segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Abacate é saúde


Fruta melhora o sistema imunológico e tem gordura insaturada que ajuda a reduzir o colesterol ruim.
Entre agosto e dezembro, as diferentes variedades de abacate frutificam nas árvores. As formas de aproveitar o sabor e os nutrientes da fruta são diversas: in natura, em pratos doces e salgados - um exemplo de sucesso é o mexicano guacamole - e até em óleo.
Abacateiro fica 'recheado' entre o final do inverno e início do verão.
Há dez anos, a família Kist, de Venâncio Aires, RS, começou a pesquisar uma forma de fazer óleo orgânico a partir do abacate, através de um processo ecológico de produção, que substituísse o solvente pela água. Em 2006, iniciaram a produção.
Durante os anos de teste, o pai da família, Larri Kist, conta que quase desistiu do projeto. Mas sofreu um acidente e machucou a perna. Ao aplicar o óleo de abacate no ferimento, sentiu melhora rápida e se motivou a continuar com a produção. Hoje, a família processa cerca de 20 mil kg da fruta por ano, fornecidos por vinte produtores, e comercializa o óleo para diferentes tratamentos.


Óleo é retirado da polpa da fruta.

A nutricionista Sálua Finamor explica que o benefício do abacate e, consequentemente, do óleo, se dá pela quantidade de beta-sitosterol e de ácido oleico – também conhecido por ômega 9. "O beta-sitosterol é bom para a imunidade, auxilia no tratamento de câncer e infecções em geral", conta a nutricionista. Além disso, a substância tem propriedades antivirais, fungicidas e bactericidas e, assim, inibe certos tipos de micro-organismos nocivos ao corpo humano.
Já o ácido oleico é uma gordura insaturada e tem sido muito utilizada em tratamentos contra o colesterol alto. "A dieta rica em gorduras monoinsaturadas reduz o colesterol total, os triglicerídeos e o LDL, o colesterol ruim, e não altera o HDL, o colesterol bom", ressalta Sálua Finamor. Assim, o abacate é um forte aliado no combate a doenças cardiovasculares.

A dieta rica em ômega 9 também reduz o fibrinogênio, o que diminui o desenvolvimento de lesões nas artérias e, portanto, o aparecimento de doenças coronárias. "Até crianças já apresentam acúmulo de gordura nas artérias. Quanto mais cedo conseguirmos colocar as gorduras insaturadas na alimentação, mais vamos conseguir evitar as doenças de fundo cardiovascular", alerta Sálua.
Em menores quantidades, a fruta também possui ômega 3, que contribui no controle do colesterol. O abacate é, ainda, uma boa fonte de vitamina E, "importante para a fertilidade e antioxidante, ou seja, antienvelhecimento, principalmente para a pele", explica a nutricionista.
A composição nutricional do óleo de abacate é semelhante à do azeite de oliva. Isso possibilita, inclusive, melhorar a qualidade desse azeite que, em alguns processos de fabricação, recebe outros óleos vegetais para ter o custo reduzido. Uma alternativa à indústria, ressalta Sálua, é adicionar o óleo de abacate ao azeite de oliva. Assim, não se perdem nutrientes e o produto não encarece.



No prato
Mas, se é tão benéfico, por que o consumo do óleo de abacate ainda é pequeno? "Precisamos de mais pesquisas para melhorar o aroma e o sabor dele. É por isso que não está tão difundido ainda", diz a nutricionista.
O produto pode ser ingerido ou ter uso externo. Serve para tratamentos cosméticos através de óleo de massagem ou hidratante. Pode, também, ser consumido em saladas, com uma ressalva: apesar de ser saudável, é uma gordura e, por isso, não pode ser ingerido em excesso pela quantidade de calorias que possui. Também se deve evitar o aquecimento do óleo de abacate, pois, com o calor, ele perde o potencial nutritivo e pode desenvolver substâncias tóxicas.
Pelo alto valor calórico, o abacate deve ser consumido com moderação.
Óleo orgânico
O produto da família Kist é vendido como natural, já que não tem organicidade certificada. Larri diz que o custo para certificar seria muito alto, já que o processo analisa cada árvore e elas estão distribuídas em diversas propriedades. "São muitos fornecedores e, como a certificação é por árvore, é economicamente inviável". Mas ele garante que o cultivo não leva nenhum agrotóxico ou fertilizante sintético.
Para conseguir a certificação, a empresa está plantando árvores em um mesmo local. A plantação vai ter apenas abacateiros de baixo porte, para que se consiga ver melhor cada fruta e, assim, colher no ponto certo de maturação. Eles trabalham também para criar a tecnologia de produção de farinha do caroço da fruta e processamento da polpa que resulta da retirada do óleo.

Cuidados com o colesterol
O colesterol alto é uma das principais causas das doenças cardiovasculares. Estudo do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB) entrevistou 2,6 mil com mais de 18 anos e constatou que 35% delas estavam com taxa de colesterol total acima do recomendado. Ainda, 46% delas apresentaram níveis do HDL, o colesterol bom, menores que o ideal.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 20% da população possui colesterol elevado. Entre pessoas acima dos 45 anos, o índice sobe para um terço. A falta de hábitos saudáveis, como exercícios físicos e alimentação balanceada, é apontada como um dos principais motivos do colesterol alto.


Saiba como usar o caroço de abacate para combater doenças e fortalecer a imunidade
O abacate é uma fruta bastante benéfica para a nossa saúde.

Boa parte das pessoas certamente sabe disso.
O que muito pouca gente sabe é que o caroço (ou a semente) de abacate é um tesouro medicinal.
E somente o desconhecimento justifica o fato de que se coma o abacate e não se aproveite o caroço.
Então você deve estar perguntando: "Mas como eu vou usar o caroço?"
Existem várias maneiras e uma delas vamos ensinar adiante.
Mas antes vamos mostrar um pouco dos poderes do caroço de abacate.
O caroço de abacate é um potente antifúngico e antibiótico natural.

Ele combate fungos, como a cândida, além de nos proteger dos efeitos da picada do mosquito que transmite a febre amarela.
As propriedades anti-inflamatórias do caroço de abacate ajudam os que sofrem com doenças que atingem as articulações, como artrite e tendinite.
Ele também aumenta as defesas do corpo, ou seja, fortalece o sistema imunológico.
E alivia diarreias e inflamações no aparelho digestivo, prevenindo a formação de úlceras gástricas.
Por possuir atividade termogênica, o caroço de abacate ajuda a eliminar gordura localizada.

Os índios confiam muito no poder curativo do caroço e o utilizam para tratar desde diarreias, dores musculares, furúnculos, transtornos nos rins e fígado até males mais sérios, como catarata, epilepsia e problemas na tireoide.
Mas finalmente como usar o caroço de abacate?
Como dissemos, há várias formas.
Duas delas são o extrato e a farinha do caroço de abacate.

Anote as receitas:

EXTRATO

4 colheres (sopa) do caroço de abacate ralado
Meio litro de vinho branco

Coloque quatro colheres (sopa) de caroço de abacate dentro de meio litro de vinho branco.
Deixe descansar por sete dias.
Tome dois cálices diariamente, à tarde e à noite.
Mas não exceda a dose, pois pode provocar irritação gástrica.

FARINHA 

1 caroço de abacate

Rale o caroço e coloque-o no sol, coberto por um tecido como voal, para secar.
Depois, bata no liquidificador e passe numa peneira bem fina.
Conserve num pote bem fechado, na geladeira, e tome 1 colher (sopa) nas refeições.


fonte: curapelanatureza

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Queijos, Pizzas e Sanduíches vegetais

Este mês, com a descoberta da primeira pizza 100% vegetal de Curitiba, com mais de 8 opções deliciosas a base de creme de tofu, resolvi me aventurar novamente nos queijos vegetais.
Se você já conhece alguém que é vegetariano, sabe que ele não recusa o leite e os ovos, mas se for conversar com um vegano, como eu, sabe que se não for 100% vegetal, não vai comer na certa. A razão para se eliminar os queijos do cardápio são muitas, desde motivações éticas, por não apoiar a crueldade envolvida na produção desses alimentos nas indústrias fábricas, até por questões de saúde, como os intolerantes à lactose.
Existem tantas variações de queijo vegetal quanto existem vegetais a serem descobertos, um mais gostoso que o outro, mas dois acabaram se tornando padrão na culinária, os queijos baseados em soja, como o tofu, e o baseado em castanha de caju.
Esta semana irei postar várias receitas, mas se você estiver com muita fome para esperar, seguem algumas dicas:

Pizza com creme de tofu na Memphis Pizzaria, ótimas opções:
Rua Mateus Leme, 969 - Centro Cívico
Fone: 3095-0812

Festival do Queijo Vegano na Hamburgueria Barba Negra
Somente dia 15/05, não percam!
Rua Vicente Machado, 578 - Batel

Efeitos falaciosos do Ómega 3

Estudo mostra que o suplemento não afecta o desempenho cerebral
 De acordo com recentes pesquisas, os suplementos de ómega 3 provenientes de peixe não melhoram a capacidade mental das crianças. Um estudo com crianças em idade escolar revelou que a leitura, dicção e coordenação não foram minimamente alteradas pela toma de suplementos de ómega 3.

Fallacy of fish oil revealed as study finds supplements DON'T boost children's brain power


Autor: tradução de Vera Martins

Missô, shoyu e os alimentos fermentados


Colaboração da nutricionista vegana do Vanguarda Abolicionista, Cláudia Lulkin 


Há poucos anos foi descoberta nas Filipinas uma das tribos mais primitivas do mundo: não possuíam armas nem conheciam a roda. Sabiam, contudo, utilizando-se de pequenos bastões de madeira, produzir o fogo, sobre o qual assavam inhames selvagens e outros alimentos.
Um dos traços básicos dos humanos, pois, é o recusar os alimentos tal como a natureza no-los oferece. Mas nessa recusa não nos aproveitamos apenas das propriedades do fogo: lançamos mão também da ação de certos microorganismos. Esses insuspeitados alquimistas, decompondo os carboidratos e as proteínas em dióxido de carbono, aminoácidos e álcool, mudam completamente o caráter dos alimentos. A esse processo dá-se o nome de " fermentação".
Supõe-se que a fermentação foi descoberta por acaso: em certas ocasiões, frutas esmagadas deixadas ao sol, além de desprenderem aroma incomum, passavam a adquirir sabor inesperado, proporcionando aos que as ingeriam sensação bastante agradável. Esse processo rudimentar de fermentação mostrou-se, porém, completamente imprevisto, pois dependia da presença ocasional de certas bactérias e leveduras transportadas pelo ar. Ora o resultado era positivo, ora negativo.
Com o passar do tempo, esses microorganismos foram sendo reconhecidos e domesticados, possibilitando um controle maior sobre o curso e o destino da fermentação. Ao aplicar leveduras e bactérias específicas, chegou o homem, por exemplo, ao missô, introduzindo o "Aspergillus oryzae" na soja; ao tempê, inserindo o "Rhizopus oligosporus" também na soja; e ao pão, com a ajuda de gerações e gerações do "Saccharomyces cerevisiae".


A fermentação não só torna os alimentos mais digeríveis, como aumenta seu valor nutricional. Ao sintetizarem vitaminas e enzimas, as bactérias de fermentação elevam, às vezes espantosamente, a proporção de micronutrientes essenciais ao corpo humano. Cem gramas de farinha de soja, por exemplo, contém em média 0,2 microgramas de vitamina B12, ao passo que quantidade equivalente de tempê pode chegar a fornecer de 1,5 a 6,3 microgramas da mesma vitamina.


Não bastasse a facilidade com que são digeridos, os alimentos fermentados também auxiliam na digestão dos outros componentes da refeição, sendo indicados sobretudo quando o cardápio consta de gêneros ricos em proteínas, gorduras e carboidratos complexos. Não é à toa que os japoneses nunca deixam de combinar arroz com sopa de missô. O segredo consiste em que os fermentados fortalecem sobremaneira a flora intestinal

Missô 
Produz-se MISSÔ combinando-se KOJI (fermento de arroz ou cevada usado na maioria dos alimentos fermentados japoneses) com grãos de soja cozidos, sal e água. A mistura é então posta a fermentar.
Por tratar-se de um alimento básico, é fundamental conhecer quais fatores influenciam em seu sabor, qualidades medicinais e valor nutricional. Os mais importantes são o método de fabricação e a qualidade dos ingredientes.
Há basicamente dois métodos para produzir MISSÔ: o método moderno e o método tradicional. O primeiro acelera a fermentação por meio de temperatura artificial e acondiciona a mistura em tanques de plástico ou aço inoxidável. Faz uso ainda de grãos e sal processados, pobres em valor nutricional.
No método tradicional, ao contrário, a mistura envelhece espontânea e lentamente em vultosos barris da madeira sob o influxo da temperatura ambiente. Dos ingredientes utilizados, não há sequer um que não seja integral.
Embora os modernos fabricantes aleguem a similitude de sua mercadoria com o MISSÔ tradicional, seus concorrentes discordam peremptoriamente. Alguns produtores artesanais chegam mesmo a comparar o MISSÔ fermentado naturalmente a uma criança saudável: “Se mantivermos uma criança trancada dentro de casa, com ar condicionado ou aquecimento artificial, ela não desenvolverá a resistência, a disposição e a personalidade da criança que brinca ao ar livre, enfrentando os extremos de frio e calor. Da mesma forma, ao MISSÔ fermentado sob temperatura controlada faltam vitalidade e personalidade” . Mais do que um método, a produção artesanal de MISSÔ é um estilo de vida. 

Ao comprar MISSÔ, eleja o fabricado artesanalmente e o não pasteurizado, como por exemplo o MISSÔ KIKUCHI, exclusividade do RESTAURANTE METAMORFOSE. 

Definição de missô: 
Purê feito de soja, sal marinho e cevada ou arroz fermentados. 

Utilização: 
Principalmente em sopas;
Secundariamente em molhos e pastas. 

Fatores determinantes do bom missô: 
Longa fermentação;
Ingredientes integrais;
Clima e ambientes naturais. 

Vantagens da produção artesanal: 
Sabor, aroma e qualidades terapêuticas inigualáveis. 

Benefícios: 
Estimula a secreção de fluidos no estômago;
Promove a assimilação dos alimentos no intestino;
Melhora a qualidade do sangue e da linfa;
Ajuda a eliminar toxinas.


 por Laercio de Vita 

O missô foi inicialmente utilizado pelos cozinheiros japoneses, que o souberam apreciar e introduzir em suas receitas de sopas e molhos requintados. Este constitui um excelente condimento em sopas, verduras e legumes estufados, cereais, leguminosas e na preparação de soja e tofu.


Graças ao processo de fermentação a que é sujeito, o misso é um alimento vivo, que contém bactérias e fermentos vivos, facilmente assimilados pelo organismo, e muito benéfico para o equilíbrio da flora intestinal.
Como são elementos vivos, as bactérias e os fermentos do misso perdem suas propriedades quando são sub¬metidos a altas temperaturas (na fervura, por exemplo). Assim, o melhor é cozinhar em lume brando ou introdu¬zir o misso o mais tardiamente possível na fase da preparação dos alimentos, pouco antes do final da cocção. 


Molho Shoyu

Conhecido há pelo menos 2.246 anos, o molho de soja tem tudo para se tornar um alimento mais presente no dia a dia das pessoas de todo o mundo. Dentre vários motivos para a popularização desse condimento escuro, salgado e capaz de dar sabor e aroma especial a qualquer prato, está a difusão da culinária japonesa das últimas décadas, porém, outro fato relevante é que que ele faz bem a saúde. Vejam algumas citações e curiosidades retiradas do site DiscoveryPortuguese: 


"(...) A cada dia descobrem-se suas novas e importantes propriedades medicinais e por conta delas, só no último ano, o consumo do grão nos Estados Unidos cresceu em 35%. Os nutricionistas recomendam a ingestão diária de 25g de soja ou derivados. Até o momento já se sabe que a soja é rica em proteínas, ferro, cálcio e vitaminas, principalmente as do complexo B. Tem ação antioxidante e previne doenças como osteoporose, câncer de mama e de colo de útero. O molho feito com seus grãos tem ainda uma vantagem adicional, principalmente na versão light, que contém menos sal. É recomendado às pessoas que brigam com a balança, por sua capacidade de enriquecer o sabor dos alimentos com baixas calorias e pouquíssimo amido - só não deve ser consumido por quem tem pressão arterial alta por conta do sal. Diante de tantas qualidades, está prestes a ser repetida uma enorme injustiça histórica, cometida a esse delicioso condimento em sua origem: o shoyu foi difundido e utilizado inicialmente muito mais por suas propriedades do que por seu fantástico sabor." 
"Preparado com grãos de soja fermentados e salgados por salmoura, o shoyu tem alto poder de conservação de alimentos e era essa sua finalidade original. A idéia não foi dos japoneses e sim dos chineses, que desenvolveram um molho rudimentar, feito a base de grãos mofados, para preservar os alimentos durante o transporte. Embora a soja seja cultivada na China há pelo menos 3.500 anos, seu molho é uma invenção bem mais recente.(...)" 
"O Japão seguiu preparando a receita chinesa até o século XV, quando desenvolveu seu próprio molho shoyu. A pasta sólida deu origem a dois produtos, o líqüido shoyu e o sólido misso. Mas foi só no final do século XVI que o condimento passou a ser produzido em larga escala e comercializado. A fórmula foi diversas vezes aprimorada. O molho passou a ser feito com grãos de soja combinados aos de trigo, milho ou feijão (que suavizam seu sabor e conferem paladar levemente adocicado), água e sal. Seu principal segredo, desde o início, consiste na fermentação, processo que leva no mínimo seis meses e passa por diferentes etapas -- e disso depende a qualidade do preparado." 


"Engana-se quem imagina que o shoyu só chegou ao ocidente recentemente. No século XVII, os holandeses descobriram os encantos do molho escuro e os levaram para a Europa, chamando-o de "soy". Especula-se que era esse o condimento secreto usado nos banquetes da corte francesa de Luís XIV, servido em potinhos espalhados pela mesa, que fascinavam os comensais. O molho de soja japonês era levado para a Europa em garrafas de prata e, apesar de seu custo elevado, acabou tornando-se popular entre os nobres." 


DiscoveryPortuguês.com 
Shoyu - O Molho do século XXI 

10 dicas para uma dieta vegetariana

Todo mundo sabe que uma boa dieta vegetariana pode conter todos os nutrientes necessários para se viver saudavelmente. A chave para isso é a variedade de comidas e a quantidade correta de alimentos que você deve ingerir para suprir suas necessidades calóricas. Há diversos livros que podem lhe ajudar a montar uma dieta vegetariana. Mas o ideal é sempre consultar um profissional de nutrição que possa auxiliá-lo a montar um cardápio de acordo com sua idade e necessidades específicas. E lembre-se: entre os nutrientes necessários para um equilíbrio alimentar quando se opta pelo vegetarianismo estão as quantidades certas de proteína, ferro, cálcio, zinco e vitamina B12.
Abaixo, algumas dicas básicas para você se familiarizar com a dieta vegetariana, caso tenha iniciado uma há pouco tempo ou esteja pensando na ideia.

1. Pense na proteína

A proteína para suas refeições pode ser facilmente encontrada em uma série de alimentos, não só na carne. Feijão, nozes, ervilhas e produtos à base de soja são alguns exemplos. Uma alimentação à base de proteína vegetal é naturalmente pouco gordurosa.

2. Fique atento às fontes de cálcio

O organismo usa o cálcio para os ossos e os dentes. Para começar, dê preferência para os alimentos enriquecidos com cálcio e que vão de cereais a suco de laranja. Alguns vegetais de folhagens escuras (como a couve ou mesmo as folhas do rabanete) também possuem alguma quantidade de cálcio.

3. Faça pequenas substituições para deixar a refeição mais rica

Muitos pratos vegetarianos podem ajudá-lo a cortar o consumo das gorduras saturadas e a ingestão de colesterol. E a variedade vai ajudá-lo a comer mais e melhor. Experimente espaguete com molho pesto, pizza vegetariana, lasanha de berinjela (caso você opte por uma dieta lactovegetariana, por exemplo).

4. Churrasqueira também é uma ótima ideia

Você não precisa comer apenas alimentos cozidos. Uma grelha e alguns carvões podem inspirá-lo a fazer alimentos de formas diferentes e com sabor único. Além disso, você pode usar a própria cinza do carvão, ainda quente, como um forno natural e inventar mais ainda.

5. Feijões e ervilhas

São alimentos altamente nutritivos. Na dieta tipicamente brasileira, o arroz (que pode ser o integral) e o feijão são alimentos de todo dia. Não os deixe fora de seu cardápio.

6. Versões vegetarianas de alimentos

Carne de soja, ou mesmo salsicha de soja. Algumas lanchonetes mais atenciosas chegam a oferecer uma versão vegetariana e bastante saborosa do hambúrguer. Tudo tem uma versão vegetariana que, entre outras coisas, tem menos gordura que os alimentos originais.

7. Não é preciso ir a um restaurante vegetariano

A maioria dos restaurantes por quilo tem boas opções de saladas, vegetais cozidos ou mesmo fritos. Além disso, é possível combinar massas com molhos sem carne alguma.

8. Nozes em vez de bacon

Uma ótima opção para quem está começando uma dieta vegetariana e quer se livrar da tentação de alimentos altamente calóricos e saborosos (como o bacon) são as nozes a amendoins. Detalhe: são tão calóricos e quase tão irresistíveis quanto a opção não vegetariana.

9. Vitamina E: sempre de olho nela

Esta é mais difícil de achar, mas nada que seja impossível: sementes de girassol, amêndoas e avelã, por exemplo, contêm a vitamina.

10. Escolha a gordura com cuidado

Sim, ingerir um mínimo de gordura é necessário (ácidos graxos são essenciais para o organismo), seja na forma de azeite ou de óleo de soja. Mas as nozes e gergelim dão conta do recado, caso você prefira.

Vegetarianos: vamos melhorar a dieta?

Nem todo o vegetariano tem uma dieta apropriada já que a retirada das carnes, leite ou ovos nem sempre é compensada com um maior consumo de alimentos benéficos e protetores. Por isto, para que a dieta vegetariana realmente beneficie o corpo, precisa-se atentar à alguns pontos:

  • Sódio. O brasileiro típico consome mais sal do que o necessário. Vegetarianos tendem a consumir menos porém se o consumo de alimentos industrializados é grande (com batata fraita, sopas industrializadas, nozes e castanhas salgadas, pizzas, biscoitos e outros alimentos preparados), a quantidade de sódio continuará acima do recomendado. O sódio em excesso aumenta o risco de doenças cardiovasculares e aumenta a perda de cálcio.
  • Açúcar. Você pode se surpreender com a quantidade de açúcar consumida por alguns vegetarianos. Biscoitos doces, chocolates, açúcar (e também mel, melado, rapadura) no suco, no chá e em outros alimentos aumenta a glicemia, o peso, o risco de doenças como diabetes, câncer e problemas no coração.
  • Alimentos refinados. Troque-os pelos integrais, mais ricos em fibra, zinco, magnésio, ferro e outros minerais. Importantíssimo para os vegetarianos!
  • Melhore o consumo de gorduras boas. Gorduras saturadas e hidrogenadas devem ser reduzidas. As mesmas estão presentes no óleo de palma, de coco, na manteiga e nos alimentos industrializados. Substitua-as por óleo de canola, azeite, nozes, castanhas, sementes, abacate, açaí... Evite também as frituras.
  • Aumente o consumo de vegetais verde escuros: este grupo é rico em antioxidantes, ferro e magnésio, contém poucas calorias, açúcar e sódio.
  • Varie ao máximo frutas e verduras. Tente incluir todos os dias frutas cítricas (laranja, tangerina, kiwi, morango etc) pois são ricas em vitamina C. Também faça pratos bem coloridos para garantir o consumo de ferro e cálcio. O ideal é consumir pelo menos 400 gramas de frutas e verduras diariamente. Se você não consegue procure um nutricionista para averiguar a necessidade de suplementação.
  • Compre alimentos fortificados com B12. Esta vitamina essencial está presente em alimentos de origem animal e em algas. Existem, contudo, cereais (como aveia) e leite de soja fortificados.
  • Não esqueça dos exercícios. Um programa de exercícios é parte importante de uma vida saudável. Apesar disso não ser novidade, alguns estudos mostram que tanto vegetarianos quanto não vegetarianos exercitam-se menos do que deveriam. A atividade física é essencial para a manutenção dos ossos e musculatura fortes, para melhoria da flexibilidade e equilíbrio e para a prevenção de doenças. Faça seu check-up e comece já!

Comida vegetariana

Quem foi que disse que ela não pode ser saborosa?

Quem ensina o passo-a-passo de massa de carne vegetal para hamburgueres e
almôndegas é Elenir Goebel Rodrigues. 
Clique aqui  pra ver e imprimir a receita

Deu água na boca só de ver a foto ao lado? É bacalhoada, mas à moda
vegetariana, portanto, no lugar do peixe, é usado carne de soja. Isso mesmo. É que os
vegetarianos não comem carne animal.
Mas existem vários tipos de
vegetarianos, entre eles os ovolactovegetarianos que,
apesar de não comerem carne animal,
consomem ovos, leite e seus derivados; e o veganos que são aqueles que excluem
radicalmente toda a alimentação que tenha vindo dos animais e ainda não usam
roupas, calçados, cosméticos ou qualquer artigo, como lã e couro, que venham
de animais.

Há quase cinqüenta anos, Elenir Goebel Rodrigues (foto ao lado) tornou-se
vegetariana. Mas tomou consciência disso aos poucos.

"Eu ía pra aula e passava perto de um lugar em que preparavam carne e eu não gostava do
cheiro. Minha mãe insistia que eu tinha que comer, por causa das proteínas,
mas eu não gostava. Eu lia muito e vi que esta repulsa tinha
lógica", lembra Elenir que está no grupo dos ovolactovegetarianos.

E ela deixa claro que em sua alimentação não faltam proteínas. "As proteínas são formadas
por 22 aminoácidos. Oito deles são essenciais e só se consegue na
alimentação. A carne animal possui todos os oito. Mas se você comer, por
exemplo, só arroz e feijão ou só feijão e angu também vai consumir. Um é uma
leguminosa e outro é cereal", revela.

soja é um boa fonte de proteína,
porque, segundo Elenir, possui duas vezes mais proteína que outros tipos de
feijão e que a própria carne, peixe e queijo, além de quatro vezes mais
proteínas que os ovos.

 

 
Chantily de soja
Torresminhos de soja
Com a soja, é possível fazer diversas receitas, como torresminhos,
strogonoff, chantily, feijoada, coxinhas vegetarianas, assado de carne vegetal...
Quanto ao sabor, ensina um truque. Para diminuir o gosto forte da proteína da soja seca, ela segue os
seguintes passos: coloca a proteína de soja seca com água no fogo. Assim que levantar fervura, ela desliga e passa a soja pelo escorredor, aperta e lava. "Este é o segredo. Lavar depois de fervido".

Outro detalhe que Elenir chama a atenção é sobre os alimentos refinados, como a farinha de trigo e o arroz. "Além de perderem a fibra, que ajudam na limpeza do organismo durante a digestão, estes alimentos perdem vitaminas e sais mineirais". Por isso, ela fez um livro com os detalhes sobre estas perdas.
Veja uma das tabelas:


Refinação do trigo 

Perda 

Vitamina B1

86%

Vitamina B2

70%

Niacina

86%

Ferro

84%

Vitamina B6

60%

Ácido Fólico

70%

Ácido Pantotênico

54%

Biotina (vitamina H)

90%

Cálcio

50%

Fósforo

78%

Cobre

75%

Magnésio

72%

Manganês

71%
Seu jeito calmo de ser e de falar, segundo Elenir e devido a exclusão da carne de sua dieta. "Uma das coisas que a ingestão de carne provoca é a irritação, porque na hora de abater o animal, ele fica tenso e libera algumas substâncias que a pessoa acaba ingerindo. Isso sem contar as doenças", diz.



  • Ceias lights e vegetarianas 



  • Alimentação natural 



  • A soja na alimentação 



  • Alimentação Vegetariana - parte I 



  • Alimentação Vegetariana - parte II 
  • Confira os melhores alimentos para a sua saúde

    (clique na imagem)

    Alimentos que não podem faltar na sua mesa

    Nutricionistas apontam quais são os produtos que não podem faltar em sua dieta. Feijão, batata, azeitonas e chocolate amargo estão entre eles
    Segundo os nutricionistas, azeitona, tomate, chocolate amargo e toranja devem fazer parte de sua cardápio
    Médicos e nutricionistas vivem repetindo que uma alimentação balanceada é o segredo para uma vida mais saudável. A lista do que se deve evitar (açúcar, frituras, refrigerantes) é imensa e todos conhecem. Mas quais alimentos podem nos fornecer, de fato, um benefício maior para nossa saúde? 

    O site da revista britânica Times ouviu diversos nutricionistas que apontaram quais são os alimentos que você não pode deixar de fora de sua mesa. A lista é bem diversificada e agrada a todos os paladares. Aproveitem as dicas: 

    Feijão cozido Rico em fibra solúvel , o que ajuda a baixar o açúcar do sangue e os níveis de colesterol. Além disso, o alimento fornece 6 gramas de proteína por porção média, aproximadamente a mesma quantidade de um ovo de tamanho médio. A dica é consumi-lo com torradas, com batata cozida, ou simplesmente puro. 

    Chá verde 
    Rico em polifenóis (antioxidantes), o chá verde tem funções antibacteriana e antitrombóticas. A milenar bebida do Oriente ainda ajudar a regular o sistema imunológico e a combater a cárie dentária. 

    Salsa 
    Mastigar algumas folhas após uma refeição pode ajudar a manter seu hálito fresco. Rica em clorofila, a salsa é uma fonte de vitamina C, um antioxidante fundamental que ajuda a proteger o ataque dos radicais livres. 

    Maçã A fruta possui espantosos 150 supernutrientes, entres eles a quercetina, um antioxidante que aparece em pesquisas de laboratório como um aliado no combate ao vírus da herpes. É importante ressaltar que a quercetina fica logo abaixo da casca da maçã, por isso ela não deve ser retirada. 

    Grapefruit (toranja) Diz-se que comer uma toranja antes de cada refeição ajuda a reduzir a ingestão de calorias. Isso acontece porque ela abaixa a quantidade de açúcar no sangue e faz com que as pessoas se sintam mais satisfeitas. Grapefruits também possuem ácido glucárico capaz de ajudar na redução do colesterol. 

    Tomate O vegetal é conhecido como uma importante fonte de licopeno, um importante protetor contra o câncer de próstata. Estudos revelam que os homens que comem tomate (em purê, suco ou sopa) de dez ou mais vezes por semana têm 35 % menos chances de desenvolver câncer de próstata. 

    Romã 
    Cientistas israelenses descobriram que pessoas que bebem 100ml de suco de romã por dia têm grandes chances de reverter danos nas artérias. Isso acontece porque a fruta é rica em paraoxonase, uma enzima que “quebra” o colesterol em nosso organismo. 

    Batata
    A batata cozida fornece rápida liberação de energia, tornando-se uma boa opção ao pós-treino físico As batatas liberam energia de uma forma lenta, o que ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue e o apetite sob controle entre as refeições. 

    Aveia Rica em fibra solúvel chamada beta glucan, que reduz o colesterol "ruim". A aveia também nos dá a sílica, um mineral que os pesquisadores acreditam ser vital para ter uma boa pele. 

    Ovos Poacher 
    O ovo fornece a lecitina, um componente vital para os transmissores no nosso cérebro que atuam na função da memória. Os cientistas acreditam que comer dois ovos no almoço faz com que você tenha uma sensação de saciedade durante o resto do dia. 

    Ervilhas Uma porção de 140g de ervilhas contém até 16mg de vitamina C. O alimento também é rico em vitamina B, essencial para um sistema nervoso saudável. Além disso, a ervilha é rica em fibra solúvel que ajuda a manter o colesterol sob controle. 

    Ameixa seca Os especialistas recomendam misturá-las com leite e iogurte para fazer um poderoso antioxidante. Os açúcares especiais contidos nas ameixas também irão ajudar na prevenção do câncer do intestino. 

    Chocolate amargo 
    As variedades escuras (acima de 70% de cacau) são ricas em antioxidantes. Estudos têm demonstrado que o flavanol presente no cacau atua como uma aspirina no organismo, o que pode deixar o sangue mais fino. 

    Blueberries congeladas 
    Uma maneira fácil e gostosa de prevenir o envelhecimento do cérebro e manter-se disposto durante o dia. A dica é consumir a fruta no café da manhã, misturada ao iogurte. 

    Azeitonas 
    As azeitonas são boas fontes de gorduras monossaturadas, compostos fenólicos e vitamina E, que são importantes para a saúde das artérias e para garantir uma vida mais longa. 

    Amêndoas 
    Segundo os especialistas, vale a pena trocar o consumo de biscoitos e bolos por um punhado de amêndoas. A pesquisa mostra que isso vai ajudá-lo a sentir-se satisfeito por mais tempo, além de auxiliar na desobstrução das artérias. 

    Chilli 
    A iguaria tem o poder de aumentar o seu metabolismo e, com isso, a queima de calorias pode aumentar cerca de 15% durante duas horas depois de você comer o molho. 

    Massas integrais A variedade de pão feito com trigo integral tem um índice glicêmico menor do que o pão normal e libera a energia lentamente. É recomendado para esportistas que precisam de músculos com energia. 

    Cúrcuma 
    Muito usada na culinária indiana, a especiaria é uma grande fonte de curcumina, que é apontada como um poderoso anti-inflamatório. Além disso, pode ajudar a combater o câncer do intestino. Batata

    Alimentos orgânicos são mais ricos

    Alimentos orgânicos são mais ricos


    O consumo de frutas e verduras é fundamental para a saúde. Estes grupos de alimentos fornecem vitaminas e minerais que atuam em nosso corpo regulando processos e prevenindo doenças. Porém, a forma de manejo dos cultivares tem comprometido a quantidades de micronutrientes destes alimentos. A tabela acima mostra que cultivares orgânicos são mais ricos em minerais do que a agricultura convencional. Lição de casa? Procure comprar produtos orgânicos, estimulando os pequenos agricultores da região onde você mora.

    Fonte: The 16th IFOAM Organic World Congress, Itália, junho/2008. Contato: ifoam2008@provincia.modena.it