quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Tratamentos Caseiros

images/articles/fresh_herbs.jpgNa flora e na fauna do nosso planeta, várias são as espécies em habitat natural que sabem empregar recursos para se tratarem de ferimentos ou outras maleitas que as possam assolar. Para além das defesas imunitárias, o habitat circundante geralmente oferece soluções para problemas de saúde. O ser humano também aprendeu a usar e a estudar esses recursos desde há milénios, pelo que hoje em dia existem no mercado e na Internet várias publicações e especialistas que se debruçam sobre este assunto.
Não se pretende com este artigo listar exaustivamente tratamentos caseiros complexos, apenas dar ideias naturais e simples para maleitas comuns e passageiras a fim de apresentar alternativas a medicamentos convencionais e/ou métodos invasivos. Todas as sugestões são veganas.

ADVERTÊNCIAS IMPORTANTES: OS TRATAMENTOS NÃO SÃO INÓCUOS! SE HOUVER ALGUM PROBLEMA DE SAÚDE (MESMO “MERAS” ALERGIAS) OU GRAVIDEZ, DEVEM TOMAR-SE PRECAUÇÕES!

As plantas medicinais e/ou frutos, sempre que possível devem ser biológicos, avulsos e muito bem lavados e desinfectados, comprados em casas da especialidade e não colhidos na natureza sem conhecimentos. Pode ser perigoso para a saúde misturar chás para efeitos diferentes.
Os óleos essenciais não devem ser aplicados directamente na pele com a excepção do de alfazema e do de óleo de árvore do chá (tea tree oil). Os restantes devem ser sempre diluídos em óleos-base neutros, como por exemplo óleo de amêndoas doces, de jojoba ou de sésamo.
Há poucos tratamentos imediatos e de utilização única: o organismo humano precisa de tempo e repetições para os efeitos se poderem fazer sentir. Com uma alimentação cuidada, podem evitar-se muitas maleitas e os tratamentos resultam melhor num organismo cuidado.
Não é conveniente conservar os tratamentos; é aconselhável consumi-los ou aplicá-los feitos no momento.
PROBLEMA
SUGESTÕES DE TRATAMENTO
Acalmar a pele escaldada
Cozer aveia em flocos ou grãos e acrescentar tudo à água do banho de imersão.
Outra solução é juntar amido de milho à água do banho de imersão.
Acalmar e dormir melhor
Beber chá de camomila ou chá de alfazema ou chá de valeriana ou chá de verbena.
Ou ainda tomar chá de alfazema, tília e camomila (em partes iguais)
Outra solução é um banho de imersão com sal marinho.
Também ajuda massajar a nuca, a parte de trás das orelhas e a fronte com óleo essencial de alfazema e colocar 2 a 3 gotas na almofada.
Ajuda bastante efectuar respirações lentas e profundas.
Aftas
Aplicar canela em pó ou gengibre fresco directamente na afta.
Também serve 10 grãos de cacau fervidos num litro de água e bochechar.
Outra sugestão é bochechar com uma solução de 1 copo de água morna com 1 colher de chá de bicarbonato de sódio.
Afonia
Fazer gargarejos com uma chávena de água morna ou fria com 1 pitada de sal e 1 colher de café de bicarbonato de sódio.
Também resulta gargarejos com a mistura: sumo de 1 limão, 3 folhas de malva e 3 folhas de cavalinha.
Outra sugestão: beber chá de cascas de cebola.

Artrite Reumatóide
Beber chá de gengibre fresco com paus de canela.
Outra sugestão: massagens com óleo de sésamo (1 colher de sopa) a que juntas 10 gotas de óleo essencial de eucalipto, 10 gotas de óleo essencial de zimbro e 10 gotas de óleo essencial de alfazema.
Também ajuda massajar as partes afectadas com vinagre de sidra.
Beber água quente em jejum é outra sugestão.
O consumo de morangos (e outros frutos vermelhos silvestres) também é bastante adequado pois é um fruto com propriedades anti-inflamatórias.
Outra solução: liquefazer 2 fatias de ananás, sumo de 2 limões e 1 colher de sopa de hortelã. Beber 2 copos por dia.
Também ajuda consumir regularmente a especiaria curcuma pois também é anti-inflamatória e desintoxicante.
Azia
Ferver numa chávena de água durante 3 minutos 1 colher de sopa de casca ralada de limão verde e 1 colher de sopa da parte branca do limão. Beber um copo de 6 em 6 horas.
Também resulta mastigar um pedaço de batata crua e beber esse suco.
Calos
Cortar uma cebola de forma a obter pequenos quadrados ou rectângulos que se aplicam no calo. Deixar marinar 3 dias em vinagre. Aplicar no calo um quadrado ou rectângulo renovando todos os dias e prendendo uma banda de tecido.
Outra sugestão é colocar um pedaço de casca de banana verde sobre o calo, cobrir com gaze e substituir de 3 em 3 horas.
Outro tratamento é aplicar um dente de alho e sal marinho no calo durante uma noite; lavar e hidratar muito bem na manhã seguinte.
Outra solução é aplicar no calo 1 dente de alho com 1 colher de café de azeite.
Caspa
Ferver um punhado de urtigas num litro de água, deixar arrefecer e usar como última passagem na lavagem do cabelo.
Circulação sanguínea
20 cascas de uvas pretas abafadas por 3 minutos em 2 chávenas de água a ferver. Coar e beber.

Cólicas menstruais
Banho de chá de hortelã - deixar ferver por 2 minutos 3 litros de água com 3 chávenas de folhas de hortelã. Juntar 3 litros de água fria. Banhar o corpo a partir do pescoço.
Constipações e gripes
Escalda-pés (demolhar os pés em água quente com sal marinho durante cerca de meia-hora). Depois, massajar os pés com óleo de sésamo morno que ajuda a relaxar. Deve ser feito antes de deitar.
Outra sugestão é beber chá de gengibre com 1 dente de alho com casca, 1 casca de limão e erva-doce ou anis estrelado.
Outra ajuda é: liquefazer sumo de limão com 1 dente de alho, 1/2 cebola e gengibre fresco a gosto. Beber.
Outro tratamento é ferver folhas de eucalipto e colocar numa bacia essa água a ferver com as folhas. Inalar os vapores profunda e repetidamente várias vezes ao dia com uma toalha sobre a cabeça para o vapor não se escapar pelos lados.
Controlar apetite por doces
Cortar em pedaços médios cebolas, cenouras, couve lombarda (repolho ou couve coração) e nabo (opcional), na quantidade de uma chávena de cada. Colocar destapado em água a ferver sem sal por 2 ou 3 minutos. Reduzir o lume e cozinhar por 20 minutos tapado. Coar e beber morno 1 ou 2 chávenas por dia, uma delas em jejum
Diarreia
Ferver 2 goiabas vermelhas num litro de água. Beber frio.
Dor de cabeça/ Enxaqueca
Cortar uma batata crua às rodelas e colocar na testa segurando-as com uma banda de tecido em volta da cabeça até a batata aquecer e enegrecer. Convém a pessoa estar deitada num local calmo e com luz suave.
Outra solução é diluir sumo de meio limão num copo de água e beber.
Outra ajuda: ferver 1 colher de sopa de folhas de alfazema num litro de água. Tomar 3 chávenas por dia.
Outra sugestão: ferver num litro de água 2 colheres de sopa de sementes de girassol torradas. Beber uma chávena de 6 em 6 horas.
Outro tratamento é beber chá de casca de laranja.
Dores em geral
1 colher de sobremesa de folhas de sabugueiro abafadas numa chávena de água a ferver por 10 minutos. Beber de seguida.
Dores musculares de esforço
Beber chá de manjericão seco: 1 colher de chá por cada chávena, 2 chávenas antes ou depois das refeições.
Enjoo de viagens
Beber chá de gengibre antes da viagem.
Excesso de peso
Ferver 1 litro de água com 1 chávena de chá de folhas e talos de alface. Tomar 3 chávenas por dia.
Outra solução é beber chá verde.
Também ajuda comer cenoura e maçã cruas ao pequeno-almoço e cenoura e nabo cru (temperado com molho de soja) às refeições principais.
Beber chá de rábano também resulta.
Febre
Liquefazer 2 maçãs com pouca água. Beber morno.
Feridas, queimaduras, frieiras, pisaduras, calos, lábios gretados, inchaços
Cortar uma folha de aloé vera com uma faca plástica e colocar a seiva na área afectada.
Fungos nas unhas
Mergulhar as unhas afectadas em 1 parte de vinagre e 1 parte de água várias vezes ao dia. Se apenas uma parte da unha estiver afectada, pode aplicar-se o líquido com um cotonete.
Também se deve pincelar as unhas (interna e externamente) com a seguinte mistura: numa colher de sopa de óleo de laranja misturar 10 gotas de óleo essencial de alfazema, 10 gotas de óleo essencial de eucalipto e 10 gotas de óleo essencial de árvore do chá (tea tree oil), pincelar a parte afectada (bem limpa) 3 vezes por dia.
Garganta inflamada
Sumo de 3 limões com um copo de água morna. Beber e fazer gargarejos.
Outra solução: 3 colheres de sopa de casca de ananás/abacaxi picada com sumo de uma laranja e 1 copo de água a ferver por cima abafado por 3 minutos. Coar e beber.
Limpeza de feridas
Ferver folhas de eucalipto e malva em água e limpar as feridas com esta solução fria.
Manchas na pele
Aplicar sumo de morango.
Muco nos olhos (também para cães e gatos)
Embeber algodão ou gaze em chá preto ou chá de 3 anos com sal marinho (1 colher de sopa de sal marinho para 1 litro de chá) ligeiramente morno. Aplicar suavemente retirando o muco várias vezes ao dia. Secar suavemente em redor dos olhos depois de tratar.
Pé-de-atleta/Micoses/Tinha (também para cães, gatos, etc.)
Aplicar directamente óleo de essência de árvore do chá (tea tree oil) na zona afectada ou o mesmo óleo na proporção de 10 gotas com 1 colher de sopa de óleo de sésamo ou jojoba diariamente 2 a 3 vezes por dia durante cerca de 1 mês ou mais, para prevenir o reaparecimento do problema.
Outra sugestão: aplicar óleo de árvore do chá, óleo de alfazema e óleo de eucalipto numa base de óleo de jojoba 3 vezes ao dia.
Pés e pernas cansados
Escalda-pés (ver acima em constipações/gripes).
Outra sugestão: massajar com uma mistura de 2 colheres de sopa de óleo de sésamo, 10 gotas de óleo essencial de eucalipto e 10 gotas de óleo essencial de alfazema e descansar com as pernas ao alto durante 20 minutos.
Pisaduras/contusões/problemas musculares
Massajar 3 vezes ao dia com óleo de arnica.
Prisão de ventre
1 chávena de chá de ameixas secas picadas dissolvidas num copo de água quente. Beber morno.
Beber sumo de aloé vera antes de deitar (sumo: abre-se a folha de aloé, retira-se o gel e mistura-se no liquidificador 1 colher de gel para 1 copo de água).
Problemas de fígado
Beber chá de gengibre.
Outra ajuda é comer uma rodela de gengibre em jejum
Outra sugestão: chá de boldo, dente-de-leão, hortelã, gengibre em partes iguais.
O sumo de beterraba fresca é excelente para o fígado, tonificar e renovar o sangue.
Problemas digestivos
Beber chá de gengibre (não ferver o gengibre para não perder as propriedades terapêuticas. Ferver a água, juntar 6 rodelas finas de gengibre para 1 litro de água, deixar de infusão 10 a 15 minutos e beber quente em jejum ou a seguir às refeições ou quando necessitar.
Outra ajuda é o chá de alcachofra, especialmente para o fígado.
Também resulta: verter 1 chávena de chá de água a ferver numa 1 colher de sopa de hortelã picada e deixar 10 minutos. Juntar 1 colher de sobremesa de sumo de limão. Coar e beber.
Outra sugestão é abafar por 3 minutos num copo de água 5 colheres de sopa de casca de ananás/abacaxi com 10 folhas de hortelã e beber.
Outra ajuda: chá de cidreira (1 colher ½ de sopa num litro de água a ferver). Beber 4 vezes ao dia.
Resulta também: 3 colheres de sopa de alface (folhas e talos) fervidos num litro de água. Beber 5 chávenas ao dia.
Problemas urinários
Beber chá de barbas de milho.
Outra sugestão é beber chá de pés de cereja.
O chá de feijão azuki com alga kombu é excelente para este tipo de problemas.
Problemas respiratórios em geral e abcessos dentários
Aplicar papas de linhaça (desfazer ou picar sementes de linhaça e ferver essa farinha com água até ficar em papa) mornas no peito ou no abcesso durante a noite e proteger com um tecido de algodão ou toalha. Em alternativa podem envolver-se as papas em tecido e aplicar indirectamente.
Retirar picos de cactos da pele
Para aqueles picos muito finos muito difíceis de tirar com a pinça, usa cera depilatória vegana (eventualmente caseira).
Rouquidão/gengivite
1 colher e ½ de sopa de casca de romã fervida num litro de água. Bochechar e fazer gargarejos.
Outra sugestão para a rouquidão: beber chá de cascas de cebola.
Tosse/bronquite
2 colheres de sopa de rúcula coberta com uma chávena de água a ferver. Deixar repousar 10 minutos e beber.
Ferver 6 figos secos num litro de água até ficarem tenros. Beber várias vezes ao dia.
Verrugas
Colocar um dente de alho aberto ao meio sobre a verruga preso com adesivo, mudar a cada 24 horas, substituindo o alho, até que a verruga desapareça. Normalmente desaparece entre 3 a 7 dias.


Referências:
http://www.paulasoveral.net

Saúde de Bolso—Editora Alto Astral


Copyright Centro Vegetariano. Reprodução permitida desde que indicando o endereço: http://www.centrovegetariano.org/Article-533-Tratamentos%2BCaseiros.html

domingo, 6 de novembro de 2011

Garam masala


Garam masala (do hindi garam, "picante" e masala, "pasta") é uma mistura de especiarias moídas muito comum na culinária da Índia, sendo também encontrada nas culinárias de outros países do sul da Ásia[1]. Pode ser usado simples ou em conjunto com outros temperos. O garam masala é forte, mas não picante como uma malagueta.
A composição do garam masala varia de região para região, havendo uma grande variedade por toda a Índia. Alguns dos ingredientes mais comuns são grãos de pimenta preta e branca, cravinho, louro, cominho preto, sementes de cominho, canela, cardamomo preto, castanho e verde, noz-moscada, anis e sementes de coentro. São usadas diversas combinações destes ingredientes nas variações regionais do garam masala[1], não sendo nenhuma delas considerada mais autêntica que a outra[2].
Algumas das variações regionais misturam as especiarias com ervas, enquanto outras trituram as especiarias com água, vinagre ou outros líquidos, tais como o leite de coco, de forma a se obter uma pasta. Em algumas receitas, são também adicionados frutos secos, cebola ou alho. Os sabores podem ser misturados cuidadosamente de forma a se obter um efeito equilibrado, ou, em alguns casos, um dos sabores pode ser salientado num prato em que tal seja desejado. Normalmente, o garam masala é cozinhado antes de ser usado, de forma a melhor libertar os seus sabores e aromas[1].
Existem também diversas versões comerciais de garam masala pré-preparado, com diferentes combinações de especiarias.

Fonte

Receita Caseira

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ingredientes de Origem Animal

Os ingredientes de origem animal estão onde menos se espera, pelo que, como consumidores veganos, temos de estar particularmente atentos ao que compramos. Ler os rótulos poderá parecer tarefa cansativa ao início, mas, ao fim de algum tempo, verás que até é rápido e fácil. Como em tudo na vida, é uma questão de prática e de hábito.


Etiqueta de ProdutoLer o Rótulo de Um Produto

Por vezes, basta olhares para a informação nutricional dos produtos. Se um produto listar uma percentagem de colesterol superior a 0%, então podes voltar a pô-lo logo na prateleira, pois é certo que tem algum ingrediente de origem animal (alguns vegetais contêm colesterol, mas em quantidades desprezáveis). Contudo, o inverso não é válido: o facto de um produto não ter colesterol, por si só, não permite concluir que esse produto é vegano.

Para confirmares se um produto é vegano, percorre a lista de ingredientes. Verás que os ingredientes de origem animal mais óbvios saltam logo à vista: soro de leite, leite em pó, gema de ovo, caldo de carne, etc. Se não encontrares nenhum destes ingredientes, procura com mais atenção os ingredientes "escondidos": gelatina, caseína, albumina, etc. Em caso de dúvida sobre um ingrediente, a opção mais sensata é não comprar esse produto.

Não te deixes confundir por termos como "natural" ou "biológico". O facto de um produto ser rotulado como natural ou biológico não significa que não tem ingredientes de origem animal.

Por vezes, os ingredientes de alguns produtos mudam (por exemplo, pão que passa a conter soro de leite), pelo que é bom ires confirmando periodicamente os ingredientes dos produtos que antes sabias serem veganos para te certificares de que continuam a não incluir nenhum ingrediente de origem animal.

Uma coisa é certa: ler atentamente os ingredientes de um produto é algo que deveria ser feito por todos os consumidores, sejam eles veganos ou não. Afinal, é de nosso interesse sabermos o que estamos a ingerir.

Ingredientes de Origem Animal Comuns em Alimentos

ácido láctico
potencialmente não vegano; apesar do nome, o mais comum é ser de origem vegetal (obtido através da fermentação de amido de milho ou açúcar de beterraba).

albumina
potencialmente não vegano; o mais comum é ser albumina de ovo. Evitar, a menos que haja indicação de que é de origem vegetal.

aroma natural
potencialmente não vegano; o “aroma natural” pode ser qualquer coisa, incluindo subprodutos de carne. Evitar, a menos que haja indicação de que é de origem vegetal.

carmim/ácido carmínico
não vegano; extraído de insectos esmagados (cochonilha) e usado como corante.

caseína
não vegano; derivado de leite animal.

gelatina
não vegano; produzido a partir de ossos e ligamentos de animais.

glicerina
potencialmente não vegano; pode ser produzida a partir de gordura animal ou ser de origem
vegetal/sintética.

lactose
não vegano; derivado de leite animal.

lecitina
potencialmente não vegano; se for vegetal, o mais comum é ser listado como “lecitina de soja”.

ómega-3
potencialmente não vegano; se não for de origem vegetal, haverá provavelmente alguma indicação de que é proveniente de óleo de peixe.

soro de leite
não vegano; derivado de leite animal.

vitamina A
potencialmente não vegano; normalmente, é de origem sintética ou de origem animal (retinol). A alternativa vegetal são os carotenos (provitamina A).

vitamina D3
não vegano; normalmente, a vitamina D3 é obtida a partir de cera de lã de ovelha (lanolina) ou de óleo de peixe. A alternativa vegetal é a vitamina D2.

Informações Adicionais
Muitas vezes, não é possível concluir se um produto é vegano ou não analisando os ingredientes, pois há ingredientes que tanto podem ser de origem animal como de origem vegetal. Nesses casos, podes tentar procurar na Internet informação sobre se esse produto específico é adequado para veganos ou contactar o fabricante, perguntando se os ingredientes em questão são de origem animal ou vegetal.

Aditivos de Origem Animal

No recurso Food-Info.net, da Universidade de Wageningen - Holanda, encontras uma lista dos aditivos (os famosos números E) que costumam ser de origem animal:

Lista de Aditivos de Origem Animal (em inglês)

Uma forma de não teres de te preocupar muito com estes aditivos é dares preferência aos alimentos naturais e evitares os produtos (muito) processados. E a tua saúde também agradece.

Fonte

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Alimentos/Produtos Veganos

Fazer uma alimentação vegana não se resume a eliminar a carne, o peixe, os lacticínios, os ovos e outros produtos de origem animal. É preciso introduzir outros alimentos que tomem o lugar dos eliminados para não ficarmos com uma dieta nutricionalmente pobre — sobretudo se a nossa dieta já não era muito variada anteriormente.


Como vegano, podes descobrir todo um novo mundo de ingredientes e sabores. Uma coisa que a tua dieta não terá de ser é monótona! Contudo, não tens de mudar a tua alimentação radicalmente de um dia para o outro. Podes perfeitamente continuar a fazer os pratos que já fazias trocando os produtos de origem animal por produtos de origem vegetal e continuar a basear a tua alimentação em alimentos tradicionais como o feijão, o grão-de-bico, as lentilhas, o arroz e os legumes.





Cereais Integrais

Cereais Integrais
Numa dieta equilibrada, a principal fonte de energia (hidratos de carbono) devem ser os cereais integrais, nomeadamente arroz, trigo (massa, pão), aveia e milhete, entre outros. Claro que os veganos podem perfeitamente consumir cereais refinados (brancos), mas as alternativas integrais são muito mais ricas em nutrientes (nomeadamente minerais e vitaminas) e, por conseguinte, melhores opções.
Às vezes, ficamos com a ideia de que os alimentos integrais não sabem muito bem, mas a verdade é que são muito mais ricos em sabor. É uma questão de cozinhar e temperar os alimentos ao nosso gosto e também uma questão de hábito. Quando te habituares à riqueza do sabor dos alimentos integrais, vais provavelmente achar que os alimentos refinados têm um sabor muito pouco interessante.

Hortaliças e Fruta

Hortaliças
As hortaliças e a fruta são extremamente importantes para a saúde e devem fazer parte da dieta diária de qualquer pessoa. Os legumes de folha verde escura são muito ricos em nutrientes importantes, nomeadamente vitaminas, ferro, cálcio e outros minerais, sendo recomendável consumi-los todos os dias. A tradicional sopa é uma excelente forma de consumir diversas hortaliças em conjunto e é fácil obter um sabor que nos agrade, combinando várias hortaliças e utilizando ervas aromáticas — as sopas não têm certamente de ser insossas, como algumas sopas de cantina que deixam os estudantes traumatizados...
A fruta, claro está, também é muito importante. Se não gostares muito de comer fruta individualmente, experimenta fazer uma salada de diversos frutos, de modo a misturar diferentes sabores. Por exemplo, uma combinação de banana, kiwi, maçã e laranja é uma escolha acertada. Se mexeres bem a fruta na saladeira, ainda mais saboroso fica.

Leguminosas

Leguminosas
As leguminosas devem ser a fonte de proteína de eleição dos veganos. Mas, além de serem uma excelente fonte de proteína, as leguminosas são também ricas em fibra e minerais (incluindo ferro).
As leguminosas incluem diversos tipos de feijão/grão: feijão preto, feijão encarnado, feijão frade, feijão azuki, feijão mung, grão-de-bico, lentilhas castanhas, lentilhas verdes, lentilhas amarelas, ervilhas, tofu e tempeh (feitos de feijão de soja), entre outros. A escolha é muito variada e as formas de cozinhar as leguminosas também o são: desde comer o feijão simples (cozido), passando pela feijoada ou chili vegano, até ao hummus (preparado de grão-de-bico e tahini).

Tofu

Tofu
O tofu é um alimento feito a partir de feijões de soja, água e um agente coagulante. Tem origem na China, onde já é utilizado há milhares de anos. O tofu é uma excelente fonte de proteína e de cálcio. É um alimento com um sabor neutro, mas que absorve muito facilmente diferentes sabores, o que o torna num alimento extremamente versátil que tanto pode ser utilizado em pratos salgados como doces.
Normalmente, o tofu vende-se embalado com água. Depois de aberto, o tofu não utilizado pode voltar a ser armazenado no frigorífico, imerso em água num recipiente fechado.

Seitan

Seitan
O seitan é um alimento rico em proteína feito à base de glúten de trigo e utilizado na Ásia há centenas de anos. Embora seja feito de trigo, não tem grandes semelhanças com o pão. Quando cozinhado, o seitan tem um aspecto e textura extremamente idênticos aos da carne.
Normalmente, o seitan vende-se embalado com água. Depois de aberto, o seitan não utilizado pode voltar a ser armazenado no frigorífico, imerso em água num recipiente fechado.

Quinoa

Quinoa
A quinoa é um alimento nativo da América do Sul, conhecido como o "ouro dos Incas". Embora seja conhecida como cereal, trata-se de uma semente de excelente valor nutricional. É muito rica em proteínas, incluindo todas as proteínas essenciais, o que faz dela um alimento bastante adequado para os veganos. A quinoa é também muito rica em fibra, magnésio, ferro e fósforo, e é isenta de glúten, sendo por isso um alimento de fácil digestão.
A preparação da quinoa é idêntica à dos cereais integrais (como o arroz), mas a sua cozedura é bastante mais rápida (15-20 minutos).

Tahini

Tahini
O tahini é uma pasta feita a partir de sementes de sésamo sem casca e tem origem no Médio Oriente, onde é utilizado há centenas de anos. Existem pastas de sésamo feitas a partir de sementes de sésamo com casca, mas são mais amargas e espessas do que o tahini.
O tahini é idêntico à manteiga de amendoim em consistência e também em sabor, mas tem um valor nutricional superior. É muito rico em cálcio, sendo muito popular sobretudo como ingrediente para fazer hummus. O hummus é um alimento típico do Médio Oriente, feito à base de grão-de-bico e tahini. É delicioso, especialmente quando saboreado com azeitonas pretas.

Tempeh

Tempeh
O tempeh é um dos alimentos de soja mais saudáveis. É altamente nutritivo, rico em proteína, cálcio e isoflavonóides, e com muito baixo teor de gordura. É feito a partir de feijão de soja integral, cozinhado e fermentado.
Trata-se de um aglomerado firme e compacto, sendo recomendável cortá-lo em rodelas ou pequenos cubos para o cozinhar, por exemplo, num refogado. Ao contrário do tofu, tem um sabor distinto (pode ser necessário algum tempo até nos habituarmos ao seu sabor característico), sendo por vezes incluídos cereais na sua produção.

Molho de Soja (Shoyu)

Molho de Soja
O molho de soja é um condimento utilizado em substituição do sal e foi originalmente criado na China há milhares de anos. O molho de soja é feito com soja fermentada, trigo, sal e água.
No Japão, o molho de soja é denominado shoyu, sendo este o molho de soja mais popular de boa qualidade que se encontra à venda em Portugal. Também de origem japonesa, o tamari é outro molho de soja popular, mas com um sabor mais forte e sem trigo (ou com quantidade muito reduzida de trigo).
Dado que contém sal, o molho de soja deve ser utilizado com moderação. No entanto, o molho de soja permite conferir um sabor agradável e característico aos alimentos com menor quantidade de sal do que se fosse utilizado sal por si só.

Miso

Miso
O miso é uma pasta feita de feijões de soja fermentados ao longo de semanas ou anos. Por se tratar de um alimento feito de soja fermentada, o miso é um alimento rico em vários minerais, tais como o magnésio, zinco e cobre, para além de apresentar diversos benefícios para a saúde. A fermentação do feijão de soja pode ser efectuada em conjunto com outro cereal, como o arroz, a cevada ou o trigo, o que confere um sabor diferente e mais suave ao miso.
É originário do Japão, onde é amplamente utilizado na cozinha tradicional há largas centenas de anos. Pode ser utilizado como condimento (substituindo o sal) em diversos pratos, sendo o mais comum a sopa.

Proteína de Soja Texturizada/Soja Granulada

Proteína de Soja
A proteína de soja texturizada (ou soja granulada) é uma fonte de proteína muito económica criada a partir de farinha de soja por um processo industrial. A proteína de soja texturizada é também rica em ferro, cálcio, fibra e zinco. Dado que se trata de um alimento desidratado, a proteína de soja texturizada tem de ser reidratada em água quente durante uns 10 minutos ou durante o processo de cozedura.
A proteína de soja texturizada tem cerca de 50% de proteína (antes de ser reidratada) e, depois de cozinhada, tem uma textura idêntica à de carne picada. Para além do granulado fino, existe também proteína de soja texturizada em pedaços maiores (mas não costuma ficar tão saborosa).
Dado que se trata de um alimento bastante processado, não é muito recomendável como opção frequente.

Leite Vegetal

Bebida Soja
O leite vegetal mais popular entre os veganos é o leite de soja, mas também existe leite de aveia, leite de arroz e leite de amêndoa, entre outros. Os diferentes leites veganos têm sabores bastantes distintos e os leites de soja também variam bastante de sabor consoante a marca.
A maioria dos leites vegetais é enriquecida com cálcio numa quantidade idêntica ao existente no leite de vaca, pelo que esses leites vegetais são uma fonte de cálcio equiparável ao leite de vaca.
Não te assustes se experimentares algum leite de que não gostes. Quase de certeza que há outros leites vegetais com um sabor que te agrade mais (os leites de soja simples mais saborosos costumam ser os que incluem aroma de maçã).

Iogurte Vegetal

Iogurte Soja
Existem muitos iogurtes vegetais à disposição dos veganos que são tão ou mais saborosos que as alternativas de origem animal. A maioria dos iogurtes veganos é feita de soja e contém as benéficas bactérias probióticas que ajudam a fortalecer a flora intestinal. Não confundir os iogurtes com as sobremesas de soja: os iogurtes são nutricionalmente mais interessantes, pois tratam-se de alimentos fermentados.
Para além dos iogurtes veganos que é possível encontrar nas lojas de produtos naturais/dietéticos, existem diversos iogurtes vegetais na maioria dos supermercados. Algumas marcas disponíveis em supermercados incluem: Alpro, Soja Sun, Danone Savia e Soywell (Lidl).

Margarina Vegana

Margarina Vegana
A margarina é um alimento muito popular para barrar o pão, mas a maioria das margarinas vegetais não são veganas, pois contêm soro de leite (para além de vitamina D e A, que poderão ser também de origem animal).
Felizmente, podes encontrar margarina Alpro, que é vegana, à venda na maioria dos supermercados e hipermercados. As lojas de produtos naturais/dietéticos costumam ter outras alternativas veganas e biológicas, como a margarina Vitaquell ou a margarina Provamel.

Queijo Vegetal

Queijo de Soja
Para muitos veganos, o queijo é o alimento de origem animal que mais lhes custou abandonar. No entanto, cada vez há mais oferta de queijos vegetais com um sabor muito idêntico ao queijo de origem animal, pelo que podes continuar a desfrutar de um paladar semelhante ao do queijo sem contribuíres para a exploração animal.
Existem queijos veganos de diversos sabores e consistências, sendo inclusive possível utilizá-los em pizas veganas. Por exemplo, podes usar o queijo vegetal Mozarella da Provida, previamente misturado com azeite e água (fica em creme). 30 g de queijo + 30 g de azeite + 80-100 g de água misturados com a varinha dá um creme interessante para piza ou outro cozinhado. Mas é importante usar um azeite com acidez muito baixa (0,5 ou menos), senão fica a saber a azeite (que não é o objectivo).

Maionese Vegetal

Maionese Vegetal
Podes encontrar maionese vegana da marca Granovita (Mayola) à venda nas lojas de produtos naturais/dietéticos e maionese vegana da marca Diese à venda na maioria dos supermercados e hipermercados.
Ao contrário do que possa parecer, também é relativamente simples fazer maionese vegetal caseira. Basta utilizares uma quantidade idêntica de azeite ou óleo vegetal e de leite de soja, um pouco de sumo de limão ou vinagre, e uma pitada de sal e pimenta. Mistura todos os ingredientes com uma varinha ou robô de cozinha, excepto o óleo, o qual deve ir sendo gradualmente acrescentado à mistura (enquanto está a ser mexida) até obteres a consistência desejada para a maionese.

Salsichas Vegetais

Salsichas Vegetais
Existem salsichas veganas que são tão ou mais saborosas do que as versões de origem animal. Mas, lamentavelmente, a maioria das salsichas sem carne à venda no mercado contém albumina de ovo.
Uma marca que tem excelentes salsichas veganas é a Taifun (que podes encontrar em algumas lojas de produtos biológicos). Outra marca com salsichas veganas é a Viana, sendo possível encontrá-las nas lojas Celeiro ou encomendar através da Dietimport.

Hambúrgueres Vegetais

Hambúrgueres Vegetais
Os veganos também podem comer hambúrgueres com batatas fritas quando lhes apetece! Existem diversas marcas que vendem hambúrgueres veganos. A Natursoy tem alguns hambúrgueres veganos muito bons, mas nem todos os hambúrgueres da marca são integralmente vegetais. Outra marca com hambúrgueres veganos é a La Finestra Sul Cielo (à venda em algumas lojas de produtos biológicos).
Podes encontrar (ou encomendar) hambúrgueres veganos em lojas de produtos naturais/dietéticos.

Enchidos e Fumados Vegetais

Enchidos e Fumados Vegetais
Os tradicionais chouriço ou farinheira de carne também estão disponíveis em versões veganas e o sabor é capaz de enganar os mais distraídos. Se quiseres fazer uma feijoada para deixar os omnívoros de boca aberta, o chouriço vegetal é uma boa opção.
Encontram-se à venda em lojas de produtos naturais/dietéticos e também em hipermercados.

Preparados Orientais

Preparados Orientais
Existem alguns preparados orientais (incidentalmente) veganos, tais como crepes chineses e chamuças, que podes encontrar em supermercados e hipermercados e que podem ser bastante práticos quando se pretende elaborar uma refeição rapidamente ou para usar como aperitivo.
Os crepes chineses da marca Maggi são veganos e encontram-se à venda na maioria dos supermercados e hipermercados. No Lidl, podes encontrar embalagens com 8 chamuças e 8bhajji de cebola veganos bastante bons — o produto encontra-se na zona dos congelados e denomina-se Vitasia: 16 mini-snacks indianos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pesos & Medidas


Cereais
Arroz : ½ xícara de chá (50g) por pessoa
Feijões e ervilhas: ½ xícara de chá (50g) por pessoa
Lentilhas e grão de bico : 1 xícara de chá rasa (100g) por pessoa
Obs.: Quando os cereais forem ingredientes em sopas, uma porção será suficiente para duas pessoas.

Legumes e verduras
Abobrinha: 1 média por pessoa
Alcachofra: 1 grande por pessoa
Aspargos: 300g por pessoa
Batatas: 200g por pessoa
Beringela : ½ por pessoa
Beterraba: 200g por pessoa
Brócolos: 200g por pessoa
Cenoura: 150g por pessoa
Cogumelos: 100 a 150g; como guarnição, 50g por pessoa
Couve: 200g por pessoa
Couve de Bruxelas: 150g por pessoa
Couve flor: 150g por pessoa
Espinafre: 350g por pessoa
Milho verde (sem sabugo) 100g por pessoa
Pepinos: 150g por pessoa
Pimentão: 1 grande por pessoa
Salada: 80 a 100g por pessoa
Salsão: 1 rama para três pessoas
Tomates: 1 grande por pessoa
Vagem: 200g por pessoa

Massas:
120g por pessoa
Na sopa: 20g por pessoa

Volumes:
Uma pitada = 1/8 de colher de chá
1 colher de sopa = 3 colheres de chá
¼ de chávena/xícara = 4 colheres de sopa
1/3 de chávena/xícara = 5 colheres de sopa mais 1 colher de chá
½ chávena/xícara 8 colheres de sopa
1 chávena/xícara = 16 colheres de sopa
1 litro = 4 chávenas/xícaras

Para medir ingredientes secos, despeje no medidor até ultrapassar um pouco a borda, sem apertar. Em seguida, nivele com uma faca a superfície, deixando-a lisa.

Para medir gorduras, coloque na xícara ou na colher de medida até chegar à borda. Passe a faca para nivelar a superfície.

Obs.:
Estas medidas foram consideradas para se ter uma idéia da quantidade de cada alimento como um acompanhamento. Assim fica mais fácil fazer as compras. Ela serve como orientação e não como uma regra para ser seguida ao pé da letra. Leve em conta o bom senso e, principalmente, seu apetite.

Glossário

Existem certos termos técnicos empregados na maioria dos livros de culinária, inclusive este. Mas já que ninguém é obrigado a nascer sabendo o que significa “ligar”, “lavar em várias águas”, “dourar” e assim por diante, este glossário foi elaborado. Leia para evitar certas confusões, compreensíveis, porém muito contraproducentes:

Refogado: é a mistura de um ou vários temperos, fritos em gordura quente. O mais simples é feito colocando uma colher de sopa de gordura ( margarina, óleo, azeite) em uma panela. Quando estiver quente (mas não queimando), adicione uma cebola picada, ou dois dentes de alho picados. A cebola deve amolecer, ficar macia e transparente sem queimar. O alho fica crocante, mas se tostar demais vai dar um gosto amargo às preparações. Refogados mais incrementados levam cebola, alho, tomates, salsinha, louro, pimenta. Eles são a base para diversos pratos como molho de tomates, arroz, tempero para feijão e assim por diante.

Dourar: para dourar legumes é preciso tostar esses ingredientes (em pedaços ou inteiros) em pouquíssima gordura, numa panela bem quente e sem tampa, até que todos os lados adquiram uma coloração dourada ou formar uma casquinha bem “bronzeada”.

Lavar em várias águas: esta água deve ser trocada a cada duas horas. Ou então coloque os ingredientes em uma bacia dentro da pia, sob a torneira, e deixe um fio de água cair sobre eles de acordo com o tempo pedido pela receita.

Cozinhar no vapor: existem panelas especiais, divididas em duas seções, especialmente projetadas para este fim: na parte de baixo coloca-se água e na parte superior encaixa-se uma outra panela parecida com o escorredor de macarrão. Nesta última serão colocados os ingredientes para cozinhar no vapor. Para improvisar, é necessário uma panelona, de boca larga, em cuja boca será adaptado um escorredor de macarrão ou uma peneira. Assim, os alimentos recebem apenas o vapor. Na água que vai produzir o vapor podem-se colocar temperos, tais como grãos de pimenta do reino e maços de cheiro verde. Para preparar , verduras e legumes.

Flambar: significa despejar sobre os ingredientes - crus ou já prontos - uma dose de bebida de alta graduação alcoólica, como conhaque ou licor e atear fogo (com um fósforo ou inclinando a panela de modo a “acender” o líquido com a chama do fogão). Isso serve para diminuir o teor alcoólico da bebida e deixar apenas o sabor da mesma e ainda para esquentar certas preparações.

Reduzir: esse procedimento é aplicado em preparações que contêm muito líquido. Quando se reduz, faz-se com que a maior parte da água evapore restando ao fim um extrato ou molho espesso. Para tanto é necessário que o fogo esteja de baixo para médio e a panela destampada.

Ligar ou engrossar: esse método é pedido para tornar mais espessa, cremosa e homogênea uma preparação líquida. Dissolve-se uma pequena quantidade de farinha de trigo (uma colher de sobremesa ou de sopa, dependendo da quantidade de líquido) em uma xícara ou copo com água, leite ou caldo. Para evitar que fique cheio de grumos , coloque primeiro a farinha e vá adicionando aos poucos o líquido. Misture bem e despeje na preparação.

Banho-maria: consiste em esquentar ou preparar uma receita, sem que os ingredientes tenham contato direto com o fogo ao mesmo tempo em que recebem calor por todos os lados. a) Banho-maria no forno: coloque dentro de uma assadeira o vasilhame - panela ou pote refratário - (que suporte o calor) com a preparação e despeje água na assadeira. Leve ao forno bem quente e cozinhe de acordo com o tempo especificado pela receita. b) Banho-maria no fogão: coloque o vasilhame com a preparação dentro de uma panela com água. Leve ao fogo e tampe, se pedido pela receita.

Gratinar: levar uma preparação ao forno para formar uma casquinha crocante ou dourar. É preciso salpicar a superfície com farinha de rosca

Untar: passar óleo, azeite ou outro tipo de gordura em uma panela ou assadeira. Geralmente é pedido para preparações no forno, como tortas e bolos. Quando a receita diz untar e enfarinhar, é porque o risco da preparação ficar grudada é grande. Nesse caso, após passar a gordura, junta-se um pouco de farinha de trigo e espalha-se bem por toda a superfície da assadeira.

Obs.:
Escorredor: é aquela bacia, de forma arredondada, cheia de furinhos. Use de metal ou de plástico super resistente, senão ao invés de uma preparação no vapor, no máximo você vai ter uma escultura .
Flambar: para primeiros-socorros em caso de queimadura, se a pele apenas ficar avermelhada, lave bem sob água corrente. Não use pasta de dente, só piora.
Grumos: pelotas, bolinhas, caroços, que se formam se a farinha não for bem dissolvida.

Temperos



A função dos temperos é a de realçar ou modificar o sabor dos alimentos. Assim é possível, usando um mesmo legume, variar a cada refeição: um dia abobrinha ao curry, noutro, alho e óleo, ou com cebola tomate e orégano e assim por diante. Fique claro que temperos em excesso podem também estragar seu prato.

Açafrão: condimento, aromatizante e colorante, o açafrão é o estigma de uma flor, de cor acobreada . Caríssimo, é comercializado seco ou em pó.

Alecrim: erva aromática , de origem mediterrânea. Pode ser utilizada fresca ou então desidratada.

Alho: os dentes que constituem o bulbo podem ser utilizados em quase todas as receitas (menos nas de doces). Prefira os frescos, que devem ser guardados fora da geladeira. Não use os purês de alho, nem os preparados de alho com sal.

Canela: a canela comercializada em pó é a casca moída de uma planta originária do Ceilão que chegou à Europa trazida por mercadores fenícios. É usada para temperar doces e também em sopas, com moderação. A casca em pedaços é usada no quentão junino e para preparar caldas.

Cebola: da mesma família do alho, também é muito versátil. Assim como o alho, não compre purês nem pastas, cebola fresca tem muito mais sabor. Descasque - as primeiras casquinhas, secas - sob o jato de água para não chorar .

Cebolinha/cebola de cheiro: parenta da última, usa-se além do pequeno bulbo que se encontra na base, as folhagens verdes. Existe à venda a cebolinha desidratada. Nunca fica igual à fresca.

Cominho: muito utilizado em pratos indianos, vai bem com legumes. Compra-se em pó.

Cravo: botão de uma flor, colhido antes de desabrochar, utilizado seco. Para fazer doces, compotas, biscoitos e bebidas mas vai também com alguns cozidos.

Curcumã: conhecido no Brasil como açafrão-da-terra, é um dos ingredientes para preparar o curry. Serve também de corante e deixa tudo amarelo.

Estragão: o mais francês dos temperos é originário do sul da Ásia. Indicado para saladas verdes (aromatizando o vinagre de vinho).

Louro: usam-se na cozinha as folhas desta pequena árvore, que estimula o apetite e ajuda na digestão. Ideal para temperar feijão e sopas. Você também pode fazer uma coroa com as folhas e se sentir o próprio César.

Manjericão: pequeno arbusto, cujas folhas - delicadas e muito perfumadas - são usadas em quase todos os molhos de tomate. Sempre coloque na panela ao fim da preparação, assim seu perfume permanece por mais tempo.

Noz-moscada: é uma pequena noz, seca, que deve comprada inteira e ralada na hora sobre uma infinidade de coisas, como: purê de batatas, molho branco, sopas e massas.

Orégano: pequenas folhas, geralmente secas, que são utilizadas principalmente nos molhos de tomate. Seu sabor é bem forte, não abuse.

Pimenta do reino preta/ branca/verde: compre sempre os grãos das duas primeiras e moa na hora, o gosto vai ser especial. Use a pimenta branca quando estiver fazendo molho branco, assim não vai parecer que tem sujeirinha nele. A verde é vendida em conserva, tem sabor acentuado porém não é tão picante. Não é necessário moer.

Pimenta vermelha: parece um pimentão miniatura e esticado. É a base do molho de pimenta e do tabasco. As sementes são a parte mais forte. Pode ser usada seca ou ao natural. Quando trabalhar com elas, lave bem, mas muito bem as mãos depois de terminar. Arde mesmo.

Salsinha: erva que pode ser utilizada em pratos frios e quentes. Prefira a fresca ao invés da desidratada. Existe também a variedade crespa.

Sálvia: de cor acinzentada, aroma agradável, vai muito bem em massas e molhos.

Timo: tamanho não é documento. As folhas deste arbusto são minúsculas mas o gosto é extra-forte. Use com moderação.


Termos de Cozinha

 Portugal   -  Brasil


Aconchegar - Apertar
Aquecer - Esquentar
Arrefecer - Esfriar
Assar :cozinhar
Almofariz - Pilão
Boião - Pote
Biológico : Orgânico
Chávena - Xícara
Decoração - Acabamento
Esmagar - Socar
Espumadeira - Escumadeira
Estaladiço - Crocante
Estufar - Cozinhar com a panela tampada
Fervedor - Leiteira
Frasco - Vidro
Frigorófico - Geladeira
Fio de cozinha - Barbante
Fumado - Defumado
Lume - Fogo
Lume brando - Fogo brando
Tacho/Panela - Panela
Panar - Empanar
Panela tapada - Panela tampada
Passe-vite : Passapurê
Película aderente : Filme transparente
Pequeno almoço : Café da manhã
Picadora : Processador de alimentos
q.b. (quanto baste) - a gosto
Ramo - Maço
Varinha mágica - Mixer


Ingredientes

Alho Francês - Alho Poró
Açafrão das Índias - Curcuma, Açafrão da Terra
Açúcar em pó - Açúcar de Confeiteiro
Açúcar amarelo : Açúcar de cor acastanhada, não refinado
Aguardente - Pinga
Aipo - Salsão
Alperce - Damasco
Alfazema - Lavanda
Ananas : Abacaxi
Aneto (endro) : Dill
Caril - Curry
Bola : Pãozinho rústico
Bolinho : Pastel
Brócolos : Brócolis
Bulgur : Trigo para quibe
Cebolinho : Ciboulette
Chouriço vegetal: Linguiça vegetal
Colorau : Páprica
Cogumelos - Champignons
Crepe : Panqueca
Cebolo - Cebolinha verde
Coentros frescos - Cheiro-verde (Nordeste)
Cubo de caldo - Tablete de caldo
Côdea (do pão) - Crosta
Curgete (ou courgette) - Aboborinha Italiana
Espargos - Aspargos
Esparguete - Espaguete
Empadão - Escondidinho, Torta
Erva-cidreira : Melissa, capim-cidreira
Farinha de Milho - Fubá
Feijão-frade - Feijão fradinho
Feijão-verde - Feijão Vagem
Fermento padeiro : Fermento biológico fresco
Gelado - Sorvete
Gnocchi : Nhoque
Grelo : Broto, rebento
Ketchup - Catchup
Massa - Macarrão
Molho de Soja - Shoyu
Molho picante, molho de piri-piri : Molho de pimenta
Mozzarella - Mussarela
Natas de soja - Creme de leite de soja
Oregãos - Orégano
Óleo de Palma - Azeite de Dendê
Pão de véspera - Pão amanhecido
Pão pita - Pão sírio
Pão ralado - Farinha de rosca
Panar : Empanar
Pastel : Bolinho
Pimentão doce : Páprica
Piri-piri - Pimenta Malagueta
Pinhões - Pinoles
Papel Vegetal - Papel manteiga
Passa de uva - Uva passa
Pimenta preta - Pimenta do reino
Pimentos - Pimentão
Palitotos de la reine - Biscoito champagne
Queijo creme - Requeijão cremoso
Queijo flamengo - Queijo prato
Queque - Muffin
Malagueta - Pimenta dedo de moço
Rissóis - Rissoles
Rebento de Soja - Broto de feijão
Requeijão - Coalhada
Salsa - Salsinha
Salva : Sálvia
Sandes : Sanduíche
Sésamo : Gergelim
Sumo : Suco
Sultanas - Uva Passa Branca
Sumo - Suco
Tarte - Torta
Tartelete : Tortinha
Torta - Recambole
Vinho de arroz : Saquê

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Chá: um estimulante suave

A introdução na Europa da bebida preparada com a infusão das folhas de chá deve-se aos Holandeses, no século XVIII.

A planta, originária do Assuão Superior e de Manipur, começou a ser cultivada na China e na Índia, e, depois de divulgada por Fernão Mendes Pinto, em muitas outras partes do Mundo.
Há momentos em que parece não haver nada mais revigorante do que uma chávena de chá, mas, na verdade, o valor nutricional desta bebida é reduzido - se bem que, com o leite ou o açúcar que geralmente lhe são adicionados, possa conter cerca de 40 calorias. Contudo, os estimulantes presentes no chá, como a cafeína, podem acelerar a frequência cardíaca, aumentar a vivacidade mental e auxiliar a função respiratória através da dilatação das vias aéreas. Uma única chávena de chá fornece cerca de 40 mg de cafeína, quase o dobro da quantidade presente na maior parte das bebidas à base de cola e cerca de dois terços da que existe numa chávena de café instantâneo.
Contudo, os taninos do chá não são benéficos. Se é certo que o tornam mais encorpado, podem, por outro lado, interferir com a absorção de ferro, sobretudo se o chá for tomado a acompanhar alimentos ricos em ferro. As crianças pequenas não devem beber chá, pois o seu aparelho digestivo tem menos capacidade de aguentar os estimulantes químicos presentes no chá, havendo por isso a possibilidade de virem a sofrer de anemia ferripriva.
Os taninos também podem manchar os dentes, sobretudo próteses dentárias. Não devem ser usados elixires orais com cloro-hexidina imediatamente antes de se tomar chá, pois essa substância química pode acentuar a capacidade de causar manchas.
O chá também contém níveis consideráveis de quercetina, um dos muitos compostos químicos naturais designados por bioflavonóides. Apesar de, numa primeira fase, as investigações terem indicado que a quercetina poderia ser responsável pelo aparecimento de cancro, trabalhos mais recentes sugerem que a ingestão de quantidades elevadas de bioflavonóides, que são antioxidantes fortes, está associada a uma diminuição do risco de cancro e doença cardíaca. Pensa-se mesmo que o chá verde e o chá de Oolong têm propriedades especificamente anticancerígenas. Contudo, as provas ainda não são consistentes, e os resultados animadores obtidos em laboratório ainda não foram reproduzidos através de estudos sobre a população.
Outros componentes do chá, além dos aromatizantes que lhe são adicionados, como a bergamota, por exemplo, incluem flúor (0,25 mg por chávena) e manganés (0,5 mg por chávena).
As pessoas que sofrem de úlceras pépticas devem evitar chá preto forte, porque, como o café, o chá estimula a secreção de ácidos gástricos, podendo provocar irritação; em vez disso, devem beber chá fraco com leite também parece que o chá desencadeia enxaquecas em pessoas sensíveis; desconhece-se, contudo, se isso se deve ao seu teor de bioflavonóides ou de cafeína.

CHÁS DE ERVAS AROMÁTICAS:
Estes chás, tisanas ou infusões, preparados com as folhas, as flores e os frutos de muitas plantas, têm vindo a tornar-se cada vez mais apreciados. A muitos deles são atribuídas virtudes medicinais, apesar de ainda haver poucas provas científicas que justifiquem tais afirmações. Existe actualmente à venda em lojas dietéticas, ervanárias e supermercados uma gama vastíssima de chás de ervas, mas os remédios à base de ervas podem ser preparados de forma fácil e segura em casa. Calcule uma colher de chá da planta seca (ou duas de folha fresca) por chávena. Deite água a ferver por cima, tape e deixe em infusão cerca de 5 minutos; passe pelo passador antes de beber. Pode adoçar o chá com mel ou açúcar.

O chá de camomila é desde há muito utilizado para aliviar a indigestão, acalmar os nervos e reduzir a ansiedade. Diz-se também que ajuda a induzir o sono. Pachos de algodão embebidos no chá arrefecido têm um efeito calmante quando aplicados sobre olhos inflamados, com prurido ou cansados.

O chá de folhas de taráxaco, ou dente-de-leão, pode ser um diurético eficaz, ajudando a eliminar os líquidos em excesso.

O chá de flor de sabugueiro é reconfortante em casos de gripe, catarro ou dores nos seios perinasais; dizem que é anti-inflamatório e faz transpirar. Também é útil para problemas de pulmões e alivia a febre-dos-fenos.

O chá de sementes de funcho ajuda à digestão devido à presença de uma substância rica em anetol, reduzindo náuseas e aliviando a distensão do abdómen devido a gases. Se for tomado pela mãe em período de amamentação, diz-se que aumenta o fluxo de leite e ao mesmo tempo alivia as cólicas ou gases do bebé. Pensa-se que as sementes de funcho estimulam a menstruação, devendo por isso ser evitadas por mulheres grávidas.

O chá de flor de alfazema é uma bebida relaxante; deve ser tomado antes de deitar para ajudar a induzir o sono.

O chá de erva-cidreira, que é melhor se for feito com folhas frescas, alivia a tensão sem provocar sonolência. Também pode ajudar a digestão, acalma os nervos e alivia estados febris.

O chá de flor de tília é calmante. Diz-se que alivia dores de cabeça de stress, diminui a agitação, reduz a tensão nervosa e ajuda a dormir. Foi usado pelos médicos durante a 11 Guerra Mundial como tranquilizante suave. Também pode baixar a febre nas constipações e gripes.

O chá de folha de urtiga é um tónico que contém vitaminas e minerais, incluindo ferro. Pode atenuar reacções alérgicas, como febre-dos-fenos e urticária.

O chá de folhas de hortelã-pimenta é óptimo para beber depois de uma refeição substancial, pois ajuda a digestão e alivia a flatulência. Pode ajudar a controlar as náuseas e é útil para tratar constipações e gripe, sobretudo quando combinado com flor de sabugueiro.

O chá de folha de framboesa é ligeiramente adstringente, podendo ser usado como elixir oral ou colutório em infecções de garganta. Diz-se que, bebido regularmente durante as semanas de gravidez, reduz a duração das dores e facilita o trabalho de parto. Contudo, não deve ser tomado no início da gravidez, pois pode provocar um aborto.

O chá de alecrim é tomado geralmente como revigorante de manhã ou em períodos de cansaço. Pode aliviar as dores de cabeça e problemas de indigestão. Diz-se ainda que pode melhorar a memória e o estado de humor.

O chá de cinorrodo, fruto da silva-macha, esmagado e picado, é rico em vitamina C e diz-se que pode ajudar a evitar constipações e infecções. Se juntar a este chá umas gotas de sumo de limão ou um pedaço da casca de limão, realça o seu sabor suave.

O chá de tomilho é recomendado para todos os tipos de infecções, incluindo constipações, gripe, bronquite, dores de ouvidos e sinusite. Também se diz que alivia o mal-estar causado por indigestão e levanta o moral.

CHÁ GELADO:
Em 1904, um comerciante inglês de nome Richard Blechynden encontrava-se de visita a Nova Iorque para fazer a promoção do chá da Índia. Num dia tórrido, na Feira Mundial de St. Louis, vendo que tinha poucos clientes, Blechynden decidiu deitar chá sobre cubos de gelo - nascera o chá gelado.
Os especialistas aconselham o seguinte método de preparação: deite 60 g de chá em 1,2l de água fria e deixe em infusão pelo menos 3 horas ou durante a noite. Coe o chá para um jarro grande e mantenha frio. Coloque cubos de gelo nos copos, deite o chá e sirva; pode juntar uma rodela de limão.
Muitas pessoas adoçam o chá com um pouco de açúcar; outras servem com folhas frescas de hortelã.

ATENÇÃO: Certas infusões de plantas usadas pelas medicinas alternativas podem conter substâncias potencialmente nocivas - as mulheres grávidas não as devem tomar. Os alcalóides de pirrolizidina, por exemplo, presentes em mais de 300 espécies vegetais, incluindo a consolda, têm sido associados a lesões do fígado. Assim, o chá de consolda só deve ser usado com objectivos medicinais.

Benefícios do chá:
- É um estimulante suave
- Contém quercetina, um antioxidante que pode reduzir o risco de doença cardíaca e cancro.

Inconvenientes do chá:
- Reduz a absorção do ferro dos alimentos se bebido à refeição
- Os taninos podem manchar os dentes
- Pode causar enxaquecas em pessoas susceptíveis
- Pode provocar irritação gástrica.

Fonte

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O Açucar Branco e Outros Perigos da Alimentação Moderna

Autor: Marcio Bontempo






Açúcar branco
   Não existe na natureza nenhum tipo de composto isolado e concentrado como a sacarose - o açúcar refinado. Todos os alimentos são compostos. Ele, o açúcar, é obra do homem, que conseguiu a façanha de retirar de um alimento integrado, como a beterraba e a cana, apenas um princípio químico ativo. Portanto, o açúcar refinado deve ser visto como uma droga, de preferência em duplo sentido, de modo a evidenciar a sua realidade.
   A natureza sempre forneceu-nos energia química, representada pela glicose e compostos semelhantes, presentes em estruturas de cadeias moleculares mais complexas, os açúcares compostos, os amidos, encontrados nos cereais, nas frutas, nos tubérculos, nas raízes, etc. O organismo sempre contou com a mastigação para digerir o amido na boca, pela ação da ptialina, enzima capaz de quebrar as cadeias moleculares de modo a obter glicose, frutose, dextrose e outros açúcares primários, capazes de gerar energia quando assimilados. Com a “descoberta” do açúcar refinado, criou-se um elemento novo para o organismo, capaz de fornecer imediatamente uma enorme carga de glicose. E sem exigir mastigação (uma vez que o açúcar é ingerido diretamente dissolvido nas bebidas e comidas). Só que o organismo não contava com isso. Acostumado há milênios com o contato com o amido, a frutose, etc, agora ele passou a trabalhar com uma nova informação: a presença de cargas super rápidas de glicose.
   Antes do surgimento do açúcar não era costume acrescentar nenhum adoçante aos alimentos. Apreciava-se o sabor natural de tudo. A idéia de adoçar as bebidas e os alimentos surgiu há pouco mais de dois séculos (e intensificou-se nos últimos cinqüenta anos). Depois do incremento do plantio da cana-de-açúcar na América, a Europa criou um mercado consumidor que se ampliou enormemente; mesmo assim, o açúcar consumido pelos ingleses, franceses, alemães, espanhóis e os demais, era o açúcar mascavo marrom, muito forte e carregado, mais destinado à fermentação precoce da cerveja e do vinho que para adoçar tortas, bolos, compotas e, muito menos, sucos, leite matinal, etc.
   O paladar dos povos do passado era voltado para a apreciação do sabor conforme a natureza do próprio alimento; os burgueses da França de Luiz XV, por exemplo, preferiam o pão integral bruto, com sabor forte de trigo, aos croissants e brioches consumidos pela Corte, adoçados com o mascavo oriundo do caribe; eles achavam esses alimentos enjoativos e sem capacidade de sustentar um trabalhador, um soldado ou um agricultor; apenas os aristocratas de vida sedentária e tediosa poderiam dispor dessas guloseimas feitas com farinha empobrecida e repleta de açúcar formador de gases intestinais.
   Os exércitos, antigamente, também não consumiam açúcar. Se o fizessem, talvez precisassem de um contingente de igual número de homens para transportar toneladas de sacos do mascavo necessário para "energizar" dez, vinte, cinqüenta ou cem mil pessoas...
   Quanto ao mel ou outras formas de açúcares, também não havia o hábito de acrescentá-los aos alimentos.
   O açúcar é prejudicial á saúde por ser um produto muito concentrado que desestabiliza os mecanismos de compensação do organismo e exige complementação bioquímica, o que produz perdas minerais (cálcio, magnésio, etc.) crônicas e constantes.
   Hoje as pessoas praticamente viciaram-se no açúcar e, só nos Estados Unidos, a média de consumo de açúcar é de aproximadamente 300 gramas por pessoa. Isso significa 9 quilos de açúcar por mês e... Cerca de 100 quilos por ano!
   Se entendermos que o açúcar é totalmente desnecessário para o organismo, que todo açúcar que o corpo precisa ele retira dos alimentos comuns (glicose) e que todo excesso de açúcar tem efeito desequilibrante, então podemos ter uma breve idéia dos perigos que o hábito representa. O consumo de açúcar está ligado às seguintes doenças:
  • ARTERIOSCLEROSE
  • HIPERCOLESTEROLEMIA
  • CÂNCER
  • HIPOGLICEMIA
  • CÁRIES DENTÁRIAS
  • OBESIDADE
  • DEFICIÊNCIA IMUNOLÓGICA
  • OSTEOPOROSE
  • DEPRESSÃO PSÍQUICA
  • REUMATISMO
  • DIABETES MELITO
   O hábito de consumir açúcar branco é hoje considerado uma das causas do aumento da incidência do diabetes. Como vimos, o organismo humano está preparado para receber a glicose proveniente dos cereais, frutas, legumes, leguminosas, etc. A glicose é importante como fonte de energia para as células. Normalmente, temos glicose suficiente reservada no fígado (sob a forma de glicogênio, ou na própria capa gordurosa, que se desdobrando fornece energia). Isto explica porque antigamente não necessitávamos de açúcar branco, nem mesmo o mascavo, mel etc. Esta glicose (ou a frutose) é derivada da quebra da molécula do amido, o que permite uma assimilação lenta do nutriente; daí o amido ser considerado um “açúcar lento”. O açúcar branco fornece cargas muito rápidas e imediatas de glicose, por isso é chamado de “açúcar rápido”. Cada molécula de sacarose possui apenas duas moléculas de glicose, que são separadas muito rapidamente no tubo intestinal. Esse fato engana o metabolismo glicídico, que envolve reações muito complexas das quais participam enzimas, insulina, mediadores químicos, mecanismos de feedback, etc. Sabendo-se que o corpo humano está “programado” para lidar bem com o açúcar lento, de modo a poder metabolizá-lo convenientemente, obedecendo aos parâmetros autoreguladores, quando se ingere uma quantidade grande de açúcar branco, o organismo se confunde e acaba se desregulando com o tempo.
   Há um mecanismo de regulação dos níveis de glicose no sangue que procura manter entre 70 e 120 mg. por 100 ml. Quando este nível é ultrapassado, um pouco mais de insulina é liberado para compensar e manter essa taxa normal. Um simples sorvete pode provocar elevações dos níveis de glicose acima de 300 mg. mas, apenas, num trecho de 100 ml. de sangue. E este é o problema: o nível de glicose se eleva num pequeno trecho do sangue proveniente dos intestinos, onde o açúcar foi rapidamente assimilado; os sensores do fígado e do pâncreas “avisam” o cérebro de que a quantidade de glicose captada é de “300 mg”.e este determina a liberação de insulina relativa a essa quantidade, que não é uma realidade para a totalidade do sangue circulante. Isto ocorre porque a “programação” biológica do organismo é para a assimilação de açúcar “lento”, que, sendo assimilado gradativamente, permite uma saturação de glicose também lenta e de modo bem distribuído. Esta situação acontecendo vez ou outra não causa problema, mas desde que seja constante, através dos anos - como mostra a realidade dos hábitos alimentares modernos - produz um condicionamento metabólico e bioquímico com a liberação constante de insulina um pouco além do normal. Com isto há uma tendência a se instalar uma situação de constante baixa dos níveis de glicose (hipoglicemia reativa ou funcional), apesar de se consumirem quantidades elevadas de açúcar (glicose). A pessoa desenvolve, assim, uma necessidade constante de doces ou açúcar, que pode ser crescente, transformando-se, freqüentemente, em compulsão.
   A hipoglicemia é uma situação orgânica variável, que pode afetar as pessoas de várias maneiras. Pode ser imperceptível, com apenas um pouco mais de fome proximamente às refeições, ou algumas tonteiras passageiras e ansiedade, até graus intermediários com sudorese, taquicardia, cansaço, falta de memória, ansiedade mais forte ou depressão que, curiosamente, desaparecem temporariamente com a ingestão de doces. Em graus mais acentuados, a hipoglicemia pode determinar desde distúrbios orgânicos subjetivos, semelhantes a um distúrbio neurovegetativo, com sensações corporais ruins de difícil descrição, pensamentos estranhos e depressão forte. Estes casos, sempre relacionados com certa melhora temporária quando se ingere açúcar, freqüentemente são encaminhados para tratamento psiquiátrico ou psicológico. A única forma de melhora é através da suspensão gradativa do açúcar (tratamento idêntico ao dos toxicômanos e farmaco-dependentes) e adoção de dietas muito controladas.
   À medida que a situação deste tipo de hipoglicemia se mantém, pode acontecer uma falência relativa da capacidade do pâncreas em produzir insulina, elevando-se os níveis de açúcar do sangue (hiperglicemia), surgindo assim o diabetes. Isto, porém depende sobremaneira da predisposição herdada pelo organismo. Pré-diabéticos têm maior tendência para ter hipoglicemia primeiro e, depois, diabetes em graus variáveis, desde aquele controlável com dietas e/ou hipoglicemiantes orais ou aqueles que exigem insulina sintética.
   Esta é a relação do açúcar com o crescimento da incidência de diabetes no mundo, segundo dados oficiais e diversos estudos modernos.
   Por sua ação desmineralizante, antinutriente, condicionante, desreguladora e viciante açúcar é considerado um dos produtos mais prejudiciais ao organismo.
   É importante se consumir os alimentos como a natureza os fornece; portanto, não é preciso acrescentar nada aos sucos, às saladas de frutas, etc. Existem formidáveis receitas de doces caseiros, de tortas e bolos sem açúcar, adoçados apenas pela capacidade culinária, imitada aos antigos, de apurar o açúcar próprio das frutas, ou de usar apenas pequenas quantidade de mel (que não é saudável quando aquecido). Bananas, mangas, laranjas, morangos, tâmaras, etc., possuem o próprio açúcar (frutose), que pode ser apurado por cozimento, bastando acrescentar uma pitada de sal marinho.
   O hábito de usar o açúcar branco surge do condicionamento do paladar desde o nascimento, quando as mamadeiras do aleitamento artificial já recebem sacarose ou outras formas concentradas de açúcares.
   Um dos ensinamentos principais da alimentação natural é o de não fornecer às crianças alimentos adoçados. Nenhum açúcar, ou antes, nenhuma glicose, é necessário ao corpo humano, além daquele presente naturalmente nos alimentos. O raciocínio serve não só para crianças como para adultos, desportistas, doentes, gestantes, lactantes, etc.
   Para que se tenha saúde e equilíbrio é preciso praticar uma alimentação sem açúcar branco, tolerando-se, eventualmente, mel ou açúcar mascavo em algumas guloseimas inevitáveis, como bolos de aniversários, tortas, etc. Para as crianças ou adultos dependentes dos alimentos muito adoçados, convém proceder a uma eliminação gradativa e inteligente dos mesmos; nessa fase, tanto o mel quanto o açúcar mascavo podem assumir uma função importante, até que se estabeleça uma dieta completamente natural.
   Adoçantes artificiais são muito perigosos para a saúde, talvez mais que o próprio açúcar branco; o ciclamato e a sacarina são proibidos em numerosos países devido a seu potencial cancerígeno e teratogênico (deformações no feto). O aspartame, apesar de ser um produto dito "natural", é um derivado sintético da fenilalamina, capaz de produzir vários problemas orgânicos, mas de intensidade menor.
   No caso de necessidade de adoçar, sugere-se a estévia verdadeira (em pó); existem falsificações e misturas de estévia nos chamados "adoçantes naturais" que não são recomendáveis.
   Os perigos da Alimentação Moderna
Açúcar branco.......................(Diabetes, hipoglicemia, cáries, osteoporose)
Enlatados............................................................(Carências nutricionais)
Aditivos artificiais.............................(Câncer, leucemia, dislexia, alergias)
Carnes(acomp: hormônios).......................(Câncer, depressão, impotência)
Trangênicos............................................(Depende do acompanhamento)
Presunto, frios................................(Câncer, miomas, cistos, menopausa)
Hamburgers, etc.............................................(Colite, anemia, carências)
Farinhas brancas..................................................(Carências nutricionais)
Sal refinado............................................................(Tireóide, Alzheimer)


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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Dicas: Descascar castanhas



Parece-me que a maneira mais fácil é dar-lhes um golpe e levá-las ao forno num tabuleiro, mas sem deixar assar, ou seja, ficam no forno apenas até abrir a casca. Há sempre uma ou outra que é mais "teimosa" e não quer largar a casca, mas geralmente descascam muito bem.

Atenção que comê-las cruas pode causar flatulência.
Cozinhar sempre com erva-doce ou Funcho.

Normalmente o funcho é utilizado na cozedura ou para assar castanhas. A razão não é meramente aromática, mas sim para aliviar os efeitos secundários de comer castanhas: a flatulência. Pode ainda aliviar outros efeitos gástricos como a colite e o mau hálito. O funcho ajuda a favorecer a lactação nas mulheres que amamentam.