quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Alimentos/Produtos Veganos

Fazer uma alimentação vegana não se resume a eliminar a carne, o peixe, os lacticínios, os ovos e outros produtos de origem animal. É preciso introduzir outros alimentos que tomem o lugar dos eliminados para não ficarmos com uma dieta nutricionalmente pobre — sobretudo se a nossa dieta já não era muito variada anteriormente.


Como vegano, podes descobrir todo um novo mundo de ingredientes e sabores. Uma coisa que a tua dieta não terá de ser é monótona! Contudo, não tens de mudar a tua alimentação radicalmente de um dia para o outro. Podes perfeitamente continuar a fazer os pratos que já fazias trocando os produtos de origem animal por produtos de origem vegetal e continuar a basear a tua alimentação em alimentos tradicionais como o feijão, o grão-de-bico, as lentilhas, o arroz e os legumes.





Cereais Integrais

Cereais Integrais
Numa dieta equilibrada, a principal fonte de energia (hidratos de carbono) devem ser os cereais integrais, nomeadamente arroz, trigo (massa, pão), aveia e milhete, entre outros. Claro que os veganos podem perfeitamente consumir cereais refinados (brancos), mas as alternativas integrais são muito mais ricas em nutrientes (nomeadamente minerais e vitaminas) e, por conseguinte, melhores opções.
Às vezes, ficamos com a ideia de que os alimentos integrais não sabem muito bem, mas a verdade é que são muito mais ricos em sabor. É uma questão de cozinhar e temperar os alimentos ao nosso gosto e também uma questão de hábito. Quando te habituares à riqueza do sabor dos alimentos integrais, vais provavelmente achar que os alimentos refinados têm um sabor muito pouco interessante.

Hortaliças e Fruta

Hortaliças
As hortaliças e a fruta são extremamente importantes para a saúde e devem fazer parte da dieta diária de qualquer pessoa. Os legumes de folha verde escura são muito ricos em nutrientes importantes, nomeadamente vitaminas, ferro, cálcio e outros minerais, sendo recomendável consumi-los todos os dias. A tradicional sopa é uma excelente forma de consumir diversas hortaliças em conjunto e é fácil obter um sabor que nos agrade, combinando várias hortaliças e utilizando ervas aromáticas — as sopas não têm certamente de ser insossas, como algumas sopas de cantina que deixam os estudantes traumatizados...
A fruta, claro está, também é muito importante. Se não gostares muito de comer fruta individualmente, experimenta fazer uma salada de diversos frutos, de modo a misturar diferentes sabores. Por exemplo, uma combinação de banana, kiwi, maçã e laranja é uma escolha acertada. Se mexeres bem a fruta na saladeira, ainda mais saboroso fica.

Leguminosas

Leguminosas
As leguminosas devem ser a fonte de proteína de eleição dos veganos. Mas, além de serem uma excelente fonte de proteína, as leguminosas são também ricas em fibra e minerais (incluindo ferro).
As leguminosas incluem diversos tipos de feijão/grão: feijão preto, feijão encarnado, feijão frade, feijão azuki, feijão mung, grão-de-bico, lentilhas castanhas, lentilhas verdes, lentilhas amarelas, ervilhas, tofu e tempeh (feitos de feijão de soja), entre outros. A escolha é muito variada e as formas de cozinhar as leguminosas também o são: desde comer o feijão simples (cozido), passando pela feijoada ou chili vegano, até ao hummus (preparado de grão-de-bico e tahini).

Tofu

Tofu
O tofu é um alimento feito a partir de feijões de soja, água e um agente coagulante. Tem origem na China, onde já é utilizado há milhares de anos. O tofu é uma excelente fonte de proteína e de cálcio. É um alimento com um sabor neutro, mas que absorve muito facilmente diferentes sabores, o que o torna num alimento extremamente versátil que tanto pode ser utilizado em pratos salgados como doces.
Normalmente, o tofu vende-se embalado com água. Depois de aberto, o tofu não utilizado pode voltar a ser armazenado no frigorífico, imerso em água num recipiente fechado.

Seitan

Seitan
O seitan é um alimento rico em proteína feito à base de glúten de trigo e utilizado na Ásia há centenas de anos. Embora seja feito de trigo, não tem grandes semelhanças com o pão. Quando cozinhado, o seitan tem um aspecto e textura extremamente idênticos aos da carne.
Normalmente, o seitan vende-se embalado com água. Depois de aberto, o seitan não utilizado pode voltar a ser armazenado no frigorífico, imerso em água num recipiente fechado.

Quinoa

Quinoa
A quinoa é um alimento nativo da América do Sul, conhecido como o "ouro dos Incas". Embora seja conhecida como cereal, trata-se de uma semente de excelente valor nutricional. É muito rica em proteínas, incluindo todas as proteínas essenciais, o que faz dela um alimento bastante adequado para os veganos. A quinoa é também muito rica em fibra, magnésio, ferro e fósforo, e é isenta de glúten, sendo por isso um alimento de fácil digestão.
A preparação da quinoa é idêntica à dos cereais integrais (como o arroz), mas a sua cozedura é bastante mais rápida (15-20 minutos).

Tahini

Tahini
O tahini é uma pasta feita a partir de sementes de sésamo sem casca e tem origem no Médio Oriente, onde é utilizado há centenas de anos. Existem pastas de sésamo feitas a partir de sementes de sésamo com casca, mas são mais amargas e espessas do que o tahini.
O tahini é idêntico à manteiga de amendoim em consistência e também em sabor, mas tem um valor nutricional superior. É muito rico em cálcio, sendo muito popular sobretudo como ingrediente para fazer hummus. O hummus é um alimento típico do Médio Oriente, feito à base de grão-de-bico e tahini. É delicioso, especialmente quando saboreado com azeitonas pretas.

Tempeh

Tempeh
O tempeh é um dos alimentos de soja mais saudáveis. É altamente nutritivo, rico em proteína, cálcio e isoflavonóides, e com muito baixo teor de gordura. É feito a partir de feijão de soja integral, cozinhado e fermentado.
Trata-se de um aglomerado firme e compacto, sendo recomendável cortá-lo em rodelas ou pequenos cubos para o cozinhar, por exemplo, num refogado. Ao contrário do tofu, tem um sabor distinto (pode ser necessário algum tempo até nos habituarmos ao seu sabor característico), sendo por vezes incluídos cereais na sua produção.

Molho de Soja (Shoyu)

Molho de Soja
O molho de soja é um condimento utilizado em substituição do sal e foi originalmente criado na China há milhares de anos. O molho de soja é feito com soja fermentada, trigo, sal e água.
No Japão, o molho de soja é denominado shoyu, sendo este o molho de soja mais popular de boa qualidade que se encontra à venda em Portugal. Também de origem japonesa, o tamari é outro molho de soja popular, mas com um sabor mais forte e sem trigo (ou com quantidade muito reduzida de trigo).
Dado que contém sal, o molho de soja deve ser utilizado com moderação. No entanto, o molho de soja permite conferir um sabor agradável e característico aos alimentos com menor quantidade de sal do que se fosse utilizado sal por si só.

Miso

Miso
O miso é uma pasta feita de feijões de soja fermentados ao longo de semanas ou anos. Por se tratar de um alimento feito de soja fermentada, o miso é um alimento rico em vários minerais, tais como o magnésio, zinco e cobre, para além de apresentar diversos benefícios para a saúde. A fermentação do feijão de soja pode ser efectuada em conjunto com outro cereal, como o arroz, a cevada ou o trigo, o que confere um sabor diferente e mais suave ao miso.
É originário do Japão, onde é amplamente utilizado na cozinha tradicional há largas centenas de anos. Pode ser utilizado como condimento (substituindo o sal) em diversos pratos, sendo o mais comum a sopa.

Proteína de Soja Texturizada/Soja Granulada

Proteína de Soja
A proteína de soja texturizada (ou soja granulada) é uma fonte de proteína muito económica criada a partir de farinha de soja por um processo industrial. A proteína de soja texturizada é também rica em ferro, cálcio, fibra e zinco. Dado que se trata de um alimento desidratado, a proteína de soja texturizada tem de ser reidratada em água quente durante uns 10 minutos ou durante o processo de cozedura.
A proteína de soja texturizada tem cerca de 50% de proteína (antes de ser reidratada) e, depois de cozinhada, tem uma textura idêntica à de carne picada. Para além do granulado fino, existe também proteína de soja texturizada em pedaços maiores (mas não costuma ficar tão saborosa).
Dado que se trata de um alimento bastante processado, não é muito recomendável como opção frequente.

Leite Vegetal

Bebida Soja
O leite vegetal mais popular entre os veganos é o leite de soja, mas também existe leite de aveia, leite de arroz e leite de amêndoa, entre outros. Os diferentes leites veganos têm sabores bastantes distintos e os leites de soja também variam bastante de sabor consoante a marca.
A maioria dos leites vegetais é enriquecida com cálcio numa quantidade idêntica ao existente no leite de vaca, pelo que esses leites vegetais são uma fonte de cálcio equiparável ao leite de vaca.
Não te assustes se experimentares algum leite de que não gostes. Quase de certeza que há outros leites vegetais com um sabor que te agrade mais (os leites de soja simples mais saborosos costumam ser os que incluem aroma de maçã).

Iogurte Vegetal

Iogurte Soja
Existem muitos iogurtes vegetais à disposição dos veganos que são tão ou mais saborosos que as alternativas de origem animal. A maioria dos iogurtes veganos é feita de soja e contém as benéficas bactérias probióticas que ajudam a fortalecer a flora intestinal. Não confundir os iogurtes com as sobremesas de soja: os iogurtes são nutricionalmente mais interessantes, pois tratam-se de alimentos fermentados.
Para além dos iogurtes veganos que é possível encontrar nas lojas de produtos naturais/dietéticos, existem diversos iogurtes vegetais na maioria dos supermercados. Algumas marcas disponíveis em supermercados incluem: Alpro, Soja Sun, Danone Savia e Soywell (Lidl).

Margarina Vegana

Margarina Vegana
A margarina é um alimento muito popular para barrar o pão, mas a maioria das margarinas vegetais não são veganas, pois contêm soro de leite (para além de vitamina D e A, que poderão ser também de origem animal).
Felizmente, podes encontrar margarina Alpro, que é vegana, à venda na maioria dos supermercados e hipermercados. As lojas de produtos naturais/dietéticos costumam ter outras alternativas veganas e biológicas, como a margarina Vitaquell ou a margarina Provamel.

Queijo Vegetal

Queijo de Soja
Para muitos veganos, o queijo é o alimento de origem animal que mais lhes custou abandonar. No entanto, cada vez há mais oferta de queijos vegetais com um sabor muito idêntico ao queijo de origem animal, pelo que podes continuar a desfrutar de um paladar semelhante ao do queijo sem contribuíres para a exploração animal.
Existem queijos veganos de diversos sabores e consistências, sendo inclusive possível utilizá-los em pizas veganas. Por exemplo, podes usar o queijo vegetal Mozarella da Provida, previamente misturado com azeite e água (fica em creme). 30 g de queijo + 30 g de azeite + 80-100 g de água misturados com a varinha dá um creme interessante para piza ou outro cozinhado. Mas é importante usar um azeite com acidez muito baixa (0,5 ou menos), senão fica a saber a azeite (que não é o objectivo).

Maionese Vegetal

Maionese Vegetal
Podes encontrar maionese vegana da marca Granovita (Mayola) à venda nas lojas de produtos naturais/dietéticos e maionese vegana da marca Diese à venda na maioria dos supermercados e hipermercados.
Ao contrário do que possa parecer, também é relativamente simples fazer maionese vegetal caseira. Basta utilizares uma quantidade idêntica de azeite ou óleo vegetal e de leite de soja, um pouco de sumo de limão ou vinagre, e uma pitada de sal e pimenta. Mistura todos os ingredientes com uma varinha ou robô de cozinha, excepto o óleo, o qual deve ir sendo gradualmente acrescentado à mistura (enquanto está a ser mexida) até obteres a consistência desejada para a maionese.

Salsichas Vegetais

Salsichas Vegetais
Existem salsichas veganas que são tão ou mais saborosas do que as versões de origem animal. Mas, lamentavelmente, a maioria das salsichas sem carne à venda no mercado contém albumina de ovo.
Uma marca que tem excelentes salsichas veganas é a Taifun (que podes encontrar em algumas lojas de produtos biológicos). Outra marca com salsichas veganas é a Viana, sendo possível encontrá-las nas lojas Celeiro ou encomendar através da Dietimport.

Hambúrgueres Vegetais

Hambúrgueres Vegetais
Os veganos também podem comer hambúrgueres com batatas fritas quando lhes apetece! Existem diversas marcas que vendem hambúrgueres veganos. A Natursoy tem alguns hambúrgueres veganos muito bons, mas nem todos os hambúrgueres da marca são integralmente vegetais. Outra marca com hambúrgueres veganos é a La Finestra Sul Cielo (à venda em algumas lojas de produtos biológicos).
Podes encontrar (ou encomendar) hambúrgueres veganos em lojas de produtos naturais/dietéticos.

Enchidos e Fumados Vegetais

Enchidos e Fumados Vegetais
Os tradicionais chouriço ou farinheira de carne também estão disponíveis em versões veganas e o sabor é capaz de enganar os mais distraídos. Se quiseres fazer uma feijoada para deixar os omnívoros de boca aberta, o chouriço vegetal é uma boa opção.
Encontram-se à venda em lojas de produtos naturais/dietéticos e também em hipermercados.

Preparados Orientais

Preparados Orientais
Existem alguns preparados orientais (incidentalmente) veganos, tais como crepes chineses e chamuças, que podes encontrar em supermercados e hipermercados e que podem ser bastante práticos quando se pretende elaborar uma refeição rapidamente ou para usar como aperitivo.
Os crepes chineses da marca Maggi são veganos e encontram-se à venda na maioria dos supermercados e hipermercados. No Lidl, podes encontrar embalagens com 8 chamuças e 8bhajji de cebola veganos bastante bons — o produto encontra-se na zona dos congelados e denomina-se Vitasia: 16 mini-snacks indianos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pesos & Medidas


Cereais
Arroz : ½ xícara de chá (50g) por pessoa
Feijões e ervilhas: ½ xícara de chá (50g) por pessoa
Lentilhas e grão de bico : 1 xícara de chá rasa (100g) por pessoa
Obs.: Quando os cereais forem ingredientes em sopas, uma porção será suficiente para duas pessoas.

Legumes e verduras
Abobrinha: 1 média por pessoa
Alcachofra: 1 grande por pessoa
Aspargos: 300g por pessoa
Batatas: 200g por pessoa
Beringela : ½ por pessoa
Beterraba: 200g por pessoa
Brócolos: 200g por pessoa
Cenoura: 150g por pessoa
Cogumelos: 100 a 150g; como guarnição, 50g por pessoa
Couve: 200g por pessoa
Couve de Bruxelas: 150g por pessoa
Couve flor: 150g por pessoa
Espinafre: 350g por pessoa
Milho verde (sem sabugo) 100g por pessoa
Pepinos: 150g por pessoa
Pimentão: 1 grande por pessoa
Salada: 80 a 100g por pessoa
Salsão: 1 rama para três pessoas
Tomates: 1 grande por pessoa
Vagem: 200g por pessoa

Massas:
120g por pessoa
Na sopa: 20g por pessoa

Volumes:
Uma pitada = 1/8 de colher de chá
1 colher de sopa = 3 colheres de chá
¼ de chávena/xícara = 4 colheres de sopa
1/3 de chávena/xícara = 5 colheres de sopa mais 1 colher de chá
½ chávena/xícara 8 colheres de sopa
1 chávena/xícara = 16 colheres de sopa
1 litro = 4 chávenas/xícaras

Para medir ingredientes secos, despeje no medidor até ultrapassar um pouco a borda, sem apertar. Em seguida, nivele com uma faca a superfície, deixando-a lisa.

Para medir gorduras, coloque na xícara ou na colher de medida até chegar à borda. Passe a faca para nivelar a superfície.

Obs.:
Estas medidas foram consideradas para se ter uma idéia da quantidade de cada alimento como um acompanhamento. Assim fica mais fácil fazer as compras. Ela serve como orientação e não como uma regra para ser seguida ao pé da letra. Leve em conta o bom senso e, principalmente, seu apetite.

Glossário

Existem certos termos técnicos empregados na maioria dos livros de culinária, inclusive este. Mas já que ninguém é obrigado a nascer sabendo o que significa “ligar”, “lavar em várias águas”, “dourar” e assim por diante, este glossário foi elaborado. Leia para evitar certas confusões, compreensíveis, porém muito contraproducentes:

Refogado: é a mistura de um ou vários temperos, fritos em gordura quente. O mais simples é feito colocando uma colher de sopa de gordura ( margarina, óleo, azeite) em uma panela. Quando estiver quente (mas não queimando), adicione uma cebola picada, ou dois dentes de alho picados. A cebola deve amolecer, ficar macia e transparente sem queimar. O alho fica crocante, mas se tostar demais vai dar um gosto amargo às preparações. Refogados mais incrementados levam cebola, alho, tomates, salsinha, louro, pimenta. Eles são a base para diversos pratos como molho de tomates, arroz, tempero para feijão e assim por diante.

Dourar: para dourar legumes é preciso tostar esses ingredientes (em pedaços ou inteiros) em pouquíssima gordura, numa panela bem quente e sem tampa, até que todos os lados adquiram uma coloração dourada ou formar uma casquinha bem “bronzeada”.

Lavar em várias águas: esta água deve ser trocada a cada duas horas. Ou então coloque os ingredientes em uma bacia dentro da pia, sob a torneira, e deixe um fio de água cair sobre eles de acordo com o tempo pedido pela receita.

Cozinhar no vapor: existem panelas especiais, divididas em duas seções, especialmente projetadas para este fim: na parte de baixo coloca-se água e na parte superior encaixa-se uma outra panela parecida com o escorredor de macarrão. Nesta última serão colocados os ingredientes para cozinhar no vapor. Para improvisar, é necessário uma panelona, de boca larga, em cuja boca será adaptado um escorredor de macarrão ou uma peneira. Assim, os alimentos recebem apenas o vapor. Na água que vai produzir o vapor podem-se colocar temperos, tais como grãos de pimenta do reino e maços de cheiro verde. Para preparar , verduras e legumes.

Flambar: significa despejar sobre os ingredientes - crus ou já prontos - uma dose de bebida de alta graduação alcoólica, como conhaque ou licor e atear fogo (com um fósforo ou inclinando a panela de modo a “acender” o líquido com a chama do fogão). Isso serve para diminuir o teor alcoólico da bebida e deixar apenas o sabor da mesma e ainda para esquentar certas preparações.

Reduzir: esse procedimento é aplicado em preparações que contêm muito líquido. Quando se reduz, faz-se com que a maior parte da água evapore restando ao fim um extrato ou molho espesso. Para tanto é necessário que o fogo esteja de baixo para médio e a panela destampada.

Ligar ou engrossar: esse método é pedido para tornar mais espessa, cremosa e homogênea uma preparação líquida. Dissolve-se uma pequena quantidade de farinha de trigo (uma colher de sobremesa ou de sopa, dependendo da quantidade de líquido) em uma xícara ou copo com água, leite ou caldo. Para evitar que fique cheio de grumos , coloque primeiro a farinha e vá adicionando aos poucos o líquido. Misture bem e despeje na preparação.

Banho-maria: consiste em esquentar ou preparar uma receita, sem que os ingredientes tenham contato direto com o fogo ao mesmo tempo em que recebem calor por todos os lados. a) Banho-maria no forno: coloque dentro de uma assadeira o vasilhame - panela ou pote refratário - (que suporte o calor) com a preparação e despeje água na assadeira. Leve ao forno bem quente e cozinhe de acordo com o tempo especificado pela receita. b) Banho-maria no fogão: coloque o vasilhame com a preparação dentro de uma panela com água. Leve ao fogo e tampe, se pedido pela receita.

Gratinar: levar uma preparação ao forno para formar uma casquinha crocante ou dourar. É preciso salpicar a superfície com farinha de rosca

Untar: passar óleo, azeite ou outro tipo de gordura em uma panela ou assadeira. Geralmente é pedido para preparações no forno, como tortas e bolos. Quando a receita diz untar e enfarinhar, é porque o risco da preparação ficar grudada é grande. Nesse caso, após passar a gordura, junta-se um pouco de farinha de trigo e espalha-se bem por toda a superfície da assadeira.

Obs.:
Escorredor: é aquela bacia, de forma arredondada, cheia de furinhos. Use de metal ou de plástico super resistente, senão ao invés de uma preparação no vapor, no máximo você vai ter uma escultura .
Flambar: para primeiros-socorros em caso de queimadura, se a pele apenas ficar avermelhada, lave bem sob água corrente. Não use pasta de dente, só piora.
Grumos: pelotas, bolinhas, caroços, que se formam se a farinha não for bem dissolvida.

Temperos



A função dos temperos é a de realçar ou modificar o sabor dos alimentos. Assim é possível, usando um mesmo legume, variar a cada refeição: um dia abobrinha ao curry, noutro, alho e óleo, ou com cebola tomate e orégano e assim por diante. Fique claro que temperos em excesso podem também estragar seu prato.

Açafrão: condimento, aromatizante e colorante, o açafrão é o estigma de uma flor, de cor acobreada . Caríssimo, é comercializado seco ou em pó.

Alecrim: erva aromática , de origem mediterrânea. Pode ser utilizada fresca ou então desidratada.

Alho: os dentes que constituem o bulbo podem ser utilizados em quase todas as receitas (menos nas de doces). Prefira os frescos, que devem ser guardados fora da geladeira. Não use os purês de alho, nem os preparados de alho com sal.

Canela: a canela comercializada em pó é a casca moída de uma planta originária do Ceilão que chegou à Europa trazida por mercadores fenícios. É usada para temperar doces e também em sopas, com moderação. A casca em pedaços é usada no quentão junino e para preparar caldas.

Cebola: da mesma família do alho, também é muito versátil. Assim como o alho, não compre purês nem pastas, cebola fresca tem muito mais sabor. Descasque - as primeiras casquinhas, secas - sob o jato de água para não chorar .

Cebolinha/cebola de cheiro: parenta da última, usa-se além do pequeno bulbo que se encontra na base, as folhagens verdes. Existe à venda a cebolinha desidratada. Nunca fica igual à fresca.

Cominho: muito utilizado em pratos indianos, vai bem com legumes. Compra-se em pó.

Cravo: botão de uma flor, colhido antes de desabrochar, utilizado seco. Para fazer doces, compotas, biscoitos e bebidas mas vai também com alguns cozidos.

Curcumã: conhecido no Brasil como açafrão-da-terra, é um dos ingredientes para preparar o curry. Serve também de corante e deixa tudo amarelo.

Estragão: o mais francês dos temperos é originário do sul da Ásia. Indicado para saladas verdes (aromatizando o vinagre de vinho).

Louro: usam-se na cozinha as folhas desta pequena árvore, que estimula o apetite e ajuda na digestão. Ideal para temperar feijão e sopas. Você também pode fazer uma coroa com as folhas e se sentir o próprio César.

Manjericão: pequeno arbusto, cujas folhas - delicadas e muito perfumadas - são usadas em quase todos os molhos de tomate. Sempre coloque na panela ao fim da preparação, assim seu perfume permanece por mais tempo.

Noz-moscada: é uma pequena noz, seca, que deve comprada inteira e ralada na hora sobre uma infinidade de coisas, como: purê de batatas, molho branco, sopas e massas.

Orégano: pequenas folhas, geralmente secas, que são utilizadas principalmente nos molhos de tomate. Seu sabor é bem forte, não abuse.

Pimenta do reino preta/ branca/verde: compre sempre os grãos das duas primeiras e moa na hora, o gosto vai ser especial. Use a pimenta branca quando estiver fazendo molho branco, assim não vai parecer que tem sujeirinha nele. A verde é vendida em conserva, tem sabor acentuado porém não é tão picante. Não é necessário moer.

Pimenta vermelha: parece um pimentão miniatura e esticado. É a base do molho de pimenta e do tabasco. As sementes são a parte mais forte. Pode ser usada seca ou ao natural. Quando trabalhar com elas, lave bem, mas muito bem as mãos depois de terminar. Arde mesmo.

Salsinha: erva que pode ser utilizada em pratos frios e quentes. Prefira a fresca ao invés da desidratada. Existe também a variedade crespa.

Sálvia: de cor acinzentada, aroma agradável, vai muito bem em massas e molhos.

Timo: tamanho não é documento. As folhas deste arbusto são minúsculas mas o gosto é extra-forte. Use com moderação.


Termos de Cozinha

 Portugal   -  Brasil


Aconchegar - Apertar
Aquecer - Esquentar
Arrefecer - Esfriar
Assar :cozinhar
Almofariz - Pilão
Boião - Pote
Biológico : Orgânico
Chávena - Xícara
Decoração - Acabamento
Esmagar - Socar
Espumadeira - Escumadeira
Estaladiço - Crocante
Estufar - Cozinhar com a panela tampada
Fervedor - Leiteira
Frasco - Vidro
Frigorófico - Geladeira
Fio de cozinha - Barbante
Fumado - Defumado
Lume - Fogo
Lume brando - Fogo brando
Tacho/Panela - Panela
Panar - Empanar
Panela tapada - Panela tampada
Passe-vite : Passapurê
Película aderente : Filme transparente
Pequeno almoço : Café da manhã
Picadora : Processador de alimentos
q.b. (quanto baste) - a gosto
Ramo - Maço
Varinha mágica - Mixer


Ingredientes

Alho Francês - Alho Poró
Açafrão das Índias - Curcuma, Açafrão da Terra
Açúcar em pó - Açúcar de Confeiteiro
Açúcar amarelo : Açúcar de cor acastanhada, não refinado
Aguardente - Pinga
Aipo - Salsão
Alperce - Damasco
Alfazema - Lavanda
Ananas : Abacaxi
Aneto (endro) : Dill
Caril - Curry
Bola : Pãozinho rústico
Bolinho : Pastel
Brócolos : Brócolis
Bulgur : Trigo para quibe
Cebolinho : Ciboulette
Chouriço vegetal: Linguiça vegetal
Colorau : Páprica
Cogumelos - Champignons
Crepe : Panqueca
Cebolo - Cebolinha verde
Coentros frescos - Cheiro-verde (Nordeste)
Cubo de caldo - Tablete de caldo
Côdea (do pão) - Crosta
Curgete (ou courgette) - Aboborinha Italiana
Espargos - Aspargos
Esparguete - Espaguete
Empadão - Escondidinho, Torta
Erva-cidreira : Melissa, capim-cidreira
Farinha de Milho - Fubá
Feijão-frade - Feijão fradinho
Feijão-verde - Feijão Vagem
Fermento padeiro : Fermento biológico fresco
Gelado - Sorvete
Gnocchi : Nhoque
Grelo : Broto, rebento
Ketchup - Catchup
Massa - Macarrão
Molho de Soja - Shoyu
Molho picante, molho de piri-piri : Molho de pimenta
Mozzarella - Mussarela
Natas de soja - Creme de leite de soja
Oregãos - Orégano
Óleo de Palma - Azeite de Dendê
Pão de véspera - Pão amanhecido
Pão pita - Pão sírio
Pão ralado - Farinha de rosca
Panar : Empanar
Pastel : Bolinho
Pimentão doce : Páprica
Piri-piri - Pimenta Malagueta
Pinhões - Pinoles
Papel Vegetal - Papel manteiga
Passa de uva - Uva passa
Pimenta preta - Pimenta do reino
Pimentos - Pimentão
Palitotos de la reine - Biscoito champagne
Queijo creme - Requeijão cremoso
Queijo flamengo - Queijo prato
Queque - Muffin
Malagueta - Pimenta dedo de moço
Rissóis - Rissoles
Rebento de Soja - Broto de feijão
Requeijão - Coalhada
Salsa - Salsinha
Salva : Sálvia
Sandes : Sanduíche
Sésamo : Gergelim
Sumo : Suco
Sultanas - Uva Passa Branca
Sumo - Suco
Tarte - Torta
Tartelete : Tortinha
Torta - Recambole
Vinho de arroz : Saquê

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Chá: um estimulante suave

A introdução na Europa da bebida preparada com a infusão das folhas de chá deve-se aos Holandeses, no século XVIII.

A planta, originária do Assuão Superior e de Manipur, começou a ser cultivada na China e na Índia, e, depois de divulgada por Fernão Mendes Pinto, em muitas outras partes do Mundo.
Há momentos em que parece não haver nada mais revigorante do que uma chávena de chá, mas, na verdade, o valor nutricional desta bebida é reduzido - se bem que, com o leite ou o açúcar que geralmente lhe são adicionados, possa conter cerca de 40 calorias. Contudo, os estimulantes presentes no chá, como a cafeína, podem acelerar a frequência cardíaca, aumentar a vivacidade mental e auxiliar a função respiratória através da dilatação das vias aéreas. Uma única chávena de chá fornece cerca de 40 mg de cafeína, quase o dobro da quantidade presente na maior parte das bebidas à base de cola e cerca de dois terços da que existe numa chávena de café instantâneo.
Contudo, os taninos do chá não são benéficos. Se é certo que o tornam mais encorpado, podem, por outro lado, interferir com a absorção de ferro, sobretudo se o chá for tomado a acompanhar alimentos ricos em ferro. As crianças pequenas não devem beber chá, pois o seu aparelho digestivo tem menos capacidade de aguentar os estimulantes químicos presentes no chá, havendo por isso a possibilidade de virem a sofrer de anemia ferripriva.
Os taninos também podem manchar os dentes, sobretudo próteses dentárias. Não devem ser usados elixires orais com cloro-hexidina imediatamente antes de se tomar chá, pois essa substância química pode acentuar a capacidade de causar manchas.
O chá também contém níveis consideráveis de quercetina, um dos muitos compostos químicos naturais designados por bioflavonóides. Apesar de, numa primeira fase, as investigações terem indicado que a quercetina poderia ser responsável pelo aparecimento de cancro, trabalhos mais recentes sugerem que a ingestão de quantidades elevadas de bioflavonóides, que são antioxidantes fortes, está associada a uma diminuição do risco de cancro e doença cardíaca. Pensa-se mesmo que o chá verde e o chá de Oolong têm propriedades especificamente anticancerígenas. Contudo, as provas ainda não são consistentes, e os resultados animadores obtidos em laboratório ainda não foram reproduzidos através de estudos sobre a população.
Outros componentes do chá, além dos aromatizantes que lhe são adicionados, como a bergamota, por exemplo, incluem flúor (0,25 mg por chávena) e manganés (0,5 mg por chávena).
As pessoas que sofrem de úlceras pépticas devem evitar chá preto forte, porque, como o café, o chá estimula a secreção de ácidos gástricos, podendo provocar irritação; em vez disso, devem beber chá fraco com leite também parece que o chá desencadeia enxaquecas em pessoas sensíveis; desconhece-se, contudo, se isso se deve ao seu teor de bioflavonóides ou de cafeína.

CHÁS DE ERVAS AROMÁTICAS:
Estes chás, tisanas ou infusões, preparados com as folhas, as flores e os frutos de muitas plantas, têm vindo a tornar-se cada vez mais apreciados. A muitos deles são atribuídas virtudes medicinais, apesar de ainda haver poucas provas científicas que justifiquem tais afirmações. Existe actualmente à venda em lojas dietéticas, ervanárias e supermercados uma gama vastíssima de chás de ervas, mas os remédios à base de ervas podem ser preparados de forma fácil e segura em casa. Calcule uma colher de chá da planta seca (ou duas de folha fresca) por chávena. Deite água a ferver por cima, tape e deixe em infusão cerca de 5 minutos; passe pelo passador antes de beber. Pode adoçar o chá com mel ou açúcar.

O chá de camomila é desde há muito utilizado para aliviar a indigestão, acalmar os nervos e reduzir a ansiedade. Diz-se também que ajuda a induzir o sono. Pachos de algodão embebidos no chá arrefecido têm um efeito calmante quando aplicados sobre olhos inflamados, com prurido ou cansados.

O chá de folhas de taráxaco, ou dente-de-leão, pode ser um diurético eficaz, ajudando a eliminar os líquidos em excesso.

O chá de flor de sabugueiro é reconfortante em casos de gripe, catarro ou dores nos seios perinasais; dizem que é anti-inflamatório e faz transpirar. Também é útil para problemas de pulmões e alivia a febre-dos-fenos.

O chá de sementes de funcho ajuda à digestão devido à presença de uma substância rica em anetol, reduzindo náuseas e aliviando a distensão do abdómen devido a gases. Se for tomado pela mãe em período de amamentação, diz-se que aumenta o fluxo de leite e ao mesmo tempo alivia as cólicas ou gases do bebé. Pensa-se que as sementes de funcho estimulam a menstruação, devendo por isso ser evitadas por mulheres grávidas.

O chá de flor de alfazema é uma bebida relaxante; deve ser tomado antes de deitar para ajudar a induzir o sono.

O chá de erva-cidreira, que é melhor se for feito com folhas frescas, alivia a tensão sem provocar sonolência. Também pode ajudar a digestão, acalma os nervos e alivia estados febris.

O chá de flor de tília é calmante. Diz-se que alivia dores de cabeça de stress, diminui a agitação, reduz a tensão nervosa e ajuda a dormir. Foi usado pelos médicos durante a 11 Guerra Mundial como tranquilizante suave. Também pode baixar a febre nas constipações e gripes.

O chá de folha de urtiga é um tónico que contém vitaminas e minerais, incluindo ferro. Pode atenuar reacções alérgicas, como febre-dos-fenos e urticária.

O chá de folhas de hortelã-pimenta é óptimo para beber depois de uma refeição substancial, pois ajuda a digestão e alivia a flatulência. Pode ajudar a controlar as náuseas e é útil para tratar constipações e gripe, sobretudo quando combinado com flor de sabugueiro.

O chá de folha de framboesa é ligeiramente adstringente, podendo ser usado como elixir oral ou colutório em infecções de garganta. Diz-se que, bebido regularmente durante as semanas de gravidez, reduz a duração das dores e facilita o trabalho de parto. Contudo, não deve ser tomado no início da gravidez, pois pode provocar um aborto.

O chá de alecrim é tomado geralmente como revigorante de manhã ou em períodos de cansaço. Pode aliviar as dores de cabeça e problemas de indigestão. Diz-se ainda que pode melhorar a memória e o estado de humor.

O chá de cinorrodo, fruto da silva-macha, esmagado e picado, é rico em vitamina C e diz-se que pode ajudar a evitar constipações e infecções. Se juntar a este chá umas gotas de sumo de limão ou um pedaço da casca de limão, realça o seu sabor suave.

O chá de tomilho é recomendado para todos os tipos de infecções, incluindo constipações, gripe, bronquite, dores de ouvidos e sinusite. Também se diz que alivia o mal-estar causado por indigestão e levanta o moral.

CHÁ GELADO:
Em 1904, um comerciante inglês de nome Richard Blechynden encontrava-se de visita a Nova Iorque para fazer a promoção do chá da Índia. Num dia tórrido, na Feira Mundial de St. Louis, vendo que tinha poucos clientes, Blechynden decidiu deitar chá sobre cubos de gelo - nascera o chá gelado.
Os especialistas aconselham o seguinte método de preparação: deite 60 g de chá em 1,2l de água fria e deixe em infusão pelo menos 3 horas ou durante a noite. Coe o chá para um jarro grande e mantenha frio. Coloque cubos de gelo nos copos, deite o chá e sirva; pode juntar uma rodela de limão.
Muitas pessoas adoçam o chá com um pouco de açúcar; outras servem com folhas frescas de hortelã.

ATENÇÃO: Certas infusões de plantas usadas pelas medicinas alternativas podem conter substâncias potencialmente nocivas - as mulheres grávidas não as devem tomar. Os alcalóides de pirrolizidina, por exemplo, presentes em mais de 300 espécies vegetais, incluindo a consolda, têm sido associados a lesões do fígado. Assim, o chá de consolda só deve ser usado com objectivos medicinais.

Benefícios do chá:
- É um estimulante suave
- Contém quercetina, um antioxidante que pode reduzir o risco de doença cardíaca e cancro.

Inconvenientes do chá:
- Reduz a absorção do ferro dos alimentos se bebido à refeição
- Os taninos podem manchar os dentes
- Pode causar enxaquecas em pessoas susceptíveis
- Pode provocar irritação gástrica.

Fonte

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O Açucar Branco e Outros Perigos da Alimentação Moderna

Autor: Marcio Bontempo






Açúcar branco
   Não existe na natureza nenhum tipo de composto isolado e concentrado como a sacarose - o açúcar refinado. Todos os alimentos são compostos. Ele, o açúcar, é obra do homem, que conseguiu a façanha de retirar de um alimento integrado, como a beterraba e a cana, apenas um princípio químico ativo. Portanto, o açúcar refinado deve ser visto como uma droga, de preferência em duplo sentido, de modo a evidenciar a sua realidade.
   A natureza sempre forneceu-nos energia química, representada pela glicose e compostos semelhantes, presentes em estruturas de cadeias moleculares mais complexas, os açúcares compostos, os amidos, encontrados nos cereais, nas frutas, nos tubérculos, nas raízes, etc. O organismo sempre contou com a mastigação para digerir o amido na boca, pela ação da ptialina, enzima capaz de quebrar as cadeias moleculares de modo a obter glicose, frutose, dextrose e outros açúcares primários, capazes de gerar energia quando assimilados. Com a “descoberta” do açúcar refinado, criou-se um elemento novo para o organismo, capaz de fornecer imediatamente uma enorme carga de glicose. E sem exigir mastigação (uma vez que o açúcar é ingerido diretamente dissolvido nas bebidas e comidas). Só que o organismo não contava com isso. Acostumado há milênios com o contato com o amido, a frutose, etc, agora ele passou a trabalhar com uma nova informação: a presença de cargas super rápidas de glicose.
   Antes do surgimento do açúcar não era costume acrescentar nenhum adoçante aos alimentos. Apreciava-se o sabor natural de tudo. A idéia de adoçar as bebidas e os alimentos surgiu há pouco mais de dois séculos (e intensificou-se nos últimos cinqüenta anos). Depois do incremento do plantio da cana-de-açúcar na América, a Europa criou um mercado consumidor que se ampliou enormemente; mesmo assim, o açúcar consumido pelos ingleses, franceses, alemães, espanhóis e os demais, era o açúcar mascavo marrom, muito forte e carregado, mais destinado à fermentação precoce da cerveja e do vinho que para adoçar tortas, bolos, compotas e, muito menos, sucos, leite matinal, etc.
   O paladar dos povos do passado era voltado para a apreciação do sabor conforme a natureza do próprio alimento; os burgueses da França de Luiz XV, por exemplo, preferiam o pão integral bruto, com sabor forte de trigo, aos croissants e brioches consumidos pela Corte, adoçados com o mascavo oriundo do caribe; eles achavam esses alimentos enjoativos e sem capacidade de sustentar um trabalhador, um soldado ou um agricultor; apenas os aristocratas de vida sedentária e tediosa poderiam dispor dessas guloseimas feitas com farinha empobrecida e repleta de açúcar formador de gases intestinais.
   Os exércitos, antigamente, também não consumiam açúcar. Se o fizessem, talvez precisassem de um contingente de igual número de homens para transportar toneladas de sacos do mascavo necessário para "energizar" dez, vinte, cinqüenta ou cem mil pessoas...
   Quanto ao mel ou outras formas de açúcares, também não havia o hábito de acrescentá-los aos alimentos.
   O açúcar é prejudicial á saúde por ser um produto muito concentrado que desestabiliza os mecanismos de compensação do organismo e exige complementação bioquímica, o que produz perdas minerais (cálcio, magnésio, etc.) crônicas e constantes.
   Hoje as pessoas praticamente viciaram-se no açúcar e, só nos Estados Unidos, a média de consumo de açúcar é de aproximadamente 300 gramas por pessoa. Isso significa 9 quilos de açúcar por mês e... Cerca de 100 quilos por ano!
   Se entendermos que o açúcar é totalmente desnecessário para o organismo, que todo açúcar que o corpo precisa ele retira dos alimentos comuns (glicose) e que todo excesso de açúcar tem efeito desequilibrante, então podemos ter uma breve idéia dos perigos que o hábito representa. O consumo de açúcar está ligado às seguintes doenças:
  • ARTERIOSCLEROSE
  • HIPERCOLESTEROLEMIA
  • CÂNCER
  • HIPOGLICEMIA
  • CÁRIES DENTÁRIAS
  • OBESIDADE
  • DEFICIÊNCIA IMUNOLÓGICA
  • OSTEOPOROSE
  • DEPRESSÃO PSÍQUICA
  • REUMATISMO
  • DIABETES MELITO
   O hábito de consumir açúcar branco é hoje considerado uma das causas do aumento da incidência do diabetes. Como vimos, o organismo humano está preparado para receber a glicose proveniente dos cereais, frutas, legumes, leguminosas, etc. A glicose é importante como fonte de energia para as células. Normalmente, temos glicose suficiente reservada no fígado (sob a forma de glicogênio, ou na própria capa gordurosa, que se desdobrando fornece energia). Isto explica porque antigamente não necessitávamos de açúcar branco, nem mesmo o mascavo, mel etc. Esta glicose (ou a frutose) é derivada da quebra da molécula do amido, o que permite uma assimilação lenta do nutriente; daí o amido ser considerado um “açúcar lento”. O açúcar branco fornece cargas muito rápidas e imediatas de glicose, por isso é chamado de “açúcar rápido”. Cada molécula de sacarose possui apenas duas moléculas de glicose, que são separadas muito rapidamente no tubo intestinal. Esse fato engana o metabolismo glicídico, que envolve reações muito complexas das quais participam enzimas, insulina, mediadores químicos, mecanismos de feedback, etc. Sabendo-se que o corpo humano está “programado” para lidar bem com o açúcar lento, de modo a poder metabolizá-lo convenientemente, obedecendo aos parâmetros autoreguladores, quando se ingere uma quantidade grande de açúcar branco, o organismo se confunde e acaba se desregulando com o tempo.
   Há um mecanismo de regulação dos níveis de glicose no sangue que procura manter entre 70 e 120 mg. por 100 ml. Quando este nível é ultrapassado, um pouco mais de insulina é liberado para compensar e manter essa taxa normal. Um simples sorvete pode provocar elevações dos níveis de glicose acima de 300 mg. mas, apenas, num trecho de 100 ml. de sangue. E este é o problema: o nível de glicose se eleva num pequeno trecho do sangue proveniente dos intestinos, onde o açúcar foi rapidamente assimilado; os sensores do fígado e do pâncreas “avisam” o cérebro de que a quantidade de glicose captada é de “300 mg”.e este determina a liberação de insulina relativa a essa quantidade, que não é uma realidade para a totalidade do sangue circulante. Isto ocorre porque a “programação” biológica do organismo é para a assimilação de açúcar “lento”, que, sendo assimilado gradativamente, permite uma saturação de glicose também lenta e de modo bem distribuído. Esta situação acontecendo vez ou outra não causa problema, mas desde que seja constante, através dos anos - como mostra a realidade dos hábitos alimentares modernos - produz um condicionamento metabólico e bioquímico com a liberação constante de insulina um pouco além do normal. Com isto há uma tendência a se instalar uma situação de constante baixa dos níveis de glicose (hipoglicemia reativa ou funcional), apesar de se consumirem quantidades elevadas de açúcar (glicose). A pessoa desenvolve, assim, uma necessidade constante de doces ou açúcar, que pode ser crescente, transformando-se, freqüentemente, em compulsão.
   A hipoglicemia é uma situação orgânica variável, que pode afetar as pessoas de várias maneiras. Pode ser imperceptível, com apenas um pouco mais de fome proximamente às refeições, ou algumas tonteiras passageiras e ansiedade, até graus intermediários com sudorese, taquicardia, cansaço, falta de memória, ansiedade mais forte ou depressão que, curiosamente, desaparecem temporariamente com a ingestão de doces. Em graus mais acentuados, a hipoglicemia pode determinar desde distúrbios orgânicos subjetivos, semelhantes a um distúrbio neurovegetativo, com sensações corporais ruins de difícil descrição, pensamentos estranhos e depressão forte. Estes casos, sempre relacionados com certa melhora temporária quando se ingere açúcar, freqüentemente são encaminhados para tratamento psiquiátrico ou psicológico. A única forma de melhora é através da suspensão gradativa do açúcar (tratamento idêntico ao dos toxicômanos e farmaco-dependentes) e adoção de dietas muito controladas.
   À medida que a situação deste tipo de hipoglicemia se mantém, pode acontecer uma falência relativa da capacidade do pâncreas em produzir insulina, elevando-se os níveis de açúcar do sangue (hiperglicemia), surgindo assim o diabetes. Isto, porém depende sobremaneira da predisposição herdada pelo organismo. Pré-diabéticos têm maior tendência para ter hipoglicemia primeiro e, depois, diabetes em graus variáveis, desde aquele controlável com dietas e/ou hipoglicemiantes orais ou aqueles que exigem insulina sintética.
   Esta é a relação do açúcar com o crescimento da incidência de diabetes no mundo, segundo dados oficiais e diversos estudos modernos.
   Por sua ação desmineralizante, antinutriente, condicionante, desreguladora e viciante açúcar é considerado um dos produtos mais prejudiciais ao organismo.
   É importante se consumir os alimentos como a natureza os fornece; portanto, não é preciso acrescentar nada aos sucos, às saladas de frutas, etc. Existem formidáveis receitas de doces caseiros, de tortas e bolos sem açúcar, adoçados apenas pela capacidade culinária, imitada aos antigos, de apurar o açúcar próprio das frutas, ou de usar apenas pequenas quantidade de mel (que não é saudável quando aquecido). Bananas, mangas, laranjas, morangos, tâmaras, etc., possuem o próprio açúcar (frutose), que pode ser apurado por cozimento, bastando acrescentar uma pitada de sal marinho.
   O hábito de usar o açúcar branco surge do condicionamento do paladar desde o nascimento, quando as mamadeiras do aleitamento artificial já recebem sacarose ou outras formas concentradas de açúcares.
   Um dos ensinamentos principais da alimentação natural é o de não fornecer às crianças alimentos adoçados. Nenhum açúcar, ou antes, nenhuma glicose, é necessário ao corpo humano, além daquele presente naturalmente nos alimentos. O raciocínio serve não só para crianças como para adultos, desportistas, doentes, gestantes, lactantes, etc.
   Para que se tenha saúde e equilíbrio é preciso praticar uma alimentação sem açúcar branco, tolerando-se, eventualmente, mel ou açúcar mascavo em algumas guloseimas inevitáveis, como bolos de aniversários, tortas, etc. Para as crianças ou adultos dependentes dos alimentos muito adoçados, convém proceder a uma eliminação gradativa e inteligente dos mesmos; nessa fase, tanto o mel quanto o açúcar mascavo podem assumir uma função importante, até que se estabeleça uma dieta completamente natural.
   Adoçantes artificiais são muito perigosos para a saúde, talvez mais que o próprio açúcar branco; o ciclamato e a sacarina são proibidos em numerosos países devido a seu potencial cancerígeno e teratogênico (deformações no feto). O aspartame, apesar de ser um produto dito "natural", é um derivado sintético da fenilalamina, capaz de produzir vários problemas orgânicos, mas de intensidade menor.
   No caso de necessidade de adoçar, sugere-se a estévia verdadeira (em pó); existem falsificações e misturas de estévia nos chamados "adoçantes naturais" que não são recomendáveis.
   Os perigos da Alimentação Moderna
Açúcar branco.......................(Diabetes, hipoglicemia, cáries, osteoporose)
Enlatados............................................................(Carências nutricionais)
Aditivos artificiais.............................(Câncer, leucemia, dislexia, alergias)
Carnes(acomp: hormônios).......................(Câncer, depressão, impotência)
Trangênicos............................................(Depende do acompanhamento)
Presunto, frios................................(Câncer, miomas, cistos, menopausa)
Hamburgers, etc.............................................(Colite, anemia, carências)
Farinhas brancas..................................................(Carências nutricionais)
Sal refinado............................................................(Tireóide, Alzheimer)


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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Dicas: Descascar castanhas



Parece-me que a maneira mais fácil é dar-lhes um golpe e levá-las ao forno num tabuleiro, mas sem deixar assar, ou seja, ficam no forno apenas até abrir a casca. Há sempre uma ou outra que é mais "teimosa" e não quer largar a casca, mas geralmente descascam muito bem.

Atenção que comê-las cruas pode causar flatulência.
Cozinhar sempre com erva-doce ou Funcho.

Normalmente o funcho é utilizado na cozedura ou para assar castanhas. A razão não é meramente aromática, mas sim para aliviar os efeitos secundários de comer castanhas: a flatulência. Pode ainda aliviar outros efeitos gástricos como a colite e o mau hálito. O funcho ajuda a favorecer a lactação nas mulheres que amamentam.

Congelamento e descongelamento de alimentos


Truques e Dicas
Ocupe no máximo 75 % da capacidade de seu congelador ou arca frigorifica. Nunca "lote" completamente, porque assim o ar não terá espaço para circular.

Nunca deixe de datar o alimento, colocando os mais antigos à frente, para serem utilizados primeiro.

Se a energia faltar, evite abrir o frigorifico.

Se o frigorifico deixar de funcionar por algum defeito ou mesmo por falta de energia elétrica, não recongele os alimentos. Os pratos prontos devem ser consumidos imediatamente e os alimentos crus devem ser cozidos antes de preparados.

Congelamento
Os alimentos devem ser bem embrulhados, para que não haja desidratação ou queimaduras provocadas pelo gelo. De seguida meta-os em sacos de plástico, feche-os bem e congele.

Use sacos de plástico para frutas e legumes. Para congelar liquidos em sacos, coloque o saco num recipiente de plástico rígido antes de o encher. Uma vez cheio, leve-o, aberto, ao congelador ou arca frigorífica. Depois de o liquido estar congelado, tire o saco do recipiente, feche-o, etiquete-o e leve-o de novo ao congelador.

Tenha sempre à mão película aderente. Ela ser-lhe-à muito útil para embrulhar legumes ou para tapar pudins e tartes, por exemplo.

Os recipientes descartáveis de papel de alumínio são ideais para acondicionar assados e ensopados.

Anote sempre o nome do alimento, peso, data, quantidade de doses e as instruções para o seu reaquecimento. Use nesta operação lápis de cera, para que a escrita não desbote.

Um código de cores pode ser uma maneira eficaz de diferenciar os alimentos. Porque os recipientes de plástico rígido, indicados para congelamento, têm diversas cores, podem, desta forma, os alimentos do mesmo tipo ser referênciados com idêntica cor.

LEGUMINOSAS
As leguminosas devem ser branqueadas antes de serem congeladas: depois de bem limpas, devem ser mergulhadas em água a ferver, retiradas imediatamente, por água fria e então congeladas. Assim, manterá características como sabor, cor e textura.

HORTALIÇAS
Lave as hortaliças cuidadosamente em água corrente fria e deixe de molho por 30 minutos com duas gotas de cloro ou lexivia (ou Vinagre) para cada litro de água e mexe-se bem para perderem a terra se ainda a tiverem. Retire-os do recipiente, sem despejar a água, de modo a que a terra e outras impurezas nele contidos fiquem retidos no fundo

Este procedimento irá deixar o seu alimento limpo. O alimento deverá ser branqueado, isto é cozinhado no vapor. Caso não possua um equipamento próprio, poderá usar uma peneira de alumínio, ou utilizar o microondas. O tempo varia de acordo com a hortaliça. Depois coloque numa vasilha com água gelada . Esse procedimento interromperá o processo de cozimento. Escorra bem e embale (não se esqueça de tirar o ar) e leve ao congelador imediatamente.


NUNCA DEVE CONGELAR:

Verduras de folha, como por exemplo, alface, agrião e espinafres.

Pepino, rabanete e tomate cru não devem ser congelados, assim como qualquer legume que se pretende consumir em saladas.

Batata crua.

Descongelamento
Os produtos congelados, quando são submetidos à congelação com as qualidades inalteradas, não perdem as qualidades originais. Para manterem essas qualidades, a descongelação tem de ser feita eficazmente:

Nunca pôr a descongelar junto a produtos que libertem sabores e odores.

Proteger sempre o produto com pelicula apropiada para o efeito.

Nos produtos que libertam liquidos ao serem descongelados, arranjar forma de que seja feito o escorrimento dos liquidos para um recipiente separado do produto que está a descongelar.

Descongelar os produtos sempre em temperatura de refrigeração (1 a 5 graus).

Colocar o produto a descongelar mais ou menos 24 horas antes de ser consumido, porque é o tempo mínimo que este tipo de descongelação demora.


Sorvetes / Gelados
Evite que o sorvete descongele fora do congelador.
Cerca de 50% do gelado é composto de ar e quando este descongela, o ar sai, fazendo com que a consistência e o volume sejam alterados.

Batatas
Congelar batatas cozidas não é uma boa opção. A batata tende a absorver muita água e esfarela quando descongelada. Mas, se elas estiverem fritas ou na forma de puré não haverá problema.

Frutos
Para se congelar bananas, frite-as, cozinhe ou faça uma pasta.

Para as nozes, castanhas, amendoins, etc, não importa se as congelamos com cascas ou sem elas. Só que elas deverão descansar de 3 a 5 horas antes de serem usadas ou consumidas.

Quanto a peras, goiabas e mangas, faça uma calda com açúcar antes de congelá-las.


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Anemia megaloblástica x Anemia ferropriva


A alimentação vegetariana, por ser restritiva (restrição da carne vermelha e branca) pode levar à deficiências nutricionais e essas deficiências podem causar certas doenças.


Lembrando que o quadro de deficiência é um quadro raro pois é possível adquirir nutrientes necessários atráves de uma dieta balanceada, seja ela vegetariana ou onívora. Existem alguns quadros que exigem uma maior atenção, como a deficiência da vitamina B12, mas mesmo assim, a doença ocasionada por essa deficiência é raríssima.


Isto quer dizer que tanto gestantes, lactantes, crianças podem sim seguir uma dieta vegetariana, inclusive vegana, desde que a alimentação seja balanceada. Em certos casos a suplementação será necessária.


Anemia megaloblástica: Causada pela deficiência da vitamina B12.
Trata-se de uma doença na qual as hemácias do indivíduo portador adquire um tamanho exageradamente grande, de forma que a hemoglobina fica diluída. Assim, o transporte de oxigênio no organismo é comprometido.


A figura acima mostra núcleos hipersegmentados de leucócitos, caracaterístico da anemia megaloblástica.

Anemia ferropriva: Causada pela deficiência de ferro.
A anemia por deficiência de ferro pode ser de duas maneiras: anemia ferropriva e anemia não ferropriva. A primeira é ocasionada pela insuficiência na ingestão do ferro. A segunda ocorre por deficiência no transporte ou na absorção do ferro no organismo. É a anemia ferropriva que pode ser ocasionada pela dieta vegetariana se o indivíduo não mantiver uma alimentação equilibrada.
Nesse distúrbio a deficiência de ferro faz com que a hemoglobina fique em uma concentração diminuída e isso ocasiona dano no transporte de oxigênio no corpo.






Bibliografia:
http://www.fisiologia.kit.net/bioquimica/mm/mm.htm
Aulas de Nutrição Humana 1
http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/html/1069/body/02.htm
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/ency/esp_imagepages/1214.htm
http://vegetarianismo.blogs.sapo.pt/arquivo/141809.htmlhttp://www.lifespan.org/adam/spanishhealthillustratedencyclopedia/6/1455.html
http://alimentacaonainfancia.blogspot.com/2008/03/anemia-ferropriva.html


Fonte:
Vegetarianismo: Anemia megaloblástica x Anemia ferropriva



As plaquetas baixas podem dever-se também a carência de vitamina K (fontes: hortaliças, vegetais verdes folhosos, frutas e óleos vegetais)

Perante uma descida das plaquetas é necessário ingerir alimentos com uma alto grau de vitaminas e minerais, que ajudarão o nosso corpo a gerar mais trombócitos.

É necessário aumentar o consumo de ferro de forma rápida. Deverá incluir na dieta alimentos como os espinafres, agrião, urtigas, lentilhas, pimento vermelho e goiaba.

A cenoura, beterraba e aipo são conhecidos pelas suas propriedades para subir as plaquetas. A melhor forma de consumir estes alimentos é numa salada e crus, assim obterá o máximo de vitaminas, a melhor forma é come-los num caldo ou num creme de vegetais.

O alho também é um alimento ideal para subir as plaquetas, prepare uma sopa de alho ou acrescente-o a um creme de vegetais que sugerimos (de aipo e cenoura, por exemplo).

A vitamina C é uma grande aliada para aumentar a contagem de plaquetas, pode obtê-la em frutas como o kiwi, os morangos, a laranjas, o limão, salsa. Uma boa sugestão para os pacientes que estão mais fracos é administrar a fruta através de um sumo refrescante.

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O uso dos sumos abaixo indicados são úteis para pessoas acometidas de anemia comum, não abrangendo as pessoas acometidas de anemia perniciosa, que exige tratamento mais adequado e restrito. Adicionar SEMPRE SUMO de 1 limão para melhor absorção do ferro!

1) Agrião 75 ml; beterraba 150 ml; cenoura 225 ml;
2) Agrião 50 ml; cenoura 100 ml; espinafre 175 ml; nabo 100 ml;
3) Agrião 75 ml; espinafre 150 ml; nabo 225 ml;
4) Agrião 50 ml; espinafre 350 ml; rábano 25 ml;
5) Beterraba 175 ml; cenoura 175 ml;
6) Cenoura 275 ml; espinafre 175 ml;
7) Cenoura 100 ml; espinafre 150 ml; tomate 200 ml;

Nota: no caso de não encontrar agrião, poderá substitui-lo por urtigas frescas, entre 30 a 50 ml.