sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Alimentos funcionais e seus benefícios à saúde e beleza

Alimento funcional é aquele alimento ou ingrediente que, além das funções nutricionais básicas, quando consumido como parte da dieta usual, produz efeitos metabólicos e/ou fisiológicos e/ou efeitos benéficos à saúde, devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica. A eficácia e segurança desses alimentos deve ser assegurada por estudos científicos. O termo alimentos funcionais foi primeiramente introduzido no Japão em meados dos anos 80 e se refere aos alimentos processados contendo ingredientes que auxiliam funções específicas do corpo além de serem nutritivos.


Para que os benefícios sejam alcançados é necessário que o consumo desses alimentos seja regular. O ideal seria que que as pessoas passem a utilizar mais vegetais, frutas, cereais integrais em sua alimentação, já que grande parte dos componentes ativos estudados estão contidos nesse alimentos. Uma outra dica é substituir em parte o consumo de carne de vaca, embutidos e outros produtos à base de carne vermelha por soja e derivados (especialmente carne de soja e isolados protéicos de soja) ou peixes ricos em ômega 3.

Os alimentos funcionais, ou nutracêutico, não curam doenças, apresentam princípios ativos capazes de prevenir ou reduzir seu risco. Entre as doenças mais investigadas estão as cardiovasculares, câncer, hipertensão, diabetes, doenças inflamatórias e intestinais, algumas afecções reumáticas e Mal de Alzheimer. No entanto, esses alimentos só funcionarão se fizerem parte de uma dieta balanceada e equilibrada, acompanhada de exercícios físicos.


ALIMENTOS FUNCIONAIS E O CÂNCER

Uma alimentação rica em antioxidantes é indicada para todos os tipos de câncer. Alimentos que estimulem o sistema imunológico devem ser adicionadas a essa dieta.

Os alimentos antioxidantes , encontram-se em especial nos vegetais, pelo que se debate cada vez mais o papel dos frutos, legumes e cereais, verdadeiros alimentos funcionais, na saúde e qualidade de vida.

Alguns dos componentes da soja, dentre os quais se destacam os isoflavonóides, podem exercer efeitos protetores, e têm sido utilizados para explicar a baixa incidência de alguns cânceres no Oriente, em especial o câncer de próstata, mama e colón. Os isoflavonóides são fito-estrógenos, que possuem semelhança estrutural com os estrógenos endógenos e apresentam atividades estrogênicas e anti-estrogênicas. Estudos críticos atuais têm concluído que os produtos da soja são capazes de exercer efeitos fisiológicos teoricamente relacionados ao risco de alguns cânceres, mas ainda não é possível afirmar que eles possam contribuir para a baixa mortalidade por câncer na Ásia. O uso prolongado, desde a infância, pode ser mais eficiente.
Fonte: BIREME

COMPONENTES ATIVOS: PROPRIEDADES BENÉFICAS, EXEMPLOS DE ALIMENTOS FUNCIONAIS QUE CONTÉM O COMPONENTE

Isoflavonas Ação estrogênica (reduz sintomas menopausa) e anti-câncer: Soja e derivados;

Proteínas de soja Redução dos níveis de colesterol: Soja e derivados;

Ácidos graxos ômega-3 (EPA e DHA) Redução do LDL-colesterol; ação antiinflamatória. Indispensável para o desenvolvimento do cérebro e retina de recém nascidos;

Acido a-linolênico Estimula o sistema imunológico e tem ação antiinflamatória: Óleos de linhaça, soja; nozes e amêndoas;

Catequinas Reduzem a incidência de certos tipos de câncer, reduzem o colesterol e estimulam o sistema imunológico: Chá verde, cerejas, amoras, framboesas, mirtilo, uva roxa, vinho tinto;

Licopeno Antioxidante, reduz níveis de colesterol e o risco de certos tipos de câncer como de próstata: Tomate e derivados, goiaba vermelha, pimentão vermelho, melancia;

Luteína e Zeaxantina Antioxidantes, protegem contra degeneração macular: Folhas verdes (luteína)Pequi e milho (zeaxantina);

Indóis e Isotiocianatos Indutores de enzimas protetoras contra o câncer, principalmente de mama: Couve flor, repolho, brócolis, couve de bruxelas, rabanete, mostarda;

Flavonóides Atividade anti-câncer, vasodilatadora, antiinflamatória e antioxidante: Soja, frutas cítricas, tomate, pimentão, alcachofra, cereja, salsa, etc

Fibras solúveis e insolúveis Reduz risco de câncer de cólon, melhora funcionamento intestinal. As solúveis podem ajudar no controle da glicemia e no tratamento da obesidade, pois dão maior saciedade: Cereais integrais como aveia, centeio, cevada, farelo de trigo, etc, leguminosas como soja, feijão, ervilha, etc, hortaliças com talos e frutas com casca;

Prebióticos - frutooligossacarídeos, inulina Ativam a microflora intestinal, favorecendo o bom funcionamento do intestino: Extraídos de vegetais como raiz de chicória e batata yacon

Sulfetos alílicos (alil sulfetos) Reduzem colesterol, pressão sanguínea, melhoram o sistema imunológico e reduzem risco de câncer gástrico: Alho e cebola

Lignana, Inibição de tumores hormônio-dependentes: Linhaça, noz moscada;

Tanino, Antioxidante, anti-séptico, vaso-constritor; Maçã, sorgo, manjericão, manjerona, sálvia, uva, caju, soja, et;

Estanóis e esteróis vegetais, Reduzem risco de doenças cardiovasculares: Extraídos de óleos vegetais como soja e de madeira;

Probióticos - Bífidobacterias e Lactobacilos, Favorecem as funções gastrointestinais, reduzindo o risco de constipação e câncer de cólon: fermentados(missô, iogurtes vegetais);

Limonóides, Estimulo à produção de enzimas protetoras contra o câncer e redução do colesterol: Frutas cítricas. 

O sal dá a graça

Na Bíblia, há mais de 30 referências a este alimento, considerado sagrado, pois jamais apodrece ou se corrompe. Versátil e cheio de nuances, sua trajetória acompanha a do homem e agora se mostra renovada em sabor e qualidades exploradas pela melhor gastronomia.
A cena está tão incorporada a nosso dia-a-dia que mal nos damos conta do quão saborosa é. Feche os olhos e tente se lembrar das mãos que espalhavam sobre a panela ao fogo um pouco de sal. Desde pequenos, estamos acostumados a ver as mulheres da família – mãe ou avó – colocando o tempero na comida que preparavam com especial atenção. O gesto sempre enriquecia de gosto o prato principal. E até hoje é valorizado pelo cinema quando se quer retratar o sabor de viver. Imagine filmes como Tempero da Vida e A Festa de Babete sem sal?
A história do ingrediente se confunde com a da humanidade. Moeda forte na Roma antiga, é a raiz da palavra salário (do latim salariu), que designava a ração de sal paga aos soldados por mês. Até o século 19, era ainda o único agente usado para conservar alimentos.

MARCA DA PUREZA
Ao longo do tempo, o sal ganhou também um significado quase sagrado. O filósofo Platão o via como uma “substância cara aos deuses”. No catolicismo, é considerado marca de eternidade e pureza porque jamais apodrece ou se corrompe. Razão de estar presente na mesa do santuário. A expressão “Vós sois o sal da Terra”, dita por Jesus a seus apóstolos, consta da Bíblia. No batismo católico, a pitada salgada é para lembrar o tempero da vida. Na cultura judaica, o Pessach é comemorado com batatas e ovos cozidos regados com água salgada, que simboliza as lágrimas derramadas pelos judeus na travessia do deserto, durante a fuga do Egito.
Pitadas de lenda e superstição também constam no DNA do produto. No Brasil de 1792, na sentença de Tiradentes, os juízes exigiram que se derramasse sal no chão de sua casa para que nada ali tornasse a nascer. Nas crenças populares, o sal grosso afasta o mau-olhado.
CORPO E GASTRONOMIA
Mais do que um dos minerais essenciais à nossa alimentação, o cloreto de sódio é fundamental a nossa constituição. Temos sal no sangue, na lágrima e em todos os fluidos do organismo. Sem ele, o corpo não mantém o volume de água necessário a seu funcionamento. Além disso, o ingrediente ajuda a dissolver gorduras nocivas e a equilibrar o nível de colesterol e triglicérides.
Na lista de qualidades do sal, o mais novo atributo diz respeito à gastronomia. Chefs do mundo todo têm se debruçado sobre potinhos de sais das mais diversas procedências para produzir receitas deliciosas. Calcula-se em mais de 300 os tipos de sal culinário. “É um ingrediente versátil e apaixonante”, diz o chef José Ba rattino, que trabalha à frente do restaurante do Hotel Emiliano e é um dos maiores pesquisadores do assunto. A chef uruguaia Clo Dimet oferece uma degustação de sais no restaurante La Table Oliviers & Co. E Carole Crema, do grupo Montana Grill, não deixa o ingrediente de fora nem de receitas doces. De fato, tudo com sal fica melhor. É qualidade dele atenuar os sabores desagradáveis e valorizar o bom gosto.

Uma pitada de sal adicionada à água em um vaso de flores manterá as flores de corte frescas por mais tempo

Misture vinagre aquecido com sal de cozinha. É excelente para limpar fogões e frigideiras engorduradas

Para retirar manchas difíceis de café e chá das xícaras, esfregue-as com sal

Temos sal no sangue, na lágrima e em todos os fluidos do corpo 

Pimenta, ela esquenta sua vida

Agora é um bom momento para explorar as qualidades deste fruto poderoso, que mexe com o paladar e o ânimo. Da mais ardida àquela que serve de tiragosto, descubra como o tempero pode enriquecer sua culinária.
Pimentas
O inverno está aí. O termômetro baixa e a pimenta entra em alta. “Quem costuma sentir frio pode se beneficiar com a ingestão deste alimento”, explica o acupunturista Antonio José Demian, de São Paulo. Ele apóia seu saber na medicina chinesa, que há muito descobriu a pimenta vermelha como um fator de equilíbrio da energia do corpo.

O nutrólogo João Curvo, do Rio de Janeiro, defende que temperos, temperaturas e temperamentos possuem estreita relação. Ele recomenda que pessoas predominantemente doces comam alimentos mais picantes e ácidos. “Muita doçura as deixa hipersensíveis, vulneráveis às agressões externas.” Já quem tem pavio curto deve evitar a pimenta e saborear itens refrescantes, como saladas de sabor amargo. “Quando utilizamos os temperos de forma adequada, podemos tratar melhor a depressão, a agitação e o amargor da alma”, diz Curvo.

Dono de uma loja na capital paulista com mais de 250 tipos de pimenta, Nelusko Linguanotto Neto credita ao ingrediente outras qualidades. “O que é que a pimenta tem? O dom de trazer vida à mesa.” Deve ser daí que surgiu a expressão “coloque um pouco mais de pimenta em sua rotina”.

O SABOR DE BELÉM 
Uma amostra de que o Pará é mesmo o maior produtor de pimenta-do-reino do Brasil (80 mil toneladas por ano) está no mercado Ver-o-Peso, em Belém, com sua profusão de ervas, raízes, condimentos, poções e essências – algumas com propriedades medicinais e muitas (dizem os moradores) com poderes milagrosos.

No meio de alamedas, há um zanzar diário de personagens que vivem da pimenta. Gente como o senhor Osvaldo Pereira Lira (foto), mais conhecido como Galo, 73 anos, há 56 deles como vendedor. Fornecedor de grandes chefs da cozinha paraense (como Fábio Cecília, do tradicional restaurante Don Giusepe), Galo sabe o que é preciso para cada prato e o que cada pimenta pode fazer por ele. “O que é um tacacá, e um pato no tucupi sem a pimenta-de-cheiro?”, pergunta. Além das pequenas notáveis que enchem as bancas como um mosaico colorido em verde, amarelo e vermelho, Galo oferece conservas e molhos em garrafas, que fazem da barraca uma atração à parte.

Que tal um chazinho para a memória?


Isso é o que sugere uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Cingapura, publicada na renomada revista científica American Journal of Clinical Nutrition. O estudo acompanhou 2,5 mil pessoas com mais de 55 anos durante dois anos e constatou que, entre os que tomavam pelo menos duas xícaras de chá (verde ou preto) durante o dia, 65% dos idosos, os resultados nos testes cognitivos eram melhores (dois pontos acima) do que entre os que não consumiam a bebida.

A notícia é animadora. O chá pode auxiliar a reduzir os riscos de demência e uma progressão para o mal de Alzheimer. Para os cientistas, o valor preventivo da bebida está relacionado “ao efeito sinérgico de vários de seus componentes químicos”. Segundo Flavio Dantas, clínico geral e especialista em chás da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp),“as substâncias encontradas nos chás medicinais são muitas, mas as mais importantes são os alcalóides, os bioflavonóides, os óleos essenciais, os glicosídeos,os taninos e os esteróis. Os flavonóides, por exemplo, existem em grande quantidade e têm propriedades antioxidantes, além de alguns estudos associarem propriedades antiinflamatórias e protetoras contra alguns tipos de câncer”.

O especialista diz que a bebida é bastante segura e, embora ainda não se saiba exatamente qual a dose diária eficaz, recomenda duas a três xícaras por dia.

Hora do chá: branco x verde
Para nós, ocidentais, o chá branco tem sabor de novidade. No entanto, a bebida é conhecida entre os chineses desde os primórdios da dinastia Song (de 960 a 1275 d.C.). Lá, ele é muito apreciado no verão por ser refrescante e suave. Por aqui, ganhou notoriedade pelo exotismo de seu plantio e de sua colheita e pelos possíveis benefícios à saúde e à boa forma. Assim como o chá verde e o preto, o branco também é extraído daCamellia sinensis, uma planta procedente principalmente do sul da China e do norte da Índia. Para produzi-lo, diferentemente dos outros, só os brotos mais jovens, ainda cobertos de uma penugem branca, são colhidos. Todo esse processo é manual. “Para manter a cor característica dele, é importante retirar da árvore apenas os botões fechados, que não sofreram o processo de fotossíntese sobre a clorofila, a responsável pelo tom verde dos demais chás”, explica o homeopata Luiz Antonio Costa, membro do Comitê de Plantas Medicinais e Fitoterápicas do Ministério da Saúde. Depois de colhidos, os brotos secam naturalmente, sendo assim menos processados que as folhas dos chás verde e preto. “A colheita do chá branco, no Oriente, acontece uma vez por ano, entre os meses de abril e maio. A primeira safra oferece sabor suave e a segunda produz uma bebida mais encorpada”, conta a estudiosa Carla Saueressig, proprietária da Loja do Chá, de São Paulo.
MEIAS VERDADES
Por ser proveniente de brotos muitos jovens, na plenitude de seus princípios ativos, o chá branco logo ganhou a fama de ser uma versão potencializada do verde. “Os botões nessa fase apresentam uma hiperconcentração de polifenóis (antioxidantes) e de catequinas (compostos que diminuem os riscos de mau funcionamento celular), o que pode sugerir uma ação mais eficiente no combate às enfermidades quando comparado ao chá verde. No entanto, ainda estamos num campo experimental e é mais seguro prescrever o chá branco como um suplemento alimentar e não como um medicamento”, atesta Costa. Não que o chá branco não tenha sido alvo de pesquisas, ao contrário. A controvérsia é em relação a sua superioridade ao verde. “Com base nas últimas análises, posso afirmar que os benefícios do chá branco são semelhantes aos do verde. As diferenças são pequenas”, argumenta o fitoterapeuta Cezar Bazani, diretor da Sociedade Brasileira de Fitoterapia. No que toca à discrepância entre os dois chás, o médico se refere, entre outros trabalhos, ao realizado em 2007 pela Universidade de Oregon, nos EUA, comandado pelo Instituto Linus Pauling, onde o chá branco foi diluído em água e dado a um grupo de ratos por mais de oito semanas. A outro grupo, deu-se a quantidade equivalente de cafeína sem o chá. Num determinado momento do experimento, as cobaias receberam agentes carcinogênicos. A observação dos resultados revelou que os animais que tomaram chá branco se desintoxicaram mais rapidamente e apresentaram poucas lesões pré-cancerosas no cólon. Os pesquisadores concluíram, então, que o primeiro grupo apresentou melhores resultados porque o chá branco, além dos ativos antioxidantes, concentra um alto índice de cafeína (maior do que qualquer outra versão do chá) e, conseqüentemente, protege mais contra a formação de lesões pré-cancerosas no intestino grosso. Apesar da boa notícia, não se pode considerar esse trabalho como definitivo. E mais: o resultado da pesquisa, se comparado com outros estudos feitos com o chá verde, mostra apenas que o chá branco tem um poder antimutagênico maior que o verde. “Mas isso é como dizer que limão tem mais vitamina C que laranja. E daí? É muito irrelevante dizer que só isso prova a superioridade do chá branco sobre o verde”, dispara o fitoterapeuta João Bosco.
PRAZER TAMBÉM É SAÚDE
O dermatologista Adilson Costa, coordenador do Núcleo de Pesquisa Clínica em Dermatologia da PUC de Campinas (SP), também alerta sobre os reais benefícios dessa versão de chá para a pele: “Não há estudos clínicos envolvendo seres humanos que compare os resultados antienvelhecimento do chá branco com o verde, com placebo ou até um grupo de controle sem tratamento. Faltam pesquisas de longo prazo, com metodologia ampla, que comprovem a superioridade cosmética e medicinal do chá branco”.

Nem bem digerimos os efeitos benéficos do chá verde – ele tem ação desintoxicante, é diurético e acelera o metabolismo – e já se fala num parente seu mais poderoso. O chá branco, que, por ser uma versão menos processada, acredita-se que tenha maior eficácia em retardar o envelhecimento, combater os quilos extras e reduzir o colesterol alto. Será?
Enquanto os cientistas se servem do chá branco para experimentos mais conclusivos, as lojas comemoram a venda do produto. “Depois que a imprensa começou a falar dele, a procura aumentou muito. E olha que eu já importo esse tipo de chá há mais de oito anos, mas só agora ele caiu nas graças do público”, conta Carla Saueressig. Raro, por isso caro, o chá branco é vendido a granel, geralmente a partir de 50 g, que custam em média R$ 55 (quantidade suficiente para 4 litros da bebida). Os especialistas recomendam usar folhas desidratadas, em vez de saquinhos industrializados. Outro cuidado é quanto à validade. “Para preservar o sabor, a cor e as propriedades, as folhas não devem ser guardadas por mais de um ano”, ensina Cezar Bazani. Quanto ingerir não é consenso, apesar de muitos indicarem até três xícaras diárias, a mesma quantidade recomendada de chá verde. “O que vale é o ritual prazeroso que o chá implica. Esqueça se ele vai ou não nos deixar mais jovens, magros ou com a pele sedosa. Saboreie sem pressa seu gostinho levemente frutado, aprecie o aroma delicado, enfim, curta o momento. Isso só faz bem ao corpo e à alma”, conclui Carla Saueressig. 
Como preparar
Devido ao tanino, uma substância acentuada nos brotos jovens da camélia, o chá branco tem sabor mais forte que o verde. O que não quer dizer que seja amargo. Quando preparado corretamente, seu gosto é sutil e refrescante. Assim como os demais chás, possui cafeína. Portanto, para evitar a insônia, aconselha-se consumi-lo até as 18 horas. Use de preferência água mineral, sem cloro: 1 litro para entre 11 e 13 g de erva. Aqueça a água entre 70 e 80 oC, deixe esfriar um pouco e deposite as folhas. O tempo de infusão para a maioria dos chás brancos é de 2 a 3 minutos – o Silver Needles, a versão mais sofisticada da bebida, pede até 15 minutos. Adoçar ou não e prová-lo quente ou frio fica a gosto de cada um. “O que não se pode fazer é prepará-lo num dia e consumi-lo no outro, pois o líquido oxida e o chá perde suas qualidades”, alerta Carla Saueressig.
Uma planta, quatro chás
A essência dos chás branco, verde, preto e oolong é a mesma, ou seja, a planta Camellia sinensis. Conheça a seguir as características de cada um deles.

CHÁ BRANCO
É a versão menos processada de todas.
Características: obtido do miolo e da ponta das folhas jovens, é o que mais conservaria as propriedades da planta.
Sabor: delicado e refrescante

CHÁ VERDE
As folhas secam à sombra, submetendo-se em seguida a um aquecimento, em fornos próprios, para inativar as enzimas que promovem a oxidação.
Características: seus princípios ativos são preservados. E o teor de cafeína – uma substância originada da oxidação – é baixo.
Sabor: levemente amargo.

CHÁ PRETO
É totalmente fermentado.
Características: suas folhas são submetidas a secagem prévia, fermentação e secagem final. Por isso, boa parte dos princípios ativos é prejudicada. A oxidação produz um teor elevado de cafeína.
Sabor: amargo, excitante.

CHÁ OOLONG
Essa variedade se difere das anteriores por ser parcialmente fermentada. Sofre cerca de 30% de fermentação em comparação ao chá preto.
Características: mais excitante do que o verde.
Sabor: não tão forte quanto o preto.
Texto: Raphaela de Campos Mello

SAIBA MAIS

Há vários estudos em andamento sobre o chá branco. É possivel acompanhar o progresso das pesquisas (em inglês). Consulte:

• Universidade de Cracóvia, Polônia: www.uj.edu.pl
• Instituto Linus Pauling, Estados Unidos: www.lpi.oregonstate.
edu
• Clínica Mayo, Estados Unidos: www.mayo.edu














Invente com chá

Se existe uma bebida aromática e ritualizada no planeta, ela é o chá. Por isso, não há de surpreender que os versados nas artes da cozinha tenham decidido incrementar receitas de pratos quentes, molhos, cremes e sobremesas com essa infusão de ervas. Que tal algumas idéias?
No cardápio dos orientais, aproveitar o chá na culinária não é novidade, mas para nós é coisa recente. As receitas ainda estão sendo testadas e muitas já provaram que dão um bom samba”, diz a consultora culinária Bettina Orrico. Por ser um ingrediente de sabor delicado, todo mundo pode arriscar uma invenção de doces ou salgados. Uma pitada de ervas misturada na massa ou o próprio chá regado sobre carnes e peixes costumam dar um quê de segredo à receita, e acredite: isso vai aguçar a imaginação de quem experimenta.
Só para estimular o início de sua alquimia, falamos com chefs de cozinha que já aprovaram algumas combinações. É o caso do risoto de camarão com banana à base de chá verde criado pelo chef Paulo Contarini, do restaurante Capim Santo, de São Paulo. O aroma e o sabor do prato são irresistíveis. No entanto, se quiser explorar a cor dessa erva, a nutricionista Lisiane Miura aconselha usar a variedade matcha, a mesma empregada na cerimônia do chá japonesa. “Ela vem em pó e misturada numa receita comum de bolo empresta ao doce seu tom verde-suave.” Conselho: use pouca quantidade – uma colher de chá diluída em água morna numa xícara de café é o suficiente para dar a coloração.
Já Luiz Renato Domênico, à frente do bufê paulista Santa Especiaria, especializado em alimentos orgânicos, gosta de valorizar seus pratos com o brasileiríssimo capim-santo. “Uso a erva natural em molhos para carne e pescada e também faço compotas de frutas”, diz ele. Aqui, vale uma dica de Bettina: “Para apurar o sabor, é preciso usar a raiz e não as folhas, como as vendidas nos supermercados”. O delicado chá preto também tem rendido iguarias. Um exemplo é o creme brulée elaborado por Márcio Seiji, professor de cozinha asiática do Centro Universitário Senac, de São Paulo. Na tradicional sobremesa francesa, o chef incluiu 5 g do chá. Mesmo sutil, o sabor não deixa de ser notado. E que tal uma pizza cuja massa leve chá preto e chá de erva-doce? Saborosa, é fácil de fazer: basta ferver o chá (dois saquinhos de cada um) por cinco minutos e acrescentá-lo com 1/2 xícara de óleo à massa convencional de pizza. Se você é adepto do chá de capim-cidreira e de camomila, vai aprovar o creme de sagu e a raspadinha preparados com a infusão dessas ervas.
Bom para a saúde
Calmantes, estimulantes, auxiliares na perda de peso. São muitos os benefícios comprovados numa xícara de chá. Entretanto, é difícil atestar se essas qualidades terapêuticas permanecem intactas durante o preparo das receitas culinárias. O professor João Ernesto de Carvalho, farmacologista da Universidade de Campinas (Unicamp) e membro da Comissão de Alimentos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), lembra que, no aquecimento da bebida e em sua mistura com outros ingredientes, alguns componentes voláteis, responsáveis pelo aroma, se perdem. O mesmo acontece com os polifenóis encontrados no chá verde – são eles que dão sabor à bebida e contribuem para a ação antioxidante. Também as propriedades do tanino, outra substância antioxidante, podem se atenuar ao se agregar às proteínas da carne ou do leite. “É preciso ter em mente que, para qualquer alimento ou bebida demonstrar seu poder funcional, eles devem estar presentes na dieta regular. Os efeitos do chá verde são comprovados entre os orientais porque, em sua região, eles costumam consumir em média oito xícaras dele por dia”, ressalta o farmacologista. 

Substituir o mel por glicose/glucose de milho.

melCompare o Mel e a Glicose de Milho

O mel é frutose e contém ainda dextrose, o mesmo açúcar das frutas. Já a glicose de milho  é – como diz o nome o açúcar extraído desse vegetal.
Por serem formas de açúcar, ambos são da pesada. Na dianteira, mas por pouco, vem o mel, com 60 calorias em 1 colher de sopa. A mesma medida de glicose de milho soma 57 calorias.
Com a dupla, o corpo ganha pique na verdade, ligeiramente mais com o mel, já que em 1 colher de sopa dele há 16 gramas de carboidratos, um notório energético. A mesma porção de glicose de milho oferece 14 gramas.

Um ingrediente pode substituir o outro sem a receita dar errado, mas a glicose de milho tem um sabor muito suave. Já o marcante mel deixa o seu gosto característico em qualquer prato.

No quesito cálcio- o mineral do esqueleto, glicose de milho ganha disparado. Ela tem 10 miligramas dele em cada colher de sopa. Essa quantidade de mel contém mísero 1 miligrama.
Outra vitória para a glicose de milho, agora na categoria fósforo. Ela tem 5,8 miligramas do mineral em cada colher de sopa. A mesma medida de mel apresenta só 1,16 miligrama.
A glicose de milho tem sete vezes mais ferro do que o mel, com 0,7 miligrama dele por colher de sopa.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Barrinhas de cereais

Pode reparar: gente saudável um dia sempre aparece com uma barrinha de cereais na mão. E, para alimentar a vontade, a cada dia surgem novas receitas. A última fornada acrescenta ingredientes exóticos.

Cabelo
Elas vão ganhando novos ingredientes. Da versão banana, coco e castanhado- pará, as barrinhas de cereais pularam para receitas com chocolate e chegaram a sabores com nomes de sobremesa (torta musse de limão, trufas, pavê). Agora a moda é outra. “Existe a aposta em ingredientes exóticos e funcionais (açaí, cupuaçu, quinoa), frutas secas
e especiarias (maçã, canela, ameixa, pêssego, damasco, figo, uva passa) e propostas bem brasileiras (laranja com acerola, coco tostado, açaí com guaraná e mate tostado)”, diz a empresária Lucilia Diniz, idealizadora de uma linha de produtos light que inclui barras de cereais. (receitas)

A criatividade parece não ter fim. Nem as vantagens nutricionais do quitute. “Ele libera a energia lentamente, gera a sensação de saciedade, estimula a mastigação, ameniza o desejo por doces e pode ser uma excelente fontes de fibra – contanto que possua no mínimo 3 g de fibras em cada 100 g de produto”, explica a nutricionista Valéria Rangel, de São Paulo. “É um ótimo quebra- galho para as refeições intermediárias. Dá para ter sempre umaà mão”, conta Valéria. Mas a pro-fissional alerta: mesmo com tanta variedade, não dá para se entupir de barrinha. Deve-se alternar com outras fontes de nutrientes, como um suco, uma fruta, um sanduíche leve. E quem estiver em crise com a balança precisa ficar atentoàs quantidades de gordura saturada, só dio e açúcares. Aquelas com chocolate, vale lembrar, contam em média com 30 calorias a mais. 
Para os praticantes de atividades físicas, um alerta: “Esportes como corrida e natação estimulam os movimentos peristálticos. As fibras acabam acelerando ainda mais a digestão e, conseqüentemente, o intestino. Para não atrapalhar o treino, omelhor é comer uma fruta ou um carboidrato antes (só para lembrar, a barrinha tem de tudo um pouco: carboidrato, proteína, gordura, sais minerais, vitamina, fibra, cálcio)”, recomenda Ricardo Augusto, diretor técnico da assessoria esportiva Personal Life, em São Paulo. Deixe uma no carro ou na mochila para quando terminar os exercícios. 

Sinal de produto saudável
Toda embalagem de alimento traz informações nutricionais. Para esclarecer essa composição aos consumidores, a Choices International Foundation, uma entidade sem fins lucrativos sediada na Bélgica, criou o Programa Minha Escolha. Ele identifica com o selo Minha Escolha os produtos que respeitam os limites recomendados de sódio, açúcar,
gorduras saturadas e trans. No Brasil, a iniciativa, lançada em abril, conta com as empresas Unilever, Batavo, Perdigão e Nutrimental. “Esse tipo de ação estimula e conscientiza o consumidor a procurar produtos mais saudáveis”, analisa Ludmila Holz, gerente de produto da Nutrimental. Confira no site  mais informações sobre a ação.

Tudo ou quase tudo sobre o Kefir

KEFIR  de leite vegetal e d'água ou Tibico

A preparação do kefir

O kefir pode ser preparado com água ou leite vegetal. Deve ter-se, no entanto, em conta que o kefir de água não contém a mesma microflora do Kefir Real feito com leite, nem os mesmos efeitos terapêuticos e probióticos.

Preparação do Kefir em água(Tibico)
- Num recipiente de boca larga de vidro, transparente e incolor, coloca um litro de água mineral à temperatura ambiente;
- Adiciona duas colheres de sopa de açúcar mascavado e mexe bem - utiliza apenas colheres de plástico!;
- Coloca os grãos de kefir;
- Deixa fermentar 24 horas (ou durante o tempo necessário para o efeito pretendido);
- Coa através de uma peneira fina para não perder os pequenos grãos que se vão formando - não espremas esses grãos!;
- Está pronto a beber, findas as 24 horas. Se preferires, podes conservar no frigorífico até 5 dias, e ires ingerindo conforme prefiras.
- Reutiliza os grãos que ficaram na peneira com a nova dose de água e açúcar mascavado puro.
- Não tapes o recipiente (os grãos de kefir estão vivos e formam gases na água) – coloca um tecido de tule (ou um tecido perfurado) ou papel-de-cozinha preso com elástico na boca do vidro para protecção contra insectos e impurezas.

Observações:
- O açúcar mascavado é húmido e, se não conservado adequadamente, poderá conter fungos que “matarão” o kefir e prejudicarão a saúde. O açúcar mascavado deve ser puro – sem misturas, e dentro do prazo de validade. Não uses açúcar mascavado que está no açucareiro há muito tempo. O açúcar mascavado deve armazenar-se numa embalagem hermeticamente fechada.
- É normal os grãos boiarem devido ao gás que se forma.
- A cor acastanhada dos grãos deve-se à cor do açúcar mascavado.
- Na preparação do kefir, a higiene é fundamental.
- Reserva os utensílios que usaste na preparação do kefir apenas para essa finalidade.

Preparação do Kefir em leite vegetal
- Num recipiente de boca larga, de vidro transparente e incolor, com capacidade para ½ litro, coloca 200ml (1 copo) de leite de soja (ou outro à tua escolha) à temperatura ambiente - nunca enchas até cima, deixa pelo menos 1/3 do frasco com espaço para o ar;
- Adiciona ao leite uma colher (de sopa rasa - aproximadamente 20 gramas) de grãos de kefir (usa uma colher de plástico);
- Não vedes o recipiente (o kefir está vivo e formam-se gases no leite) – cobre com tecido poroso, ou com um guardanapo (limpo e passado), prende-o com um elástico na boca do vidro para protecção contra insectos e impurezas;
- Deixa fermentar entre 12 a 24 horas (conforme o clima da região, e o efeito pretendido) - em lugares muito quentes o kefir fermentará muito mais rapidamente;
- Mexe suavemente com a colher de plástico para homogeneizar e ser mais fácil de coar;
- Ao coar usa um coador de plástico com malha muito fina (não apertes ou espremas os grãozinhos - quando estão novos são muito pequenos);
- Toma a bebida como refresco nas próximas 24 horas, se ficar fora do frigorífico. Podes deixar o preparado no frigorífico durante 5 dias - com o passar dos dias vai ficando mais ácido;
- Reutiliza os grãos (o conteúdo que ficou no coador) com uma nova dose de leite;
- Podes, ainda, bater o líquido (sem os grãos!!!) no liquidificador com as frutas que preferires: morangos, bananas, etc. Se quiseres deixá-lo mais suave, acrescenta leite. Se pretenderes usufruir das suas propriedades terapêuticas, utiliza-o somente em receitas frias, pois as altas temperaturas matam as bactérias benéficas, pelo que se perdem as suas propriedades terapêuticas;
- Não deixes o frasco com os grãos de kefir exposto ao sol. Guarda-o num armário da cozinha e longe de qualquer produto químico;
- NUNCA LAVES OS GRÃOS!!! Lava apenas o frasco, quando fizeres as trocas de leite. E não uses sabão ou detergente, apenas água.


Receita de kefir de leite de soja (pode ser substituído por outro leite vegetal)
Ingredientes:
250ml de leite de soja fresco – caseiro de preferência!
1 colher de sopa de sumo de limão (ou qualquer sumo de citrinos – laranja, toranja, lima, etc)
2 colheres de sopa de grãos de kefir
1 jarro de vidro de 500 ml com tampa perfurada

Preparação:
Junta o leite de soja, o sumo de citrinos, e os grãos de kefir no jarro de vidro. Coloca a tampa ou um pano fino poroso, preso com um elástico e deixa por 24 horas. Após esse tempo, coa o kefir de soja numa peneira não metálica. Depois, lava o jarro com água e repete o processo para a tua próxima remessa de kefir.

Observações:
- Quando preparares o kefir com leite de soja, vais observar que em determinado ponto os grãos de kefir poderão parar de crescer, ou fá-lo-ão mais lentamente – não estranhes, é natural que tal aconteça.
- Não uses leite fora do prazo ou de fraca qualidade – assim, o teu kefir morrerá e fará mal à saúde.
- Se recebeste uma colónia nova, esta passará por um período de adaptação ao novo ambiente. Deves proceder a trocas frequentes de leite, conforme explicado na preparação; mesmo que a fermentação, nos primeiros dias não seja aparente, as bactérias benéficas e os fermentos estarão presentes no leite coado que pode ser consumido normalmente!.
Não te esqueças que nos grãos existe vida (bactérias e fermentos), e não adianta a impaciência e a ansiedade! Eles reagirão e multiplicar-se-ão a seu tempo, conforme a natureza os criou! O crescimento e multiplicação dos grãos de kefir de leite são muito lentos.

A multiplicação dos grãos
A multiplicação dos grãos do kefir de leite é extremamente lenta, e depende muito de vários factores, como idade da colónia, a temperatura, o tipo e a qualidade do leite utilizado, a frequência das trocas, etc... Geralmente, em condições óptimas, o crescimento dos grãos duplica - em quantidade - após 30 dias.
NUNCA DEITES FORA OS TEUS GRÃOS DE KEFIR!
No caso dos grãos não estarem a fermentar ou não se multiplicarem, podes experimentar mudar a marca ou o tipo de leite, ou apenas alterar o local onde guardaste o recipiente. Por exemplo, nos dias mais frios os grãos entram num estado de latência.


Quando é que o kefir “morreu”?

Quando o kefir apresentar um desagradável odor, semelhante a algo apodrecido, e quando já não ocorrer a fermentação, os grãos estão em processo de putrefacção e não devem ser consumidos. Podes tentar recuperá-los fazendo trocas de leite (ou água com açúcar mascavado), uma vez por dia, durante uma semana. Se continuar o cheiro, então deves deitá-los fora.

Centro Vegetariano


Nome esquisito?

Um pouco da história
Vem de muito tempo, por volta de 1222 e, de acordo com a história, cavaleiros nômades da famosa Horda Dourada de Gengis Khan, por enfrentarem longos dias em cima do lombo de animais e sem tempo de buscar alimentos, carregavam leite de égua em sacos de couro. Resultado: o líquido fermentou e produziu uma bebida espessa e ácida chamada koumiss. Os descendentes da horda mongóis, que se estabeleceram nas montanhas ao sul do Cáucaso, na Rússia, desenvolveram um herdeiro do koumiss, ao qual deram o nome de kefir: uma bebida à base de leite, cultivada por microorganismos, densa e refrescante.
Tempos depois, um professor e famoso cientista russo de nome Mechinkov soube da longevidade dos povos caucasianos e creditou o fato aos efeitos do consumo regular de kefir. Recentemente, o alimento ganhou destaque na dieta proposta pelo reconhecido médico americano Nicholas Perricone (descobridor do DMAE, poderoso agente antiflacidez) e passou a ser procurado por homens e mulheres que, além de perder peso, desejam manter uma aparência jovem e vigorosa por mais tempo.


Propriedades do Kefir
Pesquisas modernas indicam que o kefir pode estimular o sistema imunológico, melhorar a digestão da lactose (açúcar do leite) e inibir a ação de agentes patógenos - entre os quais a bactéria Helicobacter pylori, que causa a maioria das úlceras. Do mesmo modo, não é raro os médicos da Rússia e da Ásia Central prescreverem kefir contra vários problemas, entre os quais colesterol alto, alergias, síndrome plurimetabólica, tuberculose, câncer e distúrbios gastrointestinais.

Ele também tem uma forte ação enzimática contra o excesso de peso, pois facilita a assimilação de nutrientes pelo organismo, promove um equilíbrio interno e provoca uma sensação agradável de saciedade, que reduz o hábito de comer por compulsão, depressão ou mesmo ansiedade.
Assim, pode ser utilizado entre uma refeição e outra. “O kefir é um tipo de fermentado produzido pela combinação de leite com uma mistura de fungos benignos e culturas bacterianas de lactobacilos. As culturas liberam uma pequena quantidade de dióxido de carbono, álcool e compostos aromáticos que lhe conferem um sabor ligeiramente efervescente e picante. Ele é rico em vitamina B12, B1 e K, cálcio, fósforo, ácido fólico, magnésio, entre outros nutrientes”, conta a nutricionista Marina Rios Foz, do Amarynthe Spa, em São Paulo, que segue os preceitos do Dr. Perricone no Brasil.

Além das culturas benéficas e probióticas de bactérias vivas, o kefir comercializado contém, em geral, adição de insulina ou frutoligossacarídeos, tipo de carboidratos de cadeia longa, nos quais as bactérias benéficas proliferam. O kefir contém carboidratos especiais (polissacarídeos), chamados kefiran, cujos efeitos fisiológicos explicam alguns dos generosos benefícios que o kefir traz à saúde”, diz Marina Foz.
O único problema é que esta bebida não é facilmente encontrada no Brasil. “Há algumas lojas de produtos naturais e grandes redes de supermercados que oferecem o produto. Normalmente, no caso dos grãos para o preparo da bebida, eles são doados e cultivados em casa e podem durar por muito tempo, se cuidados corretamente”, avisa a nutricionista.

O que são Alimentos Probióticos?
Kefir se encaixa no grupo dos alimentos probióticos, que são considerados alimentos funcionais, contêm microorganismos que, quando ingeridos, exercem efeitos benéficos para a saúde. Os probióticos aumentam, de maneira significativa, o valor nutritivo e terapêutico dos alimentos porque elevam os níveis de vitaminas do complexo B e dos aminoácidos. Essa absorção é acrescida de cálcio e ferro.

Como consumir o Kefir
Para produzir o kefir, são necessários apenas grãos e leite ou água (podem ser utilizados água e açúcar). Veja como fazer no site Kefir. Depois, é só ingerir a bebida na sua dieta, pura ou adicionada a frutas, sementes etc. Não há nenhuma restrição ao seu consumo, pois ele é digestivo e não causa intolerância nem efeitos colaterais.

Caso encontre o kefir pronto para consumo, dispense os que contêm açúcar. Prefira o produto ao natural e prepare-o com frutas vermelhas ou outra espécie rica em fibras de baixo índice glicêmico. É possível temperá-lo também com um pouco de suco de açaí, que é altamente antioxidante, suco de romã ou uma dose de bebida verde, feita com grãos de trigo, cevada ou verduras tenras. Depois, é só beber e se beneficiar.


Kefir Não Lácteo e Kefir de Água

Grãos de kefir de leite podem ser cultivados em meios alternativos, como por exemplo, leite de soja, leite de castanhas e nozes ou leite de coco. A cultura mãe natural pode também ser usada para preparar alguns produtos interessantes, muitos deles estarãodescritos ao longo deste site.Há uma variedade bem conhecida, denominada Kefir d'acqua ou kefir de água
. Trata-se deuma bebida efervescente, preparada geralmente com uma variedade específica de grãos de kefir, conhecidos como grãos de kefir de água
 . Os grãos são cultivados em uma solução da água com açúcar de 5 a 10% com fatias da limão. Algumas receitas incluem a adição de frutas secas tais como o figo,damasco ou passas, que realça mais o sabor e aumenta os nutrientes. Os grãos do kefir deaçúcar são massas mucilaginosas transparentes pequenas, que consistem em polissacarídeos(dextrans) com cadeias compostas apenas de glucose . Os dextrans são produzidos comos esforços simbióticos compartilhados entre as bactérias do ácido lático e os fermentos damatriz. O Kefir d'acqua pode originalmente ter sido cultivado com grãos tradicionais dokefir do Cáucaso, mas isto é discutível. Se este for o caso, então os últimos grãos podemter-se adaptado ou ter evoluído por muitos anos para fermentar em um meio de água comaçúcar, através do qual pode ter ocorrido uma transformação na composição dos grãos. Oscientistas foram surpreendidos pela habilidade de fermentar um meio tão pobre emnitrogênio e na fonte de fator de crescimento e em fazer isto durante anos anos semmodificar o equilíbrio entre os microorganismos diferentes . Os grãos de kefir de águatradicionais têm uma textura e cor única em comparação aos grãos do kefir de leitetradicional do Cáucaso. Os grãos transparentes são frágeis e rompem-se facilmente.

Em um nível físico, os grãos de kefir deágua tradicionais são mais densos do que Grãos de Kefir de leite tradicionais do Cáucaso, pois estes têm uma propriedade elástica que falta naqueles. Os anteriores sãocompletamente delicados tendo uma tendência a lascar-se ou cortar facilmente comqualquer aresta. Estes grânulos, saltam quando deixados cair em uma superfície sólida, oque não acontece com os grãos de kefir de leite, devido à sua propriedade gelatinosa. As propriedades originais dos Grãos de kefir de Água são provavelmente conseqüentes do fatode eles estarem sujeitos continuamente a moderada pressão (gás do CO2) produzida pelocultivo em recipientes hermeticamente fechados. Excluindo L. Casei, que se acredita ser responsável pela condensação do polissacarídeo em uma forma não solúvel (os dextrans ligados, ou encadeados compostos somente de glucose), o fator da compressão podetambém ter um papel importante na sua composição física.


Adaptando grãos de kefir de leite a um meio de água com açúcar mascavo

A adaptação dos grãos do kefir de leite para água é possível e produz um kefir com qualidades similares às do kefir de leite. É possível ainda substituir ou misturar ao açúcar mascavo, adoçantes alternativos como a maltose e o mel. As frutas secas ou as frutas frescas ou seus sucos também podem ser usados. O uso de ervas frescas ou secas ou de chás de ervas também podem ser incluídos como parte dos ingredientes (veja por favor Kefir de erva médica para detalhes e receitas). Após ter adaptado grãos de kefir de leite para a água, há uma fase de adaptação inicial de aproximadamente 3 a 4 dias (não se evidencia muita atividade durante este tempo enquanto os fermentos engordam). Depois da preparação do terceiro ou quarto lotes, são necessárias 48 horas para cultivar o kefir de água.

Quando os grãos de Kefir de leite, tradicionais são transferidos para a água, após algumas semanas de lotes consecutivos de 48 horas, os grãos não podem mais retornar com sucesso ao grão de kefir apropriado ao preparo de Kefir de leite. Os grãos, muito provavelmente, pararão de crescer. Isto provavelmente acontece devido a um componente bacteriano faltante tal como os Lb.kefiranofaciens encapsulados. Este componente importante é provávelmente danificado no cultivo continuado dos grãos em água com açúcar mascavo. Por outro lado, após aproximadamente dois meses cultivando com creme de leite fresco cru, os grãos produziram uma forma de kefir de leitecom uma textura e um sabor razoáveis, mas sem a viscosidade, muito provavelmente devido ao fato dos grãos permanecerem não-propagáveis durante todo o processo. Estes grãos específicos do kefir foram cultivados previamente em um meio de água/maltose/sucrose + figos secos por aproximadamente 4 meses e posteriormente adaptados novamente ao leite, para executar a experiência.


O índice de álcool do kefir da água versus o kefir de leite

Após 48 horas de fermentação, os grãos de kefir de água produzem aproximadamente 0.9% de álcool enquanto o kefir fermentado pelo mesmo período com grãos recém transferidos do leite, produziu 1,9 %. Provavelmente porque, devido ao aumento da biomassa, nesse caso, 122% de aumento de peso dos grãos de kefir de água após um período de 48 horas, uma proporção do açúcar mascavo na solução foi utilizada por micróbios específicos para sintetizar a matriz baseada em dextran da glucose, em que os grãos consistem. Na comparação, os grãos baseados em leite recém transferidos não aumentaram sua biomassa, fornecendo uma parcela maior de glucose disponível para os fermentos converterem em uma porcentagem maior de álcool.

Os grãos de kefir de água apresentam uma grande flutuação em suas taxas de crescimento. O aumento pode variar entre 10% e 160% em 48 horas, mesmo quando cultivado usando a mesma porcentagem de açúcar mascavo e água na solução (cultivada em temperatura ambiente). Por outro lado, os grãos de kefir de leite, aumentam à uma taxa constante razoável.

Sobre o Kefir com leite de soja

Preparo do Kefir de Água.

Estas receitas podem ser todas adaptadas com leites vegetais:
*** Crianças: 
Sendo probióticos podem dar desde a idade em que aconselham o iogurte e as papas começando com 1 colher de sopa (15 g)

 Kefir não é recomendado a crianças por causa da formação de etanol durante sua fermentação.
Segundo estudos europeus, descobriu-se que 1 litro de Kefir pode conter até 38 g de etanol por litro após 7 a 10 dias de fermentação.

Kefir para crianças

Quinoa, um dos alimentos mais completos que existe de origem vegetal


Quem nunca experimentou pelo menos já deve ter ouvido falar na quinoa ou quinua real (a variedade com maior conteúdo de proteínas e saponina e que tem grãos mais claros e graúdos).

História
Consumida há mais de 500 anos pelo povo inca, ela ainda é pouco conhecida no Brasil. O grão integral, não processado e com uma grande quantidade de fibras, aterrissou por aqui cerca de três anos atrás, importado da Bolívia. Porém, as sementes começaram a ser pesquisadas no nosso país na década de 80, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do governo federal, que estuda sua adaptação nos solos frios e altos da Região Sul.
Grão rico em fibras, segundo a empresa Quinua Real Brasil (que importa o produto), o alimento é considerado o melhor de origem vegetal para consumo humano e foi selecionado pela Nasa para integrar a dieta dos astronautas em vôos espaciais de longa duração. “Embora a versão boliviana apresente maiores propriedades nutricionais, até por ser cultivada há muitos anos naquele solo, a diferença entre elas é pequena. A boa notícia é que, segundo pesquisas da Embrapa, os grãos cultivados em solo brasileiro já contêm de 1% a 3% mais fibras”, afirma Gabriella Guerreiro Pereira, da Nutrienssencial Consultoria Nutricional, de São Paulo.

São muitos os benefícios nutritivos da quinoa. Ela é considerada uma ótima fonte de proteína, carboidrato de baixo índice glicêmico, gordura saudável, vitamina e minerais. Para começar, cada grão tem 20 aminoácidos diferentes, entre eles a metionina e a lisina, responsáveis pela formação da proteína completa e que é quase uma exclusividade dos alimentos de origem animal, como carne e ovos. “Ela atua para um melhor rendimento e elasticidade das fibras musculares, auxiliando na recuperação de tecidos e células, sendo com isso muito importante para o ganho de massa muscular”, explica o nutrólogo Edson Credidio, da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). “Além disso, esses dois aminoácidos (a lisina e a metionina) estão relacionados ao desenvolvimento de inteligência, rapidez de reflexos e outras funções, como memória e aprendizagem”, diz o especialista.


Saciedade
Mas além do fato de ser rica em proteínas e uma excelente fonte de carboidratos complexos, o grão tem outro ponto de destaque. “Ele esbanja ômega 3 e 6, gorduras do bem que impedem a deposição de outras, maléficas, nas artérias. Esse trio de nutrientes controla a liberação de glicose, tendo papel sacietógeno, porque possui boas doses de triptofano, um outro aminoácido importante e que está ligado à produção de serotonina (substância que ao ser liberada garante a sensação de felicidade, bom humor e saciedade)”, afirma Credidio.
“Esse novo herói do prato saudável controla a liberação de glicose, impedindo aquele sobe-e-desce do açúcar no sangue, que dá fome rapidinho”, sentencia. Segundo ele, essa mistura de vitaminas (tiamina, riboflavina, niacina e vitamina E), fibras e minerais (magnésio, potássio, zinco e manganês) e a ausência de glúten (ideal para quem é alérgico) somam mais pontos na ficha nutricional da quinoa.


De que maneira consumir?

A quinoa é comercializada em diferentes formas: grãos, farinha e flocos, além de derivados como macarrão e, agora, barra energética. “Os grãos, por exemplo, podem ser incorporados a saladas, bolinhos, cuscuz, tabule, com legumes ou cozido da mesma forma que o arroz, podendo substituí-lo”, exemplifica Gabriella. “Já os flocos devem ser consumidos, principalmente, no café da manhã (duas colheres de sopa por dia não interferem na dieta), acompanhando frutas, leite e iogurtes e até mesmo nas saladas. A farinha faz parte das receitas de massas, pães, bolos e tortas. Para preparar o grão, a proporção é a mesma do arroz: duas xícaras de chá de água para cada xícara de chá de quinoa. Quando a água ferver, abaixe a temperatura, acrescente os temperos e os grãos, tampe a panela e deixe cozinhar por 12 a 15 minutos”, ensina.

Informações nutricionais(por 100 g do grão de quinoa cru)
Calorias: 347
Carboidratos: 60 g
Colesterol: 0 g
Gorduras: 5,7 g
Fibras: 5 g
Proteínas: 15 g
Vitaminas: C e E
Sais minerais: cálcio, ferro e magnésio