quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pimentas, um santo remédio

O Ministério do Bom-humor adverte: consumir pimentas e pimentões alivia dor de cabeça, melhora a circulação e não faz mal para o estômago.

Um molho especial de pimenta caiu na mesa de Marcos Cury, num bar, em Campinas, no interior do Estado de São Paulo e virou o centro das atenções. Ele criou cinco misturas para utilizar em salgados e lanches, nas reuniões com os amigos. A mesa ao lado experimentou, o boca-a-boca atraiu outros fregueses do bar e as encomendas só fizeram aumentar. O blend ganhou nome e embalagem — “Ardência no Regaço” — e obrigou o representante de material de engenharia a virar empresário.

Hoje, a pimenta é o principal fruto dos Cury em uma das maiores empresas de conservas e condimentos finos do País. Representa 50% das 20 toneladas de tudo que é produzido no sítio da família, em Morungaba, vizinha a Campinas. A produção já tem certificação como cultura orgânica, com reconhecimento internacional, e é exportada para países da Europa e Ásia, além de ser distribuída em 800 pontos de vendas no Brasil.

A família Cury prospera com bom-humor e praticamente sem dor-de-cabeça. E não é força de expressão. Essas são duas das propriedades terapêuticas das pimentas, segundo o clínico geral Alexandre Feldman. “Existem estudos demonstrando a eficácia da capsaicina e da piperina — componentes químicos, respectivamente, da pimenta vermelha e da pimenta-do-reino — na prevenção a dores de cabeça. Essas substâncias também possuem propriedades anticâncer. Comer pimenta ainda ‘provoca’ bem-estar, devido à estimulação à liberação de endorfinas, fabricadas no cérebro e responsáveis por sensações agradáveis, gerando bom humor”, explica.

Feldman conta que maias, astecas, hindus e várias tribos africanas sempre foram comedores de pimenta, hábito hoje disseminado entre seus descendentes, no México, Índia, África e nordeste do Brasil (por influência africana). O médico é um defensor das pimentas e incentivador de seu consumo como remédio e na prevenção de doenças. As substâncias químicas que tornam as pimentas ardidas são capazes de combater dores crônicas, por sua ação antiinflamatória. A recomendação é experimentar sem medo do sabor picante e, assim, acostumar, pouco a pouco. A alimentação deve ser saudável e o tempero das refeições, moderado, mas qualquer tipo de pimenta serve.  
Funciona contra enxaqueca, por exemplo. Alexandre Feldman tem uma receita caseira publicada no livro Enxaqueca, finalmente uma saída, de sua autoria. “Já recebi, através do meu site, relatos de pessoas que utilizam chá de pimenta, com sucesso, quando têm dores de cabeça. É só misturar 6 ou 7 grãos de pimenta-do-reino em uma xícara de água fervendo, deixar por 10 minutos e tomar em seguida”, assegura. E contesta algumas crenças populares: “Dizem que pimenta provoca gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorróidas. Tudo isso é mito e nunca foi demonstrado na literatura médico-científica”.  
Sejam destinadas à Medicina ou à culinária, as pimentas e os pimentões garantem alta variedade de opções. As espécies nativas são todas do gênero Capsicum, da família Solanaceae. Cerca de 12 mil hectares delas são cultivados anualmente no país, gerando recursos da ordem de US$ 1,5 milhão, somente na comercialização de sementes, segundo estatísticas da Embrapa Hortaliças. A área de cultivo brasileira, no entanto, é considerada insignificante se comparada à chinesa, cerca de 8.400 vezes maior.
 “O Brasil ainda é pouco competente na produção de pimenta, principalmente a malagueta. A Índia é a maior produtora dessa pimenta brasileira. O País não acordou: tem tudo para ser o maior produtor do mundo e não é”, desabafa a jornalista Rosa Nepomuceno, autora do livro Viagem ao Fabuloso Mundo das Especiarias. Para ela, a malagueta é a verdadeira “pequena notável” porque está inserida na culinária e no cultivo em escala mundial.  
E quando se pensa no conhecimento sobre a diversidade genética das espécies nativas brasileiras, então, a defasagem é ainda mais grave. Mesmo sendo origem de grande número de espécies do gênero Capsicum, com áreas importantes de ocorrência tanto na Mata Atlântica como na Amazônia, o Brasil ainda engatinha nas pesquisas. Estudos da Embrapa Hortaliças recomendam programas de melhoramento das coleções de germoplasma de todo o gênero. Falta conhecimento sobre resistência a doenças, sabor, aroma, cor, tipo de fruto ou produtividade.  
A própria Embrapa procura preencher a imensa lacuna com o projeto Capsicum, uma expedição de pesquisadores que foi a campo em busca de espécies silvestres, semidomesticadas e domesticadas. Informações relevantes foram levantadas e incorporadas à literatura técnica sobre as pimentas brasileiras. Os pesquisadores verificaram que o número de espécies silvestres brasileiras parece ser maior do que o referido em bibliografia; expandiu-se, consideravelmente, o conhecimento sobre a distribuição geográfica de algumas espécies; o Sudeste brasileiro foi confirmado como o maior centro de diversidade para espécies silvestres do gênero; acrescentaram-se informações sobre a estrutura de populações; as espécies silvestres brasileiras apresentam uma dispersão diferente daquelas semidomesticadas.  
Além da informação, a qualidade e a quantidade do material coletado permitirão o estabelecimento, senão da única, da maior coleção de espécies silvestres de Capsicum. Quem sabe assim o brasileiro acorda para o valor ardido de uma de suas melhores aliadas de mesa. Como diria o filósofo Aristóteles, “a natureza não faz nada sem propósito”.  
Uma família famosa  
A batata (Solanum tuberosum), a beringela (Solanum melongena), o tabaco (Nicotiana tabacum), o tomate (Lycopersicon esculentum) e as pimentas (Capsicum sp.) pertencem à mesma família vegetal: as solanáceas. Trata-se de uma grande família, espalhada por todo o planeta, com mais de 90 gêneros e cerca de 3.000 espécies. Apesar da distribuição mundial, a maioria das espécies se concentra na América do Sul, na América Central e na Austrália. Na sua grande maioria, são ervas e arbustos.  
A palavra solanácea vem do latim solari – consolar ou aliviar – devido às propriedades calmantes (narcóticas) de algumas espécies. Outras são venenosas e terapêuticas: o tabaco (rico em alcalóides e com propriedades inseticidas), a mandrágora ou Mandrake (Mandragora officinarum), a belatona (Atropa belladonna, de onde extrai- se a atropina), a erva do diabo do escritor Carlos Castañeda e as daturas (Datura inoxia, D. stramonium), ricas em estramônio e escopolamina.  
Entre pimentas e pimentões – verdes, vermelhos, doces e tipo caiena – são mais de 20 espécies do gênero Capsicum, com grande variedade de tamanho, cor, forma e pungência, como a pimenta malagueta (Capsicum frutescens); a rocoto (Capsicum pubescens); a pimenta vermelha, cambuci, fina, dedo de moça (Capsicum baccatum); a pimenta jalapeña (Capsicum annuum), e a pimenta de passarinho, de cheiro ou de bode (Capsicum chinense), que apesar do nome é originária das Américas.  
Muitas são silvestres e outras totalmente domesticadas pelo homem. Entre as cultivadas no Brasil, apenas uma veio da Ásia: a pimenta-do-reino, que, a rigor, não é uma pimenta como as outras: pertence à família das piperáceas (seu nome científico é Piper nigrum) e tem princípios ativos bem diferentes. Na América do Sul, a maior diversidade de espécies do gênero Capsicum encontra-se na Mata Atlântica entre o Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.  
(Evaristo E. de Miranda é doutor em Ecologia e pesquisador da Embrapa Monitoramento por Satélite)

Tesouro do descobrimento
  
Cristóvão Colombo descobriu as pimentas em 1492. Diego Alvarez Chanca, médico a bordo da segunda expedição de Colombo (de 1493), embarcou as primeiras plantas de Capsicum para a Espanha. Em 1494, escreveu sobre os efeitos medicinais destas plantas. Levadas pelos portugueses para a Europa, África e Ásia, já no século 16 uma variedade de pimenta em Goa (Índia) era chamada de Pernambuco, documentando sua origem. O Livro de Cozinha da Infanta Dona Maria de Portugal, de 1507, apresentava diversas receitas de carnes com pimenta.  
Outro registro histórico é do alemão Hans Staden, prisioneiro dos índios tupinambás entre 1547 e 1555. Ele fez um relato bastante circunstanciado das pimentas: “Há duas qualidades de pimenta naquela terra. Uma é amarela, outra vermelha. Ambas as qualidades crescem, porém, da mesma maneira.
Quando a pimenta está verde tem o tamanho do fruto da roseira brava, que cresce no espinheiro. O pimenteiro é um pequeno arbusto de mais ou menos uma braça de alto. Tem pequenas folhas e fica cheio de pimenta. A pimenta tem gosto ardido. Os selvagens a colhem e secam ao sol”.  
Staden relatou o uso da pimenta como alimento – “Quando os índios cozinham peixe ou carne põem dentro habitualmente pimenta verde” – e como arma de guerra – “Quando o vento sopra, fazem uma grande fogueira e lançam dentro um montão de pés de pimenta. Se a fumaça dá de encontro às cabanas, o inimigo tem que sair então para fora”. Séculos depois, o mesmo princípio é empregado no spray de pimenta utilizado pela polícia e em armas de defesa pessoal.  
Dentre os primeiros e principais registros científicos sobre a pimenta está o trabalho de Leonhartus Fuchsius de 1543: De historia stirpium. Ele contém a descrição e três desenhos da pimenteira, muito detalhados. Os frutos e sementes da pimenta espalharam-se pelo mundo e foram incorporados à culinárias dos mais diversos povos. Hoje, só a China planta mais de 700 mil hectares de pimenta e os tailandeses e coreanos estão entre os maiores consumidores do mundo: 5 a 8 gramas por pessoa/dia. A palavra pimenta tornou-se sobrenome no Brasil e em Portugal, e tanto pimenta como pimenteiras designam rios, bairros e cidades de Minas Gerais, Mato Grosso, Rondônia e São Paulo.
Cultive sua preferida em casa
More em apartamento ou em casa, você pode cultivar pimentas e pimentões em vasos e jardineiras. As dicas dos cuidados necessários são do paisagista e fotógrafo Du Zuppani:
» As pimenteiras são vendidas em lojas especializadas e supermercados. Se preferir, compre sementes, plante a meio centímetro da superfície e, quando germinar, escolha a melhor muda e elimine as outras
» A medida mínima do vaso é de 20 cm de diâmetro e 30 cm de altura
» Os vasos ou jardineiras devem ficar em lugares de bastante claridade ou com algumas horas de sol
» No fundo do vaso coloque 2 cm de pedra brita ou caco de telhas para a drenagem
» Utilize composto já pronto ou faça o seu: 70% de terra, 20% de areia e 10% de terra orgânica
» Molhe duas a três vezes por semana. Quando a terra estiver úmida adie uma rega
» Se observar anomalia no desenvolvimento, avalie se a planta não está em local inadequado
» Se quiser guardar sementes para novo plantio, tire do fruto, embrulhe em jornal e deixe secar em lugar fresco
Capriche na conserva   
Ingredientes:
1 copo de vinagre branco
1 copo de cachaça
1 colher (de sopa) de açúcar
1 colher (de chá) de sal
Cerca de 500 g de pimentas selecionadas  
Modo de preparo:
Faça o branqueamento das pimentas, ou seja, coloque-as na água fervente e deixe em torno de 20 segundos. Retire e mergulhe em água gelada. Seque as pimentas. Faça uma calda com o vinagre, a cachaça e o açúcar, levando esta mistura para ferver por 2 minutos. Coloque as pimentas num vidro esterilizado e jogue por cima a calda quente. Se quiser, tempere com dente de alho ou cebola, para enriquecer o sabor. Tampe o vidro. Forre a panela com um pano, coloque água à temperatura ambiente. Coloque o vidro, tampado, de boca para baixo, sobre o pano. Deixe ferver em fogo brando. Apague o fogo e retire o vidro da água somente depois de esfriar, para não estourar.
Pão delícia
Ingredientes:
50 gramas de fermento biológico
2 colheres de sobremesa de açúcar
_ lata de creme de leite
200 ml de leite
_ xícara de cerveja
_ xícara de óleo de milho
1 xícara de água morna
2 ovos inteiros
1 colher (de sopa) de sal
1 pimentão amarelo
1 pimentão vermelho
1 pimentão verde
1 pitada de bicarbonato de sódio  
Modo de preparo:
Dissolva o fermento em um pouco de água e misture os ovos. Acrescente a cerveja, o sal e o creme de leite, misturando tudo muito bem. Aos poucos, coloque a farinha. Sove a massa (mole), ‘rasgando’ por 5 minutos. Separe em três partes iguais. Bata no liquidificador cada pimentão (com casca e cru) com uma pitada de bicarbonato de sódio. Acrescente à massa 6 colheres de sopa do pimentão batido: uma cor de pimentão para cada parte da massa. Coloque farinha, se necessário, até que solte da mão. Deixe crescer por 20 a 30 minutos. Divida ao meio cada uma das três partes. Pegue uma parte de cada cor e faça rolos para uma forma grande de pão (10x30x8cm). Asse em forno médio por 30 a 40 minutos.
Para saber mais: 
Informações gerais no livro Capsicum: pimentas e pimentões no Brasil, editado pela Embrapa e organizado por F. J. B. Reifschneider. No site 
www.sct.embrapa.br/LiV
Histórias e usos reunidos pela jornalista Rosa Nepomuceno no livro Viagem ao fabuloso mundo das especiarias, já publicado pela Editora José Olympio, e O Brasil na rota das especiarias, da mesma editora, com lançamento previsto para o final do ano. Informações (21) 2585 2060
Dicas de cultivo no site da Embrapa Hortaliças: www.cpnh.embrapa.br/projetos/capsicum/index6.htm
Dicas medicinais no site do Dr. Alexandre Feldman: site www.enxaqueca.com.br
Companhia das Ervas: site www.ciadaservas.com.br 

Confraria da Pimenta: Blog dedicado aos apreciadores de pimenta. Molhos, conservas, doces, geléias, sementes, ou seja, tudo relacionado a pimenta. E muitas CURIOSIDADES sobre pimentas !


Nota do Universo dos Alimentos:
A minha amiga Ellen vai adorar esta matéria! Visitem o Blog porque é inteligente e Ético!

domingo, 11 de julho de 2010

Vantagens e riscos de uma dieta vegetariana

A dieta ovolactovegetariana contém todos os alimentos da dieta omnívora com excepção dos produtos cárneos e do pescado.

Nunca se ouviu falar tanto de dieta vegetariana como agora. O que para muitas pessoas tem a ver com razões culturais, religiosas, filosóficas ou mesmo de saúde, para outras é uma questão de moda. E para outras ainda, sobretudo os adolescentes, um excelente mote de discussão e atrito com os pais, numa área que lhes é, ou aparenta ser, tão sensível. Por isso, de vez em quando, aparecem-me na consulta mães angustiadas porque os seus filhos decidiram enveredar por uma alimentação vegetariana. É justa esta preocupação? Depende do tipo de alimentação vegetariana que se propõem fazer.

Se é vegetarianismo puro, também chamado de veganismo, que exclui qualquer produto ou subproduto de origem animal, eu diria que é não só preocupante para os adolescentes, como para crianças, grávidas e mesmo adultos, uma vez que é uma dieta que pode resultar em anemia perniciosa ou alterações neurológicas, se não for complementada com suplementos de vitamina B12. No meu entender, uma dieta que tem que recorrer à farmácia ou à ervanária para obter produtos que não se encontram nos alimentos é tudo menos natural, uma vez que fora das cidades, onde estes produtos não são comercializados, a alimentação será seguramente deficitária.


Por outro lado, a dieta ovolactovegetariana, muito em voga sobretudo entre os defensores dos direitos dos animais, que inclui todos os produtos de origem vegetal, produtos lácteos e ovos é uma dieta bem mais saudável do que a geralmente praticada pelos pais, onde se abusa dos produtos cárneos (tão responsáveis pela elevada incidência de cancro de cólon em Portugal), gorduras saturadas e cereais refinados, a par do reduzido consumo de produtos hortofrutícolas com as sabidas consequências para os sistemas digestivo ou cardiovascular.
A soja é obrigatória em regimes vegetarianos?Com um teor de proteínas superior ao das outras leguminosas como o grão-de-bico ou o feijão e mesmo ao da carne, não contendo colesterol e apresentando vitaminas e minerais em quantidades superiores aos dos outros alimentos deste grupo, é um alimento aconselhável para substituir a carne ou o pescado. A sua riqueza em isoflavonas parece ter algum papel (embora, quanto a isto, os estudos não sejam completamente conclusivos) no alívio dos sinais e sintomas da menopausa.

No entanto, é bom referir que não há só vantagens no seu consumo. Na realidade, a maior parte da soja que é comercializada, além de ser maioritariamente obtida a partir de grãos geneticamente modificados, sofre complexos processos industriais que obrigam a que o produto final seja suplementado para suprir as perdas industriais. Ora o que se sabe é que a adição destas substâncias, como cálcio ou vitaminas por exemplo, não tem a mesma biodisponibilidade, ou seja, o mesmo aproveitamento orgânico, que o produto original. E no que respeita aos organismos geneticamente modificados (transgénicos), há que ter muita cautela no seu consumo pois, sendo recentes, não estão ainda devidamente estudados os seus efeitos na saúde humana.

Para já, tudo o que se sabe é que a única vantagem que apresentam é para os produtores e não para os consumidores... Por isso, quando comprar soja, prefira a "biológica" que dá maiores garantias de não ser geneticamente modificada. Se vai consumir soja pela primeira vez, comece por uma pequena quantidade, pois além de poder provocar flatulência, pode desencadear uma reacção alérgica em quem é sensível.
A dieta vegetariana emagrece?A dieta ovolactovegetariana contém todos os alimentos da dieta omnívora com excepção dos produtos cárneos e do pescado. Ora, a maioria das pessoas diz que engorda porque come muito pão, fritos, bolos, etc., e não porque come muita carne ou muito peixe. Então porque emagreceria apenas por excluir o seu consumo?

Na realidade, o que faz engordar é o consumo excessivo de calorias, venham elas de onde vierem: proteínas, hidratos de carbono ou gorduras que são os únicos nutrientes que fornecem energia. Se comermos almôndegas vegetarianas fritas (como já comi num restaurante vegetariano) acompanhadas de arroz cujo refogado foi feito com muita gordura e um monte de salada "regada" com muito azeite, bem podemos esperar por um milagre se a ideia era perder peso
Embora na maioria das vezes nos esqueçamos disso, o Homem faz parte do ecossistema terrestre e de uma cadeia alimentar que insiste em subverter.

Tal como prometi, o artigo de hoje volta a abordar a alimentação vegetariana.

Embora não seja especialista na matéria, uma vez que a minha formação académica bem como as bases de pensamento que fui adquirindo ao longo do tempo fundamentam toda a minha actuação profissional com base na alimentação mediterrânea (ver artigo A dieta mais saudável do mundo), contava hoje fazer referência a algumas combinações alimentares que permitem, numa dieta ovolactovegetariana, obter todos os nutrientes de que o organismo precisa sem ter que se recorrer a suplementos dietéticos.

Tendo, no entanto, chegado uma carta aberta do Centro Vegetariano, disponível nos comentários do artigo anterior "Vantagens e riscos de uma dieta vegetariana", em que era solicitado que se colmatassem as lacunas alegadamente evidenciadas nesse artigo, não poderia deixar de usar este mesmo espaço para o fazer.

Em primeiro lugar, sou contra toda e qualquer espécie de fundamentalismo, seja religioso, político ou mesmo alimentar, que me dá a faculdade de, com facilidade e pensamento próprio, aproveitar ou rejeitar o que de bom ou mau é veiculado em cada "filosofia". De resto, essa coerência de pensamento tem-me permitido resistir, de forma quase estóica nos tempos que correm, ao constante acenar de "notas" de vários sectores (publicidade, clínicas de estética ou ervanárias, por exemplo), para que ajudasse a impingir às pessoas produtos ou tratamentos nos quais não acredito e assim contribuir para um negócio que muitos consideram mover quantias semelhantes às da indústria petrolífera. Na minha actividade profissional estão incluídas duas associações mutualistas cujos sócios são, na sua maioria, pessoas de fracos recursos financeiros. Como tal, sempre que prescrevo uma dieta, entre muitos outros factores, tenho que ter essa condição em conta. Embora na maioria das vezes nos esqueçamos disso, o Homem faz parte do ecossistema terrestre e de uma cadeia alimentar que insiste em subverter. Por isso, como qualquer ser vivo, é na natureza que tem de obter todos as substâncias necessárias à sua sobrevivência porque foi assim que sempre sobreviveu até ao aparecimento da indústria alimentar e farmacêutica. A afirmação do Centro Vegetariano de que "esse tipo de alimentos ou suplementos já não estão apenas acessíveis nas grandes cidades - até em lojas online se podem encontrar", parece de alguém que desconhece o Portugal profundo e que se habituou a viver entre paredes de betão. Não fiquei por isso muito surpreendida, quando localizei o site desta loja e verifiquei que efectivamente era mais um centro de vendas online de suplementos alimentares como a vitamina B12 e outros "produtos naturais" e em que o aconselhamento alimentar se resume à comercialização de produtos supostamente indispensáveis à saúde, em grande parte dos casos importados, e que não fazem parte da alimentação tradicional. Recorrer a este tipo de produtos representa, para além de uma considerável ginástica financeira, uma despromoção dos recursos locais e nacionais.

Gostaria também de sublinhar que nunca disse que o vegetarianismo era uma moda, mas sim que era uma moda para algumas pessoas. Há 16 anos que na minha consulta tenho contacto diário com pessoas e não são estatísticas ou estudos de quem quer que seja que me fazem deixar de ver cada paciente como uma entidade única e individualizada. Aquilo que tenho constatado é que muitas vezes os jovens mudam radicalmente os seus hábitos alimentares como meio de requererem a atenção dos pais, independentemente de poderem estar até a fazer escolhas mais saudáveis.

Relativamente à soja, que raramente encontramos na sua forma de semente, a não ser em casas "especializadas", e uma vez que a legislação parece começar agora a ser cumprida e fiscalizada, desde que observemos os rótulos e estes não refiram que é geneticamente modificada, podemos comprá-la com alguma segurança em qualquer supermercado, prescindindo da biológica que é seguramente mais cara.

Portugal produz todos os alimentos necessários a uma alimentação saudável sem que seja preciso recorrer a produtos sintéticos para colmatar quaisquer lacunas. Mesmo que a dieta seja ovolactovegetariana! Pecamos normalmente pelo excesso de alguns alimentos como a carne o pelo défice de outros como produtos hortícolas, fruta, leguminosas e frutos secos, por exemplo. Uma alimentação racional, baseada na pirâmide mediterrânea e com base nos recursos locais é, além de saudável, muito mais barata, factor a ter em conta sobretudo em épocas de crise...

PAULA VELOSO Nutricionista e autora de Dietas sem Dieta e Dieta sem Castigo



Nutricionista explica as vantagens e desvantagens de se adotar uma dieta vegetariana



Por Ana Ligia Noale

A opção de ser vegetariano precisa ser acompanhada da descoberta de novos sabores de fontes alternativas de nutrientes vitais

Soja
Muitas pessoas não gostam de carnes ou simplesmente optam por deixar de ingerir o alimento. Mas será que vale a pena trocar o cardápio com carne por um vegetariano? Pesquisas demonstram que dietas com maiores quantidades de proteínas vegetais trazem mais benefícios para a saúde quando comparadas com dietas à base de proteínas animais. "Muitos estudos indicam que a prevalência de doenças crônicas é menor entre os vegetarianos", afirma a nutricionista Maria Angela Marcondes.

A nutricionista alerta que, ao se adotar um cardápio vegetariano, a pessoa precisa prestar muita atenção na quantidade de proteína e calorias ingerida. "A opção de ser vegetariano precisa ser acompanhada também da necessidade de se descobrirem novos sabores de fontes alternativas desses nutrientes vitais e buscar orientações de uma nutricionista para uma dieta equilibrada. Caso contrário, a falta desses nutrientes acaba prejudicando o equilíbrio do organismo e acarretando desnutrição proteica e anemia", acrescenta.

De acordo com Maria Angela, as proteínas de origem vegetal devem aparecer no cardápio com maior frequência quando se adota uma postura vegetariana. "Alimentos como soja, quinua, amaranto, lentilha, feijões e as leguminosas fornecem isoladamente, ou combinadas entre si, as quantidades dietéticas recomendadas de proteínas e minerais importantes para a manutenção das funções vitais", diz a nutricionista.

Maria Angela explica que quem pratica atividade física também pode adotar uma dieta vegetariana. "O importante é associar o consumo de proteínas vegetais com frutas, verduras, legumes, cereais integrais, leguminosas e oleaginosas. Assim, o corpo estará bem nutrido e com as defesas em alta para a prática de exercícios físicos", finaliza.

Alimentos que fornecem quantidades dietéticas recomendadas de proteína e minerais importantes para a manutenção das funções vitais:
Quinua
Soja - é uma excelente fonte alternativa às proteínas animais. Além de fonte proteica completa, possui também outros componentes benéficos à saúde como: isoflavonas, vitaminas do complexo B, fibras e minerais. Atua no combate de doenças cardiovasculares e câncer.

Quinua - seu teor proteico é maior que de outros cereais, contém 16 aminoácidos essenciais, rico em zinco, magnésio, potássio, ferro e manganês. Auxilia no controle das doenças cardiovasculares e aumenta a imunidade.

Amaranto - proteína de alto valor biológico, melhora a qualidade do sangue fornecendo mais vitalidade e energia, e também é uma fonte alternativa de cálcio.

Oleaginosas e sementes - nozes, castanhas, amêndoas, semente de gergelim, girassol, abóbora e outros são excelentes fontes de proteínas, gorduras insaturadas, fibras e substâncias antioxidantes.

Leguminosas - feijões em geral, ervilha seca, lentilha, grão-de-bico, soja e outras são ótimas fontes de carboidratos, proteínas, fitoquímicos, fibras solúveis, vitaminas do complexo B, e minerais, como potássio e ferro.

Fonte: 
Jornal Cidade

Análise da composição corporal vs. Peso Ideal

Post image for Tudo que você precisa saber sobre composição corporal!Mais importante do que ter um determinado peso (teoricamente ideal), é ter uma adequada composição corporal – quantidades de massa magra e massa gorda ideais, em função da idade, do sexo e da actividade física.

O peso ideal é aquele que proporciona o máximo de saúde: bem-estar físico, mental e social. E este, é impossível vê-lo impresso em qualquer tabela ou gráfico, ou calculá-lo através de fórmulas.

O “peso ideal” ou “peso desejável” é um conceito teórico que surgiu das “Tabelas de Peso Desejável”, da Metropolitan Life Insurance Company. Após estudo dos seus segurados, obtiveram o peso desejável para cada um dos sexos e para cada valor de estatura, ao qual estava associado menor mortalidade.

Muito mais do que um peso ideal, precisamos de uma adequada composição corporal – quantidades de massa magra e massa gorda ideais, em função da idade, do sexo e da actividade física.

A que corresponde o seu Peso Corporal?

Ver imagem em tamanho realQuando se pesa numa balança obtém o valor do seu peso corporal total, ou seja, a soma dos pesos das várias partes do corpo – músculos, ossos, gordura, sangue e órgãos.

A pesagem na balança é uma análise limitada, pois faz apenas a leitura quantitativa do peso.

Quando falamos em obesidade ou excesso de peso, queremos referir-nos a um excesso de gordura acumulada, que pode não estar associada a excesso de peso. Por outro lado, a palavra emagrecer significa perder gordura, e pode não significar perda de peso.

O que é a Análise da Composição Corporal?

Ao analisar a composição corporal de uma pessoa obtém-se um resultado qualitativo do seu peso, isto é, dá informação acerca da quantidade total de massa gorda (% de gordura) e de massa magra (conjunto de todas as massas não gordas, como os músculos, os ossos, os órgãos, etc.).

A composição corporal é uma variável dependente da idade e do sexo: a massa gorda aumenta com a idade, e é maior no sexo feminino.
Existem várias tabelas de valores de massa gorda recomendáveis, mas de uma forma geral, a faixa ideal de % de gordura é:

- Nos homens: entre 10 e 18%


- Nas mulheres: entre 20 e 25%

A gordura é vista normalmente como algo de indesejável, mas uma certa quantidade de gordura é essencial para o normal funcionamento do corpo. A percentagem de gordura nunca deve ser inferior a 5% no homem e a 9% na mulher – é a gordura essencial.

Os homens devem esforçar-se por terem 15% de massa gorda, enquanto o objectivo das mulheres deve ser aproximadamente os 20%. Do ponto de vista médico, valores de gordura acima de 25% nos homens, e 35% nas mulheres aumentam consideravelmente o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

Imagine 2 homens com a mesma idade (30 anos), a mesma altura e o mesmo peso.
Caso 1
183 cm
87 kg
24% gordura





Caso 2
183 cm
87 kg
15% gordura





O senhor que representa o caso 1, embora tendo o mesmo peso que o caso 2, tem excesso de gordura (cerca de 9% a mais) e deve tentar perdê-lo, através de uma alimentação equilibrada e da prática regular de exercício físico. O senhor do caso 2 apresenta um perfil de composição corporal dentro da normalidade, não necessitando alterar o seu peso.

Existem inúmeras Técnicas para Análise da Composição Corporal, entre elas, a medição das Pregas Cutâneas, a Bioimpedância Eléctrica, a Tomografia Axial Computorizada, a Medição da Água Corporal Total, entre outras.

Cada um de nós tem um peso ideal próprio, e que consegue manter através de uma alimentação equilibrada e ajustada às necessidades de energia, e através da prática regular de exercício físico. Muitas vezes, para se ir de encontro a padrões estéticos padronizados, travam-se verdadeiras batalhas com a balança, fazem-se dietas rigorosas de fome, perde-se peso rapidamente (nada tem a ver com perda de gordura, normalmente o peso perdido faz-se à custa de água e massa muscular) e na melhor das hipóteses fica-se cada vez mais gordo (com maior percentagem de gordura)!

Lembre-se que o importante é a qualidade do seu peso, e não a quantidade.

Fonte

sábado, 10 de julho de 2010

Toddy: achocolatado ganha versão vegana e orgânica


Um dos achocolatados mais famosos entre os brasileiros acaba de ganhar uam versão orgânica e vegana. Segundo o site do produto – visite e saiba mais Toddy Orgânico – o lançamento traz apenas cinco ingredientes: cacau e açúcar orgânicos, extrato de malte, sal e lecitina de soja.
Assista a um vídeo que conta um pouco do processo produtivo deste produto.

Empresa da região de Campinas-SP lança produto que substitui margarina

Pasta de Soja Bem Me Quer
A empresa Lifeco (www.lifeco.com.br), que fica em Hortolândia-SP, próximo à Campinas-SP, acaba de colocar no mercado um produto 100% vegano (veja partes da embalagem aqui) chamado pasta de soja. É uma substituta da margarina e seu uso está ligado ao consumo de pães e lanches. Por enquanto as vendas estão acontecendo principalmente em supermercados da região de Campinas ( lista logo abaixo) mas a intensão da empresa é expandir rapidamente para São Paulo Capital e outras localidades.
A pasta de soja é o primeiro produto da Lifeco que promete crescer seu catálogo em breve. A pasta é apresentada nos seguintes sabores: cenoura, alho com cebolinha, beringela, alho poró, azeitona verde e azeitona preta. A embalagem contém 275g. Não há adição de produtos químicos e a validade sugerida é de 40 dias sob refrigeração.
Lista de supermercados que já possuem a pasta (região de Campinas com alguns pontos em São Paulo Capital)

- Goodbom Sumaré – Av. Rebouças
- Goodbom Hortolândia
- Galassi – Avenida Saudade
- Galassi – Saída para Valinhos
- Galassi – Lix da Cunha (suleste)
- Galassi – Souzas
- Supermercado Morete Hortolândia
- Supermercado Morete Sumaré
- Hortifruti Fartura – Primavera
- Hortifruti Fartura – Flamboyant
- Hortifruti Fartura – Paineras
- Uniflora Campinas – Centro
- Almazen – Barreto Leme – Campinas
- Cambui Center Frutas
- Supermercados Calegaris – Paulínia
- Supermercados Caetano – Valinhos – Santana
- Supermercados Caetano – Valinho – Centro
- Supermercado Paulínia
- Supermercado Taquaral- Toda Rede OBA em Campinas, interior e Capital.
- Emporio Naturalle – Cambuí – Campinas
- Shopping Frutas Cambuí – Campinas
- Supermercados Pague-Menos
- Supermercados Brait – Americana
- Supermercados Sempre Vale -  Limeira
- Supermercado Coopercica (irá iniciar em Jundiaí)- Sacolão Higienópolis – São Paulo Capital
- Empório Santa Verena – Campinas Flamboyant
- Supermercados Coopideal – indaiatuaba e região.
- Empório Nuts – Hortolândia
- Supermercados Unimais – Campinas e região.
LifeCo
(019) 3503-1331www.lifeco.com.br
Fonte: Vista-se

Gomásio ou Gersal, um nutritivo substituto do sal

O gomásio (palavra japonesa = goma (sésamo) + sio (sal)) ou sal de sésamo é um óptimo substituto do sal que pode ser utilizado em saladas, sopas, estufados e outros pratos gastronómicos. É igualmente saboroso para polvilhar em pratos de arroz, massa, empadões e outros pratos de ir ao forno.
O sésamo, cujo óleo é rico em ácidos gordos não saturados, em aminoácidos essenciais e em lecitina, fortifica o sistema nervoso e neutraliza a acidez, enquanto o sal marinho favorece a secreção dos sucos digestivos e estimula todo o metabolismo. Recomenda-se igualmente a ingestão de 1 a 2 colheres de chá de gomásio por dia. A sua utilização permite reduzir os níveis de sódio aumentando, ao mesmo tempo, os níveis de cálcio, ferro, magnésio, proteína e fibra.

Propriedades:
- ajuda a digestão (facilita a secreção dos sucos gástricos e regula o intestino, actuando como um laxante suave);
- neutraliza a acidez do sangue;
- fortalece os sistemas nervoso e imunológico, ajudando na prevenção de doenças;
- aconselhável para dores estomacais e intestinais e menstruação irregular;
- favorece a produção de leite;
- alivia o cansaço;
- permite uma boa circulação sanguínea;
- constitui um excelente suplemento proteico: possui cerca de 15 aminoácidos.

É feito a partir da moagem de sementes de sésamo torradas com sal. Apesar de estar à venda no mercado, a sua preparação caseira também é muito fácil:

Ingredientes:
4 colheres de sopa de sementes de sésamo (com casca, para permitir uma maior assimilação do cálcio quando as sementes forem torradas)
1 colher de chá de sal marinho (integral)
Resultado: ¼ de chávena

1.Torra as sementes de sésamo numa frigideira seca em lume brando, remexendo-as de vez em quando. Também podem ser torradas no forno. Ter cuidado para não as deixar queimar. Coloca as sementes num prato para que arrefeçam.
2.Torra o sal marinho na mesma frigideira durante alguns minutos e, em seguida, coloca-o noutro prato para que arrefeça igualmente.
3.Coloca as sementes num almofariz e esmaga-as suavemente com a ajuda de um pilão (podes utilizar igualmente um moinho de café). Adiciona o sal e continua a esmagar a mistura até que o óleo das sementes cubra o sal.
4.Guarda no frigorífico ou em local fresco e utiliza sempre que necessário.

Nota: O gomásio conserva-se no frigorífico até uma semana, por isso não convém preparar grandes quantidades de uma só vez.


Fonte: Centro Vegetariano e Universo dos Alimentos

Os perigos do Sal Refinado e as Vantagens do Sal Marinho

Sabe-se que o ser humano não pode viver sem o sal. Biologistas afirmam freqüentemente a importância do cloreto de sódio para a manutenção do metabolismo e do equilíbrio do sistema imunológico, ou de defesa.
Na Natureza os seres vivos adquirem o sódio dos alimentos, sem precisar adicionar alguma coisa, como no caso do sal extra usado pelo homem. Na verdade, se vivêssemos em ambiente bem natural, usando apenas alimentos retirados do meio ambiente puro, não precisaríamos de sal. Porém vivemos hoje uma situação mais artificial, sendo grande o nosso desgaste físico e a conseqüente perda de minerais importantes, seja pelo "stress" moderno, excesso de trabalho, perturbações emocionais (ver, por exemplo, o problema da perda de Zinco nas neuroses e psicoses) seja pelos antinutrientes da dieta comum (açúcar branco, farinhas refinadas etc.) e pela ma alimentação.

Existe muita confusão, no entanto, quanto ao uso do sal marinho puro e do sal refinado, sendo que o primeiro e que contém elementos importantes e o segundo é prejudicial.


O sal marinho contém cerca de 84 elementos que são, não obstante, eliminados ou extraídos para a comercialização durante o processo industrial para a produção do sal refinado. Perde-se então enxofre, bromo, magnésio, cálcio e outros menos importantes, que, no entanto, representam excelente fonte de lucros. Uma industria que esteja lucrando com a extração desses elementos do sal bruto é geralmente poderosa e possui a sua forma de controle sobre as autoridades. É claro que será então dada muita ênfase a importância do sal refinado empobrecido e pouca ao sal puro, integral, abominado.

Durante a "fabricação" na lavagem do sal marinho são perdidas as algas microscópicas que fixam o iodo natural, sendo necessário depois acrescentar iodo, que é então colocado sob a forma de iodeto de potássio, um conhecido medicamento usado como expectorante em xaropes. Ocorre que o iodeto não é de origem natural. É utilizado para prevenir o bócio como exigência das autoridades de "controle". No entanto é geralmente usado numa quantidade 20 % superior à quantidade normal de iodo do sal natural, o que predispõe o organismo a doenças da tireóide diferentes do bócio, como nódulos (que hoje em dia as pessoas estão tendo em freqüência maior) de natureza diversa, tumores, câncer, hipoplasia etc. O sal marinho, não lavado, contém iodo de fácil assimilação e em quantidades ideais. O problema que fez com que se exigisse a iodatação artificial do sal é que industrias poderosas têm interesse na extração de produtos do sal bruto e na venda do sal refinado. Na trama montada, há também o interesse na venda do iodeto de potássio que gera lucros absurdos para multinacionais. Imagine-se quanto iodeto não é vendido uma vez mantido este processo.


Jacques de Langre chama esse mecanismo de "Big Oceano Multinacional Busines Organization", capaz de controlar governos (principalmente o nosso...) e mobilizar profissionais cegos e manipulados da área de saúde a defenderem o sal refinado até mesmo na imprensa, como aconteceu recentemente no Brasil.

Existem problemas também não observados quanto à adição de iodo artificial. Os aditivos iodados oxidam rapidamente quando expostos à luz. Assim, a dextrose é adicionada como estabilizante, porém, combinada com o iodeto de potássio, produz no sal de mesa uma inconveniente cor roxa, o que exige então a adição de alvejantes como o carbonato de sódio, grande provocador de cálculos renais e biliares, conforme vários estudos científicos. Este produto existe em quantidades descontroladas no sal refinado, pois é impossível a sua distribuição uniforme. Produz cálculos em animais de laboratório, quando usado diariamente em quantidades um pouco inferiores as encontradas habitualmente no sal de cozinha.

Também no processo de lavagem são eliminados componentes como o plâncton (nutriente), o krill (pequeno camarão invisível) e esqueletos de animais marinhos invisíveis. De certa forma, em pequenas quantidades, estes fatores fornecem importantes oligoelementos como zinco, cobre, molibdênio etc., além de cálcio natural. O krill é o alimento único e básico das baleias.

Na industrialização do sal, freqüentemente é feita, então, uma lavagem a quente para melhor "clarear" o produto, perdendo-se aí a maior parte dos seus macro e micro elementos essenciais, a maior parte deles úteis na ativação e figuração de enzimas e coenzimas. A utilização do vácuo durante o processo auxilia também a perda de elementos.


Depois de empobrecido, o sal industrial é "enriquecido" com aditivos químicos, contendo então perto de 2% de produtos perigosos. Para evitar liquefazer-se e formar pedras (senão gruda nos saleiros e perde a concorrência para os sais mais "saltinhos"), recebe oxido de cálcio (cal de parede) que favorece também o aparecimento de pedras nos rins e na vesícula biliar devido à sua origem não-natural. Depois outros aditivos são usados, como: ferrocianato e prussiato amarelo de sódio, fosfato tricálcico de alumínio, silicato aluminado de sódio e agentes antiumectantes diversos, entre eles o óxido de cálcio e o carbonato de cálcio. Obtém-se assim o sal refinado que agrada a dona-de-casa: branco, brilhante, soltinho, rico em antiumectantes, alvejantes, estabilizantes e conservantes, mas sem cerca de 2,5% de seus elementos básicos, que não são exigidos por lei...

Entre uma das perdas irreparáveis no sal refinado está o importante íon magnésio, presente no sal marinho sob a forma de cloreto, bromato, sulfato etc., de origem natural.

Sabe-se que a escassez de magnésio no sal refinado favorece também a formação de cálculos e arteriosclerose, além de arteriosclerose em diversas regiões do organismo quando o cálcio de origem não natural está presente, como é caso do sal industrializado.

Sabemos que o magnésio enquanto abundante no adulto é escasso em pessoas idosas, que está relacionado à sensibilidade precoce e impotência. O organismo adulto precisa de cerca de 1g de magnésio por dia. A desmineralização pela lixiviação do solo produz uma diminuição da quantidade de magnésio em vegetais e sementes. O magnésio também está diminuído nos cereais decorticados e farinhas brancas e sempre em quantidades suficientes nos produtos integrais. O sal refinado comum de mesa processado à vácuo ou fervido, possui quantidade de 0,07 % de magnésio. O magnésio promove a atividade das vitaminas e estimula numerosas funções metabólicas e enzimas como a fosfatase alcalina. Participa de modo importante no metabolismo glicídico e na manutenção de equilíbrio fosfato/cálcio.

Testes de laboratório revelam que cobaias desprovidas de magnésio param de crescer e morrem em 30 dias. Os benefícios do sal rico em magnésio são devidos ao espetacular estímulo ao crescimento normal de células.

O sal marinho não é a única fonte de magnésio. Ele está presente normalmente nas folhas verdes (como núcleo da molécula de clorofila) e em muitos alimentos do reino vegetal. Com a alimentação a base de produtos refinados, como sal, açúcar, cereais etc., as pessoas estão expostas a muitos problemas, sem que as autoridades sanitárias atentem para a situação.

Não é necessário usar uma grande quantidade de sal marinho na dieta, como pode parecer. Bastam pequenas quantidades. Sabe-se também que o teor de sódio deste sal é menor que no refinado, que possui elevadas concentrações de sódio sob a forma de cloreto. Isto pode ser verificado provando-se os dois. O sal refinado produz uma sensação desagradável devido a sua concentração, ao passo que uma pedrinha de sal marinho é até agradável ao paladar. Devido ao seu elevado teor de sódio, o sal refinado favorece a pressão alta e a retenção de líquidos, o que não ocorre com o marinho. O hipertenso pode até usar sal marinho no alimento, dependendo da sua condição clínica, pois os teores de sódio são menores.


O consumo de sal refinado é hoje muito exagerado. A quantidade usada é estimada em 30 g por dia por pessoa, sendo maior se existe o costume de usar alimentos mais salgados do que o habitual. Um prato de comida contém de 8 a 10 g de sal, não estando com sabor muito salgado. Mensalmente uma pessoa consome cerca de 1 quilo de sal, o que é já um grande excesso.

Sabemos que quando um médico atende um paciente que sofre de pressão alta ele diminui ou suspende o sal, pois a sua capacidade hipertensiva já é conhecida, mas nada se faz para prevenir mais casos de pressão alta informando a população sobre os efeitos do sal. Ao contrario, levianamente, médicos e autoridades permitem que se use quanto se queira do mesmo. É freqüente que, quando alguém mais consciente recomenda ou usa o sal marinho, a "autoridade" reprove o uso preocupada com um fator menos importante que ela apenas “acha” que ocorre que é a "falta" de iodo do sal dos "naturalistas". O mais curioso é que os médicos, sem saberem, também estão correndo o risco de sofrerem de hipertensão, problemas renais etc., pois usam o sal refinado.

Nos Estados Unidos e em vários países da Europa já existe sal "colorido". Podemos ter em casa um sal azul, vermelho, roxo, verde e qualquer outra cor que se queira, como mais um resultado da capacidade tecnológica da nossa civilização. Como mais um exemplo de fator antivida determinado por interesses em lucros fantásticos.
Resumo dos Efeitos do Sal Refinado e Doenças Correlatas:

Hipertensão arterial
Edemas
Eclampsia e pré-eclampsia
Arteriosclerose cerebral
Aterosclerose
Cálculos renais
Cálculos vesicais
Cálculos biliares
Hipoplasia da tireóide
Nódulos da tireóide
Disfunções das paratireóides

Resumo dos Aditivos Químicos do Sal Refinado:

Iodeto de potássio
Óxido de cálcio
Carbonato de cálcio
Ferrocianeto de sódio
Prussiato amarelo de sódio
Fosfato tricálcico de alumínio
Silicato aluminado de sódio
Dextrose
Talco mineral
Observação Importante:

O sal bruto, retirado das salinas não deve ser usado e sim o sal marinho moído fino (é o mesmo sal grosso próprio para churrascos). O sal bruto que provém dos compartimentos mecanicamente escavados das salinas possui até 20 % de agentes poluentes quando oriundo de baías poluídas pelas industrias. No Brasil temos a sorte de não termos um sal bruto assim pois a maior parte dele provém de Cabo Frio (RJ) e Mossoró (RN). Nos Estados Unidos o problema é mais grave, pois o sal contém de 7 a 20 % de agentes poluentes industriais e sujeira. Lá é necessário que ele seja bem lavado e refinado. O uso do sal bruto, mesmo que não muito poluído, está relacionado com o surgimento de calcificações e enrijecimento das juntas, pois estes problemas surgem quando há ingestão prolongada de água pura do mar. Aconselha-se o uso em pequenas quantidades do sal marinho, evitando-se retirá-lo diretamente das salinas. Ele deve passar antes pela primeira fase de lavagem leve, que não retira do sal elementos presos entre os cristais, como ocorre quando o sal é totalmente dissolvido nos tanques de hidratação e ionização.


O sal de rocha só deve ser usado em última circunstância pois não contém todos os elementos presentes no sal marinho. Origina-se da sedimentação de lagos ou águas paradas e é retirado de minas, também conhecido como "sal gema". Grande parte dos microorganismos e minerais são perdidos com o tempo.


Dr.Marcio Bontempo. 
Fonte: Relatório Orion

Perguntas e dúvidas sobre a Linhaça

Qual a diferença entre a linhaça marrom e a dourada?
Como todo vegetal, existem muitas variedades de uma mesma família. Entre a linhaça marrom e a dourada podem existir muitos tons, mas a diferença entre elas é muito pequena quando falamos de teor de ômega-3, que é o quesito onde elas foram mais analisadas e comparadas. As condições de cultivo e a variedade podem alterar a quantidade de pigmento da casca, porém internamente a semente costuma apresentar composições muito próximas. Quanto à enaltecida linhaça dourada (importada do Canadá e pequena produção brasileira) trata-se de mais uma armadilha do capitalismo selvagem: a linhaça marrom (brasileira) é mais rica em ômega-3 e muito mais barata.

Quais as principais características da Linhaça e sua indicação?
Além de sua riqueza em ômega-3 (um agente antiinflamatório e regenerador celular) e ácidos graxos monoinsaturados (caloria de queima rápida), ela também é rica em fibras, como as ligninas (precursoras de fito hormônios) e as mucilagens de ação laxante, que nutrem a flora intestinal, tratam mucosas e auxiliam na desintoxicação.
Seu sabor adstringente irá estimular inteligência emocional e afetiva.
Sua riqueza em proteínas e gorduras nutricionais irá favorecer a prevenção e manutenção da boa formação cerebral, atuando de forma rápida em problemas de memória, lucidez e poder pensante.
Existe limite de consumo diário?
Para adultos o consumo máximo é de 2 colheres de sopa/dia.
Para crianças até 12 anos é de 1 colher de sobremesa/dia.
Sementes são alimentos de energia concentrada, jamais devem ser consumidos em quantidade, pois não há absoluta necessidade.

E mais: por que este limite?
Todo vegetal, principalmente as sementes, contêm substâncias de defesa para preservarem a integridade da semente até sua germinação. Tais substâncias são chamadas de antinutricionais e são nocivas quando existir exagêro no consumo. Trata-se do mágico da natureza, onde bom-senso é benvindo.
Um recurso de minimizar a presença destas substâncias é o processo de germinação.
Por este motivo não se deve consumir qualquer semente em excesso, principalmente se não for previamente germinada, seja castanha do Pará, gergelim, amendoim ou linhaça.

Qual a maneira mais saudável de consumir a linhaça?
Jamais compre ou consuma a linhaça pré-moída, também chamada de farinha de linhaça, pois certamente estará em algum grau oxidada. E, quanto mais oxidada maior a chance de forte flatulência, enxaqueca e diarréia. Esta farinha também pode ser uma fraude, sendo proveniente do subproduto da extração do óleo, ou seja, uma farinha desengordurada = sem ômega-3.
O certo é consumir a semente de linhaça crua, integral, previamente hidratada e triturada somente na hora do seu consumo.
A hidratação: meça 2 colheres (sopa) de semente e coloque em uma peneira para lavar possíveis impurezas. Passe para um recipiente de vidro e acrescente 10 colheres (sopa) de água filtrada ou de coco verde. A relação é sempre 1 parte de semenete para 5 partes de água. Deixe de molho por um mínimo de 4 horas (ideal 8 horas) antes de seu preparo em sucos, leites ou barrinha de granola. A este processo dá-se o nome de pré-germinação da semente ou 'acordar' a semente.
As mucilagens: após a hidratação da linhaça se obterá uma consistência de gel (tipo clara de ovo) que são as fibras hidrosolúveis desta semente tão especial. Diluído neste gel haverá traços de ácido fítico, que se for respeitado o consumo diário de 2 colheres (sopa)/dia, terá efeito antioxidante. Caso você decida ultrapassar esta dosagemn diária, será recomendável colocar a semente hidratada numa peneira e realizar uma rápida lavagem para extrair parte deste ácido fítico.
É valioso consumir estas mucilagens pois é ideal para tratar/prevenir problemas de digestão, úlceras e constipação. Saiba mais sobre germinação nos links abaixo.
E, não misture a linhaça crua e germinada com alimentos cozidos ou leite animal (*).

A linhaça também é indicada para quem deseja emagrecer? Por que?
Sim, pois ela possui um forte efeito laxante e desintoxicante, que ajuda o organismo a se aliviar de seus venenos, toxinas e excessos como é o caso da gordura (em excesso é claro).
Além disso, sementes como a da linhaça, após seu consumo liberam uma ordem para o cérebro para produzir um hormônio chamado colecistocinina que provoca sensações de saciedade.
Todo este processo se viabiliza se a linhaça estiver crua, idealmente pré-germinada e bem triturada (no ato do seu consumo - JAMAIS compre farinha de linhaça) e; leva cerca de 30 minutos para acontecer. Ou seja, após a tomado suco desintoxicante ou leite de linhaça, aguarde 30 minutos para realizar qualquer outra refeição, pois é o tempo para ocorrer o fenômeno da liberação das toxinas e excretos.
E, não misture a linhaça crua e germinada com alimentos cozidos ou leite animal (*).

Qual a forma correta de consumir a linhaça?
No preparo de sucos desintoxicantes tomados em jejum e 30 minutos antes das refeições principais. Também no preparo do leite de linhaça e suas vitaminas, além dos docinhos de granola e sem açúcar.


O óleo oferece o mesmo benefício que a semente? Por que?
Não. Quando separamos o óleo dos demais componentes da semente perdemos a sinergia da sua composição integral.
O óleo isolado, geralmente comercializado na forma de cápsulas, é um forte antiinflamatório, que só é indicado sob orientação médica, para casos quando a necessidade de ômega-3 é bem acima da quantidade máxima de consumo/dia desta semente.
O óleo isolado também é bastante indicado para tratamentos externos como de pele, articulações e couro cabeludo. No meu livro A importância da Linhaça na saúde ensino a preparar domesticamente este óleo, receitas culinárias e várias receitas para massagem corporal.

Quais receitas caseiras são simples de preparar com a linhaça?
A primeira delas é deixar as sementes inteiras de molho por toda a noite: 1 colher (sopa) de semente em 1/2 copo de água filtrada. Pela manhã bater (juntamente com a água do molho), no preparo dos sucos desintoxicantes, com frutas, folhas, raízes e limão.

(*) Atenção: Consuma a linhaça crua e germinada somente com alimentos crus. Se misturada com alimentos cozidos ou industrializados certamente desencadeará gases. Um bom exemplo são receitas divulgadas na net e revistas que misturam a linhaça com leite animal. Sabe o que vai acontecer? Você irá explodir de gases!

Existe uma comercialização crescente de farinha de linhaça e até uma divulgação pela internet sobre os benefícios da FARINHA DA LINHAÇA. As pessoas me escrevem desorientadas pois, em geral, acessaram informações de que a linhaça deve ser consumida inteira, outras fontes afirmam que precisa ser previamente torrada, e outras que a melhor forma de consumi-la é triturada. E ainda: que a melhor linhaça é a dourada, porque os comerciantes, no desejo de ganhar mais dinheiro, desqualificam, sem conhecimentos, a econômica (porque barata e nacional) linhaça marrom.


  • Qual informação seguir?

A linhaça é a semente do linho, uma planta cuja função original é a produção textil. Como todas as sementes, ela contém substâncias de proteção contra ataque de fungos, carunchos e bactérias, de tal forma a preservar o seu destino: germinar e virar uma planta, ou seja, perpetuar a espécie. Estas substâncias são tóxicas (para os bichinhos e para nós humanos) e são chamadas de antinutricionais ou alergenos. Principalmente se o seu consumo for exagerado.

Primeira resposta: o consumo diário seguro da semente de linhaça é de 1-2 colheres de sopa (adultos) e 1 colher de sobremesa (crianças até 12 anos). Lembrando que todas as sementes oleaginosas (girassol, gergelim, castanha-do-Pará, castanha de caju, semente de abóbora etc.) têm aproximadamente esta mesma medida de consumo seguro.
Mas, as sementes são alimentos riquíssimos em nutrientes essenciais como sais minerais, vitaminas, enzimas, proteínas vegetais, gorduras nutricionais e fibras. Elas são consideradas alimentos biogênicos, ou seja, que geram vida, pois contêm, naquele seu pequeno espaço, todas as informações genéticas e nutricionais para gerarem um novo ser, uma nova planta. Elas são tão fortes que não precisamos, como exposto acima, ingerir muito: não é uma questão de quantidade, mas qualitativa.

Segunda resposta: para evitar os antinutricionais ou alergenos das sementes, basta deixá-las que germinem. Porque durante a germinação, a semente entende que chegou a hora de se transformar: semente -> germinado -> planta. Neste momento (da germinação), todas aquelas substâncias que cumpriam a função de defesa e preservação da integridade da semente se transformam em agentes de propulsão e crescimento. O germinado costuma conter doses elevadas de enzimas, vitaminas e substâncias vitalizantes, ativadoras de vida. Por este motivo, sempre que se for consumir sementes, elas devem estar cruas e previamente germinadas: 8 horas de molho em água filtrada (umidade) durante a noite (escurinho), que é uma simulação do solo. Desta forma, o aproveitamento de todo o material biológico e energético deste tipo de alimento será maximizado.

Mas, se qualquer semente ou alimento for cozido no fogo acima de 42 graus Celsius por 5 minutos ou mais, todas as enzimas, vitaminas termodegradáveis e as informações genéticas de propulsão da vida serão destruídas. Restam somente alguns nutrientes, mas a qualidade biogênica foi degradada irreversivelmente. Experimente germinar uma semente após seu cozimento, fritura ou torra.
Os que desejam te vender a linhaça dourada por 5-10 vezes mais que a linhaça marrom informam: a linhaça marrom tem glúten, tem cádmio, tem metais pesados. Pura irresponsabilidade!!!

A semente de Linhaça, qualquer que seja a variedade:
1) Não contém glúten e 2) De todas as amostras de linhaça marrom até agora por mim testadas nenhuma apresentou metais pesados em dosagem que afetem o consumo humano.

Terceira resposta: quando o consumo for com propósito terapêutico e curativo as sementes devem ser consumidas cruas e pré-germinadas (hidratadas ou 'acordadas'). Como diz a professora Selene do Rio de Janeiro "dormidas" na água.
Toda semente é rica em proteínas e gorduras nutricionais. Aliás, sê-mente, nos lembra que esta composição é muito semelhante a das células cerebrais: as lipo-proteínas. E, esta fração gordurosa das sê-mentes, em geral, é poliinsaturada, como a famosa família dos ômega-3. Ácido graxo poliinsaturado significa, entre outras questões do mundo da química, que é FACILMENTE OXIDADO (estragado, rançado, envelhecido, intragável, causador de quadros alérgicos, enxaquecas, vômitos, além dos famosos problemas de "tubulação": os cardiovasculares).

E, a linhaça é campeã no teor de ômega-3. É o alimento do reino vegetal mais concentrado neste nutracêutico. E, quem impede que todo este teor elevado de polinsaturados da linhaça (e demais sementes) seja oxidado é sua casca. Ou seja: Triturou? Oxidou! Simples assim.

Quarta resposta: triturou a linhaça? Tem que ingeri-la o mais rápido possível. Porque se não consumir imediatamente, a farinha obtida irá se oxidar rapidamente e não servirá para consumo humano. Deverá ser jogada fora. Assim, o correto é comprar a linhaça crua, fresca e inteira. E, ir germinando e triturando no dia-a-dia, conforme o tamanho do consumo da pessoa ou família.
O que acontece? Na produção do óleo de linhaça, que tem elevado valor terapêutico e comercial, sobra uma borra de fibra e proteína com baixo teor de gordura. Tal subproduto é seco e comercializado como farinha de linhaça. Ou seja, além de estar oxidada, tem contaminantes do processo industrial e é um alimento esvaziado da sua integralidade, do ômega-3, da sua alquimia de ser biogênico, nutracêutico, terapêutico e curativo.

Quinta resposta: NÃO existe diferença nutricional significativa entre linhaça marrom e dourada. Em termos de ômega-3 a marrom leva vantagem. O mais importante é que seja fresca, bem conservada e que haja um consumo diário, jamais esporádico.
Sexta resposta: se o seu médico recomendou tomar cápsulas de óleo de linhaça como suplemento de ômega-3, significa que quadros inflamatórios estão frequentes, certo? Mas as cápsulas são "suplementos". Quem é completa e possui a alquimia natural de um alimento biogênico é a semente na íntegra. Ou seja, além das cápsulas, siga com a recomendação diária da semente "dormida" em água, como indicado nas respostas acima.

Saiba mais com a leitura na íntegra do livro A importância da Linhaça na saúde - Conceição Trucom - editora Alaúde. O fato da linhaça ser um alimento natural não elimina a necessidade de seu consumo com consciência e responsabilidade.

Fonte: Doce Limão

Mais sobre a LINHAÇA

sexta-feira, 9 de julho de 2010

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

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1 Bandeja com 6 pastéis assados de "falso frango" com gergelim
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1 Bandeja com 10 empadinhas assadas de creme de palmito
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UMA Castanha por dia…

Retarde o Envelhecimento Comendo uma Castanha por Dia
1 castanha por dia…
…não mais do que isso, garante as doses de selênio de que seu corpo precisa para preservar cada célula,botar para fora possíveis substâncias tóxicas e viver mais


Cabe na palma da sua mão, e ainda sobra um espaço e tanto, a arma que vai superproteger as unidades microscópicas do seu organismo. Em segundos, ao mastigar uma única castanha-do-pará, você recarregará os níveis de um mineral extremamente importante para uma vida longa e saudável: o selênio. A pequena oleaginosa repõe a quantidade do nutriente necessária para dar combate ao envelhecimento celular, causado pela formação natural daquelas incansáveis moléculas que danificam as células, os radicais livres.

Um estudo na Nova Zelândia, atesta que a ingestão diária de duas castanhas-do-pará recentemente rebatizadas castanhas-do- brasil eleva em 65% o teor de selênio no sangue. Mas provavelmente os neozelandeses não usaram o legítimo produto brasileiro. Ora, nós somos sortudos. É que as castanhas produzidas no Norte e no Nordeste do país são tão ricas em selênio que bastaria uma unidade para tirar o mesmo proveito. A recomendação é de que um adulto consuma, no mínimo, 55 microgramas por dia. E com uma unidade da nossa castanha já é possível encontrar bem mais do que isso de 200 a 400 microgramas do bendito selênio. Aliás, o limite de consumo diário do mineral é de 400 microgramas, portanto, não vá com muita fome ao pote. No caso de uma criança, meia castanha seria suficiente.

E por que toda essa fama do selênio? Ele é essencial para acionar enzimas que combatem os radicais livres. O selênio se liga a algumas proteínas já existentes em nosso corpo para formar essas enzimas antioxidantes. Na ausência dele, as tais enzimas ficam sem atividade e, então, deixam de combater os radicais e ainda desguarnecem as defesas do organismo.

O mineral da castanha também teria um papel especial na proteção do cérebro. É que, com essa capacidade de acabar com a farra dos radicais livres, as células nervosas seriam preservadas, evitando o surgimento de doenças neurodegenerativas com a idade. Estudos já estão sendo feitos por serem possíveis alguns benefícios do selênio em portadores do mal de Alzheimer. A tireóde também funciona melhor na presença do selênio. Isso porque, se não houver esse elemento, ela não consegue produzir direito seus célebres hormônios. O mineral também está intimamente associado à capacidade de o organismo se livrar de substâncias tóxicas, ajudando-o inclusive a expulsar possíveis metais pesados que se alojam nas células.

Fonte