sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Diferença entre Produtos Diet e Light


Diferença entre Diet e Light
Quando vamos ao supermercado nos deparamos com uma enorme variação de marcas e tipos de alimentos. E muitas vezes em uma mesma marca verificamos que tem o produto tradicional, o diet e o light.

Mas afinal, qual é a diferença entre eles ?
Para diferenciá-los vamos utilizar duas palavras-chaves: ausência e redução.

Um alimento diet tem ausência total de um componente. É recomendado a uma população específica. Ex: os diabéticos que não podem consumir o açúcar. Quando eu compro um alimento diet eu tenho certeza que esse alimento é“zero” de açúcar.
alimento light tem redução de pelo menos 25% de um dos componentes. Isso quer dizer que o alimento ainda continua ter esse componente, mas em menor quantidade.
Primeiro precisamos pensar no objetivo da compra do produto. Se eu tenho uma doença e sou sensível a um componente, eu preciso consumir o alimento diet. Mas se o meu objetivo é emagrecer eu vou comprar o alimento light.
O alimento diet não é necessariamente menos calórico que o alimento tradicional. Por exemplo, chocolates e sorvetes diet são mais calóricos do que o produto normal. Acrescentam-se gordura para manter sabor e maciez ao produto.
A definição é simples, mas quando vamos ao supermercado percebemos que não é tão simples assim. Quando vamos escolher um refrigerante deparamos ao diet, light e zero. Qual é a diferença??? Unicamente a composição química dos produtos. Por questões de marketing, os três não possuem nada de açúcar e poderiam ser chamados de diet. Em relação aos iogurtes, é fácil confundir-se. O iogurte light muitas vezes é adoçado com adoçante, portanto o produto é sem açúcar e poderia ser classificado como diet, mas é classificado como light por terredução de gordura.
O que tem que ficar claro é que se você é diabético você tem sempre que consumir um alimento diet para ter segurança. Se você for comprar um alimento light ou normal precisa certificar-se nos componentes se existe presença de açúcar ou não.
Se o seu objetivo é emagrecer então uma ótima opção são os alimentos light. Eles possuem sabor parecido com o produto tradicional, mas com redução degorduras e açúcares o que faz termos o prazer de comer com menos culpa. Mas nada adianta comer o alimento light em dobro porque como vimos para ser light basta ter uma redução de 25% de um componente, portanto não é 50%. Se você comer em dobro estará engordando mesmo com o alimento light.

O que os Antioxidantes fazem por Nós?



por Nutricionista Fernanda Marino de Oliveira

Todos já ouvimos falar em Antioxidantes e em como eles “destroem” os radicais livres, mas a maioria das pessoas não sabem realmente o que ocorre quando os consumimos.

RADICAIS LIVRES
Primeiramente, precisamos saber o que são os temidos radicais livres. Os chamados radicais livres são moléculas que ficam “soltas” em nosso organismo, o que acaba levando essa molécula a entrar em nossas células, causando a oxidação da mesma. Ou seja, os radicais livres lesionam ou até matam nossas células. Essas lesões podem levar ao envelhecimento precoce e até mesmo à várias doenças como cardiopatias, aterosclerose, diabetes e até mesmo o câncer.
Não existe uma maneira de não produzirmos radicais livres, já que nós o produzimos até quando respiramos ou praticamos atividades físicas, portanto o consumo dos chamados antioxidantes é a principal maneira de nos previnirmos conta a ação das moléculas de radicais livres.

ANTIOXIDANTES
Os antioxidantes atuam em diferentes formas contra os radicais livres. Primeiramente eles agem impedindo a formação das moléculas, os antioxidantes também são capazes de impedir o ataque dos radicais livres evitando a formação lesões em nossas células, eles ainda podem reparar as lesões caudadas pelos radicais removendo os danos e reconstituindo as células danificadas.

ALIMENTOS FONTES DE ANTIOXIDANTES
Dentre os principais alimentos fonte de antioxidantes estão as frutas, legumes e verduras. Os antioxidantes encontrados na dieta e suas fontes são:

B-caroteno: presente em alimentos de cor amarelo/laranja e vegetais verdes escuros, como mamão, cenoura, abóboras, mangas, pêssegos, espinafre, couve, chicória, agrião.
Vitamina C: presente principalmente em frutas cítricas como laranja, limão, abacaxi.
Vitamina E: presente em grãos e sementes oleagenosas, como gérmen de trigo, sementes de girasol, nozes, amêndoas, avelãs, e também encontrado em couve, abacate, alface, espinafre e óleos vegetais.
Flavonóides: encontrado em sucos de uva e vinhos tintos, morangos, nozes e soja.
Catequinas: presente principalmente em chás, como o chá verde ou o chá preto.
Carotenoídes e Vitamina A: Os carotenoídes são encontrados em legumes e frutas de cor laranja/vermelhas. Os carotenoídes são precedentes da vitamina A, encontrada nas mesmas fontes que os carotenoídes.
Licopeno: Presente em alimentos avermelhados, como o tomate, melancia e goiaba.

FUNÇÕES DOS ANTIOXIDANTES
Estudos indicam que a Vitamina C possui efeito protetor contra danos causados pela exposição a radiações e medicamentos, também é atribuído a vitamina C o papel de protetora contra o desenvolvimento de tumores.
A vitamina E pode impedir danos causados por radicais livre associados a doenças específicas como artrite ou catarata.
A vitamina A tem apresentado ação preventiva contra vários tipos de câncer como o de mama, estômago, bexiga e pele, e juntamente com a vitamina C pode previnir o câncer retal ou de cólon.
Os flavonídes são responsáveis por “eliminar”os radicais livres do nosso organismo e também estão associados a prevenção de doenças cerdiovasculares. O licopeno é o principal flavoníde encontrado em nossa alimentação e é bastante associado a prevenção de vários tipos de câncer.
As catequínas podem ser benéficas para algumas doenças como o diabetes tipo 1, cardiopatias e infecções virais.
Os alimentos ricos em antioxidantes mostram que uma dieta variada é importante para a manutenção da saúde do nosso organismo. É importante lembrar que é sempre bom consultar um nutricionista para uma indicação correta da quantidade necessária de antioxidantes para cada individuo e que os alimentos podem ser utilizados como auxiliadores na prevenção e tratamento de várias doenças e não podem ser substitutos de medicamentos e outros tratamentos indicados por um médico.




quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ser vegano é caro?

É mais caro ser veg(etari)ano?


Essa é uma pergunta comum (como tantas outras) quando a ideologia vegana é checada. A resposta prática é “não”, não é caro. Os produtos industrializados destinados a veganos muitas vezes realmente são caros. Isso acontece porque normalmente eles são feitos em menor escala que os produtos animais e também porque muitos produtos veganos têm em sua formulação ingredientes orgânicos, que também ainda têm baixa oferta no mercado, comparados a produtos não orgânicos, e assim também custumam custar mais caro.

Mesmo quando falamos de produtos industrializados, podemos constatar uma diferença financeira favorável à dieta vegana, em relação à dieta onívora. Clique na imagem ao lado para ver um exemplo prático: Na tarde do último sábado, dia 21 de agosto de 2010, foi constatada a diferença entre os preços de creme de soja e creme de leite na unidade do Carrefour Bairro que fica na avenida Norte Sul, em Campinas-SP. Há pouco tempo era comum encontrarmos produtos industrializados veganos muito mais caros que os produtos de origem animal. A equiparação dos preços se dá provavelmente por conta do aumento da demanda de produtos livres de crueldade. A lógica é simples: mais gente comprando, vendas aumentando, preço mais baixo.


O ideal é que toda pessoa prepare seu alimento, utilizando de seu próprio esforço para produzir e preparar o que come. Isso é o mundo ideal, mas na correria em que vivemos é muito importante ter produtos industrializados veganos a um preço justo.



Além das questões levantadas pelo Fabio, é valido acrescentar que não precisamos (nem devemos) ficar reféns das indústrias de produtos que procuram simular os “sabores onívoros”. Não precisamos tomar leite de soja de caixinha, consumir leite condensado ou creme de leite de soja, comer salsicha ou almôndega vegetal e muito menos nos “deliciar” com vegan junk food. Não que não possamos, de vez em quando, consumir essas “besteiras”. Talvez não fiquemos muito mais pobres se adquirirmos esses produtos em ocasiões especiais.
Entretanto, não podemos nos esquecer do que realmente necessitamos, isto é, proteínas, carboidratos, lipídios, fibras, vitaminas e minerais, e importante é salientar que todos esses nutrientes são conseguidos por meio de uma dieta natural, balanceada, colorida e tanto melhor quanto mais fresca, leia-se, menos industrializada.
Se optarmos por sermos “veganos de feira” em vez de “veganos de mercado” talvez nosso bolso sinta a diferença, mas sem dúvida alguma, a maior diferença quem vai sentir é nossa saúde.
Para colaborar com nosso cotidiano alimentar podemos contar com o Physicians Committee for Responsible Medicine. Seus Power PlateNew Four Food Groups e Vegetarian Start Kit são auxiliares bastante pertinentes.
Somente a vitamina B12 não encontramos na feira (e por isso a mesma deve ser, de alguma forma, suplementada), todo o restante dos nutrientes essenciais para ter assegurada uma vida plena estão lá. Conheça os 4 grupos alimentares e opte você também por uma dieta rica em saúde sem precisar gastar todo seu dinheiro para isso (adaptado de The New Four Food Groups).

“Favas” (Legumes)

Você deve consumir 2 ou mais porções diárias. As favas são boas fontes de fibras, proteínas, ferro, cálcio, zinco e vitaminas do complexo B. Nesse grupo incluem-se o feijão, a soja, a lentilha, a ervilha, o grão-de-bico, o leite de soja, o tofu, o tempê, a proteína vegetal texturizada, etc. Tamanho da porção: ½ xícara de feijões cozidos, ½ xícara de tofu ou tempê, 1 xícara de leite de soja.

“Frutos” (Fruits)

Você deve consumir 3 ou mais porções diárias. As frutas são ricas em fibras, vitamina C e betacaroteno. Inclua pelo menos uma porção por dia de boas fontes de vitamina C tais como frutas cítricas, melões e morangos. Opte por consumir os frutos inteiros em vez de na forma de sucos, desse modo você não descarta as valiosas fibras. Tamanho da porção: 1 fruta média, ½ xícara de frutas cozidas, ½ xícara de suco.

“Hortas” (Vegetables)

Você deve consumir 4 ou mais porções diárias. As hortaliças são boas fontes de vitamina C, betacaroteno, riboflavina, ferro, cálcio, fibras e outros nutriente. Vegetais folhosos verde-escuros como o brócolis, o couve, a mostarda e a chicória são especialmente ricos nessas importantes substâncias. Vegetais amarelos e alaranjados como a batata-doce, a cenoura e a abóbora provêm betacaroteno extra. Inclua generosas e variadas porções de hortaliças em sua dieta. Tamanho da porção: 1 xícara de vegetais crus, ½ xícara de vegetais cozidos.

“Grãos” (Whole Grains)

Você deve consumir 5 ou mais porções diárias. Nesse grupo incluem-se o pão, o arroz, as massas, os cereais quentes ou frios, o milho, o millet, a cevada, o trigo, etc. Grãos são ricos em fibras e outros carboidratos complexos, bem como em proteínas, vitaminas do complexo B e zinco. Construa cada refeição em torno de um prato saudável de grãos integrais. Tamanho da porção: ½ xícara de cereal quente, ¼ xícara de cereal seco, 1 fatia de pão.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Tudo sobre vitaminas

Saiba quais são as funções das vitaminas, o que o excesso e a falta de cada uma podem causar e em que alimentos são encontradas.  

As vitaminas são um grupo de compostos orgânicos necessários apenas em quantidades mínimas na dieta, mas essenciais para reações metabólicas específicas do interior da célula e necessárias para o crescimento normal e para a manutenção da saúde. Várias delas agem como coenzimas ou como um grupo de enzimas responsáveis pela promoção de reações químicas 
essenciais.

VITAMINA A
Funções: visão, crescimento, desenvolvimento ósseo, desenvolvimento e manutenção do tecido epitelial (pele), imunidade, reprodução, anti-cancerígeno.
Fontes: óleo de dendê, cenoura, couve, espinafre, manteiga.
Deficiência: cegueira noturna, alterações cutâneas.
Excesso: dor e fragilidade óssea, hidrocefalia e vômitos em crianças, pele seca com fissuras, unhas frágeis, perda de cabelo, gengivite, anorexia, irritabilidade, fadiga, hepatomegalia e função hepática anormal, oscite e hipertensão portal.

VITAMINA B1 (ou TIAMINA)
Funções: respiração tecidual, metabolismo de corboidratos, gorduras e proteínas.
Fontes: nozes, levedo de cerveja, germe de trigo.
Deficiência: confusão mental, fraqueza muscular, instabilidade emocional, depressão, irritabilidade, perda de apetite, letargia,beri-beri (insuficiência cardíaca e manifestações nervosas).
Excesso: Não conhecido.

VITAMINA B2 (ou RIBOFLAVINA)
Funções: crescimento, produção de corticosteróides, formação das células vermelhas do sangue, gliconeogenese e atividade reguladora das enzimas tiróideas.
Fontes: hortaliças de folhas verdes, levedo de cerveja.
Deficiência: estomatite angular, lacrimejamento, queimação e coceira nos olhos, síndrome uro-genital.
Excesso: Não conhecido.

VITAMINA B3 ou PP (NIACINA)
Funções: componente de coenzimas relacionadas às enzimas respiratórias e vasodilatadoras.
Fontes: trigo integral, amendoim.
Deficiência: fraqueza muscular, anorexia, indigestão, pelagra, estomatite angular, língua vermelha, lesões dematológicas, perturbações mentais.
Excesso: formigamento e enrubecimento da pele, sensação de latejamento na cabeça.

VITAMINA B5 (ÁCIDO PANTOTÊNICO)
Funções: essencial para a digestão de carboidratos, gorduras e proteínas.
Fontes: presente em todos os vegetais.
Deficiência: dermatites, sensação de queimação, perda de apetite, náusea, indigestão, estresse.
Excesso: não se conhecem efeitos tóxicos sérios, mas a ingestão de grandes quantidades pode causar diarréia. 

VITAMINA B6 (ou PIRIDOXINA)
Funções: imunidade celular, liberação de glicogênio hepático e muscular, diurético.
Fontes: cereais, pães integrais, banana, batata, abacate.
Deficiência: anormalidades no sistema nervoso central, retardo mental, convulsões, anemia hipocrônica.
Excesso: insônia.

VITAMINA B9 (ÁCIDO FÓLICO)
Funções: divisão celular e transmissão de traços hereditários, formação e maturação dos eritrócitos e leucócitos.
Fontes: espinafre, vegetais de folhas verdes, levedo de cerveja, cenoura.
Deficiência: diminuição do crescimento, anemia megaloblástica e outros distúrbios sangüíneos, glossites e distúrbios no tratogastrointestinal.
Excesso: interfere na ação farmacológica de drogas anticonvulsivas.


VITAMINA B12 (CIANOCOBALAMINA)
Funções: metabolismo celular, crescimento.
Fontes: suplementos de origem vegetal
Deficiência: diminuição do crescimento, anemia e outros disturbios sanguíneos e distúrbios no trato gastrointestinal.
Excesso: interfere na ação farmacológica de drogas anticonvulsivas.

VITAMINA C (ÁCIDO ASCÓRBICO)
Funções: produção e manutenção do colágeno (integridade celular), cicatrização, absorção do ferro.
Fontes: frutas cítricas, hortaliças de folhas verdes, pimentão, tomate, batata.
Deficiência: fragilidade capilar, hemorragia, escorbuto.
Excesso: formação de cálculos de urato, cistina e oxalato (+ de 9 g/dia).

VITAMINA D
Funções: absorção, mobilização e reabsorção de cálcio e fosfato.
Fontes:luz solar.
Deficiência: raquitismo, osteomalácia.
Excesso: calcificação óssea excessiva, cálculos renais, calcificação metastática de partes moles (rins e pulmões), hipercalcemia, cefaléia, fraqueza, vômitos, náusea, constipação, poliúria, polidipsia.

VITAMINA E
Funções: antioxidante.
Fontes: germe de trigo, óleo de milho, sementes de algodão, girassol e soja, vegetais de folhas verdes.
Deficiência: fragilidade muscular, deposição ceróide no músculo liso, creatinúria, hemólise, reabsorção fetal, atrofia testicular, anormalidades embrionárias, distrofia muscular, encefalomalácia e necrose hepática.
Excesso: efeito anticoagulante e prolongamento do tempo de coagulação sangüínea.

VITAMINA K
Funções: processo de coagulação sangüínea.
Fontes: vegetais de folhas verdes, nabo.
Deficiência: hemorragia.
Excesso: anemia hemolítica, hernicterus em crianças.

Abacate é saúde


Fruta melhora o sistema imunológico e tem gordura insaturada que ajuda a reduzir o colesterol ruim.
Entre agosto e dezembro, as diferentes variedades de abacate frutificam nas árvores. As formas de aproveitar o sabor e os nutrientes da fruta são diversas: in natura, em pratos doces e salgados - um exemplo de sucesso é o mexicano guacamole - e até em óleo.
Abacateiro fica 'recheado' entre o final do inverno e início do verão.
Há dez anos, a família Kist, de Venâncio Aires, RS, começou a pesquisar uma forma de fazer óleo orgânico a partir do abacate, através de um processo ecológico de produção, que substituísse o solvente pela água. Em 2006, iniciaram a produção.
Durante os anos de teste, o pai da família, Larri Kist, conta que quase desistiu do projeto. Mas sofreu um acidente e machucou a perna. Ao aplicar o óleo de abacate no ferimento, sentiu melhora rápida e se motivou a continuar com a produção. Hoje, a família processa cerca de 20 mil kg da fruta por ano, fornecidos por vinte produtores, e comercializa o óleo para diferentes tratamentos.


Óleo é retirado da polpa da fruta.

A nutricionista Sálua Finamor explica que o benefício do abacate e, consequentemente, do óleo, se dá pela quantidade de beta-sitosterol e de ácido oleico – também conhecido por ômega 9. "O beta-sitosterol é bom para a imunidade, auxilia no tratamento de câncer e infecções em geral", conta a nutricionista. Além disso, a substância tem propriedades antivirais, fungicidas e bactericidas e, assim, inibe certos tipos de micro-organismos nocivos ao corpo humano.
Já o ácido oleico é uma gordura insaturada e tem sido muito utilizada em tratamentos contra o colesterol alto. "A dieta rica em gorduras monoinsaturadas reduz o colesterol total, os triglicerídeos e o LDL, o colesterol ruim, e não altera o HDL, o colesterol bom", ressalta Sálua Finamor. Assim, o abacate é um forte aliado no combate a doenças cardiovasculares.

A dieta rica em ômega 9 também reduz o fibrinogênio, o que diminui o desenvolvimento de lesões nas artérias e, portanto, o aparecimento de doenças coronárias. "Até crianças já apresentam acúmulo de gordura nas artérias. Quanto mais cedo conseguirmos colocar as gorduras insaturadas na alimentação, mais vamos conseguir evitar as doenças de fundo cardiovascular", alerta Sálua.
Em menores quantidades, a fruta também possui ômega 3, que contribui no controle do colesterol. O abacate é, ainda, uma boa fonte de vitamina E, "importante para a fertilidade e antioxidante, ou seja, antienvelhecimento, principalmente para a pele", explica a nutricionista.
A composição nutricional do óleo de abacate é semelhante à do azeite de oliva. Isso possibilita, inclusive, melhorar a qualidade desse azeite que, em alguns processos de fabricação, recebe outros óleos vegetais para ter o custo reduzido. Uma alternativa à indústria, ressalta Sálua, é adicionar o óleo de abacate ao azeite de oliva. Assim, não se perdem nutrientes e o produto não encarece.



No prato
Mas, se é tão benéfico, por que o consumo do óleo de abacate ainda é pequeno? "Precisamos de mais pesquisas para melhorar o aroma e o sabor dele. É por isso que não está tão difundido ainda", diz a nutricionista.
O produto pode ser ingerido ou ter uso externo. Serve para tratamentos cosméticos através de óleo de massagem ou hidratante. Pode, também, ser consumido em saladas, com uma ressalva: apesar de ser saudável, é uma gordura e, por isso, não pode ser ingerido em excesso pela quantidade de calorias que possui. Também se deve evitar o aquecimento do óleo de abacate, pois, com o calor, ele perde o potencial nutritivo e pode desenvolver substâncias tóxicas.
Pelo alto valor calórico, o abacate deve ser consumido com moderação.
Óleo orgânico
O produto da família Kist é vendido como natural, já que não tem organicidade certificada. Larri diz que o custo para certificar seria muito alto, já que o processo analisa cada árvore e elas estão distribuídas em diversas propriedades. "São muitos fornecedores e, como a certificação é por árvore, é economicamente inviável". Mas ele garante que o cultivo não leva nenhum agrotóxico ou fertilizante sintético.
Para conseguir a certificação, a empresa está plantando árvores em um mesmo local. A plantação vai ter apenas abacateiros de baixo porte, para que se consiga ver melhor cada fruta e, assim, colher no ponto certo de maturação. Eles trabalham também para criar a tecnologia de produção de farinha do caroço da fruta e processamento da polpa que resulta da retirada do óleo.

Cuidados com o colesterol
O colesterol alto é uma das principais causas das doenças cardiovasculares. Estudo do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB) entrevistou 2,6 mil com mais de 18 anos e constatou que 35% delas estavam com taxa de colesterol total acima do recomendado. Ainda, 46% delas apresentaram níveis do HDL, o colesterol bom, menores que o ideal.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 20% da população possui colesterol elevado. Entre pessoas acima dos 45 anos, o índice sobe para um terço. A falta de hábitos saudáveis, como exercícios físicos e alimentação balanceada, é apontada como um dos principais motivos do colesterol alto.


Saiba como usar o caroço de abacate para combater doenças e fortalecer a imunidade
O abacate é uma fruta bastante benéfica para a nossa saúde.

Boa parte das pessoas certamente sabe disso.
O que muito pouca gente sabe é que o caroço (ou a semente) de abacate é um tesouro medicinal.
E somente o desconhecimento justifica o fato de que se coma o abacate e não se aproveite o caroço.
Então você deve estar perguntando: "Mas como eu vou usar o caroço?"
Existem várias maneiras e uma delas vamos ensinar adiante.
Mas antes vamos mostrar um pouco dos poderes do caroço de abacate.
O caroço de abacate é um potente antifúngico e antibiótico natural.

Ele combate fungos, como a cândida, além de nos proteger dos efeitos da picada do mosquito que transmite a febre amarela.
As propriedades anti-inflamatórias do caroço de abacate ajudam os que sofrem com doenças que atingem as articulações, como artrite e tendinite.
Ele também aumenta as defesas do corpo, ou seja, fortalece o sistema imunológico.
E alivia diarreias e inflamações no aparelho digestivo, prevenindo a formação de úlceras gástricas.
Por possuir atividade termogênica, o caroço de abacate ajuda a eliminar gordura localizada.

Os índios confiam muito no poder curativo do caroço e o utilizam para tratar desde diarreias, dores musculares, furúnculos, transtornos nos rins e fígado até males mais sérios, como catarata, epilepsia e problemas na tireoide.
Mas finalmente como usar o caroço de abacate?
Como dissemos, há várias formas.
Duas delas são o extrato e a farinha do caroço de abacate.

Anote as receitas:

EXTRATO

4 colheres (sopa) do caroço de abacate ralado
Meio litro de vinho branco

Coloque quatro colheres (sopa) de caroço de abacate dentro de meio litro de vinho branco.
Deixe descansar por sete dias.
Tome dois cálices diariamente, à tarde e à noite.
Mas não exceda a dose, pois pode provocar irritação gástrica.

FARINHA 

1 caroço de abacate

Rale o caroço e coloque-o no sol, coberto por um tecido como voal, para secar.
Depois, bata no liquidificador e passe numa peneira bem fina.
Conserve num pote bem fechado, na geladeira, e tome 1 colher (sopa) nas refeições.


fonte: curapelanatureza

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Queijos, Pizzas e Sanduíches vegetais

Este mês, com a descoberta da primeira pizza 100% vegetal de Curitiba, com mais de 8 opções deliciosas a base de creme de tofu, resolvi me aventurar novamente nos queijos vegetais.
Se você já conhece alguém que é vegetariano, sabe que ele não recusa o leite e os ovos, mas se for conversar com um vegano, como eu, sabe que se não for 100% vegetal, não vai comer na certa. A razão para se eliminar os queijos do cardápio são muitas, desde motivações éticas, por não apoiar a crueldade envolvida na produção desses alimentos nas indústrias fábricas, até por questões de saúde, como os intolerantes à lactose.
Existem tantas variações de queijo vegetal quanto existem vegetais a serem descobertos, um mais gostoso que o outro, mas dois acabaram se tornando padrão na culinária, os queijos baseados em soja, como o tofu, e o baseado em castanha de caju.
Esta semana irei postar várias receitas, mas se você estiver com muita fome para esperar, seguem algumas dicas:

Pizza com creme de tofu na Memphis Pizzaria, ótimas opções:
Rua Mateus Leme, 969 - Centro Cívico
Fone: 3095-0812

Festival do Queijo Vegano na Hamburgueria Barba Negra
Somente dia 15/05, não percam!
Rua Vicente Machado, 578 - Batel

Efeitos falaciosos do Ómega 3

Estudo mostra que o suplemento não afecta o desempenho cerebral
 De acordo com recentes pesquisas, os suplementos de ómega 3 provenientes de peixe não melhoram a capacidade mental das crianças. Um estudo com crianças em idade escolar revelou que a leitura, dicção e coordenação não foram minimamente alteradas pela toma de suplementos de ómega 3.

Fallacy of fish oil revealed as study finds supplements DON'T boost children's brain power


Autor: tradução de Vera Martins