Mostrar mensagens com a etiqueta alimentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta alimentos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Desejos alimentares


Fonte: Dr. Mohamad Barakat (adaptada)

Existem certos alimentos ou pratos aos quais não conseguimos resistir. O desejo é mais forte do que nós e acabamos por comer mais do que devíamos.

Segundo as declarações da nutricionista Shona Wilkinson, do NutriCentre, em Londres, disse ao Daily Mail, que os desejos alimentares “indicam que o nosso corpo sente falta de um nutriente ou mineral específico”. “Em vez de nos rendermos aos desejos, devemos tentar percebê-los, dando ao nosso corpo exactamente aquilo que ele precisa”, afirma.

Assim sendo, aqui fica uma lista dos desejos alimentares mais comuns e os seus ‘significados:

Desejo: Doces
Necessidade: Crómio.
Quando ingerimos muito açúcar ou hidratos de carbono, as substâncias atingem a corrente sanguínea rapidamente, o que faz com que haja um desequilíbrio dos níveis de açúcar no sangue. Assim, o corpo vai libertar mais insulina para lidar com o excesso. Depois, os níveis de açúcar descem demasiado, devido à quantidade de insulina que foi libertada, o que faz com que nos apeteça comer chocolates ou algo doce. Ou seja, quantos mais doces comemos, mais queremos comer”, explica Wilkinson. O melhor é ingerir algum crómio, que ajuda a equilibrar os níveis de insulina. Como? Comendo um bom pequeno-almoço, com proteínas e hidratos de carbono, e comendo vegetais durante o dia, que ajudam a equilibrar os níveis de açúcar no sangue.

Desejo: Chocolate
Necessidade: Magnésio.
Quando o desejo é direccionado especificamente para o chocolate, isso significa que estamos com falta de magnésio. “O magnésio não só ajuda o sistema imunitário, prevenindo o aparecimento de inflamações, como auxilia no equilíbrio do sistema nervoso e a gerir a ansiedade”, explica a nutricionista.
Para consumir mais magnésio basta comer vegetais de folha verde escura, espinafres, couve, couves de Bruxelas, nozes, cajus, amêndoas, pinhões ou sementes de soja. Se quer continuar a sentir algum doce na boca, pode também optar por bananas.

Desejo: Hidratos de Carbono pesados
Necessidade: Triptófano. 
Quando falamos em hidratos de carbono pesados estamos a referi-nos ao pão, as massas e às batatas. O triptófano é usado pelo nosso organismo para ‘sintetizar’ a seratonina, que ajuda a gerir as mudanças de humor. “A vontade de comer hidratos de carbono é um sinal da falta de triptófano, que tem um papel importante nos ciclos de sono e na digestão”. Para além disso, “a falta de seratonina pode deixar-nos em baixo e ansiosos”,  acrescenta Wilkinson.
Assim, o melhor é apostar nas proteínas: bananas e as nozes têm muito triptófano. 

Desejo: Carne
Necessidade: Ferro e zinco. 
Há cada vez mais pessoas a deixarem de consumir carne vermelha. Essas mesmas pessoas podem ter falta de ferro, explica a nutricionista. “O ferro é muito importante para o nosso sistema imunitário, uma vez que ajuda a transportar o oxigénio pelo organismo. Sem ele ficamos muito cansados”, afirma. Para além disso, este desejo pode sugerir a falta de zinco, que também ajuda a fortalecer o sistema imunitário, o cabelo, as unhas e a pele.
Para ingerir uma boa dose de zinco e ferro basta comer leguminosas, vegetais de folha verde escura, cereais integrais, oleaginosas e sementes.

Desejo: Sal
Craving salty foods is a sign you might need to increase sodium levels. Nutritionist Shona Wilkinson said a good way to give the body more sodium is by snacking on celery and carrotsNecessidade: Sódio. 
Este mineral ajuda a manter o corpo hidratado e a regular a pressão sanguínea.
Pode recuperar os níveis de sódio comendo aipo, algas e cenoura, aconselha Wilkinson.








adaptado do jornal SOL



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Tamarillo


...  tomate-japonês, tomate-maracujá, tomate-inglês ou tomate-arbóreo (estes dois últimos nomes usados na Madeira)
os vermelhos são mais macios e doces; os amarelos possuem um sabor ácido

Possui elevado teor de vitaminas como a pró-vitamina A, vitamina B6, C e E, e minerais como o cálcio, ferro, fósforo e magnésio;
É rico em substâncias antioxidantes;
Contém grande quantidade de fibras.

Usar em sumos, geleias, compotas, molhos e como acompanhamento(assado)

domingo, 9 de novembro de 2014

Os Melhores, os Piores, Essenciais, Antioxidantes, Alcalinos e Ácidos

Os 10 piores Alimentos para consumo 
– Açúcar Refinado
Trigo (glúten)
Leite Animal
Sal Refinado
Refrigerante
Carne Vermelha e Branca
Farinhas Brancas
Alimentos Fritos
Alimentos Industrializados
Óleo Vegetal

Os Melhores Alimentos para consumo

-Leite Materno
-Óleo de côco;
-Quinoa (cada 100 gramas contém 15 g de proteínas, 68 g de carboidratos, 9,5 g de ferro, 286 mg de fósforo, 112 mg de cálcio e 5 g de fibras).
-Chá Verde
-Azeite Oliva
-Açafrão da Terra
-Alho
-Brócolos
- Abacaxi

Os 5 Nutrientes Essenciais para saúde plena

-O Rei ( Cloreto de Magnésio)
-O Iodo
-A Vitamina D
-Ómega 3
-Cálcio 

Os Principais Antioxidantes 

-Carotenoides 
-Vitamina A
-Vitamina C e E;
-Selénio,
-Flavonoides,

-Zinco e Cobre

Alimentos Acidificantes:
(Devem ser eliminados da dieta)


Alimentos Alcalinizantes:
( Devem ser introduzidos a dieta)





adaptado de curasnaturais

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Alimentos protegem contra efeitos do sol



Dá para proteger a pele dos danos do sol escolhendo os alimentos certos.
A ingestão de vegetais ricos em betacaroteno, como brócolis, cenoura, pimentão e tomate, combate a ação dos radicais livres que é acelerada pelos raios UV.

O efeito vai desde um bronzeado duradouro até a redução da vermelhidão. Os benefícios da comida se tornam mais evidentes após um mês de consumo.

Outros aliados da pele são o chá-verde e o cacau, ricos em antioxidantes. O chá deve ser consumido com moderação, porque é diurético (acelera a perda de líquidos).

Ingredientes
1 cháv/xic (chá) de brócolis (2 vezes por semana)
2 quadradinhos de chocolate amargo (3 vezes por semana)
3 colheres (sopa) de cenoura ralada (3 vezes por semana)
1 prato de sobremesa de folhas de agrião (todos os dias)
3 colheres (sopa) de manga picada (2 vezes por semana)


BRÓCOLIS
Rico em betacaroteno, seu consumo pode reduzir a vermelhidão da pele em até 40%. A porção ideal é 1 cháv/xic  de chá, 2 vezes por semana

CHOCOLATE AMARGO
Estimula a circulação do sangue, dá melhor textura à pele e reduz a vermelhidão. Dois quadradinhos, 3 vezes por semana, são suficientes

CENOURA
Para evitar excesso de betacaroteno e não ficar com as mãos cor de laranja, consuma até 3 colheres (sopa) de cenoura ralada, 3 vezes por semana

AGRIÃO
Um prato de sobremesa das folhas todos os dias reforça a quantidade de luteína no corpo. A substância protege contra os raios solares

MANGA
Três colheres (sopa) de manga picada, 2 vezes por semana, já são suficientes para reforçar as reservas de carotenoides

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Alimentos que devemos sempre comprar biológicos

Desde há uns anos que as pessoas têm ganho uma maior consciência acerca da importância de consumir alimentos livres de toxinas, tanto a nível do ambiente como de saúde. No entanto, existem alguns alimentos que são particularmente essenciais de consumir biológicos devido aos altos níveis de pesticidas.
O biológico é melhor?Existem muitos estudos realizados sobres este tema que provam os benefícios de comer alimentos que estão livres de pesticidas. A verdade é que o nosso corpo não consegue lidar com os níveis de toxicidade que são acumulados ao longo dos anos. Todos os quimícos que se encontram em produtos não-biológicos – uma vasta variedade de pesticidas, antibióticos, hormonas, metais pesados – acumulam-se e a longo prazo as suas consequências começam-se a manifestar. Problemas como: falta de energia, asma, alergias, queda de cabelo, unhas quebradiças, eczema, acne, gripes, irritabilidade são alguns dos sintomas típicos de um excesso de toxicidade no organismo.
Após 51,000 testes, realizados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, nos alimentos convencionais mais comuns, o Environmental Working Group (EWG) identificou o grupo de frutas e vegetais mais propensos a conterem os níveis mais elevados de pesticidas, e chamou-o: “Os doze sujos”.
http://www.fullyraw.com/dirty-dozen-clean-15/
OS DOZE SUJOS
Os vegetais e frutas mais contaminados por pesticidas.
  1. Maçãs
  2. Aipos
  3. Pepinos
  4. Morangos
  5. Tomates
  6. Uvas
  7. Cerejas
  8. Nectarinas
  9. Pêssegos
  10. Batatas
  11. Espinafres
  12. Pimentos
Os resultados dos testes destes doze itens revelaram, pelo menos, 47 tipos diferentes de pesticidas e nalguns dos casos 67!
No caso de estares a questionar sobre quais os alimentos mais seguros de comprar convencionalmente, aqui está o segundo grupo criado pelo EWG: “Os quinze limpos”.
OS QUINZE LIMPOS
Têm pouca, ou nenhuma, quantidade de pesticidas uma vez que possuem uma camada externa protetora que impede os pesticidas de ultrapassarem a pele.
  1. Espargos
  2. Pêra-abacate
  3. Couve
  4. Meloas
  5. Milho
  6. Beringelas
  7. Toranjas
  8. Kiwis
  9. Mangas
  10. Cogumelos
  11. Cebolas
  12. Papayas
  13. Ananás
  14. Ervilhas
  15. Batata doce
Podes diminuir a ingestão de pesticidas substancialmente evitando as frutas e vegetais mais contaminados – Os Doze Sujos. Por isso no caso de não poderes comprar todos os alimentos biológicos podes, pelo menos, comprar estes itens e o resto comprar convencionalmente.

Fonte: misskale

sábado, 15 de março de 2014

CHICÓRIA

chicória é uma planta herbácea, perene, pertencente à família Asteraceae, da qual estão inclusas milhares de espécies entre elas as alfaces, os girassóis  e as margaridas. De origem Européia e atualmente cultivadas em várias regiões tropicais, subtropicais e temperadas do mundo, a chicória destaca-se por ser uma hortaliça muito nutritiva e cheia de propriedades medicinais.
Chicória
Chicória
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Gênero: Cichorium
Espécie: C. intybus
A parte consumida da chicória são as suas folhas, que possuem como características formato lanceolado, possuem coloração esverdeada, com aproximadamente 30 centímetros de comprimento e 6 centímetros de largura. Elas podem ser lisas ou ter algumas nervuras e, possuem um sabor característico levemente amargo. Seus talos são pubescentes e as flores são encontradas na coloração azulada, reunidas em uma inflorescência do tipo capítulo. O fruto  é do tipo aquênio (seco e indeiscente) e suas raízes são tuberosas, pivotantes e muito utilizadas quando torradas, na produção de um substituto de café, principalmente na Europa.
Para que se desenvolvam bem as chicórias necessitam de um solo bem drenado e enriquecido com matéria orgânica, e apreciam o clima ameno, com temperaturas na faixa de 14 a 16 graus Celsius. Quando expostas a altas temperaturas as chicórias tendem a ficar com o sabor mais amargo. Os principais produtores de chicória são a Itália, a Espanha, a França, os Estados Unidos e a Holanda.
As folhas de chicória são muito apreciadas na culinária de diferentes culturas. Elas estão presentes em saladas diversas e como um ingrediente para o preparo de sopas, molhos, purês, tortas e várias outras receitas. Quando cozidas, o sabor amargo tende a diminuir. Por conter baixíssimas calorias (100 gramas oferecem cerca de 20 kcal), as chicórias estão presentes em muitas dietas de emagrecimento. Além disto, as folhas de chicória são bastante nutritivas. Elas contêm vitamina A, vitaminas do complexo B, vitamina C, D e também alguns minerais como cálcio, ferro e fósforo.

As folhas de chicória também são comummente utilizadas para fins medicinais. Elas possuem ação depurativa, diurética, estomáquica e laxativa. Já as raízes possuem uma substância denominada inulina (um polissacarídeo semelhante ao amido), que não é digerida por enzimas no intestino humano e é um alimento de fibra solúvel (prebiótico), o que significa que este nutriente serve de alimento para as bactérias boas presentes nos intestinos. Assim, a inulina contribui para o bom funcionamento do intestino prevenindo diversas doenças.
Na fitoterapia, são atribuídas à chicória as seguintes propriedades: limpeza do fígado, estimulação do baço, correção de problemas de visão em geral, fortalecimento dos ossos, dentes e cabelos, e ativação das funções do estômago e dos intestinos. Também ativaria a função biliar, quando a secreção da bile se mostrasse escassa, e atuaria como laxante.

Deve ser consumida de preferência crua, em saladas ou em sucos, juntamente com cenoura, aipo e salsa, para melhor aproveitamento de seu valor nutritivo.

Fontes:
http://www.cnph.embrapa.br/paginas/dicas_ao_consumidor/chicoria.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Chicória
http://www.jardineiro.net/br/banco/cichorium_endivia.php
http://emedix.uol.com.br/fit/chicoria.php

quarta-feira, 12 de março de 2014

A verdade sobre os alimentos biológicos


São melhores para a saúde? Porque custam mais caro? Têm, mesmo, melhor sabor? Quem os controla? Até que ponto se revelam amigos do Ambiente? E quanto vale já este mercado, que cresce exponencialmente em Portugal? Dossiê completo, com as respostas essenciais que precisa de conhecer

Hora do almoço, na mais recente padaria biológica de Lisboa. Quinoa fica na Rua do Alecrim, descendo do Chiado para o Cais do Sodré. Passando uma porta de vidro, sentese o cheiro a pão, nota-se que as mesas pretas estão todas ocupadas. Ouve-se, por entre os acordes de jazz que saem das colunas, falar inglês. Avança um grupo de engravatados, logo seguido de uma mão-cheia de jovens fashion. Na ementa, diversas sandes e tostas, de pão biológico, está claro. A sala seduz há, ali, uma harmonia entre a traça antiga e a decoração que obedece às linhas limpas da modernidade.

Com a agricultura biológica acontece o mesmo. Inspira-se na forma tradicional de cultivo, recorrendo a novas tecnologias e a conhecimentos agronómicos revolucionários.

A procura de produtos saídos desta equação aumenta exponencialmente, atraindo uma mancha cada vez mais diversificada da população, como se pode observar naquela padaria, quase restaurante. Para fazer face à situação, tem-se verificado, nos últimos anos, em Portugal, o crescimento acelerado da produção em modo biológico, à imagem de Espanha e da Grécia. Atualmente, 6,3% da área cultivada, no nosso país, não leva químicos uma percentagem acima da média europeia, que se fica pelos 4,2 por cento. "Uma parte importante desta dinâmica de desenvolvimento deve-se aos apoios dados a este tipo de cultivo, através da Política Agrícola Comum da União Europeia [UE]", lê-se num relatório da Comissão, de fevereiro do ano passado, dedicado à análise do setor.

Em 1993, Portugal apresentava uns meros 3 mil hectares de área de cultivo biológico. Em 2007 (últimos dados disponíveis), já eram trabalhados mais de 233 mil hectares, segundo dados da UE. Números que ficam a milhas de Itália, a recordista, que, naquele ano, somou mais de um milhão de hectares limpos de pesticidas. O nosso crescimento avalia-se ainda pelo salto de 73 agricultores, em 1993, para praticamente 2 mil. Em quatro anos (2004-2008), quase duplicou o número de produtores de animais, passando de 446 para 792.

28%
Valor em que, na Europa do Norte, a agricultura biológica se superioriza, em relação à produção convencional, na retenção de carbono no solo. Em todos os outros países do Velho Continente, recentemente analisados pela britânica Soil Association, a percentagem comparativa é de 20% no mesmo sentido 

LOJAS COMO COGUMELOS
Até 2006, só existia um supermercado especializado, na área de Lisboa, junto do aeroporto de Figo Maduro, para satisfazer os consumidores. Mas a Biocoop, a cooperativa que o inaugurou, em 1993, sempre se destinou apenas a sócios. Desde esse ano, e indo atrás da onda da procura, tem aberto mais de uma grande loja por ano, só na capital. O Brio de Carnaxide, em Oeiras ( já existe outro em Campo de Ourique, Lisboa), foi o último a estrear-se, em novembro passado. Com o apoio do The Edge Group, de cujo capital Paes de Amaral detém 50%, estão prometidas mais três inaugurações na zona de Lisboa. A próxima está para breve, na Lx Factory. A grande loja recém-inaugurada, com 400 metros quadrados, tem amostragem diferenciada e, embora apresente uma extensa variedade de produtos (mais de 6 mil), tenha cartão-cliente e entregas ao domicílio, não cheira a supermercado. Leem-se frases sobre os benefícios da agricultura biológica nas paredes, há frutos secos a pedirem para serem provados, frutas abertas para não enganarem ninguém, e um ambiente tranquilo. Também é possível tomar uma refeição ligeira, constituída por sopa, sandes (de pão ali fabricado), salgados e doces. Outro lugar para satisfazer quem anseia por refeições isentas de químicos, à hora do almoço.
Portugal não dispõe de dados sobre os consumidores destes produtos, mas Jaime Ferreira, presidente da Associação Portuguesa de Agricultura Biológica (Agrobio), sente-se à vontade para afirmar que a procura já é maior do que a oferta, sobretudo no que toca a fruta e legumes. As pastagens e o olival ocupam as nossas maiores áreas de produção. Apesar de todos os avanços, ainda se registam 50% de importações, muitas delas de França, Alemanha ou Reino Unido, os três maiores mercados da UE. Consultando os seus 5 300 associados, Jaime Ferreira consegue dizer que as vendas já terão atingido 10 milhões de euros. Uma migalha nos mais de 120 países onde existe este tipo de fabrico alimentar, o mercado da agricultura biológica movimenta cerca de 33 milhões de euros, com mais de 35 milhões de hectares cultivados em todo o mundo, por 1,4 milhões de produtores.

7,7
milhões Hectares de produção biológica na Europa dos 27, representando, apenas, 4,2% do total da área agrícola. Em 2007, estimava-se que houvesse 187 mil explorações 

UM SUCESSO CHAMADO MIOSÓTIS
Graça Castanheira, 48 anos, documentarista, acaba de encher a bagageira do seu carro com alimentos biológicos. Saiu carregada de um dos supermercados Miosótis, que fica junto da Gulbenkian, em Lisboa. Eis uma cliente habitual, daquelas que Ângelo Rocha, o proprietário, trata por tu. "Há 20 anos que consumo apenas estes produtos. No início, não era fácil, só encontrava vegetais", conta a cineasta. Para ela, macrobiótica, trata-se de uma prioridade, já que considera que "na industrialização se utilizam químicos, derivados do petróleo, muitíssimo prejudiciais ao organismo. Sei que a minha qualidade de vida está muito melhor, desde que fiz esta opção". O preço não a incomoda: "Um pacote de tiras de milho pode custar três vezes mais do que um de batatas fritas, mas eu como um terço. Sou disciplinada em relação à comida." E previne-se, poupando nas contas do médico. Aproveita, habitualmente, a hora do almoço para as compras, duas vezes por semana. Quando as despacha, sentase à mesa da cafetaria e prova a sopa, naquele dia de ervilhas, a que, normalmente, soma uma sande, rematando com uma fatia de tarte ("Está ótima", exclama).

Ali ao lado, no supermercado, continua o entra-e-sai. Mais mulheres do que homens, comprovando que são elas quem decide o que pôr na mesa lá de casa. Ângelo nem parece estar a trabalhar. Fala do tema com a paixão de um pioneiro que anda nisto há 25 anos. Durante uma década foi produtor, num terreno perto de Sintra. Primeiro, transacionava com as grandes superfícies, depois passou à venda direta, informal. Também teve uma banca, nas feiras de Carcavelos e de Cascais. Isso antes de fundar, com outros sócios, a Biocoop, e de estar na génese das associações Agrobio e Interbio. Há três anos, abriu a primeira loja Miosótis, na Óscar Monteiro Torres, ao Campo Pequeno, em Lisboa. "Ao fim de um ano, já tínhamos superado as expectativas. E como lá não havia armazém, nem zona de descargas, decidimos abrir outro supermercado, com talho e cafetaria." Hoje, passam pelos dois lugares cerca de 650 pessoas por dia.

11%
Percentagem de redução das emissões de gases com efeito de estufa, se ocorresse uma significativa mudança mundial para a agricultura biológica


COMIDA EXÓTICA
Há um ano, Kattia Hernandez, mexicana residente em Portugal desde 2003, descobriu o mundo biológico. A cada dia que passa, abre mais o leque das suas compras. Começou pela comida do México, agora rende-se ao requeijão, ao tomate, à abóbora, aos iogurtes, à carne, às bananas. "Noto diferença no sabor. Os alimentos são muito mais frescos." Pedro Lopes, 41 anos, comercial e instrutor de tai chi, partilha da mesma opinião, enquanto vai enchendo o seu cesto de iguarias: "As frutas são mais pequenas e feiinhas, mas o sabor é genuíno." Pedro atravessa a cidade, uma vez por semana, para se abastecer na Miosótis, pois o seu consumo alimentar atinge os 90% de biológicos. A variedade de produtos originais funciona também como um chamariz. Nos escaparates deste supermercado e de outros do mesmo género encontram-se vários tipos de tomate, por exemplo, rebentos de beterraba ou couve roxa, pastinacas, couve romanesca, quinoa, bulgur. "A agricultura biológica fomenta a diversidade de culturas", assegura Ângelo Rocha. Nem por isso se destina simplesmente aos que optam por este específico regime alimentar ou serve apenas um nicho da população. Essa ideia errada nasceu nas grandes superfícies, locais onde estes alimentos são mais caros, como lembra o vice-presidente da Interbio: "Vendia-lhes as alfaces a 250 escudos e via-as depois a 750 o quilo, criando a sensação de que estes produtos eram um luxo. Ainda hoje fazem isso, apesar de os preços estarem muito mais acessíveis, com exceção das importações."

Paga-se mais 30%, mas compra-se um produto que passa por um apertado controlo de certificação, em que os consumidores podem confiar. No caso da agricultura convencional, ninguém fiscaliza a utilização de pesticidas. A lei existe, mas será sempre cumprida?

25%
Média anual de crescimento da produção biológica, na Europa, entre 1990 e 2000

EM BUSCA DO CORPO 'LIMPO'

Paga-se bem por alimentos que podem ter mais 20% de matéria seca e que, por isso, são superiores em nutrientes. Pelo menos quanto aos citrinos, Amílcar Duarte, 48 anos, agrónomo da Universidade do Algarve, já tem certezas absolutas: "Na agricultura biológica existe maior percentagem de polpa e menor de casca. O azoto utilizado no modo comum de cultivo faz com que a casca se torne mais espessa e a percentagem de sumo diminua. A quantidade de vitamina C também é superior, quando não se utilizam químicos."

A nutricionista Paula Ravasco, 34 anos, investigadora do Instituto de Medicina Molecular, não encontra publicações que evidenciem o impacto dos biológicos na saúde de quem os consome com regularidade. "A proteção das células conseguese com qualquer alimento, desde que se respeitem as quantidades preconizadas na pirâmide", diz. Quanto ao conteúdo nutricional, "não está demonstrado qualquer benefício". No entanto, defende que "se uma pessoa tiver possibilidade de escolher, estes produtos poderão apresentar um sabor diferente por não levarem adição de químicos". A nutricionista acrescenta que os alimentos convencionais crescem com demasiada rapidez, à custa do azoto nas águas da cultura. Como consequência direta, têm, na sua matéria, muito mais líquido e, por isso, a quantidade que se ingere é maior para atingir o mesmo nível de saciedade. "Os produtos biológicos são mais concentrados, estimulando os recetores do paladar e fazendo com que se coma menos volume de determinado alimento", explica Paula Ravasco.

A médica Cristina Sales defende, com veemência, as vantagens para a saúde dos produtos biológicos. E, ao contrário de Paula Ravasco, já encontrou estudos que comprovam a sua opinião. Um deles, publicado no jornal Agronomy for a Sustainable Development, assegura que os produtos biológicos apresentam níveis superiores de vitaminas, ácidos gordos omega3, fenóis, polifenóis e resveratrol, e mais minerais como o cálcio, o magnésio e o ferro. "Comer biológico será sempre melhor, porque, à partida, tem 0% de substâncias tóxicas. Nos últimos 50 anos, apareceram milhares de agrotóxicos, químicos e corantes com os quais o nosso organismo não sabe lidar, acabando por arrumá-los, sobretudo, nas células gordas. O efeito que estas substâncias ali arrumadas podem ter é imprevisível", afirmou a especialista em Medicina Funcional Integrativa, à margem do 3.º Congresso Nacional de Agricultura Biológica, que decorreu, recentemente, em Braga.

€33 
mil milhões Valor atualmente movimentado pela agricultura biológica, em mais de 120 países

LADO A LADO COM O PRODUTOR
Está uma manhã de sábado gélida. Nem por isso os consumidores habituais do mercado de Algés, nos arredores de Lisboa, a funcionar há menos de um ano, ficam em casa. Munidos de grossos casacos, luvas, cachecóis e sacos de compras, andam para a frente e para trás, analisando os produtos e os preços, nas diferentes bancas. Alguns clientes são tratados com deferência, porque esse é o espírito. Corta-se uma maçã com canivete e dá-se a provar, fala-se dos benefícios de alguns alimentos, há cumplicidade no ar.

Maria Isabel, 67 anos, tem o saco cheio de beringelas, batatas, castanhas, batatas-doces e uma alface. Contas feitas, gastou 15 euros. A quantidade que leva dá-lhe para toda a semana e até para presentear a irmã, que, desta vez, não a acompanhou nas compras matinais. "Pode ser mais caro, mas a qualidade é outra. Os produtos são naturais e não engordados à força. Não percebo como as pessoas continuam a comer tanta porcaria.", justifica-se. Antes de terminar o seu passeio, ainda compra alhos, cebolas, quivis e maçãs. Soma mais dois euros ao gasto inicial. Os mercados de rua têm crescido a um bom ritmo, em todo o País. Depois do sucesso alcançado no Príncipe Real, no centro de Lisboa, agora espalham-se por Matosinhos, Aveiro, Oeiras, Cascais e Algés. E a Agrobio, que organiza esses espaços de venda direta, anuncia outro, para breve, no Largo de Santos, em Lisboa. "Trata-se de uma valia para a cidade, pois provoca dinâmica. Além de ajudar a promover o modo de produção biológica e ser mais um ponto de escoamento para os agricultores", explica o presidente, Jaime Ferreira.

9,5%
Aumento do número de produtores biológicos, entre 2007 e 2008, na União Europeia, acompanhado de um acréscimo de 7,4% da área agrícola

Joaquim Vicente, 69 anos, e Maria Beatriz, 64, saíram de Santarém às cinco e meia da manhã. Três horas depois, já tinham a banca montada no mercado de Algés e estavam a atender o primeiro freguês. Conhecem a maioria dos que ali param. Trocam dois dedos de conversa, mostram os seus produtos, fazem as contas num caderno quadriculado, pesam as compras numa balança à moda antiga, que convive com uma grande calculadora e um telemóvel. Em cada semana, levam de volta uma média de 250 euros. "Produzimos menos porque não usamos fertilizantes, mas compensa. Eu e a minha mulher tínhamos muitos problemas alérgicos e com este tipo de alimentação melhorámos em 80 por cento", revela Joaquim.

1 600
Número de produtores biológicos em Portugal, em 2005, quando, em 1993, não chegavam aos cem. Os hectares cultivados, por consequência, passaram de uma cifra insignificante para perto de 25 mil

HORTAS URBANAS
"Sabe-se hoje que um grande número de pesticidas está associado a doenças do sistema nervoso, alergias, alterações no balanço hormonal, diminuição da fertilidade, enfraquecimento do sistema imunitário e incidência de diversos tipos de cancro." É Jaime Ferreira quem o escreve num artigo, baseando-se na British Medical Association. Este panorama piora quando se pensa nos resíduos múltiplos, ao ingerirmos vários produtos de fabrico convencional.

Optar por um consumo biológico é fugir deste cenário, mas também pensar no ambiente. Este modo de produção agrícola diminui entre 48% e 60% as emissões de CO2, especialmente pela não utilização de pesticidas. Metade da energia gasta na agricultura relaciona-se com a produção industrial e o transporte de adubos de síntese.

Ao mesmo tempo, os biológicos combatem a monocultura, promovendo rotações no terreno, o uso de adubos verdes e a luta natural contra pragas e doenças. Com este tipo de atitude fomenta-se o equilíbrio da Terra e defende-se a biodiversidade.

São estes os princípios pregados nos cursos de formação dos agricultores urbanos que têm surgido nos arredores das grandes cidades. José do Rego, 70 anos, mexe-se no meio do seu talhão, com algum à-vontade. Ele e mais quatro vizinhos partilham uma horta comunitária, no Alto do Gaio, em Cascais. O tipógrafo encontrou neste hóbi, proporcionado pelo Gabinete Agenda XXI da autarquia, o passatempo ideal para queimar as horas da reforma. Mas, entretanto, sabe-a toda. "Ensinaram-me a fazer um produto para afastar as lagartas, usando um quilo de urtigas para dez litros de água, e pulverizando-o durante três dias para cima das minhas couves." Explica ainda que as ervas de cheiro, como os coentros ou o alecrim, afastam as pragas, e as borras de café assustam os gatos.
Alguns destes novos agricultores tinham noções de cultivo, mas estavam a zero, no que respeita aos truques do modo biológico. Hoje tratam a compostagem por tu e nem precisam de cábulas para combinar as sementes que devem viver lado a lado. O consumo dos produtos que tiram da terra funciona como uma ajuda ao orçamento familiar, promovelhes uma atitude mais saudável e, com as sobras, ainda fazem oferendas. Todos reconhecem o sabor legítimo dos alimentos que eles próprios retiram das hortas. Na Área Metropolitana do Porto, a empresa Lipor criou o projeto Horta à Porta e já atribuiu 429 talhões, formação adequada, um compostor para cada agricultor, um abrigo de ferramentas e água disponível para a rega. Neste momento, têm quase 1 400 pessoas em lista de espera.
Em Loures, a iniciativa vai mais longe, como explica Emília Figueiredo, 38 anos, vereadora do Desenvolvimento Socio-Económico. Diz que a Câmara decidiu apostar em "dinamizar localmente a economia e os mercados agrícolas, encontrando, na agricultura biológica e nas suas vantagens ambientais e sociais, uma importante ferramenta para o ordenamento e sustentabilidade do território". A autarquia assinou um protocolo com a Agrobio, para ações de formação e divulgação junto da população, lançamento de hortas comunitárias e empresariais, organização de um mercado de rua e introdução de alimentação biológica nas escolas.

15%
Estimativa máxima do crescimento anual do mercado de agricultura biológica

POLÍTICA NACIONAL, PRECISA-SE

O Poder Local está sensibilizado para esta alternativa à produção intensiva. E o Central? Cristina Hagatong e Eduardo Diniz falam pelo Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura. Defendem-se dos que criticam a falta de um plano estratégico para o setor. "Esse plano, onde definíamos metas, existiu até 2008. Hoje, estamos mais vocacionados para os apoios e parcerias." Garantem que nunca foi reprovada nenhuma das candidaturas ao PRODER, consideradas prioritárias e com níveis de apoio majorado. E reconhecem que o perfil dos candidatos está a mudar: os agrónomos biológicos são mais jovens e com melhores habilitações, e mostram-se dispostos a aceitar os desafios deste modo de produção.

Alfredo Cunhal Sendim, 43 anos, da Herdade do Freixo do Meio, em Montemor-o-Novo, encaixa na perfeição no retrato. Talvez por isso integre o grupo de peritos que o ministro António Serrano criou para acompanhar a reforma da política agrícola. É o único representante da área biológica. "O mercado só crescerá se o Estado assumir isso como uma estratégia nacional. Sabemos que este modo de produção apenas existe porque a União Europeia percebeu como era importante investir nele." Para estimular o Poder Central, elaborou um esboço de plano nacional, a ser entregue ao ministro, com contribuições de todo o setor, onde expõe as principais reivindicações de quem se dedica ao biológico. "O mais importante é criar consciência no consumidor ele tem de perceber que se trata de uma teia de problemas e não apenas de comer saudável e saboroso", indica Alfredo Sendim, que converteu a sua herdade há 12 anos "de uma forma pouca digna e passando por muitas dificuldades".

Apesar de se encontrar um pouco a leste dos problemas causados pela intensificação da agricultura convencional, o consumidor português, aos poucos, está a inclinar-se para os alimentos sem químicos. As razões que a socióloga Mónica Truninger, 38 anos que dedicou a sua tese de doutoramento à agricultura biológica e editou-a no livro O Campo Vem à Cidade, descobriu para tal mudança variam entre os sustos relacionados com a segurança alimentar, conseguir saúde do ponto de vista nutricional, procurar um sabor mais apurado, preocupação com o bem-estar animal e as vantagens ambientais. "As pessoas interessam-se, essencialmente, por consumir fruta e legumes, sobretudo os que se comem crus e os que nascem mais próximo da terra, como as alfaces ou os morangos", expõe a investigadora. O fenómeno é ainda urbano, embora com tendência para se disseminar, e quase um exclusivo da classe média/alta e da faixa etária dos 25 aos 49 anos. Por vezes, o empurrão dá-se com o nascimento do primeiro filho atualmente, já existem pediatras que aconselham uma alimentação infantil totalmente livre de pesticidas.

Quase tudo o que entra em casa de Sanda Pagaimo, 38 anos, engenheira informática, natural da Bósnia, dois filhos pequenos, tem selo biológico. E, de facto, ela enquadra-se na descrição sociológica de Mónica Truninger. Para o switch off pesou "o sabor dos alimentos e a questão ecológica". E quanto ao aumento da despesa 10% ou 20% é compensado pelo tempo que os produtos aguentam frescos, sem se estragarem. Por isso, ao começar o blogue Little Up Side Down Cake, há um ano, já fazia os bolos com produtos biológicos. Nunca pensou foi no êxito que viria a conquistar, nem que seria a primeira a certificar a sua produção doméstica, toda elaborada na moderna cozinha da sua casa, depois de pôr as crianças a dormir. Pagou cerca de 300 euros e, em junho, ganhou o selo bio. Agora, distribui os seus cupcakes, muffins, brownies e bolos à fatia pelas lojas Biocoop e Miósotis. Deliciosos, são o remate ideal para uma refeição toda ela isenta de químicos. Experimentar, de forma mais ou menos consciente, será sempre uma opção de cada um.

€18
milhões Volume de vendas de produtos bio, em 2008, na União Europeia. Três anos antes, já tinham sido avaliado em 14 milhões de euros


'Megafone' da saúde: o que dizem especialistas
"Em média, os alimentos biológicos têm níveis mais elevados de vitaminas e minerais (como cálcio, magnésio, ferro e crómio), de hidratos de carbono e proteínas. Neles há também mais antioxidantes que, entre outros benefícios, ajudam a prevenir o cancro. Não contêm aditivos alimentares que agravam problemas de saúde como as doenças do coração, osteoporose ou as dores de cabeça"
SOLANGE BURRI, consultora em alimentação e autora do site Babysol
"Os recetores do paladar são influenciados pelo facto de os alimentos biológicos serem mais concentrados do que os convencionais. O paladar, ao ser estimulado pelo sabor intenso, transmite-nos a sensação de saciedade, rapidamente, fazendo com que se coma menos quantidade"
PAULA RAVASCO, nutricionista e investigadora
"Os legumes e as frutas biológicos são ricos em antioxidantes. Quando estão ao sol, os produtos ganham a sua proteção antioxidante. Logo, quanto mais fértil for a terra e mais lento for o seu processo de crescimento, maior quantidade dessas substâncias vão ter"
CRISTINA SALES, médica

Para saber mais sobre:
  • Mitos e factos dos alimentos da agricultura biológica
  • O preços dos alimentos: Biológicos vs Convencionais
Clique aqui: PDF


Fonte

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Os Alimentos que fazem Você mais Feliz

OS ALIMENTOS QUE FAZEM VOCÊ MAIS FELIZ de Jaqueline Louize
O que você come tem grande influência no que você sente. Deve-se investir nos alimentos que harmonizam as emoções. De coração leve, sem tanta ansiedade, fica mais fácil controlar até a boca nervosa ou a sensação de estômago vazio, ou ainda, a insônia, o desânimo, o medo e o estresse.

Depois de provar que alguns alimentos protegem o nosso organismo, mantendo as doenças à distância, a ciência da nutrição também mostra que comidas também influem intensamente nas nossas emoções.



Estudos comprovam que os componentes das hortaliças, frutas e sementes interagem com os neurotransmissores, substâncias que permitem a comunicação entre as células do cérebro e que estão envolvidas nas emoções. Vamos a alguns exemplos: [CLIQUE AQUI]


Alimentos que fazem você feliz!






segunda-feira, 8 de julho de 2013

Alimentos Termogênicos


Alimentos termogênicos, como o nome já diz, possuem um efeito térmico, ou seja, aceleram o metabolismo e aumentam a temperatura do corpo facilitando a queima de gorduras. Porém estes, por si só, não devem ser “encarados” como milagrosos.

Eles são responsáveis por cerca de 10% do gasto total de energia, porém estes, por si só, não devem ser “encarados” como milagrosos. Devem ser inclusos aliados a uma alimentação saudável; e associados à prática de exercícios físicos, para que se tenha algum efeito positivo no processo de emagrecimento. Sozinhos não têm nenhum efeito no organismo.

A variedade dos alimentos apontados como termogênicos é imensa. Não existe uma recomendação estabelecida sobre a quantidade a ser ingerida, mas existem algumas indicações:

- Pimentões e pimenta-Caiena (pimenta-vermelha): 3 a 4g ao dia como tempero de pratos quentes e saladas é capaz de aumentar o metabolismo em 20%.

- Gengibre: Pelo menos 1 pedaço de 2cm, três vezes ao dia. O gengibre pode ser consumido cru, no tempero, refogado, em forma de chá ou batido no liquidificador com frutas.

- Vinagre de Maçã: 1 colher de chá duas vezes ao dia.

- Chá Verde: 1 xícara de chá de 5 a 10 minutos antes das principais refeições. O chá verde e o branco possuem inúmeras propriedades terapêuticas já conhecidas na prevenção de doenças, além de acelerar o funcionamento do metabolismo. Os compostos presentes na planta reduzem a absorção de açúcar no sangue – o que ajuda a diminuir a compulsão por doces – e inibem a ação da amilase, uma enzima responsável pela digestão de carboidratos. Além disso, aceleram o trânsito intestinal.

- Canela: 1g duas vezes ao dia, na forma de chá, polvilhada em sopas ou preparações com queijo, gratinada no forno ou polvilhada em frutas como maça ou banana.

- Guaraná em pó: em pó ou cápsulas, 2g, duas vezes ao dia. Encontrado em drogarias e casas de produtos naturais.

Estes são os alimentos considerados mais termogênicos, mas a lista não para por aí. Outros também entram na lista: laranja, kiwi, café preto, chá mate, hortelã, alimentos ricos em ômega-3 (sementes), algas, soja, brócolis, água de coco, mostarda, aspargos, couve, acelga e até derivados de chocolate, cominho, mostarda, cebola, alho e curry.

Anote essa receita fácil de um suco desintoxicante com termogênicos que equilibram o seu metabolismo. Bata na centrífuga três cenouras sem casca, duas maçãs sem casca, um pedaço pequeno de gengibre, uma folha de couve, um punhado de hortelã e um talo de salsão, e beba em jejum pela manhã. A mistura serve para acalmar o fígado e faz o organismo como um todo funcionar melhor.

Apesar de naturais, uma atenção especial deve ser dada aos hipertensos e/ou cardiopatas, gestantes e lactantes, pessoas com hemorróidas e com o aparelho digestivo sensível. Assim, uma avaliação nutricional prévia se faz necessária, uma vez que o exagero no consumo desses alimentos pode levar ao surgimento de sintomas como dor de cabeça, tontura e insônia.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Alimentos básicos...

... que não devem ficar no frigorífico/geladeira mas na despensa


 Tomate
É um dos alimentos que mais vai para o frigorifico/geladeira incorretamente. A refrigeração faz com que esta fruta (você já sabia que não é um legume, não é?) se deteriore mais rapidamente e perca o sabor natural. Tomates devem ser colocados na fruteira com a cabeça para baixo.

Cebola
As cebolas precisam de ventilação. O interior húmido do frigorifico/geladeira faz com que estraguem rapidamente, então é melhor mantê-las na despensa. E outro detalhe importante: deixe-as longe das batatas, caso contrário elas irão apodrecer mais rapidamente.

Alho
O alho também precisa de ventilação. Além do quê, o frigorifico/geladeira pode tirar um pouco do sabor e causar mofo. Guarde-o solto, em ar fresco, e o alho vai durar dois meses tranquilamente. Quando estiver picado, pode ir para o frigorifico/geladeira, mas coma-o assim que possível.

 Batatas
Comuns, doces ou similares, batatas não devem ser colocadas no frigorifico/geladeira porque o amido transforma-se em açúcar e muda não só o sabor, mas a cor e a textura. Um local fresco, arejado e escuro é ideal, como um saco de papel aberto dentro da despensa.

Pimenta
Aberto ou fechado, o frasco de pimenta em conserva tem que ficar fora do frigorifico/geladeira. É um alimento que dura até três anos porque possui ingredientes que o conservam, como vinagre e azeite.

Café
Café é um excelente estimulante e promove a acuidade cerebral, além de ter efeito antioxidante que mantém a saúde do cérebro
O café em pó deve ser colocado em recipientes hermeticamente fechados (que não entrem ar) dentro da despensa. O frigorifico/geladeira cria condensação, que afecta o sabor. O coador de café, sim, pode ser colocado no frigorifico/geladeira, como costumam fazer.


 Pão
Coma-o na hora ou em até quatro dias, mas não guardado no frigorifico/geladeira, porque a refrigeração  seca-o mais rapidamente. O frigorifico/geladeira não pode ser usado, mas o congelador, para preservar aqueles pães que não serão comidos em quatro dias, é uma opção.


Melões e melancias
Pesquisas recentes descobriram que deixar essas frutas em temperatura ambiente ajuda a manter antioxidantes intactos. Depois de cortadas, vão para o frigorifico/geladeira até quatro dias.


Óleo
É improvável, mas é melhor avisar: óleos ficam espessos e turvos quando armazenados no frigorifico/geladeira. O único é os óleo de noz. O resto, fora!


Manjericão
Baixas temperaturas não são recomendadas. O manjericão deve ser lavado, seco, seus caules cortados em diagonais e mantido em um copo com água coberto com um saquinho. Amplamente utilizada nas culinárias italiana e tailândesa, a erva ajuda a diminuir a ansiedade e curar infecções bacterianas na pele. Estudos sugerem que o manjericão tem papel antioxidante, anti-inflamatório e analgésico.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Licopeno

Benefícios do licopeno
O licopeno é um carotenóide presente no tomate, porém sua absorção é mais satisfatória quando submetido ao calor do cozimento, isto porque o calor rompe as membranas celulares e libera o licopeno de uma matriz de proteínas e fibras facilitando assim o seu contato com a parede intestinal. Com isso, as melhores fontes são molhos e sucos de tomates.

Sabe-se também que os tomates que amadurecem no pé são mais ricos em licopeno que aqueles que amadurecem depois de colhidos. Além do tomate, outras fontes de licopeno são : melancia, cidras, goiaba.

Este poderoso antioxidante está sendo usado no combate a esterilidade masculina e na prevenção de osteoporose feminina no período pós menopausa. Existem algumas evidências de que o consumo regular de licopeno diminui a probabilidade do indivíduo ter câncer de próstata.

Estudos mostram que o consumo deste carotenóide pelo menos 2 vezes na semana reduz em 34 % os riscos de câncer de próstata. Alguns trabalhos associam níveis elevados de licopeno a uma menor incidência de câncer de mama devido a sua ação antioxidante, o que minimiza o estresse oxidativo, uma das causas da doença.

P.S. O famoso ketchup é rico em licopeno, assim como outros molhos à base de tomate que são industrializados. Mas devem ser usados com moderação. É para comer a comida com o molho e não o molho com a comida! E não usar o fato do molho ser rico em licopeno e adicioná-lo em todas as refeições. Pois como ele é industrializado, também é rico em conservantes, sódio e açúcar que em excesso podem ter efeitos tóxicos no organismo comprometendo assim a sua saúde. Portanto deve-se dar preferência aos molhos naturais, caseiros e feitos à pouco tempo, pois são fáceis de estragar.

Licopeno é uma substância carotenóide que dá a cor avermelhada ao tomate, melancia, goiaba, entre outros alimentos. É um antioxidante que, quando absorvido pelo organismo, ajuda a impedir e reparar os danos às células causados pelos radicais livres.

Os radicais livres são produzidos durante funções normais do corpo humano, como respiração e atividade física. Também são formados como resultado do hábito de fumar, superexposição ao sol, poluição do ar e estresse. São altamente reativos e, se não controlados, podem danificar as moléculas importantes das células saudáveis do corpo humano. Isso pode contribuir para o desenvolvimento de várias doenças, como câncer e doenças cardiovasculares.

Assim como o betacaroteno, o licopeno é transportado no sangue humano por meio de lipoproteínas, principalmente a LDL. A principal função da LDL é fornecer colesterol para as células do corpo e, ao fazer isso, também fornece licopeno e betacaroteno. Os maiores níveis de licopeno e betacaroteno são encontrados no fígado (principal local de armazenamento). No tecido adiposo, a taxa de carotenóides é muito baixa. No entanto, devido à quantidade total de tecido adiposo no organismo, também pode ser um importante local de armazenamento.

A melhor fonte de licopeno é o tomate.
É um alimento pouco calórico, com seus efeitos antioxidantes, fonte de fibras e bem utilizado na culinária pela sua cor, melhorando a aparência dos pratos. O tomate é matéria prima que pode entrar em diversas refeições. Quanto maior a concentração de tomate em uma receita, maior o teor de licopeno e os benefícios por ele proporcionados. Este possui maior aproveitamento quando combinado a uma pequena quantidade de gordura, preferencialmente do tipo monoinsaturada.

Encontra-se presente em alimentos como o tomate (média de 3,31 mg em 100 gr) e o mamão (média de 3,39 mg em 100 gr). A absorção do licopeno é maior quando o alimento em questão é cozido, pois o rompimento das paredes celulares facilita o contato deste com a mucosa intestinal. O licopeno da melancia e do mamão é muito biodisponível (em torno de 60%), enquanto o do tomate cru está em 13%, contra 70% do mesmo quando cozido. Assim sendo, alimentos como a massa e o molho de tomate são ótimas fontes desse antioxidante valioso e barato.

Existem algumas evidências de que o consumo regular de licopeno diminui a probabilidade do indivíduo ter câncer de próstata e dos pulmões. De fato, estudos australianos em fase avançada estão demonstrando que o uso regular do licopeno reduz a incidência de alguns tumores viscerais.











Fontes de Licopeno

Pesquisadores e seus estudos têm demonstrado que o licopeno é um flavonóide que está intimamente relacionada com o beta-caroteno . O consumo de licopeno através de uma dieta constitui um domínio de 50% das fontes de carotenóides no soro do sangue humano. Então, você pode estar ansioso para saber o que é o licopeno, exatamente? Bem, dizem que ela pode ser definida como um pigmento que dá cor ao aparecimento de vários alimentos e frutas. Como a melancia tem a cor vermelha e toranja rosa tem, a comida de outras fontes de licopeno similarmente realizar este potente antioxidante chamado licopeno poderes . Leia mais para saber sobre fontes de licopeno.

Fatos benéficos do Licopeno
Como sabemos que o licopeno é um carotenóide que são pigmentos naturais, estes pigmentos atuam como antioxidantes para um corpo humano. Nosso conhecimento de antioxidantes que sempre nos lembrou que reduzem os radicais livres presentes no organismo e fortalecer o sistema imunológico também. Devido a este ponto mais licopeno como a substância reduz o risco elevado de câncer de pulmão, doenças do coração, outros tipos de câncer de doenças como o cervical, digestivo, do aparelho de mama, câncer de próstata e doenças no corpo humano. Ele ajuda a regular uma saudável e um bom sistema digestivo ao longo da vida.


Fontes de licopeno
Como é altamente essencial para a nossa dieta regular para ter um suplemento de licopeno , inclusive na mesma, mesmo estes suplementos podem ser encontrados em vários lugares como, uma loja de varejo, através da Internet ou em qualquer médico lojas locais. Bem, qualquer que seja sua fonte de compra, apenas garantir que você comprá-lo a partir de uma leitura loja de confiança previamente todos os detalhes do produto eo preço varia. Geralmente, as fontes de licopeno podem ser comidas ou frutas que contêm pequenas quantidades do mesmo neles. Tais fontes totalmente ajudar a manter uma dieta equilibrada e saudável, se o consumo está em uma base regular. Então, vamos dar uma olhada em alguns nomes comuns de alimentos e frutas que servem de licopeno como suplemento na mesma.

Fontes de Licopeno: alimentos e frutas
Legumes e frutas vermelhas
Melancias
Tomate
Damascos
Toranja vermelha
Goiabas vermelhas
Alguns produtos processados de tomate

Com um breve olhar para essas fontes, você deve ter recebido uma essência do sujeito que o licopeno é algo que não é formulado pelo corpo, mas tem que ser consumida através de produtos hortícolas e frutos em nossa dieta regular. Das duas diferenciações de fontes de licopeno processados e matérias-primas, a sua visita que o licopeno como fonte é melhor quando consumido ingerida através de alimentos cozidos ou processados e não-primas.
Aqui está uma tabela abaixo que incluem algumas das melhores fontes de licopeno.

Licopeno Fontes: Frutas e Comida
Licopeno: Fontes
alimentares ricas
Valor da dosagemMedido pelo 
mcg Licopeno
Espargos4 cru ou cozido18
Espargos porção/chávena, cozinhado43
Cenourasporção/chávena1
Suco de cenouraporção/chávena5
Pimentas 1 pimenta367
Feijão, cozidoporção/chávena1298
Tomates secos ao sol1 porção/chávena815
Salsa1 colher de sopa1682
Molho de tomate1 colher de sopa2506
Toranja rosa1 / 2 grapefruit1745
Tomateporção/chávena4631
Tomate, inteiro porção/chávena , enlatados6480
Melancia porção/chávena , em bruto6889
Sopa de Tomateporção/chávena12608
Molho de Tomateporção/chávena37122

Com esta visão geral das fontes de licopeno de ‘alimentos’ n frutos tabela acima, que acaba de fazer-se ciente das vantagens do licopeno , aprendendo a quantidade exata de dosagem que é suposto para tomar polegadas Seria melhor se você consultou um médico de saúde antes de iniciar qualquer rotina de dieta complementar. Médicos são as melhores pessoas para avisá-lo se há algum efeito colateral que impliquem os suplementos que você tomar-like, anti-reações ou alergias alimentares, etc Todos esses indicadores são fundamentais antes de iniciar qualquer tipo de regime.