sábado, 10 de julho de 2010

Perguntas e dúvidas sobre a Linhaça

Qual a diferença entre a linhaça marrom e a dourada?
Como todo vegetal, existem muitas variedades de uma mesma família. Entre a linhaça marrom e a dourada podem existir muitos tons, mas a diferença entre elas é muito pequena quando falamos de teor de ômega-3, que é o quesito onde elas foram mais analisadas e comparadas. As condições de cultivo e a variedade podem alterar a quantidade de pigmento da casca, porém internamente a semente costuma apresentar composições muito próximas. Quanto à enaltecida linhaça dourada (importada do Canadá e pequena produção brasileira) trata-se de mais uma armadilha do capitalismo selvagem: a linhaça marrom (brasileira) é mais rica em ômega-3 e muito mais barata.

Quais as principais características da Linhaça e sua indicação?
Além de sua riqueza em ômega-3 (um agente antiinflamatório e regenerador celular) e ácidos graxos monoinsaturados (caloria de queima rápida), ela também é rica em fibras, como as ligninas (precursoras de fito hormônios) e as mucilagens de ação laxante, que nutrem a flora intestinal, tratam mucosas e auxiliam na desintoxicação.
Seu sabor adstringente irá estimular inteligência emocional e afetiva.
Sua riqueza em proteínas e gorduras nutricionais irá favorecer a prevenção e manutenção da boa formação cerebral, atuando de forma rápida em problemas de memória, lucidez e poder pensante.
Existe limite de consumo diário?
Para adultos o consumo máximo é de 2 colheres de sopa/dia.
Para crianças até 12 anos é de 1 colher de sobremesa/dia.
Sementes são alimentos de energia concentrada, jamais devem ser consumidos em quantidade, pois não há absoluta necessidade.

E mais: por que este limite?
Todo vegetal, principalmente as sementes, contêm substâncias de defesa para preservarem a integridade da semente até sua germinação. Tais substâncias são chamadas de antinutricionais e são nocivas quando existir exagêro no consumo. Trata-se do mágico da natureza, onde bom-senso é benvindo.
Um recurso de minimizar a presença destas substâncias é o processo de germinação.
Por este motivo não se deve consumir qualquer semente em excesso, principalmente se não for previamente germinada, seja castanha do Pará, gergelim, amendoim ou linhaça.

Qual a maneira mais saudável de consumir a linhaça?
Jamais compre ou consuma a linhaça pré-moída, também chamada de farinha de linhaça, pois certamente estará em algum grau oxidada. E, quanto mais oxidada maior a chance de forte flatulência, enxaqueca e diarréia. Esta farinha também pode ser uma fraude, sendo proveniente do subproduto da extração do óleo, ou seja, uma farinha desengordurada = sem ômega-3.
O certo é consumir a semente de linhaça crua, integral, previamente hidratada e triturada somente na hora do seu consumo.
A hidratação: meça 2 colheres (sopa) de semente e coloque em uma peneira para lavar possíveis impurezas. Passe para um recipiente de vidro e acrescente 10 colheres (sopa) de água filtrada ou de coco verde. A relação é sempre 1 parte de semenete para 5 partes de água. Deixe de molho por um mínimo de 4 horas (ideal 8 horas) antes de seu preparo em sucos, leites ou barrinha de granola. A este processo dá-se o nome de pré-germinação da semente ou 'acordar' a semente.
As mucilagens: após a hidratação da linhaça se obterá uma consistência de gel (tipo clara de ovo) que são as fibras hidrosolúveis desta semente tão especial. Diluído neste gel haverá traços de ácido fítico, que se for respeitado o consumo diário de 2 colheres (sopa)/dia, terá efeito antioxidante. Caso você decida ultrapassar esta dosagemn diária, será recomendável colocar a semente hidratada numa peneira e realizar uma rápida lavagem para extrair parte deste ácido fítico.
É valioso consumir estas mucilagens pois é ideal para tratar/prevenir problemas de digestão, úlceras e constipação. Saiba mais sobre germinação nos links abaixo.
E, não misture a linhaça crua e germinada com alimentos cozidos ou leite animal (*).

A linhaça também é indicada para quem deseja emagrecer? Por que?
Sim, pois ela possui um forte efeito laxante e desintoxicante, que ajuda o organismo a se aliviar de seus venenos, toxinas e excessos como é o caso da gordura (em excesso é claro).
Além disso, sementes como a da linhaça, após seu consumo liberam uma ordem para o cérebro para produzir um hormônio chamado colecistocinina que provoca sensações de saciedade.
Todo este processo se viabiliza se a linhaça estiver crua, idealmente pré-germinada e bem triturada (no ato do seu consumo - JAMAIS compre farinha de linhaça) e; leva cerca de 30 minutos para acontecer. Ou seja, após a tomado suco desintoxicante ou leite de linhaça, aguarde 30 minutos para realizar qualquer outra refeição, pois é o tempo para ocorrer o fenômeno da liberação das toxinas e excretos.
E, não misture a linhaça crua e germinada com alimentos cozidos ou leite animal (*).

Qual a forma correta de consumir a linhaça?
No preparo de sucos desintoxicantes tomados em jejum e 30 minutos antes das refeições principais. Também no preparo do leite de linhaça e suas vitaminas, além dos docinhos de granola e sem açúcar.


O óleo oferece o mesmo benefício que a semente? Por que?
Não. Quando separamos o óleo dos demais componentes da semente perdemos a sinergia da sua composição integral.
O óleo isolado, geralmente comercializado na forma de cápsulas, é um forte antiinflamatório, que só é indicado sob orientação médica, para casos quando a necessidade de ômega-3 é bem acima da quantidade máxima de consumo/dia desta semente.
O óleo isolado também é bastante indicado para tratamentos externos como de pele, articulações e couro cabeludo. No meu livro A importância da Linhaça na saúde ensino a preparar domesticamente este óleo, receitas culinárias e várias receitas para massagem corporal.

Quais receitas caseiras são simples de preparar com a linhaça?
A primeira delas é deixar as sementes inteiras de molho por toda a noite: 1 colher (sopa) de semente em 1/2 copo de água filtrada. Pela manhã bater (juntamente com a água do molho), no preparo dos sucos desintoxicantes, com frutas, folhas, raízes e limão.

(*) Atenção: Consuma a linhaça crua e germinada somente com alimentos crus. Se misturada com alimentos cozidos ou industrializados certamente desencadeará gases. Um bom exemplo são receitas divulgadas na net e revistas que misturam a linhaça com leite animal. Sabe o que vai acontecer? Você irá explodir de gases!

Existe uma comercialização crescente de farinha de linhaça e até uma divulgação pela internet sobre os benefícios da FARINHA DA LINHAÇA. As pessoas me escrevem desorientadas pois, em geral, acessaram informações de que a linhaça deve ser consumida inteira, outras fontes afirmam que precisa ser previamente torrada, e outras que a melhor forma de consumi-la é triturada. E ainda: que a melhor linhaça é a dourada, porque os comerciantes, no desejo de ganhar mais dinheiro, desqualificam, sem conhecimentos, a econômica (porque barata e nacional) linhaça marrom.


  • Qual informação seguir?

A linhaça é a semente do linho, uma planta cuja função original é a produção textil. Como todas as sementes, ela contém substâncias de proteção contra ataque de fungos, carunchos e bactérias, de tal forma a preservar o seu destino: germinar e virar uma planta, ou seja, perpetuar a espécie. Estas substâncias são tóxicas (para os bichinhos e para nós humanos) e são chamadas de antinutricionais ou alergenos. Principalmente se o seu consumo for exagerado.

Primeira resposta: o consumo diário seguro da semente de linhaça é de 1-2 colheres de sopa (adultos) e 1 colher de sobremesa (crianças até 12 anos). Lembrando que todas as sementes oleaginosas (girassol, gergelim, castanha-do-Pará, castanha de caju, semente de abóbora etc.) têm aproximadamente esta mesma medida de consumo seguro.
Mas, as sementes são alimentos riquíssimos em nutrientes essenciais como sais minerais, vitaminas, enzimas, proteínas vegetais, gorduras nutricionais e fibras. Elas são consideradas alimentos biogênicos, ou seja, que geram vida, pois contêm, naquele seu pequeno espaço, todas as informações genéticas e nutricionais para gerarem um novo ser, uma nova planta. Elas são tão fortes que não precisamos, como exposto acima, ingerir muito: não é uma questão de quantidade, mas qualitativa.

Segunda resposta: para evitar os antinutricionais ou alergenos das sementes, basta deixá-las que germinem. Porque durante a germinação, a semente entende que chegou a hora de se transformar: semente -> germinado -> planta. Neste momento (da germinação), todas aquelas substâncias que cumpriam a função de defesa e preservação da integridade da semente se transformam em agentes de propulsão e crescimento. O germinado costuma conter doses elevadas de enzimas, vitaminas e substâncias vitalizantes, ativadoras de vida. Por este motivo, sempre que se for consumir sementes, elas devem estar cruas e previamente germinadas: 8 horas de molho em água filtrada (umidade) durante a noite (escurinho), que é uma simulação do solo. Desta forma, o aproveitamento de todo o material biológico e energético deste tipo de alimento será maximizado.

Mas, se qualquer semente ou alimento for cozido no fogo acima de 42 graus Celsius por 5 minutos ou mais, todas as enzimas, vitaminas termodegradáveis e as informações genéticas de propulsão da vida serão destruídas. Restam somente alguns nutrientes, mas a qualidade biogênica foi degradada irreversivelmente. Experimente germinar uma semente após seu cozimento, fritura ou torra.
Os que desejam te vender a linhaça dourada por 5-10 vezes mais que a linhaça marrom informam: a linhaça marrom tem glúten, tem cádmio, tem metais pesados. Pura irresponsabilidade!!!

A semente de Linhaça, qualquer que seja a variedade:
1) Não contém glúten e 2) De todas as amostras de linhaça marrom até agora por mim testadas nenhuma apresentou metais pesados em dosagem que afetem o consumo humano.

Terceira resposta: quando o consumo for com propósito terapêutico e curativo as sementes devem ser consumidas cruas e pré-germinadas (hidratadas ou 'acordadas'). Como diz a professora Selene do Rio de Janeiro "dormidas" na água.
Toda semente é rica em proteínas e gorduras nutricionais. Aliás, sê-mente, nos lembra que esta composição é muito semelhante a das células cerebrais: as lipo-proteínas. E, esta fração gordurosa das sê-mentes, em geral, é poliinsaturada, como a famosa família dos ômega-3. Ácido graxo poliinsaturado significa, entre outras questões do mundo da química, que é FACILMENTE OXIDADO (estragado, rançado, envelhecido, intragável, causador de quadros alérgicos, enxaquecas, vômitos, além dos famosos problemas de "tubulação": os cardiovasculares).

E, a linhaça é campeã no teor de ômega-3. É o alimento do reino vegetal mais concentrado neste nutracêutico. E, quem impede que todo este teor elevado de polinsaturados da linhaça (e demais sementes) seja oxidado é sua casca. Ou seja: Triturou? Oxidou! Simples assim.

Quarta resposta: triturou a linhaça? Tem que ingeri-la o mais rápido possível. Porque se não consumir imediatamente, a farinha obtida irá se oxidar rapidamente e não servirá para consumo humano. Deverá ser jogada fora. Assim, o correto é comprar a linhaça crua, fresca e inteira. E, ir germinando e triturando no dia-a-dia, conforme o tamanho do consumo da pessoa ou família.
O que acontece? Na produção do óleo de linhaça, que tem elevado valor terapêutico e comercial, sobra uma borra de fibra e proteína com baixo teor de gordura. Tal subproduto é seco e comercializado como farinha de linhaça. Ou seja, além de estar oxidada, tem contaminantes do processo industrial e é um alimento esvaziado da sua integralidade, do ômega-3, da sua alquimia de ser biogênico, nutracêutico, terapêutico e curativo.

Quinta resposta: NÃO existe diferença nutricional significativa entre linhaça marrom e dourada. Em termos de ômega-3 a marrom leva vantagem. O mais importante é que seja fresca, bem conservada e que haja um consumo diário, jamais esporádico.
Sexta resposta: se o seu médico recomendou tomar cápsulas de óleo de linhaça como suplemento de ômega-3, significa que quadros inflamatórios estão frequentes, certo? Mas as cápsulas são "suplementos". Quem é completa e possui a alquimia natural de um alimento biogênico é a semente na íntegra. Ou seja, além das cápsulas, siga com a recomendação diária da semente "dormida" em água, como indicado nas respostas acima.

Saiba mais com a leitura na íntegra do livro A importância da Linhaça na saúde - Conceição Trucom - editora Alaúde. O fato da linhaça ser um alimento natural não elimina a necessidade de seu consumo com consciência e responsabilidade.

Fonte: Doce Limão

Mais sobre a LINHAÇA

sexta-feira, 9 de julho de 2010

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Sabor Sem Dor!

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UMA Castanha por dia…

Retarde o Envelhecimento Comendo uma Castanha por Dia
1 castanha por dia…
…não mais do que isso, garante as doses de selênio de que seu corpo precisa para preservar cada célula,botar para fora possíveis substâncias tóxicas e viver mais


Cabe na palma da sua mão, e ainda sobra um espaço e tanto, a arma que vai superproteger as unidades microscópicas do seu organismo. Em segundos, ao mastigar uma única castanha-do-pará, você recarregará os níveis de um mineral extremamente importante para uma vida longa e saudável: o selênio. A pequena oleaginosa repõe a quantidade do nutriente necessária para dar combate ao envelhecimento celular, causado pela formação natural daquelas incansáveis moléculas que danificam as células, os radicais livres.

Um estudo na Nova Zelândia, atesta que a ingestão diária de duas castanhas-do-pará recentemente rebatizadas castanhas-do- brasil eleva em 65% o teor de selênio no sangue. Mas provavelmente os neozelandeses não usaram o legítimo produto brasileiro. Ora, nós somos sortudos. É que as castanhas produzidas no Norte e no Nordeste do país são tão ricas em selênio que bastaria uma unidade para tirar o mesmo proveito. A recomendação é de que um adulto consuma, no mínimo, 55 microgramas por dia. E com uma unidade da nossa castanha já é possível encontrar bem mais do que isso de 200 a 400 microgramas do bendito selênio. Aliás, o limite de consumo diário do mineral é de 400 microgramas, portanto, não vá com muita fome ao pote. No caso de uma criança, meia castanha seria suficiente.

E por que toda essa fama do selênio? Ele é essencial para acionar enzimas que combatem os radicais livres. O selênio se liga a algumas proteínas já existentes em nosso corpo para formar essas enzimas antioxidantes. Na ausência dele, as tais enzimas ficam sem atividade e, então, deixam de combater os radicais e ainda desguarnecem as defesas do organismo.

O mineral da castanha também teria um papel especial na proteção do cérebro. É que, com essa capacidade de acabar com a farra dos radicais livres, as células nervosas seriam preservadas, evitando o surgimento de doenças neurodegenerativas com a idade. Estudos já estão sendo feitos por serem possíveis alguns benefícios do selênio em portadores do mal de Alzheimer. A tireóde também funciona melhor na presença do selênio. Isso porque, se não houver esse elemento, ela não consegue produzir direito seus célebres hormônios. O mineral também está intimamente associado à capacidade de o organismo se livrar de substâncias tóxicas, ajudando-o inclusive a expulsar possíveis metais pesados que se alojam nas células.

Fonte

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Seja Vegetariano: Pelos Animais

Sabe quantas vidas de animais poupará sendo vegetariano? Ao não comer vacas, porcos, galinhas, cabras e peixes, entre outros animais, salvará, durante toda a sua vida, milhares de vidas. Por isso é que o passo mais importante que pode dar individualmente para salvar animais é não os comer.
Vegetarianismo Ético: Coma só Vegetais… Pelos Animais

- Se os porcos são ainda mais inteligentes e as vacas ainda mais afectuosas do que os cães (e olhe que os cães são mesmo muito inteligentes e mesmo muito afectuosos), e se nunca comeria um cão, por que razão há-de comer estes ou outros animais? Coma só vegetais!

- Porcos no seu prato? Vacas com pão? Cortar galinhas com faca e garfo? Não lhe soa bem, pois não? Então, coma só as batatas!

Se acha que os animais importam e merecem o seu respeito, se não concorda com a crueldade extrema a que eles são submetidos desde que nascem até que são mortos para acabarem num prato, e se quer fazer algo para mudar esta situação injusta, a resposta é fácil e começa na sua refeição – não queira animais na sua mesa. Veja porquê:

- Vacas, porcos e cabras são criados em unidades pecuárias onde não há a mínima consideração pelas suas necessidades mais básicas; o transporte é cruel e, içados por uma corrente que os puxa por uma das patas traseiras, estes animais são degolados, enquanto agonizam numa morte horrível, com outros animais a assistirem horrorizados a esta violência e a verem o que lhes acontecerá de seguida.

- Frangos e perus mantidos em aviários sobrelotados onde são levados à loucura pelo inferno em que vivem, vêem os seus bicos cortados, sem anestesia, por uma lâmina a ferver, enquanto ainda são bebés, para que não se matem entre si; atirados com violência para dentro de caixas de transporte onde serão levados em camiões para matadouros, vivem a experiência do terror, que se adensa quando, nas linhas de abate, são dependurados pelas patas, de cabeça para baixo, as suas cabeças são mergulhadas em água electrificada – e, muitas vezes, sem que isso os deixe inconscientes -, sendo depois degolados, sendo comum ver estas aves a contorcerem-se enquanto agonizam e a morte não chega.

- Peixes arrastados repentinamente por redes de pesca sofrem o impacto de uma descompressão tão violenta eOlhar de Patinho. Foto: (c) CIWF imediata, que é comum lhes saltarem os olhos das órbitas, por vezes ficando os seus restantes órgãos rebentados, sendo deixados, depois, a asfixiarem fora de água até que morram. E, sim, os peixes sofrem. E, não, os peixes não são vegetais.

- Lagostas, caranguejos e caracóis cozidos vivos são também uma prática comum, sendo igualmente comum pensar-se que estes animais não sofrem. Mas sofrem o horror de quererem fugir da água a ferver que os mata cozendo-os, sem o conseguirem fazer. Na verdade, e a título de exemplo, os caranguejos sofrem tanto quanto isto: quando apanhados, além de ser frequente ficarem com as pinças partidas, ficam confusos e tendem a lutar entre si, quando, no seu meio natural, nunca o fariam e até se ajudariam mutuamente a defender de intrusos.

- Vacas “leiteiras” inseminadas artificialmente vez após vez e seleccionadas geneticamente para produzirem leite incessantemente, estão permanentemente ligadas a máquinas que lhes sugam mecanicamente o leite que seria destinado aos seus bebés, os vitelos, que lhes são retirados frequentemente com apenas um dia de vida. É comum ouvir as mães a chorar e chamar pelos filhos, e ouvir os seus bebés, assustados e desesperados, a chorar e gritar pelas mães. Ainda lhe apetece beber leite?

- Galinhas “poedeiras” vivem permanentemente num espaço inferior a uma folha A4 sem poderem sequer estender uma das suas asas. Presas em “gaiolas de bateria” – gaiolas empilhadas umas em cima das outras e lado a lado, aos milhares, em aviários sobrelotados -, estas galinhas são constantemente manipuladas para produzirem a maior quantidade de ovos possível, enlouquecendo pela miséria em que vivem, e (tal como acontece às “vacas leiteiras” quando deixam de produzir muito leite) sendo mortas quando deixam de produzir os ovos que encontra nos supermercados.

Se pensa que comer animais é legítimo mas que as condições em que estes são criados é que são erradas e devem ser mais fiscalizadas, por favor reveja esta ideia. Em nenhum país do mundo existe verdadeira fiscalização da actividade das unidades pecuárias e de como os animais são tratados nestas. Num só país, existem centenas ou milhares de unidades pecuárias e não há inspectores suficientes para as fiscalizarem adequadamente. No caso português, a falta de fiscalização é a regra.

No entanto, mesmo com a mais apertada fiscalização possível, o tratamento cruel dos animais de “criação” é oOlhar de Vaca Holandesa. Foto: (c) CIWF princípio em que assenta a produção animal. As mutilações – cortes de caudas e de testículos a leitões e a ovelhas, cortes de bicos a aves, cortes de peles a perus, cortes de chifres a vacas, com os animais sempre conscientes -, a manipulação constante, a selecção genética de espécies de crescimento rápido, a saúde debilitada provocada por estas condições, a violência na condução dos animais, as linhas de abate e a morte por degolação, entre outros métodos, são práticas aceites pelas legislações dos diversos estados.

Mesmo em sistemas de produção extensiva ou biológica de animais, há crueldade e muitas destas práticas mantêm-se – como é o caso das mutilações. Há, aliás, práticas cruéis próprias destes sistemas alegadamente menos cruéis, como é o caso da aplicação de argolas nos narizes de porcos – o que lhes causa grande sofrimento – para evitar que explorem o solo, algo que tanto precisariam de fazer.

A única maneira de não participar nesta exploração tão violenta e injusta que vitima milhares de milhões de animais em todo o mundo, todos os anos, é seguir o passo que está a dar ao visitar este site – saber como tornar-se vegetariano, fazer a mudança e passar definitivamente a ter uma dieta livre de crueldade e, além disso, mais saudável!

Seja Vegetariano: Pelo Planeta

Se atendermos ao modo como a produção agro-pecuária – como quer que aconteça, mas ainda mais especialmente a intensiva (que é a mais comum e que é a principal responsável por trazer a carne, os ovos e o leite às prateleiras dos supermercados e às nossas mesas de refeição) – tem impactos devastadores no ambiente, o caso ecológico a favor do vegetarianismo aparece como outra razão de peso para sermos vegetarianos.



Sabia que:
A produção animal é altamente poluente e desperdiçadora de recursos (a produção de carne, ovos e leite exige um consumo de água e energia muito superior à produção de vegetais) e é uma grande causadora da desflorestação (grandes áreas florestais são destruídas para dar lugar a pastos para criação de animais)? E que a pesca industrial é igualmente devastadora para a vida nos rios e nos oceanos, provocando um constante e progressivo desequilíbrio nestes ecossistemas?



Está preocupado com o equilíbrio ecológico do planeta? Então, seja vegetariano!
• Nas últimas décadas, a criação de animais para serem mortos e transformados em carne e para serem explorados pelos seus ovos e leite, assim como pela sua pele e lã, cresceu em todo o mundo de forma colossal, de um modo absolutamente não-sustentável, trazendo consigo efeitos ambientalmente devastadores;
• Num mundo onde a falta de água – recurso vital cada vez mais evidentemente esgotável – se intensifica progressivamente, afectando drasticamente a população humana na Terra, mas também os outros animais, manter – e, pior, aumentar – a produção animal é um erro de desperdício imenso: a produção de um quilo de carne exige muito mais água do que a produção de um quilo de vegetais, do que se segue que a opção mais correcta e sustentável para produzir mais alimentos gastando a menor quantidade possível de água é apostar exclusivamente na produção de vegetais;
• São usados cerca de 2000 litros de água para produzir um quilo de carne – enquanto são usados apenas cerca de 50 litros de água para produzir um quilo de trigo;
• A exploração de vacas, porcos, ovelhas, galinhas e outros animais com fins alimentares tem tido efeitos preocupantemente importantes no aquecimento global: 10% da emissão de todos os gases nocivos, incluindo cerca de 25% das emissões de gás metano (que é considerado um dos mais potentes gases que tão nefastamente influencia o aquecimento global), provêm da exploração pecuária;
• Estima-se que, todos os anos, cerca de 13 mil milhões de toneladas de dejectos sejam produzidos pelos animais explorados na indústria pecuária. Dependendo de qual seja o destino dado a estes dejectos – sendo que o destino destes são tantas vezes rios -, o seu impacto ambiental será extremamente profundo ou “apenas” muito grave. Facilmente se conclui que, ao contrário da produção vegetal – que não gera dejectos -, esta é uma actividade altamente poluente;
• Os níveis de poluição da terra, da água e do ar ficam ainda mais elevados considerando os milhares de milhões de dejectos acima referidos combinados com o uso excessivo de fertilizantes, adubos e pesticidas usados para cultivar os terrenos agrícolas;
• A exploração pecuária provoca também um grave desequilíbrio ecológico na Terra através da desflorestação. Na América Central e na América do Sul, imensas florestas tropicais de enorme importância ecológica, com uma enorme diversidade de espécies animais e vegetais que nelas habitam, têm extensas áreas dizimadas e desflorestadas para darem lugar a pastagens para vacas que serão transformadas em carne e a plantações de soja para alimentar estes animais;
• Uma área de terreno com as mesmas dimensões de sete campos de futebol é destruída a cada minuto que passa. 55m2 de floresta tropical podem ser destruídos para serem usados na produção de apenas cerca de 125g de carne. Cada vegetariano, pelo simples mas importante facto de ter uma dieta exclusivamente à base de produtos vegetais, salva cerca de 3.000m2 de floresta por ano, que já não serão destruídos e convertidos em explorações pecuárias;
• Em África, assim como noutras partes do mundo, dá-se também o fenómeno da desertificação (do solo), que resulta da pastagem excessiva de um solo que não suporta o acréscimo de animais que pastam e que são criados e explorados para corresponder ao recente aumento da procura da sua carne neste continente.

Seja Vegetariano: Pela Humanidade


Actualmente, continua-se a apostar num sistema de produção alimentar onde a produção de carne tem um peso enorme. Este permite apenas gerar alimentos de origem animal que não chegam para alimentar nem sequer metade do total da população humana, implicando custos que tornam estes alimentos inacessíveis para os mais pobres. ”

A produção de vegetais poderia, com alguma facilidade, gerar uma quantidade de alimentos completos, de muito mais fácil, menos dispendiosa e de mais eficaz produção e distribuição. Poderia ser suficiente para alimentar todos os humanos que existem na Terra, tanto os famintos como os não famintos, gerando alimentos mais baratos, mais acessíveis, de mais fácil produção e mais saudáveis.
É sabido que as causas da fome no mundo são essencialmente políticas e não se devem, necessariamente, à falta de alimentos. Mas é também verdade que a produção animal dificilmente poderia gerar alimentos para os 6 mil milhões de humanos que existem no planeta – e o número não pára de crescer. Além disso, se se tentasse produzir alimentos animais para toda a população humana, as consequências ambientais e para os animais que daí decorreriam seriam assustadoras, afectando também drasticamente os humanos. O mesmo não se pode dizer da produção de vegetais, que poderia ser mais fácil e mais sustentável, e corresponder de forma equilibrada a estas necessidades.

Está preocupado com a sua saúde e com a saúde dos outros humanos com quem vive no planeta? Então, seja vegetariano!
• Para corresponder à imensa procura, assim como à busca cega do lucro que a indústria agro-pecuária sempre procura, a pressão para fazer com que os animais cresçam aceleradamente, fiquem demasiadamente grandes e subsistam aos ambientes sujos, sobrelotados e doentes das unidades pecuárias, tem sido imensa – para enorme prejuízo da saúde de quem come a carne destes animais, o seu leite e os seus ovos, e, claro, para tremendo prejuízo dos animais que são explorados, o uso massivo e sistemático de antibióticos nos animais tornou-se uma prática comum. Para impedir que um grande número de animais morra com as doenças que são provocadas pela maneira como são explorados, os produtores pecuários entopem estes animais de grandes quantidades de antibióticos, sem se preocuparem com questões de qualidade e segurança alimentar para humanos – e certamente não se preocupando com a saúde ou o bem-estar dos animais;
• Têm-se tornado cada vez mais comuns doenças muito graves que afectam os animais explorados pela indústria pecuária devido às condições em que são criados, e que escapam às tentativas de controlo destas por meio do uso massivo de antibióticos – gripe aviária, encefalopatia espongiforme bovina (BSE), brucelose, leucose, peste suína, febre aftosa, etc.. Além de terem consequências que se abatem violentamente sobre estes animais – que, além da violência a que são sujeitos e das pobres condições em que são mantidos, ainda ficam doentes e são depois massiva e brutalmente mortos em “abates sanitários” -, várias pessoas têm adoecido e muitas pessoas morreram depois de terem ficado contaminadas com estas doenças por terem consumido alimentos animais;
• Ao invés de lerem estes sinais como indicações muito claras de que devem mudar de métodos de produção (tanto por preocupação com o bem-estar animal quanto por preocupação com a saúde humana e a segurança e qualidade alimentar), os produtores pecuários insistem em manter os sistemas de produção intensiva o mais mecanizados e artificiais que consigam, sempre de modo a que dêem o máximo de lucro possível, o que deixa claro o quão (des)preocupada está esta indústria com os consumidores dos seus produtos;
• O consumo de alimentos animais está associado a uma variedade de problemas de saúde tão graves como várias formas de cancro, problemas cardíacos, obesidade e osteoporose; ainda assim, a indústria agro-pecuária e os seus promotores investem muitos milhões de euros em estratégias publicitárias com as quais procuram convencer o público de que mais saúde equivale a maior consumo de alimentos animais – algo que, cada vez mais, é fortemente desencorajado por médicos e especialistas em nutrição em todo o mundo;
• Uma parte muito importante dos orçamentos dos sistemas públicos de saúde é gasta no tratamento dispendioso de uma variedade de problemas de saúde que as pessoas contraem com frequência e que estão, muitas vezes, associados ao consumo de animais e de alimentos de origem animal. Se as autoridades públicas de saúde apostassem na prevenção destes problemas de saúde, nomeadamente na educação de crianças e jovens, assim como da população adulta, para terem uma alimentação mais equilibrada e saudável (necessariamente vegetariana), eliminarem o consumo de álcool e tabaco, e para fazerem exercício físico regular, conseguiriam diminuir drasticamente a taxa de incidência destes problemas de saúde, assim como as fatias dos orçamentos públicos que são actualmente gastas no tratamento – por oposição à prevenção -, libertando mais dinheiro para prestar assistência económica e social às comunidades mais pobres, dando-lhes a oportunidade de sairem do ciclo de pobreza e privação em que vivem.
Está preocupado com as pessoas que não têm o que comer? Então, seja vegetariano!
• Continuar a manter os animais e os alimentos de origem animal como as fontes principais de alimentos para a população humana do planeta é condenar milhares de milhões de pessoas à fome;
• Criar animais para serem transformados em carne ou para gerarem ovos e leite é um grande erro de economia alimentar. Os animais que são explorados com fins alimentares consomem muitas mais calorias do que aquelas que se produzem em forma de carne ou outros alimentos animais. A carne é o alimento mais caro, desde logo porque os animais precisam de muito mais energia para viver do que aquela em que são transformados em forma de alimento;
• Se os terrenos agrícolas actualmente usados na criação de animais fossem usados na produção de vegetais, gerariam uma quantidade substancialmente maior de alimentos para consumo humano do que actualmente geram, permitindo alimentar um número muito superior de humanos do que actualmente permitem fazer – e de modo ética e ecologicamente mais correcto.

Seja Vegetariano: Pela Sua Saúde

Os vegetarianos – e especialmente os veganos – estão menos expostos a um variado número de doenças e problemas de saúde que estão associados ao consumo de alimentos de origem animal: várias formas de cancro (desde logo, cancro da próstata e cancro do cólon), problemas cardíacos, hipertensão, osteoporose, colesterol, impotência sexual e obesidade, entre outros.

- É mais fácil manter a linha seguindo uma dieta vegetariana?
Uma pessoa que tenha uma alimentação vegetariana, especialmente se for vegana, ingere, em princípio, menos gorduras e alimentos menos calóricos e de mais fácil digestão do que uma pessoa não-vegetariana. É claro que também é possível ser-se vegetariano e ter excesso de peso, se se tiver uma alimentação incorrecta e hiper-calórica, mas é um facto que os vegetarianos, especialmente os veganos, dificilmente sofrerão de obesidade e é improvável que tenham problemas sérios de excesso de peso. Numa altura em que a obesidade se tornou uma epidemia e começa a ser um problema de saúde cada vez maior também na sociedade portuguesa, o vegetarianismo apresenta-se como um bom meio de prevenção da obesidade.

O Vegetarianismo na Prevenção e no Tratamento de Doenças
As dietas vegetarianas têm um papel vital na prevenção de doenças, uma vez que uma alimentação vegetariana, em especial se for vegana, reduz muito significativamente a exposição a uma série de doenças. Ao mesmo tempo, adoptar e manter uma dieta vegetariana, e em especial se for vegana, pode ser muito benéfico mesmo para quem sofra já de certos problemas de saúde, ajudando no tratamento destes e na prevenção do agravamento que se poderia registar com uma alimentação não cuidada e muito dependente de alimentos de origem animal. Saiba porquê:

:: Doenças cardiovasculares
A dieta vegetariana previne o aparecimento de doenças cardíacas porque é pobre em gorduras saturadas e geralmente contém pouco colesterol (se for ovo-lactovegetariana) ou nenhum (se for vegana) – o colesterol é o principal factor desencadeador destas doenças e está presente apenas em produtos animais, tais como a carne, incluindo a carne de peixe, os lacticínios e os ovos.

:: A hipertensão
Os vegetarianos têm tendência para ter a tensão arterial mais baixa. Na maior parte das vezes, em casos graves deBeringela hipertensão, quando se faz a mudança para uma dieta livre de produtos de origem animal, a medicação para o controlo da tensão arterial pode deixar mesmo de ser necessária, devido ao baixo teor em sódio (elemento hipertensor e constituinte do sal) que todos os alimentos incluídos na alimentação vegetariana apresentam.

:: A diabetes
Os elevados níveis de açúcar no sangue podem ser facilmente controlados com uma dieta vegetariana. Uma dieta rica em hidratos de carbono complexos (presentes em vegetais, leguminosas e cereais) e simultaneamente pobre em gorduras é a melhor solução para controlar esta doença e minimizar as suas consequências. Ao evitar as gorduras e o colesterol, diminui as probabilidades de complicações cardíacas e, sendo este um dos principais objectivos da dieta diabética, o vegetarianismo assume um papel importante. Embora todos os insulino-dependentes tenham que tomar insulina, uma dieta baseada em vegetais e cereais na dose adequada pode ajudar a reduzir as suas necessidades desta substância.

:: O cancro
Estudos em indivíduos vegetarianos mostram que a taxa de mortalidade por cancro é apenas de ½ a ¾ em comparação com o resto da população. Tanto o cancro da mama, como do cólon e do pulmão são menos frequentes em vegetarianos. Uma alimentação pobre em gorduras e em açúcares naturais dos lacticínios (responsáveis pelo aumento do risco de cancro nos ovários) e rica em fibras e antioxidantes contribui muito para evitar o cancro.

:: A obesidade
O mais recente estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que a obesidade está a aumentar. Não é só um problema estético, mas de saúde; é uma epidemia e é uma doença crónica que contribui para o aparecimento de hipertensão, aumento do colesterol, doenças cardiovasculares e diabetes, entre outras doenças. O peso médio dos veganos, comparado com o dos omnívoros, é, em geral, inferior em 5 a 10 kg.

:: A osteoporose
A alimentação vegetariana contribui para a manutenção do tecido ósseo durante todas a fases da vida. É tão importante ingerir cálcio como prevenir a perda de massa óssea. Sabe-se que, entre os factores responsáveis pela Caju. Foto: (c) Wikipediaperda de cálcio através da urina, fezes e suor, o mais importante é o consumo de proteína animal. Ao adoptar uma alimentação livre de proteína animal, contribui para reduzir a perda deste tão importante mineral e, ao mesmo tempo, consegue garantir o consumo de cálcio de que necessita através de fontes vegetais de cálcio, como os vegetais de folhagem verde-escura e o leite de soja enriquecido, entre outros.

Já percebi que é importante para os animais que eu deixe de beber leite e de comer ovos, mas não me farão falta?
Não. Veja a seguir porquê:

Não beba leite, pela sua saúde!
Tem-se verificado que existe uma relação estreita entre o consumo de produtos lácteos (leite, manteiga, queijo, etc.) e vários tipos de cancro, diabetes, osteoporose, doença coronária e outros problemas relacionados com intolerâncias e alergias graves. Tanto o cancro da mama como o da próstata estão relacionados com o consumo deste produto. Esta íntima relação explica-se através de um aumento da quantidade, no organismo humano, de uma substância designada de factor de crescimento semelhante à insulina-I (IGF-I) encontrada no leite de vaca. Esta substância pode também ser encontrada, em elevadas quantidades, na corrente sanguínea de indivíduos consumidores regulares deste tipo de leite. Estudos recentes comprovam que homens com elevadas concentrações sanguíneas de IGF-I, apresentam quatro vezes mais probabilidades de virem a sofrer de cancro da próstata do que outros indivíduos com concentrações sanguíneas de IGF-I mais baixas. Também o cancro do ovário está relacionado com o consumo de produtos lácteos: o açúcar do leite, quando desdobrado no organismo humano, dá origem a outro açúcar mais simples, designado por galactose, que, por sua vez, é também desdobrado por várias enzimas. Quando o consumo destes produtos excede a capacidade destas enzimas para desdobrarem a galactose, esta pode circular na corrente sanguínea, o que poderá, a longo prazo, afectar os ovários. Mulheres consumidoras de leite de origem animal apresentam três vezes mais probabilidades de virem a sofrer de cancro nos ovários.

A diabetes insulino-dependente está também relacionada com o consumo de leite e produtos lácteos. Pesquisadores encontraram uma proteína característica dos produtos lácteos que provoca uma reacção auto-imune, que, por suaTomates. Foto: (c) Xenia Morguefile vez, afecta as células do pâncreas, afectando, por isso, também, a capacidade do organismo de produzir insulina.
O leite e seus equivalentes e derivados são frequentemente recomendados para prevenir a osteoporose. Contudo, pesquisas e estudos demonstram que o risco de fractura óssea é igual em consumidores de leite de origem animal e em não consumidores deste produto. Assim, ficou provado por vários estudos que, na prevenção da osteoporose, é fundamental reduzir os factores descalcificantes, tais como o consumo de sal e de proteína animal – em vez de manter ou aumentar o consumo de cálcio através de lacticínios (que contêm proteína animal).

A doença cardiovascular é uma das doenças que está mais relacionada com o consumo de produtos lácteos, pois têm elevadas quantidades de gordura saturada e colesterol, aumentando imenso as probabilidades de quem consome estes produtos vir a sofrer de doença coronária.
Os sintomas da intolerância à lactose são diarreia, flatulência e distúrbios gastrointestinais, e surgem devido à ausência, no organismo humano, de enzimas capazes de actuar na digestão do açúcar do leite. Esta ausência é um processo natural que ocorre no organismo, pois os humanos são mamíferos e os mamíferos não necessitam de consumir leite durante a vida adulta (menos ainda de outras espécies). Humanos que insistem em consumir leite após o seu desmame forçam o organismo a continuar a produzir estas enzimas, daí ser tão comum encontrar pessoas intolerantes à lactose.
O consumo de lacticínios não está só relacionado com doenças e alergias – os agentes contaminantes encontrados em várias amostras de leite são um grave problema para a saúde humana. A indução artificial da produção de leite conduz a inflamações graves nas glândulas mamárias dos animais, que requerem tratamento à base de antibióticos. Vestígios destes antibióticos, bem como de pesticidas e outros medicamentos, são encontrados em leites e outros produtos derivados.
Uma dieta alimentar diária livre de produtos lácteos contribui para a redução da perda de cálcio, diminuindo o risco de osteoporose. A alimentação vegetariana oferece todo o cálcio necessário, a partir de alimentos ricos em antioxidantes, fibra, ácido fólico, hidratos de carbono complexos, ferro e outras vitaminas e minerais importantes, que não são encontrados em lacticínios.

Não coma ovos, pela sua saúde!
Apesar de serem um alimento altamente nutritivo, os ovos apresentam características que os impedem de ser alimentos de eleição, pois apresentam elevadas quantidades de proteína animal, o que contribui para a descalcificação óssea, e elevadas quantidades de colesterol e gordura, o que contribui para o aumento dos níveis de colesterol sanguíneo, aumentando, consequentemente, o risco de doença coronária.

O colesterol pode ser obtido pelo organismo não só através da alimentação diária, como também através da sua produção no fígado. Normalmente, o organismo humano produz em quantidade suficiente todo o colesterol de que precisa, não sendo por isso necessário incluir alimentos com colesterol na alimentação humana. A American Heart Associaton recomenda que o consumo máximo de colesterol diário deve ser de 300mg. Tendo em conta que, em apenas um ovo, existem cerca de 213 mg de colesterol, e sabendo que o limite diário recomendado para o consumo de colesterol é, então, de 300mg, torna-se extremamente difícil controlar as quantidades de outros produtos de origem animal que fornecem esta substância.

A escolha deste alimento como parte da dieta diária não é uma boa opção também porque é considerado um alimento de alto risco em relação a possíveis intoxicações alimentares. Devido à presença da bactéria Salmonella enteritidis no ovário da galinha, ou na trompa uterina antes da casca se formar à volta da gema e clara, pode ser possível a presença destas bactérias dentro de um ovo inteiro sem ranhuras, mesmo que a bactéria não provoque um estado de doença na galinha. A Salmonella é um género de bactéria pertencente à família Enterobacteriaceae e a transmissão para os humanos é feita a partir do consumo de alimentos contaminados com fezes animais. A maioria destes alimentos é de origem animal, sendo o ovo um dos alimentos principais de transmissão. Os sintomas causados pela Salmonelose são náuseas, vómitos e diarreia, e tendem a aparecer cerca de 24 horas após a ingestão de um alimento contaminado.

O Expert Technical Advisory Committee on Antibiotic Resistence tem vindo a alertar para o risco da imunidade a antibióticos poder ser adquirida por humanos através do consumo de carne de animais sujeitos à administração deste tipo de substâncias. Inúmeros avisos destes têm sido registados por vários cientistas. Os antibióticos administrados a galinhas e a vacas para as manter vivas em unidades pecuárias contribuem para o aparecimento de microrganismos adaptados com uma maior resistência a medicamentos usados por humanos.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Chocolate pode ser usado como remédio

O chocolate é o deleite endorfínico e o terror celulítico da mulherada. 


Mas não é só neste paradoxo a que seu consumo se restringe. O chocolate pode também ter funções terapêuticas, pondo abaixo a máxima de que remédio é ruim.

Primeiramente, descobriu-se sua função positiva no tratamento do asma, e a novidade que vem agora é da Alemanha. Descobriu-se através de um sério estudo que o chocolate é útil no combate à hipertensão arterial e na prevenção de doenças isquêmicas decorrentes dela.
A quantidade utilizada pelos pacientes que se submeteram à pesquisa foi de 5,6 gramas por dia, o que não alterou o nível de açúcar no sangue e de glicerol.
Tudo consumido em baixas porções só vem para o bem, o chocolate é prova disso. Consumindo um pouco a cada dia, o corpo, interna e externamente agradece e o seu humor também.


Chocolate & Tosse
O melhor remédio contra a tosse


Descubra qual é e... surpreenda-se! E não vale a pena começar já a tossir...
De acordo com um trabalho efectuado por especialistas londrinos, um composto do cacau, a teobromina, pode ser mais eficaz para prevenir a tosse do que os antitússicos convencionais, como a codeína. E, por ser natural, evita os efeitos secundários dos tratamentos farmacológicos.
Os autores deste estudo descobriram que esta substância, presente também no chá e na erva-mate, pode ser útil para tratar a tosse, tanto crónica como aguda, já que inibe o nervo indutor da tosse, chamado vago.
Por seu lado, a Associação Espanhola de Fabricantes de Chocolate e Derivados de Cacau, frisa que a ingestão de 30 g de chocolate é recomendável como parte integrante de uma alimentação equilibrada, com múltiplos benefícios para a saúde: previne doenças cardiovasculares, graças aos seus antioxidantes, reduz a hipertensão, favorece a irrigação sanguínea do cérebro e estimula a produção de serotonina (neurotransmissor com especial efeito no humor e na ansiedade).



Chocolate é bom para tosse?


Imagine que você está com uma tremenda tosse. O que pode fazer?

Geralmente, neste caso, ou você espera a tosse passar, ou vai ao médico e ele receita um xarope apropriado.
Mas dá para imaginar que neste caso você pode comer um chocolate para melhorar? Pois foi encontrada uma substância no chocolate que é boa para tosse.
O chocolate já é conhecido há muito tempo como um alimento tentador. Além disso, também provoca boas sensações de prazer, não só pelo seu aroma delicioso, mas também pela presença de substâncias que ajudam a provocar estas sensações no cérebro.

Mas, recentemente, foi descoberto também que o chocolate continha substâncias que ajudam a melhorara a tosse.

Normalmente, os remédios utilizados para este sintoma são feitos à base de codeína, um opióide derivado da morfina, cuja estrutura está ilustrada na figura ao lado. No entanto, uma outra substância – a teobromina – encontrada no chocolate, pode ser utilizada para frear ataques persistentes de tosse. Assim, a partir deste composto, os pesquisadores também podem procurar outros que seriam ainda melhores no combate à tosse. Os cientistas que pesquisam o assunto acreditam que este composto seja ainda mais eficiente que a codeína. Além disso, causaria menos efeitos colaterais.

Para realizar esta pesquisa, dez voluntários tomaram um placebo, a teobromina e a codeína. A seguir, tomaram capsaicina uma substância que induz à tosse. Os cientistas verificaram que as pessoas que ingeriram a substância presente no chocolate precisavam receber uma dose maior de capsaicina para terem ataques de tosse.

Eles acreditam que a teobromina (que como podemos observar possui as funções amina e amida) iniba a atividade do nervo vago, que está localizado no cérebro. Este nervo é, por sua vez, o responsável pelo ataque de tosse.

A tosse afeta a todos nós em algum momento da nossa vida. Ela é incômoda e pode ser aliviada através de medicamentos como os já mencionados, mas ainda não existe um tratamento efetivo para ela. Muitas vezes, a tosse persistente não é muito prejudicial, mas é sempre chato ficar tossindo sem parar.

Mas se ficar comprovado que o chocolate ajuda nesses casos, tem gente que é capaz de fingir estar com tosse, só para tomar esse “remédio”…


Chocolate ajuda a parar a tosse, diz estudo


Chocolate ajuda a combater ataques de tosse


Ingrediente do chocolate pode interromper a tosse persistente.





Chocolate pode ser bom remédio para doentes hepáticos, diz estudo
Alimento combateu aumento da pressão arterial no abdomen.
Experiência mostra, porém, que apenas o chocolate amargo tem esse efeito.

Chocolate amargoO chocolate amargo, rico em cacau, poderá no futuro ser prescrito às pessoas com cirrose hepática, seguindo a mais recente pesquisa para demonstrar os possíveis benefícios do chocolate à saúde.
Pesquisadores espanhóis disseram nesta quinta-feira (15) que comer chocolate amargo combateu o habitual aumento da pressão arterial no abdome, capaz de atingir níveis perigosos em pacientes com cirrose e, em diversos casos, levar ao rompimento de vasos sanguíneos.


Estudo feito com 21 pacientes mostrou que quem comeu chocolate amargo com 85% de cacau apresentou menos pressão arterial no fígado em relação aos que comeram chocolate branco. (Foto: John Loo/Flickr - Creative Commons by 2.0)

Acredita-se que os antioxidantes chamados flavonóis encontrados no cacau sejam o motivo pelo qual o chocolate é bom para a pressão arterial porque essas substâncias químicas ajudam a relaxar e a aumentar as células do músculo liso dos vasos sanguíneos.
Um estudo com 21 pacientes com doença hepática terminal verificou que os que recebiam uma refeição contendo chocolate amargo com 85 por cento de cacau apresentavam marcadamente menor pressão arterial no fígado –- a chamada hipertensão portal -- em relação aos os que recebiam chocolate branco.
"Esse estudo mostra uma associação clara entre comer chocolate amargo e hipertensão portal (menor) e demonstra a importância potencial de melhorias no controle de pacientes cirróticos", disse Mark Thursz, professor de hepatologia no Imperial College, de Londres.
Os resultados foram apresentados no encontro anual da Associação Europeia para o Estudo do Fígado em Viena e seguem-se a uma série de estudos científicos sugerindo que o chocolate amargo também promove a saúde do coração.
Cirrose é a cicatrização do fígado resultante de uma lesão no longo prazo. Ela é causada por diversos fatores, incluindo hepatite e abuso de álcool.


Estudo indica que chocolate pode ser remédio contra cirrose

O chocolate amargo, rico em cacau, poderá no futuro ser prescrito às pessoas com cirrose hepática, seguindo a mais recente pesquisa para demonstrar os possíveis benefícios do chocolate à saúde. Pesquisadores espanhóis disseram na quinta-feira que comer chocolate amargo combateu o habitual aumento da pressão arterial no abdome, capaz de atingir níveis perigosos em pacientes com cirrose e, em diversos casos, levar ao rompimento de vasos sanguíneos.
Acredita-se que antioxidantes encontrados no cacau sejam o motivo pelo qual o chocolate é bom para a pressão arterial porque essas substâncias químicas ajudam a relaxar e a aumentar as células do músculo liso dos vasos sanguíneos.

Um estudo com 21 pacientes com doença hepática terminal verificou que os que recebiam uma refeição contendo chocolate amargo com 85% de cacau apresentavam marcadamente menor pressão arterial no fígado - a chamada hipertensão portal - em relação aos os que recebiam chocolate branco.
"Esse estudo mostra uma associação clara entre comer chocolate amargo e hipertensão portal (menor) e demonstra a importância potencial de melhorias no controle de pacientes cirróticos", disse Mark Thursz, professor de hepatologia no Imperial College, de Londres.

Os resultados foram apresentados no encontro anual da Associação Europeia para o Estudo do Fígado em Viena e seguem-se a uma série de estudos científicos sugerindo que o chocolate amargo também promove a saúde do coração.
Cirrose é a cicatrização do fígado resultante de uma lesão no longo prazo. Ela é causada por diversos fatores, incluindo hepatite e abuso de álcool.


Chocolate reduz doenças cardíacas em um terço



O chocolate faz bem ao coração, reduzindo em mais de 30 por cento o risco de doenças cardiovasculares. Foi esta uma das conclusões apresentadas no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, que está a decorer em Paris. O estudo foi também publicado no British Medical Journal.

Uma equipa de investigadores da Universidade de Cambridge descobriu que os produtos feitos à base de cacau podem contribuir para uma redução na ordem dos 37% das doenças cardiovasculares.

Também ao nível dos acidentes vasculares cerebrais se verifica que os pacientes que comem mais chocolate sofrem menos 29% de enfartes em comparação com os restantes.

À frente do estudo esteve Oscar Franco, do Reino Unido. O estudo baseou-se na análise de 100 mil pacientes, com e sem doenças cardíacas, comparando aqueles que comiam mais e menos chocolate.

Já não é a primeira vez que se comprovam os benefícios do cacau para problemas associados à pressão arterial e ao fluxo sanguíneo. No entanto, segundo explica a AFP, aquilo que se sabia era ainda muito vago.

Este estudo vem agora comprovar que, de facto, o cacau possui propriedades capazes de reduzir em um terço o risco de doenças cardíacas.

No entanto, os investigadores observam que nem todo o chocolate é benéfico. "O chocolate disponível no mercado é muito calórico e comer demais pode levar a um aumento de peso, ao risco de diabetes e de doenças cardíacas", alertam.



Clique AQUI para aceder ao estudo publicado no British Medical Journal.

Chocolate Salgado

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Sucesso em lojas especializadas, o bombom conquista consumidores atraídos pelo sabor e pela novidade.

A deixar bem claro: chocolate salgado não tem nada a ver com chocolate amargo. O segundo leva açúcar e o primeiro é feito com flor de sal (cristais que ficam na superfície da água marinha nas salinas e têm sabor suavemente salgado). Essa novidade está fazendo o maior sucesso em lojas especializadas, no Brasil e no Exterior, e o preço é praticamente o mesmo dos itens tradicionais. Mas com gosto de extravagância e subversão – afinal, chocolate doce era uma invenção considerada intocável na gastronomia. O bombom salgado pode levar também caramelo como recheio e o último ingrediente a ser percebido numa mordida é a fina crosta de flor de sal, de consistência crocante. “Testamos bastante a aceitação ao novo sabor”, conta Adriana Wiltgen, dona da carioca Cacau Noir. O resultado não deixa dúvidas, pois o produto é hoje um dos mais vendidos na loja.

Normalmente, o consumidor é atraído primeiro pela curiosidade ou por gostar de itens que fujam do óbvio. Depois, vira cliente fiel. Esse é o caso do advogado Eduardo Chalfin, 48 anos, que compra os bombons por quilo na Beth Chocolates, do Rio de Janeiro, para consumir em casa e receber os clientes no escritório. “Surpreende e faz sucesso”, atesta. Na França e na Suíça, grandes produtores mundiais de chocolates, ele é consumido com o cacau em altas concentrações, o que diminui o gosto adocicado.

“Eu diria que o açúcar é a novidade do chocolate, não o sal”, provoca a chef Samantha Aquim, da butique de chocolates Aquim. Isso porque, antes de ele virar sobremesa para os ocidentais, os maias o consumiam como uma bebida cheia de especiarias e sem um grama de açúcar – ingrediente acrescentado séculos depois pelos europeus. Samantha faz mais um alerta: o sal de cozinha também pode ser usado, embora “não seja tão sofisticado quanto a flor de sal.” Mas a novidade não é unanimidade entre os especialistas.

O francês Dominique Guerin, chef de confeitaria do restaurante Pré Catelan do hotel Sofitel do Rio de Janeiro, já fez as misturas em festivais, mas não as inclui em seumenu principal: “Prefiro os clássicos”, sentencia. A combinação salgada mostra a versatilidade do alimento, defende a doceira Juliana Motter, dona do ateliê de brigadeiro gourmet Maria Brigadeiro, de São Paulo. “Sem o açúcar, a degustação se torna mais apurada: percebemos mais nuances e notas”, explica. Para a publicitária carioca Tatiana Guines, 35 anos, apesar do gosto marcante do sal, ao fim de um bombom, a impressão ainda é de se ter saboreado um doce. Ela diz que o bombom com flor de sal tem “gosto de fim de semana”, algo que deve ser aproveitado inteiramente. “É para degustar, não devorar.”

Esta novidade ", principalmente para quem é chocólatra...o bombom salgado conquista a todos pelo sabor hummmmmm (ainda não provei).  Diferente do chocolate doce, o bombom salgado tem em sua receita flor de sal (cristais que ficam na superfície da água marinha nas salinas e têm sabor suavemente salgado)

A combinação salgada mostra a versatilidade do alimento, defende a doceira Juliana Motter, dona do ateliê de brigadeiro gourmet Maria Brigadeiro, de São Paulo. “Sem o açúcar, a degustação se torna mais apurada: percebemos mais nuances e notas”,
Para a publicitária carioca Tatiana Guines, 35 anos, apesar do gosto marcante do sal, ao fim de um bombom, a impressão ainda é de se ter saboreado um doce.
Ela diz que o bombom com flor de sal tem “gosto de fim de semana”, algo que deve ser aproveitado inteiramente. “É para degustar, não devorar.” suavemente salgado).

Fonte de referência

Dieta das cores

Com o verão batendo á porta vejam como ficar em forma com muita saúde e disposição com a dieta das cores.


Pesquisas realizadas dividem frutas, verduras, legumes e cereais por cores e mostram que, em cada refeição, o ideal é ingerir uma porção de cada um dos diferentes grupos para fazer bem ao corpo.
"Prestar atenção nas cores é uma maneira bastante simples de controlar o consumo de nutrientes. O correto é incluir seis tons diferentes a cada refeição", explica a nutricionista Juliet Marzalek, especialista em nutrição clínica.
Um estudo realizado pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, demonstrou que pessoas que comiam alimentos de cor amarela e verde sofriam menos riscos de ter tumores.
Na Itália, cerca de seis mil pacientes que passaram a ingerir alimentos alaranjados tiveram a incidência de câncer no intestino diminuída em 50%. Apesar de hortaliças e frutas serem essenciais, as proteínas de origem animal ou vegetal não devem ser esquecidas.
Os chamados alimentos plásticos formam ossos e músculos e auxiliam a renovação celular.

Conheça aqui, quais são os grupos de cores e seus benefícios para o organismo:

Marrom
Castanhas, nozes e cereais integrais: ricos em vitamina E, substância que prolonga a juventude.
"Esse grupo deve ser ingerido com cautela, pois tem altos valores calóricos: 10 gramas de castanhas têm 60 calorias. O ideal é consumir 1 colher de sopa por dia", alerta Juliet.

Azul
Repolho roxo, beterraba, figo e ameixa: são alimentos cheios de anticianina, um pigmento que protege o coração e melhora a circulação.

Branco
Banana, cogumelos, batata, cebola e alho: alimentos de cor clara previnem contra tumores intestinais.

Vermelho
Melancia, caqui, morango e tomate: carregados de um pigmento chamado licopeno, antioxidante natural que protege contra as substâncias químicas agressivas às células.

Laranja
Mamão, abacaxi, manga, cenoura e milho: são ricos em betacaroteno, que se transforma em vitamina A no organismo, boa para olhos e tecidos, e que ainda atua fortalecendo o sistema imunológico.

Verde
Brócolis, espinafre e outras folhas: são ricos em vitaminas e outras substâncias, como ácido fólico, um nutriente capaz de afastar males como o infarto e câncer.
Além de ter grande quantidade de clorofila, que funciona como desintoxicante, fazendo uma limpeza natural no organismo.

Para melhor aproveitar essa dieta consulte um médico e ou nutricionista para adequá-la ao seu organismo e estilo de vida.

Fonte de referência: Yahoo Beleza e Saúde






Verde, laranjaroxovermelho e branco.
 Misture essas cores incluindo vegetais e frutas em sua dieta e viva melhor. É o que propõe a dieta das cores: 

A dieta conscientiza as pessoas a comerem pelo menos cinco frutas e vegetais por dia. Esses alimentos
 ajudam na prevenção do câncer e de doenças crônicas", explica a nutricionista Anna Macknight. Nos Estados Unidos, a dieta é chamada de 5-a-day e aqui no Brasil ela também é conhecida como "5 ao dia". Segundo o Instituto Americano de Pesquisa em Câncer, 30 a 40% dos casos de câncer podem ser prevenidos com uma dieta saudável, na qual 60% das calorias diárias sejam provenientes de alimentos de origem vegetal. Entre outras vantagens da dieta colorida, está a diminuição do risco de doenças cardiovasculares. 

A proposta é dividir as frutas e verduras em cinco grupos, usando cores para diferenciar cada categoria.

Escolhendo alimentos de todos os grupos ao longo dos dias, você garante uma maior variedade de nutrientes na dieta.
"Frutas e verduras contêm muitas vitaminas, minerais, fibras e outras substâncias que ajudam na manutenção da saúde", diz Anna Macknight.
Temos em nossa região , maravilhosas frutas ...abacaxi, melancia, tangerina, banana,caju,todas de hortas de pequenos agricultores que vendem em nossa feira livre e o que é melhor , SEM AGROTÓXICOS!



"Não há necessidade de consultar um nutricionista apenas para incluir mais frutas e verduras na dieta. 
Um nutricionista pode ser consultado se existirem mais dúvidas sobre a alimentação ou para controlar problemas específicos de saúde".

Proteínas para sorrir

Misturar nutrientes e alegria não é nenhuma piada.
Trata-se de um assunto tão sério que já ocupa centros de pesquisas respeitadíssimos ao redor do planeta.
Aqui no Brasil também existem estudiosos investigando essa história.
É o caso da neurocientista Patrícia Brocardo, da Universidade Federal de Santa Catarina, que, inclusive, tem trabalhos publicados no periódico científico internacional Neuropharmacology.
Não há dúvida sobre a interferência daquilo que comemos nas variações de humor, afirma.

Ingredientes vindos do prato são capazes de modular a fabricação de neurotransmissores.
O palavrão ao lado, que não tem nada de divertido, tampouco de saboroso, refere-se a um grupo de substâncias químicas responsáveis pela comunicação das células no nosso cérebro.
Para que você se sinta feliz, disposto e tranqüilo, é fundamental que esse grupo desempenhe bem o seu papel e esteja em níveis adequados na massa cinzenta.
E são três os principais envolvidos com o alto-astral: serotonina, dopamina e noradrenalina.
O professor brasileiro Ivan de Araújo, que trabalha com neurociências na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, explica que o primeiro é derivado do triptofano e os dois últimos são produzidos com a ajuda da tirosina.
Não fique zangado com todos esses nomes. Leia as próximas linhas com calma para saber aonde quero chegar.

Proteínas para sorrir
Pois bem, o desconhecido triptofano pode estar mais perto do que você imagina. Alimentos como o grão-de-bico, a ervilha e os feijões oferecem boas doses dele.
Dietas recheadas com essas opções garantem serotonina.
O triptofano funciona como os tijolos no processo de montagem molecular do neurotransmissor, compara Araújo.
O resultado é uma tendência bioquímica a se sentir feliz.
Isso porque a sinalização serotonérgica como os especialistas definem a atuação da substância tem tudo a ver com a regulação do humor.
Portanto, se faltam fontes de triptofano no prato, abrem-se brechas para que o dia-a-dia seja cinza, sem a menor graça.

E a tal de tirosina?
Ela também é um aminoácido, ou seja, um pedaço de proteína.
E é encontrada na turma mencionada acima.
Mas sua relação é bem mais estreita com a dupla dopamina e noradrenalina, que controla as suas reações a estímulos de conteúdo emocional enfim, como vai encarar os sorrisos e as caras feias dos outros no cotidiano, por exemplo

A receita da felicidade vai muito além de proteína. 
Óbvio. Aliás, você já reparou como são mal-humorados aqueles que fogem de massas, pães, batatas e arroz? Essa pequena lista contém as principais fontes de carboidrato, um injustiçado, que leva a fama de engordativo mas que é fundamental para o funcionamento do cérebro. A pesquisadora Monica Telles, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp, explica um possível mecanismo por trás da sensação de bem-estar associada ao nutriente: Alimentos ricos em carboidrato promovem aumento nas taxas de insulina. E continua: Essa elevação, por sua vez, está por trás de uma maior captação dos aminoácidos que competem com o triptofano para entrar no cérebro. Assim, com seus rivais derrotados, o triptofano ganha mais espaço na cuca, o que só colabora para a produção e a atividade da boa e velha serotonina. O recado de sempre, não custa repetir, é investir no grupo dos cereais integrais, que de quebra oferecem pitadas extras de cromo, mineral que aparece em estudos como outro aliado da disposição.

Para o dia nascer feliz
Por falar em cereal, quem pesquisa dieta e humor bate na tecla da importância do café-da-manhã. Quando saltamos da cama, bem cedinho, nossa cabeça precisa repor seu estoque de açúcar. O sistema nervoso central consome quantidades relativamente grandes de glicose, afirma o professor Ivan Araújo. A hipoglicemia sinaliza uma ameaça ao funcionamento normal do cérebro, o que gera reações como a ansiedade. Está aí a explicação para aquele tremendo mau humor matinal.

Mas nossa cabeça não consome vorazmente apenas glicose. Ela trabalha sem parar e precisa estar com os estoques de todos os nutrientes bem equilibrados, defende o neurologista Cícero Galli, um expert em nutrição e professor da Unifesp. Galli chama a atenção para o ômega-3 encontrado nos pescados de água fria, como o atum e o salmão.

Diversos trabalhos mostram que essa gordura colabora para a produção de neurotransmissores. Por essa razão, render-se ao sushi (vegetariano), que é a deliciosa mistura de arroz com algas, sendo muitas delas de mares gélidos, é inundar a mente de bem-estar e, quem sabe, assegurar uma poderosa ação antiinflamatória acredite, ela é valiosa para indiretamente evitar a irritação.

Veja o porquê. Inflamações disparam a produção de citocinas, explica o neurobiólogo Renato Malcher-Lopes, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa. E essas substâncias interferem na liberação de opióides e endocanabinóides, uma dupla por trás de sensações prazerosas.



Complexo da alegria
As doses de vitaminas B também precisam estar em dia para quem não pretende viver ranzinza. Nessa família vitaminada, o maior destaque vai para o ácido fólico, que aparece em vegetais como os brócolis, o cogumelo, o tomate e a rúcula. A neurocientista Patrícia Brocardo, da Ufsc, trabalha especificamente com esse nutriente. Para o meu doutorado, investiguei a atuação dessa vitamina na modulação do humor, conta. Ela ficou animada ao constatar seu poder contra o desânimo. O ácido fólico interage com a serotonina e com a noradrenalina, conta empolgada.

No mesmo clã está a B6, que cada vez mais surpreende os estudiosos por sua atuação no cérebro. Ela é essencial para o aproveitamento dos carboidratos e na condução dos impulsos nervosos. O milho e a banana são ótimas fontes.

Segundo Monica Telles, da Unifesp, outro integrante do complexo B merece destaque: a B12. Sua deficiência está relacionada com a depressão, e estudos mostram que a reposição é capaz de reverter esse quadro, conta.

Por favor, não se irrite com a interminável lista de membros do complexo B, mas saiba que ela ainda não acabou. Para finalizar, eu prometo, há a vitamina B1. Chamado de tiamina, o nutriente aparece no pistache e no caju e é essencial na síntese de neurotransmissores relacionados ao bem-estar, além de participar da conversão de glicose em energia. Quando está em falta, sobra nervosismo.

Minerais do pique
Também não podem ficar de fora do prato aqueles minerais que comprovadamente deixam qualquer ranzinza mais manso. Muita gente não vai levar a sério o que vem a seguir, mas, acredite, beliscar sementes de abóbora é uma forma de combater o mau humor. É que elas são campeãs em magnésio, substância de grande importância para o aproveitamento da energia, que enche as células cerebrais de vigor. E fornecem pitadas de potássio, outro nutriente que contribui para afastar a fadiga. Daí vale a pena livrar-se do preconceito de que essas sementes só servem de alimento para passarinhos.



Se você não é lá muito fã do petisco, saiba que o magnésio aparece aos montes na família das oleaginosas, isto é, em amêndoas, nozes, amendoins e castanhas. Não fosse pouco, essas gostosuras oferecem o cobre. Talvez ele não seja dos minerais mais badalados, entretanto tem funções pra lá de nobres, entre as quais a formação das moléculas de ATP, o combustível celular. Também se une a enzimas responsáveis pelo transporte de ferro. Por essa razão, quando o nutriente está em falta, lá vem a apatia.

Sem brincadeira, as oleaginosas deveriam estar sempre à mão de quem vive aborrecido. Além dos já mencionados magnésio e cobre, elas são campeãs em selênio, especialmente a castanha-do-brasil, que antigamente a gente chamava de castanha-do-pará. Vários estudos demonstram que a deficiência de selênio tende a ser mais comum em pessoas sem a menor alegria, aponta a neurocientista Patrícia Brocardo, da UFSC. A nutricionista Lara Natacci Cunha, especialista em transtornos alimentares, confirma que o selênio auxilia na regulação do humor. Esse mineral tem também uma potente ação antioxidante, arremata.

Cerco contra o estresse
Você pode estar se perguntando agora qual seria a relação entre a ação antioxidante e o comportamento. E lá vem a explicação. Quando estamos muito estressados, nosso organismo fica mais vulnerável ao ataque dos radicais livres, aquelas moléculas que danificam as estruturas celulares e podem desencadear um monte de problemas. Nosso cérebro também acaba à mercê dos malfeitores. Daí pode ocorrer desequilíbrio nos neurotransmissores e, bem, já dá para imaginar quanta confusão. Além de comer as castanhas cheias de selênio, invista em frutas que concentram substâncias que combatem os radicais, esses tipinhos sem a menor graça. E sorria.

A receita da felicidade vai muito além de proteína.
Óbvio.
Aliás, você já reparou como são mal-humorados aqueles que fogem de massas, pães, batatas e arroz?
Essa pequena lista contém as principais fontes de carboidrato, um injustiçado, que leva a fama de engordativo mas que é fundamental para o funcionamento do cérebro.
Alimentos ricos em carboidrato promovem aumento nas taxas de insulina.
Essa elevação, por sua vez, está por trás de uma maior captação dos aminoácidos que competem com o triptofano para entrar no cérebro.
Assim, com seus rivais derrotados, o triptofano ganha mais espaço na cuca, o que só colabora para a produção e a atividade da boa e velha serotonina.
O recado de sempre, não custa repetir, é investir no grupo dos cereais integrais, que de quebra oferecem pitadas extras de cromo, mineral que aparece em estudos como outro aliado da disposição.

Fonte de referência: Revista Saúde