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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Chás e Infusões



Chás digestivos e Carminativos

Um chazinho pode aliviar cólicas e desconfortos abdominais, também por possuirem efeitos carminativos, que reduzem formação de gases intestinais.

Algumas ervas que fazem isso: hortelã, camomila, sálvia, alecrim, anis-estrelado, espinheira-santa, dente-de-leão, erva-doce, alfavaca, angélica, coentro, poejo, cravo-da-índia, cominho, cardamomo, menta, etc.

Alguns tipos de chá ajudam na digestão dos alimentos e diminuem a sensação de barriga inchada.
 "Chás de hortelã, Alecrim, Boldo, Erva cidreira, Camomila, Sálvia, Menta, Carqueja, Cravo, Erva-doce, Gengibre, Espinheira Santa, Alfavaca, Canela e Psyllium são os digestivos mais conhecidos".
O ideal é beber o chá entre 30 e 40 minutos após a refeição. "E quanto menor o processo de oxidação da planta, maior é a concentração de oxidantes e mais efectivo ele é".

Lembrando que, a quantidade de ervas influi na qualidade do efeito. Assim, é bom não abusar da quantidade. Um pequeno punhado, o equivalente a uma colher rasa de sopa, deve bastar para cada preparado.


Menus de Chás 
- Manhã

·        Carminativo – camomila , funcho, endro, erva-doce, sálvia com tomilho
·        Laxativo – cáscara sagrada, ruibarbo
·        Diurético – cavalinha, quebra-pedra
·        Calmante – banana com maracujá, verbena, capim limão

- Tarde

·        Carminativo – funcho, frutas
·        Laxativo – sene, maracujá, maçã, rosa branca
·        Diurético – abacaxi c/ anis, carqueja doce
·        Calmante – camomila e calêndula, alfazema, melissa

- Noite

·        Calmante – rosas com jasmim, cidreira,  alfazema com hortelã



Alecrim
Indicação: anemia, falta de apetite, gripe e indigestão.
Contra-indicação: não deve ser consumido por grávidas, pessoas com diabetes e pressão alta.
Modo de preparo: coloque em uma xícara (chá) vazia, 1 colher (chá) de ramos frescos ou secos de alecrim. Complete com água fervente, tampe e deixe abafado por 10 minutos. Coe, adoce a gosto e tome 2 xícaras por dia.

Alfazema
Indicação: dor muscular, insônia e dor de cabeça.
Modo de preparo: em uma panela coloque 3 colheres (sopa) de flores de alfazema com 1 litro de água. Leve ao fogo até ferver. Tampe e deixe descansar por 10 minutos. Coe e beba 1 xícara a cada 8 horas.

Boldo do Chile
Indicação: cólica menstrual e doenças do fígado.
Contra-indicação: não deve ser consumido por gestantes ou pessoas com hepatite aguda.
Modo de preparo:ferva 3 folhas frescas de boldo em 1 litro de água. Espere amornar, coe e beba 1 xícara a cada 6 horas.

Camomila
Indicação: cólica menstrual e tensão nervosa.
Contra-indicação: o consumo por longos períodos não é indicado para pessoas com rinite alérgica.
Modo de preparo: em uma xícara vazia coloque 1/2 colher (sopa) de flores e folhas secas de camomila. Despeje água fervente até completar a xícara. Tampe e deixe descansar por 15 minutos. Adoce a gosto e tome até 3 xícaras (chá) por dia.

Canela
Indicação: problemas respiratórios, gripe e tosse.
Contra-indicação: não deve ser ingerido em grandes doses por grávidas ou por quem tem pressão alta. O contato com a pele também pode provocar alergia.
Modo de preparo: leve ao fogo, em uma panela, 1 xícara (chá) de água, 1 canela em pau e 1 rodela de limão. Desligue quando começar a borbulhar. Espere amornar, coe e beba uma xícara (chá) a cada 8 horas.

Carqueja
Indicação: problemas circulatórios e reumatismo.
Contra-indicação: gestantes e mulheres em fase de amamentação devem consultar um médico antes de consumir carqueja.
Modo de preparo:ferva 1 litro de água e despeje sobre 5 folhas secas de carqueja e 3 folhas frescas de eucalipto em uma panela. Tampe e deixe por 10 minutos. Espere amornar, coe e tome 3 xícaras (chá) por dia.

Cavalinha
Indicação: cistite e sintomas da menopausa.
Modo de preparo: em uma panela, coloque 1 colher (sopa) de talos secos de cavalinha picada e 1 litro de água. Leve ao fogo e deixe até começar a ferver. Desligue, tampe e deixe descansar por 15 minutos. Coe e beba 1 xícara (chá) a cada 8 horas.

Chapéu-de-couro
Indicação: intestino preso, gases, dores nas articulações e reumatismo.
Modo de preparo:ferva, em uma panela, 1 litro de água com 1 colher (sopa) de folhas secas de chapéu-de-couro. Espere amornar e tome 3 xícaras (chá) por dia.

Cravo-da-Índia
Indicação: dor de cabeça, gases, problemas gástricos e como estimulante do desejo sexual.
Contra-indicação: deve ser consumido em pequenas doses por grávidas, pois o consumo em doses elevadas pode causar contrações uterinas.
Modo de preparo:coloque, em uma panela, 5 cravos-da-índia e 1/2 litro de água. Ferva, tampe e deixe abafado até amornar. Coe e tome 1 xícara (chá) 2 vezes por dia.

Erva-cidreira
Indicação: melhora digestão e insônia.
Modo de preparo: em uma xícara (chá) vazia, coloque 1 colher (sopa) de folhas secas de erva-cidreira. Complete com água fervente, tampe e deixe descansar por 10 minutos. Coe, espere amornar e beba 1 xícara (chá) a cada 12 horas.

Erva-doce
Indicação: vômito e falta de apetite.
Contra-indicação: não deve ser consumida por pessoas que sofrem epilepsia.
Modo de preparo: ferva 1 litro de água com 1 colher (café) de sementes secas de erva-doce e 1 colher (café) de folhas frescas de hortelã. Tampe, deixe amornar e tome 2 xícaras (chá) por dia, sem adoçar.

Eucalipto
Indicação: gripe, tosse, febre e para minimizar sintomas de asma e bronquite.
Modo de preparo: em uma panela, coloque 2 colheres (sopa) de folhas secas de eucalipto com 1 litro de água e leve ao fogo até começar a ferver. Deixe amornar, coe e tome 1 xícara (chá) a cada 6 horas.

Gengibre
Indicação: melhora a digestão, cansaço e congestão nasal.
Contra-indicação: não deve ser consumido por pessoas que tenham problemas de coagulação sanguínea.
Modo de preparo: coloque, em uma panela vazia, 3 colheres (sopa) de gengibre fresco picado. Despeje 1 litro de água fervente por cima e tampe. Deixe abafado por 15 minutos e coe. Adoce  e beba 1 xícara (chá) a cada 8 horas.

Guaco
Indicação: tosse e gripe.
Contra-indicação: hemofílicos não devem consumir.
Modo de preparo: ferva 3 folhas frescas de guaco em 1 xícara (chá) de água. Desligue o fogo, acrescente 1/2 colher (sopa) de folhas secas de poejo, 1 colher (chá) de gengibre ralado, tampe e deixe descansar por 5 minutos. Coe, adoce e tome.

Hortelã
Indicação: azia, catarro, enjôo e vômito.
Contra-indicação: não deve ser consumido por bebês e gestantes.
Modo de preparo: em uma panela, ferva 3 colheres (sopa) de folhas frescas de hortelã com 1 litro de água. Espere amornar, coe, adoce e beba 1 xícara (chá) a cada 6 horas.

Losna/Absinto
Indicação: doenças do fígado, febre e gases intestinais.
Contra-indicação: se consumida em grandes doses, pode causar convulsões e não deve ser ingerida por gestantes, crianças e pessoas com problemas de gastrite e epilepsia.
Modo de preparo: coloque 1 colher (chá) de folhas frescas de losna em uma panela vazia. Despeje 1 litro de água fervente, tampe e deixe abafado por 15 minutos. Espere amornar, coe e tome 1 xícara (chá) 3 vezes ao dia.

Louro
Indicação: falta de apetite, má digestão e reumatismo.
Contra-indicação: não é recomendado para grávidas.
Modo de preparo: leve para ferver, em uma panela, 2 folhas secas de louro com 1 xícara (chá) de água. Espere amornar, adoce e beba 1 xícara (chá) a cada 10 horas.

Manjericão
Indicação: tensão nervosa, gases intestinais, dor de garganta e gastrite.
Modo de preparo: em uma xícara (chá) vazia, coloque 3 folhas frescas de manjericão. Complete com água fervente. Tampe e deixe abafado por 10 minutos. Coe e tome 1 xícara (chá) 3 vezes ao dia.

Menta
Indicação: dor de garganta, irritação no estômago e prisão de ventre.
Contra-indicação: o consumo excessivo de menta pode provocar náuseas.
Modo de preparo: ferva 1 xícara (chá) de água e despeje sobre 1 colher (chá) de folhas frescas de menta. Tampe e deixe abafado por 15 minutos. Coe e beba 1 xícara (chá) a cada 8 horas.

Mil-folhas
Indicação: gripes, resfriados e para eliminar catarro.
Contra-indicação: grávidas não devem consumir.
Modo de preparo: em uma xícara (chá) vazia, coloque 1/2 colher (chá) de folhas secas de mil-folhas. Complete com água fervente e deixe por 15 minutos. Coe e tome 1 xícara (chá) a cada 12 horas.

Poejo
Indicação: acidez estomacal e catarro.
Contra-indicação: em grandes quantidades ou em forma de óleo, o poejo pode ser tóxico. Grávidas não devem consumir.
Modo de preparo: coloque, em uma panela vazia, 2 colheres (sopa) de folhas frescas de poejo. Despeje 1 litro de água fervente por cima, tampe e deixe descansar por 15 minutos. Espere amornar, coe e beba 1 xícara (chá) a cada 6 horas.

Quebra-pedra
Indicação: infecções urinárias e pedras nos rins.
Contra-indicação: gestantes não devem consumir.
Modo de preparo: despeje 1litros de água fervendo sobre 1 xícara (chá) de ramos de quebra-pedra. Tampe e deixe abafado por 15 minutos. Coe, espere esfriar e tome 1 xícara (chá) a cada 6 horas.

Sabugueiro
Indicação: amenizar catarro em excesso e incômodos causados pela bronquite.
Contra-indicação: não deve ser consumido por grávidas. O consumo desse chá em excesso também pode causar irritação gástrica e  intestinal.
Modo de preparo: em uma panela, coloque 2 xícaras (chá) de água e 1 colher (sopa) de flores secas de sabugueiro. Leve ao fogo até começar a ferver. Espere amornar, coe e beba 2 xícara (chá) por dia.

Salsa
Indicação: gases, circulação e para aumentar o desejo sexual.
Contra-indicação: gestantes devem consumir com moderação. Pessoas com problemas renais devem evitar o uso de salsa.
Modo de preparo: ferva, em uma panela, 2 colheres (sopa) de folhas frescas de salsa com 1 litro de água. Tampe e espere amornar. Coe e tome 3 xícaras (chá) por dia.

Sálvia
Indicação: ansiedade, garganta irritada, mau hálito e problemas digestivos.
Contra-indicação: não é recomendado para grávidas e pessoas com epilepsia.
Modo de preparo: em uma panela vazia, coloque 1 colher (sopa) de folhas frescas de sálvia e 1/2 litro de água. Leve ao fogo e deixe até começar a ferver. Espere amornar, coe e beba 1 xícara (chá) a cada 8 horas.

Tanchagem
Indicação: inflamações na garganta e prisão de ventre.
Modo de preparo: despeje 1xícara (chá) de água fervente sobre 1 colher (chá) de folhas de tanchagem. Tampe e deixe descansar por 15 minutos. Espere amornar e coe. Faça gargarejos de 3 minutos, com intervalo de 30 minutos entre cada gargarejo.

Tomilho
Indicação: gripe, resfriado, cólicas, prisão de ventre e falta de apetite.
Modo de preparo: coloque, em uma xícara (chá) vazia, 1 colher (sopa) de ramos frescos de tomilho. Complete com água fervente, tampe e deixe descansar por 10 minutos. Coe e tome 1 xícara (chá) 3 vezes por dia.


CHÁ DE GENGIBRE

 Ingredientes
4 fatias de gengibre
2 sementes de cardamomo
6 cravos da Índia
½ canela em pau

 Método
Coloque todos os ingredientes em uma garrafa térmica. Ferva a água separado e despeje sobre os ingredientes.
Querendo conservar durante o dia, complete sempre com água fervente sem mexer nos ingredientes.


CHÁ DE GENGIBRE II (INVERNO)

Ingredientes
1 litro de água
6 colheres de sopa de açúcar mascavo
1 gengibre grande picado
6 cravos da Índia
2 paus de canela

Método
Coloque a água para ferver, e em separado  numa panela coloque o açúcar, gengibre, cravo e canela, mexendo sempre para derreter o açúcar.
Quando o açúcar derreter adicione a água fervendo.
Está pronto para servir.


CHÁ ANTI-INFLAMATÓRIO

Ingredientes
4 copos de água
5 cm de gengibre descascado e cortado em fatias
limão a gosto
melado a gosto
sumo/suco de laranja a gosto

Método
Ferva a água em fogo alto e adicione as fatias do gengibre.
Abaixe o fogo e tampe a panela para que os vapores não saiam e deixe fervendo por aproximadamente 15 minutos.
O chá está pronto. Coe o  melado, o limão e a laranja e adicione ao chá.
Servir imediatamente.

terça-feira, 11 de março de 2014

COMO FAZER CHÁ DE LARANJA NA PRÓPRIA CASCA?

A casca da laranja tem propriedades benéficas para a saúde. Aproveite-as de uma forma original, veja aqui como fazer.

A casca da laranja é conhecida pelas suas propriedades medicinais. Ela é eficaz no combate a infecções fortalecendo o sistema imunitário; facilita a digestão aliviando a azia e ajuda a reduzir o colesterol.
Corte uma laranja a meio e retire o interior aproveitando apenas a casca.
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Ferva a casca da laranja em aproximadamente 1 litro de água durante 5 minutos.
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Aproveite a água da fervura e deite dentro da meia casca. Pode ser servido com gelo no Verão e adoçado bem quente no Inverno.
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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Chá Verde e de Gengibre


Vamos conhecer os benefícios desses chás?
- Chá Verde: é considerado termogénico, ou seja, acelera o metabolismo, ajuda a queimar gordura corporal. Além de melhorar a qualidade de vida no processo de envelhecimento, ele combate o stress, auxilia no tratamento do colesterol e inibe os níveis de leptina no sangue-enzima que favorece a absorção de gordura, portanto age como importante coadjuvante no emagrecimento.


- Chá de Gengibre: ajuda no processo de emagrecimento, inibe tumores de ovário e cólon, tem acção digestiva, actua contra cólicas e gases, combate enjoo, tontura e doenças respiratórias, reduz a formação de placas nas artérias e o nível de colesterol ruim.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dicionário dos Alimentos - CHÁ VERDE

Não há Verão onde não proliferem os mitos acerca de alimentos, suplementos e fármacos para a perda de peso. Apesar de todos os anos fazer-se a apologia de uma perda de peso sustentada e acompanhada por um profissional de saúde, a realidade vai muitas vezes no sentido do resultado imediato e da auto-medicação. Neste contexto, um dos produtos com maior “reputação” é precisamente o chá verde.

O chá verde, tal como todos os chás, é proveniente da planta Camellia sinensis, sendo que o factor que o diferencia do chá preto, branco e oolong é o seu rápido processamento a vapor que evita a fermentação e oxidação das folhas e mantém intactas algumas das suas propriedades farmacológicas.

A infusão de chá verde possui 99,7 por cento de água e valores vestigiais de vitaminas e minerais, o que faz com que sejam os seus compostos bioactivos (polifenóis) os responsáveis pelo seu efeito benéfico na saúde. Para além destes polifenóis, onde as catequinas são o composto mais relevante, o chá verde apresenta igualmente valores moderados de cafeína (30-40 mg/chávena – um café apresenta o dobro deste valor).

De um ponto de vista global, os efeitos mais relevantes para a saúde decorrentes do consumo de chá verde estão ao nível da redução do risco da doença coronária, melhoria do metabolismo das gorduras e açúcares em pacientes diabéticos e um efeito protector em alguns cancros, sendo que neste último caso as evidências não são totalmente conclusivas.

Focando-nos mais nos efeitos do chá verde relativos à perda de peso, é consensual que a conjugação das catequinas do chá com o seu teor de cafeína apresenta um efeito moderadamente positivo na perda de peso e na sua manutenção. Todavia, em consumidores regulares de cafeína (mais de 3 cafés/dia), este efeito parece ser atenuado devido à sua menor sensibilidade face aos efeitos da cafeína. Também a raça constitui um factor importante, dado que os asiáticos apresentam melhores resultados que os caucasianos relativamente à perda de peso com chá verde. Os mecanismos pelos quais esta perda de peso ocorre não são muito claros, mas poderá estar associada a um maior gasto energético em repouso, diminuição do apetite, aumento da oxidação de gordura e diminuição da absorção de alguns nutrientes.

Em suma, se não houver uma reeducação alimentar, esta pequena ajuda do chá verde será irrelevante no processo de perda de peso, sendo que este poderá ser igualmente uma excelente forma de promover melhores níveis de hidratação para quem não é particular apreciador de água (isto se não se adicionar açúcar ao chá!).

Por Pedro Carvalho
Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Chá: um estimulante suave

A introdução na Europa da bebida preparada com a infusão das folhas de chá deve-se aos Holandeses, no século XVIII.

A planta, originária do Assuão Superior e de Manipur, começou a ser cultivada na China e na Índia, e, depois de divulgada por Fernão Mendes Pinto, em muitas outras partes do Mundo.
Há momentos em que parece não haver nada mais revigorante do que uma chávena de chá, mas, na verdade, o valor nutricional desta bebida é reduzido - se bem que, com o leite ou o açúcar que geralmente lhe são adicionados, possa conter cerca de 40 calorias. Contudo, os estimulantes presentes no chá, como a cafeína, podem acelerar a frequência cardíaca, aumentar a vivacidade mental e auxiliar a função respiratória através da dilatação das vias aéreas. Uma única chávena de chá fornece cerca de 40 mg de cafeína, quase o dobro da quantidade presente na maior parte das bebidas à base de cola e cerca de dois terços da que existe numa chávena de café instantâneo.
Contudo, os taninos do chá não são benéficos. Se é certo que o tornam mais encorpado, podem, por outro lado, interferir com a absorção de ferro, sobretudo se o chá for tomado a acompanhar alimentos ricos em ferro. As crianças pequenas não devem beber chá, pois o seu aparelho digestivo tem menos capacidade de aguentar os estimulantes químicos presentes no chá, havendo por isso a possibilidade de virem a sofrer de anemia ferripriva.
Os taninos também podem manchar os dentes, sobretudo próteses dentárias. Não devem ser usados elixires orais com cloro-hexidina imediatamente antes de se tomar chá, pois essa substância química pode acentuar a capacidade de causar manchas.
O chá também contém níveis consideráveis de quercetina, um dos muitos compostos químicos naturais designados por bioflavonóides. Apesar de, numa primeira fase, as investigações terem indicado que a quercetina poderia ser responsável pelo aparecimento de cancro, trabalhos mais recentes sugerem que a ingestão de quantidades elevadas de bioflavonóides, que são antioxidantes fortes, está associada a uma diminuição do risco de cancro e doença cardíaca. Pensa-se mesmo que o chá verde e o chá de Oolong têm propriedades especificamente anticancerígenas. Contudo, as provas ainda não são consistentes, e os resultados animadores obtidos em laboratório ainda não foram reproduzidos através de estudos sobre a população.
Outros componentes do chá, além dos aromatizantes que lhe são adicionados, como a bergamota, por exemplo, incluem flúor (0,25 mg por chávena) e manganés (0,5 mg por chávena).
As pessoas que sofrem de úlceras pépticas devem evitar chá preto forte, porque, como o café, o chá estimula a secreção de ácidos gástricos, podendo provocar irritação; em vez disso, devem beber chá fraco com leite também parece que o chá desencadeia enxaquecas em pessoas sensíveis; desconhece-se, contudo, se isso se deve ao seu teor de bioflavonóides ou de cafeína.

CHÁS DE ERVAS AROMÁTICAS:
Estes chás, tisanas ou infusões, preparados com as folhas, as flores e os frutos de muitas plantas, têm vindo a tornar-se cada vez mais apreciados. A muitos deles são atribuídas virtudes medicinais, apesar de ainda haver poucas provas científicas que justifiquem tais afirmações. Existe actualmente à venda em lojas dietéticas, ervanárias e supermercados uma gama vastíssima de chás de ervas, mas os remédios à base de ervas podem ser preparados de forma fácil e segura em casa. Calcule uma colher de chá da planta seca (ou duas de folha fresca) por chávena. Deite água a ferver por cima, tape e deixe em infusão cerca de 5 minutos; passe pelo passador antes de beber. Pode adoçar o chá com mel ou açúcar.

O chá de camomila é desde há muito utilizado para aliviar a indigestão, acalmar os nervos e reduzir a ansiedade. Diz-se também que ajuda a induzir o sono. Pachos de algodão embebidos no chá arrefecido têm um efeito calmante quando aplicados sobre olhos inflamados, com prurido ou cansados.

O chá de folhas de taráxaco, ou dente-de-leão, pode ser um diurético eficaz, ajudando a eliminar os líquidos em excesso.

O chá de flor de sabugueiro é reconfortante em casos de gripe, catarro ou dores nos seios perinasais; dizem que é anti-inflamatório e faz transpirar. Também é útil para problemas de pulmões e alivia a febre-dos-fenos.

O chá de sementes de funcho ajuda à digestão devido à presença de uma substância rica em anetol, reduzindo náuseas e aliviando a distensão do abdómen devido a gases. Se for tomado pela mãe em período de amamentação, diz-se que aumenta o fluxo de leite e ao mesmo tempo alivia as cólicas ou gases do bebé. Pensa-se que as sementes de funcho estimulam a menstruação, devendo por isso ser evitadas por mulheres grávidas.

O chá de flor de alfazema é uma bebida relaxante; deve ser tomado antes de deitar para ajudar a induzir o sono.

O chá de erva-cidreira, que é melhor se for feito com folhas frescas, alivia a tensão sem provocar sonolência. Também pode ajudar a digestão, acalma os nervos e alivia estados febris.

O chá de flor de tília é calmante. Diz-se que alivia dores de cabeça de stress, diminui a agitação, reduz a tensão nervosa e ajuda a dormir. Foi usado pelos médicos durante a 11 Guerra Mundial como tranquilizante suave. Também pode baixar a febre nas constipações e gripes.

O chá de folha de urtiga é um tónico que contém vitaminas e minerais, incluindo ferro. Pode atenuar reacções alérgicas, como febre-dos-fenos e urticária.

O chá de folhas de hortelã-pimenta é óptimo para beber depois de uma refeição substancial, pois ajuda a digestão e alivia a flatulência. Pode ajudar a controlar as náuseas e é útil para tratar constipações e gripe, sobretudo quando combinado com flor de sabugueiro.

O chá de folha de framboesa é ligeiramente adstringente, podendo ser usado como elixir oral ou colutório em infecções de garganta. Diz-se que, bebido regularmente durante as semanas de gravidez, reduz a duração das dores e facilita o trabalho de parto. Contudo, não deve ser tomado no início da gravidez, pois pode provocar um aborto.

O chá de alecrim é tomado geralmente como revigorante de manhã ou em períodos de cansaço. Pode aliviar as dores de cabeça e problemas de indigestão. Diz-se ainda que pode melhorar a memória e o estado de humor.

O chá de cinorrodo, fruto da silva-macha, esmagado e picado, é rico em vitamina C e diz-se que pode ajudar a evitar constipações e infecções. Se juntar a este chá umas gotas de sumo de limão ou um pedaço da casca de limão, realça o seu sabor suave.

O chá de tomilho é recomendado para todos os tipos de infecções, incluindo constipações, gripe, bronquite, dores de ouvidos e sinusite. Também se diz que alivia o mal-estar causado por indigestão e levanta o moral.

CHÁ GELADO:
Em 1904, um comerciante inglês de nome Richard Blechynden encontrava-se de visita a Nova Iorque para fazer a promoção do chá da Índia. Num dia tórrido, na Feira Mundial de St. Louis, vendo que tinha poucos clientes, Blechynden decidiu deitar chá sobre cubos de gelo - nascera o chá gelado.
Os especialistas aconselham o seguinte método de preparação: deite 60 g de chá em 1,2l de água fria e deixe em infusão pelo menos 3 horas ou durante a noite. Coe o chá para um jarro grande e mantenha frio. Coloque cubos de gelo nos copos, deite o chá e sirva; pode juntar uma rodela de limão.
Muitas pessoas adoçam o chá com um pouco de açúcar; outras servem com folhas frescas de hortelã.

ATENÇÃO: Certas infusões de plantas usadas pelas medicinas alternativas podem conter substâncias potencialmente nocivas - as mulheres grávidas não as devem tomar. Os alcalóides de pirrolizidina, por exemplo, presentes em mais de 300 espécies vegetais, incluindo a consolda, têm sido associados a lesões do fígado. Assim, o chá de consolda só deve ser usado com objectivos medicinais.

Benefícios do chá:
- É um estimulante suave
- Contém quercetina, um antioxidante que pode reduzir o risco de doença cardíaca e cancro.

Inconvenientes do chá:
- Reduz a absorção do ferro dos alimentos se bebido à refeição
- Os taninos podem manchar os dentes
- Pode causar enxaquecas em pessoas susceptíveis
- Pode provocar irritação gástrica.

Fonte

sábado, 28 de agosto de 2010

Chá: propriedades e benefícios

Os chás tradicionais, principalmente o preto, além de polifenóis contêm betacaroteno, vitaminas B1, B2, B6 (essencial para o metabolismo das proteínas), C e ácido fólico, importante para a divisão celular. São ainda ricos em magnésio e potássio. O primeiro é importante para os ossos. O segundo é vital para os batimentos cardíacos, os músculos e os nervos.
Uma das substâncias do chá verde é a teofilina, que ajuda a dilatar os brônquios, melhorando a respiração dos asmáticos. O chá verde previne ainda a formação de pedras na vesícula e nos rins, além de normalizar a função da tiróide e regenerar a pele.
Vários estudos apontam que a ingestão de chá é responsável pela redução do risco de doenças coronárias, diminuição dos níveis de colesterol, preservação da densidade óssea, prevenção de alguns tipos de cancro, diminuição da fadiga, redução do peso, diminuição do risco de cárie dentária, protecção do organismo e facilidade de digestão.


Previne doenças cardiovasculares
Beber pelo menos uma chávena de chá por dia pode reduzir em 44% o risco de um ataque cardíaco. A conclusão é de uma pesquisa realizada pelo King`s College, de Londres. Segundo os pesquisadores os benefícios vêm de poderosas substâncias encontradas no chá chamadas flavonóides, que têm propriedades antioxidantes, auxiliando no combate às doenças cardiovasculares.
Apesar das conclusões iniciais, a exacta quantidade de chá necessária para que se comecem a sentir os efeitos ainda está a ser discutida.
O estudo inglês examinou 340 homens e mulheres que sofreram ataques cardíacos e classificou-os segundo idade, sexo e convivência com pessoas que nunca tiveram ataques. Depois, a pesquisa investigou, durante um ano, o hábito dos entrevistados de beber café e chá.
Uma outra pesquisa, realizada por médicos da Universidade de Harvard, descobriu que pessoas que bebem uma ou mais chávenas de chá preto diariamente têm menos risco de sofrer ataque cardíaco. O chá preto diminui a possibilidade de coagulação, responsável pelo aparecimento de arteriosclerose.
Os chás preto, verde e chinês são obtidos a partir da planta Camellia sinensis, rica em substâncias antioxidantes chamadas polifenóis, que evitam a acção destrutiva das moléculas de radicais livres que atacam as células. E cientistas americanos garantem que as substâncias dos chás têm maior poder antioxidante que as vitaminas C e E.
Acredita-se ainda que o hábito de beber chá em vez de café é um dos factores responsáveis pelo menor índice de enfarte em países do Oriente. Além disso, o chá tem cerca de metade da quantidade de cafeína do café.

Reduz o colesterol
Pesquisas da Universidade de Kunming, na China, realizadas com pacientes hipertensos e com problemas coronários, concluíram que o chá preto é quase tão eficiente na redução dos níveis de colesterol no sangue quanto os remédios ocidentais.
Segundo o médico Flávio Rotman, autor de "Coronárias sem enfarte" (Editora Record), o chá verde também diminui o colesterol.

Preserva a densidade óssea
O consumo habitual de chá parece contribuir para a preservação da densidade óssea nos homens e mulheres, segundo uma pesquisa realizada num hospital universitário de Taiwan.
Os cientistas concluíram que a preservação óssea está relacionada com a duração do hábito de consumir chá e não com a quantidade consumida. E os efeitos são mais pronunciados nas pessoas que consomem chá há mais de uma década.
Os cientistas de Taiwan afirmam que, possivelmente, a grande quantidade de fluóridos, flavonóides e fitoestrogénio devem contribuir para o efeito, enquanto outros ingredientes podem inibir a reabsorção óssea ou promover a sua criação.
O chá possui cerca de 4.000 compostos químicos com efeitos sobre a saúde das pessoas, e anteriores estudos apontaram os polifenóis como actuantes na prevenção de doenças cardiovasculares e cancro.
Os cientistas realizaram a pesquisa em 497 homens e 540 mulheres de nacionalidade chinesa, que possuíam o hábito de consumir chá há, pelo menos, 30 anos. Nas perguntas também figuravam tópicos como hábitos de exercícios e tabagismo, uso de suplemento de cálcio e consumo de café, leite e álcool. Depois, os investigadores mediram a densidade óssea em três pontos do esqueleto.
Segundo o estudo beber chá regularmente durante pelo menos dez anos aumentou a densidade mineral óssea em até 5%. Os adultos que bebiam chá preto ou verde entre 6 a 10 anos foram os que apresentaram maior densidade óssea na espinha lombar.
No entanto, advertem os cientistas, são necessários mais estudos para determinar os efeitos protectores do chá, assim como a possibilidade de um limite máximo, após o qual o chá já não é benéfico.
Um outro estudo, realizado pela Universidade Clínica Gerontológica da Escola de Medicina da Universidade de Cambridge, mostrou que as mulheres que têm por hábito beber chá preto apresentam, em idade avançada, uma maior densidade óssea do que as que não adquiriram este hábito.

Previne o cancro
Alguns pesquisadores afirmam que os antioxidantes dos chás são úteis principalmente contra o cancro digestivo. Os estudos ainda não são conclusivos, mas um trabalho realizado com 59 pacientes com cancro de boca em fase inicial, em Beijing, na China, mostrou que as lesões diminuíram em pacientes que usaram cápsulas de chá verde durante seis meses.
Outro estudo realizado em Iowa, nos Estados Unidos, com mulheres na menopausa, indica que beber duas ou mais chávenas de chá diariamente diminui o risco de cancro do aparelho digestivo e urinário.
Um outro estudo realizado por investigadores da Universidade de Arizona (EUA) verificou que a ingestão frequente de chá de casca de frutas cítricas, como o limão, reduz cerca de 70% o risco de desenvolver cancro em células escamosas da pele e 40% nos que bebem chá preto.
Outros estudos indicam também que os polifenóis, abundantes no chá verde, são uma protecção contra vários tipos de cancro, como o do estômago, pulmão, cólon, entre outros.

Desperta a mente
A teína, a mesma substância que a cafeína mas existente no chá, diminui a fadiga e mantém a mente desperta, embora a ingestão de infusões muito concentradas ou em jejum possa causar náuseas e vómitos, devido ao conteúdo rico em taninos.
Se for ingerido em doses elevadas também provoca nervosismo, insónia e taquicardia. Para diminuir a quantidade de cafeína do chá, pode derramar-se água a ferver nas folhas e deixar repousar 30 segundos, antes de preparar a bebida.

Diminui o peso
Alguns estudos indicam que o chá verde pode ajudar a perder peso, uma vez que aumenta o calor durante a digestão, o metabolismo dos alimentos, a absorção e o dispêndio de energia proveniente da gordura necessários para o emagrecimento. O poder diurético do chá potencia ainda a eliminação dos líquidos que dificultam a perda de gordura.

Protege os dentes
Uma chávena de chá por dia diminui o risco de cárie, sendo a protecção maior quando se fazem bochechos com a bebida.
Um estudo britânico de 1991 sugere que a ingestão de chá previne doenças de estomatologia, uma vez que contem flúor. No entanto, o uso abusivo provoca manchas nos dentes, causadas pelas concentrações de corantes naturais.

Defende o organismo
O chá aumenta as defesas do organismo, ao ajudar os glóbulos brancos a defenderem-se de infecções e das invasões de bactérias ou vírus.
O tanino do chá verde protege a parede do intestino e ataca bactérias nocivas

Melhora a digestão
O chá ajuda a melhorar a digestão, porque os óleos essenciais aumentam o fluxo de sucos gástricos. Este é um dos principais motivos porque os chineses e japoneses têm o hábito de tomar chá depois das refeições.


Referências:
http://www.digito.pt/ciencia/7309.html
http://www.mni.pt/destaques/index.php?file=destaque&cod=2237
http://www.vegetarianismo.com.br/cha.htm
http://www.vegetarianismo.com.br/semcontra-indicacao.htm
Expresso, Revista, 16 Abril 2002

Centro Vegetariano

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Que tal um chazinho para a memória?


Isso é o que sugere uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Cingapura, publicada na renomada revista científica American Journal of Clinical Nutrition. O estudo acompanhou 2,5 mil pessoas com mais de 55 anos durante dois anos e constatou que, entre os que tomavam pelo menos duas xícaras de chá (verde ou preto) durante o dia, 65% dos idosos, os resultados nos testes cognitivos eram melhores (dois pontos acima) do que entre os que não consumiam a bebida.

A notícia é animadora. O chá pode auxiliar a reduzir os riscos de demência e uma progressão para o mal de Alzheimer. Para os cientistas, o valor preventivo da bebida está relacionado “ao efeito sinérgico de vários de seus componentes químicos”. Segundo Flavio Dantas, clínico geral e especialista em chás da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp),“as substâncias encontradas nos chás medicinais são muitas, mas as mais importantes são os alcalóides, os bioflavonóides, os óleos essenciais, os glicosídeos,os taninos e os esteróis. Os flavonóides, por exemplo, existem em grande quantidade e têm propriedades antioxidantes, além de alguns estudos associarem propriedades antiinflamatórias e protetoras contra alguns tipos de câncer”.

O especialista diz que a bebida é bastante segura e, embora ainda não se saiba exatamente qual a dose diária eficaz, recomenda duas a três xícaras por dia.

Hora do chá: branco x verde
Para nós, ocidentais, o chá branco tem sabor de novidade. No entanto, a bebida é conhecida entre os chineses desde os primórdios da dinastia Song (de 960 a 1275 d.C.). Lá, ele é muito apreciado no verão por ser refrescante e suave. Por aqui, ganhou notoriedade pelo exotismo de seu plantio e de sua colheita e pelos possíveis benefícios à saúde e à boa forma. Assim como o chá verde e o preto, o branco também é extraído daCamellia sinensis, uma planta procedente principalmente do sul da China e do norte da Índia. Para produzi-lo, diferentemente dos outros, só os brotos mais jovens, ainda cobertos de uma penugem branca, são colhidos. Todo esse processo é manual. “Para manter a cor característica dele, é importante retirar da árvore apenas os botões fechados, que não sofreram o processo de fotossíntese sobre a clorofila, a responsável pelo tom verde dos demais chás”, explica o homeopata Luiz Antonio Costa, membro do Comitê de Plantas Medicinais e Fitoterápicas do Ministério da Saúde. Depois de colhidos, os brotos secam naturalmente, sendo assim menos processados que as folhas dos chás verde e preto. “A colheita do chá branco, no Oriente, acontece uma vez por ano, entre os meses de abril e maio. A primeira safra oferece sabor suave e a segunda produz uma bebida mais encorpada”, conta a estudiosa Carla Saueressig, proprietária da Loja do Chá, de São Paulo.
MEIAS VERDADES
Por ser proveniente de brotos muitos jovens, na plenitude de seus princípios ativos, o chá branco logo ganhou a fama de ser uma versão potencializada do verde. “Os botões nessa fase apresentam uma hiperconcentração de polifenóis (antioxidantes) e de catequinas (compostos que diminuem os riscos de mau funcionamento celular), o que pode sugerir uma ação mais eficiente no combate às enfermidades quando comparado ao chá verde. No entanto, ainda estamos num campo experimental e é mais seguro prescrever o chá branco como um suplemento alimentar e não como um medicamento”, atesta Costa. Não que o chá branco não tenha sido alvo de pesquisas, ao contrário. A controvérsia é em relação a sua superioridade ao verde. “Com base nas últimas análises, posso afirmar que os benefícios do chá branco são semelhantes aos do verde. As diferenças são pequenas”, argumenta o fitoterapeuta Cezar Bazani, diretor da Sociedade Brasileira de Fitoterapia. No que toca à discrepância entre os dois chás, o médico se refere, entre outros trabalhos, ao realizado em 2007 pela Universidade de Oregon, nos EUA, comandado pelo Instituto Linus Pauling, onde o chá branco foi diluído em água e dado a um grupo de ratos por mais de oito semanas. A outro grupo, deu-se a quantidade equivalente de cafeína sem o chá. Num determinado momento do experimento, as cobaias receberam agentes carcinogênicos. A observação dos resultados revelou que os animais que tomaram chá branco se desintoxicaram mais rapidamente e apresentaram poucas lesões pré-cancerosas no cólon. Os pesquisadores concluíram, então, que o primeiro grupo apresentou melhores resultados porque o chá branco, além dos ativos antioxidantes, concentra um alto índice de cafeína (maior do que qualquer outra versão do chá) e, conseqüentemente, protege mais contra a formação de lesões pré-cancerosas no intestino grosso. Apesar da boa notícia, não se pode considerar esse trabalho como definitivo. E mais: o resultado da pesquisa, se comparado com outros estudos feitos com o chá verde, mostra apenas que o chá branco tem um poder antimutagênico maior que o verde. “Mas isso é como dizer que limão tem mais vitamina C que laranja. E daí? É muito irrelevante dizer que só isso prova a superioridade do chá branco sobre o verde”, dispara o fitoterapeuta João Bosco.
PRAZER TAMBÉM É SAÚDE
O dermatologista Adilson Costa, coordenador do Núcleo de Pesquisa Clínica em Dermatologia da PUC de Campinas (SP), também alerta sobre os reais benefícios dessa versão de chá para a pele: “Não há estudos clínicos envolvendo seres humanos que compare os resultados antienvelhecimento do chá branco com o verde, com placebo ou até um grupo de controle sem tratamento. Faltam pesquisas de longo prazo, com metodologia ampla, que comprovem a superioridade cosmética e medicinal do chá branco”.

Nem bem digerimos os efeitos benéficos do chá verde – ele tem ação desintoxicante, é diurético e acelera o metabolismo – e já se fala num parente seu mais poderoso. O chá branco, que, por ser uma versão menos processada, acredita-se que tenha maior eficácia em retardar o envelhecimento, combater os quilos extras e reduzir o colesterol alto. Será?
Enquanto os cientistas se servem do chá branco para experimentos mais conclusivos, as lojas comemoram a venda do produto. “Depois que a imprensa começou a falar dele, a procura aumentou muito. E olha que eu já importo esse tipo de chá há mais de oito anos, mas só agora ele caiu nas graças do público”, conta Carla Saueressig. Raro, por isso caro, o chá branco é vendido a granel, geralmente a partir de 50 g, que custam em média R$ 55 (quantidade suficiente para 4 litros da bebida). Os especialistas recomendam usar folhas desidratadas, em vez de saquinhos industrializados. Outro cuidado é quanto à validade. “Para preservar o sabor, a cor e as propriedades, as folhas não devem ser guardadas por mais de um ano”, ensina Cezar Bazani. Quanto ingerir não é consenso, apesar de muitos indicarem até três xícaras diárias, a mesma quantidade recomendada de chá verde. “O que vale é o ritual prazeroso que o chá implica. Esqueça se ele vai ou não nos deixar mais jovens, magros ou com a pele sedosa. Saboreie sem pressa seu gostinho levemente frutado, aprecie o aroma delicado, enfim, curta o momento. Isso só faz bem ao corpo e à alma”, conclui Carla Saueressig. 
Como preparar
Devido ao tanino, uma substância acentuada nos brotos jovens da camélia, o chá branco tem sabor mais forte que o verde. O que não quer dizer que seja amargo. Quando preparado corretamente, seu gosto é sutil e refrescante. Assim como os demais chás, possui cafeína. Portanto, para evitar a insônia, aconselha-se consumi-lo até as 18 horas. Use de preferência água mineral, sem cloro: 1 litro para entre 11 e 13 g de erva. Aqueça a água entre 70 e 80 oC, deixe esfriar um pouco e deposite as folhas. O tempo de infusão para a maioria dos chás brancos é de 2 a 3 minutos – o Silver Needles, a versão mais sofisticada da bebida, pede até 15 minutos. Adoçar ou não e prová-lo quente ou frio fica a gosto de cada um. “O que não se pode fazer é prepará-lo num dia e consumi-lo no outro, pois o líquido oxida e o chá perde suas qualidades”, alerta Carla Saueressig.
Uma planta, quatro chás
A essência dos chás branco, verde, preto e oolong é a mesma, ou seja, a planta Camellia sinensis. Conheça a seguir as características de cada um deles.

CHÁ BRANCO
É a versão menos processada de todas.
Características: obtido do miolo e da ponta das folhas jovens, é o que mais conservaria as propriedades da planta.
Sabor: delicado e refrescante

CHÁ VERDE
As folhas secam à sombra, submetendo-se em seguida a um aquecimento, em fornos próprios, para inativar as enzimas que promovem a oxidação.
Características: seus princípios ativos são preservados. E o teor de cafeína – uma substância originada da oxidação – é baixo.
Sabor: levemente amargo.

CHÁ PRETO
É totalmente fermentado.
Características: suas folhas são submetidas a secagem prévia, fermentação e secagem final. Por isso, boa parte dos princípios ativos é prejudicada. A oxidação produz um teor elevado de cafeína.
Sabor: amargo, excitante.

CHÁ OOLONG
Essa variedade se difere das anteriores por ser parcialmente fermentada. Sofre cerca de 30% de fermentação em comparação ao chá preto.
Características: mais excitante do que o verde.
Sabor: não tão forte quanto o preto.
Texto: Raphaela de Campos Mello

SAIBA MAIS

Há vários estudos em andamento sobre o chá branco. É possivel acompanhar o progresso das pesquisas (em inglês). Consulte:

• Universidade de Cracóvia, Polônia: www.uj.edu.pl
• Instituto Linus Pauling, Estados Unidos: www.lpi.oregonstate.
edu
• Clínica Mayo, Estados Unidos: www.mayo.edu














Invente com chá

Se existe uma bebida aromática e ritualizada no planeta, ela é o chá. Por isso, não há de surpreender que os versados nas artes da cozinha tenham decidido incrementar receitas de pratos quentes, molhos, cremes e sobremesas com essa infusão de ervas. Que tal algumas idéias?
No cardápio dos orientais, aproveitar o chá na culinária não é novidade, mas para nós é coisa recente. As receitas ainda estão sendo testadas e muitas já provaram que dão um bom samba”, diz a consultora culinária Bettina Orrico. Por ser um ingrediente de sabor delicado, todo mundo pode arriscar uma invenção de doces ou salgados. Uma pitada de ervas misturada na massa ou o próprio chá regado sobre carnes e peixes costumam dar um quê de segredo à receita, e acredite: isso vai aguçar a imaginação de quem experimenta.
Só para estimular o início de sua alquimia, falamos com chefs de cozinha que já aprovaram algumas combinações. É o caso do risoto de camarão com banana à base de chá verde criado pelo chef Paulo Contarini, do restaurante Capim Santo, de São Paulo. O aroma e o sabor do prato são irresistíveis. No entanto, se quiser explorar a cor dessa erva, a nutricionista Lisiane Miura aconselha usar a variedade matcha, a mesma empregada na cerimônia do chá japonesa. “Ela vem em pó e misturada numa receita comum de bolo empresta ao doce seu tom verde-suave.” Conselho: use pouca quantidade – uma colher de chá diluída em água morna numa xícara de café é o suficiente para dar a coloração.
Já Luiz Renato Domênico, à frente do bufê paulista Santa Especiaria, especializado em alimentos orgânicos, gosta de valorizar seus pratos com o brasileiríssimo capim-santo. “Uso a erva natural em molhos para carne e pescada e também faço compotas de frutas”, diz ele. Aqui, vale uma dica de Bettina: “Para apurar o sabor, é preciso usar a raiz e não as folhas, como as vendidas nos supermercados”. O delicado chá preto também tem rendido iguarias. Um exemplo é o creme brulée elaborado por Márcio Seiji, professor de cozinha asiática do Centro Universitário Senac, de São Paulo. Na tradicional sobremesa francesa, o chef incluiu 5 g do chá. Mesmo sutil, o sabor não deixa de ser notado. E que tal uma pizza cuja massa leve chá preto e chá de erva-doce? Saborosa, é fácil de fazer: basta ferver o chá (dois saquinhos de cada um) por cinco minutos e acrescentá-lo com 1/2 xícara de óleo à massa convencional de pizza. Se você é adepto do chá de capim-cidreira e de camomila, vai aprovar o creme de sagu e a raspadinha preparados com a infusão dessas ervas.
Bom para a saúde
Calmantes, estimulantes, auxiliares na perda de peso. São muitos os benefícios comprovados numa xícara de chá. Entretanto, é difícil atestar se essas qualidades terapêuticas permanecem intactas durante o preparo das receitas culinárias. O professor João Ernesto de Carvalho, farmacologista da Universidade de Campinas (Unicamp) e membro da Comissão de Alimentos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), lembra que, no aquecimento da bebida e em sua mistura com outros ingredientes, alguns componentes voláteis, responsáveis pelo aroma, se perdem. O mesmo acontece com os polifenóis encontrados no chá verde – são eles que dão sabor à bebida e contribuem para a ação antioxidante. Também as propriedades do tanino, outra substância antioxidante, podem se atenuar ao se agregar às proteínas da carne ou do leite. “É preciso ter em mente que, para qualquer alimento ou bebida demonstrar seu poder funcional, eles devem estar presentes na dieta regular. Os efeitos do chá verde são comprovados entre os orientais porque, em sua região, eles costumam consumir em média oito xícaras dele por dia”, ressalta o farmacologista. 

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Chás, infusões e tisanas

O chá é uma bebida preparada através da infusão de folhas, flores, raízes de chá, ou Camellia sinensis. Geralmente é preparada com água quente. Cada variedade adquire um sabor definido de acordo com o processamento utilizado, que pode incluir oxidação, fermentação, e o contato com outras ervas, especiarias e frutos.
A palavra "chá" é também usada popularmente para referenciar qualquer infusão de frutos, folhas, raízes ou ervas como a camomila ou a cidreira, mesmo não contendo folhas de chá (ver tisana). Este artigo debruça-se, contudo, apenas sobre o verdadeiro chá.

Uma infusão é uma bebida que é feita, em geral, pela imersão de uma substância aromática em água quente ou a ferver. Algumas das bebidas mais comuns e de mais vasta distribuição no planeta são infusões:
café
chá
tisana
chimarrão
Por vezes, fazem-se infusões com outros líquidos, como o álcool ou o vinagre.

A tisana é um tipo de infusão que consiste em adicionar ervas medicinais a água a ferver durante cinco ou seis minutos num recipiente tapado. Após esse tempo retira-se o recipiente do fogo, deixando descansar (ainda tapado) por cerca de 15 minutos. A tisana está pronta a ser consumida, após ser coada e colocada numa chávena.
"Chá de ervas" é frequentemente utilizado para designar todas as infusões feitas a partir de diferentes partes de plantas (não necessariamente ervas - casca, folhas, flores, etc). Exemplos mais comuns: chá de camomila, chá de erva-cidreira, chá de tília, chá de menta, chá de limão, chá de flor de laranjeira, etc.
No entanto, essas infusões são tisanas e não rigorosamente chás, uma vez que o termo chá designa única e exclusivamente a bebida preparada através da infusão de folhas, flores ou raízes da planta Camellia sinensis .



O chá está ganhando espaço no cardápio da alimentação saudável. O consumo da bebida está associada a uma série de benefícios ao corpo, como:
  • Neutralização de radicais livres
  • Diminuição do mau colesterol
  • Fortalecimento de artérias e veias
  • Prevenção de cáries
  • Ação anti-inflamatória, antigripal e anti-vermes
         Confira abaixo os tipos de chás que você pode encontrar no mercado, bem como dicas de preparo e os principais benefícios associados a eles.


    Nem toda infusão é chá
         Uma bebida só pode ser considerada chá quando é uma infusão da planta de mesmo nome (também conhecida como Camellia sinensis). A partir das folhas dessa planta é possível obter diferentes tipos de chá:
  • Verde – a bebida preserva a maioria das características da planta. Tem leve sabor amargo.
  • Preto - as folhas sofrem um processo de fermentação total que confere ao líquido cor e gosto intensos.
  • Chá branco - é, na verdade, uma versão do tipo verde com sabor mais leve.
  • Aromatizados – é o chá que recebeu a adição de outras folhas, frutas secas ou flores, cujo sabor se mistura com o seu.
        Dicas
Para aproveitar todas as propriedades benéficas do chá, é necessário tomar alguns cuidados. Veja dicas para desfrutar melhor os benefícios das infusões:
  • Guarde-o bem acondicionado em local fresco.
  • Para o chá verde, a água utilizada para a infusão deve estar um pouco abaixo do ponto de fervura.
  • Para prepará-lo, faça uma infusão com uma colher de sopa rasa da erva para cada xícara de água.
  • Evite acrescentar açúcar em excesso. Isso mascara o sabor e compromete os benefícios da bebida.
  • Procure consumi-lo o mais fresco possível e cheque o prazo de validade no rótulo. O chá verde, por exemplo, deve ser tomado no máximo em até dois anos.
  • Esteja atento para a possibilidade de haver fungos na erva armazenada. Caso constate a presença desses microorganismos, descarte a erva.
Alecrim
Stress físico e mental, depressão, reumatismo, gota, e digestão. O chá do alecrim tem várias finalidades, tratar o colesterol, as dores de dentes ou enxaquecas, as doenças de coração ou mesmo nos casos de celulite.

Alfazema
Contra insônias, excitação nervosa, dores de cabeça, tosse, asma, bronquite.

Anis Estrelado
Anti-flatulência

Arnica
Analgésica, antiinflamatória em casos de traumatismos, hematomas, distensões musculares e ainda como anti-séptica em afecções bucais e furúnculos.

Ban-chá
Depurativo cuja ação acentua a eliminação de toxinas aumentando a diurese e facilitando a digestão.

Boldo do Chile
Tônico do aparelho digestivo; aumenta a produção da bílis eliminando gases, cálculos na vesícula e no combate das afecções do fígado e baço.


Camomila
Auxilia a digestão aliviando cólicas abdominais, náuseas, diarréia. Indicado como calmante para insônia e nervosismo.

Carqueja
Ação benéfica sobre o fígado e intestino aliviando azia, má digestão, perturbações gástricas e fins curativos, prisão de ventre, etc.

Casca de Laranja
Ansiedade e insônia

Confrey
Ação terapêutica nas afecções sobre o aparelho respiratório como amidalite, laringite, faringite e cicatrizante de fissuras, feridas e abscessos, eczemas, podendo ser usado com cautela em processos internos como úlceras gástricas e duodenais.

Erva Cidreira
Insônia, nervosismo, cólicas no ventre e gases. Para combater as indigestões, as cólicas ou as insônias, pode-se tomar um chá de erva cidreira ao qual se deve juntar uma casca de limão.

Erva Doce
Alivia cólicas menstruais; também alivia cólicas abdominais de recém-nascidos. Auxilia a má digestão.

Erva Mate / Mate (ou Chimarrão)
Anti-stress: segundo institutos de pesquisas internacionais, é um tônico estimulante do coração e do sistema nervoso: elimina os estados depressivos, conferindo ao músculo maior capacidade de resistência a fadiga, sem causar efeitos colaterais; é estimulante da atividade física e mental, atuando beneficamente sobre os nervos e músculos eliminando a fadiga. Observa-se também que estimulante do mate é mais prolongada que a do café, sem deixar efeitos colaterais ou residuais como a insônia e irritabilidade. Por outro lado, a erva-mate atua sobre a circulação, acelerando o ritmo cardíaco e harmoniza o funcionamento bulbo-medular. Age também sobre o tubo digestivo, facilita a digestão e favorece a evacuação. É considerada ainda, um ótimo remédio para pele e reguladora das funções do coração e da respiração, além de exercer importante papel na regeneração celular.


Eucalipto
Trata inflamações das vias respiratórias como tosse, rouquidão, bronquite, asma e alivia os estados catarrais.

Folhas de Oliveira
Tratamento de diabetes ou doenças ligadas ao coração.

Flor de Sabugueiro
Serve para combater as bronquites, as queimaduras, o reumatismo, as hemorróidas ou mesmo as infecções dos olhos ou da pele.

Guaraná
Reconstituinte, estimulante, aumenta a resistência nos esforços mentais e musculares, diminui a fadiga motora e psíquica. Por meio da cafeína que possui, o guaraná produz maior rapidez e clareza do pensamento, retarda a fadiga, tonifica o coração, leve afrodisíaco. Provê maior vitalidade do organismo, regula o ritmo cardíaco, tônico potente. Energético, estimulante, adstringente (que contraem os tecidos), tônica e estimulante do apetite, diurético (facilita a urinar mais), contra diarréia.

Hamamelis
Conjuntivite

Hibiscos (Karkadeh) ou Flor da Jamaica
Diurético, emagrecimento, hipertensão arterial, cálculos renais, disenteria, febres, inflamação das gengivas e em geral contra diminuição das defesas do organismo. Diminui o colesterol.

Hortelã
Atenua azia, gases e cólicas. Vermífugo (lombriga). Alivia asma e bronquite. Calmante, digestivo, e alivia a insônia.

Jasmin
Tônico, indicado contra sonolência e combate a acessos de asma. Excelente diurético.

Lima
Para a cura das dores de estômago.

Maçã
Sedativo, digestivo, anti-diarréica e também indicada nos casos de colite.

Malva
Afecções das vias respiratórias como bronquite, tosses catarrais, laringite e nos processos inflamatórios de boca e garganta, através de bochechos e gargarejos. Anti-séptico de vias digestivas e urinárias.

Maracujá
Dores de cabeça de origem nervosa, ansiedade, insônia, palpitações, pressão alta, perturbações nervosas da menopausa e dores espasmódicas.

Marapuama, Guaraná e Catuába
Tônico do sistema nervoso amenizando o nervosismo, insônia, fadiga cerebral, impotência sexual, tosse e bronquites, leves afrodisíacos.

Melissa
Sedativa em distúrbio de origem nervosa, perturbações gástricas como indigestão, enjôos e espasmos. Alivia dores de cabeça.


Menta
Indicado para má digestão, gases e cólicas.
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Picão
Anemia, palidez, hepatite, icterícia, hemorróidas.


Pimpinela
Serve para aliviar as diarréias ou hemorróidas ou tratar as irregularidades da menstruação.


Poejo
Anti-inflamatório de ação expectorante no processo respiratório como tosses catarrais, anti-espasmódico e ainda depurativo, gripe ou tosse.


Preto e chá verde
Excelente após as refeições; digestivo. Utilizado contra úlcera e câncer digestivo.


Salvia (Maramía Sírio)
Estimulante estomacal, usado nas atonias digestivas, náuseas, dispepsias, alivia cólicas estomacais, intestinais e menstruais. Indicada nos casos febris com sudorese intensa. Ação anti-séptica na higiene bucal e em afecções da pele, de origem micótica e feridas.


Stévia
Adoçante usado nas dietas de emagrecimento, na alimentação infantil e por não interferir na glicemia pode ser usado por diabéticos.


Chás do Feminino

http://www.docelimao.com.br/images/cha-feminino.jpg
Integrando o tema do Boletim Doce Limão de fevereiro 2009: Menopausa & Síndromes do Feminino, cabe sabermos mais sobre os chás que ajudam a tratar e manifestar com amor e harmonia o nosso feminino.
A mãe natureza, as ervas e as flores são partes essenciais e materiais desta vibração que acolhe, cura, cuida: o Feminino.
 
A Cerimônia do Chá
Prepare o chá com a mais profunda gratidão e concentração. Escolha os utensílios: a chaleira (ou samovar), a chávena (ou xícara) e as ervas e flores tendo em vista a beleza, os aromas, as cores, a delicadeza.
Limpe os objetos e a área em que o chá será preparado e servido, prestando atenção nos detalhes.
Faça um arranjo simples de flores em um vaso especial e ponha-o onde você irá tomar o chá. Coloque uma linda toalha na mesa. Com movimentos lentos, suaves e, sobretudo graciosos, coloque a água para ferver. Acrescente com reverência as ervas no bule, sobre a água já aquecida. Tampe e aguarde a extração dos ativos.
Permaneça sentada, serenamente, enquanto a infusão se completa (10 minutos).
Despeje o chá com todo o cuidado e mantenha a xícara nas mãos, sentindo o calor do líquido e observando a beleza do recipiente que o contém. Respeite as folhas e flores do chá e aprecie sua fragrância.
Depois de tomá-lo, limpe os utensílios, o bule e a xícara, e guarde-os.
 
Chá 4 Ervas - Harmonizador
Composição: Cavalinha (harmoniza os rins e líquidos corporais) – Folha Amoreira (equilibra hormônios) - Menta (refresca e acorda) – Hibisco (energiza, relaxa e acolhe o feminino).
Forma de preparo: aqueça 1 xícara de água filtrada até quase fervura. Desligue o fogo e acrescente 1 colher (sobremesa) da mistura de 4 ervas. Tampe a chaleira e deixe em infusão por 10 minutos. Coe sobre uma linda xícara, sirva morno ou frio. Desfrute da beleza e calor da xícara enquanto toma calmamente seu delicado chá aromático. Tome 1 xícara pela manhã e uma à tarde ou noite.
 
Chá da Soja Preta - Revigorante
Forma de preparo: ferva em panela não metálica 8 feijões de soja preta (opcional soja dourada comum - idealmente orgânica ou selvagem) em 1 litro de água filtrada, até reduzir o volume à metade. Acrescente uma pitada de sal marinho, deixe cozinhar por mais dois minutos e coe. Tome 1 xícara (chá) uma vez por dia logo pela manhã ou quando perceber que precisa revigorar.
Estes 2 chás estão sendo brindados às mulheres que adquirem o livro Vença a Menopausa sem TRH.
Onde comprar as ervas e a soja preta em SP: na zona cerealista do Brás, nas redondezas da Av. Mercúrio com a Rua Santa Rosa. Lá podem ser encontradas ervas de todo o Brasil e são sempre frescas devido ao grande volume de vendas.


Fonte: Doce Limão

Mais sobre o Chá

Chá vermelho

Chá verde, branco e agora vermelho! Se você se interessa por assuntos relacionados à saúde e emagrecimento, certamente já ouviu falar do chá vermelho, mas você sabe qual a diferença em relação aos outros tipos de chá?
O chá vermelho, assim como o verde e o branco é de origem chinesa, extraído da mesma planta Camellia Sinensis. A diferença em relação aos outros é o modo como é processado, o grau de fermentação.
O chá vermelho fica armazenado por mais tempo, e é nessa etapa que adquire a sua coloração característica.
Possui sabor mais forte, não tão amargo como o chá verde e nem tão doce como o chá branco. É composto por substâncias antioxidantes, que combatem o envelhecimento, podem reduzir os níveis de colesterol no sangue, são fontes de vitaminas, entre outros benefícios provenientes desta planta.

Sobre sua ação em relação ao emagrecimento, não há estudos que comprovem nada cientificamente, alguns textos dizem que este tipo de chá pode “queimar gorduras”, mas é necessário que sejam realizados mais estudos para que comprove tal afirmação.

Pelas propriedades presentes, assim como o chá verde e o branco, podem ser inclusos em seu cardápio, apenas cuidado com a quantidade, se for excessiva pode ser prejudicial.

cha-vermelhoSe o seu intuito é reduzir peso, além de beber o chá vermelho, não esqueça de outras atitudes: comer de forma saudável e moderada, praticar exercícios físicos e beber água.

Chamado de “devorador de gorduras”, o chá vermelho, é uma das variedades do chá verde (do qual também se tira o chá branco).

Para se obter o chá vermelho é preciso uma maturação de 60 anos das folhas comprimidas e armazenadas em barris, em condições muito especiais.

Confira os benefícios deste chá para a saúde e o bem-estar:
- Acelera o metabolismo do fígado;
- Favorece a redução do colesterol;
- É depurativo;
- É desintoxicante, usado em tratamentos adelgaçantes e de beleza;
- É antidepressivo;
- Facilita a digestão.

Como consumir
O ideal é tomar, no mínimo, quatro xícaras ao longo do dia, evitando o chá no período noturno, já que a cafeína, substância presente em grandes quantidades, pode atrapalhar o sono.

Existem contra-indicações?
Pouquíssimas. Apenas gestantes, pessoas com gastrite e com arrítimia cardíaca não devem consumí-lo.