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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Condimentos

Ervas são folhas de várias plantas. Podem ser frescas ou secas.

Especiarias são sementes, rebentos/brotos, frutas, flores, cascas e raízes de plantas. As especiarias têm um sabor mais acentuado que as ervas. Em alguns casos, a mesma planta pode produzir tanto especiaria como erva.

Outros condimentos são elaborados com misturas de especiarias (como o chili) ou de ervas (como o bouquet garni).

Ervas e especiarias podem ser armazenadas em recipientes à vácuo. A maioria das especiarias fica bem armazenada por cerca de um ano, duas vezes mais que as ervas secas, que, quando armazenadas, têm vida útil de seis meses.

Veja abaixo algumas das ervas mais comuns utilizadas na culinária.

  • Ervas Aromáticas
As ervas aromáticas transformam positivamente os alimentos, e algumas combinações parecem ter nascido para ser mesmo utilizadas: manjericão com tomate, estragão com vinagre, o tomilho e o alecrim com molhos, e os orégãos com massas. Todavia, as combinações não deverão ser obrigatórias; o que é excitante na cozinha é o facto de haver sempre um grande âmbito para novas experiências e para a possibilidade de novas e bem sucedidas misturas de sabores.

As ervas aromáticas deverão ser utilizadas frescas, sempre que possível, sendo os orégãos a única excepção, visto que, por qualquer motivo, têm um aroma ainda melhor depois de secos. A maior parte das ervas pode ser facilmente cultivada. O tomilho pode ser tão bom fresco como seco, desde que tenha sido seco há pouco tempo. Sendo actualmente tão fácil obter ervas frescas durante todo o ano, é curioso lembrarmo-nos de que, ainda há pouco tempo, só se conseguiam comprar pequenas embalagens com uma curta variedade de ervas secas. De qualquer forma, muitas das ervas tenras, como o manjericão e a salsa, perdem por completo as suas características quando secas; se tiver grande abundância delas e as quiser conservar, poderá congelar pequenas quantidades em cubos de gelo ou, melhor ainda, conservá-las em azeite, dentro de boiões bem vedados. Assim, depois de ter usado as ervas, o azeite aromatizado poderá ser utilizado para temperar saladas.
Nada se compara à fragrância das ervas frescas em saladas ou espalhadas sobre legumes cozidos e as que têm folhas de belos formatos são excelentes para enfeitar um prato ou decorá-lo. Havendo ervas frescas em casa, não existe a preocupação de o prato ter um aspecto descolorido: desde que o gosto-base da comida seja bom, pode-se melhorar rapidamente o aspecto do prato com algumas ervas, Mesmo os melhores estufados, guisados ou sopas tornam-se mais apetitosos se se espalharem sobre eles ervas picadas, no último momento; são elas também que tornam diferentes os caldos e os molhos.

Fines Herbes
Expressão francesa utilizada para descrever uma mistura de ervas frescas - geralmente salsa, estragão, cebolinho e cerefólio -, que são finamente picadas e utilizadas.


Ramo de Cheiros
É um molho de ervas frescas, como tomilho, pés de salsa e folhas de louro, utilizado para dar gosto, às sopas, aos guisados e aos molhos. Faça a sua própria versão de ramo de cheiros com quaisquer ervas -e especiarias - à sua escolha.

Manjericão: fresco ou seco, o sabor adocicado é essencial nos pratos italianos.
É uma das mais importantes ervas culinárias, pois combina com quase tudo, principalmente com tomate. Pode ser usado em pratos com cogumelos, ensopados e sopas. É indispensável para o preparo do tradicional “molho pesto” e “molho vermelho”.
É uma das ervas mais versáteis que se pode cultivar em casa. As folhas verdes têm um aroma tentador e estonteante e um sabor pungente. Se cozinhar com ela adicione-a no final, para que conserve o sabor. O manjericão é muito usado nas cozinhas italiana e francesa, para dar sabor ao tomate, com o qual tem uma extraordinária afinidade, e é também misturado em saladas e em diversos molhos -sendo o mais popular o pesto italiano. Só para fazer o pesto é que as folhas de manjericão devem ser cortadas, porque perdem a cor; nos outros casos, rasgue-as com os dedos, em pequenos pedaços.

Louro: proporciona um sabor mais forte a ensopados. Remova as folhas antes de servir.
As aromáticas folhas de louro são utilizadas frescas ou secas e têm um lugar essencial num ramo de cheiros. Ficam particularmente bem com legumes como o feijão. Se se extrair a nervura central das folhas e estas forem finamente picadas, produzem um magnífico efeito nos molhos Nos cremes doces, faz-se uma infusão das folhas inteiras em água quente, antes de levar ao lume. Ao cozer batatas, junte-as à água.

Cebolinha: tem um sabor delicado e é normalmente usada como guarnição.
Os caules, de cor verde-viva, desta erva têm um gosto a cebola, o que faz deles uma guarnição ideal para saladas e sopas de tomate, recheio de batatas assadas e "vegletes"

Dill(endro ou aneto): membro da família da salsa, é composto por folhas secas e frágeis. Seu distinto sabor pode ser destaque em qualquer prato, mas deve ser usado com moderação.

Manjerona: com um sabor próximo ao orégano, a manjerona é normalmente usada em molhos de tomate.
É uma erva adocicada, semelhante aos orégãos, mas muito menos agressiva. O seu sabor delicado é destruído pela cozedura prolongada, pelo que é preferível adicioná-la pouco antes de servir. É boa quando adicionada a estufados ou sopa de legumes.

Hortelã: comercializada tanto fresca como seca, é usada em saladas e também em chás.
Entre as mais importantes ervas culinárias encontra-se a hortelã, que tem uma vasta gama de sabores -conforme a variedade. Como alternativa ao molho de hortelã, é excelente espetada num assado ou estufado; picada, fica bem em sopas de creme e em almôndegas. Tem um sabor interessante quando adicionada a molhos picantes de frutas e especiarias, a groselha negra, ameixas e outros frutos de Verão em calda, e fica óptima em saladas de fruta. A hortelã picada também pode ser espalhada sobre legumes cozidos.

Orégano: o forte sabor pode facilmente marcar pratos leves. Perfeito na maioria dos pratos italianos.
Estreitamente relacionados com a manjerona, mas de sabor mais forte e aromático, os orégãos são muito úteis, pois são a única erva que fica melhor seca do que fresca. Ligam bem com legumes. Esta erva é muito conhecida pela sua utilização nas cozinhas italiana, grega e portuguesa.

Salsa: ao comprá-la fresca, procure por maços bem verdes com bom aroma. Para armazená-la, lave bem e escorra o excesso de água. Envolva a salsa em papel toalha antes de colocá-la num saco plástico. Guarde na geladeira até utilizar na preparação de pratos. É normalmente usada como guarnição.
Erva tradicional da cozinha internacional. É um excelente tempero e muito versátil para decoração de pratos. Largamente utilizada para preparar massas, sopas, saladas verdes, arroz, molhos (vinagrete), Vegletes. Coloque a salsa pouco antes de terminar o cozimento pois ela cozida tem sabor amargo.
Embora tradicionalmente utilizada apenas para guarnição, a salsa fresca também dá um excelente sabor a sopas e molhos. Existem duas variedades, com folhas lisas ou frisadas, sendo a de folhas lisas mais decorativa e de sabor mais forte. Muita salsa picada, um pouco de alho esmagado e azeite extravirgem aromatizado constituem um excelente toque de acabamento para pratos de grelhados. A salsa também pode ser frita e servida, ou reduzida a puré, com um pouco de manteiga, para obtenção de um molho rápido. Em alturas de abundância, a salsa faz uma boa salada e pode ser utilizada para fazer um molho verde.

Coentros: As folhas, as raízes, os caules e as sementes desta erva, fortemente aromática, têm gostos levemente diferentes. As folhas frescas são bonitas e dão imediatamente um gosto exótico a qualquer prato, se forem adicionadas antes de servir; também são excelentes em saladas e como guarnição. Pode cozinhar as raÍzes e os caules nos estufados e sopas, mas retire-as antes de servir.

Alecrim: embora não combine com outras ervas, seu sabor peculiar é uma boa escolha para pratos grelhados. Erva aromática usada em sopas, molhos e grelhados.
Tem um sabor forte, pelo que convém usá-Io parcimoniosamente e finamente picado. Os pés inteiros fazem uma boa base para grelhar. Experimente-o em infusão em pratos doces, como cremes, molhos doces, xaropes e gelado de baunilha.

Sálvia: o sabor da sálvia fresca é mais forte que a sálvia seca, entretanto combina com recheios.
É utilizada como tempero. Também é usada em pratos de sabor forte, além de aromatizar pães. Pode ser encontrada tanto fresca quanto seca.
Para combinar com tomate, alho e azeite, a salva é uma erva óptima. Também fica surpreendentemente bem em estufados com tomate, assim como em pratos quentes. A salva tem um sabor potente, pelo que deve ser usada com parcimónia. É excelente para recheios.

Segurelha: As variedades de Inverno e de Verão desta erva sabem vagamente a tomilho, mas são mais amargas. A segurelha de Inverno é ligeiramente mais suave. Utiliza-se (com discrição) em sopas de feijão verde, feijão com massa, em guisados e estufados.

Estragão: Pode ser encontrado fresco ou seco. É um condimento muito utilizado para aromatizar vinagres, picles, mostardas e molhos. É muito usado em saladas, bem como em vários molhos. Estragão seco perde o sabor acentuado da folha fresca.
Uma erva com bonitas folhas finas, com um sabor forte mas subtil. Se a cultivar, assegure-se de que se trata da variante francesa, pois a russa cresce prolificamente mas não tem o mesmo sabor. O estragão é famoso pela sua aplicação em manteigas, molhos mas também pode ser usado em tempero de saladas.

Tomilho: bastante utilizado para adicionar sabor às saladas, sopas e molhos cremosos. Também popularmente conhecido como 'timo'.
É um condimento de aroma intenso, cujas folhas podem ser utilizadas tanto secas, frescas ou em pó. Excelente tempero para o preparo de caldos, molhos de tomate, sopas e guisados.
É adequado para pratos de longa cozedura e estufados. Ao contrário da maior parte das ervas, com excepção dos orégãos, o tomilho é tão bom seco como fresco. É maravilhoso com legumes. Deve ser utilizado com parcimónia porque o seu sabor se sobrepõe facilmente a todos os outros.
Usar tomilho fresco em molhos, saladas, combina muitoooo bem com todos os vegetais. O tomilho é uma fonte de vitaminas C, D, e complexo-B, além de conter iodo, sódio, silica e sulfato.
O tomilho fresco deve ser guardado em um saco plástico muito bem fechado e posto na geladeira ou em um copo de água gelada. Já o tomilho seco deve ser armazenado em recipientes hermeticamente fechados e postos em uma área escura, guardando assim seu perfume por até 6 meses.

Para preparar o tomilho fresco para o uso, remova as folhas dos talos passando as mãos de cima para baixo e depois pique-as finamente. Seu aroma aparece quando as folhas são amassadas, picadas ou esfregadas entre os dedos. Sendo o tomilho um dos principais componentes do bouquet garni clássico, ele dá vida às sopas, molhos e guisados.

Funcho: Os caules e folhas desta erva aromática têm um delicado sabor adocicado. As folhas plumosas do funcho são uma boa guarnição para legumes. Os caules secos são muito eficazes como base para grelhados.




Erva cidreira: As folhas frescas possuem um sabor e aroma semelhantes ao limão. Utilizam-se as folhas inteiras em ponches e bebidas de frutas e as folhas cortadas em sopas e saladas.

Aipo
Rico em cobre, protege contra o cancro, doenças cardiovasculares e infecções. Contém também fósforo, que aumenta a resistência do organismo e ajuda a combater a fadiga. Por outro lado, o magnésio presente no aipo previne doenças de coração, cálculos renais e dá força muscular. Além disso, o zinco contribui para o apuramento dos sentidos da visão, paladar e olfacto.

Alho
Da família das cebolas, o alho é tão aromatizante como qualquer outra erva fresca. Liga bem com quase todos os ingredientes, excepção feita aos mais delicados, devido ao seu sabor intenso. Quando cru ou ligeiramente cozinhado o seu sabor é forte e intenso. Contudo, quando cozinhado, brandamente, por um tempo longo, fica com um sabor suave e doce. Alguns pratos ou molhos necessitam, apenas, de pequenas quantidades de alho, enquanto pratos de cozedura prolongada beneficiam com a adição de diversos dentes.

Cerefólio
É uma bonita planta de folhas plumosas, com o aroma delicado das sementes de anis. Utilize-as rapidamente, pois uma vez colhidas as folhas murcham logo. O cerefólio é muito usado na cozinha francesa, para dar gosto às omeletas mas também pode ser usado em saladas.

Você pode ter em casa, num pequeno canteiro ou vaso, sete ervas que não exigem muito cuidado e podem funcionar como aliadas.

Arruda (folha) - As benzedeiras dizem que seu aroma espanta o mau-olhado. É a erva do arrependimento, pois estimula a consciência dos proprios erros. Não é planta comestivel.

Coentro (semente) - Bom para sistema digestivo. Indicado para tratamento de sarampo incubado.

Erva-doce (semente) - É digestiva. Lavar o rosto com seu chá tonifica a pele e comate as rugas.

Hortelã (folha) - Acalma, controla atitudes precipitadas e harmoniza o ambiente. Melhora a visão e clareia as ideias.

Malva (flor) - Suavisa o caráter, deixa a mulher feminina e o homem mais sensivel.

Mirra (resina) - Como incenso, neutraliza a negatividade dos ambientes. Não é comestivel.

Tomilho (folha) - Afasta a melancolia. Proporciona maior vigor fisico e ajuda a ter lucidez para tomar decisões consideradas dificeis.

  • Especiarias
    Dê mais tempero aos alimentos com:

    Pimenta da Jamaica: recebe esse nome porque é semelhante ao sabor da canela, noz-moscada e cravo-da-índia juntas.

    Alcaparra: do tamanho da ervilha, é o broto da flor do arbusto da família da Caparidácea. Encontrada principalmente na América Central e no Mediterrâneo, ela dá um gosto acentuado a molhos, patês e aperitivos.

    Pimenta de Caiena: essa pimenta vermelha precisa ser usada com moderação para não alterar o sabor do prato. Essencial na culinária latino-americana e meridional.

    Chili em pó: como o curry, ele é uma mistura de especiarias picantes e chili.

    Canela: enquanto a casca seca é usada principalmente em sobremesas, a canela em pau pode ser utilizada para dar sabor à cidra e outras bebidas quentes.
    É considerada estimulante e anti-diarreica, além de facilitar a digestão.

    Cravo-da-Índia: esta especiaria adocicada é comercializada integralmente e é utilizada em assados e sobremesas.

    Cominho: é utilizado em vários pratos latino-americanos e meridionais devido ao seu sabor acentuado. Deve ser usado com moderação.

    Curry em pó: é formado pela mistura de várias especiarias como cúrcuma, cardamono, cominho, pimenta, cravo-da índia, canela, noz-moscada e, às vezes, gengibre. O chili esquenta o paladar e o alho seco oferece densidade de sabor. A mistura do curry varia dependendo do uso.

    Gengibre: com aspecto retorcido, ele proporciona um aroma e um sabor diferente aos pratos. É muito usado em pratos orientais.
    As propriedades estimulantes do gengibre devem-se à vitamina B3, B6 (alivia sintomas de tensão pré-menstrual e actua contra o cancro) e vitamina C (capaz de prevenir o cancro, imunizar o organismo contra gripes e constipações, reduzir o colesterol, cicatrizar as feridas, proteger as gengivas e defender o organismo dos radicais livres). O gengibre também contém manganésio, que exerce uma acção anti-oxidante no organismo; selénio e zinco.

    Noz-moscada: com uma fragrância acentuada e um sabor marcante e ligeiramente adocicado, ela é usada em alimentos assados, doces, sobremesas, molhos, saladas e gemadas.
    Este tempero tem propriedades estimulantes e desinfectantes do intestino. Também promete efeitos afrodisíacos.

    Páprica: dá um toque especial sem apimentar muito pratos como salada de batatas e frutos do mar.

    Açafrão: essa especiaria perfumada é usada, na maioria das vezes, em sopas e risotos.

    Cúrcuma: assim como o gengibre, é um ingrediente essencial do curry em pó e já foi conhecida como açafrão da Índia. Deve ser usada com moderação: uma pitada já é o suficiente.


    terça-feira, 1 de junho de 2010

    Dicas para cozinheiros confusos: Comprar e Conservar

    Compre bem


    Abobrinhas(courgettes), beringelas, chuchus: leve os mais pesados (não necessariamente os maiores e sim os mais sólidos), com casca brilhante e sem amassados.

    Abóbora: inteira ou em pedaços, verifique que ela esteja bem firme. Sua cor depende da variedade - vermelhão ou amarelo forte.

    Alho-porro(alho francês): deve ser bem branco da parte do talo (onde está a raiz) até aproximadamente a metade, onde começa a folhagem verde. Podem ser um pouco maiores do que uma cebolinha (aliás, são bem parecidos) ou bem grossos.

    Alcachofra: pequenas ou enormes, a folhinha deve apresentar resistência quando você tenta arrancá-la do caule. Isto quer dizer que ela está nova e portanto ideal para o consumo.

    Aspargos: as pontas são as partes mais saborosas e então não leve para casa se estiverem amassadas, muito molengas ou muito escuras. Podem ser verdes, brancos e estriados de lilás, de acordo com a qualidade.

    Batatas: devem ser firmes, pesadas, não murchas e moles. Evite as que possuem muitos “olhos” (pontos pretos na casca) ou brotinhos aparecendo. As batatinhas, chamadas de portuguesas, são ideais para conservas. As grandes e amarelas, para frituras e as brancas e farinhentas, ideais para purês. Já as batatas doces podem freqüentar sua mesa fora das festas juninas. São nutritivas, cozidas ou fritas.

    Brócolis: coloração verde escura, buquês bem fechados e sem flores amarelas.

    Brotos de feijão: devem ser bem brancos. Vendidos em saquinhos, não leve aqueles que se mostram pegajosos, amarelados e com líquidos. Já estão passados

    Cenoura: as de maior tamanho nem sempre são as mais saborosas. Prefiras as de cor firme e lisas. Isso facilita a limpeza.

    Chicória: deve ter as folhas mais firmes que o alface, de coloração verde profunda por fora e folhinhas claras e tenras por dentro. Olhe na base do caule, que deve ser branquinho para checar se não está passada

    Cogumelos frescos : a) Champignons: Brancos e durinhos. Se estiverem pegajosos, esqueça. b) Shitaque: marrom escuro em cima e bege claro em baixo. Sem líquidos na embalagem e firmes ao toque. c) Shimeji: parecem uma floresta em miniatura, cor entre o cinza escuro e o branco. Compactos, firmes. d) Caetetuba: menos firmes, copas grandes, devem estar sem umidade.

    Couve mineira: folhas bem verde escuro. Quando começa a amarelar é porque já era...

    Couve de Bruxelas: parecem repolhos em miniatura, em tons de verde claro e verde escuro, devem ser bem fechados, isto é, as folhas não podem se soltar com facilidade.

    Couve flor: branquinha, livre de partes escuras e com buquês fechados, caules compactos.


    Espinafre: coloração verde escura, sem brilho, folhas firmes.


    Mandioquinha: Sólidas, sem amassados, coloração amarela, sem pontos escuros e casca o mais lisa possível.


    Milho verde: compre os mais novos. Para saber, verifique se ninguém está olhando, enfie a unha do polegar no sabugo, e se entrar facilmente pode levar.


    Palmito: os frescos parecem um caule de bambu, em tons brancos, lilases e bege.


    Pepino: sem amassados na casca ou partes moles, escolha os mais pesados. A coloração depende da variedade, ótimos para a salada, são encontrados grossos, finos, em tons de verde escuro, verde claro.


    Pimentão: firmes ao toque e com cores brilhantes que podem ser verdes, amarelos ou vermelhos. Evite levar pimentões retorcidos, dobrados, se quiser prepará-los recheados.


    Quiabo: durinhos e peludos. Cor verde escura. Quando muito duros e com uma cor mais clara estão velhos e fibrosos.


    Saladas em geral: alface, rúcula, acelga, agrião, etc. As folhas não devem estar murchas, deprimidas, e sim firmes. Em todos os tons de verde, as folhas devem apresentar resistência para se soltar do cabinho. O agrião, além disso, deve estar sem flores.


    Salsão (aipo): dispense os caídos e desanimados. Eles devem ser rijos, caule claro e folhas mais escuras.


    Tomates: a) para saladas: podem ser tomates grandes ou pequenos, verdes ou vermelhos, porém devem ser bem firmes. b) para molhos: pequenos ou grandes mas bem maduros, ou seja, menos resistentes ao toque. Em ambos os casos não compre amassados, soltando muita água, e principalmente sem furinhos.


    Vagem: tem a vagem grande e a vagem pequena, além da vagem de metro. Cor verde militar (ás vezes um pouco desbotado), durinhas e firmes.

    FRUTAS
    Abacate: para consumir no dia, leve os mais maduros. Eles cedem facilmente aos apertões. É comum que a casca tenha algumas manchas pretas, mas sem exagerar. Levando os mais verdes, guarde fora da geladeira.

    Abacaxi: para saber se estão no ponto puxe uma das folhas da coroa (aquelas folhinhas que ficam na parte de cima da fruta). Se sair com facilidade é para ser consumido em até 36 horas. Se estiver soltando água demais é porque está muito maduro.

    Ameixa: é sempre bom provar antes de comprar pois algumas podem estar incrivelmente bonitas por fora e horrivelmente verdes e ácidas por dentro.

    Amora, morango, jabuticaba e cereja: frutas delicadas, verifique se não estão muito comprimidas dentro da caixa. O pessoal tem mania de colocar as mais bonitas por cima e duas camadas de frutas amassadas, estragadas e passadas por baixo. É preferível escolher, uma a uma. Durinhas, sem furinhos
    .
    Banana: são várias as qualidades, mas uma característica é igual para todas, a casca não deve estar murcha e coberta de manchas pretas profundas, evite as bananas-hematoma.

    Caju: podem ser amarelos ou vermelhos. Fruta muito delicada. Não escolha os muito moles.

    Caqui: A casca da fruta - que é laranja forte - tende a se romper quando está muito madura. Se preferir, leve os mais verdes (no caso do caqui, amarelos) e deixe amadurecer em casa, fora da geladeira.

    Figo:  Sua cor é roxa, e quanto mais apoplético, mais maduro. Aqueles que estão esverdeados perto dos cabinhos podem ser levados para amadurecer em casa, fora da geladeira.

    Figo da índia: cuidado, tem espinhos. Quando maduros são laranja-amarelados

    Fruta do conde: verde por fora, come-se a polpa de dentro e cospem-se os caroços.

    Jaca: grande, por dentro é cheia de gomos que são a parte comestível.

    Laranja, mexerica, tangerina: Cascas lisas, brilhantes, firmes ao toque. Aquela coisa verde/cinza-aveludada que se forma - às vezes - na casca é mofo.

    Maçã e pêra: Grandes, pequenas, ácidas, doces, verdes, vermelhas, amarelas. O importante é que elas não estejam “farinhosas” e sim “sugosas”. Mais uma vez, verifique se ninguém está olhando e aperte - de leve;- se os seus dedos afundarem, esqueça. Se, por outro lado, a casca resistir, leve na boa.

    Mamão e mamão papaia: devem ter a casca firme, mesmo quando maduros. Não leve os que estiverem soltando líquido.

    Manga: dependendo da qualidade, a cor varia - de amarela a vermelha. As que ficam meladas por fora estão super-maduras. As menorzinhas muitas vezes só têm caroço e as grandonas podem ser ácidas. É uma loteria. Aproveite e compre fio dental.

    Melancia e melão: cascas lisas, sem amassados, são frutas perfumadas e, quanto mais pesada, melhor.

    Romã: vermelha, comem-se os gominhos de dentro. Cheia de caroços.

    Uva: faça como as ameixas.



    Para conservar :

    1) Evite comprar frutas e verduras que não serão consumidas na mesma semana. Leve algumas um pouco verdes para que amadureçam em casa.

    2) Para conservar alface, acelga, chicória e outras verduras de folha, coloque dentro de sacos plásticos e guarde na parte baixa da geladeira.

    3) Batatas, beterrabas, mandioca, devem ser guardados em lugares secos, sem umidade e calor, longe da luz. Não lave antes de guardar e nem mantenha em sacos plásticos.

    4) Abobrinhas, pimentões, cenouras, pepinos, beringelas etc., conservam-se na gaveta da geladeira, sempre limpa e bem seca, sem resíduos de verduras velhas.


    Temperos

    A função dos temperos é a de realçar ou modificar o sabor dos alimentos. Assim é possível, usando um mesmo legume, variar a cada refeição: um dia abobrinha ao curry, noutro, alho e óleo, ou com cebola tomate e orégano e assim por diante. Fique claro que temperos em excesso podem também estragar seu prato.

    Açafrão: condimento, aromatizante e colorante, o açafrão é o estigma de uma flor, de cor acobreada . Caríssimo, é comercializado seco ou em pó.

    Alecrim: erva aromática , de origem mediterrânea. Pode ser utilizada fresca ou então desidratada.

    Alho: os dentes que constituem o bulbo podem ser utilizados em quase todas as receitas (menos nas de doces). Prefira os frescos, que devem ser guardados fora da geladeira. Não use os purês de alho, nem os preparados de alho com sal.

    Canela: a canela comercializada em pó é a casca moída de uma planta originária do Ceilão que chegou à Europa trazida por mercadores fenícios. É usada para temperar doces e também em sopas, com moderação. A casca em pedaços é usada no quentão junino e para preparar caldas.

    Cebola: da mesma família do alho, também é muito versátil. Assim como o alho, não compre purês nem pastas, cebola fresca tem muito mais sabor. Descasque - as primeiras casquinhas, secas - sob o jato de água para não chorar .

    Cebolinha/cebola de cheiro: parenta da última, usa-se além do pequeno bulbo que se encontra na base, as folhagens verdes. Existe à venda a cebolinha desidratada. Nunca fica igual à fresca.

    Cominho: muito utilizado em pratos indianos, vai bem com legumes. Compra-se em pó.

    Cravo: botão de uma flor, colhido antes de desabrochar, utilizado seco. Para fazer doces, compotas, biscoitos e bebidas mas vai também com alguns cozidos.

    Curcumã: conhecido no Brasil como açafrão-da-terra, é um dos ingredientes para preparar o curry. Serve também de corante e deixa tudo amarelo.

    Estragão: o mais francês dos temperos é originário do sul da Ásia. Indicado para saladas verdes (aromatizando o vinagre de vinho).

    Louro: usam-se na cozinha as folhas desta pequena árvore, que estimula o apetite e ajuda na digestão. Ideal para temperar feijão e sopas. Você também pode fazer uma coroa com as folhas e se sentir o próprio César.

    Manjericão: pequeno arbusto, cujas folhas - delicadas e muito perfumadas - são usadas em quase todos os molhos de tomate. Sempre coloque na panela ao fim da preparação, assim seu perfume permanece por mais tempo.

    Noz-moscada: é uma pequena noz, seca, que deve comprada inteira e ralada na hora sobre uma infinidade de coisas, como: purê de batatas, molho branco, sopas e massas.

    Orégano: pequenas folhas, geralmente secas, que são utilizadas principalmente nos molhos de tomate. Seu sabor é bem forte, não abuse.

    Pimenta do reino preta/ branca/verde: compre sempre os grãos das duas primeiras e moa na hora, o gosto vai ser especial. Use a pimenta branca quando estiver fazendo molho branco, assim não vai parecer que tem sujeirinha nele. A verde é vendida em conserva, tem sabor acentuado porém não é tão picante. Não é necessário moer.

    Pimenta vermelha: parece um pimentão miniatura e esticado. É a base do molho de pimenta e do tabasco. As sementes são a parte mais forte. Pode ser usada seca ou ao natural. Quando trabalhar com elas, lave bem, mas muito bem as mãos depois de terminar. Arde mesmo.

    Salsinha: erva que pode ser utilizada em pratos frios e quentes. Prefira a fresca ao invés da desidratada. Existe também a variedade crespa.

    Sálvia: de cor acinzentada, aroma agradável, vai muito bem em massas e molhos.

    Timo: tamanho não é documento. As folhas deste arbusto são minúsculas mas o gosto é extra-forte. Use com moderação.


    Glossário

    Existem certos termos técnicos empregados na maioria dos livros de culinária, inclusive este. Mas já que ninguém é obrigado a nascer sabendo o que significa “ligar”, “lavar em várias águas”, “dourar” e assim por diante, este glossário foi elaborado. Leia para evitar certas confusões, compreensíveis, porém muito contraproducentes:

    Refogado: é a mistura de um ou vários temperos, fritos em gordura quente. O mais simples é feito colocando uma colher de sopa de gordura ( margarina, óleo, azeite) em uma panela. Quando estiver quente (mas não queimando), adicione uma cebola picada, ou dois dentes de alho picados. A cebola deve amolecer, ficar macia e transparente sem queimar. O alho fica crocante, mas se tostar demais vai dar um gosto amargo às preparações. Refogados mais incrementados levam cebola, alho, tomates, salsinha, louro, pimenta. Eles são a base para diversos pratos como molho de tomates, arroz, tempero para feijão e assim por diante.

    Dourar: para dourar legumes é preciso tostar esses ingredientes (em pedaços ou inteiros) em pouquíssima gordura, numa panela bem quente e sem tampa, até que todos os lados adquiram uma coloração dourada ou formar uma casquinha bem “bronzeada”.

    Lavar em várias águas: esta água deve ser trocada a cada duas horas. Ou então coloque os ingredientes em uma bacia dentro da pia, sob a torneira, e deixe um fio de água cair sobre eles de acordo com o tempo pedido pela receita.

    Cozinhar no vapor: existem panelas especiais, divididas em duas seções, especialmente projetadas para este fim: na parte de baixo coloca-se água e na parte superior encaixa-se uma outra panela parecida com o escorredor de macarrão. Nesta última serão colocados os ingredientes para cozinhar no vapor. Para improvisar, é necessário uma panelona, de boca larga, em cuja boca será adaptado um escorredor de macarrão ou uma peneira. Assim, os alimentos recebem apenas o vapor. Na água que vai produzir o vapor podem-se colocar temperos, tais como grãos de pimenta do reino e maços de cheiro verde. Para preparar , verduras e legumes.

    Flambar: significa despejar sobre os ingredientes - crus ou já prontos - uma dose de bebida de alta graduação alcoólica, como conhaque ou licor e atear fogo (com um fósforo ou inclinando a panela de modo a “acender” o líquido com a chama do fogão). Isso serve para diminuir o teor alcoólico da bebida e deixar apenas o sabor da mesma e ainda para esquentar certas preparações.

    Reduzir: esse procedimento é aplicado em preparações que contêm muito líquido. Quando se reduz, faz-se com que a maior parte da água evapore restando ao fim um extrato ou molho espesso. Para tanto é necessário que o fogo esteja de baixo para médio e a panela destampada.

    Ligar ou engrossar: esse método é pedido para tornar mais espessa, cremosa e homogênea uma preparação líquida. Dissolve-se uma pequena quantidade de farinha de trigo (uma colher de sobremesa ou de sopa, dependendo da quantidade de líquido) em uma xícara ou copo com água, leite ou caldo. Para evitar que fique cheio de grumos , coloque primeiro a farinha e vá adicionando aos poucos o líquido. Misture bem e despeje na preparação.

    Banho-maria: consiste em esquentar ou preparar uma receita, sem que os ingredientes tenham contato direto com o fogo ao mesmo tempo em que recebem calor por todos os lados. a) Banho-maria no forno: coloque dentro de uma assadeira o vasilhame - panela ou pote refratário - (que suporte o calor) com a preparação e despeje água na assadeira. Leve ao forno bem quente e cozinhe de acordo com o tempo especificado pela receita. b) Banho-maria no fogão: coloque o vasilhame com a preparação dentro de uma panela com água. Leve ao fogo e tampe, se pedido pela receita.

    Gratinar: levar uma preparação ao forno para formar uma casquinha crocante ou dourar. É preciso salpicar a superfície com farinha de rosca

    Untar: passar óleo, azeite ou outro tipo de gordura em uma panela ou assadeira. Geralmente é pedido para preparações no forno, como tortas e bolos. Quando a receita diz untar e enfarinhar, é porque o risco da preparação ficar grudada é grande. Nesse caso, após passar a gordura, junta-se um pouco de farinha de trigo e espalha-se bem por toda a superfície da assadeira.

    Obs.:
    Escorredor: é aquela bacia, de forma arredondada, cheia de furinhos. Use de metal ou de plástico super resistente, senão ao invés de uma preparação no vapor, no máximo você vai ter uma escultura .
    Flambar: para primeiros-socorros em caso de queimadura, se a pele apenas ficar avermelhada, lave bem sob água corrente. Não use pasta de dente, só piora.
    Grumos: pelotas, bolinhas, caroços, que se formam se a farinha não for bem dissolvida.
    Na cozinha existem coisas que diminuem de tamanho e outras que aumentam incrivelmente. Meio quilo de feijões, por exemplo, parecem insuficientes quando estão crus. Mas depois de cozidos, multiplicam-se de maneira assombrosa. Já aquela floresta de espinafres, que à primeira vista poderia alimentar um batalhão, depois de refogada diminui à beça. Assim, oriente-se pela tabela abaixo e depois, com a pratica, você vai tirar de letra:


    Cereais
    Arroz : ½ xícara de chá (50g) por pessoa
    Feijões e ervilhas: ½ xícara de chá (50g) por pessoa
    Lentilhas e grão de bico : 1 xícara de chá rasa (100g) por pessoa
    Obs.: Quando os cereais forem ingredientes em sopas, uma porção será suficiente para duas pessoas.


    Legumes e verduras
    Abobrinha: 1 média por pessoa
    Alcachofra: 1 grande por pessoa
    Aspargos: 300g por pessoa
    Batatas: 200g por pessoa
    Beringela : ½ por pessoa
    Beterraba: 200g por pessoa
    Brócolos: 200g por pessoa
    Cenoura: 150g por pessoa
    Cogumelos: 100 a 150g; como guarnição, 50g por pessoa
    Couve: 200g por pessoa
    Couve de Bruxelas: 150g por pessoa
    Couve flor: 150g por pessoa
    Espinafre: 350g por pessoa
    Milho verde (sem sabugo) 100g por pessoa
    Pepinos: 150g por pessoa
    Pimentão: 1 grande por pessoa
    Salada: 80 a 100g por pessoa
    Salsão: 1 rama para três pessoas
    Tomates: 1 grande por pessoa
    Vagem: 200g por pessoa


    Massas:
    120g por pessoa
    Na sopa: 20g por pessoa


    Volumes:
    Uma pitada = 1/8 de colher de chá
    1 colher de sopa = 3 colheres de chá
    ¼ de xícara = 4 colheres de sopa
    1/3 de xícara = 5 colheres de sopa mais 1 colher de chá
    ½ xícara 8 colheres de sopa
    1 xícara = 16 colheres de sopa
    1 litro = 4 xícaras


    Para medir ingredientes secos, despeje no medidor até ultrapassar um pouco a borda, sem apertar. Em seguida, nivele com uma faca a superfície, deixando-a lisa.


    Para medir gorduras, coloque na xícara ou na colher de medida até chegar à borda. Passe a faca para nivelar a superfície.


    Obs.:
    Estas medidas foram consideradas para se ter uma idéia da quantidade de cada alimento como um acompanhamento. Assim fica mais fácil fazer as compras. Ela serve como orientação e não como uma regra para ser seguida ao pé da letra. Leve em conta o bom senso e, principalmente, seu apetite.