segunda-feira, 28 de junho de 2010

Chás, infusões e tisanas

O chá é uma bebida preparada através da infusão de folhas, flores, raízes de chá, ou Camellia sinensis. Geralmente é preparada com água quente. Cada variedade adquire um sabor definido de acordo com o processamento utilizado, que pode incluir oxidação, fermentação, e o contato com outras ervas, especiarias e frutos.
A palavra "chá" é também usada popularmente para referenciar qualquer infusão de frutos, folhas, raízes ou ervas como a camomila ou a cidreira, mesmo não contendo folhas de chá (ver tisana). Este artigo debruça-se, contudo, apenas sobre o verdadeiro chá.

Uma infusão é uma bebida que é feita, em geral, pela imersão de uma substância aromática em água quente ou a ferver. Algumas das bebidas mais comuns e de mais vasta distribuição no planeta são infusões:
café
chá
tisana
chimarrão
Por vezes, fazem-se infusões com outros líquidos, como o álcool ou o vinagre.

A tisana é um tipo de infusão que consiste em adicionar ervas medicinais a água a ferver durante cinco ou seis minutos num recipiente tapado. Após esse tempo retira-se o recipiente do fogo, deixando descansar (ainda tapado) por cerca de 15 minutos. A tisana está pronta a ser consumida, após ser coada e colocada numa chávena.
"Chá de ervas" é frequentemente utilizado para designar todas as infusões feitas a partir de diferentes partes de plantas (não necessariamente ervas - casca, folhas, flores, etc). Exemplos mais comuns: chá de camomila, chá de erva-cidreira, chá de tília, chá de menta, chá de limão, chá de flor de laranjeira, etc.
No entanto, essas infusões são tisanas e não rigorosamente chás, uma vez que o termo chá designa única e exclusivamente a bebida preparada através da infusão de folhas, flores ou raízes da planta Camellia sinensis .



O chá está ganhando espaço no cardápio da alimentação saudável. O consumo da bebida está associada a uma série de benefícios ao corpo, como:
  • Neutralização de radicais livres
  • Diminuição do mau colesterol
  • Fortalecimento de artérias e veias
  • Prevenção de cáries
  • Ação anti-inflamatória, antigripal e anti-vermes
         Confira abaixo os tipos de chás que você pode encontrar no mercado, bem como dicas de preparo e os principais benefícios associados a eles.


    Nem toda infusão é chá
         Uma bebida só pode ser considerada chá quando é uma infusão da planta de mesmo nome (também conhecida como Camellia sinensis). A partir das folhas dessa planta é possível obter diferentes tipos de chá:
  • Verde – a bebida preserva a maioria das características da planta. Tem leve sabor amargo.
  • Preto - as folhas sofrem um processo de fermentação total que confere ao líquido cor e gosto intensos.
  • Chá branco - é, na verdade, uma versão do tipo verde com sabor mais leve.
  • Aromatizados – é o chá que recebeu a adição de outras folhas, frutas secas ou flores, cujo sabor se mistura com o seu.
        Dicas
Para aproveitar todas as propriedades benéficas do chá, é necessário tomar alguns cuidados. Veja dicas para desfrutar melhor os benefícios das infusões:
  • Guarde-o bem acondicionado em local fresco.
  • Para o chá verde, a água utilizada para a infusão deve estar um pouco abaixo do ponto de fervura.
  • Para prepará-lo, faça uma infusão com uma colher de sopa rasa da erva para cada xícara de água.
  • Evite acrescentar açúcar em excesso. Isso mascara o sabor e compromete os benefícios da bebida.
  • Procure consumi-lo o mais fresco possível e cheque o prazo de validade no rótulo. O chá verde, por exemplo, deve ser tomado no máximo em até dois anos.
  • Esteja atento para a possibilidade de haver fungos na erva armazenada. Caso constate a presença desses microorganismos, descarte a erva.
Alecrim
Stress físico e mental, depressão, reumatismo, gota, e digestão. O chá do alecrim tem várias finalidades, tratar o colesterol, as dores de dentes ou enxaquecas, as doenças de coração ou mesmo nos casos de celulite.

Alfazema
Contra insônias, excitação nervosa, dores de cabeça, tosse, asma, bronquite.

Anis Estrelado
Anti-flatulência

Arnica
Analgésica, antiinflamatória em casos de traumatismos, hematomas, distensões musculares e ainda como anti-séptica em afecções bucais e furúnculos.

Ban-chá
Depurativo cuja ação acentua a eliminação de toxinas aumentando a diurese e facilitando a digestão.

Boldo do Chile
Tônico do aparelho digestivo; aumenta a produção da bílis eliminando gases, cálculos na vesícula e no combate das afecções do fígado e baço.


Camomila
Auxilia a digestão aliviando cólicas abdominais, náuseas, diarréia. Indicado como calmante para insônia e nervosismo.

Carqueja
Ação benéfica sobre o fígado e intestino aliviando azia, má digestão, perturbações gástricas e fins curativos, prisão de ventre, etc.

Casca de Laranja
Ansiedade e insônia

Confrey
Ação terapêutica nas afecções sobre o aparelho respiratório como amidalite, laringite, faringite e cicatrizante de fissuras, feridas e abscessos, eczemas, podendo ser usado com cautela em processos internos como úlceras gástricas e duodenais.

Erva Cidreira
Insônia, nervosismo, cólicas no ventre e gases. Para combater as indigestões, as cólicas ou as insônias, pode-se tomar um chá de erva cidreira ao qual se deve juntar uma casca de limão.

Erva Doce
Alivia cólicas menstruais; também alivia cólicas abdominais de recém-nascidos. Auxilia a má digestão.

Erva Mate / Mate (ou Chimarrão)
Anti-stress: segundo institutos de pesquisas internacionais, é um tônico estimulante do coração e do sistema nervoso: elimina os estados depressivos, conferindo ao músculo maior capacidade de resistência a fadiga, sem causar efeitos colaterais; é estimulante da atividade física e mental, atuando beneficamente sobre os nervos e músculos eliminando a fadiga. Observa-se também que estimulante do mate é mais prolongada que a do café, sem deixar efeitos colaterais ou residuais como a insônia e irritabilidade. Por outro lado, a erva-mate atua sobre a circulação, acelerando o ritmo cardíaco e harmoniza o funcionamento bulbo-medular. Age também sobre o tubo digestivo, facilita a digestão e favorece a evacuação. É considerada ainda, um ótimo remédio para pele e reguladora das funções do coração e da respiração, além de exercer importante papel na regeneração celular.


Eucalipto
Trata inflamações das vias respiratórias como tosse, rouquidão, bronquite, asma e alivia os estados catarrais.

Folhas de Oliveira
Tratamento de diabetes ou doenças ligadas ao coração.

Flor de Sabugueiro
Serve para combater as bronquites, as queimaduras, o reumatismo, as hemorróidas ou mesmo as infecções dos olhos ou da pele.

Guaraná
Reconstituinte, estimulante, aumenta a resistência nos esforços mentais e musculares, diminui a fadiga motora e psíquica. Por meio da cafeína que possui, o guaraná produz maior rapidez e clareza do pensamento, retarda a fadiga, tonifica o coração, leve afrodisíaco. Provê maior vitalidade do organismo, regula o ritmo cardíaco, tônico potente. Energético, estimulante, adstringente (que contraem os tecidos), tônica e estimulante do apetite, diurético (facilita a urinar mais), contra diarréia.

Hamamelis
Conjuntivite

Hibiscos (Karkadeh) ou Flor da Jamaica
Diurético, emagrecimento, hipertensão arterial, cálculos renais, disenteria, febres, inflamação das gengivas e em geral contra diminuição das defesas do organismo. Diminui o colesterol.

Hortelã
Atenua azia, gases e cólicas. Vermífugo (lombriga). Alivia asma e bronquite. Calmante, digestivo, e alivia a insônia.

Jasmin
Tônico, indicado contra sonolência e combate a acessos de asma. Excelente diurético.

Lima
Para a cura das dores de estômago.

Maçã
Sedativo, digestivo, anti-diarréica e também indicada nos casos de colite.

Malva
Afecções das vias respiratórias como bronquite, tosses catarrais, laringite e nos processos inflamatórios de boca e garganta, através de bochechos e gargarejos. Anti-séptico de vias digestivas e urinárias.

Maracujá
Dores de cabeça de origem nervosa, ansiedade, insônia, palpitações, pressão alta, perturbações nervosas da menopausa e dores espasmódicas.

Marapuama, Guaraná e Catuába
Tônico do sistema nervoso amenizando o nervosismo, insônia, fadiga cerebral, impotência sexual, tosse e bronquites, leves afrodisíacos.

Melissa
Sedativa em distúrbio de origem nervosa, perturbações gástricas como indigestão, enjôos e espasmos. Alivia dores de cabeça.


Menta
Indicado para má digestão, gases e cólicas.
click to zoom


Picão
Anemia, palidez, hepatite, icterícia, hemorróidas.


Pimpinela
Serve para aliviar as diarréias ou hemorróidas ou tratar as irregularidades da menstruação.


Poejo
Anti-inflamatório de ação expectorante no processo respiratório como tosses catarrais, anti-espasmódico e ainda depurativo, gripe ou tosse.


Preto e chá verde
Excelente após as refeições; digestivo. Utilizado contra úlcera e câncer digestivo.


Salvia (Maramía Sírio)
Estimulante estomacal, usado nas atonias digestivas, náuseas, dispepsias, alivia cólicas estomacais, intestinais e menstruais. Indicada nos casos febris com sudorese intensa. Ação anti-séptica na higiene bucal e em afecções da pele, de origem micótica e feridas.


Stévia
Adoçante usado nas dietas de emagrecimento, na alimentação infantil e por não interferir na glicemia pode ser usado por diabéticos.


Chás do Feminino

http://www.docelimao.com.br/images/cha-feminino.jpg
Integrando o tema do Boletim Doce Limão de fevereiro 2009: Menopausa & Síndromes do Feminino, cabe sabermos mais sobre os chás que ajudam a tratar e manifestar com amor e harmonia o nosso feminino.
A mãe natureza, as ervas e as flores são partes essenciais e materiais desta vibração que acolhe, cura, cuida: o Feminino.
 
A Cerimônia do Chá
Prepare o chá com a mais profunda gratidão e concentração. Escolha os utensílios: a chaleira (ou samovar), a chávena (ou xícara) e as ervas e flores tendo em vista a beleza, os aromas, as cores, a delicadeza.
Limpe os objetos e a área em que o chá será preparado e servido, prestando atenção nos detalhes.
Faça um arranjo simples de flores em um vaso especial e ponha-o onde você irá tomar o chá. Coloque uma linda toalha na mesa. Com movimentos lentos, suaves e, sobretudo graciosos, coloque a água para ferver. Acrescente com reverência as ervas no bule, sobre a água já aquecida. Tampe e aguarde a extração dos ativos.
Permaneça sentada, serenamente, enquanto a infusão se completa (10 minutos).
Despeje o chá com todo o cuidado e mantenha a xícara nas mãos, sentindo o calor do líquido e observando a beleza do recipiente que o contém. Respeite as folhas e flores do chá e aprecie sua fragrância.
Depois de tomá-lo, limpe os utensílios, o bule e a xícara, e guarde-os.
 
Chá 4 Ervas - Harmonizador
Composição: Cavalinha (harmoniza os rins e líquidos corporais) – Folha Amoreira (equilibra hormônios) - Menta (refresca e acorda) – Hibisco (energiza, relaxa e acolhe o feminino).
Forma de preparo: aqueça 1 xícara de água filtrada até quase fervura. Desligue o fogo e acrescente 1 colher (sobremesa) da mistura de 4 ervas. Tampe a chaleira e deixe em infusão por 10 minutos. Coe sobre uma linda xícara, sirva morno ou frio. Desfrute da beleza e calor da xícara enquanto toma calmamente seu delicado chá aromático. Tome 1 xícara pela manhã e uma à tarde ou noite.
 
Chá da Soja Preta - Revigorante
Forma de preparo: ferva em panela não metálica 8 feijões de soja preta (opcional soja dourada comum - idealmente orgânica ou selvagem) em 1 litro de água filtrada, até reduzir o volume à metade. Acrescente uma pitada de sal marinho, deixe cozinhar por mais dois minutos e coe. Tome 1 xícara (chá) uma vez por dia logo pela manhã ou quando perceber que precisa revigorar.
Estes 2 chás estão sendo brindados às mulheres que adquirem o livro Vença a Menopausa sem TRH.
Onde comprar as ervas e a soja preta em SP: na zona cerealista do Brás, nas redondezas da Av. Mercúrio com a Rua Santa Rosa. Lá podem ser encontradas ervas de todo o Brasil e são sempre frescas devido ao grande volume de vendas.


Fonte: Doce Limão

Mais sobre o Chá

Chá vermelho

Chá verde, branco e agora vermelho! Se você se interessa por assuntos relacionados à saúde e emagrecimento, certamente já ouviu falar do chá vermelho, mas você sabe qual a diferença em relação aos outros tipos de chá?
O chá vermelho, assim como o verde e o branco é de origem chinesa, extraído da mesma planta Camellia Sinensis. A diferença em relação aos outros é o modo como é processado, o grau de fermentação.
O chá vermelho fica armazenado por mais tempo, e é nessa etapa que adquire a sua coloração característica.
Possui sabor mais forte, não tão amargo como o chá verde e nem tão doce como o chá branco. É composto por substâncias antioxidantes, que combatem o envelhecimento, podem reduzir os níveis de colesterol no sangue, são fontes de vitaminas, entre outros benefícios provenientes desta planta.

Sobre sua ação em relação ao emagrecimento, não há estudos que comprovem nada cientificamente, alguns textos dizem que este tipo de chá pode “queimar gorduras”, mas é necessário que sejam realizados mais estudos para que comprove tal afirmação.

Pelas propriedades presentes, assim como o chá verde e o branco, podem ser inclusos em seu cardápio, apenas cuidado com a quantidade, se for excessiva pode ser prejudicial.

cha-vermelhoSe o seu intuito é reduzir peso, além de beber o chá vermelho, não esqueça de outras atitudes: comer de forma saudável e moderada, praticar exercícios físicos e beber água.

Chamado de “devorador de gorduras”, o chá vermelho, é uma das variedades do chá verde (do qual também se tira o chá branco).

Para se obter o chá vermelho é preciso uma maturação de 60 anos das folhas comprimidas e armazenadas em barris, em condições muito especiais.

Confira os benefícios deste chá para a saúde e o bem-estar:
- Acelera o metabolismo do fígado;
- Favorece a redução do colesterol;
- É depurativo;
- É desintoxicante, usado em tratamentos adelgaçantes e de beleza;
- É antidepressivo;
- Facilita a digestão.

Como consumir
O ideal é tomar, no mínimo, quatro xícaras ao longo do dia, evitando o chá no período noturno, já que a cafeína, substância presente em grandes quantidades, pode atrapalhar o sono.

Existem contra-indicações?
Pouquíssimas. Apenas gestantes, pessoas com gastrite e com arrítimia cardíaca não devem consumí-lo.

Chá Verde

O sabor é amargo, mas logo você vai descobrir que o sacrifício de beber algumas xícaras de chá verde todos os dias vale a pena. Só para começar a lista de benefícios: ajuda a secar gordurinhas.
É sério! Essa bebida milenar (e tão na moda atualmente) tem o poder de emagrecer. E existe comprovação científica. Uma pesquisa publicada no American Journal of Clinical Nutrition, conceituada revista da Sociedade Americana de Nutrição, acompanhou dois grupos de gordinhos. Os dois seguiram um cardápio de baixa caloria. Mas só o primeiro bebeu de seis a oito xícaras de chá verde por dia. No final do estudo, esses pacientes queimaram 4% a mais de gordura que o grupo que passou longe do chá. A explicação é que a bebida tem ação lipolítica. Não só isso: “O chá verde acelera o metabolismo, desintoxica e facilita a digestão”, diz a nutricionista Vanderlí Marchiori, especializada em fitoterapia e colaboradora da Associação Paulista de Nutrição.
Mas não vale dar um ou dois golinhos – você tem de se comprometer a, diariamante, tomar pelo menos cinco xícaras. E, é claro, seguir ainda um cardápio orientado por nutricionista. A combinação chá verde + dieta pode fazer você emagrecer até 5 quilos em 15 dias!
Outros poderes
Emagrecer é apenas uma das vantagens do chá verde. Estudos feitos em importantes centros de pesquisa dos Estados Unidos e da Europa mostraram que também faz bem para a pele. Extraído da planta Camellia sinensis, tem altas concentrações de antioxidantes, considerados até mais potentes que os carotenos e as vitaminas C e E, substâncias que atuam contra as rugas precoces.
Outra pesquisa, desta vez realizada na Universidade de Tohoku, no Japão, e publicada recentemente no The Journal of the American Medical Association (Jama), mostrou que a erva é eficaz na prevenção de doenças do coração. Seus compostos reforçam as artérias, diminuem as taxas de colesterol ruim e bloqueiam o acúmulo de gordura na parede dos vasos sanguíneos. O consumo habitual também previne inflamações na gengiva e até tumores malignos de boca e mama. “Substâncias como as catequinas e os bioflavonóides são capazes de impedir alterações no DNA das células, o primeiro passo para o desenvolvimento de um câncer”, diz Vanderlí.
Um teste de laboratório apontou mais um efeito positivo do chá verde: melhora a memória. Mas os estudos para comprovar mais esse efeito estão só no começo.
O jeito certo de fazer
É muito fácil preparar o chá verde, mas há alguns segredinhos importantes para você preservar os princípios ativos da erva. Vamos lá: Coloque a água para ferver e assim que surgirem as primeiras bolhas de ar (antes de começar para valer o processo de ebulição), apague o fogo. Acrescente a erva (o ideal são 2 colheres de sopa para 1 litro de água, mas comece com apenas 1 colher, pelo menos até você se acostumar com o sabor do chá) e abafe por 2 ou 3 minutos. Depois é só coar e tomar.
Gostinho bom
Dá, sim, para deixar o chá verde mais gostoso. Você pode combiná-lo com cidreira, hortelã, erva-doce, casca de frutas (abacaxi ou manga) ou maçã seca para suavizar o sabor amargo, sem interferir nos efeitos terapêuticos da Camellia sinensis. Faça assim: ferva 1 litro de água com 1 pedaço médio de casca de abacaxi ou 1 punhado de folhas de cidreira, por exemplo. Desligue o fogo e acrescente o chá verde. Abafe por 2 ou 3 minutos e coe.
Mais alguma pergunta?
Especialistas respondem às principais dúvidas sobre o uso do chá verde.
Quantas xícaras de chá devo beber por dia para emagrecer? De cinco a seis xícaras. Se você quiser ir além, fique à vontade. Segundo o clínico geral e fitoterapeuta Miguel Mussi, do Centro de Terapias Integradas, no Rio de Janeiro, o consumo do chá verde é milenar e não há notícias de efeitos colaterais, a não ser em quem tem sensibilidade à cafeína presente na composição.
Qual a temperatura e o horário ideais para se beber o chá? Em jejum, o ideal é tomar o chá morno – cai melhor no estômago vazio. Nos demais horários (lanches da manhã e tarde, meia hora antes ou duas depois das refeições principais), tome-o na temperatura que você preferir – quente, frio ou gelado –, desde que tenha sido feito da maneira adequada. E se você tiver insônia, tome a última xícara no máximo até as 17 horas.
Posso adoçar o chá verde? Sim, mas use uma quantidade pequena de mel (uma colher de chá) ou de estévia. Açúcar e adoçantes químicos prejudicam o poder do chá de desintoxicar o organismo, dificultando a perda de peso.
O chá de saquinho funciona? “Geralmente, o chá de saquinho traz várias partes da planta, como folhas e talos. Isso diminui a concentração dos princípios ativos da erva e o efeito acaba sendo apenas aromático”, diz Vanderlí.
Posso tomar cápsula no lugar do chá? Ao contrário do saquinho, a cápsula costuma ter uma dose altíssima do princípio ativo, o que pode interferir na qualidade do sono e na pressão arterial. Portanto, só deve ser usada se houver a indicação de um profissional (endrocrinologista, homeopata, fitoterapeuta ou nutricionista) de sua confiança.
O chá preto e o banchá têm o mesmo efeito do chá verde? Todos os três são extraídos da mesma planta, a Camellia sinensis. A diferença é que o chá preto e o banchá passam por processos diferentes de torrefação e fermentação que reduzem os benefícios da erva, especialmente no caso do chá preto. O banchá oferece benefícios mais próximos ao do chá verde e tem o sabor mais suave.
Dá para fazer o chá horas antes de consumí-lo? O ideal é beber o chá logo após ficar pronto, antes que o oxigênio do ar destrua parte dos componentes ativos. “Mas a bebida preserva substâncias importantes para o corpo até 24 horas após o preparo. Depois disso, as perdas são consideráveis”, explica Vanderlí. Então, para facilitar a dieta, prepare de uma só vez a quantidade de chá necessária para um dia, e coloque-o numa garrafa térmica ou jarra de vidro ou inox (evite recipientes de plástico ou alumínio) dentro da geladeira.
Existe algum segredo para armazenar a erva? Em local seco, fechado e ao abrigo da luz.
Tem alguma contra-indicação? Sim. Grávidas, pessoas hipertensas ou com gastrite. Se estiver usando algum medicamento também é aconselhável perguntar ao seu médico se você pode consumir o chá verde.

Chá Branco

O chá branco é um tipo de chá ainda pouco conhecido, mas que contém grande benefício ao organismo como um todo. Assim como o chá verde e o preto, o chá branco é retirado da planta Camellia sinensis de maneira diferenciada dos demais. Em relação ao seu preparo, é retirado das plantas antes que as flores desabrochem e quando os brotos ainda permanecem protegidos por pêlos finos. A partir daí as folhas e os brotos são cozidos por um processo de vaporização sem inserir nenhum tipo de fermentação e então é levado à secagem. Como se percebe, o processamento do chá é bastante simples, o que lhe mantém as propriedades relacionadas à juventude, emagrecimento e saúde corporal. O chá branco possui vitamina B, C, K, cafeína, antioxidantes, manganês, potássio e ácido fólico. A partir desses nutrientes, o chá branco pode neutralizar a ação dos radicais livres sobre as células, acelerar o metabolismo, desinchar o organismo, queimar gorduras, diminuir o colesterol ruim (LDL) e ainda inibir mutações gênicas que podem até provocar o câncer. O chá branco por ser feito apenas com plantas verdes confere um valor acima dos demais chás, pois como é retirado da planta ainda verde pode ser fabricado somente uma vez ao ano. Para ser utilizado o chá branco deve ser ingerido logo após a sua imersão em água quente, pois o ar retira as propriedades do mesmo. É importante que seu consumo não seja exagerado, pois o seu alto teor de cafeína pode provocar irritabilidade, tremedeira e insônia. A quantidade de consumo diária recomendada é de uma a duas xícaras.
Se cuidando...

Ainda pouco conhecido no Brasil, ele é ainda mais poderoso que o chá verde. Por ser menos processado, suas propriedades ficam mais concentradas e isso acelera os benefícios, como a queima de gordura do corpo


NUTRIENTES
Contém manganês, potássio, ácido fólico e vitaminas C, K, B1 e B2.
Rico em substâncias antioxidantes.

FONTE DA JUVENTUDE
Entre todos os chás, o branco é o que apresenta maior concentração de polifenóis, entre outros antioxidantes. Essas substâncias ajudam a neutralizar os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento celular.

EMAGRECEDOR
Assim como o chá verde, o branco acelera o metabolismo e ajuda a eliminar a gordura corporal. Porém, ainda não se comprovou o quanto exatamente o chá branco é mais eficiente do que o verde para emagrecer. Pesquisas indicam que a versão verde aumenta a queima de calorias em cerca de 4%.
Os responsáveis, mais uma vez, são os antioxidantes presentes na Camellia sinensis (a planta que dá origem aos chás verde, branco e preto) e também à cafeína, entre outros compostos.

FORÇA PARA A BELEZA
Substâncias encontradas na Camellia sinensis ajudam a prevenir cáries, têm ação antiinflamatória e antigripal, ativam o sistema imunológico e regeneram a pele.

CORAÇÃO PROTEGIDO
O chá branco pode atuar na diminuição das taxas de LDL (o colesterol ruim que bloqueia as artérias), evitando problemas cardíacos, como aterosclerose e infarto.

ANTICÂNCER
Estudos feitos com ratos pelo Instituto Linus Pauling de Ciências e Medicina, da Califórnia, nos Estados Unidos, comprovaram a eficiência do chá branco em inibir mutações genéticas que podem originar o câncer.
Essa capacidade se deve à existência das substâncias bioflavonóides e catequinas. A cafeína presente no chá branco também ajudaria nesse processo.

COMO CONSUMIR
Pelo menos uma ou duas xícaras ao dia, quente ou frio, de preferência sem açúcar.

ONDE ENCONTRAR
Em lojas de suplementos nutricionais e de chás importados. Uma caixa com 20 saquinhos de chá branco importado da China custa cerca de R$ 30.

ORIGEM E DIFERENÇAS
É a versão menos processada do famoso chá verde (ou banchá). Ambos são produzidos a partir da planta Camellia sinensis, assim como o chá preto. Porém, o branco é coletado antes das flores se abrirem, quando há brotos cobertos por finos pêlos prateados que lhe dão uma cor clara verdeacinzentada. Esses brotos e as folhas da planta são cozidos ao vapor e submetidos à secagem. Ao contrário do verde e do preto, o chá branco não passa pela fermentação.
Após a infusão, possui cor amareloavermelhado e sabor adocicado, porém sem gosto de capim.
Os principais países produtores são China, Japão e Índia.
A colheita para a produção desse chá se realiza em apenas dois dias por ano. Por isso, é raro e caro.
Fonte

sábado, 26 de junho de 2010

Como incluir alimentos funcionais na alimentação Vegetariana

Incluir alimentos ricos em antioxidantes no dia a dia não é uma tarefa difícil. Ela contém frutas e seus sucos, verduras, cereais integrais (ex. arroz, aveia, trigo, cevada), feijões (ex. feijão, soja lentilha, grão de bico, ervilha) castanhas, sementes e muitas cores. 
Veja algumas dicas de como combater os radicais livres e ter ainda mais saúde e qualidade de vida!

A Linhaça é rica em fibras e ômega 3, que auxiliam na redução do colesterol e triglicérides, aumentam o funcionamento intestinal, reduz as inflamações e protegem o coração. Consuma diariamente uma colher de sopa na vitamina, salada ou sobre a fruta.
O resveratrol presente no suco de uva vermelha é um potente antioxidante e protetor do coração, inclua um copo de (200ml) ao dia. Use um suco de boa qualidade sem açúcar.

A Soja além de rica em proteína e minerais ela ajuda no controle do colesterol, ameniza os incômodos da menopausa. Faça o uso de soja pelo menos 4 vezes na semana, na forma de hambúrgueres, almôndegas, tofu grelhado, etc. Seu uso deve ser de apenas uma vez por semana para aqueles que tem alguma disfunção com a tireóide.

O selênio é um mineral encontrado abundantemente na Castanha do Pará, consuma uma unidade por dia, para ter as necessidades deste potente antioxidante.
As fibras presentes nos cereais integrais auxiliam na prisão de ventre, controle do colesterol, aumentam a saciedade e são ricas em vitaminas do complexo B. Pelo menos metade dos cereais que consumir faça uso dos integrais. 

Algumas dicas:
· Para cada xícara de arroz adicione quatro colheres de sopa de quinua (cozinham juntas),
· Faça uso do macarrão e do pão integral,
· Adicione farinhas integrais nas suas preparações (bolos, tortas, panquecas),
· Algumas empresas produzem um tipo de “Arroz” adicionado de outros cereais (geralmente são conhecidos como 7cereais).

Tenha uma refeição rica em CORES, pois cada uma dela representa um pigmento (licopeno, clorofila, antocianina, beta caroteno, etc) que auxiliam o corpo na prevenção de doenças.
 Além de aumentar as chances de ter uma dieta equilibrada.


Camelia sinensis popularmente conhecida como Chá verde é uma bebida rica em bioflavonóides e catequinas, substancias que combatem os radicais livres, auxiliam no controle de peso e também diminui os níveis de colesterol. Recomenda-se tomar de 1 a 4 xícaras por dia.


Uma sugestão para o lanche da tarde é o suco verde, rico em ferro, cálcio, vitaminas e antioxidantes. Ele é feito com: uma fruta cítrica (limão, maracujá, laranja, abacaxi) + 2 folhas de couve manteiga + ½ un. de maça + 3 folhas de hortelã. Bata tudo no liquidificador e sirva gelado.

Queijos X Coalho animal

(Revista dos Vegetarianos, número 06 – 2007)
Os coalhos microbianos, que não usam elementos animais por sua vez, são utilizados apenas em uma pequena parcela (20%) da fabricação de queijos”
(Alda Lerayer)
[queijos.jpg]O queijo é um dos mais antigos alimentos preparados pela humanidade. Atualmente, apesar de a maioria deles conter a quimosina (extraída do estômago do bezerro), que faz o leite coagular, desde 1991 existem no Brasil os queijos feitos com coalhos genéticos ou de microorganismos modificados. Estima-se que o coalho de origem animal seja utilizado em 80% dos queijos fabricados no Brasil.
Os coalhos microbianos, que não usam elementos animais por sua vez, são utilizados apenas em uma pequena parcela (20%) da fabricação de queijos. “Porém, não existe indicação na maioria dos rótulos do uso dos coalhos genéticos”, explica Alda Lerayer, diretora executiva do CIB (Conselho de Informação sobre Biotecnologia). A única forma de descobrir qual queijo tem coalho genético é consultando o SAC da fabricante ou tendo a sorte de encontrar essa informação nos ingredientes.


O vilão
Como produzir laticínios
A coagulação do leite é uma das partes mais importantes na produção do queijo. “O coalho é constituído por duas enzimas, a quimosina (80%) e a pepsina (20%). Além da propriedade coagulante, o coalho possui ainda propriedades proteolíticas, atuando sobre a maturação do queijo”, ensina Maricê Nogueira de Oliveira, professora do departamento de tecnologia Bioquímico-farmacêutica da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. Existem vários tipos de coalho para a fabricação de queijos. O mais utilizado é o de origem animal (enzimas digestivas de vitelo, cabrito ou cordeiro), e os queijos mais famosos e os importados são feitos a partir desse coalho. Apenas alguns produtores optam pelo coagulante de origem vegetal (Cardo – Cynara cardunculus L.). No mercado, ainda encontram-se coalhos de origem microbiana e os genéticos. “As características destes coalhos comerciais são definidas pela sua pureza bacteriológica, conhecimento exato da sua força, e respectivo poder de conservação”, enfatiza Maricê.

Animal: nele a enzima quimosina é retirada do estômago de bezerros recém nascidos. “Atualmente, devido á alta demanda, passou a ser extraída de estômago de animais adultos. Dessa forma, esse coalho não é puro, contém 15% de pepsina, além da quimosina, o que pode causar irregularidades na qualidade dos queijos”, exemplifica Alda. Esses coalhos incluem também pepsina bovina, suínas e de frango. “A pepsina bovina é utilizada com coalhos de vitela em misturas na confecção de queijos Dutch, Cheddar e Swiss. A pepsina suína, quando utilizada na produção de queijo Cheddar, origina um sabor amargo no queijo curado. Na produção de queijos Cheddar, quando usada com coalho de vitela, obtém-se características semelhantes aos queijos produzidos somente com coalho de vitela”, exemplifica Maricê.
Infelizmente, essa prática está atrelada à indústria da Vitela, das mais combatidas não só entre os vegetarianos, mas também pela comunidade ambientalista. Muitas empresas utilizam os coalhos animais (informações confirmadas via SAC):
Teixeira,
Crioulo,
Tirolez,
Vigor,
Latco/Crioulo e
Keijobon.
A Polenghi, como trabalha com matéria-prima de outras fábricas para os queijos fundidos, não garante a origem em todos os produtos, mas em alguns não se usa coalho ou o coalho é genético. Muitas marcas que trabalham com exportação utilizam o coalho animal, pois, existe um padrão internacional que considera somente queijos ditos finos os com ingredientes animais, mesmo esses dosados de crueldade.

Genético/microbiano: Os queijos produzidos com esse coalho são os únicos aceitos pela União Vegetariana Internacional (IVU). A aprovação desse coalho levou 10 anos porque, antes de ser colocado no mercado, foram feitos testes intensivos de biossegurança alimentar e ambiental. “Essa clonagem foi feita no inicio dos anos 80 pela Pfizer (e depois pela CHr. Hansen e Danisco – na verdade um dos produtos hoje pertence à Danisco, mas não foi feita por ela) e aprovada para o uso pelo FDA e outras agências de segurança alimentar no final da década de 90”, elucida Lerayer.
Esse coalho nasceu de pesquisas de manipulação genética que introduziram o DNA para produção de quimosina em alguns microorganismos (Kluyveromyces lactis, Aspergillus niger var awamori e uma variante de bactéria Escherichia coli). “São os microorganismos comumente utilizados na alimentação que receberam uma cópia do gene bovino. Dessa forma, aqui quimosina produzida é 100% pura, eliminando os problemas de proteólise acentuada e o sabor amargo da enzima produzida por microorganismos ou extraída de estômagos de bovinos adultos”, diz Alda.
Há também outras substâncias coagulantes, diferentes da quimosina, obtida do fundo Mucor mieheie da bactéria Bacillus subtilis ou Bacillus prodigiosum. Esse é o tipo de coalho mais utilizado por seu fácil controle laboratorial, mas, até o momento, somente é confirmada a sua presença na marca Yema (queijos parmesão e provolone, que são adequados para ovo-lacto vegetarianos que levam como coadjuvantes a pepsina bovina e a lípase de carneiro). A marca Polenghi confirmou através de seu SAC que os queijos não levam coalho ou utilizam o de origem microbiana: Reino, Frescatino, Camembert, Brie, Cream-Chesse, Allouete (todos), Gorgonzola (Skandia, Campo Limpo, Polenghi Selection ou Crem A´zur). “Entre os coalhos de origem microbiana, os mais utilizados são os deM.miehei e M.pusillus, tendo sido obtidos resultados satisfatórios na produção de queijos tipo Cheddar, Gouda e Edam”, ressalta Maricê.

Vegetal: raro em processos industriais, tem origem em plantas como as folhas de figo, o melão, alguns tipos de semente, flores e até mesmo limão.
Ver imagem em tamanho real
Algumas opções feitas com esse tipo de coalho são os portugueses das regiões de Serra da estrela, de Serpa, de Évora e de Castelo Branco (queijo de leite de ovelha, coalhado pela flor da Cínara cardunculus L.). Esses queijos vem de tempos que remontam à ocupação da Península Ibérica pelos Romanos, havendo, portanto uma tradição nacional sobre a utilização desse coalho de origem vegetal.

“As propriedades tecnológicas do cardo não se afastam das de outros coagulantes vegetais e pode dizer-se que na fabricação do queijo Serra da Estrela, assim como de outros queijos de ovelha, é o coagulante preferencial”, diz Maricê.

“Alguns tipos de queijo podem ser produzidos sem o uso do coalho, como o requeijão, Catupiry, ricota, cotagge, chancliche (...)”

Sem coalho: Alguns tipos de queijos podem ser produzidos sem o uso do coalho, como o requeijão, Catupiry, ricota, cotagge, chancliche, cream cheese, panir, a maioria dos requeijões de copo, queijo caseiro produzidos a partir do iogurte, o queijo mascarpone e alguns tipos de queijos fundidos. Até mesmo os queijos obtidos por fermentação láctica podem ser acrescidos de pequena quantidades de enzimas coagulantes, como é o caso do queijo tipo quark. A Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (ABIQ) faz um trabalho de fortalecimento do setor e divulgação de informações sobre as propriedades nutricionais e a quantidade dos queijos fabricados no Brasil. A ABIQ publicou o folheto “Queijo todo dia é vida mais sadia”, contendo as principais informações sobre os valores nutritivos do produto, benefícios para a saúde, respostas ás dúvidas sobre seu consumo e ainda tabela sobre os teores médios de gorduras totais e saturadas de colesterol dos queijos e de outros alimentos. O queijo Minas, por exemplo, pode ser fabricado com coalho animal, microbiano ou genético ou ainda, a coagulação, do leite pode ser obtida com uso de acido lácteo. A escolha do tipo de coalho depende da fábrica onde o queijo é produzido e da matéria-prima utilizada. Assim, a orientação é ler sempre o rótulo.


Alguns motivos para não comer queijos
Não são poucos os motivos para você que consome queijos optar em deixar de fazê-lo. As indústrias de queijos que produzem o alimento usando coalhos animais fazem verdadeiras crueldades com os animais.
  1. 1. Atualmente uma vaca produz duas vezes mais leite do que a sua natureza permitiria. São tratadas como máquinas: não tomam sol, não amamenta seus filhotes, recebem doses de hormônios, sofrem dor e algumas até infecções.
  2. 2. A vitela, muitas vezes usada no coalho animal, é um alimento que vem de muito sofrimento do bezerro macho, que desde o primeiro dia de vida, é afastado da mãe e trancado num compartimento sem espaço para se movimentar. O mercado de vitelas nasceu como subproduto da indústria de laticínios que não aproveitava grande parte dos bezerros nascidos das vacas leiteiras.
  3. 3. Outros azarados são os porcos, também usados nos coalhos animais. Eles não tem espaço nem para deitar confortavelmente. São confinados do nascimento ao abate. As gestantes são forçadas a parir atadas a uma fivela, apertadas na baia. O abate é parecido com o de bovinos, com a diferença que o atordoamento é feito com choque elétrico na cabeça e que o animal é jogado num tanque de água fervendo após o sangramento, para facilitar a retirada da pele.
  4. 4. Ao invés de prevenir a osteoporose (como se acredita), o leite e seus derivados podem, na verdade, contribuir para causá-la, já que sua carga excessiva de proteínas contribui para a perda da massa óssea. Em todo o mundo, os países que mais consomem leite e derivados são os países em que se observa maior índice de osteoporose.


Fontes: Instituto Nina Rosa, PeTA e VEDDA