sábado, 30 de abril de 2011

Leguminosas: sim ou não?

É pena, mas a verdade é que as leguminosas perderam lugar à mesa. Alimentos como o feijão, o grão-de-bico, as lentilhas, as favas, o feijão de soja, as ervilhas, eventualmente por serem “pequeninos”, são muitas vezes esquecidos. Contribui para tal o facto de se continuar a pensar que as leguminosas engordam; que são “pesadas”; que não são adequadas a crianças e que, portanto, não vale a pena incluí-las nas refeições familiares; que as leguminosas secas têm uma preparação demorada porque têm de ser demolhadas e apresentam um elevado tempo de cozedura; porque têm um sabor pouco agradável ou não sabem a nada…

Vamos à contra-argumentação?

As leguminosas proporcionam uma combinação única de proteínas, hidratos de carbono, fibra, vitaminas e minerais.
De todos os produtos vegetais as leguminosas são os melhores fornecedores de proteína vegetal. Em média, possuem entre 20 a 25% de proteínas.
Ao contrário de outras fontes proteicas, as leguminosas têm um baixo teor de gordura e não contêm colesterol. Incluí-las na alimentação é uma boa forma de diminuir o consumo de carne.
Fornecem hidratos de carbono complexos e são excelentes fontes de fibra. Consumir leguminosas contribui para maiores níveis de saciedade (ajudando a uma melhor gestão do peso), para manter os níveis de açúcar no sangue (desejável nos diabéticos), para a diminuição do colesterol sanguíneo e a um melhor funcionamento do trânsito intestinal (previne-se a obstipação)
São fontes de vitaminas e minerais como o ácido fólico, potássio, ferro, magnésio, tiamina (vit. B1), zinco, fósforo.
Vários estudos indicam que o consumo de leguminosas diminui o risco de doenças cardiovasculares e de vários tipos de cancro.
A partir de 1 ano de idade as leguminosas devem fazer parte da alimentação das crianças, dada a sua riqueza nutricional.
Demolhar as leguminosas durante várias horas antes de serem cozinhadas e em diferentes águas ajuda a que libertem as substâncias naturais que podem provocar flatulência e dificuldades digestivas em pessoas susceptíveis.(1)
Se utilizar a panela de pressão a sua cozedura é mais rápida. E pode sempre optar pelas leguminosas enlatadas, que são cozidas dentro da lata apenas em água e sal, sem corantes nem conservantes.
São económicas.
(1) O que é o fitato? O que ele causa no organismo humano?  O fitato é um composto que está naturalmente presente nas leguminosas como feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico, em algumas nozes e também em cereais como arroz, trigo, milho, aveia, centeio e seus farelos. Quando ingerimos alimentos que contêm fitato, esse composto se liga a sais minerais como o zinco, ferro e cálcio, no intestino, impedindo que o corpo aproveite bem estes nutrientes. Por este motivo, o fitato é chamado de antinutriente. 
Como eliminar o fitato dos alimentos?  O fitato pode ser eliminado dos alimentos por meio de calor (a forma mais eficiente é o cozimento), por fermentação (o fermento biológico usado para fazer o pão ajuda a diminuir o fitato), por germinação (os brotos são muito ricos em nutrientes), ou por impregnação (que consiste em deixar o alimento de molho por tempo ideal de 12 horas)


Pertencem a esta imensa e nutritiva família de alimentos as lentilhas, o feijão, o grão-de-bico, as ervilhas secas ou as favas.Pertencem a esta imensa e nutritiva família de alimentos as lentilhas, o feijão, o grão-de-bico, as ervilhas secas ou as favas.

Quase sempre disponíveis, fáceis de armazenar e cozinhar e de preço acessível, as leguminosas são boas alternativas para vegetarianos ou para quem deseje reduzir a ingestão de gorduras animais, já que são importantes fontes de proteínas. São também hidratos de carbono que libertam açúcar lentamente, evitando o aumento súbito do nível de açúcar no sangue e a oscilação dos níveis de energia e do humor. Pelo contrario, são uma fonte de energia constante, mantendo estáveis os níveis de açúcar no sangue.

A questão dos estrogénios
As leguminosas contêm fitoestrogénios - substâncias químicas de origem vegetal que se assemelham às hormonas estrogénicas (femininas). Estes fitoestrogénios têm um efeito estabilizador no ciclo menstrual e pensa-se que ajudam a regular as menstruações e a aliviar a síndroma pré-menstrual e os sintomas da menopausa, como afrontamentos ou suores nocturnos.
Utilizam-se cada vez mais como alternativa à terapia de substituição hormonal. Têm vindo a aumentar o número de provas de que as leguminosas reduzem o risco de cancro da mama e protegem contra os fibromiomas (tumores benignos do útero, com maior incidência em mulheres com mais de 35 anos, na pré-menopausa e sem filhos).

Riqueza mineral
Na sua maioria, as leguminosas são ricas em minerais, entre os quais ferro, potássio, selénio, cálcio, manganés, magnésio e ácido fólico. Contribuem para aumentar as bactérias benéficas no intestino que auxiliam a digestão, são importantes nas dietas de desintoxicação, purificam o sangue e diminuem os níveis de colesterol no sangue. As lentilhas contêm uma série de vitaminas do complexo B que ajudam a estabilizar a tensão arterial e, sendo anti-inflamatórias, são benéficas na artrite reumatóide. O grão-de-bico é indicado para quem sofre de cálculos renais.

Escolher e guardar
As leguminosas devem ser compradas em lojas que escoam facilmente os produtos: quanto mais velhas, mais tempo levam a cozinhar. Guarde-as em embalagens herméticas, em local fresco e de preferência escuro, já que a exposição à luz lhes retira nutrientes. Consuma-as no prazo de seis meses. Antes de as cozinhar, escolha-as e lave-as bem, pois podem trazer pedras misturadas.
O tempo que as leguminosas levam a demolhar e a cozinhar varia, mas pode reduzir o tempo de demolhar. Leve-as a ferver alguns minutos e deixe repousar durante uma hora antes de as cozinhar (pode utilizar a panela de pressão). Coza-as em água sem sal (pode usar a água da cozedura em sopas ou caldos).

Leia sempre as instruções da embalagem; o feijão-encarnado deve cozer um mínimo de 15 minutos para neutralizar as toxinas. O feijão enlatado contém menos nutrientes do que o seco, para além da adicção de açúcar. Leia o rótulo com atenção. As leguminosas podem provocar flatulência. Para evitar este efeito indesejável, misture-as com salsa, funcho, gengibre ou pimenta-de-caiena.

Benefícios:

+ Melhoram a função intestinal
+ Reduzem os sintomas da menopausa e da síndroma pré-menstrual e o risco de fibromiomas
+ Reduzem o risco de cancro da mama
+ Reduzem o colesterol
+ Aliviam os sintomas de cálculos renais
+ Aliviam a artrite reumatóide



 

 • As leguminosas são grãos de vagens e alimentos muito nutritivos. • As leguminosas mais conhecidas são: o feijão, a lentilha, a ervilha, a fava, o grão de bico e a soja.
• O feijão é um alimento usado desde há muito tempo pelos povos astecas, maias e incas. A lentilha, por seu lado, é a leguminosa mais antiga consumida pelos povos mediterrânicos, enquanto a soja é um alimento de base muito antigo nos povos do oriente asiático.
• As leguminosas são ricas em alguns aminoácidos essenciais e pobres noutros. Daí que não pode dizer-se que as leguminosas são ricas em proteínas nem ser ingeridas como alimentos proteicos. Devem, isso, ser ingeridas associadas com outros alimentos que completem essas deficiências, por exemplo, com cereais. Esta dupla (cereal + leguminosa) pode, ela sim, ser considerada uma boa fonte proteica.
• A digestibilidade das leguminosas optimiza-se se as mesmas forem ingeridas em associação com cereais e vegetais e não com proteinas animais (carne ou peixe).
• O potencial nutritivo das leguminosas que puderem ser germinadas aumenta exponencialmente (15 a 20 vezes).


Como adquirir e armazenar as leguminosas:
• A maioria das lojas especializadas em leguminosas, vendem-nas em duas formas (grão e farinha). A forma mais adequada para comprar as leguminosas é em grão, pois mantém o seu potencial nutritivo por muito mais tempo, conservando-se melhor no armazenamento prolongado.

• Deve escolher-se as lojas onde existe muita rotatividade de produtos, para evitar correr o risco de adquirir leguminosas velhas.

• Prefira, sempre que possível leguminosas de produção biológica e provenientes de sementes não manipuladas geneticamente, pois cada vez está mais comprovado que esse tipo de alterações podem ter consequências graves e algumas desconhecidas para quem as consome.


• Os grãos inteiros devem ser armazenados em recipientes estanques, em locais frios e secos. Não devem ser armazenados mais que 6 meses, pois tornam-se mais duros e difíceis de cozinhar.

• As leguminosas que se vendem enlatadas e de conserva já cozidas, normalmente contêm conservantes e já perderam muitos dos seus nutrientes. Assim, é preferível  adquirir o grão cru e cozinhá-lo em casa. O ideal seria cozinhar  o grão e comê-lo de seguida. No entanto, com a vida moderna o tempo para preparar as refeições escasseia e essa técnica torna-se impossível. De qualquer modo pode sempre demolhar-se uma grande quantidade e cozê-la, congelando-a em seguida em pequenas doses para serem utilizadas em cada refeição. É preferível os congelados ao enlatados.

• As leguminosas secas devem ser demolhadas para uma mais rápida cozedura

• A cozedura das leguminosas deve ser em lume brando, e no menor tempo possível.

• Deve ter-se em atenção às pequenas pedras e areias que podem vir junto com as leguminosas.

• As leguminosas cozidas que não forem congeladas, podem ser conservadas em frio e utilizadas até ao prazo máximo de 5 dias


A preparação das Leguminosas

A maior parte das leguminosas, em especial as secas, devem ser demolhadas, por forma  tornarem-se mais digeríveis e evitar alterações do funcionamento intestinal, tal como flatulência.
A tabela seguinte pode fornecer uma ajuda na preparação das leguminosas:

DESIGNAÇÃO
PREPARAÇÃO

Ervilha seca
Com casca -Demolhar durante a noite.
Coze em 60 minutos.
Sem casca – demolhar durante a noite.
Coze em 15-20 minutos. Se não demolhar, coze em 40-45 minutos.
 
Ervilha fresca
Não necessita de demolho.
Coze em 15 – 20 minutos
 
Fava seca
Demolhar durante a noite.
Coze em 90 minutos.
 
Feijão azuki
Demolhar durante a noite.
Coze em 35-40 minutos.
 
Feijão branco
Demolhar durante a noite.
Coze em 40-50 minutos.

Feijão encarnado
Demolhar durante a noite.
Coze em 45-50 minutos.
 Feijão frade
Demolhar durante a noite.
Coze em 45-50 minutos.
 Feijão manteiga
Demolhar durante a noite.
Coze em 45-60 minutos.

Feijão mungo
Demolhar durante a noite.
Coze em 35-40 minutos.

Feijão catarino
Demolhar durante a noite.
Coze em 45-60 minutos.

Feijão preto
Demolhar durante a noite.
Coze em 50-60 minutos.

Grão de bico
Demolhar durante a noite.
Coze em 60-90 minutos.
 
Grão de soja
Demolhar durante a noite.
Coze em 120-180 minutos.

Lentilha vulgar
Demolhar durante 2 horas.
Coze em 15 minutos.
 
Lentilha escura
Demolhar durante a noite.
Coze em 25-30 minutos.
Lentilha de coral (descascada)
Não necessita de demolho.
Coze em 15-20 minutos.


Conheça as leguminosas:

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Alimentos ricos em fibra e água: ajudam no controle do peso

Alimentos ricos em fibras são frutas, vegetais, pão integral, nozes, legumes, cereais integrais e farelos.

Os alimentos ricos em fibras são muito importantes para a saúde. As fibras não são encontradas em alimentos de origem animal, como carnes, ovos e laticínios, apenas nas plantas. Elas são as partes dos grãos, vegetais e frutas que ajudam no processo digestivo e auxiliam o trabalhar do intestino.


Uma dieta rica em fibras e com pouca quantidade de gorduras melhora o funcionamento do intestino, previne doenças do coração, câncer e diabetes. As fibras também ajudam no controle de peso, prevenindo e tratando a obesidade. Estes alimentos ficam mais tempo no estômago e dão a sensação de saciedade. Assim, acabamos ingerindo menos calorias ao longo do dia.
Os alimentos comuns podem ser trocados pelos alimentos ricos em fibras e pelas versões integrais. Para quem não gosta muito dos integrais, existem em alimentos em forma de farelo, como a linhaça, por exemplo. Os farelos podem ser colocados em bolos, pães, massas e até mesmo no arroz.
Os feijões, ervilhas, grão de bico, lentilhas e outras leguminosas podem ser colocadas em sopas, cremes, ensopados e saladas, pois são excelentes fontes de fibras. Prefira consumir arroz integral, cevada integral, farelos, trigo para quibe em sopas, saladas e pratos principais. Além de mais saudáveis, também ajudam a diferenciar o cardápio do dia-a-dia.


As frutas e hortaliças como a maçã e a batata, também são ricas em fibras, que ficam concentradas em suas cascas. Faça saladas, recheios para sanduíches, tortas, sucos e coma frutas frescas.
Dicas sobre o consumo de fibras

Nunca aumente rapidamente o consumo de fibras na dieta, pois você pode sentir flatulências, estufamento, cólicas ou diarréia. Para evitar os desconfortos, o aumento deve ser gradativo, assim seu intestino pode se adaptar.

Aumente o consumo de líquidos, o ideal é de 6 a 8 copos diariamente, para não dificultar a absorção de minerais. As barrinhas de cereais são saborosas e podem ser encontradas em diversos sabores. Elas possuem alta quantidade de fibras como granola e outros cereais.

Conheça alguns alimentos ricos em fibras:

Cereais integrais: aveia, quinoa, arroz e pão integral, linhaça
Frutas: laranja, maçã, manga e ameixa, sempre com casca e bagaço
Vegetais: couve, repolho, agrião e berinjela
Grãos: feijão, lentilha, soja, ervilha e grão-de-bico



Alimentos ricos em água: O seu consumo, assim como a ingestão de líquidos, facilita o emagrecimento, pois ajuda a ampliar a saciedade. Se o corpo estiver suprido de água e bem hidratado, certamente o apetite diminuirá. Frutas, legumes e verduras são naturalmente ricos em água, o que facilita o trabalho dos rins, que eliminam a retenção de líquidos com eficiência. Estão na lista: pêra, maçã, melão, melancia, abacate, banana, manga, água-de-coco, pepino, aipo, agrião, cenoura e beterraba.




Alimentos Especiais

 Integrais

      Os alimentos integrais são conhecidos por conterem fibras – compostos das paredes dos alimentos vegetais, não digeridas pelas enzimas digestivas do organismo. Por isso, passam intactas pelo trato digestivo, aumentado o volume do bolo fecal, a sensação de preenchimento e saciedade e o volume das fezes. Muitas vezes, também absorvendo água e aumentando os movimentos intestinais. Portanto, além de uma dieta rica em fibras, a água que você consome é muito importante para ajudar a fibra em seu trabalho.

 Existem dois tipos de fibras

     As solúveis (leguminosas, nozes, algas marinhas, frutas, aveia): formam um gel com a água. Em contato com a água se dissolvem e ficam mais tempo no estômago.
      As insolúveis (cereais, grãos integrais, vegetais e folhas): que não são solúveis em água e ajudam na motilidade do trato digestório e aumentam o volume dos resíduos a serem eliminados.

    Hoje se têm dado muita importância para as fibras devido ao possível papel preventivo nas enfermidades crônicas, como a obstipação intestinal, o diabetes, as doenças cardiovasculares, o câncer de cólon e a diverticulose. 

    As fibras insolúveis têm o papel de melhorar o funcionamento intestinal, alimentando as bactérias que habitam o cólon do intestino, segurando água como uma esponja, aumentando a velocidade que o conteúdo intestinal passa, prevenindo, assim, a constipação, hemorróidas, e diverticulite. 

      A fibra solúvel que forma um gel com a água, pode absorver parte do colesterol, impedindo que este seja reabsorvido pelo organismo, ajudando, portanto, a prevenir hipercolesterolemia e doenças coronarianas.
    
     As fibras solúveis são encontradas principalmente nas frutas, nos cereais e vegetais folhosos, como na maçã, na aveia e na couve.

      Dietas ricas em fibras também estão associadas a um melhor controle de peso, porque geralmente os alimentos ricos em fibras são pobres em gorduras, além de mais saudáveis e levarem à saciedade por mais tempo. O consumo regular de fibras ajuda na eliminação de parte da gordura ingerida, ou seja, consumir fibras é um ótimo negócio!

     Alimentos ricos em fibras podem fazer parte de todas as refeições, pois não há qualquer efeito cumulativo e costumam ser mais saudáveis. Porém, o excesso pode causar irritação, diarréia, e impossibilitar absorção de nutrientes dos alimentos.
 

ALIMENTOPORÇÃOFIBRA (g)
Abacaxi2 fatias médias1,45
All bran®1 xícara15,0
Ameixa preta3 unidades grande4,2
Arroz integral½ xícara0,6
Batata assada1 média2,7
Brócolis ao vapor½ xícara1,5
Cenoura crua ralada1 média2,6
Espinafre (folhas cruas)½ xícara1,1
Farelo de trigo (não processado)1 colher de sopa5,1
Feijão cozido½ xícara3,8
Laranja inteira1 média2,1
Maçã com casca1 média2,0
Milho verde1 espiga3,0
Nesfit®1 xícara2,2
Pão integral1 fatia0,9
Repolho cru½ xícara0,6
Uva passa¼ xícara1,05
Fonte: Philippi, ST. Tabela de composição de alimentos: suporte para decisão nutricional. Brasília. 2001.

fonte: Equilibrium Consultoria

     Uma forma prática de consumir estes alimentos, pode ser incluir, diariamente (sem exageros): barras de cereal, cereais integrais, pães e bolachinhas integrais, aveia, cereais matinais, saladas de folhas cruas e leguminosas (como grão-de-bico e lentilha).

    A recomendação de fibras é de cerca de 25 a 35 g de fibra dietética total do dia, para um adulto saudável. Uma ingestão superior a 35g é excessiva e 50 - 60 g de fibras/dia é considerada “abusiva”, prejudicando a absorção de muitos minerais e vitaminas.

    Esse valor é diferente dependendo do estado de saúde da pessoa, e também é diferente para crianças.
Para crianças utiliza-se a regra de: IDADE + 5. Ou seja, para uma criança de 10 anos, recomenda-se ingerir cerca de 15g/dia.

   Além disso, estes alimentos geralmente estão associados a alimentos mais saudáveis, pobres em gorduras e que proporcionam maior sensação de saciedade.

     Alguns alimentos ricos em fibras podem ser bastante calóricos pela associação de outros ingredientes como gordura e açúcar, mas não por causa das fibras. O arroz branco e integral tem praticamente as mesmas calorias, mas já um pão ou biscoitos integrais podem ter as mesmas ou até mais calorias que o pão branco, ou porque é maior (mais pesado), ou por causa dos ingredientes extras. Portanto, fique de olho nos ingredientes!!! Rico em fibras não quer dizer LIGHT, mas pode até significar SAUDÁVEL.

     As fibras ajudam na absorção mais lenta de açúcar, o que pode ser muito útil para o diabético e para o indivíduo saudável também, pois terá energia em doses pequenas no decorrer do dia, se ingerir uma alimentação mais rica em fibras.

Dicas práticas para se combater a prisão de ventre:

    • Comer alimentos ricos em fibras
   • Manter atividade física regular – tornam as contrações das alças intestinais mais vigorosas e faz o metabolismo acelerar, além de relaxar; o que facilita o trânsito intestinal.
   • Tome 2 litros de água pura por dia, no mínimo, além de sucos, água de coco, chás e etc.
   • Mantenha refeições regulares sempre por volta do mesmo horário, para habituar o organismo a funcionar.
   • Mastigue devagar os alimentos – essa é uma boa maneira de formar rapidamente o bolo alimentar, que dá origem às fezes.
   • Abusar de laxantes pode levar à desidratação, desnutrição, descalcificação, dores musculares e até paralisia muscular. O intestino fica ainda mais preguiçoso, respondendo cada vez menos, exigindo doses crescentes ou mesmo a associação de vários tipos de laxantes para o intestino funcionar. Converse sempre com seu médico e seu nutricionista.

sábado, 16 de abril de 2011

Na Tailândia, um banquete vegetariano




A combinação dos princípios do Budismo e as noções de vegetarianismo do Ocidente resultam no aumento do número de restaurantes na Tailândia servindo o que antes era difícil de se achar: comida vegetariana. Na foto acima, um prato do Pun Pun, um restaurante ao norte da cidade de Chiang Mai, que serve comida orgânica.


A cozinha do Pun Pun prepara pratos alegres e delicados, combinando com a sofisticação da culinária tailandesa, que preza frescor e sabor.


Acima, uma salada verde mista do Pun Pun. Na Tailândia, a comida feita sem ingredientes de origem animal é chamada de "jeh",-- que lembra o som da sigla "ge" de "vegetarian"(em inglês).


Um monge caminha pelo Wat Suan Dok Shrine, que também é aonde o Pun Pun  está localizado.


Estudantes da Gap's, uma renomada escola de culinária de Chiang Mai, aprendem sobre os ingredientes tailandeses em um mercado local.


Curry vermelho e verde, no mercado local.


Estudantes da Gap's aprendem a arte da cozinha tailandesa. Anexo à escola, há um restaurante vegetariano.


O tofu substitui a carne neste rolinho primavera servido no Khun Churn, restaurante vegetariano pioneiro em Chiang Mai.


Uma placa do lado de fora do Khun Churn: nada de cigarros, animais de estimação e carne!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Doces Veganos

Os veganos não têm de abdicar do prazer de comer uns doces de vez em quando. A maior parte da pastelaria e dos doces é confeccionada com ovos ou leite, mas existem diversas opções veganas nos supermercados e hipermercados convencionais, para além da oferta vegana em lojas de produtos naturais/dietéticos.
Quando estiveres com algum tempo livre em mãos, experimenta fazeres os teus próprios doces — não há falta de receitas(*) de todo o tipo de bolos e doces veganos na Internet.


Bolachas

Bolachas
É possível encontrar muitas bolachas veganas à venda na maioria dos supermercados. As tradicionais bolachas "Maria" são veganas em muitas marcas. Também as bolachas digestivas existem em versões veganas, assim como outros tipos de bolachas. Por exemplo, a marca Gullón tem uma generosa oferta de bolachas veganas (incluindo bolachas com pepitas de chocolate).

Chocolate

Chocolate
Há vários chocolates veganos bons que podes encontrar em supermercados e hipermercados. Alguns chocolates veganos incluem o Chocolate Negro 72% da Guylian, o Chocolate Negro Excellence 85% Cacau da Lindt e o Chocolate Preto Semi Amargo da Nestlé.
Nas lojas de produtos naturais/dietéticos, também existe alguma oferta de chocolates veganos, incluindo chocolates com leite vegetal.

Gelado

Gelado
Há alturas em que nada se compara a comer gelado e, felizmente, já há várias marcas que oferecem saborosos gelados veganos. Algumas das marcas de gelados veganos incluem a Kio Ene, a Mio e a Tofutti.
É possível encontrar gelados veganos à venda em hipermercados e em lojas de produtos naturais/dietéticos.

Folhados

Folhados e Strudel Veganos
Os folhados são para esquecer em termos nutricionais, mas a chatice é que, por vezes, lá apetece comer um.
Existem vários tipos de folhados veganos, incluindo várias marcas de palmiers que se vendem na maioria dos supermercados, "pães" de chocolate da marca Auchan (à venda no Jumbo e lojas Pão de Açúcar) e strudel de maçã da marca Coppenrath Wiese (também há strudel vegano de marcas de supermercado, mas não é tão bom).

Cheesecake

Cheesecake Vegano
O cheesecake vegano da Mamma Cucina é uma verdadeira delícia. O preço podia ser mais simpático, mas o sabor não deixa ninguém desapontado. O problema maior é conseguir não comer tudo de uma só vez!
Mais uma delícia vegana a provar que é possível confeccionar todo o tipo de pastelaria sem ingredientes de origem animal. Podes encontrar os cheesecakes veganos da Mamma Cucina à venda nos hipermercados Jumbo.

Gelatina Vegetal

Gelatina Vegetal
Normalmente, a gelatina é feita a partir de ossos e ligamentos de animais — tudo aquilo que puder render algum dinheiro é aproveitado pela indústria alimentar! A alternativa vegana é a gelatina vegetal e há algumas marcas de sobremesas de gelatina que a utilizam (mas atenção, que os ingredientes têm de referir mesmo "gelatina vegetal"). Por exemplo, tens a Gelly Já da Alsa ou a Gelatina Vegetal da Condi.



Fonte:

quinta-feira, 31 de março de 2011

Como derreter chocolate sem perder o brilho?



Na imagem: Chocolate
Sempre que precisar de derreter chocolate, faça-o em banho-maria. Se não for indicado qualquer tipo de líquido para adicionar, acrescente 1 c. (sopa) de óleo vegetal. Este ajuda ao processo e, ao mesmo tempo, faz com que o chocolate não perca o brilho.