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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Nutrientes numa Dieta Vegan

Proteína

Qual vegetariano (a) ainda não se viu confrontado com a clássica pergunta : "de onde você retira sua proteína?" Essa obsessão por proteínas parece ser mantida viva mesmo pela maior parte das pessoas, que mesmo após terem adotado uma dieta vegetariana ou vegan, ainda tendem a consumir uma quantidade excessiva de proteínas.

Proteínas são essenciais ao crescimento e regeneração dos tecidos e desempenham um papel crucial virtualmente em todos os processos biológicos: enzimas, anticorpos, hormônios [hormonas], ou como constituinte das membranas celulares, são poucos exemplos de onde encontramos proteínas.

Proteínas consistem em aglomerados de pequenas unidades nitrogenadas que conhecemos como aminoácidos, 23 dos quais são encontrados no organismo humano. A maior parte desses aminoácidos nosso corpo consegue sintetizar ele próprio, mas oito deles (leucina, isoleucina, valina, treonina, metionina, fenilalanina, triptofano e lisina - em crianças, a histidina é também considerada um aminoácido essencial) devem ser regularmente ingeridos através de alimentos que contenham proteínas e portanto são conhecidos como aminoácidos essenciais (EAA).

Todos os alimentos vegetais - mesmo frutas – contêm alguma proteína, e virtualmente todos eles têm presente os 8 EAA, em diferentes teores. O mito de que proteínas vegetais seriam inferiores leva em consideração o fato de que a maior parte dos alimentos vegetais não contêm todos os aminoácidos essenciais nas proporções tidas como "ideais" (por exemplo, os cereais tendem a serem deficientes no EAA lisina enquanto os feijões tendem a apresentarem níveis mais baixos do EAA metionina). No entanto se sabe hoje que nosso corpo consegue combinar os aminoácidos provenientes de diferentes refeições para produzir proteínas completas. Assim, numa dieta variada, onde se inclui diariamente grãos, nozes ou sementes, vegetais e frutas, mesmo aqueles que se restringem ao não consumo de quaisquer produtos de origem animal (vegans) se vêem facilmente a ingerir proteínas completas.

De 1948 a 1974 a dose diária de proteína recomendada foi reduzida em dois terços, de mais 3 g/kg peso corporal a 1 g/kg peso. De lá pra cá pesquisas têm não apenas reforçado a idéia de que nosso organismo pode não apenas se adaptar a níveis inferiores de proteína ingerida como têm também sugerido que uma ingestão moderada a baixa de proteínas pode ser de grande valor na prevenção e tratamento de certas condições degenerativas. Especialmente numa dieta o[m]nívora, são consumidas quantidades excessivas de proteínas, muitas vezes mais de 100g ao dia. Proteínas não digeridas adequandamente podem causar a acumulação de resíduos tóxicos no organismo, agravando o risco de desenvolvimento de certas doenças crônico-degenerativas, tais como gota, artrite reumatóide e certos tumores. A alta ingestão proteica pode ainda causar problemas renais e pode levar à perda de cálcio pela urina, contribuindo, entre outros, para o enfraquecimento ósseo (osteoporose).

Mesmo muitos vegetarianos ou vegans – especialmente os que se colocam a utilizar indiscriminadamente produtos derivados de soja – tendem a superar as estimativas elevadas e já ultrapassadas para a ingestão diária de proteínas.

As necessidades proteicas do ser humano encontram seu ápice durante o período pós natal, onde os tecidos estão na sua máxima taxa de crescimento. Tudo o que o bebê necessita é suprido pelo leite materno, que possui cerca de 5,9% de suas calorias como proteína (ou se medirmos por gramas, podemos obter um valor ainda mais baixo, pouco mais de 1g por cada 100g de leite, valor similar ao encontrado em diversas frutas). Seria interessante se perguntar o porquê de adultos, que não estariam mais a crescer - e cujas necessidades de proteínas serviriam apenas para reparação e manutenção dos tecidos orgânicos – estariam a precisar de uma dose superior a essa. A maior parte dos alimentos vegetais possui mais de 10% das suas calorias como proteína (agrião, 78% e espinafre, 53%, por exemplo).

A proteína da soja é considerada completa (contém todos os EAA em quantidades suficientemente equilibradas). Outros alimentos que contém ainda relativamente boa proporção de aminoácidos essenciais incluem: castanha-do-Pará, semente de girassol, gergelim (tahine), quinoa, ora-pro-nobis, germe de trigo, alfafa, etc. Outros alimentos que constituem ricas fontes de proteína (e que adultos deveriam comer em moderação): castanhas em geral (avelãs, amêndoas, nozes, etc), leguminosas (feijões, lentilhas, ervilha, grão de bico, vagens, amendoim, etc.), seitan (glúten), processados de soja (burgers, salsichas, tofu, tempeh, etc). Grãos integrais (aveia, trigo, arroz, cevada, centeio, etc) contêm quantidades substanciais de proteína (em torno de 10 a 15%) e seus EAA se complementam muito bem com as leguminosas. Embora a idéia de combinação de proteínas não seja relevante para adultos, parece ser de certa ajuda no caso de crianças, uma vez que essas se encontram em processo de crescimento acelerado e, consequentemente, rápida síntese de novas proteínas.



Conteúdo Proteico de alguns alimentos vegetais
(porção 100 gramas do alimento a seco)
ComidaCaloriasPercentagem (%) de Calorias
sob a forma de Proteínas
Bróculos3245
Cenouras4210
Milho9615
Batatas7611
Abóbora1923
Pepino1524
Batata Doce1146
Tomate2220
Feijão Manteiga 34926
Grão de Bico36023
Lentilhas34029
Amendoins56418
Cevada24811
Arroz3608
Centeio33414
Trigo33017
Amêndoa59812
Noz62813
Maçã561
Banana855




Cálcio

É o mineral mais abundante no organismo. Participa da formação dos dentes e ossos, coagulação do sangue, manutenção da membrana e organelas celulares, regulação da contractilidade muscular (inclusive dos batimentos cardíacos) e atua ainda como ativador de enzimas. Ele interage com o fósforo na estrutura óssea e com o magnésio para manter o esmalte dos dentes, e ainda com vários hormônios, entre eles o estrogênio e a testosterona, que controlam a absorção e a excreção do cálcio e o metabolismo ósseo. Proteína, sódio e fósforo também alteram sua concentração no sangue. É benéfico na prevenção e tratamento da osteoporose, artrite, hipertensão e doenças cardiovasculares. Tem ação preventiva contra o câncer [cancro], reduz o colesterol, atua como um tranqüilizante natural, ajuda a manter a pele saudável e evita ou alivia a cãibra nas pernas. Tem ainda ação desintoxicante contra certos agentes poluentes, inclusive contra o estrôncio radiativo (E - 90) se aloje nos ossos.

O cálcio está presente nas folhas verde-escuro (especialmente na folha de nabo, brócolis [bróculos], mandioca, couve e mostarda), amêndoas, nozes, castanha-do-Pará, sementes de abóbora, gergelim e de girassol, tâmara, figos e damascos secos, alcachofra, acelga, agrião, alfafa, aipo, repolho, couve-flor, folhas de batata-doce, caruru, bertalha, couve-chinesa, quinoa, semente de papoula, salsa, cenoura, germe de trigo, chicória, feijões brancos e vagens, lentilhas, ervilhas, soja e derivados (tofu, tempeh, etc), centeio, farinha integral, aveia, melado [melaço], algas marinhas, ágar-ágar, flores de abóbora, ervilhas frescas com a vagem, beldroega, ora-pro-nobis.

Pesquisas realizadas em diversos países têm associado o surgimento de osteoporose à ingestão de proteínas animais, por estas últimas causarem o aumento da perda de cálcio pelos ossos e sua conseqüente eliminação pela urina. A proteína animal possui um teor mais elevado de enxofre que a proteína vegetal e acredita-se que isso estaria relacionado com o aumento da produção de ácidos metabólicos, provocando, assim, a perda de cálcio ósseo. A osteoporose é rara ou inexistente em regiões onde pouca ou nenhuma proteína animal é ingerida.

O aumento na ingestão de cálcio não é mais considerado um fator determinante na prevenção de osteoporose. Esquimós possuem a mais alta ingestão de cálcio dentre todos os povos - mais que 2000 mg por dia - e ainda assim, apresentam uma das mais altas taxas de incidência de osteoporose.

Um estudo de enfermeiras na Universidade de Harvard acompanhou 78.000 mulheres durante doze anos. Foi observado que aquelas que bebiam dois ou mais copos de leite ao dia apresentaram duas vezes maior chance de desenvolverem fractura de quadril que aquelas que bebiam um copo por semana ou menos.

Vegetarianos/vegans parecem apresentam maior eficiência em absorver bem como em reter o cálcio no organismo.

A deficiência de cálcio pode ser metabólica, dietética ou por carência de vitamina D. O excesso de proteínas na dieta (em especial as carnes), a falta de luz e de vitamina D também podem favorecer a carência de cálcio no organismo. Outros fatores que contribuem para a perda de cálcio: ansiedade, depressão, stress, diarréia, disfunções tireoideanas, excesso de gorduras, açúcar, fibras e ácido oxálico na comida, deficiência de ácido clorídrico, uso de antiácidos, tetraciclina, heparina, laxativos, diuréticos, anticonvulsivos, aspirina e corticóides, ingestão excessiva de fósforo por meio de alimentos processados (refrigerantes, carnes, molhos, queijos, conservas, pães e massas), pois o excesso de fósforo inibe a absorção de cálcio.

Sua deficiência pode provocar: nervosismo, espasmos musculares e nervosos, convulsões, intoxicação por chumbo, pressão alta, raquitismo, osteoporose em pessoas idosas, distúrbios endócrinos e insônia. A Organização Mundial de Saúde recomenda a ingestão diária de 500 mg desse elemento. Há, no entanto, povos (como os bantos) que ingerem em média 300 mg / dia e são muito saudáveis e crianças no Ceilão, Peru e África, que consomem 200 mg / dia e possuem um saldo positivo de cálcio.

Ferro

(Dose Diária Recomendada: 9 mg em homens adultos e mulheres em fase pós-menopausa e 13 mg para mulheres em idade pré-menopausa)

Necessário à produção de hemoglobina, a proteína do sangue que transporta o oxigênio às células.

Aumenta a resistência e a produção de energia. Também desempenha um papel importante na manutenção do sistema imunológico, na produção e regulação de vários neurotransmissores.

O ferro pode ser encontrado em diversas folhas verde-escuro (como agrião, escarola, dente-de-leão, folhas de beterraba, de batata-doce, de mandioca, espinafre, agrião, salsa), grãos integrais (especialmente o trigo), pistaches [pistáchios], amêndoas, nozes, castanha de caju, frutas secas (como damascos, passas, ameixas), brócolis [bróculos], ervilhas, feijões, certas sementes (como gergelim e girassol), melado [melaço], algas marinhas, figo, tofu, ananás, alcachofra, aspargo, aveia, banana, beterraba, cenoura, aipo, couve, limão, tâmara, morango, cereja, uvas, amora, mirtilo, vagens, avelã, kiwi, lentilha, levedo [levedura], pêssego, pinhão, pêra, pólen, maçã, ameixa, rabanete, etc.

Dois principais tipos de ferro podem ser encontrados nos alimentos:

Ferro não-heme: todo o ferro encontrado em alimentos vegetais e parte do ferro (40%) encontrado em carnes. É regulado naturalmente pelo organismo: tem sua absorção reduzida quando os níveis sangüíneos já estão altos e aumentada quando o teor de ferro no sangue é baixo.

Ferro heme: constitui cerca de 60% do ferro encontrado em tecidos animais. Esse ferro tende a alterar o mecanismo de regulação de absorção, entrando no sangue sendo ou não necessário.

Um dos problemas com o consumo de carnes (incluindo frango e peixe) é o risco de excesso de ferro, uma vez que esse ferro entra no organismo sendo ou não necessário. É conhecida a capacidade do ferro de gerar radicais livres capazes de causar mutações genéticas, placas ateroscleróticas e câncer [cancro]. Recentes estudos têm sugerido que os altos níveis de ferro no organismo podem estar associados ao desenvolvimento de câncer [cancro] e doenças cardíacas. Tem sido também estudada a relação de anormais níveis de ferro e o desenvolvimento de disfunções neurológicas, como Alzheimer. Em doses elevadas ou em formas de ferro inorgânico, porém, pode ter efeitos tóxicos, suprimir a resposta imunológica, agravar os quadros infecciosos e destruir a vitamina E.

Embora os alimentos ricos em ferro sejam abundantes, uma pessoa que se alimente quase unicamente de produtos refinados pode vir a apresentar deficiência de ferro.

Alguns estudos mostram que anemia devido a carência de ferro não é maior em vegetarianos do que no resto da população. Vegetarianos em alguns estudos se mostraram capazes de adaptar a mesmo a uma dieta reduzida em ferro por sua aumentada habilidade de absorção desse mineral.

Os vegetarianos que utilizam grandes quantidades de produtos derivados de soja deveriam aumentar seu consumo de alimentos ricos em ferro, pois foi observado que a proteína da soja bem como os fitatos presentes podem reduzir a absorção desse elemento.

Alimentos ricos em vitamina C, quando consumidos juntamente com alimentos vegetais ricos em ferro auxiliam na absorção desse mineral. Vários alimentos vegetais ricos em ferro contêm também vitamina C.

Ambas as formas de ferro podem ser prejudicadas na presença de cálcio (especialmente proveniente de laticínios) fosfatos, antiácidos, cafeína, tanino (de chás, vinho tinto, etc), aspirina, excesso de fibras ou ácido fítico, manganês, fósforo, zinco, ácido oxálico, cúrcuma, coentro e vitamina E sintética.

Em caso de uso de suplementos, melhor dar preferência aos quelatados (fumarato e gluconato de ferro por exemplo).

A deficiência de ferro se apresenta por sintomas como: cansaço, falta de fôlego, dor de cabeça, insônia, perda de apetite, fraqueza muscular, depressão, anemia, em crianças pode levar à hiperatividade, falta de atenção, apatia, dificuldade para aprender e irritabilidade.

Vitamin B12
(Dose Diária Recomendada: 1µg)

A vitamina B12 é essencial à intensa proliferação celular em certos tecidos, como no caso da medula óssea, responsável pela formação das hemácias (glóbulos vermelhos). Em caso de deficiência de B12, a produção de DNA é interrompida e podem surgir células anormais denominadas megaloblastos, resultando em anemia. Participa ainda no metabolismo de proteínas, carbohidratos e gorduras. A B12 desempenha um papel fundamental no metabolismo dos ácidos graxos [gordos] essenciais para a manutenção da mielina (camada lipoprotéica que reveste os nervos). A deficiência prolongada de B12 pode causar degeneração nos nervos e ainda irreversíveis danos neurológicos.

Um adulto contém em média 5000 - 10000 mg de B12 distribuídas entre o fígado e o sistema nervoso. Através de um mecanismo de reabsorção/reciclagem, o fígado é capaz de armazenar B12 suficiente para muitos anos, de onde se conclui não ser essencial a sua ingestão diária.

Essa vitamina talvez seja o item mais polêmico de uma dieta vegan. Alguns estudiosos aceitam que muito embora a B12 já tenha sido um dia abundante em vegetais, hoje em dia ela praticamente só é encontrada em produtos animais. Na realidade, ela é exclusivamente sintetizada por bactérias, nem animais ou plantas sintetizam essa vitamina. Mas plantas podem conter B12 desde que elas estejam em contato com bactérias que produzem essa vitamina, presentes no solo. Produtos animais são ricos em B12 apenas porque animais ingerem alimentos contaminados com essas bactérias, ou porque bactérias que habitam seu intestino podem produzi-la.

Apesar disso, a deficiência dessa vitamina não parece ser mais freqüente entre vegans do que no resto da população. Alguns estudos mostram níveis satisfatórios de B12 mesmo em vegans que tomavam suplementos há mais de dez anos. A maior parte dos casos de deficiência de B12 (em torno de 95%) se deve não à baixa ingestão dessa vitamina, mas sim à deficiências na sua assimilação.

A quantidade de B12 excretada pela bile pode variar de 1 a 10 microgramas por dia. Portanto, mesmo pessoas que tenham dietas pobres nessa vitamina podem levar até 20 anos para desenvolverem uma deficiência. Por outro lado, se há alteração nos mecanismos de sua absorção, no máximo em três anos se instala sua deficiência. Adultos vegans são capazes de reduzir a excreção biliar de B12 a valores como 1 µg/dia e reabsorver quase toda a quantidade, prolongando a deficiência dessa vitamina por até 20-30 anos.

A absorção de B12 requer a secreção, pelas células estomacais, de uma glicoproteína conhecida como fator intrínseco, juntamente com o ácido fólico (substância encontrada em todas as verduras escuras, hortaliças em geral, oleaginosas, nos cereais integrais e algumas frutas, em proporções nunca vistas na carne). O complexo B12-fator intrínseco é então absorvido no íleo (uma das porções do intestino delgado) na presença de cálcio. Algumas pessoas têm dificuldade de sintetizar o fator intrínseco, o que conduz à anemia perniciosa.

Há evidência de que bactéria no intestino delgado é capaz de sintetizar quantidades consideráveis de B12 biologicamente ativas. Desde que essa bactéria esteja presente nas porções iniciais ou intermediárias do intestino delgado, e desde que fator intrínseco esteja sendo produzido no estômago, é possível haver absorção de suficiente quantidade dessa vitamina em indivíduos sadios. A maior parte dos estudos, porém, parece encontrar bactéria que sintetiza B12 a habitar a porção final do intestino, após o íleo, que é onde ela seria absorvida. Essa bactéria é muito sensível e vários fatores podem levar à sua destruição.

Algumas experiências demonstraram haver fatores que podem levar à carência dessa vitamina, como, por exemplo:
  • carne, produtos animais e carbohidratos refinados usados em excesso podem mais que dobrar as necessidades de B12.
  • uso de açúcar, drogas, álcool, cafeína, laxantes, tabaco e produtos químicos podem destruir ou remover a B12 - ou as bactérias que a produzem
  • quantidades maiores que 500 mg de vitamina C podem destruir de 50 a 95% da B12 na comida.
  • albumina e gema de ovo podem reduzir a absorção de B12.
  • metais pesados ou falta de cálcio na comida reduzem o aproveitamento nutricional de B12.
  • lavação [lavagem] , cozimento e exposição à luz dos alimentos contendo B12 podem alterar a quantidade e/ou qualidade dessa vitamina.
Estudos sugerem que essa vitamina já foi um dia presente no solo, água e plantas, até o advento da agricultura moderna e das técnicas de processamento de alimentos. Alguns estudos mais recentes mostram que plantas cultivadas organicamente podem conter substanciais quantidades de B12.

Cereais fortificados, levedura enriquecida, clorela (ver nota abaixo) e suplementos de B12 são opções para aqueles que não ingerem produtos animais.

Vegans são aconselhados a fazerem uso de suplementos. Dar preferência às formas: metilcobalamina ou hidroxocobalamina. Muitos suplementos e cereais enriquecidos contêm cianocobalamina, que pode ter certa toxicidade. Várias empresas já comercializam essa vitamina totalmente sem produtos animais.

*Notas esclarecedoras:

Levedo [Levedura, em português de Portugal] de cerveja: é um rico suplemento de vitaminas do complexo B, mas em condições normais, não inclui a B12, a menos que tenha sido enriquecido.

Algas: a maior parte dos estudos de algas (Nori, Clorela, Spirulina) como fontes de B12 encontraram uma grande porção do que chamam análogos da B12. Essas substâncias não são biologicamente ativas e podem interferir na absorção da verdadeira B12. Mas há também estudos a mostrar o oposto, que em vários tipos de algas, a depender das condições em que essas se encontravam, é possível haver B12 biologicamente ativa. Há diversos casos de pessoas com deficiência que tiveram seus sintomas completamente eliminados após a ingestão de clorela, por exemplo.

{ O texto está escrito em português do Brasil. As traduções necessárias encontram-se entre parêntesis rectos [] }





A Pirâmide Vegetariana retrata graficamente a incrível variedade de alimentos vegetarianos disponíveis. Seguindo os seus princípios simples, você desfrutará tanto da boa comida como de excelente saúde.
No topo da pirâmide, aquilo que você deve comer menos. Ao meio, para comer moderadamente e, finalmente na base, tudo o que devemos comer mais! ( fonte: O Livro essencial da cozinha vegetariana - Editora Paisagem )

Desta forma, ainda segundo o livro, podemos categorizar desta forma:

COMA MAIS:
Trigo, arroz, cevada, milho, aveia, centeio, milho miúdo, trigo sarraceno;
Derivados de cereais, como: massa, pão, cereais integrais;
Frutas
Legumes

COMA MODERADAMENTE:
Produtos lácteos como: leite, iogurte e queijo;
Leguminosas como ervilhas, feijões de todos os tipos, lentilhas;
Frutas secas

COMA MENOS:
Acúcar;
Mel;
Manteiga;
Óleos;
Álcool;
Café

TABELA BÁSICA de onde encontrar os nutrientes que o nosso corpo precisa para termos uma alimentação Vegetariana correcta e saudável:

PROTEÍNAS: Grãos, feijões, leguminosas, cereais integrais e frutos secos.

CARBOIDRATOS: No açúcar das frutas, nos cereais como trigo, aveia, cevada, centeio, arroz, milho, painço. Nas raízes como cenoura, beterraba, nas batatas, inhame, nos feijões, ervilha, lentilha, grão de bico e no macarrão.

FIBRAS: Frutas secas, cereais integrais e legumes.

GORDURAS: Abacate, gergelim, feijão, cereais, nozes, azeitonas, sementes de abóbora, azeite, óleo de canola, de oliva e linhaça.

VITAMINA A: Nos vegetais de cores vibrantes como cenoura, pimentão vermelho, manga e espinafre

VITAMINA B: Levedura de cerveja, gérmen de trigo, cereais integrais, nozes, feijões, sementes e germinados, abacate e banana.

VITAMINA C: Laranjas, limões, vegetais de folhas verdes, morango, amora, kiwi, abacaxi, melão e tomate.

VITAMINA D: Nos banhos de sol ( bastam 20 minutos diários ).

VITAMINA E: Soja, gérmen de trigo, sementes de girassol, tomates, tahine ( pasta de gergelim ) e nozes.

VITAMINA K: Folhas verdes, lentilhas, ervilhas, nabo, brócolis, couve-flor, germinado de feijão, óleo de canola e azeite

CÁLCIO: Folhas verde-escuro, tofu, tahine, castanhas, raízes, feijão, ervilha, lentilha, nozes e frutas secas

FERRO: Vegetais verde-escuros, tofu, feijões, gérmen de trigo e frutas secas.

MAGNÉSIO: Vegetais de folhas verdes, soja, castanhas, amêndoas, cereais integrais, gérmen de trigo, bananas, ameixas e figo seco.

POTÁSSIO: Folhas verdes. batata. tomate. banana. abacate. frutas secas. grãos integrais, nozes, castanhas e sementes.

SELÊNIO: A castanha-do-pará é sua principal fonte. Basta uma por dia.

ZINCO: Legumes, gergelim, sementes de abóbora, amendoim, lentilhas e cereais integrais, amêndoas e tofu.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Grãos germinados - Alimentos vivos


Os grãos germinados são considerados alimentos bioactivos (activam a vida) e constituem praticamente os únicos alimentos que chegam aos nossos pratos com o seu potencial vital totalmente inalterado e, mesmo aumentado exponencialmente. Um grão, depois de germinado pode ver multiplicado o seu teor de minerais ou vitaminas em cerca de 20 vezes, o que possibilita a realização de uma alimentação muito mais rica e completa. De salientar também que os grãos germinados constituem fontes vegetais de vitaminas, o que assume uma importância crucial se pensarmos nos regimes alimentares VEGetariANOS.
Os grãos germinados possuem propriedades importantíssimas como facilitar as reacções metabólicas e a regeneração celular, bem como a estimulação e aumento das defesas imunitárias do organismo humano.

A escolha dos grãos a germinar:

Para escolher os grãos que se pretende germinar, é importante saber que:

Devem ser frescos
Devem ser integrais
Não devem ser descascados ou descorticados

São múltiplos os grãos passíveis de germinar, dos quais se destacam os cereais, as leguminosas, alguns legumes e mucilagens.

  • Cereais
Germinar sementes de Cereais

Aveia – é um cereal energético por excelência que, após a germinação, vê os seus teores de Vitamina B3 e B9 multiplicados por 6 e Vitamina B2 multiplicado por 10.

Trigo e Espelta – o espelta é uma variedade ancestral do trigo, mas possui um sabor mais acentuado. Assim, todas as indicações do trigo são válidas para o espelta. Estes cereais têm um poder reconstituinte e protector do organismo. Após a germinação, os teores de aminoácidos destes grãos são multiplicados por 2,5, em especial a lisina; a Vitamina C é multiplicada por 6, a Vitamina E por 3 e o Caroteno por 4.

Milho e Cevada - são cereais com propriedades refrescantes, em especial a cevada que, com a germinação produz o malte. Adicionar cevada germinada a outros cereais facilita a digestão dos amidos.

Millet – oriundo dos países pobres, o millet é um cereal equilibrado, particularmente rico em magnésio, ferro, fósforo e manganés. É aconselhada a sua utilização em jovens em crescimento.

Arroz – é muito difícil a sua germinação se o germe tiver sido agredido pelos processos de descorticação. Especialmente aconselhado para problemas digestivos e em pessoas intolerantes ao glúten.

Sarraceno – cultivado em solos pobres, é o cereal mais rico em magnésio cujo teor se multiplica muitas vezes com a germinação. Aconselhado em casos de distúrbios cardiovasculares, pois reforça a permeabilidade capilar.

Centeio – cereal energético, que reforça a fluidez sanguínea. Também rico em magnésio, fósforo e potássio.

  • Leguminosas
Germinar leguminosas

Alfalfa – é um grão de utilização recente e constitui o grão germinado mais completo. Rico em aminoácidos, fósforo, cálcio, potássio, magnésio, ferro, enxofre, vit. A, B1, B2, B6, C, D, E, K.

Fenogrego – cultivado desde o tempo dos faraós, este grão era usado na idade média para tratar febres, problemas hepáticos e renais. Tem um sabor ligeiramente apimentado mas muito agradável. É um grão com propriedades tónicas, fortificantes e reconstituintes. É especialmente rico em fósforo, ferro, enxofre e vitamina A.

Feijão – mesmo germinado, o feijão não se come cru. No entanto é aconselhável a sua germinação antes de cozinhar, de forma a eliminar os problemas digestivos tais como flatulência ou enfartamento. A germinação aumenta os teores de caroteno e aminoácidos.

Lentilhas – ao contrário do feijão, as lentilhas não provocam perturbações digestivas. É um grão nutritivo, rico em ferro, cálcio e vit. B e C. Com a germinação, constitui uma fonte importante de Vit. B(x5), aminoácidos e caroteno.

Grão de bico – grão bastante nutritivo, rico em proteínas e vit. B, cujo teor se vê multiplicado por 5, após 4 ou 5 dias de germinação. Utilizado para confeccionar o famoso hummus.

Feijão mongo ou mungo – originário das Índias e também chamado soja verde, este feijão é bastante mais pequeno que os outros e da sua germinação resultam os famosos “rebentos de soja”. É um grão muito rico que possui quantidades importantes de proteinas, lípidos e glúcidos, para além de Vit. A, B, C e E.

  • Oleaginosas
Germinar Oleaginosas

Sementes de girassol - Este grão contém cerca de 25% do seu valor nutritivo total em aminoácidos, contendo também teores importantes de ferro, cálcio, fósforo, sódio, potássio, vit. B e precursores das vit. A e E.

Sementes de Linho ou Linhaça - Explorado inicialmente pela indústria têxtil, têm vindo a ser posteriormente descobertas as suas propriedades nutritivas. Possui importantes propriedades diuréticas, emolientes e laxativas.

  • Sementes de Legumes
Para germinar podem usar-se sementes de vários legumes, por exemplo:
Nabo, alfafalfa, ruibarbo,

  • A germinação de sementes faz-se seguindo alguns passos simples:
A prática da germinação de sementes
O germinador

O germinador é um recipiente que assegura as condições de permanência e a escorrência eficaz dos grãos durante a germinação. Existem germinadores de vários tipos, feitos de materiais diferentes. Antigamente os germinadores mais vulgares eram feitos de barro. Hoje em dia vulgarizou-se o seu fabrico em plástico com características especiais que assegura as condições essenciais à germinação. Alguns destes germinadores apresentam ainda a possibilidade de germinar vários tipos de grãos ao mesmo tempo.

  • O processo de germinação é fácil:
Muitos de nós já germinaram grãos, porque este processo fazia parte do programa das aulas de biologia do liceu. O processo é fácil, requerendo apenas grãos de boa qualidade, um germinador e algum tempo. Para uma boa germinação, basta seguir os seguintes passos:



1. Colocar uma quantidade de grãos num recipiente não furado (taça, prato fundo) e colocar água, preferencialmente de fonte ou mineral.



2. Deixar demolhar durante uma noite






3. Na manhã seguinte escorrer a água dos grãos






4. Enxaguá-los com água corrente e escorrê-los.






5. Colocá-los no germinador e colocar num local à sombra ou num armário com luz, arejado e não muito frio, que utilize frequentemente (para não esquecer o germinador). Duas vezes por dia deve passar os grãos por água corrente e deixá-los escorrer no germinador. Voltar depois a colocar no local de germinação.

6. Ao fim de 3-4 dias os germes serão já bem visíveis. Neste momento já podem ser utilizados, mas se esperar 6 ou 7 dias tornar-se-ão rebentos bastante maiores e mais enriquecidos.


  • O resultado da germinação de sementes
Os resultados da germinação de grãos
Grãos suculentos, apetitosos, nutritivos e vivos, com elevados teores de vitaminas e minerais, capazes de suprir eventuais défices alimentares e tornar a alimentação num auxílio importante para a saúde e o bem-estar.


O Uso culinário:

Os grãos germinados e rebentos devem ser ingeridos preferencialmente crus em saladas ou pastas, de modo a manter o seu poder nutritivo no expoente máximo. No entanto, também podem ser utilizados em cozinhados como os guisados ou frituras rápidas de vegetais. Constituem a excepção à regra do cru, os feijões germinados e o grão-de-bico, que apenas devem ser consumidos sob a forma de pratos cozinhados, tais como patês (feitos com feijão ou grão cozido), guisados, cozidos, frituras e sopas.

Fonte vivasaudavel

sexta-feira, 2 de março de 2012

Germinar sementes – Germinação – Brotos/Rebentos – Como fazer

Técnicas Ecológica do processo de germinação
Germinar – aprenda uma das técnicas de preparar alimentos mais importantes da Alimentação Viva

Porque germinar?
A germinação proporciona:
- Um aumento da energia vital das sementes.
- A perda dos elementos químicos e biológicos que agridem a flora intestinal humana, chamados de fitatos.
- Auxilia a facilidade da digestão;
- Melhora o sabor e textura;
- A economia de energia pois não há necessidade do cozimento e caso queira cozinha leva menos tempo.

Qual semente posso germinar?
Todas
Qual semente mesmo que eu germine ainda não é possível de comer?

Feijão
Ainda fica muitos alcalóides que tornam ela tóxica. É possível o consumo, mas não é recomendado fazer uso diário.
Arroz
Muito dura para ser consuida crua, porém pode fazer leite (iremos explicar em uma outra aula)
Milho
Ainda fica muito dura, use para plantar e fazer grama para suco, tem um sabor menos forte que a grama de trigo. (Milho verde não germina se come assim como está, nem precisa cozinhar, é perfeito para misturar com farinha de linhaça e usar no preparo de panquecas)
Existem alguns experimentos científicos que comprovam uma melhora na produção de leite de animais que foram alimentados com sementes germinadas.
Milho de pipoca
Muito duro para ser consumido crú, utilize para plantar gramas (iremos explicar em outra aula)
a grande verdade que a humanidade basicamente só se alimentar destes grão, então não se preocupe em não poder comê-los pois geralmente são as sementes que sempre sofrem o problema de excesso de agrotóxicos pois são as que são plantadas em grandes escalas e também a questão dos transgênicos pois são as mais comercialmente exploradas.
Com o processo de germinar você irá conhecer tantas outras sementes muito mais nutriticas e não tanto exploradas que não irá sentir falta delas.
Mesmo que só seja possível comer estas sementes cozidas recomenda-se germiná-las para melhor seu poder nutritivo e digestivo.
Germinar as sementes que você irá cozinhar irá tornar o provesso de cozer mais rápido, sendo ssim mais ecológico e ecômico.
Mais nutritivo pois o processo de germinação potencializa alguns nutrientes.
Mais digestivo, pois este processo elimina os chamatos fitatos (para saber o que é fitato clique aqui), que são toxinas naturais que agridem nossa flora intestinal.

Qual semente não germina?
Se estão vivas, todas as sementes germinam, porém não são todas que apresentam raiz primária como é normal. As castanhas e os arrozes, por exemplo, não apresentam esta propriedade.
Uma regra básica que funciona para quase todas as sementes é:
Todas as sementes tem casca no seu estado natural:
Sementes que não estão com sua casca ou pele irá germinar.
As sementes que perderam sua pele por um processo mecânico como as nozes e os arrozes, não irão germinar.

Exemplos de sementes que apresentam o broto/rebento:
Trigo
Lentilha
Grão de bico
Amendoim
Couza
Nabão
Milho
Milho de pipoca

Exemplos de sementes que apresentam o broto mas que não se deveria esperar aparecer pois ficam com gosto ruim:
Linhaça
Alpiste
Painço

Exemplos de sementes que não apresentam o broto:
Castanha-do-pará
Nozes
Amêndoa
Cevadinha sem casca


Quais os melhores sementes para usar no suco de luz do sol?
O sabor é particularmente variado.
Sendo assim o melhor é você provar e aprender a identificar qual melhor lhe agrada.

Quais as melhores sementes para usar em uma salada?
As recomendadas são as que têm a casca macia.
Exemplos:
Lentilha, alfafa, feijão mugi, castanhas, soja branca, nozes.

Como posso germinar as sementes?
Para 80% das sementes:
Imergi-las por 8 horas em água
Escorrer por uma peneira, ou em vidro com um filó
Lavar, (aproximadamente 5 segundos)
Voltar a imergir por mais 8h. (esta é a segunda vez que você faz isso)
Lavar, (aproximadamente 5 segundos) novamente, (esta é a segunda vez que você faz isso)
Pronto para usar!

Existem outras sementes que são imersas por menos tempo:
SIM!
Exemplo: Quinoa
O tempo de imersão necessário é 2 horas.
Escorrer por uma peneira, ou em vidro com um filó (ver foto)
Molhar rapidamente, (aproximadamente 5 segundos) depois de ter passado mais 2 horas.
Deixar escorrendo em uma peneira, ou em um vidro com um filó (ver foto)
Após repetir o ato por mais uma vez, as sementes estarão próprias para o consumo.

Para sementes que precisam de tempo maior que 8 horas:
Exemplos: Lentilha, alfafa, trigo
Imergi-las por 8 horas em água
Escorrer por uma peneira, ou em vidro com um filó (ver foto)
Molhar rapidamente, (aproximadamente 5 segundos) depois de ter passado mais 8 horas.
Após repetir o ato por mais três vezes, as sementes estarão próprias para o consumo.

Minhas sementes estão ficando mofadas?
Nestas hipóteses:
1. Estão velhas e por isso algumas sementes entram em decomposição;
2. Ficaram por mais de 8 horas dentro d`água;
3. Ficaram por menos que 4 horas dentro d água;
4. São sementes que sofreram irradiação e estão mortas;
5. Não foram corretamente escorridas, ou estão armazenadas em ambiente úmido.
Acabei de germinar as sementes, mas elas apresentam um cheiro desagradável parecido com podridão.

O que fazer?
1. Lavar muito bem com água corrente;
2. Cheirar novamente;
3. Continua desagradável. Jogar na compostagem ou no lixo e reiniciar o processo prestando muita atenção aos horários;
4. Repetiu o processo. Trocar de semente ou não comprar mais desta marca ou loja;
5. Se o problema persistir, não germinar mais esta semente nesta época do ano;
Caso haja maiores dúvidas, envie-nos um e-mail comentando sobre a semente para ajudarmos a descobrir o que pode estar acontecendo.

Posso guardar na geladeira?
Comida ecológica trabalha com 5 pilares:
Cru – Integral – Fresco – Orgânico – Maduro
Geladeira torna os alimentos velhos. Usar somente em último caso.

O que preciso para Germinar usando o prato?
Material:
Prato
Copo
Sementes:
Apenas sementes grandes tipo, soja, castanhas, castanho do pará, lentilha, feijao mugi ou azuqui, etc…
Modo de preparo:
1- Colocar de molho a semente a ser germinada
2- Passadas 8 horas escorrer toda a água, usando os dedos como peneira.
3- Colocar as sementes em um prato e cobrir com outro prato, de preferência dois de mesmo tamanho. Ex: Pratos lisos nas bordas e sem relevos. Pratos de sopa são ideais.
4- Depois de um dia e meio as sementes estarão prontas para consumo.




Atenção:

Lavar as sementes somente no momento de serem consumidas. Este sistema permite uma humidade perfeita para o crescimento contínuo e acelerado pois utiliza o próprio calor exalado pelas sementes para aquecer o sistema.

Dicas:
Pode também colcocar uma folha de papel toalha no fundo e depois as sementes por cima, no caso das sementes forem muito pequenas, como alfafa.
Este sistema é o ideal para alfafa, desde que seja colocado um pano em baixo das sementes, dentro do prato.

Sistema Peneira
Coloque a semente de molho (olhe a tabela de tempo de germinação)

Quando for tirar na água, despege em cima de uma peneira destas de leite ou maiores de acordo com a quantidade de sementes.
Sementes que devem seguir estes processo:
Linhaça e trigo sarraceno pois produzem uma líquido espesso que impossibilita de utilizar os processos anteriores.

Problemas que podem ocorrer:

1)Deixar tempo demais na água


Como saber se isto aconteceu?
Se tem bolhas na superfície da água.
Como solucionar?
Somente provando, esperimente a semente 8horas depois, se tem gosto ruim e cheiro ruim é porque morreu. Porém antes de provar, lave pois o líquido que fica em volta das sementes pode te enganar.

Esquecer de lavar as sementes depois de 4 horas que tirou da água


Como saber se isto aconteceu?
Se é uma sementes que vai ter rabinho, você irá notar que os rabinhos ficaram amarelados com cara de podre.
Como solucionar?
Somente provando, esperimente a semente, se tem gosto ruim e cheiro ruim é porque morreu. Cuidado, pois se você mora em um clima seco esta sementes pode ter secado muito e não ter gosto forte, porém pode estar cheia de bactérias. Em caso de dúvida não coma, mesmo que não tenha um gosto muito forte.

Quanto tempo eu deveria deixar germinando?
Confira a tabela..
Estas informações será aplicadas para uma temperatura de 25ºC e a uma humadade relativa do ar entre 50% a 60% um dia de primavera.
Atenção:
O clima irá alterar somente o tempo fora água.
- Para as cidade muito abafadas ou em dias de verão em cidade litorâneas, o tempo fora do ar cai pela metade.
- Para casas com aquecimento em lugares muito frio o tempo fora dágua deve ser reduzidos em 1/3. Ou seja ao invés de 6 horas 4horas por exemplo.
- Para cidades frias dobrar o tempo de fora água deve ser aumentado.

Quando vou saber a hora de comer?
Algumas dicas visuais que podem ajudar

Lentilha (passou da hora de consumir)
Quando começa a aparecer manchas marrons siginifica que já passou, estes marcas siginificam, bactérias. Não é isso que você quer colocar no seu corpo é? Tudo bem que temos 100.000.000.000 delas, mas são específicas, invasoras fazem com que nosso corpo gaste muita energia para se defender do ataque. Quando há formação de bactérias nos brotos, se torna um problema difícil de solucionar pois elas estão dentro do corpo do boto, ou seja, lavar não adianta, por isto devemos estar bastante atentos as este detalhe no processo de germinação.

Feijão ou soja (tamanho perfeito para consumo)
O feijão verde não é muito digestivo, então não como muito.

Trigo (passou da hora)
Uma regra geral que pode ajudar muito é que quando aparece as folhinhas já não serve mais, ou melhor, o risco que já passou é grande. Com excessão da alfafa.

Cânhamo 
Sim eu sei, parece estranho, mas o fato que de tão amada esta semente sofreu tantos estudos que descobriram que tem todos os óleos que nosso cérebro precisa, estudo nutricionais dizem que o leite feito desta semente é quase comparado com o leite materno.
O peixe é altamente impactante ao sistema de digestão humano. A desculpa de comer peixe é que tem omega3 e omega6 e 9 é pura mentira de uma industria milionária. A linhaça tem mais e em melhor qualidade. A semente de cânhamo, tem todos os óleos essênciais que o nosso cérebro precisa. Outra mentira em relação aos peixes é que estes óleos são altamente voláteis ou seja, peixe congelado, frito, assado, não tem quase mais nenhum destes óleos.


Fonte

Guia excelente sobre germinação de todo o tipo de leguminosas, sementes e cereais.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Germinados

A germinação de sementes para a alimentação humana era já usada pelos Sumérios há 6000 anos, pelos Chineses desde a época do Imperador Shang Nung e pelo povo Hunza na sua época áurea.

O que são os germinados?
As sementes germinadas - ou os germinados - são um super alimento para a nossa saúde. A germinação pode ser feita em qualquer cozinha, bastando juntar água e calor ambiente para se obter o resultado pretendido. Alguns minutos por dia para cuidar das sementes são o suficiente.

O que têm os germinados de especial?
As sementes germinadas têm um elevado valor energético e tónico. O seu incomparável valor biológico recomenda a sua utilização regular por todos, devendo ser consumidas de preferencia ao almoço, ao natural, em saladas, em sopas, acompanhando legumes ou em sanduíches...

O mais elevado ponto de vitalidade no ciclo de vida de uma planta ocorre quando esta é um rebento, daí os seus benefícios nutricionais.
Ao germinar, alguns nutrientes dos cereais e das leguminosas multiplicam-se. É o caso da vitamina C, que é praticamente inexistente no grão de trigo, mas que, uma vez germinado, aumenta seiscentos por cento o seu teor. O processo de germinação torna os nutrientes mais digeríveis, pelo que os rebentos causam menos gases do que os grãos que lhe deram origem. Os rebentos são pobres em calorias, mas contêm quantidades apreciáveis de vitaminas A e C, vitaminas do complexo B, vitamina E, algum ferro e enzimas e proteínas.

Podem ser germinadas sementes de alfafa, trigo, feijão de soja, feijão mung, lentilhas, entre muitos outros cereais, leguminosas e sementes.

Os germinados podem provocar uma reacção alérgica a pessoas que sofram de lupus eritematoso.

Servem para as mais diversas preparações culinárias. Podem ser consumidos crus, em saladas e sanduíches, misturados com outros legumes, salteados, adicionados a molhos, e de outras formas que a tua imaginação sugerir.

Particulares qualidades
O consumo das sementes germinadas é particularmente apropriado em situações de doença por carências (raquitismo, escorbuto, anemia) ou por degenerescência (senilidade, debilidade, instabilidade nervosa), em caso de problemas alérgicos (asma, dermatoses) e digestivos, no emagrecimento extremo, na esterilidade, na impotência, na gravidez, em situações de cancro e na convalescência de operações.

Podes obter os seus rebentos fazendo uma germinação caseira: escolhe as sementes ou feijões, removendo todos os que estejam danificados. Demolha-os em bastante água morna, durante a noite (cerca de 12 horas). Escorre bem a água e mete-os num frasco de boca larga ou num pirex, tapando com um algodão ou outro material poroso. Guarda o frasco num local escuro e quente (temperatura ambiente), mas não exposto directamente ao sol. Duas vezes por dia passa as sementes por água fresca, e escorre ou retira o excesso de água. As sementes de cereais rebentam em 2 a 3 dias, os feijões e as lentilhas demoram 5 a 6 dias a germinar. Nessa altura podem ser colhidos.
Podes conservá-los no frigorífico durante 4 dias, depois de lavados.

Que quantidade de sementes se deve usar?
As quantidades de sementes secas a usar em cada “andar” do germinador depende da sua superfície. No germinador recomendam-se as seguintes quantidades: 1 colher de café rasa para sementes pequenas (luzerna); 1 colher de café para sementes médias (trigo); 1 colher de sopa para sementes grandes (soja, grão).


Germinar sementes de Cereais



Aveia
é um cereal energético por excelência que, após a germinação, vê os seus teores de Vitamina B3 e B9 multiplicados por 6 e Vitamina B2 multiplicado por 10.

Trigo e Espelta
o espelta é uma variedade ancestral do trigo, mas possui um sabor mais acentuado. Assim, todas as indicações do trigo são válidas para o espelta. Estes cereais têm um poder reconstituinte e protector do organismo. Após a germinação, os teores de aminoácidos destes grãos são multiplicados por 2,5, em especial a lisina; a Vitamina C é multiplicada por 6, a Vitamina E por 3 e o Caroteno por 4.

Milho e Cevada
são cereais com propriedades refrescantes, em especial a cevada que, com a germinação produz o malte. Adicionar cevada germinada a outros cereais facilita a digestão dos amidos.


Millet
oriundo dos países pobres, o millet é um cereal equilibrado, particularmente rico em magnésio, ferro, fósforo e manganés. É aconselhada a sua utilização em jovens em crescimento.

Arroz
é muito difícil a sua germinação se o germe tiver sido agredido pelos processos de descorticação. Especialmente aconselhado para problemas digestivos e em pessoas intolerantes ao glúten.


Sarraceno
cultivado em solos pobres, é o cereal mais rico em magnésio cujo teor se multiplica muitas vezes com a germinação. Aconselhado em casos de distúrbios cardiovasculares, pois reforça a permeabilidade capilar.

Centeio
cereal energético, que reforça a fluidez sanguínea. Também rico em magnésio, fósforo e potássio.

Germinar leguminosas

Alfalfa
é um grão de utilização recente e constitui o grão germinado mais completo. Rico em aminoácidos, fósforo, cálcio, potássio, magnésio, ferro, enxofre, vit. A, B1, B2, B6, C, D, E, K.

Fenogrego
cultivado desde o tempo dos faraós, este grão era usado na idade média para tratar febres, problemas hepáticos e renais. Tem um sabor ligeiramente apimentado mas muito agradável. É um grão com propriedades tónicas, fortificantes e reconstituintes. É especialmente rico em fósforo, ferro, enxofre e vitamina A.


Feijão
mesmo germinado, o feijão não se come cru. No entanto é aconselhável a sua germinação antes de cozinhar, de forma a eliminar os problemas digestivos tais como flatulência ou enfartamento. A germinação aumenta os teores de caroteno e aminoácidos.


Feijão mongo ou mungo
originário das Índias e também chamado soja verde, este feijão é bastante mais pequeno que os outros e da sua germinação resultam os famosos “rebentos de soja”. É um grão muito rico que possui quantidades importantes de proteinas, lípidos e glúcidos, para além de Vit. A, B (em especial B12), C e E.


Lentilhas
ao contrário do feijão, as lentilhas não provocam perturbações digestivas. É um grão nutritivo, rico em ferro, cálcio e vit. B e C. Com a germinação, constitui uma fonte importante de Vit. B12 (x5), aminoácidos e caroteno.

Grão de bico
grão bastante nutritivo, rico em proteínas e vit. B12, cujo teor se vê multiplicado por 5, após 4 ou 5 dias de germinação. Utilizado para confeccionar o famoso hummus.




Germinar Oleaginosas


Sementes de girassol

Este grão contém cerca de 25% do seu valor nutritivo total em aminoácidos, contendo também teores importantes de ferro, cálcio, fósforo, sódio, potássio, vit. B e precursores das vit. A e E.


Sementes de Linho ou Linhaça

Explorado inicialmente pela indústria têxtil, têm vindo a ser posteriormente descobertas as suas propriedades nutritivas. Possui importantes propriedades diuréticas, emolientes e laxativas.


Sementes de Legumes

Para germinar podem usar-se sementes de vários legumes, por exemplo:
Nabo, alfafalfa, ruibarbo,


O processo de germinação é fácil:

Muitos de nós já germinaram grãos, porque este processo fazia parte do programa das aulas de biologia do liceu. O processo é fácil, requerendo apenas grãos de boa qualidade, um germinador e algum tempo. Para uma boa germinação, basta seguir os seguintes passos:

1. Colocar uma quantidade de grãos num recipiente não furado (taça, prato fundo) e colocar água, preferencialmente de fonte ou mineral. 
2. Deixar demolhar durante uma noite 
3. Na manhã seguinte escorrer a água dos grãos

4. Enxaguá-los com água corrente e escorrê-los 
5. Colocá-los no germinador e colocar num local à sombra ou num armário com luz, arejado e não muito frio, que utilize frequentemente (para não esquecer o germinador). Duas vezes por dia deve passar os grãos por água corrente e deixá-los escorrer no germinador. Voltar depois a colocar no local de germinação. 
6. Ao fim de 3-4 dias os germes serão já bem visíveis. Neste momento já podem ser utilizados, mas se esperar 6 ou 7 dias tornar-se-ão rebentos bastante maiores e mais enriquecidos.

As sementes germinadas além de excepcionalmente nutritivas são um elemento muito decorativo de saladas e pratos cozinhados.


Os resultados da germinação de grãos

Grãos suculentos, apetitosos, nutritivos e vivos, com elevados teores de vitaminas e minerais, capazes de suprir eventuais défices alimentares e tornar a alimentação num auxílio importante para a saúde e o bem-estar.

O Uso culinário:

Os grãos germinados e rebentos devem ser ingeridos preferencialmente crus em saladas ou pastas, de modo a manter o seu poder nutritivo no expoente máximo. No entanto, também podem ser utilizados em cozinhados como os guisados ou frituras rápidas de vegetais. Constituem a excepção à regra do cru, os feijões germinados e o grão-de-bico, que apenas devem ser consumidos sob a forma de pratos cozinhados, tais como patês (feitos com feijão ou grão cozido), guisados, cozidos, frituras e sopas.



Grãos germinados - Alimentos vivos

Os grãos germinados são considerados alimentos bioactivos (activam a vida) e constituem praticamente os únicos alimentos que chegam aos nossos pratos com o seu potencial vital totalmente inalterado e, mesmo aumentado exponencialmente. Um grão, depois de germinado pode ver multiplicado o seu teor de minerais ou vitaminas em cerca de 20 vezes, o que possibilita a realização de uma alimentação muito mais rica e completa. De salientar também que os grãos germinados constituem uma das raras fontes vegetais de vitamina B12, o que assume uma importância crucial se pensarmos nos regimes alimentares vegetarianos.
Os grãos germinados possuem propriedades importantíssimas como facilitar as reacções metabólicas e a regeneração celular, bem como a estimulação e aumento das defesas imunitárias do organismo humano.

- A escolha dos grãos a germinar:

Para escolher os grãos que se pretende germinar, é importante saber que:

  • Devem ser frescos
  • Devem ser integrais
  • Não devem ser descascados ou descorticados


São múltiplos os grãos passíveis de germinar, dos quais se destacam os cereais, as leguminosas, alguns legumes e mucilagens.


Grão germinados elevam seu valor nutritivo

Quando um grão germina, ele eleva seu valor nutritivo, multiplicando vitaminas e enzimas. Há um grande aumento também no teor de minerais como cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, enxofre, dentre outros. O trigo por exemplo germinado por exemplo contém 7 vezes mais vitaminas do complexo B que a própria farinha de trigo.

O grão germinado torna-se assim um poderoso alimento nutritivo. Quanto mais dias estiver germinando, mais seu valor nutritivo se potencializa.

Grãos germinados são assimilados muito facilmente pelo nosso organismo, regeneram nossa flora intestinal e estimulam a digestão. Podem ser usados de diversas formas e em inúmeras receitas.

"Nos grãos germinados todo o imenso potencial nutritivo está desenvolvido ao máximo, havendo liberação de energia, bem como de uma série de enzimas e de catalisadores que facilitam a absorção dos principais nutrientes do grão pelo organismo."
Martha Z. de Miranda - Pesquisadora da Embrapa Trigo

Porém, isso é válido apenas para o alimento cru. Uma vez que você cozinhe esse alimento, ele perde muito do seu valor nutritivo. As enzimas por exemplo, praticamente desaparecem, além com outras vitaminas e minerais.

Qualquer pessoa pode aprender a germinar grãos, é um processo simples e fácil, basta ter o material necessário: frasco de vidro, pedaço de tecido e um cordão ou elástico para prender o tecido ao frasco.


As sementes germinadas aumentam extraordinariamente o seu valor nutritivo, formando novas enzimas e eliminando algumas toxinas presentes nos grãos que prejudicam a digestão. Uma vez germinados, os grãos podem ser comidos crus, sem a necessidade de cozinha-los.


Que quantidade de sementes se deve usar?

As quantidades de sementes secas a usar em cada “andar” do germinador depende da sua superfície. No germinador recomendam-se as seguintes quantidades: 1 colher de café rasa para sementes pequenas (luzerna); 1 colher de café para sementes médias (trigo); 1 colher de sopa para sementes grandes (soja, grão).