terça-feira, 15 de março de 2011

Dia Mundial Sem Carne




O Dia Mundial sem Carne é um evento internacional, promovido pela FARM (Farm Animal Reform Movement), e seu objetivo é mostrar para a população em geral que é possível viver de forma saudável e prazerosa sem fazer uso de alimentos de origem animal. E que esta opção oferece inúmeras vantagens, tanto para o indivíduo quanto para o planeta. 
Farm

Veja:

Saúde
Quem não come carne corre menos riscos de sofrer distúrbios do coração, de contrair câncer (especialmente de cólon e do intestino) e de enfrentar problemas como obesidade, hipertensão e diabetes. E também fica livre das doenças diretamente relacionadas ao consumo da carne, tais como a salmonela, a toxoplasmose, a gripe do frango e a doença da vaca louca, que já fizeram milhares de vítimas no mundo todo.

Meio ambiente
Florestas inteiras são devastadas para darem lugar a pastos. A emissão de gás metano, expelido pelo gado bovino, é uma das principais causas de poluição do ar e da destruição da camada de ozônio. Além disso, a indústria da carne é a maior poluidora das águas e destruidora do solo. Essa devastação pode comprometer de maneira irreversível a sobrevivência das gerações futuras!

Fome mundial
A maior parte dos grãos e da soja produzidos hoje no planeta destina-se à produção de rações utilizadas na engorda dos animais de corte. Se estes grãos fossem usados diretamente na alimentação humana, haveria comida mais do que suficiente para todas pessoas do mundo. Parece utopia, mas não é: acabar com a fome é possível!



Respeito aos animais
Porcos, vacas, galinhas, perus, peixes, coelhos, cabritos... Todos estes animais, destinados majoritariamente ao abate, são sensíveis e inteligentes. Estudos científicos recentes comprovam: eles experimentam emoções como o medo e a angústia e sentem dor exatamente como nós, seres humanos. Ainda assim, todos os anos, a indústria da carne submete bilhões de animais a maus tratos, confinamento, manejo brutal e morte cruel. Será que isso está certo?


Iniciativa lançada nos EUA em 1985 pela FARM (Farm Animal Reform Movement), Dia Mundial Sem Carne
 é actualmente uma das maiores campanhas de sensibilização à dieta vegetariana realizada a nível mundial.
Neste dia, as pessoas são convidadas a fazer uma alimentação alternativa, à base de vegetais e frutas e sem a ingestão de qualquer tipo de carne ou peixe. É a celebração da chegada da Primavera de uma forma diferente.

Vantagens de uma alimentação sem carne:
  • Diminui o colesterol, reduzindo assim o risco de desenvolver doenças cardíacas, como um ataque cardíaco ou aterosclerose;
  • Ajuda na prevenção do cancro, diabetes, obesidade e outras doenças crónicas;
  • Evita que os animais sejam capturados, enclausurados, torturados, drogados e abatidos de forma agonizante.
  • Preserva as fontes de produção de alimentos e água utilizadas na alimentação dos animais, permitindo assim alimentar a fome mundial;
  • Diminui a poluição gerada pela utilização de pesticidas e adubos e libertação de gás metano (produzido pela fermentação do adubo orgânico) e gás de amónia (produzido pelo excremento dos animais);
  • Aumenta o nosso nível de energia, tornamo-nos então mais felizes e saudáveis.
O que se pode fazer neste dia:
  • Convidar a família ou amigos para ir a um restaurante vegetariano (descubra o restaurante mais próximo aqui );
  • Levar uns petiscos vegetarianos para o trabalho ou para a escola, para partilhar com os seus colegas (em receitas encontra muitas sugestões de receitas);
  • Distribuir folhetos sobre as vantagens de uma alimentação vegetariana (pode descarregar alguns exemplos aqui );
  • Assistir a um documentário que faça você refletir sobre as consequências do consumo de carne (Earthlings (Terráqueos), A Carne é Fraca);
  • Ou quem sabe, a melhor de todas as alternativas... Adotar de vez uma dieta vegetariana!
  • Experimentar uma receita vegetariana
  • Para o Dia Mundial Sem Carne, o Centro Vegetariano sugere, por exemplo:


Arroz com feijão e cogumelos


Ingredientes (4 pessoas):
1 chávena de arroz branco
1 cenoura
250g de feijão vermelho (pré-cozido)
250g de cogumelos laminados
1 cebola média
6 dentes de alho
2 folhas de louro
2 tomate maduros ou polpa de tomate
azeite q.b
sal q.b
3 chávenas de água


Preparação:
Num tacho refogar no azeite a cebola picada e os alhos. Juntar o tomate picado e a cenoura às rodelas. Deixar refogar um pouco mais e juntar 3 chávenas de água. Quando a água estiver a ferver juntar o arroz e deixa cozer cerca de 10 minutos.


A meio da cozedura, adicionar o feijão e os cogumelos. Juntar o louro e um pouco de sal e deixar cozinhar até o arroz estar cozido. Servir acompanhado de uma salada colorida.


Espetadas de seitan e legumes


Ingredientes (4 pessoas):
350g de seitan
1 cenoura
1 pimento vermelho
1 pimento verde
1 cebola
1 curgete
2 dentes de alho
2 folhas de louro
molho de soja q.b
sumo de limão q.b
sal q.b
azeite q.b


Preparação:
Cortar o seitan em cubos de tamanho médio e colocá-los a marinar com alho, louro, sal, sumo de limão, molho de soja e um fio de azeite. Juntar à marinada a cenoura e a curgete às rodelas grossas e os pimentos e a cebola em pedaços.
Algumas horas depois colocar os pedaços de seitan alternados com os legumes em paus de espetada e levar a grelhar.
Acompanhar com arroz integral ou batata assada e uma salada.



Para qualquer informação adicional sobre este assunto:

Farm

Farm Animal Rights Movement (FARM) 
www.farmusa.org
Vegetarian Starter Kit www.vegkit.org
Animal Rights National Conference
www.arconference.org

The Great American Meatout

www.meatout.org
Meatout Mondays 
www.meatoutmondays.org
World Farm Animals Day (WFAD)
www.wfad.org
Gentle Thanksgiving
www.gentlethanksgiving.org


Citizens for Healthy Options In Children's Education (CHOICE)
www.choiceusa.net

Well-Fed World ( 
Hunger Solutions)

www.wellfedworld.org


VO bumper stickers






Diabetis

Esta é uma doença causada pela ausência ou deficiência da produção de insulina que é um hormônio produzido pelo pâncreas, responsável pela absorção da glicose do sangue que vai alimentar as células. Quando a insulina tem produção diminuída ou estaguinada, provoca a elevação da glicose no sangue, cuja taxa normal, em jejum é de 70 a 110 mg por 100 ml de sangue.

SINTOMAS E COMO SE ADQUIRE 
A pessoa começa a apresentar sede intensa, urinas freqüentes e em grandes quantidades, fome exagerada, perda de peso ou obesidade, sistema imunológico fraco, desânimo, cansaço, coceira no corpo, visão turva, câimbras, impotência sexual, cicatrização difícil etc. Muitas vezes, a doença não apresenta nenhum sintoma, podendo-se passar anos sem a pessoa descobrir que tem diabetis. É adquirido por vários fatores como hereditariedade, infecção viral quando os anticorpos produzidos para combater a infecção destroem o pâncreas atingindo as células que produzem a insulina, mas a maioria contrai por causas desconhecidas e para nós naturopatas seriam provenientes de maus hábitos alimentares e estados emocionais negativos. Inúmeras pessoas têm sido beneficiadas com o tratamento natural, algumas delas conseguindo reverter o quadro, obtendo cura total. Mas, porque outras não? Esta diferença se dá não só porque cada corpo é um corpo, mas, principalmente, porque cada um sente e pensa de maneira diferente.

QUERER OU NÃO QUERER… 
Uma senhora com cerca 40 anos, bonita, empresária bem sucedida, inteligente, com tudo para ter o emocional equilibrado, está com princípio de diabetis. Ela gosta muito dos tratamentos naturais, pede informações, escuta com atenção, parte dela quer tratar-se desta maneira, porém uma outra parte impede que vá em frente, como se seu inconsciente desejasse esta doença.
Querer ou não querer, só ela poderá decidir, porém vou dar algumas possibilidades do porquê desse choque entre o consciente e inconsciente:
- Apego à situação: Ficar doente foi a maneira que encontrou de dizer para as pessoas mais próximas que, está sofrendo, não agüenta mais viver desta maneira, pede socorro e ninguém escuta.
- Agora, ninguém vai irritá-la, todos vão fazer o que ela quer porque o médico já disse que parte desta doença é emocional.
- Quer ser uma pessoa comum, comer de tudo, fazer de tudo que a parafernália da vida oferece, porém a alma quer evoluir, cumprir missão e está dizendo: é hora de mudar de hábitos para sutilizar a matéria e crescer em espírito.
Muitas vezes, ouvi desta pessoa o quanto gostaria que sua vida fosse mais natural e relaxada e que o mundo fosse melhor. Mas não se deu conta que para que isso aconteça é necessário que aja uma consciência individual, depois coletiva. Não será um presente que sua alma está lhe dando: a diabetis, já que, conseguindo mudar-se, terá possibilidades de mudar muitas pessoas com o seu exemplo, dentro da sua própria empresa, com seus empregados e clientes que são muitos e têm uma relação muito direta com ela?

COMO MUDAR PARA LIVRAR -SE DA DIABETIS 
Observar o corpo. Logo vai perceber que alguma coisa errada está com seu intestino, seja ressecamento, prisão de ventre, gases, enfim o diabetis apesar de ser deficiência do pâncreas é também mau funcionamento do intestino. Então a primeira coisa a fazer é cuidar dele que deve funcionar de 2 a 3 vezes ao dia, se isto não está acontecendo é preciso estimular mudando a alimentação. (vide Saúde Integral número 8, como fazer um cardápio). É necessário retirar todos os tipos de carnes vermelhas ou brancas. O açúcar nem se fala, porém , em alguns casos pode ser liberado o mel de abelhas. Os dietéticos são nocivos para a saúde, a maioria deles já foram denunciados como cancerígenos. Quanto a stévia, só é natural se estiver em folhas frescas ou secas, que são verdes e não brancas como se apresenta o pó vendido no mercado, portanto não deve ser usado. O alimento ideal para o ser humano é aquele que saiu da feira como verduras, legumes, frutas e não o industrializado. Há muitos alimentos que contém açúcar como o amido (pão, arroz, batata) as frutas em geral, podem ser usados desde quando sejam frescas, nunca industrializadas nem congeladas. Os amidos integrais, como as farinhas (trigo, aveia etc) e o arroz nunca devem ser refinados. Por tanto comer arroz integral, pão integral, não darão problemas para o diabético se devidamente orientado. Sucos de folhas verdes são recomendados, principalmente se passado na centrifuga em vez do liqüidificador. Beber bastante água durante o dia, longe das refeições.

FITOTERAPIA
 Existe uma folha chamada pata-de-vaca, excelente para diabetis, porém o chá, não trará resultados. Esta folha deve ser macerada no álcool de cereal, transformada em tintura porque só desta maneira é extraído seu principio ativo. Outros chás: insulina, pau de ferro, graviola e cana do brejo.

INSISTÊNCIA AO PASSADO
 Aí está o sentimento negativo do diabético. Ele fica só no passado. Se você é diabético ou conhece alguém que é, observe se não há tendência de ficar recordando, querendo voltar para ser feliz ou lastimando o passado. Existe um floral de Bach que pode curar este sintoma é o Honeysucle. Esta é a tendência geral, pode haver exceções, tem um ditado que diz que: “na medicina e no amor, nem nunca nem sempre”.

OUTROS PROCEDIMENTOS RECOMENDADOS
 - Limpezas intestinais periódicas (enemas) - Barro ao ventre todos os dias, durante o mínimo de 2 horas
- Faixa úmida nas refeições - Frotações várias vezes por dia, sendo a 1a. ao despertar
- Tintura de pata – de – vaca: 7 gotas 4 vezes ao dia
- Usar chá de insulina, pau de ferro, graviola ou cana do brejo: 3 copos diários, variando a cada 30 dias - Exercícios físicos (caminhada, bicicleta, natação, etc.)
- Suco desintoxicante: Passar na centrifuga: - 3 tipos de folhas diferentes (couve, alface, dente de leão, rúcula, salsão, agrião, alho porro, hortelã, chicória, folhas de cenoura, folhas de beterraba, almeirão, etc.) - 2 raízes ( cenoura, bardana, nabo, rabanete, inhame, beterraba, etc.) - 1 maçã Beber imediatamente 2 a 3 vezes ao dia .
Este suco ajuda a desintoxicar todo o organismo, é antioxidante, combatendo os radicais livres, maior inimigo da medicina ortomolecular.
Observação: Não ingerir mais que 1/3 de um copo de uma só vez, porque é bastante concentrado e não deve ser diluído na água.
Fique atento:
- Se houver diabéticos na família
- Com crianças que nascem com mais de 4 quilos e meio
- A hipoglicemia, que é a falta de açúcar no sangue, porque pode ser o princípio do diabetis, que é o excesso de açúcar no sangue (hiperglicemia).
- Se seu intestino não funciona todos os dias

DICAS: 
- Não impressione com as conseqüências que o diabetis pode ter porque se você fizer um tratamento natural radical o quadro pode reverter e curar, não somente controlar.
- Embora tenham dois tipos de diabetis, a naturopatia trata de uma maneira só.
- Estabeleça horários para se alimentar e evite comer em demasia, saia da mesa com um pouco de fome para dar espaço a seu estômago retornar à posição normal (os alimentos pesados deixa-o dilatado) e nunca coma depois do sol se por.
- Ao contrário do que muitos pensam, a primeira e última refeição devem ser mais leves.
- Experimente fazer uma dieta de frutas durante 3 dias todo mês.
- Caminhar todos os dias durante o mínimo de 30 minutos pode evitar.
- O stress pode gerar esta ou outras doenças.
- Procure viver em harmonia no trabalho e com os familiares.
 - Não use sapatos apertados.
- Mude sua alimentação sem achar que é sacrifício, como todo hábito logo estará adaptado e agora a comer corretamente.
Uma dieta com fritura ou muito sal, por exemplo, não faz bem para ninguém. Combine os alimentos, as cores e os sabores e COMA COM PRAZER!

Bibliografia: Estudos com Dr. Áureo A. Caribe (médico clínico) Curso Dr. Fernando Hoisel (médico clínico) Boletins informativos sobre Diabetis

Suzete é Naturopata, Iridóloga e Instrutora dos Exercícios Visuais.

Controlar a diabetis com alimentação Vegetariana



Ela reduz os riscos de doenças do coração, principal causa de morte entre os diabéticos
De acordo com um estudo do Comitê Médico pela Medicina Responsável, que promove o vegetarianismo, seguir estes hábitos pode ser melhor do que o cardápio elaborado pela Associação Americana de Diabetes (ADA).


Depois de realizar uma pesquisa de 22 semanas com 99 pessoas portadoras do diabetes tipo 2, os médicos perceberam que houve mudanças na saúde dos pacientes. Enquanto o grupo 1 se alimentava com a dieta vegetariana, pobre em gordura e açúcar, o outro grupo seguiu as instruções da ADA.

Os resultados mostraram que os dois grupos tiveram redução do peso e dos níveis de glicose, porém, o grupo 1 mostrou menores riscos de desenvolver uma doença cardiovascular. O que é extremamente importante, já que pesquisas mostram que essa é a principal causa de morte entre os diabéticos. Outro ponto favorável é que o grupo 1 teve um aumento considerável em qualidade de vida, pois passou a ingerir mais frutas, hortaliças, nozes, proteína de soja e fibra cereal, diminuindo a ingestão de gordura trans
.
Mas nada de fazer alterações no cardápio por conta própria, procure um profissional que poderá orientar em todas as etapas. Ao evitar a ingestão de carne, o seu organismo perderá diversas vitaminas fundamentais para o bom funcionamento. A seguir a nutricionista do Minha Vida, Karina Gallerani, dá algumas dicas.

Alimentos à base de soja são freqüentemente utilizados para suprirem as vitaminas perdidas pelo não consumo de carne. A soja e seus derivados (leite e queijo de soja) são ricos em proteínas de alta qualidade e não possuem colesterol já que são de origem vegetal. Outras leguminosas, como feijão, lentilha, grão-de-bico, também são ótimas alternativas assim como as frutas oleaginosas, como a castanha-do-pará e os cereais integrais. Nos cereais integrais, diversas vitaminas do complexo B, zinco e ferro também estão presentes.

É comum em vegetarianos a anemia, queda de cabelo e depressão, resultado da falta de ferro no organismo, um nutriente essencial que atua, principalmente, na síntese das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as células do corpo. Para suprir essa necessidade, a ingestão de leguminosas é fundamental, porém a absorção pelo organismo é menor, quando comparada com a carne vermelha. Para potencializar o efeito o truque é ingerir alimentos fontes de vitamina C. Inclua goiaba, laranja, kiwi, morango, caju, tomate, acerola ou limão na mesma refeição.


Outro dado interessante é que o feijão é rico em ferro. Porém, nosso organismo só consegue absorver cerca de 10% do mineral. No entanto, se o feijão for acompanhado de um alimento rico em vitamina C, como suco de laranja, a absorção pode chegar a 40%, afirma a especialista. Procure evitar também o consumo de chás, como o preto e o mate, cafés, leites e derivados próximo às refeições que contém ferro, pois a cafeína e o cálcio também são componentes que prejudicam a absorção do mineral.


Fonte: Minha Vida

Vegetarianismo e Saúde

Os vegetarianos – e especialmente os veganos – estão menos expostos a um variado número de doenças e problemas de saúde que estão associados ao consumo de alimentos de origem animal: várias formas de cancro (desde logo, cancro da próstata e cancro do cólon), problemas cardíacos, hipertensão, osteoporose, colesterol, impotência sexual e obesidade, entre outros.


Sabia que:

- É mais fácil manter a linha seguindo uma dieta vegetariana?

Uma pessoa que tenha uma alimentação vegetariana, especialmente se for vegana, ingere, em princípio, menos gorduras e alimentos menos calóricos e de mais fácil digestão do que uma pessoa não-vegetariana. É claro que também é possível ser-se vegetariano e ter excesso de peso, se se tiver uma alimentação incorrecta e hiper-calórica, mas é um facto que os vegetarianos, especialmente os veganos, dificilmente sofrerão de obesidade e é improvável que tenham problemas sérios de excesso de peso. Numa altura em que a obesidade se tornou uma epidemia e começa a ser um problema de saúde cada vez maior também na sociedade portuguesa, o vegetarianismo apresenta-se como um bom meio de prevenção da obesidade.

O Vegetarianismo na Prevenção e no Tratamento de Doenças

As dietas vegetarianas têm um papel vital na prevenção de doenças, uma vez que uma alimentação vegetariana, em especial se for vegana, reduz muito significativamente a exposição a uma série de doenças. Ao mesmo tempo, adoptar e manter uma dieta vegetariana, e em especial se for vegana, pode ser muito benéfico mesmo para quem sofra já de certos problemas de saúde, ajudando no tratamento destes e na prevenção do agravamento que se poderia registar com uma alimentação não cuidada e muito dependente de alimentos de origem animal. Saiba porquê:

:: Doenças cardiovasculares

A dieta vegetariana previne o aparecimento de doenças cardíacas porque é pobre em gorduras saturadas e geralmente contém pouco colesterol (se for ovo-lactovegetariana) ou nenhum (se for vegana) – o colesterol é o principal factor desencadeador destas doenças e está presente apenas em produtos animais, tais como a carne, incluindo a carne de peixe, os lacticínios e os ovos.

:: A hipertensão

Os vegetarianos têm tendência para ter a tensão arterial mais baixa. Na maior parte das vezes, em casos graves deBeringela hipertensão, quando se faz a mudança para uma dieta livre de produtos de origem animal, a medicação para o controlo da tensão arterial pode deixar mesmo de ser necessária, devido ao baixo teor em sódio (elemento hipertensor e constituinte do sal) que todos os alimentos incluídos na alimentação vegetariana apresentam.

:: A diabetes

Os elevados níveis de açúcar no sangue podem ser facilmente controlados com uma dieta vegetariana. Uma dieta rica em hidratos de carbono complexos (presentes em vegetais, leguminosas e cereais) e simultaneamente pobre em gorduras é a melhor solução para controlar esta doença e minimizar as suas consequências. Ao evitar as gorduras e o colesterol, diminui as probabilidades de complicações cardíacas e, sendo este um dos principais objectivos da dieta diabética, o vegetarianismo assume um papel importante. Embora todos os insulino-dependentes tenham que tomar insulina, uma dieta baseada em vegetais e cereais na dose adequada pode ajudar a reduzir as suas necessidades desta substância.

:: O cancro

Estudos em indivíduos vegetarianos mostram que a taxa de mortalidade por cancro é apenas de ½ a ¾ em comparação com o resto da população. Tanto o cancro da mama, como do cólon e do pulmão são menos frequentes em vegetarianos. Uma alimentação pobre em gorduras e em açúcares naturais dos lacticínios (responsáveis pelo aumento do risco de cancro nos ovários) e rica em fibras e antioxidantes contribui muito para evitar o cancro.

:: A obesidade

O mais recente estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que a obesidade está a aumentar. Não é só um problema estético, mas de saúde; é uma epidemia e é uma doença crónica que contribui para o aparecimento de hipertensão, aumento do colesterol, doenças cardiovasculares e diabetes, entre outras doenças. O peso médio dos veganos, comparado com o dos omnívoros, é, em geral, inferior em 5 a 10 kg.

:: A osteoporose

A alimentação vegetariana contribui para a manutenção do tecido ósseo durante todas a fases da vida. É tão importante ingerir cálcio como prevenir a perda de massa óssea. Ao adoptar uma alimentação livre de proteína animal, contribui para reduzir a perda deste tão importante mineral e, ao mesmo tempo, consegue garantir o consumo de cálcio de que necessita através de fontes vegetais de cálcio, como os vegetais de folhagem verde-escura e o leite de soja enriquecido, entre outros.

Já percebi que é importante para os animais que eu deixe de beber leite e de comer ovos, mas não me farão falta?

Não. Veja a seguir porquê:

Não beba leite, pela sua saúde!

Tem-se verificado que existe uma relação estreita entre o consumo de produtos lácteos (leite, manteiga, queijo, etc.) e vários tipos de cancro, diabetes, osteoporose, doença coronária e outros problemas relacionados com intolerâncias e alergias graves. Tanto o cancro da mama como o da próstata estão relacionados com o consumo deste produto. Esta íntima relação explica-se através de um aumento da quantidade, no organismo humano, de uma substância designada de factor de crescimento semelhante à insulina-I (IGF-I) encontrada no leite de vaca. Esta substância pode também ser encontrada, em elevadas quantidades, na corrente sanguínea de indivíduos consumidores regulares deste tipo de leite. Estudos recentes comprovam que homens com elevadas concentrações sanguíneas de IGF-I, apresentam quatro vezes mais probabilidades de virem a sofrer de cancro da próstata do que outros indivíduos com concentrações sanguíneas de IGF-I mais baixas. Também o cancro do ovário está relacionado com o consumo de produtos lácteos: o açúcar do leite, quando desdobrado no organismo humano, dá origem a outro açúcar mais simples, designado por galactose, que, por sua vez, é também desdobrado por várias enzimas. Quando o consumo destes produtos excede a capacidade destas enzimas para desdobrarem a galactose, esta pode circular na corrente sanguínea, o que poderá, a longo prazo, afectar os ovários. Mulheres consumidoras de leite de origem animal apresentam três vezes mais probabilidades de virem a sofrer de cancro nos ovários.

A diabetes insulino-dependente está também relacionada com o consumo de leite e produtos lácteos. Pesquisadores encontraram uma proteína característica dos produtos lácteos que provoca uma reacção auto-imune, que, por sua vez, afecta as células do pâncreas, afectando, por isso, também, a capacidade do organismo de produzir insulina.

O leite e seus equivalentes e derivados são frequentemente recomendados para prevenir a osteoporose. Contudo, pesquisas e estudos demonstram que o risco de fractura óssea é igual em consumidores de leite de origem animal e em não consumidores deste produto. Assim, ficou provado por vários estudos que, na prevenção da osteoporose, é fundamental reduzir os factores descalcificantes, tais como o consumo de sal e de proteína animal – em vez de manter ou aumentar o consumo de cálcio através de lacticínios (que contêm proteína animal).

A doença cardiovascular é uma das doenças que está mais relacionada com o consumo de produtos lácteos, pois têm elevadas quantidades de gordura saturada e colesterol, aumentando imenso as probabilidades de quem consome estes produtos vir a sofrer de doença coronária.

Os sintomas da intolerância à lactose são diarreia, flatulência e distúrbios gastrointestinais, e surgem devido à ausência, no organismo humano, de enzimas capazes de actuar na digestão do açúcar do leite. Esta ausência é um processo natural que ocorre no organismo, pois os humanos são mamíferos e os mamíferos não necessitam de consumir leite durante a vida adulta (menos ainda de outras espécies). Humanos que insistem em consumir leite após o seu desmame forçam o organismo a continuar a produzir estas enzimas, daí ser tão comum encontrar pessoas intolerantes à lactose.

O consumo de lacticínios não está só relacionado com doenças e alergias – os agentes contaminantes encontrados em várias amostras de leite são um grave problema para a saúde humana. A indução artificial da produção de leite conduz a inflamações graves nas glândulas mamárias dos animais, que requerem tratamento à base de antibióticos. Vestígios destes antibióticos, bem como de pesticidas e outros medicamentos, são encontrados em leites e outros produtos derivados.

Uma dieta alimentar diária livre de produtos lácteos contribui para a redução da perda de cálcio, diminuindo o risco de osteoporose. A alimentação vegetariana oferece todo o cálcio necessário, a partir de alimentos ricos em antioxidantes, fibra, ácido fólico, hidratos de carbono complexos, ferro e outras vitaminas e minerais importantes, que não são encontrados em lacticínios.

Não coma ovos, pela sua saúde!

Apesar de serem um alimento altamente nutritivo, os ovos apresentam características que os impedem de ser alimentos de eleição, pois apresentam elevadas quantidades de proteína animal, o que contribui para a descalcificação óssea, e elevadas quantidades de colesterol e gordura, o que contribui para o aumento dos níveis de colesterol sanguíneo, aumentando, consequentemente, o risco de doença coronária.

O colesterol pode ser obtido pelo organismo não só através da alimentação diária, como também através da sua produção no fígado. Normalmente, o organismo humano produz em quantidade suficiente todo o colesterol de que precisa, não sendo por isso necessário incluir alimentos com colesterol na alimentação humana. A American Heart Associaton recomenda que o consumo máximo de colesterol diário deve ser de 300mg. Tendo em conta que, em apenas um ovo, existem cerca de 213 mg de colesterol, e sabendo que o limite diário recomendado para o consumo de colesterol é, então, de 300mg, torna-se extremamente difícil controlar as quantidades de outros produtos de origem animal que fornecem esta substância.

A escolha deste alimento como parte da dieta diária não é uma boa opção também porque é considerado um alimento de alto risco em relação a possíveis intoxicações alimentares. Devido à presença da bactéria Salmonella enteritidis no ovário da galinha, ou na trompa uterina antes da casca se formar à volta da gema e clara, pode ser possível a presença destas bactérias dentro de um ovo inteiro sem ranhuras, mesmo que a bactéria não provoque um estado de doença na galinha. A Salmonella é um género de bactéria pertencente à família Enterobacteriaceae e a transmissão para os humanos é feita a partir do consumo de alimentos contaminados com fezes animais. A maioria destes alimentos é de origem animal, sendo o ovo um dos alimentos principais de transmissão. Os sintomas causados pela Salmonelose são náuseas, vómitos e diarreia, e tendem a aparecer cerca de 24 horas após a ingestão de um alimento contaminado.

O Expert Technical Advisory Committee on Antibiotic Resistence tem vindo a alertar para o risco da imunidade a antibióticos poder ser adquirida por humanos através do consumo de carne de animais sujeitos à administração deste tipo de substâncias. Inúmeros avisos destes têm sido registados por vários cientistas. Os antibióticos administrados a galinhas e a vacas para as manter vivas em unidades pecuárias contribuem para o aparecimento de microrganismos adaptados com uma maior resistência a medicamentos usados por humanos.

Terapias naturais para diabeticos

As terapias abaixo podem complementar tratamentos para o Diabetes. Mas, lembre-se sempre de consultar seu terapeuta antes de iniciar qualquer tratamento.
Aromaterapia
Para aliviar os sintomas, alguns aromaterapeutas sugerem o uso de óleos essenciais de juniper, gerânio e eucalipto. Massagear o óleo de oliva sobre o baço também é recomendado.
Lembre-se de diluí-los em óleo vegetal antes de aplicar sobre a pele e consultar sempre seu terapeuta.
Sucoterapia
Tome 1 copo de algum dos sucos abaixo três vezes por dia:
  • Vagem, Salsinha, Pepino, Salsão e Agrião
  • Cenoura, Salsão, Salsinha e Espinafre
  • Alface, Espinafre, Cenoura ( adicione 1 dente de alho cru)
Yôga e Meditação
Yôga, Meditação e Exercícios de Respiração podem melhorar a circulação sanguínea, assim como a digestão, ajudando no tratamento do diabetes.
Estabeleça uma rotina diária de pelo menos 4 asanas, que podem ser demonstradas pelo seu instrutor.
O estresse leva a produção de adrenalina, que eleva o nível de açúcar no sangue, assim técnicas de relaxamento como yôga e meditação são altamente recomendados.
Medicina Ayurvédica
O Dr. Virender Sodhi, MD, (Ayurveda), Diretor do American School of Ayurvedic Sciences, em Bellevue, Washington, não faz diferença de tratamento do tipo 1 e 2 de diabetes.
O primeiro passo a ser tomado é a modificação na dieta, com a eliminação do açúcar e carboidratos simples e a ênfase aos carboidratos complexos.
A proteína é limitada, já que a ingestão em excesso, pode danificar os rins. A gordura também é limitada, já que geralmente há uma deficiência de enzimas pancreáticas tornando assim, a digestão mais difícil.
O Dr. Sodhi também utiliza o Panchakarma, que é iniciado com massagens  e sauna feitas com ervas seguido de uma limpeza interna do corpo.
Ele também recomenda várias preparações com ervas.
"As erva indiana chamada Gymenna Sylvester estimula o pâncreas à produzir mais insulina e também bloqueia a absorção de açúcar pelos intestinos", diz Sodhi. 
O Neem (temos no site uma reportagem sobre ele) também ajuda a diminuir o nível de açúcar no sangue e também atua como um tônico para o fígado.
A seguir um depoimento dado pelo Dr. Shanta Godagama, Naturopata na Inglaterra:
" Jane, 18 anos de idade, estudante, veio me ver 3 anos após ser diagnosticada com diabetes. Já que o nível de açúcar  no sangue dos pacientes diabéticos é muito difícil de ser controlado, os conselhos em relação à dieta são muito importantes.
O Ayurveda também recomenda preparações orais, feitas com plantas que agem no controle do nível de açúcar no sangue.
O tipo de dosha de Jane é Kapha Alto. Eu a tratei com tabletes de ervas ayurvédicas, um programa de dieta, conselhos em relação à exercícios e o marmapuntura. Depois de 2 meses, seu nível de açúcar no sangue voltou ao normal e em seis meses pode interromper seus medicamentos tradicionais. Ela ainda está estável e não necessita mais de tratamento embora ainda continue a seguir a dieta e os exercícios recomendados."
Reflexologia e Massagens Orientais
Ajudam muito para balancear as energias e reduzir o estresse.
Fitoterapia Ocidental
O alho ajuda na estabilização do nível de açúcar. Muitas ervas são conhecidas por afetar o nível de açúcar no sangue, o que pode causar uma significante variação na necessidade de insulina. Essa variação pode resultar em um choque ou coma. Assim, pessoas que sabem que são diabéticas devem tomar precauções e usar preparações fitoterápicas apenas sob supervisão médica.
De acordo com o Dr. David L. Hoffman, ex-presidente da American Herbalist Guild, existem várias plantas com propriedades ( provadas cientificamente) que contribuem muito na administração do programa de diabetes para dependentes de insulina, embora as ervas não substituam a terapia com insulina onde é necessária.
Algumas das ervas tradicionalmente utilizadas no tratamento do diabetes são o alho e folhas de oliveiras .
Medicina Tradicional Chinesa
O ginseng tem mostrado bons resultados para regular o nível de açúcar no sangue e é geralmente utilizado para tratar o diabetes.
O Dr. Maoshingni, presidente do Yo San University of Tradicional Chinese Medicine em Santa Monica, California, trata o diabetes do tipo 1 e 2 com acupuntura e uma combinação de ervas que incluem o astragalus e a rehmamnia. O tratamento referente ao tipo 1 de diabetes deve ser iniciado nos primeiros estágios da doença para que a Medicina Tradicional Chinesa possa ajudar.
De acordo com o Dr. Ni , a M.T.C. pode melhorar problemas do sistema circulatório e diminui o processo de naturopatia.
Acupuntura
A acupuntura pode ser usada no controle do estresse , que causa um impacto no nível de açúcar do sangue do paciente.
A  acupuntura também pode ser utilizada para fortalecer a imunidade geral e revitalizar órgãos que podem ser comprometidos com o diabetes.
Geralmente, o acupunturista trabalha em pontos associados com a bexiga, rins, pâncreas, baço, órgãos relacionados e os meridianos. O Dr. William Cargile, Chefe de Pesquisa da American Association of Acupuncture and Oriental Medicine diz que vem tendo resultados muito significativos no tratamento do diabetes com a acupuntura. Ele diz que pontos do baço e pâncreas tem efeitos que podem reduzir componentes auto imunes do diabetes.
Ele também nota que a acupuntura ajuda na reversão da neuropatia, geralmente presente em pacientes diabéticos de longa data.
O Dr. Cargile também utiliza a acupuntura à laser em seus tratamentos e para o tipo 2 de diabetes utiliza a auriculoterapia para estimular o sistema nervoso. O Dr. Cargile diz também, que a acupuntura sozinha não é suficiente no tratamento do diabetes, e sempre insiste que seus pacientes sigam uma dieta adequada e outros tratamentos médicos complementares e convencionais.
Acupressão
A acupressão pode ser usada no controle dos sintomas relacionados com o diabetes, como o cansaço, cãibras e problemas menstruais. Em adição, aplicar pressão nos pontos 18,19,20,23 da bexiga pode estimular o funcionamento do fígado e do pâncreas, melhorando as condições do corpo em relação à doença.

Pesquisa Especial Sobre Dieta Vegetariana e Cura Natural

 por Australian Vegetarian Society


De todo o mundo tem-se provas de que a dieta ocidental normal à base de carne está provocando doenças e que geralmente os vegetarianos gozam de muito melhor saúde do que os carnívoros. No entanto, não têm sido realizadas muitas pesquisas para investigar dietas vegetarianas ou curas naturais no tratamento de doenças. Em algumas pesquisas sobre dieto-terapia ou jejum combinado com dieta vegetariana no tratamento de diversas doenças observou-se que uma dieta vegetariana não ajuda e que o jejum proporciona somente um alívio temporário. Tem-se concluído que esta terapia não tem valor. Estas investigações têm sido realizadas por médicos que não compreendem os princípios naturais de cura e não contam com suficientes estudos de dieto-terapia. Uma dieta vegetariana pode ser balanceada e saudável mas se for desbalanceada pode não ser melhor do que uma dieta mista. Esta pesquisa é, portanto, fraudulenta já que cura natural e dieto-terapia só podem ser pesquisadas por pessoas que tenham compreensão, conhecimento e qualificações.
Desde os anos 30 e 40, quando Are Waerland viajou pelo país dando aulas de saúde, existe na Suécia um forte movimento pró-saúde. Ele afirmava que uma dieta à base de carnes, sal, leite pasteurizado, açúcar e grãos refinados produz doenças. Disse também que fumar, beber álcool, café e chá é prejudicial. Advogou que deveríamos basear nossa alimentação em frutas cruas e vegetais. Apesar de as autoridades governamentais e a maioria dos profissionais médicos o ignorarem, alguns leigos e uns poucos médicos o ouviram. Hoje, Are Waerland prova estar certo em todos os sentidos. Há várias décadas se aceita que alimentos refinados são prejudiciais e se torna também cada vez mais aceito que carnes, ovos e laticínios processados são prejudiciais à saúde. Subsídios governamentais agora vêm sendo cortados para laticínios e carnes.
Alguns dos médicos que seguiram os ensinamentos de Are Waerland decidiram investigar cientificamente os efeitos de uma terapia natural e dieta de acordo com a filosofia da naturopata autodidata Lilly Johansson. Após muitas dificuldades, conseguiram fundos para esta pesquisa.
As 64 pessoas escolhidas para este projeto sofriam de asma brônquica, hipertensão arterial, inflamação da próstata ou infecção do trato urinário. Todas obtiveram melhoras ao longo de onze anos. Foram tratados com uma terapia natural, sendo o principal item uma dieta natural. Esta não continha carnes, ovos ou laticínios, era pobre em amido, proteína e gordura e observava diferenças individuais. Consistiu prinicipalmente de frutas cruas e vegetais. Após um ano foram estes os resultados:
  • Totalmente bem: 14 pacientes (22%)Much better 34 patients 53%
  • Melhores: 12 pacientes (19%)
  • Sem mudanças: 4 pacientes (4%)
  • Piores: 0 pacientes (0%)
Isto, de acordo com o julgamento dos próprios pacientes. Houve inúmeros testes que demonstraram melhoras estatisticamente significativas. Proteínas no sangue (albumina, haptoglobina, IgG, IgM, IgE, ALAT, ASAT), uréia, SR, colesterol, triglicerídeos e leucócitos apresentaram todos mudanças interpretadas como positivas. A bilirubina caiu para a metade em um ano. Os testes de aptidão demonstraram resultados melhores, o peso foi reduzido, assim como o pulso e a pressão sanguínea.
Houve também melhoras nas seguintes condições: alergias, diabetes, doenças intestinais, acne, constipação, dor de cabeça, enxaqueca, infecções, resfriados, dores menstruais, fadiga e úlceras varicosas.
No grupo dos hipertensos, 26 pacientes apresentaram sintomas 96 vezes ao todo. Após um ano, seis ainda permaneciam hipertensos, mas com melhoras.
Os pacientes cortaram a medicação drasticamente, 56% pararam totalmente. Estas medicações eram necessárias segundo os médicos e a ciência médica. Se não fossem administradas, foi dito aos pacientes, supostamente piorariam ou possivelmente morreriam.
Esta pesquisa, única no gênero, é uma calamidade para a filosofia médica, como um embaraço para a profissão médica. Estes pacientes que estiveram sob custeio da previdência em média por onze anos e sob os cuidados do sistema de assistência médica por ainda mais tempo, subitamente melhoraram sob os cuidados de uma amadora! Métodos supostamente inúteis demonstraram a médicos e professores serem superiores aos da medicina convencional.
A equipe desta pesquisa teve esperança de receber mais dinheiro para pesquisar outras doenças mas não foram disponibilizados mais fundos apesar de que estimou-se que esta pesquisa economizou ao menos 640.000 dólares em três anos para o governo da Suécia devido a menos hospitalizações e custos de assistência médica. De 1976 a 1982, o centro de saúde de Lilly Johansson teve 5.500 pacientes. Resultados básicos da pesquisa nos levam a concluir que o governo economizou 73.000.000 dólares com o tratamento destes 5.500 pacientes deste centro de saúde até fins de 1983, não se incluindo quaisquer outras vantagens econômicas além da assistência médica. Os números, no entanto, não são realistas já que os pacientes que visitaram este centro não estavam tão doentes quanto aqueles do grupo pesquisado. No entanto, somente um quinto daquele valor soma 14.600.000 dólares, que não é uma pequena quantia. A bolsa original de 70.000 dólares comparativamente parece uma gota no oceano.
Muitas pessoas recuperaram a saúde após visitar o centro de saúde de Lilly Johansson, pessoas que estariam condenadas à uma vida doetia, com constante medicação. A própria Lilly Johansson, que recuperou a saúde após uma condição cardíaca ''irrecuperável'' e várias outras queixas, tem tratado pessoas doentes desde os anos 50. Ela descobriu que em geral é muito fácil, desde que se saiba como, fazer as pessoas recuperarem a saúde, mesmo que tenham sido tratadas por muitos anos sem sucesso pelos médicos.
Lilly Johansson pensa ser grande irresponsabilidade impossibilitar a cura de pessoas doentes através do sistema de saúde onde o atendimento médico é subsidiado e que as pessoas que preferem terapias naturais devam custear praticamente todo o tratamento.
Uma pessoa ingênua pensaria que as autoridades governamentais teriam interesse em promover métodos naturais de cura de acordo com a filosofia de Lilly Johansson, considerando a saúde e os benefícios econômicos e que a profissão médica se interessaria por aprender a curar usando métodos naturais uma vez que poderia passar a curar aquelas condições que eles mesmos qualificam de ''incuráveis". Infelizmente a rigidez e falta de abertura mental das autoridades governamentais e do sistema médico está custando às pessoas não somente sua saúde e felicidade como também suas vidas.
É compreensível que não se possa ajudar a alguém em seus problemas de saúde quando não se tem conhecimento, porém, é duro de entender o por que de não se querer tomar conhecimento dos resultados destas pesquisas. Este tipo de pesquisa é rara. Um abundante número de investigações já demonstrou claramente que doenças e as mais comuns causas de morte: câncer, doenças do coração, diabetes etc., são amplamente causadas pela forma  pela qual nos alimentamos e o modo como vivemos. Ambas investigações merecem mais atenção. Por quanto tempo a profissão médica se manterá ignorando suas próprias pesquisas? Quanto tempo demorará para que os médicos passem a adotar em sua prática os ensinamentos da dieta alimentar e do estilo de vida?
Infelizmente para os que sofrem, a verdade está chegando muito vagarosamente.
"Não tratamos doenças, mas hábitos errados. Mude estes hábitos e as doenças desaparecerão por si mesmas''. Are Waerland
"Não conheço nada tão potente para destruir a saúde quanto uma alimentação equivocada''.  Sir Robert McCarrison MD.
"A menos que os médicos de hoje tornem-se os dietistas de amanhã, os dietistas de hoje se tornarão os médicos de amanhã". Alexis Carrel, ganhador do Prêmio Nobel (1935)
"O médico do futuro não prescreverá remédios, mas estimulará o interesse dos pacientes pelos cuidados do caráter humano, pela dieta alimentar e pelas causas e prevenção das doenças". Thomas Alva Edison
Nota: Falando de forma estritamente científica é impossível provar que a dieta ajude a melhorar a saúde porque de acordo com a filosofia médica científica corrente, alguma coisa é considerada provada somente se sofrer um teste duplo cego. É impossível fazer um teste duplo cego com dieta porque não se pode, por exemplo, levar as pessoas a acreditarem que estão comendo vegetais quando de fato estão comendo carne. No entanto, um estatístico que inicialmente se posicionava de forma crítica à pesquisa sem teste duplo cego afirmou antes deste estudo que se houvesse uma forte melhora de cerca de 30 por cento, poderia se tomar como provado que a terapia teve um efeito positivo.


Fonte: União Vegetariana Internacional

Alimentação vegetariana no controle da diabetis



Diabéticos precisam escolher cuidadosamente o que vão comer, já que sua escolha pode impactar na sua saúde. O diabetes afeta pessoas de todas as idades, de ambos os sexos e de qualquer raça. Quando não tratada corretamente, a doença pode atrapalhar no processo de cicatrização de feridas, pode acarretar cegueira e problemas nos rins. A dieta é uma das formas mais importantes de se controlar o diabetes, e o vegetarianismo (dieta de baixa gordura, rica em fibra e nutrientes) é bastante complementar.
Afetando mais de 30 milhões de pessoas em todo o mundo, essa doença inibe o corpo de processar as comidas corretamente. Geralmente, os alimentos que comemos são digeridos e convertidos em glucose, um açúcar que cai na corrente sanguínea e é usado para gerar energia. A insulina é um hormônio que ajuda a glucose a entrar nas células. Porém os diabéticos não conseguem controlar a quantidade de glucose no organismo, porque o mecanismo que converte o açúcar em energia não trabalha corretamente.

Pode haver uma total ausência ou quantidades insuficientes de insulina. Como resultado, a glucose se acumula na corrente sanguínea e leva a problemas como fraqueza, falta de concentração, perda da coordenação e visão embaçada. Mas os níveis de insulina podem despencar e, assim, o diabético sofrer uma hipoglicemia, que se for sentida por tempo prolongado, pode levar a pessoa ao coma ou até a morte.

Uma alimentação vegetariana se aproxima bastante do que é recomendado pela Associação Britânica do Diabetes, já que é uma dieta rica em carboidratos complexos e fibra, que têm efeito benéfico no metabolismo de carboidrato, diminuindo assim os níveis de açúcar no sangue. A boa forma física dos vegetarianos também contribui para a redução da incidência de diabetes. A doença é frequentemente associada com altos níveis de colesterol e uma dieta vegetariana garante uma proteção contra o mau colesterol.

Embora incurável, o diabetes pode ser controlado com dieta exercícios físicos, medicamentos, injeções de insulina ou uma combinação entre os tratamentos. Ao invés de calcularem a quantidade de calorias, os diabéticos precisam calcular o total de carboidrato que ingerem, de modo que pelo menos metade da comida deles seja composta por carboidratos complexos.

Muitos vegetarianos diabéticos descobriram que uma dieta sem carne pode fazê-los consumir quantidades menores de insulina, o que dá à eles a sensação de poder e controle da doença.

Diabetes e outras doenças
As fibras de soja exercem importante papel na regulação dos níveis de glicose no sangue, pois retardam sua absorção. Essa redução na velocidade de absorção da glicose auxilia no controle de diabetes. Há evidências de que o consumo da soja tem efeito positivo no controle de outras doenças como hipertensão, litíase (cálculos biliares) e doenças renais.

Fibras
As fibras regulam o intestino, pois desempenham papel importante no trânsito intestinal, aumentando o bolo fecal. Ajudam a normalizar os índices de colesterol e glicose sanguínea e previnem o câncer de colon. Uma colher de sopa de semente de linhaça tem 4,3g de fibras.


Pesquisas recentes sugerem que a aveia atua em outros processos fisiológicos como na moderação dos efeitos da hipertensão, regulação dos níveis de glicose e insulina no sangue, controle de peso e a promoção da saúde gastrointestinal, reduzindo inclusive o câncer intestinal.