terça-feira, 29 de julho de 2014

Excesso de soja pode inibir absorção de nutrientes

...  e antecipar puberdade?

A polémica da soja. Falam de consumo em excesso, e o que consideram excesso? 100 gr ? 1 kg?
Estes textos alarmantes têm surgido na proporção do aumento, nível Mundial e em especial no Brasil, de vegetarianos/veganos.

Sempre aconselhámos o consumo de soja fermentada(consumidos em países orientais ou o feijão- edamame) mas gosto de tofu e consumo quase todas as semanas cerca de 400-500 gr. Pts é raro mas dá jeito por ser versátil e fácil de preparar. 

Haverá sempre quem diga mal e questione o consumo da soja, não se esqueçam que o lobby carnista é poderoso e não quer perder fregueses .
Tem tantas contradições este texto, para isso só precisamos estar informados sobre o valor nutritivo da soja e consumir moderadamente... e de uma nutricionista  da Associação Brasileira de Nutrição não esperava outra coisa. Andam em guerra com os nutricionistas e nutrólogos Vegetarianos/veganos.

Leiam o texto:


A soja virou uma opção para muitas pessoas. Devido ao seu elevado valor proteico, as pessoas que praticam actividades físicas e procuram uma alimentação mais saudável tentam colocá-la em praticamente todas as refeições, consumindo-a em saladas, na forma de queijo, como sumo e leite. Mas o consumo em excesso do vegetal pode trazer riscos para a saúde, já que possui compostos que inibem a absorção de nutrientes no organismo, além de fitoestrógenio, similar à hormona feminino que pode antecipar a puberdade em meninas.


Segundo a nutricionista da Associação Brasileira de Nutrição Alessandra Paula Nunes, «a forma de preparação, cozida ou fermentada, é que traz benefícios para a saúde. Quando consumida crua, apresenta fitato, que inibe a absorção de alguns minerais como cálcio, magnésio, ferro, cromo e zinco».

Mas a soja pode ser sim uma grande aliada da vida saudável, já que «pode reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, além de controlar a glicemia, reduzir os níveis de colesterol total no sangue, da fracção má do colesterol (LDL) e de triglicéridos», sublinha Nunes.

A soja possui fitoestrogénio, ou seja, tem uma composição molecular que lembra muito a hormona feminina, o estrogénio. Por conta disso, muitos médicos receitam para mulheres que estão na menopausa uma dieta com o consumo do vegetal, pois este poderia ajudar a controlar e reduzir os sintomas, como por exemplo os fortes calores seguidos de mal-estar.

Entretanto, o alimento não é suficiente para tratar casos de queda expressiva da hormona no organismo e não previne qualquer mal-estar da menopausa se consumido anteriormente ao problema. Além disso, a soja age na absorção do cálcio e, a longo prazo, pode ajudar a provocar osteoporose, anemia e desnutrição.

Segundo o endocrinologista do hospital São Luiz Morumbi Luis Eduardo Calliari, o uso em excesso do vegetal é preocupante, pois este pode agir como um desregulador endócrino.
«A soja é um alimento a mais dentro da oferta que temos disponível, mas o que temos de estudos não permite que a utilizemos em grandes quantidades, por conta de riscos que ainda são pouco conhecidos e dos benefícios questionáveis», pondera Calliari.

De acordo com a médica doutorada em endocrinologia pela Universidade de São Paulo Claudia Chang, também deve-se ficar atento com o uso em excesso de derivados de soja por crianças e adolescentes em período de pré-puberdade.
«As crianças que têm alergia a lactose e fazem um uso muito grande de derivados de soja podem ter algum comprometimento hormonal. (...) As meninas podem entrar em processo de puberdade mais cedo, como o desenvolvimento da mama antes da idade. (...) Nos meninos é mais raro, e [a soja] teria de ser consumida numa quantidade muito grande», alerta a médica.


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