary Arts Institute onde certificou-se como “Raw Culinary Arts Associate Chef & Instructor”. Estudou, "Ciência da Nutrição por Alimentos Vivos" com o mundialmente conhecido “Raw Food Educator” Dr. Rick Dina, e viaja anualmente para congressos de medicina natural no exterior em busca de novos conhecimentos para a sua futura atuação no campo de Nutrição Holística.

Como lavar frutas e vegetais


Como não temos meios para rastrear a origem daquilo que consumimos, alguns cuidados devem ser tomados.

Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras também ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos e eliminação de micro-organismos resistentes…

Em primeiro lugar, o alimento NÃO deve ser lavado logo que chega do supermercado. Ocorre que, na temperatura ambiente o alimento tende a absorver a água da lavagem, já que o líquido está na mesma temperatura. Trata-se de um fenômeno físico chamado Uptake e isso acaba levando o veneno que estava na superfície ou casca para o interior do vegetal.

A melhor forma é deixá-lo na geladeira por duas horas, acondicionado em recipiente fechado na parte baixa, do mesmo jeito que chegaram do supermercado ou feira. Somente depois disso proceder à lavagem em água corrente e posteriormente com produtos químicos como indico abaixo.  Não esqueça de retirar aquelas partes cheias de dobras, onde o veneno se acumula e não dá para lavar. Alimentos com a casca comprometida ou mutilados, devem ser evitados, uma vez que o veneno já penetrou na parte interna.

Vegetais folhosos devem ficar de molho na solução abaixo por 30 minutos e depois enxaguados com água filtrada. Quando as folhas estiverem secas, guardar em recipiente com tampa, e levar ao refrigerador. Tomates e batatas devem ficar fora da geladeira, para degradação dos pesticidas.

Substitua o vinagre  por hipoclorito de sódio – O hipoclorito pode ser encontrado em qualquer supermercado ou hortifrúti, à base de hipoclorito, cloreto de sódio e água (a embalagem de 60ml custa cerca de R$9,00 e pode ser usada inclusive para higienizar a água). Para garantir a correta higienização, siga as instruções do fabricante em relação ao preparo da solução e ao tempo que os alimentos devem ficar de molho – normalmente 10 minutos antes do consumo. É uma boa opção de uso, sendo eficaz por matar as larvas e bactérias. Fonte: Revista dos Vegetarianos
Lavagem com água sanitária – coloque os vegetais imersos em 1 litro de água com 1 colher de sopa de água sanitária (hipoclorito de sódio), por 15 minutos. Após feito isso, lave-os com água corrente. O cloro mata as larvas e bactérias, sendo uma opção mais segura. Porém, o cheiro residual do cloro pode permanecer nos alimentos, apesar da lavagem com água corrente. Bicarbonato é outra alternativa para auxiliar na limpeza dos alimentos. O ideal seria higienizar todos os alimentos, mas também descascar frutas e legumes (a maior concentração está na casca).
Um método rigoroso é usar “Tintura de Iodo à 2%” e proceder da seguinte forma”: para cada litro de água misture aproximadamente 5ml da solução. Depois coloque dentro dessa água os legumes que deseja descontaminar. Deixe em local protegido da luz por aproximadamente 1 hora. Feito isso, basta enxaguar e está pronto.

**O uso de suplementos vitamínicos ajudam no processo de desintoxicação por defensivos agrícolas, principalmente a vitamina C.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Soja, a substituição errada!


Hoje em dia existe uma verdadeira febre de consumo de soja. Propagada como um alimento rico em proteí­nas, baixo em calorias, carboidratos e gorduras, sem colesterol, rico em vitaminas, de fácil digestão, um ingrediente saboroso e versátil na culinária, a soja, na verdade é mais um “conto do vigário” do qual a maioria é ví­tima. 

Com a recente hecatombe que o leite tem atravessado, as crescentes provas científicas contra o seu uso, bem como o facto de ter sido retirado do Prato de Dieta Equilibrada (que substitui a Pirâmide dos Alimentos) e, finalmente, estando em risco de possuir Aspartame adicionado para mais agradar os consumidores cada vez mais pessoas utilizam os ‘leites’ de Soja como substituição. Por outro lado, o crescimento do vegetarianismo e estilos de vida Vegan levam muitos a utilizar a soja e os subprodutos de soja como alimentos de eleição… a questão é, será saudável fazê-lo, principalmente sabendo que 75% da soja produzida no mundo é trangénica?

O seguinte texto é de um médico investigador na área da nutrição, Dr. Alexandre Feldman, autor de vários livros da especialidade, artigos científicos e com várias participações em blogs e revistas sobre o tema da saúde e da nutrição. (O texto não foi alterado e está conforme foi escrito)
«É bem verdade que a soja vem da Ásia, mais especificamente da China. Porém, os chineses só consumiam produtos FERMENTADOS de soja, como o shoyu e o missô. Por volta do século 2 A.C., os chineses descobriram um modo de cozinhar os grãos de soja, transfomá-los em um purê e precipitá-lo através de sais de magnésio e cálcio, formando o assim chamado “queijo de soja” ou tofu. O uso destes alimentos derivados de soja se espalhou pelo oriente, especialmente no Japão. O uso de “queijo de soja” como fonte de proteí­na data do século 8 da era cristã (Katz, Solomon H: “Food and Biocultural Evolution: A Model for the Investigation of Modern Nutritional Problems”, Nutritional Anthropology, Alan R. Liss Inc., 1987 pág. 50).
Não é à toa que os antigos chineses não se alimentavam do grão de soja. Hoje a ciência sabe que ela contém uma série de substâncias que podem ser prejudiciais à saúde, e que recebem o nome de antinutrientes.
Um destes antinutrientes é um inibidor da enzima tripsina, produzida pelo pâncreas e necessária à boa digestão de proteí­nas. Os inibidores da tripsina não são neutralizados pelo cozimento. Com a redução da digestão das proteí­nas, o caminho fica aberto para uma série de deficiências na captação de aminoácidos pelo organismo. Animais de laboratório desenvolvem aumento no tamanho do pâncreas e até câncer nessa glândula, quando em dietas ricas submetidos a inibidores da enzima tripsina.

Uma pessoa que não absorve corretamente os aminoácidos, tem o seu crescimento e desenvolvimento prejudicado. Você já notou que os japoneses são, normalmente, mais baixinhos? Já os descendentes que vivem em outros paí­ses e adotam as dietas desses paí­ses, costumam ter uma estatura maior que a média no Japão. (Wills MR et al: Phytic Acid and Nutritional Rickets in Immigrants. The Lancet, 8 de abril de 1972, páginas 771-773).
O efeito inibitório da absorção de aminoácidos pode comprometer a fabricação de inúmeras substâncias formadas a partir dos mesmos, entre os quais, os neurotransmissores. A enxaqueca, a cefaléia em salvas, a cefaléia do tipo tensional, e outras dores de cabeça, além de depressão, ansiedade, pânico e fibromialgia, são causadas por um desequilí­brio dos neurotransmissores. Qualquer fator que prejudique a sua fabricação, pode aumentar ou perpetuar esse desequilí­brio.
A soja contém também uma substância chamada hemaglutinina, que pode aumentar a viscosidade do sangue e facilitar a sua coagulação. Portadores de enxaqueca já sofrem de um aumento na tendência de coagulação do sangue e uma propensão maior a acidentes vasculares. A pior coisa para esses indiví­duos é ingerir substâncias que agravam essa tendência.
Tanto a tripsina, quanto a hemaglutinina e os fitatos, que mencionaremos a seguir, são neutralizados totalmente pelo processo de fermentação natural da soja na fabricação de shoyu e missô, e parcialmente durante a fabricação de tofu.
Os fitatos, ou ácido fí­tico, são substâncias presentes não apenas na soja, mas em todas as sementes, e que bloqueiam a absorção de uma série de substâncias essenciais ao organismo, como o cálcio (osteoporose), ferro (anemia), magnésio (dor crônica) e zinco (inteligência).

Você não sabia de nada disso?

Mas a ciência já sabe, estuda esse fenômeno extensamente e não tem dúvidas a respeito. Já comprovou este fato em estudos realizados em paí­ses subdesenvolvividos cuja dieta é baseada largamente em grãos. (Van-Rensburg et al: Nutritional status of African populations predisposed to esophageal cancer, Nutr Cancer, volume 4, páginas. 206-216; Moser PB et al: Copper, iron, zinc and selenium dietary intake and status of Nepalese lactating women and their breast-fed infants, Am J Clin Nutr, volume 47, páginas 729-734; Harland BF, et al: Nutritional status and phytate: zinc and phytate X calcium: zinc dietary molar ratios of lacto-ovo-vegetarian Trappist monks: 10 years later. J Am Diet Assoc., volume 88, páginas 1562-1566).
Claro que a divulgação desse conhecimento não é do interesse de toda uma indústria multibilionária da soja. A soja contém mais fitato que qualquer outro grão ou cereal. (El Tiney AH: Proximate Composition and Mineral and Phytate Contents of Legumes Grown in Sudan”, Journal of Food Composition and Analysis, v. 2, 1989, pp. 67-78).
Para os demais cereais e grãos (arroz integral, feijão, trigo, cevada, aveia, centeio etc), é possí­vel reduzir bastante e neutralizar em grande parte o conteúdo de fitatos, através de cuidados simples, como deixá-los de molho por várias horas e, em seguida, submeter a um cozimento lento e prolongado. (Ologhobo AD et al: Distribution of phosphorus and phytate in some Nigerian varieties of legumes and some effects of processing. J Food Sci volume 49 número 1, páginas 199-201).
Já os fitatos da soja não são reduzidos por essas técnicas simples, requerendo para isso um processo bem longo (muitos meses, no mí­nimo) de fermentação. O tofu, que passa por um processo de precipitação, não tem os seus fitatos totalmente neutralizados.
Interessantemente, se produtos como o tofu forem consumidos com carne, ocorre uma redução dos efeitos inibidores dos fitatos. (Sandstrom B et al: Effect of protein level and protein source on zinc absorption in humans. J Nutr volume 119 número 1, páginas 48-53; Tait S et al, The availability of minerals in food, with particular reference to iron J R Soc Health, volume 103 número 2, páginas 74-77).
Mas geralmente, os maiores consumidores de tofu são vegetarianos que pretendem consumi-lo em lugar da carne!

O resultado?

Deficiências nutricionais que podem levar a doenças como dores crônicas, como dor de cabeça e fibromialgia. O zinco e o magnésio são necessários para o bom funcionamento do cérebro e do sistema nervoso. O zinco, em particular, está envolvido na produção de colágeno, na fabricação de proteí­nas e no controle dos ní­veis de açúcar no sangue, além de ser um componente de várias enzimas e ser essencial para o nosso sistema de defesas. Os fitatos da soja prejudicam a abosrção do zinco mais do que qualquer outra substância. (Leviton, Richard: Tofu, Tempeh, Miso and Other Soyfoods: The “Food of the Future” – How to Enjoy Its Spectacular Health Benefits, Keats Publishing Inc, New Canaan, CT, 1982, páginas 14-15).
Por conta da tradição oriental, indústria da soja conseguiu inseri-la num patamar de “alimento saudável”, sem colesterol e vem desenvolvendo um mercado consumidor cada vez mais vegetariano. Infelizmente, ouvimos médicos e nutricionistas desinformados, ou melhor, mal informados por publicações pseudo-cientí­ficas patrocinadas e divulgadas pela indústria da soja, fornecendo conselhos, em programas de TV em rede nacional, no sentido de consumi-la na forma de leite de soja (até para bebês!!), carne de soja, iogurte de soja, farinha de soja, sorvete de soja, queijo de soja, óleo de soja, lecitina de soja, proteí­na texturizada de soja, e a maior sensação do momento, comprimidos de isoflavonas de soja, sobre a qual comentarei mais adiante neste livro. A divulgação, na grande mí­dia, destes produtos de paladar no mí­nimo duvidoso, como sendo saudáveis, tem resultado em uma aceitação cada vez maior dos mesmos por parte da população.
Que prejuí­zo! (Não para a indústria, é claro).

Sabe como se faz leite de soja?

Primeiro, deixa-se de molho os grãos em uma solução alcalina, de modo a tentar neutralizar ao máximo (mas não totalmente) os inibidores da tripsina. Depois, essa pasta passa por um aquecimento a mais de 100 graus, sob pressão. Esse processo neutraliza grande parte (mas não a totalidade) dos antinutrientes, mas em troca, danifica a estrutura das proteí­nas, tornando-as desnaturadas, de difícil digestão. (Wallace GM: Studies on the Processing and Properties of Soymilk. J Sci Fd Agric volume 22, páginas 526-535). Além disso, os fitatos remanescentes são suficientes para impedir a absorção de nutrientes essenciais.
A propósito, aquela tal solução alcalina onde a soja fica de molho é à base de n-hexano, nada mais que um solvente derivado do petróleo, cujos traços ainda podem ser encontrados no produto final, que vai para a sua mesa, e que pode gerar o aparecimento de outras substâncias cancerí­genas. Este n-hexano reduz, também, a concentração de um aminoácido importante, a cistina. (Berk Z: Technology of production of edible flours and protein products from soybeans. FAO Agricultural Services Bulletin 97, Organização de Agricultura e Alimentos das Nações Unidas, página 85, 1992). Felizmente, a cistina se encontra abundante na carne, ovos e iogurte integral – alimentos estes normalmente evitados pelos consumidores de leite de soja.

Mas como? A soja não é saudável? Não é isso que dizem os médicos e nutricionistas?

Infelizmente, a culpa não é deles, e sim do jogo de desinformação que interessa à toda a indústria alimentí­cia. A alimentação, assim como a saúde, é um grande negócio. Dois terços de todos os alimentos processados industrialmente, contém algum derivado da soja em sua composição. É só conferir os rótulos. A lecitina de soja atua como emulsificante. A farinha de soja aumenta a “vida de prateleira” de uma série de produtos. O óleo de soja é usado amplamente pela indústria de alimentos. A indústria da soja é enorme e poderosa.

E como se fabrica a proteí­na de soja?

Em primeiro lugar, retira-se da soja moí­da o seu óleo e o seu carboidrato, através de solventes quí­micos e alta temperatura. Em seguida, mistura-se uma solução alcalina para separar as fibras. Logo após, submete-se a um processo de precipitação e separação utilizando um banho ácido. Por último, vem um processo de neutralização através de uma solução alcalina. Segue-se uma secagem a altas temperaturas e à redução do produto a um pó. Este produto, altamente manipulado, possui seu valor nutricional totalmente comprometido. As vitaminas se vão, mas os inibidores da tripsina permanecem, firmes e fortes! (Rackis JJ et al: The USDA trypsin inhibitor study. I. Background, objectives and procedural details. Qual Plant Foods Hum Nutr, volume 35, pág. 232).
Não existe nenhuma lei no mundo que obrigue os alimentos à base de soja a exibirem, nos rótulos, a quantidade de inibidores da tripsina. Também não existe nenhuma lei padronizando as quantidades máximas deste produto. Que conveniente!
O povo… coitado… só foi “treinado” para ficar de olho na quantidade de coleterol – esta sim, presente em todos os rótulos. Uma substância natural e vital para o crescimento, desenvolvimento e bom funcionamento do cérebro e do organismo como um todo.
O povo nunca ouviu falar nos antinutrientes e inibidores da tripsina dos alimentos de soja.
A proteí­na texturizada de soja (proteí­na texturizada vegetal, carne de soja) possui um agravante: a adição de glutamato monossódico, no intuito de neutralizar o sabor de grão e criar um sabor de carne.
Alguns pesquisadores acreditam que o grande aumento das taxas de câncer de pâncreas e fí­gado, na África, se deve à introdução de produtos de soja naquela região. (Katz SH: Food and Biocultural Evolution: A Model for the Investigation of Modern Nutritional Problems. Nutritional Anthropology, Alan R. Liss Inc., 1987 pág. 50).

A minha dica: Quando consumir soja, utilize apenas os derivados altamente fermentados, como o Missô, Tempeh, Natto e o Shoyu. Mesmo assim, muita atenção para os rótulos. Compre apenas se neles estiver escrito “Fermentação Natural”, e se NÃO contiverem produtos como glutamato monossódico e outros ingredientes artificiais. Quando consumir tofu, certifique-se de lavá-lo com água corrente, pois grande quantidade dos antinutrientes ficam no seu soro. »


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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O que andamos a comer e não devíamos e o que não nos dizem ... (Reportagem TVI 24 - 2012)

A humanidade está a ser exterminada e o processo já começou sendo, entre outros métodos, intoxicada lentamente através de substâncias químicas adicionadas nos produtos alimentares (os tais "E" sob forma de aditivos, colorantes, conservantes ...), sendo cada vez mais os cientistas, a nível mundial, que se levantam e denunciam o plano que visa a redução intencional de 2/3 da população mundial, plano esse que já está a ser executado.

As referidas substâncias químicas alteram o ADN, têm impacto nos neurónios ... SÃO CANCERÍGENOS. A Indústria Agroalimentar está implicada. O ALARME SOA.

Veja o vídeo:

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O Açúcar é Vegano?


A informação que tenho de Portugal é vaga e só perguntando aos fabricantes podes ter a certeza mas o ano passado surgiu esta dúvida ao divulgar uma das receitas, sobre o uso de açúcar, de que não seria um produto vegano.

 Perguntei a algumas pessoas e recebi resposta do biólogo Sérgio Greif, activista vegano e mestre em Alimentos e Nutrição: "Açúcar é, em geral, vegano, o que pode acontecer é que algumas vezes, no processo de clareamento do açúcar refinado, se utiliza carvão de ossos (ossos carbonizados moídos) como absorventes em uma mistura com o açúcar (posteriormente o char é retirado). É como se fosse um carvão, mas de origem animal. 

De um levantamento que fiz em 1999, as grandes usinas não estavam mais usando carvão de ossos para clarear o açúcar, mas a gente ainda pode encontrar açúcar clareado por esse processo em alguns lugares, sim."
 Portanto, vale questionar os fabricantes sobre o uso do carvão de ossos na produção do açúcar, lembrando que mesmo o mascavo e o demerara tem açúcar refinado na composição.

Aspartame e Cancro... dois maus amigos!


Até que enfim: após vozes e mais vozes, chega o resultado da mais completa investigação efectuada acerca do aspartame. Porque as vozes são uma coisa, as provas são outra.

E o aspartame é um adoçante utilizado não apenas por quem deseje emagrecer, mas também pelas pessoas que querem “manter a linha”: por isso pode ser encontrado em muitos alimentos dietéticos (os light), sendo um dos mais famosos a famigerada Diet Coke. No entanto o aspartame está já disseminado por cerca de 75% dos alimentos que publicitam serem livres de açúcar.

Antes de mais: donde saiu este aspartame?

O aspartame

Como afirmado, é um adoçante, composto por dois aminoácidos, o ácido aspártico e a fenilalanina, com um poder adoçante 200 vezes maior do que o açúcar. É formado quimicamente por (L-fenilalanina e L-aspártico), sendo que a fenilalanina se encontra metilada no grupo carboxílico, formando um éster metílico (metanol) e é conseguida através da exposição [alimentação] de culturas e colónias bacteriais (p.e. E.Coli) a determinadas substâncias tóxicas que serão depois processadas e transformadas em fenilalanina.
Foi descoberto em 1965 pelo químico James M. Schlatter que estava à procura dum medicamento anti-ulcera. A empresa na qual trabalhava Schlatter, a G.D. Searle & Company (depois adquirida pela Monsanto), pediu a autorização para que o aspartame fosse utilizado como adoçante nos alimentos, e em 1974 o pedido recebeu uma primeira aprovação por parte da FDA (Food and Drug Administration).
Todavia já na altura existia polémica acerca da utilização nos alimentos, sendo que alguns estudos evidenciavam uma ligação entre aspartame e tumores em ratos. Em 1981 e em 1983, a FDA liderada por Arthur Hull Hayes concedeu a autorização definitiva: presidente da G.D.Searle na altura era o simpático Donald Rumsfeld, amigo pessoal de Hayes; e Hayes foi depois obrigado a demitir-se por causa da acusação de corrupção, acabando assim a dirigir o departamento de Relações Públicas da Monsanto (dona da G.D.Searle desde 1985 ).

A pesquisa


Agora a nova pesquisa e a mais abrangente desenvolvida até hoje.
É importante realçar que este tem sido um estudo de longo prazo: os investigadores analisaram os dados ao longo dum período de 22 anos, tendo sido estudados um total de 2.278.396 pessoas que regularmente (de dois em dois anos) receberam um detalhado questionário alimentar e cujas dietas foram reavaliadas a cada quatro anos.
Os estudos anteriores, aqueles que não tinham encontrado uma ligação entre o cancro e a ingestão de aspartame, apenas analisavam os sujeitos ao longo dum restrito período de tempo, um erro muito grave em termos de precisão.

Os resultados


De acordo com os novos resultados, uma bebida refrigerante por dia (adoçada com aspartame) aumenta o risco de leucemia, de mieloma múltiplo e de linfomas não-Hodgkin. Mais em pormenor:
+ 42% de risco de contrair leucemia em homens e mulheres
+ 102% de risco de contrair um mieloma múltiplo (nos homens)
+ 31% de risco de desenvolvimento de linfomas não-Hodgkin (nos homens)
Estes resultados estão baseados em modelos multi-variáveis de risco relativo, tudo comparado aos participantes da pesquisa que não costumam beber refrigerante dietéticos.
Não se sabe porque apenas os homens que bebem maiores quantidades de refrigerante mostram um aumento do risco de mieloma múltiplo e de linfomas não-Hodgkin.
Mas é interessante realçar como os refrigerantes dietéticos são agora a principal fonte alimentar de aspartame nos Estados Unidos: todos os anos, os americanos consomem cerca de 5.250 toneladas de aspartame, dos quais cerca de 86% (4.500 toneladas) provêm das bebidas dietéticas.

Conclusões

Este estudo mostra a importância da qualidade da investigação. A maioria das pesquisas anteriores, que não tinham mostrado alguma ligação entre aspartame e o cancro, eram desenvolvidas ao longo dum curto espaço de tempo e os resultados eram assim muito vagos na avaliação de longo prazo. Este novo estudo resolve ambos os problemas.
O facto do novo estudo mostrar uma correlação positiva com o cancro não deveria ser uma surpresa, porque investigações anteriores realizadas em animais (900 ratos, ao longo de toda a vida deles) tinham apresentado resultados muito semelhantes: o aspartame aumenta exponencialmente o risco de linfoma e de leucemia. Estudos que tinham confirmado também um aumento significativo na taxa de cancro da mama.
Os novos dados, portanto, confiram as suspeitas: beber refrigerantes com aspartame aumenta em 42% as possibilidades de contrair leucemia, em 102% o risco de contrair um mieloma múltiplo nos homens, em 31% o risco de desenvolver linfomas não-Hodgkin nos homens.

Se nos faz mal… não nos faz falta. Pense nisso!

Fontes: NCBI (I, II, III), Natural News

via portugalmundial.com

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

INGREDIENTES QUE ESCONDEM SABORES INTENSOS E NUTRITIVOS

Quando passar à prática, não estranhe os nomes que aparecem nas listas de ingredientes. Muitos destes produtos já se encontram à venda nas maiores superfícies comerciais. Outros só estão disponíveis em lojas especializadas. Saiba o que são e como tirar partido deles da maneira mais saudável.


Açúcar mascavado - Proveniente da seiva depurada da cana-de-açúcar, é o mais antigo. Leva um xarope de melaço, o que lhe confere um sabor menos doce, mas muito mais intenso.

Adoçantes naturais - Feitos a partir dos cereais, têm um grande teor de hidratos de carbono. De doçura subtil e sabor rico, digerem-se lentamente. O malte de cevada, a geleia de milho e a delícia de trigo são os mais comuns.

Alcachofra - Planta herbácea da família dos cardos. É rica em fibras. Tem uma flor, que, antes de desabrochar, forma uma cabeça revestida por folhas. É essa e o seu receptáculo que se comem.

Beringela - Fruto de uma planta da família das solanáceas, possui uma forma arredondada e alongada, próximo do pimento. A sua pele é lisa e brilhante, de tom violeta-escuro. Tem um sabor forte. A polpa deve ser clara e firme.

Algas - Há quem lhes chame os "legumes" do mar. Muito usados pelos Chineses e pelos Japoneses, estes vegetais marinhos têm um valor nutritivo impressionante. São ricos em ferro, em iodo e em potássio e, consoante as espécies, chegam a ter mais cálcio do que os produtos lácteos. Exigem, no entanto, alguns cuidados:

Ágar-ágar - vendida em flocos ou em barras, é a ideal para gelatinas. Na altura de usar, demolhe-a durante vários minutos. Cozinhe-a, depois, até que se dissolva. Uma colher de sopa de ágar-ágar em pó equivale a seis folhas de gelatina de origem animal. É originária do Japão.

Aramé - Ideal para acompanhar vegetais, é uma alga muito fina. Deve demolhá-la por 20 minutos e cozinhá-la durante, pelo menos, meia hora.

Hijiki - Tem uma textura semelhante à aramé, e cozinha-se da mesma maneira, mas é mais espessa e sabe mais a mar. É muito rica em cálcio.

Kombu - Boa para acompanhar leguminosas. Torna-as mais macias e digeríveis. Também tem de ser demolhada. Demora mais tempo a cozinhar do que a wakamé. Chegam a ser precisos 45 minutos para que fique no ponto.

Nori - É a que se usa para fazer sushi. Tem um sabor agradável a peixe e é de preparação rápida. Basta tostá-la na chama do fogão. Partida em bocados é usada para polvilhar sopa e pratos de feijão.

Wakamé - Tem um sabor suave. Muito usada em sopas e pratos de legumes, também precisa de ser demolhada durante 20 minutos. O tempo de confecção varia entre os 15 e os 20 minutos.

Arroz jasmine - Arroz com aroma de mali, uma variedade de jasmim muito apreciada pelos Tailandeses. É constituído por grãos alongados, soltos e brilhantes, levemente translúcidos.

Arroz selvagem - Grão raro de uma planta aquática que cresce na margem de grandes lagos, não é na realidade arroz, mas um cereal, da família da aveia. Rústicos e sofisticados, de textura crocante, os seus grãos escuros atraem pelo seu sabor único, com leve acento a avelãs. Os índios Ojibwa e os Sioux ainda hoje o recolhem em canoas, como faziam há 500 anos.

Boulgour - Produto derivado do trigo, é feito com grãos que, ao começarem a germinar, são precozidos a 80ºC, secos pelados e partidos. Existe em vários tipos: branco ou castanho, grosso ou fino. Muito usado no Líbano, é rico em ferro, em fósforo, em magnésio e em vitamina B. Cozinha-se em água durante 25 minutos.

Cardamomo - Originária das florestas húmidas da Índia e do Sri Lanka, esta especiaria, da família do cravinho, vende-em vagem, moída ou em sementes, que são mais picantes. Muito usada em molhos, bolos e massas, é rica em magnésio.

Farinha - A farinha de trigo continua a ser a mais usada, mas existem cada vez mais alternativas:

Farinha de alfarroba - produzida em grãos de alfarroba tostados, pode ser usada como substituto do cacau e do açúcar. A cor e o sabor lembram o cacau. Tem um baixo teor de gordura e um elevado conteúdo de fibras e açúcar naturais.

Farinha de araruta - Feita a partir das raízes de araruta, uma planta herbácea originária do Brasil, é muito nutritiva. Muito usada em sopas, cremes, molhos doces e biscoitos.

Farinha de soja - Obtida a partir de grãos de soja integral, moídos e tratados, bem baixas percentagens de gordura e de fibras. Pode substituir parcialmente a farinha de trigo nas receitas tradicionais. Por cada três chávenas de farinha de trigo, use uma de soja e duas de farinha de trigo.

Cornichons - Pepinos pequenos, já eram comidos pelos Egípcios há cinco mil anos. Vendem-se em conserva. É raro encontrá-los frescos.

Cucuz - Obtém-se através de um processo de vaporização da sêmola de trigo, do qual resultam grãos ligeiramente mais grossos. É muito apreciado no Norte de África.

Curgete - Vegetal de sabor suave. Pode ser cozido a vapor, frito ou salteado. É rico em hidratos de carbono.

Endívia - Tipo de chicória. Pode ser comida crua, em saladas, mas o seu sasbor amargo faz com que seja preferível cozê-la. Ao comprar, prefira a sque não têm manchas, pisaduras, o coração branco ou amarelado.

Gengibre - Originário da Índia e da Malásia, é extraído do rizoma da planta de gengivre e tem um sabor picante. Pode ser consumido fresco, moído, conservado em aguardente, xarope ou cristalizado. Em pó, é um dos principais ingredientes do caril.

Feijão - Leguminosa de grãos comestíveis, foi introduzida na Europa no século XVI. Esistem vários tipos. Os feijõe são ricos em proteínas. O verde tem menos , mas é uma boa fonte de vitamina A. As novas variedades são cada vez mais procuradas.

Feijão azuki - Pequeno feijão encarnado, rico em proteínas. Particularmente delicioso quando confeccionado com abóbora, deve ser usado como complemento de cereais. Depois de demolhado durante 12 horas, coze por 50 minutos em panela de pressão. Deixe evaporar a água da cozedura em lume brando com a panela de pressão destapada. Junte o sal só no fim.

Feijão filet - Da família do feijão verde, é um dos mais recentes refinamentos da espécie. É colhido mais cedo e é mais tenro e saboroso do que o feijão normal. Basta lavá-lo, cortar-lhe a spontas e cozê-lo em água e sal durante 10 minutos.

Feijão de soja - Elaborado a partir da soja, tem muito do seu valor nutritivo. Prepara-se como o feijão branco

Folhas de videira - Usadas para envolver a comida e enfeitar pratos, vendem-se geralmente em conserva, mas também se podem comprar frescas. Neste caso, depois de lhes retirar o caule, mergulhe-as em água a ferver. Servem-se frias, regadas com limão.

Frutose - Extraída dos frutos maduros, também existe nos vegetais e no mel. Pura e na sua forma cristalina é o mais doce dos açúcares naturais. Realça o sabor natural dos alimentos e é indicada para quem tem problemas de estômago, de fígado e de coração.

Gomásio - Sal de sésamo. Feito com sementes de sésamo tostadas e moídas com sal, fortifica o sistema nervoso. Serve para temperar arroz integral.

Inhame - Rico em hidratos de carbono e vitaminas, este rizoma originário da Ásia é um dos alimentos medicinais mais eficientes que se conhece. Limpa o sangue, fortalece o sistema imunológico e facilita a digestão. É pobre em gorduras, ma sé uma grande fonte de energia. Deve ser firme, sem áreas amolecidas ou enrugadas e sem sinais de mofo. Só pode ser consumido cozinhado. As suas folhas podem ser comidas estufadas ou cozidas. Também é usado em farinha.

Leite vegetal - Embora continue a ser o mais consumido, o leite de origem animal tem cada vez mais alternativas orgânicas. O leite de arroz e o leite de avelãs já começam a ter adeptos, mas ainda não são os preferidos:

Leite de soja - De uma doçura suave e súbtil, é altamente digestivo e nutritivo. Tem um baixo teor de gordura. Não tem lactose, nem colesterol.

Leite de aveia - Tem um sabor mais suave do que o de soja. Ideal para quem digere mal a lactose. Tem apenas quatro por cento de gordura.

Lentilhas - São com a quinoa e com o seitan, uma das melhores alternativas à carne. Ricas em fósforo, em potássio e em vitaminas do complexo B, têm quatro vezes mais fibras que o arroz, a massa e as batatas. São mais digestivas que o feijão. Devem ser demolhadas durante 10 horas, antes de serem cozinhadas.

Levedura de cerveja - Excelente fonte de vitaminas e sais minerais, com um importante teor em ferro, este fungo unicelular, responsável pela fermentação alcoólica de soluções açucaradas, ajuda a colmatar deficiências em dietas carenciadas. É muito usado como suplemento vitamínico. Disponível em pó, em flocos e em líquido, deve ser adicionado à comida já depois de cozinhada.

Massa de arroz - Também conhecida como vermicelli, esta massa consistente e firme é feita a partir do arroz. É muito semelhante à somen, uma massa japonesa de trigo extremamente fina.

Massa brick - Massa folhada muito fina e quebradiça, também conhecida como malsouka, esta película fina de farinha de trigo é a base de muitos doces e salgados. É com ela que se faz o brick, uma entrada tunisina muito apreciada.

Melaço de cana - É mais uma alternativa ao açúcar. Obtido a partir do açúcar de cana, é rapidamente absorvido pela corrente sanguínea. Prefira o biológico, porque o tradicional pode conter resíduos químicos.

Millet - Também conhecido como painço, é um dos cereais mais ricos em proteínas. Deve ser tostado em óleo numa frigideira e, depois, cozido em água e sal durante 35 minutos.

Míscaros - Cogumelos da família das poliporáceas, encontram-se frequentemente nos pinhais, quando aparecem as primeiras humidades de Outono. Há espécies não comestíveis.

Miso - Há quem diga que é o mais rico dos derivados da soja. Pasta fermentada, obtida a partir de grãos cozidos e misturados com outros cereais, tem um sabor intenso e salgado, com um ligeiro travo a avelãs. A sua cor varia entre o bege e o castanho. Deve ser usado na fase final da cozedura da sopa, sem deixar ferver. É bom para temperar pratos vegetais e aromatizar molhos.

Natas vegetais - Feitas à base de gorduras vegetais, têm um sabor delicado e um baixo teor de colesterol. Também são cremosas.

Quiabo - Vegetal rico em vitaminas A, C e vitaminas do complexo B, contém muitos sais minerais. Quando o comprar, escolha-o claro, tenro, cheio e firme. Se a ponta não se quebrar com facilidade, é porque já está murcho ou muito fibroso.

Quinoa - Devido ao seu aspecto, é muitas vezes confundida com um cereal, mas não o é. Parecida com o cuscuz, é muito nutritiva e rica em proteínas. Cozinha-se em água e sal, durante 20 minutos.

Sal marinho - Obtido através da desidratação da água do mar, este não passa por um processo térmico de refinamento. É melhor assimilado pelo organismo.

Seitan - Alimento proteico derivado do trigo, rico em glúten, tem uma textura muito semelhante à da carne e cozinha-se como tal. De cor castanha e aspecto esponjoso e gelatinoso, é consumido pelos monges budistas há mais de sete mil anos. É extremamente rico em proteínas.

Sementes de girassol - Extraídas da flor de girassol, são quase todas transformadas em óleo. Ricas em protéinas, hidratos de carbono, sais minerais e fibras, também se utilizam para fazer mel.

Sementes de sésamo - Fruto de uma planta herbácea que é considerada o símbolo da imortalidade na Índia, estas sementes têm um sabor muito parecido com o da amêndoa. Torradas, são muito usadas como condimento de vegetais e molhos. Podem substituir o pão ralado em muitas receitas.

Sêmola - Extraída da parte mais nobre de cereais como o milho, o trigo e o arroz, é muito usada para fazer massas. Os grãos são humedecidos, moídos, secos e depois, passados. É rica em fibras e hidratos de carbono.

Tahin - Puré de grãos de sésamo moído, pode ser usado como manteiga, mas deve ser consumido em pequenas quantidades, porque é muito concentrado.

Tamari - Molho de soja de textura grossa feito a partir de shoyu.

Tempeh - Originário da Indonésia, é um dos raros produtos de origem vegetal que contém vitamina B12. Tem um sabor peculiar. Pode ser grelhado, frito ou estufado com vegetais.

Shoyu - Molho de soja obtido através da fermentação de uma mistura de feijão de soja, trigo, sal e água, é o ingrediente mais usado na cozinha japonesa. O que se vende nas lojas especializadas é diferente do molho de soja que os Chineses usam na sua cozinha.

Soja - Planta da família das leguminosas. Faz parte dos hábitos alimentares da Ásia., de onde é originári, há mais de três mil anos. Rica em proteínas e lípidos, tem o grão com mais vitaminas em todo o mundo vegetal. Em nacos ou em granulado, é usada como substituto da carne, mas também serve para fazer leite, manteiga, óleo e iogurtes. Os hambúrgueres, o chouriço e a farinheira de soja são muito apreciados.

Tofu - Produzido a partir da coagulação do leite de soja, este queijo de soja absorve o sabor dos alimentos. De cor esbranquiçada, é extremamente digestivo e muito pouco calórico. Rico em proteínas e fibras, é de tal maneira versátil, que pode ser confeccionado de "mil e uma" maneiras.

Trigo-sarraceno - Muito usado na cozinha russa, apesar do nome, não é um cereal, mas como é usado como o trigo acaba por ser encarado como tal. Por ser feio e mole, também lhe chamam trigo-preto. É com ele que se faz o soba, um macarão muito apreciado no Japão. Não tem glúten, mas é dos mais ricos em minerais. Contém os oitos aminoácidos essenciais.

Vinagre - Existem vários tipos de vinagres orgânicos. O de cidra, o de maçã e o de ameixa já começam a ser comuns, mas não são os únicos:

Vinagre de arroz - Usado pelos Orientais ha milhares de anos, tem um sabor agridoce. Contém aminoácidos que queimam as substâncias nocivas ao organismo. Há que o beba para fortalecer os músculos e para retardar os efeitos do envelhecimento.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Alimentação e TPM


Estudo mostra que consumo de alimentos ricos em ferro reduz TPM 

O estudo de cientistas americanos pode representar um alívio para as mulheres que sofrem com a tensão pré-menstrual.
Um estudo de cientistas americanos pode representar um alívio para as mulheres que sofrem com a tensão pré-menstrual. Ela atinge as mulheres, mas é muito temida pelos homens. A tensão pré-menstrual, ou TPM, atrapalha a vida. Pode trazer alteração de humor, dor de cabeça, ansiedade e dores abdominais muito fortes. Um estudo publicado nesta terça mostra que talvez a solução para esse pesadelo esteja na alimentação. Pesquisadores americanos descobriram que o risco de desenvolver esses sintomas nos dias que antecedem a menstruação é menor entre as mulheres que consomem legumes e verduras ricos em ferro, como feijão, lentilha e espinafre. Cientistas da Universidade de Harvard e da Universidade de Massachusetts acompanharam três mil mulheres por dez anos. Depois desse período, 1.057 mulheres disseram que continuavam sofrendo com a TPM; 1.968 disseram que não tiveram problema. Em comum neste último grupo, o consumo maior de alimentos ou suplementos ricos em ferro; 20 miligramas por dia do mineral - dois miligramas acima do recomendado – diminuíram o risco de desenvolver os sintomas relacionados com a TPM de 30% a 40%. Uma das explicações é que o ferro está relacionado à produção de serotonina, um neurotransmissor que ajuda a regulação de humor. Uma das autoras do estudo, Patricia Chocano-Bedoya, de Harvard, alerta que é preciso ter cuidado com o consumo de ferro muito acima do recomendado. Em excesso, ele pode afetar, por exemplo, o fígado e trazer problemas graves para a saúde. “Mais do que isso só se houver recomendação médica”, diz ela.

Veja o vídeo:
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/02/estudo-mostra-que-consumo-de-alimentos-ricos-em-ferro-reduz-tpm.html


TPM (síndrome pré-menstrual), você sabia que pode curar sua TPM com suco? Isso mesmo, suco!!!

Frutas são ricas em bioflavonoides, bromelina, e potássio, que relaxa os músculos uterinos e melhora a circulação sanguínea.
A TPM (síndrome pré-menstrual) é um sofrimento físico e mental antes da menstruação, durante o qual há um edema geral, nervosismo, irritabilidade, depressão, dores de cabeça frequentes, dor nos seios e uma vontade louca de matar que cruze na sua frente cantarolando e com um sorriso no rosto.

Então meninas, se vocês, como eu, tem vontade de matar o marido na TPM, façam o suco para a saúde física e a prosperidade do seu relacionamento!


ingredientes:
3 fatias de abacaxi
1 banana madura
1 laranja descascada e sem sementes
1 fatia de melancia de mais ou menos 2cm.

Meia xícara de leite de soja ou água.

• Bata tudo no liquidificador ou extraia o suco das frutas e depois misture com o leite ou água.
Pode tomar o suco extraído sem adição de leite ou água.

• Abacaxi, uma fonte de bromelina, relaxa os músculos.

• Melancia é um diurético natural que ajuda a eliminar as toxinas do corpo.

• O leite de soja é rico em proteína que ajuda a melhorar o nível de hemoglobina.

• A banana é rica em potássio e laranja em bioflavonoides, as quais ajudam no relaxamento dos músculos e na circulação sanguínea.


TPM - Alimentos permitidos e proibidos

TPM

Nutricionista da rede Mundo Verde, Flávia Moraes dá todas as dicas sobre quais alimentos deve-se evitar e quais são sempre bem vindos naqueles dias. "Os sintomas da TPM são indicadores de um desequilíbrio orgânico. Necessitamos de nutrientes para produzir neurotransmissores e substâncias anti-inflamatórias. Por isso, na falta desses nutrientes, a TPM é piorada. Uma dieta balanceada pode atenuar os sintomas e ajudar as mulheres a enfrentarem esta fase de maneira mais equilibrada."

CONSUMA

Os alimentos diuréticos, que diminuem a retenção de líquido; os alimentos anti-inflamatórios, que amenizam as dores nas mamas; e aqueles ricos em fibras, em magnésio, em vitamina E e em vitaminas do complexo B, que atuam no sistema nervoso favorecendo a liberação de serotonina, substância que ajuda a melhorar o humor e a saciar o apetite. Exemplos:

Aveia e cereais integrais - Por serem fontes de magnésio, auxiliam no combate à retenção de líquidos.

Frutas, especialmente melancia e melão, e verduras - São ricas em vitaminas e em minerais, além do alto teor de água, o que ajuda a regular os hormônios femininos e a combater a TPM.

Alcachofra - Também ajuda a diminuir a retenção de líquidos.

GergelimSemente de gergelim e folhas verde-escuras - São ricos em cálcio, mineral que ajuda a aliviar as cólicas e o mau humor.

Semente de linhaça - Um anti-inflamatório natural, ajuda a reduzir as cólicas e a retenção de líquidos. Tanto as sementes de linhaça quanto as cápsulas de linhaça são ricas em ômega-3, gordura que melhora a pele, protege contra inflamações, cólicas, inchaço e alterações de humor.

Chá de calêndula, barbatimão e agoniada - Servem para relaxar e combater o inchaço. Também o morango, a melancia e a salsa.

Nozes e castanhas - Possuem gorduras poliinsaturadas que ajudam a combater a inflamação.

LeguminosasLeguminosas, como lentilha, grão-de-bico, feijão e soja - São boas fontes de vitaminas do complexo B, importantes na metabolização e eliminação de toxinas, aliviando os sintomas da TPM.

Óleo de prímula - Fitoterápico vendido nas farmácias que pode amenizar os sintomas da TPM considerada leve. Tem ação anti-inflamatória.

Chocolate amargo - Aqueles com 70% de cacau possuem flavonoides, substâncias que combatem os processos inflamatórios.

Figo, banana e beterraba - Possuem altos teores de magnésio que reduz os sintomas físicos, pois possui ação anti-inflamatória.


EVITE

Frituras, alimentos estimulantes, que retêm líquido, que comprimem os vasos sanguíneos ou que atrapalham a absorção de outros nutrientes. Exemplos:

Chocolate ao leite - Devido à presença do leite, esse tipo de chocolate atrapalha a absorção de outros nutrientes importantes, como o ferro.

Sal - Retém líquido, favorecendo o inchaço nas pernas e mamas.

Açúcar - Favorece o aumento de peso.

CaféCafé - Contém cafeína, que aumenta a ansiedade, a irritabilidade e a instabilidade emocional.

Refrigerantes - Além da cafeína e do açúcar, comtém sódio, que aumenta o inchaço.

Álcool - Atua no fígado, diminuindo a disponibilidade de glicose (açúcar) no sangue, aumentando a vontade de comer doces, além de provocar cansaço, dores de cabeça e depressão.

Fonte: Revista dos Vegetarianos

sábado, 14 de dezembro de 2013

PRODUTOS/DERIVADOS/INGREDIENTES DE ORIGEM ANIMAL



Produtos Ocultos de Origem ANIMAL!


É muito difícil evitar produtos animais nestes "tempos modernos". Eis uma lista de itens comuns que, surpreendentemente, contêm derivados animais, e outros que são seguros.

Caseína: este produto se forma quando o leite é aquecido com um ácido, como o ácido láctico. Aparece principalmente em queijos de soja "sem lactose" como Soyco, Soy Kaas, AlmondRella, Zero-FatRella, HempRella e TofuRella Slices (marcas americanas). O rótulo diz: "sem lactose" (a lactose é outro derivado do leite), mas isso não significa que sejam vegan, como erradamente costumávamos supor. O queijo de soja Soymage é 100% vegan, mas é meio esquisito. Vegan-Rella também é totalmente vegan. A caseína também é usada em plásticos, adesivos e na fabricação de tintas.

Caseinato: caseína combinada a um metal, como caseinato de cálcio ou de sódio.

Chiclete: Alguns chicletes contêm glicerina. A marca Wrigleys contém glicerina de fonte vegetariana.

Margarinas: podem conter óleo de peixe e outros óleos de animais marinhos. Muitas margarinas contêm soro de leite.

Nougat: geralmente contém gelatina.

Macarrão: pode conter ovos, especialmente se for macarrão fresco. Algumas massas na Itália contêm tinta de lulas; isso é fácil de reconhecer porque o macarrão é preto.

Pastas: gomas. Podem ser derivadas de animais ou peixes.

Produtos de confeitaria: usa-se gordura animal na maioria dos doces, bolos e tortas feitos em confeitarias. Verificar os ingredientes.

Fosfatos: derivados do glicerol e de ácidos graxos. Podem também vir de ossos de animias.

Rennet ou coalho: enzima tirada do estômago de bezerros recém-mortos. Usado no processo de fabricação de queijos. Procure "coalho" ou as palavras "feito sem renina animal".

Gordura: pode ser animal. Usada na indústria de alimentos, principalmente em bolos e biscoitos.

Estearato: Em geral aparece na forma de estearato de cálcio e se encontra em balas duras como Gobstoppers e Sweetarts e outros. Vem do ácido esteárico, que comumente é derivado do sebo ou banha (gordura animal). O estearato também é usado no vinil (como em bancos de carro) e outros plásticos.

Doces: cuidado com a gelatina, por exemplo, em jujubas e balas de goma. Quase todas as balas de hortelã contêm gelatina, como Mentex, Pastilhas Garoto, etc. Ver também Nougat.

Soro: parte líquida do leite.


fonte

Ingredientes de Origem Animal


Além de deixar de consumir produtos de limpeza, de higiene e cosméticos testados em animais, a PEA incentiva também que você evite, na medida do possível, a compra de produtos que trazem ingredientes de origem animal em sua formulação. Habitue-se a verificar os rótulos dos produtos. Aqui está uma lista de ingredientes comumente encontrados em artigos de higiene pessoal e cosméticos. Várias destas matérias-primas podem ter igualmente origem vegetal (caso de algumas proteínas ou vitaminas) ou ser substituídas por similares vegetais. Se você quer ter certeza que o produto de sua preferência usa ingredientes vegetais, a PEA recomenda que você entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SACs) dos fabricantes.

Algumas marcas, como a Lush, já têm linhas de produtos Vegan (sem ingredientes de origem animal), devidamente identificados. Há também marcas Vegan no mercado, como Ayurvida, Cassiopéia, Florestas, Welleda, Savonnerie e Surya Henna.

Quanto ao couro utilizado nos calçados e tênis, sugerimos que entre em contato com as empresas fabricantes dos mesmos e peça informação a respeito. Alguns tênis utilizam couro mas não é informado em sua embalagem. Existem diversas opções confeccionadas com material sintético ou tecidos de alta resistência.

* ingredientes incluídos na lista pela PEA

Ácido Benzóico ou Benjoim
Pode ter origem animal ou vegetal.
Alternativa: Fontes vegetais.

Ácido Caprílico (Caprylic Acid)
Ácido líquido e gorduroso do leite de vaca ou cabra. Encontrado em perfumes e sabonetes. Possui derivados, como o Triglicerídeo Caprílico.
Alternativa: Fontes vegetais, como óleo de palma e de coco.

Ácidos Graxos Naturais (Fatty Acids)
Pode ser composto de sebo bovino.

Ácido Esteárico (Stearic Acid)
Pode derivar de gordura de vacas, de ovelhas, de cães e de gatos sacrificados. Na maioria das vezes se refere a uma substância gordurosa tirada do estômago de porcos. Possui diversos derivados, como os estearatos.
Alternativa: O ácido esteárico pode ser encontrado em várias gorduras vegetais, como coco.

Ácido Hialurônico (Hialuronic Acid)
Proteína encontrada em cordões umbilicais e em fluidos das articulações.
Alternativa: Ácido hialurônico sintético, óleos vegetais.

Ácido Láctico
Usados em esfoliantes e cremes anti-rugas.
Alternativa: Ácido cítrico ou glicólico.

Álcool Cetílico (Cetyl Alcohol)
Cera encontrada no espermacete (cetina) do esperma de baleias e golfinhos.
Alternativa: Álcool cetílico vegetal , espermacete sintético.

Ácido Linoléico
Ácido graxo que pode ser origem animal ou vegetal.
Alternativa: Fontes vegetais.

Ácidos Nucléicos
Encontrado nos núcleos de todas as células vivas.
Alternativa: Fontes vegetais.

Alantoína (Allantoin)
Ácido úrico de vacas e outros mamíferos. Pode ser encontrado também em algumas plantas (como confrei).
Alternativa: Extrato de raízes de confrei ou sintéticos.

Albúmen, Albumina (Albumen, Albumin)
Proveniente de ovos, leite, músculos, sangue e vários tecidos e fluídos vegetais. Em cosméticos a albumina geralmente é derivada de claras de ovos e usada como agente anti-coagulante.

Almíscar, Almiscareiro (Óleo de Civet ou Musk Oil)
Secreção seca obtida dolorosamente dos órgãos genitais do cervo almiscareiro, castor, rato silvestre e outros. Gatos selvagens são capturados e mantido em gaiolas em condições horríveis e são chicoteados ao redor dos genitais para produzir o odor. Castores são pegos em armadilhas, cervos são caçados com tiros. Usado na fabricação de perfumes.
Alternativa: Plantas com odor almiscarado.

Ambergris
Dos intestinos de baleias. Usado como um fixador em perfumes ou como realçador de sabor em produtos alimentícios ou bebidas.
Alternativa: Fixadores sintéticos ou de origem vegetal.

Aminoácidos (Amino Acids)
Blocos construtores de proteína em todos os animais e plantas. Usado em cosméticos, xampus etc..
Alternativa: Sintéticos e vegetais.

Aminoácido da Seda
"Para a produção da seda o casulo é fervido com a larva dentro. O pobre animal se contorce quando é submetido a essa morte dolorosa." - Cozinhando Sem Crueldade, pág. 215.

Beta Caroteno
(Veja Carotenp)

Biotina, Vitamina H, Vitamina B
Pode ter origem animal ou vegetal.
Alternativa: Fontes vegetais.

Carmim, Cochonilha, Ácido Carmínico (Carmine, Cochineal, Carminic Acid)
Pigmento vermelho obtido através da compressão da fêmea do inseto cochonilha. De acordo com estimativas, 70.000 insetos precisam ser mortos para produzir cerca de 450 gramas deste corante vermelho. Usado em cosméticos, pós, ruges, xampus. Pode causar reação alérgica.
Alternativa: Suco de beterraba (não possui qualquer toxidade).

Caroteno, Provitamina A, Beta Caroteno
Um pigmento encontrado em tecidos animais e vegetais.
Alternativa: Fontes vegetais.

Caseína, Sódio Caseinado (Casein, Caseinate, Sodium Caseinate)
Proteína do leite. Usado em vários cosméticos para cabelo, máscaras para pele etc..
Alternativa: Proteína de soja, leite vegetal.

Cera de Abelha, Geléia Real, Mel, Pólen, Própolis (Bee Wax, Royal Gelly, Honey, Pollen)
"Ao contrário do que muitos pensam, a produção de mel também é responsável pela crueldade com animais. Muitos criadores matam as abelhas no inverno para não ter que gastar para protegê-las do frio. Além disso, para inseminar artificialmente as abelhas rainhas, é "tirado" esperma do zangão com o método cruel de esmagar suas cabeças. A decapitação gera um impulso elétrico tão forte que o animal ejacula." - Cozinhando Sem Crueldade, pág. 214.

Cerdas Naturais ou Crinas (Pêlos de Animais)
Usados em escovas e pincéis.
Alternativa: Sintéticos.

Cisteína (Cistein)
Aminoácido retirado de pêlos.
Alternativa: Fontes vegetal.

Colágeno (Collagen)
Proteína fibrosa, de natureza mucopolissacarídica, que é constituinte essencial da substância intercelular do tecido conjuntivo. Geralmente proveniente de animais. Pode causar alergias.
Alternativa: Proteína da soja, óleo de amêndoas etc..

Dexpanthenol
(Veja Panthenol)

Elastina (Elastin)
Proteína elástica, encontrada nos ligamentos do pescoço e nas paredes arteriais das vacas. Similar ao colágeno. Não afeta a elasticidade da pele.
Alternativa: Sintética, proteína de fontes vegetais.

Esponja do Mar
Animal marítimo que está em processo de extinção. Tem propriedades medicinais importantes.
Alternativa: Esponja sintética.

Esqualeno (Squalene)
Óleo de fígado de tubarão. Usado em hidratantes, tinta de cabelo etc.
Alternativa: Vegetais emolientes como azeite de oliva, óleo de gérmen de trigo, óleo de farelo de arroz etc..

Esterol (Stearyl Alcohol Sterols)
Uma mistura de álcoois sólidos. Pode ser obtido do óleo de esperma de baleia. Usado em cremes, xampus etc. Possuí diversos derivados.
Alternativa: Fontes vegetais, ácido esteárico vegetal.

Esteróide, Esterol (Steroids Sterols)
De várias glândulas de animais ou de fontes vegetais. Esteróides inclui esteróis. Esteróis são álcoois de animais ou plantas (ex: colesterol). Em cremes, loções, condicionadores de cabelo, perfumes etc.
Alternativa: Fontes vegetais e sintéticas.

Estrogênio, Estradiol (Estrogen Estradiol)
Hormônio feminino obtido da urina de éguas grávidas. Usado em cremes, perfumes e loções. Possui efeito insignificante em cremes e restauradores da pele, fontes emolientes vegetais são consideradas melhores.

"Fontes Naturais" (Natural Sources)
Pode significar fontes animais ou vegetais. Especialmente em cosméticos, isso significa fontes animais, como elastina, gordura, proteína e óleo animais.
Alternativa: Fontes vegetais.

Gelatina, Gel (Gelatin Gel)
Proteína obtida de pele, tendões, ligamentos e/ou ossos fervidos com água. De vacas e porcos. Utilizada em xampus, máscaras faciais, e outros cosméticos.
Alternativa: Carragena, algas (algina, agar-agar, kelp), dextrina, goma de algodão, gel de sílica.

Glicerina, Glicerol (Glycerine, Glycerol)
Substância líquida, incolor e xaroposa, que é o princípio doce dos óleos e a base dos corpos gordos conhecidos. Geralmente é produzida a partir da gordura animal.
Alternativa: Glicerina vegetal e sintética.

Goma Laca (Shellac Resinous Glaze)
Excreção resinosa de determinados insetos. Utilizada em laquês para cabelo.
Alternativa: Cera de plantas.

Gorduras, Sebo ou Óleos Animais
Usado em cosméticos e em produtos alimentícios.
Alternativa: Óleo de oliva, óleo de germe de trigo, óleo de coco, óleo de oliva, óleo de girassol etc..

Guanina
Obtida de peixes.
Alternativa: Leguminosas, partículas de alumínio ou de bronze

Lactose (Lactose)
Açúcar do leite dos mamíferos.
Alternativa: Açúcar do leite de plantas.

Lanolina (Álcool de Lanolina Acetilado)
A lanolina é uma emulsão de gordura de lã, resíduo obtido na lavagem da lã de carneiro. "Para aumentar o lucro, cientistas têm criado espécies de ovelhas que têm lã em demasia. Isso faz com que muitas ovelhas morram de calor no verão, enquanto outras morrem de frio no inverno depois de terem sua lã extraída." - Fonte: Cozinhando Sem Crueldade, pág. 215. Evite igualmente usar roupas de lã (outras denominações: cashmere, pashmina, mohair, merino). Veja vídeo da PETA
Lecitina
Substância presente nos tecidos nervosos, mas freqüentemente obtida para uso comercial em ovos.
Alternativa: Lecitina de soja e sintéticos

Mocotó*
Obtido do cozimento das patas de bovinos.

Monoestereato de Glicerila
Pode ser de origem animal ou vegetal. Obtido a partir da reação química da glicerina – animal ou vegetal – com o ácido esteárico – animal ou vegetal.
Alternativa: Fontes vegetais.

Óleo de Castor
Usado como fixador em perfumes e incensos.
Alternativa: Sintéticos e fontes vegetais.

Panthenol, Dexpanthenol, Panthenyl, Vitamina B- Provitamina B-5
Pode ter origem animal ou vegetal.
Alternativa: Fontes vegetais ou sintéticos.

Placenta (Placenta Polypeptides Protein Afterbirth)
Órgão ou tecido que envolve o feto ou embrião. Pode ser derivada do útero de animais sacrificados.
Alternativa: Algas.

Pó ou Proteínas da Seda (Silk)
Seda é a fibra brilhante feita pelo bicho-da-seda para formar seus casulo. Os bichos são fervidos em seus casulos para retirar a seda. Pó de seda é obtido da secreção do bicho-da-seda. É usado como corante em pós faciais, sabonetes etc.. Pode causar severa reação alérgica na pele e reações sistemáticas (por inalação ou ingestão).

Progesterona (Progesterone)
Hormônio utilizado em cremes anti-rugas.
Alternativa: Sintético.

Proteínas Hidrolizadas
Podem ter origem animal.
Alternativa: Proteína de soja.

Queratina (Keratin)
Proteína insolúvel, principal constituinte da epiderme, unhas, pêlos, tecidos córneos e esmalte dos dentes. Pode ser obtida nos chifres, cascos, penas e pêlo de vários animais. Utilizada em condicionadores de cabelo, xampus, soluções para permanente.
Alternativa: Óleo de amêndoas, proteína de soja, óleo de amla (do fruto de uma árvore indiana), cabelo humano proveniente de salões (que iriam para o lixo). Alecrim e urtiga dão corpo e força aos cabelos.

Quitosana (Chitosan)
Fibra derivada de crustáceos, como siris e caranguejos. Usado em cosméticos.
Alternativa: Fambroesas, inhame, legumes, apricots secos e muitas outras fontes vegetais.

Tirosina (Tyrosine)
Aminoácido hidrolisado da caseína. Utilizado em cremes.

Tutano*
Medula dos ossos de boi.

Uréia, Carbamida, Ácido Úrico (Urea, Carbamide)
Excretada da urina e outros fluídos corpóreos. Usada em desodorantes, pasta de dentes com amônia, enxaguantes bucais, tintura p ara cabelos, cremes para mãos, loções, xampus etc. Derivados: Ácido Úrico.
Alternativa: Dintéticos.

Vitamina A ou Retinol
Pode ser obtida de fígado de peixes, gemas de ovos, manteiga. Também pode ter origem vegetal, como no germe de trigo.

Vitaminas do Complexo B
(Veja Biotina e Panthenol)

Vitamina D, Ergocalciferol, Vitamina D-2, Ergosterol, Provitamina D-2, Calciferol, Vitamina D-3
A Vitamina D pode ser obtida de óleo de fígado, leite ou gemas de ovos. A vitamina D-2 pode ter origem animal ou vegetal. A Vitamina D-3 tem sempre origem animal.
Alternativa: Fontes vegetais ou minerais, sintéticos.

Vitamina H
(Veja biotina)

EMULSIONANTES DE ORIGEM ANIMAL


LEIA COM ATENÇÃO OS RÓTULOS DOS PRODUTOS ALIMENTARES ANTES DE OS COMPRAR

E's DE ORIGEM ANIMAL QUE PODERÁS ENCONTRAR:

E120 - Cochonilha, ácido Carmínico, Carmim, vermelho natural 4, corante de origem animal

E160a - Alpha caroteno, Beta caroteno, caroteno Gma, corante de possível origem animal

E161g - Cantaxantina, corante de possível origem animal

E252 - Nitrato de Potássio (Salitre), conservante de possível origem animal

E270 - ácido Láctico, conservante / ácido / antioxidante de possível origem animal

E322 - Lecticina, Emulsionante de possível origem animal

E325 - Lactato de sódio antioxidante de possível origem animal

E326 - Lactato de potássio, antioxidante/regulador de acidez de possível origem animal

E422 - Glicerol, emulsionante/adoçante de possível origem animal

E430 - Estearato de Polioxietileno(8), emulsionante / estabilizador de possível origem animal

E431 - Estearato de Polioxietileno (40), emulsionante de possível origem animal

E432 - Monolaurato de polioxietileno 20, emulsionante de possível origem animal

E433 - Monooleato de polioxietileno sorbitano, polissorbato, emulsionante de possível origem animal

E434 - Monopalmitato de polioxietileno sorbitano, polissorbato 40, emulsionante de possível origem animal

E435 - Monoestearato de polioxietileno sorbitano, polissorbato, 60 emulsionante de possível origem animal

E436 - Triestrearato de polioxietileno sorbitano polissorbato 65, emulsionante de possível origem animal

E441 - Gelatina, emulsionante e agente gelificante origem animal

E442 - Fosfatidatos de amónio, emulsionante de possível origem animal

E470a - Sais de sódio, de potássio, cálcio e de ácidos gordos, emulsionante/estabilizante de possível origem animal

E470b - Sais de magnésio de ácidos gordos, emulsionante/estabilizante de possível origem animal

E471 - Mono e diglicéridos de ácidos gordos, emulsionante de possível origem animal

E472a - ésteres de ácido Acético de mono e diglicéridos de ácidos gordos, emulsionante de possível origem animal

E472b - ésteres lácticos de mono e diglicéridos de ácidos gordos, emulsionante de possível origem animal

E472c - ésteres cítricos de mono e diglicéridos de ácidos gordos, emulsionante de possível origem animal

E472d - ésteres de tartáricos de mono e diglicéridos de ácidos gordos, emulsionante de possível origem animal

E472e - Ésteres monoacetiltartáricos e diacetiltartáricos de mono e diglicéridos de ácidos gordos, emulsionante de possível origem animal

E472f - Ésteres mistos acéticos e tartáricos de mono e diglicéridos de ácidos gordos, emulsionante de possível origem animal

E473 - Ésteres de sacarose de ácidos gordos, emulsionante de possível origem animal

E474 - Sacaridoglicéridos, emulsionante de possível origem animal

E475 - Ésteres de poliglicerol de ácidos gordos, emulsionante de possível origem animal

E476 - Polirricinoleato de poliglicerol, emulsionante de possível origem animal

E477 - ésteres de 1, 2 propanodiol de ácidos gordos, emulsionante de possível origem animal

E478 - ésteres de glicerol e lactilato de propano-1 de ácidos gordos, emulsionante de possível origem animal

E479b - Produto da reacção de óleo de soja oxidado por via térmica fundido com mono e diglicéridos de ácidos gordos, emulsionante de possível origem animal

E481 - Oleostearilo-2-lactilato de sódio, emulsionante de possível origem animal

E482 - Oleostearilo-2-lactilato de cálcio, emulsionante de possível origem animal

E483 - Tartarato de estearilo, emulsionante de possível origem animal

E491 - Monoestreato de sorbitano, emulsionante de possível origem animal

E492 - Triestreato de sorbitano, emulsionante de possível origem animal

E493 - Monolaurato de sorbitano, emulsionante de possível origem animal

E494 - Monooleato de sorbitano, emulsionante de possível origem animal

E495 - Monopalmitato de sorbitano, emulsionante de possível origem animal

E542 - Fosfato de cálcio, estabilizante de origem animal

E570 - Ácidos gordos, estabilizante de possível origem animal

E572 - Estearato de magnésio, estearato de cálcio emulsionante/estabilizante possível origem animal

E585 - Lactato ferroso, corante de possível origem animal

E631 - Inosinato dissódico, intensificador de sabor de possível origem animal

E635 - 5..Ribonucleótidos dissódico, intensificador de sabor de possível origem animal

E640 - Glicina e respectivo sal de sódio, intensificador de sabor de possível origem animal

E901 - Cera de abelhas, branca e amarela, agente envernizador de origem animal

E904 - Goma laca, agente envernizador de origem animal

E910 - L-cisteína, origem animal

E913 - Lanolin, gordura de lã de ovelha, agente envernizador de origem animal

E920 - Hidrocloreto de L-cisteína agente melhorador de origem animal

E921 - Monohidrato hidrocloreto de L-cysteína, agente melhorador de origem animal

E966 - Lactitol, adoçante de origem animal




Aditivos Alimentares Autorizados pela União Europeia

Componentes alimentares à base do leite


caseinato de amonia
caseinato de calcio
caseína
caseinato
sabor artificial de manteiga
gordura da manteiga
ghee
leite de manteiga
sólidos de manteiga
corante caramelo
creme
coalhada
soro delactosado
soro desmineralizado
sólidos de leite em pó
caseina hidrolisada
lactose
lactoferrinalactalbumina
fosfato de lactalbumina
caseinato de magnésio
derivados do leite
proteína do leite
sólidos do leite
sabor natural
substitutivo de gordura (em inglês Opta)
caseinato de potássio
caseina rennet
substituto da gordura (em inglês simplesse)
caseinato de sodium
creme azedo
sólido de creme azedo
sólido de leite azedo
iogurte
soro
soro protéico concentrado