sábado, 7 de dezembro de 2013

Cogumelos: como comprar e limpar e conservar

Cogumelos

1. Maitake (Grifola fondosa); 2. Funghi Secchi Porcini Italiano (Boletus edulis); 3. Shimeji Cinza (Pleurotus ostreatus); 4. Champignon de Paris (Agaricus bisporus); 5. Pleurotus Salmão (Pleurotus djamor). 6. Nameko (Pholiota nameko); 7. Eryngii (Pleurotus eryngii); 8. Shiitake (Lentinula edodes); 9. Portobelo (Agaricus bisporus); 10. Pleurotus Branco (Pleurotus ostreatus) 

 
O termo cogumelo é usado genericamente para toda a família de fungos comestíveis.

Há mais de 500 variedades deles. Os mais comuns no mercado brasileiro são cinco:
  1. Champignon-de-paris, os mais tradicionais, conhecidos simplesmente como cogumelos .
  2. Shimeji.
  3. Shiitake.
  4. Hiratake ou shimeji branco.
  5. Pleurotus salmon ou shimeji salmon

Como comprar e limpar os cogumelos frescos:

  1. Quando for comprar os cogumelos prefira os mais macios e firmes, sem parte danificada ou com cheiro estranho.
  2. Não leve para casa cogumelos pegajosos, duros ou elásticos. No caso dos champignon-de-paris evite os que estejam muito sujos.
  3. Os cogumelos devem ser lavados com delicadeza . No caso do champignon-de-paris se estiverem brancos só precisam ser lavados. Os mais sujos exigem cuidados especiais, esfregue-os levemente com uma toalha de papel umedecida, enxágüe e não os deixe de molho em água, pois ficam encharcados e perdem o sabor.
  4. Corte os talos cheios de terra e retire quando estiverem duros. Os maiores devem ser cortados ao meio, em quatro ou em fatias. Os pequenos devem ser deixados inteiros.
  5. Quando for retirar as partes mais fibrosas dos cogumelos: não jogue fora. Elas podem ser usadas para o preparar deliciosas sopas. Para isso, lave-as bem e coloque em uma panela com água, legumes e temperos a gosto. Cozinhe até amaciar, retire, bata no liquidificador, coloque nos pratos e regue com bastante azeite de oliva . Sirva com pão.
  6. Os cogumelos shiitakes só precisam ser limpos com toalha de papel úmida. Em seguida, apare os talos tirando a parte fibrosa. Antes de preparar, corte os maiores em tiras ou parta-os ao meio.
  7. Para cortar os cogumelos em tiras finas, coloque-os com o lado do talo para baixo em uma superfície lisa e faça tiras na vertical com uma faca. Lembre-se, esse processo deve ser feito rapidamente, pois os cogumelos em contato com o ar escurecem e prejudicam a apresentação de seu prato.
  8. Para obter cogumelos picados em pedaços bem pequenos, coloque-os no liquidificador e use a função pulsar, mas cuidado para não transformá-los em purê.

Preparando os cogumelos frescos
  1. Os cogumelos ficam com uma melhor apresentação se brancos após o cozimento. Para isso, adicione suco de limão na água usada para cozê-los.
  2. Se os cogumelos endurecerem e ressecarem mais do que devia, junte algumas colheres de vinho tinto e deixe de molho por 10 minutos. Depois ao e deixe até ferver. Retire, escorra e tempere com creme de leite.
  3. Para fritar os cogumelos: aqueça azeite de oliva em uma frigideira funda e coloque os cogumelos. Tempere a gosto e salteie por alguns minutos. Os cogumelos soltam água, por isso é melhor fritar por 4 minutos ou até a água evaporar e eles dourarem.
  4. Quando for usar cogumelos em recheios cremosos, grelhe-os antes até ficarem bem secos, do contrário podem talhar o recheio.
  5. Para grelhar os cogumelos, limpe-os e seque-os. Pincele com azeite de oliva e grelhe a 10 cm do calor, virando de lado de vez em quando e pincelando sempre com azeite de oliva. O tempo ideal para grelhar os cogumelos é de 6 a 10 minutos.
  6. Experimente servir cogumelos grelhados com azeite de oliva temperado com tomilho e alho. Ou molho a base de shoyu e ceboulette picadinha.
Cogumelos secos
  1. Muitas variedades de cogumelos são secas e vendidas desta maneira, os mais comuns são os shiitake, os cogumelos ostras e os selvagens.
  2. Os cogumelos selvagens são caros, raros e de sabor é muito concentrado, por isso basta usar uma pequena quantidade.
  3. Antes de usar os cogumelos secos é necessário hidratá-los.
Para limpar e hidratar:
Coloque-os de molho em uma tigela com água morna por 20 a 30 minutos.
Se necessário deixe mais tempo ou até os cogumelos ficarem macios e soltar toda a terra e impurezas que se afundam na tigela.
Com cuidado, retire-os com o auxílio de uma escumadeira, deixando os resíduos no fundo. Esprema bem. Coe o líquido em uma peneira forrada com um pano e use o líquido na preparação. 
Outra opção é trocar a água por algum tipo de vinho ou fundo ou suco de frutas.

Receitas com Cogumelos 
[aqui] e [aqui] e [aqui] e [aqui]



Como conservar Cogumelos? [clique aqui]


Os Alimentos Mais Saudáveis do Mundo

Os cogumelos são tão misteriosos quanto são deliciosos. Embora sejam muitas vezes confundidos e preparados como legumes, os cogumelos são na realidade fungos, um tipo especial de organismo vivo que não tem raízes, folhas, flores ou sementes. Embora possam ser cultivados, os cogumelos crescem de forma selvagem em muitas regiões do mundo.
Os cogumelos em forma de botão geralmente assemelham-se a pequenos guarda-chuva, com uma cobertura densa anexada a um caule que poderá ser curto ou comprido, grosso ou fino. Existem muitas variedades de cogumelos, sendo os mais comuns os cogumelos brancos, cogumelos crimini e cogumelos portobelo. De todos estes, o cogumelo branco é o que se encontra mais facilmente, e que, muitas vezes, adorna as saladas. O cogumelo crimini, que se parece apenas com o botão e adquire um tom de castanho cor de café, possui um sabor mais distinto. O cogumelo portobelo, cujo grande tamanho e sabor a carne o torna numa maravilhosa entrada vegetariana, é na verdade um cogumelo crimini excessivamente desenvolvido. O nome cientifico para estes cogumelos é Agaricus Bisporus.

Tabela Nutricional


150 GRS / 40 CALORIAS
NUTRIENTES
QUANT.
DDR (%)
DENSIDADE DO NUTRIENTE
CLASS.
SELÉNIO
36.85 mcg
52.6
30.4
excelente
VITAMINA B2 (RIBOFLAVINA)
0.69 mg
40.6
23.4
excelente
COBRE
0.71 mg
35.5
20.5
excelente
VITAMINA B3 (NIACINA)
5.39 mg
26.9
15.6
excelente
TRPTOFANOS
0.08 g
25.0
14.4
excelente
VITAMINA B5 (ÁCIDO PANTOTÉNICO)
2.13 mg
21.3
12.3
excelente
POTÁSSIO
635.04 mg
18.1
10.5
excelente
FÓSFORO
170.10 mg
17.0
9.8
excelente
ZINCO
1.56 mg
10.4
6.0
muito bom
MANGANÉSIO
0.20 mg
10.0
5.8
muito bom
VITAMINA B1 (TIAMINA)
0.13 mg
8.7
5.0
muito bom
VITAMINA B6 (PIRIDOXINA)
0.16 mg
8.0
4.6
muito bom
PROTEÍNAS
3.54 g
7.1
4.1
muito bom
FOLATOS
19.85 mcg
5.0
2.9
bom
FIBRAS
0.85 g
3.4
2.0
bom
MAGNÉSIO
12.76 mg
3.2
1.8
bom
FERRO
0.57 mg
3.2
1.8
bom
CÁLCIO
25.52 mg
2.6
1.5
bom

Benefícios para a Saúde


● Sistema Imunitário
● Previne a Doença de Alzheimer
● Fonte de Antioxidantes


CURIOSIDADES:
  Assim como os seres humanos, os cogumelos têm a capacidade de produzir vitamina D, quando expostos à luz ultravioleta. 

Cogumelos, no entanto, são normalmente cultivados no escuro e não contêm a vitamina. Marcas específicas, no entanto, são cultivadas em luz ultravioleta para estimular a produção de vitamina D. 
Verifique se o Cogumelo que deseja comprar tem vitamina D leia a embalagem. 
 Eles são perfeitos para vegetarianos à procura de alimentos de origem vegetal que contêm a vitamina. 
Algumas marcas têm 400 UI de vitamina D por 100 gramas do produto.
Deve-se evitar comê-lo cru ou mal


cozido
Cogumelos crus fazem mal?

Shiitake: Deve-se evitar comê-lo cru ou mal cozido

Algumas poucas espécies de cogumelos podem ser comidas crus: Champignons-de-Paris combinam bem em saladas. Trufas raspadas em pratos de massas.
 Os cogumelos devem ser cozidos e geralmente absorvem o sabor dos alimentos, esta é sua maior qualidade!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A Origem da Pizza



A história da pizza começou há 6 mil anos com os egípcios. 
Acredita-se que eles foram os primeiros a misturar farinha com água. Outros afirmam que os pioneiros são os gregos, que faziam a massas à base de farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico e as assavam em tijolos quentes. A novidade foi parar na península da Etrúria, na Itália. Era um alimento de pobres do Sul da Itália. Mas foram os napolitanos que passaram a acrescentar molho de tomate e orégano à massa, que era dobrada ao meio e devorada como se fosse um sanduíche. Quem tinha um pouco mais de dinheiro colocava........................................................

Contrariamente ao que a maioria das pessoas pensam, a pizza não teve a sua origem 100% em Itália. Os antigos egípcios desenvolveram e aperfeiçoaram uma massa que resultava da mistura de farinha e água e cuja receita foi percorrendo diversas civilizações ao longo da história, pelo que se supõe que serviu de base para a nossa actual massa de pizza.
Os gregos, por exemplo, usaram a receita egípcia, juntaram-lhe arroz e assavam o preparado resultante sobre tijolos quentes. Já os fenícios optaram por adicionar à massa egípcia outros alimentos, como cebolas e carnes. Naturalmente que esta receita acabou por chegar também a Itália, país onde foram dados, sem dúvida, os maiores e mais importantes contributos para este famoso pitéu culinário.
Durante a Idade Média, os turcos muçulmanos passaram a adoptar o costume alimentar dos fenícios e em resultado da expansão das cruzadas a receita desta “pizza dos fenícios” chegou à Itália através do porto de Nápoles. No início as pizzas napolitanas apenas tinham adicionadas algumas ervas e azeite por forma a serem baratas, pois o seu destino principal eram os italianos mais pobres, sendo o alimento mais utilizado com o objectivo de acabar com a fome do povo. Como curiosidade, refira-se que por esta altura a pizza era comida como se fosse uma sanduíche. E foi em Nápoles, a cidade considerada actualmente como a terra natal da pizza, que surgiu a primeira pizza redonda. Nessa época já eram também adicionados tomate, toucinho, peixes fritos e queijo, sempre muito queijo. A fama desta iguaria espalhou-se rapidamente, o que resultou no aparecimento da primeira pizzaria da história: a Antica Pizzeria Port’Alba, fundada em 1830, que passou a ser ponto de encontro de vários artistas da época, como Alexandre Dumas.

A primeira pizzaria do planeta
Foi também em Nápoles que nasceu a famosa pizza Margherita, quando em 1889 dom Raffaele Espósito, um padeiro ao serviço do rei Umberto I e da rainha Margherita, decidiu homenagear a rainha com a confecção de uma pizza a imitar as cores da bandeira italiana, branco, vermelho e verde, utilizando para isso queijo mozzarela, tomate e manjericão, produtos que lhe permitiam obter as colorações desejadas. A rainha apreciou tanto este prato que dom Raffaele decidiu baptizá-la de Margherita.
Por esta razão a pizza deixou de ser considerada somente “comida dos pobres” passando a ser mais universal. Actualmente, só em Itália existem cerca de 30 mil pizzarias que produzem, por ano, o equivalente a 45 pizzas por cada italiano.

~~~~~~~~~
A pizza ou piza, como se escreve em Portugal, hoje tão disseminada no território brasileiro, é atualmente um elemento fundamental da gastronomia italiana, mas este saboroso prato não nasceu na Itália, como muitos imaginam. Esta iguaria é elaborada com massa fermentada de farinha de trigo, banhada com molho de tomates e revestida de produtos diversos, geralmente alguma espécie de queijo, carnes defumadas ou não, ervas e até legumes e doces, inclusive o próprio sorvete. Por último, um toque de orégano ou de manjericão, e finalmente tudo é conduzido ao forno. Mas nem sempre ela foi assim.

A história da pizza tem início há pelo menos seis mil anos atrás, provavelmente entre os egípcios e os hebreus. Ela não era, é claro, como é conhecida hoje, mas apenas um delgado estrato de massa – farinha mesclada com água -, chamado na época de ‘pão de Abrahão’, semelhante ao moderno pão sírio; era também conhecido como ‘piscea’, termo que futuramente derivaria para pizza. Outros estudiosos afirmam que ela era consumida pelos gregos, os quais produziam suas massas com farinha de trigo, arroz ou grão de bico, assando-as depois em tijolos ardentes.

Três séculos antes do nascimento de Cristo, os fenícios tinham o hábito de recamar seus pães com carne e cebola; os turcos muçulmanos mantinham a mesma tradição ao longo da Era Medieval; assim, no intercâmbio de valores e elementos culturais entre povos distintos, durante as Cruzadas, esse costume desembarcou na Itália através do porto de Nápoles.

No começo da sua trajetória cultural, a pizza contava somente com o acréscimo de ervas da região e do tradicional azeite de oliva, comuns neste prato em seu formato convencional. Os italianos levaram a fama por adicionar o uso do tomate – recém-chegado da América pelas mãos dos espanhóis -, que se tornaria essencial na confecção desta iguaria. Restava à pizza conquistar seu formato definitivo, pois ainda era produzida como o atual calzone e o sanduíche, ou seja, dobrada ao meio.

Antes de se tornar famosa, a pizza era um prato elaborado para matar a fome dos pobres que habitavam o Sul da Itália. Chega então a Nápoles, já considerada a terra da pizza, o conhecimento da expressão ‘picea’, que tinha a conotação de um disco de massa assada, coberto com substâncias variadas. Os vendedores ambulantes adotaram esta receita para, com o uso de alimentos baratos, nutrir os mais pobres. Geralmente esta massa vinha acompanhada de toucinho, peixes fritos e queijo.

Esta iguaria da gastronomia italiana foi amplamente difundida em meados do século XIX, em 1889, graças à habilidade do primeiro pizzaiolo da história, dom Raffaele Espósito, um padeiro de Nápoles a serviço do rei Umberto I e da rainha Margherita, a quem ele homenageia ao confeccionar uma pizza imitando as cores da bandeira italiana, branco, vermelho e verde, utilizando para isso mussarela, tomate e manjericão, produtos que lhe permitiam obter as colorações desejadas. A rainha apreciou tanto este prato que dom Raffaele decidiu batizá-la de Margherita.

A nova receita da pizza, em seu formato redondo, alcançou tamanha fama mundial que propiciou o nascimento da primeira pizzaria conhecida, a Port'Alba, ‘point’ onde artistas célebres, como o escritor Alexandre Dumas, se encontravam neste período.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Legumes, frutos e vegetais as suas propriedades

Frutos-legumes-e-vegetais


Abacate
Com suave consistência e sabor, a pêra abacate é uma das reagalias que se pode saborear todo o ano, poderá dá-la a provar ao seu filho a partir dos nove meses de idade. Deverá ter o cuidado de a transformar em papa, esmagando-a ou a partir dos 18 meses de idade poderá parti-la em pedaços e servir em salada de frutas. O abacate contém uma considerável quantidade de gorduras e não contém colesterol, dado que é um alimento de origem vegetal.

Abóbora

É um dos primeiros alimentos que podem ser introduzidos na alimentação do bebê, tem um sabor doce e também pode ser comido durante todo o ano. A abóbora é fonte de vitamina A e de ferro.



Acelga
O bebê poderá comer acelga a partir dos 9 meses de idade. Poderão ser cozidas, picadas e misturadas com outros alimentos ou purê.  As acelgas são ricas em vitaminas A e C, cálcio e ferro, têm muita fibra e são aconselhadas a bebês com problemas de obstipação.


Agrião
É um vegetal com muito paladar, aconselhado para sopas e saladas, pode ser introduzido  a partir dos 6 meses de idade, mas só a partir dos dois anos em saladas. É muito rico em cálcio e ferro e em vitamina C.


Aipo
Este vegetal pode ser introduzido a partir dos 9 meses de idade. É muito rico em fibra, cálcio e potássio, é antioxidante.


Alcachofra
É produzida na primavera, este vegetal necessita de ser bem cozido. Apenas um bebê depois de um ano de vida é que o poderá provar. É muito rico em ferro e em vitamina A.


Alface
É um vegetal que podemos comer durante todo o ano. Podemos fazer sopa de alface para o nosso filho com mais de 6 meses de vida e a partir dos 24 meses já poderá comê-la crua. Este vegetal contém uma elevada quantidade de água e fibra.


Alho
Apesar de ser utilizado como condimento, pode dá-lo a comer em sopa a partir dos 10 meses de vida ao seu filho. Tem um sabor intenso, daí ser aconselhavel ser comido cru após um ano e meio. O alho é um antioxidante natural, contém uma grande quantidade de fósforo e potássio.


Batata
O seu bebê poderá comê-la a partir dos 4 meses de vida, deve ser dada em purê, é optima para sopas, tem bastante fibra. Esta é muito rica em carboidratos, é fonte de vitamina A, cálcio e potássio.


Beringela
Poderá cozinhá-la bem e dá-la a partir dos 9 meses. É muito boa para rechear tortas, que o seu filho poderá comer a partir dos 12 meses.


Brócolis
A partir dos 9 meses já poderá dá-la ao seu filho bem cozinhada, em purê ou esmagada. Também é muito boa para tortas ou souflés. Os brócolis são ricos em cálcio, potássio, vitamina C e ácido fólico.


Cebola
A cebola é um dos vegetais mais utilizados na nossa alimentação, tanto crua ou cozida tem um sabor muito intenso e é aconselhada em todo o tipo de comida desde molhos, tortas,saladas, e muito outros pratos de carne e peixe. Pode oferecê-la ao seu filho a partir dos 6 meses se for em sopa e crua apenas depois dos dois anos.


Cenoura
É um dos primeiros alimentos a serem introduzidos na alimentação de um bebê, a partir dos 4 meses de idade. é servida inicialmente em forma de sopa e posteriormente crua por volta dos 2 anos de idade. É rica em vitamina A, zinco e potássio. Crua é também rica em fibra.


Courgettes
É um vegetal que pode oferecer ao seu filho a partir dos 7 me
ses de idade, são apropriados para grande variedade de cozinhados. São ricos em ferro.

Couve-flor
Desde que bem cozida poderá oferecê-la ao seu filho depois dos 9 meses. Deverá ser servida juntamente com outros alimentos. É rica em vitamina C.


Ervilhas
Esmagadas o bebê poderá comê-las a partir dos 9 meses. São muito boas para purê e sopa. As ervilhas são ricas em ferro, zinco, fòsforo, vitamina C e são, ao contrário do que podemos pensar, um dos alimentos que mais calorias fornece.


Espargos
São um dos alimentos difíceis de cozinhar, deverão ser introduzidos com cuidado a partir dos 9 meses.  Apenas poderão ser comidos como nós adultos os comemos depois dos 2 anos. São muito ricos em fibra e ferro.


Espinafre
Cozido e misturado com purê ou sopa poderá ser introduzido a partir dos 8 meses de idade e pode ser cozinhado e misturado das mais variadas formas. É rico em vitamina C, ferro, zinco, potássio, cálcio e ácido fólico.


Feijão-verde
Este vegetal pode ser cozido e servido aos bebês com mais de 10 meses de idade. Deve ser bem cozido e servido em sopas no início e posteriormente depois dos 2 anos ser comido como nós o comemos. É muito rico em fibra.


Funcho
Bem cozido pode ser servido ao seu filho depois dos 9 meses, para poder ser comido em salada apenas depois dos dois anos e meio pois é muito duro e dificil de mastigar. É rico em cálcio, ferro e vitamina C.


Milho
Costuma ser um dos vegetais preferidos das crianças. Poderá misturá-lo a qualquer tipo de comida, a partir dos 8 meses o seu filho poderá prová-lo mas comido ao natural apenas depois dos 3 anos devido aos engasgos não é aconselhado antes. É muito rico em fibra e carboidratos.


Salsa
A partir dos 9 meses pode introduzir este alimento principalmente em sopas. É muito rico em cálcio.


Tomate
Este é um dos alimentos muito saborosos que apenas podem ser introduzidos após um ano. Tenha cuidado pois este tipo de alimento pode provocar alergias ao seu filho por isso fique atenta. É muito rico em vitamina A, C e muito potássio.

Kombucha: um bálsamo do Oriente

A bebida de Kombucha é preparada desde eras remotas e, é passada de família em família, como sinal de amizade e de ajuda mútua. Ela possui uma grande vitalidade e uma grande capacidade de regeneração - se não possuísse esta grande força biológica vital, não teria sobrevivido desde a sua descoberta, no reino da China há mais de 2000 anos, até hoje.

O Kombucha é também conhecido como “Sidra Milagrosa”. Trata-se de uma bebida elaborada a partir de um fungo específico, chá verde ou preto e açúcar. Além do seu uso como bebida refrescante, trata-se de uma minúscula fábrica bioquímica, que trabalha em prol da saúde e bem-estar.
As advertências contra a preparação própria da bebida do Kombucha são justificáveis, quando se perdeu o conhecimento sobre o exacto "como, com que, porque, etc.". É que assim, as pessoas estão sujeitas a cometer erros, e a fazer todo o tipo de experiências, em vez de se restringirem a receitas confiáveis. Mas quando se trabalha de forma limpa e se seguem devidamente as instruções, então, não subsistem preocupações em preparar a bebida em casa como ocorre desde há gerações. Quem possui o conhecimento necessário pode lidar eficientemente com o cogumelo do chá, e poderá preparar uma bebida de Kombucha perfeita, saborosa, benéfica e eficaz. O cogumelo vai multiplicar-se e acompanhar o seu proprietário pela vida, enriquecendo-a!
Os relatos acerca das suas propriedades benéficas motivaram várias instituições científicas do mundo inteiro a realizar investigações com o intuito de descobrir que segredos se ocultavam nas propriedades desta bebida oriental. Neste sentido, comprovou-se a presença de diferentes substâncias, distribuídas de modo equilibrado e que contribuem verdadeiramente para o restabelecimento da saúde no nosso organismo. Estas resultam dos processos metabólicos, bioquímicos e químicos originados durante o cultivo do fungo Kombucha, podendo-se destacar entre eles os seguintes: ácido acéptico, ácido fólico, ácido carbónico, ácido glucurónico, ácido glucónico, ácido L-láctico, e ácido úsnico. Também se encontram presentes as vitaminas do complexo B (B1, B2, B3, B6), vitamina C - entre outras, uma substância anticoagulante denominada Heparina e distintos oligoelementos em concentrações vestigiais.
O produto final contém uma pequena quantidade de álcool (0,5-1%) e de açúcar. Quanto mais tempo se fermenta a bebida, menor conteúdo em açúcar e mais de álcool existirá. Se se deixar fermentar bastante tempo, esta transformar-se-à em vinagre.
Convém ressaltar que o ácido acéptico, resultante da fermentação, suprime o desenvolvimento de qualquer microorganismo alheio ao cultivo do Kombucha, o que explica sua longa sobrevivência.

De seguida, explicita-se, sucintamente, a acção de alguns dos componentes mais importantes:
- Complexo B: tem múltiplos efeitos, como a participação na conversão de hidratos de carbono; alivia e ajuda em distúrbios nervosos.
- Ácido Glucónico: resultado da rotura da glicose. Preserva os alimentos.
- Ácido Glucurónico: presente no chá, é também um dos elementos mais importantes produzidos pelo fígado. O organismo usa-o para fixar toxinas produzidas como resultado do metabolismo, para deste modo eliminá-las sem que sejam reabsorvidas pelo sistema intestinal ou urinário..
- Ácido Úsnico: desactivador de vírus; é um potente agente antibacteriano natural.
- Dióxido de Carbono: produto da acção dos fermentos sobre os hidratos de carbono do chá. Associado à baixa percentagem de álcool, actua como anti-microbiano.


Em que situações pode empregar-se?
Diversos estudos experimentais levados a cabo principalmente em instituições europeias, demonstraram a eficácia do Kombucha em diferentes síndromes. Seguem alguns exemplos da sua aplicação:
- Artrites: reduz o desconforto e alivia as dores inflamatórias e de ligamentos.
- Pressão arterial: Recordemos que a hipertensão está correlacionada com níveis elevados de colesterol e lípidos no sangue. O Kombucha ajuda a reduzi-los, diminuindo, consequentemente os valores da pressão arterial.
- Distúrbios intestinais: alivia ou normaliza perturbações gastro-intestinais, ao equilibrar a flora intestinal e restabelecer os níveis de pH naturais.
- Cancro: relatórios recentes sugerem uma acção ao nível do sistema imunitário, estimulando-o. É interessante observar que estes doentes têm o pH acima de 7,56; os organismos que não têm cancro ou que já o venceram, possuem valores de pH menores que 7,5. As provas sorológicas demonstraram que Kombucha modifica o pH, baixando-o para valores menores (ácidos).
- Cândida albicans: as células leveduriformes de Kombucha, quando se encontram num estado vegetativo não esporulam e portanto são benéficas: encapsulam e substituem as de C. Albicans restringindo-lhe os nutrientes necessários para a vida, conseguindo restaurar o equilíbrio natural do organismo.
- Constipações: restitui o sistema imunitário, diminuindo a probabilidade de se contrair uma constipação, ou minimiza as suas acções sobre o corpo.
- Colesterol: reduz os níveis, em casos de hipercolesterolémia.
- Diabetes: muitos diabéticos bebem o chá, mas fermentam-no mais tempo, por forma a reduzir os níveis de glicose. Usado deste modo, estabiliza os níveis de glicose no sangue de pacientes com diabetes tipo II. Supõe-se que actua por sensibilização das células, capacitando-as com uma maior receptividade à insulina.
- Cálculos: ingerida em forma regular, ajuda a reduzir e dissolver os cálculos.
- Psoríase: alguns médicos recomendam a ingestão regular de Kombucha para limpar e prevenir a psoríase. Em casos extremos é conveniente a aplicação externa do chá na superfície afectada. A presença de vitamina B tem uma influência benéfica sobre as hormonas libertadas quando o organismo se encontra em stresse, estado este que habitualmente precede o aparecimento (ou o agravamento do estado) da psoríase.
- Distúrbios do sono: promove um sono mais estável; as pessoas acordam menos frequentemente; têm os sonhos mais vívidos, recordando-se deles com mais facilidade.
- Perda de peso: actua suprimindo o apetite, o desejo de alimentos doces ou gordurosos. Melhora a capacidade do organismo para queimar gorduras e a motricidade intestinal.

Quem não deve tomar kombucha? 
Não se recomenda a mulheres grávidas ou que estão a amamentar, devido à presença de heparina (anticoagulante); o Kombucha é prejudicial durante o último trimestre da gravidez. Na amamentação, pode actuar como um potente laxante no delicado, e ainda pouco desenvolvido, sistema digestivo do bebé.
As pessoas hemofílicas devem evitar a ingestão de Kombucha também devido à heparina. Não é recomendável para pessoas alérgicas ao chá preto ou ao açúcar.


Referências:
http://www.write101.com/kombucha.htm
http://www.kombu.de/portugis.htm
http://www.earthcalls.com/kombucha/index.shtml
“Kombuchá - Bebida Saudável e Remédio Natural do Extremo Oriente”, Günther W. Frank, Ed. W. Ennsthaler, A-4402 Steyr, 1995.
http://www.kombucha.blog.br/forum

Fonte: Centro Vegetariano


 A História do Kombucha

O Kombucha ou "cogumelo do chá" é uma bebida popular e caseira. A sua acção é, desde há muitas gerações e por muitos povos, especialmente no extremo oriente, altamente apreciada pelas suas propriedades terapêuticas.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Congelamento de alimentos (frutas )… como fazer ?

Técnicas de congelamento para as frutas!

O uso mais indicado das frutas após o congelamento é no preparo de doces em calda, geléias, purês, sucos, vitaminas, sorvetes e recheios de bolos.

O congelamento pode ser feito de quatro formas:

- Ao natural: Lave, descasque, retire os caroços e embale em sacos plásticos. O tempo de conservação varia de 4 a 6 meses.

- Com polpa ou purê: Descasque, retire as sementes e bata no liquidificador.
Para as que escurecem, acrescente uma colher de sopa de suco de limão.
Coloque o purê em forma individuais deixando 1 cm de espaço para expansão.
Feche bem e leve ao freezer por até 12 meses.

- Com açúcar: Esta técnica é ideal para congelar frutas que serão servidas adoçadas em cremes, doces ou sucos.
Coloque a fruta limpa e seca em um recipiente plástico e polvilhe com açúcar, de modo que fiquem totalmente cobertas.
A medida básica é ½ xícara (de chá) de açúcar para cada 600g de fruta.
Deixe descansar até que a fruta libere o suco e dissolva o açúcar, formando um xarope natural.
Tampe o recipiente e leve ao freezer.
O tempo de conservação é de 8 a 12 meses.

- Em calda: Ferva uma xícara de água com uma xícara de açúcar, coloque as frutas em um recipiente plástico e cubra-as totalmente com a calda.
Para as que escurecem devido à oxidação, como é o caso da maçã e do abacate, acrescente ½ colher de suco de limão.
Deixe esfriar, tampe e leve ao freezer.
Esta técnica conserva as frutas por até 12 meses.
Para facilitar, a calda também poder ser feita no microondas. Selecione a potência máxima (10) e programe 30 segundos.

Praticidade com o congelamento das frutas

Exceto a banana e a pêra d’água, que não apresentam bons resultados após o descongelamento, todas as frutas podem ser congeladas.
Antes do congelamento lave-as muito bem, de preferência em água gelada, descasque e retire as sementes.
Você pode congelá-las inteiras ou cortadas, em forma de purê, polpa ou suco concentrado.
Para facilitar o uso, congele a polpa das frutas que serão utilizadas para sucos em recipientes individuais ou em forminhas de gelo.
Depois de congeladas, podem ser guardadas em sacos plásticos e utilizadas de acordo com sua necessidade.
Na hora de usar, a polpa pode ser batida ainda congelada no liquidificador, juntamente com água.
As frutas têm características próprias e precisam de tratamento diferenciado para que possam ser congeladas.


Veja na tabela como fazer:
FrutasPreparo e congelamento
AbacateAmassar ou bater no liquidificador com açúcar e limão
AbacaxiCortar em fatias ou pedaços, congelar
em calda ou na forma de suco
AcerolaCongele inteira, ao natural
AmeixaCortar ao meio, retirar os caroços e congelar em calda ou
com açúcar
AmoraCongele inteira, ao natural ou com açúcar
CerejaCortar ao meio, retirar os caroços e
congelar ao natural
CocoCongele ao natural, em pedaços ou ralado
DamascoDescascar, cortar em fatias e congele com açúcar
ou em calda
FigoCongele inteiro ou em pedaços, ao natural
ou em calda
Frutas CristalizadasEmbalar em sacos plásticos
GoiabaCortar, retirar as sementes e congelar como polpa ou em calda
JabuticabaCongele inteira e ao natural
JacaSepare os bagos, tire os caroços e congele
ao natural
MaçãDescascar, retirar as sementes, cortar em fatias
e congelar em calda com suco de limão
MangaDescascar, cortar em fatias e congelar em calda
MaracujáBater ligeiramente no liquidificador, coar e congelar a polpa
MangaDescascar, cortar em fatias e congelar em calda
MelãoDescascar, cortar em pedaços e congelar
em calda
MorangoBater no liquidificador e congelar a polpa
ou inteiros, com açúcar
PêraCongelar em calda, com suco de limão
PêssegoDescascar, cortar ao meio, retirar o caroço e congelar em
calda com suco de limão

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Os tipos de sementes e o processo de demolhagem


Sementes são reservatórios da vida. Da mesma forma como repousa no sémen um ser humano, em uma semente adormece uma árvore, um arbusto, uma gramínea. Cada variedade conserva em si a matriz vital completa de uma determinada planta: seu código genético, sua essência e sua vitalidade. Em cada semente está toda a aposta de continuidade de uma determinada espécie, e nela a planta deposita o que de melhor ela puder.

Há muito o homem aprendeu a plantar e colher as sementes e a desfrutar de suas propriedades nutritivas e medicinais – são inúmeras as sementes comestíveis que a Natureza deste planeta oferece. Entretanto, quando estudamos minuciosamente os mecanismos necessários para se preservar e extrair o melhor de cada semente, percebemos que a falta de conhecimento generalizado faz com que haja um grande desperdício do potencial alimentício das sementes, principalmente em função da escolha de métodos equivocados de preparo destas.

Para melhor compreender como usufruir adequadamente do melhor que cada semente tem a oferecer, vamos primeiro dividir as mesmas em categorias:

1. Sementes Oleaginosas (que oferecem predominancia de elementos oleosos em sua composição). Ex: semente de girassol, gergelim, linhaça, amêndoas, nozes, cacau, etc.

2. Sementes Amiláceas (que oferecem predominância de amido em sua composição).

Ex: Arroz, quinua, aveia, cevada, trigo, etc.

3. Sementes Protéicas (que oferecem predominância de aminoácidos em sua composição). Ex: Feijões de todos os tipos, ervilhas, lentilhas, soja, etc.

Cada tipo de semente torna-se mais biodisponível quando processada (ou não) de uma determinada maneira. As sementes oleaginosas, por exemplo, são sensíveis ao calor e tem seus benéficos óleos essenciais destruídos quando cozidas ou tostadas. Oleaginosas tostadas, embora muitas vezes sejam saborosas, são fontes de radicais livres, substâncias que desordenam a estrutura molecular do corpo e propiciam o envelhecimento precoce do mesmo. Isto significa que obtemos o melhor das sementes oleaginosas quando as ingerimos “in natura”, ou seja, processadas à frio ou em baixa temperatura.

Já as sementes amiláceas, por sua vez, são muito pouco aproveitadas pelo corpo quando não cozidas. Ocorre que o amido é uma substância que requer a gelatinização de sua estrutura para ser assimilado pelo aparelho digestivo e transformado em energia. O amido não-cozido, embora seja útil para alguns processos digestivos que ocorrem no cólon, não consegue se transformar em energia no intestino delgado, sendo assim minimamente utilizado e dispensado pelas fezes praticamente intacto.

Embora seja importante de maneira geral observar a moderação no consumo de amido e açúcares de qualquer tipo, a energia disponibilizada pelos amidos requer o cozimento do mesmo. Ainda assim, o cozimento dos amidos deve ser sempre realizado dentro de métodos adequados. Ocorre que quando torramos, fritamos ou tostamos o amido, forma-se uma concentração de uma determinada substância denominada acrilamida, uma poderosa neurotoxina que serve como precursora de células cancerígenas (Tareke et al.,2002), além de oferecer outros efeitos colaterais. Por este motivo, recomenda-se que amidos fritos ou assados (pão, biscoitos, etc.) sejam reservados para ocasiões especiais e seu consumo diário seja minimizado. O processo de fervura, porém, cria concentrações irrisórias de acrilamida, sendo portanto este o método ideal para preparar os amiláceos.

O mesmo pode ser dito em relação aos feijões de todos os tipos – quando consumidos crus, o corpo dificilmente tem acesso aos seus nutrientes, e ainda tem que lidar com indesejáveis toxinas, tais como a fito hemaglutinina presente no feijão roxinho dentre outros, que pode causar náuse, vômitos e diarréias. Quando crus, estes feijões apresentam concentrações de entre 20.000 a 70.000 unidades desta toxina, enquanto que cozidar por no mínimo 10 minutos em temperatura superior à 80 graus centígrados reduz esta concentração para entre 200 e 400 unidades. Desta forma, cozinhe seus feijões, ainda que germinados.


Demolhagem

Antes de mais nada, é importante saber que as sementes possuem defesas. A inteligência natural de uma planta conhece bem os perigos e adversidades deste mundo, e trata de imbuir as sementes com cascas rígidas e/ou fitatos/substâncias inibidoras que tem o papel de proteger da melhor maneira possível o conteúdo da semente de bactérias oportunistas que adorariam se alimentar de seu conteúdo.

Quando ingerimos sementes que conservam estas substâncias, os fitatos ou inibidores enzimáticos dificultam o processo digestivo, aumentando o gasto energético necessário para este processo, ou gerando efeitos desagradáveis, tais como flatulências, exaustão das capacidades do pâncreas e outros desconfortos. Outro revés é o fato de que os fitatos funcionam também como bloqueadores de assimilação, ou anti nutrientes, que impedem que o corpo assimile importantes nutrientes como o ferro, zinco, cálcio e outros sais minerais. Estudos indicam que uma dieta com teor elevado de cereais não-preparados com o processo descrito a seguir conduzem à desmineralização e perda de densidade óssea, dentre outros problemas.

Assim sendo, a primeira providência que deve ser tomada quando do preparo de sementes para consumo é a de eliminar ou minimizarestas substâncias protetoras. Felizmente, o processo é simples e prático, e consiste em deixar as sementes de molho em água potável adicionada de vinagre de maçã ou suco de limão ou qualquer outro meio de cultura ácida de probióticos.

Esta simples solução ácida penetra no interior da semente e estimula a liberação das substâncias indesejadas, indicando para a semente que é tempo de despertar e eliminar suas defesas. A acidez da solução neutraliza os fitatos e o resultado é que com apenas algumas horas de demolhagem você obtém sementes muito mais adequadas para o processo digestivo.

Embora cada semente tenha seu tempo específico de demolhagem, você pode simplificar este entendimento compreendendo que o ideal é deixar de molho no princípio da noite anterior aquelas sementes que você pretende preparar no dia seguinte. Idealmente, aguardamos 24 horas para o máximo de eliminação das substâncias indesejadas, mas 12 horas já são suficientes para eliminar a maior concentração destas. Escolha um recipiente de louça ou vidro, deposite as sementes, despeje o dobro da medida destas em quantidade de água e adicione uma parte de substância ácida, calculando aproximadamente uma colher de sopa de ácido para uma xícara de água. Ou seja: se você quiser deixar uma xícara de arroz integral de molho, utilize duas xícaras de água potável (mineral ou muito bem filtrada) e duas colheres de sopa do ácido escolhido (vinagre, suco de limão, kefir, etc.). Sempre descarte a água na qual as sementes ficaram de molho, pois nela estão contidas as substâncias que desejamos eliminar.

Posso apenas demolhar com água? Sim, e já faz alguma diferença, embora estudos realizados (testando trigo, centeio e aveia) demonstrem que o processo de demolhagem com água neutraliza entre 46 e 77% do ácido fítico, enquanto que demolhar em solução ácida elimina entre 84 e 99% destas substâncias, além de eliminar também fungos e bactérias indesejáveis presentes no exterior das sementes. Desta forma, prefira sempre utilizar a solução ácida.

Como benefício adicional, as vitaminas do complexo B contidas em algumas destas sementes, especialmente nos cereais, aumentam em concentração e biodisponiblidade através deste simples processo. Fácil e altamente benéfica, a demolhagem não é uma idéia nova — foi praticada por praticamente todas as culturas pré-industrialização. Inclua esta tradicional sabedoria em seu cotidiano e colha os benefícios de uma digestão mais leve e confortável, além de nutrição superior.

Embora o ideal seja sempre iniciar qualquer preparo a partir do grão, vale a observação de que o processo de demolhagem em solução ácida também beneficia os farináceos. Deixe de molho a sua farinha de trigo integral para melhorar e muito a qualidade do pão, por exemplo.

Leite de soja e tofu, assim como o grão da soja cozido, a farinha de soja e alimentos “enriquecidos” com soja são fontes de altíssima concentração de fitatos e devem ser evitados, especialmente por crianças, grávidas e lactantes, bem como aqueles com deficiências em minerais. Definitivamente existem opções de alimentos mais adequados para o homem do que os derivados de soja.

Também é importante ressaltar que duas castanhas em particular não são dotadas destas substâncias indesejáveis, pois são protegidas de outra maneira: através de cascas impenetráveis. É o caso da Castanha do Brasil (ou do Pará) e da Macadâmia. Estas duas sementes dispensam o processo de demolhagem.

Conheça as categorias de sementes e saiba porque é importante deixá-las de molho antes do consumo. As orientações são do chef naturalista Flávio Passos.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Alimentos Termogênicos


Alimentos termogênicos, como o nome já diz, possuem um efeito térmico, ou seja, aceleram o metabolismo e aumentam a temperatura do corpo facilitando a queima de gorduras. Porém estes, por si só, não devem ser “encarados” como milagrosos.

Eles são responsáveis por cerca de 10% do gasto total de energia, porém estes, por si só, não devem ser “encarados” como milagrosos. Devem ser inclusos aliados a uma alimentação saudável; e associados à prática de exercícios físicos, para que se tenha algum efeito positivo no processo de emagrecimento. Sozinhos não têm nenhum efeito no organismo.

A variedade dos alimentos apontados como termogênicos é imensa. Não existe uma recomendação estabelecida sobre a quantidade a ser ingerida, mas existem algumas indicações:

- Pimentões e pimenta-Caiena (pimenta-vermelha): 3 a 4g ao dia como tempero de pratos quentes e saladas é capaz de aumentar o metabolismo em 20%.

- Gengibre: Pelo menos 1 pedaço de 2cm, três vezes ao dia. O gengibre pode ser consumido cru, no tempero, refogado, em forma de chá ou batido no liquidificador com frutas.

- Vinagre de Maçã: 1 colher de chá duas vezes ao dia.

- Chá Verde: 1 xícara de chá de 5 a 10 minutos antes das principais refeições. O chá verde e o branco possuem inúmeras propriedades terapêuticas já conhecidas na prevenção de doenças, além de acelerar o funcionamento do metabolismo. Os compostos presentes na planta reduzem a absorção de açúcar no sangue – o que ajuda a diminuir a compulsão por doces – e inibem a ação da amilase, uma enzima responsável pela digestão de carboidratos. Além disso, aceleram o trânsito intestinal.

- Canela: 1g duas vezes ao dia, na forma de chá, polvilhada em sopas ou preparações com queijo, gratinada no forno ou polvilhada em frutas como maça ou banana.

- Guaraná em pó: em pó ou cápsulas, 2g, duas vezes ao dia. Encontrado em drogarias e casas de produtos naturais.

Estes são os alimentos considerados mais termogênicos, mas a lista não para por aí. Outros também entram na lista: laranja, kiwi, café preto, chá mate, hortelã, alimentos ricos em ômega-3 (sementes), algas, soja, brócolis, água de coco, mostarda, aspargos, couve, acelga e até derivados de chocolate, cominho, mostarda, cebola, alho e curry.

Anote essa receita fácil de um suco desintoxicante com termogênicos que equilibram o seu metabolismo. Bata na centrífuga três cenouras sem casca, duas maçãs sem casca, um pedaço pequeno de gengibre, uma folha de couve, um punhado de hortelã e um talo de salsão, e beba em jejum pela manhã. A mistura serve para acalmar o fígado e faz o organismo como um todo funcionar melhor.

Apesar de naturais, uma atenção especial deve ser dada aos hipertensos e/ou cardiopatas, gestantes e lactantes, pessoas com hemorróidas e com o aparelho digestivo sensível. Assim, uma avaliação nutricional prévia se faz necessária, uma vez que o exagero no consumo desses alimentos pode levar ao surgimento de sintomas como dor de cabeça, tontura e insônia.

sábado, 29 de junho de 2013

Fruta Feia contra o desperdício alimentar

Fruta Feia contra o desperdício alimentar
Todas as fotos © Fruta Feia
Cerca de 30 por cento da fruta produzida em Portugal e no resto da Europa vai para o lixo. É fruta própria para consumo mas que esteticamente não cumpre as normas do mercado. O projeto Fruta Feia quer começar, já em Setembro, a resgatar esta fruta (e vegetais), para combater o desperdício e promover uma economia mais sustentável.

por Patrícia Maia
 
Podem ser deliciosos mas vão parar ao lixo só porque são pequenos ou grandes demais, porque têm uma forma estranha ou manchas e pintas na casca. Isabel Soares, uma das mentoras do projeto Fruta Feia, explica ao Boas Notícias que "esta fruta vai para o lixo, ou simplesmente não é colhida dos campos, sendo que alguma vai para o gado". 

É verdade que "a Indústria dos sumos e compotas compra alguma fruta feia mas a um preço que torna este negócio economicamente inviável para os agricultores, já que o preço pago pelo quilo não cobre o custo de produção", acrescenta.

Na Europa, o desperdício de produtos hortofrutícolas próprios para consumo ronda os 30 por cento. Em Portugal, um milhão de toneladas de alimentos por ano, ou seja, 17% do que é produzido, vai para o lixo (segundo o relatório do PERDA apresentado em Dezembro de 2012). Além da questão alimentar, este é também um problema ambiental e económico uma vez que a produção destes alimentos envolve gastos em terrenos, energia e água. 
 
Primeiros cabazes planeados para Setembro


Este desperdício tem os dias contados em Portugal, graças ao projeto Fruta Feia. E é já em Setembro que a futura Cooperativa dos Anjos pretende por à venda, uma vez por semana, os primeiros cabazes de fruta feia, num espaço cedido pela Casa Independente, no largo do Intendente, em Lisboa. 
 
A responsável adianta que o projeto Fruta Feia tem já "cinco agricultores da região de Lisboa e Vale do Tejo interessados em trabalhar com o projeto, fornecendo semanalmente frutas e hortaliças formalmente desadequadas à Cooperativa-piloto dos Anjos".
 
Para minimizar os custos ambientais e económicos, a cooperativa pretende ir buscar os seus produtos a agricultores locais. "A ideia é que todos juntos consigam fornecer produtos fruto-hortícolas capazes de compor uma cesta variada e da época que assegure o consumo semanal dos nossos sócios em termos de fruta e verduras", sublinha Isabel.

Quanto ao preço, a Fruta Feia ainda não definiu o valor dos cabazes "para não correr o risco de não cumprir posteriormente as expectativas" mas Isabel adianta que será um preço fixo por quilo que será multiplicado pelos vários tamanhos disponíveis das cestas: pequena (3Kg), média (5Kg) ou grande (7,5Kg).
 

O projeto-piloto Fruta Feia arranca em Lisboa, contudo o objetivo é estender a iniciativa ao resto do país, através de dinamizadores locais que assegurem a recolha e o transporte dos produtos. Uma plataforma online vai permitir que esta rede cresça, facilitando a inscrição de agricultores e consumidores no projeto.
 
"Adessão impressionante"
 
Embora a venda dos cabazes ainda não tenha arrancado, Isabel Soares salienta que a "adesão ao projeto tem sido impressionante, com mais de uma centena de pessoas interessadas em tornar-se sócias da Cooperativa".

Para ser sócio, bastará fazer a inscrição na cooperativa pagando uma quota anual de cinco euros, e assumindo um consumo mínimo (que ainda vai ser definido) de cabazes por mês. Enquanto a cooperativa não está formalizada, é possível fazer uma pré-inscrição no projeto através do email frutafeia@gmail.com.
 
A Fruta Feia é um projeto de Isabel Soares, Inês Ribeiro, Francisco Gonçalves e Sara Silva Santos e foi um dos três vencedores do concurso Ideias de Origem Portuguesa, promovido pela Gulbenkian, onde recebeu um prémio de 15 mil euros, mas faltam ainda 6 mil euros para dar arrancar com a iniciativa, um valor que o grupo pretende angariar através de 'crowdfunding'.

Numa altura em que o Parlamento Europeu pretende declarar 2014 o Ano Contra o Desperdício Alimentar, a Fruta Feia oferece uma forma pioneira de combater um problema global. Em todo o mundo, de acordo com a Food and Agriculture Organization (FAO), são desperdiçados, anualmente, 1,3 mil milhões de toneladas, um valor que seria suficiente para alimentar os 925 milhões de pessoas que todos os dias passam fome.

Clique AQUI para visitar o Facebook oficial da Fruta Feia.