quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Nutrição VEGetariANA - Vitamina D e Cálcio


Recomendações de Vitamina D

Embora não se encontre em muitos alimentos, a vitamina D pode ser produzida pela acção da luz solar (raios UV) na pele. Desde 2005, tem havido controvérsia nos círculos científicos quanto aos níveis ideais de vitamina D para prevenção de doenças, sendo que alguns investigadores recomendam quantidades muito superiores às que são recomendadas pelo Instituto de Medicina dos EUA. Independentemente deste debate (do qual se incluem mais detalhes abaixo), tenho-me deparado com muitos veganos, frequentemente de áreas solarengas como o Sul da Califórnia, com níveis extremamente baixos de vitamina D. Pelo menos cinco sofriam de fadiga ou dor nos ossos, que melhorou após suplementação com vitamina D.


Se tivermos exposição solar durante os seguintes períodos de tempo ao sol do meio-dia (entre as 10:00 e as 14:00) sem protector solar, em dias em que haja perigo de queimadura solar (ou seja, não em dias de Inverno), não precisamos de tomar vitamina D nesses dias:
  • pessoas de pele clara: 10 a 15 minutos
  • pessoas de pele escura: 20 minutos
  • pessoas idosas: 30 minutos (23)
Em todos os outros dias, devemos seguir as recomendações da tabela abaixo. A tabela apresenta de forma detalhada a DDR de vitamina D em vigor nos EUA e as recomendações de VeganHealth.org.

IdadeDDR EUADDR VeganHealth.org(A)
0-12 meses10 µg (400 UI)     10 µg (400 UI)
1-70 anos15 µg (600 UI)     15 µg (600 UI) - 25 µg (1,000 IU)
>70 anos20 µg (800 UI)     20 µg (800 UI) - 25 µg (2000 UI)
gravidez15 µg (600 UI)     15 µg (600 UI) - 25 µg (1,000 IU)
aleitamento15 µg (600 UI)     15 µg (600 UI) - 25 µg (1,000 IU)

Nota: (A) - Quantidades um pouco superiores são consideradas seguras, mas é aconselhável não consumir mais que o dobro das recomendações sem supervisão médica.

25 µg (1,000 IU) é uma quantidade superior àquela que conseguimos obter a partir de alimentos enriquecidos ou multivitamínicos. Só é possível obter esta quantidade através de suplementos de vitamina D. Existem indícios de que pode ser mais difícil aumentar os níveis de vitamina D ingerindo vitamina D2 (a versão vegana da vitamina D), pelo que recomendamos uma dose um pouco superior à DDR (como reflectido na tabela acima). Mais informações sobre vitamina D2 versus D3 mais abaixo.

Recomendações de Cálcio

Com base em estudos que mostraram que veganos que ingeriam menos de 525 mg de cálcio por dia tinham maior taxa de fracturas ósseas do que pessoas que ingeriam mais de 525 mg por dia,(14) os veganos devem certificar-se de que ingerem, no mínimo, 525 mg de cálcio por dia. Contudo, o ideal é ingerir 700 mg por dia no caso de adultos, e pelo menos 1,000 mg por dia no caso de adolescentes entre os 13 e os 18, altura em que os ossos estão em desenvolvimento. Para a maioria dos veganos, tal pode ser facilmente conseguido consumindo diariamente verduras com alto teor de cálcio e bebidas vegetais enriquecidas com cálcio.

A Vitamina D

Deficiência Marginal de Vitamina D e Problemas de Saúde

Tradicionalmente, as recomendações de vitamina D baseavam-se na quantidade necessária para prevenir as doenças mais óbvias provocadas por deficiência de vitamina D: o raquitismo e a osteomalacia. Recentemente, alguns estudos indicaram que níveis superiores de vitamina D poderão ajudar a prevenir fibromialgia, artrite reumatóide, esclerose múltipla, infecções do tracto respiratório superior, síndrome pré-menstrual, síndrome do ovário policístico, psoríase, fadiga muscular, dores lombares, diabetes, hipertensão e cancro,16 e asma,43 A suplementação com vitamina D também pode melhorar o estado de espírito.16
Com base nestes estudos, alguns investigadores sugerem que os níveis ideais de vitamina D no sangue devem situar-se entre 80 e 100 nmol/l (32-40 ng/ml) de 25(OH)D.16 Em 2011, o Instituto de Medicina dos EUA publicou um relatório no qual revia a literatura científica. O Instituto de Medicina aumentou a DDR de vitamina D de 400 para 600IU, mas concluiu que os níveis ideais de vitamina D se situam entre 40 e 50 nmol/l (16-20 ng/ml).35
Num documento separado, os membros do comité do Instituto de Medicina referem:45
«Contudo, no que diz respeito a efeitos para além da saúde dos ossos, incluindo cancro, doenças cardiovasculares, diabetes e doenças autoimunes, verificou-se que os resultados são inconsistentes e inconclusivos quanto à causalidade.»
Uma revisão de 2010 publicada no jornal da Associação Americana de Nutrição chegou a conclusões semelhantes sobre a vitamina D e a prevenção do cancro,46 ou seja, que os dados são demasiado inconsistentes para tirar conclusões.
De salientar que alguns investigadores não consideram que a 25(OH)D é o melhor marcador de estado da vitamina D e defendem que a 1,25(OH)D (vulgo calcitriol) é melhor.31 Nem todos estão de acordo e, dado que a maioria dos estudos utilizou a 25(OH)D como medição da vitamina D, é nela que as recomendações aqui se baseiam e também nas que o Instituto de Medicina utiliza.35

Fontes Alimentares de Vitamina D

A maioria das pessoas obtém vitamina D pelo sol e por produtos enriquecidos com vitamina D.  e cogumelos (se tiverem sido tratados com raios UVB).2 Uma dieta vegana contém pouca ou nenhuma vitamina D, a não ser pela ingestão de alimentos enriquecidos ou de suplementos.

Níveis de Vitamina D em Vegetarianos

Estudo EPIC-Oxford (2011)
No estudo EPIC-Oxford, os ovolactovegetarianos tinham níveis inferiores de vitamina D do que as pessoas que consumiam carne e peixe. Os veganos tinham níveis inferiores aos dos ovolactovegetarianos.
Níveis Médios de Vitamina D no EPIC-Oxford36
Dietanmol/l
Omnívoros76,4
Omnívoros que consumiam sobretudo peixe74,3
Ovolactovegetarianos66,9
Veganos55,9
Valores ajustados para a estação e o ano de colheita da amostra sanguínea e a idade dos participantes.

As diferenças entre os grupos dietéticos são estatisticamente significativas. Contudo, os níveis dos veganos (55.9 nmol/l) não são deficientes de acordo com os níveis normais recomendados pelo Instituto de Medicina: 40-50 nmol/l.

Estudo Adventist Health Study-2 (2009)

Apesar da ingestão baixa de vitamina D por parte de vegatarianos, o estudo Adventist Health Study-2 (AHS2) não mostrou diferença entre os níveis de vitamina D de vegatarianos e omívoros com idades entre os 51 e os 70 anos.
Níveis Médios de Vitamina D no Adventist Health Study-221
DietaBrancosNegros
Omnívoros78,651,5
Dieta parcialmente vegetariana(A)77,352,6
Vegetarianos(B)76,848,7
Nota: (A) - Incluía pessoas que consumiam carne e peixe menos de 1 vez/semana e pessoas que consumiam carne menos de 1 vez/mês e peixe mais de 1 vez/mês. (B) - Incluía ovolactovegetarianos e veganos

Cerca de 4% dos vegetarianos eram veganos. Mais uma vez, em média, os níveis de vitamina D dos vegetarianos eram adequados.
O estudo mostrou que o consumo de vitamina D através da dieta era um factor secundário no estado de vitamina D de uma pessoa aos níveis em que a vitamina D é, normalmente, encontrada na dieta. Todos os grupos consumiam entre 119 e 165 IU de vitamina D por dia (a DDR através da dieta.
A variável na origem da maior diferença em concentrações de 25(OH)D não era a dieta, mas antes a etnicidade. Tal deve-se provavelmente ao facto de as pessoas com pele escura necessitarem de passar mais tempo ao sol para produzirem níveis adequados de vitamina D.


Exposição Solar

Durante muitos anos, pensou-se que a quantidade extra de vitamina D produzida com o sol de Verão podia ser armazenada no organismo e utilizada durante o Inverno. No entanto, é importante ter presente que, hoje em dia, a maioria de nós vai de casa para o carro e do carro para o edifício onde trabalhamos e, quando estamos realmente ao sol, usamos um protector solar. Tal pode explicar alguns dos níveis extremamente baixos de vitamina D em veganos.
Em média, a maioria das pessoas, incluindo veganos, mantém níveis de vitamina D durante o Inverno que o Instituto de Medicina considera saudáveis. Em alguns casos, não são.
Por exemplo, um estudo na Irlanda demonstrou que era necessária uma dose diária de 200 IU (5 µg) para manter os níveis de vitamina D acima de 40 nmol/l (16 ng/ml) durante o Inverno.27
Num estudo experimental de 2000, constatou-se que veganos finlandeses não conseguiam manter níveis saudáveis de vitamina D durante o Inverno.8 Um estudo de seguimento revelou um aumento de densidade na espinha lombar em 4 dos 5 veganos que ingeriram 5 µg (200 UI) por dia de vitamina D2 durante 11 meses.3
De salientar que a Academia Americana de Dermatologia pede às pessoas que não obtenham vitamina D através de exposição solar devido ao risco aumentado de cancro.38 Mas nem todos os investigadores recomendam que se evite por completo o sol.
De acordo com a D.ra Jacqueline Chan, aumentar a superfície de pele exposta ao sol diminui proporcionalmente a quantidade de tempo que é necessário permanecer ao sol para produzir a mesma quantidade de vitamina D. A duração da exposição ao sol não deve ser superior a metade do tempo que a pele demora a ficar rosada. 38 A D.raChan também refere que, para produção de vitamina D, "o sol tem de incidir directamente sobre a pele sem ser bloqueado por protector solar, vidro e plástico. O vidro e a maioria dos plásticos bloqueiam os raios UVB, que é a parte do espectro que converte a provitamina D3, mas permite a passagem de raios UVA, os quais contribuem para o cancro da pele".38

Pessoas de Pele Escura

Um artigo no jornal USA Today, Your Health: Skin color matters in the vitamin D debate (actualizado em 19/04/2009), cita Michael Holick, investigador sobre vitamina D:
«Embora uma pessoa com pele clara em Boston possa obter uma dose adequada de vitamina D expondo os braços e as pernas ao sol durante 10 a 15 minutos duas vezes por semana, uma pessoa com pele muito escura necessitaria de duas horas de exposição solar de cada vez[.]»
Esta foi a afirmação mais específica que encontrei feita por um investigador de vitamina D sobre a quantidade de sol que uma pessoa de pele escura necessita para produzir doses adequadas de vitamina D. Como Holick salienta no artigo, esta quantidade de sol é impraticável e poderia causar cancro da pele. Embora as pessoas de pele escura tenham taxas de cancro da pele inferiores às das pessoas de pele clara, é mais provável que a doença lhes seja diagnosticada após o período em que é possível a cura.
Provavelmente, é preferível que as pessoas de pele escura ingiram suplementos de vitamina D em vez de se exporem ao sol por mais de alguns minutos de cada vez. Monitorizar os níveis de vitamina D, se possível, seria ideal para saber se são necessários suplementos.

Pessoas Idosas

As pessoas idosas necessitam de 30 minutos diários de luz solar directa para produzir quantidades adequadas de vitamina D.23
Um estudo de 2009 na Irlanda em pessoas com 64 ou mais anos mostrou que eram necessários 5 µg (200 IU) diários para manter os níveis de vitamina D da maioria dos participantes acima de 40 nmol/l (16 ng/ml) durante o Inverno (com base no desvio padrão mais baixo22).
O resumo de um estudo de 1982 indica que uma dose diária de 11,2 µg (450 IU) de vitamina D2 conseguia aumentar os níveis de vitamina D em idosos.24

Vitamina D3 Vs. Vitamina D2

Existem dois tipos de vitamina D:
  • Vitamina D3 - colecalciferol; é de origem animal, usualmente de lã de ovelha ou óleo de peixe.
  • Vitamina D2 - ergocalciferol; é vegana, sendo normalmente obtida a partir de levedura.18
A D.ra Jacqueline Chan resume as conclusões dos estudos de comparação entre a vitamina D2 e a D3: "O tratamento na maior parte dos estudos onde se verificou que a D2 era menos eficaz que a D3 consistiu na administração única de doses extremamente elevadas em bólus, enquanto que o tratamento nos estudos em que se verificou que ambas eram igualmente eficazes consistiu em doses diárias entre 400 e 2000 IU".38 Mais recentemente, foi publicado um estudo no qual foram repetidamente administradas doses elevadas em bólus semanalmente, e a D3 aumentou mais os níveis de vitamina D do que a D2.25 São fornecidos detalhes sobre este estudo mais abaixo, que não mudam a minha opinião de que uma ingestão consistente de vitamina D2 deverá ser adequada para a maioria dos veganos.
Alguns veganos que tinham deficiência de vitamina D tiveram dificuldades em subir os níveis de vitamina D utilizandoD2, mas muitos conseguiram. Por exemplo, em Junho de 2010, um vegano a quem tinha sido diagnosticada deficiência de vitamina D escreveu-me a dizer que a sua dose semanal de 50.000 IU de vitamina D2, prescrita pelo seu médico durante 12 semanas, tinha conseguido fazer com que os níveis de vitamina D subissem de 32,5 nmol/l (13 ng/ml) em 27 de Janeiro para 180 nmol/l (72 ng/ml) em 4 de Maio. Para manutenção a longo prazo, o médico recomendou-lhe 1200 IU por dia. Em Dezembro de 2010, tive conhecimento de outra pessoa cujos níveis subiram de 30 para 67 nmol/l (8,1 para 27 ng/ml) com 4000 IU diários de vitamina D2 durante 2 meses.

Lista de Estudos
Num estudo de Armas et al.17 de 2004, os participantes tomaram uma dose de 50.000 UI de vitamina D2 ou de vitamina D3. A vitamina D2 foi tão bem absorvida quanto a vitamina D3. Contudo, após três dias, os níveis sanguíneos de 25(OH)D começaram a descer rapidamente nos participantes que tinham ingerido D2, enquanto que aqueles que tinham ingerido D3 mantiveram os níveis elevados durante duas semanas antes de começarem a descer gradualmente.
Da mesma forma, um estudo de 2011 por Heaney constatou que uma dose semanal de 55.000 IU de vitamina D3 aumentou os níveis de vitamina D de forma significativamente melhor do que uma dose semanal de 48.000 IU de vitamina D2.25 As diferenças nas quantidades administradas não era suficientes para explicar a discrepância no aumento dos níveis de vitamina D3. Contudo, são de salientar alguns pontos. Os níveis de 25(OH)D para o grupo de D2 começaram em 76,5 nmol/l (30,6 ng/ml), ao passo que os do grupo de D3 começaram em 65,0 nmol/l (26,0 ng/ml). Por outras palavras, ambos os grupos já estavam repletos (de acordo com o Instituto de Medicina). Os níveis de 25(OH)D no grupo de D2 aumentaram para cerca de 130 nmol/l (50 ng/ml) ao longo do estudo. Por fim, dois dos autores têm laços financeiros com a BTR Group, Inc., um fabricante de Maximum D3. Não quer isto dizer que haja dados falseados, mas apenas que os laços financeiros poderão influenciar as perspectivas.
Segundo Trang et al. (1998),19 uma dose diária de 4000 UI de vitamina D3 durante duas semanas foi 1,7 vezes mais eficaz a aumentar os níveis de 25(OH)D (aumento de 22.5 ± 5 nmol/l ou 9,0 ± 2 ng/ml) do que 4000 UI de vitamina D2 (aumento de 10.5 ± 5 nmol/l ou 4,2 ± 2 ng/ml).
Segundo Holick et al.18 (2007), uma dose diária de 1000 UI de vitamina D2 ao longo de 11 semanas aumentou os níveis de 25(OH)D de 42 para 67 nmol/l (16,9 para 26,8 ng/ml). A vitamina D3 também aumentou os níveis de forma semelhante, de 49 para 72 nmol/l (19,6 para 28,9 ng/ml). Foram necessárias 6 semanas nesse regime para que os níveis de 25(OH)D atingissem um patamar. O estudo foi conduzido em Boston e começou em Fevereiro.
Glendenning et al. 39 (2009) compararam a administração de 1000 IU de D2 com a administração de 1000 IU de D3 em pessoas com insuficiência de vitamina D que tinham fracturas da anca. Após três meses, as que tinham sido suplementadas com D3 tinham um aumento nos níveis de 25(OH)D 31% ou 52% (dependendo da medição) superior ao das que tinham sido suplementadas com D2. Contudo, os níveis da hormona paratiróide não eram diferentes entre os grupos, o que levou os investigadores a questionar se a diferença nos níveis de 25(OH)D tinham importância biológica.
Gordon et al. 40 (2008) trataram 40 lactentes e crianças pequenas com deficiência de vitamina D. Cada criança foi tratada com um dos seguintes regimes ao longo de seis semanas: 2000 IU diários de vitamina D2 oral, 50.000 IU semanais de vitamina D2 ou 2000 IU diários de vitamina D3. No final do ensaio, os níveis de 25(OH)D do participantes passaram de uma média de 42,5 para 90 nmol/l (17 para 36 ng/ml), não tendo havido diferenças significativas entre os grupos de tratamento.
Thatcher et al. 41 (2009) administraram a crianças com raquitismo uma única dose oral de 50.000 IU de vitamina D2 ou D3. Após três dias, os níveis de 25(OH)D subiram de aproximadamente 50 para 72 nmol/l (20 para 29 ng/ml) em ambos os grupos. Os níveis de calcitriol também aumentaram de forma semelhante em ambos os grupos (em cerca de 70%). Contudo, a absorção de cálcio não aumentou, o que levou os investigadores a concluir que o raquitismo não tinha sido causado por uma deficiência de vitamina D. Este resultado não deverá ser surpreendente, pois o nível médio da base de referência de 50 nmol/l (20 ng/ml) de 25(OH)D deveria ser adequado para prevenir o raquitismo.
Biancuzzo et al. 42 (2010) testaram as alterações nos níveis de 25(OH)D resultantes da ingestão de uma dose diária de 1000 IU de vitamina D2 ou D3 proveniente de sumo de laranja ou de cápsulas de suplementos durante 11 semanas no fim do Inverno. As pessoas do grupo de placebo não receberam nada e os níveis de 25(OH)D desceram ligeiramente. Os níveis médios de 25(OH)D dos outros quatro (D2 de sumo de laranja, D2 de cápsulas, D3 de sumo de laranja, D3 de cápsulas) subiram cerca de 25 nmol/l (10 ng/ml), sem diferenças significativas entre os grupos.

Vitamina D em Alimentos Enriquecidos

  • Na União Europeia, a DDR de vitamina D ainda é de 5 µg (200 UI). Por conseguinte, se o rótulo de um alimento indicar que fornece 25% da DDR, significa que tem 1,25 µg (50 UI) por dose.
  • O leite vegetal enriquecido com vitamina D tem normalmente 2–3 µg (80–120 UI) por chávena (~237 mL)

Vitamina D2 em Cogumelos Tratados com UV

Alguns produtores começaram recentemente a tratar cogumelos com raios UVB, tendo-se verificado que tal produz grandes quantidades de D2 nos cogumelos. O resumo deste estudo mostra que expor uma dose (84 g) de cogumelos comuns pós-colheita a raios UVB durante 5 minutos fez com que ficassem com 86,9 µg (3,476 IU) de vitamina D2, o que é bem superior à dose diária recomendada. 37
Por isso, se uma embalagem de cogumelos indicar que tem 100% do valor diário ou da DDR de vitamina D, tal será provavelmente verdade.




Dose Diária Recomendada (DDR)

É difícil estabelecer uma DDR para a vitamina D, dada influência da exposição ao sol. Pessoas saudáveis, com exposição regular ao sol e sob condições apropriadas não têm necessidades de vitamina D na dieta. Dado que isto é raramente o caso nas zonas temperadas, é necessário um suplemento alimentar.

O Comité de Alimentação e Nutrição do Conselho Nacional de Investigação Americano, recomendam uma ingestão diária de 5 mcg (200 IU) para adultos, 7,5 mcg (300 IU) para bebés com menos de 6 meses e 10 mcg (400 IU) para crianças com mais de 6 meses, grávidas e mães a amamentar. Um suplemento diário de 5 - 7,5 mcg (200 - 300 IU) é recomendado para bebés alimentados com leite materno que não tenham exposição ao sol.

Noutros países, a recomendação para os adultos varia de 2,5 mcg (100 IU) a 11,5 mg (450 IU). A recomendação mais elevada existe em França (20 - 30 mcg por dia para crianças de raça negra).

Ossos, Cálcio e Dietas Veganas: Porquê Tanto Alarido?

É constantemente pedido às pessoas que consumam mais cálcio para evitar a osteoporose. É praticamente impossível satisfazer as recomendações sem consumir grandes quantidades de leite de vaca, alimentos enriquecidos com cálcio ou suplementos.
No caso das dietas veganas, dado que não são consumidos lacticínios, a ingestão de cálcio tende a ser baixa. O livro Dietitian's Guide to Vegetarian Diets (2004) apresenta 45 estudos que analisaram a ingestão de cálcio dos vegetarianos no seu apêndice G. As ingestões de cálcio nestes estudos tendiam a ser aproximadamente:
  • veganos: 500–600 mg
  • ovolactovegetarianos: 800–900 mg
  • omnívoros: 1000 mg
Apenas um estudo incluía suplementos. Nesse estudo, a ingestão diária de cálcio era de: 840 mg (homens veganos), 720 mg (homens omnívoros), 710 mg (mulheres veganas) e 855 mg (mulheres omnívoras).
Segundo directiva da União Europeia, a DDR de cálcio para adultos é de 800 mg. A tabela que se segue apresenta de forma detalhada a DDR de cálcio em vigor nos EUA. 

IdadeDDR
0–6 meses200 mg
6–12 meses260 mg
1–3 anos700 mg
4–8 anos1000 mg
9–18 anos1300 mg
19–50 anos1000 mg
51–70 anos (homens)1000 mg
51–70 anos (mulheres)1200 mg
> 70 anos1200 mg
14–18 anos (gravidez/aleitamento)1300 mg
19–50 anos (gravidez/aleitamento)1000 mg

A ingestão de cálcio por parte de veganos tende a ser bastante mais baixa do que a dos ovolactovegetarianos, dos omnívoros e da DDR. Tradicionalmente, a comunidade vegana tem respondido a este facto argumentando que a osteoporose é uma doença causada pela perda de cálcio ósseo e não por falta de ingestão de cálcio na dieta.
A teoria é que a proteína animal faz com que o cálcio seja libertado dos ossos (para neutralizar a acidez da proteína) e excretado pelos rins, e que os lacticínios não só não protegem contra a osteoporose, como contribuem para a mesma. Como tal, a ingestão de cálcio não é importante para proteger contra a osteoporose e os veganos estão protegidos pela ausência de proteína animal nas suas dietas.
Nas duas últimas décadas, têm aparecido algumas provas que apoiam esta teoria e outras que a contradizem. Desde finais dos anos 90 que a Vegan Outreach alerta os veganos para a incerteza quanto a esta questão e que os veganos deverão tentar satisfazer a DDR de cálcio recomendada nos EUA. Recentemente, têm surgido mais provas de que os veganos devem seguir mais de perto as recomendações de cálcio.

O Que Causa a Osteoporose?

A genética pode desempenhar um papel importante na osteoporose. Possivelmente relacionados, os níveis de estrogénio nas mulheres são um factor. Entre os factores que podem ser controlados pelo estilo de vida e pela dieta, tradicionalmente, tem-se verificado o seguinte:
Ajuda a prevenir a osteoporose:
  • Exercícios com sustentação do peso do corpo (caminhada, subir escadas, corrida ligeira, dança, futebol, ténis, etc.) ao longo da vida.
  • Maior peso corporal (não recomendado por estar associado a outras doenças).
  • Ingestão adequada de cálcio, vitamina D, vitamina K, fosfato, potássio, magnésio e boro.
Contribui para a osteoporose:
  • Ingestão elevada de sódio (sal) e cafeína.
  • Tabaco.
  • Quantidade excessiva ou demasiado reduzida de proteína.
  • Vitamina A em excesso (retinol; não se aplica ao betacaroteno).
Observemos com maior atenção alguns destes factores alimentares: cálcio, vitamina D e proteína.

Cálcio e Vitamina D

O cálcio é importante para os ossos porque é um dos principais constituintes dos ossos, os quais estão constantemente a ser renovados com a remoção da massa óssea envelhecida e constituição de nova massa óssea. A vitamina D regula a absorção e excreção de cálcio, sobretudo quando a ingestão de cálcio é baixa.
O cálcio é um componente dos ossos, mas existe uma necessidade mais imediata de cálcio no sangue para manter uma contracção mais eficiente dos músculos, tais como o coração. O sangue mantém os níveis de cálcio à custa do cálcio dos ossos.
Quando os níveis de cálcio no sangue descem, é libertada a hormona paratiróide (PTH). A PTH faz com que o cálcio seja libertado dos ossos, aumentando assim os níveis baixos de cálcio no sangue. A osteoporose pode ser resultado de níveis elevados de PTH crónicos.
A vitamina D é o bloco constituinte da hormona calcitriol, a qual trabalha em sinergia com a PTH. A vitamina D é modificada pelo fígado para se transformar em 25-hidroxivitamina D, também denominada de 25(OH)D. A 25(OH)D é depois modificada pelos rins para se transformar em calcitriol. Esta transformação é parcialmente condicionada pelos níveis de PTH.4
A calcitriol aumenta a absorção de cálcio e fósforo (outro componente importante dos ossos) a partir dos intestinos e diminui a sua excreção na urina. Ao fazê-lo, os níveis de cálcio no sangue sobem e os níveis de PTH descem. A forma como o organismo regula o processo de conversão de vitamina D em calcitriol e o resultado final no aumento ou diminuição do cálcio nos ossos ainda não são completamente conhecidos.

O Que É Mais Importante, Cálcio ou Vitamina D?

A maioria das pessoas nos países desenvolvidos parece consumir cálcio suficiente, mas a vitamina D é uma preocupação maior. Um relatório de 2003 do Nurses' Health Study mostrou que a vitamina D era mais importante do que a ingestão de cálcio para evitar fracturas da anca em mulheres na pós-menopausa.5 Em 2007, uma meta-análise de estudos prospectivos e ensaios clínicos controlados com distribuição aleatória concluiu que a ingestão de cálcio e de suplementos de cálcio não estava associada a um risco menor de fracturas da anca.15
Além de as pessoas terem maior propensão para deficiência de vitamina D do que de cálcio, a vitamina D parece ser mais importante para os ossos quando conjugada com baixa ingestão de cálcio (o que acontece tipicamente na maioria das dietas veganas) do que em dietas com grandes quantidades de cálcio.5

Proteína

Como mencionado acima, existe a teoria de que a proteína, sobretudo os aminoácidos com enxofre, aumenta a carga ácida nos rins, fazendo com que o cálcio seja excretado na urina. Os aminoácidos com enxofre são mais comuns nos produtos de origem animal, embora também se encontrem em grandes quantidades em muitos cereais. Um contra argumento é que a proteína também causa um aumento da absorção de cálcio a partir do intestino, o que contrabalança a perda de cálcio na urina.29
Um artigo interessante sobre o assunto é Dietary Protein and Calcium: Are They Friends or Foes?, publicado na edição de Verão de 2004 do The Soy Connection. O artigo conclui:
«Provas recentes têm demonstrado que uma ingestão aumentada de proteínas comuns não prejudica necessariamente a saúde dos ossos. A composição da fonte da proteína, bem como a coexistência de outras factores na dieta global determinam a carga ácida renal. Em indivíduos saudáveis que consumam alimentos ricos em proteínas, no contexto de dietas variadas típicas, a carga ácida renal não parece atingir um "limiar" que afecte a homeostasia do cálcio.»
Em Dezembro de 2009, o American Journal of Clinical Nutrition publicou uma meta-análise sobre a ingestão de proteína e a saúde dos ossos. 33 Incluía sete estudos de coorte que analisaram a ingestão de proteína e o risco de fracturas e a conclusão foi:
«De modo global, os resultados mostram que o efeito da proteína da dieta sobre o esqueleto parece ser favorável em certa medida ou, pelo menos, não é prejudicial. Contudo, a importância clínica a longo prazo do efeito não é clara, não tendo sido constatada uma redução no risco de fracturas. São necessários mais estudos para resolver o debate sobre a proteína. Entretanto, a recomendação mais adequada é a ingestão de proteína e o equilíbrio entre diferentes fontes de proteína como indicado nas actuais recomendações de alimentação saudável.»
Embora ainda pareça ser possível que ingerir duas ou mais vezes a DDR de proteína possa aumentar o risco de osteoporose, os estudos abaixo indicam que, em populações típicas de vida livre, a proteína animal não é um problema significativo para a saúde dos ossos de omnívoros ou ovolactovegetarianos.

Estudos em Veganos

Não se sabe muito sobre o estado dos ossos dos veganos. Alguns pequenos estudos transversais mostraram que os veganos tinham uma densidade mineral óssea idêntica ou ligeiramente pior do que os não-veganos.9-121330 Estes estudos foram efectuados em veganos que poderão não ter ingerido muita vitamina D ou poderão não ter feito um esforço por incluir a quantidade recomendada de cálcio na respectiva dieta.
Em 2009, investigadores do Vietname e da Austrália levaram a cabo uma meta-análise da densidade mineral óssea de vegetarianos. 32 Concluíram que existe um efeito modesto das dietas vegetarianas, em particular da dieta vegana, sobre a densidade mineral óssea, mas é pouco provável que o efeito resulte num aumento clinicamente importante do risco de fracturas
Em Fevereiro de 2007, foi publicado o primeiro estudo que analisou as taxas de fractura óssea nos veganos.14 O estudo EPIC-Oxford recrutou 57.000 participantes, incluindo mais de 1000 veganos e quase 10 000 ovolactovegetarianos, desde 1993 até 2000. Foi pedido aos participantes que preenchessem um questionário para avaliar aquilo que comiam. Cerca de 5 anos após a entrada no estudo, foi enviado aos participantes um questionário de seguimento, onde se perguntava se tinham sofrido fracturas ósseas.
Após ajuste apenas com base na idade, os veganos tinham uma taxa de fracturas 37% superior à dos omnívoros. Após ajuste com base na idade, consumo de tabaco e álcool, massa corporal, actividade física, estado civil e, no caso das mulheres, gravidez e terapia de substituição hormonal, os veganos continuavam a ter uma taxa de fracturas 30% superior. Em todas as análises efectuadas, a taxa de fracturas era idêntica para omnívoros, omnívoros que comiam sobretudo peixe e ovolactovegetarianos.
Ainda assim, este estudo também trouxe boas notícias. Quando os resultados foram ajustados com base na ingestão de cálcio, os veganos já não tinham uma taxa de fracturas superior. Entre os participantes que conseguiam uma ingestão de 525 mg de cálcio por dia (apenas 55% dos veganos comparativamente com 95% das pessoas nas outras dietas), os veganos tinham a mesma taxa de fracturas que os outros grupos.
Os autores do estudo realçam que não foi encontrada nenhuma correlação entre a taxa de fracturas e a ingestão de proteína ou vitamina D entre as pessoas deste estudo. Uma análise separada do estudo EPIC-Oxford 20 mostrou que a ingestão de cálcio estava relacionada com um risco aumentado de fracturas nas mulhares (risco relativo 1,75 (1,33-2,29) para < 525 mg/dia em comparação com > 1200 mg/dia), mas não nos homens.

Conclusão Sobre Cálcio e Dietas Veganas

Segundo directiva da União Europeia, a dose diária recomendada de cálcio para adultos é de 800 mg (sendo de 700 mg no Reino Unido e de 1000 mg nos EUA). Em face dos resultados do estudo EPIC-Oxford quanto à taxa de fracturas em veganos, é prudente obter 700 mg por dia. Para o vegano típico, isto significa provavelmente beber todos os dias um copo de bebida de soja enriquecida com cálcio, ou tomar todos os dias um suplemento de 250-300 mg, como complemento de uma dieta equilibrada.

Sugestões Acerca do Cálcio

Dicas e Sugestões
  • Muitos leites vegetais são agora enriquecidos com cálcio, vitamina D e/ou vitamina B12. Alguns sumos de laranja também são enriquecidos com cálcio.
  • Agitar bem os leites vegetais enriquecidos com cálcio antes de servir, pois o cálcio pode depositar-se no fundo da embalagem.
  • O cálcio nas couves de folhas verdes (p.ex., couve galega e couve tronchuda), brócolos e leite de soja é relativamente bem absorvido.
  • O cálcio no espinafre, acelga e folhas de beterraba não é bem absorvido devido ao alto teor de oxalatos, os quais se ligam ao cálcio.
  • Os suplementos de cálcio podem inibir a absorção de ferro se ingeridos na mesma altura.4
  • Para além do cálcio, os vegetais de folhas verdes também contêm vitamina K, a qual é boa para os ossos.
AlimentoDoseCálcio (mg)
leite de vaca (para comparação)100 g120
suplemento de cálcio típico1300–500
leite de soja enriquecido100 g120
tofu, coagulado com sulfato de cálcio100 g120–300
tofu, coagulado com nigari100 g70–200
sumo de laranja enriquecido(B)100 g120
melaço1 T187
couve de folhas verdes escuras (p. ex.,
couve galega ou couve tronchuda), cozida
100 g140–210
sementes de sésamo2 T176
couve de folhas verdes, cozida100 g72–138
feijão de soja verde, cozido100 g145
feijão de soja, cozido100 g102
feijão branco, cozido100 g90
tahini1 T64
brócolos, cozidos100 g40–51
amêndoas2 T50
1 T = 1 colher de sopa
(B) - Consultar quantidade de cálcio no rótulo. Na União Europeia, a dose diária recomendada de cálcio para adultos é de 800 mg. Por isso, se um produto indicar que tem 25% do valor diário, significa que tem 200 mg de cálcio por dose.

Vitamina B12 e Densidade Mineral Óssea

Ingerir vitamina B12 também poderá ser importante para a densidade mineral óssea.
Em 2009, um estudo transversal em mulheres eslovacas ovolactovegetarianas concluíu que níveis mais elevados de homocisteína nas mulheres (16,5 vs. 12,5 µmol/l; 78% vs. 45% eram elevados) e níveis mais baixos de vitamina B12nas mulheres (246 vs. 302 pmol/l; 47% vs. 28% tinham deficiência) estavam associados a uma densidade mineral óssea no fémur significativamente mais baixa. 34 Não era permitido que as mulheres tivessem tomado suplementos vitamínicos ou minerais. Os investigadores não mediram a ingestão de cálcio nem o estado da vitamina D.
Mais informações sobre vitamina B12 e homocísteina na secção sobre vitamina B12.


Referências:
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  6. Estatisticamente significativo significa que os resultados tiveram uma probabilidade igual ou superior a 95% de não serem resultado do acaso. Um grau de confiança de 95% é o mínimo necessário para se concluir sobre a existência de uma verdadeira associação.
  7. Heaney RP, Davies KM, Chen TC, Holick MF, Barger-Lux MJ. Human serum 25-hydroxycholecalciferol response to extended oral dosing with cholecalciferol. Am J Clin Nutr. Janeiro de 2003;77(1):204-10.
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© 2003–2011 Jack Norris, Nutricionista. Original em VeganHealth.org.




Hipervitaminose D é caracterizada pelo excesso de vitamina D(mais de 74 ng/ml), geralmente por ingestão de suplementos vitamínicos. Causa níveis tão elevados de cálcio que danifica seriamente os ossos, tecidos moles e dos rins ao longo do tempo.

Os possíveis sintomas são:
Prisão de ventre;
Hiporexia (Diminuição do apetite);
Desidratação;
Fadiga e astenia(fraqueza);
Irritabilidade;
Vômito;
Envelhecimento precoce.

Pode-se identificar:
Excesso de vitamina D no sangue;
Excesso de cálcio no sangue (hipercalcemia);
Excesso de cálcio na urina (hipercalciuria);
Excesso de sede (polidipsia);


Suplementos: Onde comprar (Portugal)

       Vitamina D2 (800iu)             Vitamina D2 20ug            Vitamina D3
         e Vitamina D3 (800iu).                                                   (spray)
 



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Benefícios da Vitamina C


Quando se trata de um resfriado comum, a vitamina C não funciona como uma cura. Entretanto, alguns estudos mostram que tomá-la para gripes e resfriados pode reduzir o risco de desenvolver pneumonia e infecções pulmonares. De acordo com Daniela, a vitamina C está relacionada com a redução da gravidade dos sintomas e dos dias de duração da doença.

"O poder da vitamina C foi ressaltado pelo pesquisador Linus Pauling, duas vezes ganhador do Prêmio Nobel, em 1954 e 1962", conta a nutricionista do Minha Vida, Roberta Stella. Ele pregava que altas doses da vitamina agia contra gripes e resfriados. Desde então, o assunto é controverso, mas Roberta lembra que a vitamina C é um nutriente que, em conjunto com diversos outros, faz parte do sistema imunológico, sendo essencial para o nosso sistema de defesa.

Uma pesquisa alemã mostrou que a vitamina C é benéfica para os indivíduos cujo sistema imunológico foi enfraquecido devido ao estresse - complicação muito comum em nossa sociedade. 

Os pesquisadores submeteram 120 pessoas a momentos estressantes: falar em público e resolver problemas de matemática. Metade delas receberam 1.000 mg de vitamina C. Como resultado, os principais sinais de estresse, como os níveis elevados de do hormônio cortisol e da pressão arterial, foram significativamente maiores naqueles que não receberam o suplemento vitamínico. 

Já os participantes que receberam a vitamina C relataram que se sentiram menos estressados. Isso acontece porque a vitamina cessa a secreção de cortisol, que é o hormônio liberado pela glândula adrenal - em resposta ao estresse - e responsável por transmitir essa "notícia" do estresse para todas as partes do corpo. 

Além disso, a nutróloga Daniela Hueb explica que a vitamina melhora o humor, uma vez que estimula a produção de triptofano, precursor da serotonina, hormônio responsável pelo bem-estar e pela disposição. 

A Vitamina C também traz benéficos às células no interior e no exterior do corpo. Um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition examinou as relações entre a ingestão de nutrientes e o envelhecimento da pele em 4.025 mulheres, com idade entre 40 e 74 anos. Foi constatado que a ingestão de vitamina C mais elevada estava associada a uma menor probabilidade de ter uma aparência enrugada e a pele ressecada. 

Segundo a especialista Daniela Hueb, o ácido ascórbico - substância contida na vitamina C - é um excelente antioxidante, que combate os radicais livres e previne o envelhecimento das células, além de ter um efeito clareador sobre a pele. 

A vitamina C pode vir em formas manipuladas como hidratantes para o rosto, com filtro solar que ajuda a prevenir eventuais manchas na pele. Ela também pode ser ingerida em forma de cápsula, gelatinas ou shakes. "É importante, antes de escolher como incluir a vitamina C em sua rotina, não esquecer que ela está presente em alimentos ricos nessa fonte e que devem ser consumidos diariamente e, claro, sempre com acompanhamento médico", adverte a nutróloga. 

Um estudo publicado pela revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences analisou os efeitos da Vitamina C em tumores cancerosos, e concluiu que ela pode desempenhar um papel fundamental na redução do crescimento desses tumores. 

A pesquisa mostrou que, quando ingerida em altas doses, a vitamina pode apresentar um efeito de pró-oxidação, diferente do seu efeito mais conhecido que é a atividade antioxidante. Essa constatação levantou a hipótese de que o efeito pró-oxidante pode gerar radicais livres e peróxido de hidrogênio, o que provocaria a eliminação das células do tumor. 

Esse nutriente é capaz de aumentar a absorção de ferro, obtido pelos alimentos de origem vegetal - como verduras e feijões -, prevenindo a anemia. De acordo com a nutricionista Roberta Stella, devido à sua característica antioxidante, a vitamina C consegue modificar a estrutura química do mineral para uma forma mais fácil de ser absorvida pelo organismo. 

Roberta afirma que a recomendação diária de vitamina C é de 90 mg para os homens e 75 mg para as mulheres. Ela é facilmente obtida quando a alimentação é adequada. Confira a quantidade do nutriente em alguns alimentos: 

Uma fatia grande de abacaxi = 115,9 mg 
Uma acerola = 164,3 mg 
Uma unidade grande de chuchu = 74,4 mg 
Uma unidade média de mamão papaya = 142,6 mg 
Uma laranja grande = 135,8 mg  

Um estudo americano, feito pelo National Institutes of Health, descobriu que certas vitaminas e sais minerais, quando consumidos em conjunto diariamente, podem ajudar a evitar a perda de visão relacionada à idade. Este coquetel é composto por vitamina C (500 mg), vitamina E (400 UI), betacaroteno (15 mg), zinco (80 mg) e cobre (2 mg). 
Pessoas com maiores concentrações de vitamina C no sangue podem ter um risco menor de acidente vascular cerebral (AVC), de acordo com um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition. Os participantes que tinham esse nutriente em grandes quantidades tiveram um risco 42% menor do que aqueles com baixas concentrações no organismo. 

Segundo os autores, as razões para isso não estão completamente esclarecidas, mas eles afirmam que pessoas que comem muitas frutas e verduras têm níveis sanguíneos elevados de vitamina C, o que pode aumentar a prevenção contra 

Fonte: MinhaVida.com.br

Nutrição VEGetariANA - Lípidos




Os lipídios, gorduras ou trigicerídeos fazem parte de todas as dietas, é um ótimo ingrediente pois dásabor e textura as preparações. Porém, cada grama equivale a 9 calorias, por isso o seu consumo deve ser moderado. É formado principalmente por: carbono, hidrogênio e oxigênio. Não é solúvel em água, por isso que se acumulam no tecido adiposo. Seguindo o WHO (Organização Mundial da Saúde) temos a necessidade de consumir, de 15-35% de lipídios/dia. Os lipídios podem ser de fonte animal ou vegetal, encontramos este macronutriente em: óleos vegetais, oleaginosas, margarinas, bolachas, manteiga, frituras..

O organismo utiliza os lipídios como combustível reserva. Por este motivo que as pessoas que cortam o consumo de carboidratos emagrecem “mais” rápido, a gordura que está armazenada é queimada para a obtenção de energia. As funções da gordura no organismo são: isolante térmico, ação protetora sob as proteínas, fornece ácidos gordos/graxos essenciais (ômega-3 e ômega-6) e realiza o transporte das vitaminas A, D, E e K, que recebem o nome de lipossolúveis (justamente porque não são solúveis em água).

Após a digestão os lípidos/lipídios recebem o nome de ácidos gordos/graxos, que recebem a classificação de: saturados (normalmente de fonte animal), insaturados (normalmente de fonte vegetal), que ainda são separados em monoinsaturados poliinsaturados. É melhor consumir os ácidos graxos poliinsaturados pois estes são os famosos ômega-3 e ômega-6, que são considerados essenciais porque o corpo não produz, e só as conseguimos através da alimentação. Estão presentes nos óleos vegetais (menos no óleo de coco, azeite de dendê e de cacau), linhaça e sementes. A falta destes ácidos graxos podem trazer problemas a saúde.
Quase todos os tipos de gordura trazem algum benefício ao organismo, mas as gorduras:trans e interesterificada são extremamente maléficas, que não contem nenhum tipo de benefício. Principalmente a segunda gordura citada, estudos começam a apontar que esta gordura pode ter efeitos piores que a a gordura trans. Recomendo que fiquem de olho nas embalagens dos industrializados que forem comprar, pois já vi muitos com a gordura interesterificada. Muitos alimentos constam nos ingredientes que não contem gordura trans, é porque existe uma lei que contendo até 0.9g o produto pode ser considerado “sem” a tal gordura. Lembrando que o consumo máximo da gordura trans é de 2g/dia.

E por último há os esteróis, que é o colesterol. Este que não existe na alimentação vegana, pois todos os alimentos de origem vegetal são livres de colesterol. Tem uma importante ação no nosso organismo, ajuda na formação de hormônios, protege as membranas celulares e auxilia a absorção da vitamina D. Porém não há a necessidade de se preocupar, oorganismo sintetiza o colesterol, não havendo falta. Normalmente as pessoas tem excesso, o que pode causar grandes problemas.
Lembrando que a pirâmide recomenda de 1 à 2 porções por dia de gorduras, o que equivale a apenas 2 colheres (sopa) de azeite, por exemplo

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Nutrição VEGetariANA - Carbohidratos

Os Hidratos de Carbono, mais conhecidos como Carboidratos são formados por: Carbono, Hidrogênio e oxigênio. É a principal fonte de energia da alimentação de todos os povos, segundo o WHO (Organização Mundial da Saúde) temos a necessidade de consumir, de 55-75% de carboidratos/dia. Grande parte dos carboidratos são de origem vegetal e cada grama de carboidrato fornece 4 calorias.

Encontramos esse macronutriente em cereais, tubérculos, raízes, frutos e lacticínios. Ou seja, vegetarianos e veganos tem uma gama grande de alimentos onde encontrar os carboidratos. Porém, há a necessidade de tomar cuidado com o excesso de ingestão deste nutriente, grandes quantidades podem fazer com que a pessoa engorde.

É bom evitar os carboidratos de da rápida absorção, simplificando, os açúcares simples (monossacarídeos). Estes são rapidamente absorvidos pelo organismo, levando o indivíduo a querer comer mais vezes ao dia. A não ser que esteja praticando atividade física e necessite de muita energia.
A falta de carboidratos no organismo pode levar a doenças. Pessoas que consomem este nutriente em quantidade insuficiente constumam ser mais estressadas, extremamente mau-humoradas, depressivas, enxaqueca constante.. Entre outros sintomas bastante ruins (digo isso por experiência própria).

Não é díficil de dosar a quantidade de carboidratos que consumimos, segundo a pirâmide alimentar vegana, precisamos consumir de 6 à 11 porções por dia, é bastante, acredite! Dá para comer pão, arroz, cereal, batatas, macarrão.. Em um único dia, porém é só não exagerar nas quantidades! Lembrando que: o consumo de cereais integrais é melhor ainda! “Seguram” a fome por mais tempo, por serem mais “complexos” demoram mais para serem digeridos. Também ajudam as pessoas que tem prisão de ventre.
Não é difícil comer bem e a vontade, é só não exagerar.
Fonte

Nutrição VEGetariANA – Vitamina B 12


  • Introdução Sobre a B12
Geralmente, a B12 encontra-se em todos os produtos de origem animal (excepto mel). Não existe nenhuma fonte fidedigna de B12 proveniente de plantas não enriquecidas, incluindo tempeh, algas e alimentos orgânicos. É de consenso geral entre os nutricionistas, bem como profissionais de saúde vegana, que os alimentos de origem vegetal não fornecem vitamina B12 e que são necessários alimentos enriquecidos ou suplementos para uma saúde óptima nos veganos e, em muitos casos, também nos ovolactovegetarianos. Felizmente, a vitamina B12 é criada por fermentação de bactérias, pelo que não é necessário nenhum alimento de origem animal para a obter.

Apesar disto, alguns defensores do veganismo ainda acreditam que os alimentos vegetais fornecem todos os nutrientes necessários para uma boa saúde e não falam da vitamina B12 ao promover a dieta vegana. Outros defensores reconhecem a necessidade de B12, mas apenas como consideração secundária. Outros ainda realçam que os humanos apenas precisam de pequenas quantidades de B12 e que esta pode ser armazenada no organismo durante anos.

É verdade que, na altura em que se tornam veganas, algumas pessoas têm reservas de B12 suficientes no fígado para prevenir deficiência franca de B12 durante muitos anos. Contudo, muitas pessoas interpretam mal este facto, assumindo que apenas necessitam de tomar uma pequena quantidade de B12 de anos a anos. Na verdade, para conseguir criar tais reservas, são necessários muitos anos de consumo de B12 a níveis acima das necessidades diárias (a menos que se ingiram suplementos, os quais permitem criar reservas mais rapidamente). Algumas pessoas não têm reservas de B12 suficientemente grandes que lhes possam valer sequer para curtos períodos.

Ao facto de os veganos tenderem a ter níveis mais baixos de B12 do que os ovolactovegetarianos ou os omnívoros, muitos contra-argumentam que poucos veganos mostraram sinais de deficiência de B12. Contudo, a maioria dos veganos suplementa a dieta com B12 (muitas vezes, sem o saberem, através de alimentos enriquecidos) e a literatura científica documenta ter havido muitos veganos com deficiência de B12. Em alguns casos, os sintomas passaram após ingestão de suplementos de B12, mas nem todos têm tido essa sorte. Além disso, deparo-me regularmente com veganos a quem foi diagnosticada deficiência de B12 ou que desenvolveram sintomas.

  • Existem dois tipos de deficiência de B12: franca e marginal.
Deficiência Franca de B12
A B12 protege o sistema nervoso. Sem ela, poderão ocorrer danos permanentes (por exemplo, cegueira, surdez, demência). A fatiga e um formigueiro nas mãos ou nos pés podem ser sinais precoces de deficiência.

A vitamina B12, tal como o folato (ácido fólico), é necessária para ajudar na divisão dos glóbulos vermelhos. Alguns veganos poderão obter quantidades tão elevadas de folato que, mesmo com deficiência de B12, os seus glóbulos vermelhos continuarão a dividir-se adequadamente. Noutros veganos, os glóbulos vermelhos não conseguirão dividir-se adequadamente e a pessoa começará a sentir-se fatigada e começará a sofrer de anemia macrocítica (megaloblástica).

Deficiência Marginal de B12
A homocisteína é um subproduto do metabolismo das proteínas. Níveis elevados de homocisteína estão associados a risco aumentado de doenças cardiovasculares e AVC. Entre 1999 e 2003 realizaram-se muitos estudos a comparar os níveis de homocisteína de veganos e de ovolactovegetarianos que não suplementam a dieta com B12 com os níveis de não-vegetarianos. Em todos os estudos, os veganos ou ovolactovegetarianos tinham níveis de homocisteína mais elevados do que os não-vegetarianos e a um nível associado a maior risco de doenças cardiovasculares e AVC.

Em contraste, um estudo comparou veganos que suplementam a dieta com vitamina B12 (numa média de 5,6 µg por dia) com não-vegetarianos. Os níveis de homocisteína entre os dois grupos eram idênticos e situavam-se perfeitamente dentro do intervalo saudável.

Caso se tenha alimentado de carne durante a maior parte da sua vida, o seu organismo deverá ter armazenado B12 suficiente para prevenir uma deficiência franca durante vários anos. Contudo, não se pode depender de antigas reservas de B12 para manutenção de níveis saudáveis de homocisteína.

  • O Que Todos os Veganos Devem Saber Sobre a B12
Uma ingestão muito baixa de vitamina B12 pode provocar anemia e danos no sistema nervoso.

As únicas fontes veganas fidedignas de vitamina B12 são os alimentos enriquecidos (incluindo alguns leites vegetais, alguns produtos de soja e alguns cereais de pequeno-almoço) e os suplementos de B12. A vitamina B12 (incluindo a B12 em alimentos enriquecidos, em suplementos e em alimentos de origem animal) tem origem em microorganismos.

A maioria dos veganos ingere uma quantidade de vitamina B12 suficiente para evitar anemia e danos no sistema nervoso, mas muitos não ingerem a quantidade suficiente para minimizar potenciais riscos de doenças cardiovasculares ou complicações durante a gravidez.

  • Recomendações
Para tirar o máximo proveito de uma dieta vegana, os veganos deverão seguir uma das seguintes recomendações:
  • ingerir alimentos enriquecidos 2 ou 3 vezes por dia para obter pelo menos 3 µg de B12 por dia, ou
  • tomar um suplemento de B12 diariamente que forneça pelo menos 10 µg de B12, ou
  • tomar um suplemento semanal de B12 que forneça pelo menos 2000 µg.

Se depender de alimentos enriquecidos, verifique cuidadosamente as etiquetas para se certificar de que obtém suficiente B12. Por exemplo, se uma dose de leite vegetal enriquecido com vitamina B12 contiver 1 µg de B12, consumir 3 doses por dia fornece a B12 suficiente. Algumas pessoas poderão considerar a utilização de suplementos de B12 mais conveniente e económica.

Quanto menor for a frequência com que se ingere B12 tanto maior deverá ser a quantidade ingerida, pois a B12 é melhor absorvida em pequenas quantidades. As recomendações acima têm esse facto em consideração. Não há nenhum problema em exceder as quantidades recomendadas nem em combinar mais do que uma opção para ingestão de B12.

Informação adequada promove a saúde vegana, passe a palavra. Se não ler mais nada sobre a vitamina B12, já leu tudo aquilo que precisa de saber. Se pretender saber mais, continue a ler.

Este documento informativo foi preparado por Stephen Walsh, membro da UK Vegan Society, e outros membros do grupo científico da União Vegetariana Internacional (IVU-SCI), em Outubro de 2001. Esta informação pode ser livremente reproduzida, mas apenas na sua totalidade (a lista de subscritores pode ser omitida).

  • Lições da História
A vitamina B12 é uma vitamina extraordinária. Ela é necessária em doses mais pequenas do que qualquer outra vitamina conhecida. Dez microgramas de B12 distribuídos ao longo de um dia parecem fornecer tanta B12 quanta o organismo consegue utilizar. Na ausência de ingestão aparente de B12, os sintomas de carência levam normalmente cinco anos ou mais para se manifestarem em adultos, embora algumas pessoas tenham problemas ao fim de um ano. Um número muito reduzido de pessoas sem nenhuma fonte fidedigna óbvia de B12 parece evitar sintomas de deficiência clínica durante 20 anos ou mais. A B12 é a única vitamina que não é reconhecida como podendo ser obtida de forma fidedigna através de uma dieta vegetal variada com alimentos integrais e bastante fruta e legumes, conjugada com a exposição ao sol. Muitos mamíferos herbívoros, incluindo vacas e ovelhas, absorvem B12 produzida por bactérias no seu próprio sistema digestivo. A vitamina B12 encontra-se, em alguns casos, no solo e nas plantas. Estas observações levaram alguns veganos a sugerir que a questão da vitamina B12 não necessitava de particular atenção, ou até que se tratava de um embuste. Outros propuseram alimentos específicos (incluindo algas spirulina e nori, tempeh e cevada fresca) como fontes de origem não-animal adequadas de B12. Estas alegações, contudo, não resistiram ao teste do tempo.

Em mais de 60 anos de experimentação vegana, apenas os alimentos enriquecidos com B12 e os suplementos de B12 provaram ser fontes fidedignas de vitamina B12, capazes de suportar uma saúde óptima. É muito importante que todos os veganos se assegurem de que ingerem uma quantidade adequada de B12 a partir de alimentos enriquecidos ou suplementos. Isto beneficiará a nossa saúde e ajudará a atrair outros para o veganismo através do nosso exemplo.

  • Obter Uma Quantidade Adequada de B12
As recomendações para a ingestão de B12 variam de forma significativa de país para país. A dose diária recomendada nos EUA é de 2,4 µg por dia para adultos subindo para 2,8 µg por dia para mulheres em aleitamento. A recomendação alemã é de 3 µg por dia. A doses recomendadas são geralmente baseadas numa absorção de 50%, uma vez que isso é o típico para pequenas quantidades de B12. Para satisfazer as recomendações alemã e norte-americana é necessário obter B12 suficiente para absorver 1,5 µg por dia, em média. Esta quantidade deve ser suficiente para evitar até os sinais iniciais de ingestão inadequada de B12, tais como níveis ligeiramente elevados de homocisteína e ácido metilmalónico (MMA), na maioria das pessoas. Uma elevação, ainda que pequena, nos níveis de homocisteína está associada a um risco acrescido de muitos problemas de saúde, incluindo doenças cardiovasculares em adultos, pré-eclâmpsia durante a gravidez e defeitos do tubo neural em bebés.

É fácil conseguir uma ingestão adequada de B12 e existem vários métodos ajustáveis às preferências de cada um. A absorção de B12 varia entre cerca de 50% (quando é ingerida uma quantidade de 1 µg ou menos) e cerca de 0,5% (quando são ingeridas quantidades de 1000 µg ou mais). Portanto, quanto menor for a frequência com que se consome B12, maior será a quantidade total necessária para obter a quantidade absorvida pretendida.

A ingestão frequente de alimentos enriquecidos com B12, de modo a consumir 1 µg de B12 por 3 vezes ao longo do dia e com algumas horas de intervalo, fornece uma quantidade adequada de B12. A disponibilidade de alimentos enriquecidos varia de país para país e as quantidades de B12 variam de marca para marca, pelo que assegurar uma ingestão adequada de B12 requer a leitura cuidada das etiquetas e alguma ponderação para elaborar um padrão que esteja de acordo com os gostos pessoais e os produtos disponíveis.

Tomar diariamente um suplemento que contenha 10 µg ou mais de B12 fornece uma quantidade idêntica de B12 à de 1 µg consumido 3 vezes ao dia. Este pode ser o método mais económico, pois uma tablete pode ser consumida pedaço a pedaço. 2000 µg de B12 consumidos uma vez por semana também fornecem uma quantidade adequada de B12. Qualquer suplemento de B12 deve ser mastigado ou deixado a dissolver na boca para melhorar a absorção. As tabletes devem ser mantidas num recipiente opaco. Como com qualquer outro suplemento, é prudente não tomar mais do que o necessário para obter o máximo benefício. Como tal, ingestões superiores a 5000 µg por semana devem ser evitadas, apesar de não existir qualquer prova de que doses superiores apresentem toxidade.

Qualquer uma das três opções acima referidas deve satisfazer as necessidades da vasta maioria de pessoas com um metabolismo normal no que respeita à vitamina B12. Indivíduos com absorção deficiente de B12 poderão verificar que o terceiro método, 2000 µg de B12 uma vez por semana, funciona melhor, uma vez que não depende intrinsecamente da absorção no intestino. Existem outros, muito raros, defeitos metabólicos que exigem uma abordagem completamente diferente para atingir a quantidade necessária de B12. Se tiver alguma razão para suspeitar de um problema sério de saúde, procure aconselhamento médico de imediato.

  • Sintomas de Deficiência de B12
A deficiência clínica de B12 pode provocar anemia ou danos no sistema nervoso. A maioria dos veganos consome B12 suficiente para evitar deficiência clínica. Dois subgrupos de veganos encontram-se em particular risco de deficiência: veganos de longa data que evitam alimentos enriquecidos (tais como crudívoros ou veganos macrobióticos) e bebés em fase de amamentação de mães veganas cuja ingestão de B12 seja reduzida.

Em adultos, os sintomas típicos de deficiência incluem falta de energia, uma sensação de formigueiro, dormência, sensibilidade reduzida à dor ou pressão, visão nublada, maneira de andar anormal, língua irritada, fraca memória, confusão, alucinações e mudanças de personalidade. Muitas vezes, estes sintomas desenvolvem-se gradualmente num espaço de vários meses a um ano antes de serem reconhecidos como tratando-se de sintomas de deficiência de B12, sendo normalmente reversíveis com a administração de B12. Contudo, não existe nenhum conjunto de sintomas inteiramente consistente e fiável e existem casos de danos permanentes em adultos, resultantes de deficiência de B12. Se suspeitar de algum problema, procure um diagnóstico recorrendo a um médico, pois qualquer um destes sintomas pode dever-se a outras causas que não deficiência de B12.

Tipicamente, as crianças mostram sintomas de deficiência de B12 mais rapidamente do que os adultos. A deficiência de B12 pode conduzir à falta de energia e apetite, e impedir o desenvolvimento da criança. Se não for corrigida rapidamente, esta deficiência pode levar ao coma e à morte. Mais uma vez, não existe um padrão de sintomas inteiramente consistente. As crianças estão mais sujeitas a danos permanentes do que os adultos. Algumas recuperam por completo, mas outras demonstram um desenvolvimento retardado.

O risco para este grupos é, por si só, razão suficiente para apelar a todos os veganos para que transmitam uma mensagem consistente quanto à importância da vitamina B12 e para darem um exemplo positivo. Cada caso de deficiência de B12 numa criança vegana ou num adulto mal informado é uma tragédia que leva o veganismo ao descrédito.

  • A Ligação à Homocisteína
Contudo, este não é o fim da história. A maioria dos veganos apresentam níveis de B12 suficientes que tornam improvável uma deficiência clínica, mas demonstram uma actividade restrita de enzimas relacionadas com a B12, levando a elevados níveis de homocisteína. Foram reunidas fortes provas durante a última década de que níveis elevados de homocisteína, ainda que apenas ligeiramente, aumentam o risco de doenças cardiovasculares, AVC e complicações durante a gravidez. Os níveis de homocisteína também são afectados por outros nutrientes, sobretudo pelos folatos. As recomendações genéricas para uma maior ingestão de folatos têm como objectivo reduzir os níveis de homocisteína e evitar estes riscos. A ingestão de folatos por partes dos veganos é normalmente boa, particularmente se forem consumidos bastantes legumes de cor verde. Porém, repetidas observações de elevados níveis de homocisteína em veganos, e em menor grau noutros vegetarianos, mostra de modo conclusivo que a ingestão de vitamina B12 precisa também de ser adequada para evitar riscos desnecessários.

  • Testar os Níveis de B12
Um teste ao nível de B12 no sangue é muito pouco fiável para os veganos, particularmente para os veganos que consumam alguma forma de algas. As algas e outras plantas contêm análogos da vitamina B12 (falsa B12) que podem imitar a verdadeira B12 nos testes ao sangue, mas que na verdade interferem no metabolismo da vitamina B12. Contagens sanguíneas também não são fiáveis, pois a ingestão de elevadas quantidades de folatos suprime os sintomas de anemia provocada por uma deficiência de B12 que podem ser detectados por uma contagem sanguínea. O teste à homocisteína do sangue é mais fiável, sendo desejáveis níveis inferiores a 10 mmol/litro. O teste mais específico para avaliar os níveis de B12 é o teste ao ácido metilmalónico (MMA). Se este ácido estiver no seu nível normal no sangue (< 370 nmol/l) ou na urina (< 4 mg/mg creatinina), tal significa que o organismo tem B12 suficiente. Muitos médicos ainda confiam nos testes aos níveis de B12 no sangue e contagens sanguíneas, mas estes métodos não são adequados, sobretudo em veganos. Existe Alguma Alternativa Vegana aos Alimentos Enriquecidos e Suplementos? Se, por alguma razão, optar por não ingerir alimentos enriquecidos com B12 ou suplementos de B12, deverá reconhecer que está a levar a cabo uma experiência perigosa — uma experiência que muitos tentaram antes com muito baixa taxa de êxito. Se for um adulto e não for uma mãe a amamentar um filho, nem uma mulher grávida ou a procurar engravidar, e pretender testar por sua conta e risco uma potencial fonte de B12 que ainda não se tenha provado ser inadequada, tal poderá ser razoável desde que sejam tomadas as devidas precauções. Para sua própria segurança, deverá testar anualmente os níveis de B12. Se a homocisteína ou o ácido metilmalónico (MMA) estiverem elevados, ainda que apenas ligeiramente, estará a colocar em perigo a sua saúde se continuar a experiência. Se for uma mulher a amamentar uma criança, uma mulher grávida ou a procurar engravidar ou um adulto que pretende levar a cabo tal experiência numa criança, não corra esse risco. Não há justificação para tal atitude. Alegadas fontes de B12 que foi demonstrado através de estudos directos em veganos serem inadequadas incluem: bactérias do intestino humano, spirulina, nori desidratada, cevada fresca e a maioria das restantes algas. Vários estudos com veganos crudívoros mostraram que os alimentos crus não oferecem nenhuma protecção especial. Relatos de que a B12 foi medida num determinado alimento não são suficientes para qualificar esse alimento como uma fonte fidedigna de B12. É difícil distinguir a verdadeira B12 de análogos que podem impedir o funcionamento do metabolismo da vitamina B12. Ainda que verdadeira B12 esteja presente num alimento, ela pode ser ineficaz se esse alimento também contiver análogos de B12 em doses comparáveis às da verdadeira B12. Existe apenas um teste fiável para uma fonte de B12 — consegue essa fonte impedir e corrigir de modo consistente a deficiência de B12? Alguém que proponha determinado alimento como uma fonte de B12 deve ser desafiado a apresentar tal prova. Uma Dieta Natural, Saudável e Compassiva Para ser verdadeiramente saudável, uma dieta tem de ser adequada não apenas para os indivíduos isolados, mas tem também de permitir que todos os 6 mil milhões de pessoas tenham boa saúde e uma coexistência sustentável com as muitas outras espécies que formam esta “terra viva”. Deste ponto de vista, a adaptação natural para a maioria dos humanos (possivelmente todos) no mundo moderno é uma dieta vegana. Não existe nada de natural na abominável criação intensiva de animais dos dias de hoje nem na sua tentativa de reduzir seres vivos e sencientes a simples máquinas. Ao escolher usar alimentos enriquecidos ou suplementos de B12, os veganos estão a obter vitamina B12 da mesma fonte que todos os outros animais no planeta — microorganismos — sem causar sofrimento a nenhum ser senciente nem causar danos ambientais. Os veganos que consumam quantidades adequadas de alimentos enriquecidos ou suplementos de B12 são muito menos propensos a sofrer de deficiência de B12 do que um omnívoro típico. O Instituto de Medicina dos EUA deixa isso bem claro ao estabelecer as doses recomendadas de B12. “Dado que 10 a 30% das pessoas mais idosas poderão ser incapazes de absorver B12 de fontes naturais, é aconselhável que as pessoas com idade superior a 50 anos preencham a dose diária recomendada de B12 principalmente através da ingestão de alimentos enriquecidos com B12 ou suplementos de B12.” Os veganos devem seguir este conselho cerca de 50 anos antes, para seu próprio benefício e para benefício dos animais. A vitamina B12 não precisa jamais de ser um problema para veganos bem informados. Informação adequada promove a saúde vegana, passe a palavra.

Este artigo é uma carta aberta compilada por Stephen Walsh e subscrita por diversos profissionais de saúde e organizações veganas.
Tradução: Muda o Mundo. Pode ser reproduzido na íntegra.

  • Recomendações de Vitamina B12
Segue uma das recomendações de B12 apresentadas na tabela abaixo. Por exemplo, se optares por tomar um suplemento duas vezes por semana, deves ingerir a dose recomendada na última coluna da tabela, em cada toma.


1 Vez Por Dia2 Vezes Por Dia2 Vezes Por Semana
>14 anos25–100 µg2–3,5 µg1000 µg

Quantidades bastante superiores são consideradas seguras, mas não é aconselhável consumir mais que o dobro das recomendações.


Os lactentes devem receber leite materno ou leite de fórmula comercial que contenha a quantidade necessária de vitamina B12.

Se não tiveres uma fonte regular de vitamina B12 há algum tempo, compra suplementos de vitamina B12 de 1000 µg (ou mais) e toma 2000 µg uma vez por dia, durante duas semanas. No caso de suplementos em forma de tablete, para melhor absorção, coloca o suplemento debaixo da língua até que se dissolva. Passadas as duas semanas, segue as recomendações da tabela acima.

Notas:
  • A vitamina B12 é medida em microgramas ("µg" ou "mcg"). 1000 µg = 1 mg.
  • A DDR de vitamina B12 é de 2,4 µg para adultos.
  • Não confies em nenhum tipo de alga, levedura (de cerveja ou outra), tempeh, nem em nenhum suplemento vitamínico que utilize plantas como fonte de B12.
  • Não confies exclusivamente num único produto enriquecido com B12 para obter a B12 necessária.
  • Para bebés veganos: o Instituto de Medicina dos EUA recomenda que os filhos de mães veganas tomem um suplemento de B12 a partir do nascimento, uma vez que as respectivas reservas de B12 e o fornecimento de B12 no leite da mãe poderão estar a níveis baixos.3
  • Excepções: pessoas com doenças digestivas ou má-absorção intestinal, falha renal crónica, defeitos de metabolismo de B12 ou defeitos de metabolismo de cianetos deverão consultar um profissional médico de confiança.
  • Os fumadores deverão considerar uma fonte de B12 sem ser de cianocobalamina.

Referências:
  1. Limite inferior baseado em O Que Todos os Veganos Devem Saber Sobre a Vitamina B12.
  2. Numa dose única, a absorção de B12 desce para 1-1,5% para quantidades superiores a 5 µg.
  3. Food and Nutrition Board, Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for Thiamin, Riboflavin, Niacin, Vitamin B6, Folate, Vitamin B12, Pantothenic Acid, Biotin, and Choline. Washington, DC: National Academy Press; 2000.

  • Fontes de B12
Alimentos Enriquecidos
Existem alguns alimentos veganos enriquecidos com B12; por exemplo, leites vegetais (como o leite de soja), iogurtes de soja e cereais de pequeno-almoço.

Cozinhar Alimentos
Cozinhar pode destruir a B12 que se encontra naturalmente em alimentos de origem animal. A cianocobalamina, a forma de B12 utilizada nos alimentos enriquecidos, poderá ser mais estável durante a cozedura. Por exemplo, em meio ácido (pH 4-7), a cianocobalamina consegue suportar fervura a 120° 1 .


  • Suplementos Multivitamínicos
Não é muito seguro depender apenas de suplementos multivitamínicos que contenham pequenas quantidades de B12 (menos de cerca de 10 µg):

  • Segundo Herbert et al .2  (1982, EUA), as vitaminas B1, B3, C e E, bem como o cobre e o ferro, podem danificar a B12. Foram testadas 15 preparações multivitamínicas consumidas diariamente por cerca de 100 milhões de americanos, tendo sido detectada a presença de análogos inactivos da B12 em todas as preparações (6-27% do total de corrinoides).
  • A vitamina C em doses iguais ou superiores a 500 mg tomada a uma refeição, ou até uma hora após uma refeição, pode diminuir a disponibilidade da B12 ou destrui-la.3
  • Muitos suplementos multivitamínicos não podem ser mastigados, mas mastigar o suplemento pode ser importante para a absorção de B12 nalgumas pessoas.

Dito isto, se um suplemento multivitamínico for mastigável e contiver 10 µg de B12 ou mais (sob a forma de cianocobalamina) e for ingerido diariamente, é quase de certeza adequado.


  • Segurança dos Suplementos
Em 1988, Herbert alertou que grandes quantidades de B12 poderiam ser prejudiciais .4  Em contraste, segundo Hathcock & Troendle5  (1991), parece haver pouca ou nenhum dúvida de que a ingestão de 500-1000 µg de B12 por dia é segura. O Instituto de Medicina dos EUA não definiu nenhuma ingestão diária tolerável de vitamina B12.

A contribuição em cobalto e cianeto de 1000 µg diários de cianocobalamina é considerada de toxicidade insignificante5. Contudo, pessoas com falha renal crónica, defeitos de metabolismo de cianetos e, provavelmente, os fumadores, deverão tomar B12 sob outra forma.


  • Mastigar ou Dissolver Suplementos Sob a Língua
Segundo Crane et al.6  (1994, EUA), as tabletes de uma empresa de vitaminas dissolviam-se lentamente na água e em ácido. Conduziram depois um estudo para verificar se os pacientes veganos que não tinham respondido a tabletes de B12 engolidas por inteiro poderiam melhorar a resposta mastigando as tabletes. Sete pessoas mastigaram as tabletes de 100 µg (uma vez por semana durante 6 semanas) e os seus níveis séricos médios de B12 aumentaram de 116 para 291. Das nove pessoas que não mastigaram, o aumento médio foi de 123 para apenas 139. (Contudo, uma dose de 100 µg por semana não é muita B12. O resultado mais surpreendente desta experiência foi o grande aumento da B12 sérica das sete pessoas que mastigaram as tabletes, e não o pequeno aumento nas pessoas que não mastigaram.)

Sete dessas nove pessoas mastigaram depois 500 µg por dia durante 10 dias e os respectivos níveis subiram para o normal, com uma média final de 524±235. Três participantes não conseguiram aumentar os níveis por via oral, necessitando de injecções de B12 para manter a B12 sérica acima de 300.


  • B12 Por Via Oral Para Pessoas Com Mal-absorção
Alguns estudos recentes mostraram que tomar grandes quantidades de B12 sublingual pode normalizar os níveis de B12, mesmo em pessoas com anemia perniciosa.

  • Luz
Os suplementos de B12 não devem ser deixados expostos à luz, pois a exposição prolongada danifica a cianocobalamina.7,8


  • Origem da B12 em Suplementos e Alimentos Enriquecidos
A Streptomyces griseus, uma bactéria que em tempos se pensou ser um fungo, foi a fonte comercial de B12 durante muitos anos .8,9  As bactérias Propionibacterium shermanii e Pseudomonas denitrificans substituiram entretanto a S. griseus.10  Pelo menos uma empresa, a francesa Rhone Poulenc Biochimie, utiliza um organismo geneticamente modificado para produzir B12.11


  • Suplementos Que Não de Cianocobalamina
Para além da cianocobalamina, existem suplementos orais de metilcobalamina, adenosilcobalamina (também denominada de cobamamida e coenzima B12) e, com menor expressão, hidroxocobalamina. Como mencionado acima, estas formas de B12 poderão ser mais aconselhadas para veganos fumadores.

A S-adenosilmetionina (vulgo SAM e SAMe) é outro suplemento que tem sido alvo de atenção. Encontra-se no percurso de conversão da homocisteína em metionina e alguns investigadores consideram que pode ser relevante para o estado da B12 em pessoas com deficiência de B12.

Referências:
  1. Comunicação pessoal em 6-7 de Março, 2002, com o Dr. Fumio Watanabe, Kochi Women's University, Department of Health Science, 5-15 Eikokuji-cho Kochi 780-8515 Japan.
  2. Herbert V, Drivas G, Foscaldi R, Manusselis C, Colman N, Kanazawa S, Das K, Gelernt M, Herzlich B, Jennings J. Multivitamin/mineral food supplements containing vitamin B12 may also contain analogues of vitamin B12. N Engl J Med. 1982(July);307(4):255-6.
  3. Groff J, Gropper S. Advanced Nutrition and Human Metabolism, 3rd ed. Wadsworth: 2000.
  4. Herbert V. Vitamin B-12: plant sources, requirements, and assay. Am J Clin Nutr. 1988;48:852-8.
  5. Hathcock JN, Troendle GJ. Oral cobalamin for treatment of pernicious anemia? JAMA. 1991 Jan 2;265(1):96-7.
  6. Crane MG, Sample C, Pathcett S, Register UD. "Vitamin B12 studies in total vegetarians (vegans). Journal of Nutritional Medicine. 1994;4:419-430.
  7. Schneider Z, Stroinski A. Comprehensive B12. New York: Walter de Gruyter, 1987.
  8. Linnell JC, Matthews DM. Cobalamin metabolism and its clinical aspects. Clin Sci (Lond). 1984 Feb;66(2):113-21.
  9. Vitamin B12. Code of Federal Regulations. U.S. Government Printing Office. Title 21, Volume 3. Revised. 1 de Abril, 2001. CITE: 21CFR184.1945 p. 550.
  10. De Baets S, Vandedrinck S, Vandamme EJ. Vitamins and Related Biofactors, Microbial Production. In: Lederberg J, ed. Encyclopedia of Microbiology, Vol 4, 2ª Ed. New York: Academic Press; 2000:837-853.
  11. Correspondência entre Rhone Poulenc Biochimie e Red Star Yeast. 1 de Maio, 1997.


Muda o Mundo

© 2003–2011 Jack Norris, Nutricionista. Original em VeganHealth.org.

Nutrição VEGetariANA – Vitamina A



A vitamina A pré-formada (retinol) existe apenas em alimentos de origem animal. No entanto, existem cerca de 50 carotenóides que o corpo consegue converter em vitamina A, sendo o mais comum o betacaroteno (que confere uma cor amarelada ou alaranjada aos vegetais). O conteúdo de vitamina A nos alimentos é expresso como o equivalente de retinol (ER).

Segundo directiva da União Europeia, a dose diária recomendada de vitamina A para adultos é de 800 µg (ER). A DDR nos EUA é de 900 µg (ER) para os homens e de 700 µg (ER) para as mulheres.

A tabela que se segue lista alimentos vegetais ricos em vitamina A. Outras fontes incluem diversos vegetais.

AlimentoDoseVitamina A (ug ER)
Sumo de cenoura, embalado250 g2390
Cenoura, crua ou cozida100 g835–850
Batata doce, cozida100 g961
Couve de folhas verdes, cozida100 g681–735
Abóbora manteiga (butternut), cozinhada100 g558
Espinafre, cozido100 g524–603
Meloa100 g169
Alperce100 g96
Manga100 g38


© 2003–2011 Jack Norris, Nutricionista. Original em VeganHealth.org.