domingo, 9 de setembro de 2012

Julienne, brunoise, chiffonade…

A origem de muitas definições que temos hoje na gastronomia vem da França e, como não podia ser diferente, esse ofício está repleto de termos franceses. Alguns já foram até “aportuguesados”, talvez para facilitar a comunicação entre os funcionários na cozinha ou ainda para tornar o trabalho mais familiar, mais próximo à nossa realidade.
Esses termos definem na gastronomia tipos de molhos, preparações, pratos, cargos na cozinha, alguns utensílios e equipamento, cortes de legumes e mais…muito mais! É desse último que vamos falar hoje: Cortes!
Você já ouviu falar em “cenouras em brunoise”? ou ainda “cebolas em julienne”? E que tal “alfaces em chiffonade?” Não sabe do que se trata? Então, vamos aprender juntos!
Os cortes de legumes mais comuns, são:

Brunoise:
Corte em cubos bem pequenos e uniformes. Geralmente os legumes cortados em brunoise são usados em molhos, caldos e sopas.


Jardinière:
Corte em bastões finos, longos e uniformes.


Macedoine:
São cubos maiores que os feitos em brunoise. Esse corte pode ser usado em cebolas, cenouras, aipos, nabos…

Paysanne:
É o mais livre de todos os cortes. Pode ser feito em formatos de círculo, quadrado e até meia-lua. Porém, os legumes devem ser cortados finos e não com espessura grossa.

Julienne:
São tiras fininhas, longas e uniformes. Talvez esse seja o tipo de corte mais básico na cozinha.

Chiffonade:
Digo que o “chiffonade” é o “julienne” em folhas! Esse corte é semelhante ao formato do julienne, ou seja, tiras bem fininhas, só que feito em folhagens, como alface, espinafre, couve…

.. Et Voilá!


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Nutrientes numa Dieta Vegetariana

Proteína

Qual o/a vegetariano/a que ainda não se viu confrontado com a clássica pergunta : "de onde você retira a sua proteína?" Essa obsessão por proteínas parece ser mantida viva mesmo pela maior parte das pessoas, que mesmo após terem adotado uma dieta vegetariana ou vegan, ainda tendem a consumir uma quantidade excessiva de proteínas.

Proteínas são essenciais ao crescimento e regeneração dos tecidos e desempenham um papel crucial virtualmente em todos os processos biológicos: enzimas, anticorpos, hormônios/hormonas, ou como constituinte das membranas celulares, são poucos exemplos de onde encontramos proteínas.

Proteínas consistem em aglomerados de pequenas unidades nitrogenadas que conhecemos como aminoácidos, 23 dos quais são encontrados no organismo humano. A maior parte desses aminoácidos nosso corpo consegue sintetizar ele próprio, mas oito deles (leucina, isoleucina, valina, treonina, metionina, fenilalanina, triptofano e lisina - em crianças, a histidina é também considerada um aminoácido essencial) devem ser regularmente ingeridos através de alimentos que contenham proteínas e portanto são conhecidos como aminoácidos essenciais (EAA).

Todos os alimentos vegetais - mesmo frutas – contêm alguma proteína, e virtualmente todos eles têm presente os 8 EAA, em diferentes teores. O mito de que proteínas vegetais seriam inferiores leva em consideração o fato de que a maior parte dos alimentos vegetais não contêm todos os aminoácidos essenciais nas proporções tidas como "ideais" (por exemplo, os cereais tendem a serem deficientes no EAA lisina enquanto os feijões tendem a apresentarem níveis mais baixos do EAA metionina). No entanto se sabe hoje que nosso corpo consegue combinar os aminoácidos provenientes de diferentes refeições para produzir proteínas completas. Assim, numa dieta variada, onde se inclui diariamente grãos, nozes ou sementes, vegetais e frutas, mesmo aqueles que se restringem ao não consumo de quaisquer produtos de origem animal (vegans) se vêem facilmente a ingerir proteínas completas.

De 1948 a 1974 a dose diária de proteína recomendada foi reduzida em dois terços, de mais 3 g/kg peso corporal a 1 g/kg peso. De lá pra cá pesquisas têm não apenas reforçado a idéia de que nosso organismo pode não apenas se adaptar a níveis inferiores de proteína ingerida como têm também sugerido que uma ingestão moderada a baixa de proteínas pode ser de grande valor na prevenção e tratamento de certas condições degenerativas. Especialmente numa dieta o[m]nívora, são consumidas quantidades excessivas de proteínas, muitas vezes mais de 100g ao dia. Proteínas não digeridas adequandamente podem causar a acumulação de resíduos tóxicos no organismo, agravando o risco de desenvolvimento de certas doenças crônico-degenerativas, tais como gota, artrite reumatóide e certos tumores. A alta ingestão proteica pode ainda causar problemas renais e pode levar à perda de cálcio pela urina, contribuindo, entre outros, para o enfraquecimento ósseo (osteoporose).

Mesmo muitos vegetarianos ou vegans – especialmente os que se colocam a utilizar indiscriminadamente produtos derivados de soja – tendem a superar as estimativas elevadas e já ultrapassadas para a ingestão diária de proteínas.

As necessidades proteicas do ser humano encontram seu ápice durante o período pós natal, onde os tecidos estão na sua máxima taxa de crescimento. Tudo o que o bebê necessita é suprido pelo leite materno, que possui cerca de 5,9% de suas calorias como proteína (ou se medirmos por gramas, podemos obter um valor ainda mais baixo, pouco mais de 1g por cada 100g de leite, valor similar ao encontrado em diversas frutas). Seria interessante se perguntar o porquê de adultos, que não estariam mais a crescer - e cujas necessidades de proteínas serviriam apenas para reparação e manutenção dos tecidos orgânicos – estariam a precisar de uma dose superior a essa. A maior parte dos alimentos vegetais possui mais de 10% das suas calorias como proteína (agrião, 78% e espinafre, 53%, por exemplo).

A proteína da soja é considerada completa (contém todos os EAA em quantidades suficientemente equilibradas). Outros alimentos que contém ainda relativamente boa proporção de aminoácidos essenciais incluem: castanha-do-Pará, semente de girassol, gergelim (tahine), quinoa, ora-pro-nobis, germe de trigo, alfafa, etc. Outros alimentos que constituem ricas fontes de proteína (e que adultos deveriam comer em moderação): castanhas em geral (avelãs, amêndoas, nozes, etc), leguminosas (feijões, lentilhas, ervilha, grão de bico, vagens, amendoim, etc.), seitan (glúten), processados de soja (burgers, salsichas, tofu, tempeh, etc). Grãos integrais (aveia, trigo, arroz, cevada, centeio, etc) contêm quantidades substanciais de proteína (em torno de 10 a 15%) e seus EAA se complementam muito bem com as leguminosas. Embora a idéia de combinação de proteínas não seja relevante para adultos, parece ser de certa ajuda no caso de crianças, uma vez que essas se encontram em processo de crescimento acelerado e, consequentemente, rápida síntese de novas proteínas.



Conteúdo Proteico de alguns alimentos vegetais
(porção 100 gramas do alimento a seco)
ComidaCaloriasPercentagem (%) de Calorias
sob a forma de Proteínas
Bróculos3245
Cenouras4210
Milho9615
Batatas7611
Abóbora1923
Pepino1524
Batata Doce1146
Tomate2220
Feijão Manteiga 34926
Grão de Bico36023
Lentilhas34029
Amendoins56418
Cevada24811
Arroz3608
Centeio33414
Trigo33017
Amêndoa59812
Noz62813
Maçã561
Banana855




Cálcio

É o mineral mais abundante no organismo. Participa da formação dos dentes e ossos, coagulação do sangue, manutenção da membrana e organelas celulares, regulação da contractilidade muscular (inclusive dos batimentos cardíacos) e atua ainda como ativador de enzimas. Ele interage com o fósforo na estrutura óssea e com o magnésio para manter o esmalte dos dentes, e ainda com vários hormônios, entre eles o estrogênio e a testosterona, que controlam a absorção e a excreção do cálcio e o metabolismo ósseo. Proteína, sódio e fósforo também alteram sua concentração no sangue. É benéfico na prevenção e tratamento da osteoporose, artrite, hipertensão e doenças cardiovasculares. Tem ação preventiva contra o câncer [cancro], reduz o colesterol, atua como um tranqüilizante natural, ajuda a manter a pele saudável e evita ou alivia a cãibra nas pernas. Tem ainda ação desintoxicante contra certos agentes poluentes, inclusive contra o estrôncio radiativo (E - 90) se aloje nos ossos.

O cálcio está presente nas folhas verde-escuro (especialmente na folha de nabo, brócolis [bróculos], mandioca, couve e mostarda), amêndoas, nozes, castanha-do-Pará, sementes de abóbora, gergelim e de girassol, tâmara, figos e damascos secos, alcachofra, acelga, agrião, alfafa, aipo, repolho, couve-flor, folhas de batata-doce, caruru, bertalha, couve-chinesa, quinoa, semente de papoula, salsa, cenoura, germe de trigo, chicória, feijões brancos e vagens, lentilhas, ervilhas, soja e derivados (tofu, tempeh, etc), centeio, farinha integral, aveia, melado [melaço], algas marinhas, ágar-ágar, flores de abóbora, ervilhas frescas com a vagem, beldroega, ora-pro-nobis.

Pesquisas realizadas em diversos países têm associado o surgimento de osteoporose à ingestão de proteínas animais, por estas últimas causarem o aumento da perda de cálcio pelos ossos e sua conseqüente eliminação pela urina. A proteína animal possui um teor mais elevado de enxofre que a proteína vegetal e acredita-se que isso estaria relacionado com o aumento da produção de ácidos metabólicos, provocando, assim, a perda de cálcio ósseo. A osteoporose é rara ou inexistente em regiões onde pouca ou nenhuma proteína animal é ingerida.

O aumento na ingestão de cálcio não é mais considerado um fator determinante na prevenção de osteoporose. Esquimós possuem a mais alta ingestão de cálcio dentre todos os povos - mais que 2000 mg por dia - e ainda assim, apresentam uma das mais altas taxas de incidência de osteoporose.

Um estudo de enfermeiras na Universidade de Harvard acompanhou 78.000 mulheres durante doze anos. Foi observado que aquelas que bebiam dois ou mais copos de leite ao dia apresentaram duas vezes maior chance de desenvolverem fractura de quadril que aquelas que bebiam um copo por semana ou menos.

Vegetarianos/vegans parecem apresentam maior eficiência em absorver bem como em reter o cálcio no organismo.

A deficiência de cálcio pode ser metabólica, dietética ou por carência de vitamina D. O excesso de proteínas na dieta (em especial as carnes), a falta de luz e de vitamina D também podem favorecer a carência de cálcio no organismo. Outros fatores que contribuem para a perda de cálcio: ansiedade, depressão, stress, diarréia, disfunções tireoideanas, excesso de gorduras, açúcar, fibras e ácido oxálico na comida, deficiência de ácido clorídrico, uso de antiácidos, tetraciclina, heparina, laxativos, diuréticos, anticonvulsivos, aspirina e corticóides, ingestão excessiva de fósforo por meio de alimentos processados (refrigerantes, carnes, molhos, queijos, conservas, pães e massas), pois o excesso de fósforo inibe a absorção de cálcio.

Sua deficiência pode provocar: nervosismo, espasmos musculares e nervosos, convulsões, intoxicação por chumbo, pressão alta, raquitismo, osteoporose em pessoas idosas, distúrbios endócrinos e insônia. A Organização Mundial de Saúde recomenda a ingestão diária de 500 mg desse elemento. Há, no entanto, povos (como os bantos) que ingerem em média 300 mg / dia e são muito saudáveis e crianças no Ceilão, Peru e África, que consomem 200 mg / dia e possuem um saldo positivo de cálcio.

Ferro

(Dose Diária Recomendada: 9 mg em homens adultos e mulheres em fase pós-menopausa e 13 mg para mulheres em idade pré-menopausa)

Necessário à produção de hemoglobina, a proteína do sangue que transporta o oxigênio às células.

Aumenta a resistência e a produção de energia. Também desempenha um papel importante na manutenção do sistema imunológico, na produção e regulação de vários neurotransmissores.

O ferro pode ser encontrado em diversas folhas verde-escuro (como agrião, escarola, dente-de-leão, folhas de beterraba, de batata-doce, de mandioca, espinafre, agrião, salsa), grãos integrais (especialmente o trigo), pistaches [pistáchios], amêndoas, nozes, castanha de caju, frutas secas (como damascos, passas, ameixas), brócolis [bróculos], ervilhas, feijões, certas sementes (como gergelim e girassol), melado [melaço], algas marinhas, figo, tofu, ananás, alcachofra, aspargo, aveia, banana, beterraba, cenoura, aipo, couve, limão, tâmara, morango, cereja, uvas, amora, mirtilo, vagens, avelã, kiwi, lentilha, levedo [levedura], pêssego, pinhão, pêra, pólen, maçã, ameixa, rabanete, etc.

Dois principais tipos de ferro podem ser encontrados nos alimentos:

Ferro não-heme: todo o ferro encontrado em alimentos vegetais e parte do ferro (40%) encontrado em carnes. É regulado naturalmente pelo organismo: tem sua absorção reduzida quando os níveis sangüíneos já estão altos e aumentada quando o teor de ferro no sangue é baixo.

Ferro heme: constitui cerca de 60% do ferro encontrado em tecidos animais. Esse ferro tende a alterar o mecanismo de regulação de absorção, entrando no sangue sendo ou não necessário.

Um dos problemas com o consumo de carnes (incluindo frango e peixe) é o risco de excesso de ferro, uma vez que esse ferro entra no organismo sendo ou não necessário. É conhecida a capacidade do ferro de gerar radicais livres capazes de causar mutações genéticas, placas ateroscleróticas e câncer [cancro]. Recentes estudos têm sugerido que os altos níveis de ferro no organismo podem estar associados ao desenvolvimento de câncer [cancro] e doenças cardíacas. Tem sido também estudada a relação de anormais níveis de ferro e o desenvolvimento de disfunções neurológicas, como Alzheimer. Em doses elevadas ou em formas de ferro inorgânico, porém, pode ter efeitos tóxicos, suprimir a resposta imunológica, agravar os quadros infecciosos e destruir a vitamina E.

Embora os alimentos ricos em ferro sejam abundantes, uma pessoa que se alimente quase unicamente de produtos refinados pode vir a apresentar deficiência de ferro.

Alguns estudos mostram que anemia devido a carência de ferro não é maior em vegetarianos do que no resto da população. Vegetarianos em alguns estudos se mostraram capazes de adaptar a mesmo a uma dieta reduzida em ferro por sua aumentada habilidade de absorção desse mineral.

Os vegetarianos que utilizam grandes quantidades de produtos derivados de soja deveriam aumentar seu consumo de alimentos ricos em ferro, pois foi observado que a proteína da soja bem como os fitatos presentes podem reduzir a absorção desse elemento.

Alimentos ricos em vitamina C, quando consumidos juntamente com alimentos vegetais ricos em ferro auxiliam na absorção desse mineral. Vários alimentos vegetais ricos em ferro contêm também vitamina C.

Ambas as formas de ferro podem ser prejudicadas na presença de cálcio (especialmente proveniente de laticínios) fosfatos, antiácidos, cafeína, tanino (de chás, vinho tinto, etc), aspirina, excesso de fibras ou ácido fítico, manganês, fósforo, zinco, ácido oxálico, cúrcuma, coentro e vitamina E sintética.

Em caso de uso de suplementos, melhor dar preferência aos quelatados (fumarato e gluconato de ferro por exemplo).

A deficiência de ferro se apresenta por sintomas como: cansaço, falta de fôlego, dor de cabeça, insônia, perda de apetite, fraqueza muscular, depressão, anemia, em crianças pode levar à hiperatividade, falta de atenção, apatia, dificuldade para aprender e irritabilidade.

Vitamin B12
(Dose Diária Recomendada: 1µg)

A vitamina B12 é essencial à intensa proliferação celular em certos tecidos, como no caso da medula óssea, responsável pela formação das hemácias (glóbulos vermelhos). Em caso de deficiência de B12, a produção de DNA é interrompida e podem surgir células anormais denominadas megaloblastos, resultando em anemia. Participa ainda no metabolismo de proteínas, carbohidratos e gorduras. A B12 desempenha um papel fundamental no metabolismo dos ácidos graxos [gordos] essenciais para a manutenção da mielina (camada lipoprotéica que reveste os nervos). A deficiência prolongada de B12 pode causar degeneração nos nervos e ainda irreversíveis danos neurológicos.

Um adulto contém em média 5000 - 10000 mg de B12 distribuídas entre o fígado e o sistema nervoso. Através de um mecanismo de reabsorção/reciclagem, o fígado é capaz de armazenar B12 suficiente para muitos anos, de onde se conclui não ser essencial a sua ingestão diária.

Essa vitamina talvez seja o item mais polêmico de uma dieta vegan. Alguns estudiosos aceitam que muito embora a B12 já tenha sido um dia abundante em vegetais, hoje em dia ela praticamente só é encontrada em produtos animais. Na realidade, ela é exclusivamente sintetizada por bactérias, nem animais ou plantas sintetizam essa vitamina. Mas plantas podem conter B12 desde que elas estejam em contato com bactérias que produzem essa vitamina, presentes no solo. Produtos animais são ricos em B12 apenas porque animais ingerem alimentos contaminados com essas bactérias, ou porque bactérias que habitam seu intestino podem produzi-la.

Apesar disso, a deficiência dessa vitamina não parece ser mais freqüente entre vegans do que no resto da população. Alguns estudos mostram níveis satisfatórios de B12 mesmo em vegans que tomavam suplementos há mais de dez anos. A maior parte dos casos de deficiência de B12 (em torno de 95%) se deve não à baixa ingestão dessa vitamina, mas sim à deficiências na sua assimilação.

A quantidade de B12 excretada pela bile pode variar de 1 a 10 microgramas por dia. Portanto, mesmo pessoas que tenham dietas pobres nessa vitamina podem levar até 20 anos para desenvolverem uma deficiência. Por outro lado, se há alteração nos mecanismos de sua absorção, no máximo em três anos se instala sua deficiência. Adultos vegans são capazes de reduzir a excreção biliar de B12 a valores como 1 µg/dia e reabsorver quase toda a quantidade, prolongando a deficiência dessa vitamina por até 20-30 anos.

A absorção de B12 requer a secreção, pelas células estomacais, de uma glicoproteína conhecida como fator intrínseco, juntamente com o ácido fólico (substância encontrada em todas as verduras escuras, hortaliças em geral, oleaginosas, nos cereais integrais e algumas frutas, em proporções nunca vistas na carne). O complexo B12-fator intrínseco é então absorvido no íleo (uma das porções do intestino delgado) na presença de cálcio. Algumas pessoas têm dificuldade de sintetizar o fator intrínseco, o que conduz à anemia perniciosa.

Há evidência de que bactéria no intestino delgado é capaz de sintetizar quantidades consideráveis de B12 biologicamente ativas. Desde que essa bactéria esteja presente nas porções iniciais ou intermediárias do intestino delgado, e desde que fator intrínseco esteja sendo produzido no estômago, é possível haver absorção de suficiente quantidade dessa vitamina em indivíduos sadios. A maior parte dos estudos, porém, parece encontrar bactéria que sintetiza B12 a habitar a porção final do intestino, após o íleo, que é onde ela seria absorvida. Essa bactéria é muito sensível e vários fatores podem levar à sua destruição.

Algumas experiências demonstraram haver fatores que podem levar à carência dessa vitamina, como, por exemplo:
  • carne, produtos animais e carbohidratos refinados usados em excesso podem mais que dobrar as necessidades de B12.
  • uso de açúcar, drogas, álcool, cafeína, laxantes, tabaco e produtos químicos podem destruir ou remover a B12 - ou as bactérias que a produzem
  • quantidades maiores que 500 mg de vitamina C podem destruir de 50 a 95% da B12 na comida.
  • albumina e gema de ovo podem reduzir a absorção de B12.
  • metais pesados ou falta de cálcio na comida reduzem o aproveitamento nutricional de B12.
  • lavação [lavagem] , cozimento e exposição à luz dos alimentos contendo B12 podem alterar a quantidade e/ou qualidade dessa vitamina.
Estudos sugerem que essa vitamina já foi um dia presente no solo, água e plantas, até o advento da agricultura moderna e das técnicas de processamento de alimentos. Alguns estudos mais recentes mostram que plantas cultivadas organicamente podem conter substanciais quantidades de B12.

Cereais fortificados, levedura enriquecida, clorela (ver nota abaixo) e suplementos de B12 são opções para aqueles que não ingerem produtos animais.

Vegans são aconselhados a fazerem uso de suplementos. Dar preferência às formas: metilcobalamina ou hidroxocobalamina. Muitos suplementos e cereais enriquecidos contêm cianocobalamina, que pode ter certa toxicidade. Várias empresas já comercializam essa vitamina totalmente sem produtos animais.

*Notas esclarecedoras:

Levedo [Levedura, em português de Portugal] de cerveja: é um rico suplemento de vitaminas do complexo B, mas em condições normais, não inclui a B12, a menos que tenha sido enriquecido.

Algas: a maior parte dos estudos de algas (Nori, Clorela, Spirulina) como fontes de B12 encontraram uma grande porção do que chamam análogos da B12. Essas substâncias não são biologicamente ativas e podem interferir na absorção da verdadeira B12. Mas há também estudos a mostrar o oposto, que em vários tipos de algas, a depender das condições em que essas se encontravam, é possível haver B12 biologicamente ativa. Há diversos casos de pessoas com deficiência que tiveram seus sintomas completamente eliminados após a ingestão de clorela, por exemplo.

{ O texto está escrito em português do Brasil. As traduções necessárias encontram-se entre parêntesis rectos [] }





A Pirâmide Vegetariana retrata graficamente a incrível variedade de alimentos vegetarianos disponíveis. Seguindo os seus princípios simples, você desfrutará tanto da boa comida como de excelente saúde.
No topo da pirâmide, aquilo que você deve comer menos. Ao meio, para comer moderadamente e, finalmente na base, tudo o que devemos comer mais! ( fonte: O Livro essencial da cozinha vegetariana - Editora Paisagem )

Desta forma, ainda segundo o livro, podemos categorizar desta forma:

COMA MAIS:
Trigo, arroz, cevada, milho, aveia, centeio, milho miúdo, trigo sarraceno;
Derivados de cereais, como: massa, pão, cereais integrais;
Frutas
Legumes

COMA MODERADAMENTE:
Leguminosas como ervilhas, feijões de todos os tipos, lentilhas;
Frutas secas

COMA MENOS:
Acúcar;
Óleos;
Álcool;
Café

TABELA BÁSICA de onde encontrar os nutrientes que o nosso corpo precisa para termos uma alimentação Vegetariana correcta e saudável:

PROTEÍNAS: Grãos, feijões, leguminosas, cereais integrais e frutos secos.

CARBOIDRATOS: No açúcar das frutas, nos cereais como trigo, aveia, cevada, centeio, arroz, milho, painço. Nas raízes como cenoura, beterraba, nas batatas, inhame, nos feijões, ervilha, lentilha, grão de bico e no macarrão.

FIBRAS: Frutas secas, cereais integrais e legumes.

GORDURAS: Abacate, gergelim, feijão, cereais, nozes, azeitonas, sementes de abóbora, azeite, óleo de canola, de oliva e linhaça.

VITAMINA A: Nos vegetais de cores vibrantes como cenoura, pimentão vermelho, manga e espinafre

VITAMINA B: Levedura de cerveja, gérmen de trigo, cereais integrais, nozes, feijões, sementes e germinados, abacate e banana.

VITAMINA C: Laranjas, limões, vegetais de folhas verdes, morango, amora, kiwi, abacaxi, melão e tomate.

VITAMINA D: Nos banhos de sol ( bastam 20 minutos diários ).

VITAMINA E: Soja, gérmen de trigo, sementes de girassol, tomates, tahine ( pasta de gergelim ) e nozes.

VITAMINA K: Folhas verdes, lentilhas, ervilhas, nabo, brócolis, couve-flor, germinado de feijão, óleo de canola e azeite

CÁLCIO: Folhas verde-escuro, tofu, tahine, castanhas, raízes, feijão, ervilha, lentilha, nozes e frutas secas

FERRO: Vegetais verde-escuros, tofu, feijões, gérmen de trigo e frutas secas.

MAGNÉSIO: Vegetais de folhas verdes, soja, castanhas, amêndoas, cereais integrais, gérmen de trigo, bananas, ameixas e figo seco.

POTÁSSIO: Folhas verdes. batata. tomate. banana. abacate. frutas secas. grãos integrais, nozes, castanhas e sementes.

SELÊNIO: A castanha-do-pará é sua principal fonte. Basta uma por dia.

ZINCO: Legumes, gergelim, sementes de abóbora, amendoim, lentilhas e cereais integrais, amêndoas e tofu.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Beldroegas


"Medicinalmente é usada contra obtipação e contra inflamações do trato urinário. A erva fresca macerada pode ser aplicada em queimaduras e picadas de insectos. Também aliviam a dor e o prurido e facilitam a cicatrização."

Consumir beldroegas para prevenir doenças

Demonstrar os efeitos benéficos da beldroega (’portulaca oleracea’) na saúde, recuperando a sua utilização na cozinha portuguesa é o objectivo de um estudo que está a ser desenvolvido na Universidade do Algarve (UALG) por um grupo de investigação da Faculdade de Engenharia e Recursos Naturais (FERN).

A planta, profundamente enraizada no Sul do País (sobretudo no Algarve e Alentejo), era usada com frequência na alimentação por gerações anteriores, mas actualmente ameaça cair em desuso. O que poucos sabem é que, se for consumida diariamente em saladas, sopas ou guisados – defende a coordenadora do Laboratório de Química dos Alimentos, Isabel Saraiva de Carvalho, “pode prevenir o colesterol e a diabetes”.

“A beldroega é a planta terrestre mais rica em ácidos gordos omega 3”, refere a professora auxiliar da UALG, que explica a necessidade de haver um equilíbrio entre o consumo de omega 6 e de omega 3, o que não acontece na alimentação actual. “Esta planta tem uma espécie de sistema alternativo. O omega 6 é a gordura que vem, por exemplo, do azeite e é extremamente benéfico, ninguém duvida. Trata-se de uma gordura poliinsaturada. Mas a questão, e é isso que tentamos provar, é que o consumo do omega 6 por si só não é solução. É o balanço dos dois (omega3 e 6) que importa”, defende.
Este óleo essencial também está presente no peixe de água fria, mas a planta é mais fácil de consumir, na forma de saladas, chás ou sopas. “Acreditamos que este consumo é importante para que o balanço entre o omega 6 e o omega 3 volte a ser equilibrado. O omega 3 ficou esquecido”, diz a investigadora que, há quatro anos, e na sequência de um rastreio feito a outras plantas, como o espinafre ou o agrião, percebeu que “a beldroega tem valores muito superiores”.

"É BENÉFICA PARA A SAÚDE E SABE BEM"
“Já tenho o terreno preparado para semear as beldroegas dentro de pouco tempo”, diz ao CM Custódio Moreno, de 65 anos, residente na zona de Gambelas. O ex-agricultor recorda os anos em que vendia a planta no mercado: “As pessoas pediam muito, quase que lutavam entre elas para conseguir levar um molho”. Sabe que tem propriedades benéficas para a saúde e “um sabor delicioso”, diz.
Faz parte da sua dieta alimentar, garante: “Faço muitas vezes sopa de beldroegas: coze-se batata, (...), depois mói-se, acrescenta-se alguns bagos de arroz, mais água e sal. No fim, coloco a planta e deixo dar mais uma pequena fervura”. É uma das receitas possíveis para utilizar a beldroega, que também pode ser consumida em saladas.

COLESTEROL
Investigadora pretende testar uma dieta rica em beldroegas (uma dose diária) nos lares da região e fazer medições para ver os níveis de colesterol.
Faltam verbas para avançar.

VARIEDADES
Existem duas variedades de beldroega, uma de folha dourada, outra de folha verde. Aquela é mais larga e de mais fácil consumo. A verde é pequena e menos apetecível do ponto de vista alimentar.


Beldroegas passam de erva daninha à cozinha "gourmet"




sexta-feira, 1 de junho de 2012

Temperatura do óleo sem termómetro



Se você não tem um termômetro culinário, uma boa dica para checar a temperatura do óleo é jogar um pedacinho de pão na frigideira. Dependendo do que acontecer com ele, você saberá exatamente em que temperatura o óleo está.

Se o pão for ao fundo e não subir, a temperatura está em torno de 150ºC. Considerada ainda baixa para uma fritura correta, já que assim o alimento acaba absorvendo óleo demais.

Se o pão foi ao fundo e subiu lentamente, a temperatura está entre 160º e 165ºC. Ideal para fritar alimentos delicados como legumes e verduras, pois assim não perdem suas principais propriedades.

Agora, se o pão sobe rápido à superfície, sua temperatura está entre 175º e 180 ºC. Ideal para a maioria das frituras, pois o alimento fica crocante e sequinho.

Mas tenha cuidado caso o pão queime. Nesse caso, a temperatura está alta demais, entre 180 e 185 ºC. Tire imediatamente a panela do fogo e espere a temperatura baixar um pouco. Você não vai querer que o óleo chegue em seu ponto de fumaça ( 200º ) e acabe queimando…

segunda-feira, 30 de abril de 2012

De areia a insetos: descubra 18 ingredientes muito estranhos

Você comeria insetos, areia e produtos feitos com fumaça? Se a resposta for não, prepare-se para a notícia a seguir: esses ingredientes são mais comuns nos alimentos do que você imagina. Por isso, o site Health.com listou as 18 substâncias mais estranhas presentes na nossa alimentação. Confira a seguir e não deixe de ler os rótulos.

Colágeno   Os vegetarianos se prepararem para um choque! A gelatina é derivada de colágeno, uma proteína muitas vezes coletados da pele de animais. A fonte varia dependendodo tipo de alimento, diz Andrew L. Milkowsi, professor de ciências animais da Universidade de Wisconsin Madison. A gelatina em sobremesas, por exemplo, vem principalmente da pele de porcos    Foto: Getty Images
Colágeno
Os vegetarianos se prepararem para um choque! A gelatina é derivada de colágeno, uma proteína muitas vezes coletados da pele de animais. A fonte varia dependendodo tipo de alimento, diz Andrew L. Milkowsi, professor de ciências animais da Universidade de Wisconsin Madison. A gelatina em sobremesas, por exemplo, vem principalmente da pele de porcos.
Onde encontrar: gelatina, cereais, iogurte, doces, e alguns tipos de creme de leite.
Carne mecanicamente separada  Carne mecanicamente separada é o que sobra depois que a carne grudada aos ossos de frango ou porco é esmagada por meio de um tubo de alta pressão. Parece uma pasta, diz Sarah A. Klein, advogada do Programa de Segurança Alimentar do Centro de Ciência no Interesse Público. Você esmaga pedaços de ossos, cartilagem e outras coisas que viram a pasta final    Foto: Getty Images
Carne mecanicamente separada
Carne mecanicamente separada é o que sobra depois que a carne grudada aos ossos de frango ou porco é esmagada por meio de um tubo de alta pressão. "Parece uma pasta", diz Sarah A. Klein, advogada do Programa de Segurança Alimentar do Centro de Ciência no Interesse Público. "Você esmaga pedaços de ossos, cartilagem e outras coisas que viram a pasta final".
Devido ao risco de encefalopatia espongiforme bovina, popularmente conhecida como a "doença da vaca louca", essa pasta não é mais comercializada.
Onde era encontrada: principalmente em cachorro-quente.

Monóxido de carbono  O mesmo monóxido de carbono que vem do escapamento do seu veículo é usado também no setor de embalagens de carne e peixes. Isso porque, o gás ajuda a conservar os alimentos. O processo é considerado seguro para a saúde, mas se tornou pouco utilizado após os consumidores criticarem o método    Foto: Getty Images
Monóxido de carbono
O mesmo monóxido de carbono que vem do escapamento do seu veículo é usado também no setor de embalagens de carne e peixes. Isso porque, o gás ajuda a conservar os alimentos. O processo é considerado seguro para a saúde, mas se tornou pouco utilizado após os consumidores criticarem o método.
Onde encontrar: o monóxido de carbono é injetado na embalagem assim que todo ar é retirado e, dessa forma, o gás bloqueia o processo de oxidação do alimento.
Pode ser encontrado em embalagens de carne, peixe ou frango.
Goma-laca  Se você é apaixonado por jujubas, saiba que esses doces são, muitas vezes, revestidos com a goma-laca, uma substância pegajosa secretada pelo inseto Kerria lacca, nativo da Tailândia    Foto: Getty Images
Goma-laca
Se você é apaixonado por jujubas, saiba que esses doces são, muitas vezes, revestidos com a goma-laca, uma substância pegajosa secretada pelo inseto Kerria lacca, nativo da Tailândia.
Onde encontrar: jujubas e doces com revestimenos brilhantes. Na embalagem, pode ser chamado de "esmalte confeiteiro".
Água salgada  Fabricantes injetam sal em alimentos como a carne crua (principalmente o frango) para realçar o sabor e aumentar o peso do produto antes de ser vendido. O problema é que excesso de sal pode elevar sua pressão e trazer riscos à saúde    Foto: Getty Images
Água salgada
Fabricantes injetam sal em alimentos como a carne crua (principalmente o frango) para realçar o sabor e aumentar o peso do produto antes de ser vendido. O problema é que excesso de sal pode elevar sua pressão e trazer riscos à saúde.
Onde encontrar: principalmente em carnes embaladas. Sempre leia os rótulos. Se encontrar informações que indiquem excesso de sal, evite!
Celulose  Derivada da polpa de madeira e de algodão, a celulose é utilizada na fabricação de papel e, às vezes, adicionada aos alimentos, como o queijo ralado    Foto: Getty Images
Celulose
Derivada da polpa de madeira e de algodão, a celulose é utilizada na fabricação de papel e, às vezes, adicionada aos alimentos.
Bisfenol A  Bisfenol A é uma substância presente em embalagens plásticas que pode causar sérios problemas de saúde, como infertilidade e câncer no ovário. Apesar de o bisfenol já ter sido removido da maioria das embalagens, ele ainda está presente em alguns enlatados, como o de tomate    Foto: Getty Images
Bisfenol A
Bisfenol A é uma substância presente em embalagens plásticas que pode causar sérios problemas de saúde, como infertilidade e câncer no ovário. Apesar de o bisfenol já ter sido removido da maioria das embalagens, ele ainda está presente em alguns enlatados.
Onde encontrar: "Isso pode ser especialmente problemático com alimentos ácidos como o tomate. A preocupação é de que haja vazamentos nos alimentos", explica Patty Lovera, diretora do Food &Water Watch.
Castóreo  Não é apenas coicidência, o castóreo é uma substância extraída de algumas glândulas localizada perto do ânus dos castores. Como é difícil adquirí-lo, este produto é muito caro e está mais presente em perfumes que em alimentos    Foto: Getty Images
Castóreo
Não é apenas coicidência, o castóreo é uma substância extraída de algumas glândulas localizada perto do ânus dos castores. Como é difícil adquirí-lo, este produto é muito caro e está mais presente em perfumes que em alimentos.
Onde encontrar: segundo o Food and Drug Administration, órgão governamental dos Estados Unidos da América que faz o controle dos alimentos, essa substância não está presente nos rórulos dos produtos porque é "reconhecida como segura". Muitas vezes, pode ser apenas mencionada como "aroma natual" nos rótulos.
Benzoato de sódio  Já sentiu um formigamento na garganta ao beber refrigerante? Isso pode ser benzoato de sódio. Este conservante comum é geralmente reconhecido como seguro pela FDA, mas isso não significa que você não deve evitá-lo. Segundo um estudo de 2007, publicado no The Lancet, uma mistura de benzoato de sódio e corantes alimentares estava ligada ao comportamento hiperativo em crianças    Foto: Getty Images
Benzoato de sódio
Já sentiu um formigamento na garganta ao beber refrigerante? Isso pode ser benzoato de sódio. Este conservante comum é geralmente reconhecido como seguro pela FDA, mas isso não significa que você não deve evitá-lo. Segundo um estudo de 2007, publicado no The Lancet, uma mistura de benzoato de sódio e corantes alimentares estava ligada ao comportamento hiperativo em crianças.
Onde encontrar: refrigerantes, sucos de frutas e molhos de salada.
Lodo rosa  O lodo rosa é um processo pelo qual a carne é centrifugada e lavada em uma solução de hidróxido de amónio e água    Foto: Getty Images
Lodo rosa
O lodo rosa é um processo pelo qual a carne é "centrifugada" e "lavada" em uma solução de hidróxido de amónio e água.
Onde encontrar: recentemente, nos Estados Unidos, o McDonalds anunciou que mudaria a receita de seus hambúrgueres após descobrirem que a carne era feita de lodo rosa.
Bacteriófagos   Vírus fazem mal à saúde. Mas a bacteriófagos é um vírus que se reproduz em massa que infecta e mata bactérias presentes nos alimentos    Foto: Getty Images
Bacteriófagos
Vírus fazem mal à saúde. Mas a bacteriófagos é um vírus que se reproduz em massa que infecta e mata bactérias presentes nos alimentos.
Onde encontrar: pode ser encontrado em carnes. Verifique a lista de ingredientes.
Antibióticos  Nós costumamos tomar antibióticos como medicamentos. Na pecuária, alguns animais também tomam para crescerem rapidamente e serem mais lucrativos para os fornecedores. No entanto, o uso excessivo de antibióticos na produção animal pode causar resistência das bactérias    Foto: Getty Images
Antibióticos
Nós costumamos tomar antibióticos como medicamentos. Na pecuária, alguns animais também tomam para crescerem rapidamente e serem mais lucrativos para os fornecedores. No entanto, o uso excessivo de antibióticos na produção animal pode causar resistência das bactérias.
Onde encontrar: carne bovina e carne de frango.
Dióxido de silício  Dióxido de silício, popularmente conhecido como areia, também pode ser encontrado em alimentos. Isso porque, de acordo com especialistas, ele absorve a umidade dos produtos. Vale lembrar que, se engolir um pouco de areia por acidente na praia não faz mal, na mesa de jantar também não trará riscos    Foto: Getty Images
Dióxido de silício
Dióxido de silício, popularmente conhecido como areia, também pode ser encontrado em alimentos. Isso porque, de acordo com especialistas, ele absorve a umidade dos produtos. Vale lembrar que, se engolir um pouco de areia por acidente na praia não faz mal, na mesa de jantar também não trará riscos.
Onde encontrar: sais e sopas
Carmim  Quando se trata de alimento, os insetos têm outros benefícios além de dar brilho em balas. Eles são bons para dar cor também, principalmente a vermelha. Carmim é uma coloração vermelha que vem da cochonilha, um tipo de besouro    Foto: Getty Images
Carmim
Quando se trata de alimento, os insetos têm outros benefícios além de dar brilho em balas. Eles são bons para dar cor também, principalmente a vermelha. Carmim é uma coloração vermelha que vem da cochonilha, um tipo de besouro.
De acordo com a FDA, esse ingrediente pode causar reações alérgicas em algumas pessoas e, por isso, é obrigatório que seja listado em rótulos de aliementos e cosméticos.
Onde encontrar: sorvetes e alguns sucos.
Propilenoglicol  Propilenoglicol é um concentrado oleoso presente da produção de temperos concentrados, cosméticos e preservaticos. Essa substância pode causar alergia em algumas pessoas    Foto: Getty Images
Propilenoglicol
Propilenoglicol é um concentrado oleoso presente da produção de temperos concentrados, cosméticos e preservaticos. Essa substância pode causar alergia em algumas pessoas.
Onde encontrar: refrigerantes, molhos de salada e cerveja
Carragenina  Você gosta de comer algas? Se a resposta for não, saiba que elas estão em todas as partes. Extraído a partir de algas marinhas, carragenano é um gel utilizado como estabilizante natural nos alimentos. Ele ajuda os líquidos a se manterem misturados   Foto: Getty Images
Carragenina
Você gosta de comer algas? Se a resposta for não, saiba que elas estão em todas as partes. Extraído a partir de algas marinhas, carragenano é um gel utilizado como estabilizante natural nos alimentos. Ele ajuda os líquidos a se manterem misturados.
Onde encontrar: frango, queijos e sorvetes. Além disso, vale lembrar que leite com achocolatado normalmente contém carragenina.
Fumaça líquida  O sabor dos alimentos defumados vem da fumaça líquida, um composto obtido pela queima de madeira. Ou seja, é feita uma fogueira dentro de um forno e a fumaça é canalizada a sob pressão para dentro de uma vasilha com água. É isso que dá um sabor diferenciado para esses alimentos    Foto: Getty Images
Fumaça líquida
O sabor dos alimentos defumados vem da fumaça líquida, um composto obtido pela queima de madeira. Ou seja, é feita uma fogueira dentro de um forno e a fumaça é canalizada a sob pressão para dentro de uma vasilha com água. É isso que dá um sabor diferenciado para esses alimentos.
Onde você vai encontrá-lo: produtos de churrasco, feijão, bacon e salgadinhos.
Amônia  A amônia é um produto químico de cheiro forte encontrado em produtos de limpeza e usado como gás para matar germes de alimentos. Era usada em carnes, mas seu uso foi proibido    Foto: Getty Images
Amônia
A amônia é um produto químico de cheiro forte encontrado em produtos de limpeza e usado como gás para matar germes de alimentos.
Onde era encontrado: em carnes, mas seu uso foi proibído.

Fonte

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Dicas e Curiosidades Sobre Tudo

Para conseguir tirar cheiro forte das mãos
Passe sumo de limão, mas não esqueça de lavá-as muito bem depois, ainda mais no verão.

Tirar o cheiro de alho das mãos
Para tirar o cheiro de alho das mãos, esfregar os dedos em uma colher/faca de inox.

Como calcular a quantidade ideal de alho a ser utilizada na receita
Aproximadamente 0,5% do peso do alimento a ser elaborado. Assim, para 2 kg de alimento deve ser temperado com 10 g de alho (cerca de 2 dentes grandes).
Como seu sabor marcante é recomendado usar o alho somente numa das preparações de uma refeição ou então usar apenas pequenas quantidades.Enterre-os numa vasilha cheia de farinha branca.

Tirar ardido de cebola
Para deixar a cebola crocante e tirar o ardido, descasque a cebola e corte em rodelas. Coloque numa vasilha água gelada e um pouco de açúcar e a cebola e deixe por alguns minutinhos.

Banana frita quase sem gordura
Antes de fritar a banana, passe-a na farinha de trigo. Assim ela não ficará encharcada na gordura.

O açúcar a ser empregado no preparo de doces e sobremesas
Pode ser perfumado com raspas de limão ou de laranja.

Gengibre acalma a mente
Chá de gengibre tomado antes de dormir é nutritivo e acalma a mente.

Evite usar bicarbonato nas preparações
Não adicione bicarbonato de sódio ou outras substâncias químicas na água do cozimento para acentuar sua cor. Alguns nutrientes dos alimentos são destruídos por essas substâncias.

Como manter a cor de legumes cozidos?
Para que os legumes mantenham sua cor original, deixe-os de molho em água com cubos de gelo por 2 horas antes do cozimento. Cozinhe-os em água a ferver com um pouco de sal por alguns minutos. Assim que terminar a cozedura passe-os pela água fria e mergulhe-os novamente em água gelada.

Para conseguir muito mais sumo de limão
Mergulhe-o em água quente por 15 minutos antes de espremê-lo.

Para dar um sabor diferente ao café
Misture ao pó do coador uma colher (chá) de chocolate, antes de despejar água. Ou junte pau de canela.

Para retirar manchas de café das louças
Aplique bicarbonato em pó e friccione bem com um pano húmido


Para retirar o amargo da berinjela
Deixe de molho por 30 minutos em água, sal e vinagre.

Para espantar moscas e mosquitos
Corte limões/laranjas ao meio e espete neles vários cravos, em seguida, espalhe-os pelo ambiente. Ou citronela.

Eliminar formigas de casa
Se voce espalhar pedras de cânfora, estrategicamente nos armários da cozinha evitará formigas.


Livre-se do cheiro de fritura
Frituras deixam um cheiro desagradável que fica impregnado na cozinha.
Para remediar, coloque meia colher (chá) de canela em pó em uma frigideira seca, aqueça e deixe alguns minutos. O cheiro desaparece e o aroma de canela perfuma a casa por um bom tempo.

Cubos de gelo decorativos.
Faça bonitos cubos de gelo para coquetéis ou sucos de frutas: coloque folhas de hortelã, gomos de limão ou laranja, morangos ou cerejas nas bandejas de gelo. Encha-as com água fervida e esfriada. Na hora de servir, o gelo estará bem transparente e com um belo enfeite dentro.

Para tirar gosto de queimado do alimento
Colocar uma cebola crua dentro da panela assim que perceber que o alimento queimou.

Toque especial ao feijão
Quando você cozinhar beterrabas, aproveite essa mesma água no cozimento do feijão. O sabor ficará especial.

Batata cozida em cinco minutos
Pegue a batata, lave bem a casca, seque, embrulhe em papel toalha e coloque no microondas cinco minutos (o tempo irá variar da potência de cada microondas). Está cozida.

Diminua o sal e compense com ervas
Diminuir o sal nas preparações não é sinônimo de comida sem gosto. Para isto, as ervas são excelentes aliadas, pois são aromáticas e saborosas. Basta variar as ervas adicionadas como: estragão, orégano, sálvia, alecrim, tomilho, manjericão, salsinha e cebolinha.

Exagerar no alho ao cozinhar e se arrepender depois tem solução
Coloque na panela alguns talos de salsinha e leve novamente ao lume, para que o gosto do alho seja absorvido.

Misture a maionese que sobra no fundo do frasco.
Com um pouco de sumo de limão e você terá um ótimo molho para salada.

O café adoçado com açúcar mascavo
Fica muito mais gostoso se você ferver o açúcar junto com a água.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Licopeno

Benefícios do licopeno
O licopeno é um carotenóide presente no tomate, porém sua absorção é mais satisfatória quando submetido ao calor do cozimento, isto porque o calor rompe as membranas celulares e libera o licopeno de uma matriz de proteínas e fibras facilitando assim o seu contato com a parede intestinal. Com isso, as melhores fontes são molhos e sucos de tomates.

Sabe-se também que os tomates que amadurecem no pé são mais ricos em licopeno que aqueles que amadurecem depois de colhidos. Além do tomate, outras fontes de licopeno são : melancia, cidras, goiaba.

Este poderoso antioxidante está sendo usado no combate a esterilidade masculina e na prevenção de osteoporose feminina no período pós menopausa. Existem algumas evidências de que o consumo regular de licopeno diminui a probabilidade do indivíduo ter câncer de próstata.

Estudos mostram que o consumo deste carotenóide pelo menos 2 vezes na semana reduz em 34 % os riscos de câncer de próstata. Alguns trabalhos associam níveis elevados de licopeno a uma menor incidência de câncer de mama devido a sua ação antioxidante, o que minimiza o estresse oxidativo, uma das causas da doença.

P.S. O famoso ketchup é rico em licopeno, assim como outros molhos à base de tomate que são industrializados. Mas devem ser usados com moderação. É para comer a comida com o molho e não o molho com a comida! E não usar o fato do molho ser rico em licopeno e adicioná-lo em todas as refeições. Pois como ele é industrializado, também é rico em conservantes, sódio e açúcar que em excesso podem ter efeitos tóxicos no organismo comprometendo assim a sua saúde. Portanto deve-se dar preferência aos molhos naturais, caseiros e feitos à pouco tempo, pois são fáceis de estragar.

Licopeno é uma substância carotenóide que dá a cor avermelhada ao tomate, melancia, goiaba, entre outros alimentos. É um antioxidante que, quando absorvido pelo organismo, ajuda a impedir e reparar os danos às células causados pelos radicais livres.

Os radicais livres são produzidos durante funções normais do corpo humano, como respiração e atividade física. Também são formados como resultado do hábito de fumar, superexposição ao sol, poluição do ar e estresse. São altamente reativos e, se não controlados, podem danificar as moléculas importantes das células saudáveis do corpo humano. Isso pode contribuir para o desenvolvimento de várias doenças, como câncer e doenças cardiovasculares.

Assim como o betacaroteno, o licopeno é transportado no sangue humano por meio de lipoproteínas, principalmente a LDL. A principal função da LDL é fornecer colesterol para as células do corpo e, ao fazer isso, também fornece licopeno e betacaroteno. Os maiores níveis de licopeno e betacaroteno são encontrados no fígado (principal local de armazenamento). No tecido adiposo, a taxa de carotenóides é muito baixa. No entanto, devido à quantidade total de tecido adiposo no organismo, também pode ser um importante local de armazenamento.

A melhor fonte de licopeno é o tomate.
É um alimento pouco calórico, com seus efeitos antioxidantes, fonte de fibras e bem utilizado na culinária pela sua cor, melhorando a aparência dos pratos. O tomate é matéria prima que pode entrar em diversas refeições. Quanto maior a concentração de tomate em uma receita, maior o teor de licopeno e os benefícios por ele proporcionados. Este possui maior aproveitamento quando combinado a uma pequena quantidade de gordura, preferencialmente do tipo monoinsaturada.

Encontra-se presente em alimentos como o tomate (média de 3,31 mg em 100 gr) e o mamão (média de 3,39 mg em 100 gr). A absorção do licopeno é maior quando o alimento em questão é cozido, pois o rompimento das paredes celulares facilita o contato deste com a mucosa intestinal. O licopeno da melancia e do mamão é muito biodisponível (em torno de 60%), enquanto o do tomate cru está em 13%, contra 70% do mesmo quando cozido. Assim sendo, alimentos como a massa e o molho de tomate são ótimas fontes desse antioxidante valioso e barato.

Existem algumas evidências de que o consumo regular de licopeno diminui a probabilidade do indivíduo ter câncer de próstata e dos pulmões. De fato, estudos australianos em fase avançada estão demonstrando que o uso regular do licopeno reduz a incidência de alguns tumores viscerais.











Fontes de Licopeno

Pesquisadores e seus estudos têm demonstrado que o licopeno é um flavonóide que está intimamente relacionada com o beta-caroteno . O consumo de licopeno através de uma dieta constitui um domínio de 50% das fontes de carotenóides no soro do sangue humano. Então, você pode estar ansioso para saber o que é o licopeno, exatamente? Bem, dizem que ela pode ser definida como um pigmento que dá cor ao aparecimento de vários alimentos e frutas. Como a melancia tem a cor vermelha e toranja rosa tem, a comida de outras fontes de licopeno similarmente realizar este potente antioxidante chamado licopeno poderes . Leia mais para saber sobre fontes de licopeno.

Fatos benéficos do Licopeno
Como sabemos que o licopeno é um carotenóide que são pigmentos naturais, estes pigmentos atuam como antioxidantes para um corpo humano. Nosso conhecimento de antioxidantes que sempre nos lembrou que reduzem os radicais livres presentes no organismo e fortalecer o sistema imunológico também. Devido a este ponto mais licopeno como a substância reduz o risco elevado de câncer de pulmão, doenças do coração, outros tipos de câncer de doenças como o cervical, digestivo, do aparelho de mama, câncer de próstata e doenças no corpo humano. Ele ajuda a regular uma saudável e um bom sistema digestivo ao longo da vida.


Fontes de licopeno
Como é altamente essencial para a nossa dieta regular para ter um suplemento de licopeno , inclusive na mesma, mesmo estes suplementos podem ser encontrados em vários lugares como, uma loja de varejo, através da Internet ou em qualquer médico lojas locais. Bem, qualquer que seja sua fonte de compra, apenas garantir que você comprá-lo a partir de uma leitura loja de confiança previamente todos os detalhes do produto eo preço varia. Geralmente, as fontes de licopeno podem ser comidas ou frutas que contêm pequenas quantidades do mesmo neles. Tais fontes totalmente ajudar a manter uma dieta equilibrada e saudável, se o consumo está em uma base regular. Então, vamos dar uma olhada em alguns nomes comuns de alimentos e frutas que servem de licopeno como suplemento na mesma.

Fontes de Licopeno: alimentos e frutas
Legumes e frutas vermelhas
Melancias
Tomate
Damascos
Toranja vermelha
Goiabas vermelhas
Alguns produtos processados de tomate

Com um breve olhar para essas fontes, você deve ter recebido uma essência do sujeito que o licopeno é algo que não é formulado pelo corpo, mas tem que ser consumida através de produtos hortícolas e frutos em nossa dieta regular. Das duas diferenciações de fontes de licopeno processados e matérias-primas, a sua visita que o licopeno como fonte é melhor quando consumido ingerida através de alimentos cozidos ou processados e não-primas.
Aqui está uma tabela abaixo que incluem algumas das melhores fontes de licopeno.

Licopeno Fontes: Frutas e Comida
Licopeno: Fontes
alimentares ricas
Valor da dosagemMedido pelo 
mcg Licopeno
Espargos4 cru ou cozido18
Espargos porção/chávena, cozinhado43
Cenourasporção/chávena1
Suco de cenouraporção/chávena5
Pimentas 1 pimenta367
Feijão, cozidoporção/chávena1298
Tomates secos ao sol1 porção/chávena815
Salsa1 colher de sopa1682
Molho de tomate1 colher de sopa2506
Toranja rosa1 / 2 grapefruit1745
Tomateporção/chávena4631
Tomate, inteiro porção/chávena , enlatados6480
Melancia porção/chávena , em bruto6889
Sopa de Tomateporção/chávena12608
Molho de Tomateporção/chávena37122

Com esta visão geral das fontes de licopeno de ‘alimentos’ n frutos tabela acima, que acaba de fazer-se ciente das vantagens do licopeno , aprendendo a quantidade exata de dosagem que é suposto para tomar polegadas Seria melhor se você consultou um médico de saúde antes de iniciar qualquer rotina de dieta complementar. Médicos são as melhores pessoas para avisá-lo se há algum efeito colateral que impliquem os suplementos que você tomar-like, anti-reações ou alergias alimentares, etc Todos esses indicadores são fundamentais antes de iniciar qualquer tipo de regime.

Dicionário dos Alimentos - TREMOÇO


Tremoço, um campeão de consumo em todas as esplanadas. É interessante descobrir que o actual “marisco dos pobres”, foi outrora alimento indispensável nas mesas mais abastadas e simbolizava o dinheiro nas antigas comédias romanas.

Continuando na senda histórica, as propriedades nutricionais do tremoço são explicáveis à luz do desespero de Maria, mãe de Jesus, que quando fugia das tropas de Herodes, perante o barulho denunciador causado pelo tremoço dentro da vagem, lhes rogou a maldição de que o fruto daquele tremoceiro não mataria a fome a ninguém por mais que o comessem.

De facto, o tremoço, à semelhança de outras leguminosas, é muito pouco calórico (um pires possui cerca de 70 kcal), no entanto no que diz respeito ao seu efeito na saciedade a conversa já é outra pois o tremoço possui 17 por cento de proteínas e cinco por cento de fibra, os nutrimentos com maior contribuição a este nível.

Apesar de ser um alimento de origem vegetal, as proteínas do tremoço são de elevada qualidade e digestibilidade com um perfil semelhante à proteína da soja, sendo que a sua combinação com cereais consegue aportar à nossa alimentação todos os aminoácidos essenciais.

Para além deste perfil adequado, existe igualmente uma proteína específica do tremoço que possui propriedades fungicidas e não tem toxicidade para a espécie humana. Esta descoberta efectuada no nosso país abre portas à sua utilização na agricultura biológica, estufas, campos de golfe, entre outros.

Voltando às propriedades nutricionais, o tremoço é muito pobre em gordura e a pouca existente é maioritariamente mono e polinsaturada. Relativamente à sua composição vitamínica e mineral, destacam-se no tremoço quantidades substanciais de ácido fólico, ferro e zinco, sendo que estes dois últimos não abundam em alimentos de origem vegetal. O ponto mais negativo relativo ao tremoço é a excessiva quantidade de sódio que não está presente naturalmente no alimento, mas decorre do sal adicionado depois da cozedura.

Em suma, o tremoço é um excelente alimento de Verão, pouco calórico, altamente saciante e com efeitos benéficos ao nível do funcionamento intestinal, controlo glicémico e diminuição do colesterol. Ainda persiste a ideia que é alimento de pobre?

Pedro Carvalho, nutricionista
Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

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O tremoço é uma leguminosa da mesma família da ervilha e da fava e bastante rico nutricionalmente: possui três vezes mais proteínas e duas vezes mais fósforo do que o leite de vaca, uma quantidade elevada de cálcio, vitaminas E e do complexo B, fósforo, potássio, ácidos gordos insaturados (ómega 3 e 6), ferro e fibras. Em regra, a composição nutricional é a seguinte: 36 a 52% de proteína, 5 a 20% de gordura, 30 a 40% de fibra alimentar.


No que diz respeito à gordura, a sua composição é, na sua grande maioria, ácido oleico e linoleico (gordura presente no azeite), constituindo 86% da gordura total. Acresce que o tremoço possui três vezes mais fibra do que a aveia e o trigo e, dessa fibra, a sua grande maioria tem a capacidade de reter o colesterol LDL no intestino e facilitar a sua eliminação nas fezes. O teor em amido também é reduzido, o que explica o papel deste alimento no controlo do índice glicémico (teor de açúcar no sangue) e consequentemente, na redução da incidência da obesidade na população; também é um alimento indicado para quem sofre de problemas ósseos e reduz o apetite. Além disso, as suas propriedades emolientes, diuréticas e cicatrizantes favorecem a renovação das células.

Todavia, desde há cerca de três mil anos atrás, o tremoço tem igualmente outras aplicações: a farinha de tremoço é utilizada na produção de bolachas, pão, biscoitos, massas; alimentação para animais não-humanos; indústria farmacêutica; melhoramento dos solos (é denominado “adubo verde” pois evita a utilização de adubos convencionais e prepara os solos em particular para o cultivo do milho, melão e trigo), etc.

Em 2005, a produção mundial de tremoço foi de 1,2 milhões de toneladas (FAO, 2005), das quais Portugal produziu onze toneladas. O maior produtor mundial de tremoço, que se pode cultivar desde o fim do Outono até ao início de Verão, é a Austrália com cerca de 82% do total, seguida do Chile (6%), Federação Russa (3%), a Polónia (2%) e França (2%).

O grão seco é tóxico - contém a substância alcalóide lupanina que lhe confere um sabor amargo. Só depois de cozido e demolhado em água salgada se torna comestível e um aperitivo bastante apreciado no nosso país especialmente no Verão em cafés e esplanadas típicos, geralmente acompanhados por cerveja e apelidado “marisco dos pobres”. Os tremoços têm, em média, 1/6 das calorias, por peso em relação a outros aperitivos como amendoins ou batatas fritas. O único senão é o sal que lhe é acrescentado, mas isso pode ser corrigido lavando bem os tremoços ou demolhando-os.

São comummente consumidos como aperitivos também na América Latina e outros países da Bacia do Mediterrâneo para além de Portugal, onde em 2009 se realizou a VI Feira do Tremoço em Cadima, freguesia pertencente a Cantanhede. Desde 1980 existe a International Lupin Association, fundada no Peru e dedicada a representar o interesse biológico e agrícola desta leguminosa.

Para os vegetarianos, o tremoço apresenta-se como mais uma leguminosa de opção, aumentado o leque de escolha dos fornecedores de proteína de alto valor biológico na dieta humana.

Em casa podem preparar-se da seguinte forma: comprar os “feijões” de tremoço secos (em mercearias tradicionais, como por exemplo na Casa Chinesa situada na Baixa da cidade do Porto) e colocá-los de molho em água de um dia para o outro. Depois fervem-se numa nova água durante vinte minutos. Arrefecendo, colocam-se num alguidar em água limpa que deve ser mudada duas a três vezes por dia durante cinco ou mais dias. Quando já não estiverem amargos podem ser conservados durante bastante tempo (no frigorífico) em água temperada com sal regularmente renovada e, opcionalmente, adicionando-lhes alho e/ou ervas aromáticas tais como orégãos ou louro.

Fonte: Centro Vegetariano



Tabela Nutricional

Tremoço

Quantidade100 gramas
Água (%)9,7
Calorias (Kcal)381
Proteína (g)33,6
Carboidrato (g)43,8
Fibra Alimentar (g)32,3
Colesterol (mg)n/a
Lipídios (g)10,3
Ácido Graxo Saturado (g)1,2
Ácido Graxo Mono insaturado (g)5,4
Ácido Graxo Poli insaturado (g)1,7
Cálcio (mg)*
Fósforo (mg)*
Ferro (mg)*
Potássio (mg)*
Sódio (mg)*
Vitamina B1 (mg)0,24
Vitamina b2 (mg)traços
Vitamina B6 (mg)0,07
Vitamina B3 (mg)traços
Vitamina C (mg)25