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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Germinados

A germinação de sementes para a alimentação humana era já usada pelos Sumérios há 6000 anos, pelos Chineses desde a época do Imperador Shang Nung e pelo povo Hunza na sua época áurea.

O que são os germinados?
As sementes germinadas - ou os germinados - são um super alimento para a nossa saúde. A germinação pode ser feita em qualquer cozinha, bastando juntar água e calor ambiente para se obter o resultado pretendido. Alguns minutos por dia para cuidar das sementes são o suficiente.

O que têm os germinados de especial?
As sementes germinadas têm um elevado valor energético e tónico. O seu incomparável valor biológico recomenda a sua utilização regular por todos, devendo ser consumidas de preferencia ao almoço, ao natural, em saladas, em sopas, acompanhando legumes ou em sanduíches...

O mais elevado ponto de vitalidade no ciclo de vida de uma planta ocorre quando esta é um rebento, daí os seus benefícios nutricionais.
Ao germinar, alguns nutrientes dos cereais e das leguminosas multiplicam-se. É o caso da vitamina C, que é praticamente inexistente no grão de trigo, mas que, uma vez germinado, aumenta seiscentos por cento o seu teor. O processo de germinação torna os nutrientes mais digeríveis, pelo que os rebentos causam menos gases do que os grãos que lhe deram origem. Os rebentos são pobres em calorias, mas contêm quantidades apreciáveis de vitaminas A e C, vitaminas do complexo B, vitamina E, algum ferro e enzimas e proteínas.

Podem ser germinadas sementes de alfafa, trigo, feijão de soja, feijão mung, lentilhas, entre muitos outros cereais, leguminosas e sementes.

Os germinados podem provocar uma reacção alérgica a pessoas que sofram de lupus eritematoso.

Servem para as mais diversas preparações culinárias. Podem ser consumidos crus, em saladas e sanduíches, misturados com outros legumes, salteados, adicionados a molhos, e de outras formas que a tua imaginação sugerir.

Particulares qualidades
O consumo das sementes germinadas é particularmente apropriado em situações de doença por carências (raquitismo, escorbuto, anemia) ou por degenerescência (senilidade, debilidade, instabilidade nervosa), em caso de problemas alérgicos (asma, dermatoses) e digestivos, no emagrecimento extremo, na esterilidade, na impotência, na gravidez, em situações de cancro e na convalescência de operações.

Podes obter os seus rebentos fazendo uma germinação caseira: escolhe as sementes ou feijões, removendo todos os que estejam danificados. Demolha-os em bastante água morna, durante a noite (cerca de 12 horas). Escorre bem a água e mete-os num frasco de boca larga ou num pirex, tapando com um algodão ou outro material poroso. Guarda o frasco num local escuro e quente (temperatura ambiente), mas não exposto directamente ao sol. Duas vezes por dia passa as sementes por água fresca, e escorre ou retira o excesso de água. As sementes de cereais rebentam em 2 a 3 dias, os feijões e as lentilhas demoram 5 a 6 dias a germinar. Nessa altura podem ser colhidos.
Podes conservá-los no frigorífico durante 4 dias, depois de lavados.

Que quantidade de sementes se deve usar?
As quantidades de sementes secas a usar em cada “andar” do germinador depende da sua superfície. No germinador recomendam-se as seguintes quantidades: 1 colher de café rasa para sementes pequenas (luzerna); 1 colher de café para sementes médias (trigo); 1 colher de sopa para sementes grandes (soja, grão).


Germinar sementes de Cereais



Aveia
é um cereal energético por excelência que, após a germinação, vê os seus teores de Vitamina B3 e B9 multiplicados por 6 e Vitamina B2 multiplicado por 10.

Trigo e Espelta
o espelta é uma variedade ancestral do trigo, mas possui um sabor mais acentuado. Assim, todas as indicações do trigo são válidas para o espelta. Estes cereais têm um poder reconstituinte e protector do organismo. Após a germinação, os teores de aminoácidos destes grãos são multiplicados por 2,5, em especial a lisina; a Vitamina C é multiplicada por 6, a Vitamina E por 3 e o Caroteno por 4.

Milho e Cevada
são cereais com propriedades refrescantes, em especial a cevada que, com a germinação produz o malte. Adicionar cevada germinada a outros cereais facilita a digestão dos amidos.


Millet
oriundo dos países pobres, o millet é um cereal equilibrado, particularmente rico em magnésio, ferro, fósforo e manganés. É aconselhada a sua utilização em jovens em crescimento.

Arroz
é muito difícil a sua germinação se o germe tiver sido agredido pelos processos de descorticação. Especialmente aconselhado para problemas digestivos e em pessoas intolerantes ao glúten.


Sarraceno
cultivado em solos pobres, é o cereal mais rico em magnésio cujo teor se multiplica muitas vezes com a germinação. Aconselhado em casos de distúrbios cardiovasculares, pois reforça a permeabilidade capilar.

Centeio
cereal energético, que reforça a fluidez sanguínea. Também rico em magnésio, fósforo e potássio.

Germinar leguminosas

Alfalfa
é um grão de utilização recente e constitui o grão germinado mais completo. Rico em aminoácidos, fósforo, cálcio, potássio, magnésio, ferro, enxofre, vit. A, B1, B2, B6, C, D, E, K.

Fenogrego
cultivado desde o tempo dos faraós, este grão era usado na idade média para tratar febres, problemas hepáticos e renais. Tem um sabor ligeiramente apimentado mas muito agradável. É um grão com propriedades tónicas, fortificantes e reconstituintes. É especialmente rico em fósforo, ferro, enxofre e vitamina A.


Feijão
mesmo germinado, o feijão não se come cru. No entanto é aconselhável a sua germinação antes de cozinhar, de forma a eliminar os problemas digestivos tais como flatulência ou enfartamento. A germinação aumenta os teores de caroteno e aminoácidos.


Feijão mongo ou mungo
originário das Índias e também chamado soja verde, este feijão é bastante mais pequeno que os outros e da sua germinação resultam os famosos “rebentos de soja”. É um grão muito rico que possui quantidades importantes de proteinas, lípidos e glúcidos, para além de Vit. A, B (em especial B12), C e E.


Lentilhas
ao contrário do feijão, as lentilhas não provocam perturbações digestivas. É um grão nutritivo, rico em ferro, cálcio e vit. B e C. Com a germinação, constitui uma fonte importante de Vit. B12 (x5), aminoácidos e caroteno.

Grão de bico
grão bastante nutritivo, rico em proteínas e vit. B12, cujo teor se vê multiplicado por 5, após 4 ou 5 dias de germinação. Utilizado para confeccionar o famoso hummus.




Germinar Oleaginosas


Sementes de girassol

Este grão contém cerca de 25% do seu valor nutritivo total em aminoácidos, contendo também teores importantes de ferro, cálcio, fósforo, sódio, potássio, vit. B e precursores das vit. A e E.


Sementes de Linho ou Linhaça

Explorado inicialmente pela indústria têxtil, têm vindo a ser posteriormente descobertas as suas propriedades nutritivas. Possui importantes propriedades diuréticas, emolientes e laxativas.


Sementes de Legumes

Para germinar podem usar-se sementes de vários legumes, por exemplo:
Nabo, alfafalfa, ruibarbo,


O processo de germinação é fácil:

Muitos de nós já germinaram grãos, porque este processo fazia parte do programa das aulas de biologia do liceu. O processo é fácil, requerendo apenas grãos de boa qualidade, um germinador e algum tempo. Para uma boa germinação, basta seguir os seguintes passos:

1. Colocar uma quantidade de grãos num recipiente não furado (taça, prato fundo) e colocar água, preferencialmente de fonte ou mineral. 
2. Deixar demolhar durante uma noite 
3. Na manhã seguinte escorrer a água dos grãos

4. Enxaguá-los com água corrente e escorrê-los 
5. Colocá-los no germinador e colocar num local à sombra ou num armário com luz, arejado e não muito frio, que utilize frequentemente (para não esquecer o germinador). Duas vezes por dia deve passar os grãos por água corrente e deixá-los escorrer no germinador. Voltar depois a colocar no local de germinação. 
6. Ao fim de 3-4 dias os germes serão já bem visíveis. Neste momento já podem ser utilizados, mas se esperar 6 ou 7 dias tornar-se-ão rebentos bastante maiores e mais enriquecidos.

As sementes germinadas além de excepcionalmente nutritivas são um elemento muito decorativo de saladas e pratos cozinhados.


Os resultados da germinação de grãos

Grãos suculentos, apetitosos, nutritivos e vivos, com elevados teores de vitaminas e minerais, capazes de suprir eventuais défices alimentares e tornar a alimentação num auxílio importante para a saúde e o bem-estar.

O Uso culinário:

Os grãos germinados e rebentos devem ser ingeridos preferencialmente crus em saladas ou pastas, de modo a manter o seu poder nutritivo no expoente máximo. No entanto, também podem ser utilizados em cozinhados como os guisados ou frituras rápidas de vegetais. Constituem a excepção à regra do cru, os feijões germinados e o grão-de-bico, que apenas devem ser consumidos sob a forma de pratos cozinhados, tais como patês (feitos com feijão ou grão cozido), guisados, cozidos, frituras e sopas.



Grãos germinados - Alimentos vivos

Os grãos germinados são considerados alimentos bioactivos (activam a vida) e constituem praticamente os únicos alimentos que chegam aos nossos pratos com o seu potencial vital totalmente inalterado e, mesmo aumentado exponencialmente. Um grão, depois de germinado pode ver multiplicado o seu teor de minerais ou vitaminas em cerca de 20 vezes, o que possibilita a realização de uma alimentação muito mais rica e completa. De salientar também que os grãos germinados constituem uma das raras fontes vegetais de vitamina B12, o que assume uma importância crucial se pensarmos nos regimes alimentares vegetarianos.
Os grãos germinados possuem propriedades importantíssimas como facilitar as reacções metabólicas e a regeneração celular, bem como a estimulação e aumento das defesas imunitárias do organismo humano.

- A escolha dos grãos a germinar:

Para escolher os grãos que se pretende germinar, é importante saber que:

  • Devem ser frescos
  • Devem ser integrais
  • Não devem ser descascados ou descorticados


São múltiplos os grãos passíveis de germinar, dos quais se destacam os cereais, as leguminosas, alguns legumes e mucilagens.


Grão germinados elevam seu valor nutritivo

Quando um grão germina, ele eleva seu valor nutritivo, multiplicando vitaminas e enzimas. Há um grande aumento também no teor de minerais como cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, enxofre, dentre outros. O trigo por exemplo germinado por exemplo contém 7 vezes mais vitaminas do complexo B que a própria farinha de trigo.

O grão germinado torna-se assim um poderoso alimento nutritivo. Quanto mais dias estiver germinando, mais seu valor nutritivo se potencializa.

Grãos germinados são assimilados muito facilmente pelo nosso organismo, regeneram nossa flora intestinal e estimulam a digestão. Podem ser usados de diversas formas e em inúmeras receitas.

"Nos grãos germinados todo o imenso potencial nutritivo está desenvolvido ao máximo, havendo liberação de energia, bem como de uma série de enzimas e de catalisadores que facilitam a absorção dos principais nutrientes do grão pelo organismo."
Martha Z. de Miranda - Pesquisadora da Embrapa Trigo

Porém, isso é válido apenas para o alimento cru. Uma vez que você cozinhe esse alimento, ele perde muito do seu valor nutritivo. As enzimas por exemplo, praticamente desaparecem, além com outras vitaminas e minerais.

Qualquer pessoa pode aprender a germinar grãos, é um processo simples e fácil, basta ter o material necessário: frasco de vidro, pedaço de tecido e um cordão ou elástico para prender o tecido ao frasco.


As sementes germinadas aumentam extraordinariamente o seu valor nutritivo, formando novas enzimas e eliminando algumas toxinas presentes nos grãos que prejudicam a digestão. Uma vez germinados, os grãos podem ser comidos crus, sem a necessidade de cozinha-los.


Que quantidade de sementes se deve usar?

As quantidades de sementes secas a usar em cada “andar” do germinador depende da sua superfície. No germinador recomendam-se as seguintes quantidades: 1 colher de café rasa para sementes pequenas (luzerna); 1 colher de café para sementes médias (trigo); 1 colher de sopa para sementes grandes (soja, grão).

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Cereais

Cereais são as plantas cultivadas por seus frutos (do tipo cariopse) comestíveis, normalmente chamados grãos e são na maior parte gramíneas.
Os cereais são produzidos em todo mundo em maiores quantidades do que qualquer outro tipo de produto e são os que mais fornecem calorias ao ser humano. Em alguns países em desenvolvimento, os cereais constituem praticamente a dieta inteira da população.
Nos países desenvolvidos, o consumo de cereal é mais moderado mas ainda substancial. A palavra cereal tem sua origem na deusa romana do grão, Ceres.
Ficheiro:Various grains.jpg
Cereais e pseudocereais: milho, trigo, aveia, cevada, couscous, quinoa, millet, bulgur,  kamut, espelta, amaranto, arroz, painço, sorgo, teff.


As colheitas do cereal são (em ordem aproximada de maior produção anual):
trigo, o cereal básico de regiões temperadas
arroz, o cereal básico de regiões tropicais
milho, um produto básico na alimentação dos povos na América do Norte, América do Sul, África e de animais domésticos em todo mundo.
os painços, um grupo dos cereais similares que são alimento de base importante na Ásia e na África.
sorgo, importante alimento básico na Ásia e África e popular em todo mundo para animais domésticos.
centeio triticale, importantes em climas frios.
aveia, anteriormente o principal alimento da Escócia e popular em todo mundo para animais domésticos.
cevada, cultivado para maltação e ração de animais domésticos em terra demasiada pobre para o trigo.
teff, popular na Etiópia mas pouco conhecido em outras partes do mundo.
arroz selvagem, cresce em quantidades pequenas no EUA.
espelta, um parente próximo do trigo

Pseudocereais
Além desses, diversas não-gramíneas são cultivadas pelas suas sementes. Estes pseudocereais incluem (em nenhuma ordem particular):
Embora cada espécie individual tenha as suas peculiaridades, o cultivo de todos os cereais é similar. Todos são plantas anuais; em conseqüência, um plantio rende uma colheita. Trigo, centeio, triticale, aveia, cevada e spelt são os cereais de estação fria. Estas são plantas rústicas que crescem bem em clima moderado e param de crescer em clima quente (aproximadamente 30°C mas isso varia dependendo da espécie e variedade). Os outros cereais de estação quente são mais delicados e preferem clima quente.
Cereais de clima frio são bem adaptados a climas temperados. A maioria das variedades de uma espécie em particular são ou tipos de inverno ou de primavera. Variedades de inverno são semeadas no outono, germinam e crescem vegetativamente, então adormecem durante o inverno. Elas retomam o crescimento na primavera e amadurecem no final da primavera ou início do verão. Este sistema de cultivo faz uso otimizado da água e libera terra para outra safra no início da temporada de crescimento. Variedades de inverno não florescem até a primavera porque elas requerem a vernalização. Em locais em que os invernos são quentes demais para a vernalização ou excedem a rusticidade da planta (que varia por espécie e variedade), os agricultores cultivam variedades de primavera. Cereais de primavera são plantados no início da primavera e amadurecem mais tarde no mesmo verão, sem vernalização. Cereais de primavera tipicamente requerem mais irrigação e rendem menos do que cereais de inverno.
Centeio é o cereal mais rústico, capaz de suportar o inverno no sub-ártico e na Sibéria. O trigo é o mais popular. Todos os cereais de estação fria são cultivados nos trópicos, mas apenas nos planaltos frescos, nos quais pode ser possível cultivar safras múltiplas num ano.
Os cereais de estação quente são cultivados em planícies baixas tropicais ao longo de todo o ano e em climas temperados durante a estação livre de gelo.

Valor alimentício
Os grãos de cereal fornecem a maior parte de suas calorias na forma de amido. Eles também são uma fonte significativa de proteína, embora o equilíbrio de aminoácidos não seja ideal. Grãos integrais (ver abaixo) são boas fontes de fibra dietética, ácidos graxos essenciais e outros nutrientes importantes.
O arroz é consumido como grãos inteiros cozidos, embora farinha de arroz também seja produzida. A aveia é esmagada, moída ou cortada em pedaços e cozida em mingau. A maioria dos outros cereais é moída em farinha, isto é, beneficiada. As camadas externas de farelo e germe são removidas (ver grão (fruto) e semente). Isso reduz o valor nutritivo mas torna o grão mais saboroso para muitos paladares. Pessoas preocupadas com a saúde tendem a preferir grãos integrais, que não são beneficiados. A obesidade é por vezes atribuída ao consumo exagerado de cereais polidos. Grãos beneficiados se conservam melhor porque as camadas externas dos grãos são ricas em gorduras propensas a rançar. O resíduo do beneficiamento é por vezes misturado numa ração animal preparada.
Uma vez (opcionalmente) beneficiada e moída, a farinha resultante é usada para fazer pão, massas, sobremesas, bolinhos, e muitos outros produtos. Além de cereais, farinha é às vezes feita a partir de batatas, castanhas e vagens (especialmente ervilhas).
Alimentos industrializados feitos a partir de cereais para consumo no desjejum são comumente chamados de cereais matinais.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Barrinhas de cereais

Pode reparar: gente saudável um dia sempre aparece com uma barrinha de cereais na mão. E, para alimentar a vontade, a cada dia surgem novas receitas. A última fornada acrescenta ingredientes exóticos.

Cabelo
Elas vão ganhando novos ingredientes. Da versão banana, coco e castanhado- pará, as barrinhas de cereais pularam para receitas com chocolate e chegaram a sabores com nomes de sobremesa (torta musse de limão, trufas, pavê). Agora a moda é outra. “Existe a aposta em ingredientes exóticos e funcionais (açaí, cupuaçu, quinoa), frutas secas
e especiarias (maçã, canela, ameixa, pêssego, damasco, figo, uva passa) e propostas bem brasileiras (laranja com acerola, coco tostado, açaí com guaraná e mate tostado)”, diz a empresária Lucilia Diniz, idealizadora de uma linha de produtos light que inclui barras de cereais. (receitas)

A criatividade parece não ter fim. Nem as vantagens nutricionais do quitute. “Ele libera a energia lentamente, gera a sensação de saciedade, estimula a mastigação, ameniza o desejo por doces e pode ser uma excelente fontes de fibra – contanto que possua no mínimo 3 g de fibras em cada 100 g de produto”, explica a nutricionista Valéria Rangel, de São Paulo. “É um ótimo quebra- galho para as refeições intermediárias. Dá para ter sempre umaà mão”, conta Valéria. Mas a pro-fissional alerta: mesmo com tanta variedade, não dá para se entupir de barrinha. Deve-se alternar com outras fontes de nutrientes, como um suco, uma fruta, um sanduíche leve. E quem estiver em crise com a balança precisa ficar atentoàs quantidades de gordura saturada, só dio e açúcares. Aquelas com chocolate, vale lembrar, contam em média com 30 calorias a mais. 
Para os praticantes de atividades físicas, um alerta: “Esportes como corrida e natação estimulam os movimentos peristálticos. As fibras acabam acelerando ainda mais a digestão e, conseqüentemente, o intestino. Para não atrapalhar o treino, omelhor é comer uma fruta ou um carboidrato antes (só para lembrar, a barrinha tem de tudo um pouco: carboidrato, proteína, gordura, sais minerais, vitamina, fibra, cálcio)”, recomenda Ricardo Augusto, diretor técnico da assessoria esportiva Personal Life, em São Paulo. Deixe uma no carro ou na mochila para quando terminar os exercícios. 

Sinal de produto saudável
Toda embalagem de alimento traz informações nutricionais. Para esclarecer essa composição aos consumidores, a Choices International Foundation, uma entidade sem fins lucrativos sediada na Bélgica, criou o Programa Minha Escolha. Ele identifica com o selo Minha Escolha os produtos que respeitam os limites recomendados de sódio, açúcar,
gorduras saturadas e trans. No Brasil, a iniciativa, lançada em abril, conta com as empresas Unilever, Batavo, Perdigão e Nutrimental. “Esse tipo de ação estimula e conscientiza o consumidor a procurar produtos mais saudáveis”, analisa Ludmila Holz, gerente de produto da Nutrimental. Confira no site  mais informações sobre a ação.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Amaranto tem mais proteína que os cereais

Guarde este nome: Amaranto.
Praticamente desconhecido no Brasil, o pseudocereal tende a se espalhar de modo considerável pelas lavouras -e pelos mercados- nos próximos anos. A estimativa é do pesquisador Carlos Roberto Spehar, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Cerrados, responsável pela introdução da planta no território nacional.
Domesticado há milhares de anos em locais como o México, o Peru e a Bolívia, o ingrediente faz parte dos hábitos alimentares daqueles povos, que o cultivam em escala comercial e exportam parte de sua produção a países europeus e asiáticos e aos Estados Unidos.
"Nos EUA, o amaranto também foi introduzido recentemente na agricultura, mas aqui temos a oportunidade de cultivo na entressafra, diferentemente deles. A perspectiva de nos tornarmos os maiores produtores mundiais dentro de cinco a dez anos é muito grande", afirma Spehar, ressaltando que, para tanto, é preciso incentivar sua produção e seu consumo.

Embora não faça parte da família dos cereais, o amaranto compartilha com eles características semelhantes. "Com a vantagem de ter 15% de proteínas, contra cerca de 10% dos cereais, e um perfil de aminoácidos mais equilibrado, permitindo suprir as necessidades nutricionais não só de adultos mas também de idosos e crianças", afirma a nutricionista Karina Dantas Coelho.

Em sua tese de mestrado na Faculdade de Saúde Pública da USP, Coelho desenvolveu e testou a aceitação de alimentos matinais e barras energéticas à base de amaranto, obtendo resultados satisfatórios. "Ele também possui mais fibra alimentar, que melhora a função intestinal e pode ajudar a reduzir o colesterol, e não contém glúten", completa.
Por enquanto, apenas a variedade conhecida por BRS Alegria, da espécie Amaranthus cruentus, está adaptada ao Brasil. Além dela, existem também A. caudatus, originária dos Andes, e A. hypochondriacus, nativa do México, como a primeira. Aos interessados, a Embrapa distribui sementes e oferece dados sobre a tecnologia de produção.

Além de nutritivo, o amaranto é bastante versátil. Pode ser empregado na elaboração de barrinhas, farinhas instantâneas e dietéticas e alimentos congelados, entre outros produtos. Em casa, além de ser consumido como cereal matinal, sua farinha incrementa mingaus, massas, pães, biscoitos e bolos.

Alimentação Viva e Sustentável

Propriedades nutricionais

Ele se diferencia de outros cereais, como o trigo, justamente por suas propriedades nutricionais. Com mais ferro do que qualquer outro cereal, o amaranto também é fonte de lisina, que segundo o pesquisador Walter, é um aminoácido que falta na maioria dos grãos. "O balanço de aminoácidos presentes no grão, faz do amaranto um alimento equilibrado em termos nutricionais." Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a cada 100 g de grãos de amaranto cozidos são encontrados: quase 4 g de proteína, mais de 2 g de ferro, 0,86 g de zinco e 47 g de cálcio, além de 2,1 g de fibras. Em relação à quinua, por exemplo, ele é menos calórico. São 102 Kcal a cada 100 g cozidas, enquanto que a mesma quantidade de quinua cozida contém 120 Kcal.

Os cereais originários da região dos Andes estão fazendo sucesso nos supermercados e lojas de produtos naturais

 Isto não é à toa, pois eles têm se mostrado alimentos de grande valor nutricional. Um destes cereais que passou a ser muito consumido por adeptos da alimentação saudável é o amaranto, que, entre muitas outras propriedades tem alto teor de proteínas. A nutricionista Cláudia Venturi explica que, além de conter 15% de proteína em sua composição, o cereal é fonte de fibras, ácidos graxos poli-insaturados (as conhecidas gorduras boas), cálcio biodisponível (melhor absorvido pelo organismo), ferro, zinco, magnésio, fósforo, vitaminas A e C. O amaranto também possui alto teor de triptofano, um aminoácido responsável pela produção de serotonina, o hormônio fundamental para o estado de bom humor e que auxilia na prevenção da depressão. "Não bastassem todos esses benefícios, o amaranto também é considerado um alimento antioxidante, capaz de fortalecer o sistema imunológico do organismo e que tem um perfil nutricional de destaque quando comparado a diversos outros cereais", destaca a nutricionista.

O cereal é quase uma novidade no Brasil, pois há apenas alguns anos começou a aparecer nas prateleiras dos supermercados. Para os povos andinos, o amaranto é um velho conhecido. Há registros de que ele tenha sido até mesmo consumido pelos povos pré-colombianos, como os maias e astecas, há séculos atrás. É só agora que este cereal tão rico chega a mesa dos brasileiros.

"O amaranto é muito versátil, podemos utilizá-lo na forma de grãos, flocos ou farinha", comenta Cláudia. Ela recomenda algumas formas de consumir o cereal, que pode ser acrescentado em saladas, frutas e iogurte ou inserido em preparações, como bolos, tortas, biscoitos, cremes, sopas, sucos, barras de cereais e muitas outras receitas. "Vale frisar que este cereal é também uma excelente opção para os celíacos e vegetarianos, pois não contém glúten e ainda é uma ótima fonte de proteínas", acrescenta. A farinha quase não tem gosto, podendo ser usada em várias receitas sem comprometer os sabores.


Receitas com Amaranto [Clique AQUI]

terça-feira, 29 de junho de 2010

Germinar grãos e sementes

Germinados e brotos de grãos e sementes são personagens muito importantes na alimentação natural, crua e vegetariana.

Uma vez que um grão ou semente (crus e saudáveis) são colocados na água, inicia-se o processo de liberação de todas as etapas para a germinação e desabrochar das informações genéticas de perpetuação daquele ser vegetal.

Grão ou semente + água --> Germinado + tempo crescimento --> Broto

Embora se fale muito de brotos que é uma etapa de crescimento posterior à germinação, considero os germinados alimentos mais poderosos e nutritivos.

Os brotos, pelo elevado teor de nutrientes + água + tempo, acabam por serem muito vulneráveis à contaminação por fungos, portanto muito perecíveis.

Os grãos e sementes iniciam sua germinação em 16 horas. Neste ponto, em geral, estão com a sua potência máxima, e logo sinalizam que o processo do nascimento está se consolidando.

Após este tempo, somente germinados, já ficam prontos para serem consumidos.

Acompanhe pelas figuras abaixo seqüência de etapas do preparo:

1) Escolha as sementes ou grãos, removendo todos as que estejam danificadas. Coloque de uma a três colheres de sopa de sementes num vidro e cubra com água limpa;

2) Deixe de molho por uma noite (8-12 horas);

3) Cubra o vidro com um pedaço de filó e prenda com um elástico. Verta o vidro e despeje a água. Enxagüe bem sob a torneira;

4) Coloque o vidro inclinado e emborcado num escorredor em lugar sombreado e fresco e;

5) Enxagüe pela manhã e à noite. Nos dias quentes é preciso lavar mais vezes.

Interessante observar que o mais elevado ponto de vitalidade no ciclo de vida de uma planta ocorre quando ela está em pleno processo de germinação, daí seus benefícios nutricionais.

Ao germinar, alguns nutrientes daquela semente, seja de um cereal (trigo, cevada ou aveia), das leguminosas (feijões) ou oleaginosa (
linhaçagirassol, etc.) multiplicam-se. É o caso da vitamina C, que é praticamente inexistente no grão de trigo, mas que, uma vez germinado, aumenta seiscentos por cento o seu teor.

O processo de germinação torna os nutrientes mais digeríveis, causando menos gases do que os grãos que lhe deram origem.

Os germinados são pobres em calorias, mas contêm quantidades apreciáveis de vitaminas A e C, vitaminas do complexo B, vitamina E, algum ferro, além de muitas enzimas e proteínas.

Podem ser germinadas sementes de linhaça, gergelim, girassol, alfafa, trigo, feijão de soja, lentilhas, entre muitos outros cereais, leguminosas e sementes.

As sementes de cereais germinam em 2 - 3 dias, os feijões e as lentilhas demoram 5 - 6 dias. Nessa altura podem ser consumidos.

Depois das etapas de germinação, há que se considerar as condições para o crescimento dos germinados até 5 – 10 cm, de altura, quando então podem ser colhidos os brotos.

Para tal produção, as condições de higiene e manuseio precisam ser muito rigorosas para evitar a proliferação de fungos e bactérias.

Alerta: os germinados podem provocar uma reacção alérgica a pessoas que sofram de lupus eritematoso.

Os germinados e brotos servem para as mais diversas preparações culinárias. Podem ser consumidos crus, em sucos, saladas e sanduíches, misturados com outros legumes, refogados 
al dente, adicionados a molhos, sopas e de outras formas que a criatividade deixar.

 
Bom apetite!

Autora: Conceição Trucom - Química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para a alimentação natural, o bem-estar e a qualidade de vida.

Fonte: Doce Limão

sexta-feira, 18 de junho de 2010

CEREAIS – Os Alimentos Mais Saudáveis do Mundo

Louvados como a «equipa da vida» pela sua importância histórica na sobrevivência humana, os cereais são parte essencial de uma alimentação saudável. São a ampla variedade de sementes de ervas que são cultivadas como alimento. Existem em vários tamanhos e feitios, desde grandes sementes de pipocas a pequenas sementes de quinoa.
Todos os tipos de cereias são boas fontes de hidratos de carbono complexos, vitaminas várias e minerais e têm naturalmente pouca gordura. Mas os que não foram refinados – chamados integrais – são ainda melhores. Os cereais integrais são melhores fontes de fibra e outros nutrientes importantes, tais como selénio, potássio e magnésio. Os cereais reinados, como o arroz branco e farinha branca, têm o farelo e o germe retirado do grão. Embora se acrescentem vitaminas e minerais após o processo de moagem, estes não têm tantos nutrientes como os integrais e não fornecem tanta fibra.
Arroz, pão, cereal, farinha e massa, tudo é cereal ou produtos de cereal. Coma as versões integrais – em vez dos refinados – sempre que possível.
Erradamente considerados como engordantes, os produtos em grão cabem facilmente num plano de comida saudável sem necessariamente implicarem aumento de peso. O excesso de calorias é que leva a aumento de peso, não simplesmente os hidratos de carbono encontrados nos cereais ou outros alimentos. Contudo, atenção aos produtos em grão carregados de açúcar ou gordura – tais como pastelaria, pães para sobremesa ou croissants – porque são altos em calorias e fornecem poucos nutrientes.
Comer uma variedade de cereais integrais não só assegura que obtém mais nutrientes como também ajuda a tornar as suas refeições e lanches mais interessantes.

Arroz

Há milhares de anos o arroz é o alimento básico de mais da metade da população do mundo.
Como a cevada e a aveia, o arroz cresce dentro de uma casca protetora, que tem que ser removida para que se possa utilizar o grão como alimento. Muitos nutrientes se perdem, como o farelo e os gérmens, que são removidos no processo de moagem para obter o arroz branco.
O arroz integral, que consiste de caroços intactos em camadas de farelo tem um valor nutritivo maior do que o arroz branco.
É significativamente mais fibroso, com 1,6g de fibras por meia xícara, em comparação com 0,03g na mesma quantidade de arroz branco.

A título "de progresso", processa-se hoje o arroz nos moinhos, até que fique completamente branco, perdendo com isto muita mais da metade de seu valor nutritivo (pode chegar a 75% de perdas), que está justamente na película escura grudada como revestimento no grão. Isto depois é dado aos porcos no farelo e este animal cresce forte e sadio, enquanto o homem come o alimento empobrecido, o resto, a sobra do arroz. E é justamente o farelo, esta casquinha grudada no grão do arroz, que ajuda a combater a prisão-de-ventre tão comum e prejudicial à maioria das pessoas. Nosso intestino precisa de alimento fibroso, celulose, farelo, para funcionar bem. Arroz branco prende o intestino, pois é rico em goma, cola e gruda nas vilosidades.
Quando se refina o arroz até deixá-lo completamente branco, também o germe é destruído e ele não tem mais vida; é portanto um alimento morto. Mas um grão de arroz integral continua tendo vida e, se for enterrado, germina.

Muitas vezes o arroz branco é tratado artificialmente com glicose e até com parafina, para ficar brilhante e, com talco neutro, para ficar soltinho.
A película, que reveste os grãos do arroz integral, é rica em hidratos de carbono, óleos, proteínas, vitaminas: A, B1, B2, B6, B12, niacina, ácido nicótico, ácido pantotênico, pro-vitaminas C, E e minerais em grande quantidade. Quando é retirada a película, a grande maioria destes componentes/nutrientes se perdem.

Alguns dizem que não gostam do arroz integral ou que ele tem um aspecto feio.

É tudo uma questão de HÁBITO, se você está acostumado há anos com o aspecto e o sabor do arroz branquinho e desvitalizado, terá que criar um novo hábito alimentar e aos poucos descobrir o sabor do verdadeiro grão de arroz.

ARROZ INTEGRAL
Arroz Integral
O arroz é um dos mais importantes alimentos do mundo, fornecendo cerca de metade das calorias diárias a metade da população mundial e uma importante fonte de nutrição. Não é para admirar que nos países asiáticos, como a Tailândia, o arroz seja tão valorizado que a tradução da palavra «comer» signifique literalmente «comer arroz». Se se perguntar quais os tipos de arroz que estão habituadas a comer, as pessoas talvez sejam capazes de se lembrar de um ou dois. No entanto, existem realmente para cima de 8000 variedades. Muitas vezes o arroz é classificado pelo tamanho, como sendo de grão pequeno, grão médio ou grão longo. O arroz curto, que é o que apresenta o maior conteúdo de amido, dá origem ao arroz mais pegajoso, enquanto o de grão longo é mais leve e tende a ficar separado quando cozido. As qualidades do grão médio ficam entre os outros dois tipos.
Outra maneira como o arroz é classificado é pelo grau de moagem a que é submetido. É isto que faz o arroz integral diferente do arroz branco. Arroz integral é o arroz completo, só com a sua casca exterior não comestível Embora muita gente pense que o trigo-sarraceno é um cereal, ele é realmente a semente de um fruto aparentado com removida. O arroz integral ainda conserva o farelo e o germe. O arroz branco, por outro lado, é moído e refinado, o que lhe retira o farelo e o germe, juntamente com todos os nutrientes que se encontram nestas importantes camadas.
Algumas das mais populares variedades de arroz incluem:
Arborio: um arroz branco redondo e pegajoso, tradicionalmente usado para preparar o italiano risotto.
Basmati: Um arroz aromático com uma fragrância tipo noz, textura delicada e textura leve.
Jasmim: Um arroz de grão longo e textura suave, aromático, disponível nas variedades integral ou branco.
Arroz vermelho do Butão: Cultivado nos Himalaias, este arroz de cor vermelha tem um forte sabor a noz.
O nome científico do arroz é Orysa sativa.
195 GRS / 217.12 CALORIAS
NUTRIENTES
QUANT.
DDR (%)
DENSIDADE DO NUTRIENTE
CLASS.
MANGANÉSIO
1.76 mg
88.0
7.3
excelente
SELÉNIO
19.11 mcg
27.3
2.3
bom
MAGNÉSIO
83.85 mg
21.0
1.7
bom
TRIPTOFANOS
0.06 g
18.8
1.6
bom
Benefícios para a Saúde
● Colesterol
● Prisão de Ventre
● Diabetes
AVEIA
A aveia é uma gramínea, família de plantas caracterizadas pelo caule esguio que termina em pontas ramificadas que contém as flores, das quais se desenvolvem as sementes. No caso da aveia, as sementes possuem casca fortemente aderida. A planta adapta-se melhor em climas frios e úmidos, sendo que os primeiros cultivos parecem ter ocorrido no Norte da Europa, onde se constituiu como alimento básico, e na Ásia Central.
No Brasil, os estados do Rio Grande do Sul e Paraná são os responsáveis por grande parte da produção do grão, seguidos por Santa Catarina e Mato Grosso do Sul

A aveia é um dos cereais mais completos devido ao elevado teor de proteínas, bom balanceamento de aminoácidos, rico em sais minerais, ácido linolêico (ômega 6) e vitaminas. Além de nutritiva, a aveia é considerada um alimento funcional, principalmente, devido aos elevados teores de fibra dietética denominada beta-glicano.
O seu uso periódico reduz o colesterol sanguíneo, atuando na prevenção de doenças do coração, conforme 41 trabalhos científicos publicados por médicos de diversas partes do mundo nos últimos 30 anos.
Esse fato justificou a decisão tomada, em janeiro de 1997, pelo FDA(Food and Drug Administration) dos Estados Unidos e pelo Ministério da Saúde do Brasil (2000), em recomendar a aveia como alimento funcional.
Pesquisas recentes sugerem que a aveia atua em outros processos fisiológicos como na moderação dos efeitos da hipertensão, regulação dos níveis de glicose e insulina no sangue, controle de peso e a promoção da saúde gastrointestinal, reduzindo inclusive o câncer intestinal.

Podemos encontrar a aveia na forma de grãos, em flocos grossos, em flocos finos, farinha de aveia e também o farelo de aveia, que é a casca que envolve o grão de aveia.

A aveia é consumida na forma de mingaus, pães, bolos, biscoitos e bolachas, massas, pizzas e pastéis, em vitaminas ou sucos e com frutas, nas sopas, na mistura com iogurte natural, na forma de granolas, cereais em barras, tanto em alimentos doces quanto salgados. Sem contar que com ela podemos fazer o "leite de aveia" e também germinar seus grãos.
Há uma maneira inusitada de fazer a aveia em grão que fica deliciosa: é bem simples, basta cozinhar os grãos de aveia como se fossem de arroz, usando a mesma técnica e os mesmos temperos; experimentem trocar o arroz de todos os dias, ocasionalmente, pela aveia (casada com a lentilha fica d-e-m-a-i-s!).
Aveia
A aveia, conhecida cientificamente por Avena sativa, é um grão de cereal endurecido, capaz de suportar as condições de um solo pobre onde outras culturas são incapazes de sobreviver. A sua resistência parece ser transferida para aqueles que consomem este grão rico em nutrientes. Afinal, quando pensamos numa maneira satisfatória e enriquecedora para começar o dia, muita vez recorremos a uma tigela quente de aveia. A aveia ganha parte do seu distintivo sabor do processo de torrefacção por que passa depois de ser colhida e limpa. Embora a aveia seja então descascada, este processo não lhe retira o farelo e o germe, permitindo-lhe conservar uma fonte concentrada de fibra e nutrientes.
Diferentes tipos de processamento são então usados para obter os vários tipos de produtos de aveia, que são geralmente usados para fazer cereais de pequeno-almoço, produtos cozinhados e recheios.
234 GRS / 145.04 CALORIAS
NUTRIENTES
QUANT.
DDR (%)
DENSIDADE DO NUTRIENTE
CLASS.
MANGANÉSIO
1.37 mg
68.5
8.5
excelente
SELÉNIO
18.95 mcg
27.1
3.4
muito bom
TRIPTOFANOS
0.08 g
25.0
3.1
bom
FÓSFORO
177.84 mg
17.8
2.2
bom
VITAMINA B1 (TIAMINA)
0.26 mg
17.3
2.2
bom
FIBRAS
3.98 g
15.9
2.0
bom
MAGNÉSIO
56.16 mg
14.0
1.7
bom
PROTEÍNAS
6.08 g
12.2
1.5
bom
Benefícios para a Saúde
● Afecções do Sistema Nervoso
● Doença Celíaca
● Diabetes
● Colesterol
● Arteriosclerose
● Hipertensão
CENTEIO
Centeio
O centeio é um cereal em grão, conhecido cientificamente como Secale cereale, que se parece com o trigo, mas é mais comprido e mais esguio. A cor do centeio varia do castanho amarelado a um verde acinzentado. Encontra-se geralmente disponível em grão integral ou partido, o em farinha ou flocos, o último dos quais se assemelha aos antiquados flocos de aveia.
O centeio é o ingrediente principal no tradicional pão de centeio e pão preto. Uma vez que o seu glúten é menos elástico que o do trigo, e produz menos gás durante o processo de levedura, os pães feitos de farinha de centeio são mais compactos e densos. Como é difícil separa o germe e o farelo do endosperma do centeio, a farinha de centeio retém normalmente uma grande quantidade de nutrientes, ao contrário da farinha de trigo refinada.
56.28 GRS / 188.69 CALORIAS
NUTRIENTES
QUANT.
DDR (%)
DENSIDADE DO NUTRIENTE
CLASS.
MANGANÉSIO
1.51 mg
75.5
7.2
excelente
FIBRAS
8.22 g
32.9
3.1
bom
SELÉNIO
19.89 mcg
28.4
2.7
bom
TRIPTOFANOS
0.09 g
28.1
2.7
bom
FÓSFORO
210.69 mg
21.1
2.0
bom
MAGNÉSIO
68.16 mg
17.0
1.6
bom
PROTEÍNAS
8.31 g
16.6
1.6
bom
Benefícios para a Saúde
● Dá Flexibilidade às Artérias
● Arteriosclerose
● Afecções Coronárias
● Hipertensão Arterial
● Prisão de Ventre
● Prevenção do Cancro do Cólon
CEVADA
Cevada
Um grão antigo maravilhosamente nutritivo com um profundo sabor a noz, a cevada é uma prima do trigo que recebeu recentemente reconhecimento mundial. Produtos de cevada podem ser encontrados na sua loja local de produtos naturais durante todo o ano. È um primo distante do trigo e, embora possa ser usado em muitas das mesmas maneiras do trigo, como pão e massas, não causa sensibilidade em muitas pessoas que são intolerantes ao trigo. Para além da farinha de cevada, a cevada também se apresenta na sua forma de grão integral (muitas vezes referida como grão de cevada) que podem ser preparadas e saboreadas como o arroz.
A cevada é conhecida cientificamente como Triticum espelta.
200 GRS / 270.00 CALORIAS
NUTRIENTES
QUANT.
DDR (%)
DENSIDADE DO NUTRIENTE
CLASS.
FIBRAS
13.60 g
54.4
3.6
muito bom
SELÉNIO
36.40 mcg
52.0
3.5
muito bom
TRIPTOFANOS
0.12 g
37.5
2.5
bom
COBRE
0.64 mg
32.0
2.1
bom
MANGANÉSIO
0.62 mg
31.0
2.1
bom
FÓSFORO
230.00 mg
23.0
1.5
bom
Benefícios para a Saúde
● Facilita a Digestão
● Afecções Digestivas
● Excesso de Colesterol
● Diabetes
● Afecções do Cólon (incluindo o cancro)

Millet, Milhete ou Milho-Painço

Painço é um nome genérico que se dá a um grupo de grãos produzidos por plantas diversas.
O "painço verdadeiro" - millet ou milho-painço, cujo nome vem do latim mille, tem o significado de mil (proliferação).
Também conhecido por milho miúdo e milheto - nesse caso, o painço português, outra variedade (talvez tantas denominações causem confusão para identificá-lo corretamente), botanicamente é um cereal mais antigo que o arroz, a cevada, o trigo ou o centeio. Uma enorme variedade de plantas pertence à espécie do milho-painço, entre elas o sorgo.
É o único cereal alcalino.

Oriundo das Índias Orientais e do Norte de África, sua utilização era frequente em grandes regiões da Ásia, antes da introdução do arroz, há cerca de 12.000 anos.
Mas o seu consumo continua a ser comum em lugares como a Etiópia, onde o prato nacional - Injera - é feito com farinha de milho-painço.

Na China, há milhares de anos, fazia-se macarrão com farinha de painço, que muitos pensam ser exclusiva e indicada comida de passarinho; igualmente muito usado na culinária macrobiótica.
As sementes de millet podem ser germinadas, brotando aproximadamente em 4 dias.

Milheto
Embora reconheça provavelmente o milheto como um dos ingredientes da comida para pássaros, este maravilhoso grão é tudo menos «para os pássaros». (O milheto é tecnicamente uma semente e não um grão, mas classificámo-lo como grão no nosso website uma vez que é assim que é visto numa perspectiva culinária). É um grão delicioso cuja dependência varia dependendo do método de cozedura; pode ser cremoso como o puré de batata ou fofo como o arroz. Para além disso, como o milheto não contém glúten, é um maravilhoso grão alternativo para pessoas sensíveis ao glúten. O milheto é pequeno em tamanho e redondo na forma, e a sua cor pode variar do branco ao cinzento, amarelo ou vermelho. A forma mais largamente disponível que se encontra nos pontos de venda é do tipo pérola, com cascuda, embora por vezes possa encontrar os tradicionais couscous, que é feito de milheto pisado.
Os tipos de milheto consumidos como alimento caem geralmente nas classificações científicasPanicum miliaceuem ou Setaria italica.
240 GRS / 285.80 CALORIAS
NUTRIENTES
QUANT.
DDR (%)
DENSIDADE DO NUTRIENTE
CLASS.
MANGANÉSIO
0.66 mg
33.0
2.1
bom
TRIPTOFANOS
0.10 g
31.3
2.0
bom
MAGNÉSIO
105.60 mg
26.4
1.7
bom
FÓSFORO
240.00 mg
24.0
1.5
bom
Benefícios para a Saúde
● Coração
● Diabetes
● Previne Cálculos Biliares
● Asma Infantil
MILHO
Milho
O milho é um ícone da cultura Americana. Não só representa as tradições dos Americanos Nativos e serve de símbolo ao mesmo tempo duma festa dum barbecue e duma saída ao cinema à noite, mas o milho, sob a forma de xarope de milho, também é um ingrediente acrescentável em muitos outros alimentos que consumimos diariamente.
Embora normalmente associemos o milho à cor amarela, ele pode surgir em diferentes variedades com um naipe de diferentes cores, tais como vermelho, rosa, preto e azul. O milho cresce em espigas, cada uma das quais está coberta por filas de sementes que são depois protegidas por fios semelhantes à seda, conhecidos como «seda de milho», e envolvidas numa casca.
O milho é conhecido cientificamente como Zea mays. Este apelido reflecte o seu nome tradicional, maize, pelo qual é conhecido em muitos áreas por todo o mundo.
165 GRS / 178.00 CALORIAS
NUTRIENTES
QUANT.
DDR (%)
DENSIDADE DO NUTRIENTE
CLASS.
VITAMINA B1 (TIAMINA)
0.36 mg
24.0
2.4
bom
FOLATOS
76.10 mcg
19.0
1.9
bom
FIBRAS
4.60 g
18.4
1.9
bom
VITAMINA C
10.16 mg
16.9
1.7
bom
FÓSFORO
168.92 mg
16.9
1.7
bom
MANGANÉSIO
0.32 mg
16.0
1.6
bom
VITAMINA B5 (ÁCIDO PANTOTÉNICO)
1.44 mg
14.4
1.5
bom
Benefícios para a Saúde
● Afecções Intestinais
● Dispepsia
● Cólon Irritável
● Colites Crónicas
● Dieta de Desmame (nos lactentes)
● Celiaquia
● Doenças Renais Crónicas
● Colesterol
● Hipertiróidismo
● Magreza em Geral
QUINOA
Quinoa
Pensamos normalmente na quinoa como um grão, mas na verdade é a semente de uma planta que, como indica o seu nome científico Chenopodium Quinoa, está relacionado com beterraba e espinafres.
Estas sementes ricas em aminoácidos, não só são muito ricas do ponto de vista da nutrição, como também muito deliciosas. As sementes cozidas de quinoa são fofas e cremosas, embora um pouco estaladiças. Têm um sabor delicado um pouco a noz. Enquanto o mais popular tipo de quinoa tenha uma cor amarelo transparente, outras variedades apresentam cores como laranja, rosa, vermelho, púrpura ou preto. Embora muita vez difícil de encontrar no mercado, as folhas da planta quinoa são comestíveis, com um sabor semelhante às suas parentes de folhas verdes, os espinafres e a beterraba.
42.40 GRS / 158.73 CALORIAS
NUTRIENTES
QUANT.
DDR (%)
DENSIDADE DO NUTRIENTE
CLASS.
MANGANÉSIO
0.96 mg
48.0
5.4
muito bom
MAGNÉSIO
89.25 mg
22.3
2.5
bom
FERRO
3.93 mg
21.8
2.5
bom
TRIPTOFANOS
0.06 g
18.8
2.1
bom
COBRE
0.35 mg
17.5
2.0
bom
FÓSFORO
174.25 mg
17.4
2.0
bom
Benefícios para a Saúde
● Enxaquecas
● Benefícios Cardiovasculares
● Efeitos Antioxidantes
● Asma Infantil
● Previne Cálculos Biliares
● Diabetes


Trigo

O trigo é o cereal mais produzido no mundo.
O termo trigo vem do latim triticum, que significa cereal.

No tempo do Império romano, cada legião transportava um moinho para cereais e uma provisão de trigo, sendo a carne considerada nesse tempo um alimento de segunda ordem.
Contém todos os aminoácidos necessários à alimentação humana e é o segundo cereal mais rico em proteína e o que tem mais glúten. É exatamente esta qualidade que o faz levedar.

Tem também uma boa diversidade de minerais e contém traços de bário, essencial para a saúde do coração. Tem um óleo de excelente qualidade.

Estes nutrientes não estão presentes no trigo refinado, já que 80% das vitaminas -especialmente a E - e dos minerais desaparecem com a refinação, assim como 93% das fibras.

O investigador canadense Wilfred Shute defende que as doenças cardíacas, epidêmicas nas sociedades modernas, tiveram a sua origem nos processos de moagem introduzidos em 1879, que removem o germe do cereal, que contém mais de metade da totalidade das suas vitaminas. O trigo integral é considerado benéfico para o fígado e é recomendado para a obstipação, especialmente na forma de flocos.

O trigo germinado é particularmente recomendado em casos de carência de vitaminas e de minerais, pois após a germinação aumentam as percentagens desses elementos relativamente aos existentes no grão, como segue: Tiamina (Vit. B1) +28%; Riboflavina (Vit. B2) +315%; Niacina (Vit. B3) +66%; Ácido Pantoténico (Vit. B5) +65%; Biotina (Vit. B8) +111%; Ácido Fólico (B9) +278% e Vitamina C +300%.

O trigo é particularmente saboroso quando cozinhado com feijões ou com o arroz integral (3 partes de arroz para 1 de trigo).
As massas de trigo são um excelente alimento para quem necessita de energia rápida, quem tem pouco tempo para cozinhar. Sob a forma de farinha, o trigo integral pode utilizar-se em cremes e mingaus, para engrossar sopas e em padaria e confeitaria.
O pão integral produzido com farinha integral biológica e levedo natural é muito mais digerível e também mais saboroso. Para quem tem problemas intestinais como obstipação ou problemas pancreáticos, aconselha-se não comer muito pão, em especial torrado; aquecendo-se o pão no vapor durante 2 ou 3 minutos obtém-se um alimento muito mais fácil de digerir do que o pão torrado.
Trigo
Pão, massa, roscas, biscoitos, bolos e queques apenas começam a descrever a lista de alimentos feitos com este grão. O trigo é geralmente classificado como sendo trigo de primavera ou de inverno. Dentro destes dois grupos, o trigo pode ainda ser definido como duro ou macio, dependendo da textura do grão. As cores dos grãos de trigo são brancas ou vermelhas, com reflexos de âmbar.
O trigo, no seu estado não refinado, apresenta um conjunto de nutrientes importantes. Assim, para receber o benefício da totalidade do trigo é preciso distinguir quais os alimentos feitos de farinha de trigo integral daqueles que são refinados e despidos do seu valor natural. O nome científico do trigo, do qual  todas as espécies de trigo derivam é triticum.
183 GRS / 152.12 CALORIAS
NUTRIENTES
QUANT.
DDR (%)
DENSIDADE DO NUTRIENTE
CLASS.
MANGANÉSIO
1.11 mg
55.5
6.6
muito bom
FIBRAS
8.19 g
32.8
3.9
muito bom
TRIPTOFANOS
0.09 g
28.1
3.4
muito bom
MAGNÉSIO
58.24 mg
14.6
1.7
bom
Benefícios para a Saúde
● Doenças Digestivas
● Efeito Laxante
● Regulador do Tráfego Intestinal
● Aumento das Necessidades Nutritivas
● Prevenção de Arteriosclerose
● Obesidade
● Prevenção de Reumatismos
● Prevenção de Cancros
TRIGO SARRACENO
Trigo Mourisco
Embora muita gente pense que o trigo-sarraceno é um cereal, ele é na verdade a semente de um fruto aparentado com o ruibarbo e as azedas. (Classificamo-lo como grão no nosso website porque ele é assim classificado numa perspectiva culinária.) As flores do trigo-sarraceno são muito perfumadas e atraentes para as abelhas que as usam para produzir um mel escuro especial, de aroma forte. Enquanto o trigo-sarraceno é semelhante em tamanho ao grão de trigo, apresenta uma forma triangular única. Para ser comestível, a casca exterior tem de ser removida, um processo que exige equipamento próprio de moagem, devido à sua forma pouco habitual.
Energizante e nutritivo, o trigo-sarraceno é vendido simples ou torrado, este último designado por vezes «kasha», do qual se faz um prato tradicional europeu. O trigo-sarraceno cru tem um sabor suave e subtil, enquanto o trigo-sarraceno cortado tem um sabor mais forte a noz. A sua cor varia do rosa escuro ao castanho. O trigo-sarraceno é muitas vezes servido como alternativa à papa de aveia. O trigo-sarraceno também apresenta altas quantidades de farelo, disponível quer nas variedades leve ou integral, com a variedade integral mais nutritiva. Uma vez que o trigo-sarraceno não contém glúten, é muitas vezes misturado com qualquer tipo de farinha com glúten (como o trigo) para bolos.
170 GRS / 157.43 CALORIAS
NUTRIENTES
QUANT.
DDR (%)
DENSIDADE DO NUTRIENTE
CLASS.
MANGANÉSIO
0.68 mg
34.0
4.0
muito bom
TRIPTOFANOS
0.08 g
25.0
2.9
bom
MAGNÉSIO
85.68 mg
21.4
2.5
bom
FIBRAS
4.54 g
18.2
2.1
bom
Benefícios para a Saúde
● Afecções Circulatórias
● Hipertensão Arterial
● Arteriosclerose
● Fragilidade Capilar
● Aumento das Necessidades Nutritivas