quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Dieta para doentes com insuficiência renal

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Alimentos aconselhados:

- Fruta cozida ou assada (rejeitar a água de cozer a fruta)
- Arroz, massa, batata, pão sem sal, bolachas Maria e araruta
- Farinha tipo maizena, tapioca, araruta, flocos de arroz ou de mel
- Açúcar, mel, compotas, doce, marmelada, gelatina, arroz doce vegano, leite creme vegano, bolos veganos sem chocolate
- Azeite, óleo vegetal e manteiga vegetal sem sal
- Leite vegetal, iogurte vegetal e queijo vegetal


Condimentos permitidos:
Alho, cebolinho, orégãos, hortelã, salsa, noz-moscada, pimentão doce, canela e cravinho.


Alimentos que pode comer em quantidade moderada:

- Uma fruta crua/dia
- Couve-flor, couve, repolho, espinafres, agrião e nabiças – 1 vez/semana


Alimentos não aconselhados:

- Cereais integrais e derivados, farinhas lácteas
- Leguminosas secas e verdes: ervilha, feijão, grão, milho e favas (tolera-se 1 vez/mês)
- Chocolate, cacau e produtos de pastelaria
- Frutos secos e cristalizados
- Sumos concentrados, refrigerantes e bebidas alcoólicas
- Sal, caldos Knorr, sopas de pacote, ketchup e molho inglês


Os legumes e os vegetais devem ser cozidos em duas águas distintas. Põe-se a cozer estes alimentos e deita-se a primeira água fora. Coloca-se nova água e torna a cozer de forma a retirar essencialmente, o potássio dos alimentos.


Dieta
Comer bem, sem sal e com a quantidade de água ajustada, é o grande trunfo do paciente em hemodiálise. Quem consegue isso é um felizardo. Por isso, informe-se com seu médico o que pode e o que não pode comer para conseguir manter seu estado nutricional em boas condições. Lembre-se que comer carne faz menos mal do que sal e água, porque o rim artificial depura muito bem a uréia. O doente renal crónico precisa cuidar da sua alimentação, principalmente, da ingestão de calorias, proteínas, açúcares e gorduras em quantidades adequadas para não emagrecer.

Água
A água do nosso organismo é eliminada 90 % pelos rins e 10% pela respiração, pele e fezes. Assim, quem não urina e bebe água, vai acumulá-la, aumentando o peso. O que fazer então? Equilibrar a entrada e saída de água, ou seja, se a quantidade de urina é de 500 ml, o paciente só pode beber 500 ml de líquidos. Mas atenção, todos os alimentos têm água. Alguns, praticamente, só têm água, como as frutas. Outros têm 50% de água quando cozidos, como feijão, arroz, legumes, grãos e massas. Esta água deve ser somada também. A água é um grande risco para quem não urina, pois cria muitas complicações e alguns pacientes podem perder a vida nestas complicações. Algumas das complicações do excesso de água são: tremores, tonturas, náuseas, dores de cabeça, hipertensão, falta de ar, edema generalizado, insuficiência cardíaca e edema agudo de pulmão. Se o doente renal crônico urinar menos de 500 mililitros por dia, deve abandonar os copos grandes, usar aqueles para vinhos ou mesmo os pequenos copos para licor. As frutas podem ser consideradas como água pura ingerida. Quando, no verão, a sede é muito grande, chupar pequenos cubos de gelo feitos com água pura: a água pura gelada "mata" mais a sede do que qualquer outro tipo de líquido. Se gostar de água mineral com gás, também pode tomar.

Sal
É um dos maiores inimigos do doente renal, pelas diversas complicações que causa e, logicamente, também afeta os pacientes em hemodiálise. O sal e a água juntos produzem sede intensa, edema, falta de ar, aumento de peso, hipertensão, tonturas, mal-estar, confusão mental, tremores e abalos musculares. Cada pessoa doente tem um limite de sal que pode ingerir. O seu médico vai lhe dizer qual é a quantidade que pode ingerir por dia, em gramas.
Informação prática sobre o sal: Tente se acostumar com comida praticamente sem sal. Para manter o sabor, use temperos verdes, ou outras especiarias. Fuja dos enlatados e processadas.

Proteínas
Proteínas de origem vegetal, tais como amêndoas, amendoim, aveia, cacau, ervilha seca, feijões, soja e seus derivados devem ser consumidos com parcimónia, por serem de baixo valor biológico. Três gramas de proteínas vegetais equivalem a uma de alto valor, mas produzem mais uréia para ser eliminada.

Açúcar
Se você não tem problema com os açúcares, nem é diabético, é importante que ingira boas quantidades de açúcares, porque eles diminuem a produção de uréia (menor catabolismo protéico).

Gorduras
Como em toda alimentação sadia, não se deve usar mais do que 20% em gordura. O azeite é um excelente alimento, use-o nas saladas e nos alimentos para aumentar as calorias. Evite as gorduras animais e frituras.

Potássio
O potássio deve ser ingerido com muito cuidado, pois o seu excesso no doente renal crónico é muito perigoso. Os alimentos mais ricos em potássio são: frutas secas (uva, damasco e ameixa), amêndoa, amendoim, avelã, cacau, castanhas, chocolate em pó, cogumelo, ervilha, fava, feijões, leite em pó, lentilha seca, gérmen de trigo e caldas das compotas de frutas. As frutas, em geral, contêm muito potássio. A banana é a fruta que contém mais potássio. Elas não devem ser ingeridas, em demasia, por dois motivos: ninguém consegue comer pouca quantidade e elas são em sua maioria constituídas quase só de água, o que prejudica o controle do potássio e dos líquidos. Se você tem problema de potássio alto, atente para estes alimentos. Se tiver "desejos" de comer frutas, deve ingeri-las durante a sessão de hemodiálise, pois o rim artificial se encarrega de eliminar o excesso de potássio.

Cálcio
No nosso organismo, os ossos sustentam os músculos, protegem o cérebro dos traumatismos e armazenam o cálcio e o fósforo. Os rins normais controlam o cálcio e fósforo do nosso corpo, poupando ou eliminando estes sais quando necessário. Na insuficiência renal, ocorre um desequilíbrio do cálcio e do fósforo, provocando doença óssea (osteodistrofia renal). Isto ocorre porque o rim é o produtor de um hormônio, a Vitamina D³, que promove a absorção do cálcio no intestino. Sem a Vitamina D³, a taxa de cálcio no sangue é sempre inferior ao normal (hipocalcemia). Havendo hipocalcemia, o organismo tenta normalizar a taxa de cálcio através da retirada de cálcio do osso, surgindo a osteodistrofia renal. Assim o osso desmineralizado apresenta-se dolorido, fratura fácil e o andar pode ser difícil. Com a queda do cálcio, o fósforo aumenta e produz coceiras por todo o corpo, acompanhadas de lesões dermatológicas. O tratamento da hipocalcemia é feito com uma ingestão abundante de cálcio, junto com a Vitamina D³, que, além de melhorar o cálcio, também regulariza o fósforo.

Fósforo
Os alimentos ricos em fósforo devem ser ingeridos com cuidado. Os alimentos que devem ser evitados são: amêndoa, amendoim, aveia, cacau em pó, castanha de cajú, farinha de soja, feijão, gema de ovo, germen de trigo, leite desidratado, chocolate, conservas, alguns tipos de queijo, alimentos desidratados ou salgados em geral. Se o médico lhe recomendar atenção e cuidado com o fósforo, procure evitar esses alimentos e solicite medicação para diminuí-lo no sangue. É importante retirar o excesso de fósforo do organismo para evitar que, junto com a hipocalcemia, provoque e acentue as lesões ósseas. Quando há excesso de fósforo no sangue, o paciente se queixa de muita coceira pelo corpo todo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Gelatina

A gelatina é uma substância translúcida, incolor ou amarelada, praticamente insípida e inodora, que se pode obter fervendo certos produtos animais, como ossos, pele e outras partes com tecido conectivo. É muito utilizada em alimentos, medicina e certas indústrias.

Algumas utilizações industriais da gelatina incluem:

A cobertura das cápsulas de produtos farmacêuticos;
A emulsão fotográfica (apesar de se terem tentado outros produtos sintéticos, ainda não foi encontrado um substituto com a estabilidade e baixo preço da gelatina),
No fabrico de cabeças de fósforos e de lixa;
Alguns cosméticos contêm uma variedade de gelatina que não gelifica.
A gelatina tem como principal ingrediente o mocotó/mão-de-vaca de animais como vaca boi e etc.

sábado, 28 de agosto de 2010

Importância das Vitaminas

Podemos definir vitaminas como nutrientes essenciais para a manutenção de certas funções do organismo humano. As vitaminas são geralmente adquiridas através da alimentação, apesar de determinadas vitaminas poderem ser absorvidas através da captação dos raios ultravioleta como é o caso da vitamina D ou então serem produzidas por microorganismos existentes na flora intestinal (vitamina K e B12).
As vitaminas podem ser classificadas em dois grupos: lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K) que podem ser conservadas durante algumas semanas pelo fígado, e hidrossolúveis (vitaminas H, C e do complexo B) que se perdem facilmente quando cozinhadas (por isso, alimentos ricos nestas vitaminas devem preferir-se crus) e não são armazenadas pelo organismo.
Cada vitamina constitui portanto um elo importante para manter uma saúde plena e evitar doenças graves, daí que tenha sido concebida uma percentagem de dose diária recomendada (DDR). Essa dose diária varia ligeiramente consoante o sexo, o estado de saúde, a idade e outros factores.

Vitamina A ou retinol
Tem um papel importante no que respeita à visão, pele, cabelo, crescimento, desenvolvimento do osso, assim como no fortalecimento do sistema imunológico. Podemos encontrá-la em alimentos como os espinafres, cebola, legumes de folha verde, abóbora, batata-doce, meloa, salsa, cenoura, pimento vermelho e manga.
A sua deficiência pode provocar visão deficiente à noite, secura generalizada das mucosas, stresse, aumento de infecções e redução do olfacto e paladar.
O valor da DDR encontra-se entre as 600 e 700 mcg.


Vitamina B1 ou tiamina
Tem como função principal transformar os hidratos de carbono e as gorduras em energia. É importante para o bom funcionamento do sistema nervoso, músculos e coração. Também melhora o raciocínio.
Alimentos como ervilha, pão, cereais, arroz integral, feijão, frutos secos, leguminosas e batatas apresentam grande oferta dessa vitamina.
Problemas relacionados com insónias, fadiga, nervosismo, perda de apetite/memória/energia/sensibilidade, fraqueza muscular encontram-se na origem de carências desta vitamina.
O valor da DDR encontra-se entre 0,8 e 1 mg.

Vitamina B2 ou riboflavina
Actua na boa saúde dos tecidos celulares, é também essencial para a libertação da energia contida nos alimentos. Importante para a saúde dos olhos, pele e boca. Para evitar problemas como a depressão, inflamação das gengivas, lábios secos, grande sensibilidade à luz e algumas formas de anemia convém alimentar-se de arroz, aveia, sementes de girassol, ervilhas, todas as couves e cereais.
O valor da DDR encontra-se entre 1,1 a 1,3 mg.

Vitamina B3 ou PP (niacina)
É uma vitamina que desempenha uma função importante no metabolismo energético através dos quais o organismo extrai dos alimentos a energia necessária ao seu funcionamento. Facilita a circulação do sangue e a respiração celular.
Encontra-se sobretudo em alimentos ricos em proteínas, nas batatas, ervilhas e nos alperces secos.
O valor da DDR é de cerca de 15mg. Como o excesso desta vitamina é eliminado pela urina, não existe risco de consumo excessivo. A sua carência é muito rara em países ocidentais, onde a alimentação é rica em proteínas.

Vitamina B5 ou ácido pantoténico
Rem um papel importante no metabolismo dos hidratos de carbono, proteínas e gorduras e é por isso importante na manutenção e reparação de todas as células e tecidos.
Encontra-se presente em quase todos os alimentos, de forma que não se conhecem formas carência
Mas vegetais, legumes e cereais de grão inteiro são provavelmente as fontes mais comuns.
Deve ingerir-se 4 a 7 mg diários desta vitamina.

Vitamina B6 ou piridoxina
Desempenha uma função importante no metabolismo das proteínas e na formação dos glóbulos vermelhos. As carências desta vitamina manifestam-se quase só em crianças pequenas, com sintomas como perda do apetite, modificações da pele e das mucosas, atraso no crescimento, problemas musculares, cãimbras.
Encontra-se nos cereais integrais, no feijão, na banana e no fermento.
O valor da DDR é de cerca de 2mg

Vitamina B9 ou ácido fólico
É essencial para o crescimento correcto e para o funcionamento óptimo do sistema nervoso e da medula óssea. As perturbações causadas por esta vitamina são anemia, malformação dos glóbulos vermelhos. As necessidades desta vitamina aumentam significativamente durante a gravidez.
Pode encontrar-se no gérmen de trigo, na soja, nas sementes de linhaça e nas hortaliças.
A DDR ronda os 200 mcg.

Vitamina B12 ou cianocobalamina
É essencial para o crescimento, para a divisão celular e coagulação do sangue.
Um ovo-lacto-vegetariano pode obter vitamina B12 nos ovos e nos lacticínios. Um vegano deve consumir cereais e leite de soja fortificados ou um suplemento.
A sua deficiência é causadora de anemia, alterações neurológicas graves e fadiga.
O valor da DDR é à volta 1,5 mg.

Vitamina C
É conhecida por combater as gripes, favorecer a formação dos ossos e dentes, e também contribuir para absorção do ferro e acelerar o processo de cicatrização. As frutas cítricas são a sua principal fonte, mas também é possível encontrá-la no morango, kiwi, couve-de-bruxelas, batata, caju, pimento e goiaba.
A deficiência de vitamina C pode causar fadiga, perda de apetite, gengivas inflamadas, e uma cicatrização lenta. Em casos mais graves pode dar origem ao escorbuto que provoca, entre outros sintomas, a queda dos dentes e enfraquecimento dos ossos.
O valor da DDR é de cerca de 40 mg.

Vitamina D
Tem como função promover a adequada absorção do cálcio e fósforo e favorecer o crescimento. A sua absorção é sintetizada pela pele, isto é a pele absorve os raios ultravioletas e converte-os.
A deficiência deste nutriente provoca fraqueza, tensão muscular e raquitismo nas crianças (apesar de ser bastante raro, principalmente na Europa). Estudos recentes demonstram haver uma ligação entre níveis baixos de vitamina D em mães, e o risco crescente de pré-eclampsia - uma grave complicação na gravidez, que pode levar à morte do feto.
Não existe um valor fixo da DDR, mas a sua formação na pele durante o Verão é geralmente suficiente para o organismo durante todo o ano. Caso exista a impossibilidade de apanhar sol recomenda-se um suplemento de 10 mcg.

Vitamina E
É conhecida pela sua acção benéfica relativamente ao sistema reprodutor, assim como pelo bom funcionamento do tecido muscular e um aumento da resistência às infecções. Os cereais constituem a sua fonte, mas também pode ser encontrada na noz, avelã, batata-doce, gérmen de trigo, aveia, abacate e óleos vegetais.
Apesar da sua carência ser rara (manifesta-se unicamente em bebés prematuros e pessoas incapazes de absorver gorduras), esta leva a anemia, lesões nos nervos e fraqueza muscular.
O valor da DDR é de pelo menos 4 mg.

Vitamina H ou biotina (também conhecida por B8)
Encontra-se presente na composição de numerosas enzimas que intervêm no metabolismo do carbono, em especial dos glícidos e dos lípidos. Excepto em casos de grave desnutrição, não costumam registar-se carências desta vitamina.
Grande parte das necessidades desta vitamina é suprida através das bactérias da flora intestinal. Algumas fontes alimentares de vitamina H incluem levedura de cerveja, rebentos de soja, cogumelos, verduras frescas.
A DDR é de cerca de 10 mcg.

Vitamina K
Tem um papel importante no processo de coagulação do sangue, e em casos graves a sua falta pode causar hemorragias.
O conhecimento do teor da vitamina K nos alimentos ainda se encontra pouco esclarecido, mas podemos apontar como principais fontes os legumes verdes, espargos, arroz integral, tomate e óleos vegetais.
O valor da DDR encontra-se entre 65 a 70 mcg.

Centro Vegetariano

Chá: propriedades e benefícios

Os chás tradicionais, principalmente o preto, além de polifenóis contêm betacaroteno, vitaminas B1, B2, B6 (essencial para o metabolismo das proteínas), C e ácido fólico, importante para a divisão celular. São ainda ricos em magnésio e potássio. O primeiro é importante para os ossos. O segundo é vital para os batimentos cardíacos, os músculos e os nervos.
Uma das substâncias do chá verde é a teofilina, que ajuda a dilatar os brônquios, melhorando a respiração dos asmáticos. O chá verde previne ainda a formação de pedras na vesícula e nos rins, além de normalizar a função da tiróide e regenerar a pele.
Vários estudos apontam que a ingestão de chá é responsável pela redução do risco de doenças coronárias, diminuição dos níveis de colesterol, preservação da densidade óssea, prevenção de alguns tipos de cancro, diminuição da fadiga, redução do peso, diminuição do risco de cárie dentária, protecção do organismo e facilidade de digestão.


Previne doenças cardiovasculares
Beber pelo menos uma chávena de chá por dia pode reduzir em 44% o risco de um ataque cardíaco. A conclusão é de uma pesquisa realizada pelo King`s College, de Londres. Segundo os pesquisadores os benefícios vêm de poderosas substâncias encontradas no chá chamadas flavonóides, que têm propriedades antioxidantes, auxiliando no combate às doenças cardiovasculares.
Apesar das conclusões iniciais, a exacta quantidade de chá necessária para que se comecem a sentir os efeitos ainda está a ser discutida.
O estudo inglês examinou 340 homens e mulheres que sofreram ataques cardíacos e classificou-os segundo idade, sexo e convivência com pessoas que nunca tiveram ataques. Depois, a pesquisa investigou, durante um ano, o hábito dos entrevistados de beber café e chá.
Uma outra pesquisa, realizada por médicos da Universidade de Harvard, descobriu que pessoas que bebem uma ou mais chávenas de chá preto diariamente têm menos risco de sofrer ataque cardíaco. O chá preto diminui a possibilidade de coagulação, responsável pelo aparecimento de arteriosclerose.
Os chás preto, verde e chinês são obtidos a partir da planta Camellia sinensis, rica em substâncias antioxidantes chamadas polifenóis, que evitam a acção destrutiva das moléculas de radicais livres que atacam as células. E cientistas americanos garantem que as substâncias dos chás têm maior poder antioxidante que as vitaminas C e E.
Acredita-se ainda que o hábito de beber chá em vez de café é um dos factores responsáveis pelo menor índice de enfarte em países do Oriente. Além disso, o chá tem cerca de metade da quantidade de cafeína do café.

Reduz o colesterol
Pesquisas da Universidade de Kunming, na China, realizadas com pacientes hipertensos e com problemas coronários, concluíram que o chá preto é quase tão eficiente na redução dos níveis de colesterol no sangue quanto os remédios ocidentais.
Segundo o médico Flávio Rotman, autor de "Coronárias sem enfarte" (Editora Record), o chá verde também diminui o colesterol.

Preserva a densidade óssea
O consumo habitual de chá parece contribuir para a preservação da densidade óssea nos homens e mulheres, segundo uma pesquisa realizada num hospital universitário de Taiwan.
Os cientistas concluíram que a preservação óssea está relacionada com a duração do hábito de consumir chá e não com a quantidade consumida. E os efeitos são mais pronunciados nas pessoas que consomem chá há mais de uma década.
Os cientistas de Taiwan afirmam que, possivelmente, a grande quantidade de fluóridos, flavonóides e fitoestrogénio devem contribuir para o efeito, enquanto outros ingredientes podem inibir a reabsorção óssea ou promover a sua criação.
O chá possui cerca de 4.000 compostos químicos com efeitos sobre a saúde das pessoas, e anteriores estudos apontaram os polifenóis como actuantes na prevenção de doenças cardiovasculares e cancro.
Os cientistas realizaram a pesquisa em 497 homens e 540 mulheres de nacionalidade chinesa, que possuíam o hábito de consumir chá há, pelo menos, 30 anos. Nas perguntas também figuravam tópicos como hábitos de exercícios e tabagismo, uso de suplemento de cálcio e consumo de café, leite e álcool. Depois, os investigadores mediram a densidade óssea em três pontos do esqueleto.
Segundo o estudo beber chá regularmente durante pelo menos dez anos aumentou a densidade mineral óssea em até 5%. Os adultos que bebiam chá preto ou verde entre 6 a 10 anos foram os que apresentaram maior densidade óssea na espinha lombar.
No entanto, advertem os cientistas, são necessários mais estudos para determinar os efeitos protectores do chá, assim como a possibilidade de um limite máximo, após o qual o chá já não é benéfico.
Um outro estudo, realizado pela Universidade Clínica Gerontológica da Escola de Medicina da Universidade de Cambridge, mostrou que as mulheres que têm por hábito beber chá preto apresentam, em idade avançada, uma maior densidade óssea do que as que não adquiriram este hábito.

Previne o cancro
Alguns pesquisadores afirmam que os antioxidantes dos chás são úteis principalmente contra o cancro digestivo. Os estudos ainda não são conclusivos, mas um trabalho realizado com 59 pacientes com cancro de boca em fase inicial, em Beijing, na China, mostrou que as lesões diminuíram em pacientes que usaram cápsulas de chá verde durante seis meses.
Outro estudo realizado em Iowa, nos Estados Unidos, com mulheres na menopausa, indica que beber duas ou mais chávenas de chá diariamente diminui o risco de cancro do aparelho digestivo e urinário.
Um outro estudo realizado por investigadores da Universidade de Arizona (EUA) verificou que a ingestão frequente de chá de casca de frutas cítricas, como o limão, reduz cerca de 70% o risco de desenvolver cancro em células escamosas da pele e 40% nos que bebem chá preto.
Outros estudos indicam também que os polifenóis, abundantes no chá verde, são uma protecção contra vários tipos de cancro, como o do estômago, pulmão, cólon, entre outros.

Desperta a mente
A teína, a mesma substância que a cafeína mas existente no chá, diminui a fadiga e mantém a mente desperta, embora a ingestão de infusões muito concentradas ou em jejum possa causar náuseas e vómitos, devido ao conteúdo rico em taninos.
Se for ingerido em doses elevadas também provoca nervosismo, insónia e taquicardia. Para diminuir a quantidade de cafeína do chá, pode derramar-se água a ferver nas folhas e deixar repousar 30 segundos, antes de preparar a bebida.

Diminui o peso
Alguns estudos indicam que o chá verde pode ajudar a perder peso, uma vez que aumenta o calor durante a digestão, o metabolismo dos alimentos, a absorção e o dispêndio de energia proveniente da gordura necessários para o emagrecimento. O poder diurético do chá potencia ainda a eliminação dos líquidos que dificultam a perda de gordura.

Protege os dentes
Uma chávena de chá por dia diminui o risco de cárie, sendo a protecção maior quando se fazem bochechos com a bebida.
Um estudo britânico de 1991 sugere que a ingestão de chá previne doenças de estomatologia, uma vez que contem flúor. No entanto, o uso abusivo provoca manchas nos dentes, causadas pelas concentrações de corantes naturais.

Defende o organismo
O chá aumenta as defesas do organismo, ao ajudar os glóbulos brancos a defenderem-se de infecções e das invasões de bactérias ou vírus.
O tanino do chá verde protege a parede do intestino e ataca bactérias nocivas

Melhora a digestão
O chá ajuda a melhorar a digestão, porque os óleos essenciais aumentam o fluxo de sucos gástricos. Este é um dos principais motivos porque os chineses e japoneses têm o hábito de tomar chá depois das refeições.


Referências:
http://www.digito.pt/ciencia/7309.html
http://www.mni.pt/destaques/index.php?file=destaque&cod=2237
http://www.vegetarianismo.com.br/cha.htm
http://www.vegetarianismo.com.br/semcontra-indicacao.htm
Expresso, Revista, 16 Abril 2002

Centro Vegetariano

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Diferença entre Produtos Diet e Light


Diferença entre Diet e Light
Quando vamos ao supermercado nos deparamos com uma enorme variação de marcas e tipos de alimentos. E muitas vezes em uma mesma marca verificamos que tem o produto tradicional, o diet e o light.

Mas afinal, qual é a diferença entre eles ?
Para diferenciá-los vamos utilizar duas palavras-chaves: ausência e redução.

Um alimento diet tem ausência total de um componente. É recomendado a uma população específica. Ex: os diabéticos que não podem consumir o açúcar. Quando eu compro um alimento diet eu tenho certeza que esse alimento é“zero” de açúcar.
alimento light tem redução de pelo menos 25% de um dos componentes. Isso quer dizer que o alimento ainda continua ter esse componente, mas em menor quantidade.
Primeiro precisamos pensar no objetivo da compra do produto. Se eu tenho uma doença e sou sensível a um componente, eu preciso consumir o alimento diet. Mas se o meu objetivo é emagrecer eu vou comprar o alimento light.
O alimento diet não é necessariamente menos calórico que o alimento tradicional. Por exemplo, chocolates e sorvetes diet são mais calóricos do que o produto normal. Acrescentam-se gordura para manter sabor e maciez ao produto.
A definição é simples, mas quando vamos ao supermercado percebemos que não é tão simples assim. Quando vamos escolher um refrigerante deparamos ao diet, light e zero. Qual é a diferença??? Unicamente a composição química dos produtos. Por questões de marketing, os três não possuem nada de açúcar e poderiam ser chamados de diet. Em relação aos iogurtes, é fácil confundir-se. O iogurte light muitas vezes é adoçado com adoçante, portanto o produto é sem açúcar e poderia ser classificado como diet, mas é classificado como light por terredução de gordura.
O que tem que ficar claro é que se você é diabético você tem sempre que consumir um alimento diet para ter segurança. Se você for comprar um alimento light ou normal precisa certificar-se nos componentes se existe presença de açúcar ou não.
Se o seu objetivo é emagrecer então uma ótima opção são os alimentos light. Eles possuem sabor parecido com o produto tradicional, mas com redução degorduras e açúcares o que faz termos o prazer de comer com menos culpa. Mas nada adianta comer o alimento light em dobro porque como vimos para ser light basta ter uma redução de 25% de um componente, portanto não é 50%. Se você comer em dobro estará engordando mesmo com o alimento light.

O que os Antioxidantes fazem por Nós?



por Nutricionista Fernanda Marino de Oliveira

Todos já ouvimos falar em Antioxidantes e em como eles “destroem” os radicais livres, mas a maioria das pessoas não sabem realmente o que ocorre quando os consumimos.

RADICAIS LIVRES
Primeiramente, precisamos saber o que são os temidos radicais livres. Os chamados radicais livres são moléculas que ficam “soltas” em nosso organismo, o que acaba levando essa molécula a entrar em nossas células, causando a oxidação da mesma. Ou seja, os radicais livres lesionam ou até matam nossas células. Essas lesões podem levar ao envelhecimento precoce e até mesmo à várias doenças como cardiopatias, aterosclerose, diabetes e até mesmo o câncer.
Não existe uma maneira de não produzirmos radicais livres, já que nós o produzimos até quando respiramos ou praticamos atividades físicas, portanto o consumo dos chamados antioxidantes é a principal maneira de nos previnirmos conta a ação das moléculas de radicais livres.

ANTIOXIDANTES
Os antioxidantes atuam em diferentes formas contra os radicais livres. Primeiramente eles agem impedindo a formação das moléculas, os antioxidantes também são capazes de impedir o ataque dos radicais livres evitando a formação lesões em nossas células, eles ainda podem reparar as lesões caudadas pelos radicais removendo os danos e reconstituindo as células danificadas.

ALIMENTOS FONTES DE ANTIOXIDANTES
Dentre os principais alimentos fonte de antioxidantes estão as frutas, legumes e verduras. Os antioxidantes encontrados na dieta e suas fontes são:

B-caroteno: presente em alimentos de cor amarelo/laranja e vegetais verdes escuros, como mamão, cenoura, abóboras, mangas, pêssegos, espinafre, couve, chicória, agrião.
Vitamina C: presente principalmente em frutas cítricas como laranja, limão, abacaxi.
Vitamina E: presente em grãos e sementes oleagenosas, como gérmen de trigo, sementes de girasol, nozes, amêndoas, avelãs, e também encontrado em couve, abacate, alface, espinafre e óleos vegetais.
Flavonóides: encontrado em sucos de uva e vinhos tintos, morangos, nozes e soja.
Catequinas: presente principalmente em chás, como o chá verde ou o chá preto.
Carotenoídes e Vitamina A: Os carotenoídes são encontrados em legumes e frutas de cor laranja/vermelhas. Os carotenoídes são precedentes da vitamina A, encontrada nas mesmas fontes que os carotenoídes.
Licopeno: Presente em alimentos avermelhados, como o tomate, melancia e goiaba.

FUNÇÕES DOS ANTIOXIDANTES
Estudos indicam que a Vitamina C possui efeito protetor contra danos causados pela exposição a radiações e medicamentos, também é atribuído a vitamina C o papel de protetora contra o desenvolvimento de tumores.
A vitamina E pode impedir danos causados por radicais livre associados a doenças específicas como artrite ou catarata.
A vitamina A tem apresentado ação preventiva contra vários tipos de câncer como o de mama, estômago, bexiga e pele, e juntamente com a vitamina C pode previnir o câncer retal ou de cólon.
Os flavonídes são responsáveis por “eliminar”os radicais livres do nosso organismo e também estão associados a prevenção de doenças cerdiovasculares. O licopeno é o principal flavoníde encontrado em nossa alimentação e é bastante associado a prevenção de vários tipos de câncer.
As catequínas podem ser benéficas para algumas doenças como o diabetes tipo 1, cardiopatias e infecções virais.
Os alimentos ricos em antioxidantes mostram que uma dieta variada é importante para a manutenção da saúde do nosso organismo. É importante lembrar que é sempre bom consultar um nutricionista para uma indicação correta da quantidade necessária de antioxidantes para cada individuo e que os alimentos podem ser utilizados como auxiliadores na prevenção e tratamento de várias doenças e não podem ser substitutos de medicamentos e outros tratamentos indicados por um médico.




quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ser vegano é caro?

É mais caro ser veg(etari)ano?


Essa é uma pergunta comum (como tantas outras) quando a ideologia vegana é checada. A resposta prática é “não”, não é caro. Os produtos industrializados destinados a veganos muitas vezes realmente são caros. Isso acontece porque normalmente eles são feitos em menor escala que os produtos animais e também porque muitos produtos veganos têm em sua formulação ingredientes orgânicos, que também ainda têm baixa oferta no mercado, comparados a produtos não orgânicos, e assim também custumam custar mais caro.

Mesmo quando falamos de produtos industrializados, podemos constatar uma diferença financeira favorável à dieta vegana, em relação à dieta onívora. Clique na imagem ao lado para ver um exemplo prático: Na tarde do último sábado, dia 21 de agosto de 2010, foi constatada a diferença entre os preços de creme de soja e creme de leite na unidade do Carrefour Bairro que fica na avenida Norte Sul, em Campinas-SP. Há pouco tempo era comum encontrarmos produtos industrializados veganos muito mais caros que os produtos de origem animal. A equiparação dos preços se dá provavelmente por conta do aumento da demanda de produtos livres de crueldade. A lógica é simples: mais gente comprando, vendas aumentando, preço mais baixo.


O ideal é que toda pessoa prepare seu alimento, utilizando de seu próprio esforço para produzir e preparar o que come. Isso é o mundo ideal, mas na correria em que vivemos é muito importante ter produtos industrializados veganos a um preço justo.



Além das questões levantadas pelo Fabio, é valido acrescentar que não precisamos (nem devemos) ficar reféns das indústrias de produtos que procuram simular os “sabores onívoros”. Não precisamos tomar leite de soja de caixinha, consumir leite condensado ou creme de leite de soja, comer salsicha ou almôndega vegetal e muito menos nos “deliciar” com vegan junk food. Não que não possamos, de vez em quando, consumir essas “besteiras”. Talvez não fiquemos muito mais pobres se adquirirmos esses produtos em ocasiões especiais.
Entretanto, não podemos nos esquecer do que realmente necessitamos, isto é, proteínas, carboidratos, lipídios, fibras, vitaminas e minerais, e importante é salientar que todos esses nutrientes são conseguidos por meio de uma dieta natural, balanceada, colorida e tanto melhor quanto mais fresca, leia-se, menos industrializada.
Se optarmos por sermos “veganos de feira” em vez de “veganos de mercado” talvez nosso bolso sinta a diferença, mas sem dúvida alguma, a maior diferença quem vai sentir é nossa saúde.
Para colaborar com nosso cotidiano alimentar podemos contar com o Physicians Committee for Responsible Medicine. Seus Power PlateNew Four Food Groups e Vegetarian Start Kit são auxiliares bastante pertinentes.
Somente a vitamina B12 não encontramos na feira (e por isso a mesma deve ser, de alguma forma, suplementada), todo o restante dos nutrientes essenciais para ter assegurada uma vida plena estão lá. Conheça os 4 grupos alimentares e opte você também por uma dieta rica em saúde sem precisar gastar todo seu dinheiro para isso (adaptado de The New Four Food Groups).

“Favas” (Legumes)

Você deve consumir 2 ou mais porções diárias. As favas são boas fontes de fibras, proteínas, ferro, cálcio, zinco e vitaminas do complexo B. Nesse grupo incluem-se o feijão, a soja, a lentilha, a ervilha, o grão-de-bico, o leite de soja, o tofu, o tempê, a proteína vegetal texturizada, etc. Tamanho da porção: ½ xícara de feijões cozidos, ½ xícara de tofu ou tempê, 1 xícara de leite de soja.

“Frutos” (Fruits)

Você deve consumir 3 ou mais porções diárias. As frutas são ricas em fibras, vitamina C e betacaroteno. Inclua pelo menos uma porção por dia de boas fontes de vitamina C tais como frutas cítricas, melões e morangos. Opte por consumir os frutos inteiros em vez de na forma de sucos, desse modo você não descarta as valiosas fibras. Tamanho da porção: 1 fruta média, ½ xícara de frutas cozidas, ½ xícara de suco.

“Hortas” (Vegetables)

Você deve consumir 4 ou mais porções diárias. As hortaliças são boas fontes de vitamina C, betacaroteno, riboflavina, ferro, cálcio, fibras e outros nutriente. Vegetais folhosos verde-escuros como o brócolis, o couve, a mostarda e a chicória são especialmente ricos nessas importantes substâncias. Vegetais amarelos e alaranjados como a batata-doce, a cenoura e a abóbora provêm betacaroteno extra. Inclua generosas e variadas porções de hortaliças em sua dieta. Tamanho da porção: 1 xícara de vegetais crus, ½ xícara de vegetais cozidos.

“Grãos” (Whole Grains)

Você deve consumir 5 ou mais porções diárias. Nesse grupo incluem-se o pão, o arroz, as massas, os cereais quentes ou frios, o milho, o millet, a cevada, o trigo, etc. Grãos são ricos em fibras e outros carboidratos complexos, bem como em proteínas, vitaminas do complexo B e zinco. Construa cada refeição em torno de um prato saudável de grãos integrais. Tamanho da porção: ½ xícara de cereal quente, ¼ xícara de cereal seco, 1 fatia de pão.